2
UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA
ÁREA DE ORIENTAÇÃO MEDIÚNICA
Médium de Sustentação
Belo Horizonte
2013
2
© 2013,UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA – ÁREA DE ORIENTAÇÃO MEDIÚNICA.
Redação de Texto: Área de Orientação Mediúnica.
Editoração de texto: Antelene Bastos
Capa: Eliana Bedeschi
Projeto Gráfico da Capa: Área de Comunicação Social Espírita-UEM
Revisão Final: Antelene Bastos
UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA
Sede Federativa:
Av. Olegário Maciel, 1627 – Lourdes
30.180-111 Belo Horizonte - MG- Brasil
Tel.: (31) 3201-3261
www.uemmg.org.br
uemmg@uemmg.org.br
(Permitida a reprodução, desde que o texto não seja alterado)
2 Participação dos integrantes ----------------------------------------------- 07 3 CONCENTRAÇÃO ------------------------------------------------------------------ 07 3.3 Formação intelectual e moral----------------------------------------------- 21 6.4 Motivação------------------------------------------------------------------------- 21 7 EVANGELHO E MEDIUNIDADE ----------------------------------------------- 23 7.2 O paralítico de Cafarnaum-------------------------------------------------- 24 8 CONCLUSÃO ------------------------------------------------------------------------- 27 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS--------------------------------------------- 28 APRESENTAÇÃO .1 Qual é a finalidade da reunião de educação mediúnica? ----------- 06 2.2 A função do médium de sustentação------------------------------------ 17 6.2 Fatores importantes na concentração ----------------------------------- 09 4 INTEGRAÇÃO – CONJUNTO ---------------------------------------------------- 10 5 DOS INTEGRANTES DAS REUNIÕES MEDIÚNICAS ------------------- 11 5.2 APRESENTAÇÃO ----------------------------------------------------------------------- 03 1 INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------ 04 2 REUNIÃO MEDIÚNICA-------------------------------------------------------------- 05 2.1 O jovem lunático--------------------------------------------------------------- 23 7.2 Do médium ostensivo e de sustentação-------------------------------- 14 6 DO MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO --------------------------------------------- 15 6.1 Do dirigente-------------------------------------------------------------------- 13 5.1 A mediunidade generalizada --------------------------------------------- 15 6.1 Mecanismo da concentração ----------------------------------------------- 08 3.
estimulando o estudo e. valemo-nos das palavras de Emmanuel. que ora se apresenta. no desempenho do qual os participantes podem favorecer com seus recursos na efetivação da tarefa mediúnica. para que os participantes de cada Conselho Regional Espírita pudessem avaliá-lo e trazer contribuições. assim. segue nesta direção. Área de Orientação Mediúnica da União Espírita Mineira 1 INTRODUÇÃO .em abril de 2004. um desconhecimento acerca desse importante integrante de reuniões mediúnicas. acarretando. a fim de que o exame do papel do “médium de sustentação” possa contribuir para a reflexão em torno do assunto.Conselho Federativo Espírita de Minas Gerais . o papel do médium de sustentação. este projeto tem sido divulgado em diferentes cidades do estado. o tema tornou-se meta de estudo para esta apostila. quando nos apresentou sua obra Pensamento e Vida. adaptada quanto possível ao campo de esforço humano. O estudo. a nossa cartilha simples”. Ainda que o encontramos disseminado nas obras básicas e subsidiárias da Doutrina Espírita. O tema a ser explorado é o “médium de sustentação” que é um papel importante.2 Para fazer a apresentação deste estudo sobre o “Médium de Sustentação”. Por ser pouco estudado e divulgado. pois tem como objetivo reunir alguns tópicos que podem auxiliar a pessoa realmente interessada no exercício da Mediunidade com Jesus. portanto. notamos também que faltava um estudo que tivesse. Sua primeira versão foi apresentada na reunião do COFEMG . muitas vezes. como objeto central de análise. com isso. pesquisar sobre o papel do médium de sustentação tornou-se uma proposta a ser efetivada pelo Departamento de Orientação Mediúnica da União Espírita Mineira. A pesquisa e a compilação de conteúdos relativos ao papel do “médium de sustentação” se originaram em virtude da lacuna existente na sistematização do tema. com o objetivo de informar e de esclarecer todo aquele que realmente esteja interessado em exercer a Mediunidade com Jesus. ao dizer: “eis aqui. Em virtude da falta de sistematização do tema. Desde então. objetivando uma prática mediúnica segura.
surgiu o presente estudo. diz Deus.2 E nos últimos dias acontecerá. ao encarnado que. não sinta qualquer influência significativa à presença de um espírito desencarnado. e também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias e profetizarão. tendo como objeto principal de exame o papel do médium. 2 REUNIÃO MEDIÚNICA . “vibracional” e “apoio”. podemos fazer a seguinte pergunta: Pode este médium de sustentação apresentar o que Allan Kardec nomeou de “mediunidade Natural” ou de “mediunidade generalizada”? Não somente tal questionamento. “assembléia” ou “assistente”. 2:17-18) Devido à necessidade de se ter um conhecimento unificado na divulgação dos princípios da Doutrina Espírita. e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão. que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne. designado de “médium de sustentação”. participando de uma reunião mediúnica. cujo enfoque é a prática mediúnica. Em nossas experiências. e os vossos velhos sonharão. como estudantes e aprendizes da Doutrina Espírita. Modernamente o termo “médium de sustentação”. não temos encontrado estudos que tivessem sistematizado especificamente o assunto ou a expressão “médium de sustentação”. os vossos mancebos terão visões. Encontramos denominações tais como: “participante” ou. entre outros. Tendo em vista esse aspecto. como também as implicações morais acerca da tarefa mediúnica serão alvo de nossa abordagem. vem sendo aplicado. tendo como objeto central de análise o papel do médium de sustentação. (Atos. outras vezes.
Série Evangelho e Espiritismo.Allan Kardec afirma que “uma reunião é um ser coletivo. Para melhor compreensão do assunto. mostrando-nos. aí estou eu no meio deles. este feixe. item 331 . Para atender diferentes finalidades. de “reunião instrutiva”. a saber2: * * * * * 1 reunião de experimentação de sensibilidade mediúnica. haveria de estar ali reunidas. Ora. quanto mais homogêneo for”. O Que é o Espiritismo.2 Porque. como uma oportunidade grandiosa de instrução. depreende-se que. afabilidade sincera. o objetivo primordial das reuniões mediúnicas é a instrução nossa. Portanto. com finalidade séria e objetiva.no capítulo XXIX. comunhão de idéias e de sentimento. Em O Livro dos Médiuns . a quem pressupomos socorrer.6.168. e como são as em que se pode haurir o verdadeiro ensino. Kardec deixou bem claro que. reunião de desobsessão. a fim de que os seus participantes possam haurir o verdadeiro ensino dado pelos espíritos. (Mateus. com exclusão de todas as demais. se não quisessem ser joguetes nas mãos de espíritos zombeteiros ou mistificadores. KARDEC. reunião mista de estudo e prática mediúnica. insistindo para que se cogite apenas de coisas úteis.” a primeira condição que elas devem satisfazer é que sejam sérias. reunião de tratamento. o nosso codificador afirma que “as reuniões instrutivas apresentam caráter muito diverso. são vários os tipos de reuniões mediúnicas. Para participar desse tipo de reunião. reunião de educação mediúnica. o espírito em sofrimento. v. onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. de esclarecimento. que é o de melhoria e o de instrução de si mesma. o que poderá ocorrer conosco se não mudarmos de comportamento. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. 2 . Cf. a pessoa deverá estar imbuída não só de espírito de serviço. pessoas de caráter. é ele que nos faz a caridade. E assim prossegue Allan Kardec. por meio de questões e situações que ali são trazidas. Muitas das vezes nos equivocamos ao declarar que uma reunião mediúnica seja um lugar onde também temos a oportunidade de praticar a caridade.no capítulo “Das Reuniões e das Sociedades Espíritas”. para se realizar uma reunião espírita séria. p. tendo como base os ensinos dos espíritos. Daí Allan Kardec denominá-las. na sua experiência. de moral ilibada. recolhimento.18:20) O que é uma reunião mediúnica e a que fim ela se destina? Em O Livro dos Médiuns . item 327-. dos espíritos encarnados. tanto mais força terá. os integrantes desse tipo de reunião também tenham que apresentar tais características. Portanto. mas também de um único desejo. O nosso Codificador analisa a importância e a vantagem de se tomar parte de uma reunião mediúnica. Mediunidade. para alcançar tal desiderato. Em verdade. Para atingir o objetivo providencial delimitado acima. seriedade na integral acepção da palavra. dentro da classificação da natureza das reuniões. cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. silêncio. na integral acepção da palavra”. pois “o fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que tudo para o homem não se acaba com a vida terrestre e dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro”1.
