Notas de leitura

GOFFMAN, Erving. Ritual de interação: ensaios sobre o comportamento face a
face.
Raphael Cruz – raphaelcruzcs@gmail.com
No livro o sociólogo canadense irá analisar os fatores que influenciam nosso comportamento e
formam nossa identidade quando estamos em contato com outras pessoas.

Introdução
Interação:
“(...) classe de eventos que ocorre durante a copresença e por causa da copresença.” (p. 09)
“ (…) estados mentais e corporais que não costumam ser examinados em relação à sua organização
social.” (p. 09)
“precisamos identificar os incontáveis padrões e sequencias naturais de comportamento que
ocorrem sempre que pessoas entram na presença imediata de outras.” (p. 10)
“Defende-se aqui uma sociologia das ocasiões. A organização social é o tema central, mas aquilo
que é organizado é a mescla entre pessoas e atividades interacionais temporárias que podem surgir a
partir disso.” (p. 10)
“Eu apresento que o estudo apropriado da interação não é o indivíduo e sua psicologia, e sim as
relações sintáticas entre os atos de pessoas diferentes mutuamente presentes umas à outas.” (p. 10)

Comentário:
Goffman irá analisar a interação entre as pessoas como elemento formador da identidade e do
comportamento. Partirá o autor de uma perspectiva que tem na organização social o tema central
de sua sociologia das ocasiões, baseada nas relações sintáticas entre os atos de pessoas diferentes
mutuamente presentes umas às outras.

1. Sobre a preservação da fachada – uma análise dos elementos rituais da interação
social
Ao final da leitura responder
a) como se preserva a fachada (quais os meios e de que maneira)?
b) quais os elementos rituais da interação (identificação e análise)?
Linha:
“ (...) um padrão e atos verbais e não verbais com o qual ela (pessoa) expressa sua opinião sobre a
situação, e através disso sua avaliação sobre os participantes, especialmente ela própria.” (p. 13)
Fachada:

A intenção de muitos trotes é levar uma pessoa a mostrar uma fachada errada. item a] Para se manter a fachada tem se que considerar o lugar que o indivíduo tem no mundo social além dela. de alguma forma. Atributos aprovados e sua relação coma fachada fazem de cada homem seu próprio carcereiro.. ela precisará mostrar respeito próprio. Está com a fachada errada: “(…) quando. essa pessoa assume a responsabilidade de vigiar o fluxo de eventos que passa diante dela. (p.” (p. Quando ela assume uma imagem do eu expressa através da fachada . p. 19) Comentário .” (p.“(. 16) [R.” (p.13) [O termo face pode ser traduzido de forma imprecisa como “respeito próprio”. 18) “O efeito combinado da regra do respeito próprio e da regra da consideração é que a pessoa tende a se conduzir durante um encontro de forma a manter tanto sua própria fachada quanto a facha dos outros participantes.” (p. ela será retirada a não ser que a pessoa se comporte de forma digna dela.] “Fachada pessoal e fachada dos outros são construtos da mesma ordem. Ao entrar numa situação em que recebe uma fachada para manter. grandes ou pequenos. ainda que os homens possam gostar de suas celas. (p. ela é apenas um empréstimo da sociedade. podemos esperar encontrar um entendimento sobre até que ponto uma pessoa deve ir para salvar sua fachada. Ver nota 1. ou nenhuma fachada (…)”.) pode ser definido como o valor social positivo que uma pessoa efetivamente reivindica para si mesma através da linha que os outros pressupõe que ela assumiu durante um contato particular”. os outros terão a expectativa de que ela atuará de acordo com essa fachada. são as regras do grupo e a definição da situação que determinam quantos sentimentos devemos ter pela fachada e como esses sentimentos devem ser distribuídos pelas fachadas envolvidas. trazemos alguma informação sobre seu valor social que não pode ser integrada (…) com a linha que está sendo mantida para ela. de forma que qualquer coisa que pareça ser expressada por eles será consistente com sua fachada. 1. item b]: “Enquanto um aspecto do código social de qualquer círculo social. enquanto se força a realizar outra. 13.. esta é uma coerção social fundamental. 14) [R. 17) “Seja como for.” (p. Cap. 16) Está fora de fachada: “(…) quando ela participa de um contato com outros sem ter uma linha pronta do tipo que esperamos que participantes de tais situações tenham. apesar de sua fachada pessoal ser sua posse mais pessoal e o centro de sua segurança e prazer. Sua utilização durante o texto variará de sentido. De formas diferentes em sociedades diferentes. renunciando certas ações porque elas estão acima ou abaixo dela. Ela precisa garantir que uma ordem expressiva particular seja mantida – uma ordem que regula o fluxo de eventos. mesmo que sejam muito custosas para ela.

