FICHAMENTO DO LIVRO: “ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS”

Capítulo 1
Para baixo na toca do coelho

No mesmo instante, Alice entrou atrás dele, sem pensar como faria para sair
dali. (...). pág. 3
(...) “Vamos, não há razão para chorar assim”, disse Alice. “Eu lhe aconselho
deixar isso pra lá neste minuto.” Normalmente ela se dava bons conselhos
(embora raramente os seguisse) e às vezes repreendia-se tão severamente
que chegava a ficar com lágrimas nos olhos, e uma vez ainda lembrava-se de
ter tentado boxear suas próprias orelhas por ter trapaceado consigo mesma em
um jogo de críquete que jogava com ela mesma, pois essa curiosa criança
gostava de fingir ser duas pessoas. (...) pág. 6

Capítulo 2
A lagoa de lágrimas

Oh! Meus pobres pezinhos, quem é que vai colocar seus sapatos e meias para
vocês, queridos? Eu tenho certeza que eu não serei capaz! (...). Alice começou
então a planejar consigo mesma como faria isso (...). Pág. 7

Capítulo 4
O coelho manda Bill O Lagarto

(...) “Eu sei que algo interessante vai certamente acontecer”, ela disse para si
mesma, “sempre que eu bebo ou como alguma coisa por aqui. Então, vou ver o

perguntou a Lagarta severamente. disse a Lagarta desdenhosamente. “Bem. “mas quando você transformar-se em uma crisálida — você irá algum dia. talvez você não ache isso ainda”.” (. a Lagarta tirou o narguilé da boca. eu receio.. finalizou Alice. mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então”. sabe — e então depois disso em uma borboleta. perguntou a Lagarta. “Eu receio que não posso colocar isso mais claramente”. respondeu Alice. Senhora”. Eu espero que me faça crescer novamente. bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem. discordou a Lagarta. “porque eu mesma não consigo entender. Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. “Você!”.). Senhora. Capítulo 5 Conselho de uma lagarta A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim. vê?” “Eu não vejo”.” “Não é”. e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso. sonolenta. para começo de conversa. retomou a Lagarta. “O que você quer dizer com isso?”. “Explique-se!” “Eu não posso explicar-me. 14. e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida. “Bem. eu estou realmente cansada de ser essa coisinha. pág. “tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim”.que esta garrafa faz. talvez seus sentimentos possam ser diferentes”. Alice afirmou. “Quem é você?”. no presente momento pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã. “Quem é você?” . Alice retrucou. Alice replicou bem polidamente. disse a Lagarta. não irá?” “Nem um pouco”.. eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha. “porque eu não sou eu mesma.

(. (..) Uma grande roseira imperava na entrada do jardim: as rosas que nela cresciam eram brancas.. a menina despediu-se.O que as trouxe novamente para o início da conversação. “Eu tenho algo importante para dizer!” Isso soava promissor. empertigando-se.. disse a Lagarta.. retrucou Alice.) pág. “Não”. “Mantenha a calma”.. engolindo sua raiva o quanto pôde. começou a gritar: “Cortem-lhe a cabeça! Cortemlhe. como Alice não conseguia pensar nenhuma boa razão.. 19 Capítulo 8 O jogo de críquete no campo da rainha (.. e a Lagarta parecia estar muito chateada. e. disse bem gravemente: “Eu acho que você deveria me dizer quem você é primeiro. Alice achou que aquilo era uma coisa estranha e aproximouse para ver melhor. com um pé. Aqui estava outra questão enigmática. “Volte”. “Isso é tudo?”. 33 (.” “Besteira!”. Alice virou-se e voltou. .. Alice sentia-se um pouco irritada com a Lagarta fazendo tão pequenas observações e. perguntou a Lagarta. minha querida: ela é apenas uma criança!” A Rainha afastou-se dele com raiva e disse para o Valete: “Vire-os!” O Valete os virou. retrucou Alice.) A Rainha ficou vermelha de raiva e depois de encará-la por um momento como uma fera selvagem. muito delicadamente.) pág. a Lagarta chamou por ela. O Rei pousou sua mão sobre o braço da esposa e disse timidamente: “Deixe pra lá..” “Por quê?”. mas havia três jardineiros que se ocupavam em pintálas de vermelho. certamente.. em tom alto e decidido. respondeu a Lagarta. e a Rainha calou-se.

