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C—O bessreatincntenSem Editorial Ptempadesilenciacl 7 A importancia do estabelecimento do tempo como meio apropriado de manter a humanidade em atencao a sua colheita, suas sementes ¢ seus frutos, sagradamente marcado para delimitar os periods do plantio, florescimento ecolheita. Assim como na natureza é com os homens, Entramos no segundo semestre de 2015 com profundas mudangas no Pais, 0 ‘momento atual é de grande expectativa, com leis sendo revistas, pouco discutidas e imediatamente promulgadas, gerando temores e inseguranca na populagao brasileira. Muitos de nossos ideais esto sendo colocados 4 prova como as sementes 0 sao quando enterradas na terra, Atos insanos provocados pela intolerncia e preconceito se avolumam a ponto de se tornarem corriqueiros; urge'znecessidade de se buscar 0 siléncio, para melhor se ouvir ¢ escurar os préprios anseios. A inquictude é benéfica quando o que esta em julgamento sao os nossos proprios atos. Valer-se dos Simbolos € ensinamentos Magénicos projetam a real vontade de cada um sem a veeméncia agressiva e rude das opiniées coletivas e poupa o desgaste de discusses infindveis e desnecessarias. O pensar é uma elaboragao plena do sex, a informagao adguirida sempre vale menos do que a sabedoria silenciosa da reflexdo.( ints, connlucotun ees) Os Trabalhos aqui reunidos mostram que quando se tem possibilidades ce com- preender usando todos os sentidos, a experiéncia fraterna se aquilata e a sabedori eclode coma a semente brota da terra. Inverno, periodo de maior introspecgio e redengao, estagao do ano que propicia uma postura mais introvertida e receptiva. Excelentes Trabalhos, pontos de vista agucados e esclarecedores, dentre eles cito atoriamente € que veem ao encontro do precioso momento vivido: A Lei Iniciética do Silencio no Rito Adonbiramita e Questbes do Craft ~ Reflexdo sobre 0 0 Esvaziamento das Lojas: do Exercicio de Cargos a Falta de Engajamento Ativo. wr eer Teas ae io de Careos ae FO We Autocritica inteligente, semente da tolerdncia e da compreensio. U Editor Interne ATROLHA-Juin0/2015 | EXPEDIENTE Publica agonica Mens com Cirsapaoitemsana ‘Org Ofc da Maconaa ease Flees 8 BIN Assciogio Brasilia ds Imorensa Macinica Ecitora Magdnica “A TROLHA” Ld ‘CNP Ta 53 San00t 32 Fue Casto Aves, 264 ~ Jd, Shan A~ CEP 80070670 x Postal 238 - CEP 86001.970 Fone (45) 3997-1982 ~ Fax 4973026-0018 Londrina—Parand— Brasil 'SOCIAS PROPRIETARIAS lr Eves Bianco de Carano Ccunn wana Mara Garis Paschal ‘Revista tuna om 10/1971 lm. Francisco de ie Cano (io Tra) EDITOR RESPONSAVEL le Eon Jot Guat edenr@avohnacom.br JORNALISTA RESPONSAVEL, lr ine Tueurcve Neto ORT #9076-MTEIGP ‘CONSELHO EDITORIAL em: Eni eee Guster, Rona Pint de Moros (our), Anti Augusto Sales Paschoal (GERENTE DE PRODUGAOY PUBLICIDADE lm More rmowa@evohacombr ASSINATURAS nara Maia Grea Paschoal ‘comaciai@evolha com br CIRCULO bo LIVRO MAGONICO ‘Mara Elna dos Santos eomocisl@araha com br ‘comeciaiavoha com EDITORACAO ELETRONICA PROGRAMAGAO VISUAL Marstla Moneghet/Uissas RM. Cencrave redacco@atioha.com.be InreRWer nips atcha com be~ [ATUALIDADES: redacao@atobs.comtr ‘TRASALHOS:fesacan@jarotha con be WEBWASTER: webmaster@atioha com.br ‘QUTROS: edarangiatothacom.tr IwpRESSAO iograt~Grifcee Estora Loneina PR Costarames delta aoe Ios que no nos ‘esponsabizamos por coneatos eros om 908 ‘sssinsgos, pols nem sempre refetem 8 nossa opin, © ue ‘ot xgnals no publeados nao serko devoid, | tor no autora a apr de sous “Trabatos Wa rtemet, Sumario 3 EDITORIAL MATERIAS FIXAS 5 INFORMABIM 6 CONSULTORIO MACONICO JOSE CASTELLANI 8 DEMOLAY 9 FILHAS DEJO 10 ATUALIDADES: 42 ACERVO DO XICO TROLHA — As Sementes do Odio ATUALIDADES 13 Instituto Roberto Miranda ~ 50 anos CAPA 27. Sinais Mag6nicos Antigos — Im. Hercule Spolaciore TRABALHOS 17. Introdugao a Simbologia e & Ritualistica Mag6nicas — lim. Joaquim da Siva Pires 19. ALeiIniiética do Silencio no Rito Adonhiramita ~ Diversos Autores 32 Rui Barbosa: Magom por Principio — lim: Arthur Nunes 36. Paine! co Graui de Aprenciz Um Estudo da Origem Ingiesa e Francesa... — Diversos Autores 40 Questées do Cralt ~ Reflexéo sobre 0 Esvaziamento das Lojas... — nme. André Luis Femandes Dutra A TROLHAS NOSSA CAPA LOJA MAGONICA “CAVALETROS DA PAZN°25" Nossa homenagem & Loja Ma- sgonica “Cavaleiros da Paz N° 25”, Or-. de Londrina, fliada 4 Grande Loja do Parand, pelos relevantes servigos em pro! da humanidade, especialmente como mantenedora do Instituto Roberto Miranda em Londrina. 0 DELTA: EM MODERNA E FELIZ MANEIRA DE ANUNCIAR A MAGONARIA EM NOSSOS TEMPOS. Cope da revista magBnica © DELTA com que 0 Grande Oriente do Rio Grande do Sul - GORGS inicia nova realidade de informor 03 feitos da Ordem Magénica no Pais, em especial, em sua regiso, Projeto ‘que se concretize na administragao do Gréo-Mesire Tadeu Pedro Drogo, jovem lider que olconga admiragao, em tado Brasil, por suo competéncia © dedicacéo & ‘Maconeria. Transerevemos polavrassues na edigdoda revista: “Omomentohistérico que © Bresil ctravessa pode ser o definider das rumos que nosso pais iré tomar pelas pré- -ximas geragdes, Nao temos c direito, como ‘Masons, deficarmosalheios ae cenério que ros cerca. Vamos nes integrar e porticipar cotivamente de forma civico e responsével, das grandes movimentagdes sociais que se ‘eproximam, sempre defendende aliberdade AABMIL Presidente lnm. Luiz Gonzaga da Rocha 30 DE ABRIL'DE 2015 ‘@ a democracia como os elementos fundo- mentais da sociedade justa @ fraterna que ssonhamos consirui, ransformande nossas oficinas em centros de debate que possam geror proposias concretas pare ajudar a sociedade brasileira a superar este periodo de crise incerteza, pois éisso que seespera de nés.”