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O novo decreto estadual

de áreas contaminadas

Eng. Rodrigo César de Araújo Cunha, Dr.
Setor de Recursos para Investigação e Remediação
de Áreas Contaminadas
CETESB

Regulamenta a Lei nº 13.577, de 8 de julho de 2009, que
dispõe sobre diretrizes e procedimentos para a proteção
da qualidade do solo e gerenciamento de áreas
contaminadas, e dá providências correlatas.

DECRETO ESTADUAL Nº 59.263, de 05
de junho de 2013

CAPÍTULO I – Disposições Gerais
Seção I – Objeto
Seção II – Objetivos
Seção III – Definições
Seção IV – Instrumentos
Seção V – Cadastro / Sistema
CAPÍTULO II – Prevenção e Controle da Contaminação do Solo
e das Águas Subterrâneas
CAPÍTULO III – Das Áreas Contaminadas
Seção I – Responsabilidades
Seção II – Processo de Identificação
Seção III – Reabilitação
Seção IV – Desativação de Empreendimentos
Seção V – Reutilização de Áreas Contaminadas
Seção VI – Áreas Contaminadas Críticas
CAPÍTULO IV – Instrumento Econômicos
CAPÍTULO V – Infrações e Penalidades
CAPÍTULO VI – Disposições Finais

577. que trata da proteção da qualidade do solo contra alterações nocivas por contaminação. da definição de responsabilidades. da identificação e do cadastramento de áreas contaminadas e da remediação dessas áreas de forma a tornar seguros seus usos atual e futuro.Artigo 1º .Este decreto regulamenta a Lei nº 13. Objeto . de 8 de julho de 2009.

Artigo 2º .Garantir o uso sustentável do solo. Objetivos . protegendoo de contaminações e prevenindo alterações nas suas características e funções.

Objetivos .− Proteção da qualidade do solo e das águas subterrâneas − Medidas preventivas à geração de áreas contaminadas − Procedimentos para identificação de áreas contaminadas − Garantia à saúde e à segurança da população exposta à contaminação − Promoção da remediação de áreas contaminadas e das águas subterrâneas − Incentivo à reutilização de áreas remediadas − Promoção da articulação entre as instituições − Garantia à informação e à participação da população afetada nas decisões relacionadas com as áreas contaminadas.

Plano de Desativação do Empreendimento VI .Plano de Remediação Instrumentos .Cadastro de Áreas Contaminadas II .Disponibilização de informações III .Declaração de informação voluntária IV .I .Licenciamento e fiscalização V .Plano Diretor e legislação de uso e ocupação do solo VII.

Garantias bancárias X .Fundos financeiros XV .Educação ambiental Instrumentos .Critérios de qualidade para solo e águas subterrâneas XIII .Compensação ambiental XIV .Seguro ambiental XI .VIII .Incentivos fiscais.Auditorias ambientais XII . tributários e creditícios IX .

Classificação das áreas contaminadas .

DD 103/2007 Área com Potencial de Contaminação ETAPAS AVALIAÇÃO PRELIMINAR Área Suspeita de Contaminação DECRETO 59263/2013 Área com Potencial de Contaminação Área Suspeita de Contaminação INVESTIGAÇÃO CONFIRMATÓRIA Área Contaminada sob Investigação Área Contaminada sob Investigação INVESTIGAÇÃO DETALHADA/AVALIAÇÃO DE RISCO Área Contaminada Área Contaminada com Risco Confirmado .

DD 103/2007 Área Contaminada ETAPAS IMPLANTAÇÃO/ OPERAÇÃO DO PROJETO DE REMEDIAÇÃO Área Contaminada Área em Processo de Monitoramento para Reabilitação MONITORAMENTO PARA ENCERRAMENTO DECRETO 59263/2013 Área Contaminada com Risco Confirmado Área Contaminada em Processo de Remediação Área em Processo de Monitoramento para Encerramento ENCERRAMENTO Área Reabilitada para o Uso Declarado Área Reabilitada para o Uso Declarado .