156. destacaremos a seguir a importância da reunião de educação mediúnica. a fim de que “não sejamos meninos no entendimento”. Mediunidade. constitui a chave do progresso moral. melhores requisitos são colocados para a realização do ministério abraçado". à medida que o médium se torna mais hábil e aprimorado. podemos depreender que a educação é fundamental para o espírita e. alargando as suas possibilidades de colaboração e valorizando-as pelo estudo 5 constante e pela aplicação própria às obras da verdade e do bem” . a fim de que “não sejamos meninos no entendimento”. da Primeira Epístola aos Coríntios. de modo a cooperar de maneira eficiente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade. como nos esclarece o apóstolo Paulo no versículo 20. Pérolas do Além.das reuniões mediúnicas. Essa arte. em bases evangélicas e com a segurança que a Doutrina Espírita proporciona”3. será feita a abordagem acerca de tal categoria de reunião. A finalidade das reuniões mediúnicas está estreitamente relacionada com a educação do Espírito. tanto os ostensivos. pois “não são os Espíritos que desenvolvem os médiuns e sim estes que apuram as faculdades receptivas. de forma especial. 5 FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. O Livro dos Espíritos. porém. KARDEC. 6 FRANCO. Médiuns e Mediunidade. cabe-nos considerar a importância da educação ressaltada por Allan Kardec. p. convenientemente entendida. 33. do mesmo modo que se aprumam plantas novas. pois que. Recomenda. questão 917. 3 UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação”. específicas para cada tipo de atendimento. 4 exige muito tato. p. sobre a educação do médium. para os participantes – futuros e atuais . muita experiência e profunda observação.2 * reunião de orientação. quanto os “médiuns de sustentação” – sendo estes alvo de nossa análise. como se conhece a de manejar as inteligências. de modo mais específico. por meio dos seguintes comentários: A educação. Tendo em vista tal finalidade. 6 Sendo assim.1 Qual é a finalidade da reunião de educação mediúnica? De acordo com a apostila “Mediunidade”. 63 4 . Entre as reuniões mediúnicas. capítulo 14. 2. O Espírito Vianna de Carvalho é esclarecedor ao dizer que “a educação mediúnica é para toda a existência. por ser ela uma prática mediúnica voltada para a preparação e para a educação de médiuns. Como o objetivo do presente trabalho é examinar a função do “médium de sustentação”. conseguir-se-á corrigilos. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres. na pergunta 392 do livro O Consolador que “o médium tem obrigação de estudar muito. a finalidade das reuniões de educação mediúnica é “preparar e educar os médiuns para o exercício equilibrado de suas faculdades medianímicas. o médium poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa lhe confiada. É válido lembrar que o estudo doutrinário proporciona segurança ao desenvolvimento mediúnico. Por meio dessa atitude. o benfeitor Emmanuel esclarece. p. Nessa direção.
No Novo Dicionário da Língua Portuguesa. esforço concentrado. lembrando-nos de que “a atitude negativa acarreta dificuldades e desarmonias que prejudicam seriamente as tarefas mediúnicas. oferecer o que de melhor possuem em termos de sentimentos e pensamentos positivos. subiu ao monte para orar. Diante de tudo isso. Hermínio Miranda analisa essa questão. visando ao atendimento a irmãos necessitados ou à realização de trabalhos esclarecedores sob a orientação do Cristo. o qual deve predominar em todos os tipos de reuniões mediúnicas voltadas ao bem.2 2. “o trabalho. No capítulo XXIX. exige dedicação. ao conceito se aplica a seguinte delimitação: “concentrar significa reunir num centro. p. fácil é de compreender-se que o número excessivo dos assistentes constitui uma das causas mais contrárias à homogeneidade”. aplicar a atenção em algum assunto: meditar profundamente”. nenhum limite absoluto para esse número. 3 CONCENTRAÇÃO E. Estudo e Educação da Mediunidade: curso de iniciação mediúnica – módulo de estudo nº 3 – roteiro 4. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. quanto maior for o número. trazendo instruções com advertências das mais importantes. Fazer convergir ou tornar mais denso. renúncia. tanto mais difícil será o preenchimento destas condições. (Mateus. em particular. sem escolher funções e sem buscar posições de relevo”.. Miranda ressalta que o grupo não se reúne para se divertir com Espíritos. é certo. a cada um de seus integrantes. nos grupos de desobsessão. 14:23) A produtividade de uma reunião mediúnica dependerá da harmonização dos seus integrantes. vemos a importância do ambiente vibratório equilibrado. dificultando assim o trabalho a ser realizado. a importância da concentração. 8 . Em se tratando de prática de reunião mediúnica. paciência”. mais ativo qualquer ato. também é evidente que. nesse sentido. item 332. à parte.) Mas. Cabe. E. (. para que não haja uma queda vibratória. “não há. Pode ainda dizer respeito a reunir as forças num ponto determinado. destacaremos um item de O Livro dos Médiuns. Cf. como se o membro do grupo fosse mero espectador”7. a fim de alcançarem os nobres objetivos a que se propõem realizar. chegada já a tarde. Mesmo fazendo tal observação. mas para servir e aprender.81-83.2 Participação dos integrantes Há limite do número de participantes? Para responder essa pergunta. estava ali só. Observemos.” E qual será a postura do participante? No livro Diálogo com as Sombras. portanto. o codificador afirma que. não oferece atrativos àqueles que não estejam preparados para a dedicação. De acordo com o estudioso.. pois “o trabalho é muito mais humilde. a concentração corresponde à “união de 7 MIRANDA.8 Nesse sentido. Allan Kardec nos esclarece: “sendo o recolhimento e a comunhão dos pensamentos as condições essenciais a toda reunião séria. Diálogo com as Sombras. a palavra "concentração" significa “estado de quem se concentra ou absorve num assunto ou matéria". ou de fria observação. despedida a multidão. da mesma forma que o espírito crítico.
no meio das ocupações mais vulgares10. com isso. para ser alcançado o objetivo da reunião. com freqüência. suspendendo a atividade dos sentidos externos: afastando de si as imagens e ruídos da vida externa.ofereça os recursos para as realizações programadas11. não tardando seus bons efeitos a se fazerem sentir. 11 FRANCO. no incessante intercâmbio que documenta a sobrevivência e expressa a validade das aquisições morais intransferíveis”. 61-62 10 . Segundo Léon Denis. nesses momentos. ao ser solicitada concentração dos cooperadores. o que é possível fazer mesmo nas condições sociais mais humildes.1 Mecanismo da concentração Todos os que se iniciam nos exercícios de concentração ou de meditação percebem o quanto é difícil controlar os pensamentos e como. ao contrário. O Problema do Ser. segundo o pensador francês. Ampliando nosso conhecimento sobre o mecanismo da concentração. nunca é cedo demais para empreendê-la.resultante das fixações mentais dos membros que constituem o esforço da sessão mediúnica . variável. na calma e recolhimento do pensamento. apartando.340-341. Segundo o autor espiritual. p. inconvenientes e inoportunos. que a média . fecundado. 9 Ibidem. o ser interno acha-se pouco a pouco iluminado. que estabelecem a relação com os planos superiores e facilitam a penetração em nós dos eflúvios divinos. a contemplação e o esforço constante para o bem e o belo formam.” De acordo com Léon Denis. Em se tratando de concentração mediúnica. as preocupações de ordem material criam correntes vibratórias horizontais. a concentração individual é de alta relevância. podemos afirmar que ela “constitui meio eficaz para se abrirem as portas que facultam o trânsito dos desencarnados. Ainda que seja essa obra de preparação longa e difícil. terrestre.2 forças”. as quais se transformam em obstáculos às radiações etéreas. Intercâmbio Mediúnico. DENIS. Por meio da repetição e do prolongamento desse exercício. ocorre o assalto de pensamentos intrusos. Assim. é pedido a eles que as suas mentes sincronizem no dínamo gerador de forças. é necessário “concentrar-se e. que é a Divindade. Ao analisar o esforço a ser empreendido pelos integrantes dos grupos mediúnicos. regenerado. Nesse caso. Em trabalhos de natureza espiritual. a concentração consiste em insular-se uma pessoa em certas horas do dia ou da noite. A meditação. possibilitando. porque a mente que sintoniza com as idéias superiores vibra em freqüências elevadas. p. reclamando às vezes mais de uma existência. do Destino e da Dor. encontramos nas palavras do espírito Cléofas esclarecimentos significativos. André Luiz menciona que existe uma preocupação por parte de muitos estudiosos do Espiritismo acerca do problema da concentração. a fim de serem catalisadas as energias mantenedoras do ministério mediúnico.9 3. fazer um esforço mental para ver e ler no grande livro misterioso o que há em nós. não são poucos os que estabelecem padrão para o aspecto exterior da pessoa concentrada. correntes ascensionais. de nosso espírito tudo o que é passageiro. nem os que exigem determinada atitude corporal ou que esperam resultados rápidos nas atividades dessa ordem. e restringem nossas percepções.