. Parabéns a0 Grao-Mestre Tadeu Drago extensivos 8 sua competentissima equine. Queo Grande Arquitete doUniverso ‘os abengoeresso admirével miss60, 600s votes da ABIM, E-Mcil: odelta@cpovo.net ATROLHA: 44 ANOS DE FECUNDA EXISTENCIA [Neste més de abril que hoje ge conclu, © revista macénice “A TROLHA" aleancou 2 marca de seus 44 onos de fecunda cexisténcia. Quotro décades e alguns anos noticiando a Maconaria brasileira em suas realizacoes em cada canto do Pais. Histéria, dovtring, ritualistic, etualidades, seu fun- dador e avxiliaresjornalistas participaram, recebendo as informagées e, mois das ve- 22s, gerando a informacéo, presentes que estavam"fazendo ahora", “néoesperando ‘ocontecer". Sou Felizertersidotestemunha dese maravilhoso trabalho desenvolvide pelo irmdo Xico Trelha, e, 00 lembré-lo, que saudade medé...Agora, Edenir, Ivana, Evelise, Moura, Marisela, anunciantes, © muitos outros, dirigentes e auxiliares, de semelhonte valor, déo confinuidade @ esse tempreendimentojornalisice queos Magons 1nGo sé devern reconhecer, mas também sobrelude agradecer pele valiose cont buigGo que tém oferecido para a grandeza evolugéo da cultura mogénico em nosso Brasil. Deus abencoe “A TROLHA'! Anténio do Carmo, Presidente da ABIM ONBRAPEM Presidente Inm-. Edenir Guattieri ASSOCIACAO BRASILEIRA DA IMPRENSA MACONICA ‘Av. Conde da Boa Vista, 170, Conj. 403 - RECIFE/PE — CEP 50060-004 - FONE (81) 3222-5375, Presidente: Anténio do Carmo Ferreira — E-mail: domcarmo@ INrForMABIM — N° 381/382 15 DE MAIO DE 2015, ra.com.br InrorMABIM-382 15 DE MAIO DE 2015 0 ESPIRRO DO BODE SENDO NoTICIA HA 23 ANOS Registramos, com sofistacdo, o rece- bimento da jarnal © ESPIRRO DO BODE, referente « maio e junho de 2015. Ensina- mentos de Meconaria, de cujaleitura muito lucramos. Noticias dos feitos da Order nas Minas Gerais que nos deixam atuolizades. Séo 23 anos de circulogio d’O ESPIRRO DO BODE que ver do Oriente de Pequer 06 “ouvide” em todo o Brasil. OIrm-: José Vicente Daniel edita; o Irm-- lve Reinaldo (Christ redige; eo len. Luiz Carlos da Silva revisa. Eis um trio de muita competéncio no jarnelisme, @ de admirével dedicacao @ Orde Macénica. Apenas um pequeno alogio a quem merece muito mais. A ABIM feve a Felicidade de registrar esse jornal no rol de sous associados sob on? 016-8, En: dereco: Ru Sagrado Coragéo de Jesus, n 20 PEQUERI/MG CEP 3661 0-000 - Fones 32 65070550 ou 32 84215299. E-Mail: itchrist@ig.com.br. NO MUNDO DOS ESCRITORES (© lem. Joaquim Roberto Pinto Cortez, com admirével sabor, escreveu olgumas REFLEXOES sobre um R..E-. (bem) A. Av.. A Editora Maconica “A TROLHAY, de Londrina, imprimiy e publicou. Juntos dois especialsias: um que fem a credibilidade de que escrave, o outro quetem o prnilagio de aditor pradutos de excelente qualidede, Parabens a ambos, Presidente Ime. Elio Figueiredo ATROLHA-Junio/2015 5 Consultério Macénico José Castellani Cadeira Vazia no Oriente lim. Pedro Juk juki Or. irm@hotmail com Morretas - PR A-TROLHA JuLio/2015 © Resp-. Irm~. Vitorino Ribeiro, vitorinoribeiro@uol.com.he, Loj-. “Bs- trela do Noroeste, 265” GLESP, OF. Firjul=S@ opresent seine qe Em nosso Templo, mais precisamente no Oriente no canto oposta mesa do Secretério existe uma Cadeira revestida com pano negro e, ao procurar saber 4 origem e 0 motivo, os trésirmdos mais santigas nd souberam exphicar: wm deles disse que acha que esse costume vem desde 0 tempo em que a Loja pertencia 40 Grande Oriente do Brasil; acontece give ja participe: de inimeras Sessies em Templos do GOB e nunca vi nada nem parecido, Pergunto: em Maconaria existe esse £ costume de manter unia Cadeira Teservada | | aos espivtos dos Irmdos que partiram para « | a. Griente tenn? RESPOSTA: 4 Essa € mesmo de trincar o... (censurado), | i E lamentavel que ainda existam essas aber- « rages impostas por alguns que no minimo ‘do aprenderam o que é Maconaria. Ora, 0 GOB nao preconiza nao essa ilagao de manter cadeira vazia para espiritos no Templo. Basta consular os seus Rituaise verse que isso no exe a A Maconaria respeita ¢ € tolerante com as crenas alheias, todavia nao as promulga nas suas Lojas. Entdo, 0 costume de manter cadeira reservada na Loja para os mortos, além de ato ieresponsdvel, mera invengio e deve ser evitado como procedimento magénico, até porque essa atitude inclusive feriria a crenga daqueles que ndo compactaam com esse exercicio, Para aqueles que querem impor esses cré ditos, lembro que a sala da Loja nao é local para essas priticas. Embora a Magonaria tena nos ensinado a nao zombar e nem se colocar contra as crengasalheias, ela também ‘no nos permite exposicoes, discussdes e pro: selitismos religiosos dentro dos seus Templos, ‘Como 0 GOB foi citado, veja o exemplo da sua Constituigéo no seu Artigo 2°, Inciso | Vil: a proibigiia de discussao ou controvérsia sobre matéria politico-partidaria, eligiosa (0 grifo é meu) e racial, dentro dos templos ow fora deles, em seu nome. Anda em relagio a0 GOB, que nada tem a ver com essa tal “cadeira vazia para os ‘mortos”, segue