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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CENTRO DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ARQUITETURA E URBANISMO
DISCIPLINA: TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO
Coordenador: Giovana Paiva

CENTRO EDUCACIONAL ALFA

Autor: Alexandre Pereira Vieira
Orientador: Ronald De Góes

Natal – RN
Junho/2001

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO

1

REFERENCIAL TEÓRICO CONCEITUAL

3

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL
Do período Jesuítico aos dias atuais
ESTUDO DE CASOS

4
4
20

Considerações iniciais

20

Colégio 7 de Setembro – Fortaleza

22

Acadêmia Fortaleza – Fortaleza

23

Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte – Mossoró

25

METODOLOGIA

31

MEMORIAL JUSTIFICATIVO

34

Justificativa para escolha do tema

35

Localização e delimitação da área de estudo

35

MEMORIAL DESCRITIVO

39

PROPOSTA

40

Programação

40

Funcionalidade e habitabilidade

40

Flexibilidade

40

Simplicidade construtiva

40

CLIENTELA

41

ESTRUTURA FUNCIONAL DO PRÉDIO ESCOLAR

43

Considerações gerais sobre os diversos agrupamentos

43

Direção/administração

43

Apoio pedagógico

44

Vivência

44

Serviços gerais

45

PROGRAMA DE NECESSIDADES

47

HISTOGRAMAS E MATRIZ

51

Histograma geral

51

Fluxograma geral

52

Diagrama de distribuiição e fluxos

53

Histograma Administração e Apoio ao estudante

54

Histograma Apoio Pedagógico

55

Histograma Apoio Técnico e Vivência

56

Matriz de inter-relações

57

IMPLANTAÇÃO

58

PARTIDO ARQUITETÔNICO

62

SISTEMA ESTRUTURAL

66

MOBILIÁRIO ESCOLAR

68

ESPECIFICAÇÕES DE MATERIAIS

71

NORMAS DO CORPO DE BOMBEIROS

73

CÁLCULO DO VOLUME DAS CAIXAS D’AGUA

73

ILUSTRAÇÕES

74

PERSPECTIVA GERAL DO PROJETO

75

PLANTA-BAIXA E IMPLANTAÇÃO

76

COBERTURA E IMPLANTAÇÃO

77

CRÉDITO DAS FOTOS E ILUSTRAÇÕES

78

BIBLIOGRAFIA

79

ANEXOS

80

APRESENTAÇÃO

O presente trabalho trata-se de um relatório para o anteprojeto de uma Escola de
ensino infantil, fundamental e médio, na cidade de Mossoró – RN desenvolvido durante o
ano de 2001 na disciplina Trabalho Final de Graduação do curso de Arquitetura e
Urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, tendo como autor, o aluno
graduando Alexandre Pereira Vieira e orientador, o professor e arquiteto, Ronald de Góes.

Jacira. em especial. educadoras tão importantes na minha vida. formação. Roberto. professor e arquiteto Ronald de Góes. por acreditarem e incentivarem a realização desse trabalho. Irmã Zelândia e Irmã Dulcina. Elierton. Antônio Helder e Rodrigo. Zuleide. A meus país pelo carinho. Lindeberg.AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus. Meu agradecimento especial vai para Zilma. incentivo e amizade. antes de tudo um amigo. “A gratidão é a memória do coração” Antistenes . E a todas as pessoas que de alguma forma contribuíram com minha formação pessoal. Geová. A ken e Loriana Stucky. Ao amigo e orientador. incentivo moral e material sem a qual este trabalho não teria sido realizado. profissionalismo. pela competência. A toda minha família que acreditam neste sonho em especial a meu tio Pedro. Aos amigos que caminharam juntos esta jornada.

.

Ele avança. num futuro breve. Isso. o Alfa caminha rumo à concretização dos seus alvos. Funcionando. Trabalhando com qualidade. Atua. inicialmente. hoje. numa constante troca. Aprimorando cada vez mais sua metodologia. Uma empresa interessada na educação e no desenvolvimento significativo do homem e conseqüentemente da sociedade. entendendo desta forma que. à rua Martins Júnior. intelectual e espiritual. com dignidade. o Centro Educacional Alfa figurará. confiando que. para o melhor. O Alfa acredita na educação do homem como um todo. Está situado. e apostando em áreas como: O ensino religioso (essencialmente bíblico). 1 . 288 no Planalto 13 de maio na referida cidade. ou seja. Sua proposta pedagógica chama a atenção pela ênfase dada à pessoa e à sociedade. provisoriamente. sem ignorar a importância dos conhecimentos científicos. oferecendo educação infantil. sem reduzir conteúdos e nem deixar de apresentar suas novidades. passo a passo. no ousado desejo de ser um dia. o Alfa trabalha. em um expediente matutino. língua estrangeira e artes. Com objetivos e metas bem estabelecidos. Capaz de recriar e criar. Como pessoa jurídica. a música. Com seus valores bem definidos e a coragem para enfrentar o amanhã. se encontra em processo de reconhecimento junto aos órgãos competentes da educação do Estado do Rio Grande do Norte. mas com projeção futurística para a construção de um campus avançado e moderno. e conta até o momento com o pré-escolar e as duas primeiras séries do ensino fundamental. Pessoas que acreditam e investem no futuro deste sonho. assim se pode tocar a sociedade. considerando os valores e observando sua filosofia.INTRODUÇÃO O Centro Educacional Alfa é uma entidade sem fins lucrativos e de direito privado. fundada em Mossoró no ano 2000. com sete funcionários remunerados e vários voluntários. físico. Considerando o homem como ser ativo no meio. Isso. através do ensino e construção de conhecimentos científicos e dos valores sociais e espirituais. como um referencial na educação mossoroense. um dos maiores e melhores centros de Educação na cidade de Mossoró. seriedade e compromisso.

Destacamos ainda a elaboração de um referencial bibliográfico indispensável a elaboração deste tema e a consulta e análise de projetos em literaturas específicas. partimos para elaboração de estudos preliminares e finalmente para elaboração de anteprojeto e sua memória descritiva relacionando as diversas características e soluções adotadas nesta proposta.Nossa contribuição como profissional neste processo. 2 . Nosso objetivo nesta primeira etapa foi a aquisição de conhecimentos teórico principalmente no que diz respeito as soluções arquitetônicas adotadas por estas diversas instituições. destacando visitas a instituições educacionais na cidade de Mossoró e Fortaleza. Nosso primeiro passo neste procedimento foi a elaboração de um referencial teórico conceitual. consiste na elaboração de um anteprojeto para as futuras instalações do Centro Educacional Alfa. Numa etapa posterior definimos o programa de necessidades matriz de relacionamento e diagramas correspondentes ao nosso tema Por último.

REFERENCIAL TEÓRICO CONCEITUAL 3 .

no interior do território. Perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever. a mais procurada na área da medicina. em Salvador. São Vicente. Os jesuítas não se limitaram ao ensino das primeiras letras. a mais famosa no campo das ciências jurídicas e teológicas. 4 . Os que pretendiam seguir as profissões liberais iam estudar na Europa. considerados secundários. em Paris. com objetivos catequéticos. de nível superior. Os jesuítas então pensaram em afastar os índios dos interesses dos colonizadores e criaram as reduções ou missões. Irmão Vicente tornou-se o primeiro professor nos moldes europeus e durante mais de 50 anos dedicou-se ao ensino e a propagação da fé religiosa.HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NO BRASIL PERÍODO JESUÍTICO (1549 . Comandados pelo Padre Manoel de Nóbrega. Os primeiros jesuítas chegaram ao território brasileiro em março de 1549 juntamente com o primeiro governador-geral. em Portugal. em 1534. e na Universidade de Montpellier. os colonos estavam interessados em usá-los como escravos. chamado abreviadamente de Ratio Studiorum. e no curso de Filosofia estudava-se Lógica. No curso de Letras estudava-se Gramática Latina. De Salvador a obra jesuítica estendeu-se para o sul e em 1570.1759) A Companhia de Jesus foi fundada por Inácio de Loiola e um pequeno grupo de discípulos. Nestas Missões. além do curso elementar eles mantinham os cursos de Letras e Filosofia. Com a descoberta os índios ficaram à mercê dos interesses alienígenas: as cidades desejavam integrá-los ao processo colonizador. os jesuítas desejavam convertêlos ao cristianismo e aos valores europeus. contando apenas 21 anos. Ilhéus. na Capela de Montmartre. já era composta por cinco escolas de instrução elementar (Porto Seguro. Tome de Souza. escrito por Inácio de Loiola. Humanidades e Retórica. Espírito Santo e São Paulo de Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro. na França. vinte e um anos após a chegada. Moral. na Universidade de Coimbra. o Ratio atque Instituto Studiorum. em função da Reforma Protestante e a expansão do luteranismo na Europa. Pernambuco e Bahia). Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Todas as escolas jesuítas eram regulamentadas por um documento. Metafísica. quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira. tendo como mestre o Irmão Vicente Rodrigues. No Brasil os jesuítas se dedicaram a pregação da fé católica e ao trabalho educativo. para formação de sacerdotes. e o curso de Teologia e Ciências Sagradas.

A educação jesuítica não convinha aos interesses comerciais emanados por Pombal. e do Seminário de Olinda. De todo esse período sobressaíram-se a criação. Continuaram a funcionar o Seminário episcospal. Pombal pensou em organizar a escola para servir aos interesses do Estado. no Rio de Janeiro. até 1759. 199 do Rio de Janeiro e 133 do Pará. primeiro-ministro de Portugal de 1750 a 1777. quando foram expulsos de todas as colônias portuguesas por decisão de Sebastião José de Carvalho. de um curso de estudos literários e teológicos. com isso. No momento da expulsão os jesuítas tinham 25 residências. no Rio de Janeiro. Com eles levaram também a organização monolítica baseada no Ratio Studiorum. capturar tribos inteiras nestas Missões. se as escolas da Companhia de Jesus tinham por objetivo servir aos interesses da fé. Pouca coisa restou de prática educativa no Brasil.os índios. e a Escola de Artilharia. em julho de 1776. o Marquês de Pombal. PERÍODO POMBALINO (1760 . a Escola de Artes e Edificações Militares. além de passarem pelo processo de catequização. governador interino e bispo de Pernambuco. Enquanto os jesuítas preocupavam-se com o proselitismo e o noviciado. além de seminários menores e escolas de primeiras letras instaladas em todas as cidades onde havia casas da Companhia de Jesus. por Dom Azeredo Coutinho. Ou seja. primeiro-ministro de Portugal de 1750 a 1777. em função de radicais diferenças de objetivos.1807) Com a expulsão saíram do Brasil 124 jesuítas da Bahia. As Missões acabaram por transformar os índios nômades em sedentários. no Pará. que não se encontravam sob a jurisdição jesuítica. em 1798. e os Seminários de São José e São Pedro. Os jesuítas foram expulsos das colônias por Sebastião José de Carvalho e Melo. vivenciou uma grande ruptura histórica num processo já implantado e consolidado como modelo educacional. que garantiam aos jesuítas uma de suas fontes de renda. também são orientados ao trabalho agrícola. Os jesuítas permaneceram como mentores da educação brasileira durante duzentos e dez anos. às vezes. o que contribuiu decisivamente para facilitar a captura deles pelos colonos. O Seminário de Olinda 5 . Pombal pensava em reerguer Portugal da decadência que se encontrava diante de outras potências européias da época. que conseguem. na Bahia. A educação brasileira. o marquês de Pombal. 36 missões e 17 colégios e seminários. 53 de Pernambuco.

E. Em 1822. na cidade do Porto. O Art. em 1824 é outorgada a primeira Constituição brasileira.. na tentativa de se suprir a falta de professores institui-se o Método Lancaster. Aritmética. para nomeação. a educação brasileira estava reduzida a praticamente nada.1889) Em 1820 o povo português mostra-se descontente com a demora do retorno da Família Real e inicia a Revolução Constitucionalista. O sistema jesuítico foi desmantelado e nada que pudesse chegar próximo deles foi organizado para dar continuidade a um trabalho de educação. João VI a Portugal em 1821. Pedro I declara a Independência do Brasil e. inspirada na Constituição francesa. Em 1823.). Escultura e Arquitetura Civil e depois para Academia de Artes no ano de 1820. em 1827 um projeto de lei propõe a criação de pedagogias em todas as cidades e vilas. seu filho D. Em 1826 um Decreto institui quatro graus de instrução: Pedagogias (escolas primárias). nossa primeira biblioteca pública. Isto apressa a volta de D. João VI funda a nossa primeira biblioteca.O resultado da decisão de Pombal foi que. torna-se então. Depois de alguns anos A biblioteca real é franqueada a população. desfazendo-se de seus próprios livros (60. no princípio do século XIX (anos 1800.1821) Em 1808 é fundado uma escola de educação. Em 1818 surge um curso de desenho com o objetivo de "beneficiar muitos ramos da indústria". PERÍODO JOANINO (1808 . Retórica. de cunho liberal. ou do "ensino mútuo". Propunha ainda a abertura de escolas para meninas.000 volumes). Artes e Ofícios muda para Real Academia de Pintura. onde um aluno treinado (decurião) ensina um grupo de dez alunos (decúria) sob a rígida vigilância de um inspetor. Liceus. onde se ensinavam as línguas portuguesa e francesa. Esta situação somente sofreu uma mudança com a chegada da família real ao Brasil em 1808. É criado também o Museu Nacional no Rio de Janeiro. PERÍODO IMPERIAL (1821 . É criada neste mesmo ano a Academia Militar. Ginásios e Academias.. Artes e Ofícios. 179 desta Lei Magna dizia que a "instrução primária e gratuita para todos os cidadãos". a 7 de setembro. Desenho e Pintura. Em 1816 é criada a Escola Real de Ciências. além de prever o exame na seleção de professores. O Imperador D. 6 . A Escola Real de Ciências.