A mente lhes vagava muito longe dos comentários edificantes. Reparei com mais atenção os circunstantes encarnados. a concentração de forças espirituais no serviço de elevação. não nos esquecermos de que.” 3.. André Luiz afirma que “boa concentração exige vida reta”.”13 Nesse sentido..239. porventura. o assunto é complexo e demanda longas considerações e ensinamentos. Observava-se apreciável instabilidade de pensamento. de modo despretensioso. oferece-nos. fora dos recintos de prática espiritista. é indispensável o trabalho preparatório de atividades mentais na meditação de ordem superior. Não são poucos os que estabelecem padrão ao aspecto exterior da pessoa concentrada.2 Fatores importantes na concentração No livro Instruções Psicofônicas.2 No livro Os Mensageiros. (. porém. tornar-se-ia impossível 12 qualquer proveito concreto. Segundo o autor espiritual. p. A atitude íntima de relaxamento. Viam-se-lhes. a pensamentos compulsórios de amor cristão. Não fosse o devotamento dos colaboradores do nosso plano. (grifos acrescentados) Essas considerações podem ser relacionadas com a passagem da primeira epístola de João. no capítulo “Concentração Mental”. versículo 6: “Se dissermos que temos comunhão com ele. da teimosia. Instruções Psicofônicas. o que só é factível. deixa-nos importantes conselhos. . fornecendo o potencial de nobre união para o bem. ao situar a cabeça entre as mãos. distintamente. com base no trecho destacado abaixo: Na esfera dos encarnados. tendo em vista a implementação da reforma íntima com base na congregação permanente das lições evangélicas recebidas. se os amigos encarnados não tomam a sério as responsabilidades que lhes dizem respeito. da indiferença. não pode conferir ao crente. em se tratando de concentração. em demasia. Mormente os mais novos em conhecimentos doutrinários exibiam enorme irresponsabilidade. as imagens mentais.. do erro deliberado e incessante. quando escreve no capítulo 1.. Os Mensageiros.) Muitos estudiosos do Espiritismo se preocupam com o problema da concentração. que poderão concentrar nos momentos fugazes de serviço espiritual? Boa concentração exige vida reta. 243-244. Ora. alguns “lembretes” importantes na garantia de nossa concentração espiritual. é imprescindível. se. não se notava o mesmo traço de harmonia. são cultores da leviandade. Como vêem. São eles: 12 13 ANDRÉ LUIZ. quem diz concentrar. em trabalhos de natureza espiritual. ou ao cooperador.(. os pequeninos prêmios adquiridos na regeneração de nós mesmos e as vibrações que estamos espalhando ao longo do nosso caminho. tão só porque estes se entreguem. cabe-nos “centralizar em semelhante atitude os resultados de nossa vida cotidiana. da inobservância interna dos conselhos de perfeição cedidos a outrem. Para que os nossos pensamentos se congreguem uns aos outros. e andarmos em trevas. ANDRÉ LUIZ. A expectativa ansiosa dos presentes perturbava a corrente vibratória. Podemos constatar tal ilação. forçosamente se refere ao ato de congregar alguma coisa. p. Entretanto. mentimos. ante as lições evangélicas recebidas. os que exigem determinada atitude corporal e os que esperam resultados rápidos nas atividades dessa ordem. e não praticamos a verdade. apenas por alguns minutos na semana.) Reparamos que alguns irmãos encarnados se mantinham irrequietos. André Luiz.
100..CONJUNTO Também vos digo que. Podemos depreender que está presente nos versículos citados a idéia de “integração”. Aprenda a encontrar tempo para conviver com os bons livros. mãe da harmonia fluídica. (Mateus. conseqüentemente. em Atos. Nos versículos 42 e 44. p. e no partir do pão. Cultive o auxílio constante e desinteressado aos outros. . quando Léon Denis afirma. para obter a intervenção assídua da Esfera Superior. 18:19) Para analisarmos a importância da integração. o seu pensamento 14 erguer-se-á. e nas orações. no esquecimento do próprio “eu”.).) E todos os que criam estavam juntos. uma melhor produtividade do grupo. de vez que. que está nos céus. a boa formação moral dos médiuns e a vivência reta propiciam uma boa concentração e. No Invisível. Caminhe no clima de otimismo e da boa-vontade para com todos (.. Segundo Léon Denis. de “comunhão”. para que a sua alma não se converta numa nota desafinada no conjunto harmonioso da oração. (.2 Não olvide. podemos recorrer ao Evangelho. e que todos os adeptos se sintam 14 15 Ibidem. porque. vitorioso. e na comunhão. Tais aspectos podem ser examinados. p. pois a ação dos Espíritos elevados se enfraquece e se aniquila. Não empreste seu verbo a palavras indignas.) Não dependure sua imaginação no cinzento cabide da queixa e nem mentalize o mal de ninguém. o concurso respeitável que compete a você dentro dele. encontramos o seguinte registro: “e perseveravam na doutrina dos apóstolos. se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem... as quais podemos relacionar com aspectos que merecem ser considerados na prática mediúnica.. Essa integração de pensamentos e sentimentos é condição necessária.. à leviandade ou desejos infelizes. à união de pensamentos é necessário acrescentar a união dos corações”15. “é preciso que a harmonia moral.. que “nas sessões. no capítulo 2. Não se entregue a cólera ou ao desânimo. fora do santuário de sua fé. desse modo. se estabeleça nos corações. a fim de que as sugestões da Esfera Superior lhe encontrem a boca limpa.240. Preserve seus ouvidos contra as tubas de calúnia ou de maledicência (. no capítulo 9.). (grifos acrescentados) Sendo assim. isso lhe será feito por meu Pai. para servir em nome de Deus. você poderá então concentrar as suas energias mentais na prece. quando reina a antipatia entre os membros de um grupo. no qual temos a exemplificação sobre a idéia de conjunto. e tinham tudo em comum”. Não ceda seus olhos à fixação das faltas alheias (.. DENIS. por mais desagradável ou constrangedor lhe pareça. Cumpra o seu dever cada dia. em seu livro No Invisível. reconhecendo que a educação não surge sem disciplina. 4 INTEGRAÇÃO .
num templo espírita-cristão. EMMANUEL. que sentem torturados. “conjunto” em que “todos os adeptos se sintam na conjunção de esforços por alcançar um objetivo comum. assim sendo. 17 . sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia. a presença de qualquer pessoa. “Cada companheiro é indicado à tarefa precisa. p. p. cabe-nos lembrar a orientação dada pelo Conselho da Federação Espírita Brasileira. (Lucas. por isso. ressaltando que. associada ao “estar juntos” e ao “ter tudo em comum”. é razoável anotar que todo trabalho é ação de conjunto. no livro Instruções Psicofônicas. Conforme nos esclarece Emmanuel. cujo sentido correlaciona-se com a realização do “trabalho” como “ação de conjunto” – “conjunto” esse no qual cada companheiro é indicado à tarefa precisa. ligados por um sentimento de sincera e benévola cordialidade”. A sabedoria do Evangelho nos mostra a importância desta união dizendo que quem não estiver com o Cristo não ajunta e." 17 Essa orientação de Emmanuel vai ao encontro daquelas contidas no capítulo 2 de Atos. pois nelas são abordados assuntos de estudo que requerem mais tranqüilidade e concentração. quando faz a seguinte recomendação: Abster-se da realização de sessões públicas para assistência a desencarnados sofredores. 100. Kardec assinala que as reuniões particulares possibilitam a abordagem de assuntos de estudo que requeiram mais tranqüilidade e concentração ou de temas nos quais seja conveniente o aprofundamento. Livro da Esperança. 16 DENIS. p. antes de tratá-lo em reuniões gerais. podemos concluir que a reunião mediúnica é uma prática. 18 CONSELHO FEDERATIVO NACIONAL. cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do serviço. “o êxito da reunião mediúnica. As reuniões mediúnicas. ligados por um sentimento de sincera e benévola cordialidade"16. 5 DOS INTEGRANTES DAS REUNIÕES MEDIÚNICAS E. deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios.188-189. 9:1) Ao lermos o capítulo “Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas”. de vez que semelhante procedimento é falta de caridade para com os próprios espíritos socorridos.2 na conjunção de esforços por alcançar um objetivo comum. No Invisível. ou seja. Nos versículos 42 e 44. cuja realização demanda a delimitação de participantes e de suas respectivas funções. há a alusão à “perseverança”. Diante de tais orientações. “as sessões serão particulares ou gerais”. Orientação ao Centro Espírita. Além disso. quando analisa o trabalho em equipe. o médium. de O Livro dos Médiuns – artigo 17 . Segundo o nosso codificador.encontramos uma prescrição de Allan Kardec acerca dos critérios relacionados aos participantes das reuniões da Sociedade Parisiense. Emmanuel ressalta a importância do conjunto. exige. o assistente. o comentário crescente e malsão em torno de seu próprio 18 infortúnio. sim espalha. como corpo de serviço no plano terrestre. aqui citadas. CONVOCANDO os seus doze discípulos. não sendo possível.47. três elementos essenciais: o orientador. são “sessões particulares”. para curarem enfermidades.
. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA..”19 Tendo em vista os elementos essenciais que integram uma reunião mediúnica. É relevante considerar esse aspecto. Com relação àquele companheiro que se propõe a ser um integrante de uma equipe mediúnica.. União de todos os assistentes.) uma atitude de confiança. os tipos de participantes das reuniões mediúnicas20: Dirigentes. pelo pensamento (. meditação.) devem ser recebidas apenas de raro em raro. André Luiz. por meio dos ensinos dos Espíritos (.) O primeiro é o cérebro que dirige. neste tipo de reunião mediúnica. o terceiro é o braço que ajuda. o constrangimento em vermos a falta de adequação dos companheiros no desempenho de seus papéis. O Livro dos Médiuns. Mediante tais disposições.no capítulo 29.. 21 Ibidem.89. p. item 341. a fim de não termos.. de amor-próprio e de supremacia 23 e com o só desejo de serem úteis. Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã. 19 EMMANUEL. Cordialidade recíproca entre todos os membros. de O Livro dos Médiuns . e em circunstâncias realmente aceitáveis no plano dos trabalhos de desobsessão. Em reuniões mediúnicas bem orientadas. antes que o trabalho seja iniciado. Mediunidade.. Um único desejo: o de se instruírem e melhorarem.. caso estejam contidas todas elas nas disposições morais dos seus integrantes. em particular. dos temas ligados à área da Mediunidade. é importante ressaltar a necessidade de se fazer com critério a seleção de tais elementos. atenção. então. Vejamos. cada integrante atenderá a uma função específica. p. E quanto aos companheiros cujo desejo é o de visitar uma reunião com o intuito de fazer observação construtiva. Desobsessão. no livro Desobsessão..).255. esclarece-nos que “essas visitas (.. principalmente quando objetivem a fundação de atividades congêneres“22. serem tratados os casos de obsessão21. não devendo. 20 . o segundo é o coração que sente.. Isenção de todo sentimento de orgulho. não haverá participantes além dos integrantes acima apresentados. Médiuns de Sustentação Enfermos e acompanhantes – é necessário assinalar que a presença destes participantes só é aceitável em reuniões de tratamento.. 23 KARDEC. mais tarde.17. item 341. Médiuns Ostensivos. pois uma reunião produtiva é aquela cujas condições são mais favoráveis.). Assim nos lembra Allan Kardec . Instruções Psicofônicas. sendo cada um de grande importância no desenrolar da reunião. 22 ANDRÉ LUIZ. Recolhimento e silêncio respeitosos (.ao resumir tais disposições através dos seguintes pontos: Perfeita comunhão de vistas e de sentimentos. p. Assim.2 (. é preferível uma análise prévia e sem precipitação a respeito de cada participante.). esperando-se “de todos (.. cabe-nos ressaltar a conscientização da necessidade de estudo prévio da Doutrina Espírita e.