um pequeno treno do Ritual de Aprendiz, Rv. Ev. Av. Ac. em vigéncia (2009), paginas 114 © 115: Agora, devo também prevenir-vos de que ndo imagineis que zombamos das crencas religiosas. ~ Jul: gamos, sin, que a nossa maior bomenagem 20 Grande Arquiteto do Universo, como Instituicdo Universal e Eclética que somos, é admitin, na nossa Orden, pana conviver fratemalmente (0 grifo é meu), todos os homens livres e de bons costumes, qualquer que seja a sua religiao, © que muitos Magons ainda precisam aprender € que conviver fraternalmente, no caso das crengas religiosas, nao significa expor e apregoar credos individualistas, porém conviver ecumenicamente com eles sem se confundie com atos que denotem a ideia de conversio doutrindria ow um sistema sectario, Ainda. Para nao fugir as mentes inventivas de alguns que assolam a nossa Instituicao, essa “estoria de cadeira vazia” pode possuir resquicio em uma pretensa Tigagio com as Sessdes Fiinebres onde em linhas gerais existe ri- tualisticamente uma cadeira vazia que geralmente suporta as insignias do finado nas exéquias. Provavelmente algum | “ilaminado” resolveu manter essa “cadeira” indistinta. ‘mente como mobilidrio da Loja nas sesses magénicas sob a alegagio de que o lugar seria preservado para 0 saudoso Irmao. Valha-me Deus!!! Te. Fes Ac. Abr.2014 ‘OResp-. Irm:. Orlando Gladstone Allbuquerque Lusto- ° sa, orlandogladstone@gmail.com, atual Venerivel da Loj “Dirceu Torres, 1.936”, Rv. Ex. AW. A.., GOB-DE, Or. Brasilia ~ DF, apresenta a seguinte questa Ao tempo que 0 cumprimento, solicito saneamento de orientagao ritualistica quanto a existencia da palavra relativa 440 ato e do quadro em particular em Sessio Extraordinéria previamente convocada via edital RESPOSTA: Em sendo uma Sessio Extraordindria a Ordem do Dia seta relativa apenas ao fim da Sessio. esse sentido também na coleta de Pro- postas e Informagées as colunas decifra das, se forem o caso, sero apenas aquelas ue porventura venham ter relago com ‘o motivo da Sessio. No tocante ao periodo onde sera franqueado o uso da Palavra, esse, como bem dito, restringe-se a0 “ato” que dew motivo a Sessio Extraordindria Outros assuntos ou afins fcam para a préxima Sessio Ordinaria (econémica). TARMAC Dez.:.2014 U RAB © Resp. Irm-. Hisemberg Osério Nunes, hisemberg_ nunes@hotmail.com, Loj-- “Acacia de Boa Vista, 2437”, As. Ac., GOERR ~ GOB, Or-". Boa Vista - RR, apresenta a seguinte questo: Gostaria de saber qual 0 local da Carta Constitutiva de uma Loja Magénica? RESPOSTA: ‘Muitas Lojas costumam expé-la encostada na frente do Altar direita de quem do Ocidente olha para o Oriente, jé que na mestna posicao, porém & esquerda, fica a Prancheta dda Loja (paginas 22 ¢ 23 do Ritual de Aprendiz em vigéncia, indicada pelo néimero 28). Assim, nao confundir Pr com a Carta Constitutiva, Entretanto essa pratica de posicionar a Carta Constitu- tiva encostada no Altar nao é undnime na Ordem, ja que 0 ‘costume tem ocorrido as vezes quando duas ou mais Lojas, (corporacao) usam o mesmo recinto em dias distintos (ocu- pam © mesmo prédio). Nesse sentido, tenta-se identificar ‘quantas Oficinas ali se reiinem para os seus respectivos trabalhos, Obviamente que a Carta Constitutiva ¢ um documento expedido pela Obediéncia que comprova a regularidade de funcionamento da Loja sem, contudo, haver a necessidade premente de expd-la dentro da Loja, j4 que o que define ‘mesmo a Corporagao Magénica ali reunida é o Estandarte da Loja, o que em linhas gerais jé seria suficiente pela sua presenca. —_— Assim, dependendo do costume da Loja, a Carta Cons- ticutiva pode ser exposta em moldura como um quadro tanto na Secretaria, quanto na Sala dos Passos Perdidos, no Atrio, ow até mesmo na frente do Altar como anteriormente mencionado. Atualmente ndo existe um lugar oficializado para esse posicionamento. Tee Be Ae Now2014 ATROLHA - Juino!2015 7 Ordem De Molay Iniciacao No dia 30 de maio de 2015, o Capitulo Apucarana N° 80 da Ordem De Molay e 0 Capitulo Jandaiense N° 868 realizaram, no Templo da Loja “Moreira Sampaio N° 08” - GL-PR, Or-. de Apucarana — PR, Sessio Magna de Iniciaciio de 8 novos Iniciandos (6 do Apucarana e 2 do Jandaiense), que foram recebi- dos como Irmaos nas fileiras da Ordem De Molay, prontos para trabalhar por um horizonte mais digno ¢ humano para todos. Foi, sem sombra de divida, uma bela Ceriménia Pablica apresentada pelo Capitulo, que trabalhou har- monicamente para desenvolver uma Ritualistica perfeita, a vary & 0s itimosacetesimentas da eos melhores Tabalos smethor conte da Literatura Maia, com recaiesimento Nacioal Internacional. cree ene A Ceriménia foi pres- tigiada por familiares convidados amigos dos Iniciados, todos, testemunhos dos momentos de muita emocéo desta Ceriménia tao. importante, para o crescimento da Ordem Macénica. © evento contou também com a presenca de autoridades MagOnicas, Militares, Civis, e Seniores da Ordem De Molay, com destaque para a presenga do Mestre Conselheiro Regional da 4* Regio, Yuki Lopes Tamura. (abi Pde tera eo pal Marcel R. de thee Novos biclados Iniciacao lim:. Guttenberg Senna Ore. Recife - PE No dia 16 de maio de 2015, 0 “Bethel N° 08” da Or- ‘dem Internacional das Filhas de J6, patrocinado pela Loja “Heréis de 1817 N° 60”, tendo como Venervel o Irmo ‘Adélio José da Penha, realizou, no Palacio Magénico do GOIPE, Sessiio Magna de Iniciac2o, quando foi