Essa é a perspectiva interacionista de Goffman. definir sua fachada.” (p. 20) Comentário Para haver interação é necessário a manutenção da fachada pelo próprio indivíduo e pelos outros e também a aceitação mútua das fachadas. A formação de sua identidade e comportamento não se dão de forma isolada. eventos cujas implicações simbólicas efetivas ameaçam a fachada (…). O indivíduo forma sua identidade e sofre influência em seu comportamento a partir da interação tanto em relação a dinâmica indivíduo-indivíduo quanto a indivíduo-sociedade. . a manutenção da fachada é uma condição da interação. especialmente na interação em conversas face a face. o objetivo da interação não se resume a manter a fachada. 20) “Normalmente. No entanto.” (p.” (p. forma sua identidade e define seu comportamento. ela é relacional no sentido que o indivíduo depende da iteração (de estar em ralação) com outros indivíduos para se definir. a-social.” (p.” (p. e não seu objetivo. Quando uma pessoa apresenta uma linha inicial.” (p. Podemos afirmar que é na e pela sociedade que o indivíduo. “Estabelecemos um estado em que todos temporariamente aceitam a linha de todos os outros. ficam presas a ela. 22) O processo corretivo: “Quando os participantes de uma ocasião ou encontro não conseguem evitar a ocorrência de um evento que pe expressamente incompatível com os juízos de valor social que estão sendo mantidos. Esse tipo de aceitação mútua parece ser uma caraterística estrutural básica na interação. que foi criada e é mantida a partir da relação com outros indivíduos. Através da coerção social ele é levado a manter sua fachada. 19) “Com a preservação da fachada [face-work] eu quero designar as ações tomadas por uma pessoa para tornar o que quer que esteja fazendo consistente com a fachada. num certo sentido. apenas a partir do indivíduo em si mesmo. mas sim a partir da organização social. 22) Tipos básicos de preservação da fachada O processo de evitação: “A saída mais garantida para uma pessoa evitar ameaças à sua fachada é evitar contatos em que seria provável que essas ameaças ocorressem. 19) [Aceitação mútua de linhas e efeito conservador] “A aceitação mútua de linhas tem um efeito conservador importante sobre os encontros. [Defendendo e protegendo a fachada] “Eu já afirmei que a pessoa terá dois pontos de vista – uma orientação defensiva para salvar sua própria fachada e uma orientação protetora para salvar a fachada dos outros. em interação com os outros indivíduos. elas e as outras tendem a construir suas respostas posteriores a partir dela e.” (p. 19) [Para que serve a preservação da fachada?] “A preservação da fachada serve para neutralizar 'incidentes' – quer dizer.

