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Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do

Rio de Janeiro e de seu Entorno

Encadeamento da Cadeia do Aço Inox no Rio de Janeiro:


Perspectivas e Possibilidades da Zona Oeste

(Versão Final)

Projeto FAPERJ no E-26/110.644/2007

Eduardo Henrique da Cunha (Consultor)

Junho/2009
2

ÍNDICE

1. Introdução............................................................................................................................. 7
1.1. Um Comparativo de Crescimento entre as Diversas Matérias Primas ............................ 7
1.2. A Definição de Aço Inox ................................................................................................. 8
1.3. Formas do Aço Inox......................................................................................................... 8
1.4. Tipos de Aço Inox.......................................................................................................... 10
1.5. Aplicações do Aço Inox................................................................................................. 14
1.6. Tecnologias de Materiais ............................................................................................... 16
2. O Aço Inox no Mundo........................................................................................................ 17
2.1. A Evolução na Produção Mundial ................................................................................. 17
2.2. Os Principais Produtores Mundiais................................................................................ 18
2.3. O Mercado Mundial por País/Continente ...................................................................... 20
2.4. O Mercado Mundial por Tipo ........................................................................................ 20
2.5. A Previsão Futura do Mercado Mundial por País/Continente ....................................... 21
2.6. A Previsão Futura do Mercado Mundial por Tipo......................................................... 22
3. O Aço Inox no Brasil.......................................................................................................... 23
3.1. A Evolução da Produção Brasileira ............................................................................... 23
3.2. Os Produtores Brasileiros .............................................................................................. 24
3.3. A Cadeia Produtiva Brasileira ....................................................................................... 25
3.4. A Evolução do Consumo Aparente Brasileiro............................................................... 26
3.5. A Evolução do Consumo Aparente Brasileiro Per Capita ............................................. 27
3.6. Um Comparativo do Consumo Brasileiro Per Capita com Outros Países ..................... 28
3.7. O Mercado Brasileiro de Aço Inox por Aplicação ........................................................ 29
4. O Aço Inox no Estado do Rio de Janeiro ......................................................................... 30
4.1. Unidades Industriais no Estado do Rio de Janeiro......................................................... 31
4.3. O Mercado Aparente de Aço Inox no Estado do Rio de Janeiro ................................... 32
5.1. Necessidades do Pólo..................................................................................................... 34
5.2. A Mão de Obra na ZO MRJ........................................................................................... 35
5.3. Análise Geral ................................................................................................................. 36
5.3.1. Crescimento da Matéria Prima ................................................................................ 36
5.3.2 Crescimento do Mercado.......................................................................................... 36
5.3.3. Segmentos de Mercado............................................................................................ 36
5.3.4. Infra Estrutura Real em Relação à Ideal.................................................................. 36
5.3.5. Possibilidades de Organização do Pólo ................................................................... 37
Referências Bibliográficas ..................................................................................................... 38
3

ANEXO 1: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS


.................................................................................................................................................. 40
ANEXO 2: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS FERRÍTICOS ... 43
ANEXO 3: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS
MARTENSÍTICOS................................................................................................................ 44
ANEXO 4: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS DUPLEX............ 45
ANEXO 5:COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS ENDURECÍVEIS
POR PRECIPITAÇÃO.......................................................................................................... 45
ANEXO6: PIB POR ESTADO EM 2.006 ............................................................................ 46
ANEXO7: PIB INDUSTRIAL POR ESTADO EM 2.006 .................................................. 47
ANEXO 8: DESCRIÇÃO DETALHADA DE SEGMENTOS CONSUMIDORES ........ 48
ANEXO 9: TEC DE 20/12/2.008 DOS PRODUTOS DE AÇO INOX............................... 49
ANEXO 10: CORRELAÇÃO DAS NORMAS DE INOX ................................................. 51
ANEXO 11: COMPARATIVO DO NÚMERO DE UNIDADES INDUSTRIAIS BRASIL
x RIO DE JANEIRO EM 2.005 ............................................................................................ 55

ÍNDICE DE FIGURAS, FOTOGRAFIAS, GRÁFICOS E TABELAS

Fluxograma 1: Cadeia Produtiva Brasileira do Aço Inox ........................................................ 26


Fluxograma 2: Configuração de um Pólo ................................................................................ 35
Fotografia 1: Fotos de Planos e Longos ..................................................................................... 9
Fotografia 2: Estrutura Típica Austenítica ............................................................................... 12
Fotografia 3: Estrutura Típica Ferrítica.................................................................................... 12
Fotografia 4: Estrutura Típica Martensítica ............................................................................. 13
Fotografia 5: Estrutura Típica Duplex ..................................................................................... 13
Gráfico 1 - Terminologia dos Produtos Siderúrgicos................................................................. 9
Gráfico 2 - Visualização dos Tipos de Aço Inox considerando o percentual de Cr e Ni......... 11
Gráfico 3 - Evolução da Produção Mundial de Aço Inox em Milhões de t ............................. 18
Gráfico 4 - O Mercado Mundial de Aço Inoxidável por Tipo ................................................. 21
Gráfico 5 - A Evolução da Produção Brasileira....................................................................... 24
Gráfico 6 - A Evolução do Consumo Aparente Brasileiro....................................................... 27
Gráfico 7 - A Evolução do Consumo Aparente Per Capita...................................................... 27
Gráfico 8 - Comparativo de Consumo Per Capita por País........................................................ 1
Gráfico 9 - Mercado Brasileiro por Segmento – 2.008 (Estimativa) ....................................... 29
Mapa 1 - Localização das Usinas Siderúrgicas Brasileiras...................................................... 25
Mapa 2 - Corrosão Atmosférica Brasileira .............................................................................. 31
4

Quadro 1 - Taxa Média de Crescimento do Consumo Mundial dos Materiais Metálicos ......... 7
Quadro 2 - Principais Elementos de Liga e Impurezas dos Aços ............................................ 10
Quadro 3 - Nível de Desenvolvimento Científico dos Materiais ............................................. 17
Quadro 4 - Principais Produtores Mundiais de Aço Inoxidável Plano .................................... 18
Quadro 5 - Principais Produtores Mundiais de Aço Inoxidável Longo ................................... 19
Quadro 6 - O Mercado Mundial por País/Continente em Milhões de t ................................... 20
Quadro 7 - A Previsão Futura do Mercado Mundial por País/Continente em Milhões de t .... 22
Quadro 8 - A Previsão Futura do Mercado Mundial por Tipo................................................. 23
Quadro 8 - Consumo Aparente Brasileiro por Estado em 2.007.............................................. 33
Tabela 1: Tolerância de Corte dos Respectivos Equipamentos de Corte................................. 37
5

ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO 4

1.1 UMA COMPARAÇÃO DO CRESCIMENTO ENTRE AS DIVERSAS 4


MATÉRIAS PRIMAS

1.2 A DEFINIÇÃO DE AÇO INOX 5

1.3 AS FORMAS DO AÇO INOX 5

1.4 OS TIPOS DE AÇO INOX 7

1.5 AS APLICAÇÕES DO AÇO INOX 14

1.6 AS TECNOLOGIAS DE MATERIAIS 19

2 O AÇO INOX NO MUNDO 21

2.1 A EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO MUNDIAL 21

2.2 OS PRINCIPAIS PRODUTORES MUNDIAIS 22

2.3 O MERCADO MUNDIAL POR CONTINENTE/PAÍS 24

2.4 O MERCADO MUNDIAL POR TIPO 25

2.5 A PREVISÃO FUTURA DO MERCADO MUNDIAL POR 26


CONTINENTE/PAÍS

2.6 A PREVISÃO FUTURA DO MERCADO MUNDIAL POR TIPO 27

3 O AÇO INOX NO BRASIL 29

3.1 A EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO BRASILEIRA 29

3.2 OS PRODUTORES BRASILEIROS 31

3.3 A CADEIA PRODUTIVA BRASILEIRA 31

3.4 A EVOLUÇÃO DO CONSUMO APARENTE BRASILEIRO 33

3.5 A EVOLUÇÃO DO CONSUMO APARENTE BRASILEIRO PER 34


CAPITA

3.6 UM COMPARATIVO DO CONSUMO PER CAPITA BRASILEIRO 34


6

3.7 O MERCADO BRASILEIRO DE AÇO INOX POR APLICAÇÃÕ 36

4 O AÇO INOX NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 39

4.1 AS UNIDADES INDUSTRIAIS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO 40

4.2 UM COMPARATIVO ENTRE O PIB CARIOCA E O PIB NACIONAL 41

4.3 O MERCADO APARENTE DE AÇO INOX NO ESTADO DO RIO DE 41


JANEIRO

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 44

5.1 AS NECESSIDADES DO PÓLO 44

5.2 A MÃO DE OBRA NA ZO MRJ 46

5.3 ANÁLISE GERAL 46

5.3.1 O Crescimento da Matéria Prima 46

5.3.2 O Crescimento do Mercado 46

5.3.3 Os Segmentos de Mercado 47

5.3.4 Infra Estrutura Real em Relação à Ideal 47

5.3.5 Possibilidades de Organização do Pòlo 48

REFERÊNCIAS 50

ANEXOS 52
7

1. Introdução

Este trabalho é fruto da experiência vivida no setor siderúrgico conjugado com a vontade de
contribuir para estudos de desenvolvimento e implantação de pólos de aço inox em cidades
com vocação no Brasil, bem como ajudar no aprofundamento da pesquisa desenvolvida no
Instituto de Economia (IE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenada
pela Profa Dra. Renata Lèbre La Rovere.

Um agradecimento especial à importante contribuição do Mário Cordeiro de Carvalho Júnior


à este trabalho. Este trabalho tem por objetivo principal analisar as potencialidades do Estado
do Rio de Janeiro no que se refere às condições mercadológicas em relação ao aço inox e a
possibilidade de instalação de um pólo de empresas que trabalhem com aço inox na Zona
Oeste do Município do Rio de Janeiro.

1.1. Um Comparativo de Crescimento entre as Diversas Matérias Primas

Entre as diversas matérias primas metálicas utilizadas pela indústria mundial destacam-se:
Aço Carbono, Alumínio, Cobre, Zinco, Aço Inoxidável e Chumbo.

O Quadro 1 apresenta a evolução de consumo dos principais materiais metálicos utilizados


pela indústria no mundo.

Quadro 1: Taxa Média de Crescimento do Consumo Mundial dos Materiais Metálicos

Taxa Média de Crescimento do Consumo Mundial dos


Materiais entre 1990 e 2005

Chumbo
Zinco

Cobre
Aço Carbono
Alumínio

Aço Inoxidável

0 1 2 3 4 5 6 7
%

Fonte: ThyssenKrupp Nirosta

Embora não esteja indicado no Quadro 1 a taxa média de crescimento dos plásticos, segundo
a Associação de Produtores Plastics Europe, no período de 1950-2005 é de 9,9%. Algumas
características dos plásticos são interessantes: baixa densidade com capacidade de assumir
formas diversas e resistência a corrosão. Por outro lado, possui baixa resistência mecânica em
geral, baixa rugosidade, e sua matéria prima atualmente advém do petróleo – com reservas
finitas. Porém, já pode ser fabricado através do álcool.

Conforme se pode observar no quadro acima e levando-se em consideração os dados relativos


aos plásticos - a matéria prima da indústria mundial com maior possibilidade de alcançar as
maiores taxas de crescimento futuro é o aço inox (de 1.950 até aqui esteve em 2º lugar), ou
8

seja, é o material que vem apresentando ótima relação custo benefício aliado a versatilidade
para uso nas mais diversas aplicações.

1.2. A Definição de Aço Inox

Segundo a TEC – Tarifa Externa Comum o aço inoxidável é definido como as ligas de aço 1
contendo, em peso, 1,2% ou menos de carbono e 10,5% ou mais de cromo, com ou sem
outros elementos.

1.3. Formas do Aço Inox

A siderurgia fornece materiais classificados como Planos e Longos

Segundo a classificação estabelecida por Araújo os aços longos são caracterizados por terem
largura inferior a 300 mm. Portanto, as chapas são materiais planos e as barras e fio máquina
são materiais longos. Nos materiais Longos – a forma que predomina é o comprimento, ou
seja, comprimento é extremamente superior a maior dimensão da seção. Elas podem ser
redondas, quadradas, retangulares, sextavadas e cantoneiras.

Nos materiais Planos – a forma que predomina é a largura, ou seja, largura é extremamente
superior a espessura. Elas podem ser chapas e tiras.

As folhas são materiais planos com espessura menor que 0,3 mm.

As tiras possuem espessura entre 0,3 e 6,0 mm, porém, largura inferior ou igual a 500 mm.

As chapas finas possuem espessura entre 0,3 e 6,0 mm com largura superior a 500 mm.

O Gráfico 1 fornece a diferença entre planos e longos.

1
Segundo Chiaverini (1996), aço é uma liga ferro-carbono contendo geralmente 0,0008% até aproximadamente
2,11% de carbono, além de certos elementos residuais, resultantes dos processos de fabricação.
9

Gráfico1: Terminologia dos Produtos Siderúrgicos

Barra chata Chapa Grossa

E 6,0
S
P
E
S
S
U
R
A
(mm)
Tira Chapa Fina

0,3
Folha
0 0,1 0,3 0,5 0,7
LARGURA (mm)
Fonte: Araujo, L. A. Manual de Siderurgia vol. 2

A Fotografia 1 mostra a forma de aços planos e longos.

Fotografia 1: Fotos de Planos e Longos

Planos Longos
10

1.4. Tipos de Aço Inox

O nome dos tipos de aço inox deriva do nome da estrutura interna do material. Cada estrutura
interna determina propriedades específicas. A formação da estrutura interna do material é
influenciada pelos elementos químicos que compõem o material. No caso do aço inoxidável,
o Quadro 2 apresenta a atuação dos elementos químicos.

Quadro 2 - Principais Elementos de Liga e Impurezas dos Aços

ELEMENTO DESCRIÇÃO
QUÍMICO
Alumínio Al . Forte formador de ferrita. Pode ser usado em aços inoxidáveis
ferríticos para estabilizar a ferrita;
. Aumenta a resistência à formação de carepa a alta temperatura;
. Usado em conjunto com o Ti pode causar endurecimento por
precipitação;
. Forte formador de nitreto.
Carbono C . Forte formador de austenita;
. Aumenta fortemente a resistência mecânica e dureza, particularmente
nos aços martensíticos;
. Afeta negativamente a resistência à corrosão e tenacidade a baixa
temperatura.
Cobalto Co . Aumenta a resistência mecânica e à fluência a temperatura elevada.
Cobre Cu . Aumenta a resistência à corrosão em meios líquidos redutores.
Manganês Mn . Formador de austenita;
. Aumenta a resistência à fissuração da solda com estrutura
completamente austenítica.
Molibdênio Mo . Formador de ferrita e de carboneto;
. Aumenta a resistência mecânica e à fluência em temperatura elevada;
. Melhora a resistência à corrosão geral em meios não oxidantes e a
resistência à corrosão puntiforme
Níquel Ni . Formador de austenita;
. Aumenta a resistência a corrosão geral em meios não oxidantes;
. Em pequenas quantidades, melhora a tenacidade e a soldabilidade de
ligas ferríticas e martensíticas.
Nitrogênio N . Forte formador de austenita;
. Aumenta a resistência mecânica;
. Degrada fortemente a soldabilidade de ligas ferríticas.
Silício Si . Formador de ferrita;
. Melhora a resistência à formação de carepa e à carburização a alta
temperatura.
Titânio Ti . Forte formador de carboneto e nitreto;
11

. Forte formador de ferrita;


. Melhora a resistência mecânica à alta temperatura.
Tungstênio W . Aumenta a resistência e à fluência a temperatura elevada;
. Forte formador de ferrita.
Enxofre, Fósforo S . Aumenta a sensibilidade à fissuração;
e Selênio
P . Melhora a usinabilidade. Geralmente usados em conjunto com Mo ou
Zr
Se
Fonte: Modenesi, P. J. (2001) p. 13

Estas propriedades específicas vão indicar a melhor aplicação para cada tipo de aço inox. Por
isso, conhecer a estrutura interna do material determina seu tipo e suas propriedades.

Os aços inoxidáveis possuem cinco tipos básicos:

• Austeníticos;
• Ferríticos;
• Martensíticos;
• Austeno-ferríticos (duplex);
• Endurecíveis por Precipitação.

Os nomes dos três primeiros tipos é uma homenagem aos descobridores das estruturas
internas. Portanto, o Sr. Austen, o Sr. Ferri e o Sr. Marten emprestaram seus nomes para
definir os tipos de aços inox.

Por meio do Gráfico2 é possível visualizar os tipos de aço inox levando-se em consideração o
percentual de Cromo (abscissa) e o percentual de Níquel (ordenada).

Gráfico 2: Visualização dos Tipos de Aço Inox considerando o percentual de Cr e Ni

I Austenítico

Q Duplex
U End Precip

E
Martensítico
L Ferrítico

CROMO

Fonte: Núcleo Inox


12

Segundo Modenesi (2001), o aço inoxidável austenítico inclui, principalmente, ligas Fe-Ni-
Cr, embora existam ligas em que parte ou todo o níquel foi substituído por manganês e
nitrogênio. Apresentam estrutura predominantemente austenítica, não sendo endurecíveis por
tratamento térmico. Estes aços formam o grupo mais numeroso e utilizado dos aços
inoxidáveis no mundo. Contém entre cerca de 6 e 26% de níquel, 16 e 30% de cromo e menos
de 0,30% de carbono, com um teor total de elementos de liga de, pelo menos, 26%.
Apresentam, à temperatura ambiente, um baixo limite de escoamento, limite de resistência
alto e uma elevada dutilidade. São, entre os aços inoxidáveis, os materiais de melhor
soldabilidade e resistência geral à corrosão. Várias normas identificam os aços inoxidáveis.
As principais são a AISI, ABNT e DIN. A Fotografia2 é a imagem de uma estrutura típica
austenítica.

Fotografia2: Estrutura Típica Austenítica

Fonte: Núcleo Inox

No anexo 1, os aço inoxidáveis austeníticos segundo a ABNT.

Segundo Modenesi (2001), os aços inoxidáveis ferríticos são ligas Fe-Cr predominantemente
ferríticas em qualquer temperatura até a sua fusão. Tem entre 12 e 30% de cromo e um baixo
teor de carbono, em geral, bem inferior a 0,1%. Como não podem ser completamente
austenitizados, estes aços não são endurecíveis por têmpera e sua granulação só pode ser
refinada por uma combinação adequada de trabalho mecânico e recozimento de
recristalização. Apresenta um baixo coeficiente de expansão térmica e uma boa resistência à
corrosão e à oxidação, inclusive a alta temperatura. No estado recozido, com uma granulação
fina, sua dutilidade e tenacidade à temperatura ambiente podem ser consideradas satisfatórias.
A Fotografia3 mostra a imagem de uma estrutura típica ferrítica.

Fotografia 3: Estrutura Típica Ferrítica

Fonte: Núcleo Inox


13

No anexo 2, os aço inoxidáveis ferríticos segundo a ABNT.

Segundo Modenesi (2001), os aços inoxidáveis martensíticos são essencialmente ligas Fe-Cr-
C que contêm entre 12 e 18% de cromo e entre 0,1 e 0,5% de carbono (embora em alguns
casos, pode-se chegar até 1%C) e que podem ser austenitizadas se forem aquecidas a uma
temperatura adequada. Devido ao seu elevado teor de liga, estes aços apresentam uma elevada
temperabilidade e podem apresentar uma estrutura completamente martensítica em peças de
grande espessura mesmo após um resfriamento ao ar calmo. São, desta forma, ligas
facilmente endurecíveis por tratamento térmico, sendo usadas, em geral, no estado temperado
e revenido. Sua resistência à corrosão tende a ser inferior a dos outros tipos, sendo, contudo,
satisfatória para meios mais fracamente corrosivos. A Fotografia4 apresenta a imagem de uma
estrutura típica martensítica.

Fotografia 4: Estrutura Típica Martensítica

Fonte: Núcleo Inox

No anexo 3 está descrito os aço inoxidáveis martensíticos segundo a ABNT.


Segundo Modenesi (2001), os aços inoxidáveis duplex contêm 18 a 30% de Cr, 1,5 a 4,5% de
Mo e adições de elementos formadores e estabilizantes da austenita, principalmente o níquel
(3,5 a 8%) e o nitrogênio (0 a 0,35%), de forma a ter uma microestrutura, à temperatura
ambiente, formada de partes aproximadamente iguais de ferrita e austenita. Estes aços são
caracterizados por uma elevada resistência à corrosão, inclusive em ambientes nos quais os
aços inoxidáveis austeníticos são deficientes, elevada resistência mecânica e boa
soldabilidade.
A Fotografia 5 mostra a imagem de uma estrutura típica duplex.

Fotografia5: Estrutura Típica Duplex

Fonte: Núcleo Inox


14

No anexo 4 está descrito os aço inoxidáveis duplex segundo a ABNT

Segundo Modenesi (2001), os aços inoxidáveis endurecíveis por precipitação são capazes de
desenvolver elevados níveis de resistência mecânica pela formação de finos precipitados, em
alguns casos, junto com uma microestrutura martensítica, com ductilidade e tenacidade
superiores a outros aços de resistência similar em conjunção com boa resistência à corrosão e
oxidação. O endurecimento por precipitação é conseguido através da adição de elementos de
liga como cobre, titânio, nióbio e alumínio. De acordo com a estrutura do aço antes do
tratamento de precipitação, estes podem ser divididos em martensíticos, semi-austeníticos e
austeníticos.

1.5. Aplicações do Aço Inox

Segundo Mansur Neto (2000) e Tebecherani, C.T. P., as aplicações mais comuns dos aços
inoxidáveis considerando as várias ligas são:

• AISI 405: tubos irradiadores, caldeiras, recipientes para indústria petrolífera, etc;
• AISI 406: resistências elétricas;
• AISI 409: escapamentos de automóveis;
• AISI 430: calhas, máquinas de lavar roupa, coifas, revestimento de câmara de
combustão de motor diesel, equipamentos para fabricação de ácido nítrico, fixadores,
aquecedores, portas para cofres, moedas, pias, cubas, baixelas, utensílios domésticos,
equipamento para indústria química, equipamento de restaurantes, cozinhas, adornos
de automóveis, decorações arquitetônicas interiores, peças para fornos, revestimento
de elevadores, etc;
• AISI 430F: fabricação de parafusos, porcas, ferramentas;
• AISI 442: partes de fornos;
• AISI 443: equipamento químico, partes de fornos;
• AISI 444: caixas d água, tanques
• AISI 446: peças de fornos, queimadores, radiadores.
• AISI 301: fins estruturais, correias transportadoras, utensílios domésticos, ferragens,
diafragmas, adornos de automóveis, equipamentos para transporte, aeronaves,
ferragens para postes, fixadores (grampos, fechos, estojos), carros ferroviários.
• AISI 302: gaiolas de animais, garrafas térmicas e esterilizadores, equipamentos
domésticos, tanques de gasolina, equipamentos para fabricação de sorvetes,
dobradiças, equipamentos para laticínios, maquinaria para engarrafamento, tanques de
fermentação,fins estruturais, equipamento para indústria química;
• AISI 302B: elementos de aquecimento de tubos radiantes, partes de fornos, seções de
queimadores, abafadores de cozimento;
• AISI 303: eixos, parafusos, porcas, pregos, eixos, cabos, fechaduras, componentes de
aeronaves, buchas, peças de carburador;
• AISI 304: portões, portas, grades, utensílios domésticos, fins estruturais, equipamentos
para indústria química, naval, farmacêutica, têxtil, papel e celulose, refinaria de
15

petróleo, permutadores, de calor, válvulas e peças de tubulações, indústria frigorífica,


instalações criogênicas, depósitos de cerveja, tanques de fermentação de cerveja,
equipamentos para refino de produtos de milho, equipamentos para leiteria, cúpula
para casa de reator de usina atômica, tubos de vapor, peças para depósito de algumas
bebidas carbonatadas, condutores descendentes de águas pluviais, carros ferroviários,
calhas, revestimentos de prédios, tanques para indústria alimentícia,
• AISI 304L: revestimento para trajas de carvão, tanque de pulverização de fertilizantes
líquidos, tanque para estoque de massa de tomate, carros ferroviários;
• AISI 305: peças fabricadas por meio de severas deformações a frio;
• AISI 308: fornos industriais, válvulas, soluções de sulfeto à alta temperatura, eletrodos
de solda;
• AISI 309: suportes de tubos, abafadores, caixas de fermentação, depósito de bebidas,
partes de queimadores a óleo, refinarias, equipamentos para fábrica de produtos
químicos, partes de bombas, revestimentos de fornos, componentes de caldeiras,
componentes para fornalhas de máquinas a vapor, aquecedores, trocadores de calor,
peças para motores a jato, estufas;
• AISI 310: aquecedores de ar, caixas de recozimento, estufa de secagem, anteparos de
caldeira a vapor, caixa de decantação, equipamentos para fábrica de tinta, suportes
para abóbada de forno, fornos de fundição, transportadores e suportes de fornos,
revestimento de fornos, componentes de turbinas a gás, trocadores de calor,
incineradores, componentes de queimadores a óleo, equipamentos de refinaria de
petróleo, recuperadores, cilindros para fornos de rolos transportadores, tubulação de
soprador de fuligem, chapas para fornalha, chaminés e comportas de chaminés de
fornos, conjuntos de diafragmas dos bocais para motores turbo-jatos, panelas de
cristalização de nitratos, equipamentos para indústria de papel, química e estufas;
• AISI 316: portões, portas e grades de ambientes marinhos, equipamentos de indústrias
químicas, farmacêutica, têxtil, petróleo, papel, celulose, borracha, nylon e tintas, peças
e componentes diversos da construção naval, equipamentos criogênicos, equipamentos
para processamento de filme fotográfico, cubas de fermentação, instrumentos
cirúrgicos;
• AISI 316L: peças de válvulas, bombas, tanques, evaporadores e agitadores,
equipamentos têxteis, condensadores, peças expostas a atmosfera marinha, adornos,
tanques soldados para estocagem de produtos químicos e orgânicos, bandejas,
revestimentos para fornos de calcinação
• AISI 317: equipamentos de secagem, equipamentos para fábrica de tintas;
• AISI 321: anéis coletores de aeronaves, revestimentos de caldeiras, aquecedores de
cabines, parede corta fogo, vasos pressurizados, sistema de exaustão de óleo sob alta
pressão, revestimento de chaminés, componentes de aeronaves, super aquecedor
radiante, foles, equipamentos de refinaria de petróleo, aplicações decorativas;
• AISI 347: tubos para super aquecedores radiantes, tubo de exaustão de motor de
combustão interna, tubulação de vapor a alta pressão, tubos de caldeiras, tubos de
destilação de refinaria de petróleo, ventilador, revestimento de chaminé, tanques
soldados para revestimento de produtos químicos, anéis coletores, juntas de expansão,
resistores térmicos;
16

• AISI 403: anéis de jatos, seções altamente tensionadas em turbinas a gás, lâminas
forjadas ou usinadas de turbina e compressor;
• AISI 405: caixas de recozimento;
• AISI 409: sistema de exaustão de veículos automotores, tanques de combustível,
• AISI 410: válvulas, bombas, parafusos, fechaduras, tubos de controle de aquecimento,
chapas para molas, cutelaria (facas, canivetes) mesa de prancha, instrumentos de
medida, peneiras, eixos, acionadores, maquinaria de mineração, ferramentas manuais,
chaves, partes de fornos, queimadores, equipamentos rodoviários, sedes de válvulas de
segurança de locomotivas, plaquetas tipográficas, apetrechos de pesca, peças de
calibradores, fixadores;
• AISI 414: molas, lâminas de faca;
• AISI 416: parafusos usinados, porcas, engrenagens, tubos, eixos, fechaduras, hastes de
válvulas;
• AISI 420: cutelaria, instrumentos hospitalares, cirúrgicos e dentários, réguas,
medidores, engrenagens, eixos, pinos, bolas de milho, discos de freio, mancal de
esfera, assentos de válvulas;
• AISI 420F: eixos, porcas e parafusos;
• AISI 431: peças de bombas, esteiras transportadoras, eixos de hélice marítima, peças
de maquinário da indústria de laticínios.
• AISI 440A/440B/440C: eixos, pinos, instrumentos cirúrgicos e dentários, cutelaria,
anéis, válvulas, mancais anti-fricção;
• AISI 442: componentes de fornos, câmara de combustão;
• AISI 446: caixas de recozimento, chapas grossas para abafadores, queimadores,
aquecedores, tubos para pirômetros, recuperadores, válvulas e conexões.

