Você está na página 1de 9

CP1

Formadora Ana Milheiras


Formanda Juliana Silva

Os direitos da homossexualidade

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 1
Conteúdo
Os direitos da homossexualidade...................................................................3
Regime de bens no casamento......................................................................4
Decisão do tribunal........................................................................................6
Os direitos......................................................................................................6
Adopção.........................................................................................................6
dia 18-12-2009...............................................................................................7
Dia 20-12-2009..............................................................................................7
Dia 21-12-2009..............................................................................................7
Dia 22-12-2009..............................................................................................7
Dia 08-01-2010..............................................................................................8
Dia 08-01-2010

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 2
Os direitos da homossexualidade

Será que somos livres para escolher a nossa sexualidade?

Os homossexuais são descriminados, são postos à parte da sociedade, só


por amarem uma pessoa do mesmo sexo, mas porquê é que a sociedade
põe de parte essas pessoas? Se elas são como nós, pessoas de carne e
osso, têm o direito de uma vida normal como todos nós. Os homossexuais
não conseguem arranjar trabalho só por terem uma sexualidade diferente.
O que interessa é as pessoas cumprirem os deveres que lhes são postos
para trabalhar, é incompreensíveis os empregadores porem a causa da
sexualidade à frente, os homossexuais têm o direito de trabalho como todos
nós.

No decreto-lei 874/76, de 28 de Dezembro indica o direito a ferias e faltas


que os heterossexuais têm: salvo se houver prejuízo grave para a entidade
empregadora deve gozar férias no mesmo período o cônjuge que trabalha
na mesma empresa ou estabelecimento, bem como as pessoas que viviam
há mais de dois anos em condições análogas às dos cônjuges. O direito a
férias deve efectivar-se de modo a possibilitar a recuperação física e
psíquica dos trabalhadores e assegurar-lhes condições mínimas de
disponibilidade pessoal, de integração na vida familiar e de participação
social e cultural. Faltas por motivo de falecimento, têm direito até cinco dias
consecutivos por falecimento de cônjuges não separado de pessoas e bens
ou de parente ou afim no 1ºgrau da linha recta; até dois dias consecutivos
por falecimento de outro parente ou afim da linha recta ou 2º grau da linha
colateral.

Apesar de haver desde sempre a homossexualidade, a mim despertou-me


mais atenção quando começou a ser falado, e como os mesmos eram
descriminados pelos outros. Alguns homossexuais que tinham trabalho
foram despedidos porque os empregadores souberam que os mesmos
tinham uma sexualidade diferente. Desde que a homossexualidade
começou a ser mais divulga, os homossexuais começaram a ter dificuldades
de encontrarem trabalho.

Na minha opinião é muito triste uma pessoa ser descriminada seja pelo que
for, mas descriminar uma pessoa só por gostar de uma pessoa do mesmo
sexo, isto são pessoas frias. Se os homossexuais não faltam ao respeito a
ninguém, se não tratam mal ninguém, porque é que as pessoas os
descriminam?

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 3
A sociedade diz que os homossexuais não são pessoas normais, quem não
são pessoas normais são aqueles que roubam, violam, assassinam, os pais
que violam os filhos menores, os filhos que violam os pais e avós, etc. Isso é
que não são pessoas normais. E a essas pessoas não as descriminam, não
as castigam, não lhes fazem nada. E os homossexuais são tratados muito
mal só por gostarem do mesmo sexo. Acho que este país anda “louco”.

Na minha opinião acho que os homossexuais têm direito ao casamento,


porque é que não deveriam de ter? Só por gostarem de uma pessoa do
mesmo sexo? Acho isso mal, acho que tem esse direito. Como acho que os
padres deviam poder casar, na minha opinião quem escolhe ser padre, é
como escolher ser juiz, advogado, etc, ou seja, acho que é uma escolha de
vida como as outras, e os juízes e advogados, são casados, tem uma
família, acho que os padres também têm o direito de terem uma família. Por
isso acho que os homossexuais têm o mesmo direito com o que está
especificado na lei da economia comum nº 6/2001 de 11 de Maio: União de
facto

Art.2º Economia comum - entende-se por economia comum a situação de


pessoas que vivam em comunhão de mesa e habitação há mais de dois
anos e tenham estabelecido uma vivência em comum de entreajuda ou
partilha de recursos. O disposto na presente lei é aplicável e agregados
constituídos por duas ou mais pessoas, desde que pelo menos uma delas
seja maior de idade.