Informações detalhadas sobre todos os empreendimentos e atividades que: − Sejam potencialmente poluidores − No passado abrigaram atividades passíveis de provocar qualquer tipo de contaminação do solo − Estejam sob suspeita de estarem contaminados − Sejam classificados como Área Contaminada sob Investigação (ACI). Área Contaminada com Risco Confirmado (ACRi). Cadastro . Área Contaminada em Processo de Remediação (ACRe). Área Contaminada em Processo de Reutilização (ACRu). Área em Processo de Monitoramento para Encerramento (AME). Área Reabilitada para o Uso Declarado (AR) e Área Contaminada Crítica − Demais casos pertinentes à contaminação do solo.

O Sistema de Áreas Contaminadas e Reabilitadas (SIACR) terá como finalidade: – Armazenar as informações geradas durante o processo de identificação e reabilitação de áreas contaminadas – Apoiar o gerenciamento de áreas contaminadas – Apoiar a gestão ambiental compartilhada entre os diferentes órgãos públicos – Possibilitar o compartilhamento das informações obtidas com os órgãos públicos. SIACR . os diversos setores da atividade produtiva e com a sociedade civil – Garantir informação e participação da população afetada nas decisões relacionadas com as áreas contaminadas.

Área Contaminada sob Investigação (ACI) Área Contaminada com Risco Confirmado (ACRi) Área Contaminada em Processo de Remediação (ACRe) Área Contaminada em Processo de Reutilização (ACRu) Área em Processo de Monitoramento para Encerramento (AME) Área Reabilitada para o Uso Declarado (AR) Área Contaminada Crítica (AC crítica). SIACR – Disponibilização de Informações .

• Endereço • Número da matrícula dos imóveis e respectivo cartório registral • Atividades desenvolvidas • Substâncias contaminantes • Número do processo de gerenciamento da área contaminada na CETESB e dos procedimentos eventualmente existentes nos municípios e no Ministério Público. SIACR – Disponibilização de Informações .

Artigo 10 . SIACR – Disponibilização de Informações . salvo sigilo justificado nos termos da legislação vigente.Qualquer interessado poderá pleitear o acesso às informações contidas no Sistema de Áreas Contaminadas e Reabilitadas.

será feita anualmente por meio de sua publicação no Diário Oficial do Estado e na página da internet da CETESB. SIACR – Disponibilização de Informações .Divulgação da relação das áreas contidas no Cadastro de áreas contaminadas e das informações a elas associadas.

CAPÍTULO II – Prevenção e Controle da Contaminação do Solo e das Águas Subterrâneas .

Artigo 11 .Qualquer pessoa física ou jurídica que. possa contaminar o solo deve adotar as providências necessárias para que não ocorram alterações adversas e prejudiciais às funções do solo. por ação ou omissão. Prevenção e Controle da Contaminação .

conservação das reservas minerais e de matériaprima.1. 4. produção de alimentos. animais. sustentação da vida e do "habitat" para pessoas. meios para manutenção da atividade sócio-econômica. manutenção do ciclo da água e dos nutrientes. 5. plantas e organismos do solo. Prevenção e Controle da Contaminação . manutenção do patrimônio histórico. 2. natural e cultural. 7. 6. 3. proteção da água subterrânea.

Artigo 13 . no que se refere à proteção da qualidade do solo. terá como parâmetros os Valores de Referência de Qualidade. os Valores de Prevenção e os Valores de Intervenção estabelecidos pela CETESB. Prevenção e Controle da Contaminação .A atuação dos órgãos do SEAQUA.

• Valores de Prevenção: utilizados para prevenir a disposição inadequada de substâncias contaminantes no solo e águas subterrâneas. Prevenção e Controle da Contaminação . • Valores de Intervenção: utilizados para classificar as áreas como Área Contaminada sob Investigação (ACI).• Valores de Referência de Qualidade: utilizados para orientar a prevenção de alterações da qualidade e o controle das funções do solo.