1.6. Tecnologias de Materiais

Conforme Padilha (1994), o cientista de materiais Erhard Hornbogen classifica os materiais


em quatro níveis, conforme o grau de conhecimento científico utilizado no seu
desenvolvimento:
1. Materiais naturais;
2. Materiais desenvolvidos por meio de sistemática experimentação empírica;
3. Materiais desenvolvidos com auxílio de conhecimentos científicos, isto é, considerações
científicas orientaram seus descobrimentos e suas propriedades foram qualitativamente
interpretadas; e
4. Materiais projetados (novos ou aperfeiçoados) quase que exclusivamente a partir de
conhecimentos científicos e suas propriedades podem ser quantitativamente previstas.

Segundo Padilha (1994), o descobrimento dos aços inoxidáveis é enquadrado no nível 3, o


que de certa forma oferece a possibilidade de modificações e projeto de novas ligas, baseados
em conhecimentos científicos e exigências atuais.

O Quadro 3 apresenta o nível de desenvolvimento científico dos materiais.


17

Quadro 3 - Nível de Desenvolvimento Científico dos Materiais

Nivel de
Desenvolvimento
Científico Caracterização Exemplos
Pedra, cobre, meteorito
madeira, couro, borracha,
1 Materiais naturais diamante
Materiais desenvolvidos empiricamente, bronze, aço, latão,
praticamente sem conhecimento
científico ferro fundido, vidro,
2 prévio concreto
Materiais desenvolvidos com auxílio de Al e ligas, Ti e ligas,
conhecimentos científicos Mg e ligas, metal duro,
aços inoxidáveis, durômetros,
termoplásticos, elatômeros,
3 cerâmicas vítreas, ferrite
Materiais projetados, desenvolvidos
quase Superligas, ligas de efeito
que exclusivamente a partir de memória, aços de alta resistência,
vidros metálicos, cerâmicas do
fundamentos científicos tipo
SiAlON, cerâmicas de corte
Al2O3 e
ZrO2, semicondutores, alguns
materiais para reatores nucleares
(UO2, ligas de urânio, ligas de
4 Ag-Cd-In, ligas de zircônio)
Fonte: Padilha (1994)

2. O Aço Inox no Mundo

2.1. A Evolução na Produção Mundial

A primeira corrida de aço inox em escala industrial foi feita na Alemanha pela Krupp em
1.917 para atender a indústria química.

À partir de 1.950 a produção mundial é medida e é de 500 mil t neste ano.

Pode ser destacada no Gráfico 3:


18

Gráfico 3: Evolução da Produção Mundial de Aço Inox em Milhões de t

Fonte: ISSF

Desde o início da produção de aço inox em escala industrial a produção mundial cresceu em
torno de 5,7% a.a. de 1.950 à 2.008.

A produção mundial de aço inox em 2.007 atingiu 27.850 mil t de lingotes equivalentes.
Considerando o rendimento médio de 87% para transformar lingotes em produtos (longos e
planos), temos, um total mundial de 24.300 mil t no valor aproximado de US$ 130 bilhões.

Os produtos planos representam 78%, ou seja, 19.050 mil t.

Portanto, os produtos longos representam 22% do total mundial, isto é, 5.250 mil t.

2.2. Os Principais Produtores Mundiais

Os 15 principais produtores mundiais de aço inoxidável plano em 2.007 estão apresentados no


Quadro 4:

Quadro 4: Principais Produtores Mundiais de Aço Inoxidável Plano

EMPRESA PAÍS CAP. PRODUÇÃO


TK STAINLESS GROUP Alemanha 3,30
ACERINOX GROUP Espanha 2,70
SHANXI TAIGANG China 2,60
POSCO GROUP Coréia do Sul 2,30
YUSCO GROUP Taiwan 2,20
ARCELORMITTAL STAINLESS GROUP Índia 1,90
OUTOKUMPU STAINLESS GROUP Finlândia 1,60
BAOSTEEL STAINLESS STEEL BRANCH/ NBSS China 1,60
JINDAL STAINLESS Índia 1,40
NSSC (NIPPON STEEL) Japão 0,90
NISSHIN STEEL Japão 0,70
AK STEEL EUA 0,65
JFE Japão 0,50
NIPPON METAL (NIKKINKO) Japão 0,40
ALLEGHENY LUDLUM (ATI) EUA 0,35
Fonte: Steel & Metals Market Research - SMR
19

A capacidade dos 15 produtores citados no Quadro3 é de 23,10 milhões de toneladas e


representa 85% da capacidade mundial de produção de aço inoxidável plano.

A ARCELORMITTAL INOX BRASIL (Ex-ACESITA) pertence ao grupo


ARCELORMITTAL STAINLESS GROUP e é a única produtora de aço inoxidável plano no
Brasil. A antiga ACESITA era monopolista e concentrou-se em produzir aços inoxidáveis das
famílias austeníticos, ferríticos e martensíticos. Após a privatização a linha de produtos não se
alterou e continuam a produzir as famílias acima.

Os 15 principais produtores mundiais de aço inoxidável longo em 2.007 estão apresentados no


Quadro 5:

Quadro 5: Principais Produtores Mundiais de Aço Inoxidável Longo

CAP.
EMPRESA PAÍS PRODUÇÃO
WALSIN LIHWA Taiwan 0,43
TSINGSHAN China 0,42
SCHMOLZ + BICKENBACH Alemanha 0,35
DONGBEI SPECIAL STEEL China 0,33
VIRAJ India 0,31
ROLDAN + NAS Itália 0,25
COGNE Itália 0,22
PSS China 0,20
OUTOKUMPU Finlândia 0,19
SANDVIK Suécia 0,18
DAIDO STEEL Japão 0,17
SMI (SUMITOMO METALS) Japão 0,17
VALBRUNA GROUP Itália 0,17
NSSC (NIPPON STEEL) Japão 0,15
BAOSTEEL SPECIAL STEEL
BRANCH China 0,14
Fonte: SMR

A capacidade dos 15 produtores citados no Quadro 5 é de 5,24 milhões de toneladas e


representa apenas 58% da capacidade mundial de produção de aço inoxidável longo.

Os dois produtores com fábricas no Brasil VILLARES METALS – que pertence ao grupo
VOEST ALPINE da Aústria e a PIRATINI que pertence ao grupo nacional GERDAU
possuem capacidade de produção pequena quando comparado aos maiores produtores
mundiais.

Em relação à linha de produtos a VILLARES METALS produz todos os tipos existentes:


austeníticos, ferríticos, martensíticos, duplex e endurecíveis por precipitação.

A GERDAU só produz a linha comercial, ou seja, linha austenítica, ferrítica e martensítica.


20

2.3. O Mercado Mundial por País/Continente

O Quadro 6 mostra os 10 principais mercados mundiais em 2.007. A União Européia2 é a


única exceção, não é um país, e, sim um continente.

Quadro 6: O Mercado Mundial por País/Continente em Milhões de t

PLANOS LONGOS TOTAL


CHINA 5,30 1,50 6,80
UNIÃO
EUROPÉIA 4,00 1,20 5,20
JAPÃO 1,70 0,70 2,40
EUA 1,70 0,30 2,00
ÍNDIA 1,20 0,20 1,40
CORÉIA DO
SUL 1,00 0,20 1,20
TAIWAN 0,70 0,20 0,90
TAILÂNDIA 0,25 0,10 0,35
BRASIL 0,27 0,03 0,30
CANADÁ 0,15 0,05 0,20
Fonte: SMR

2.4. O Mercado Mundial por Tipo

Considerando os tipos: austeníticos, ferríticos, martensíticos, duplex e endurecíveis por


precipitação expostos anteriormente, a classificação disponível no mercado é um pouco
diferente baseado nas normas AISI 300, 200, 400 e duplex. A correspondência entre os tipos e
as normas é a seguinte:

• Austeníticos: linha 300 e 200;


• Ferríticos: linha 400;
• Martensíticos: linha 400;
• Duplex: duplex;
• Endurecíveis por Precipitação: linha 600.

Fazendo uma correspondência com os tipos definidos pela literatura, temos:

• Os austeníticos representam 72% do mercado mundial;


• Os ferríticos representam 20%;
• Os martensíticos representam 7%;
• Os duplex representam 1%;
• Os endurecíveis por precipitação são desprezíveis

2
A União Européia é composta por 27 países: Alemanha, Aústria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca,
Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia,
Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Suécia.
21

O Gráfico 43 mostra o mercado mundial por tipo de aço inoxidável em 2.007:

Gráfico 4: O Mercado Mundial de Aço Inoxidável por Tipo

Fonte: SMR

Pode-se notar a grande predominância de utilização de aços inoxidáveis austeníticos sobre os


demais.

2.5. A Previsão Futura do Mercado Mundial por País/Continente

Levando-se em consideração taxas médias de crescimento por país para os próximos 6 anos
baseado em estimativas de órgãos econômicos mundiais e sua larga experiência a Steel &
Metals Market Research - SMR fez a seguinte previsão para o mercado mundial por
país/continente em 2.014. O Quadro 7 apresenta esta previsão.
22

Quadro 7: A Previsão Futura do Mercado Mundial por País/Continente em Milhões de t

PLANOS LONGOS TOTAL


CHINA 8,50 2,10 10,60
UNIÃO
EUROPÉIA 5,20 1,60 6,80
ÍNDIA 2,50 0,50 3,00
EUA 2,30 0,40 2,70
JAPÃO 1,70 0,60 2,30
CORÉIA DO
SUL 1,30 0,20 1,50
TAIWAN 0,90 0,30 1,20
TAILÂNDIA 0,40 0,10 0,50
TURQUIA 0,35 0,05 0,40
BRASIL 0,35 0,05 0,40
Fonte: SMR

Podemos notar algumas mudanças em relação a 2.007.

A Ìndia terá um bom crescimento e ultrapassará os EUA e o Japão.

Os EUA ultrapassarão o Japão.

A Turquia ultrapassará o Brasil e o Canadá. A Turquia não aparecia entre os 10 maiores em


2.007.

2.6. A Previsão Futura do Mercado Mundial por Tipo

A SMR fez uma previsão de como deve ser o mercado mundial por tipo em 2.014. As
variáveis que implicam nas mudanças de tipo de aço inoxidável são: o preço do níquel (que é
utilizado nos tipos austeníticos e duplex) e as exigências da aplicação.

Para esta previsão, a SMR estabeleceu o preço médio da tonelada do níquel em US$ 17.500/t.
O níquel possui cotação na LME e é muito volátil.

O Quadro 8 apresenta a previsão futura do Mercado Mundial por tipo.


23

Quadro 8 - A Previsão Futura do Mercado Mundial por Tipo

Fonte: SMR

As taxas de crescimento dos tipos considerados foram:


• Linha 300 = 3,7% a.a.
• Linha 200 = 0,7% a.a.
• Linha 400 = 6,1% a.a.
• Linha Duplex = 9,5% a.a.

3. O Aço Inox no Brasil

3.1. A Evolução da Produção Brasileira

A evolução da produção brasileira também apresenta um sólido crescimento, porém, o


volume não é significativo quando comparado com a produção mundial. O Gráfico 5
apresenta a evolução da produção brasileira mostrando a participação dos planos e longos.
24

Gráfico 5: A Evolução da Produção Brasileira

Fonte: Núcleo Inox

O volume produzido no Brasil em 2.007 representa 1,9% da produção de produtos acabados


de planos e longos.

Outra diferença em relação ao mercado mundial é que a produção de longos no Brasil


representa 9% do total. Enquanto que no mundo, a produção de longos representa 22% do
total.

3.2. Os Produtores Brasileiros

Três siderúrgicas no Brasil produzem aço inox: ArcelorMittal Inox Brasil, Gerdau e Villares
Metals.

A ArcelorMittal Inox Brasil produz aço inoxidável plano.A Villares Metals e a Gerdau
produzem somente aço inoxidável longo.

O Mapa1 apresenta a localização das usinas siderúrgicas brasileiras que produzem aço inox.
25

Mapa 1 - Localização das Usinas Siderúrgicas Brasileiras

Fonte: Núcleo Inox

A capacidade de produção de aço inox plano da ArcelorMittal Inox Brasil situada em


Timóteo-M.G.para três turnos é de 600 mil t/ano.A capacidade de produção de aço inox longo
da Villares Metals situada em Sumaré- S.P. para três turnos é de 30 mil t/ano.

A capacidade de produção de aço inox longo da Gerdau situada em Charqueadas- R.S. para
três turnos é de 50 mil t/ano.

3.3. A Cadeia Produtiva Brasileira

A produção de aço inox inicia-se na extração das matérias-primas principais: minério de ferro,
cromo e níquel.

A partir daí, é processado os aços inoxidáveis planos com a matéria primas citadas acima ou
utilizando-se sucata no lugar do minério de ferro, no caso, dos aços inoxidáveis longos.

A distribuição dos aços inoxidáveis é feita via venda direta de usina para o fabricante de
máquinas, equipamentos e produtos finais ou via distribuição para atendimento das pequenas
indústrias fabricantes.
26

O Fluxograma1 apresenta a cadeia produtiva brasileira do aço inox.

Fluxograma1: Cadeia Produtiva Brasileira do Aço Inox

F
P M Ind. Alimentícia
A
R Á Ind. Bebidas
B Ind. Papel
O P D Q Celulose
R R Ind.
D A I U Farmacêutica
O I
U Ç S I Ind. Cosmética
D C Ind. Sucro
T Fe O T R N Alcooleira
A
O U R E A Ind. Petróleo
T N
R Cr I I V S Ind. Química
O Ind.
E N B T Petroquímica
R E
S Ni O E Ind. Transportes
E S Ind. Construção
X Q Civil
P
D S U Ind. Mecânica F
D R Mobiliário
E I Ind. Metalúrgica I Urbano
E O
P N Baixelas/Cutelaria
D
M A Cubas/Pias

P L Linha Branca

3.4. A Evolução do Consumo Aparente Brasileiro

O Gráfico 6 apresenta a consistente evolução do consumo aparente brasileiro nos últimos 12


anos.
27

Gráfico 6 - A Evolução do Consumo Aparente Brasileiro

Fonte: Núcleo Inox

O consumo do mercado brasileiro evoluiu de 145.000 t/ano em 1.996 para 369.130 t/ano em
2.008. Neste período (1.996-2.008) a taxa de crescimento do mercado brasileiro foi de 8,1%.

O mercado brasileiro cresce a uma taxa acima da média mundial.

A participação por tipo no mercado brasileiro é diferente do mercado mundial. No Brasil, a


linha 400 representa 50% do consumo nacional. Comparando-se com o mercado mundial
(linha 400 = 20%) a diferença é muito expressiva. Isto se deve ao fato da escolha dos
produtores em oferecer uma matéria-prima com preço mais competitivo devido o mercado
brasileiro ser altamente comprador de “preço baixo”.

3.5. A Evolução do Consumo Aparente Brasileiro Per Capita

O Gráfico 7 mostra a evolução do consumo aparente per capita de aço inox no Brasil nos
últimos 12 anos.

Gráfico 7 - A Evolução do Consumo Aparente Per Capita

Fonte: Núcleo Inox


28

Nota-se uma evolução constante no consumo per capita. Em 1.980 eram 0,87 kg/hab/ano e em
2.008 foram 1,95 kg/hab/ano.

3.6. Um Comparativo do Consumo Brasileiro Per Capita com Outros Países

Através da comparação do consumo per capita podemos estimar o potencial de crescimento


dos diversos mercados.

Os dez maiores PIB mundiais em 2.006 foram: EUA, Japão, Alemanha, China, Reino Unido,
França, Itália, Canadá, Espanha e Brasil.

Os dez maiores PIB per capita mundiais em 2.006 foram: Taiwan, Itália, Coréia do Sul,
Alemanha, Japão, Espanha, França, Canadá, EUA, China.

Portanto, somente Taiwan e Coréia do Sul estão entre os maiores PIB per capita e não estão
entre os dez maiores PIB mundiais.

Somente o Brasil e o Reino Unido estavam entre os dez maiores PIB mundiais e não estavam
entre os dez maiores PIB per capita mundiais. Mas, o Reino Unido era o 11º. Taiwan possuía
em 2.006 o maior consumo per capita mundial de 44,9 kg/hab/ano.

Os países mais desenvolvidos economicamente e industrialmente também possuem o maior


consumo per capita. O Gráfico 8 apresenta o comparativo de consumo per capita entre os
principais países mundiais.

Gráfico 8: Comparativo de Consumo Per Capita por País

Fonte: ValeInco
29

Concluindo, no caso do Brasil, pode-se notar que o potencial é enorme já que o consumo per
capita ainda é muito baixo e o PIB é enorme.

3.7. O Mercado Brasileiro de Aço Inox por Aplicação

A análise dividiu-se em aço inox plano e longo. Dentro dos aços inoxidáveis planos - uma
parte vai para tubos, distribuidores e reprocessadores. Estes três segmentos foram estudados
para chegarmos ao demandante final do aço.

No caso do aço inox longo, existe uma primeira divisão barras e fio máquina. Dentro de
barras, a maioria vai para os distribuidores. Para chegarmos ao demandante final tivemos que
pesquisar com os distribuidores. No caso do fio máquina, a maior parte do consumo destina-
se aos trefiladores - que transformam a bitola de 5,5 mm em bitolas menores para as mais
diversas aplicações. Também foi necessário pesquisar com os trefiladores o destino final do
material.

O Gráfico 9 apresenta o mercado brasileiro por segmento em 2.008:

Gráfico 9 - Mercado Brasileiro por Segmento – 2.008 (Estimativa)

A idéia da divisão do segmento consumidor nos remete ao fato de que necessitamos prever
movimentos futuros, e estes segmentos possuem acompanhamentos detalhados feito pelo
IBGE.
30

O segmento transportes refere-se a partes e peças para indústria automobilística, indústria


ferroviária e indústria aeronáutica. Além disso, o segmento de autopeças está incluso.

O segmento de saúde engloba os equipamentos médicos, dentários e hospitalares.

A indústria de alimentos é extensa e compõe-se de: equipamentos para a indústria de


laticínios, carne, alimentos em geral.

A indústria de bebidas engloba a fabricação de equipamentos para produzir vinho, cachaça,


água mineral, sucos, refrigerantes e cerveja.

O segmento baixelas/cutelaria inclui facas, canivetes e utilidades domésticas, dentre elas


baixelas.

O segmento de papel e celulose possui máquinas e equipamentos utilizados para


processamento de papel e celulose.

O segmento construção civil engloba revestimento de elevadores, revestimento de colunas,


escadas rolantes, corrimãos, pias, cubas, válvulas, etc.

O segmento da indústria química possui máquinas e equipamentos utilizados no


processamento e condução de produtos químicos e petroquímicos.

O segmento da linha branca é composto de geladeira, freezer, fogão, máquina de lavar roupas,
máquina de lavar louças, coifas, microondas, etc.

O segmento do açúcar e álcool engloba os equipamentos utilizados para processamento e


condução do açúcar e álcool.

O segmento petróleo compõe-se de peças e equipamentos utilizados no processamento e


refino do petróleo.

O mobiliário urbano é composto de produtos utilizados nas cidades, tais como: ponto de
ônibus, bancos, lixeiras, caixas de correio, protetores de jardim e brinquedos de praças.

4. O Aço Inox no Estado do Rio de Janeiro

O estado do Rio de Janeiro é litorâneo e possui um grau de corrosão extremamente severo


conforme podemos ver no mapa abaixo:
31

Mapa 2 - Corrosão Atmosférica Brasileira

Fonte: Núcleo Inox

O custo benefício do aço inox é mais favorável em aplicações onde o grau de corrosão é mais
severo. Isto se deve ao fato de que a corrosão severa reduz de forma drástica o ciclo de vida
de produtos feitos com material menos nobres.

Em um dos segmentos consumidores – mobiliário urbano – a utilização de aço inox deveria


ser mais intensa. O consumo nos segmentos restantes depende do tipo da indústria instalada
em cada local, e não do grau de corrosão do ar atmosférico.

4.1. Unidades Industriais no Estado do Rio de Janeiro

Utilizando com base os números do IBGE referente às unidades industriais instaladas no


estado do Rio de Janeiro podemos salientar que todos os segmentos importantes
consumidores de aço inox estão presentes conforme listagem a seguir:

• Extração de Petróleo
32

• Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas


• Fabricação de Celulose, Papel e Produtos de papel;
• Fabricação de Produtos Derivados do Petróleo;
• Elaboração de Combustíveis Nucleares;
• Produção de Álcool;
• Fabricação de Produtos Químicos;
• Fabricação de Tanques, Caldeiras e Reservatórios Metálicos;
• Fabricação de Artigos de Cutelaria, de Serralheria e Ferramentas Manuais;
• Fabricação de Máquinas e Equipamentos
• Fabricação de Equipamentos e Instrumentação Médico-Hospitalares;
• Fabricação e Montagem de Veículos Automotores;
• Fabricação de Outros Equipamentos de Transporte;
• Fabricação de Móveis e Indústrias Diversas;

4.2. Um Comparativo entre o PIB Carioca e o PIB Nacional

Utilizando análise de regressão linear o IBS realizou vários estudos relacionando o


comportamento do PIB, bem como do Produto Industrial (PI) com o desempenho do mercado
do aço, inclusive do aço inox. Para o IBS, os resultados das análises de regressão permitem
concluir que existe uma fortíssima correlação entre a variável dependente (consumo de aço) e
as variáveis explicativas (PIB e PI). Permitem também concluir que a correlação com o
Produto Industrial é ligeiramente mais forte que com o PIB.

Em 2.006 o PIB carioca representou 11,4 % do PIB nacional.

O PIB industrial carioca representou 7,7% do PIB nacional.

4.3. O Mercado Aparente de Aço Inox no Estado do Rio de Janeiro

Analisar os dados disponíveis e comparar com os outros estados levando-se em consideração


vários indicadores constitui o início de uma avaliação profunda sobre as potencialidades do
estado.