sendo imprescindível que ele procure sempre estudar. conforme já advertia O Livro dos Médiuns.”24 5. Boa definição é aquela apresentada no livro O Consolador. os diretores dos grupos espíritas. são imprescindíveis o conhecimento profundo da Doutrina Espírita e a sua vivência. paciência e compreensão. 26. pois. O Livro dos Médiuns. 26 ANDRÉ LUIZ. ser amigo de todos e ter muito amor no coração. pois é este tipo de dirigente que realmente os espíritos respeitam e o que dá seguridade e firmeza aos integrantes. 5. pela reunião.2 Do médium ostensivo e de sustentação 24 UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. no item 254. Obsessão/Desobsessão.fator primordial para não se tornar joguete na mão dos espíritos perturbadores -. pois “não é a posição que exalta o trabalhador.2 concentração no bem. e mandou-os adiante. sem os quais dificilmente ele obterá a sua autoridade moral . como definição para a palavra “dirigente”. da sua face. (. E entre outros exemplos. por sua vez.27 É importante mencionar que é muito comum o dirigente exercer também o papel de “doutrinador” ou “dialogador”. A palavra dirigir é classificada como verbo transitivo que significa “administrar. de rara sagacidade”. recomenda a todo dirigente “fugir de julgar-se superior somente por estar na cabine de comando”..” Por que raciocínio e lógica? Segundo O Livro dos Médiuns – no capítulo XX. 25 . “o ascendente que o homem pode exercer sobre os Espíritos está na razão de sua superioridade moral”. p. item 230 (2ª parte) .1 Do dirigente E DEPOIS disto designou o Senhor ainda outros setenta.25 Entre outros requisitos e deveres. Mediunidade. Para tal desiderato. Suely Caldas.139-140. item 230. governar”.) “Daí a necessidade de serem. mas sim o comportamento moral com que se conduz dentro dela” 26. durante o desenrolar dos trabalhos. KARDEC. de dois em dois. presidindoa e encaminhando o seu desenrolar.10 :1) No Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa. p. no plano terrestre. gerir. ser democrático como líder. é apresentada a seguinte definição: “dirigir a consciência de alguém. p. encontramos. dotados de fino tato. 27 SCHUBERT. sendo assim fundamental o seu preparo..raciocínio e lógica são quesitos importantes “para discernir as comunicações autênticas das que não o são e para não ferir os que se iludem a si mesmos. a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. André Luiz. ser o diretor espiritual”. na questão 374: “os dirigentes das sessões devem ser o raciocínio e a lógica. 17. (Lucas. quando Emmanuel afirma. as seguintes considerações: “adjetivo – aquele que dirige. diretor”. define o dirigente da reunião mediúnica como aquele responsável. Conduta Espírita. em Obsessão/Desobsessão.
intermediário”. Segundo Kardec. pois. de certa intensidade. de qualquer natureza que seja. Allan Kardec define a palavra médium. médiuns. cujo significado é “meio. o seguinte: Todo aquele que sente. Seara dos Médiuns. E somente seremos merecedores da confiança da Espiritualidade Superior. Allan Kardec esclarece. a seara. mentais. “ser médium é ser ajudante do Mundo Espiritual”30.138. pormo-nos muito pronta e facilmente em comunicação. KARDEC. portanto. o 28 Cf. os médiuns são pessoas acessíveis à influência dos espíritos. Por que ostensivo? De acordo com o Novo Dicionário da Língua Portuguesa. podemos verificar em O Livro dos Médiuns – capítulo XXII. conforme a natureza ou grau da faculdade mediúnica. e mais ou menos dotadas da faculdade de receber e transmitir as comunicações deles. físicas.2 E dizia-lhes: Grande é. Todavia. uma força de expansão particular.daquilo que se ostenta. que nos permite a nós. se desempenharmos o nosso papel dentro da proposta do Evangelho de Jesus. assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes. que não se pode ocultar. mas os obreiros são poucos. rogai.. conforme afirma Emmanuel. um privilégio exclusivo. Essa faculdade é inerente ao homem. ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara . pois. de magnetização mais ou menos vigorosa. pois independe de nossa vontade possuí-la ou não. não constitui. Para tanto. escritas. para fins didáticos.o que diz o Espírito Erasto: Sem médium. que nos facilita as comunicações. a fim de deixar bem diferenciado a mediunidade natural. mais ou menos. que lhes suprimem toda refratariedade e estabelecem. usualmente. . Mas ser médium só não basta. num grau qualquer. uma espécie de corrente. sendo um agente ou um instrumento mais ou menos cômodo. Ibidem. (. Espíritos desencarnados e encarnados. pois. ao mesmo tempo. Pode. O Livro dos Médiuns. (Lucas..) Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos desenvolvida. entre eles e nós. (. no item 159 do capítulo XIV de O Livro dos Médiuns. por esse fato. raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Acerca dessa questão.. 10:2) O que é ser médium? Com base no latim. não há comunicações tangíveis. cap. 29 uma espécie de fusão. cuja estrutura depende de uma disposição orgânica especial suscetível de desenvolvimento.28 O médium é um intermediário para os Espíritos. p.) é uma afinidade especial e. imperceptível . 30 EMMANUEL. dizer-se que todos são. em verdade.se é que assim podemos dizer . O vocábulo ostensivo foi modernamente acolhido pela linguagem espírita. médium. 29 14 e 32.. item 236. a influência dos Espíritos é. ou o que é próprio para se mostrar. Por isso mesmo. ostensivo é um adjetivo cujo significado relaciona-se àquilo que se pode mostrar ou ostentar. item 236 . é imprescindível fazermos bom uso de nossas faculdades. Acerca dessa categoria. É preciso que sejamos médiuns seguros.
será necessário assinalar a condição de médium. nas quais Allan Kardec pergunta sobre a influência exercida pelos espíritos em nossos pensamentos e atos.. O Livro dos Médiuns. Na questão 460. ou seja. 5:6) 6. as comunicações dos Espíritos com os homens. (grifos acrescentados) No item VI de O Livro dos Espíritos. servir de intermediários para as comunicações regulares e integrais. em todos.1 A mediunidade generalizada Antes de apresentarmos a delimitação do conceito aplicado ao “médium de sustentação”. item 159. 6 DO MÉDIUM DE SUSTENTAÇÃO Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? (I Coríntios. Daí a incerteza em que 32 vos vedes. Para Kardec.26. contrários uns aos outros. há aquele que apresenta a organização menos sensitiva. observaremos. Não ignorais que. O Livro dos Espíritos. cuja análise é o objeto central desta apostila. as comunicações de cada um com o seu Espírito familiar fazem sejam médiuns todos os homens. estão sempre de mistura os vossos com os nossos. são eles que (nos) dirigem”. as “comunicações 31 KARDEC. são “médiuns ignorados hoje. Pois bem! No conjunto deles. Kardec afirma que. muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto e. É que tendes em vós duas idéias a se combaterem. Assim. Além deste. Esta última categoria pode ser denominada de “médium de sustentação”. 32 . Podemos observar. Ao responder a questão 459. que.. p. O Livro dos Espíritos. questão 460. não raro. ao realizarmos uma análise dos diferentes fenômenos produzidos sob a influência mediúnica. Kardec pergunta se haverá outros pensamentos que. Allan Kardec também define. tem menor participação. de par com os nossos. ele classifica os que podem. que. nos seriam sugeridos. os Espíritos afirmam que a influência é muito mais direta do que possamos imaginar. mais particularmente. levando de roldão a incredulidade e a ignorância”. do ponto de vista da divisão fenomênica. 33 Idem. Idem. podemos concluir que o médium ostensivo apresenta uma organização mais sensitiva. Respondem os Espíritos: Vossa alma é um Espírito que pensa.2 que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva. como “ocultas” ou “ostensivas”33. Eles “influem a tal ponto. nas questões 459 a 472. Diante desta explicação de Kardec. sob o ponto de vista da produção do fenômeno em si. freqüentemente. possuída por todos os Espíritos. sob a denominação de médiuns de efeitos intelectuais. ou seja. em O Livro dos Espíritos. a existência de um efeito físico e que aos efeitos físicos se alia quase sempre um efeito inteligente. de ordinário. (grifos acrescentados) 31 No final do item 187 do capítulo XXVI de O Livro dos Médiuns. De acordo com a questão 495 de O Livro dos Espíritos. mas que se manifestarão mais tarde e se espalharão qual oceano sem margens.