Artigo 17 - A CETESB poderá exigir do responsável legal
por área com fontes potenciais de contaminação do solo e
das águas subterrâneas a manutenção de programa de
monitoramento da área e de seu entorno.

Prevenção e Controle da Contaminação

Art. 17, § 1º - Para as seguintes atividades, o
monitoramento deverá ser exigido pela CETESB:
1. nas áreas com potencial de contaminação (AP) onde
ocorre o lançamento de efluentes ou resíduos no solo
como parte de sistemas de tratamento ou disposição final;
2. nas áreas com potencial de contaminação (AP) onde
ocorre o uso de solventes halogenados;
3. nas áreas com potencial de contaminação (AP) onde
ocorre a fundição secundária ou a recuperação de
chumbo ou mercúrio.

Prevenção e Controle da Contaminação

CAPÍTULO III
Das Áreas Contaminadas

o causador da contaminação e seus sucessores.Artigo 18 .quem dela se beneficiar direta ou indiretamente. V .o superficiário. IV ..São considerados responsáveis legais e solidários pela prevenção. II .o proprietário da área. III . Responsáveis Legais . identificação e remediação de uma área contaminada: I .o detentor da posse efetiva.

Processo de Identificação .Artigo 20 • CETESB é o órgão responsável pelo planejamento e gestão do processo de identificação de áreas contaminadas no Estado de São Paulo • CETESB deverá estabelecer o procedimento técnico a ser empregado.

Processo de Identificação .Identificadas as Áreas com Potencial de Contaminação (AP). os responsáveis legais pelas mesmas deverão ser demandados a realizar Avaliação Preliminar destinada à identificação de indícios ou suspeitas de contaminação. Artigo 22 .Os critérios para classificação de áreas como Áreas com Potencial de Contaminação (AP) serão estabelecidos e executados pela CETESB.Artigo 21 .

Parágrafo único . ao detectar indícios ou suspeitas de que uma área esteja contaminada.a realização da Investigação Confirmatória a que se refere o "caput" deste artigo. Processo de Identificação .O responsável legal. deverá ser precedida de Avaliação Preliminar. Artigo 26 .A CETESB demandará o responsável legal para realizar a Investigação Confirmatória nas áreas classificadas como suspeitas de contaminação (AS). deverá imediatamente comunicar tal fato à CETESB e ao órgão competente de saúde e realizar a Investigação Confirmatória.Artigo 23 .

sendo obrigação do responsável legal para os terrenos enquadrados nos seguintes casos considerados prioritários: Processo de Identificação .A realização de Avaliação Preliminar e Investigação Confirmatória independerá de solicitação ou exigência da CETESB.Artigo 27 .

Áreas com Potencial de Contaminação (AP) localizadas em regiões onde ocorreu ou está ocorrendo mudança de uso do solo. especialmente para uso residencial ou comercial.Áreas com Potencial de Contaminação (AP) localizadas em regiões com evidências de contaminação regional de solo e de água subterrânea.Áreas com Potencial de Contaminação (AP) cuja atividade foi considerada como prioritária para o licenciamento da CETESB. II . III . IV . Processo de Identificação .Sempre que houver qualquer alteração de uso de área classificada como Área com Potencial de Contaminação (AP).I .

Processo de Identificação de Áreas Contaminadas Reutilização Artigo 27 Identificação de Áreas com Potencial de Contaminação Desativação Investigação Confirmatória Avaliação Preliminar AP AS Monitoramento Preventivo Convocação ACI .

a Prefeitura e o Conselho Municipal de Meio Ambiente do município onde a área se insere. o acesso às informações disponíveis e a participação no processo de avaliação e remediação da área. Comunicação .Classificada a área como Área Contaminada sob Investigação (ACI). a CETESB e a Secretaria Estadual de Saúde deverão implementar programa que garanta à população afetada.Artigo 30 . o Departamento de Água e Energia Elétrica. V . caberá à CETESB: III .proceder à averbação da informação sobre a contaminação identificada na área na respectiva matrícula imobiliária. Artigo 32 .Classificada a área como Área Contaminada sob Investigação (ACI).comunicar a Secretaria Estadual de Saúde. por meio de seus representantes.