Iniciada na Ordem das Fithas de J6, a segunda geracdo de uma Filha de J6, Srta. Ana Cecilia pela propria mae, Sra, Hermana Guedes, atual Guardia do “Bethel 08”. Na mesma oportunidade foi Iniciada a Srta, Agnes. A Ceriménia contou com a presenga dos Irmios: tuja Iniciagao foi levada a efeito Filhas de J6é Valderlan Galindo - Minis- tro da Juventudes Wyldgard Helles, Venerdvel da “Loja Constancia N° 48"; Hamil- ton Farias, Deputado da “Loja Academia do Paraiso"N 47”; Pablo Lucena, Silvio Faledo e Edinilson Farias. A reunio foi prestigiada por ‘varios Magons ¢ familiares, Cunhadas e Sobrinhas, mais uma vez 0 GOIPE, através do nosso Grio-Mestre Ant6nio do Carmo Ferreira, demonstra seu apoio a juventude. O “Bethel N°08” da Ordem Internacional das Filhas de J6 € patrocinado pelo GOIPE - Grande Oriente Independente de Pernambuco. TRIANGULO ATELIER MAG acesse nossa Nove Loja Virtual \www.trianguloatelier.com.br cer ek ae Thee cee Groen Ta PARAMENTOS PARA TODOS RITOS, ‘GRAUSE POTENGAS, 4 A VESTIMENTAS OE USO NAGONICO; [A ARTIGOS PARA TENPLOE LOU ‘A ESTANOARTES, |A wos € PRESENTES, CCRIAGKO & CONFECEAO [DE PARAMENTOS PERSONALIZADOS; ‘4 CONFECCAD PROPRIA, COM ™ BoRDADGS ELETRONICOS DE ‘ALTA RESOLUGKO E QUALIDADE. ARBLS Frat Justa @Trsbahon® 26, emoco Avo e Regula’ desde 2000 ‘cit 79769 “GOB tes drt Low com si80~ cos RUA 1041, 9° 3336- CENTRO, BALNEARIO CAMBORID-SC FONE/FAX: (47) 3367 5797 - 3367 3592 3367 7330 contato@pedrairlivre.com.br ATROLHA- Juusi0/2015 Atualidades A TROLHA’ Jose Ferracini Campinas ~ SP A Academia Campinense Magdnica de Letras, como acontece nos anos impares, realizou no iiltimo 16 de maio seu VIII Simpésio. Seu dinamico presidente, Fran- cisco Lientur Millanao Mufioz, designou a Comissio Organizadora, tendo como presidente 0 académico José Ferracini secretariado pelos académicos José Pellegrino Neto, Rubens Pantano Filho e Alléssio Biondo Jéinior. Como ¢ costumeiro, 0 coordenador do Simpésio procurou saber do Irmo Moura, da Editora MacOnica “A TROLHA”, a possibilidade de compartilhar na in- dicagao de palestrantes para o tradicional evento, que resultou na escolha dos ilustres ¢ festejados Macons: Paulo Toshitaka Tomimatsu, do Oriente de Londrina ~ COMAB - Tema escolhido: A Magonaria ea Sociedade LO ATROLHA- Juin0/2015 no VIII Simpdsio «a0 longo da hist6ria; Alberto Gabriel Bianchi do Oriente de Sao José do Rio Preto ~ GLESP, que apresentou 0 tema: Complexidade na Simplicidade da Magonaria ¢ Dario Birochi Vieira do Oriente de Campinas ~ GLESP, com o tema: O Método Macénico. Cada palestrante dispds de 40 minutos para desen- volver o seu Trabalho. Todos os palestrantes, mercé da qualidade, desenvoltura e robusto conhecimento dos temas defendidos, foram demoradamente aplaudidos. Finda a parte cultural, foi servido farto e variado gape pelo Bufé Rottas de Campinas musicado pelo maestro ¢ eximio saxofonista Irmao Fabiano, proporcio- nando, destarte, um convivio alegre e amistoso entre os Irmaos da Regio Metropolitana de Campinas e cidades circunvizinhas bem como a honrosa e gentil visita de Irmaos da histrica Ouro Fino, cidade de Minas Gerais. Foi um belo e fraternal encontro. Vivenciamos mais, uma vez a universalidade da Magonaria, entrelagando bragos numa real ¢ verdadeira cadeia de unido, simbo- lizando a nossa Sublime Instituigao sem fronteiras, sem Poténcias nem a diversidade de Ritos. XXX ERAC limz. Jefferson Luiz Rigo Or-. de Curitiba — PR : a Sob a coordena- cdo da Aw. Re. Le “Luz Invisivel N° 4160”, Or-. de Curitiba, foi realizado em 23/05/2015 0 XXX Encontro Regional de Aprendizes e Compa- nheiros ~ ERAC. A abertura dos Trabalhos foi feita pelo Emin. Grao-Mestre do GOB-PR Irm.*. Dalmo Wilson Lou- zada, 0 qual, em seu emocionado discurso, comentou gue este era 0 tiltimo ERAC sob a sua gestao frente a0 GOB-PR e desejou a todos os participantes um excelente dia de trabalho. Atualidades - GOB-PR- Ao final do seu discurso, 0 Emin-. Grao-Mestre foi aplaudido em pé, por todos os presentes, num evidente reconhecimento do seu trabalho em 8 anos a frente da administracdo do GOB-PR. Estiveram presentes na abertura do ERAC e fize- ram parte da mesa os IIrm Dalmo Wilson Louzada — Emin-. Grao-Mestre do GOB-PR; Daniel Prates - Ven. M-. da Av. R. “Luz Invisivel N° 41607; Luiz Rodrigo Larson Carstens ~ Grio-Mestre eleito do GOB-PR; Paulo Cezar Carrasco Reyes ~ Presidente do Tri- bunal Eleitoral Macénico; Jorge Durval da Silva - Corcegedor do Tribunal Eleitoral Magénico; Clemente Arnoldo Escobar Fermandois ~ Coor- denador do ERAC do GOB-PR. Abaixo, 0 quadro com os Trabalhos apresentados e as Lojas que participaram das apresentacoes: Loja Oriente Tema ASR. Le Si. “Alderico dos Reis Petra N° 3464” Curitiba Painel da Loja de Aprendiz Magom AS Re Le Si “Ambrosio Peters N° 4101" Gurtiba, Ritos Magonicos do Brasil 7 As. Re. Le So, *Cavaleiros da Arte Real N° 3245" Curitiba Familia, Trabalho e Magonaria_7" ‘Avs Re. Le. S “Cavaleiros da Liberdade N° 4334” Curitiba ‘A Liberdade Magénica a Partir de Uma Perspectiva das | / Realidades Pict6ricas dos Séculos Va XXI As. Re. Le Se. “Cavaleiros De Hiran N° 4057” Curitiba ‘A Vela Na Magonaria ~~ ‘As. Re. Le. S. “Cavaleiros de Sa0 Joao N° 2903” Curitiba ‘Circulagio e Postura em Loja no Rito Escocés Antigo € Accito do GOB ANBs Ru. Le. 8. “Concérdia N° 0368" Curitiba 0 Que é Obediéncia Maginica 7 ca Re. Lv. S$. “Harmonia, Amor e