inclui a lógica entre as matérias e retira a biologia. Esta Reforma foi bastante criticada: pelos positivistas. A Reforma de Benjamin Constant tinha como princípios orientadores a liberdade e laicidade do ensino. pelos que defendiam a predominância literária. na cidade do Rio de Janeiro. Graças a isso. obtendo resultados insatisfatórios. a educação brasileira se perdeu mais uma vez. Até a Proclamação da República. surge a primeira escola normal do país em Niterói. PERÍODO DA PRIMEIRA REPÚBLICA 1889 – 1930 A República proclamada adota o modelo político americano baseado no sistema presidencialista. em 1835. de 1901. Efetivamente O Colégio Pedro II não conseguiu se organizar até o fim do Império para atingir tal objetivo. obedecendo as normas emanadas pela Maçonaria Internacional. 7 . assim. Estes princípios seguiam a orientação do que estava estipulado na Constituição brasileira. tornando o ensino enciclopédico. pelas dimensões do país. com o objetivo de se tornar um modelo pedagógico para o curso secundário. em 1889 praticamente nada se fez de concreto pela educação brasileira. Em 1880 o Ministro Paulino de Souza lamenta o abandono da educação no Brasil. era de 75%. a parte literária em detrimento da científica. Uma das intenções desta Reforma era transformar o ensino em formador de alunos para os cursos superiores e não apenas preparador. como também a gratuidade da escola primária. Na organização escolar percebe-se influência da filosofia positivista. é criado o Colégio Pedro II. já que o que ocorreu foi o acréscimo de matérias científicas às tradicionais. já que. Se houve intenção de bons resultados não foi o que aconteceu. Em 1837.Em 1834 o Ato Adicional à Constituição dispõe que as províncias passariam a ser responsáveis pela administração do ensino primário e secundário. segundo o Anuário Estatístico do Brasil. Outra intenção era substituir a predominância literária pela científica. É importante saber que o percentual de analfabetos no ano de 1900. a sociologia e a moral. o ensino laico e a obrigatoriedade de instrução. do Instituto Nacional de Estatística. já que não respeitava os princípios pedagógicos de Comte. onde funcionava o Seminário de São Joaquim. acentuando. Em 1882 Ruy Barbosa sugere a liberdade do ensino. O Código Epitácio Pessoa. em seu relatório à Câmara.

forma realizadas diversas reformas de abrangência estadual. A Reforma de Carlos Maximiliano. a de Anísio Teixeira. Além disso. e Cívica com a intenção de tentar combater os protestos estudantis contra o governo do presidente Arthur Bernardes. em 1928. influenciadas pelos movimentos europeus. em 1930. em 1923. a de Francisco Campos e Mário Casassanta. entendendo-se como a possibilidade de oferta de ensino que não seja por escolas oficiais. Foi nesta década que ocorreu o Movimento dos 18 do Forte (1922).A Reforma Rivadávia Correa. Num período complexo da História do Brasil surge a Reforma João Luiz Alves que introduz a cadeira de Moral.1937) A década de 1920. em 1925. A Revolução de 30 foi o marco 8 . surge em função de se concluir que a Reforma de Rivadávia Correa não poderia continuar. candidato derrotado nas eleições por Julio Prestes. Os resultados desta Reforma foram desastrosos para a educação brasileira. a Revolta Tenentista (1924) e a Coluna Prestes (1924 a 1927). no Ceará. em 1928 e a de Carneiro Leão. de 1911. no Distrito Federal (atual Rio de Janeiro). prega a liberdade de ensino. em 1927. culminou com a crise econômica mundial de 1929. Além disso prega ainda a abolição do diploma em troca de um certificado de assistência e aproveitamento e transfere os exames de admissão ao ensino superior para as faculdades. em 1915. PERÍODO DA SEGUNDA REPÚBLICA (1930 . Retomando a orientação positivista. marcada pelo confronto de idéias entre correntes divergentes. A ênfase literária e clássica de nossa educação tem seus dias contados. A década de vinte foi marcada por diversos fatos relevantes no processo de mudança das características políticas brasileiras. em Pernambuco. no que se refere à educação. como a de Lourenço Filho. A característica tipicamente agrária do país e as correlações de forças políticas vão sofrer mudanças nos anos seguintes o que trará repercussões na organização escolar brasileira. e de freqüência. Esta reforma reoficializa o ensino no Brasil. na Bahia. Esta crise repercutiu diretamente sobre as forças produtoras rurais que perderam do governo os subsídios que garantiam a produção. a Semana de Arte Moderna (1922). a fundação do Partido Comunista (1922). pretendeu que o curso secundário se tornasse formador do cidadão e não como simples promotor a um nível seguinte. em Minas. a de Fernando de Azevedo. O clima desta década propiciou a tomada do poder por Getúlio Vargas.

num golpe de estado. redigido por Fernando de Azevedo e assinado por outros conceituados educadores da época.850. de 11 de abril. em 1931. O Decreto 19. dispõe sobre a organização da Universidade do Rio de Janeiro. O Decreto 19. Em função da instabilidade política deste período. Em 1934 a nova Constituição (a segunda da República) dispõe. O Governo Provisório foi marcado por uma série de instabilidades. organiza o ensino comercial. A acumulação de capital. O Decreto 21.851. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública e. de 18 de abril. cria o Conselho Nacional de Educação e os Conselhos Estaduais de Educação (que só vão começar a funcionar em 1934). do período anterior. Getúlio Vargas. A primeira a ser criada e organizada segundo as normas do Estatuto das Universidades Brasileiras de 1931. consolida as disposições sobre o ensino secundário. instala o Estado Novo e proclama uma nova Constituição. O Decreto 19. que a educação é direito de todos. A nova realidade brasileira passou a exigir uma mão-de-obra especializada e para tal era preciso investir na educação.890. Estes Decretos ficaram conhecidos como "Reforma Francisco Campos": O Decreto 19. Ainda em 1934.852. permitiu com que o Brasil pudesse investir no mercado interno e na produção industrial. dispõe sobre a organização do ensino secundário. também conhecida como "Polaca". de 14 de abril. 9 .referencial para a entrada do Brasil no mundo capitalista de produção. regulamenta a profissão de contador e dá outras providências. Sendo assim. por iniciativa do governador Armando Salles Oliveira. de 30 de julho. o governo provisório sanciona decretos organizando o ensino secundário e as universidades brasileiras ainda inexistentes.158. principalmente para exigir uma nova Constituição para o país. foi criada a Universidade de São Paulo.241. O Decreto 20. Em 1932 um grupo de educadores lança à nação o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Em 1932 eclode a Revolução Constitucionalista de São Paulo. em 1930. de 11 de abril. institui o Estatuto das Universidades Brasileiras que dispõe sobre a organização do ensino superior no Brasil e adota o regime universitário. de 11 de abril. devendo ser ministrada pela família e pelos Poderes Públicos. pela primeira vez.

984. O Decreto-lei 4. O Decreto-lei 4. para as classes mais favorecidas. cria o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial . Estas Reformas receberam o nome de Leis Orgânicas do Ensino. enfatizando o ensino profissional para as classes mais desfavorecidas. Mantém ainda a gratuidade e a obrigatoriedade do ensino primário Também dispõe como obrigatório o ensino de trabalhos manuais em todas as escolas normais. compele que as empresas oficiais com mais de cem empregados a manter. atingindo também o setor de transportes. entre "numa espécie de hibernação"(1993: 153). Marca uma distinção entre o trabalho intelectual. a ciência e o ensino sejam livres à iniciativa individual e à associação ou pessoas coletivas públicas e particulares. e são compostas pelas seguintes Decretos-lei. Em 1942. 10 . O Decreto-lei 4. são reformados alguns ramos do ensino. de 22 de janeiro. por iniciativa do Ministro Gustavo Capanema.244. de 30 de janeiro. tirando do Estado o dever da educação. uma escola de aprendizagem destinada à formação profissional de seus aprendizes. por conta própria. e o trabalho manual.073.048. de 16 de julho.436. Por outro lado propõe que a arte. Ainda assim é criada a União Nacional dos Estudantes . amplia o âmbito do SENAI. regulamenta o ensino secundário. das comunicações e da pesca. O Decreto-lei 4. regulamenta o ensino industrial.SENAI. dispõe sobre a obrigatoriedade dos estabelecimentos industriais empregarem um total de 8% correspondente ao número de operários e matriculá-los nas escolas do SENAI. faz com que as discussões sobre as questões da educação. influenciando a Constituição de 1934. durante o Estado Novo: O Decreto-lei 4. segundo Otaíza Romanelli. de 9 de abril. profundamente rica no período anterior. Neste sentido a nova Constituição enfatiza o ensino pré-vocacional e profissional.INEP.PERÍODO DO ESTADO NOVO (1937 – 1945) Refletindo tendências fascistas é outorgada uma nova Constituição em 10 de novembro de 1937. As conquistas do movimento renovador. A orientação político-educacional para o mundo capitalista fica bem explícita em seu texto sugerindo a preparação de um maior contigente de mão-de-obra para as novas atividades abertas pelo mercado. No contexto político o estabelecimento do Estado Novo. primárias e secundárias.UNE e o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos . de 21 de novembro. foram enfraquecidas nesta nova Constituição de 1937. O Decreto-lei 4. de 7 de novembro.481.

PERÍODO DA NOVA REPÚBLICA (1946 . portanto o Período do Estado Novo). entre clássico e científico. a nova Constituição determina a obrigatoriedade de se cumprir o ensino primário e dá competência à União para legislar sobre diretrizes e bases da educação nacional. São criadas. Algumas Em 1953. É também. e passou a preocupar-se mais com a formação geral. de 28 de dezembro de 1943. com a criação do Ministério da Saúde.530. reunindo cerca de 90% dos alunos do colegial (Piletti. a predominância recaiu sobre o científico.141.529. O ensino colegial perdeu o seu caráter propedêutico. após. Apesar desta divisão do ensino secundário. são baixados os seguintes Decretoslei: Decreto-lei 8. Em 1944 começa a ser publicada a Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. de 20 de agosto. 1996: 90). através do Ministro Clemente Mariani. encaminha ao Congresso Nacional o projeto de Lei de Diretrizes e Bases para a educação nacional. criado o Comitê Brasileiro da Organização Mundial de Educação Pré-Escolar . órgão de divulgação do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos . Em 1957. em 1954.613.1963) Em 1946. de 10 de janeiro. Em 1955.SENAC. regulamenta o ensino agrícola. o Ministério da Educação e Saúde Pública passa a se chamar Ministério da Educação e Cultura.621 e 8. Decretos-lei 8. de 2 de janeiro. de preparatório para o ensino superior. regulamentando o ensino comercial (observação: o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial . Volta a figurar na Constituição que "a educação é direito de todos". o Deputado Carlos Lacerda apresenta seu primeiro substitutivo ao projeto de Lei para Diretrizes e Bases da educação nacional.622. neste período.O ensino ficou composto. por cinco anos de curso primário. regulamenta o ensino primário.INEP. quatro de curso ginasial e três de colegial. Decreto-lei 8. neste mesmo ano. Tendo como Ministro da Educação Raul Leitão da Cunha. podendo ser na modalidade clássico ou científico. as Inspetorias Seccionais do Ministério da Educação.SENAC só é criado em 1946. de 2 de janeiro. Ainda no espírito da Reforma Capanema é baixado o Decreto-lei 6. regulamenta o ensino normal. criam o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial . Decreto-lei 9. Em 1948 o governo. o ministro Clóvis Salgado 11 .OMEP.

Depois de treze anos de discussões é promulgada a Lei 4.440 institui o salário-educação. A ditadura militar coloca na ilegalidade a União Nacional dos Estudantes UNE e cria os Diretórios Acadêmicos .1985) O período do Regime militar inicia-se em 1964 com o golpe de 64. e o Diretório Central dos Estudantes . É criado o Conselho Federal de Educação em 1962. MEC/United States Agency Acordo Ministério da Educação e Cultura - International for Development - USAID para Aperfeiçoamento do Ensino Primário. Assim é eliminada a representação a nível nacional bem como qualquer tentativa de ação política. trabalhador para trabalhar". Ainda no governo do Presidente João Goulart. pelo Ministério da Educação e Cultura.DCE. restrito a cada curso. que regulamenta as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Em 1961.SAM é extinto e criado em seu lugar a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor . após o golpe militar. alterando substancialmente a pujança do projeto original. Cento e oitenta educadores lançam um manifesto à nação.PNA. A Lei 4. inspirado no Método Paulo Freire. O lema da ditadura é "estudante é para estudar. 12 . Este substitui o Conselho Nacional de Educação. Visava a contratação de 6 assessores americanos por dois anos. PERÍODO DO REGIME MILITAR (1964 .DAs. solicitando ao governo que o projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional fosse rejeitado. provenientes de recursos das empresas.altera o projeto original da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e envia para o Congresso Nacional o Substitutivo no 2. com o objetivo de atender aos ditos menores carentes. O presidente João Goulart ainda vetou 25 artigos que posteriormente receberam aprovação pelo Congresso. vinculada diretamente à Presidência da República. O Serviço de Assistência ao Menor . é criado o Plano Nacional de Alfabetização . Neste mesmo ano. no âmbito da universidade. de cada mil (1000) alunos que entraram na 1ª série no ano de 1963. cumprindo o artigo 9º da Lei de Diretrizes e Bases. segundo a Secretaria de Educação e Cultura.FUNABEM. é criado o Plano Nacional de Educação e o Programa Nacional de Alfabetização. do Ministério de Educação e Cultura. e extinto quatro meses depois.024. São criados também os Conselhos Estaduais de Educação. A Emenda Carlos Lacerda (seu terceiro substitutivo) prevalece sobre o texto das Diretrizes e Bases da Educação Nacional.222. quatrocentos e quarenta e nove (449) passam para a 2ª série do 1º grau.

de cada mil (1000) alunos que entram na 1ª série no ano de 1963. O Programa de Pós-Graduação em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro é o primeiro curso de pós-graduação em educação do Brasil. Acordo Ministério de Educação e Cultura MEC/Conselho de Cooperação Técnica da Aliança para o Progresso . Acordo Ministério de Educação e Cultura MEC/United States Agency International for Development . MEC/INEP/CONTAP/USAID sob a forma de termo aditivo aos acordos anteriores para aperfeiçoamento do ensino primário. Previa assessoria técnica americana para o planejamento do ensino e treinamento de técnicos brasileiros nos Estados Unidos.º 53 objetivando a reforma universitária. É promulgado o decreto-lei n. de cada mil (1000) alunos que entraram na 1ª série no ano de 1963. É organizado o Projeto Rondon a partir do I Seminário de Educação e Segurança Nacional.CONTAP/United States Agency International for Development .Em 1965. segundo a Secretaria de Educação e Cultura. trezentos e treze (313) passam para a 3a série do 1º grau. Em 1966.USAID para dar continuidade e suplementar com recursos e pessoal o primeiro acordo para o ensino primário. MEC/CONTAP/USAID de Assessoria para a expansão e aperfeiçoamento do quadro de professores de ensino médio no Brasil. a fim de se evitar desperdícios de recursos. então. 13 . Determina ainda que sejam feitas na universidade mudanças de organização. O decreto-lei 55. Os estudantes. No ano de 1965 ainda. do Ministério de Educação e Cultura. MEC/SUDENE/CONTAP/USAID para criação de um Centro de Treinamento Educacional em Pernambuco. do Ministério de Educação e Cultura. o educador Paulo Freire escreve o livro "Educação como Prática da Liberdade". realizam um protesto geral contra os acordos MEC/USAID. Neste ano ainda são firmado uma série de acordos: Ministério da Agricultura/Conselho de Cooperação Técnica da Aliança para o Progresso CONTAP/United States Agency International for Development . caracterizando-a como instituição de ensino e pesquisa.USAID para treinamento de técnicos rurais. duzentos e quarenta e cinco (245) passam para a 4ª série do 1º grau. MEC/USAID de assessoria para modernização administrativa universitária. promovido conjuntamente pela Universidade do Estado da Guanabara e a Escola de Comando e Estado Maior do Exército.551 estende o salário-educação a todos os empregados públicos e privados.USAID para melhoria do ensino médio. segundo a Secretaria de Educação e Cultura.