Alteração de uso do solo . uma vez notificados da existência de uma Área Contaminada sob Investigação (ACI) só poderão autorizar uma alteração de uso do solo após manifestação da CETESB.Artigo 33 . Parágrafo único .Os órgãos públicos responsáveis pelo uso e ocupação do solo ou pela expedição de alvarás de construção.A Área Contaminada sob Investigação (ACI) não poderá ter seu uso alterado até a conclusão das etapas de Investigação Detalhada e de Avaliação de Risco.

ou à segurança do patrimônio público ou privado.     Risco superior aos valores definidos para a saúde humana Risco inaceitável para organismos presentes nos ecossistemas .Avaliação de Risco Ecológico Ultrapassagem de padrões legais para enquadramento dos corpos d'água e de potabilidade Ultrapassagem dos padrões legais aplicáveis decorrente de modelagem do transporte dos contaminantes (águas superficiais e subterrâneas) Nas situações em que haja risco em decorrência de exposição aguda a contaminantes.ACRi . Avaliação de risco .

análise técnica. medidas de controle institucional e medidas de engenharia. Medidas de remediação para contenção de contaminantes. econômica e financeira que comprove a inviabilidade da solução de remoção de massa. Medidas de remediação: priorizadas as que promovam a remoção e redução de massa dos contaminantes. Reabilitação . medidas de controle institucional e medidas de engenharia .   Admitidas: medidas de remediação para tratamento e para contenção dos contaminantes.

Reabilitação – Plano de Intervenção .  Apresentação obrigatória para todas as áreas Aprovação prévia para implementação somente para: Áreas Contaminadas Críticas (AC crítica) Áreas Contaminadas em Processo de Reutilização (ACRu).

Medidas de remediação para tratamento ou para contenção dos contaminantes:  a descrição das técnicas de remediação selecionadas  o dimensionamento do sistema.Plano de Intervenção .  proposta de monitoramento para encerramento e respectivo cronograma. a posição de seus elementos principais e a área de atuação  as concentrações a serem atingidas  a localização dos pontos de conformidade  cronograma de implantação e operação do sistema  proposta de monitoramento da eficiência e eficácia das medidas de remediação e respectivo cronograma. Reabilitação .

 Obter a aprovação do órgão responsável previamente à implantação Reabilitação – Medidas de controle institucional .Medidas de controle institucional para o uso e ocupação do solo ou para o uso das águas subterrâneas e superficiais:  justificar a necessidade  detalhá-las  indicar sua localização por meio de coordenadas geográficas  período de vigência  garantir sua manutenção pelo período de aplicação.

 Assegurar a efetividade das medidas adotadas enquanto persistir o cenário responsável pela existência de risco. Reabilitação – Medidas de Engenharia .Plano de Intervenção:  Especificar as medidas  Cronograma de implantação  Localização Operação:  Assegurar a manutenção das medidas pelo período de sua aplicação.

Reabilitação – Plano de Intervenção .Garantias:  Garantias bancárias  Seguro ambiental Objetivo: Assegurar que o Plano de Intervenção seja implantado em sua totalidade e nos prazos estabelecidos Valor: Mínimo de 125% do custo estimado no respectivo Plano.

§ 1º) Poderá ser apresentado seguro-garantia em substituição às garantias a que se refere o caput do artigo 45. (Art.somente será exigido quando houver disponibilidade desse produto no mercado de seguros. Dispensados das garantias: áreas contaminadas sujeitas a processos de reutilização de interesse social. exceto para a condição prevista no § 2º do artigo 46. Estado e Municípios. Reabilitação – Garantias . sujeitas à revitalização e de propriedade da União.45.   Seguro ambiental .

a eficácia dessas medidas deverá ser avaliada por todo o período em que forem necessárias.  Averbação  Comunicação às Prefeituras Municipais para que conste das licenças e alvarás emitidos que a área foi classificada como Área Reabilitada para o Uso Declarado (AR).Encerrado o período de monitoramento para encerramento:  Emissão do Termo de Reabilitação para o Uso Declarado. Reabilitação .  Medidas de controle institucional ou de engenharia .