O Quadro 9 apresenta o consumo aparente brasileiro por Estado em 2.007:


33

Quadro 9 - Consumo Aparente Brasileiro por Estado em 2.007

FIO
BARRAS MÁQUINA LONGOS CHAPAS TOTAL
ESTADOS t % t % t % t % t %
NORTE (
AM/PA/RO/AP/RR/AC/TO) 0,0 0,0 0 0,0 3.315 1,1 3.315 1,0

NORDESTE 0 0,0 0 0,0 0 0,0 7.340 2,5 7.340 2,2


BA 0,0 0,0 0 0,0 675 0,2 675 0,2
CE 0,0 0,0 0 0,0 4.124 1,4 4.124 1,3
PE 0,0 0,0 0 0,0 2.203 0,8 2.203 0,7
MA/PI/RN/PB/AL/SE 0,0 0,0 0 0,0 338 0,1 338 0,1

CENTRO OESTE 0 0,0 0 0,0 0 0,0 794 0,3 794 0,2


MT/MS 0,0 0,0 0 0,0 436 0,2 436 0,1
GO/DF 0,0 0,0 0 0,0 358 0,1 358 0,1

SUDESTE 25.123 89,9 10.550 99,5 35.673 92,6 225.067 78,0 260.740 79,7
MG 2.801 10,0 0,0 2.801 7,3 9.515 3,3 12.316 3,8
ES 1 0,0 0,0 1 0,0 11.460 4,0 11.461 3,5
RJ 241 0,9 0,0 241 0,6 3.321 1,2 3.562 1,1
SP 22.080 79,0 10.550 99,5 32.630 84,7 200.771 69,6 233.401 71,4

SUL 2.816 10,1 54 0,5 2.870 7,4 51.944 18,0 54.814 16,8
PR 119 0,4 0,0 119 0,3 8.364 2,9 8.483 2,6
SC 246 0,9 0,0 246 0,6 7.046 2,4 7.292 2,2
RS 2.451 8,8 54 0,5 2.505 6,5 36.534 12,7 39.039 11,9

TOTAL 27.939 100,0 10.604 100,0 38.543 100,0 288.460 100,0 327.003 100,0
Fonte: IBS – Instituto Brasileiro de Siderurgia

O quadro anterior é uma informação referente à venda das usinas aos distribuidores. Porém,
todos os grandes distribuidores estão em São Paulo e possuem filiais em outros estados.
Assim, compram em São Paulo e reenviam o material para o estado onde estão as filiais.
Portanto, existe distorção na informação acima.

Exemplificando:

- Inoxtech: filiais no Rio de Janeiro –R.J.


Belo Horizonte – M.G.
Porto Alegre – R.S.
Salvador – BA
Recife – PE
- Acesita Serviços: filiais em Campinas – S.P.
Caxias do Sul – R.S.
- Aços Artex: filial no Rio de Janeiro – R.J.
34

- Jati: filial em Curitiba – PR


- Elinox: filial em São Paulo – S.P.

Quatro distribuidores de aço inoxidável atuam fortemente no Estado do R.J.: Elinox, Artex,
Inoxtech e Cavallo Aços.

Através de consulta aos distribuidores (informação verbal) que trabalham no Estado do R.J
calculamos em torno de 5.000 t de aço inoxidável em estoque e um mercado total de 4.000
t/ano.

5. Considerações Finais

5.1. Necessidades do Pólo

Um pólo metalúrgico possui as seguintes necessidades:

• disponibilidade de matéria-prima com qualidade, preço competitivo e prazo de


entrega;
• escola que forme profissional em design;
• escolas que formem técnicos nas áreas de corte/dobra/conformação/
soldagem/usinagem;
• empresas que fabriquem produtos finais para atendimento do mercado local e que se
capacitem para exportação.

O valor do impacto da matéria prima no custo do produto final pode variar entre 40% e 70%
dependendo da capacidade de compra da empresa e do mercado em que atua. A
disponibilidade da matéria prima na forma, qualidade e preço necessário para dar
competitividade ao produto final fabricado é o primeiro passo para o sucesso do pólo.

Equipamentos de alta tecnologia na área de corte/dobra/conformação conseguem fornecer


produtos com alta velocidade de processamento, boa qualidade, pequena tolerância e preço
competitivo.

O Fluxograma 2 apresenta um esboço da configuração de um pólo


35

Fluxograma 2: Configuração de um Pólo

Escolas
Design

Indústrias dos
segmentos:

Prestador Empresas - Petróleo e Gás

de que - Naval
Distribuidor
Serviço processam
- Mobiliário Urbano
de Corte produtos
- Linha Branca

- Serralheria

- Insturmentos
Cirurgicos

Escolas
|Técnicas

5.2. A Mão de Obra na ZO MRJ

A mão de obra carioca necessitará de um centro tecnológico que possa formar adequadamente
a mão de obra abundante nesta área nas funções e segmentos que o pólo irá demandar.
36

5.3. Análise Geral

5.3.1. Crescimento da Matéria Prima

O aço inox possui uma estimativa de crescimento no mercado mundial de 5,7% a.a. e no
mercado brasileiro é de 6% a.a. nos próximos 6 anos. Estes números são altamente
promissores.

5.3.2 Crescimento do Mercado

O mercado brasileiro possui um consumo per capita muito baixo (ao redor de 1,95 kg/hab/ano
em 2.008). O índice de distribuição de renda vem melhorando no Brasil- o que deve
contribuir para melhorar o consumo per capita de forma mais efetiva do que o aumento da
renda. Além disso, mercados similares ao do Brasil – caso da África do Sul - já possuem
consumo per capita em torno de 3 kg/hab/ano.

Analisando os dados do mercado brasileiro e carioca podemos concluir que:

• o consumo de aço inox pela indústria instalada no Rio de Janeiro (1,1% do mercado) é
muito inferior ao consumo de produtos de aço inox pela população (o Rio de Janeiro
corresponde em torno de 11,4% do PIB brasileiro e 7,4% do PI brasileiro), ou seja,
grande parte dos produtos em aço inox consumidos no estado do Rio de Janeiro é
proveniente de outro estado ou país.

Portanto, mercado consumidor no estado existe, mas, é suprido por outros estados.

O material aço inox é mais competitivo (em relação à preço) em locais onde o ambiente seja
mais corrosivo, caso, de locais litorâneos ou com alta concentração de indústrias poluidoras.

5.3.3. Segmentos de Mercado

O segmento de mercado mais promissor para o aumento de consumo em larga escala é o de


PETRÓLEO e GÁS. Segmento este, muito importante para a economia carioca.

5.3.4. Infra Estrutura Real em Relação à Ideal

Distribuição: o interessante seria ter uma filial dos produtores com preço competitivo.
Contudo, o município do RJ já possui um distribuidor independente com estoque suficiente
para atender inicialmente o pólo, porém o importante é a negociação de preços.

Prestador de Serviço de Corte e Conformação:

Dependendo do tipo de produto a ser produzido pelas empresas processadoras haverá


necessidade de precisão da máquina de corte conforme Tabela 1. Na região, existe uma
empresa que pode fazer o serviço de corte/dobra com precisão. Para uma situação de início de
pólo, uma empresa é suficiente.
37

Tabela 1: Tolerância de Corte dos Respectivos Equipamentos de Corte


Tolerância
Equipamento de Corte (mm)
Máquina a Laser 0,01 a 0,2
Corte a Plasma de alta definição 0,2 a 0,5
Guilhotina CNC 0,5 a 1,0
Guilhotina
Hidráulica/Pneumática 0,5 a 1,0
Guilhotina manual 0,5 a 1,0
Corte a Plasma convencional 1,0 a 3,0

Escolas de Design: para alcançar mercados de alto valor agregado é necessário conhecimento
nesta área.

Escolas Técnicas Profissionalizantes: a formação da mão de obra em metalurgia no que se


refere à corte/conformação/soldagem/caldeiraria é fundamental para abastecer o pólo com
mão de obra adequada.

Portanto, embora alguns pontos do pólo devam ser aperfeiçoados, as condições básicas para o
início do projeto estão presentes.

5.3.5. Possibilidades de Organização do Pólo

O foco principal é o segmento de Petróleo e Gás.

Duas configurações são possíveis:

• A configuração radial prevê uma grande empresa com competência técnica para
receber a demanda do cliente e transformá-lo num projeto viável técnica e
economicamente.

• A configuração linear prevê pequenas empresas encadeadas cada uma fazendo uma
função específica. Pode ser desenvolvido via incubadora.

Para um aprofundamento neste tema, ou seja, qual a melhor configuração para o pólo em
estudo é necessário fazer vários levantamentos que não são o foco deste trabalho.
38

Referências Bibliográficas

ARAÚJO, L. A (1997) Manual de Siderurgia, volume 2, Ed. Arte & Ciência, São Paulo,
1997.
CHIAVERINI, V. (1996) Aços e Ferros Fundidos, Ed. ABM, São Paulo, 1996.
IBGE. Produto Interno Bruto. WWW.ibge.gov.br acessado em 12/11/2008.
IBS (2008) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2008) Mercado Brasileiro de Aço – Análise Setorial e Regional, Rio de Janeiro.
IBS (2008) A Siderurgia em Números, Rio de Janeiro.
IBS (2007) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2007) Mercado Brasileiro de Aço – Análise Setorial e Regional, Rio de Janeiro.
IBS (2006) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2006) Investimentos e Capacidade Instalada, Rio de Janeiro.
IBS (2005) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2004) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2003) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2002) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2001) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (2001) Mercado Brasileiro de Aço – Análise Setorial e Regional, Rio de Janeiro.
IBS (2000) Anuário Estatístico, Rio de Janeiro.
IBS (1998) Mercado Brasileiro de Aço – Análise Setorial e Regional, Rio de Janeiro.
IBS (1991) Empresas Siderúrgicas do Brasil, Rio de Janeiro.
MANSUR NETO, E. (2000) O Que é Aço Inoxidável, Belo Horizonte, 2000.
MODENESI (2001)
PADILHA, A. F. & GUEDES, L. C. (1994) Aços Inoxidáveis Austeníticos, Hemus Editora,
São Paulo, 1994.
TEBECHERANI, C. T. P. Artigo: Aço Inoxidável.
TEC (2008) Tarifa Externa Comum, Ed. Aduaneiras, 2008.
WORLD STAINLESS STEEL STATISTICS (2007), Ed. Inco, Canadá, 2007.
39

ANEXOS
40

ANEXO 1: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS


Tipo de aço ABNT C Mn Si P S Cr Ni Outros

201 0,15 5,50 1,00 0,060 0,030 16,00 3,50 N


7,50 18,00 5,50 0,25
202 0,15 7,50 1,00 0,060 0,030 17,00 4,00 N
10,00 19,00 6,00 0,25
205 0,12 14,00 1,00 0,060 0,030 16,50 1,00 N
0,25 15,50 18,00 1,75 0,32/0,40
301 0,15 2,00 1,00 0,045 0,030 16,00 6,00
18,00 8,00
302 0,15 2,00 1,00 0,045 0,030 17,00 .8,00
19,00 10,00
302B 0,15 2,00 2,00 0,045 0,030 17,00 8,00
3,00 19,00 10,00
303 0,15 2,00 1,00 0,20 0,15 17,00 5,00 M0 (A)
mín. 19,00 10,00 0,60
303 Se 0,15 2,00 1,00 0,20 0,060 17,00 8,00 Se
19,00 10,00 0,15 mín.
304 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 18,00 8,00
20,00 10,50
304 L 0,030 2,00 1,00 0,045 0,030 18,00 8,00
20,00 12,00
304 N 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 18,00 8,00 N
20,00 10,50 0,10/0,16
305 0,12 2,00 1,00 0,045 0,030 17,00 10,50
41

19,00 13,00
308 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 19,00 10,00
21,00 12,00
309 0,20 2,00 1,00 0,045 0,030 22,00 12,00
24,00 15,00
3095 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 22,00 12,00
24,00 15,00
310 0,25 2,00 1,50 0,045 0,030 24,00 19,00
26,00 22,00
3105 0,08 2,00 1,50 0,045 0,030 24,00 19,00
26,00 22,00
314 0,25 2,00 1,50 0,045 0,030 23,00 19,00
3,00 26,00 22,00
316 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 16,00 10,00 M0
18,00 14,00 2,00/3,00
316 L 0,030 2,00 1,00 0,045 0,030 16,00 10,00 M0
18,00 14,00 2,00/3,00
316 F 0,08 2,00 1,00 0,20 0,10 16,00 10,00 M0
mín, 18,00 14,00 1,75/2,50
316 N 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 16,00 10,00 M0 2,00/3,00
18,00 14,00 N 0,10/0,16
317 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 18,00 11,00 M0
20,00 15,00 3,00/4,00
317 L 0,030 2,00 1,00 0,045 0,030 18,00 11,00 M0
20,00 15,00 3,00/4,00
321 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 17,00 9,00 Ti >=
19,00 12,00 5xC
42

329 0,10 2,00 1,00 0,040 0,030 25,00 3,00 M0


30,00 6,00 1,00/2,00
330 0,08 2,00 0,75 0,040 0,030 17,00 34,00
1,50 20,00 37,00
347 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 17,00 9,00 Nb + Ta >=
19,00 13,00 10 x C
348 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 17,00 9,00 Nb + Ta>= 10 x C
19,00 13,00 Ta 0,10 máx.
I C0 0,20 máx.
384 0,08 2,00 1,00 0,045 0,030 15,00 17,00
17,00 19,00
Fonte: Tebecherani, C.T.P. artigo Aço Inoxidável
43

ANEXO 2: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS FERRÍTICOS

Tipo de aço ABNT C Mn Si P S Cr Ni Outros


409 0.08 1.00 1.00 0.045 0.045 10.50 Ti>=6xC
11.75 Ti 0.75 máx
429 0.12 1.00 1.00 0.040 0.030 14.00
16.00
430 0.12 1.00 1.00 0.040 0.030 16.00
18.00
430F 0.12 1.25 1.00 0.060 0.15 16.00 0.60 (A)
min 18.00
430FSe 0.12 1.25 1.00 0.060 0.060 16.00 Se 0.15 min
18.00
434 0.12 1.00 1.00 0.040 0.030 16.00
18.00
436 0.12 1.00 1.00 0.040 0.030 16.00 0.75 Nb+Ta>=5xC
18.00 1.25 0.70 máx
442 0.20 1.00 1.00 0.040 0.030 13.00 0.75
23.00 1.25
446 0.20 1.50 1.00 0.040 0.030 23.00 N
27.00 0.25
(A)Opcional
Fonte: Tebecherani, C.T.P. artigo Aço Inoxidável
44

ANEXO 3: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS MARTENSÍTICOS

TTipo de aço ABNT C Mn Si P S Cr Ni Outros


403 0,15 1,00 0,50 0,040 0,030 11,50
13,00
405 0,08 1,00 1,00 0,040 0,030 11,50 Al
14,50 0,10/0,30
410 0,15 1,00 1,00 0,040 0,030 11,50
13,50
414 0,15 1,00 1,00 0,040 0,030 11,50 Ni
13,50 1,25/2,50
416 0,15 1,25 1,00 0,060 0,15 12,00 0,60
min. 14,00 (A)
416Se 0,15 1,25 1,00 0,060 0,060 12,00 Se
14,00 0,15 min.
420(B) 0,15 1,00 1,00 0,040 0,030 12,00
min 14,00
420F 0,15 1,25 1,00 0,060 0,15 12,00 0,60
min min. 14,00 (A)
422 0,20 1,00 0,75 0,025 0,025 11,00 0,75 Ni 0,50/1,00
0,25 13,00 1,25 V 0,15/0,30
W 0,75/1,25
431 0,20 1,00 1,00 0,040 0,030 15,00 Ni 1,25/2,50
17,00
440 A 0,60 1,00 1,00 0,040 0,030 16,00 0,75
0,75 18,00
440 B 0,75 1,00 1,00 0,040 0,030 16,00 0,75
0,95 18,00
440 C 0,95 1,00 1,00 0,040 0,030 16,00 0,75
45

1,20 18,00
501 0,10 1,00 1,00 0,040 0,030 4,00 0,40
min 6,00 0,65
502 0,10 1,00 1,00 0,040 0,030 4,00 0,40
6,00 0,65
(A)Opcional
(B) O aço tipo ABNT 420 pode ser solicitado objetivando carbono nas faixas O,15/0,35 e O,35/0,45 caso se destine a uso geral ou aplicação em cutelaria
respectivamente,http://www.pipesystem.com.br/Artigos_Tecnicos/Aco_Inox/ - TOP
Fonte: Tebecherani, C.T.P. artigo Aço Inoxidável

ANEXO 4: COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS DUPLEX


Três aços são mais conhecidos neste tipo: 2205, 1.4462 e 1.4501, porém, não estão detalhados nas normas brasileiras. Somente na ASTM ou DIN.

ANEXO 5:COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS ENDURECÍVEIS POR PRECIPITAÇÃO


AABNT C Mn Si P S Cr Ni Outros Ni Outros

6630 <= 0,07 <= 0,70 <= 1,50 <= 0,040 <= 0,015 15,0 a 17,0 <= 0,60 3,0 a 5,0 Cu 3,0 a 5,0

Nb 5xC ate 0,45

6631 <= 0,09 <= 0,70 <= 1,00 <= 0,040 <= 0,015 16,0 a 18,0 6,5 a 7,8 Al 0,7 a 1,5
46

ANEXO6: PIB POR ESTADO EM 2.006


PIB POR ESTADO - 2.006
ESTADOS Valor R$ 1.000,00 %
ACRE 4.835.747 0,20
ALAGOAS 15.763.636 0,65
AMAPÁ 5.260.535 0,22
AMAZONAS 39.766.086 1,65
BAHIA 136.681.933 5,67
CEARÁ 46.310.492 1,92
DISTRITO FEDERAL 89.630.682 3,72
ESPÍRITO SANTO 52.782.914 2,19
GOIÁS 57.091.081 2,37
MARANHÃO 28.621.860 1,19
MATO GROSSO 35.284.137 1,46
MATO GROSSO DO SUL 24.355.772 1,01
MINAS GERAIS 214.814.905 8,91
PARÁ 44.376.461 1,84
PARAÍBA 19.953.193 0,83
PARANÁ 136.681.993 5,67
PERNAMBUCO 55.505.760 2,30
PIAUÍ 12.790.892 0,53
RIO DE JANEIRO 275.363.060 11,42
RIO GRANDE DO NORTE 20.557.263 0,85
RIO GRANDE DO SUL 156.883.171 6,51
RONDÔNIA 13.110.169 0,54
RORAIMA 3.660.611 0,15
SANTA CATARINA 93.193.324 3,87
SÃO PAULO 802.552.824 33,29
SERGIPE 15.126.169 0,63
TOCANTINS 9.607.624 0,40
TOTAL 2.410.562.294 100,00
Fonte: IBGE

www.igbe.gov.br
47

ANEXO7: PIB INDUSTRIAL POR ESTADO EM 2.006


PIB INDUSTRIAL POR ESTADO - 2.006
ESTADOS Valor R$ 1.000,00 %
ACRE 195.908 0,02
ALAGOAS 4.698.419 0,37
AMAPÁ 309.819 0,02
AMAZONAS 50.067.715 3,94
BAHIA 64.436.446 5,08
CEARÁ 12.809.289 1,01
DISTRITO FEDERAL 2.640.638 0,21
ESPÍRITO SANTO 26.391.643 2,08
GOIÁS 25.947.041 2,04
MARANHÃO 6.378.916 0,50
MATO GROSSO 14.236.838 1,12
MATO GROSSO DO SUL 9.362.024 0,74
MINAS GERAIS 132.055.547 10,40
PARÁ 19.721.862 1,55
PARAÍBA 4.570.594 0,36
PARANÁ 89.295.343 7,04
PERNAMBUCO 16.314.246 1,29
PIAUÍ 1.894.536 0,15
RIO DE JANEIRO 98.297.323 7,74
RIO GRANDE DO NORTE 5.327.170 0,42
RIO GRANDE DO SUL 104.513.505 8,23
RONDÔNIA 2.165.844 0,17
RORAIMA 75.835 0,01
SANTA CATARINA 58.184.157 4,58
SÃO PAULO 513.503.823 40,46
SERGIPE 4.588.040 0,36
TOCANTINS 1.269.346 0,10
TOTAL 1.269.251.867 100,00
48

ANEXO 8: DESCRIÇÃO DETALHADA DE SEGMENTOS CONSUMIDORES


O segmento transporte:
1. Automotivo (Setores 1,2,5 e 19)
Setor 1: Automobilístico:
- ônibus e caminhões;
- veículos comerciais leves;
- automóveis de passeio.
Setor 2: Autopeças e Acessórios:
- autopeças mecânicas;
- silenciosos e escapamentos;
- filtros para óleo e ar;
- outras peças ou partes estampadas;
- carrocerias para ônibus, caminhões, basculantes e frigoríficos;
- containers;
- rolamentos;
- molas;
- freios;
- parafusos e porcas.
Setor 5: Bicicletas e Motocicletas
Setor 19: Forjaria de Matriz Fechada
2. Ferroviário:
Setor 3: Ferroviário
- material rodante, locomotivas
- rodas ferroviárias
3. Naval
Setor 4: Naval:
- plataformas marítimas móveis
4. Agrícola/Rodoviário
Setor 6: Agrícola/Rodoviário:
- tratores;
- máquinas e implementos rodoviários;
- máquinas e implementos agrícolas;
- utensílios para pecuária e avicultura
5. Eletro-Eletrônico
6. Mecânico
Setor 8:
49

ANEXO 9: TEC DE 20/12/2.008 DOS PRODUTOS DE AÇO INOX

III.- AÇO INOXIDÁVEL

TEC DESCRIÇÃO II
72.18 Aço inoxidável em lingotes ou outras formas primárias;
produtos semimanufaturados de aço inoxidável.
7218.10.00 -Lingotes e outras formas primárias 8
7218.9 -Outros:
7218.91.00 --De seção transversal retangular 8
7218.99.00 --Outros 8

72.19 Produtos laminados planos de aço inoxidável, de largura


igual ou superior a 600mm.
7219.1 -Simplesmente laminados a quente, em rolos:
7219.11.00 --De espessura superior a 10mm 14
7219.12.00 --De espessura igual ou superior a 4,75mm mas não superior 14
a 10mm
7219.13.00 --De espessura igual ou superior a 3mm mas inferior a 14
4,75mm
7219.14.00 --De espessura inferior a 3mm 14
7219.2 -Simplesmente laminados a quente, não enrolados:
7219.21.00 --De espessura superior a 10mm 14
7219.22.00 --De espessura igual ou superior a 4,75mm mas não superior 14
a 10mm
7219.23.00 --De espessura igual ou superior a 3mm mas inferior a 14
4,75mm
7219.24.00 --De espessura inferior a 3mm 14
7219.3 -Simplesmente laminados a frio:
7219.31.00 --De espessura igual ou superior a 4,75mm 14
7219.32.00 --De espessura igual ou superior a 3mm mas inferior a 14
4,75mm
7219.33.00 --De espessura superior a 1mm mas inferior a 3mm 14
7219.34.00 --De espessura igual ou superior a 0,5mm mas não superior 14
a 1mm
7219.35.00 --De espessura inferior a 0,5mm 14
7219.90 -Outros
7219.90.10 De espessura inferior a 4,75mm e dureza superior ou igual a 2
42 HRC
50

7219.90.90 Outros 14

72.20 Produtos laminados planos de aço inoxidável, de largura


inferior a 600mm.
7220.1 -Simplesmente laminados a quente:
7220.11.00 --De espessura igual ou superior a 4,75mm 14
7220.12 --De espessura inferior a 4,75mm
7220.12.10 De espessura inferior ou igual a 1,5mm 14
7220.12.20 De espessura superior a 1,5mm, mas inferior ou igual a 14
3mm
7220.12.90 Outros 14
7220.20 -Simplesmente laminados a frio
7220.20.10 De largura inferior ou igual a 23mm e espessura inferior ou 2
igual a 0,1mm
7220.20.90 Outros 14
7220.90.00 -Outros 14

7221.00.00 Fio-máquina de aço inoxidável. 14

72.22 Barras e perfis, de aço inoxidável.


7222.1 -Barras simplesmente laminadas, estiradas ou extrudadas, a
quente:
7222.11.00 --De seção circular 14
7222.19 --Outras
7222.19.10 De seção transversal retangular 14
7222.19.90 Outras 14
7222.20.00 -Barras simplesmente obtidas ou acabadas a frio 14
7222.30.00 -Outras barras 14
7222.40 -Perfis
7222.40.10 De altura superior ou igual a 80mm 2
7222.40.90 Outros 14

7223.00.00 Fios de aço inoxidável. 14


51

ANEXO 10: CORRELAÇÃO DAS NORMAS DE INOX

Nome EM No EN AISI/ASTM ABNT


X12CrMnNiN17-7-5 1.4372 201 201
X12CrMnNiN 18-9-5 1.4373 202 202
205
X10CrNiN18-8 1.4310 301 301
301L
X12CrNiN18-7 1.4318 301LN (301L)
302 302
302B
X8CrNiS18-9 1.4305 303 303
303Se
X5CrNi18-10 1.4301 304 304
X2CrNiN18-10 1.4311 304LN
X6CrNi18-10 1.4948 304H
X2CrNi18-9 1.4307 304L 304L
X2CrNi19-11 1.4306 304L
304N 304N
X4CrNi18-12 1.4303 305 305
308
X15CrNiSi20-12 1.4828
X12CrNi23-13 1.4833 309 309
309S
310
X8CrNi25-21 1.4845 310S 310S
X15CrNiSi25-21 1.4841 314 314
X5CrNiMo17-12-2 1.4401 316 316
X3CrNiMo17-13-3 1.4436 316
316F
316N 316N
316H
X2CrNiMo17-12-2 1.4404 316L 316L
X2CrNiMo18-14-3 1.4435 316L
X2CrNiMo17-12-3 1.4432 316L
52