dessa mesma forma. que a “mediunidade estática” não constitui uma forma de energia que permanece no organismo físico em estado letárgico. todavia. desde a simples influência oculta até a produção dos mais insólitos fenômenos. quaisquer que sejam o modo empregado e o grau de desenvolvimento da faculdade. Assim. 36 Cf. Do ABC ao Infinito . A segunda corresponde à mediunidade ativa. a mediunidade com a eletricidade e por ter mencionado a existência de médiuns elétricos.18 38 Ibidem. Essa energia é “simplesmente a disposição 34 KARDEC.34 Segundo José Naufel . é natural a nossa ligação com o plano espiritual35. José Herculano Pires afirma que tal divisão é um acréscimo significativo no tocante às duas áreas fundamentais – a dos efeitos inteligentes e a dos físicos que constituem a divisão fenomênica. Estudo sobre a mediunidade.3. que foi chamada de “mediunidade dinâmica”36. sofremos a influência dos espíritos inferiores. O Livro dos Espíritos. que 38 exige desenvolvimento e aplicação durante toda a vida do médium. é possível considerar a designação de “mediunidade estática” e “mediunidade dinâmica”.26. tendo em vista uma divisão funcional.em contraposição ao outro tipo. Acepção restrita: Em seu uso ordinário. retomando Kardec. 37 PIRES. além da divisão fenomênica. Mediunidade (Vida e Comunicação): Conceituação da Mediunidade e Análise Geral dos seus Problemas Atuais. v. Conforme assinala Pires. como também.embasado nas instruções dadas a Allan Kardec pode-se deduzir que. de “mediunidade estática” . ibidem. p. Já as “ostensivas” se verificam por meio dos efeitos inteligentes e dos efeitos físicos. Acepção ampla: qualquer pessoa apta a receber ou a transmitir comunicações dos Espíritos é. ele considera. pelo fato de Kardec ter comparado. ressalta o estudioso brasileiro que a denominação proposta por Crawford corresponde a uma importante contribuição para se verificar que. sendo viabilizadas quase sempre pelos médiuns que lhes servem de instrumentos. recebemos a influência e as intuições dos nossos guias e mentores espirituais. cuja definição foi feita por Kardec de forma simples e precisa. entre eles o próprio Crawford. como Crawford. Cf. L’Obsession.Espiritismo Experimental-Fenomenologia e Mediunidade. seja para a produção de efeitos físicos. aplicando-se às pessoas dotadas de um poder mediador suficientemente grande. 35 . A esse respeito. esse termo tem uma aplicação mais restrita.87 citado por CHIBENI e CHIBENI. NAUFEL.2 ocultas” podem ser observadas pela influência boa ou má exercida sobre os encarnados. o estudioso José Herculano Pires considera que. os estudiosos brasileiros analisam a palavra médium. há que se considerar a divisão funcional relativa à “mediunidade estática” e à “mediunidade dinâmica”. com manifestações moderadas e quase imperceptíveis. tendo em vista uma divisão funcional. várias vezes. quando este faz notar que a palavra médium composta duas acepções distintas. se não observarmos o preceito de Jesus: “Vigiai e Orai”. Assim como Kardec avaliou com a designação de “mediunidade generalizada”. Nesse sentido. a idéia dessa divisão mais explícita37. seja para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra. KARDEC. Naufel ainda considera que ”a mediunidade generalizada ou natural” foi posteriormente denominada por outros estudiosos. Pela “mediunidade generalizada”. médium. sendo que A primeira corresponde à mediunidade natural que todos possuem e permanece geralmente em estase. por sermos Espíritos encarnados. o desconhecimento dessa divisão acarreta dificuldades e inconvenientes no trabalho mediúnico e nos trabalhos de Centros e Grupos. p. Neste texto. por isso mesmo. p. surgiram entre alguns pesquisadores.
de vacilar. coisas e criações visíveis e tangíveis no campo espiritual.. de conformidade com a natureza de nossas idéias.2 A função do médium de sustentação Para delimitar o conceito de “médium de sustentação”.) Precisamos compreender (. Podemos designar. todo aquele que.119-120. Energia viva. Allan Kardec generaliza a mediunidade como uma faculdade inerente ao homem. Roteiro. Ainda ressalta que esse tipo de mediunidade funciona como imanente em nosso psiquismo. Ainda nessa direção. do livro Pensamento e Vida. 42 Idem. com os quais emitimos a nossa atuação ou recebemos a atuação dos outros. p.. Segundo o Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa. Mediunidade (Vida e Comunicação): Conceituação da Mediunidade e Análise Geral dos seus Problemas Atuais. ibidem.. 6. ou seja. aspirações. de Caldas Aulete. sintonizamo-nos com as emoções e idéias de todas as pessoas. afirma Emmanuel: é no mundo mental que se processa A Gênese de todos os trabalhos da comunhão de espírito a espírito. (. em torno de nós. (.”39. imagens. 40 Ibidem. não só dos nossos guias e mentores.. da nossa faixa de simpatia”41. embora seja em grau diferenciado. mas sim um elemento essencial da nossa constituição. encarnadas ou desencarnadas.19. o termo foi criado para facilitar didaticamente o entendimento acerca do papel do “médium de sustentação”. .às quais nos assemelhamos -. Nós entramos em ressonância com as correntes mentais nas quais respiramos . como também dos espíritos inferiores. a sustentação da corrente mediúnica. todos nós realmente recebemos a influência. falando ou agindo. por não apresentar a mediunidade ostensiva. Essas assertivas confirmam as informações apresentadas nas questões 459 e 472 de O Livro dos Espíritos.. fazendo parte da nossa natureza. apoiar. projetar-se e entrar em relação com outros espíritos. o verbo “sustentar” significa “ter ou segurar por baixo. Atraímos companheiros e recursos. nas quais o Espírito da Verdade nos informa quão grande é a influência dos Espíritos sobre nossas idéias e pensamentos. No vocabulário espírita. p.2 natural do espírito para expandir-se. 39 PIRES. forças sutis. No capítulo “Associação”.) que os nossos pensamentos são forças. Pensamento e Vida. p. amparar. o pensamento desloca. assim.40 Como apontamos anteriormente. pode funcionar como dínamo de vibrações. invocações e apelos. construindo paisagens ou formas e criando centros magnéticos ou ondas. 40. fornecer recursos a”. o Espírito Emmanuel nos fala acerca das correntes de pensamentos que entram em comunhão segundo os princípios de afinidade. “sentindo. de desequilibrar ou mudar de posição. não constituindo privilégio exclusivo de alguns. por meio da denominação “médium de sustentação”. entendendo-se neste ponto que. mentalizando.. com os quais nos colocamos em sintonia. impedir de cair. independentemente de sermos médiuns ostensivos. precisaremos buscar o significado da palavra sustentar. da qual se deriva o termo sustentação. suster.) Comunicar-nos-emos com as entidades e núcleos de 42 pensamentos. 41 EMMANUEL. carregar com peso de. não se constituindo nem como uma graça nem como uma prova. garantindo.
movidos pelo desejo de algo realizar em favor do próximo. devendo deixar aos operadores desencarnados a incumbência de decidir quanto à utilização dos recursos de cada um. chamados de sustentação.2 Mesmo sendo menor sua participação sob o ponto de vista do fenômeno. durante uma reunião mediúnica. as quais se acham apenas em potencial. o participante deve preparar-se para a situação eventual de conviver com o grupo por muitos anos. As obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier – ditadas pelo Espírito André Luiz . Miranda destaca um esclarecimento dado por um dos Espíritos orientadores do grupo ao qual pertenciam. haverá sempre outros companheiros. aqueles que não possuem de maneira ostensiva um aspecto mediúnico – ou que não possuem mediunidade dinâmica. instruindo a equipe em aprendizagem. sem “mediunidade ostensiva”. merecendo tais participantes atenção e cuidados. sem que ela tivesse consciência do fato. que comandava com firmeza e ajudava o assistido qual se fosse uma 43 44 MIRANDA. . 65-67. como será abordado. Nos Domínios da Mediunidade. no livro Diálogo com as Sombras. sem que nenhum fenômeno ostensivo seja apresentado em sua intimidade. Estava sendo amparado um espírito obsessor removido do ambiente a que se ajustara por muito tempo com total desconhecimento de seu estado. a fim de se lhes experimentarem a paciência e a tenacidade. ANDRÉ LUIZ. com mediunidade ostensiva. aproveitamos a ocasião para assinalar que existe outra denominação para essa categoria. ou seja.. proposta por Crawford -. Vejamos.”43 Independentemente da denominação recebida. denomina o médium de sustentação. lamentam muitas vezes não terem reencarnado com um determinado aspecto mediúnico.) tal pessoa (.. De acordo com Miranda. percebemos o valor deste instrumento de Jesus. ou seja. Acerca dos médiuns de sustentação. através da psicofonia da irmã Eugênia. 83-84. tão importante para a realização dos fenômenos mediúnicos. de “participante”. por acharem que a sua participação em uma sessão espírita seja de menor importância. p. de que estava pleno o seu coração. Diálogo com as Sombras. Hermínio Miranda. em período de expectativa e de provas. Em o livro Nos Domínios da Mediunidade44. Os instrutores espirituais insistem sempre que todos os recursos humanos colocados à disposição do trabalho são aproveitados. observamos o Assistente Áulus. Este fora trazido pelos amigos espirituais para ser socorrido. p.) prestava excelentes serviços. o qual Allan Kardec afirmou ser impossível a manifestação espírita sem a sua presença. sendo comum mesmo o desenvolvimento de preciosas mediunidades. Assim sendo. como é o médium ostensivo. como quaisquer outros que integrem o grupo. se formos aplicar a denominação. como aquele carreador de correntes vibratórias. respeitados o limite numérico e a qualificação pessoal.são ricas de exemplos nobres daqueles companheiros encarnados que. então. um exemplo extraído de uma de suas obras.64. Esses recursos eram amplamente utilizados no trabalho. “afirmou que (. Muitos destes médiuns. como um „dínamo de vibrações amorosas‟. a sua contribuição é constante e de suma importância... para a efetivação de toda tarefa mediúnica. emprestam energias significativas para a realização de amparo aos menos felizes. que podem e devem participar. Quando lhe foi perguntado sobre a função de um dos integrantes sem mediunidade ostensiva. desconhecendo essa realidade.
