Crónica Nº 183 – UM MURRO NA MESA

«O METRO PARA A TROFA»
Vêm aí as LEGISLATIVAS, e que se saiba, não há
nada de concreto em relação a concurso e obras.

Por Henrique de Almeida Cayolla

04 de Agosto de 2015

Introdução:
O Povo do Norte, que se lembre de casos como o Metro da Lousã ( a
quem o PM prometeu uma solução) da electrificação do troço de 18
kms da Linha do Douro (entre Caíde e Marco), etc. Para isso vai
havendo dinheiro! PARA A TROFA,

NÃO HÁ, É

VONTADE POLÍTICA!
HAJA DIGNIDADE. SEJAM COERENTES.
TENHAM VERGONHA.
Que se desperte a consciência de todos os
cidadãos, da Trofa ou da Região Norte, que se
sintam afectados e altamente prejudicados pela
inexistência da conclusão da Linha do Metro
para a Trofa, a qual, como é sabido, se destina a
substituir a ligação do caminho de ferro, via
estreita, que foi há 14 anos roubada às
populações, com a justificação de libertar o
canal para as obras da instalação do Metro.
Reparem no que dizem os dicionários sobre as
palavras acima destacadas:
DIGNIDADE – 1 Consciência do próprio valor, honra. 2 Qualidade do que é grande,
nobre, elevado. 3 Modo de alguém proceder que inspira respeito, brio. 4 Respeito aos
próprios sentimentos, valores; amor-próprio. 5 Prerrogativa
COERÊNCIA – 1 Qualidade, condição ou estado de coerente 2 Ligação, nexo ou
harmonia entre dois factos ou duas ideias 3 Congruência, harmonia de uma coisa com o
fim a que se destina 4 Uniformidade no procedimento.
VERGONHA – 1 Desonra que ultraja, humilha; opróbrio. 2 O sentimento desse ultraje,
dessa desonra ou humilhação. 3 Sentimento penoso causado pela inferioridade
4 Sentimento de insegurança causado pelo medo do ridículo e do julgamento dos outros.
Ter vergonha na cara – ter consciência da própria dignidade; ter brio.
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Por ser importante, dou conhecimento da carta que se
segue:
CARTA QUE EU ENVIEI a cada um dos membros da
COPRE – CONSELHO CONSULTIVO PRÓ ECONOMIA
DA TROFA
A ligação Metro «ISMAI- PARADELA (TROFA)»
12 Mar 2014
Exmos. Snrs,
Tem este mail por objectivo, dar duas achegas ao triste caso do Metro
da Trofa.
Longe de mim estar a ensinar o que quer que seja, até porque, as
pessoas a quem ele se destina, são cidadãos/administradores de
empresas com assinalável êxito.
No entanto, em pessoas tão ocupadas com assuntos de muito relevo,
é natural que alguns pormenores não lhes tenham chegado
ao conhecimento, e eu, já reformado, com 76 anos, com algum tempo
disponível, e muito envolvido em todo o caso do Metro, lembrei-me de
fazer uma referência a dois temas básicos:

- A SUBSTITUIÇÃO DA Linha-férrea RETIRADA (PARA SE
INSTALAR O METRO), POR AUTOCARROS, É RIDÍCULA E TEM
QUE SER ABANDONADA.
Repare-se como as populações têm sido prejudicadas:
20 vantagens do Metro em relação ao autocarro :
---Muito maior facilidade de entrada e saída dos utentes
– Possibilidade de transportar bicicletas
--"
"
cadeiras de deficientes
--"
"
"
bebés
--"
"
malas com rodas
--"
"
malas grandes
--"
"
embalagens volumosas
--"
"
conjuntos musicais, que actuam por iniciativa da
empresa do METRO.
--- Facilidade de movimentação para invisuais e idosos
--- Muito maior fiabilidade
--- Maior segurança
--- Maior comodidade
--- Deslocações sem atrasos, por não ter os problemas do trânsito.

--- Mais silencioso
--- Não poluidor
--- Liberta tráfego das estradas , porque as pessoas evitarão usar os carros .
--- Melhor articulação com outros meios de transporte e parqueamento.
--- Incomparavelmente mais confortável.
--- Mais agradável à vista
--- Proporciona melhor qualidade de vida.