” (p. 35) Comentário: A preservação da fachada também é algo interacional. 32) A escolha da preservação da fachada apropriada “Quando ocorre um incidente. mas não é de muita importância se ela é iniciada e desempenhada pela pessoa cuja a fachada foi ameaçada. e a ordem expressiva necessária para mantê-la é. uma ordem ritual. terminando no restabelecimento do equilíbrio ritual. então os participantes darão a ele o estatuto autorizado de um incidente. é uma coisa sagrada.” (p. 26) Ganhando pontos – o uso agressivo da preservação da fachada “Toda prática para a salvar a fachada que consegue neutralizar uma ameaça em particular abre a possibilidade de que a ameaça seja introduzida voluntariamente com o objetivo de ganhar algo. mas esse modelo pode ser modificado de forma significativa. oferta. 29) “Um desvio importante do ciclo corretivo padrão ocorre quando um ofensor desafiado abertamente se recusa a considerar o aviso e continua com seu comportamento ofensivo. enquanto os outros participantes podem desejar ou esperar que uma prática diferente seja empregada. em vez de consertar a atividade. quando uma pessoa comete uma pequena gafe. ela e as outras podem ficar constrangidas não porque não são capazes de lidar. (…) Nossa fachada. mostra o quão digno ele é de respeito ou o quão dignos ele sente que os outros são de respeito.” (p. mas também age de forma a possibilitar e mesmo facilitar que os outros preservem suas próprias fachadas e a dela. ou pelo ofensor.” (p. em segurança. é preciso realizar a preservação da fachada.” (p. através de um componente simbólico desses atos. 32) “Assim. 29) Ritual: “Eu uso o termo ritual porque estou lidando com atos em que o ator. portanto.e quando o evento é do tipo que é difícil de ignorar. mas porque por um momento ninguém sabe se o ofensor ignorará o incidente.” (p. aceitação e agradecimento – nos dão um modelo de comportamento ritual interpessoal. através dela.” (p. 26) “As fases do processo corretivo – desafio. ou por uma mera testemunha.” (p. o reconhecerá chistosamente. então.” (p. 34) “A pessoa não apenas defende sua própria fachada e protege a dos outros. a pessoa cuja a fachada é ameaçada pode tentar restaurar a ordem ritual através de um tipo de estratégia. .” (p. ou empregará alguma outra prática para salvar a fachada. 26) Intercâmbio: “Eu chamarei intercâmbio a sequencia de atos colocada em movimento por uma ameaça reconhecida a fachada. se busca preserva a própria fachada e as dos demais indivíduos participantes de um evento. 33) Cooperação na preservação da fachada “Quando uma fachada é ameaçada.

eu implicitamente utilizei uma definição dupla do eu: o eu como uma imagem montada a partir das implicações expressivas do fluxo total de eventos numa ocasião. 47) Comentário: a autoimagem do indivíduo é tanto algo emprestado da sociedade como algo que depende da interação com os outros indivíduos. A natureza da deferência e do porte Objetivos do autor nesse capítulo: “Neste capítulo. criada não a partir de propensões psíquicas internas. 38) “Uma relação social. 37) “Quando os dois papéis do eu são separados. recebe um tipo de sacralidade que é exibido e confirmado por atos simbólicos. dentro de certos limites. mais do que o normal. e os tipos de práticas que ela empregará para manter um tipo especificado e obrigatório de equilíbrio ritual. 47) “Em vez disso. precisam mobilizar seus membros como participantes autorreguladores em encontros sociais. de forma que o imaginário usado para pensarmos sobre os outros tipos de ordem social não é muito apropriada para ela. com as contingências dos juízos na situação.” (p. A natureza da ordem ritual “A ordem ritual parece ser organizada basicamente sobre linhas de acomodação. ele é ensinado a ser perceptivo. Através destas reformulações tentarei demonstra que uma versão da psicologia social de Durkheim pode ser eficiente com uma roupagem moderna. a ter orgulho. eu quero explorar alguns dos sentidos em que a pessoa. a escapulir da dificuldade através da auto-humilhação. determinam a avaliação que ela fará sobre si mesma e sobre seus colegas participantes no encontro.” (p.” (p. 51) . podem utilizar o código ritual implícito na preservação da fachada para aprender como os dois papéis estão relacionados.” (p. Ao adquiri-la. então. pode ser vista como uma forma pela qual a pessoa é forçada.” (p. ela aparentemente tem direito. Isto será usado para apoiar dois conceitos que penso serem centrais para esta área: a deferência e porte. honra e dignidade. se quiserem ser sociedades. Quando uma pessoal é responsável por introduzir uma ameaça à fachada de outra . Realizarei uma tentativa de construir um andaime conceitual esticando e retorcendo alguns termos antropológicos comuns. a pessoa se torna uma espécie de construto. 49) 2. Essas regras. e o eu como um tipo de jogador num jogo ritual que lida honrada ou desonradamente. a confiar sua autoimagem e fachada à diplomacia e boa conduta dos outros.Os papéis do eu “Até agora.” (p. diplomaticamente ou não. mas de regras morais que são combinadas nela externamente.” (p. devemos procurá-la no fato de que as sociedades. tato e uma certa quantidade de aprumo. em qualquer lugar. a distribuição de seus sentimentos. Uma forma de mobilizar o indivíduo para esse propósito é através do ritual. 49) “A natureza humana universal não é uma coisa muito humana. a ter consideração. quando seguidas. em nosso mundo secular urbano. a ter sentimentos ligados ao eu e um eu expresso pela fachada.