Com os raios e energias.explicou-me ele.) Esse material .. (. até que ele caísse em si.) Alexandre chamava a si um dos diversos cooperadores que manipulavam os fluidos e forças recolhidos na sala.e para que o espírito fosse esclarecido segundo sua necessidade ... se estamos à frente de um condensador de forças . Não era mobilizado 45 ANDRÉ LUIZ. vencido e banhado em lágrimas.2 enfermeira devotada.) Por isso mesmo.. prestado pelo conjunto dos companheiros encarnados sejam eles médiuns ostensivos ou médiuns de sustentação -. a sustentação tem um papel primordial para que o plano espiritual possa usar os recursos em beneficio do êxito do trabalho que depende.. inclusive as que fluíam abundantemente do organismo mediúnico.é um „condensador ectoplásmico‟..confirmou o Assistente-.. (. (. numa reunião mediúnica. p.. . necessitando “Silva e Clementino do concurso geral para que a máquina do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja possível”. André Luiz desfechou algumas perguntas que foram respondidas pelo Instrutor Áulus: Que função desempenhava aquele retângulo que eu ainda não conhecia? que cenas eram aquelas que se desdobravam céleres sob a nossa admiração? .Clementino. o mentor espiritual.Exato . gentil . Nos Domínios da Mediunidade. indispensáveis ao reavivamento da emotividade e da confiança nas almas infelizes. Percebendo que a tela voltava a transparência normal. que será transcrito a seguir: Vários ajudantes de serviço recolhiam as forças mentais emitidas pelos irmãos presentes.Mas. o material plástico recolhido das emanações dos colaboradores encarnados satisfez eficientemente. .) Em todos os serviços.. segundo André Luiz. E ali foi perpassando todos os fatos da vida física do Espírito em atendimento. Foi tão grande a crise emotiva. Tem a propriedade de concentrar em si os raios de força projetados pelos componentes da reunião (. O concurso geral... pediu a um dos assessores que trouxesse uma peça cujo aspecto era uma gaze fina. podemos formar certos serviços de importância para todos aqueles que se encontrem presos ao padrão vibratório do homem comum.) . emitidos pelo homem encarnado. informou Áulus.. as energias ectoplásmicas são fornecidas pelo conjunto dos companheiros encarnados (.considerei -. “da colaboração de todos os componentes do grupo”. 67.Aquele aparelho. pode ser ainda exemplificado com base em um trecho de outro livro de André Luiz. Faz-se necessário ressaltar que. de variada expressão. que o mentor espiritual se apressou a desligá-lo do equipamento mediúnico. Note-se ainda o esclarecimento do Instrutor Áulus. não obstante permanecerem distantes do corpo físico. precisamos concluir que o êxito do trabalho depende da colaboração de todos os componentes do grupo. bondosamente representa vigorosos recursos plásticos para que os benfeitores de nossa esfera se façam visíveis aos irmãos perturbados e aflitos ou para que materializem provisoriamente certas imagens ou quadros. branquicenta e vibrátil. Durante o atendimento . revestida de leve massa fluídica. quando assinala que “as energias ectoplásmicas são fornecidas pelo conjunto dos companheiros encarnados”. Silva e Clementino necessitam do concurso geral para que a máquina do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja 45 possível.
em qualquer função que nos seja confiada. através das imagens. evitar o sono. utilizado em prol dos espíritos sofredores. 49 JACINTO. os quais necessitavam fazer-se visíveis aos comunicantes”. não apresentando mediunidade ostensiva . 57. O Espírito Carlos nos mostra o quanto importantes somos. auxiliando-os com suas vibrações. satisfez eficientemente”. 47 . pois nos informam que todo participante de reunião mediúnica desempenha função relevante. cujos recursos são amplamente utilizados no trabalho. 50 CARLOS. “para que a máquina do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja possível”. em luta consigo mesmos. pois sempre somos elementos úteis. O médium de sustentação não é um mero participante e sim um elemento capaz de ser um foco de irradiação contínua de bons pensamentos e de energias salutares. 291. 291. Missionários da Luz. podemos delimitar que. acompanhar a condução do dirigente e atuação dos médiuns ostensivos. a fim de não só “ser mobilizado pelos amigos de mais nobre condição. é o irradiador constante de plasma psíquico e mental. o “médium de sustentação” é instrumento do Plano Maior. aonde todos 50 sintam a presença do Espírito de Deus. era empregado também na fabricação momentânea de quadros transitórios e de idéias-formas. 295. Note-se que o “material plástico. lembrandonos de que: O Senhor promete a todos a manifestação de seus dons. p. 295. Mediunidade. p. quando o esquema da reunião o permitir e sempre com a anuência prévia do dirigente”48. esse participante de reunião mediúnica “deve permanecer vigilante e calmo. Segundo Roque Jacinto49. cap.2 apenas pelos amigos de mais nobre condição. 292. ”ninguém é neutro no campo de emissores mentais e todo pensamento emitido se reúne e se soma ao geral. Ibidem. preces e até mesmo na orientação a ser dada a determinadas entidades. 48 UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. Doutrinação. Portanto. determinando os rumos do intercâmbio”. E se não lhe foi designado ser o condensador das energias. e como nos lembra Paulo: ela ocorre segundo as nossas necessidades. (grifos acrescentados) Diante dos apontamentos feitos pelo autor espiritual. Mediunidade com Jesus. mas também de ser “empregado na fabricação momentânea de quadros transitórios e de idéias-formas. dos sons ou da escrita. Sendo de extrema importância o desempenho do médium de sustentação.47 As considerações de André Luiz são extremamente esclarecedoras. p. que agiam beneficamente sobre o ânimo dos infelizes em luta consigo mesmos”. que agiam 46 beneficamente sobre o ânimo dos infelizes. 17. Por isso deve aquele que tem a responsabilidade da sustentação identificar-se com a importância de sua tarefa. p. podemos concluir que o “médium de sustentação” desempenha a função de um “dínamo de vibrações amorosas”. em trabalho.mediunidade de efeito inteligente ou mediunidade dinâmica -. que fluem dos pensamentos emitidos pelo mundo espiritual. p. que. Serve de apoio e de sustentação nas reuniões mediúnicas por ser um ativador de 46 ANDRÉ LUIZ. 292. 23-24.71. recolhido das emanações dos colaboradores encarnados. é seu papel materializar nos programas de intercâmbio um ambiente sadio e tranqüilo. que necessitavam fazerse visíveis aos comunicantes.
no capítulo XVII. para que o trabalho do grupo seja eficaz. a luz que clareia os nossos caminhos. pois é necessário ressaltar. . 6. pode ser um profissional de nomeada. com o qual o missionário deve estar plenamente identificado para a realização sagrada da sua tarefa. a ser empregado na reforma íntima. um agente de experiências do invisível. Na questão 204 de O Consolador. O Consolador.2 correntes vibratórias que se originam das orações e do pensamento edificado. Segundo o benfeitor espiritual. questão 411. de acordo com Emmanuel. e a educação ao caráter do indivíduo. mas não poderá ser um apóstolo pelo coração. A instrução está associada ao intelecto.4 Motivação Aquele médium que tem o interesse despertado é estimulado ao trabalho pela conscientização de suas responsabilidades. “a cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem”52. no esforço educativo de si mesmo. e da resistência contra as energias destruidoras. levantar-se para a defesa da sua tarefa de amor. p. Allan Kardec nos esclarece. por exigir o trabalho e o sacrifício do coração. Na questão 411. “o sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita”. o sentido real da vida. 51 52 EMMANUEL. em O Evangelho segundo o Espiritismo. conforme nos esclarece Emmanuel. Só a aplicação com o Divino Mestre prepara no íntimo do trabalhador a fibra da iluminação para o amor. É preciso o esforço individual. pois. defendendo a verdade sem transigir 51 com os princípios no momento oportuno. na significação da vida. igualmente. sabendo. 21. é perguntado a Emmanuel se a alma se elevará para Deus tão-somente com o progresso moral sem os valores intelectivos. contida no livro citado. que o apostolado mediúnico não se constitui tão somente da movimentação das energias psíquicas em suas expressões fenomênicas e mecânicas. Pensamento e Vida. entendemos que instrução e educação têm diferentes enfoques. Idem. na tolerância esclarecida. porque o médium evangelizado sabe cultivar a humildade no amor ao trabalho de cada dia.3 Formação intelectual e moral O médium de sustentação esclarecido de suas responsabilidades deve incessantemente implementar sua formação evangélico-doutrinária Ao pensarmos na formação moral-intelectual do ser. ao fazer a seguinte consideração: essa claridade divina está no Evangelho de Jesus. 6. Pensando a educação como precioso instrumento de modificação moral. item 4: “reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más”. O médium sem Evangelho pode fornecer as mais elevadas informações ao quadro das filosofias e ciências fragmentárias da Terra. Emmanuel nos mostra o caminho da reforma íntima. onde a luz da comprovação e da referência é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus Cristo.
