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UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

OBRAS-DE-ARTE ESPECIAIS BR-267/MG: PATOLOGIAS x FATORES INFLUENTES

LAURO FERENZINI ALVES

JUIZ DE FORA

2012

LAURO FERENZINI ALVES

OBRAS-DE-ARTE ESPECIAIS BR-267/MG: PATOLOGIAS x FATORES INFLUENTES

Trabalho Final de Curso apresentado ao Colegiado do Curso de Engenharia Civil da Universidade Federal de Juiz de Fora, como requisito parcial à obtenção do título de Engenheiro Civil.

Área de Conhecimento: Construção Civil

Orientadora: Thaís Mayra de Oliveira, D.Sc., Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil.

Juiz de Fora

Faculdade de Engenharia da UFJF

2012

OBRAS DE ARTE ESPECIAIS BR-267/MG: PATOLOGIAS x FATORES INFLUENTES

LAURO FERENZINI ALVES

Trabalho Final de Curso submetido à banca examinadora constituída de acordo com o Artigo 9º do Capítulo IV das Normas de Trabalho Final de Curso estabelecidas pelo Colegiado do Curso de Engenharia Civil, como parte dos requisitos necessários para a obtenção do grau de Engenheiro Civil.

Aprovado em: 03 / 10 / 2012

Por:

Prof. a Thaís Mayra de Oliveira - D. Sc. – Orientadora

Universidade Federal de Juiz de Fora

Prof. Paulo Roberto Miana - M. Sc.

Universidade Federal de Juiz de Fora

Eng. Marcelo Mello do Amaral

Consultoria em Monitoração de Rodovias

RESUMO

Pontes, viadutos, túneis são obras-de-arte especiais (OAE's) que estão sujeitas à ação de diversas patologias da construção, em função do seu uso contínuo e da falta de programas preventivos de manutenção em grande parte dos casos. A detecção precisa e o controle das patologias que afetam as estruturas em questão demandam determinados procedimentos de inspeção e avaliação que dependerão do tipo e porte da construção. Além disso, devem ser estabelecidos procedimentos e métodos-padrão, no sentido de sistematizar as avaliações.

Este trabalho teve como objetivo um levantamento cadastral e análise das patologias registradas “in loco” em uma inspeção expedita realizada nas 16 OAE’s do trecho da BR 267/MG entre as cidades de Juiz de Fora e Leopoldina, bem como um estudo dos fatores que influenciaram no surgimento das patologias encontradas.

Verificou-se que a patologia mais difundida nas estruturas inspecionadas é a corrosão de armadura, presente em quase 94% delas e também que durabilidade das estruturas de concreto armado é diretamente afetada e influenciada pela água, enquanto agente deteriorante e veículo de transporte de substâncias agressivas. Conclui-se que, no caso específico das pontes e viadutos, com a adoção de pingadeiras e um bom sistema de drenagem evitam-se grande parte das patologias encontradas.

Palavras-chave: obras-de-arte especiais; patologias; vistoria.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Viga longitudinal - km 59,300: destacamento da camada de cobrimento de

concreto, com armaduras

17

Figura 2 - Esquema simplificado da pilha de corrosão (DUARTE

18

Figura 3 - Corrosão em armadura de pilar, originada por diferença de aeração

(DUARTE (2010))

19

Figura 4 - Fissura causada por sobrecarga (Ponte do km

22

Figura 5 - Fissura gerada pela expansão da armadura corroída (Ponte do km

23

Figura 6 - Fissura ocasionada por assentamento plástico do concreto (SARTORTI

24

(2008))

Figura 7 - Exemplos de fissuração devido ao tipo de solicitação (Fontes: (a) e (b) fissuração por flexão, (c) devido à punção, (d) devido ao cisalhamento: adaptadas – SARTORT (2008); (e) devido à torção, (f) devido ao esforço trativo: adaptadas -

25

DNER (1994))

Figura 8 - Deterioração progressiva devido à corrosão das armaduras (MENEZES e

AZEVEDO (2009))

26

Figura 9 - Desenvolvimento da RAA no concreto (SOUZA e RIPPER

28

Figura 10 - Ataque por sulfatos (pelo

29

Figura 11 - Laje apresentando a infiltração de águas provocando a lixiviação do

30

concreto (Ponte do km 26,930)

Figura 12 - Representação da evolução dos custos em função da fase da vida da

35

estrutura em que a intervenção é feita (adaptado - HELENE

Figura 13 - Elementos constituintes das pontes, com o acesso na forma de encontro

39

(adaptado - SARTORTI

Figura 14 - Mapa rodoviário da região onde está inserido o trecho estudado

Figura 15 - Seção transversal típica, representando os elementos da super, meso e

infra-estrutura (ODEBRECHT

43

Figura 16 - Armadura corroída em ponto

44

Figura 17 - Detalhe do

44

Figura 18 - Detalhe dos pilares contraventados e dos blocos da antiga ponte

45

demolida

Figura 19 - Corrosão de armadura, eflorescência e lixiviação do concreto no entorno

do

46

Figura 20 - Fraturamento da cortina de contenção

46

Figura 21 - Laje em balanço apresentando umidade, musgo, eflorescência e

47

corrosão de

Figura 22 - Laje com umidade, desagregação do concreto e corrosão de armadura.

 

48

Figura 23 - Mau funcionamento do dreno, corrosão e lascamento do concreto

48

Figura 24 - Detalhe da falha de concretagem / armadura exposta

49

Figura 25 - Umidade, eflorescência e fissuras na laje em

50

Figura 26 - Detalhe da lateral da ponte com o talude de encontro com problemas ao

50

Figura 27 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, eflorescência,

50

corrosão de

Figura 28 - Laje com concreto de má qualidade, com armadura exposta e corroída.

52

Figura 29 - Eflorescência e lixiviação do concreto, evidenciado pela formação de

 

52

Figura 30 - Umidade e eflorescência em toda laje em balanço

52

Figura 31 - Guarda-corpos mal recuperados e deteriorados, apresenta-se com

52

armadura

Figura 32 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, desagregação do

53

concreto e corrosão de

Figura 33 - Corrosão dos estribos e eflorescência na cortina de contenção do aterro.

 

53

Figura 34 - Acesso da ponte com degrau acentuado

54

Figura 35 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, desagregação do

55

concreto e corrosão de

Figura 36 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, desagregação do

concreto e corrosão de armadura na laje em

56

Figura 37 - Eflorescência no concreto da laje central

56

Figura 38 - Marcas de umidade e eflorescência na laje em balanço

56

Figura 39 - Detalhe do engaste do guarda-corpo mal recuperado, com concreto

desagregado e deteriorado, a armadura da laje é deixada exposta

56

Figura 40 - Vegetação encobrindo os drenos

57

Figura 41 - Planta nascendo do interior do tubo de

57

Figura 42 - Má vedação da junta de encontro evidenciado pelas marcas de

58

Figura 43 - Marcas de umidade e eflorescência na laje. Má recuperação do guarda-

 

58

Figura 44 - Falta de manutenção. Vegetação encobrindo os

58

Figura 45 - Corrosão de armadura (evidenciado pelas manchas laranja), fissuras e

60

desagregação do

Figura 46 - Lascamento do concreto, corrosão da armadura, lixiviação e mancha de

60

Figura 47 - Transversina com fissuras transversais, desplacamento do concreto e

corrosão de

60

Figura 48 - Corrosão de armadura, fissuras e lascamento do

61

Figura 49 - Face inferior da transversina com fissuras transversais, desplacamento

do concreto e corrosão de

61

Figura 50 - Detalhe do guarda-corpo mal recuperado e da reforma do tubo de

62

drenagem e

Figura 51 - Detalhe da reforma e/ou reforço da cabeça do

62

Figura 52 - Detalhe da reforma do tubo de drenagem e entorno na laje em balaço.

Acima do tubo observa-se uma área com armadura aparente e

63

Figura 53 - Corrosão de armadura, fissuras e lascamento do

63

Figura 54 - Erosão terreno de fundação e estacas desenterradas

63

Figura 55 - Mau funcionamento dos

65

Figura 56 - Corrosão de armadura, fissuras transversais e desplacamento do

65

concreto na face inferior da viga

Figura 57 - Detalhe do entorno dos drenos apresentando a degradação do concreto

e a consequente corrosão das armaduras

65

Figura 58 - Guarda-corpos mal recuperados

65

Figura 59 - Passagem inferior sob ferrovia

66

Figura 60 - Fissuras e desplacamento no

66

Figura 61 - Eflorescências no teto

67

Figura 62 - Continuação da fenda no

67

Figura 63 - Má qualidade e degradação do

67

Figura 64 - Fenda transversal e infiltrações na lateral

67

Figura 65 - Afloramento de água na junção do arco com a

67

Figura 66 - Ponte sobre o Rio

69

Figura 67 - Fissura longitudinal, desplacamento e corrosão da armadura da viga

69

Figura 68 - Detritos presos à estrutura da ponte e fissura longitudinal na viga

 

69

Figura 69 - Estrutura metálica de suporte do passeio sofrendo

69

Figura 70 - Fissura no

69

Figura 71 - Detalhe do guarda-corpo destruído

69

Figura 72 - Obstrução em drenagem do

70

Figura 73 - Frequência das notas de avaliação

70

Figura 74 - Patologias que ocorrem com maior frequência nas

71

Figura 75 - Localização das patologias nas

72

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Classe de agressividade ambiental (adaptada - NBR 6118 (2007))

21

Tabela 2 - Limite de abertura de fissuras do concreto armado (adaptada - NBR 6118

(2007))

22

Tabela 3 - Localização, extensão e largura das OAE’s

41

Tabela 4 - Instruções para atribuição de notas de avaliação das OAE’s (DNIT

010/2004-PRO (2004))

42

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

 

13

1.1

Estrutura da Pesquisa

14

2 PATOLOGIA EM OBRAS-DE-ARTE ESPECIAIS

16

2.1

Considerações iniciais

16

2.2

Tipos de patologia estrutural

17

2.2.1

Corrosão de armadura

17

2.2.2

Fissuração

 

20

2.2.3

Degradação do concreto

26

2.2.4

Outras patologias

 

31

2.3

Considerações sobre durabilidade

32

3 METODOLOGIA, MANUTENÇÃO E INSPEÇÕES EM OAE’s

34

3.1

Considerações iniciais

34

3.1.1

Tipos de inspeções

 

36

3.1.2

Definições

 

38

3.2

Metodologia

39

3.3

Levantamento das patologias e análise

42

Ponte

1

Km

21,500

44



Ponte

2

Km

26,930

45



Ponte

3

Km

28,380

46



Ponte

4

Km

28,510

47



Ponte

5

Km

31,080

49



Ponte

6

Km

32,540

51



Ponte

7

– Km

32,920

52



Ponte

8

- Km 37,540

54

Ponte

9 – Km 49,130

55

Ponte 10 – Km 50,830

57

 

Viaduto sobre a MG-126 – Km 59,300

59



Ponte

12 – Km 63,840

60



Ponte sobre o Rio Cágado – Km 72,240

62



Ponte sobre o Ribeirão São Fidelis – Km 82,330

64



Túnel sob a RFF – Km 82,330

65



Ponte sobre o Rio Paraibuna – Km 91,300

68

4

CONSIDERAÇÕES FINAIS

73

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

76

ANEXOS

80

1

INTRODUÇÃO

Pontes, viadutos, passagens inferiores, túneis, são de extrema importância para o desenvolvimento de diferentes regiões do país, integrando cidades e reduzindo distâncias. A importância das chamadas obras-de-arte especiais para o desenvolvimento e relacionamento humano tem sido a força que impulsiona o avanço nos conhecimentos das técnicas de construção e manutenção destas estruturas.