X2CrNiMo17-11-2 1.4406 316LN


X2CrNiMoN17-13-3 1.4429 316LN
X6CrNiMoTi17-12-2 1.4571 316Ti
X6CrNiMoNb17-12-2 1.4580 316Cb
317 317
X2CrNiMo18-15-4 1.4438 317L 317L
X2CrNiMoN18-12-4 1.4434 317LN
X2CrNiMoN17-13-5 1.4439 317LMN
X6CrNiTi18-10 1.4541 321 321
X8CrNiTi18-10 1.4878 321H
329
X6CrNiNb18-10 1.4550 347 347
347H
348
384
X1CrNi25-21 1.4335
X1CrNiMoN25-22-2 1.4466 310MoLN
Nome EN Número EN AISI/ASTM ABNT
X1CrNiSi18-15-4 1.4361
X1NiCrMoCu31-27-4 1.4563
X1NiCrMoCu25-20-5 1.4539 904L
X1CrNiMoCuN20-18-7 1.4547
X1NiCrMoCuN25-20-7 1.4529
X12NiCrSi35-16 1.4864 330 330
X9CrNiSiNCe21-11-2 1.4835
X10NiCrAlTi32-21 1.4876
X6NiCrNbCe32-27 1.4877
X6CrNiSiNCe19-10 1.4818
X6NiCrSiNCe35-25 1.4854
X2CrNiMoCuN22-5-3 1.4462
X2CrNiN23-4 1.4362
X2CrNiMoN25-7-4 1.4410
X2CrNiMoCuN25-6-3 1.4507
X2CrNiMoCuWN25-7-4 1.4501
X6CrAl13 1.4002 405
X2CrNi12 1.4003
53

X2CrTi12 1.4512 409 409


X6Cr13 1.4000 410S
429 429
X6Cr17 1.4016 430 430
430F
430FSe
X2CrTi17 1.4520
X3CrNb17 1.4511
X6CrNi17-1 1.4017
X6CrMo17-1 1.4113 434 434
X3CrTi17 1.4510 439
X6CrNiTi12 1.4516
X2CrMoTi17-1 1.4513
X2CrMoTi18-2 1.4521 444
X6CrMoNb17-1 1.4526 436 436
X2CrTiNb18 1.4509
X18CrN28 1.4749 446 446
X10CrAlSi7 1.4713
X10CrAlSi13 1.4724
X10CrAlSi25 1.4762
442
403
405
X12Cr13 1.4006 410 410
414
416
416Se
X20Cr13 1.4021 420 420
X30Cr13 1.4028 420
X39Cr13 1.4031 420
Nome EN Número EN AISI/ASTM ABNT
420F
422
431
440A
440B
54

440C
X50CrMov15 1.4116
X39CrMo17-1 1.4122
X3CrNiMo13-4 1.4313
X4CrNiMo16-5-1 1.4418
501
502
X5CrNiCuNb16-4 1.4542 630
X7CrNiAl17-7 1.4568 631
Fonte: Euronorm
55

ANEXO 11: COMPARATIVO DO NÚMERO DE UNIDADES INDUSTRIAIS BRASIL x RIO DE JANEIRO EM 2.005
NÚMERO DE UNIDADES INDUSTRIAIS LOCAIS - 2.005
Códigos Número
da Classe de atividades de
CNAE unidades
1.0 locais
BRASIL RJ %
Total................................................................................................. 53 265 9 530 18

C Indústrias Extrativas............................................................... 1 637 274


10 Extração de carvão mineral............................................................................ 34 2
10.0 Extração de carvão mineral........................................................................ 34 2
10.00 Extração de carvão mineral................................................................. 34
11 Extração de petróleo e serviços relacionados................................................ 121 57 47
11.1 Extração de petróleo e gás natural.......................................................... 17 2
11.10 Extração de petróleo e gás natural.......................................................... 17
11.2 Atividades de serviços relacionados com extra-
ção de petróleo e gás - exceto a prospecção
realizada por terceiros................................................................................. 104 55 53
11.20 Atividades de serviços relacionados com extra-
ção de petróleo e gás - exceto a prospecção
realizada por terceiros ....................................................... 104
13 Extração de minerais metálicos ............................................................. 273 9
56

13.1 Extração de minério de ferro......................................................................... 142 7


13.10 Extração de minério de ferro.................................................................... 142
13.2 Extração de minerais metálicos não-ferrosos ........................................... 131 2
13.21 Extração de minério de alumínio................................................................ 84
13.22 Extração de minério de estanho.............................................................. 1
13.23 Extração de minério de manganês........................................................ 12
13.24 Extração de minério de metais preciosos................................................. 16
13.25 Extração de minerais radioativos............................................................ 2
13.29 Extração de outros minerais metálicos não-
ferrosos................................................................................. 16
14 Extração de minerais não-metalicos ..................................................... 1 209 206
14.1 Extração de pedra, areia e argila ....................................................... 922 185
14.10 Extração de pedra, areia e argila...................................................... 922
14.2 Extração de outros minerais não-metalicos .............................................. 287 21
14.21 Extração de minerais para fabricação de
adubos, fertilizantes e produtos
químicos................................................................................. 31
14.22 Extração e refino de sal marinho e sal-gema.......................................... 67
14.29 Extração de outros minerais não-metálicos............................................ 189
D Indústrias de transformação ............................................. 51 628 9 256 18
15 Fabricação de produtos alimentícios e bebidas ........................................... 9 138 1 348 15
15.1 Abate e preparação de produtos de carne e
de pescado.............................................................................. 1 459 87 6
15.11 Abate de reses, preparação de produtos de
57

carne................................................................................. 691
15.12 Abate de aves e outros pequenos animais
e preparação de produtos de carne............................................................................. 445
15.13 Preparação de carne, banha e produtos de
salsicharia não associadas ao abate
.............................................................................. 169
15.14 Preparação e preservação do pescado e
fabricação de conservas de peixes, crustá-
ceos e moluscos............................................................ 155
15.2 Processamento, preservação e produção de
conservas de frutas, legumes e outros
vegetais............................................................................ 496 40 8
15.21 Processamento, preservação e produção de
conservas de frutas...................................................... 203
15.22 Processamento, preservação e produção de
conservas de legumes e outros vegetais................................................................... 68
15.23 Produção de sucos de frutas e de legumes............................................. 225
15.3 Produção de óleos e gorduras vegetais e
animais ................................................................................... 782 7 1
15.31 Produção de óleos vegetais em bruto................................................... 710
15.32 Refino de óleos vegetais......................................................................... 40
15.33 Preparação de margarina e outras gorduras
vegetais e de óleos de origem animal não
comestíveis............................................................. 32
58

15.4 Laticínios ................................................................................. 1 535 144 9


15.41 Preparação do leite......................................................................... 516
15.42 Fabricação de produtos do laticínio................................................... 903
15.43 Fabricação de sorvetes..................................................................... 116
15.5 Moagem, fabricação de produtos amiláceos e
de rações balanceadas para animais...................................................................... 1 186 45 4
15.51 Beneficiamento de arroz e fabricação de
produtos do arroz.......................................................................... 259
15.52 Moagem de trigo e fabricação de derivados............................................ 181
15.53 Fabricação de farinha de mandioca e
derivados.......................................................................... 21
15.54 Fabricação de farinha de milho e derivados.................................................... 170
15.55 Fabricação de amidos e féculas de vegetais
e fabricação de óleos de milho...................................... 75
15.56 Fabricação de rações balanceadas para
animais.............................................................................. 391
15.59 Beneficiamento, moagem e preparação de
outros produtos de origem
vegetal.................................................................................... 88
15.6 Fabricação e refino de açúcar ......................................................... 418 17 4
15.61 Usinas de açúcar.................................................................................. 328
15.62 Refino e moagem de açúcar................................................................ 90
15.7 Torrefação e moagem de café .......................................................... 240 47 20
15.71 Torrefação e moagem de café.............................................................. 217
59

15.72 Fabricação de café solúvel.................................................................. 23


15.8 Fabricação de outros produtos alimentícios .......................................... 2 257 847 38
15.81 Fabricação de produtos de padaria,
confeitaria e pastelaria....................................................................... 662
15.82 Fabricação de biscoitos e bolachas..................................................... 216
15.83 Produção de derivados do cacau e elabora-
ção de chocolates, balas, gomas de mascar........................... 313
15.84 Fabricação de massas alimentícias......................................................... 312
15.85 Preparação de especiarias, molhos, tempe-
ros e condimentos................................................................. 104
15.86 Preparação de produtos dietéticos, alimen-
tos para crianças e outros alimentos
conservados..................................................................... 10
15.89 Fabricação de outros produtos alimentícios.............................................. 640
15.9 Fabricação de bebidas ..................................................... 764 115 15
15.91 Fabricação, retificação, homogeneização e
mistura de aguardentes e outras bebidas
destiladas........................................................................ 119
15.92 Fabricação de vinho..................................................................... 60
15.93 Fabricação de malte, cervejas e chopes.............................................. 117
15.94 Engarrafamento e gaseificação de águas
minerais............................................................................ 178
15.95 Fabricação de refrigerantes e refrescos................................................... 289
60

16 Fabricação de produtos do fumo ........................................................... 178 10 6


16.0 Fabricação de produtos do fumo......................................................... 178 10 6
16.00 Fabricação de produtos do fumo........................................................ 178
17 Fabricação de produtos têxteis ............................................................ 2 138 216
17.1 Beneficiamento de fibras têxteis naturais ............................................... 71 4
17.11 Beneficiamento de algodão............................................................. 40
17.19 Beneficiamento de outras fibras têxteis
naturais........................................................................... 30
17.2 Fiação ..................................................................................... 272 12
17.21 Fiação de algodão.......................................................................... 129
17.22 Fiação de outras fibras têxteis naturais - ex-
ceto algodão....................................................................... 45
17.23 Fiação de fibras artificiais ou sintéticas............................................... 62
17.24 Fabricação de linhas e fios para costurar e
bordar............................................................................ 36
17.3 Tecelagem - inclusive fiação e tecelagem ............................................ 343 27
17.31 Tecelagem de algodão...................................................................... 184
17.32 Tecelagem de fios de fibras têxteis naturais -
- exceto algodão.......................................................................... 25
17.33 Tecelagem de fios e filamentos contínuos
artificiais ou sintéticos................................................................... 135
17.4 Fabricação de artefatos têxteis, incluindo
tecelagem............................................................................ 152 10
61

17.41 Fabricação de artigos de tecido de uso


doméstico, incluindo tecelagem....................................................... 60
17.49 Fabricação de outros artefatos têxteis,
incluindo tecelagem......................................................................... 92
17.5 Acabamentos em fios, tecidos e artigos têx-
teis, para terceiros................................................................................ 505 31
17.50 Acabamentos em fios, tecidos e artigos
têxteis, para terceiros.......................................................................... 505
17.6 Fabricação de artefatos têxteis a partir de
tecidos - exceto vestuário e de outros
artigos têxteis ................................................................. 576 109
17.61 Fabricação de artefatos têxteis a partir
de tecidos - exceto vestuário......................................................................... 221
17.62 Fabricação de artefatos de tapeçaria.................................................. 45
17.63 Fabricação de artefatos de cordoaria.................................................. 52
17.64 Fabricação de tecidos especiais - inclusive
artefatos............................................................................ 120
17.69 Fabricação de outros artigos têxteis -
- exceto vestuário......................................................................... 138
17.7 Fabricação de tecidos e artigos de malha ............................................ 219 23
17.71 Fabricação de tecidos de malha........................................................ 146
17.72 Fabricação de meias............................................................................... 39
17.79 Fabricação de outros artigos do vestuário
62

produzidos em malharias (tricotagens)........................................................... 34


18 Confecção de artigos do vestuário e acessórios............................................ 4 807 1 793
18.1 Confecção de artigos do vestuário ......................................................... 4 577 1 742
18.11 Confecção de roupas íntimas, blusas, cami-
sas e semelhantes.................................................................... 1 072
18.12 Confecção de peças do vestuário - exceto rou-
pas íntimas, blusas, camisas e
semelhantes.................................................................... 3 318
18.13 Confecção de roupas profissionais...................................................... 188
18.2 Fabricação de acessórios do vestuário e de
segurança profissional - exceto calçados...................................................................... 229 51
18.21 Fabricação de acessórios do vestuário................................................ 138
18.22 Fabricação de acessórios para segurança
industrial e pessoal......................................................................... 91
19 Preparação de couros e fabricação de artefatos
de couro, artigos de viagem e calçados ..................................................................... 3 319 131
19.1 Curtimento e outras preparações de couro .............................................. 290 5
19.10 Curtimento e outras preparações de couro.......................................... 290
19.2 Fabricação de artigos para viagem e de
artefatos diversos de couro............................................................. 283 87
19.21 Fabricação de malas, bolsas, valises e ou-
tros artefatos para viagem, de qualquer
material......................................................................... 152
19.29 Fabricação de outros artefatos de couro................................................ 130
63

19.3 Fabricação de calçados .................................................................. 2 746 39


19.31 Fabricação de calçados de couro.......................................................... 2 136
19.32 Fabricação de tênis de qualquer material............................................... 149
19.33 Fabricação de calçados de plástico..................................................... 242
19.39 Fabricação de calçados de outros materiais.......................................... 219
20 Fabricação de produtos de madeira ........................................................ 2 394 159
20.1 Desdobramento de madeira .............................................................. 1 210 21
20.10 Desdobramento de madeira............................................................. 1 210
20.2 Fabricação de produtos de madeira, cortiça
e material trançado - exceto móveis
.................................................................................. 1 184 137
20.21 Fabricação de madeira laminada e de
chapas de madeira compensada,
prensada ou aglomerada.................................................... 551
20.22 Fabricação de esquadrias de madeira, de
casas de madeira pré-fabricadas, de estru-
turas de madeira e artigos de carpintaria.................................................. 238
20.23 Fabricação de artefatos de tanoaria e
embalagens de madeira........................................................................ 199
20.29 Fabricação de artefatos diversos de
madeira, palha, cortiça e material
trançado - exceto móveis................................................................................. 196
21 Fabricação de celulose, papel e produtos de
papel........................................................................................ . 1 481 151 10
64

21.1 Fabricação de celulose e outras pastas para


a fabricação de papel........................................................... 63 -
21.10 Fabricação de celulose e outras pastas
para a fabricação de papel........................................................ 63
21.2 Fabricação de papel, papelão liso, cartolina
e cartão ................................................................................. 514 11 2
21.21 Fabricação de papel................................................................................. 466
21.22 Fabricação de papelão liso, cartolina e
cartão................................................................................. 48
21.3 Fabricação de embalagens de papel ou
papelão .............................................................................. 499 84
21.31 Fabricação de embalagens de papel........................................................ 141
21.32 Fabricação de embalagens de papelão -
inclusive a fabricação de papelão
corrugado............................................................................... 358
21.4 Fabricação de artefatos diversos de papel,
papelão, cartolina e cartão................................................................ 405 57
21.41 Fabricação de artefatos de papel, papelão,
cartolina e cartão para escritório................................................. 114
21.42 Fabricação de fitas e formulários contínuos -
- impressos ou não...................................................................... 75
21.49 Fabricação de outros artefatos de pastas,
papel, papelão, cartolina e cartão........................................... 216
65

22 Edição, impressão e reprodução de gravações ............................................ 1 800 895


22.1 Edição; edição e impressão ................................................................... 1 098 502
22.14 Edição de discos, fitas e outros materiais
gravados......................................................................... 14
22.15 Edição de livros, revistas e jornais................................................... 131
22.16 Edição e impressão de livros....................................................... 249
22.17 Edição e impressão de jornais............................................................................. 352
22.18 Edição e impressão de revistas............................................................................. 68
22.19 Edição; edição e impressão de outros
produtos gráficos............................................................................ 284
22.2 Impressão e serviços conexos para terceiros ......................................... 668 369
22.21 Impressão de jornais, revistas e livros..................................................... 97
22.22 Serviço de impressão de material escolar e
de material para usos industrial e
comercial......................................................................... 407
22.29 Execução de outros serviços gráficos................................................... 165
22.3 Reprodução de materiais gravados ....................................................... 33 23
22.31 Reprodução de discos e fitas........................................................... 30
22.32 Reprodução de fitas de vídeos....................................................... 2
22.34 Reprodução de software em discos e fitas.................... 1
23 Fabricação de coque, refino de petróleo, elabora-
ção de combustíveis nucleares e produção de
álcool ....................................................................................... 318 28 9
23.1 Coquerias .................................................................................... 4 -
66

23.10 Coquerias................................................................................. 4
23.2 Fabricação de produtos derivados do petróleo................................................................. 111 23 21
23.21 Refino de petróleo........................................................................ 28
23.29 Outras formas de produção de derivados do
petróleo....................................................... 83
23.3 Elaboração de combustíveis nucleares.............................................. 6 2 33
23.30 Elaboração de combustíveis nucleares...................................... 6
23.4 Produção de álcool ...................................................................... 196 3 2
23.40 Produção de álcool....................................................................... 196
24 Fabricação de produtos químicos ....................................................... 3 582 569 16
24.1 Fabricação de produtos químicos inorgânicos ............................... 783 57 7
24.11 Fabricação de cloro e álcalis....................................................... 12
24.12 Fabricação de intermediários para
fertilizantes......................................................................... 24
24.13 Fabricação de fertilizantes fosfatados,
nitrogenados e potássicos............................................................ 404
24.14 Fabricação de gases industriais............................................................... 177
24.19 Fabricação de outros produtos inorgânicos.......................................... 166
24.2 Fabricação de produtos químicos orgânicos ............................................ 458 26 6
24.21 Fabricação de produtos petroquímicos
básicos............................................................................. 28
24.22 Fabricação de intermediários para resinas
e fibras............................................................................... 44
67

24.29 Fabricação de outros produtos químicos


orgânicos.......................................................................... 386
24.3 Fabricação de resinas e elastômeros ..................................................... 161 9 6
24.31 Fabricação de resinas termoplásticas................................................ 103
24.32 Fabricação de resinas termofixas...................................................... 41
24.33 Fabricação de elastômeros............................................................... 17
24.4 Fabricação de fibras, fios, cabos e filamentos
contínuos artificiais e sintéticos ............................................................................. 27 1
24.41 Fabricação de fibras, fios, cabos e filamentos
contínuos artificiais......................................................... -
24.42 Fabricação de fibras, fios, cabos e filamentos
contínuos sintéticos......................................................... 27
24.5 Fabricação de produtos farmacêuticos .................................................. 671 147 22
24.51 Fabricação de produtos farmoquímicos.............................................. 24
24.52 Fabricação de medicamentos para uso
humano.............................................................................. 483
24.53 Fabricação de medicamentos para uso
veterinário...................................................................... 70
24.54 Fabricação de materiais para usos médicos,
hospitalares e odontológicos....................................... 93
24.6 Fabricação de defensivos agrícolas ...................................................... 128 9 7
24.61 Fabricação de inseticidas.................................................................... 44
24.62 Fabricação de fungicidas.................................................................... 15
68

24.63 Fabricação de herbicidas.................................................................... 25


24.69 Fabricação de outros defensivos agrícolas........................................... 44
24.7 Fabricação de sabões, detergentes, produtos
de limpeza e artigos de perfumaria ................................................................................ 535 179 33
24.71 Fabricação de sabões, sabonetes e
detergentes sintéticos........................................................................... 224
24.72 Fabricação de produtos de limpeza e
polimento.................................................................... 89
24.73 Fabricação de artigos de perfumaria e
cosméticos..................................................................... 222
24.8 Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes,
lacas e produtos afins..................................................................... 359 64 18
24.81 Fabricação de tintas, vernizes, esmaltes
e lacas................................................................................ 284
24.82 Fabricação de tintas de impressão............................................................ 30
24.83 Fabricação de impermeabilizantes, solven-
tes e produtos afins................................................................. 45
24.9 Fabricação de produtos e preparados
químicos diversos................................................................................. 460 76 17
24.91 Fabricação de adesivos e selantes......................................................... 48
24.92 Fabricação de explosivos..................................................................... 70
24.93 Fabricação de catalisadores.................................................................. 12
24.94 Fabricação de aditivos de uso industrial.................................................. 101
69

24.95 Fabricação de chapas, filmes, papéis e


outros materiais e produtos químicos
para fotografia.......................................................... 29
24.96 Fabricação de discos e fitas virgens........................................................ 1
24.99 Fabricação de outros produtos químicos
não especificados anteriormente.................................................................................. 198
25 Fabricação de artigos de borracha e material
plástico ...................................................................... 2 862 467
25.1 Fabricação de artigos de borracha ........................................................ 703 76
25.11 Fabricação de pneumáticos e de câmaras-
-de-ar.................................................................................. 83
25.12 Recondicionamento de pneumáticos.................................................. 225
25.19 Fabricação de artefatos diversos de
borracha......................................................................... 395
25.2 Fabricação de produtos de material plástico ........................................................ 2 160 391
25.21 Fabricação de laminados planos e tubulares
de material plástico.............................................................................. 173
25.22 Fabricação de embalagem de material plás-
tico...................................................................................... 835
25.29 Fabricação de artefatos diversos de mate-
rial plástico....................................... 1 152
26 Fabricação de produtos de minerais não- 794
-metálicos ................................................................................. 3 939
70

26.1 Fabricação de vidro e de produtos do vidro ............................................ 201 20


26.11 Fabricação de vidro plano e de segurança.......................................... 71
26.12 Fabricação de embalagens de vidro...................................................... 26
26.19 Fabricação de artigos de vidro........................................................... 104
26.2 Fabricação de cimento .................................................................... 412 25
26.20 Fabricação de cimento....................................................................... 412
26.3 Fabricação de artefatos de concreto, cimento,
fibrocimento, gesso e estuque .................................................................................. 1 434 293
26.30 Fabricação de artefatos de concreto, cimen-
to, fibrocimento, gesso e estuque.................................... 1 434
26.4 Fabricação de produtos cerâmicos ........................................................ 1 308 206
26.41 Fabricação de produtos cerâmicos não-
-refratários para uso estrutural na
construção civil.................................................................. 1 088
26.42 Fabricação de produtos cerâmicos refratários......................................... 98
26.49 Fabricação de produtos cerâmicos não-
-refratários para usos diversos......................................................... 122
26.9 Aparelhamento de pedras e fabricação de cal e
de outros produtos de minerais não-
metalicos....................................................................... 584 251
26.91 Britamento, aparelhamento e outros traba-
lhos em pedras (não associados à extração).......................................................... 275
26.92 Fabricação de cal virgem, cal hidratada e
gesso............................................................................... 90
71

26.99 Fabricação de outros produtos de minerais


não-metálicos.......................................................................... 219
27 Metalurgia básica ................................................................................ 1 424 121
27.1 Produção de ferro-gusa e de ferroligas.................................................................. 153 -
27.13 Produção de ferro-gusa........................................................ 106
27.14 Produção de ferroligas............................................................... 47

27.2 Siderurgia..................................................................................................................................... 478 28


Produção de semi-acabados de
27.23 aço................................................................................... 125
27.24 Produção de laminados planos de aço................................... 52
27.25 Produção de laminados longos de aço................................................................... 134
27.26 Produção de relaminados, trefilados e per-
filados de aço................................................................ 167
27.3 Fabricação de tubos - exceto em siderúrgicas.......................... 124 9
27.31 Fabricação de tubos de aço com costura................................................. 94
27.39 Fabricação de outros tubos de ferro e aço................................................ 30
27.4 Metalurgia de metais não-ferrosos ......................................................... 386 40
27.41 Metalurgia do alumínio e suas ligas.......................................................... 256
27.42 Metalurgia dos metais preciosos............................................................... 18
27.49 Metalurgia de outros metais não-ferrosos e
suas ligas................................................................................... 112
27.5 Fundição ......................................................................................... 283 44
27.51 Fabricação de peças fundidas de ferro
72

e aço................................................................................... 220
27.52 Fabricação de peças fundidas de metais
não-ferrosos e suas ligas............................................................... 63
28 Fabricação de produtos de metal - exceto máqui-
nas e equipamentos........................................................................... 3 882 896 23
28.1 Fabricação de estruturas metálicas e obras
de caldeiraria pesada............................................................... 552 302 55
28.11 Fabricação de estruturas metálicas para
edifícios, pontes, torres de transmissão,
andaimes e outros fins..................................................................................... 305
28.12 Fabricação de esquadrias de metal........................................................... 184 0
28.13 Fabricação de obras de caldeiraria pesada.............................................. 63
28.2 Fabricação de tanques, caldeiras e
reservatórios metálicos............................................................................. 120 35 29
28.21 Fabricação de tanques, reservatórios metá-
licos e caldeiras para aquecimento
central........................................................................ 94
28.22 Fabricação de caldeiras geradoras de vapor -
exceto para aquecimento central e para
veículos....................................................... 26
28.3 Forjaria, estamparia, metalurgia do pó e
serviços de tratamento de metais ....................................................... 1 570 188
28.31 Produção de forjados de aço................................................................. 34
28.32 Produção de forjados de metais não-
73

-ferrosos e suas ligas................................................................................... 20