Concérdia N°2981” | Curitiba’ Alnidaqae Adnahitamite)ensPartcnlendadesdalaica:| ‘go da As. Rx Le. $+. “Harmonia Amor e Concérdia” AS. Re. Ls. $.. “Luz de Antonina N° 3565" Antonina | A Caridade na Otica dos Principios Magénicos i As Re. Ls. Si “General Mac-Arthur N° 2724" Gauritiba ‘A Construgio do Templo Interior Pa Az Rs Lis $2. “Verdade Real N° 2508" Curitiba Erros Ritualisticos Mais Comuns, No encerramento 0 Irm-. Daniel Prates agradeceu A. R-. L-. $-. “Luz Invisivel N° 4160” ea todos os a todos pela participacao no XXX ERAC e, principal- mente, aos demais Membros do comité organizador, 6 Ilr. Eliseu Stelmatchuk e Carlos Rattmann, da # Bepalorited t Reemhiqgmuk, On(Corrces 1 & eee) demais Tm. envolvidos na organizacio do evento, os quais no mediram esforcos na realizagao deste encontro, que é um momento importante para 0 ATROLHA- Jv1s10/2015, Atualidades estudo e 0 aprimoramento dos AAp-., CComp-. € também dos MM-. MM-., além de promover uma oportunidade de confraternizacao dos Iitm-.. Por fim, apés o pronunciamento dos Iirm-. que compunham a mesa diretiva dos Trabalhos, 0 Coor- denador do ERAC do GOB-PR Irm.*. Clemente Ar- noldo Escobar Fermandois ageadeceu e parabenizou a todos pelo excelente dia de aprendizado e encerrou os Trabalhos. CASK DO MACOM a RR ae D Be eaehary eM GER Seo eae e nor A TROLHA- Juin0/2015 EARS TEL yz} Atualidades Instituto Roberto Miranda - 50 Anos im. Edenir Guattion| Fotos: Or. Lon ilson Vieira ~ Video Instituto Roberto Miranda de Londrina comemorou em alto estilo seu cinquentendrio de fundagao no dia 14 de maio de 2015. entdo ILITC - Instituto Londrinen- se de Instrugao e Trabalho para Cegos foi fundado em 06/02/1965 pelo primeiro arcebispo de Londrina, Dom, Geraldo Fernandes. Em 1971, foi adquirida sua sede pr6- pria, localizada na Rua Netuno, 90, na Cidade de Londri na PR. A construgao demandou certo tempo, iniciando atendimento aos deficientes visuais — cegos, baixa visio com outras deficéncias associadas — visando sua integracdo tna comunidade. Por iniciativa do Irmo Carlos Roberto Miranda, recém-Iniciado, apresentou o projeto do Instituto Loja “Cavaleiros da Paz N°25”, do Oriente de Londrina- -PR, Jurisdicionada & Grande Loja do Parand, que o acolheu como um dos objetivos de acio sociale, desde 1979, passou a contar com 0 apoio financeiro e engajamento de todos os Obreiros daquela Loja, para o preenchimento dos cargos, € da direcao da entidade. O primeiro Irmao indicado para assumira presidéncia do Instituto foi o Irm.. Carlos Rober- to Miranda, que ficou a frente da instituigo por 33 anos, desenvolvendo um gigantesco trabalho que compreende desde a demoligio da antiga e precaria sede e a construgio de um moderno edificio, que abriga o setor de ensino espe- cial e centro de reabilitagao, que da trés mil atendimentos, mensais. Com o recente falecimento do rm. Miranda, assumin a diregio do Instituto os Hem-. Ary Sudan como presidente ¢ Antdnio da Silva Pinhatari como vice, tendo como uma de suas primeiras providéncias a transformacao, do nome da instituigo para Instituto Roberto Miranda, uma justa homenagem Aquele valoroso Irmo que tantos, e relevantes servigos prestou, oe A TROLHA- Julho?2015 ATROLHA— Julho/2015, Pinata com a Faia Manda VIDEO GRAPHIC PRODUTORA Videolondrina.com.br Wilson Vieira (43) 3321-4366 - Londrina - PR videographic@sercomtel.com.br ATROLHA-Julho2015 15 Atualidades Sagrado o Templo da A.. R.. Le. S-. “Joao de Barro N° 428” lirm-. Osmar Birkhan 6 ~ Emani Schenner Or-. de Ibirubé - RS No dia 21/04/1994 foi fundada a A-. Re. L-. $.. “Joao de Barro N® 428”, e na terga-feira, 28/04/2015, foi sagrado Templo da Loja, pea Horizonte, 105; Bairro Por do Sol; em Ibirubs — As20h,0 lrm.. Mest. a ‘CCer . Consag. vo Gilberto Fraga dirigiu-se ao Serenissimo Grio-Mestre do GORGS, lnm.’ Tadeu Pedro Drago, que declaron abertos os trabalhos | da Loja em Sessio Magna de Sagracio do ‘Templo. Os tiltimos acontecimentos da Magonaria Brasileira @ 0s melhores Trabalhos na Revista com o maior € melhor contetido da Literatura Magénica, com reconhecimento Nacional ¢ Interacional ATROLHA- Jvuiio/2015 Neste ato estiveram representadas as Lojast “Renascenca IV” do Or-. de Santo Angelo—RS; “Energia do Oriente” do Or-. de Salto do Jacui—RS; “Luz do Planalto N° 65” do Or.” de Passo Fundo — R “Farol do Jacui” do Or’. de Espumoso — RS; “Liberdade e Progresso” do Or. de Soledade—RS; “Harmonia Cruzaltense” dé Or-. de Cruz Alta — RS; “Nascente das Virtudes” do Or~. de Cruz Alta ~ RS; “Cidade de Esteio N° 160” do Or. de Esteio~ RS. No uso da palavra, 0 Irm-. Orador efetuou um breve hist6rico da Loja nesses 21 anos e ageadeceu aos Im presentes. Antes dos Trabalhos serem encerrados, 0 V-. M (Osmar Birkhan homenageou 0 Serenissimo Grao-Mestre Inm:. Tadeu Pedro Drago, com uma espada alusiva ao ato, en ASSINE JA A REVISTA “A TROLHA”, SOMENTE R$ 139.00, EM 2 VEZES (1 + 1) DE R$ 6950 CADA (43) 3337-1982 — www.atrolha.com.br TRABALHOS Introducao a Simbologia 1. Joaquim da Siva Pires, M1 GOB — Sto Paulo - SP Capitulo XII O Primeiro Ritual do Rito Escocés Antigo e Aceito impresso no Brasil. Sexta part No anterior Capitulo, dirigimos nossos comentarios & primeira e& segunda Viagens do Candidato, conforme o primitivo Ritual de 1834, do Rito Escocés Antigo e Aceito, com algumas comparagdes relativas aos vigentes Rituais do citado Rito, do Grande Oriente do Brasil e