Portanto para diversos autores e profissionais da área ainda falta ao Brasil uma cultura de manutenção de suas obras-de-arte. Segundo LEMOS (2005), o que acontece, em boa parte dos casos, é um quase ou total abandono dessas estruturas, chegando a atingir um alto grau de deterioração e só então elas são recuperadas, gerando assim um custo alto se comparado a manutenções preventivas e pequenos reparos.

Devido a acidentes estruturais acontecidos recentemente, gerando prejuízos econômicos e alguns até com perda de vidas, é dada cada vez mais importância a questão da conservação das estruturas.

A garantia de maior vida útil e de satisfatórios desempenhos estrutural e funcional só será obtida através de uma adequada manutenção, que por sua vez deverá fazer parte de um processo mais amplo de gestão, que identifique, através de vistorias periódicas, as avarias existentes, diagnosticando-as e indicando as ações de recuperação (VITÓRIO (2005)).

A temática principal deste trabalho é diagnosticar as patologias (as avarias, descrito acima) e as condições em que se encontram as obras-de-arte especiais localizadas no trecho da BR 267/MG entre as cidades de Juiz de Fora e Leopoldina, bem como um estudo dos fatores que influenciaram no surgimento das patologias encontradas.

Segundo CAVET et al (2010), a verificação precisa e o controle de manifestações patológicas são de fundamental importância para garantir a vida útil para que as OAE’s foram projetadas. Para isso são utilizados determinados métodos de inspeção e avaliação que dependem do tipo de obra em questão.

Para tanto, no desenvolvimento deste trabalho, foram realizadas inspeções nas 16 OAE´s presentes no trecho referido, tomando como base a norma que estabelece parâmetros para inspeções do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT) 010/2004-PRO - Inspeções de Pontes e Viadutos de Concreto Armado e Protendido.

1.1 Estrutura da Pesquisa

Este trabalho foi estruturado em quatro capítulos, os quais apresentam resumidamente os seguintes conteúdos:

No primeiro capítulo é apresentada uma introdução ao assunto, são levantados os principais argumentos do trabalho, procurando contextualizar e caracterizar seu objeto, bem como a estrutura do trabalho proposto;

O segundo capítulo enfatiza as patologias das obras-de-arte especiais, são feitas algumas considerações inicias e apresentados os principais tipos. Também realiza-se uma breve abordagem sobre os conceitos de durabilidade e vida útil das estruturas;

No terceiro capítulo são apresentados os tipos de inspeções, algumas definições para um melhor entendimento do trabalho, a metodologia de coleta de dados e o levantamento das patologias encontradas, bem como a análise de seus fatores influentes;

O quarto capítulo apresenta as considerações finais;

Finalizando, ficam em anexo os modelos das fichas de inspeções utilizadas no levantamento de campo e também as instruções para atribuição de notas de avaliação das OAE’s.

2

PATOLOGIA

2.1 Considerações iniciais

A palavra Patologia é de origem grega (páthos, doença, e lógos, estudo), e é amplamente utilizada nas diversas áreas da ciência, com denominações do objeto de estudo que variam de acordo com o ramo de atividade (SILVA (2010)). Na engenharia o termo patologia está consolidado na área de reabilitação e conservação de edificações/estruturas.

Segundo SILVA (2010), a patologia é uma ciência formada por um conjunto de teorias que serve para explicar o mecanismo e a causa da ocorrência de determinada manifestação patológica, e esta ultima é a expressão resultante de um mecanismo de degradação. A maioria dos autores adotam como “sinônimos” os dois termos.

Portanto pode-se dizer que a patologia estuda: manifestação, mecanismo de ocorrência, causa, natureza, origens e consequências. E ainda, como objetivo deste trabalho, em uma vistoria em obras-de-arte especiais, verifica-se uma manifestação patológica ou simplesmente uma patologia na estrutura.

Designa-se genericamente por Patologia das Estruturas o novo campo da Engenharia das Construções que se ocupa do estudo das origens, formas de manifestações, consequências e mecanismos de ocorrência das falhas e dos sistemas de degradação das estruturas, assim definem SOUZA e RIPPER (1998).

Segundo SARTORTI (2008), o estudo das patologias estruturais engloba a análise detalhada do problema descrevendo as causas, as formas de manifestação, os mecanismos de ocorrência, a profilaxia e a manutenção estrutural.

Como no presente trabalho todas as obras-de-arte especiais analisadas foram construídas em concreto armado, serão abordadas somente as patologias mais comuns neste tipo de estrutura e/ou mais observadas nas vistorias realizadas.

2.2 Tipos de patologia estrutural

2.2.1 Corrosão de armadura

A corrosão da armadura, certamente, é a mais generalizada das patologias do concreto, sendo observada, principalmente, em peças de concreto aparente. Apresenta-se como o principal mecanismo de deterioração das estruturas de concreto armado, vide Figura 1, onde se mostra uma viga com corrosão na armadura longitudinal e estribos, devido à exposição ao meio ambiente.

Ambientes agressivos, porosidade elevada, alta capilaridade, deficiência no cobrimento, materiais de construção com problemas e fissuração acentuada, são os fatores preponderantes na influência da criação de um estado de corrosão da armadura (SARTORTI (2008)).

de um estado de corrosão da armadura (SARTORTI (2008)). Figura 1 - Viga longitudinal - km

Figura 1 - Viga longitudinal - km 59,300: destacamento da camada de cobrimento de concreto, com armaduras expostas.

No caso da corrosão do aço no interior do concreto, segundo DUARTE (2010) o processo possui caráter eletroquímico (onde existe um anodo e um catodo), ou seja, há reações químicas que envolvem o transporte de cargas elétricas “formação de pilhas eletroquímicas”. A água presente no concreto serve de eletrólito. Qualquer diferença de potencial entre pontos podem gerar uma corrente, iniciando o processo de corrosão, seja por variação de umidade, aeração, concentração salina ou tensão no concreto e no aço (MENEZES e AZEVEDO (2009)). A Figura 2 ilustra uma pilha eletroquímica, onde destaca o mecanismo da corrosão.

pilha eletroquímica, onde destaca o mecanismo da corrosão. Figura 2 - Esquema simplificado da pilha de

Figura 2 - Esquema simplificado da pilha de corrosão (DUARTE (2010)).

Dentre os agentes causadores de diferenças de potencial nas peças de concreto armado, a aeração é o principal. Na aeração, devido à diferença de permeabilidade do concreto em diferentes regiões das peças ou em áreas com o início de fissuração, ela atinge as armaduras. As áreas anódicas são as regiões menos aeradas, onde o ferro vai se oxidando e formando o óxido de ferro hidratado (Fe 2 O 3 . nH 2 O) (DUARTE (2010)).

Na Figura 3, é apresentado um exemplo de processo corrosivo causado pela aeração diferencial em um pilar. Devido a diferença de permeabilidade do concreto, em dois trechos distintos da peça, é desencadeada a corrosão.

trechos distintos da peça, é desencadeada a corrosão. Figura 3 - Corrosão em armadura de pilar,

Figura 3 - Corrosão em armadura de pilar, originada por diferença de aeração (DUARTE (2010)).

Em uma determinada peça, em condições normais, a armadura encontra-se sob proteção de uma camada do concreto, proteção esta que pode ser de caráter físico ou químico. Quando o concreto funciona como uma barreira impermeável contra agentes externos, o caráter é dito físico, quando a alta alcalinidade do concreto propicia a formação de uma película passivante sobre a superfície do aço, o caráter é químico.

Para que as reações de corrosão aconteçam, de acordo com MENEZES e AZEVEDO (2009) é necessário que ocorra a despassivação da armadura, na qual ocorre frente a pelo menos uma das duas condições básicas: presença de quantidade suficiente de cloreto ou diminuição da alcalinidade do concreto.

O ataque por íons cloreto, que rompe a película passivadora, e a carbonatação, que

reduz o pH no meio, são os dois principais agentes que promovem a despassivação

da armadura no concreto, porém outros mecanismos também podem atuar, como por exemplo, ação de águas ácidas, fungos, fuligem e reações expansivas com sulfatos (DUARTE (2010)).

Na ação de carbonatação ocorre a diminuição da alcalinidade do concreto que cobre

a armadura, em função da reação do hidróxido de cálcio com compostos do meio,

produzindo principalmente sais de cálcio. Com a decorrência dessa ação surge uma fragilidade no concreto expondo as armaduras ao contato com o meio.

Na atuação dos cloretos, os íons apresentam a capacidade de romper a camada de óxido que protege as armaduras, ao mesmo tempo em que facilitam a dissolução do cimento (ver item 2.2.3.2). Dessa forma, expõem a armadura aos mecanismos de deterioração. O ataque por cloretos é um dos problemas mais sérios que podem ocorrer em concreto armado, embora se saiba que uma pequena concentração de cloretos é tolerada pela estrutura.

2.2.2

Fissuração

Por definição, segundo a norma DNIT 083 (2006), a trinca é uma fratura linear no concreto; as trincas podem se desenvolver parcial ou completamente ao longo de um elemento estrutural, não havendo uma separação nítida e indiscutível entre trincas e fissuras, tendo essas últimas aberturas menores. A norma da ABNT NBR 9575 (2010) define que as microfissuras têm abertura inferior a 0,05 mm, as fissuras têm aberturas de até 0,5 mm e, por fim, as trincas têm aberturas maiores de 0,5 mm e menores de 1,0 mm.

No concreto armado, a fissuração das estruturas é inevitável e inerente a própria técnica de dimensionamento como pregam as normas e regulamentos. SARTORTI (2008) descreve que concreto é um material com baixa resistência à tração e as fissuras inerentes a essa solicitação são comuns e, já no caso de fissuras por compressão, o estado da estrutura é mais crítico, pois o concreto está sob efeito de esmagamento e ruptura frágil.

Entretanto, segundo o Manual do DNER (1994) elas passam a se constituir em problema patológico quando apresentam abertura superior aos valores admissíveis ou quando não são originárias do funcionamento normal da peça estrutural.

Dentre todas as patologias, exceto no caso de deformações muito acentuadas, é a que, segundo SOUZA e RIPPER (1998), mais chama a atenção dos leigos, proprietários e usuários aí incluídos, para o fato de que algo de anormal está a acontecer.

A norma para projetos de estruturas de concreto, NBR 6118 (2007), descreve limites de abertura de fissuras segundo a classe de agressividade do meio onde a estrutura se encontra. A Tabela 1 relaciona o ambiente em que a estrutura irá atuar com a classe de agressividade ambiental e a Tabela 2, relaciona esta com a abertura limite de fissura a adotar nos projetos de estruturas concreto armado.

Tabela 1 - Classe de agressividade ambiental (adaptada - NBR 6118(2007))

Classe de

agressividade

ambiental

Classificação geral do tipo de ambiente para efeito de projeto

Risco de deterioração da estrutura

Agressividade

I

Fraca

Rural Submersa Urbana1), 2)

Insignificante

II

Moderada

Pequeno

III

Forte

Marinha1)

Grande

Industrial1), 2) Industrial 1), 3) Respingos de maré

IV

Muito forte

Elevado

1) e 2) Possível abrandamento da classe de agressividade ambiental devido a algumas considerações (ver tabela 6.1, p.16 – ABNT NBR 6118:2007) 3) Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia, branqueamento em indústrias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes, indústrias químicas.