O deputado Márcio Moreira Alves publica o livro "O Beabá do MEC/USAID".SNEL/CONTAP/USAID de cooperação para publicações técnicas. 14 .MOBRAL. É promulgado o decreto-lei 252. A lei 5. A Lei 5. cujo projeto foi transformado na Lei 5540 e depois novamente regulamentado através do Decreto-lei 464.OMEPBrasil. É constituída uma comissão. cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação . cento e trinta e três (133) passam para a 6ª série do 1º grau. sendo substituído por assessoria do Planejamento do Ensino Superior. do Ministério de Educação e Cultura.GTRU.370 cria o Movimento Brasileiro de Alfabetização .540. Este é um ano de violência ao movimento estudantil entre as ações realizadas pelos militares estão a invasão de entidades estudantis. MEC/CONTAP/USAID de cooperação para a continuidade do primeiro acordo relativo à orientação vocacional e treinamento de técnicos rurais. objetivando a reforma universitária e criando a estrutura de departamentos. Sai a primeira expedição do Projeto Rondon à Região Norte do país. de 28 de novembro. cento e sessenta e cinco (165) passam para a 5ª série do 1º grau. Novamente uma série de acordos é firmado pelo MEC MEC/Sindicato Nacional dos Editores de Livros .USAID. que fixa normas de organização e funcionamento do ensino superior e sua articulação com a escola média. É também constituído o Grupo de Trabalho da Reforma Universitária .537.Seguem as estatísticas. notadamente nas universidades. prisão e assassinato de líderes destes movimentos. pelo Comitê Nacional Brasileiro da Organização Mundial de Educação Pré-Escolar . de cada mil (1000) alunos que entram na 1ª série no ano de 1963. segundo a Secretaria de Educação e Cultura. É sancionada a Lei 5. de 21 de novembro. em 1967.05%. do Ministério de Educação e Cultura. com objetivo de erradicar o analfabetismo do Brasil em dez anos. segundo a Secretaria de Educação e Cultura. MEC/USAID de reformulação do primeiro acordo de assessoria à modernização das universidades. conhecida como "Comissão Meira Mattos".FNDE. Acordo MEC/USAID para dar continuidade e complementar o primeiro acordo para desenvolvimento do ensino médio.CAPEs. de cada mil (1000) alunos que entram na 1ª série no ano de 1963. tornando público o andamento dos acordos entre o Ministério da Educação e Cultura e a United States Agency International for Development . O índice de analfabetismo no Brasil em 1967 é de 32. Foram fundados os primeiros Centros de Atendimento ao Pré-Escolar . Em 1968 . para analisar a crise estudantil e sugerir mudanças no sistema de ensino. científicas e educacionais.

oitenta e cinco (85) passam para a 2ª série do 2º grau. suprimindo o exame de admissão e criando a escola única profissionalizante. o Instituto de Ação Cultural – IDAC. indica os objetivos das áreas de estudo e os do processo educativo. perseguido pela ditadura militar. Começa a funcionar neste ano de fato no Brasil o Movimento Brasileiro de Alfabetização . A Resolução n. O decretolei 574 proíbe as instituições educacionais de promoverem redução de suas vagas iniciais. O Parecer n. Entre outras determinações amplia a obrigatoriedade escolar de quatro para oito anos. fixando as condições para o ingresso na Universidade.º 45 do Conselho 15 . do Ministério de Educação e Cultura. proibindo qualquer manifestação de caráter político. O Parecer 853 do Conselho Federal de Educação define a doutrina de currículo. do Ministério de Educação e Cultura. de cada mil (1000) alunos que entram na 1ª série do 1º grau no ano de 1963. indica os conteúdos de núcleo comum. criado para acabar com o analfabetismo. segundo a Secretaria de Educação e Cultura. de cada mil (1000) alunos que entram na 1ª série do 1º grau no ano de 1963. No ano de 1970. Seu projeto mostra uma forte influência das idéias de Paulo Freire. definindo seus objetivos e a amplitude. com o objetivo de banir o protesto estudantil. apresenta o conceito de matéria. aplicado aos professores. segundo a Secretaria de Educação e Cultura. É promulgada a lei 5692 que regulamenta o ensino de primeiro e segundo graus. alunos e funcionários das escolas. orienta suas formas de tratamento e integração. O educador brasileiro Paulo Freire funda em Genebra. cem (100) passam para a 1ª série do 2º grau. O educador Paulo Freire publica "Pedagogia do Oprimido". aglutina o antigo primário com o ginasial.908 dispõe sobre o concurso vestibular. O Decreto 68. onde se encontrava exilado.908 resolve a crise dos chamados "excedentes" com a criação do vestibular classificatório. do Ministério de Educação e Cultura. do Ministério de Educação e Cultura. cento e um (101) passam para a 8ª série do 1º grau. remetendo-os ao objetivo geral do ensino de 1º e 2º graus e aos fins da educação brasileira. de cada mil (1000) alunos que entraram na 1ª série no ano de 1963.No ano de 1969.º 8 do Conselho Federal de Educação fixa o núcleo comum para os currículos do ensino de 1º e 2º graus. Segundo a Secretaria de Educação e Cultura. O Decreto 68. cento e quinze (115) passam para a 7ª série do 1º grau. segundo a Secretaria de Educação e Cultura. juntamente com outros exilados brasileiros. 1972. 1971. de cada 1000 alunos que entram na 1ª série no ano de 1963. Entra em vigor o decreto-lei 477.MOBRAL.

primeiramente chamada de CODEPRE e hoje COEPRE vinculada ao Ministério de Educação e Cultura. de cada mil (1000) alunos que entram na 1ª série do 1º grau no ano de 1963. É 16 . setenta (70) entram numa faculdade. do Ministério de Educação e Cultura. Em 1977 a polícia bloqueia o "campus" da Universidade de São Paulo para que não se realize uma reunião de estudantes. A Legião Brasileira de Assistência . descaracterizando-os como disciplinas e enfatizando-os como elementos educativos. a Resolução no 58 do Conselho Federal de Educação determina a inclusão obrigatória da Língua Estrangeira Moderna no currículo de 2º grau. Segundo a Secretaria de Educação e Cultura. na forma estabelecida pelo Parecer 853/71. dando ênfase entre a educação geral e a formação especial. de cada mil (1000) alunos que entram na 1ª série do 1º grau no ano de 1963. tendo sido presos vários estudantes e sendo duas estudantes gravemente feridas à bomba. setenta e cinco (75) passam para a 3ª série do 2º grau.º 1600 do Conselho Federal de Educação recomenda a habilitação a nível de 2º grau para o magistério pré-escolar.Federal de Educação fixa o currículo mínimo a ser exigido em cada habilitação profissional ou conjunto de habilitações afins.LBA. na forma estabelecida pelo Parecer 853/71. O Parecer n. A reunião é transferida secretamente para o "campus" da Pontifícia Universidade Católica que é invadida pela polícia.º 4833 do Conselho Federal de Educação reforça e esclarece os conceitos e a organização curricular. Em 1975. além de recomendar que sejam buscadas novas fontes de recursos financeiros para subvencionar a educação pré-escolar. O Parecer n. no ensino de 2º grau. Em 1976. Segundo a Secretaria de Educação e Cultura. O Parecer n. O Parecer n.FUNABEM são vinculadas ao Ministério de Assistência e Previdência Social. comandada pelo coronel Erasmo Dias. com o objetivo de dar apoio financeiro e técnico às creches em todo o Brasil. 1974. O Parecer 871 do Conselho Federal de Educação reforça e esclarece os conceitos e a organização curricular.º 76 do Conselho Federal de Educação propõe habilitações básicas referente a determinadas áreas profissionais. É criado o Projeto Casulo da Legião Brasileira de Assistência .º 2018 do Conselho Federal de Educação propõe a elaboração de legislação contendo normas e procedimentos que regulamentem a implantação de programas dirigidos às populações em idade pré-escolar. do Ministério de Educação e Cultura. O Parecer 339 recomenda a formação especial para o 1º grau. é criada a Coordenação de Educação Pré-Escolar.LBA e a Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor . O Parecer n.º 540 do Conselho Federal de Educação explica o tratamento dos componentes determinados pelo Artigo 7º da Lei 5692/71.

451 não freqüentam a escola (cerca de um terço). por iniciativa do educador e antropólogo Darcy Ribeiro. tornando-se a primeira mulher a assumir um cargo de Ministro. a Resolução n.º 342 do Conselho Federal de Educação ressurge a Filosofia como disciplina optativa.º 7 do Conselho Federal de Educação permite o desdobramento dos Estudos Sociais em História e Geografia nas últimas séries do 1º grau e altera a nomenclatura dos conteúdos Integração Social e Iniciação às Ciências para. referentes à profissionalização do ensino de 2º grau. No ano de 1985. com objetivo de atender até mil crianças em dois turnos de atividades.5%. no Estado do Rio de Janeiro. no Brasil. da qual 7. São criados os Centros Integrados de Educação Pública . O Parecer no 618 do Conselho Federal de Educação explica as alterações introduzidas pela Lei 7044/82.511 para 4. voltando a ênfase à formação geral.º 505 do Ministério da Educação aprova diretrizes básicas para o ensino de Moral e Cívica nos cursos de 1º e 2º graus e de Estudos de Problemas Brasileiros nos cursos superiores. Em 1982.COEPRE lança o Programa Nacional de Educação Pré-Escolar. segundo Censo de 1980 a população brasileira em idade escolar é de 22.540. visando alfabetizar pessoas através do Método da Fonação Condicionada e Repetida.MOBRAL é extinto e criado o Projeto Educar. É sancionada a lei n. -Neste ano o índice de analfabetismo no Brasil é de 25. implicando em algumas mudanças na proposta curricular. a educadora Esther de Figueiredo Ferraz assume o Ministério da Educação e Cultura. o Movimento Brasileiro de Alfabetização .CIEPs. 17 . dando nova redação ao Artigo 5º da Resolução n. Na área rural a população brasileira em idade escolar é de 9. Estudos Sociais e Ciências. A Lei n. No ano de1980.229. a Coordenação de Educação Pré-Escolar .806 que freqüentam (quase a metade).968. respectivamente.º 7.lançado o Programa Alfa Um. Em 1978. As antigas nomenclaturas passam a indicar não mais conteúdos. 1981.º 8/71.816.044 dispensando as escolas da obrigatoriedade da profissionalização. No ano de 1978 a Portaria n. No Parecer n.515.º 7044/82 altera dispositivos da Lei 5692/71. mas forma de tratamento das matérias.

Em 1988.1% do total dos gastos da União foram destinados à Educação. O Tribunal Superior Eleitoral .CEFAMs. as taxas de evasão foram de 15. ainda como Ministro da Educação.9% na 5a série. realiza-se a Conferência Brasileira de Educação em Goiânia. Apenas 2. inspirados no modelo dos Centros Integrados de Educação Pública .º 785 do Conselho Federal de Educação reformula o núcleo comum para o ensino de 1º e 2º graus. No ano de1990 é criado o Programa Nacional de Alfabetização e Cidadania com o objetivo de reduzir em até 70% o número de analfabetos até 1995. apenas 13. divulga uma pesquisa em que 68% dos eleitores são analfabetos.5% repetiram a 5a série.8% dos alunos repetiram a 1ª série do 1º grau e 22.4% do total dos gastos da União foram destinados à Educação.1998) Em 1986 o ano da abertura política. Apenas 4. Em 1987.COEPRE e o Programa Pré-Escolar passa a ser coordenado pela Secretaria de Ensino Básico do Ministério da Educação e Cultura.TSE. dando novas diretrizes.6% do total dos gastos da União foram destinados à Educação. que propõe fixar as diretrizes e bases para a educação nacional.CIACs. Apenas 10. O político e ex-deputado federal Carlos Chiarelli. declara que no Brasil "os professores fingem que ensinam.2% do total dos gastos da União foram destinados à Educação. Depois de sete meses de greve os professores da rede pública estadual do Rio de Janeiro voltam ao trabalho sem que nenhuma das exigências sejam atendidas. É extinta a Coordenação de Educação Pré-Escolar . Segundo dados do INEP 22. É lançado o projeto de construção de Centros Integrados de Apoio à Criança . São Paulo e Minas Gerais concentram 55% do total de estudantes universitários. a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo implanta em todo o Estado diversos Centros Específicos de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério . semi-analfabetos ou não completaram o 1º grau. revogando a Resolução n.21% dos alunos completam o 1º grau. 1991.6% do total dos gastos da União foram destinados à Educação. O eixo Rio de Janeiro.PERÍODO DA ABERTURA POLÍTICA (1986 . Estado de Goiás. A Resolução nº 6 do Conselho Federal de Educação reformula o núcleo comum para os currículos do ensino de 1º e 2º graus. O índice de analfabetismo no Brasil é de 18%. em todo o Brasil. os alunos fingem que aprendem e o governo 18 . Apenas 4. O Deputado Jorge Hage envia a Câmara um substitutivo ao Projeto que propõe fixar as diretrizes e bases para a educação nacional. do Rio de Janeiro. Apenas 32. É encaminhado à Câmara Federal pelo Deputado Octávio Elisio um Projeto de Lei.2% na 1ª série e 18.º 8/71 do próprio CFE. O Parecer n.CIEPs. 1989.

