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Escola E, B.

2,3 de
Vimioso
Violência nas escolas/

Bullying
Trabalho elaborado por: Eduardo Oliveira Nº4

Ricardo Vara Nº 13

Índice

Índice
Índice..............................................................................................................2

Introdução......................................................................................................3

Bullying.......................................................................................................... 4

Bullying: o que é!...........................................................................................5

Os diferentes tipos de Bullying.......................................................................6

Os efeitos directos do "bullying" nas escolas.................................................7

Principais características dos alunos envolvidos no "bullying".......................8

Principais consequências................................................................................9

Como enfrentar o problema?........................................................................12

Conclusão.....................................................................................................13
Introdução
Bullying
Bullying é um termo inglês utilizado para descrever actos de violência física ou
psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou
"valentão") ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro
indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também
existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados
momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela
turma.
Bullying: o que é!

O "Bullying" é um termo de origem inglesa, que significa a agressão física ou


psicológica, de forma intencional, praticada repetidamente por um aluno ou
grupo de alunos sobre um colega ou grupo de alunos mais frágil.
Trata-se de um comportamento que assenta numa relação desigual de poder
entre os intervenientes; ocorre repetidamente e de uma forma hostil e os
alunos considerados alvos têm, normalmente, uma ou outra característica que
os diferencia dos demais (usam óculos, são obesos, são os melhores ou os
piores da turma, vestem ou pensam de maneira diferente, entre muitos outros
motivos).
Entre as crianças e os jovens, o “bullying” pode assumir proporções graves e
reflectir-se num comportamento anti-social com consequências muito sérias
para o futuro, quer para os alunos agressores quer para os alunos agredidos.

Os diferentes tipos de Bullying


O "bullying" pode ser classificado de duas formas: o directo, através de
violência física e o indirecto, através de agressão moral.
As crianças e jovens alvos de "bullying" são sucessivamente colocadas pelo
aluno agressor em situações embaraçosas e são vítimas de alcunhas
ofensivas, ameaças, discriminação, isolamento e exclusão grupal, perseguição,
assédio, humilhação verbal, roubos e, por vezes, agressão física e vandalismo
ou destruição dos seus bens (livros, roupas e outros pertences).

Um outro tipo recente de "bullying" é o "cyber-bullying". Neste caso, são


utilizadas as novas tecnologias da informação para insultar e intimidar (por
exemplo: mensagens electrónicas a colegas com o intuito de os difamar e
intimidar).
Os efeitos directos do "bullying" nas
escolas.
O sexo masculino é o mais propenso ao "bullying", especialmente ao directo,
Porém, este problema também afecta as raparigas, usualmente através de
práticas de difamação e exclusão de grupos.

O "bullying" ocorre mais facilmente em escolas com uma deficiente supervisão


por parte dos adultos, seja pelo número insuficiente de auxiliares de educação
ou pelo excesso de alunos, e em escolas onde não há um devido
acompanhamento lúdico e cultural nos intervalos e tempos livres.
Quando os alunos agressores têm condições para continuar a exercer o seu
poder, todos os outros acabam por ser, directa ou indirectamente, afectados. A
ansiedade e o medo acentuam-se genericamente, quando os comportamentos
agressivos não trazem quaisquer consequências para os alunos que os
praticam.
A falta de preparação das escolas para estes casos é problemática, Os
professores assistem, muitas vezes, a actos de violência de origem pouco
perceptível, que acabam por ser resolvidos com castigos a ambas as partes
envolvidas. O aluno, considerado vítima, é punido por distúrbios que não
causou e sente-se, geralmente, injustiçado podendo mais tarde também ele vir
a ser o causador de novos distúrbios.