28.33 Fabricação de artefatos estampados de
metal.................................................................................. 213
28.34 Metalurgia do pó.................................................................................. 16
28.39 Têmpera, cementação e tratamento térmico
do aço, serviços de usinagem, galvano-
técnica e solda................................................................. 1 286
28.4 Fabricação de artigos de cutelaria, de
serralheria e ferramentas manuais ........................................................... 371 121 33
28.41 Fabricação de artigos de cutelaria........................................................... 43
28.42 Fabricação de artigos de serralheria -
- exceto esquadrias............................................................................ 175
28.43 Fabricação de ferramentas manuais...................................................... 153
28.8 Manutenção e reparação de tanques, caldeiras e
reservatórios metálicos................................................................. 26 4 15
28.81 Manutenção e reparação de tanques, reserva-
tórios metálicos e caldeiras para aquecimen-
to central.............................................................................. 19
28.82 Manutenção e reparação de caldeiras gerado-
ras de vapor - exceto para aquecimento cen-
tral e para veículos.............................................................................. 6
28.9 Fabricação de produtos diversos de metal ............................................... 1 244 245 20
28.91 Fabricação de embalagens metálicas..................................................... 129
74

28.92 Fabricação de artefatos de trefilados................................................... 366


28.93 Fabricação de artigos de funilaria e de
artigos de metal para usos doméstico
e pessoal....................................................................... 180
28.99 Fabricação de outros produtos elaborados
de metal.................................................................................. 568
29 Fabricação de máquinas e equipamentos ................................................... 3 369 389 12
29.1 Fabricação de motores, bombas, compres-
sores e equipamentos de transmissão ................................................................... 527 62 12
29.11 Fabricação de motores estacionários de
combustão interna, turbinas e outras
máquinas motrizes não-elétricas - exce-
to para aviões e veículos rodoviários...................................................................... 44
29.12 Fabricação de bombas e carneiros
hidráulicos..................................................................... 139
29.13 Fabricação de válvulas, torneiras e registros............................................ 205
29.14 Fabricação de compressores.................................................................. 36
29.15 Fabricação de equipamentos de transmissão
para fins industriais - inclusive
rolamentos.......................................................................... 103
29.2 Fabricação de máquinas e equipamentos de
uso geral................................................................................. 976 124 13
29.21 Fabricação de fornos industriais, aparelhos
e equipamentos não-elétricos para
75

instalações térmicas................................................... 50
29.22 Fabricação de estufas e fornos elétricos
para fins industriais........................................................................... 15
29.23 Fabricação de máquinas, equipamentos e
aparelhos para transporte e elevação de
cargas e pessoas................................................................. 150
29.24 Fabricação de máquinas e aparelhos de
refrigeração e ventilação de usos indus-
trial e comercial.................................................................................................. 252
29.25 Fabricação de aparelhos de ar-
-condicionado.................................................................. 31
29.29 Fabricação de outras máquinas e
equipamentos de uso geral............................................................................ 478
29.3 Fabricação de tratores e de máquinas e
equipamentos para a agricultura, avicultura
e obtenção de produtos animais.................................................................................. 314 15 5
29.31 Fabricação de máquinas e equipamentos
para agricultura, avicultura e obtenção
de produtos animais......................................................... 292
29.32 Fabricação de tratores agrícolas............................................................. 22
29.4 Fabricação de máquinas-ferramenta ..................................................... 173 16 9
29.40 Fabricação de máquinas-ferramenta...................................................... 173
29.5 Fabricação de máquinas e equipamentos de
76

usos na extração mineral e construção........................................... 149 27 18


29.51 Fabricação de máquinas e equipamentos para
a prospecção e extração de petróleo................................ 32
29.52 Fabricação de outras máquinas e equipamen-
tos de uso na extração mineral e construção............................. 69
29.53 Fabricação de tratores de esteira e tratores
de uso na extração mineral e
construção.................................................................................... 17
29.54 Fabricação de máquinas e equipamentos
de terraplanagem e pavimentação........................................ 32
29.6 Fabricação de outras máquinas e equipa-
mentos de uso específico ....................................................................... 569 56 10
29.61 Fabricação de máquinas para a indústria
metalúrgica - exceto máquinas-ferramenta................................... 44
29.62 Fabricação de máquinas e equipamentos
para as indústrias alimentar, de bebida
e fumo.................................................................... 103
29.63 Fabricação de máquinas e equipamentos
para a indústria têxtil................................................................... 34
29.64 Fabricação de máquinas e equipamentos
para as indústrias do vestuário e de couro
e calçados.............................................................. 42
29.65 Fabricação de máquinas e equipamentos
para as indústrias de celulose, papel e
77

papelão e artefatos............................................................. 30
29.69 Fabricação de outras máquinas e equipa-
mentos de uso específico.................................................................. 316
29.7 Fabricação de armas, munições e
equipamentos militares................................................................................ 15 -
29.71 Fabricação de armas de fogo e munições................................................ 9
29.72 Fabricação de equipamento bélico pesado............................................ 6
29.8 Fabricação de eletrodomésticos ............................................................. 190 15 8
29.81 Fabricação de fogões, refrigeradores e má-
quinas de lavar e secar para uso
doméstico...................................................................... 77
29.89 Fabricação de outros aparelhos
eletrodomésticos............................................................. 113
29.9 Manutenção e reparação de máquinas e equi-
pamentos........................................................................................................ 455 74 16
29.91 Manutenção e reparação de motores, bom-
bas, compressores e equipamentos de trans-
missão............................................................................. 24
29.92 Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos de uso geral................................................... 221
29.93 Manutenção e reparação de tratores e de
máquinas e equipamentos para agricultura,
avicultura e obtenção de produtos
animais........................................................................... 9
78

29.94 Manutenção e reparação de máquinas-fer-


ramenta................................................................................ 2
29.95 Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos de uso na extração mine-
ral e construção.......................................................................... 12
29.96 Manutenção e reparação de máquinas e
equipamentos de uso específico................................................... 188
30 Fabricação de máquinas para escritório e
equipamentos de informática........................................................................... 258 18
30.1 Fabricação de máquinas para escritório ................................................... 14 6
30.11 Fabricação de máquinas de escrever e
calcular, copiadoras e outros equipa-
mentos não-eletrônicos para escritório................................................................ 6
30.12 Fabricação de máquinas de escrever e
calcular, copiadoras e outros equipa-
mentos eletrônicos destinados à
automação gerencial e comercial.................................... 8
30.2 Fabricação de máquinas e equipamentos de
sistemas eletrônicos para processamento 12
de dados .......................................................................... 244
30.21 Fabricação de computadores................................................................. 79
30.22 Fabricação de equipamentos periféricos
para máquinas eletrônicas para trata-
79

mento de informações..................................................... 166


31 Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais
elétricos................................................................................. 1 193 148
31.1 Fabricação de geradores, transformadores
e motores elétricos................................................................................. 225 15
31.11 Fabricação de geradores de corrente
contínua ou alternada........................................................................... 43
31.12 Fabricação de transformadores, indutores,
conversores, sincronizadores e
semelhantes.................................................................. 117
31.13 Fabricação de motores elétricos............................................................... 64
31.2 Fabricação de equipamentos para distribuição
e controle de energia elétrica ..................................................................... 266 42
31.21 Fabricação de subestações, quadros de
comando, reguladores de voltagem e
outros aparelhos e equipamentos para
distribuição e controle de energia .............................................................................. 150
31.22 Fabricação de material elétrico para
instalações em circuito de consumo...................................................... 117
31.3 Fabricação de fios, cabos e condutores
elétricos isolados.............................................................................. 161 12
31.30 Fabricação de fios, cabos e condutores
elétricos isolados.......................................................................... 161
80

31.4 Fabricação de pilhas, baterias e acumuladores


elétricos....................................................................................... 53 -
31.41 Fabricação de pilhas, baterias e acumula-
dores elétricos - exceto para veículos........................................................................ 15
31.42 Fabricação de baterias e acumuladores
para veículos............................................................................. 38
31.5 Fabricação de lâmpadas e equipamentos
de iluminação.................................................................... 153 26
31.51 Fabricação de lâmpadas........................................................................ 56
31.52 Fabricação de luminárias e equipamentos
de iluminação - exceto para veículos.......................................................................... 97
31.6 Fabricação de material elétrico para veículos -
- exceto baterias........................................................................ 146 8
31.60 Fabricação de material elétrico para
veículos - exceto baterias .................................................................... 146
31.8 Manutenção e reparação de máquinas, apare-
lhos e materiais elétricos................................................................................................ 62 15
31.81 Manutenção e reparação de geradores,
transformadores e motores elétricos.......................................... 31
31.82 Manutenção e reparação de baterias e
acumuladores elétricos - exceto para
veículos..................................................................... -
31.89 Manutenção e reparação de máquinas,
81

aparelhos e materias elétricos não es-


pecificados anteriormente................................................................................... 31
31.9 Fabricação de outros equipamentos e
aparelhos elétricos................................................................................ 126 30
31.91 Fabricação de eletrodos, contatos e outros
artigos de carvão e grafita para uso elétrico,
eletroimãs e isoladores.......................................................................... 17
31.92 Fabricação de aparelhos e utensílios para
sinalização e alarme......................................................... 38
31.99 Fabricação de outros aparelhos ou
equipamentos elétricos.............................................................................. 71
32 Fabricação de material eletrônico e de aparelhos
e equipamentos de comunicações ............................................................... 464 60
32.1 Fabricação de material eletrônico básico ................................................... 168 18
32.10 Fabricação de material eletrônico básico.................................................. 168
32.2 Fabricação de aparelhos e equipamentos
de telefonia e radiotelefonia e de transmis-
sores de televisão e rádio................................................................................... 155 29
32.21 Fabricação de equipamentos transmissores
de rádio e televisão e de equipamentos
para estações telefônicas, para radio-
telefonia e radiotelegrafia - inclusive de
microondas e repetidoras.............................................. 78
82

32.22 Fabricação de aparelhos telefônicos,


sistemas de intercomunicação e
semelhantes..................................................................................... 76
32.3 Fabricação de aparelhos receptores de rádio
e televisão e de reprodução, gravação ou
amplificação de som e vídeo....................................................................... 117 8
32.30 Fabricação de aparelhos receptores de
rádio e televisão e de reprodução, grava-
ção ou amplificação de som e vídeo............................... 117
32.9 Manutenção e reparação de aparelhos e equi-
pamentos de telefonia e radiotelefonia e de
transmissores de televisão e rádio - exceto
telefones................................................................................ 23 4
32.90 Manutenção e reparação de aparelhos e
equipamentos de telefonia e radiotelefo-
nia e de transmissores de televisão e rá-
dio - exceto telefones................................................................ 23
33 Fabricação de equipamentos de instrumentação
médico-hospitalares, instrumentos de precisão
e ópticos, equipamentos para automação
industrial, cronômetros e relógios .................................................................................. 570 126 22
33.1 Fabricação de aparelhos e instrumentos para
usos médico-hospitalares, odontológicos e
83

de laboratórios e aparelhos ortopédicos............................................. 202 63 31


33.10 Fabricação de aparelhos e instrumentos
para usos médico-hospitalares, odonto-
lógicos e de laboratórios e aparelhos
ortopédicos................................................................... 202
33.2 Fabricação de aparelhos e instrumentos de
medida teste e controle - exceto equipa-
mentos para controle de processos
industriais.......................................................................... 111 15
33.20 Fabricação de aparelhos e instrumentos
de medida, teste e controle - exceto
equipamentos para controle de
processos industriais.................................................... 111
33.3 Fabricação de máquinas, aparelhos e
equipamentos de sistemas eletrônicos
dedicados à automação industrial e
controle do processo produtivo
................................................................................................. 88 11
33.30 Fabricação de máquinas, aparelhos e
equipamentos de sistemas eletrônicos
dedicados à automação industrial e
controle do processo produtivo........................................................................ 88
33.4 Fabricação de aparelhos, instrumentos e
materiais ópticos, fotográficos e
84

cinematográficos ................................................................ 84 24
33.40 Fabricação de aparelhos, instrumentos e
materiais ópticos, fotográficos e
cinematográficos............................................................................ 84
33.5 Fabricação de cronômetros e relógios ..................................................... 48 6
33.50 Fabricação de cronômetros e relógios..................................................... 48
33.9 Manutenção e reparação de equipamentos
médico-hospitalares, instrumentos de
precisão e ópticos e equipamentos
para automação industrial.............................................................................. 37 6 16
33.91 Manutenção e reparação de equipamentos
médico-hospitalares, odontológicos e
de laboratório............................................................... 10
33.92 Manutenção e reparação de aparelhos e
instrumentos de medida, teste e contro-
le - exceto equipamentos de controle
de processos industriais...................................................... 9
33.93 Manutenção e reparação de máquinas, apa-
relhos e equipamentos de sistemas eletrô-
nicos dedicados à automação industrial e
controle do processo produtivo........................................... 18
33.94 Manutenção e reparação de instrumentos
ópticos e cinematográficos........................................................................ -
85

34 Fabricação e montagem de veículos auto-


motores, reboques e carrocerias ............................................................ 1 375 164 12
34.1 Fabricação de automóveis, camionetas e
utilitários............................................................................. 120 9 8
34.10 Fabricação de automóveis, camionetas e
utilitários............................................................................. 120
34.2 Fabricação de caminhões e ônibus ..................................................... 26 6 23
34.20 Fabricação de caminhões e ônibus ..................................................... 26
34.3 Fabricação de cabines, carrocerias e
reboques ......................................................................... 220 31 14
34.31 Fabricação de cabines, carrocerias e
reboques para caminhão.......................................................................... 149
34.32 Fabricação de carrocerias para ônibus..................................................... 22
34.39 Fabricação de cabines, carrocerias e
reboques para outros veículos................................................................. 49
34.4 Fabricação de peças e acessórios para
veículos automotores ......................................................................... 901 47 5
34.41 Fabricação de peças e acessórios para
o sistema motor................................................................................. 164
34.42 Fabricação de peças e acessórios para
os sistemas de marcha e transmissão............................................... 73
34.43 Fabricação de peças e acessórios para
o sistema de freios.............................................................................. 78
86

34.44 Fabricação de peças e acessórios para


o sistema de direção e suspensão................................................. 118
34.49 Fabricação de outras peças e acessórios
para veículos automotores não especifi-
cadas anteriormente................................................................................. 468
34.5 Recondicionamento ou recuperação de
motores para veículos automotores...................................................... 108 71 66
34.50 Recondicionamento ou recuperação de
motores para veículos automotores........................................ 108
35 Fabricação de outros equipamentos de
transporte.............................................................................. 391 164 42
35.1 Construção e reparação de embarcações ................................................... 105 105 100
35.11 Construção e reparação de embarcações
e estruturas flutuantes........................................................ 82
35.12 Construção e reparação de embarcações
para esporte e lazer................................................................. 23
35.2 Construção, montagem e reparação de
veículos ferroviários .......................................................................... 60 15 25
35.21 Construção e montagem de locomotivas,
vagões e outros materiais rodantes.............................. 11
35.22 Fabricação de peças e acessórios para
veículos ferroviários.............................................................................. 22
35.23 Reparação de veículos ferroviários......................................................... 27
87

35.3 Construção, montagem e reparação de


aeronaves................................................................................
.......................................... 89 18 20
35.31 Construção e montagem de aeronaves................................................... 25
35.32 Reparação de aeronaves........................................................................... 64
35.9 Fabricação de outros equipamentos de
transporte................................................................................................................. 137 8 6
35.91 Fabricação de motocicletas.................................................................... 55
35.92 Fabricação de bicicletas e triciclos não-
-motorizados...................................................................... 59
35.99 Fabricação de outros equipamentos de
transporte....................................................................... 23
36 Fabricação de móveis e indústrias diversas .................................................. 2 585 566 22
36.1 Fabricação de artigos do mobiliário .......................................................... 1 857 342 18
36.11 Fabricação de móveis com predominância
de madeira..................................................................................... 1 341
36.12 Fabricação de móveis com predominância
de metal............................................................................. 244
36.13 Fabricação de móveis de outros materiais.................................................. 109
36.14 Fabricação de colchões............................................................................ 164
36.9 Fabricação de produtos diversos .............................................................. 728 224
36.91 Lapidação de pedras preciosas e
semipreciosas, fabricação de
artefatos de ourivesaria e joalheria............................................................. 156
88

36.92 Fabricação de instrumentos musicais.......................................................... 21


36.93 Fabricação de artefatos para caça, pesca
e esporte....................................................................... 43
36.94 Fabricação de brinquedos e de jogos
recreativos..................................................................... 103
36.95 Fabricação de canetas, lápis, fitas
impressoras para máquinas e outros
artigos para escritório ................................................................... 29
36.96 Fabricação de aviamentos para costura................................................... 47
36.97 Fabricação de escovas, pincéis e vassouras............................................... 48
36.99 Fabricação de produtos diversos.............................................................. 280
37 Reciclagem ............................................................................................. 161 44
37.1 Reciclagem de sucatas metálicas ............................................................ 62 19
37.10 Reciclagem de sucatas metálicas............................................................ 62
37.2 Reciclagem de sucatas não-metalicas ..................................................... 99 25
37.20 Reciclagem de sucatas não-metálicas.................................................... 99
Fonte: IBGE
Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do
Rio de Janeiro e de seu Entorno
Zona Oeste 1 : Proposta de Agenda para Desenvolvimento
(Versão Final)

Projeto FAPERJ n. E-26/110.644/2007

Mauro Osório da Silva (professor, FND/UFRJ)


Renata Lèbre La Rovere (coordenadora do projeto e professora, IE/UFRJ

1
Neste trabalho considera-se como Zona Oeste apenas a área das regiões administrativas de Realengo, Bangu,
Campo Grande e Santa Cruz. Para diferenciá-la do traçado oficial da Zona Oeste do Rio de Janeiro, que inclui
também as regiões de Guaratiba, Jacarepaguá e Barra da Tijuca, seu nome, doravante, será sempre grafado em
itálico.
2

ÍNDICE
1. Apresentação do Estudo ...................................................................................................... 4
2. Contextualização do Problema de Pesquisa....................................................................... 4
3. Justificativa ........................................................................................................................... 5
4. Metodologia........................................................................................................................... 6
5. Quadro geral......................................................................................................................... 7
6. Diagnóstico da Região.......................................................................................................... 8
7. Desafios ao Crescimento Econômico da Região .............................................................. 10
8. Estudos Qualitativos sobre a Região ................................................................................ 11
8.1. Potencialidades da região para um pólo metal-mecânico ............................................. 11
8.2. Comércio Exterior ......................................................................................................... 13
8.3. Logística e desenvolvimento econômico ...................................................................... 14
8.4. Uso e ocupação do solo................................................................................................. 16
8.5. Segurança Pública ......................................................................................................... 18
8.6. Educação ....................................................................................................................... 20
8.7. Governança da Zona Oeste ........................................................................................... 22
9. Pontos discutidos no Workshop ........................................................................................ 25
9.1 Desenvolvimento Econômico, Pólo Metal-Mecânico e Comércio Exterior .................. 25
9.2. Logística e Desenvolvimento ........................................................................................ 28
9.3. Segurança Pública e Uso do Solo.................................................................................. 29
9.4. Educação ....................................................................................................................... 30
9.5. Governança.................................................................................................................... 31
10. Agenda de ações................................................................................................................ 33
10.1. Desenvolvimento Econômico, Pólo Metal-Mecânico e Comércio Exterior ............... 33
10.2. Logística e Desenvolvimento ...................................................................................... 34
10.3. Segurança Pública, Ocupação e Uso do Solo.............................................................. 34
10.4. Educação ..................................................................................................................... 35
10.5. Governança.................................................................................................................. 36
Referências bibliográficas...................................................................................................... 38
ANEXO I - LISTA DE CONVIDADOS DO WORKSHOP DO DIA 15 DE MAIO DE
2009.......................................................................................................................................... 51
ANEXO II - APLICAÇÕES DO AÇO INOX ..................................................................... 53
3

ÍNDICE DE TABELAS

TABELA 1 - Participação das Capitais Unidades Federativas no Produto Interno Bruto


Nacional a Custo de Fatores e Variação Percentual da participação entre 1970 e 2006.......... 40

TABELA 2 - Participação das Unidades Federativas no Produto Interno Bruto Nacional a


Custo de Fatores e Variação Percentual da participação entre 1970 e 2006............................ 41

TABELA 3 - Variação porcentual do total de empregos formais segundo Setores do IBGE


por Grandes Regiões e Unidades Federativas entre 1985 e 2007 ............................................ 42

TABELA 4 - Variação porcentual do total de empregos formais segundo Setores do IBGE


por Capitais das Unidades Federativas entre 1985 e 2007....................................................... 43

TABELA 5 - Total e variação do número de empregos segundo setores na Zona Oeste e no


município do Rio de Janeiro entre 1998 e 2006....................................................................... 44

TABELA 6 - Total e variação do número de empregos segundo setores em São Paulo e Belo
Horizonte entre 1998 e 2006 .................................................................................................... 46

TABELA 7 - População e variação percentual entre 1991, 2000 e 2008 no Brasil, municípios
de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e nas áreas de planejamento e bairros da AP5
.................................................................................................................................................. 47

TABELA 8 - Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia nos


bairros selecionados, 2006 ....................................................................................................... 48

TABELA 9 - Número de empregos e participação relativa por setor da economia nos bairros
selecionados, 2006 ................................................................................................................... 49

TABELA 10 - Total de empregados, população estimada e razão percentual entre empregados


e população nas Regiões Administrativas de Bangu, Campo Grande, Realengo e Santa Cruz e
no município do Rio de Janeiro em 2006................................................................................. 50
4

1. Apresentação do Estudo

Visando ampliar as reflexões e conhecimentos sobre a cidade do Rio de Janeiro e,


particularmente, as Regiões Administrativas de Campo Grande, Bangu, Santa Cruz e
Realengo, o Grupo de Economia da Inovação do Instituto de Economia, sob demanda de
forças empresariais locais, apresentou uma proposta de pesquisa à FAPERJ dentro do
programa Pensa Rio, tendo a mesma sido aprovada e os trabalhos iniciados em novembro de
2007. A pesquisa envolveu uma equipe multidisciplinar da UFRJ, composta de professores do
Instituto de Economia, da Faculdade Nacional de Direito e da Escola de Serviço Social. Além
desta equipe, técnicas da FAETEC e um consultor em aço inox do Núcleo Inox, colaboraram
na reflexão através do desenvolvimento de estudos em suas respectivas áreas de
competência 2 .

O esforço de pesquisa coordenado pelo IE/UFRJ tem por objetivo contribuir para a
possibilidade de inversão da tendência de crise ocorrida na cidade nas últimas décadas e
sugerir uma agenda que permita a geração de desenvolvimento sustentável na Zona Oeste
com base não apenas nos macroinvestimentos e na expansão imobiliária e populacional que
ocorrem na região, mas com a proposição de ações que incorporem as demandas locais.

2. Contextualização do Problema de Pesquisa

O processo de desenvolvimento no Brasil nas últimas duas décadas do século XX foi marcado
pela opção de abandonar um modelo de desenvolvimento coordenado em prol do
fortalecimento das forças de mercado, vistas à época como suficientemente dinâmicas para
liderar e impulsionar este processo. Por conta desta opção, o investimento público em infra-
estrutura foi praticamente paralisado, restando aos estados e às municipalidades atuar como
agentes autônomos na tentativa de usar as isenções do imposto sobre circulação de
mercadorias - ICMS como base de suas políticas para atração dos poucos investimentos
privados em curso, levando a uma verdadeira guerra fiscal.

No caso do Rio de Janeiro, tanto o estado quanto a cidade apresentaram neste período uma
trajetória bastante abaixo da média nacional. Entre 1970 e 2006, de acordo com dados do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE, a cidade e o estado apresentaram uma
perda de participação no PIB nacional de respectivamente 62,5% e 31,1% (tabelas 1 e 2
anexas).

Na mesma direção, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais - RAIS,
quando se analisa a série mais longa disponível com a mesma metodologia, verifica-se que
entre 1985 e 2007 o estado do Rio de Janeiro é a unidade da federação onde o emprego formal
menos cresce. Nesse período ocorre um crescimento no estado do Rio de Janeiro de 37,1%,
contra um crescimento no estado de São Paulo de 64,0%, em Minas Gerais de 119,8% e no
país de 83,5% (tabela 3 anexa).

Da mesma forma, a cidade do Rio de Janeiro apresenta uma evolução do emprego formal
entre 1985 e 2007 de apenas 11,4%, contra um crescimento na cidade de São Paulo de 31,7%,
na cidade de Belo Horizonte de 68,9%, e que é o menor entre todas as capitais brasileiras
2
A lista completa da equipe, incluindo temas de pesquisa de cada professor e nomes dos assistentes de pesquisa,
encontra-se no final deste documento.
5

(tabela 4 anexa).

Nesse cenário de escassez e de ausência de coordenação, como repensar um projeto nacional


que inclua os desafios das cidades e das regiões, como é o caso da cidade do Rio de Janeiro e
em particular da Zona Oeste? Algumas reflexões mais gerais são fundamentais. Primeiro se
coloca a questão da sustentabilidade desse desenvolvimento. O desenvolvimento sustentável
passa pela definição de um horizonte de planejamento de longo prazo que inclui não apenas o
fomento ao crescimento econômico como também a definição de políticas sociais que
garantam o bem-estar das gerações futuras.