A avaliação do aluno é feita durante a realização do 2º grau. via satélite. o Presidente sanciona a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que ficou oito anos em discussão no Congresso. Segundo o Relatório do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica cerca de 59% dos professores não prestaram concurso público.finge que controla". As mulheres com idade média de 33. Alguns educadores criticam esse tipo de projeto (CIEPs e CAICs) dizendo que seria mais eficaz gastar-se recursos no modelo de rede escolar já existente.8%. O Senador Darcy Ribeiro apresenta na Câmara um novo Projeto que propõe fixar as Diretrizes e Bases para a Educação Nacional. Em 1996. Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil ainda é muito freqüente a figura do professor leigo. vinculado ao Ministério da Educação e Cultura. .5%. foram indicados por políticos ou técnicos. 1993. Engenharia e Direito. no ensino de 2º grau e superior.OSPB e Estudos de Problemas Brasileiros .BIRD. 19 . um canal exclusivo.CIACs passam a se chamar Centros de Atenção Integral à Criança e aos Adolescentes . É criado o Projeto de Educação Básica para o Nordeste com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento . para promover a atualização dos professores. para ingresso na universidade. Em 92. As disciplinas de Organização Social e Política do Brasil .CAICs. Em 1995.EPB deixam de ser obrigatórias. O Governo Federal envia ao Congresso uma emenda constitucional que propõe a criação do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Professor. patrocinado pelo MEC. Entra no ar. O Senador Darcy Ribeiro retira seu Projeto que propõe fixar as Diretrizes e Bases para a Educação Nacional. Os Centros Integrados de Apoio à Criança . neste ano. Esta mudança torna o Conselho menos burocrático e mais político. Inicia com os cursos de Medicina. a Universidade de Brasília cria o Programa de Avaliação Seriada (PAS). A população analfabeta com dez anos ou mais é de 16. algumas vezes sem o 1º grau completo. a TV Escola. A Medida Provisória de 18 de outubro de 1994 extingue o Conselho Federal de Educação e cria o Conselho Nacional de Educação.6 anos constituem 83. O objetivo é avaliar a eficácia das faculdades.A população analfabeta com dez anos ou mais é de 13.3% do contigente de professores do 1º grau. atendendo-se um maior número de crianças. O Ministro Paulo Renato de Souza cria um sistema de avaliação de alunos formados nos cursos superiores. que acaba com o exame vestibular. que poderão gravar os programas e apresentá-los aos seus alunos.

questionar. ter oportunidade de se colocar espontaneamente sem precisar confrontar com o erro e acerto. ou seja. Esta é a essência desta filosofia. não conta com escolas de grande porte. onde ela possa observar. sendo que o professor deve manter uma postura de mediador das diversas situações que se apresentam.” “Se a criança convive em um ambiente estimulador . que funcione adequadamente para sua função.CONSIDERAÇÕES INICIAIS A cidade de Mossoró. resolver à todo momento novos desafios. pesquisar.” "Construir seu próprio conhecimento. Portanto praticar o Construtivismo significa proporcionar à criança um ambiente totalmente favorável aos objetivos que se propõe. mesmo assim. manusear. estas escolas. somente uma política educacional séria poderia de fato mudar este quadro.ESTUDO DE CASOS . escolas mais modernas. 20 Muitas escolas adotam o . estão tomando espaço das ditas escolas tradicionais no país em sua maioria administrada por instituições católicas. Estas divagações introdutória nos auxilia em relação a nossa proposta. uma escola. temos exemplos de escolas bem projetadas que se encontram a margem do “descaso” da educação. Nossa intenção neste trabalho é. antes de tudo. brincar. melhorias físicas nunca mudaram a educação no país.” Enfatizamos aqui o método educacional para mostrar que o ambiente construído também auxilia o desenvolvimento da criança na escola. Acreditamos que esse fenômeno se dá principalmente pela falta de acompanhamento à dinâmica educacional. A proposta educacional desta escola baseia-se no método Construtivista “Construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. a exemplo do Colégio Diocesano Santa Luzia (instituição de ensino centenária em Mossoró) atravessam dificuldades no período atual com um número reduzido de alunos em seus quadros. onde o método educacional ainda não se adaptou as novas formas de educar. no que diz respeito principalmente a forma de ensino. segurança e condições de aprendizado compatíveis com o método de ensino adotado. as que podem se enquadrar neste perfil são escolas religiosas antigas que não enfrentaram mudanças ao longo do tempo. projetar e vir a construir. proporcione conforto.

método construtivista sem o praticarem de fato. ou seja. ou talvez inabilidade dos diversos personagem que compõem que mas exercendo uma educação tradicional. adotam como título ou propaganda. 21 . aquela em que o aluno é compelido a “decorar” o conteúdo da aprendizagem.

o local destinado as práticas de educação artística. apesar desta grande estrutura física. o Colégio 7 de Setembro. fizemos uma pesquisa na estrutura física de uma escola em Fortaleza. pouco iluminado. a iluminação e ventilação são artificiais. Apesar da escola possuir uma estrutura física completa. a escola verificada não possui praticamente áreas livres. totalmente fechado criando uma sensação subsolo. foram verificadas diversas falhas em relação a adequação dos ambientes construídos a sua clientela. a crise energética que o país atravessa atualmente. aproveitando uma espécie de mezanino que quase toca o a cobertura da escola com um pé-direito muito baixo onde uma criança quase podia alcançar o teto com os braços estendidos. também era um destes pontos negativos. FOTO 01 – VISTA EXTERNA DO COLÉGIO 7 DE FOTO 02 – VISTA EXTERNA DO COLÉGIO 7 DE SETEMBRO SETEMBRO 22 . inclusive com os vidros das janelas pintados de preto que criavam uma espécie de confinamento aos alunos. para nosso estudo. se encontrava no último andar. O pátio de entrada da escola.ESTUDO DE CASOS COLÉGIO 7 DE SETEMBRO – FORTALEZA Inicialmente. uma escola com uma estrutura física de grande porte. Verificamos por exemplo. ou seja. que. o prédio escolar utiliza o lote em praticamente sua totalidade (ver foto 01 e 02) se desenvolvendo inclusive por cinco pavimentos. É importante ressaltar sobre este aspecto. criando um espaço muito confinado dificultando a aprendizagem de atividades tão importantes como é o ensino das artes. além deste aspecto. As salas de aula possuíam espaço exíguo ao número de alunos (em torno de 50 m2 para abrigar um número de 50 crianças). o colégio abriga uma clientela de 6500 alunos em dois turnos e atende a todas as faixas etárias. que pretendemos enfatizar na nossa escola como proposta pedagógica.

aproveitando a iluminação natural. porém acreditamos. nas fotos em seguida. Podemos perceber ainda que o tratamento estético dada as várias edificações é de boa qualidade. possuindo banheiro e chuveiro individuais. Cada sala do jardim de infância possui um pátio interno com areia onde as crianças podem brincar. a cidade de Fortaleza possui características climáticas semelhantes as de Mossoró. controle de saída e entrada de ar dos diversos ambientes. Não dispomos de material suficiente para uma análise precisa do projeto arquitetônico. 23 . os pontos negativos da escola se resumem ao confinamento do aluno nos espaços físicos exíguos. Apesar do grande espaço físico. Uma solução bastante criticada já que. segundo relato de usuários. o pátio central do pré escolar é bastante pequeno em relação ao número de crianças que este comporta. Além desse papel ela também atua em outras áreas tais como sede administrativa da Missão Batista Regular na região. bem como o uso de materiais de acabamento. sua clientela é pequena. bastante área livre.FORTALEZA A Academia Fortaleza é uma escola localizada na cidade de Fortaleza e tem como objetivo suprir a educação de filhos de missionários estrangeiros da região. por este motivo é o local também de reunião e realização de eventos em geral. Porém.Em geral. que a escola possui problemas de ventilação natural. como pode ser visto. ACADEMIA FORTALEZA . entre outras atividades. Outro ponto em questão diz respeito a insolação provocada pela solução dada a quadra poliesportiva. portanto nos limitamos apenas a descrição de alguns ambientes por nós visitados. o ponto positivo por nós verificado. Como já foi dito o prédio da escola utiliza quase a totalidade do lote. As aberturas não são abundantes o que causa uma má circulação de ar dentro dos ambientes. porém não se deu importância a questões de adequação climáticas tais como o uso de cobogós. O pátio coberto segundo usuários é o local mais agradável da escola. Podemos notar isso facilmente na foto 04. devido a má orientação. a escola conta com um número de menos de 200 alunos. este espaço se torna mais adequado pois se encontra no limite do terreno da escola. foram as salas do jardim de infância. fenestrações abundantes e beirais largos na cobertura. escola de língua portuguesa para missionários recém chegados e alojamento para os mesmos. Apesar disto. já que o seu público alvo é limitado. como pode-se perceber através da foto 08. incluindo filhos de missionários e algumas crianças carentes. A escola possui.

SETOR DE SALAS DE AULAS FOTO 06 – MORADIA DO ADMINISTRADOR DA ESCOLA FOTO 07 – ALOJAMENTO PARA MISSIONÁRIOS FOTO 08 – QUADRA POLIESPORTIVA 24 .Gostaríamos de ressaltar por último a utilização de uma praça centralizadora das edificações solução que será adotada em nosso projeto. os ambientes não foram pensados à favorecer o conforto ambiental tirando partido de soluções arquitetônicas adequadas ao clima nordestino. FOTO 03 – PÁTIO COBERTO. Concluindo essa pequena análise o que constatamos neste projeto é que apesar de uma preocupação estética patente. SEGUNDO SEUS USUÁRIOS FOTO 05 – PRAÇA CENTRAL EM PRIMEIRO PLANO FOTO 04 . LOCAL AGRADÁVEL.

000m² . Imperatriz(MA). 02 laboratórios. Como já citado. encontra-se no fato da CEFET – Mossoró. partido arquitetônico e estrutural e adequação climática em conformidade com nossa proposta adiante mostrada. Autor: Arquiteto Ronald de Góes Área: 7. Setor administrativo.ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE (CEFET) CAMPUS DE MOSSORÓ Projeto: Escola de 2º grau na área de petroquímica e construção civil. Auditório. Setor esportivo. apenas 03. O autor obteve o 1º lugar para as escolas de Mossoró. todas no Rio Grande do Norte. De um total de 200 escolas projetadas. Nossa opção por esta escolha. Currais Novos e Caicó. Biblioteca. Nosso projeto tenta se basear em prescrições e características semelhantes a da Escola Técnica Federal de Mossoró (CEFET). Sombril (SC) e Mossoró foram executadas. 25 . Projeto objeto de concurso público nacional organizado pelo Ministério da Educação em 1987. Setor de apoio ao estudante. 02 ateliers de desenho. oferecer técnicas. no que diz respeito ao seu espaço físico. Mossoró não possui escolas adequadas a dinâmica educacional. 10 salas de aulas.

foram ainda criadas algumas áreas de exaustão ESTRUTURA A estrutura adotada é em concreto armado com laje inclinada.20 m variando sempre em função deste módulo. por possuir atividades de menor período de uso.ZONEAMENTO O Zoneamento da ETFRN. que ficaram localizadas neste setor do terreno. O setor de vivência constitui um bloco a parte no encontro dos setores de aula e laboratórios. Principalmente o setor de salas de aula. ficando estrategicamente próximos as salas de aulas. neste caso leste/nordeste. cobogós e um controle sobre o dimensionamento das aberturas de entrada e saída de ar. foram agrupados num só bloco. possuindo ambas a mesma orientação. Modulação de 1. Os laboratórios foram localizados no setor oeste. A adoção desta disposição também evita a existência de circulações extensas. PARTIDO ARQUITETÔNICO Adoção de pátios internos. coordenação e pedagógico. foi determinado em função dos ventos dominantes da região. elementos arquitetônicos que possibilitem a circulação de ar. 26 . (ver ilustração 01) COBERTURA A solução adotada é o uso de telha cerâmica colonial aplicada diretamente sobre a laje com inclinação de 25 %. As salas estão dispostas em duas linha entre um pátio. O setor administrativo e . como peitoril ventilados.

ESQUEMA GERAL DA CEFET .ILUSTRAÇÃO 01 .MOSSORÓ AUDITÓRIO HALL DE ENTRADA PÁTIO DESCOBERTO ADMINISTRAÇÃO BIBLIOTECA WC WC LABORATÓRIOS LABORATÓRIOS LABORATÓRIOS PÁTIO DESCOBERTO SALAS DE AULA SALAS DE AULA WC PÁTIO COBERTO WC REFEITÓRIO E COZINHA .

Também é importante ressaltar a adoção de grandes beirais. privilegias soluções adequadas ao clima nordestino como a utilização de pátios internos que favorece a criação de microclima.LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO FOTO 09 – VISTA GERAL DA CEFET – MOSSORÓ FOTO 10 – ENTRADA PRINCIPAL O partido arquitetônico da CEFET – Mossoró. como já foi descrito. cobogós. peitoril ventilado e controle das entradas e FOTO 11 – ACESSO PRINCIPAL FOTO 12 – VISTA DO PRIMEIRO PÁTIO INTERNO saídas de ar FOTO 13 – VISTA DO SEGUNDO PÁTIO INTERNO 28 .

FOTO 17 – PÁTIO COBERTO VISTA EXTERNA FOTO 18 – PÁTIO COBERTO E REFEITÓRIO 29 . Ao pátio coberto. criou-se um ambiente agradável de convivência entre os alunos. estas fotos ilustram o uso do cobogó e utilização dos grandes beirais. DETALHE DA ESTRUTURA E COBOGÓS Como descrito. Observe também a utilização de áreas verdes entre os blocos que estão ligados por passarelas cobertas.LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO (continuação) FOTO 14 – CIRCULAÇÃO DAS SALAS DE AULAS FOTO 15 – DETALHE – PASSARELA COBERTA DE ACESSO AS SALAS DE AULA ! FOTO 16 – CIRCULAÇÃO DAS SALAS DE AULAS.