da Grande Loja Macé- nica do Estado de So Paulo, Agora, aqui, neste Capitulo, comentaremos a terceira e altima Viagem, assim: ea Ritualistica Macénica A terceira Viagem, de acordo com aquele primitivo Ritual, era feita sem obsticulo algum. O Candidato, condu Zido pelo “Irm:. Terrivel”, passava pelas chamas postas nos Altares dos Vigilantes, sem quaisquer explicagdes sobre © modo pelo qual era feita essa passagem e sem quaisquer explicagdes sobre os possiveis recipientes de onde sairiam essas chamas. ‘Com referéncia a interpretacao simbélica, as chamas nfo eram s6 consideradas put ficadoras pelo Fogo, mas uma exortagiio 4G luta na defesa da Justica e da Verdade. Relativamente & mencionada ¢ si nificativa exortagao, este articulista, pedindo licenca aos Respeitaveis Irmaos Leitores, assevera, que ¢ obrigado, pela sua consciéncia, a apresentar algumas consideragées supletivas, com as seguintes justficativas: 1° Jé vimos que 0 ora comentado primitivo Ritual foi impresso no ano de 1834, Acentue-se que, no referido ano, © Brasil passava pela agitada fase da Regéncia Trina Permanente, que durou de 17 de junho de 1831 até 12 de outu- bro de 1835, composta pelo Brigadeiro Francisco de Lima e Silva (pai do futuro Duque de Caxias), pelo Deputado José da Costa Carvalho (futuro Marqués de Monte Alegre), € pelo Deputado Joao Braulio Muniz. F que o Principe Imperial, j4 aclamado com o titulo de D. Pedro Il, nascido em 2 de dezembro de 1825, ain- da era menor. Tinha cinco anos ¢ quatro meses de idade quando, em 7 de abril de 1831, seu pai, D. Pedro I, abdicou. Apés ser decretada sua maioridade, em 23 de julho de 1840, antes, portanto, do tempo legal, cle viria a ser coroado Imperador do Brasil, em 18 de julho de 1841. Era o sétimo filho, 0 terceiro do sexo masculino, A TROLHA JuLio/2015 deD, Pedro Te de D. Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo-Lorena, Tornara-se herdeiro do Trono, pelo falecimento de scus dois irmaos mais velhos, D. Miguel, em 1820, e D. Joao Carlos, em 1822, antes de completarem ‘um ano de idade. Repita-se que foi uma fase agitada, a exigis, realmente, lata na defesa da Justica eda Verdade. Correta, pois, a mencionada exortagao vista no Ritwalem exame. Alids, ela €cabivel em qualquer fase hist6rica, dentro ¢ fora da Maconaria. 2* — No momento em que este Capitulo € escrito (maio de 2015), 0 Brasil atravessa outra agitada fase, mas diferente da que conturbou 0 apontado periodo regencial, quando 2 agitagao era pelas armas. Atualmen- te, atravessamos, entre outros males, nototia crise politico-administrativa, com preocupante espiral inflacionéria € estridulosa corrupgao. Neste sltimo referido mbito, nunca houve algo semelhante em nossa Pétria, ¢ dizem alguns estudiosos que éa maior de toda a Hist6ria Universal articulista que mandatérios da Magona- ria tenham feito algum pronunciamen- to. Entretanto, em duas gigantescas memordveis manifestagoes, no deno- jo consta a este ‘minado mundo profano, foram vistas faixas (pelo menos duas, em cidades diferentes), conduzidas por minisculo grupo, nas quais estavam desenhados FS) ann cincs “Tados os Bits, Bolas Sras “Henk Koning we. een lerviando de $6 para Todo © Br te 18 A TROLHA- Jurno/2015 nossos Esquadro ¢ Compasso, com dizeres contrarios & situagio presente. No prestigioso jomal “O Estado de S. Paitlo”, em edigao de 17 do ja referido més, pagina A8, hé artigo sobre uma aco do “MBL” (“Movimento Brasil Livre”), que, ento, marchava rumo a Capital Federal. Nesse artigo, o jorna- lista Pedro Venceslau, fazendo mengio aos participantes da marcha, escreveu: “Os andarilhos dormem em pousadas ‘ow locais cedidos por Magons e simpa- tizantes..” Este articulista, impulsionado pela comentada atual situacéo do Pais, gos- taria de alongar as expostas considera- es supletivas, realgando a exortagao nna defesa da Justica e da Verdade, mas isso ultrapassaria os objetivos desta série, que 6 restrita & Simbologia e & Ritualistica Mag6nicas. Portanto, vol- temos a0 nosso tema. Logo apés a abertura deste Capf- tulo, vimos que, no primitive Ritual de 1834, sobre a terceira Viagem, nao se encontram quaisquer explicagées acerca do modo pelo qual era feita a ‘passagem pelas chamas nem quaisquer explicagGes sobre os possiveis recipien- tes de onde elas sairiam, Em Rituais do Século XIX, do Rito Escocés Antigo ¢ Aceito, 0 Grande Oriente do Brasil, acompanhando o primitivo Ritual de 1834 (que, jd vimos, 9p? ae nao era seu, e que jd vimos, também, € 8 repetimos, em anteriores Capitulos, foi uma iniciativa particular da “Typ. Imp. e Const. de Seignot Plancer”, da Rua do Ouvidor, n° 96, Rio de Janei- ro), manteve a exortagio na defesa da Verdade e da Justica. Todavia, em Rituais do inicio do Século XX, em lugar de ambos os citados conceitos, ‘que foram retirados, passou a constar: “pela causa em que vos empenhardes, Principalmente si essa causa for a do povo.” (o “si”, em lugar do “se”, € 0 “f6r", com acento circunflexo, sto dos réprios originais). No vigente Ritual do Grande Orien- te do Brasil, esté escrito que o Experto (qual deles?) conduz 0 Candidato, ¢ © faz passar trés vezes pelas chamas, ajudado pelo Mestre de Ceriménias. Em que lugar ou em que lugares esto essas chamas? De onde elas saem? E de que modo o Candidato passa trés vezes por elas? © mencionado Rieual nao esclarece. S6 consta que, a seme Ihanga do primitivo Ritual de 