Alteração do uso ou ocupação de uma Área Reabilitada para o Uso Declarado (AR). Reabilitação – Alteração de uso . a qual será submetida pelo responsável legal à aprovação da CETESB. deverá ser efetuada nova Avaliação de Risco para o uso pretendido.

Capital.   Área Contaminada sob Investigação (ACI) – CETESB Área Contaminada com Risco Confirmado (ACRi) responsável legal (prazo de até 5 dias) Área Reabilitada para o Uso Declarado (AR) responsável legal (prazo de até 5 dias protocolo de requerimento de averbação) Decisão CG N. da Corregedoria Geral da Justiça Averbação . 167/2005 .

CETESB poderá realizar: Avaliação Preliminar. Investigação Detalhada. Ação supletiva da CETESB . Avaliação de Risco.  Nas áreas em que o responsável legal tenha sido demandado não as tenha executado no prazo estabelecido. Remediação e ações emergenciais:  Nas áreas em que não seja identificado ou localizado o responsável legal. Investigação Confirmatória.

Condições:   Disponibilidade de recursos no Feprac Possibilidade de contratação de serviços de terceiros (execução das etapas e para auditoria) Ação supletiva da CETESB .

Empreendimentos sujeitos ao licenciamento ambiental e potenciais geradores de contaminação:  Comunicar a suspensão ou o encerramento das atividades à CETESB  Apresentar Plano de Desativação do Empreendimento Desativação de empreendimentos .

Plano de Desativação do Empreendimento:  Remoção e destino de materiais  Caracterização da situação ambiental (Avaliação Preliminar e Investigação Confirmatória) Desativação de empreendimentos .

Área classificada como Área Contaminada com Risco Confirmado (ACRi):  Emissão da Declaração de Encerramento fica condicionada à execução dos planos de desativação e de intervenção e à obtenção do Termo de Reabilitação para o Uso Declarado Desativação de empreendimentos .

Edificação em Áreas com Potencial de Contaminação:  Avaliar situação ambiental  Submeter resultado ao órgão municipal competente Áreas Contaminadas sob Investigação e Áreas Contaminadas com Risco Confirmado:  A CETESB deverá se manifestar acerca da possibilidade de edificação. Reutilização de áreas contaminadas .

serão admitidas propostas que contemplem a implantação e a operação de medidas de remediação e de medidas de engenharia. concomitante à execução das obras civis.  Plano de Intervenção . Comunicar de imediato à CETESB e ao município a constatação de indícios ou suspeitas de contaminação durante as obras. Reutilização de áreas contaminadas . desde que adotadas medidas de proteção dos trabalhadores.

CAPÍTULO IV – Instrumento Econômicos CAPÍTULO V – Infrações e Penalidades CAPÍTULO VI – Disposições Finais .

bem como à identificação e à remediação de áreas contaminadas. fundo de investimento vinculado à Secretaria do Meio Ambiente e destinado à proteção do solo contra alterações prejudiciais às suas funções. FEPRAC .Fica criado o Fundo Estadual para Prevenção e Remediação de Áreas Contaminadas .FEPRAC.

planos.retorno de operações de crédito contratadas com órgãos ou entidades da administração direta ou indireta. FEPRAC . III .Receitas . de interesse comum.transferência da União.dotações ou créditos específicos. atividades e ações relacionados com a prevenção e o controle da poluição. V .recursos provenientes de ajuda e cooperação internacional e de acordos intergovernamentais. cujos recursos se destinem à execução de projetos. preservação e melhoria das condições do meio ambiente do Estado. programas. programas. concessionários de serviços públicos e empresas privadas. consignados no orçamento do Estado. atividades e ações de interesse do controle.transferências de outros fundos estaduais ou de suas subcontas. consórcios intermunicipais. II . dos Estados e dos Municípios para a execução de planos.I . IV .