MALHA DE VIGAS FOTO 20 – DETALHE – PEITORIL VENTILADO NO HALL PRINCIPAL FOTO 21 – VISTA DA VIVÊNCIA – DETALHE – CAIXAS FOTO 22 – VISTA DO PÁTIO INTERNO D’ÁGUA FOTO 23 – PASSARELA DE LIGAÇÃO ENTRE BLOCOS FOTO 24 – DETALHE – ESTRUTURA DO BLOCO DE DE LABORATÓRIOS VIVÊNCIA 30 .LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO (continuação) FOTO 19 – DETALHE ESTRUTURAL.

METODOLOGIA 31 .

um método de criação essencialmente dialético. Estabelecido o Conceito o método passa para a Geração de Requisitos que nortearão as prioridades do programa e a hierarquização destas prioridades. desenvolvida pelo arquiteto austríaco. propõe. seja no aspecto funcional. já dentro da Meta-Linguagem (a “línguagem” será os desenhos arquitetônicos propriamente dito). Alexander propõe os Diagramas de Grupo ou das partes do problema e o Diagrama Composto ou Completo que permitirá a “leitura” prévia do problema a ser resolvido pela proposta arquitetônica. Cristopher Alexander. Cristopher Alexander. ou seja o Projeto. sua função é rever a característica linear típica da maioria dos processos de design. na concepção do autor. (ver ilustração 02) 32 . Por principio. Seu método é assim decomposto: Meta-projeto Projeto Aparentemente linear. já ao listar as atividades a serem desenvolvidas na composição do Conceito do objeto estudado. A metodologia utilizada neste trabalho constitui uns dos métodos mais conhecidos. o Design Methods. deixa implicito um agente coletivo no processo criativo. naturalizado inglês. técnico ou estético do problema. A fase seguinte. A Matriz de Requisitos pressupõe a descoberta e o estabelecimento das relações e exigências entre as partes do programa objetivando definir a estrutura do problema a ser equacionado.METODOLOGIA UTILIZADA Vária teorias e modelos de metodologia foram desenvolvidas a partir da década de 60.

ILUSTRAÇÃO 02 .DESIGN METHODS CONCEITO BRAINSTORMING DISCUSSÕES OBJETIVAS PESQUISA BIBLIOGRÁFICA DADOS DO PROBLEMA EXPERIÊNCIAS ACUMULADAS ANÁLISE DE OUTROS PROJETOS CONCEITUAÇÃO DIAGRAMA/GRUPO DIAGRAMA COMPOSTO VISUALIZAR RELAÇÕES GERATRIZ DE REQ. ANÁLISE LISTA DE REQUISITOS NUMERAÇÃO DE REQUISITOS ESTRUTURA DO PROBLEMA DIAGRAMA ESPECIAL META LINGUAGEM MATRIZ REQUISITOS GERAR REQUISITOS META PROGRAMA META PROJETO DETALHES PROJETO ANTEPROJETO ESTUDO PRELIMINAR SOLUÇÃO ARQUITÊTONICA PROJETO .

33 .

MEMORIAL JUSTIFICATIVO 34 .

Desta forma. No que diz respeito as características da área escolhida. na cidade de Mossoró – RN. e desenvolvemos um debate sobre os anseios desta instituição e também desenvolvemos junto a membros desta diretoria pesquisas a algumas intituições de ensino na cidade de Fortaleza. Fomos recentemente contactados pela direção do Centro Educacional Alfa. está localizado numa área de expansão da cidade de Mossoró.DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDOS JUSTIFICATIVA PARA A ESCOLHA DO TEMA A escolha deste tema parte de duas características que julgamos principais. um dos vetores para viabilizar o empreendimento. foram verificados fatores tais como: Serviços básicos de infra-estrutura. nossa identificação e desejo de desenvolver o tema proposto. que contará em uma proposta futura com área residencial e comercial. o terreno escolhido conta com infraestrutura adequada para o objetivo de nossa proposta de trabalho. nos impulsionou. E. para elaborar uma proposta arquitetônica das futuras instalações deste empreendimento educacional. ou seja a área é adequadamente abastecida por água e energia elétrica. a proposta consiste ainda. descrita anteriormente neste relatório. que atenderá este mesmo público. Localizado no Planalto 13 de Maio. O terreno escolhido conta com acesso direto a base da Petrobrás que será mantido (ver foto 25 e ilustração 03). a iluminação pública e pavimentação não acarretará ônus excessivo ao poder público pois o terreno não se encontra afastado de área residencial 35 . em etapa futura. proximidade com a base da Petrobrás. Alfa. O terreno em questão. entramos em contato mais próximo com a diretoria do C. como a base da PETROBRAS nas imediações. na elaboração de plano urbanístico e arquitetônico para um centro residêncial e comercial nas imediações desta escola que contará com alguns vetores viabilizadores. Para tanto. a desenvolver o desafio deste trabalho. LOCALIZAÇÃO E DELIMITAÇÃO DA ÁREA DE ESTUDO A primeira tarefa de nosso trabalho foi a escolha do terreno.

ou seja. TOPOGRAFIA DO TERRENO O terreno escolhido possui área de aproximadamente 44000 m² (262x168) e inclinação total de 3 metros. será mantida para viabilidade da proposta e facilitar o tráfego nesta área. As dimensões e inclinação deste terreno são bastante favoráveis devido ao tamanho que a proposta deseja atingir. A face mais plana é orientada na parte nordeste do terreno. como já foi descrito Acessos. a área escolhida é basicamente residencial. nos dará liberdade de trabalhar com grandes espaços e inserir uma estrutura compatível com esse número de usuário. Neste caso ainda ressaltamos a existência de uma via que dá acesso a Petrobrás. em relação as suas dimensões. não possui agentes poluidores em suas proximidades a viabilidade deste empreendimento completo esta relacionado a proximidade com a base da Petrobrás. a questão da inclinação também é excelente pois evitará grandes deslocamentos de terra (ver desenho do terreno com topografia e dimensões). são facilmente identificáveis não possuindo dificuldades em relação ao restante da área nem da cidade em geral. O terreno inicialmente não possui arruamento definido. Sua orientação é nordestesudoeste em relação a maior dimensão do terreno e noroeste-sudeste em relação a menor dimensão. 36 .Entorno. uma escola de grande porte para um público de 2500 crianças dividido em dois turnos. que apesar de invadir a parte da área do empreendimento. o ponto de ligação de nossa proposta é a rua projetada que liga o Planalto 13 de Maio com a BR que dá acesso a Petrobrás. o terreno apresenta-se praticamente plano.

37 .FOTO 25 – VISTA AÉREA DO TERRENO COM INDICAÇÕES PERTINENTES AO ESTUDO DÁ ÁREA.

P AV DU HA E NT RU A MAPA DA ÁREA DE ESTUDO BR 4 1000 m N . DO CONTORNO ÇA S BAIRRO ALTO DO SUMARÉ PLANALTO 13 DE MAIO LOTEAMENTO BRAZILÂNDIA FONTE: ELABORAÇÃO PRÓPRIA À PARTIR DE MAPA DE MOSSORÓ ELABORADO PELO ARQUITETO RONALD DE GÓES BASE DA PETROBRÁS A A TERRENO RU RU DNER E SID 125 m A ILUSTRAÇÃO 03 250 m ESCALA GRÁFICA 0 500 m 30 BOM JESUS LIN TR FÉ R IG UE S GA LE LE I RO DR AD OL FO A RU RE .RE A RIO MOSSORÓ RU A MA RT IN S JU SI O OR XA VI ER RE BO U ESCOLA EVERTON CORTEZ LE IT E NI TE GE NÉ VI CE N AV.

MEMORIAL DESCRITIVO 39 .

1 Manual de diretrizes gerais para projetos de construções escolares de 1º grau. que possibilitem. sem prejuízo de qualidade para o projeto. Flexibilidade Adequação do usuário em função dos diversos espaços e dispor este usuário segundo as atividades que se desenvolva. às condições ambientais. Simplicidade construtiva Utilização de técnicas construtivas e partido que permita a máxima facilidade.PROPOSTA “ O prédio escolar deve ser adequado às exigências funcionais e operacionais . assegurando ao mesmo tempo. o passo seguinte é a determinação do programa de necessidades seu dimensionamento.1 de acordo com esse pressuposto fundamentamos nossa proposta no que diz respeito a adequação do projeto em relação a dinâmica de ensino. 40 . Funcionalidade e Habitabilidade A preocupação de adequar o projeto as necessidades funcionais e operacionais da escola. níveis ótimos de higiene e conforto ambiental. O projeto deve atender à fatores de: Programação Depois de atendidas as exigências quanto a escolha do local e características do terreno. o desenvolvimento pleno das atividades pedagógicas. prevista para cada função e a adequação a dinâmica educacional. rapidez de execução e mínima exigência de conservação. bem como às características socioculturais da comunidade e às bio-psiquicas dos seus usuários.

sociabilidade e características bio-fisico-motor. vestir. será destinada área separada das demais. As faixas etárias são divididas em: 3 a 6 anos ensino infantil 7 a 14 anos ensino fundamental 15 a 17 anos ensino médio As crianças de idade entre 3 e 6 anos (ensino infantil) por possuir características especiais. porém constante. ensino fundamental e ensino médio (antigo pré-escolar.Para tanto é necessário seguir as seguintes considerações: Racionalização Adoção de elementos construtivos tipificados e produção em série Padronização e unificação de tipos Utilização de Materiais e tipos regionais CLIENTELA A Escola atenderá as faixa escolares de ensino infantil. coordenação motora bem desenvolvida. Menos suscetível a acidentes que a fase infantil. ginásio e ensino secundário). As características das crianças de acordo com suas faixas etárias são descritas abaixo Pré –adolescentes (7 – 10 anos) Menos dramática que a fase anterior (infantil) e a (adolescente). ir ao 41 . posterior Desenvolvimento físico mais lento. Capaz de executar sozinho tarefas tais como: comer. primário.

Identifica-se com a família e com grupos de crianças do mesmo sexo. Adolescentes (11 – 14 anos) Fase mais dramática. identifica-se melhor com outras crianças de mesma idade e sexo É necessário. já possui algumas responsabilidades. aceitando razoavelmente bem. porém não aceita facilmente a autoridade de seus superiores.banheiro. Não se rebela muito contra autoridade. onde surgem maiores problemas e complexos Fase acelerada de desenvolvimento biológico. tanto familiar ou institucional.. etc. surge a inibição do próprio corpo Mais independente. psicológico e social Maior preocupação com a aparência física. Fase agitada e muito dinâmica. 42 . Admira seus pais e professores. Dedica-se a atividades de longa duração. de acordo com essas características prever espaços adequados a vigilância sem que as crianças desta idade sintam-se presas e que sintam-se mais a vontade Não se identifica com crianças menores o que exige a espaços não compartilhado com os grupos de crianças menores. não se interessa por atividades de grande duração. Gosta de crianças menores.

Direção – Técnicos educacional). Relacionamento da escola com a comunidade. surgindo da análise minuciosa dos objetivos gerais da unidade escolar considerada institucionalmente. 2 Manual de diretrizes gerais para projetos de construções escolares de 1º grau 43 . Direção – Pais de alunos. As relações mais freqüentes são Direção – Comunidade.ESTRUTURA FUNCIONAL DO PRÉDIO ESCOLAR “A identificação das atividades básicas constitui o ponto fundamental para caracterizar os ambientes. e dos objetivos específicos proposto no conteúdo curricular do modelo pedagógico”. Devem estar adequadamente localizados de maneira a permitir rápida localização e fácil acesso pelos usuários. educacionais (orientador pedagógico e Alunos – Pais – Secretários. Direção – Secretários. Administração da escola.2 CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE OS DIVERSOS AGRUPAMENTOS Direção/Administração : Controle e coordenação de todas as atividades da escola.

Vivência Conjunto destinado a: Atividades Recreativas Esportivas Alimentação Atividades extracurriculares Atendimento de saúde O relacionamento mais freqüente desse agrupamento é: Aluno – Aluno 44 .Apoio Pedagógico Ambientes comuns (salas de aulas). Ambientes especiais (laboratórios e aulas práticas). Dimensões dos equipamentos e mobiliário devem ser adequadas às faixas etárias dos diversos usuários. A forma do ambiente deve possibilitar variados arranjos. inclusive adequação a atividades individuais ou em grupo. desde aulas comuns e especiais. As relações mais freqüentes são: Aluno X aluno Aluno X professor Os ambientes deste conjunto devem proporcionar condições ótimas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas As recomendações para o projeto arquitetônico são: Dimensões adequadas dos ambientes de modo a assegurar condições corretas de visibilidade e acústica e aproveitamento da iluminação e ventilação natural. até palestras e reuniões com a comunidade e/ou pais de alunos. Ambientes que permitam uso variado.

Obs. 45 .Serviços Gerais Destina-se a complementação das atividades desenvolvidas na escola. tais como: Limpeza e conservação do prédio e das áreas externas Guarda de materiais Locais adequados de estar e de trabalho de funcionários.: Os ambientes desse conjunto não configuram entre si qualquer relacionamento especial. como zelador e serventes. são constituídos isoladamente serviços de infra-estrutura e manutenção escolar são agrupados por questão organizacional.

Planejamento e coordenação das atividades pedagógicas. funcionários e Sanitários da administração pessoal administrativo Sanitários de alunos Atividades relacionadas com a manutenção Sanitários de funcionários escolar Depósito de material de limpeza Zeladoria 46 . Pátio podem ser exercidas inclusive pela Área de distribuição de merenda e refeições comunidade Cozinha (nutrição e dietética)e despensa Distribuição de merenda escolar e refeições Cantina escolar Atividades médico e odontológico aos Depósito de material esportivo alunos Vestiário de alunos Quadras esportivas Piscinas Consultório médico Consultório odontológico Serviços Gerais Serviços Gerais Higiene pessoal dos alunos. Aulas prática especiais. que são assim descrito: AMBIENTES CONJUNTOS FUNCIONAIS Direção/administração Controle e administração da escola. as atividades escolares podem ser agrupadas de duas maneiras. palestras e reuniões com a comunidade e/ou pais. segundo seus conjuntos funcionais e segundo ambientes. Vivência Vivência Atividades esportivas e de recreação. Atendimento aos pais e alunos e membros da comunidade local Os ambientes desse conjunto devem estar adequadamente localizados de maneira a permitir rápida localização e fácil acesso aos diversos usuários Direção/administração Diretor Assistente de diretor Secretaria Almoxarifado Coordenador/orientador Professores Apoio Pedagógico Apoio Pedagógico Atividades pedagógicas Aulas comuns Uso variado desde aulas comuns.Desta maneira.