Tabela 2 - Limite de abertura de fissuras do concreto armado (adaptada - NBR 6118 (2007))

Tipo de concreto estrutural

Classe de agressividade ambiental (CAA) e tipo de protensão

Exigências relativas à fissuração

Combinação de ações em serviço a utilizar

 

CAA I

ELS-W W k ≤ 0,4 mm

 

Concreto armado

CAA II e CAA III

ELS-W W k ≤ 0,3 mm

Combinação frequente

CAA IV

ELS-W W k ≤ 0,2 mm

NOTA - ELS-W: Estado limite de abertura das fissuras

As obras-de-arte especiais não diferem de quaisquer outras em relação à fissuração de suas partes de concreto. LOURENÇO et al (2009) afirmam que a ocorrência de fissuras é um fenômeno bastante comum nas pontes de concreto armado em todo mundo. Sua origem está relacionada a uma distribuição irregular de tensões no interior da estrutura, embora também possa ser originada a partir da decomposição ou desagregação do concreto. Ou seja, a formação das fissuras está ligada a situações externas ou internas.

Entre as ações externas aos componentes, estão as fissuras causadas por movimentações térmicas, higroscópicas (propriedade de absorver água), sobrecargas (Figura 4), deformações de elementos de concreto armado e recalques diferenciais. Entre as ações internas, as causas das fissuras estão ligadas à retração dos produtos à base de cimento e às alterações químicas dos materiais de construção (Figura 5).

químicas dos materiais de construção (Figura 5). Figura 4 - Fissura causada por sobrecarga (Ponte do

Figura 4 - Fissura causada por sobrecarga (Ponte do km 91,300).

Figura 5 - Fissura gerada pela expansão da armadura corroída (Ponte do km 91,300). A

Figura 5 - Fissura gerada pela expansão da armadura corroída (Ponte do km 91,300).

A seguir são apresentados alguns dos tipos mais comuns de fissuras em obras-de-

arte especiais.

2.2.2.1 Fissuras de retração plástica e assentamento plástico

Ocorrem antes do endurecimento do concreto e ambas estão associadas com a exsudação. Segundo o Manual do DNER (1994), as fissuras de retração plástica surgem logo após o adensamento e acabamento da superfície horizontal do concreto. Ela é provocada pela rápida perda da água de amassamento, que ocorre por absorção excessiva das formas ou principalmente pela evaporação.

Após o lançamento e a vibração do concreto, a areia e as pedras, com densidades maiores tendem a descer dentro da pasta de cimento, com densidade menor, ocorrendo então o chamado auto-adensamento dos sólidos. Parte da água (a que

não está reagindo com o cimento), com a menor densidade dentre os citados, sobe,

e aflora na superfície da laje. Com a evaporação, o concreto tem seu volume

reduzido na superfície e, devido a restrições à variação volumétrica, fissura.

Já a fissuração por assentamento plástico, vide Figura 6, ocorre sempre que este movimento natural da massa, resultante da ação da força da gravidade, é impedido pela presença de fôrmas ou de barras da armadura (SOUZA e RIPPER (1998)).

de fôrmas ou de barras da armadura (SOUZA e RIPPER (1998)). Figura 6 - Fissura ocasionada

Figura 6 - Fissura ocasionada por assentamento plástico do concreto (SARTORTI (2008)).

2.2.2.2 Fissuras de retração térmica

As fissuras de retração térmica podem ser de origem interna ou externa. As de origem interna estão associadas à liberação de calor das reações exotérmicas de hidratação do cimento. Estas ocorrem nas primeiras idades do concreto (entre um dia e três semanas após a concretagem), durante o processo de resfriamento do mesmo (DNER (1994)). Devido ao resfriamento a peça contrai e, se impedida, leva a fissuração.

A variação da temperatura ambiente provoca movimentação de contração e dilatação nas peças das estruturas, que se impedidos geram fissuras de retração térmica de origem externa. Segundo SOUZA e RIPPER (1998), a instauração de diferentes estados de tensão em diferentes seções de uma mesma peça estrutural e a criação de um estado de sobretensão gerado por contração ou dilatação térmica, são situações que normalmente geram fissuração.

2.2.2.3

Fissuras devidas à ação dos carregamentos/sobrecargas

Segundo SOUZA (2001), a atuação de sobrecargas, previstas ou não em projeto, pode produzir a fissuração de componentes de concreto armado sem que isto implique, necessariamente, ruptura do componente ou instabilidade da estrutura. Entretanto o mesmo autor enfatiza que o raciocínio exposto anteriormente não pode ser estendido de forma indiscriminada, já que existem casos em que é limitada a possibilidade de redistribuição das tensões geradas pelas fissuras.

O Manual do DNER (1994) descreve que quando estas fissuras se apresentam com aberturas superiores aos limites permitidos (vide Tabela 2, apresentada anteriormente), normalmente está-se diante de uma das seguintes situações:

erro de dimensionamento da quantidade de armação;

carregamentos superiores aos previstos em projeto;

funcionamento da estrutura em desacordo com o modelo que serviu para análise da mesma.

Para essas situações, a fissura gerada pelas solicitações de tração, de flexão, de cisalhamento, de torção e de punção geralmente tem características bem definidas. Na Figura 7 são apresentados alguns exemplos.

definidas. Na Figura 7 são apresentados alguns exemplos. Figura 7 - Exemplos de fissuração devido ao

Figura 7 - Exemplos de fissuração devido ao tipo de solicitação (Fontes: (a) e (b) fissuração por flexão, (c) devido à punção, (d) devido ao cisalhamento: adaptadas – SARTORT (2008); (e) devido à torção, (f) devido ao esforço trativo: adaptadas - DNER (1994)).

2.2.2.4

Fissuras devidas a corrosão das armaduras

A corrosão da armadura, como já dito anteriormente, é a mais generalizada das patologias do concreto. Com o aumento do volume da armadura decorrente da corrosão, é gerada uma tensão no interior da peça, originando fissuras longitudinais paralela à armadura corroída (vide 2.2.2, Figura 5). Tal fato, segundo CAROL (2011), pode gerar esforços radiais que exercem pressões de expansão superiores a 15 MPa. Devido a tais esforços, pode-se chegar até ao lascamento da estrutura (Figura 8).

pode-se chegar até ao lascamento da estrutura (Figura 8). Figura 8 - Deterioração progressiva devido à

Figura 8 - Deterioração progressiva devido à corrosão das armaduras (MENEZES e AZEVEDO

(2009)).

2.2.3 Degradação do concreto

A degradação por desagregação do material é um fenômeno que frequentemente pode ser observado nas estruturas de concreto, causado pelos mais diversos fatores, ocorrendo, na maioria dos casos, em conjunto com a fissuração (LEMOS

(2006)).

O processo de deterioração depende tanto das propriedades do meio onde o concreto se encontra, incluindo a concentração de ácidos, sais e bases, como do

próprio concreto. As reações expansivas e a corrosão são as principais causadoras desse fenômeno.

Segundo SARTORTI (2008), a particularidade da corrosão do concreto está em que as reações de deterioração são somente químicas e não eletroquímicas, que predominam no aço. A corrosão ocorre por causa da reação da pasta de cimento com determinados elementos químicos, causando em alguns casos a dissolução do ligante ou a formação de compostos expansivos, que são fatores deteriorantes do concreto (DESTRO (2011)). A seguir serão detalhadas as mais atuantes nas OAE’s.

2.2.3.1 Degradações devido às reações expansivas no concreto

Reação álcalis-agregados

Segundo LUCCA (2010) esta reação é dividida em reação álcali-sílica, álcali-silicato e álcali-carbonato, acontecem no interior do concreto e pode ser explicada como uma reação química entre álcalis, provenientes principalmente do cimento, e alguns minerais reativos contidos no agregado (na presença de água).

Estas reações são expansivas, pela formação adicional de sólidos em meio confinado, provocando, de início, a fissuração da superfície do concreto, conferindo à mesma o aspecto de um mosaico, para posteriormente vir a desagregar a estrutura (SOUZA e RIPPER (1998)).

LEMOS (2005) faz a seguinte distinção dos três tipos deletérios da reação:

Reação álcali-sílica - envolve a presença de sílica amorfa ou certos tipos de vidros naturais (vulcânicos) e artificiais.

Reação álcali-silicato - é da mesma natureza da reação álcali-sílica porém, o processo ocorre mais lentamente, envolvendo alguns silicatos presentes nos feldspatos, folhelhos, argilosos, certas rochas sedimentares, (como as grauvacas), metamórficas, (como os quartzitos) e magmáticas (como os

granitos) e, fundamentalmente, a presença do quartzo deformado (tensionado) e minerais expansivos.

Reação álcali-carbonato - ocorre entre certos calcários dolomíticos e as soluções alcalinas presentes nos poros do concreto.

SOUZA e RIPPER (1998) chamam esta última de reação álcalis-dolomita e descreve que é uma expansão típica dos cristais de calcário dolomítico em solução de hidróxido de sódio, presente nos cimentos, que se caracteriza pela formação de novos sólidos sem que haja a dissolução do sólido primitivo, o que, necessariamente, implica expansão, conforme Figura 9.

que, necessariamente, implica expansão, conforme Figura 9. Figura 9 - Desenvolvimento da RAA no concreto (SOUZA

Figura 9 - Desenvolvimento da RAA no concreto (SOUZA e RIPPER (2008)).

Reações dos sulfatos com os compostos do cimento

Nesse processo de degradação, ocorre a atuação de águas sulfatadas (ex. efluentes industriais, esgotos) ou até de agregados onde há a presença de sulfatos, tendo em

vista o enorme poder expansivo da reação dos sulfatados com o aluminato tricálcio dos cimentos.

Segundo LEMOS (2006), no processo de fabricação do cimento acrescenta-se gesso. Este reage antes das vinte e quatro horas com parte do aluminato tricálcico formando etringita. A outra parte do aluminato fica livre para reagir caso, posteriormente, encontre sulfatos, seja nos agregados ou nas águas com as quais o concreto vai entrar em contato, produzindo mais etringita que é expansiva, mas numa fase em que o concreto já está endurecido.

A degradação também ocorre na reação entre rochas caulinizadas, ou feldspatos calco-sódicos, que contêm alumina, em presença do cálcio do cimento, com os íons sulfatos, quer do próprio concreto, quer vindos do exterior, aproveitando-se da estrutura porosa do concreto (SOUZA e RIPPER (1998)). Forma-se de um novo sólido, o sulfoaluminato tricálcico (etringite), sem a dissolução da alumina primitiva, gerando expansão, sendo o fenômeno facilitado pelo próprio cimento Portland, que é um meio saturado de hidróxido de cálcio endurecido. A Figura 10 exemplifica essas reações.

cálcio endurecido. A Figura 10 exemplifica essas reações. Figura 10 - Ataque por sulfatos (pelo autor).

Figura 10 - Ataque por sulfatos (pelo autor).