VIII . nacionais. estrangeiras ou multinacionais. VII .577.doações de pessoas naturais ou jurídicas. públicas ou privadas.recursos provenientes do ressarcimento de despesas efetuadas nos termos dos §§ 1º e 2º do artigo 32 da Lei nº 13.VI .Receitas . X . de 8 de julho de 2009.compensações ambientais provenientes de atividades potencialmente causadoras de contaminação. IX .30% (trinta por cento) do montante arrecadado com as multas aplicadas pelos órgãos estaduais de controle da poluição ambiental por infrações às disposições da Lei 13577/2009 e deste decreto. FEPRAC .os recursos provenientes da execução das garantias financeiras a que aludem os incisos IX e X do artigo 4º deste decreto.produto de operações de crédito e rendas provenientes da aplicação de seus recursos. XI .

FEPRAC nos casos de licenciamento ambiental de empreendimento cuja atividade seja potencialmente passível de gerar área contaminada. FEPRAC .A compensação ambiental a que se refere o artigo anterior deverá ser recolhida pelo empreendedor ao Fundo Estadual para Prevenção e Remediação de Áreas Contaminadas .Artigo 69 .Receitas .

5. a atividade ou empreendimento apresenta histórico indicando a ocorrência de vazamentos e acidentes. produtos e resíduos. FEPRAC . § 1º .O Secretário do Meio Ambiente definirá. presença de substâncias que possuem potencial para causar danos aos bens a proteger via solos e águas subterrâneas. 3.Receitas . 2. existência de atividades que possam causar contaminação dos solos e águas subterrâneas. a atividade ou empreendimento apresenta histórico indicando manuseio. as atividades potencialmente geradoras de áreas contaminadas. a atividade ou empreendimento apresenta histórico na geração de áreas contaminadas.69. 4.Art. observando os seguintes critérios: 1. por meio de resolução. armazenamento e disposição inadequada de matéria-prima.

Municípios e Sociedade Civil • Secretário de Meio Ambiente .agente técnico e de secretaria executiva • Desenvolve SP .• Composto por representantes do Estado.presidente • CETESB .Agente Financeiro FEPRAC – Conselho de Orientação .

suspensão de financiamento e benefícios fiscais Infrações e Penalidades .Artigo 85 .embargo IV .As infrações administrativas ambientais de que trata o artigo 41 serão punidas com as seguintes penalidades: I .advertência II – multa simples III – multa diária III .demolição V .

Artigo 86 . desde que não se constitua infração grave ou gravíssima ou quanto se tratar de situação de risco iminente à saúde.A penalidade de advertência será imposta quando se tratar de primeira infração pelo descumprimento das exigências técnicas formuladas pelo órgão ambiental competente nos processos de gerenciamento de áreas contaminadas. Infrações e Penalidades .

no caso de sua extinção. conforme disposto no artigo 18 deste decreto. ou.UFESP.000.A penalidade de multa será imposta ao responsável pela área classificada como Área Contaminada sob Investigação (ACI) ou Área Contaminada com Risco Confirmado (ACRi). de 12 de fevereiro de 1998.605. Infrações e Penalidades .Artigo 87 .º 9. desde que não ultrapasse o limite estabelecido no artigo 75 da Lei Federal n.000 (quatro milhões) vezes o valor da Unidade Fiscal do Estado de São Paulo . no índice que a substituir. observado o limite de 4 (quatro) a 4.