ÁREA Direção/administração Recepção/informações Direção Coordenação Supervisão Secretaria Sala de reuniões Proximidade com a direção. É o ambiente mais próximo a direção da escola possuindo ligação direta. Além da proximidade com os ambientes descritos acima.30 m² 40. além de possuir acesso direto a sala de reuniões. Sala de Reuniões . Sala de professores Ambiente especifico para reunião dos professores. o programa de necessidades ficou assim definido AMBIENTE CARACTERÍSTICA Saguão Deve possuir iluminação e ventilação natural.Atende a professores e pessoal administrativo da escolar pré-escola. Orientação pedagógica Reprografia Arquivo Copa Local onde o pessoal administrativo preparam cafés e pequenos lanches. Sala destinada ao arquivamento e guarda de documentos específicos da escola.60 m² 12.60 m² 17.pré-escolar Destinada a reuniões da administração e professores do pré-escolar WC masculino e feminino – pré. Localizado próximo a administração.45 m² aluno) Oferece bastante iluminação e ventilação natural Comunicação com o pátio através de circulação e também a todo o setor de apoio pedagógico.50 m² 52.80 m² 17.40 m² 17. supervisão e coordenação.60 m² (1) Apoio pedagógico Salas de aulas (28) Capacidade para até 40 alunos (aprox.De acordo com esta tabela. Localizado próximo a secretaria. Proximidade com a direção e com a secretaria. Sala destinada a reuniões administrativas.pré-escolar Ambiente destinado a administração do préescolar. próximo também aos consultórios da escola. WC masculino e feminino Ambiente destinados a todo o pessoal administrativo e professores possui iluminação e ventilação natural.3 m² por 51.60 m² 14.40 m² 5. Sala destinada a reprodução de documentos referente a administração escolar. acesso direto a sala de reuniões. coordenação e supervisão.70 m² 2.75 m² 6. encontra-se no saguão de entrada.60 m² 17.05 m² (1) 26. 47 . além de fácil acesso ao saguão de entrada.95 m² 36. Localizado próximo a entrada de modo a oferecer fácil acesso ao público em geral. Coordenação . 1. encontra-se localizado próximo a este setor.40 m² 17. 176. Local destinado ao primeiro atendimento e informações ao público em geral.40 m² 4.

todos possuem duto de manutenção Configuram-se um bloco à parte. com chuveiro para atividades de higiene das crianças Vivência Pátio coberto Pátio coberto – pré-escolar Ambiente centralizador e de convivência dos 327. dá acesso a rampa e circulação vertical (escadas) Ambiente de convivência das crianças do pré323. Localiza-se no pavimento superior. este bloco. de forma a facilitar a realização de congressos externos. ventilação e iluminação voltada para o corredor de circulação Banheiro e vestiário pré-escolar Foram ainda destinados dois banheiros. além dos sanitários. possui banheiros próximos.30 m² escolar. tendo acesso tanto ao setor de aulas quanto ao restante do apoio pedagógico O auditório tem ligação direta com o saguão de entrada.85 m² 105.50 m² 244. localiza-se próximo ao apoio pedagógico. divididos 14. iluminação natural Localiza-se na área de apoio pedagógico próximo ao auditório. A função das salas de apoio é dar assistência ao auditório na realização.85 m² 19. possui ainda apoio pedagógico próprio as atividades préescolares.90 m² 105. possui proximidade com as salas de aulas deste bloco.85 m² Localizado no bloco pré-escolar.60 m² alunos.45 m² 105.85 m² 105.85 m² WC masculino e feminino (10) Agrupados um a cada duas salas de aula divididos 4. Sala de música pré-escolar 51. próximo as salas de aula e biblioteca.08 m² 51.80 m² (4) por sexo. localiza-se próximo ao refeitório da escola. Laboratório de informática préescolar Sala de vídeo pré-escolar Atelier artístico pré-escolar 105. a ventilação e iluminação é artificial.85 m² 70. destinado exclusivamente a pré-escola.85 m² 105.54 m² por sexo. Distribuída em dois pavimentos.66 m² 46. principalmente de congressos externos.Laboratório de química Laboratório de física Laboratório de biologia Laboratório de informática (2) Sala de vídeo Sala de apoio (2) Biblioteca Auditório Sala de educação artística Sala de música WC masculino e feminino (10) Salas de aulas pré-escolar (10) As salas que encontram-se no pavimento superior tem acesso por escada e rampa Estão distribuídas em torno de um pátio Localiza-se na área destinado ao apoio pedagógico Solução adotada oferece tanto opção de ventilação natural ou artificial. Os Sanitários foram localizados próximos as sala de aula nos dois pavimentos e próximo ao auditório.84 m² 14. ventilação natural ou artificial. localiza-se no centro do edifício e possui formato hexagonal 48 . privilegia iluminação e ventilação natural.45 m² 176.70 m² 105. Sua função é ministrar aulas práticas de disciplinas relacionada a música. adequado a iluminação natural Localizam-se próximo as salas de aula Adequado a ventilação natural ou artificial.

Depósito de material esportivo Estão distribuídos pelos diversos locais de prática (4) esportiva da escola. material de limpeza e lixo.5.40 m² área de serviço e lixo da escol. as Quadras bem como o campo de futebol descrito abaixo. também um pátio de serviço de entrada. ginásio e piscinas.00 m² 364. material de limpeza. Salas de apoio – campo (5) As salas de apoio da área esportiva tem por objetivo auxiliar as práticas esportivas no que diz respeito a parte teórica das diversas práticas. campo de futebol. localizase na parte sul do terreno lateral a escola. Piscina semi-olímpica Possui dimensões de 25X12.85 m² Cantina Localiza-se próxima ao refeitório.00 m² compreende em torno de 70 % da área do refeitório Despensa.66 m² Variável . pode servir ainda como “escolinhas” de esporte. Quadra infantil Apesar da quadra infantil possuir dimensões regulares de uma quadra de basquete (26X14) seu objetivo é iniciar as crianças do pré-escolar na prática esportiva e atividades de lazer em grupo. no pátio coberto da escola Ginásio poliesportivo Capacidade para 800 pessoas sentadas.50 m² 172. iluminação e ventilação natural. possuem ventilação e iluminação natural privilegiadas Vestiário de alunos masculino e Os vestiários. Campo de society (2) A escola conta com duas quadras de futebol society. atenderão também a comunidade em geral Campo de futebol O campo de futebol possui dimensões mínimas de 90X64. Estes ambientes compreendem o apoio a cozinha 52. possui ainda arquibancada com capacidade para aproximadamente 800 espectadores. tem função de fornecer higiene necessária aos usuários antes e depois de 49 21. locais destinados a guarda de alimentos. o que proporciona maior dinâmica nas atividades infantis e diminui riscos de acidentes.60 m² 33. o ginásio conta com quadra poliesportiva dimensões de 40X20. tem função de lazer para as crianças.70 m² Variável 23.50 m² 1587. vestiário masculino e feminino depósito de material esportivo e salas de apoio. Refeitório O refeitório tem capacidade para 108 comensais 105.5. possuem dimensões variáveis Salas de apoio – ginásio (3) Tem função de auxiliar práticas esportivas diversas. localizados nos diversos locais feminino (6) esportivos. Piscina infantil A piscina infantil possui formato circular. arquibancada em apenas um lado.Playground – pré-escolar Desenvolve-se ao redor do pátio coberto possui ainda caixas de areia para as crianças brincarem Cozinha (nutrição e dietética) A cozinha (área de nutrição e dietética) 71.50 m² 5760.00 m² 312. Localiza-se a aproximadamente 100 metros da escola e próximo ao pavilhão com as piscinas. sua parte de apoio além de arquibancada conta ainda com vestiário masculino e feminino e depósito de material esportivo. dimensões de 45X22.00 m² 1012. possui ainda depósito de material esportivo infantil.

83 m² escola. sua função é o atendimento médico de alunos. problemas de relacionamento. incluindo vagas para deficientes físicos. Marcenaria Depósito Geral Almoxarifado geral 16. Sua função é confeccionar material didático próprio 35.Consultório médico Consultório odontológico Orientação psicológica Enfermaria – pré-escolar Serviços Gerais Zeladoria qualquer prática esportiva.85 m² 105. Localiza-se no mesmo setor que o consultório médico. 105. 50 .90 m² 20.35 m² A Zeladoria é o ambiente onde abriga o zelador da 9. fardamento e material escolar geral. Depósito para guarda de carteiras escolares bem como grandes equipamentos de utilização da escola Posicionado próximo ao setor administrativo facilitando a rápida aquisição de expediente.15 m² Depósito de material de Variável limpeza Vestiários e demais WC estão Já descrito nos diversos ambientes em que estão Variável especificados em seus inseridos respectivos agrupamentos Outros Lojinha Gráfica Estacionamento A loja tem função de comercializar artigos 23. na entrada principal.90 m² 6. funcionários e professores em caso de acidentes ou doenças. localiza-se no pavilhão do pré-escolar.85 m² 105.90 m² 16. porém da parte odontológica. função semelhante. sua função é auxiliar crianças com problemas psicológicos. profissional encarregado da infra-estrutura e manutenção do prédio escolar. se estendendo pelos dois blocos principais e uma parte localizado próximo ao complexo esportivo. A enfermaria tem objetivo de prestar socorro médico as crianças do pré-escolar.76 m² escolares aos alunos.15 m² de apoio a escola.40 m² A função da oficina mecânica é o conserto e manutenção de veículos pertencentes a escola Sua função é o conserto e manutenção do mobiliário escolar em geral. muito suscetíveis a acidentes. estão localizados em dois pontos da escola. Localiza-se no mesmo setor que o consultório médico.85 m² 35. material didático específico. localiza-se entre o complexo esportivo e as oficinas de manutenção e guarda de equipamentos BWC zelador Oficina mecânica e garagem 16. principalmente causada por acidentes muito comum a crianças. tais como. Capacidade para aproximadamente 175 veículos. Localiza-se no mesmo setor onde encontra-se a parte administrativa. por exemplo. tais como.

O diagrama de fluxo. demonstra como os diversos ambientes dentro destes agrupamentos se articulam. os fluxos de pedestre e veículos. um histograma geral relacionando esses agrupamentos com área proporcionais.HISTOGRAMA Definido o programa de necessidades. três histogramas dos agrupamentos mais importantes e matriz de relação. de toda a área. relaciona os agrupamentos da escola. incluindo o complexo esportivo. incluindo circulação de veículos. O primeiro denominado de organograma geral. demonstra além dos agrupamentos. ACESSO AUDITÓRIO APOIO PEDAGÓGICO ESPERA/ RECEPÇÃO ADMINISTRAÇÃO SALAS DE AULAS PÁTIO INTERNO (DISTRIBUIÇÃO) APOIO AO ESTUDANTE ILUSTRAÇÃO 04 – HISTOGRAMA GERAL 51 APOIO TÉCNICO . foram realizados um organograma geral do projeto. Os histogramas por agrupamento. Por fim uma matriz de relações. onde demonstra os relacionamentos desejáveis entre os diversos ambientes da escola. histograma geral. nosso próximo passo é compor os diagramas pertinentes ao projeto. um diagrama de fluxos de todo o projeto.

ENTRADA AUDITÓRIO HALL DE DISTRIBUIÇÃO APOIO PEDAGÓGICO PÁTIO DESCOBERTO ADMINISTRAÇÃO ENTRADA DE SERVIÇO CIRCULAÇÃO VERTICAL PÁTIO COBERTO NUTRIÇÃO E DIETÉTICA CIRCULAÇÃO VERTICAL SALAS DE AULA PÁTIO DESCOBERTO SALAS DE AULA ILUSTRAÇÃO 05 .FLUXOGRAMA GERAL .

DISTRIBUIÇÃO E CIRCULAÇÕES GERAIS .LEGENDA Saguão de entrada Pré-escola Administração Circulação vertical Auditório Patio Coberto Apoio pedagógico Campo de futebol Serviços Quadra esportiva Salas de Aulas Estacionamento Circulação de pedestre Circulação de veículos ILUSTRAÇÃO 06 .

PEDAGÓGICA COPA ASSIST PSICOLÓ WC FEM GABINETE ODONTO WC MASC GABINETE MÉDICO VAI PARA O PÁTIO ACESSO DE SERVIÇO ILUSTRAÇAO 07 .ADMINISTRAÇÃO E APOIO AO ESTUDANTE .HISTOGRAMA .SALA DE REUNIÕES ESPERA/ RECEPÇÃO SECRETARIA SUPERVISÃO DIREÇÃO ARQUIVO REPROGRAFIA COORDENAÇÃO SALA DOS PROFESSORES ORIENT.

ESPERA RECEPÇÃO WC F WC M LAB FÍSICA LABORATÓRIO INFORMÁTICA LAB QUÍMICA LAB BIOLOGIA ATELIER ARTÍSTICO LABORATÓRIOS DE CIÊNCIAS BIBLIOTECA SALA DE VÍDEO SALA DE APOIO SALA DE APOIO AUDITÓRIO CIRCULAÇÃO VERTICAL CIRCULAÇÃO VAI PARA SALAS DE AULA ILUSTRAÇÃO 08 .APOIO PEDAGÓGICO .HISTOGRAMA .

LIXO SERVIÇO DML DESPENSA ACESSO DE SERVIÇO NUTRIÇÃO E DIETÉTICA REFEITÓRIO CANTINA PÁTIO COBERTO ILUSTRAÇÃO 09 .APOIO TÉCNICO/VIVÊNCIA .HISTOGRAMA .