Art.4º Direitos aplicáveis - Às pessoas em situação de economia comum são


atribuídos os seguintes direitos: a) Benefício do regime jurídico de férias,
faltas e licenças e preferência na colocação dos funcionários da
administração pública equiparado ao dos cônjuges, nos termos da lei; b)
Benefício do regime jurídico das férias, feriados e faltas, aplicável por efeito
de contrato individual de trabalho, equiparado ao dos cônjuges, nos termos
da lei; c) Aplicação do regime do imposto de rendimento das pessoas
singulares nas mesmas condições dos sujeitos passivos casados e não
separados judicialmente de pessoas e bens, nos termos do disposto no
artigo 7º; d) protecção da casa de morada comum, nos termos da presente
lei; e) transmissão do arrendamento por morte.

Quando a economia comum integrar mais de duas pessoas, os direitos


consagrados nas alíneas a) e b) do número anterior apenas podem ser
exercidos, em cada ocorrência, por uma delas.

Regime de bens no casamento


A lei Portuguesa prevê vários regimes matrimoniais:

• Comunhão geral de bens


Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho
CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 4
A partir da data do casamento todos os bens, mesmo os possuídos
anteriormente, passarão a pertencer aos dois elementos do casal. Em
caso de separação, será tudo dividido pelos dois. No entanto, este tipo
de regime só poderá ser celebrado se os noivos não possuírem filhos de
casamentos anteriores.

• Separação de bens

Os noivos mantêm todo o seu património dividido, tanto aquele que


levaram para o casamento, como o que foi adquirido posteriormente. Este
tipo de regime é obrigatório quando qualquer um dos nubentes tenha idade
idêntica ou superior a 60 anos.

• Comunhão de bens adquiridos

Cada um dos noivos mantém separadamente os bens que leva para o


casamento, passando a partilhar apenas os que forem adquiridos após essa
data.

• Outros que os nubentes convencionem

A lei permite aos noivos a elaboração de um regime diferente dos três


acima descritos, combinando, na medida da sua compatibilidade,
características de qualquer cartório notarial ou auto lavrado em qualquer
conservatória.

Seja qual for o regime matrimonial que preferirem, os noivos deverão


realizar uma convenção antenupcial, numa conservatória notarial, antes do
casamento. Na ausência desta convenção será definido o regime de
comunhão de bens adquiridos.

Acho que a sociedade devia olhar para os homossexuais como olha para as
outras pessoas

Esta estará presente também em cinema, mupis de exterior e nos ATMs,


visa a consciencialização do risco de
infecção por VIH em todas as relações
sexuais, independentemente da orientação
sexual dos (as) parceiros (as) e das
relações serem estáveis ou ocasionais.
Serão, por isso, exibidos alternadamente

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 5
dois anúncios diferentes, representando relações estáveis e ocasionais
entre homens que praticam sexo com homens.

Apesar de a campanha ter como objectivo alertar todas as pessoas,


independentemente da sua orientação sexual, para a necessidade de
comportamentos e atitudes de prevenção da infecção, através da utilização
consistente do preservativo, pela primeira vez em Portugal dá-se um
especial destaque ao contexto das relações entre homens que têm sexo
com homens. Esta população é particularmente vulnerável à infecção
VIH/sida, e por isso constitui uma das prioridades de actuação desta
Coordenação Nacional na área da prevenção.

Esteja sempre prevenido e prevenção faz parte da rotina é palavras-chave


nas mensagens da campanha, que terá a duração de um mês, estendendo-
se assim até ao dia dos namorados.

Decisão do tribunal
O tribunal constitucional considerou que casamento é exclusivamente para
heterossexuais. O mesmo rejeitou o casamento entre duas pessoas do
mesmo sexo. Mais de três anos depois de uma conservatória de Lisboa ter
negado o casamento civil entre duas mulheres (Teresa pires e Helena
paixão), o caso chegou à última instância judicial. A decisão será alvo de
debate, à esquerda todos os partidos prometem dar luz verde ao casamento
entre duas pessoas do mesmo sexo. Dos cinco conselheiros do tribunal
constitucional, três votaram contra o casamento de Teresa e Helena e dois
votaram a favor.

Os direitos

Os direitos relativos á homossexualidade estiveram presentes ao longo da


história das civilizações humanas. Na Arábia Saudita, a Mauritânia ou o
Iêmen, criminalizaram a homossexualidade com pena de morte. A Holanda,

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 6
Espanha ou Canadá, já legalizaram o casamento civil entre pessoas do
mesmo sexo.