Regra de conduta: “Uma regra de conduta pode ser definida como um guia para a ação (…) porque é apropriada e justa. (…) Uma regra assimétrica é aquela que leva os outros a tratar e serem tratados por um indivíduo de modo diferente daquele com que ele trata e é tratado por eles. Deferência: “Com 'deferência' eu me refiro ao componente da atividade que funciona como um meio simbólico através do qual se comunica regularmente apreciação para um receptor deste receptor.” (p. estabelecendo como ele é moralmente coagido a se conduzir. . ou de algo do qual este receptor é considerado um símbolo. 56) Regra cerimonial: “Uma regra cerimonial é aquela que guia a conduta em questões consideradas de importância secundária ou até mesmo não existente por si só (…)” (p. 52) Maneiras que a conduta invade o indivíduo: “As regras de conduta invadem o indivíduo de duas formas gerais: diretamente. Afeição e pertencimento são sentimentos de estima que têm papel importante na deferência. o que os diferenciam no seu relacionamento e na forma como se relacionam. 53) Regras simétrica e assimétrica: “Ao lidar com regras de conduta é conveniente distinguir duas classes. As regras de conduta impregnam todas as áreas da atividade e são mantida pelo nome e honra de quase tudo. E com Elias. como obrigações. extensão ou agente. como expectativas. podemos comparar com Bourdieu e dizer que esse idioma faz parte do habitus de determinado grupo social por ser uma prática de diferenciação.” (p. indiretamente. podemos afirmar que os outsiders e estabelecidos possuem seus próprios idiomas cerimoniais cada um.” (p. 59) [Ao indivíduo não é permitido dar deferência para si mesmo. A deferência possui um caráter honorífico e polido. mas procurá-la nos outros. Ao se referir ao idioma cerimonial como o idioma que determinado grupo social utiliza nos seus propósitos cerimoniais.” (p. 57) “Em todas as sociedades as regras de conduta tendem a ser organizadas em códigos que garantem que todos ajam apropriadamente e recebem o que merecem. 58) “Podemos nos referir aos vínculos empregados por um dado grupo social para propósitos cerimoniais como seu idioma cerimonial” Comentário: Aqui cabe uma analogia com Elias e Bourdieu.” (p. estabelecendo como os outro são moralmente forçados a agir em relação a ele. As infrações caracteristicamente levam a sentimentos de desconforto e a sanções sociais negativas. simétrica e assimétrica. Uma regra simétrica é aquela que leva um indivíduo a ter obrigações ou expectativas em relação a outros que estes outros tem em relação a ele.