MATRIZ DE INTER-RELAÇÕES ENTRE AMBIENTES . DE INFORMÁTICA SALA DE VÍDEO SALA DE APOIO BIBLIOTECA AUDITÓRIO ATELIER ARTÍSTICO SALA DE MÚSICA WC PÁTIO COBERTO REFEITÓRIO COZINHA CANTINA GINÁSIO CAMPO e SOCIETY PISCINA CONSULTÓRIO MÉDICO CONSULTÓRIO ODONTO ORIENTAÇÃO PSICOL. ZELADORIA ALMOXARIFADO DEPÓSITO GERAL OFICINA MECÂNICA MARCENARIA DML VESTIÁRIO ADMINISTRAÇÃO APOIO PEDAGÓGICO 3 2 3 3 2 3 3 3 3 3 2 1 2 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 2 3 2 2 3 2 3 3 3 3 3 3 3 3 3 2 3 2 2 3 2 2 2 2 2 2 3 3 1 3 3 3 FÁCIL ACESSO 3 3 2 3 2 2 2 3 2 2 3 3 3 3 3 2 2 2 1 2 2 2 PROXIMIDADE E FÁCIL ACESSO 3 3 3 2 2 2 2 2 2 3 2 2 2 1 2 2 2 3 2 2 2 2 2 2 2 2 1 3 1 2 2 2 3 1 2 2 VIVÊNCIA RELACIONAMENTO DIRETO SERVIÇO 1 RELACIONAMENTO INDEPENDENTE CONTIGUIDADE/INTEGRAÇÃO ILUSTRAÇÃO 10 .SAGUÃO RECEPÇÃO DIREÇÃO COORDENAÇÃO SUPERVISÃO SECRETARIA SALA DE REUNIÕES REPROGRAFIA ARQUIVO ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA SALA DE PROFESSORES COPA WC SALA DE AULA LABORATÓRIOS DE CIÊNCIAS LAB.

Controle adequado de insolação. desta maneira. um máximo aproveitamento do terreno em relação ao seu ambiente construído. Topografia Adequação da proposta a topografia do terreno Aspectos legais Adequação da proposta as prescrições urbanísticas locais e especificações escolares elaborada pela secretaria de educação. Entrada e saída de alunos segura em relação ao entorno e trânsito externo. para tanto é necessário a adequação do projeto as diversas características do terreno de modo a torna-lo agradável à convivência de seus diversos usuários. praças e campos de práticas esportivas. . Acessos Avaliação dos fluxos de pedestres e veículos internamente. Busca-se. portanto. em função das atividades neles desenvolvidas.IMPLANTAÇÃO O projeto arquitetônico deve em primeiro lugar se adequar as diversas atividades escolares e sua dinâmica educacional. para os diversos ambientes. Também é necessário o aproveitamento e adequação de áreas verdes e locais de convivência comunitárias como por exemplo. estão vinculados a alguns fatores que descreveremos abaixo: Condições Climáticas Observação e aproveitamento dos ventos dominantes de acordo com as condições climáticas locais.Estes aspectos. De acordo com estes fatores desenvolvemos nosso projeto da seguinte maneira: 58 .

possuindo pátio interno. localizada na frente da escola.Optamos pela adoção de dois prédios distribuídos linearmente nos extremos de uma praça central.14 e 15) A separação do pré-escolar. O pátio coberto da escola é o ambiente principal de convivência dos alunos. está posicionado no lado oposto da praça central e possui formato de “O” com pátio interno no centro (ver ilustrações . abriga o pré-escolar. relação a Mossoró. sua localização decorre em função de evitar circulação de pessoas alheias as atividades escolares. inclusive no que diz respeito a realização de eventos externos. Em relação a características mais específicas. O primeiro prédio. O refeitório ficou localizado diretamente ligado ao pátio central coberto. Administração ligada diretamente a este hall de distribuição de maneira à permitir acesso facilitado e rápido pelos diversos usuários e funcionários em geral. distribuídos em torno de um eixo central e sucessões de pátios internos. Todas as salas de aulas foram dispostas de maneira a privilegiar a ventilação natural. apoio pedagógico e salas de aulas. diretamente ligado ao hall de distribuição de modo a permitir sua utilização pela comunidade em geral. esta localizado 59 . O segundo prédio. atendidas na parte administrativa. o pátio terá possibilidade de triplicar a capacidade de usuários nesta área. compõem basicamente três blocos. Os blocos de apoio pedagógico e administração estão posicionados ao longo do eixo e as salas de aulas encontram-se na parte posterior do prédio principal em um bloco em forma de “U”. As salas de aulas estão localizadas na parte posterior do prédio dispostas em dois pavimentos em forma de “U” com pátio central. como já descrito. administração/vivência. o acesso ao pavimento superior é feito através de duas escadas laterais e rampa central também em formato de “U”. em relação ao prédio principal. pois quando houverem congressos ou outro tipo de evento. os ventos dominantes são leste/nordeste. foi criada uma entrada de serviços independente que também dá acesso ao setor administrativo. um detalhe importante. o núcleo central da escola. O projeto fica assim disposto: Auditório na parte posterior do prédio principal. À nutrição e dietética. que permite a ventilação do ambiente com as janelas fechadas e cobogó para saída de ar. seu fechamento se dará através de painéis removíveis. Apoio pedagógico com acesso ao auditório e ao setor de salas de aulas. decorre de fatores relacionado com relacionamento e questões ergonômicas das crianças menores. com artifícios que se adequam ao clima local como o peitoril ventilado (ver ilustração 12) criação do arquiteto Augusto Reinaldo. como foi descrito anteriormente no quesito Clientela as crianças adolescentes não se relacionam adequadamente com crianças menores.

incluindo 7 vagas especiais para deficientes físicos devidamente sinalizadas. através de uma rótula que circunda a praça central.00 m para as áreas de estacionamento e 12. leste do terreno. está localizado separado da escola.no centro da escola entre o bloco de apoio pedagógico e o refeitório.00 m e para deficientes físicos. As entradas são protegidas por guaritas possuindo entrada e saída independentes de veículos e dois portões independentes de acesso para pedestres.5 m) e outra infantil. foram prevista duas entradas. duas piscinas. As salas de aulas deste setor.50 X 5. uma principal. as salas 60 . uma semi-olímpica (25 X 12. foi previsto um complexo esportivo com capacidade de atender a comunidade de uma forma geral. como descrito anteriormente em formato de “O”. As dimensões das vagas de estacionamento são de 2. outra lateralmente ao prédio do pré escolar e uma terceira área localizada entre o complexo esportivo e a outra lateral do prédio principal.00 m a via principal que atravessa a escola no sentido oeste-leste. foram dispostas também a privilegiar a ventilação natural. dimensões de 45X22. como descrito para as salas de aula do bloco principal. A circulação de veículos foi planejada de modo a evitar que os pais precisem estacionar ao deixar seus filhos na escola. Os sanitários foram disposto para servirem a cada duas salas de aulas com separação por sexo. uma localizada na parte oeste do terreno.00 m.5 m um campo de futebol com dimensões mínimas oficiais de 90 X 64 m. O bloco do pré-escolar possui ainda apoio pedagógico independente e coordenação separada da administração geral da escola. Em relação ao bloco pré-escolar. duas quadras de futebol society.50 X 5. localizada na parte oeste do terreno e uma secundária. lateralmente ao prédio principal. também foram previstos banheiros para atividades de educação corporal e higiene das crianças. uma quadra esportiva infantil e estrutura física de apoio com salas para aulas teóricas ou outras atividades e vestiários localizado nos diversos setores esportivos. As vias de tráfegos de veículos possuem dimensões de 6. O prédio escolar possui afastamentos variáveis e bastantes satisfatórios. A escola possui ainda capacidade para 180 veículos estacionados. no mesmo eixo. A escola possui três áreas distintas de estacionamento. possui um mezanino através de acesso com a circulação do pavimento superior ou através da rampa. a estrutura contará com um ginásio poliesportivo coberto. Quanto ao acesso. 3. com pátio central coberto em formato hexagonal e área interna descoberta adequada a recreação. Em relação ao restante do projeto. esta via possui duas faixas dividida por canteiro central.

o que poderá ser notado na maneira como ficou a circulação no bloco de salas de aula. Esta medida garante maior facilidade de acessos e o uso excessivo de rampas e escadas. Em relação as prescrições urbanísticas. Os recuos exigidos. nosso projeto utiliza apenas um valor em torno de 20%. como é o caso em Mossoró. e principalmente as salas de aulas. Em relação a topografia do terreno. como o campo de futebol. de acordo com consultas feitas em bibliografia específica. descartamos essa hipótese em virtude um grande deslocamento de terra. Além disso. já que a configuração original do terreno mostra uma baixa declividade. 61 . porém como encontra-se na parte mais alta do terreno. notamos por exemplo. já que o plano diretor da cidade de Mossoró está em processo de Revisão. optou-se por pelo nivelamento. Através de análise visual e em loco podemos verificar esta característica. por exemplo. o terreno não possui maiores problemas em relação a sua declividade. O determinante pela orientação da escola de uma maneira geral. facilitando assim o agenciamento e implantação da proposta. a parte lateral. resolvemos estabelecer parâmetros de comparação com o PLANO DIRETOR DE NATAL e as normas do MEC para construções educacionais com a finalidade de fixar as diretrizes do uso do solo no local. especificamente a ventilação. foram questões referentes ao conforto ambiental. o restante da escola também recebe ventilação bastante satisfatória. Assim. já que os demais blocos possuem a mesma orientação descrita. Em relação a recomendações para construções escolares. também estão dentro dos índices permitidos com folgas bem acima dos valores permitidos. 20 e 12 m. a proposta como pode ser verificada pela implantação possui bastante área livre em torno das diversas edificações do complexo escolar. leste. já que a proposta do complexo esportivo utiliza imensas áreas abertas. possui um recuo de pelo menos 20 metros. inicialmente nossa proposta era implanta-lo escavado no terreno para facilitar a colocação de arquibancadas acompanhando esse declive. Enfim. que os as salas de aulas estão todas voltadas parcialmente para este lado. Um detalhe importante que aqui ressaltamos é a questão do campo de futebol. a taxa de ocupação máxima permitida pelo PLANO DIRETOR DE NATAL. dita um valor de 70%. foram obedecidas.de aulas do pré-escolar possui afastamento em relação ao terreno de aproximadamente 10 m e as salas do prédio principal.

cobrindo grandes áreas do pátio e paredes protegidas do sol durante o dia. banhada pelas águas do atlântico e mediterrâneo. região da Espanha. Sua utilização esta na capacidade de criar microclima interno. uma casa da Andaluzia. as paredes elevadas que rodeiam proporcionam sombra. FOTO 26 – PÁTIO ANDALUZ É um excelente meio de regulação térmica. região de tradições árabes através da influência moura. a vegetação e a água tendem a criar uma sensação real e psicológica de bem estar. 62 . bastante interessante em regiões semi-áridas como Mossoró. Observe-se sua utilização no pátio interno da foto abaixo.PARTIDO ARQUITETÔNICO A determinante principal do nosso projeto é a utilização de pátios internos. Europa ao norte da África. O pátio interno é um elemento bastante utilizado pela arquitetura árabe e regiões do sul da. situada ao sul da península ibérica.

além da vantagem de clima e segurança para os alunos a seqüência de pátios. permite a vigilância das crianças sem estas se sentirem vigiadas. A locação de cada setor. o bloco de salas de aulas foram agrupadas em três blocos 63 . foi planejada de acordo com características já descritas. tais como proximidade de acesso e articulação entre os diversos agrupamentos. proporciona locais agradáveis de convivência entre os alunos sem descuidar da segurança. Neste tipo de clima tem que se assegurar proteção dos espaços exteriores. Enfim. pois o usuário ao penetrar na escola tem a percepção de um espaço contínuo. Desta maneira. permite uma leitura interessante.a br m So Depósito de ar frio Proteção contra vento quente e poeira Radiação para a superfície fria Durante o dia Ar frio proveniente do pátio Condução para o terreno Radiação Ar frio proveniente da cobertura Durante a noite Radiação Ar frio proveniente do pátio Condução pelo terreno ILUSTRAÇÃO 11 . Eles devem ser agrupados de tal forma que durante o período de tempo em que o movimento de ar é necessário esta vantagem seja aproveitada integralmente. sombras mútuas para as paredes externas. como já descrito ao redor de pátios internos. diz o seguinte: “ Os edifícios com pátios são os mais aptos para soluções de grandes conjuntos arquitetônicos. criou-se vários blocos.” Outra característica do prédio voltado para pátios internos reside em questões psicológicas. controladores de ventos para as noites e contra a poeira e reduzir o máximo as superfícies expostas à radiação solar. criar zonas de sombras e assegurar ventilação são exigências elementares para o projeto de edifícios no nordeste brasileiro. Portanto.SISTEMA TÉRMICO DE UM EDIFÍCIO COM PÁTIO INTERNO De acordo com o Memorial Descritivo do projeto do campus da ETFRN Mossoró do Arquiteto Ronald de Góes encontramos respaldo para soluções adotadas.

também como elemento estético nos parapeitos da circulação do pavimento superior. pequenos trecho de iluminação natural através de cobertura translúcida. O partido arquitetônico em geral. 28 salas. HOLANDA diz: “As chuvas de verão no Nordeste provocam a sensação de maior calor. Além das técnicas e materiais descritos também foi valorizado o uso de telha colonial aplicada diretamente sobre laje inclinada. criação do Arquiteto Augusto Reinaldo. O cobogó é utilizado além de elemento para a exaustão das salas de aulas. criou-se a ele incorporado.40 a 2. um mezanino no pavimento superior. foram utilizados beirais apoiados nas vigas em balanço de comprimento de 2. Utilização de pátio coberto. multiplicando pelo pavimento superior. permita que o vento circule. foi definido em função de técnicas regionais e/ou experiências que proporcionem conforto ambiental em regiões semi-áridas como é o caso da cidade de Mossoró. Outros determinantes do projeto são: Beirais largos para proteger os ambientes do sol e da chuva.80 m protegendo as janelas e circulações dos diversos ambientes. O prédio é basicamente térreo só possuindo o setor de aulas em dois pavimentos para reduzir distâncias de percurso e compactar um pouco esse setor. pelo aumento da umidade do ar. enfim. sendo utilíssimo o uso do peitoril ventilado” Portanto sua função é ventilar os ambientes mesmo com as janelas fechadas (ver ilustração 12) Utilização de cobogós para ventilação ou exaustão do ar nos diversos ambientes. que dá visão aos diversos pátios da escola. dois possuindo cinco salas e um bloco possuindo quatro. 64 . O pátio coberto foi criado com intenção de proporcionar ambiente agradável a convivência dos alunos. como elemento de convivência e elemento espacial centralizador.distintos.. principalmente das salas de aulas Utilização do peitoril ventilado. nas circulações dos blocos do apoio pedagógico e administração. a escola possui neste setor. Nestas ocasiões é indispensável que os ambientes permaneçam ventilados.

natural forro esquadrias ar cond. natural CORTE área p/ vent. entrada vent.PEITORIL VENTILADO .ar condicionado forro forro ar condicionado esquadrias venezianas opções para tubulações área p/ armários entrada ventilação natural CORTE área p/ armários VISTA INTERNA forro persiana área p/ vent. natural VISTA INTERNA ILUSTRAÇÃO 12 . natural ar condicionado área p/ vent.

na circulação dos setores de apoio pedagógico e administração.20 m. Foi adotado modulação de 7. utilizamos essa modulação em virtude de questões referentes a padronização e racionalização. A estrutura do saguão é composta de uma malha de vigas pois o vão adotado neste ambiente é maior. que apresenta vãos maiores convencionou-se apenas a utilização de vigas de seções maiores porem de partido semelhante ao partido estrutural básico. compõe-se de pilares que sustentam as vigas que acompanham a inclinação da cobertura.SISTEMA ESTRUTURAL A solução estrutural adotada consiste em concreto armado com laje maciça. no auditório. sustentando a laje inclinada (ver ilustração 13). que é a distância básica de quase todos os pilares da escola e que compõem a dimensão de uma sala de aula. cada módulo corresponde a 1. 66 . Para o pátio coberto. A Utilização de beirais largos em balanço sustentados na estrutura das vigas inclinadas conferem maior leveza visual ao projeto. este módulo é múltiplo da modulação básica adotada. O sistema estrutural básico adotado é composto de pilares de sustentação.20 X 7. vigas convencionais e vigas em balanço apoiando laje inclinada maciça. As variações desta estrutura básica se encontram basicamente no saguão principal da escola. Descrevendo mais detalhadamente a estrutura da escola.20 X 1.20 m (ver tabela).