Para alcançar este desenvolvimento há que se recuperar a capacidade de investimento público


em infra-estrutura e recriar mecanismos mínimos de regulação e governança capazes de
induzir os investimentos privados. Além disso, é necessário desvendar que conjunto de
setores exerce dominância e quais os outros que lhe são subordinados. Nesse caso, pensar esse
conjunto de setores para as áreas metropolitanas é mais complexo porque envolve uma
mistura de atividades industriais e de serviços que dificulta a idéia de polarização do
desenvolvimento nessas áreas, como é o caso da Zona Oeste. Nesta região, o tipo de atividade
na área de serviços predominantes são os serviços de baixa qualidade e com poucos efeitos de
encadeamento industrial e efeitos polarizadores do desenvolvimento local.

Cabe também analisar se a região está em uma trajetória de crescimento ou de estagnação e


compreender as causas desse processo. Observa-se que a Zona Oeste constitui-se hoje em
uma área de expansão, devido a uma série de fatores. O fato da região ter se apresentado nas
últimas eleições como uma força política capaz de definir o novo prefeito da cidade, os
grandes investimentos industriais que aí têm se localizado, a atração de investimentos
imobiliários e sua localização estratégica para os fluxos de carga logística a colocam em
destaque.

É importante deixar claro que a expansão da Zona Oeste não é independente da substância do
conjunto de atividades e da dinâmica da população locais, ambas se retroalimentando pela
dinâmica econômica, ainda que os investimentos industriais e em logística sejam, por sua
natureza, de iniciativa federal e estadual. A definição de uma agenda de desenvolvimento
passa assim pela proposição de políticas de identificação dos setores motrizes da dinâmica
econômica local e das possibilidades de complementaridade entre empresas locais e empresas
de fora da região. Devem também ser pensadas ações de modernização das funções
econômicas da coordenação local dos investimentos públicos (prefeitura e sub-prefeitura), e
de concatenação dos investimentos de infra-estrutura e logística a nível federal com os
interesses locais.

3. Justificativa

A importância da definição de uma agenda para essa região da cidade se reveste de


importância quando verifica-se que ao lado da possibilidade de dinamização econômica
existem importantes problemas do ponto de vista da infra-estrutura urbana e da situação
social.

A necessidade de realizar pesquisas e propor estratégias para a cidade e para suas regiões
destaca-se também quando observa-se que no Rio, por sua história de centro nacional e capital
6

do país até 1960 3 , ocorre uma forte predominância em suas universidades e centros de
pesquisa da temática nacional e internacional vis a vis a reflexão local.

Na década de 1950 e início dos anos 1960 ocorre o auge da segunda revolução industrial, com
a ampliação do porte das empresas nas metrópoles dos países que se industrializam,
ocorrendo um “derramamento” da instalação de indústrias do núcleo central das metrópoles
para regiões periféricas. No Brasil, por exemplo, ocorre o surgimento do chamado ABC
paulista na região que compreende os municípios de Santo André, São Bernardo e São
Caetano.

Com base nesse argumento - e no fato de que enquanto nos anos 50 a indústria no antigo
estado do Rio crescia acima da média brasileira, a indústria na cidade do Rio de Janeiro
crescia abaixo da média do país - definiu-se uma política econômica centrada em distritos
industriais, visando ofertar terrenos baratos com infra-estrutura e reter o parque industrial na
Guanabara 4 . . Para tanto, foram canalizados recursos e foi criada uma instituição denominada
Companhia Industrial da Guanabara (COPEG) 5 .

Essa política criada no primeiro governo da Guanabara e mantida nos dois seguintes 6 não
levou em consideração, pela carência de reflexões, que o crescimento industrial na periferia
da metrópole do Rio e na Velha Província, ao contrário de em outras regiões, não ocorria pelo
efeito derramamento, mas sim por investimentos estatais no antigo Estado do Rio como os
relacionados à CSN, REDUC, Álcalis e FNM.

Como não havia significativamente indústrias querendo migrar da cidade do Rio de Janeiro, a
política de distritos industriais nos anos 70 não cumpriu seus objetivos, sendo que em 1973
em todo o bairro de Santa Cruz – onde foi criado o maior distrito industrial da Guanabara –
existiam apenas quinze indústrias, o que representa apenas 0,6% do total de estabelecimentos
existentes na cidade 7 .

Ou seja, fomentar o desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro e de suas regiões, no caso


particular a Zona Oeste, passa pela ampliação das reflexões e pesquisas sobre a realidade local
e pela criação de fóruns, como o que está sendo constituído pela integração deste grupo de
pesquisa com entidades empresariais e atores locais existentes na Zona Oeste.

4. Metodologia

O trabalho se desdobrou em várias etapas. Inicialmente, foi feito um diagnóstico da região


com base em diversas estatísticas e informações de fontes secundárias 8 . A partir deste

3
Sobre o assunto ver Lessa (2001) e Osório (2005).
4
Até 1960 existiam no atual território do estado do Rio de Janeiro o Distrito Federal e o antigo estado do Rio de
Janeiro e entre 1960 e 1974 passam a existir duas unidades federativas, o que se modifica a partir de 1974 com a
fusão entre a Guanabara e a chamada Velha Província.
5
Sobre o assunto ver Osório (2005) e Perez (2007).
6
Nos quatorze anos de existência da Guanabara os governadores foram Carlos Lacerda, Negrão de Lima e
Chagas Freitas.
7
Sobre o assunto ver Osório (2005) e Barros (1975).
8
As fontes utilizadas foram estatísticas e informações das seguintes instituições: Associação das Empresas do
Distrito Industrial de Santa Cruz (AEDIN); Companhia de Desenvolvimento Industrial (CODIN); Federação das
Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);Instituto
Fecomércio; Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP);Instituto Pereira
7

diagnóstico, foi definido um questionário que foi distribuído a 262 empresas da região. Em
seguida, foram realizados diversos estudos qualitativos sobre temas pertinentes ao
desenvolvimento da região. O diagnóstico, os resultados dos questionários e os estudos
qualitativos geraram um texto de agenda de governança e desenvolvimento e uma lista de
ações de fomento ao desenvolvimento que foram discutidos por todas as partes interessadas
(lideranças locais, representantes de instituições públicas e privadas) num workshop no dia 15
de maio do corrente. A lista de presentes ao workshop encontra-se em anexo. Após esta
reunião, os resultados foram consolidados e divulgados ao público em geral. Espera-se que
este trabalho contribua para mobilizar as lideranças locais em torno de ações que promovam o
desenvolvimento econômico sustentável da região e de seu entorno.

5. Quadro geral

Entre 1998 e 2006, a cidade do Rio de Janeiro manteve um crescimento pífio. Do ponto de
vista do emprego formal, por exemplo, ocorre um crescimento para o total de todos os setores
de atividade econômica de apenas 11,6%, contra um crescimento na cidade de São Paulo de
23,7% e em Belo Horizonte de 17,1%. Na mesma direção, para o total da indústria extrativa
de transformação, a evolução do emprego na cidade do Rio foi negativa em 1,5%, contra um
crescimento na cidade de São Paulo de 7,4% e na cidade de Belo Horizonte de 20,1%.
(tabelas 5 e 6 anexas).

Entre 1998 e 2006 a Zona Oeste – devido ao crescimento populacional bastante superior ao
ocorrido na cidade do Rio de Janeiro (tabela 7 anexa) e da ampliação dos investimentos
ocorridos na região - apresenta um crescimento para o total das atividades econômicas e para
a indústria extrativa e de transformação bem mais consistente que o da cidade do Rio de
Janeiro, de respectivamente 29,5% e 12,0% (tabela 5 anexa).

Em período mais recente, a cidade e o estado do Rio de Janeiro vêm apresentando sinais de
incremento do dinamismo econômico, fruto da ampliação de investimentos privados no
estado e de investimentos públicos, como aqueles vinculados aos gastos para o Panamericano
realizado em 2007 e os mais recentes vinculados ao Programa de Aceleração do Crescimento
do Governo Federal (PAC).

No ano de 2008, por exemplo, o estado do Rio de Janeiro e sua capital apresentaram um
crescimento do emprego formal de respectivamente 5,48% e 5,28%, contra um crescimento
para o total do país de 5,01%. Na Zona Oeste, da mesma forma, ocorre uma significativa
dinamização tendo em vista os investimentos imobiliários ocorridos e investimentos privados,
como a obra da Thyssen-Krupp- Companhia Siderúrgica do Atlântico (TK-CSA), as
ampliações da Gerdau e da Michelin e a chegada de novos empreendimentos nos distritos e
zonas industriais de Campo Grande e Palmares 9 .

Passos (IPP); Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (InvesteRio); Associação de Empresas
Fabricantes de Aço Inox (Nucleoinox); Ministério do Trabalho e Emprego (MTE0- Relação Anual de
Informações Sociais (RAIS) ; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) -.Relação Nacional
de Investimentos (RENAI)
9
Sobre o assunto ver documento do Instituto Pereira Passos Área de Planejamento 5: caracterização da região,
diretrizes, propostas e projetos.
8

6. Diagnóstico da Região

No diagnóstico realizado fica claro que a Zona Oeste vem apresentando um significativo
crescimento econômico e populacional e que é a região da cidade com maior densidade
industrial, possuindo forte potencial para o desenvolvimento industrial e tecnológico, ainda
que as atividades comerciais sejam bastante relevantes pela ótica do número de
estabelecimentos e empregos locais, conforme podemos verificar através das tabelas 8 e 9
anexas.

As quatro regiões administrativas (RAs) têm origens e vocações econômicas bastante


variadas. A mais antiga delas é Santa Cruz, fundada a partir da sesmaria criada em 1567.
Bangu e Campo Grande foram fundados em 1673 e Realengo em 1814. As atividades
industriais em todas as RAs iniciaram-se somente no final do século XIX: Bangu em
atividades têxteis, Campo Grande em atividades ferroviárias e de bondes, Santa Cruz como
um importante centro de frigoríficos para abate de bois e Realengo com fábrica de cartuchos.

Uma fotografia da região entre 1998 e 2006 mostra um quadro completamente distinto em
relação às suas vocações econômicas e históricas. Em termos de número de estabelecimentos
e empregos, a Zona Oeste mostra uma predominância das atividades comerciais e de serviços,
indicando que a dinâmica populacional de taxas de crescimento bastante mais elevada do que
as do MRJ acabaram desenvolvendo o comércio local e os serviços voltados para a população
em detrimento das atividades industriais locais que se reduziram.

Em síntese, os principais dados econômicos da Zona Oeste revelam o seguinte cenário:

(i) em termos de número de estabelecimentos os principais setores de atividade são:


comércio (49%); serviços (40%) e indústria extrativa e de transformação (7,5%),
construção civil (2,4%); agricultura (0,4%) e serviços industriais de utilidade
pública (0,2%);
(ii) em termos de empregos os principais setores são: serviços (48%); comércio
(32%); industria extrativa e de transformação (17,5%); construção civil (2,1%);
serviços industriais de utilidade pública (0,3%); agricultura (0,1%) ;
(iii) as principais vocações industriais da Zona Oeste e suas potencialidades em relação
ao município do Rio de Janeiro (MRJ), em termos de Valor Adicionado Fiscal,
são: indústria metalúrgica (89%); produtos alimentícios e bebidas (51%); têxtil e
vestuário (27%); mecânica (25%). Em termos de emprego: metalúrgica (27,5%);
minerais não metálicos (19%); produtos alimentícios e bebidas (15%); borracha e
outros (13%). Em termos de estabelecimentos: minerais não metálicos (19%);
alimentos e bebidas (15%); indústria metalúrgica (13%); química e farmacêutica
(8%).

Entretanto, quando se compara a importância da Zona Oeste em relação ao MRJ, em termos


de estabelecimentos e empregos, observa-se que a Zona Oeste é mais especializada em
atividades industriais do que em atividades comerciais e de serviços, tendo aumentado esta
especialização relativa entre 1998 e 2006. Essa especialização mostra também que a Zona
Oeste tem sido uma região com uma expansão industrial superior ao do MRJ. Em outras
palavras, sua vantagem relativa em relação ao MRJ é industrial e não nas atividades voltadas
ao setor terciário.
9

Em 2006, há uma maior relevância dos micro, pequenos e médios estabelecimentos (96%) no
tecido empresarial da Zona Oeste, perfil semelhante ao observado para o MRJ. Em 1998, os
micro e pequenos estabelecimentos eram mais representativos. De uma forma geral as
atividades econômicas localizadas na Zona Oeste são menos intensivas em emprego do que as
atividades do MRJ, refletindo características de maior intensidade de capital das atividades
executadas na Zona Oeste. Os estabelecimentos de médio e grande porte são os principais
geradores de emprego da região, tendo reduzido ligeiramente sua importância entre 1998 e
2006 (de 58,3% para 55,4%).

A faixa etária dos empregados formais da Zona Oeste é inferior ao do MRJ. Mas os
empregados, ainda que tenham melhorado no período entre 1998 e 2006, apresentam um grau
de qualificação e faixas de remuneração inferiores aos do MRJ.

As informações levantadas apontam para a predominância da atividade industrial na Zona


Oeste, ainda que essa especialização não se reflita em trabalhadores mais qualificados,
especializados e bem remunerados, como é típico em regiões industriais.

Entre as atividades industriais mais relevantes destacam-se em termos de Valor Adicionado


Fiscal (VAF) absoluto: produtos alimentícios e bebidas (Campo Grande), a metalúrgica
(Santa Cruz), química e farmacêutica (Santa Cruz), papel e gráfica (Santa Cruz), mecânica
(Santa Cruz), borracha e outros (Santa Cruz).

Os principais setores industriais da Zona Oeste são responsáveis por 23,3% do VAF gerado
no MRJ. Em termos de VAF relativo, as principais especialidades da região quando
comparadas com o MRJ são couro peles e assemelhados, metalúrgica, bebidas, velas, sabões e
produtos para limpeza, têxtil, mecânica, editorial e gráfica.

Se for levada em conta uma visão de cadeias produtivas (conjunto de setores relacionados por
relações de compra e venda) e não de setores, percebe-se que a Zona Oeste tem forte
representação na cadeia produtiva metal-mecânica, que abrange a produção de matéria prima
(minério de ferro, cromo e níquel), o processamento de semi-acabados, laminados planos e
longos, relaminados, trefilados e perfilados, a fabricação de máquinas e equipamentos e a
produção de artigos de metal para uso doméstico. Pode-se dizer que essa cadeia produtiva,
além de estar bem representada do ponto de vista produtivo com as indústrias metalúrgicas e
mecânicas na Zona Oeste, tem entre as demais indústrias locais importantes setores industriais
demandantes do aço inox, tais como os setores de alimentos e bebidas, químico e
farmacêutico, editorial e gráfica. Além disso, as exportações locais são realizadas
principalmente pelas grandes empresas e pelo setor de metalurgia. As exportações são
facilitadas pela proximidade de localização dessas empresas com os portos de Itaguaí e do Rio
de Janeiro. A região dispõe assim de atributos interessantes para a instalação de um pólo
metal-mecânico.

Ao lado desse potencial econômico, existem sérios problemas do ponto de vista da


qualificação da mão de obra empregada na Zona Oeste, dos indicadores sociais, da infra-
estrutura urbana da ocupação e uso do solo e da segurança pública.

Um outro dado também fundamental é que aonde existem hegemonicamente as maiores


empresas industriais é exatamente onde ocorrem os piores indicadores sociais e de renda. Isso
reforça a necessidade de ampliação da articulação na região entre as grandes empresas e os
demais setores da sociedade civil da Zona Oeste visando gerar encadeamentos empresariais,
10

novos empregos e um desenvolvimento sustentável.

A política de geração de encadeamentos e de atração de novas empresas com base nos


macroinvestimentos reforça-se também em importância quando se verifica no diagnóstico que
os grandes estabelecimentos da Zona Oeste geram, em média, menos empregos que os
grandes estabelecimentos do município.

Além disso, ao realizarmos uma comparação entre o número de habitantes e de empregos na


Zona Oeste e na cidade do Rio de Janeiro, verificamos que enquanto na cidade do Rio de
Janeiro 33,2% da população encontram-se trabalhando em empregos formais, na Zona Oeste
esse número é de apenas 7,3% (tabela 10 anexa). Ou seja, a Zona Oeste vem por um lado
apresentando crescimento populacional, mas por outro gera poucos empregos locais, o que
decorre dos investimentos intensivos em capital 10 .

Um último aspecto relevante revelado pelo diagnóstico é que ao lado do crescimento


populacional na Zona Oeste em período recente, ocorre entre 1998 e 2006 uma queda do
número de servidores públicos existentes na região, de 6.489 para 2.426.

Ainda que estes dados possam indicar uma subnotificação de servidores públicos, de toda
forma, é um dado importante não só pelo crescimento populacional que tem ocorrido e pelas
carências de infraestrutura pública existentes, mas também por sabermos que na região existe
uma forte área militar que está em processo de desmobilização. Na RA de Realengo, onde há
a maior densidade militar, ocorreu entre 1998 e 2006 uma queda do número de servidores
públicos de 73,0%.

7. Desafios ao Crescimento Econômico da Região

As informações coletadas pelo diagnóstico e pelos questionários permitem identificar uma


série de desafios ao crescimento econômico da região. Um dos principais desafios é o próprio
tamanho das empresas que as impede de especializarem-se e adotarem padrões de gestão mais
modernos. Da mesma forma a atividade exportadora torna-se um desafio maior para as
pequenas e médias empresas do que para as grandes, devido aos altos custos fixos envolvidos
nesta atividade. A maior parte das micro e pequenas empresas concorre por custo, o que
coloca limites à sua capacidade de qualificação e de crescimento. Este limite é reforçado pelo
baixo acesso ao financiamento do capital de giro ou do investimento no caso das micro e
pequenas empresas.

Além disso, são escassos os canais de intermediação de vendas internas e externas disponíveis
para as empresas locais. As condições deterioradas da malha rodoviária, a escassez da oferta
de transporte ferroviário, a precariedade da infra-estrutura portuária e os entraves burocráticos
locais e direcionados para a exportação são outros desafios importantes a serem superados.

A Zona Oeste não é o principal ambiente econômico das empresas, pois os seus principais
concorrentes localizam-se fora do local e até mesmo do estado do Rio de Janeiro. O MRJ,
entretanto, é um entorno importante para as micro e pequenas empresas, seja no fornecimento
de máquinas e equipamentos seja no fornecimento de outros insumos. O MRJ também se

10
Nesse tipo de análise usa-se normalmente a relação entre a População em Idade Ativa e o número de empregos
existentes. No entanto, esse dado só existe com base nos censos. O último censo disponível é o de 2000 e na
Zona Oeste na atual década ocorre um forte crescimento populacional.
11

revela o principal local das vendas das micro e pequenas empresas da Zona Oeste.

As principais relações entre as empresas são estabelecidas entre as empresas fornecedoras e os


clientes por motivos comerciais. Outros tipos de relação ou cooperação, como a parceria com
órgãos técnicos ou universidades, não são muito comuns ou até mesmo inexistentes.
Constatou-se também que a capacitação técnica da mão-de-obra empregada é inadequada e
que há um baixo comprometimento das empresas com inovação.

A inserção local das empresas entrevistadas é muito pequena e os entrevistados avaliaram


como a principal vantagem de estar localizado na Zona Oeste a infra-estrutura física
disponível, representada pelo baixo valor dos terrenos e pela grande disponibilidade de
galpões, e como principal desvantagem a questão da segurança.

8. Estudos Qualitativos sobre a Região

O conteúdo dos estudos qualitativos foi definido em duas etapas. Na elaboração do projeto, os
estudos foram definidos a partir da percepção que a equipe do IE/UFRJ tinha a respeito das
principais questões envolvendo a região. Nesta etapa, foi identificada a necessidade de
realizar estudos sobre comércio exterior; logística e infra-estrutura; ocupação e uso do solo; e
governança.

Após o diagnóstico, foi constatada a necessidade de realizar mais três estudos qualitativos: um
sobre aço inox, tendo em vista o potencial de encadeamento desta cadeia; um sobre educação,
tendo em vista os desafios relativos à qualificação; e um estudo sobre a questão da segurança,
que afeta a atratividade da região.

Os temas dos estudos qualitativos evidentemente se entrelaçam, sendo a seqüência de


apresentação deles neste documento arbitrária; em linhas gerais, os temas podem ser
agrupados em aspectos econômicos e aspectos sociais do desenvolvimento. No que se refere
aos aspectos econômicos serão apresentados, inicialmente, os resultados do estudo sobre o
aço inox, dado o potencial desta cadeia produtiva constatado pelo diagnóstico. Em seguida,
serão apresentados os resultados do estudo sobre o comércio exterior, que poderá se tornar
uma atividade importante no futuro caso seja levada adiante a proposta de implantação de um
pólo metal-mecânico na região. O pleno aproveitamento da atividade de comércio exterior
depende porém de uma melhoria nas condições de logística. Finalmente, o estudo do uso do
solo é fundamental para identificar possíveis áreas de expansão das atividades produtivas na
região. No que se refere aos aspectos sociais, a apresentação dos resultados começa com a
questão da segurança pública que, além de afetar a atratividade da região e a sustentabilidade
de seu desenvolvimento, tem interfaces importantes com a questão do uso do solo, como será
visto neste documento. Em seguida, serão apresentadas questões relativas à educação, que
afeta a geração de emprego e de renda na região. Finalmente, todas as ações propostas por
estes estudos só podem se viabilizar se forem acordadas e dialogadas com as lideranças locais,
daí a necessidade da identificação das condições de governança local.

8.1. Potencialidades da região para um pólo metal-mecânico

O diagnóstico realizado apontou uma significativa presença do setor metal-mecânico na Zona


Oeste. Tendo em vista gerar encadeamentos com base nessa presença e analisar a
possibilidade de diversificação das relações da região com o mundo exterior, seja do ponto de
12

vista territorial na Zona Oeste – hoje muito concentrada em Santa Cruz –, seja do ponto de
vista da diversificação dos setores industriais, realizou-se um estudo mais aprofundado sobre
a cadeia produtiva metal-mecânica tendo, como produto unificador entre os dois setores, o aço
inox.

O estudo sobre aço inoxidável tem como objetivo avaliar e sugerir uma agenda para a criação
de um pólo metal-mecânico com ênfase na produção deste metal na Zona Oeste do município
do Rio de Janeiro. De acordo com a descrição do produto apresentada na Tarifa Externa
Comum (TEC), o aço inoxidável é definido com a liga de aço contendo, em peso, 1,2% ou
menos de carbono e 10,5% ou mais de cromo, com ou sem mais elementos.

Existem diversas aplicações em termos de geração de produtos com base nos aços
inoxidáveis, apresentadas no Anexo II. A utilização em escala industrial do aço inox passou a
ocorrer no início do século XX para atender à indústria química, tendo como a principal base
a Alemanha e a empresa Krupp. No período entre 1950 e 2008 a produção mundial de aço
inox cresceu em torno de 5,7% ao ano.

O volume de aço inox produzido no Brasil representa em torno de 2% da produção mundial.


Três siderúrgicas no Brasil produzem aço inox: ArcelorMittal Inox Brasil, Gerdau e Villares
Metals. A primeira localizada em Minas Gerais, a segunda no Rio Grande do Sul e a terceira
em São Paulo.

Do ponto de vista do consumo, a taxa de crescimento no Brasil entre 1996 e 2008 foi de 8,1%
ao ano. Os principais mercados para o aço inox são transportes, construção civil, linha branca,
metal-mecânica, baixelas e cutelaria, açúcar e álcool, papel e celulose, saúde e alimentação,
química, petróleo e mobiliário urbano. Essa lista engloba setores que já apresentam
proeminência na região como a indústria de alimentos e bebidas, que utiliza equipamentos
fabricados com base no aço inox.

Um ponto que confere vantagem comparativa ao consumo de aço inox no estado do Rio de
Janeiro é que o custo-benefício do aço inox é mais favorável em aplicações onde o grau de
corrosão é mais severo.

No estado do Rio de Janeiro já existem quatro distribuidores de aço inox, que atuam
fortemente: Elinox, Artex, Inoxtech e Cavallo Aços. Um ponto interessante é verificar onde
estão instalados e se seria possível atraí-los para a Zona Oeste.

Entre as considerações finais para a construção de um pólo metal-mecânico, coloca-se para


discussão as seguintes necessidades:

• disponibilidade de matéria prima com qualidade, preço competitivo e prazo de


entrega;
• escola que forme profissional em design;
• escolas que formem técnicos na área de corte/dobra/conformação/soldagem/usinagem;
• empresas que fabriquem produtos finais para atendimento do mercado local e que se
capacitem para a exportação.

Aponta ainda que o segmento de mercado mais promissor para o aumento de consumo em
13

larga escala é o de petróleo e gás. Isso traz a necessidade de realizar, como desdobramento
deste trabalho, uma pesquisa junto à Petrobras sobre uma estratégia visando atingir esse
mercado.

8.2. Comércio Exterior

O estudo sobre comércio exterior adotou uma dupla abordagem. Em primeiro lugar foi
realizado um diagnóstico quantitativo da inserção internacional da região com base em
informações sobre o universo empresarial exportador e importador, identificado a partir dos
dados primários da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior. Em segundo lugar, foi entrevistada uma amostra das empresas
representativas do conjunto dos estabelecimentos exportadores da Zona Oeste.