disse a Rainha com uma voz estridente e alta. a Rainha.... “Você está pensando em alguma coisa. ela disse para si mesma. 47 e 48. mas já tinha lido sobre elas nos livros e estava satisfeita por perceber que sabia o nome de quase tudo em volta... “Parem com isso”..) Os doze jurados estavam escrevendo muito ocupados em suas lousas. .) pág. Alice aventurou-se a observar (..) pág. que vestia a coroa sobre a peruca (vejam o frontispício do livro. 38. “por causa da sua grande peruca. aliás. e os três jardineiros instantaneamente saltaram e começaram a fazer reverências para o Rei. gritou a Rainha. (. minha querida. as crianças reais e todo o resto do pessoal. era o Rei.” “Talvez não haja nenhuma”. Ele não parecia muito confortável e com certeza não estava muito charmoso também (. “Aquele é o juiz”. Capítulo 11 Quem roubou as tortas? (. se vocês quiserem ver como ele fazia isso).) Alice nunca estivera numa corte de justiça antes.“Levantem-se!”.) Ela quase se esqueceu da Duquesa nessa hora e levou um pequeno susto quando ouviu sua voz perto dos ouvidos. (.. e isso faz você esquecer de falar.” O juiz. Capítulo 9 A história da falsa tartaruga (. 35 e 36.) pág.... Eu não posso lhe dizer agora qual é a moral disso.. mas vou lembrar num instante.

) pág.. ele perguntou.” “Eles estão colocando seus nomes”. gritou: “Silêncio!” e leu o que estava escrito. “Faça seu depoimento”. Todas as pessoas com mais de um quilômetro e meio de altura devem abandonar o tribunal. ou eu mandarei executá-lo imediatamente.” (... (. “Eles não tem nada para escrever ali. que empalideceu e inquietou-se.. disse o Rei. “até que os jurados estejam de volta a seus lugares..) pág.) Nesse momento o Rei. 48. 52. Fez-se um silêncio mortal na corte enquanto o Coelho Branco lia estes versos. que estivera ocupado por algum tempo escrevendo alguma coisa em um caderno de anotações.) “Leia-os”.”.. “Por onde devo começar.... antes de o julgamento começar..“O que eles estão fazendo?”. ele repetiu com grande ênfase. Alice sussurrou para o Grifo.... pág. “pois estão com medo de esquecê-los antes de o julgamento terminar.. se Vossa Majestade permite?”. (. disse o Rei com muita gravidade.” Todo mundo olhou para Alice. olhando duramente para Alice ao falar. 49 Capítulo 12 O depoimento de Alice (.” (.) pág. ordenou o Rei. “Comece pelo começo”. (..)... “e não fique nervoso. “e siga até o fim: daí pare. . O Coelho Branco colocou seus óculos.) Nesse instante a Rainha colocou seus óculos e começou a encarar o Chapeleiro. “Artigo Quarenta e dois. disse o Rei. 52 (. o Grifo sussurrou em resposta.. todos”. com uma voz grave.) “A audiência não poderá prosseguir”. (.