Adopção
Quando os homossexuais começaram a querer a adopção, o governo
apresentou na assembleia, se quiser excluir
o direito de os casais homossexuais
adoptarem, terá de especificar essa
exclusão.

O primeiro-ministro, José Sócrates, não


esclareceu o que vai fazer, quando o
deputado Filipe Lobo Ávila, do CDS o
questionou. A questão está no facto de o
programa do governo propor remover as
barreiras jurídicas à realização do
casamento civil entre pessoas do mesmo
sexo.

Apesar de concordar com os casamentos


homossexuais, não concordo que adoptem
crianças. Acho que devemos ter direitos
iguais, mas temos que pensar nas crianças,
o que elas iam sofrer com isso, as mazelas causadas psicologicamente, as
outras crianças a descriminar as que são adoptadas por homossexuais. Eu
ao pensar nessas crianças, no sofrimento que iam ter, não concordo com a
adopção.

Dia 18-12-2009
Presidente da republica não considera uniões homossexuais uma prioridade
nacional. Cavaco Silva está pouco preocupado com o diploma que vai
permitir o casamento entre homossexuais.” A sua atenção está noutros
problemas, como o desemprego, o endividamento, o desequilíbrio das
contas públicas, a falta de produtividade e de competitividade do país”.

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 7
Dia 20-12-2009
A plataforma cidadania casamento foi recolher assinaturas para o referendo
ao casamento homossexual. Faltavam apenas 2700 assinaturas para atingir
o mínimo legal de 75 mil assinaturas. A petição, com o total de assinaturas
angariadas, será entregue dia 4 de Janeiro ao presidente da assembleia da
república, Jaime gama.

Dia 21-12-2009
Neste dia foi o casamento de Ricardo Mealha e David. Escolheram 30
madrinhas e 30 padrinhos. O primeiro-ministro foi um dos convidados, “pois
foi ele que deu o toque para a legalização”

O presidente da comunidade islâmica de Lisboa, abdool vakil, afirmou


ontem que apesar da sua religião não admitir casamentos gay, enquanto
cidadão respeita os homossexuais.

Dia 22-12-2009
Médicos forçados a ajudarem gays. A ordem dos médicos analisa na
próxima semana um parecer sobre a homossexualidade, elaborado pelo
colégio de psiquiatria. Trata-se de um parecer técnico, segundo o qual os
médicos não podem recusar ajuda ou tratamento a quem manifestar
problema de orientação sexual. O documento será apreciado terça-feira,
durante o conselho nacional executivo da ordem dos médicos, após o qual o
bastonário Pedro Nunes divulgará aposição oficial da ordem sobre a
matéria. O parecer foi suscitado por uma petição lançada a 14 de Maio e
assinada por vários psiquiatras a pedir a “reconversão” da orientação
sexual. Existem também uma “clarificação urgente” da OM sobre a
homossexualidade. Isto tendo em conta as declarações proferidas na altura
pelo presidente do colégio da psiquiatria da OM, João Marques Teixeira,
sobre uma eventual cura da homossexualidade. Os subscritores da petição,
onde se inclui Daniel Sampaio, consideram que “o sofrimento dos
homossexuais não é resultante dos seus comportamentos, afectos ou
identidades, antes é determinado por um contexto social marcado pela
homofobia”.

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 8
Dia 08-01-2010
Neste mesmo dia Portugal tornou-se no oitavo país do mundo a legalizar o
casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas a exclusão da adopção por
casais homossexuais acabou por
“manchar” aquele que foi
considerado pelo primeiro-ministro
“um dia histórico” no combate
contra a discriminação.

A aprovação da proposta do
governo foi recebida com aplausos e
na escadaria no parlamento
ergueram-se os copos de
champanhe e até houve direito a
bolo de casamento. Joana Manuel e
Raquel freire, que há um ano
realizaram um casamento simbólico
frente à assembleia da república,
desta vez, fizeram “um brinde à liberdade”.

Sócrates apelou para que “este passo histórico não fosse diminuído com o
debate sobre a adopção” e justificou a exclusão com “escrúpulos
democráticos”. “Só temos mandato para aprovar o casamento”.

Curso EFA NS Higiene e Segurança no Trabalho


CP1- liberdade e responsabilidade democrática
Formadora Ana Milheiras
Formanda Juliana Silva Página 9