Cobertura .lage inclinada maçica viga em balanço viga inclinada pilar peitoril ventilado (ver detalhe) ILUSTRAÇÃO 13 .SISTEMA ESTRUTURAL .

hoje já se tende a modificações. quadros para canetas e quadro mural. Desta maneira os critérios apontam para um ambiente em que a mobilidade do mobiliário seja fundamental. refeitórios etc. Suporte de comunicação: quadro de giz. 68 .MOBILIÁRIO ESCOLAR O presente item baseia-se no conteúdo das recomendações do Projeto FUNDESCOLA Coordenação de Instalações Escolares. Demandam os seguintes tipos de mobiliários: Mesas individuais e coletivas. podendo surgir diversos arranjos deste em conseqüência de atividades diversas desempenhadas pelos alunos. Os espaços educativos estão divididos em três categorias Sala de aula Ambientes especiais Sala de aula de zona rural Variáveis portanto em virtude da função a que se destinam. vídeos. Móveis para guarda de utensílios. A escola oferece uma diversidade de ambientes aos alunos. tem-se situação variadas ambientes distintos. laboratórios. projetores e outros equipamentos. O mobiliário escolar pode ser classificado em três tipos distintos: Superfície de trabalho e assentos Suportes de comunicação Mobiliário para guardar material escolar Apesar do arranjo tradicional da sala de aula. material em uso e trabalhos concluídos. trabalho que substitui as antigas recomendações do CEBRACE. Ambientes especiais São as salas de informática. uma carteira atrás da outra. cada um apropriado para determinada atividade educacional. vídeo. hoje já baseado em definições de normas técnicas para o mobiliário escolar. suporte de máquinas ou aparelhos de utilização comum como televisores.

40 m de comprimento para acomodação de dois alunos por equipamento. Critério de uso. o monitor deve ficar apoiado em uma superfície especial. A mesa da impressora deve Ter no mínimo. tronco e membros desenvolvem-se apresentando variações de proporções em relação à estatura (ver gráfico). 60 X 60 cm Caso o micro não seja do tipo horizontal (desktop). Pré-escolar Verificamos três fatores básicos Adequação antropométrica e fisiológicas. O crescimento do corpo humano processa-se segundo uma ordem complexa. adequação e flexibilidade as exigências pedagógicas. Assentos É fundamental o estabelecimento de critérios relativos à altura do assento. A superfície deve ser de cor clara. para possibilitar uma altura adequada à visão. com acabamento fenólico É necessário que a mesa possua um sistema de cabeamento ou estrutura que possibilite passagem de cabos. é recomendado trabalhar-se com três padrões dimensionais. pequeno médio e grande.A sala de informática O elemento básico é o computador. aos ângulos e às dimensões de cadeiras. assim como situações de natureza sociológica. As bancadas ou mesas. (ver tabela). cabeça. ao encosto. Aspectos técnico-construtivo. Os critérios sugeridos para os assentos são válidos também para mesas. assentos e elementos para exposição deverão ser utilizados de acordo com as instalações para o funcionamento dos computadores. Recomenda-se a adoção de tamanho diferentes de cadeiras e mesas. A adoção de padrões diferenciados permite melhor adequação do mobiliário ás diferentes estaturas dos alunos. cultural e psicológica. 75 cm de profundidade mínima de superfície e 1. Recomenda-se portanto: 69 . As alternativas e arranjos são muitos e dependem do tamanho do ambiente e do número de postos de trabalho. Algumas recomendações As mesas de computador devem respeitar as seguintes dimensões 68 a 72 cm de altura.

Suporte de comunicação (quadro negro. estocagem e uso. a guarda de objetos em exposição motiva as crianças com relação ao material didático existente na sala de atividades. é esta quem retira e guarda o material utilizado. Mobília para guardar material escolar Podem ser usados como delimitadores de espaço. se propõe uma largura igual à altura. as superfícies de trabalho das mesas e do cavalete devem ser de material liso. 70 . mural. na maioria das vezes. devem ser elaborados observando-se as características antropométricas da criança. visto que. rígido e fosco e não absorvente. o cavalete duplo pode Ter uma estrutura desmontável para facilitar transporte.Superfície de trabalho e assentos Mesas devem permitir agrupamentos. limites de alcance do maior e do menor usuário devem ser observados para determinação da altura de fixação.) Como não existe uma utilização intensa. etc. todos os elementos devem respeitar as medidas antropométricas das crianças.

piso em granito. fácil limpeza e resistência a movimentação de pessoas e equipamentos. manutenção e conservação.50 m afim de evitar sujeira e facilitar a manutenção. neste caso. Porém procuramos especificar alguns materiais que acreditamos serem adequados sua utilização em questões de conforto ambiental. optamos pela utilização de piso cerâmico antiderapante afim de evitar acidentes. Alguns parâmetros a serem seguidos são: Simplicidade construtiva Economia Características funcionais de cada ambiente Exigências das atividades desenvolvidas Condições climáticas locais Facilidade de manutenção e conservação PISOS Os tipos de pisos recomendados devem possuir características de durabilidade. oficinas e cozinha e banheiros. PAREDES As paredes receberão cerâmica ate a altura de 1. Nos ambientes tais como: laboratórios. não foram especificados todos os materiais a serem utilizados no edifício escolar. para o restante das parede o uso de pintura com tinta lavável em cor clara. Em ambientes propícios a ruídos externos recomenda-se o uso de materiais que absorvam convenientemente estes ruídos. O pisos utilizados na escola podem ser divididos em três tipos: Ambientes: Circulação E Hall de entrada A solução proposta é o uso de granilite nas circulações e ambientes internos e piso mais nobre para o saguão principal. 71 .ESPECIFICAÇÕES DE MATERIAIS Por tratar-se de proposta a nível de anteprojeto.

pivotantes. destacando cor EXTERNO diferente para os peitoris ventilados. Esta solução será adotado em virtude da facilidade desse tipo de esquadria na região e adequação ao partido adotado. telha colonial sobre laje impermeabilizada. as janelas serão em sua maioria. COBOGÓ As salas de aula e outros ambientes será adotado o uso de paredes de cobogós para a exaustão de ar. impregnadas de betume saturado sobre pressão e calor. O uso do cobogó também se fará presente nos parapeitos da circulação do pavimento superior. a TETO parte interna receberá pintura com tinta lavável. esquadrias em vidro com caixilho em madeira. 72 . ESQUADRIAS Adotaremos como solução. composta de fibras orgânicas. REVESTIMENTO O revestimento adotado será pintura sobre parede.COBERTURA E Em relação a cobertura. Para o ginásio adotaremos o uso de telha ecológica ONDULINE.

73 .NORMAS DO CORPO DE BOMBEIRO Segundo normas do corpo de bombeiro. 1/3 é destinado a reservatórios superior e o restante em reservatório inferior (não especificado no projeto). Deste volume necessário. utilizamos dois reservatórios superior e dividimos essa quantidade Aproximadamente 100000 litros por reservatório. já que a escola só possui dois pavimentos e possui saídas em todas suas faces além de área ampla suficiente a aglomeração de pessoas. o uso de extintores a cada 250 m². 100 litros por pessoa por dia. como este caso. Para uma edificação com área superior a 750 m². em seu livro. Calculamos neste caso uma quantidade acima desta recomendada. CÁLCULO DO VOLUME DAS CAIXAS D’ÁGUA De acordo com Archibald Macyntire. reserva para dois dias além da reserva de incêndio de 15 mil litros. Manual de Instalações Elétricas e Hidráulicas. Desta maneira. deve-se prever. A escola será abastecida por poço d’água próprio já existente. Quanto a rotas de escapes o projeto não oferece maiores problemas. madeira e tecido. as instituições educacionais estão consideradas no grupo de risco A. o cálculo da capacidade de água necessária a uma escola deve ser utilizado em torno de 50 litros de água por pessoa por dia com previsão para dois dias. que abrange as edificações onde são utilizados papel. No projeto também não especificamos a quantidade necessária de água para o parque aquático nesta fase. calculamos a capacidade necessária em função apenas do número de alunos já que a reserva proposta está além da quantidade recomendada Temos então 2500 alunos X 100 litros = 250000 litros/aluno Dividindo essa quantidade por 1/3 teremos aproximadamente 83000 + 15000 da reserva de incêndio = 97000 litros Multiplicamos por dois dias e teremos 196000 litros Finalizando.

ILUSTRAÇÕES 74 .

PERSPECTIVA

CRÉDITOS DAS FOTOS E ILUSTRAÇÕES
IDENT.

Texto

Crédito

Pag.

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Foto 26

Vista externa do Colégio 7 de Setembro
Vista externa do Colégio 7 de Setembro
Pátio coberto, local agradável, segundo seus usuários
Setor de salas de aulas
Praça central em primeiro plano
Moradia do administrador da escola
Alojamento para missionários
Quadra poliesportiva
Vista geral da CEFET – Mossoró
Entrada principal
Acesso principal
Vista do primeiro pátio interno
Vista do segundo pátio interno
Circulação das salas de aulas
Detalhe – passarela coberta de acesso as salas de aula
Circulação das salas de aulas, detalhe da estrutura e cobogós
Pátio coberto vista externa
Pátio coberto e refeitório
Detalhe estrutural, malha de vigas no hall principal
Detalhe - peitoril ventilado
Vista da vivência – detalhe - caixas d'água
Vista do pátio interno
Passarela de ligação entre blocos de laboratórios
Detalhe – estrutura do bloco de vivência
Vista aérea do terreno com indicações pertinentes ao estudo dá área
Pátio andaluz

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Foto 27
Ilustração 01
Ilustração 02
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Ilustração 07
Ilustração 08
Ilustração 09
Ilustração 10
Ilustração 11

Maquete volumétrica
Esquema geral da CEFET - Mossoró
Design Methods
Mapa da área de estudo
Histograma geral
Fluxograma geral
Distribuição e circulações gerais
Histograma - administração e apoio estudantil
Histograma - apoio pedagógico
Histograma - apoio técnico/vivência
Matriz de inter-relações entre ambientes
Sistema térmico de um edifício com pátio interno

Ilustração 12
Ilustração 13
Ilustração 14
Ilustração 15

Peitoril ventilado
Sistema estrutural
Planta-baixa e implantação
Cobertura e implantação

Ken Stucky
Ken Stucky
Ken Stucky
Ken Stucky
Ken Stucky
Ken Stucky
Ken Stucky
Ken Stucky
Ronald de Góes
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Ken Stuck
Viviendas y Edificios en
Zonas Cálidas e
Tropicales
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
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Viviendas y Edificios en
Zonas Cálidas e
Tropicales
Alexandre Vieira
Alexandre Vieira
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Documento resgatado da internet http://www. Brasília: FUNDESCOLA – MEC. Koenigsberger. Célson. Natal: UFRN. São Paulo: CONESP. NEUFERT. Ensino Fundamental: Mobiliário escolar. Arquitetura e Educação. Critérios para elaboração. CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E APOIO TÉCNICO À EDUCAÇÃO. São Paulo: Livraria Pioneira Editora. Armando de. Curso de Planejamento Municipal Integrado. 1976. Manual de diretrizes gerais para projetos de construções escolares de 1º grau. 1984. Procedimentos para apresentação de projetos de Arquitetura. São Paulo: CONESP. São Paulo: CONESP. 1978. Cartilla de Autoconstruccion para escuelas rurales. Mayhew. Especificações da edificação escolar de primeiro grau. PEDAGOGIA EM FOCO. 1977. 1985. CEBRACE. Karl Heinz. São Paulo: Gustavo Gili do Brasil. 1977. 79 (on-line): . São Paulo: IPT/CEDATE. 1998. 1977. 1987. Arte de Projetar em Arquitetura. Anna Karina. Roteiro para construir no Nordeste. CENTRO DE DESENVOLVIMENTO E APOIO TÉCNICO À EDUCAÇÃO/INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO.inside. Viviendas y edificios en zonas cálidas y tropicales. (Série Cadernos Técnicos I nº 3). 1997.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BERGMILLER. Mayumi Watanabe e Souza. INGERSOLL. SZOKOLAY. HOLANDA. FERRARI. 1995.br/~jbello/ SOUZA. 1997. Memorial descritivo da ETFRN/RN. 70 p. São Paulo: CEDATE. Anteprojeto de uma pré-escola. Ernst. 1977 LIMA. aprovação e avaliação de projetos escolares. México: CONESCAL. Especificações da edificação escolar de primeiro grau. Studio Nobel. Ministério da Educação e Cultura. Madrid: Paraninfo. 6 ed. CEBRACE.com. Recife: UFPE. Manual de dimensionamento modular especificações de ambientes para construções escolares de 1º grau. 13 ed. 1999. São Paulo: FUNDAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO.

ANEXOS 80 .