As energias dos encarnados casavam-se aos fluidos vigorosos dos trabalhadores de nosso plano de ação.. entregaram-se a perquirições teológicas. p. na intensidade e na cor. para o serviço e para obediência. das quais se utilizam os Instrutores Desencarnados para as realizações edificantes no socorro espiritual. 55 extremamente apegados ainda às sensações fisiológicas. Caminho. elevado a objetivos altos e puros. 131. Essa corrente não se limitava ao círculo movimentado. cuja ação provoca desarmonia.”54 Um trecho de Missionários da Luz nos traz o exemplo acerca do assunto com muita clareza. na introdução do livro Caminho.2 Nessa direção. Cada qual emitia raios luminosos. Em certo ponto. espera o Cristo venhamos todos a converter-lhe o Evangelho de Amor e Sabedoria em companheiro da prece.) Muitos discípulos. compreendamos o impositivo do auxílio contínuo da oração. p. com origem nos corações e nos cérebros humanos que aí se reuniam. o que conduz à produção de energias benéficas. É roteiro imprescindível para a legislação e administração. 55 ANDRÉ LUIZ.14-15. bastante diversa das energias de nossa esfera. Emmanuel afirma: O Evangelho não se reduz a breviário para o genuflexório. também se posiciona o Espírito João Cléofas. ao definir que “convidados à enfermagem da misericórdia junto aos que sofrem. Acerca desse aspecto. Verdade e Vida. 12 56 EMMANUEL. despejava elementos vitais. congregados em vasto número. torna-se “indispensável criar-se um clima geral de otimismo. 54 . p. João Cléofas também considera que a falta de manutenção no mesmo clima de vibração produz descargas oscilantes sobre a corrente geral. muito diferentes entre si. 62. mas também de todos os participantes de um grupo mediúnico a referência que nasce do entendimento e da prática do Evangelho de Jesus. Ibidem. formando precioso armazém de benefícios para os infelizes. Mediunidade sem Evangelho pode reduzir-se tão somente a um fenômeno. nas várias escolas cristãs. confiança e oração. (. Vejamos: Os dezoito companheiros encarnados demoravam-se em rigorosa concentração do pensamento. É imprescindível ao bom desempenho não só do médium de sustentação. em todos os atos de suas vidas. Missionários da Luz. Intercâmbio Mediúnico. Esses raios confundiam-se à distância aproximada de sessenta centímetros dos corpos físicos e estabeleciam uma corrente de força. à maneira de fonte miraculosa. pelo pensamento edificado. Assim. em livro escolar no aprendizado da cada dia. em fonte inspiradora de nossas mais humildes ações no trabalho comum e em código de 56 boas maneiras no intercâmbio fraternal. à semelhança da estática que perturba a transmissão da onda sonora nos aparelhos de rádio. p. Era belo sentir-lhes a vibração particular. mediante a compaixão e solidariedade” 53. Verdade e Vida. 53 FRANCO.. transformando os ensinos do Senhor em relíquia morta dos altares de pedra. no entanto.
sobretudo. acompanhados. para o serviço e para obediência”. 7. “a dois e dois”. aqui registrar o importante papel dos médiuns chamados de “sustentação” que. para a realização de uma tarefa. que a mediunidade. por meio de fatos narrados no Evangelho. contribuem de maneira decisiva para o melhor resultado dos trabalhos. e não entres mais nele. vendo que a multidão concorria. de modo que o trabalho não se restringisse a um só. o verbo concorrer significa “juntar-se para uma ação comum. cooperar.2 7 EVANGELHO E MEDIUNIDADE Neste segmento. mas fosse. Marcos. Para melhor compreensão do estudo que relaciona Evangelho e mediunidade. no qual podemos ler: “Ele assim disse: “Chamou a si os doze. como “o roteiro imprescindível de legislação e de administração. Na passagem em destaque. os discípulos.” (grifos acrescentados) O “enviar a dois e dois” pode remeter à idéia de trabalho como “ação de conjunto”. constituindo-se meio de comunicação entre os dois planos da vida. e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos. quando em passagem pelo nosso orbe. então. resultante da “ação de conjunto” realizado por dois. Agora. a fim de que o próprio trabalho se efetive. que no “envio a dois e dois” está contida a atitude de sustentação a ser possibilitada por um discípulo a outro. que. e começou a enviá-los a dois e dois. as considerações a serem feitas foram baseadas na Apostila do Estudo Minucioso do Evangelho .como não poderia ser de outra forma já que aceitamos Jesus como guia e modelo – um roteiro no qual podemos pontuar referências sobre o papel do médium de sustentação. Jesus. ao ser formada em concordância com a caridade. Devemos.1 O jovem lunático No segmento anterior. considerado por Emmanuel. pois não era enviado somente um discípulo para efetivar o serviço. nesse sentido. será também para nós . no registro de Marcos. 9:25 (grifos acrescentados) De acordo com O Novo Dicionário da Língua Portuguesa. aconselhou seus discípulos a sempre estarem.elaborada pelo Departamento de Estudo Minucioso do Evangelho da União Espírita Mineira que divulga um método de estudo do Evangelho à luz da Doutrina Espírita. Esse aspecto pode ser examinado através da passagem que narra a cura do jovem lunático. analisamos a expressão “enviar a dois e dois” em consonância com o papel do médium de sustentação. pretendemos relacionar a idéia de “multidão” com uma espécie de “corrente vibratória”. tem como base a mente. em suas tarefas. contribuir”. capítulo 6. tendo como base de análise a passagem apresentada no Evangelho. termina por “concorrer” para a realização produtiva do trabalho de atendimento. Ressalte-se. dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo. no versículo 7. sem o exercício direto da mediunidade no intercâmbio com o plano espiritual. repreendeu o espírito imundo. passaremos a apresentar considerações sobre o papel do médium de sustentação. Esse fato pode remeternos à constatação da importância da sustentação. Vejamos: E Jesus. O Evangelho. é possível observar Jesus enviando. nesse sentido. . Podemos observar esse tipo de orientação. Podemos depreender. eu te ordeno: Sai dele.
Cabe-nos assinalar que mantivemos o registro da palavra “contacto” tal qual se encontra na obra citada. sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia. descobriram o telhado onde estava. se estamos ou não emitindo vibrações de equilíbrio para a realização das obras do bem. fazendo um buraco. do ponto de vista espiritual. levado a efeito no telhado. E. a nossa posição individual como parte integrante da multidão. Livro da Esperança. p. ainda que a sua grafia atual seja “contato”. Caminho. a orientação de Emmanuel. um ambiente vibratório. Verdade e Vida. todos os recursos são aproveitados pelo alto para que o bem possa se fazer presente. aliada a cooperação de quantos ali podiam doar algo de positivo. cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do serviço. há uma diferença.2 O paralítico de Cafarnaum E vieram ter com ele conduzindo um paralítico. vista no estudo do jovem lunático (Marcos 9:25). é interessante observarmos que. baixaram o leito em que jazia o paralítico. assim. A palavra “multidão”. o paralítico não podia aproximar-se de Jesus. aproveitando fervorosamente o ensejo divino. plenamente sitiada pela multidão. por causa da multidão. ou seja. desde que se disponha a fazê-lo como discípulo de boa vontade. Ela concorria para formar uma sustentação. É necessário ressaltar. (Marcos. e. encontramos a “multidão”. no capítulo 118 do livro Caminho. Sobre esta passagem Emmanuel faz o seguinte comentário. 2:3-4) Com o propósito de averiguarmos o papel do médium de sustentação. o conjunto de vibrações daquela multidão era bom. na primeira epístola aos Coríntios – capítulo 3. p. De acordo com essa assertiva. assim. por nossa vez. neste caso. formando. nesse sentido. Assim. um ambiente psíquico no seu conjunto. resultava no papel da multidão. pois Jesus se utilizou delas para auxiliar na cura do jovem obsediado. não podendo aproximar-se dele. “por causa da multidão”.252. Idem. outra passagem evangélica a ser destacada é aquela que narra a cura do paralítico de Cafarnaum. para isto concorreu em 57 EMMANUEL. de maneira a beneficiar-se no 58 contacto do Salvador. desempenhando uma função “facultativa ou involuntária”. É importante examinarmos. ao prescrever que “cada companheiro é indicado à tarefa precisa. Podemos examinar que a ordem de Jesus. No versículo 4 de Marcos. que “nós somos cooperadores de Deus”. deixando-se resvalar por um buraco. cada um pode cooperar com Jesus no trabalho em nome do amor. Verdade e Vida: a curiosa decisão do paralítico que." 57 7.2 No versículo apresentado. longe de perder a oportunidade. Paulo nos ensinou. sendo necessárias quatro pessoas para traze-lo até Jesus. reflete vibratoriamente a soma dos pensamentos de todos os seus integrantes. trazido por quatro. observamos com clareza a “multidão” concorrendo para a auxiliar o jovem lunático. Nessa passagem. a fim de “concorrer” vibratoriamente na ação de conjunto. aqui citada. localizando a casa em que se achava o Senhor. versículo 9 -. 58 .188. No caso em estudo. amparou-se no auxílio dos amigos. organizando-se. pois a multidão que cercava Jesus quando Ele curou o jovem obsediado. Nesse caso.