Uma primeira constatação é que ocorreu na Zona Oeste um aumento significativo das
exportações, sendo que entre 2005 e 2007 houve um crescimento trienal de 196%. Um
segundo ponto é que a Zona Oeste é exportadora líquida de bens. Um terceiro ponto é que a
expansão das vendas externas e das importações revela uma tendência de aumento da
integração comercial da Zona Oeste com o resto do mundo. Um quarto ponto é que ocorre
uma predominância da RA de Santa Cruz como pólo dinâmico do comércio exterior da Zona
Oeste. Um quinto ponto é a inexistência de vínculos comerciais significativos da RA de
Bangu e, portanto, das empresas ali estabelecidas com o resto do mundo. Esse aspecto pode
sofrer modificações pela ampliação de exportações que estão ocorrendo em empresas como a
FALMEC e também pela possibilidade de implantação de um pólo de metal-mecânica na
região, que pode vir a ser implementado na RA de Bangu.

Um sexto ponto do trabalho aponta que as grandes empresas são as principais protagonistas
do comércio exterior da Zona Oeste; elas foram responsáveis, na média do triênio 2005-2007,
por 83% das exportações e metade das importações. Um sétimo ponto que acreditamos caber
destacar é que no triênio 2005-2006-2007 o setor de metalurgia básica respondeu por 81% das
vendas externas da Zona Oeste. Esses números podem cair pela queda do preço desse setor no
mercado internacional, ao menos no curto prazo, tendo em vista a crise comercial. No entanto,
por outro lado serão incrementados pelo início de operação ao final deste ano da empresa
Thyssen Krupp.

São apontados também gargalos e potencialidades como propostas de discussão para a


agenda. Uma primeira questão é a vantagem de localização apontada pelas empresas da
região, pela proximidade da Zona Oeste dos portos de Itaguaí e do Rio de Janeiro.

Por outro lado, as empresas apontam que essa vantagem de localização fica prejudicada pelas
condições precárias da malha rodoviária, combinada com a escassez da oferta de transporte
ferroviário.

A precariedade da infra-estrutura portuária, notadamente no porto do Rio, e os entraves


burocráticos gerados pelos procedimentos da Receita Federal deve ser um ponto de pauta,
visando buscar soluções. Esse ponto para a agenda também é mencionado no estudo sobre
logística, como será visto a seguir. Isso traz a necessidade de se pensar uma estratégia
integrada para os dois portos localizados na região do MRJ e a logística de acesso a ambos.

Um outro ponto no que se refere à política de emprego, as empresas por um lado preferem
utilizar mão de obra local, mas por outro encontram dificuldades pela falta de qualificação no
14

nível exigido. Deve-se ressaltar, no entanto, que nas entrevistas feitas por membros da equipe,
empresas de grande porte da região afirmam utilizar hegemonicamente mão de obra residente
na própria Zona Oeste.

Destaca-se também um grave problema no que diz respeito ao transporte coletivo para a
classe trabalhadora. Grandes empresas na região via de regra – principalmente as localizadas
nos distritos industriais – oferecem integralmente transporte aos seus empregados. Esse ponto
é fundamental para a agenda de desenvolvimento, como será visto nas seções relativas à
governança e segurança pública, pois a ausência de uma correta política de transportes é o que
gera o crescimento das vans de forma caótica, possibilitando também a geração de renda para
manutenção das milícias.

A proximidade do Aeroporto Internacional do Galeão constitui de fato uma vantagem


locacional e que o resultado das entrevistas com as empresas sugere que não há obstáculos
burocráticos relevantes.

Por último observa-se que há uma pequena participação das pequenas e médias empresas na
atividade exportadora, o que a literatura mostra que não é um problema exclusivo da Zona
Oeste. Sugere-se para a agenda de desenvolvimento a possibilidade de articulação de um
programa e uma governança organizada pelas associações empresariais e pelo SEBRAE,
visando mobilizar as empresas para as atividades exportadoras e a execução de programas de
capacitação, considerando-se inclusive as especificidades e carências das empresas locais.

Propõe-se que na agenda, visando estimular a ampliação da participação das pequenas e


médias empresas da Zona Oeste no comércio exterior, estejam contidas as seguintes questões:
(i) a eliminação das restrições de natureza quantitativa e qualitativa à oferta exportável; (ii) o
controle dos fatores internos à empresa, que tornam a operação de exportação mais custosa e
menos rentável do que as vendas no mercado doméstico; (iii) a identificação de oportunidades
de negócios no mercado internacional; (iv) a projeção internacional de uma imagem de
qualidade da empresa e de seus produtos.

8.3. Logística e desenvolvimento econômico

O estudo que articula logística com políticas industriais e infra-estrutura para a Zona Oeste
mostra que a infra-estrutura tem se tornado uma variável decisiva nas modernas abordagens
de desenvolvimento local e regional. A maior velocidade e capacidade dos computadores em
processar a informação e a sua integração com a rede de telecomunicações reduziram bastante
os custos de transação.

Ainda de acordo com ele, a conectividade das redes de processamento da informação também
atua sob as redes clássicas de logística, como os modais de transporte (rodoviário, ferroviário,
portuário e aeroviário) e devem ser construídas integradas a um plano urbanístico capaz de
induzir a ocupação do solo, visando atender a critérios de política pública.

Assim, o desempenho empresarial depende e é o resultado de fatores situados fora do âmbito


das empresas e da estrutura industrial da qual fazem parte, como a ordenação
macroeconômica, as infra-estruturas, o sistema político e institucional, e as características
sócio-econômicas dos mercados nacionais. Todos esses fatores são específicos a cada
contexto nacional e regional. Eles devem ser explicitamente considerados nas ações, públicas
ou privadas, de indução de competitividade.
15

Do ponto de vista de uma agenda para políticas de apoio direcionadas para a Zona Oeste, deve
ser discutido e aprofundado em uma segunda etapa da pesquisa o exame das atuais políticas
desenvolvidas por instituições, como a CODIN, Investe Rio, BNDES e SEBRAE, e as que
podem vir a ser articuladas dentro de uma política de aprofundamento dos estudos e da
criação de uma governança para a região, conforme proposto pelo trabalho que veremos a
seguir.

Aponta-se ainda uma proposta de se realizar uma articulação entre um programa para o
desenvolvimento econômico na Zona Oeste com as possibilidades existentes na Avenida
Brasil, com base nos espaços urbanos abandonados. Dessa forma, dever-se-ia avaliar formas
de utilização dos vários galpões industriais existentes e que poderiam abrigar atividades de
design, informática, software, artesanato, metalurgia, mecânica e outras. Esses galpões
poderiam ser os locais para a aglomeração de micro e pequenas empresas e projetos de
empreendedorismo. As políticas para apoio a essas aglomerações industriais, serviços,
arranjos ou sistemas locais de produção, teriam que ser articuladas pelas associações
empresariais locais em parceria com a prefeitura e o governo do estado.

Essas aglomerações de pequenos empreendimentos seriam um importante fator para um


aproveitamento da mão de obra da Zona Oeste, bem como para a sua fixação local. Um
esquema de incentivos fiscais poderia ser elaborado para atração desses investimentos.

Com relação à questão portuária, é de fundamental importância trazer para a pauta a questão
do porto de Itaguaí como hubport brasileiro e latino-americano. Isto está em consonância com
o proposto por Carlos Lessa em Rio de Todos os Brasis, onde afirma que o passado do Rio
seria o porto do Rio e que o futuro seria Itaguaí (antigo porto de Sepetiba).

Além disso, a agenda de desenvolvimento deve incluir a constituição de uma política


integrada entre os dois grandes portos existentes na RMRJ: porto do Rio e Itaguaí. O primeiro
deveria ser dedicado a produtos de menor volume e maior volume agregado e para o turismo.
Não deveria ser um porto concentrador e distribuidor de cargas, dado o impacto dessas
atividades na infra-estrutura urbana, de transportes e o meio-ambiente. O segundo deveria ser
dedicado para produtos como minério, grãos e outras commodities, ou seja, maior volume e
carga geral (contêineres). Funcionar como centro concentrador e distribuidor de cargas. Um
hub-port.

Observa-se ainda a pouca racionalidade de atividades econômicas localizadas na Zona Oeste


utilizarem predominantemente o porto do Rio e não Itaguaí. A distância, por exemplo, do
porto do Rio a Santa Cruz é cerca de 3,2 vezes maior do que a distância de Santa Cruz ao
porto de Itaguaí. Deve-se levar em consideração, inclusive, que empresas como a Gerdau
atualmente exportam sua produção de commodities pelo porto do Rio e não por Itaguaí.

Dessa forma, propõe-se como agenda de discussão junto ao setor privado e ao governo
estadual e federal a análise da possibilidade de uso de Itaguaí como hubport, mesmo com
todas as utilizações que hoje lá já são efetuadas, tendo em vista a área ainda disponível, como
também o detalhamento e a implantação de uma política de acesso ao porto de Itaguaí.

Há também necessidade de implementação de uma política com a prefeitura e a CET-Rio que


procure separar a logística de transportes internos a cada RA e à Zona Oeste da logística de
transporte de passagem pela região.
16

A proposta é que se defenda junto à prefeitura o desenho e a implantação de uma estratégia de


transportes para cada RA conforme a já desenhada pela Associação Comercial e Industrial de
Campo Grande em parceria com a CET-Rio.

8.4. Uso e ocupação do solo

O estudo sobre uso e ocupação do solo teve por preocupação central apresentar os principais
aspectos de caráter normativo e de oferta potencial de espaços capazes de influir no
desenvolvimento das atividades de interesse do projeto.

Como visto nas seções anteriores, é necessário para uma política integrada de
desenvolvimento econômico-social, pensar as questões de forma sistêmica e em como
integrar políticas de mobilidade social com políticas de uso e ocupação do solo.

Para a análise da situação da ocupação e uso do solo foram usadas as tipologias residencial,
não-residencial e territorial do mercado imobiliário formal. A Zona Oeste é caracterizada pela
existência de extensas áreas onde predominam assentamentos que podem ser classificados de
várias maneiras – irregulares, clandestinos, ilegais, precários ou inapropriados. As profundas
alterações na dinâmica econômica da cidade, com a transferência para a Zona Oeste de
atividades de comércio e serviços não foram acompanhadas na velocidade e na qualidade de
mudanças necessárias na legislação de uso e ocupação do solo, especialmente no que diz
respeito à competição com os usos residencial e industrial. Ou seja, trazer para a pauta a
questão do planejamento e ordenamento urbano na região é de fundamental importância.

No que diz respeito ao serviço de transporte coletivo, a Zona Oeste caracteriza-se pela falta de
integração e complementaridade entre os modos atualmente existentes com forte participação
do chamado transporte alternativo (parte dele regulamentado e parte não regulamentado).
Quanto à rede viária, sua hierarquia não é preservada e o tráfego de carga e de passageiros de
passagem se mistura ao tipicamente local, provocando congestionamentos, desestruturando e
despersonificando ruas e bairros, conforme já apontado em outros textos da equipe.

Observa-se como desafio para a agenda de desenvolvimento o estabelecimento de uma


governança local capaz de transformar o destino da Zona Oeste, fazendo com que ela se
liberte de um processo de crescimento subsidiário e caótico e passe a contribuir para o
desenvolvimento sustentável do município e do estado do Rio de Janeiro de forma mais
autônoma e regular.

Com relação à atividade econômica, os dados levantados no cadastro do IPTU indicam oferta
abundante de terrenos na Zona Oeste. A instalação de 800 novas empresas geraria 5 mil novos
empregos e demandaria 800 mil metros quadrados, equivalente a 5% da área dos terrenos da
região. Porém, para atrair empresas para a região, os seguintes atributos da malha urbana são
necessários:

• possibilidade de acesso rápido, fácil e conveniente para transporte de carga, incluindo


ferrovias, rodovias, portos e aeroportos;
• suprimento adequado de mão de obra, fontes de matérias primas e mercados;
• quantidade adequada de terra apropriada, livre de problema de fundações, drenagem e
outros riscos, que aumentem o custo da construção, com reserva suficiente para
17

crescimento futuro;
• suprimento adequado e confiável de utilidades: água, energia, combustíveis,
disposição de resíduos sólidos e líquidos, telecomunicações;
• facilidades tecnicamente compatíveis às demandadas pela atividade industrial, como
sistema viário apropriado, estacionamento, pátio de carga e descarga, serviços
comerciais, sociais e jurídicos para empresas;
• regularização fundiária, definição clara e adequada quanto ao uso dos terrenos, ao
tamanho dos lotes, às limitações de emissão de ruído, fumaça, odores, luz, vibrações,
calor e outros impactos indicados na regulamentação;
• gerenciamento integrado da área de localização das firmas, possibilitando a criação de
sinergias, com redução do custo das matérias primas e componentes e utilização da
escala do volume de carga movimentada;
• incentivos para a atração, implantação, desenvolvimento e expansão das atividades
industriais, na forma de redução de impostos, de oferta de tecnologia, de capital e de
infra-estrutura;
• custos adequados para a terra e competitivos para as tarifas por serviços prestados;
• proteção contra o desrespeito às regras estabelecidas, tais como interferências de
residências e outros usos do solo não compatíveis;
• localização de maneira a minimizar efeitos externos indesejáveis nas vizinhanças não-
industriais e reduzir o risco de acidentes.

Propõe-se ainda que seja atualizada e simplificada a legislação urbanística vigente para a área,
visando permitir o desenho de um claro planejamento e estratégia. Com base nisso, detalha
propostas que foram discutidas no seminário do dia 15 de maio, conforme apresentamos
abaixo:

Mudança da legislação

Mudança da legislação, pelo menos nas áreas que continuam regidas pelo Decreto 322/76,
quanto à flexibilização do uso e ocupação com a criação de áreas classificadas como ZR,
passando a permitir algumas atividades próprias de Zonas de Uso Misto e Zonas Comerciais e
de Serviços e Pequenas Indústrias.

Abertura de Logradouros

A abertura de logradouros em terrenos de grandes dimensões a fim de modernizar a malha


viária local e também facilitar seu aproveitamento, com a criação de novos acessos.

Criação de Aglomerações de Pequenas Indústrias

Telheiros, Galpões e Terrenos abandonados ou subutilizados podem hospedar firmas de micro


e pequeno porte, voltadas para as atividades de indústria e comércio de produtos de acordo
com a legislação a ser aprovada. A circulação de pessoas nos galpões, e de pessoas e veículos
no entorno, amplia a oferta de trabalho regular e melhora a ambiência, conferindo maior
visibilidade às grandes vias, como a Avenida Brasil. Tal iniciativa permitirá a ocupação de
espaços com área em torno de mil metros quadrados.
18

Revisão de Parâmetros de Uso e Ocupação do Solo

Quanto aos parâmetros de uso e ocupação do solo a serem adotados, sugere-se a localização
de indústrias de micro e pequeno porte, com adensamento limitado pelas restrições associadas
à fragilidade do meio ambiente mas que, por outro lado, não ignore o processo desordenado
de adensamento em andamento.

Parcelamento

Sugere-se, ainda, o parcelamento de grandes terrenos ociosos que reduza o tamanho dos lotes
em algumas áreas, assim evitando a ocupação irregular, pois seu uso passa a ser produtivo,
além do efeito decorrente do aumento do emprego da população local.

Criação de Faixas Intermediárias de Uso

A diversidade de usos deve ser facilitada. A flexibilização dos parâmetros, propondo um


parcelamento em lotes menores do que permitido no local e a admissão de outros usos além
do comercial e do residencial ampliam as condições de preservar a área, ao invés de degradá-
la.

Utilização dos Instrumentos Previstos no Estatuto da Cidade para a Obtenção de


Recursos de Financiamento da Infra-Estrutura Local

8.5. Segurança Pública

A Zona Oeste é uma das áreas do município com maior incidência de crimes contra a vida e
mostram um acentuado crescimento dos crimes contra o patrimônio nos últimos anos. A forte
presença de milícias, a ausência de policiamento e o ambiente de proliferação de ilegalidades
geram na população moradora e no empresariado local o temor de prejuízo às suas atividades
devido à insegurança da região.

A análise quantitativa com base nas estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP)
mostra que a Zona Oeste teve uma taxa de homicídios superior à média do município em 28%
em 2008. Quando se considera a RA de Santa Cruz esta diferença sobe para 79%. Oito dos 17
bairros da Zona Oeste concentraram 85% dos homicídios dolosos da região registrados de
janeiro de 2004 a julho de 2008 (este é o período coberto pelos microdados do ISP. Nesse
período, registraram-se homicídios dolosos em 902 diferentes ruas ou logradouros da Zona
Oeste. As maiores frequências foram na Avenida Brasil e na Avenida Cesário de Melo. A
Zona Oeste registra uma relação de 50 civis mortos para cada policial morto em serviço, o
dobro da verificada no conjunto do município e 63% a mais que no estado como um todo
durante o mesmo período. O total de roubos (assaltos) registrados aumentou entre 2000 e
2008 na região, acompanhando o crescimento havido no município e no estado como um
todo. Na RA de Bangu, porém, o aumento dos assaltos foi bem superior à média. As
modalidades mais numerosas na Zona Oeste foram roubo de veículos e roubo a transeunte.

A CPI da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro que investigou a ação das
milícias, concluída em novembro de 2008, identificou no Município do Rio de Janeiro 128
áreas dominadas por esses grupos criminosos armados, em 48 bairros. De acordo com a CPI,
os bairros da cidade com maiores números de locais nessa condição ficam na Zona Oeste:
19

Campo Grande (16 áreas), Santa Cruz (15) e Realengo (10). Embora com quantidades
menores, três outros bairros da região também figuram na lista: Bangu (3 áreas dominadas),
Inhoaíba (2) e Sepetiba (1) 11 .

Nas entrevistas qualitativas feitas na Zona Oeste, a falta de segurança aparece como um dos
principais problemas da região, junto ou logo atrás de logística, transporte público e
educação/capacitação.

As lideranças ouvidas nas quatro RAs enfatizaram quase sempre os assassinatos e os assaltos
a pedestres e a motoristas como indicadores mais evidentes da insegurança na área, o que é
confirmado pelas estatísticas do ISP. Nas entrevistas, ficou claro que, embora as milícias
possam ter sido de início percebidas como fator positivo para a segurança, ou como “mal
menor”, face à ausência do poder público nas áreas carentes, hoje prevalece o entendimento
de que se trata de grupos criminosos, cujo principal objetivo não é a “autodefesa
comunitária”, mas o lucro, por meio da exploração ilegal do comércio e dos serviços
destinados às camadas populares. Também há a percepção de que tais grupos possuem projeto
político, empenhando-se na criação e manutenção de “currais” eleitorais, e na eleição de
chefes ou aliados para cargos legislativos do estado e do município. Em suma, tudo indica que
as milícias não são mais pensadas como possível solução, mas sim como obstáculo – e dos
mais sérios – para a melhoria da segurança pública e para o desenvolvimento sócio-
econômico da Zona Oeste.

Forte presença de milícias, interferindo na atividade econômica; ausência de policiamento


ostensivo; corrupção policial; falta de regulação pública do uso do solo e das atividades de
comércio e serviços; informalidade generalizada; proliferação de favelas e carência de
serviços urbanos como pavimentação das ruas e iluminação pública foram os elementos mais
enfatizados nas entrevistas para definir o ambiente favorecedor da violência na região. De
forma mais detalhada, apontaram-se como causas ou elementos que contribuem para a
situação de insegurança:

• multiplicação de favelas, sem infraestrutura, sem presença do poder público, que se


tornam presas fáceis de grupos criminosos armados;
• o próprio crescimento econômico da região, que atrai muitas pessoas sem recursos e
com baixa qualificação, não absorvidas pelo mercado de trabalho local;
• falta absoluta de policiamento ostensivo, por grave insuficiência de efetivo nos
batalhões da PM da região (foi lembrado que o de Campo Grande também presta
serviços de policiamento montado a outras partes da cidade);
• altos níveis de corrupção policial; promiscuidade entre polícia e milícias, entre polícia
e crime;
• carência aguda de transporte coletivo público, abrindo espaço para a proliferação do
alternativo (ônibus piratas, kombis, vans, mototaxis), inicialmente como atividade
informal, hoje como principal fonte de lucro de grupos criminosos armados;

11
Fonte: Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Relatório final da Comissão Parlamentar de
Inquérito destinada a investigar a ação de milícias no estado do Rio de Janeiro. (Resolução nº 433/2008). Rio de
Janeiro, 2008.
20

• ampla informalidade no setor de pequenas e microempresas de comércio e serviços,


favorecendo a captura de várias atividades por traficantes e milicianos, como no caso
da venda de botijões de gás e da segurança privada;
• conivência social com a ilegalidade e a informalidade, manifesta, por exemplo, no uso
de “gatonet” pela classe média, que poderia pagar o serviço legalizado, e no amplo
emprego de vigilantes privados informais por condomínios e estabelecimentos
comerciais;
• degradação das instituições locais pela generalização da informalidade e das
ilegalidades;
• falta de regulação da ocupação e do uso do solo, possibilitando não só a multiplicação
de comunidades residenciais irregulares, desassistidas, exploradas por grupos
criminosos, como o surgimento de inúmeras fontes de conflitos oriundas, por
exemplo, da presença de oficinas mecânicas em áreas de moradia ou de grandes casas
de show nos centros comerciais;
• atuação de políticos no incentivo às invasões e grilagens, com o propósito de criar
currais eleitorais;
• graves deficiências de iluminação pública e calçamento/asfaltamento das ruas, que
facilitam a prática de assaltos;
• prisão dos bicheiros no início dos anos 1990, abrindo espaço para a ascensão dos
traficantes de drogas e das milícias na região;
• acirramento dos conflitos entre milícias após a prisão de importantes chefes de uma
das facções, em meados de 2008;
• impossibilidade de combate às milícias com os policiais que trabalham na Zona Oeste,
na maioria moradores da região;
• política de confronto e de projetos pontuais de policiamento comunitário do atual
governo, que estaria gerando “vazamento” de bandidos para outras áreas e
deslocamento das atividades criminosas do tráfico de drogas para os assaltos.

8.6. Educação

O diagnóstico e as propostas na área de educação revelam a ausência de uma maior correlação


entre as necessidades e potencialidades da região e os cursos técnicos e profissionalizantes de
nível médio e superiores existentes. Na verdade os cursos em funcionamento visam muito
mais a atender a demanda existente na cidade do Rio de Janeiro do que a local, ou ainda
foram implantados levando-se em consideração também o custo de cada curso vis a vis a
capacidade de pagamento dos alunos no que tange à participação do setor privado.

Uma análise puramente técnica dos cursos oferecidos sugere que não houve uma preocupação
com o atendimento às demandas econômicas locais, e nem uma relação mais direta com o
parque industrial já instalado. No entanto, essas conclusões devem ser sustentadas por um
trabalho de pesquisa mais profundo, com a preocupação de investigar o processo de criação
dos cursos e os fatores que nortearam suas escolhas.

Os cursos existentes não contemplam todas as áreas industriais, principalmente a indústria de


transformação. Deveriam ser criados na região novos cursos como os de técnico em química,
21

técnico em plásticos, técnico em mecânica, técnico em metalurgia e técnico em siderurgia, de


modo a atender a demanda do setor industrial. Entre os cursos oferecidos verifica-se uma
predominância de cursos de saúde. Isto, no entanto, não traz para a região uma oferta de
serviços de saúde adequada. Dessa forma, cabe refletir como os profissionais que se formam
na área de saúde na região podem ser inseridos num processo de desenvolvimento sustentável.

Um outro ponto destacado é a carência de cursos técnicos de nível médio em área de forte
importância econômica na região, como comércio varejista, administração de imóveis e
serviços de alojamento, pois há pouca ou nenhuma oferta de cursos técnicos vinculados a
essas atividades tais como: técnico em comércio, técnico em vendas, técnico em logística e
técnico em hospedagem.

No que diz respeito aos cursos superiores existentes, um primeiro aspecto que salta aos olhos
é a carência de cursos de bacharelado em engenharia na Zona Oeste. O documento do grupo
da educação destaca também a predominância da área de saúde na oferta de cursos de nível
superior. Uma outra área de concentração é a área ligada às carreiras do magistério.

Na área de cursos superiores é importante avaliar a necessidade de gerar a formação na região


de graduados em áreas como logística, finanças, comércio exterior e vendas, dentre outros,
para atender ao setor de serviços. Frisa ainda a inexistência de cursos superiores na área de
transportes.

Na área industrial verifica-se que a oferta de cursos superiores na Zona Oeste é reduzida e
pouco variada, não atendendo às demandas, principalmente no que tange à indústria de
transformação. Recentemente, numa ação importante para a região, o governo do estado do
Rio de Janeiro criou o Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (UEZO), que já oferta
desde 2005 12 graduação tecnológica em Produção em Siderurgia, Polímeros, Gestão da
Construção Naval e Offshore, Produção de Fármacos, Biotecnologia e Sistemas de
Informação. Para contribuir com a expansão do parque industrial da Zona Oeste é
fundamental que as instituições de ensino repensem seus cursos e contemplem as áreas de
plásticos, siderurgia, metalurgia, automação e instrumentação.

A seção relativa às condições de governança da Zona Oeste menciona a existência do


Conselho das Instituições de Ensino Superior da Zona Oeste – CIEZO. Este conselho é uma
sociedade civil sem fins econômicos que se propõe a atuar no terceiro setor, buscando
continuamente a melhoria das condições de vida no exercício pleno de cidadania. Formado
pela união das sete instituições de Ensino Superior originárias da Zona Oeste do Município do
Rio de Janeiro, a saber, Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, Faculdade Bezerra de
Araújo, Faculdade Machado de Assis, Faculdades São José, Faculdades Integradas Simonsen
e Universidade Castelo Branco, tem como missão atuar em todo território nacional com foco
na Zona Oeste do Rio de Janeiro, disponibilizando, sob a forma de projetos em parceria, todo
o conhecimento técnico-científico e cultural e a força de trabalho acumulada nas sete
Instituições de ensino que o compõem.