2.2.3.2

Degradações devido à corrosão do concreto

Lixiviação

A lixiviação é o processo de extração de uma substância presente em componentes sólidos através da sua dissolução num líquido. Nas estruturas de concreto, segundo

SARTORTI (2008), é definida como sendo a dissolução e o arrasto do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , e outros compostos e hidratados, com a formação de estalactites e estalagmites na superfície do concreto atacado (vide Figura 11). O hidróxido de cálcio possui a função, conjuntamente com outras substâncias, de promover a coesão do concreto.

No mesmo sentido SOUZA e RIPPER (1998) descrevem que o transporte da água pela estrutura porosa do concreto implica na dissolução do hidróxido de cálcio, com o conseqüente abaixamento do pH do concreto, fazendo precipitar gel de sílica (casos em que o pH pode ver-se reduzido a 10.5) ou de alumina (pH < 7), e desagregando o concreto.

Resumindo, a lixiviação ocorre devido a solubilidade do concreto por águas ácidas, principalmente quando há percolação das mesmas através do mesmo (DNER

(1994)).

há percolação das mesmas através do mesmo (DNER (1994)). Figura 11 - Laje apresentando a infiltração

Figura 11 - Laje apresentando a infiltração de águas provocando a lixiviação do concreto (Ponte do km 26,930)

Reação iônica

A reação iônica ocorre em virtude da reação de alguns íons com substâncias químicas existentes no cimento. Os principais íons reagentes são de magnésio, amônio, cloro e de nitrato (SARTORTI (2008)). Esta reação leva à formação de compostos solúveis, que são carreados pela água em movimento ou que permanecem onde foram formados, mas, nesse último caso, sem poder aglomerante (SOUZA e RIPPER (1998)).

2.2.4 Outras patologias

Além das patologias citadas, a Instrução de Projeto do DER-SP (2006) relaciona as mais encontradas em obras-de-arte especiais.

deficiências do projeto;

movimentação do escoramento e de formas, fuga de nata de concreto;

deficiências de execução;

recalques diferencias;

ataque biológico;

falta de aderência entre concreto e concreto, e concreto e aço;

desgaste do concreto: atrito, abrasão;

flechas, desaprumo, recalques, flambagem, ligações e emendas de peças;

esmagamento, deslocamento e distorção de aparelhos de apoio;

recalques nos encontros da obra;

erosão dos taludes de acesso;

drenagem da obra de arte especial, dos taludes de acesso e nos acessos à obra.

2.3

Considerações sobre durabilidade

A NBR 14037 (2011) define durabilidade como a propriedade da edificação e de suas partes constituintes de conservarem a capacidade de atender aos requisitos funcionais para os quais foram projetadas, quando expostas às condições normais de utilização ao longo da vida útil projetada.

Quanto à durabilidade, segundo LEMOS (2006), a das estruturas de concreto armado já foi considerada ilimitada, mas com a utilização crescente desse material, esse entendimento tende a mudar, pois muitas estruturas começaram a apresentar degradações com pouco tempo de uso.

Portanto a durabilidade tornou-se, hoje, um dos fatores mais importantes na construção de uma estrutura. Os construtores e, principalmente, os clientes almejam por estruturas de concreto com vida útil cada vez mais longa e menos gastos relativos a manutenções e reparos das mesmas (MENEZES e AZEVEDO (2009)).

Reforçando as idéias acima, SARTORTI (2008) afirma que termos como desempenho, durabilidade, conformidade, vida útil e manutenção são cada vez mais freqüentes no meio técnico, podendo-se dizer que não sairão mais dele.

Em geral, os estudos sobre a durabilidade das estruturas de concreto consideram os aspectos relativos aos constituintes dessa estrutura (agregados, cimentos, aço), de sua mistura (relação água/cimento ou água/aglomerante, uso de aditivos, etc.) ou então a sua construção (condição de cura, por exemplo) (LEMOS (2006)). Além das características do próprio material, fatores ligados ao projeto, à execução, utilização e à manutenção da mesma, estão intimamente ligados ao surgimento de patologias, vistas no item 2.2, que influenciam na durabilidade das estruturas, entre elas as OAE’s.

No que se refere ao parâmetro manutenção, segundo ARAUJO e PANOSSIAN (2010), é frequente a sua omissão nas edificações brasileiras, como pontes e viadutos, as quais são retiradas de serviço prematuramente, antes do cumprimento de sua vida útil projetada. No entanto não é uma tarefa fácil, a manutenção deve ser

realizada periodicamente e tem sua eficiência dependente da correta seleção e execução das técnicas de conservação e recuperação.

Já a manutenção preventiva, é executada a partir de informações fornecidas por inspeções levadas a efeito em intervalos regulares de tempo, de acordo com critérios preestabelecidos de redução das probabilidades de ruína ou de degradação da estrutura, visando uma extensão programada de sua vida útil (AMORIM (2010)). Os conceitos de manutenção e inspeções em OAE’s serão abordados no próximo capítulo.

3 METODOLOGIA, MANUTENÇÃO E INSPEÇÕES EM OAE’S

Para um melhor entendimento do presente trabalho, faz-se necessário a exposição de alguns conceitos e definições. Portanto, conceitos como manutenção, inspeção/vistoria, entre outros, serão abordados, bem como algumas definições sobre obras-de-arte especiais.

3.1 Considerações iniciais

A manutenção das OAE’s compreende importantes processos que contribuem para a conservação e a melhora de desempenho das mesmas. Além disso, empreendimentos de recuperação e reabilitação são custosos, o que aumenta a relevância da manutenção e da prevenção de patologias nessas estruturas.

Na mesma linha, segundo HELENE (2004), do ponto de vista econômico, todas as medidas visando durabilidade, tomadas a nível de projeto são sempre muitas vezes mais convenientes, mais seguras e mais baratas que medidas protetoras tomadas a posteriori. Os custos de intervenção na estrutura para atingir um certo nível de durabilidade e proteção, crescem exponencialmente quanto mais tarde for essa intervenção (Figura 12).

Figura 12 - Representação da evolução dos custos em função da fase da vida da

Figura 12 - Representação da evolução dos custos em função da fase da vida da estrutura em que a intervenção é feita (adaptado - HELENE (2004)).

Como as obras-de-arte especiais da BR-267/MG estudadas já estão construídas e em pleno funcionamento, o foco será nas etapas de manutenção preventiva e corretiva. Por manutenção preventiva entende-se aquela que é executada a partir das informações fornecidas por inspeções levadas a efeito em intervalos regulares de tempo, de acordo com critérios pré-estabelecidos de redução das probabilidades de ruína ou de degradação da estrutura, visando uma extensão programada de sua vida útil (SOUZA e RIPPER (1998)).

A manutenção corretiva é a manutenção da infra-estrutura física das OAE’s que

aconteça em função da ocorrência de falha/defeito, e segundo HELENE (2004), corresponde aos trabalhos de diagnóstico, reparo, reforço e proteção das estruturas

que já perderam sua vida útil de projeto e apresentam manifestações patológicas evidentes.

A inspeção ou vistoria é a primeira fase dessas ações e é representada pelo

conjunto de procedimentos técnicos, realizados de acordo com um planejamento prévio, que fornece todos os dados sobre a obra em um determinado instante (VITÓRIO (2006)).

Segundo MOTTI et al (2007), a finalidade da vistoria é a de identificar a necessidade de manutenção estrutural, estabelecer a reabilitação ou a substituição da estrutura, bem como fornecer guias e metodologias para que os engenheiros tomem decisões

racionais quanto a manutenção ou reabilitação da ponte ou viaduto e de outras estruturas rodoviárias.

3.1.1 Tipos de inspeções

No Brasil a norma da ABNT NBR 9452 (1986) fixa as condições exigíveis na realização de vistorias (ou inspeções) em pontes e viadutos de concreto e na apresentação dos resultados destas vistorias. Esta aplicam-se também às obras de arte correntes de concreto.

A NORMA DNIT 010/2004-PRO, que utiliza a NBR 9452 (1986) como referência normativa, também fixa as condições exigíveis para a realização de inspeções em pontes, viadutos, pontilhões e bueiros de concreto estrutural (armado e protendido), utilizados em estradas de rodagem, e na apresentação dos resultados das referidas inspeções. No presente trabalho foi utilizado a metodologia e os modelos de ficha de inspeção cadastral expedita e inspeção rotineira expedita da última norma referida acima.

A diferença mais significativa entre as duas normalizações citadas é o acréscimo de dois novos tipos de vistoria pela norma do DNIT. Além das inspeções cadastral, rotineira e especial ela acrescenta a Inspeção Extraordinária e a Inspeção Intermediária. Os tipos de inspeções em OAE’s são detalhados a seguir.

3.1.1.1 Inspeção Cadastral

Segundo a NBR 9452 (1986), trata-se de uma vistoria de referência, quando são anotados os principais elementos relacionados à segurança e durabilidade da obra. Este tipo de vistoria é complementado com o levantamento dos principais documentos e informes construtivos da obra vistoriada.

A Inspeção Cadastral é a primeira inspeção que se realiza em uma ponte e, preferencialmente ou mesmo, obrigatoriamente, logo após sua construção, quando ainda se encontram disponíveis os elementos de projeto e os relatórios da

fiscalização ou supervisão, que devem conter todos os informes construtivos (DNIT 010/2004-PRO (2004)). Ainda, segundo a mesma norma, trata-se de uma inspeção fartamente documentada que servirá de referência para todas as inspeções posteriores.

3.1.1.2 Inspeção Rotineira

É uma vistoria destinada a manter atualizado o cadastro da obra, devendo ser

realizada a intervalos de tempo regulares não superiores a um ano. Esta vistoria também pode ser motivada por ocorrências excepcionais (NBR 9452 (1986)).

A Norma DNIT 010/2004-PRO (2004) propõe um intervalo mais dilatado entre as

inspeções, habitualmente de dois anos. Ainda segundo a norma, nessas inspeções deve ser verificada visualmente a evolução de falhas detectadas em inspeção anterior, bem como anotados novos defeitos e ocorrências, tais como reparos, reforços, recuperações e qualquer modificação de projeto, realizadas no período. Não existindo ou não tendo sido localizada a Inspeção Cadastral, a primeira Inspeção Rotineira deve ser transformada em Inspeção Cadastral.

3.1.1.3 Inspeção Especial

Vistoria pormenorizada da obra, visual e/ou instrumental, com a finalidade de interpretar e avaliar ocorrências danosas detectadas pela Vistoria Rotineira (NBR 9452 (1986)).

A Inspeção Especial deverá ser efetuada em intervalos máximos de cinco anos, em

todas as pontes consideradas excepcionais, pelo seu porte, pelo seu sistema estrutural ou pelo seu comportamento problemático, ou sempre que julgado necessário por uma Inspeção Rotineira, em qualquer obra (Publicação IPR - 709

(2004)).

3.1.1.4

Inspeção Extraordinária

Inspeção Extraordinária é uma inspeção não programada, solicitada para avaliar um dano estrutural excepcional, causado pelo homem ou pela natureza (DNIT 010/2004-PRO (2004)).

3.1.1.5 Inspeção intermediária

Inspeção recomendada para monitorar uma deficiência suspeitada ou já detectada, tal como um pequeno recalque de fundação, uma erosão incipiente, um encontro parcialmente descalçado, o estado de um determinado elemento estrutural etc. (DNIT 010/2004-PRO (2004)).