1834, © Candidato havia percorrido terreno sem obstdculos. Nas explicagées sobre ssa iltima Viagem, merecem destaque, pela sua interligago com os jé apre- sentados comentarios supletérios deste articulista, as palavras do Venerével Mestre, dirigidas a0 Candidato, ao estabelecer analogia entre o Fogo, da refetida Viagem, e as causas “do povo, da Patria, da Ordem”. Notemos que a Ordem (ou seja, a nossa Instituigao) esta escrita em iiltimo lugar. Ora, diante de tudo 0 que foi ex- posto, este articulista, que recebeu a Luz Magénica quando ainda era um jovem estudante, em 11 de dezembro de 1959, no Grande Oriente do Brasil, de onde nunca saiu, é insuspeito para fazer a seguinte pergunta aos Respei- taveis Irmaos Leitores (¢ espera seri resprostas):0 silencio dos proceres da referida Potencia Ma- cbnica, acerca da j4 exposta sicuacio do Pais, est4 ou ndo em conflito com as focalizadas palavras do Venerével Mestre ao Candidato? Ainda sobre a ierceira Viagem, 0 que consta do vigente Ritual da Grande Loja Macénica do Estado de Sao Paulo (Rito Escocés Antigo e Aceito), veremos no préximo Capitulo, ¥ dra | lirm.-. Alfredo Yazbek Neto, César Augusto Kamiya, Ciodoalto Turbay (Continuagao e final do Trabalho) A Lei Iniciatica do Siléncio no Rito Adonhiramita Conta uma pequena estéria que certa vez um aluno perguntou a seu pro: fessor se 0 escuro existia. O professor respondeu de forma afirmativa, dizendo ‘que bastava fechar as janelas ou esperar pela chegada da noite para comprovar tal fato. © aluno, nao satisfeito com a resposta, retrucon dizendo que do onto de vista da ciéncia 0 escuro nio existia. O que exista, na verdade, era 4 auséncia de luz. Apenas quando ela no esta presente, hi a escuridio. E acrescentou dizendo que a Iuz apre- senta propriedades ¢ € estudada pela ciéncia enquanto que sobre 0 escuro nada existe De forma andloga a esta conver. sa travada entre 0 discipulo ¢ sew mestre, pode-se dizer que o silencio € considerado, de maneira geral, a ausén- cia de sons percebidos pelo ouvido hu- ‘mano, ou seja, nao existe o siléncio, mas sim a auséncia de sons. E na auséncia deles que é possivel pereeber 0 s Hi, porém, um outro tipo de silén- cio que nao o fisico. E osiléncio interior, a quietude interna que é produzida na mente de cada ser humano. Tal silencio € a exclusio de pensamentos discursi- vos, &a quietude da a da imaginagio. lnc Jo do cérebro ¢ Pode-se falar do silencio esotérico ¢ mistico, que se nos apresenta quando iniciamos nossa vida Mag6nica na Ca- mara de Reflex. La, na Camara, 0 Neéfito fica sozinho ¢, como no ha sons, fica no siléncio e em siléncio para que possa se perceber, despertar para si mesmo, Por seu isolamento, pelo siléncio © pelas caracteristicas da Camara de Reflex, pode-se dizer que o Iniciado, esotericamente falando, tenta encontrar ATROLHA- Jun0/2015 © “silencio interno” ou 0 encontro consigo mesmo. 0 siléncio, entendido como um estado mental que abstrai a percepcio dos sons audiveis, busca encontrar a si mesmo que pode ser considerado 0 primero passo na direcdo do encontro com Deus. Conhecimento pode provocar “rui- dos” em nossa mente. Pensar nas coisas que sabemos, nas coisas que queremos saber, calcular, temporizar, analisar, formam ruidos que devemos nos abster na procura do siléncio O silencio é fundamental quando queremos meditar. Meditar, no sentido de ir para 0 meio, é uma caminhada interna processada através do silencio e pela diminuicao dos ruidos provo- cados pelo conhecimento, porém, 0 aumento do conhecimento nao impede ‘© processo da busca do siléncio interno. aumento do conhecimento facilita cestabelever outro nivel de consciéncia para melhor administrar a razio ea busca da verdade. ‘Todo conhecimento que acumu- lamos € aumentamos ¢ que esta ar- mazenado em nosso cérebro permite aumentar 0 nivel de consciéncia para melhor utilizar a razio, ¢ nao deve ser entendido como um ruido que possa perturbar a procura do siléncio da ‘mente. Na filosofia, diversos filésofos abordavam o siléncio do ponto de vista ico. No hinduismo € no budismo, o silencio aparece como porito forte de doutrina, Em quase todos os casos 0 siléncio se refere @ quietude da mente. Enosiléncio que esta possibilidade de cada pessoa conhecer 0 seu “EU” verdadeiro, O siléncio € uma etapa do processo mental muito além do que somente a auséncia de sons ou rufdos. A primeira vista, o silencio poderia parecer um condicionamento ¢ um 20 ATROLHA- Ju10/2015 ‘castigo. Na realidade, o siléncio, a me- ditagao e 0 racioc‘nio sao a tinica via que leva a libertacio das paixoes e dos ‘maus pensamentos. ‘Além de exercitar a autodisciplina, «em seu siléncio © Magom apreende com ‘muito maior intensidade tudo o que uve e tudo o que vé Assim, a vor do Irmo que se man- tém em silencio & a sua voz interior, quando ele dialoga consigo mesmo ¢, neste didlogo, analisa, critica, suas proprias conclusdes e aprimora 0 seu cardter. Fm suma, pelo silencio, a ‘Maconaria estimula os Irmaos a desen- volver a arte de pensar, a verdadeira e nobre Arte Real. Pela clareza das palavras, retrata-se na integra a opiniao de C. Chevillion sobre a Lei Iniciética do siléncio, por Nicola Aslan: a Primeiro que tudo uma afirma- «io se impoe: ~ Toda let implica wna sujei¢do, uma obrigagao pura e simples de submeter-se ao seu teor. Mas aqui ‘hd uma distingdo a fazer. As leis civis: = politicas, econbmicas ou sociais ~ so a expressto de uma necessidade momentinea ou duradoura, consta- tada pelo legislador e, a maior parte das vezes, aplicam-se a sociedade sem uma consulta prévia aqueles que vao atingir. Ha, com efeito, uma sujeigio real, absoluta, eesta sujeicao quer dizer submissio mais @ letra dos textos do que.a0 espirito dessas leis, até 0 dia em que elas se extinguem pela forca das circunstincias, ow pela reacao do povo enfurecido. A lei Macénica do siléncio nao apre- senta as nossas meditacOes nada que se assemelhe. Em primeiro lugar, como veremos logo, la é imposta pela razio endo pela vontade de um bomem ou de uma coletividade. Depois é exposta @ cada wm dos adepios antes de sua com pleno conhecimento de causa, as incidéncias da lei. Mas ainda, ele sela @ sua aceitagao com um juramento, «se priva assim, conscientemente, de qualquer possibilidade de rompimento ou derrogagio.. Na Maconaria, ao contrario, hé a vontade e 0 prazer que cada um sente em disciplinar-se ¢ 0 juramento de persistir indefinidamente nesta disci- plina lioremente aceita. Desta forma, a sujeicao ao siléncio nao cria um estado de serviddo em face da lei, mas sim uma adesio espontinea baseada na razio. E ‘wma norma inicidtica sem a qual neniu- rma “ascese” seria possivel.. Logo, resta evidente que para 0 ADONHIRAMITA a Lei Iniciética do Silencio nao € um énus ou uma imposigao, mas fruto do exercicio das pr6prias razdes com objetivos praticos ue, abaixo, serdo explorados. Significado do siléncio na pratica e seus beneficios Explica José Martins Jurado, em sua ‘obra Magonaria Adonhiramita Apon- tamento (2004), que a disciplina do siléncio é, pois, um dos ensinamentos fandamentais da Maconaria. Entende 0 renomado autor que quem fala muito pensa pouco, rapido e superficialmente, ea Magonaria quer que seus Obreiros sejam muito mais pensadores do que faladores. A Lei do Siléncio, nas palavras de Nicola Aslan, é um perpétuo exercicio de pensamento e sinal de carter, € necessirio aos trabalhos no Templo. ‘Numa Loja Adonhiramita o Apren- diznio é autorizado, ordinariamente, a falar, explica Fabiano Rabanedat. Nas palavras de Alexandre Magno Camargo: Na Magonaria Adonhiramita ‘0s Aprendizes sao orientados a no usar a palavra durante seu primeiro ano de Aprendizado. Isso também se estende aos Companheiros. O silencio dos Iniciados & mais do quea simples oporrunidade de aprender e refletir sobre seu aprendizado. Numa Loja ADONHIRAMITA, via de regra, a palavra é franca apenas aos Mestres Magons que dela quiserem fazer uso. Isto porque, no setentrido, revela a ouca experiéncia Ma diz, portanto suas luzes nao so fortes © suficiente para iluminar toda a Loja. nica do Apren- Entenda-se por luzes como a experién- ia Magénica, Deixar de expressar suas opinides auxilia o Aprendiz em seu aprendizado permitindo sua maior concentragao no que s¢ desenvolve em Loja até que aprenda e receba Inz suficiente para ex- pressar-se com a parcim@nia requerida, l Trata 0 simbolismo de imergit 0 Aprendiz. cultura do siléncio, ver, ou- vire calarse. E um estigio de meditagdo € observacao. Gedalge, citado por Nicola Aslan, explica: E evidente que uma passivida de total jamais poderd ser imposta «a0 Iniciado: 0 que se the pede é uma “Servidao voluntiria” que 0 colocardé simplesmente em situacao de tornar-se ‘mais consciente, a0 mesmo tempo que mais calmo e refletido. E isto visando liberd-to das cadeias que the impoem as duas paixdes ¢ ndo com a intencao de domind-lo que se age assim e que tbe pedem o respeito da Disciplina, neces- ria @ criagdo da Harmonia que deve neele reinar definitivamente. Osiléncio do Aprendiz nio se limita do falar nos primeiros meses a fim de assimilar primeiro o meio em que se encontra; refere-se A capacidade de penetrar 0 siléncio interior, pois quem no ultrapassou 5 Timitagoes dos sen- tidos ainda nao é, verdadeiramente, um Iniciado, segundo a Tradigao mistica oriental Em busea das palavras do Ritual: ‘aqui viemos para vencer nossas pai xcs, submeter nossa vontade, ¢ fazer novos progressos na Magonaria, estrei- tando os lagos de fraternidade que nos uunem como verdadeiros Irmaos” ... 0 Aprendiz ADONHIRAMITA deve pe- netrar seu siléncio interior e examinar sua consciéncia, Para tanto, precisa do siléncio BOAS IDEIAS EXISTEM PARA SEREM REALIZADAS. ENO QUE DEPENDER DA MIDIOGRAF, PARA CRIAR UM MUNDO MELHOR. AMidiogra acres que bas idles podem mtr o mun. Por so alm lepromove se apls om 206, quer ajuda a ellis ‘cee wn boesidetasmidiogrf comb, conor nas sobre a cana fale sabre oa rom ses nig oma importante pratique valores pstinas nose da adn, ‘NOSSO APOIO VOCE JA TEM. BoAS IDEIAS Fscaneieo fade © ‘ejacomo exlhar oasis Sel @ Com a edigio em portugués do ritual do ultimo dos Graus de Cayalaria e dos rituais dos Graus Simbélicos das Blue Lodges americanas, 0s Macons brasileiros podem agora galgar toda a escada do Rito de York, de Aprendiz Magom a Cavaleiro Templario. Austra ae ‘Sally Rodrigues, oo undo bassist no tataro coin. Evere Henry, ulead ibe en rales espaol desi it on 1968 ‘je, sio mais de 60 Capitulos de Magons do Real Arco, mais de 30 Conselhos de Macons Cripticos e trés Comanderias Templarias em «quase todos 0s estados brasilei- ros. Se considerarmos que o ‘timo grande Rito, o Rito Brasileiro, foi introduzido no Brasil em 1914, podemos ter ]—umaideia do quanto significa a J ! >| < < 5 >! < e < 5! > P| Pi S| <