UFESP – R$ 19.Artigo 88 .000 vezes o valor da UFESP.37 Infrações e Penalidades .000.001 a 4.infrações gravíssimas: de 5.infrações leves: de 04 a 1000 vezes o valor da UFESP.infrações graves: de 1001 a 5. II .000 vezes o valor da UFESP.a penalidade a que se refere o artigo anterior será imposta observados os seguintes limites: I . III .

possuir e operar sistema voltado à prevenção da contaminação de solo e águas subterrâneas. IV . como.apresentar fatos ou documentos que comprovem o empenho no cumprimento de exigência estabelecida no prazo concedido. por exemplo. por iniciativa própria. II .realizar a Avaliação Preliminar e a Investigação Confirmatória independentemente de notificação da CETESB. Infrações e Penalidades .promover. III . a introdução de medidas de produção mais limpa. alterações nos processos produtivos de forma a minorar as emissões de poluentes.adotar técnicas consideradas pelo órgão ambiental como as melhores disponíveis.Circunstâncias atenuantes : I . entre as quais aquelas consideradas sustentáveis.Artigo 83 . V . excetuadas as áreas previstas no artigo 27 deste decreto.

IV . nas áreas previstas no artigo 27 deste decreto. Infrações e Penalidades .Artigo 84 . laudo ou relatório total ou parcialmente falso ou enganoso. V . VII .deixar de adotar medidas emergenciais para cessar situação de perigo. inclusive por omissão. VI .deixar de comunicar de imediato a ocorrência de contaminação.obstar ou dificultar a fiscalização.a reincidência no cometimento de infração administrativa.deixar de adotar as medidas necessárias para o gerenciamento da área contaminada nos prazos definidos pela CETESB. III .Serão consideradas circunstâncias agravantes: I .apresentar estudo.deixar de realizar. II . a Avaliação Preliminar e a Investigação Confirmatória.

por meio de seus servidores. de 12 de fevereiro de 1998.605. acompanhado de Informação Técnica conclusiva.Quando da aplicação de quaisquer das agravantes previstas nos incisos I. IV e VI deste artigo. fica a CETESB. Infrações e Penalidades . para os fins de apuração de eventual prática de crimes previstos na Lei nº 9.Parágrafo único . II. obrigada a encaminhar de imediato cópia integral do procedimento ao Ministério Público.

com exceção da situação descrita no § 1º. por proposta da CETESB. II . Infrações e Penalidades . III.multa: gerente da área competente da CETESB. do Artigo 89.Artigo 91 .advertência e embargo: agente credenciado da CETESB.suspensão de financiamento e benefícios fiscais: Secretário do Meio Ambiente. IV . quando a demolição será efetivada pelo próprio agente credenciado da CETESB.A aplicação das penalidades impostas dar-se-á por meio das seguintes autoridades: I .demolição: diretoria da CETESB.

Licenciamento . submetido previamente ao órgão ambiental competente. ou suspeitas de estarem contaminadas. deverá ser precedido de estudo de passivo ambiental.O licenciamento de empreendimentos em áreas que anteriormente abrigaram atividades com potencial de contaminação.

Licenciamento . Área Contaminada sob Investigação (ACI) ou Área Contaminada com Risco Confirmado (ACRi) estará condicionada ao equacionamento das pendências ambientais ou à aprovação do Plano de Intervenção.A obtenção de Licença de Instalação para ampliação de atividades implantadas em áreas classificadas como Área Suspeita de Contaminação (AS).

conforme Conselho Profissional. Responsável técnico . e na ausência destes. uma vez estabelecidos os procedimentos pertinentes.   Atender aos procedimentos estabelecidos pelo SEAQUA. dentro de um prazo de dois anos. às normas da ABNT. Obter certificação do Inmetro. Projeto técnico sob a responsabilidade de profissional habilitado.

Artigo 95 . dentro de um prazo de dois anos.Deverá todo prestador de serviços que desenvolver atividades no sentido de identificar e reabilitar as áreas contaminadas abrangidas pelo presente decreto adequar-se às normas técnicas específicas e obter certificação do Inmetro. Responsável Técnico . uma vez estabelecidos os procedimentos pertinentes.

gov.br (11) 3133.Comitê de Meio Ambiente da Britcham Filial SP Tozzini Freire Advogados OBRIGADO rccunha@sp.3094 .