Principais características dos alunos


envolvidos no "bullying"
Além da predisposição genética para a agressividade, algumas condições
familiares podem favorecer o desenvolvimento da violência nas crianças e
jovens. Os autores de "bullying" são, normalmente, alunos pertencentes por
vezes a famílias com um relacionamento afectivo desequilibrado, onde os pais
afirmam a sua superioridade através de comportamentos agressivos, verbais
ou físicos, ou têm excesso de tolerância e permissividade na educação dos
seus filhos.
Os alunos vítimas de "bullying" são, geralmente, jovens tímidos, inseguros e
sem recursos físicos para se defenderem. Consequentemente, poderão baixar
o desempenho escolar e tentar evitar a escola, abandonando-a precocemente.
Em casos mais graves, chegam mesmo a entrar em estados depressivos.
Há ainda os alunos que são testemunhas de "bullying", que assistem e
convivem com esse tipo de violência entre colegas, mas que evitam falar sobre
o problema, sob pena de poderem ser as próximas vítimas, ou então porque
não acreditam na capacidade da escola para intervir. Apesar de não sofrerem
directamente as agressões, podem sentir-se incomodados e inseguros perante
o sofrimento dos seus colegas (vítimas), o que também pode ser motivo de
transtorno psicológico.

Principais consequências
Se não forem desencorajados, os alunos causadores de "bullying" poderão
manter esse comportamento ao longo de toda a sua vida, seja em ambiente
doméstico ou profissional, tornando-se indivíduos anti-sociais, violentos e, por
vezes, criminosos.
Os alunos vítimas de "bullying" podem reagir de formas diferentes, consoante a
sua personalidade e os seus relacionamentos familiares e sociais. Alguns,
poderão não superar os traumas sofridos na escola e crescer com sentimentos
negativos em relação a si próprios. Em idade adulta, poderão sentir
dificuldades de relacionamento e até acabar por adoptar um comportamento
agressivo sobre alguém que considerem mais frágil. Alguns casos extremos
podem, inclusivamente, conduzir ao suicídio.

Como saber se o seu educando pratica ou é


vítima de bullying.
É difícil ter essa percepção, a não ser que o seu educando relate os
acontecimentos ocorridos na escola. A maior parte dos actos de bullying ocorre
na ausência de adultos e, muitas vezes, de forma dissimulada. A maior parte
das vítimas não fala sobre a situação com os professores ou os
pais/encarregados de educação, acabando por encarar a escola como um local
de perigo e não de aprendizagem.
Para atenuar esta situação tente aperceber-se se existe algum sinal de
"bullying" no seu filho/educando, ou seja: por exemplo, se ele é agressivo para
consigo ou para com os irmãos ou outros familiares em casa sem aparente
explicação ou se é excessivamente submisso. Fale com ele abertamente, para
saber se se sente bem na escola. Faça -lhe perguntas sobre os colegas, se
tem muitos ou poucos amigos e se testemunha ou é alvo ou autor de
agressões físicas ou psicológicas. Mostre-se disponível para o ouvir e
aconselhar. Desencoraje sempre a violência, seja como agressão, seja como
defesa.
Entre em contacto com a escola e procure saber a opinião dos professores
sobre o seu filho, ou seja: se ele é sociável ou se é tímido e tende a isolar-se,
ou se, pelo contrário, é violento para com os colegas.
Como enfrentar o problema?

-->às crianças/jovens alvos de "bullying": aconselhe-as a ignorar as alcunhas e


as intimidações morais, a cultivar amizades com colegas não agressivos, a
evitar, os locais de risco na escola e a apresentar queixa aos professores,
sempre que necessário. Se possível, fale com o Conselho Executivo da Escola
ou com um professor que lhe pareça mais sensível ao problema e que possa
acompanhar a situação, por exemplo: o Director de Turma.

-->às crianças/jovens autores de "bullying": evite os castigos e as punições


físicas, que só desencadearão mais violência' Aconselhe-os a controlar a sua
irritabilidade e a ocupar os tempos livres com actividades lúdicas de que
gostem (desporto, jogos, música). Explique-lhes, insistentemente e ao longo do
tempo, que a amizade com pessoas de diferentes personalidades pode trazer
benefícios e aprendizagens úteis.

-->às crianças/jovens testemunhas de actos de "bullying": encoraje--as a


intervir em defesa da vítima, fazendo queixa a um professor e não sendo
conivente para com o agressor, de modo a tentar desencorajá-lo.
Identificar e tratar este problema em tempo útil, envolvendo os alunos
agressores, alunos agredidos, testemunhas, professores e pais ou
encarregados de educação, é, portanto, essencial como forma de prevenção e
redução de casos deste flagelo social.
Conclusão