A passagem remete aqui à casa mental. O mesmo não se dava com o paralítico de Cafarnaum que se via impedido de se aproximar do Mestre. ilustra o papel do médium de sustentação que desempenhou uma ação contrária ao bem. por causa daquela “multidão” cujas vibrações representavam empecilho. Esse clima de vibração desarmoniza. ANDRÉ LUIZ. então. o que sitiava plenamente a casa em que se achava o Senhor.47. neste caso. localizamos o „domicílio das conquistas atuais‟. No Mundo Maior. Foi preciso. a fim de que ele “aproveitasse fervorosamente o ensejo divino”. indicando as eminências que nos cumpre atingir”60. a sustentação dada pelos companheiros tornou possível a abertura na casa mental do paralítico. temos a „casa das noções superiores‟. que a “multidão”.. não concorria para o atendimento do paralítico. (. está situado o superconsciente onde “demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada”. de tumulto onde se amontoam coisas velhas” corresponde a traços negativos aplicados à cidade. Na cura do paralítico de Cafarnaum. ao considerar que a falta de manutenção no mesmo clima de vibração produz descargas oscilantes sobre a corrente geral. mediante a compaixão e solidariedade·” – impositivo esse tão necessário àqueles que são convidados à enfermagem da misericórdia junto aos sofredores. pois o telhado é a parte superior de uma casa. à semelhança da estática que perturba a transmissão da onda sonora nos aparelhos de rádio.” 60 . o trabalho de sustentação que propiciou a elevação vibratória. o subconsciente. no segundo.) Distribuímos. e. segundo André Luiz. pelo pensamento edificado. mais uma vez. o autor espiritual afirma: “no primeiro situamos a „residência de nossos impulsos automáticos‟. onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando. Cf. Nesse sentido. cujo auxílio possibilitou a sustentação do paralítico. Podemos depreender. lembrando aqui um dos significados aplicados à denominação desta cidade. lembrar a posição do Espírito João Cléofas. que. de tumulto. é interessante ressaltar que os condutores sustentaram a vontade do enfermo de ir ter com Jesus. sendo “o último a „casa das noções superiores‟. p. no caso onde estava Jesus. cabe-nos. Nesse andar. porque deixou de propiciar um clima geral de otimismo. para que ele pudesse vencer a “multidão” de suas próprias dificuldades íntimas e imperfeições. uma outra “ação de conjunto” aqui representada pelos quatro condutores. por nossa vez. lugar onde se amontoam coisas velhas ou imprestáveis” 59..2 razão das boas vibrações por ela emitidas. simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados. o consciente e o superconsciente. deste modo. a multidão corresponde a uma sustentação vibratória. confiança e oração. desordenada e contrária à ação do bem. cuja “multidão”. carente de aproximação com Jesus. nos três andares. nesse sentido. o que conduziria à produção de energias benéficas. de modo a lhe propiciar a sintonia e a 59 Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa O Globo. Aliás. O trecho “descobriram o telhado onde estava. Ou seja. Essa acepção “de lugar de desordem. no terceiro. Neste livro. para ser utilizado no socorro espiritual. remete à “corrente vibratória” tumultuada. Do ponto de vista espiritual. nessa direção. na qual está ausente “o impositivo do auxílio contínuo da oração. portanto. como “lugar de desordem. indicando as eminências que nos cumpre atingir. apresenta três andares. que Jesus representa como guia e modelo para uma humanidade ainda paralítica no que diz respeito às conquistas espirituais. É interessante notar que o fato ocorreu em Cafarnaum. a “multidão”. fazendo um buraco” sugere.
A ação dos quatro pode ser relacionada com a sustentação da vontade do paralítico em ir ter com Jesus. cujo leito foi baixado através do buraco feito no telhado da casa onde estava o Mestre. vencendo o enfermo. tornou-se possível a condução do enfermo. de modo que ele se beneficiasse no contato do Salvador. Mediante o auxílio dos quatro amigos. . a “multidão” dos obstáculos de ordem espiritual. com isso.2 afinidade com Jesus.
o médium de sustentação é instrumento do Plano Maior. nessa apostila. Tendo em vista o papel de responsabilidade não só do médium ostensivo e do dirigente. pois é um ativador de correntes vibratórias que se originam das orações e do pensamento edificado. uma vez que mediunidade sem Evangelho pode reduzir-se tão somente a um fenômeno. a fim de se constituir como serviço de enfermagem junto aos carentes de instrução. utilizado em prol dos espíritos sofredores e das comunicações. Como foi analisado nesta apostila. Assim sendo. foram abordados. é imprescindível. quando nasce do entendimento e da prática do Evangelho de Jesus. . serve de apoio e de sustentação nas reuniões mediúnicas. como também do médium de sustentação no contexto das reuniões mediúnicas. Como o objeto central deste trabalho era a análise do papel do médium de sustentação nas reuniões mediúnicas. a formação intelectual e moral dos participantes de reuniões mediúnicas com base na Doutrina Espírita. é o irradiador constante de plasma psíquico e mental. como foi ressaltado nesta apostila.2 8 CONCLUSÃO Considerando a importância de uma reunião como um ser coletivo. não apresentando mediunidade ostensiva. a formarem como que um feixe. Convidado à enfermagem da misericórdia junto aos que sofrem. cujo desempenho somente é produtivo. o encaminhamento das informações aqui empreendido se direcionou no sentido de esclarecer todo aquele cujo interesse é exercer a Mediunidade com Jesus. que. esperamos que a nossa análise possa contribuir para o êxito das tarefas mediúnicas. apesar de não apresentar mediunidade ostensiva. cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros. aspectos relevantes para a tarefa mediúnica – aspectos esses que foram preconizados por Allan Kardec.
Psicografado Xavier. Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa. Belo Horizonte: Editora Fonte Viva. 14ª ed. Janeiro: FEB. ______________. 1955. Nos Domínios da Mediunidade.. Mediunidade com Jesus. 1ª ed. 1972. 20ª ed. por Francisco Cândido ______________. 39ª ed. p. Editora CARLOS (Espírito).módulo 3. Psicografado por Francisco Cândido Xavier Brasília: FEB. Trad. .2 9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bíblia Sagrada. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 1988. Roteiro. 1982. Delta. Rio de ______________. Missionários da Luz. O Globo. AULETE. ______________. Desobsessão. 1985. ed. 1987. Leopoldo Cirne. 1997. 2003. Sílvio Seno e CHIBENI Clarice Seno. Brasília: FEB. Missionários da Luz. O Problema do Ser. Rio de Janeiro: FEB.1ª parte. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 19ª ed. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. 2a.roteiro 4Concentração Mediúnica. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Reformador. 1987. Curso de Estudo e Educação da Mediunidade. Brasília: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Trad. 12ª ed. do Destino e da Dor. Brasília: FEB. 1998. EMMANUEL (Espírito). Rio de Janeiro: Ed. 9a ed. Ago. Brasília: FEB. Psicografado por Waldo Vieira. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. O Consolador. 9ª ed. No Mundo Maior. ______________. João Ferreira de Almeida. Conduta Espírita. Psicografado por Roberto Lúcio Souza Vieira. Léon. 1987. No Invisível.20-35. 3ª ed. Caldas. CHIBENI. 1987. Rio de Janeiro. Estudo sobre a mediunidade. 13a ed. ______________. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil. Programa 1. Rio de Janeiro: FEB. 1969. ANDRÉ LUIZ (Espírito). DENIS. In: Apostila da FEB. Brasília: FEB. 1987. ______________. Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa O Globo.
Guillon Ribeiro. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. Brasília: FEB. FRANCO. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Instruções Psicofônicas. Matão/SP: Livraria d‟O Clarim. 4 a ed. O Evangelho segundo o Espiritismo. Guillon Ribeiro. Psicofonia de Francisco Cândido Xavier. ed. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 1a ed. Diálogo com as Sombras. Divaldo P. Trad. 2003. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 39a ed. Hermínio C.2 EMMANUEL (Espírito). 1982. ______________. 23ª ed. ______________. Brasília: FEB. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. MIRANDA. Brasília: FEB. Salvador: Livraria Espírita Alvorada. Rio de Janeiro: FEB. Seara dos Médiuns. Brasília: FEB. 9ª ed. Brasília: FEB. 1982. 1995. O Livro dos Médiuns. ______________. Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas. Brasília: FEB. 6ª ed. Roque. Trad. 1987. Guillon Ribeiro. São Paulo: Ed. 1975. 6a ed. 1983. KARDEC. A Gênese. Brasília: FEB. Verdade e Vida. Rio de Janeiro: FEB. 1978. 4a ed. JACINTO. s/d. 84a ed. 2a ed. . Tradutor: Cairbar Schutel.Livro da Esperança. EMMANUEL. 1985. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB. Trad. 1978. Psicografado por Francisco Cândido Xavier Uberaba: Editora Comunhão Espírita Cristã. Cuturesp. 1988. FERREIRA. teoria e prática da doutrinação. 20ª ed. Doutrinação. O Que é o Espiritismo. Allan. Guillon Ribeiro. ______________. Pensamento e Vida. 2a. 76ª ed. Rio de Janeiro: FEB. Estudo e Educação da Mediunidade – Módulo 3 – Roteiro 4 – Concentração Mediúnica. Caminho. Trad. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 1995. ______________. Intercâmbio Mediúnico. 37a ed. 1995. 1982. ______________. Aurélio Buarque de Hollanda. 1995. São Paulo: Instituto de Difusão Espírita. 7a ed. EMMANUEL et al. Pérolas do Além (Extratos de Obras Mediúnicas). Psicografado por Francisco Cândido Xavier. ______________. 2ª ed.
VIANNA DE CARVALHO (Espírito). Arte e Cultura. NAUFEL.DELTA Larousse. PIRES. v. . 6. Editora Delta. 1995. 4ª ed. 1982. CONSELHO FEDERATIVO DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA Orientação ao Centro Espírita. São Paulo: Editora Cultura Espírita. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. 10ª ed. Belo Horizonte. unidades I – II. 1983. Médiuns e Mediunidade. Mediunidade. Belo Horizonte. Brasília. Niterói/RJ: Ed. José Herculano. BRASILEIRA. UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA. v. 2002. Caldas Suely. 2. Mediunidade (Vida e Comunicação): Conceituação da Mediunidade e Análise Geral dos seus Problemas Atuais.Editora Éclat Ltda. Psicografado por Divaldo Franco. Apostila do Estudo Minucioso do Evangelho. SCHUBERT. 1a ed. 1996. 1991. . 1984. FEB. 1994. Brasília: FEB. 5ª ed.2 Novíssima Enciclopédia . José. Edicel Ltda. Série Evangelho e Espiritismo. Do ABC ao Infinito Espiritismo Experimental. 2ª ed. Obsessão/Desobsessão.