3.1.2

Definições

Com o objetivo de definir o significado dos termos deste trabalho, são apresentados alguns conceitos gerais para ajudar na sua objetividade. Os conceitos de infraestrutura, mesoestrutura e superestrutura, foram retirados de LANER (2001) e estão de acordo com a metodologia empregada neste trabalho (vide Figura 13).

Ponte: obra destinada à transposição de obstáculo à continuidade do leito normal de uma via, cujo obstáculo deve ser constituído por água, como rios, braços de mar, lagos, lagoas etc.;

Viaduto: obra destinada à transposição de obstáculo à continuidade do leito normal de uma via, cujo obstáculo não é constituído por água, como vales, outras vias etc.;

Pontilhão: ponte, inclusive apoios, com vão livre igual ou inferior a seis metros;

Passagem inferior: obra destinada à transposição sob uma via permitindo à continuidade do leito normal da via principal (no caso estudado, uma ferrovia);

Infraestrutura: são os blocos, sapatas, estacas, tubulões e as peças de ligação dos diversos elementos que servem para transmitir ao solo os esforços recebidos da mesoestrutura;

Mesoestrutura: são os elementos intermediários, isto é, os pilares e encontros que recebem os esforços da superestrutura bem como os esforços provenientes de outras solicitações como pressão do vento e movimentação das águas;

Superestrutura:

secundárias;

geralmente constituída por lajes, juntas e vigas principais e

Acesso: pode ser em balanço (continuidade da estrutura, faz parte da superestrutura) ou encontro (elemento situado nas extremidades da OAE e com função de arrimar o solo e suportar a mesma, faz parte da mesoestrutura).

o solo e suportar a mesma, faz parte da mesoestrutura). Figura 13 - Elementos constituintes das

Figura 13 - Elementos constituintes das pontes, com o acesso na forma de encontro (adaptado - SARTORTI (2008)).

3.2

Metodologia

A parte prática do presente trabalho foi elaborada com base nos procedimentos descritos na Norma DNIT 010/2004. Alguns destes não puderam ser seguidos tal como apresentados na norma por limitações do trabalho, como a ausência de equipamentos especiais, ausência dos projetos das estruturas, impossibilidade da visualização de placas de transição nas OAE’s, ausência de inspetores com no mínimo cinco anos de experiência em projeto e inspeção de pontes.

A N orma DNIT

em

dos resultados das referi das inspe ções.

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da

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Rodovia

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universo vistoriado foi constit uído de u m viaduto,

catorze p ontes, con forme a T abela 3.

de u m viaduto, catorze p ontes, con forme a T abela 3. Figura 14 -

Figura 14 - Mapa rodo viário da reg ião onde est á inserido o trecho estu dado (destac ado).

Tabela 3 - Localização, extensão e largura das OAE’s

Ordem

OAE's

Km

Comprim. (m)

Largura (m)

1

Ponte

21,500

60,0

12,0

2

Ponte

26,930

74,0

10,6

3

Ponte

28,380

46,0

10,6

4

Ponte

28,510

58,0

10,0

5

Ponte

31,080

38,3

11,0

6

Ponte

32,540

44,0

10,6

7

Ponte

32,920

52,0

10,6

8

Ponte

37,540

60,0

10,8

9

Ponte

49,130

25,0

8,3

10

Ponte

50,830

8,6

8,2

11

Viaduto sobre a MG-126

59,300

29,2

9,9

12

Ponte

63,840

42,0

10,0

13

Ponte sobre o Rio Cágado

72,240

25,2

10,0

14

Ponte sobre o Ribeirão São Fidelis

82,330

53,4

10,0

15

Túnel sob a RFF

89,900

28,2

6,5

16

Ponte sobre o Rio Paraibuna

91,300

44,0

5,1

Como não havia informações sobre inspeções anteriores das obras-de-arte em questão, a inspeção rotineira foi transformada em inspeção cadastral, conforme indica a norma. Esta inspeção foi registrada com fotos e preenchida a ficha cadastral, sugerida, conforme o modelo do Anexo A (ficha de inspeção cadastral expedita).

Para uma avaliação qualitativa da estrutura, foi realizado o preenchimento da ficha de inspeção rotineira, conforme o modelo presente no Anexo B (Ficha de inspeção rotineira expedita) levando em consideração as instruções para atribuições de notas de avaliação indicada na tabela 4.

Ainda sobre a avaliação na inspeção rotineira, foi realizada uma avaliação qualitativa particular dos elementos estruturais (pilares, vigas e lajes) e posteriormente uma avaliação, também qualitativa da infraestrutura, mesoestrutura e superestrutura como um todo. Após esta análise foi atribuída uma nota ao elemento que esta sendo avaliado.

Esta nota varia de 1 a 5 e indica a necessidade de uma vistoria mais detalhada, os danos na estrutura, a ação corretiva, as condições de estabilidade e a classificação

das condições da ponte (vide tabela 4). Ressalta-se que a nota final da estrutura corresponde a menor dentre as notas recebidas pelos seus elementos com função estrutural.

Tabela 4 - Instruções para atribuição de notas de avaliação das OAE’s (DNIT 010/2004-PRO (2004))

NOTA

DANOS NO ELEMENO / INSUFICIÊNCIA ESTRUTURAL

AÇÃO CORRETIVA

CONDIÇÕES DE

CLASSIFICAÇÃO DAS CONDIÇÕES DA PONTE

ESTABILIDADE

5

Não há danos nem insuficiência estrutural.

Nada a fazer.

Boa

Obra sem problemas

 

Há alguns danos, mas não há

     

4

sinais de que estejam gerando insuficiência estrutural.

Nada a fazer; apenas serviços de manutenção.

Boa

Obra sem problemas importantes

   

A recuperação da obra pode ser postergada,

 

Obra potencialmente problemática Recomenda-se acompanhar a evolução dos problemas através das inspeções rotineiras, para detectar, em tempo hábil, um eventual agravamento da insuficiência estrutural.

3

Há danos gerando alguma insuficiência estrutural, mas

não há sinais de comprometimento da estabilidade da obra.

devendo-se, porém, neste caso, colocar-se o problema em observação sistemática.

Boa

aparentemente

 

Há danos gerando

   

Obra problemática

A

recuperação

Postergar demais a recuperação da obra pode levá-la a um estado crítico, implicando também sério comprometimento da vida útil da estrutura. Inspeções intermediárias são recomendáveis para monitorar os problemas.

2

significativa insuficiência estrutural na ponte, porém

não há ainda, aparentemente, um risco tangível de colapso estrutural.

(geralmente com reforço estrutural) da obra deve ser feita no curto prazo.

Sofrível

       

Obra Crítica

Há danos gerando grave insuficiência estrutural na ponte; o elemento em

A

recuperação

Em alguns casos, pode configurar uma situação de emergência, podendo a recuperação de a obra ser acompanhada de medidas preventivas especiais, tais como: restrição de carga na ponte, interdição total ou parcial tráfego, escoramentos provisórios, instrumentação com leituras contínuas de deslocamentos e deformações etc.

(geralmente com reforço estrutural) – ou em

1

questão encontra-se em estado crítico, havendo um risco tangível de colapso estrutural.

alguns casos, substituição da obra – deve ser feita sem tardar.

Precária

No presente trabalho não será dada atenção às patologias do revestimento asfáltico, que está presente em todas as OAE’s estudadas. Foi adotada essa postura porque houve uma reforma posterior a data das vistorias.

3.3 Levantamento das patologias e análise

O correto diagnóstico de uma patologia revelará não somente a causa do problema, mas também os responsáveis para que tal problema tenha ocorrido. O diagnóstico de qualquer patologia deve ser embasado em uma análise profunda da estrutura e o

conhecimento adequado dos mecanismos de formação e manifestação das patologias (SARTORTI (2008)).

Com base nas inspeções realizadas serão expostas algumas características físicas de cada obra-de-arte estudada, bem como as patologias identificadas nas mesmas. Também é feita uma análise sobre os possíveis fatores que influenciaram para o surgimento de cada processo patológico. Tais informações serão apresentadas na forma de um “quadro resumo” de cada obra-de-arte especial vistoriada.

Complementando a Figura 13 e para uma melhor localização da patologia nas OAE’s, a seguir é apresentada uma seção transversal típica de pontes e viadutos com seus elementos constituintes (Figura 15).

e viadutos com seus elementos constituintes (Figura 15). Figura 15 - Seção transversal típica, representando os

Figura 15 - Seção transversal típica, representando os elementos da super, meso e infra-estrutura (ODEBRECHT (2002)).

Ponte 1 – Km 21,500

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Argirita

Seção tipo

   

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

Pilares 2 colunas c/ travessas

 

Comprimento

Largura

60,0 m

12,0 m

Extremidades:

em balanço

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

Corrosão de

 

A patologia ocorre em um ponto localizado. É causada provavelmente pelo mau funcionamento da pingadeira, fazendo com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje e, somando- se a isso, o pequeno cobrimento prejudica a proteção da armadura (Figura 16).

armadura

Laje em balanço

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

A patologia ocorreu devido ao mau assentamento do guarda-corpo recuperado. A armadura é visível em alguns pontos (Figura 17).

Degrau acentuado

Acesso

Devido à má compactação da infraestrutura do pavimento na proximidade com o acesso da ponte, com o passar do tempo, ocorre a acomodação do solo, gerando um desnível entre este e a ponte.

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

 

Provavelmente a OAE mais nova de todas as inspecionadas, uma antiga ponte foi demolida para a construção desta (vide Figura 18).

Nota técnica geral: 5

 

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

 
 
 
 

Figura 17 - Detalhe do guarda-corpo.

Figura 16 - Armadura corroída em ponto localizado.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 18 - Detalhe dos pilares contraventados e dos blocos da antiga ponte
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 18 - Detalhe dos pilares contraventados e dos blocos da antiga ponte demolida.

Ponte 2 – Km 26,930

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Argirita

 
 

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

   

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

67,0 m

10,6 m

Extremidades:

em balanço

 
 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

 
   

A

patologia é causada pela ausência da pingadeira e

Corrosão de

pelo tubo de drenagem demasiadamente curto, fazendo com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, desagregando o concreto e desprotegendo a armadura. O cobrimento pequeno também prejudica a proteção da armadura.

armadura

Laje em balanço

Desplacamento do concreto

 

A

armadura, no processo corrosivo, expande e gera

Laje em balanço

tensões no interior do concreto que inicialmente fissura e posteriormente desprende-se.

   

A

patologia ocorre devido a água em contato com o

Eflorescência

concreto que causa a dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. É visível a formação de estalactites, evidenciando o fenômeno da lixiviação.

/Lixiviação

Laje em balanço

Cortina de contenção do talude de encontro destruída

Devido empuxo excessivo do talude de encontro, ouve um fraturamento da lateral da cortina de contenção (Figura 20).

Superestrutura

Degrau acentuado

Acesso

Devido à má compactação da infraestrutura do pavimento na proximidade com o acesso da ponte, com o passar do tempo, ocorre a acomodação do solo, gerando um pequeno desnível entre este e a ponte.

OBSERVAÇÕES GERAIS

Há corrosão, desplacamento, umidade, eflorescência, seguidas de precipitação de géis com conseqüente formação de estalactite (lixiviação) ao longo de toda a estrutura das lajes em balanço, porém é mais frequente no entorno dos drenos (vide Figura 19).

Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

19). Nota técnica geral: 4 DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 20 - Fraturamento da cortina de contenção Figura

Figura 20 - Fraturamento da cortina de contenção

Figura 20 - Fraturamento da cortina de contenção Figura 19 - Corrosão de armadura, eflorescência e

Figura 19 - Corrosão de armadura, eflorescência e lixiviação do concreto no entorno do dreno.

Ponte 3 – Km 28,380

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Argirita

Seção tipo

Dimensões

Vigas

Pilares

Comprimento

Largura

2 vigas "T"

2 colunas c/ travessas

46,0 m

10,6 m

Extremidades:

em balanço

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

patologia é causada pela ausência da

pingadeira, fazendo com que a água proveniente

Corrosão de

Laje em balanço

da chuva umedeça a face inferior da laje. É visível

armadura

presença de briófitas (característica de local úmido e sombreado). O cobrimento pequeno prejudica a proteção da armadura.

a

   

A

água da chuva em contato com o concreto

Eflorescência

Laje em balanço

(quando poroso e permeável) causa a dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. Este, quando carreado para o exterior da peça, apresenta-se na forma de manchas brancas.

Como conseqüência há o aumento da porosidade

e

redução do pH, desprotegendo a armadura.

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

Há uma recuperação recente e pontual no tabuleiro (superestrutura). As patologias descritas estão presentes em todo o extremo da estrutura das lajes em balanço (Figura 21). Nota técnica geral: 4

 

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

 
 

Figura 21 - Laje em balanço apresentando umidade, musgo, eflorescência e corrosão de armadura.

Ponte 4 – Km 28,510

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Argirita

 

Seção tipo

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

58,0 m

10,0 m

Extremidades:

em balanço

 
 

DADOS DAS INSPEÇÕES

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

pelo tubo de drenagem demasiadamente curto, fazendo com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, desagregando o concreto e desprotegendo a armadura. É visível a presença de briófitas (característica de local úmido e sombreado) (Figura 22).

patologia é causada pela ausência da pingadeira e

Corrosão de

Laje em

armadura

balanço

Desplacamento do concreto

Laje em

balanço

A

tensões no interior do concreto que inicialmente fissura

armadura, no processo corrosivo, expande e gera

e

posteriormente desprende-se.

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

Ocorre devido ao mau assentamento do guarda-corpo recuperado. A armadura da laje é visível e está rompida (Figura 24).

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

A umidade ao longo de toda a estrutura das lajes em balanço favorece a corrosão das armaduras e consequentemente ocasiona desplacamentos. O mesmo acontece no entorno dos drenos (vide Figura 23). Nota técnica geral: 4

 

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

Nota técnica geral: 4   DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 22 - Laje com umidade, desagregação do concreto
Nota técnica geral: 4   DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 22 - Laje com umidade, desagregação do concreto

Figura 22 - Laje com umidade, desagregação do concreto e corrosão de armadura.

Figura 23 - Mau funcionamento do dreno, corrosão e lascamento do concreto.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 24 - Detalhe da falha de concretagem / armadura exposta.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 24 - Detalhe da falha de concretagem / armadura exposta.

Ponte 5 – Km 31,080

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Argirita

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

 

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

38,3 m

11,0 m

Extremidades:

em balanço

 
 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

pelo tubo de drenagem demasiadamente curto, fazendo com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, desagregando o concreto e desprotegendo a armadura. É visível a presença de briófitas (local úmido e sombreado) (Figuras 25 e 27).

patologia é causada pela ausência da pingadeira e

Corrosão de

Laje em

armadura

balanço

   

A

água da chuva em contato com o concreto causa a

Laje em

dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. Este, quando carreado para o exterior da peça, apresenta-se na forma de manchas brancas. Como conseqüência há o aumento da porosidade, perda de coesão e redução do pH, desprotegendo a armadura.

Eflorescência

balanço

Fissura

Laje em

A

armadura, no processo corrosivo, expande e gera

balanço

tensões no interior do concreto que fissura.

 

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

Ocorreu devido ao mau assentamento do guarda-corpo recuperado. A armadura é visível e está desprotegida.

Devido a um rompimento da contenção do talude, houve um pequeno deslizamento do solo logo abaixo do encontro (Figura 26).

Instabilidade de

talude

Talude de

acesso

Degrau

acentuado

Acesso

Devido à má compactação da infraestrutura do pavimento na proximidade com o acesso da ponte, com o passar do tempo, ocorre a acomodação do solo, gerando uma depressão na entrada da ponte.

OBSERVAÇÕES GERAIS

Há um início de instabilidade no talude de encontro, onde é visível uma tentativa falha de conter o processo erosivo. A umidade ao longo de toda a estrutura das lajes em balanço favorece a corrosão das armaduras e consequentemente ocasiona desplacamentos. O mesmo acontece no entorno dos drenos. Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

drenos. Nota técnica geral: 4 DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 27 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade,

Figura 27 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, eflorescência, corrosão de armadura.

ocasionando umidade, eflorescência, corrosão de armadura. Figura 25 - Umidade, eflorescência e fissuras na laje em

Figura 25 - Umidade, eflorescência e fissuras na laje em balanço.

25 - Umidade, eflorescência e fissuras na laje em balanço. Figura 26 - Detalhe da lateral

Figura 26 - Detalhe da lateral da ponte com o talude de encontro com problemas ao fundo.

Ponte 6 – Km 32,540

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Argirita

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

44,0 m

10,6 m

Extremidades:

em balanço

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

patologia é causada pela ausência da

Corrosão de armadura

Laje em balanço

pingadeira, fazendo com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, facilitando assim o desenvolvimento da corrosão. O pequeno cobrimento também prejudica a proteção da armadura (Figura 30).

   

Ocorre devido a má qualidade do concreto

e,

somando-se a isso, a armadura, no

Desagregação, fissuras e desplacamento do concreto

Laje em balanço

processo corrosivo, expande e gera tensões no interior do concreto que inicialmente fissura e posteriormente

desprende-se (Figura 28).

 
   

A

patologia ocorre devido a água em

Eflorescência /Lixiviação

Laje em balanço

contato com o concreto que causa a dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. É visível a formação de estalactites, evidenciando o fenômeno da lixiviação (Figura 29).

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

Ocorre devido ao mau assentamento do guarda-corpo recuperado. A armadura do mesmo está aparente e corroída (Figura

31).

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

 

Há corrosão, degradação, umidade, eflorescência ao longo de toda a estrutura das lajes em balanço. Em alguns pontos há precipitação de géis com consequente formação de estalactite.

Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 28 - Laje com concreto de má qualidade, com armadura exposta e corroída.

Figura 28 - Laje com concreto de má qualidade, com armadura exposta e corroída.

concreto de má qualidade, com armadura exposta e corroída. Figura 29 - Eflorescência e lixiviação do

Figura 29 - Eflorescência e lixiviação do concreto, evidenciado pela formação de estalactites.

do concreto, evidenciado pela formação de estalactites. Figura 30 - Umidade e eflorescência em toda laje

Figura 30 - Umidade e eflorescência em toda laje em balanço.

Figura 31 - Guarda-corpos mal recuperados e deteriorados, apresenta-se com armadura exposta.

Figura 31 - Guarda-corpos mal recuperados e deteriorados, apresenta-se com armadura exposta.

Ponte 7 – Km 32,920

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Argirita

Seção tipo

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

52,0 m

10,6 m

Extremidades:

em balanço

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

patologia é causada pelo pequeno comprimento do

tubo de drenagem, fazendo que a contínua ação da

Corrosão de

armadura

Laje em balanço

água que escorre em seu entorno desagrega o

concreto, este com um cobrimento pequeno, expondo

a

armadura. É visível a presença de briófitas

(característica de local úmido e sombreado) (Figura

 

32).

Corrosão de

Superestrutura

O

cobrimento de concreto é insuficiente, expondo a

armadura

(cortina)

armadura e facilitando a corrosão (Figura 33).

   

A

água da chuva em contato com o concreto causa a

Eflorescência

Laje em balanço e superestrutura (cortina)

dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. Este, quando carreado para o exterior da peça, apresenta-se na forma de manchas brancas. Como conseqüência há o aumento da porosidade e redução do pH, desprotegendo a armadura.

Degrau

 

Devido à má compactação da infraestrutura do pavimento na proximidade com o acesso da ponte, com o passar do tempo, ocorre a acomodação do solo, gerando uma depressão na entrada da ponte (Figura 34).

acentuado

Acesso

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

A umidade ao longo de toda a estrutura das lajes em balanço e na cortina favorece a corrosão das armaduras e consequentemente ocasiona desplacamentos. O mesmo acontece no entorno dos drenos.

Nota técnica geral: 4

 
 

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

Figura 33 - Corrosão dos estribos e eflorescência na cortina de contenção do aterro.
Figura 33 - Corrosão dos estribos e eflorescência na cortina de contenção do aterro.

Figura 33 - Corrosão dos estribos e eflorescência na cortina de contenção do aterro.

Figura 32 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, desagregação do concreto e corrosão de armadura.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 34 - Acesso da ponte com degrau acentuado.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 34 - Acesso da ponte com degrau acentuado.

Ponte 8 - Km 37,540

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Maripá de Minas

 
 

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

 

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

60,0 m

10,8 m

Extremidades:

em balanço

 
 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

tubo de drenagem, fazendo que a contínua ação da água que escorre em seu entorno desagrega o concreto, este com um cobrimento pequeno, expondo a armadura ao meio agressivo. Ainda há ausência de pingadeira, fazendo com que a água proveniente da chuva escorra pela face inferior da laje (Figura 35).

patologia é causada pelo pequeno comprimento do

Corrosão de

Laje em

armadura

balanço

   

Devido à má compactação da infraestrutura do

Degrau

Acesso

pavimento na proximidade com o acesso da ponte, com

acentuado

o

passar do tempo, ocorre a acomodação do solo,

gerando uma depressão na transição OAE/rodovia.

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

 

A umidade no entorno dos drenos favorece a corrosão das armaduras e consequentemente ocasiona desplacamentos. Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 35 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, desagregação do concreto e
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 35 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, desagregação do concreto e
corrosão de armadura.

Ponte 9 – Km 49,130

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Guarará

 
 

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

 

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

25,0 m

8,3 m

Extremidades:

encontro

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

Corrosão de

 

A ausência de pingadeira, juntamente com o tubo de drenagem demasiadamente curto, faz com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, desagregando o concreto e facilitando o desenvolvimento da corrosão. O pequeno cobrimento reduz a proteção da armadura (Figuras 36 e 38).

armadura

Laje em balanço

Eflorescência

Laje central

A patologia ocorre pois a água da chuva, devido uma má impermeabilização pelo pavimento, em contato com o concreto causa a dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. Este, quando carreado para o exterior da peça, apresenta-se na forma de manchas brancas. Como conseqüência há o aumento da porosidade e redução do pH, desprotegendo a armadura (Figura 37).

Ocorre devido ao mau assentamento do guarda-corpo recuperado. A armadura da laje foi deixada aparente e apresenta-se corroída (Figura 39).

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

(guarda-corpo)

OBSERVAÇÕES GERAIS

Há armadura exposta e corroída, desagregação do concreto, manchas de umidade e eflorescência ao longo de toda face inferior das lajes em balanço. Fica evidente a falta de manutenção devido a vegetação crescente nas laterais da pista de rolamento e no arbusto, bem desenvolvido, que sai de dentro do dreno e se expõe à luz pela lateral da laje (vide Figuras 40 e 41).

Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

e 41). Nota técnica geral: 4 DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 38 - Marcas de umidade e eflorescência

Figura 38 - Marcas de umidade e eflorescência na laje em balanço.

38 - Marcas de umidade e eflorescência na laje em balanço. Figura 39 - Detalhe do

Figura 39 - Detalhe do engaste do guarda-corpo mal recuperado, com concreto desagregado e deteriorado, a armadura da laje é deixada exposta.

e deteriorado, a armadura da laje é deixada exposta. Figura 36 - Mau funcionamento do dreno

Figura 36 - Mau funcionamento do dreno ocasionando umidade, desagregação do concreto e corrosão de armadura na laje em balanço.

do concreto e corrosão de armadura na laje em balanço. Figura 37 - Eflorescência no concreto

Figura 37 - Eflorescência no concreto da laje central.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 40 - Vegetação encobrindo os drenos. Figura 41 - Planta nascendo do
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 40 - Vegetação encobrindo os drenos.
Figura 41 - Planta nascendo do interior do tubo
de dreno.

Ponte 10 – Km 50,830

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Guarará

 
 

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 3 vigas "T"

 

Pilares Único tipo parede ou encontro

Comprimento

Largura

8,6 m

8,2 m

Extremidades:

encontro

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

má vedação da junta de encontro faz com que a

Infiltrações

Mesoestrutura

(Encontro)

água proveniente da chuva escorra para o interior e

umedeça a estrutura de encontro, podendo ocasionar

desagregação do concreto e posteriormente iniciar um processo de corrosão de armadura (Figura 42).

a

   

A

ausência de pingadeira, juntamente com o tubo de

Corrosão de

drenagem demasiadamente curto, faz com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, facilitando o início do processo corrosivo.

armadura

Laje em balanço

   

A

água da chuva em contato com o concreto causa a

Eflorescência

Laje em balanço

dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. Este, quando carreado para o exterior da peça, apresenta-se na forma de manchas brancas. Como conseqüência há o aumento da porosidade e redução do pH, desprotegendo a armadura.

A ausência de pingadeira, juntamente com o tubo de drenagem demasiadamente curto, faz com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje.

Manchas de

umidade*

Laje em balanço

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

(guarda-corpo)

Ocorre devido ao mau assentamento do guarda-corpo recuperado (Figura 43).

OBSERVAÇÕES GERAIS

Há manchas de umidade e eflorescência ao longo de toda face inferior das lajes em balanço. Fica evidente a falta de manutenção devido a vegetação crescente nas laterais da pista de rolamento (vide Figura 44). * A umidade como patologia age como um meio necessário para que grande parte das anomalias em OAE’s ocorra. A mancha deixada é uma patologia de caráter estético que, geralmente, não importa muito nesses tipos de obra.

Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

de obra. Nota técnica geral: 4 DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 42 - Má vedação da junta de

Figura 42 - Má vedação da junta de encontro evidenciado pelas marcas de infiltração.

junta de encontro evidenciado pelas marcas de infiltração. Figura 43 - Marcas de umidade e eflorescência

Figura 43 - Marcas de umidade e eflorescência na laje. Má recuperação do guarda-corpo.

e eflorescência na laje. Má recuperação do guarda-corpo. Figura 44 - Falta de manutenção. Vegetação encobrindo

Figura 44 - Falta de manutenção. Vegetação encobrindo os drenos.

Viaduto sobre a MG-126 – Km 59,300

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Bicas

 

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

 

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

29,2 m

9,9 m

Extremidades:

em balanço

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

patologia é causada pela ausência da

Corrosão de armadura

Laje em balanço

pingadeira, fazendo com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, desagregando o concreto e expondo a armadura. O pequeno cobrimento no local também é danoso à proteção da armadura (Figura 45).

   

O

pequeno cobrimento e a alta porosidade do

Corrosão de armadura

Transversina

concreto deixam a armadura com pouca proteção, esta despassiva-se e acaba sofrendo corrosão (Figura 47).

Degradação / desplacamento do concreto

Laje em balanço e nas transversinas

A

armadura desprotegida, no processo

corrosivo, expande e gera tensões no interior do concreto que inicialmente fissura e posteriormente desprende-se.

   

A

patologia ocorre pois a percolação da água

pelo concreto causa a dissolução do hidróxido

Eflorescência /

de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento e carreando-o para a superfície. É visível a formação de estalactites, evidenciando o fenômeno da lixiviação (Figura 46).

Lixiviação

Laje em balanço

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

 

Recentemente havia ocorrido uma pintura (de cor branca) nos guarda-corpos, nas vigas principais e nas lajes em balanço, o que dificultou a visualização de manchas de eflorescência nestes locais. Seria adequado verificar a espessura da camada de carbonatação do concreto, pois no local ocorre uma grande concentração de CO 2 , oriundo dos veículos que circulam pela MG-126. Há corrosão de armadura, desagregação do concreto e umidade em vários pontos da estrutura das lajes em balanço.

Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 45 - Corrosão de armadura (evidenciado Figura 46 - Lascamento do concreto, corrosão

Figura 45 - Corrosão de armadura (evidenciado

FOTOGRÁFICA Figura 45 - Corrosão de armadura (evidenciado Figura 46 - Lascamento do concreto, corrosão da

Figura 46 - Lascamento do concreto, corrosão da armadura, lixiviação e mancha de infiltração.

pelas manchas laranja), fissuras e desagregação do concreto.

pelas manchas laranja), fissuras e desagregação do concreto.
pelas manchas laranja), fissuras e desagregação do concreto.

Figura 47 - Transversina com fissuras transversais, desplacamento do concreto e corrosão de armadura.

Figura 47 - Transversina com fissuras transversais, desplacamento do concreto e corrosão de armadura.

Ponte 12 – Km 63,840

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Bicas

Seção tipo

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

42,0 m

10,0 m

Extremidades:

em balanço

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

Patologia

Localização

   

Fatores influentes

     

O pequeno cobrimento e a provável alta

Corrosão de armadura

Laje central e Transversina

porosidade e carbonatação do concreto, deixam

a

armadura com pouca proteção, esta

 

despassiva-se e acaba sofrendo corrosão.

     

A

armadura desprotegida, no processo

Fissuras, lascamento e desplacamento do concreto

Laje central e transversinas

corrosivo, expande e gera tensões no interior do concreto que inicialmente fissura e

posteriormente desprende-se da estrutura (Figuras 48 e 49).

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

 

Ocorre devido ao mau assentamento do guarda- corpo recuperado. A armadura rompida da laje foi deixada aparente (Figura 50).

(guarda-corpo)

Degrau acentuado

Acesso

 

Devido à má compactação da infraestrutura do pavimento na proximidade com o acesso da ponte, com o passar do tempo, ocorre a acomodação do solo, gerando uma depressão ou um “degrau” na entrada da ponte.

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

Na inspeção verificou-se que foi realizada uma recente manutenção na ponte. Ela sofreu reparos em seus drenos e entorno (na laje em balanço), onde provavelmente havia umidade, desagregação do concreto e corrosão de armadura, comuns em quase todas outras pontes vistoriadas. Os tubos dos drenos sofreram um alongamento, para que a água não escorresse pela face inferior da laje (ver Figura 50). A cabeça de um dos pilares, região de apoio, sofreu uma reforma e/ou reforço (ver Figura 51).

VMD (Volume Médio Diário): 2598 veículos/dia.

 

Nota técnica geral: 4

 

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

Figura 48 - Corrosão de armadura, fissuras e lascamento do concreto.

Figura 48 - Corrosão de armadura, fissuras e lascamento do concreto.

Figura 48 - Corrosão de armadura, fissuras e lascamento do concreto.

Figura 49 - Face inferior da transversina com fissuras transversais, desplacamento do concreto e corrosão de armadura.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 50 - Detalhe do guarda-corpo mal recuperado e da reforma do tubo
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 50 - Detalhe do guarda-corpo mal
recuperado e da reforma do tubo de drenagem e
entorno.
Figura 51 - Detalhe da reforma e/ou reforço da
cabeça do pilar.

Ponte sobre o Rio Cágado – Km 72,240

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Bicas

 

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

 

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

25,2 m

10,0 m

Extremidades:

em balanço

 
 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

Corrosão de

Laje em

O pequeno cobrimento e a alta porosidade do concreto deixam a armadura com pouca proteção, esta despassiva-se e acaba sofrendo corrosão.

armadura

balanço

Fissuras, lascamento e desplacamento do concreto

Laje em

A armadura desprotegida, no processo corrosivo, expande e gera tensões no interior do concreto que inicialmente fissura e posteriormente desprende-se da estrutura (Figura 53).

balanço

Erosão no solo de fundação/ estacas Desenterradas

Infraestrutura

Ocorre devido ao carreamento de solo pelo rio, descalçando as sapatas e desenterrando as estacas. Portanto ocorre o solapamento da fundação da OAE.

Degrau acentuado

Acesso

Devido à má compactação da infraestrutura do pavimento na proximidade com o acesso da ponte, com o passar do tempo, ocorre a acomodação do solo, gerando uma depressão ou um “degrau” na entrada da ponte.

OBS ERVAÇÕE S GERAIS

Na i nspeção ve rificou-se q ue foi realiz ada uma r ecente man utenção na

repa ros em seu s drenos e entorno (n a laje em b alanço). Os tubos dos drenos sofr eram um

alon gamento, p ara que a á gua não es corresse p ela face inf erior da laje Prov avelmente ouve uma t entativa de conter a e rosão (carr eamento do

fund ação, com a aplicação de pedra j ogada no e ntorno das estacas, d os blocos e da viga de

ligaç ão. A Figur a 54 apres enta a inad equação té cnica na co ntenção da

VMD

Nota

ponte. Ela sofreu

(ver Figur a 52). solo) no t erreno de

erosão.

(Volume M édio Diári o): 2598 ve ículos/dia.

técnica g eral: 2

DOCUME NTAÇÃO FOTOGRÁ FICA

técnica g eral: 2 DOCUME NTAÇÃO FOTOGRÁ FICA Figura 52 - Detalhe da r eforma do

Figura 52 -

Detalhe da r eforma do tu bo de

dre nagem e ent orno na laje em balaço. Acima do

tubo observa-se uma área co m armadura e corroíd a.

aparente

observa-se uma área co m armadura e corroíd a. aparente Figura 53 - Corrosão d e

Figura 53 - Corrosão d e armadura, fissuras e lascamento do concreto.

- Corrosão d e armadura, fissuras e lascamento do concreto. Figura 54 - Erosão terr eno

Figura 54 - Erosão terr eno de fund ação e estac as desenter radas.

Ponte sobre o Ribeirão São Fidelis – Km 82,330

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Juiz de Fora

 

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

 

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

56,6 m

10,0 m

Extremidades:

em balanço

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

ausência de pingadeira, juntamente com o tubo

Laje em

de drenagem demasiadamente curto, faz com que a água proveniente da chuva umedeça a face inferior da laje, desagregando o concreto e facilitando o desenvolvimento da corrosão. O pequeno cobrimento também reduz a proteção da armadura (Figuras 55 e 57).

Corrosão de armadura

balanço

   

O

pequeno cobrimento e a provável alta

Corrosão de armadura

Viga principal

porosidade e carbonatação do concreto, deixam a armadura com pouca proteção, esta despassiva- se e acaba sofrendo corrosão.