que serve para expressar àqueles na presença imediata dele que ele é uma pessoa de certas qualidade desejáveis ou indesejáveis. A imagem de si cuja a manutenção através da conduta do indivíduo deve aos outros não é o mesmo tipo de imagem que esses outros são obrigados a manter sobre ele. empiricamente. podem ser simétricas ou assimétricas. como as regras da deferência. A deferência definida como a apreciação que um indivíduo mostra sobre outro para esse outro. vestuário e aspecto. 79) “Podemos mencionar um último ponto sobre o porte. Através de todos eles.Quanto mais alta uma classe mais extensos e elaborados serão os tabus contra o contato. 74) “Dois tipos principais de deferência foram ilustrados: rituais de apresentação através dos quais o ator representa concretamente sua apreciação do receptor.” (p.” (p. envolvidos com ele e com suas preocupações pessoais particulares. podemos encontrar muitas variações.” (p. o receptor é informado de que ele não é uma ilha isolada. e rituais de evitação. e não de identidade. ou desejam estar. e que os outros estão. Entre pessoas de posição igual. há muita sobreposição das atividades a que eles se referem. ou que ele cooperará dificilmente se for a tarefa de outra pessoa ajudá-lo a esse respeito. regras simétricas de porte parecem muitas vezes ser prescritas. a deferência e o porte. quero me referir ao elemento do comportamento cerimonial do indivíduo tipicamente comunicado através da postura. seja através de rituais de evitação ou de apresentação (…). convites. 74) Porte: “Eu sugeri que o componente cerimonial do comportamento concreto tem pelo meno dois elementos básicos. esses rituais oferecem um rastreamento simbólico contínuo de até que ponto o eu do receptor não foi fechado e obstruído em relação aos outros. . Sejam quais forem seus motivos para parecer com um porte bom diante de outras pessoas. que implicam em atos em que o ator deve se abster de realizar se não quiser violar o direito do receptor de mantê-lo a distância.” (p. As imagens de deferência tendem a apontar para a sociedade mais ampla fora da interação. Um ato através do qual o indivíduo dá ou recusa deferência a outros tipicamente fornece meios para ele expressar o fato de ser um indivíduo com porte bom ou ruim. 78) “As regras do porte.] “Eu mencionei quatro formas muito comuns de deferência por apresentação: saudações. supomos que o indivíduo exercerá sua própria vontade para fazer isso. Em conjunto.” (p.” (p. 81) Deferência e porte “Deferência e porte são termos analíticos. Entre desiguais. assumindo a forma de proscrições. 78) “Como 'porte'. proibições e tabus.” (p. elogios e pequenos serviços. a relação analítica entre eles é de complementariedade. 82) “Apesar dessas conexões entre deferência e porte.

mas alguns deles são fiéis a ordem cerimonial fora do ambiente hospitalar. As imagens de porte tendem a apontar para qualidades que qualquer posição social permite a seus representantes uma chance de exibir durante a interação. junto com alguns membros comuns da sociedade que ganham a vida lá.” (p. 93) “Resumindo.ao lugar que o indivíduo atingiu na hierarquia dessa sociedade. 94) “Também sugeri que noções durkeimianas sobre a religião primitiva podem ser traduzidas para conceitos de deferência e porte.” (p. 96) . a sociedade moderna coloca os transgressores da ordem cerimonial num único lugar. Nós nos livramos de muitos deuses.” (p. e que esses conceitos nos ajudam a compreender alguns aspectos da vida secular urbana..” (p. Eles habitam um lugar de atos e entendimentos profanos. as pessoas cerimoniais precisam desenvolver mecanismos e técnicas para viver sem alguns tipos de cerimônia.) Constrangimento tem a ver com a figura que o indivíduo representa diante dos outros considerados presentes naquele momento. pois essas qualidades tratam mais da forma pela qual o indivíduo gerencia sua posição do que ao cargo e local dessa posição em relação às posições possuídas pelos outros. 83) “Neste capítulo eu pressupus que podemos aprender sobre a cerimônia estudando uma situação secular contemporânea – aquela do indivíduo que se recusa a empregar o idioma cerimonial de seu grupo de forma aceitável e foi hospitalizado. mas o próprio indivíduo teimosamente continua a ser uma divindade de importância considerável. então. A consequência é que num certo sentido esse mundo secular não é tão irreligioso quanto poderíamos pensar. Constrangimento e organização social “(. 94) 3.. De alguma forma.” (p.

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