2º - AS SOLUÇÕES
2.1 - Há, como se sabe, o plano, que já esteve com concurso
aberto, e depois foi suspenso. Com duas vias, várias obras de
engenharia importantes, como rotundas, viadutos, etc, seria a
solução óptima. Mas com tantos problemas financeiros, será
muito difícil conseguir a execução do projecto.
2.2 - Haverá uma alternativa, já por mim apontada muitas
vezes, de fazer a ligação em via única, com cruzamentos
nas estações previstas, o que faria descer os preços de uma
maneira brutal, e isso poderia viabilizar a ligação.
2.3 - Mas há ainda uma segunda alternativa, que tornaria
ainda mais viável a ligação: Optar-se pela solução de asfaltar
todo o canal por onde o Metro circulará, e escolher
o METRO SOBRE PNEUS ( não é autocarro, é mesmo Metro),
que tem exactamente as mesmas valias do Metro
tradicional ,pelo que desde já convido a lerem o que se
segue:

O Metro da Maia

Ao contrário do que possa hoje supor-se, a
Maia foi o primeiro concelho da Área Metropolitana do Porto a ser servido por

um metro, em 1997, mas apenas por dois meses e a título experimental. A
singular iniciativa partiu da Câmara Municipal, presidida por Vieira de Carvalho,
e decorreu em Novembro e Dezembro desse ano. De linhas modernas, com
cerca de 25 metros de comprimento e versátil – era assim o veículo utilizado
nessa experiência. Andava sobre rodas, mas estava preparado
para circular sobre carris, e portanto podia ser alimentado a electricidade
ou a "diesel". Tinha capacidade para transportar 200 passageiros e fazia um
percurso de 2,8 quilómetros, com partida e chegada à Praça do Município e 10
paragens pelo caminho. O serviço era gratuito e a recepção popular foi boa.

O veículo começou a circular a 7 de Novembro, no centro da cidade, com passagem
pelas zonas escolar e desportiva. Cada viagem neste percurso demorava cerca de 20
minutos. O "eléctrico", como também ficou conhecido, não possuía nome próprio.
Tecnicamente era designado por GLT (Guided Light Train). Vieira de Carvalho admitiu
chamar-lhe Transportes Urbanos da Maia, na perspectiva já da criação de uma rede de
transportes públicos municipais. Citado pelo JN, declarou: "Dá, para já, uma resposta
prévia aos problemas da população maiata". Servida por meios rodo e ferroviários. a
Maia sentia falta de "uma linha transversal, que atravessasse o centro".
O autarca tinha planos para uma futura interligação com a rede do Metro do Porto e,
nesse sentido, seriam necessários mais cinco veiculas idênticos, que custariam mais de
10 milhões de euros. A ideia era utilizá-los numa linha dedicada ao longo da rede viária
concelhia entre o aeroporto de Francisco Sá Carneiro e Ermesinde, já em Valongo, na
fronteira oriental da Maia. Vieira de Carvalho falou pela primeira vez desta ligação seis
anos antes, quando ainda se discutia o desenho da rede do Metro do Porto e no quadro
de uma eventual linha mais a norte da Área Metropolitana do Porto.
Fonte: Livro « A HISTÓRIA DO METRO DO PORTO»

Nalgumas cidades do mundo, foi escolhida esta
solução, e cá em Portugal, há autarcas da área
Metropolitana do Porto, que já esta
hipótese preconizaram! Se não é possível ir para a
solução óptima (muitas vezes o óptimo, como se
sabe é inimigo do bom) então que se escolham, JÁ,
alternativas.

Mas a REGIÃO NORTE tem que se
impor!
A TROFA TEM QUE SER UNIDA AO ISMAI, POR "METRO",
SEJA QUAL FOR A SOLUÇÃO, MAS O GOVERNO TEM QUE
ENTENDER QUE ISTO TEM QUE SER FEITO. TODA A
REGIÃO NORTE ESTÁ A SER ALTAMENTE PREJUDICADA.

Henrique de Almeida Cayolla
--------------------------------------------------------------------------Depois de terem tomado conhecimento desta
exposição que fiz, e pegando nas palavras do
título, DIGNIDADE-COERÊNCIA-VERGONHA, para
as quais eu solicito uma segunda leitura do
significado de cada uma, vou chegar ao que
pretendia com a publicação desta crónica:
Todos os milhares de cidadãos da Região
Norte, que se têm sentido altamente
prejudicados com a não conclusão da ligação do Ismai à Trofa,
E PERANTE AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS, SE
TIVEREM DIGNIDADE, FOREM COERENTES E TIVEREM
VERGONHA, TÊM QUE ABANDONAR AS OPÇÕES PARTIDÁRIAS,
E VOTAREM CONTRA, PENALIZANDO A POLÍTICA, OS
POLÍTICOS, OS PARTIDOS E O SISTEMA, PELO MAL QUE LHES
TÊM CAUSADO.

O POVO TEM QUE PERCEBER QUE, NÃO SENDO PELA
REVOLUÇÃO, A ÚNICA FORMA QUE DISPÕE PARA
PROCURAR ZELAR PELOS SEUS INTERESSES, É

SERVIR-SE DO “ VOTO”, PARA INICIAR UMA
PROFUNDA ALTERAÇÃO DO SISTEMA.
HAJA DIGNIDADE – SEJAM COERENTES – TENHAM VERGONHA

VOTEM CONTRA em relação aos que estes
anos todos vos prejudicaram.

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