   

A

armadura desprotegida, no processo corrosivo,

Fissuras e desplacamento do concreto

expande e gera tensões no interior do concreto

Viga principal

que inicialmente fissura e posteriormente desprende-se da estrutura (Figura 56).

Bicheira/falha de concretagem

Superestrutura

Ocorre devido ao mau assentamento do guarda- corpo recuperado. A armadura da laje, na região do engaste, está aparente e corroída (Figura 58).

(guarda-corpo)

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

 

A umidade ao longo de toda a estrutura das lajes em balanço favorece a corrosão das armaduras e consequentemente ocasiona desplacamentos. O mesmo acontece no entorno dos drenos.

VMD (Volume Médio Diário): 2598 veículos/dia.

 

Nota técnica geral: 4

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 55 - Mau funcionamento dos drenos.

Figura 55 - Mau funcionamento dos drenos.

FOTOGRÁFICA Figura 55 - Mau funcionamento dos drenos. Figura 56 - Corrosão de armadura, fissuras transversais

Figura 56 - Corrosão de armadura, fissuras transversais e desplacamento do concreto na face inferior da viga principal.

do concreto na face inferior da viga principal. Figura 57 - Detalhe do entorno dos drenos

Figura 57 - Detalhe do entorno dos drenos

apresentando a degradação do concreto e a consequente corrosão das armaduras

apresentando a degradação do concreto e a consequente corrosão das armaduras

Figura 58 - Guarda-corpos mal recuperados.

Túnel sob a RFF – Km 82,330

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Juiz de Fora

Seção tipo

Dimensões

Vigas Arco parabólico contínuo

Pilares Pilar parede longitudinal

Comprimento

Largura

28,2 m

6,5 m

Extremidades:

- x - x - x -

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

água em contato com o concreto causa a

Eflorescência

Lateral e no arco

dissolução do hidróxido de cálcio, Ca(OH) 2 , da pasta de cimento. Este, quando carreado para o exterior da peça, apresenta-se na forma de manchas brancas. Como consequência há o aumento da porosidade e redução do pH, desprotegendo a armadura (Figura 61).

Fissuras, desplacamento e trinca longitudinal no concreto

Topo do arco

Ocorre provavelmente devido a sobrecargas e/ou fadiga do concreto, devido a grandes cargas dos trens que passam ciclicamente sobre a estrutura (Figura 60).

Fenda transversal

Lateral e no arco

Provavelmente ocorreu devido ao excessivo empuxo do solo sobre a ala na entrada da OAE. Mas não se desconsidera a possibilidade de sobrecargas e/ou fadiga do concreto causado pelos trens (Figuras 62 e 64).

   

Ocorre devido à incapacidade da estrutura de selar

Junção do arco com a base lateral e em fendas

passagem da água. Ela, originada do solo acima, passa pelos poros, fissuras ou aberturas da

a

Infiltrações

superfície do concreto, em vazão tal que promova

a

sua saída em forma de veios escorrendo pela

superfície. Com isso a estrutura fica susceptível

 

aos malefícios da umidade (Figura 65).

Desagregação do concreto

Lateral

Devido à má qualidade do concreto, este fica sujeito aos ataques químicos e físicos que, quando ocorre, o desagrega (Figura 63).

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

A passagem dos veículos pela OAE é de somente um veículo por vez (vide Figura 59).

VMD (Volume Médio Diário): 2598 veículos/dia.

 

Nota técnica geral: 3

 

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

Nota técnica geral: 3   DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 59 - Passagem inferior sob ferrovia. Figura 60
Nota técnica geral: 3   DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 59 - Passagem inferior sob ferrovia. Figura 60

Figura 59 - Passagem inferior sob ferrovia.

Figura 60 - Fissuras e desplacamento no arco.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 61 - Eflorescências no teto. Figura 62 - Continuação da fenda no arco.

Figura 61 - Eflorescências no teto.

FOTOGRÁFICA Figura 61 - Eflorescências no teto. Figura 62 - Continuação da fenda no arco. Figura

Figura 62 - Continuação da fenda no arco.

no teto. Figura 62 - Continuação da fenda no arco. Figura 63 - Má qualidade e

Figura 63 - Má qualidade e degradação do concreto.

arco. Figura 63 - Má qualidade e degradação do concreto. Figura 64 - Fenda transversal e

Figura 64 - Fenda transversal e infiltrações na lateral.

Figura 64 - Fenda transversal e infiltrações na lateral. Figura 65 - Afloramento de água na

Figura 65 - Afloramento de água na junção do arco com a lateral.

Ponte sobre o Rio Paraibuna – Km 91,300

 

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

 

Cidade próxima:

Juiz de Fora

Seção tipo

 

Dimensões

Vigas 2 vigas "T"

 

Pilares 2 colunas c/ travessas

Comprimento

Largura

44,0 m

5,1 m

Extremidades:

Encontro

 

DADOS DAS INSPEÇÕES

 

Patologia

Localização

 

Fatores influentes

   

A

estrutura metálica de suporte ao passeio e

Corrosão

Estrutura de sustentação dos passeios e chapas do piso

as chapas do piso encontram-se ausente de qualquer proteção, nem mesmo de uma tinta esmalte comum. Devido a essa ausência, a

reação química entre o metal, o oxigênio do ar

e

a água ácida devido à sujidade e à

 

poeira costumam ser a causa da ferrugem.

   

O

local sujeito à umidade, a porosidade

Superestrutura

elevada, alta capilaridade, deficiência no cobrimento, materiais de construção com problemas deixam a armadura com pouca proteção, esta despassiva-se e acaba sofrendo corrosão.

Corrosão de armadura

(viga principal)

   

A

armadura desprotegida, no processo

Fissuras e desplacamento do concreto

Superestrutura

corrosivo, expande e gera tensões no interior do concreto que inicialmente fissura e posteriormente desprende-se da estrutura (Figura 67).

(viga principal)

 

Mesoestrutura

Ocorre provavelmente devido a sobrecargas na estrutura, seja ela pelo empuxo do solo ou devido a grandes cargas dos veículos que passam sobre a estrutura (Figura 70).

Fissura

(encontro)

Guarda-corpo destruído

Superestrutura

Ocorreu devido ao mau uso da estrutura, seja por impacto de veículos ou pela atuação de vândalos (Figura 71).

 

OBSERVAÇÕES GERAIS

 

A passagem dos veículos pela ponte é para um só veículo por vez. Esta é uma ponte com características diferentes de todas outras inspecionadas, os passeios de pisos de chapas metálicas são sustentados por uma estrutura também metálica que se apóia na superestrutura de concreto (ver Figuras 66 e 69). Na cheia é comum que o nível d’água alcance a superestrutura, indicando que a seção de vazão no trecho é insuficiente. A falta de manutenção é evidenciada pelos detritos presos em seu pilar central (vide Figura 68) e pelo dreno obstruído (vide Figura 72).

VMD (Volume Médio Diário): 2598 veículos/dia.

 

Nota técnica geral: 3

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 66 - Ponte sobre o Rio Paraibuna. Figura 67 - Fissura longitudinal, desplacamento

Figura 66 - Ponte sobre o Rio Paraibuna.

FOTOGRÁFICA Figura 66 - Ponte sobre o Rio Paraibuna. Figura 67 - Fissura longitudinal, desplacamento e

Figura 67 - Fissura longitudinal, desplacamento e corrosão da armadura da viga principal.

desplacamento e corrosão da armadura da viga principal. Figura 68 - Detritos presos à estrutura da

Figura 68 - Detritos presos à estrutura da ponte e fissura longitudinal na viga principal.

estrutura da ponte e fissura longitudinal na viga principal. Figura 69 - Estrutura metálica de suporte

Figura 69 - Estrutura metálica de suporte do passeio sofrendo corrosão.

metálica de suporte do passeio sofrendo corrosão. Figura 70 - Fissura no encontro. Figura 71 -

Figura 70 - Fissura no encontro.

suporte do passeio sofrendo corrosão. Figura 70 - Fissura no encontro. Figura 71 - Detalhe do

Figura 71 - Detalhe do guarda-corpo destruído.

DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Figura 72 - Obstrução em drenagem do pavimento.
DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA
Figura 72 - Obstrução em drenagem do pavimento.

Conforme apresentado nos quadros verifica-se que:

 Apesar de algumas OAE’s apresentarem um grande número de patologias em estágio avançado e
 Apesar de algumas OAE’s apresentarem um grande número de
patologias em estágio avançado e sinais de abandono, a maioria recebeu
na avaliação uma “nota técnica” igual a 4, conforme indica a Figura 73.
NOTA TÉCNICA X NÚMERO DE OAE´S EM QUE OCORRE
12
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
1
2
3
4
5

Figura 73 - Frequência das notas de avaliação.

As notas de avaliação relativamente altas ocorrem pois grande parte das patologias estão localizadas em locais com pouca solicitação estrutural, como exemplo cita-se as lajes em balanço, onde a corrosão acontece nas armaduras da face inferior, que não são solicitadas na tração. Quando ocorre corrosão em armaduras com grande função estrutural, como na face inferior das vigas principais, estas não apresentam grandes perdas de seção e são pontuais, de fácil correção do problema.

Conforme mostra a Figura 74, a patologia mais difundida nas estruturas analisadas é a corrosão de armadura, ela ocorre em 93,75% das obras- de-arte especiais inspecionadas. Em segundo lugar vem a eflorescência e/ou lixiviação e os problemas com o guarda-corpo, ambas as patologias acometem 56,25% das OAE’s. Há, em 43,75% das obras, problemas na transição rodovia/OAE’s, ocorrem os chamados degraus entre elas.

PATOLOGIA x FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA 100,00% 90,00% 80,00% 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00%
PATOLOGIA x FREQUÊNCIA DE OCORRÊNCIA
100,00%
90,00%
80,00%
70,00%
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
Corrosão de armadura
Eflorescência e/ou
Degrau acentuado
lixiviação
Problemas com guada-
corpo
Figura 74 - Patologias que ocorrem com maior frequência nas OAE's.

Como se observa na Figura 75, as patologias acontecem com maior

frequência na parte das estruturas sujeitas a ação de intempéries e com

deficiências de projeto e/ou execução. No estudo verificou-se que cerca 63%

das patologias estão localizadas nas lajes em balanço. A presença frequente

de patologias nesta região se deve, principalmente, em função da ausência

de pingadeira e por problemas nos drenos, que são demasiadamente curtos.

FREQUÊNCIA DAS PATOLOGIAS NOS ELEMENTOS COM FUNÇÃO ESTRUTURAL 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00%
FREQUÊNCIA DAS PATOLOGIAS NOS ELEMENTOS COM
FUNÇÃO ESTRUTURAL
70,00%
60,00%
50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
Infraestrutura (fundação)
*
Mesoestrutura (Encontro)
superestrutura (cortina)
superestrutura (Laje
central)
superestrutura (Laje em
balanço)
superestrutura
(transversinas)
superestrutura (viga
principal)

Figura 75 - Localização das patologias nas OAE's.

A obra-de-arte especial com a avaliação mais baixa foi a Ponte sobre o Rio

Cágado no Km 72,240, a (nota 2) ocorreu em função do problema em sua

infraestrutura. A fundação sofre um solapamento contínuo e já são visíveis as

estacas abaixo do bloco de coroamento. Já a Ponte 1 no Km 21,500 obteve a

melhor avaliação (nota 5). A ponte substituiu uma antiga que foi demolida e é

aparentemente a de menor idade de todas as outras.