disse o Rei..) pág. completou a Rainha (.. “Vocês nem ao menos sabem o que dizem os versos!” (. meio com raiva. .. ela deu um gritinho. A menina achou-se então deitada no barranco com a cabeça no colo da irmã. disse Alice (que acabara de voltar ao seu tamanho normal). (.. logicamente”. continuou a Rainha. cortem-lhe a.. começando depois a cair sobre Alice.. tentando rebatêlas. E eu não sei não”(.) pág. disse Alice. “portanto... “Nossa que sono pesado você teve!” “Puxa. 54 (. senão teria assinado seu nome como um homem honesto. 53. 53..) “Se não há sentido neles”.) pág. que gentilmente afastava algumas folhas secas que tinham caído da árvore sobre elas. “apenas torna a situação pior para você..) pág. meio com medo. (. você sabe....) “Se você não assinou”. Vocês não passam de um baralho de cartas!”(.. disse o Rei.. “isso livra o mundo de um incômodo. gritou Alice..“Eu não tenho mais de um quilômetro e meio”.. Pág. não precisamos procurar um.. Alice querida!!”.) Nesse instante todo o baralho voou no ar.. 55. “Quase três quilômetros”.).”. disse a irmã. Com certeza você estava fazendo alguma coisa errada. “Acorde. (. que sonho estranho que eu tive!”.. disse o Rei. “Isso prova sua culpa.” “Isso não prova coisa alguma”.) “Quem se importa com você?”. disse Alice (. Houve um aplauso geral: aquilo fora a primeira coisa inteligente que o Rei tinha falado naquele dia. “Tem sim”. 54”.

e o mesmo acontecem em algumas instituições escolares. uma direção. uma meta a atingir. pois: a estrutura lógica não se confunde com a estrutura psicológica e. Avaliação no caso dos personagens foi um processo natural que aconteceu para que ambos se comunicarem cordialmente e daí cultivar uma possível confiança. Alice no País das Maravilhas – Lewis Carroll. Nesse sentido. O personagem Alice vivia angustiada sem saber que caminho tomar. “Após a re-significação dos conteúdos – reforma educacional empreendida no cenário pedagógico mundial nas décadas de 80 e 90 – os conteúdos passaram a ser entendidos muito além dos conteúdos conceituais e factuais. pág. seu trabalho. Os caminhos só podem ser bem percorridos se sabemos aonde chegar. Com o ofício docente não é diferente. a que de fato importa para o ensino. pare”. Começando na gestão da escola quando os que deveriam auxiliar os pais. um rumo. muitas vezes se fecham em seus gabinetes deixando as pessoas sem saber que caminho tomar. A todo momento o ser humano planeja suas ações. Cap. solenemente – e Siga até chegar ao fim: então. suas decisões. . 1997). Coll. é a segunda e não a primeira” (Cf. 12. professores e demais funcionários orientando e motivando todo o processo de ensino. o trabalho com conteúdos atitudinais e procedimentais.CONSIDERAÇÕES FINAIS: O famoso livro inglês Alice no país das maravilhas procura mostrar nos seus diálogos infantis o quanto é importante definir um objetivo.  A importância do Planejamento “Comece pelo começo – disse o Rei. passando ser fundamental à escola. enfim. a forma avaliativa funciona como um elemento de integração e motivação para o processo de conhecimento do desconhecido. alunos. 53. sua vida. No encontro de Alice e a Lagarta podemos afirmar que houve uma avaliação recíproca.

Ou seja. que os sons cuidarão deles mesmos”. num intercambiável relação entre tradição e inovação. devem levar em consideração as novas exigências sociais e. A aprendizagem significativa é uma aprendizagem globalizada.Cap. os norte-americanos John Dewey (1852-1952) e Willian Kilpatrick (1871-1965). quando se falava em ensino global e sobre o qual se debruçaram famosos educadores. Quanto mais globalizado for o aprendizado. entre eles. 9 Pág 39 “A repercussão das experiências educativas formais sobre o crescimento dos alunos está condicionada pelos conhecimentos prévios dos mesmos.As aulas ministradas. para além das habilidades de “saber” e “saber fazer”. Assim.  Conteúdos significativos “Cuide do sentido. as quais a escola já vem tentando garantir. a organização dos conteúdos deve iniciar “do mais geral ao mais detalhado e do mais simples ao mais complexo” (Cf. a idéia não é tão nova. 1976).  Pedagogia de Projetos A Pedagogia de Projetos é hoje muito veiculada no cenário pedagógico. Segundo o ponto de vista psicológico. . de práticas sociais e relacionais saudáveis. ao mesmo tempo. garantir contato com a estrutura conceitual construída historicamente. porém. “o princípio de globalização” é o que traduz a idéia de que a aprendizagem não se realiza mediante simples adição ou acumulação de novos elementos à estrutura cognitiva do aluno. Ela remonta aos ideais pedagógicos do início do século. pautado no “princípio de globalização”. o professor lida com os “pontos de ancoragem” existentes nas estruturas cognitivas de seus alunos e lhes garante a generalização para outras atividades. Alice no país das Maravilhas – Lewis Carroll. com os quais inicia sua participação na comunidade escolar. Idealizada inicialmente por Kilpatrick (1974). mais estável será sua retenção e maior a sua transferência e funcionalidade. desde a mais tenra idade. maior e mais estável será seu significado para o aluno. de solidariedade e de cooperação podem e devem ser trabalhadas desde a escola. Noções de convívio. Ausubel.

de caráter manual que a criança executava fora da escola. “É uma experiência valiosa. Só uma atividade aceita e projetada pelos alunos pode fazer da vida escolar uma vida que eles sintam que vale a pena viver” (Kilpatrick 1974. Com base no exposto acima. como alterar seus hábitos alimentares a partir do cultivo de uma horta (conteúdos atitudinais). o que são hortaliças (conteúdos conceituais). provocar mudanças de valores. de quais seres é constituído o ecossistema de uma horta. enfim. Todas as atividades escolares realizam-se através de projetos. . p. atitudes e procedimentos a serem utilizados na vida em sociedade. melhor – disse o Rei – pois não teremos de nos preocupar em encontrar algum”. O Método dos Projetos de Kilpatrick parte de problemas reais. Alice no país das Maravilhas – Lewis Carroll."home project" . a criança deve aprender a construir conhecimentos sobre: como plantar. esteja você nervoso ou não”. atualmente. Originalmente ele chamou de projeto à "tarefa de casa" . unitária. pretende-se esclarecer a seguinte idéia: mais do que saber o que é uma horta. “– Se isso não tiver qualquer significado. Alice no país das Maravilhas – Lewis Carroll Tomemos como exemplo a temática “Horta”. a pedagogia de projetos teve início a partir do pressuposto da importância de se desempenhar.  Exemplo prático “Preste seu depoimento – disse o Rei – mandarei executá-lo. como cultivar hortaliças (conteúdos procedimentais) e como cuidar do ecossistema de uma horta. re-estruturada e veiculada por Hernandez. atividades com intenções definidas ou integradas a partir de propósitos pessoais. como cuidar de uma horta. cujo objetivo determina os rumos das atividades e guia os seus passos até sua completa realização.discípulo de Dewey e. como aproveitar o produto de uma horta – seus frutos –. intencional. no espaço escolar. o que plantar numa horta. 11). do dia-a-dia do aluno. intensamente automotivada e realizada em situação real.

P. Bibliografia Básica: http://www. Educational psycology: a cognitive view. Psicologia e Currículo: uma aproximação psicopedagógica à elaboração do currículo escolar. respeitando as individualidades de cada envolvido no processo.responsabilidadesocial. Educação para uma Civilização em Mudança. CARROL. Lewis. Lisboa: Publicações Dom Quixote. 12a ed. D. . São Paulo: Melhoramentos. Willian Heard. New York: Holt.com< pesquisado em 01/11/2009 http://www. 2000.webartigos. 1968.com< pesquisado em 01/11/2009 COLL. Estar atento para que haja uma única linguagem a do conhecimento. 1974. César.A escola necessita de pessoas que realmente consigam enxergar o movimento que envolve alunos e professores. KILPATRICK. O gestor como um dos grandes personagens da história da escola deve exercer uma movimentação saudável entre família e escola para que todos se sintam envolvidos no processo e "queiram" junto com o professor alcançar o objetivo maior que é o compromisso com a educação. AUSUBEL. 1997. Alice no País das Maravilhas. São Paulo: Ática.

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