Acredita-se que um ponto importante para uma agenda de desenvolvimento da Zona Oeste é a
criação de um fórum na área educacional pela UEZO, CIEZO e demais instituições de ensino
instaladas na região, com participação das entidades empresariais e de representantes das
escolas técnicas, tanto públicas quanto privadas. Isso permitirá detalhar uma agenda que dê
12
Sob o assunto ver o relatório de pesquisa Questões de Governança: Alternativas para Criar uma Câmara de
Desenvolvimento da Zona Oeste do Rio de Janeiro.
22

suporte a uma política de desenvolvimento sustentado para a Zona Oeste.

O diagnóstico realizado sobre a Zona Oeste, apontou com clareza a existência de baixa
qualificação da mão de obra, de baixos salários e menor faixa etária no total de trabalhadores,
vis-à-vis o quadro existente na cidade do Rio. No entanto, entende-se que essas características
devem-se não só às carências, mas também às características exigidas nas atividades
hegemônicas na região em exame.

Atividades como as vinculadas ao comércio varejista, que permitem via de regra a utilização
de profissionais com menor qualificação, menor faixa salarial e menor faixa etária, empregam
na Zona Oeste 32,1% dos trabalhadores, contra um percentual de empregados nessa atividade
relativamente ao total de trabalhadores na cidade do Rio de Janeiro de 16,6% (tabela 8 anexa).

Além disso, os dados da RAIS não mostram o nível educacional das pessoas em idade ativa
que residam na Zona Oeste, mas sim das que lá trabalham. Como existe uma importante
parcela de moradores da Zona Oeste que trabalham em outras regiões da cidade do Rio de
Janeiro, é importante verificar nos desdobramentos da pesquisa a qualificação dos que lá
moram e que poderão vir a ser aproveitados na própria região, na medida em que as atividades
econômicas dentro da política proposta venham a ser amplificadas.

Ou seja, a definição de uma agenda educacional para a Zona Oeste deve levar em
consideração as atividades já existentes; as que podem vir a ser atraídas para a região dentro
da estratégia definida; as ofertas na área educacional existentes; e a qualificação disponível na
região, seja com relação aos que lá já trabalham, seja com relação aos que atualmente apenas
residem na região.

8.7. Governança da Zona Oeste

Os estudos citados anteriormente tornam claro que a alavancagem das ações propostas só será
vitoriosa com forte protagonismo e articulação das lideranças locais, construindo uma
governança para a região em exame.

Se a Zona Oeste por um lado possui forte densidade populacional e força eleitoral, por outro
lado, conforme apontado no diagnóstico geral do trabalho, possui precários indicadores de
desenvolvimento e qualidade de vida 13 .

É extremamente importante encontrar alguma forma de organização institucional local que


possa ajudar a reverter esse quadro. Do ponto de vista populacional e territorial, a maior
densidade populacional encontra-se nas RAs de Bangu e Realengo e as menores em Campo
Grande e Santa Cruz. Dessa forma, ainda existiria uma importante reserva de terras em
Campo Grande e Santa Cruz, sendo a Zona Oeste considerada a principal fronteira de
expansão da cidade do Rio de Janeiro.

Visando gerar um processo de desenvolvimento econômico com melhoria dos indicadores


sociais e ampliação da cidadania, é necessário desenharem-se mecanismos de governança

13
A Revista da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, chamada “Suce$$o Comercial &
Empresarial”, no número de setembro e outubro de 2008 aponta, também, a importância da Área de
Planejamento 5 no total de ICMS arrecadado na cidade do Rio. De acordo com os dados existentes na revista,,
no primeiro semestre de 2008 a região foi responsável por 22,1% do total de ICMS arrecadado pelo governo do
estado com base no valor adicionado na cidade do Rio.
23

para a região.

O caso de Santa Cruz atualmente é, no mínimo, bastante paradoxal. Por um lado concentra
um conjunto de médias e grandes empresas de alta produtividade e geração de riqueza, e por
outro um dos piores IDHs entre todas as Regiões Administrativas da cidade do Rio de
Janeiroe o pior entre as quatro RAs da Zona Oeste. Isso reforça também a necessidade de
serem pensadas, do ponto de vista econômico, políticas de encadeamento econômico e
geração de emprego a partir das grandes e médias empresas ali instaladas. Esse ponto é
também reforçado pelo fato de que, conforme apontado no diagnóstico, as grandes empresas
da Zona Oeste geram menos empregos relativamente ao que ocorre nas grandes empresas da
cidade do Rio de Janeiro. Ou seja, são mais intensivas em capital.

Com relação ao assunto vale lembrar que a TK-CSA, que está em término de construção e
preparação do início da operação, hoje possui em torno de 25 mil pessoas trabalhando
cotidianamente em seu território sob as mais diversas modalidades e que partir do final deste
ano passará a gerar apenas em torno de 3,5 mil empregos diretos.

Dessa forma, na medida em que seja organizada uma governança, é de fundamental


importância ampliar a participação das grandes empresas instaladas na Zona Oeste no
cotidiano da população residente, gerando formas de atuação em diversas modalidades que
permitam propiciar de fato uma melhoria da qualidade de vida e do emprego na região.

Os macroinvestimentos privados e projetos, como o do Arco Metropolitano, trarão


importantes modificações para a Zona Oeste. Nesse cenário, a Zona Oeste é um dos territórios
que deverá se posicionar. Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Urbanismo da prefeitura
do Rio de Janeiro – SMU/RJ foi encarregada de elaborar uma proposta tendo como premissa:
a) os investimentos públicos e privados previstos para a região; b) a provável realização das
Olimpíadas de 2016.

Em termos institucionais, um dos elementos extremamente positivos da proposta da SMU/RJ


é o fato dela ter sido elaborada por um grupo de trabalho ad-hoc, com participação não apenas
das diferentes secretarias da prefeitura, como também do governo do estado, um tipo de
colaboração pouco freqüente entre diferentes departamentos e órgãos do governo.

Contudo, as limitações do estudo da SMU/RJ relativos ao posicionamento da Zona Oeste são


evidentes. Trata-se, em primeiro lugar, de uma proposta de ordenamento urbano funcional e
preventivo alinhada [principalmente] com as possíveis demandas dos empreendimentos
industriais associados ao Arco Metropolitano vinculadas à RA de Santa Cruz. Falta,
sobretudo, uma visão de conjunto mais abrangente, que poderia ter sido feita, por exemplo,
através de um amplo debate sobre os destinos da Avenida Brasil, principal eixo articulador da
Zona Oeste a ser afetada pela construção do Arco Metropolitano. Em segundo lugar, a
perspectiva parece corresponder melhor a de um território que deve ser posicionado, do que a
de um território que deve posicionar-se. Não se depreende das conclusões do relatório a
necessidade de ampliar o debate com os atores locais (com exceção das grandes empresas
sediadas nos distritos industriais). Dessa maneira, mantém-se o círculo vicioso de grandes
investimentos que geram escasso desenvolvimento local.

Os pontos elencados parágrafo anterior já haviam sido apontados na seção sobre logística, no
que diz respeito a uma estratégia para a Avenida Brasil, e na seção de ocupação e uso do solo,
sobre o protagonismo e capacidade de iniciativa que a Zona Oeste deve buscar.
24

A SMU/RJ faz propostas também para Realengo, tendo em vista as Olimpíadas militares de
2011, já confirmadas, e a possível realização das Olimpíadas de 2016 na cidade do Rio de
Janeiro.

É importante trazer o caso de Realengo para a agenda, pois a estratégia atual das Forças
Armadas é de diminuir a presença militar na região e na cidade do Rio de Janeiro. Quando os
dados de Realengo são analisados tomando-se como base as estatísticas da RAIS, verifica-se
uma significativa redução do número de funcionários públicos nessa RA.

Por outro lado, por conta dos Jogos Pan-Americanos de 2007 já foram realizados diversos
investimentos, construindo instalações permanentes relativas à prática de hipismo, tiro
esportivo, tiro com arco e prática de hóquei sobre grama. Além disso, no curto prazo essas
instalações serão aproveitadas para a realização das Olimpíadas Militares de 2011, já
confirmadas. Essas Olimpíadas mobilizaram no último evento em torno de 6 mil atletas de 87
países.

O investimento estimado para o evento no Rio de Janeiro é de R$ 1,27 bilhões, a serem


distribuídos na adequação das infra-estruturas e dos equipamentos esportivos, na construção
de uma (nova) vila olímpica, e no desenvolvimento de software de comando e interligação de
sistema esportivos, de arbitragem, mídia, divulgação e homologação dos resultados. Esses
investimentos poderão ainda ser utilizados caso a cidade do Rio de Janeiro venha a ser
vitoriosa na conquista da sede das Olimpíadas de 2016.

Com relação a esse ponto, o desafio é engendrar negociações com o governo federal, estadual
e municipal de forma a estabelecer uma estratégia que permita que a região venha a se
beneficiar dos investimentos realizados, minorando os efeitos da desmobilização militar.

Com relação à agenda de desenvolvimento para a Zona Oeste, o estudo sobre governança
destaca iniciativas já existente vinculadas a instituições como SEBRAE, Secretaria de
Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Estado do Rio de Janeiro,
Caixa Econômica Federal, NUCLEP, FIRJAN, FECOMÉRCIO-RJ, PETROBRAS,
ELETRONUCLEAR, MICHELIN, LIGHT e TK-CSA. Aponta, no entanto, que é necessário
sistematizar uma política que integre a vida das grandes empresas ao cotidiano da Zona Oeste,
conforme já apontado, visando gerar encadeamentos, empregos e maior dinamismo
econômico endógeno na região.

Destaca ainda que a política não pode se limitar ao aspecto econômico stricto sensu. É preciso
lembrar que hoje a Zona Oeste é não apenas a principal fronteira de expansão das atividades
industriais na cidade do Rio de Janeiro, como também é a principal fronteira de expansão das
favelas. De acordo com dados obtidos em exposição de Sergio Besserman Viana, os dez
bairros com maior crescimento absoluto em área de favela entre 1999 e 2004 são, pela ordem,
Guaratiba (com uma ampliação de 0,3 km2, o que corresponde a 22,7% da sua área de favela
em 1991), Senador Camará, Santa Cruz, Acari, Jacarepaguá, Paciência, Campo Grande,
Recreio dos Bandeirantes, Pavuna e Bangu. Além disso, os investimentos que atualmente
ocorrem provavelmente reforçarão essa tendência.

A Zona Oeste, do ponto de vista institucional apresenta importantes problemas, como o


crescimento das milícias na região, já mostrado na seção sobre segurança pública, e uma
lógica política marcadamente clientelista.
25

Como ponto positivo, cabe observar que engana-se quem acredita que a Zona Oeste seja uma
região sem história, sem identidade e sem laços sociais fortes por parte das suas comunidades.
Finalmente, tendo em vista os elementos supra mencionados, cabe indagar “Por que não
considerar a alternativa de constituir uma Câmara de Desenvolvimento da Zona Oeste
do Rio de Janeiro?”.

9. Pontos discutidos no Workshop

Os resultados do diagnóstico e dos estudos qualitativos mostram a complexidade da


montagem de uma agenda de desenvolvimento, portanto os convidados da reunião do dia 15
de maio do corrente foram divididos em grupos para discutir a proposição de ações nos
seguintes temas: Desenvolvimento Econômico, Pólo Metal-Mecânico e Comércio Exterior;
Logística e Desenvolvimento; Segurança, uso e ocupação do solo; Educação; e Governança.
Os grupos receberam uma síntese dos resultados dos estudos referentes aos temas e uma lista
preliminar de ações que foram complementadas e debatidas na reunião.

9.1. Desenvolvimento Econômico, Pólo Metal-Mecânico e Comércio Exterior

1. Entre os participantes ficou claro que levando em conta uma visão de cadeias produtivas
(conjunto de setores relacionados por relações de compra e venda) e não de setores, percebe-
se que a Zona Oeste tem forte representação na cadeia produtiva de metal-mecânica:
compreende da produção de matéria prima (minério de ferro, cromo e níquel), processamento
de semi-acabados, laminados planos e longos, relaminados, trefilados e perfilados, até
fabricação de máquinas e equipamentos e artigos de metal para uso doméstico. Pode-se dizer
que essa cadeia produtiva, além de estar bem representada do ponto de vista produtivo com as
indústrias metalúrgicas e mecânicas na Zona Oeste, tem entre as demais indústrias locais
importantes setores industriais demandantes do aço inox, tais como os setores de alimentos e
bebidas, químico e farmacêutico, editorial e gráfica. Dessa forma pode-se identificar a cadeia
produtiva de metal mecânica é capaz de provocar efeitos de encadeamentos fortes nas demais
indústrias locais ou como fornecedora de equipamentos que precisem de proteção contra a
corrosão ou como fornecedora de insumos. Na discussão ficou claro entre os participantes que
a consideração da abrangência da cadeia produtiva (considerar o foco metal mecânica e não o
aço inox) é básica para o sucesso do projeto. Para corroborar a relevância desse ponto foi
relatado, pelo representante do governo estadual, o insucesso da implantação do pólo de
alumínio capitaneado pela Vale Sul e hoje totalmente desativado.

Outras indústrias que poderiam ter forte encadeamento na cadeia produtiva de metal-
mecânica, mas que hoje ainda são incipientes na Zona Oeste, seriam a indústria de construção
civil (infra-estrutura urbana e uso em imóveis residenciais) e a indústria do petróleo
(principalmente através da indústria naval), ambas tem um potencial futuro de expansão que
eventualmente mereceriam ser estudados. Em relação à indústria de construção civil, devido a
ausência de representantes da mesma, não foi apresentada nenhuma proposta. Contatos
realizados durante o evento confirmam a importância de detalhamento de alguma ação
voltada para a indústria de construção civil, que ainda que não esteja localizada na Zona
Oeste, pois essa vem fazendo vários lançamentos nessa região.

Em relação ao detalhamento das ações para a indústria do petróleo, principalmente através da


indústria naval, que é forte no estado do Rio de Janeiro, chamou-se atenção para o amplo
26

leque de requerimentos feitos pela Petrobrás, principal demandante da indústria do petróleo, e


da indústria naval por ser fornecedora global, para qualificar as empresas como suas
fornecedoras. Desta forma o nível de qualificação técnica e empresarial das empresas locais
que se candidatarem para serem fornecedoras terá que atingir esses requerimentos. Foi
sugerido que o Prominp – Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás,
programa do governo federal, coordenado pelo Ministério das Minas e Energia, e do qual
participam as associações empresariais ABINEE, ABIMAQ, ABDIB, ABITAM, fosse
contatado. Em especial, o estreitamento da relação com a ABIMAQ para a cadeia produtiva
de metal-mecânica seria desejável. Uma outra sugestão na direção de atingir os requerimentos
desejados foi estabelecer contato com a Rede de Tecnologia que congrega várias instituições
relacionadas com normatização e padrões exigidos em cada indústria, inclusive o Inmetro. A
Firjan e o Sebrae realizaram um estudo sobre os fornecedores da cadeia siderúrgica onde os
principais problemas apontados convergem para a necessidade de capacitação empresarial das
micro e pequenas empresas nas áreas de organização interna, gestão de conhecimento de
contratos, qualidade e conformidade dos produtos e serviços.

Foi também apresentada a idéia de procurar um maior estreitamento das relações com o
Centro Tecnológico do Exército, instalado na região. Eles são também importantes
demandantes de aço inox como insumo industrial.

Propostas: Para todos os setores demandantes da cadeia produtiva de metal mecânica,


composta pelas grandes empresas, seria interessante ter-se uma idéia mais aprofundada das
demandas específicas das indústrias localizadas na região ou com forte potencial de exercer
uma pressão de demanda sobre a cadeia de metal mecânica. O estudo já realizado pelo
IE/UFRJ detalha a lista de produtos e seus potenciais usos. O desafio agora seria fazer um
estudo de demanda de cada produto por empresas da região. Seria também interessante
especular-se sobre outros produtos novos ainda não listados pelo estudo. Do lado dos
fornecedores (oferta de bens e serviços) seria interessante um mapeamento das competências
ou da ausência de competências para se desenhar um programa de capacitação empresarial
local envolvendo aspectos técnicos e gerenciais. Como o universo de fornecedores da cadeia
produtiva de metal-mecânica é muito grande (90% composto de micro e pequenas empresas)
e o universo de demandantes bem menor, seria mais interessante começar pelo estudo de
demandas por indústrias.

2. O próximo ponto discutido foi como aproximar as micro, pequenas e médias empresas das
grandes de forma que estas empresas possam ser fornecedoras das grandes empresas da cadeia
de metal-mecânica da região. Existe, segundo os participantes, um problema importante de
visibilidade dessas empresas por parte do comprador. O pequeno empresário não consegue se
fazer visível também porque não tem acesso aos fornecedores. A maior parte dos
fornecedores e dos departamentos de compra das grandes empresas localiza-se fora da região
de estudo. Já existe um estudo feito pelo grupo do Plano Estratégico, que está disponível para
atualização, sobre a disponibilidade de oferta de produtos e serviços. O principal centro
fornecedor é São Paulo.

Neste sentido foram identificados dois níveis de problemas: um primeiro nível que diz
respeito à formalização e legalização fiscal das empresas que as impede de se candidatar aos
programas de capacitação e financiamento. É importante ressaltar que sem este trabalho o
oferecimento de programas de capacitação e financiamento para essas empresas serão
inacessíveis, pois elas não apresentam os requisitos mínimos exigidos: estar legalizada e estar
com as obrigações fiscais em dia.
27

Proposta: criar um centro de serviços capaz de esclarecer as empresas em como atingir esses
objetivos (legalização jurídica e fiscal) nos moldes do que está sendo feito no “poupa tempo”,
programa apoiado pelo Sebrae e pelo governo de estado, focado no cidadão. Esse centro
poderia ser abrigado pelas associações comerciais/industriais da região. A vantagem seria
permitir ao empresário dispor de todas as informações reunidas em um só local através do uso
de tecnologia de informação. Poderiam também ser planejados por esses centros várias
semanas legais, onde os Bancos presentes na reunião (Banco do Brasil e Caixa Econômica)
poderiam prestar assistência aos interessados sobre, por exemplo, os aspectos fiscais
necessários para a legalização das empresas. O Sebrae poderia contribuir com a s informações
necessárias para a formalização jurídica das micro e pequenas empresas.

O segundo nível de problemas diz respeito à capacitação empresarial das micro, pequenas e
médias empresas. Todas as empresas que querem ser fornecedoras de grandes empresas, ou
fornecedoras de empresas que exportam, ou exportadoras precisam estar produzindo de
acordo com as exigências de uma empresa de classe mundial. Essas exigências envolvem
instrumentos de gestão (qualidade e iso’s) e instrumentos técnicos (metrologia e tecnologia).

Proposta: criação de um centro de inovação empresarial de metal-mecânica na região. O


papel desse centro seria mapear os cursos de capacitação já disponíveis nas instituições, tais
como Senai, Inmetro, Rede de Tecnologia, Sebraetec, Escolas Técnicas e outras instituições
que interessam à capacitação das empresas locais, baseado nos diagnósticos propostos no
primeiro ponto. Mapeadas essas competências organizar cursos para serem oferecidos na
região. As experiências anteriores indicam que muitas vezes os cursos existentes não atendem
as demandas locais. A vantagem do centro seria poder indicar quais são as demandas reais da
região baseado em evidência empírica clara de quais são as competências ausentes nos
potenciais fornecedores de bens e serviços locais.

3. O terceiro ponto discutido refere-se às políticas e incentivos necessários para atrair boas
empresas para a região, inclusive os fornecedores. Entre os pontos mais importantes
destacados foi a importância da criação de áreas industriais específicas para a instalação de
empresas e a mudança que isso acarretaria no código de urbanismo das regiões
administrativas envolvidas. Em relação aos incentivos fiscais foi constatado que existem
incentivos fiscais específicos para a cadeia produtiva de metal-mecânica que poderiam ser
buscados pelas empresas locais. Um outro ponto importante seria o apoio governamental na
criação de infra-estruturas, como os centros acima propostos. O uso de incentivos fiscais para
atração de empresas, na visão de alguns participantes, é menos importante do que o
desempenho econômico de uma região. A pujança econômica de uma região é um forte
atrativo para outras empresas. É importante ressaltar que essa não é uma visão liberal de
aversão à participação do estado, mas a crença de que políticas voltadas para a consolidação e
modernização das empresas são mais eficazes do que a concessão de incentivos fiscais, ainda
que a isonomia tributária precise ser assegurada. Um outro ponto importante foi o aumento da
oferta de crédito local. Os bancos presentes podem desenhar, quando solicitados, uma política
específica para o financiamento das empresas atuais e das potenciais investidoras.

4. Aspectos propostos, mas não discutidos: o perfil das empresas industriais e de serviços
industriais a serem criadas e as qualificações necessárias para ampliar o número de empresas
exportadoras e das regiões administrativas que exportam. Acredita-se que o primeiro ponto
seja dependente do mapeamento das atuais empresas industriais e de serviços e de suas
competências atuais. A demanda das empresas para a contratação de fornecedores tanto atual
28

como futura, estudo ainda a ser realizado, também auxiliará na construção desse perfil de
micro e pequenas empresas desejadas.
Em relação a ampliação das exportações além das necessidades acima apontadas que poderão
ser preenchidas com as propostas apresentadas de legalização e capacitação, seria necessário
se discutir um serviço de inteligência competitiva de visibilidade do mercado externo.
Contatos com a Apex são muito importantes.

9.2. Logística e Desenvolvimento

As ações discutidas pelo grupo de logística e desenvolvimento envolveram vários aspectos.

1. Em primeiro lugar, foi considerado o aspecto da infra-estrutura de transportes. Houve


consenso entre os participantes do grupo que o transporte ferroviário, tanto de massa quanto
de carga, deve ser priorizado na região, pois o escoamento pela Av. Brasil é ineficiente e traz
danos à população e às empresas.

Proposta: Modernizar e recuperar a malha ferroviária

2. Foi discutida também a necessidade de integração dos modais de transporte (ferroviário,


rodoviário, hidroviário e aeroviário). A disponibilidade de terrenos na região facilita a
estratégia de construção de plataformas logísticas que permitiriam maior eficiência no
transporte e na distribuição de mercadorias.

Proposta: Elaboração de um plano de logística de cargas com plataformas de distribuição


intermodais, prevendo incentivos fiscais municipais e estaduais (ISS, ICMS, IPTU, ITBI,IPI).

3. O grupo também considerou importante discutir os benefícios que o porto de Itaguaí


poderia trazer à região; a proximidade da Zona Oeste com este porto constitui uma vantagem
cuja materialização depende da melhoria da acessibilidade do porto.

Proposta: Melhorar o acesso ao porto de Itaguaí desenvolvendo um plano integrado de


logística que o conecte ao arco metropolitano.

4. Ainda sobre portos, considerou-se relevante definir ações visando à integração dos portos
do estado do Rio de Janeiro – Itaguaí, centro do Rio e Açu – de forma a propiciar ganhos de
eficiência no transporte e distribuição de mercadorias.

Proposta: Desenvolver uma política integrada dos portos do Rio de Janeiro.

5. O grupo também discutiu intervenções na malha viária dos bairros, como por exemplo o
plano que a CET-Rio fez para Campo Grande. Estas intevenções devem considerar a melhoria
da circulação dentro dos bairros e o aumento de eixos norte-sul.

Proposta: articular planos de transporte viário do município e do estado.

6. Finalmente, foram discutidas as condições da Av. Brasil e suas possibilidades de melhorias.


O grupo entende que a instalação de galpões para arranjos produtivos locais e centrais
logísticas consorciadas seria importante para a revitalização da Av. Brasil.
29

Proposta: Instalação de galpões para abrigar arranjos produtivos locais, prevendo incentivos
fiscais municipais e estaduais (ISS, ICMS, IPTU, ITBI, IPI).

9.3. Segurança Pública e Uso do Solo

1. O primeiro ponto discutido pelo grupo foi o da questão ambiental em relação à ocupação e
uso do solo. Em primeiro lugar, foi mencionada a pressão urbana exercida principalmente
sobre as unidades de conservação dos Maciços da Pedra Branca e do Mendanha e sobre os
mangues de Guaratiba. Em segundo lugar foi levantada a questão dos passivos ambientais; e
da falta de uma política de ocupação industrial que evite os prejuízos sobre a saúde da
população. Foi citado como exemplo o caso da determinação governamental de promover a
destinação dos resíduos nos bairros de Paciência e Bangu. Tal decisão reflete o fato de a
regulamentação do uso do solo se dar sem que seja do conhecimento e da participação das
comunidades, pois os EIA e RIMA não chegam à população. Foi relatado também que
ocorreu no dia primeiro de maio um protesto contra a fábrica da Thyssen, em razão da
ausência de um plano de controle ambiental. Foram ainda mencionados estudos que
comprovam a migração da ilha de calor de Bangu para Campo Grande. Na discussão destes
aspectos pelos componentes do grupo, foi informado que o estado do Rio de Janeiro possui
um diagnóstico específico sobre os resíduos industriais.

Propostas: Criação de Grupo Executivo de análise do licenciamento de projetos de natureza


residencial, comercial e industrial na Zona Oeste e revisão de parâmetros de uso e
ocupação do solo. Sugere-se a localização de indústrias de micro e pequeno porte, com
adensamento limitado pelas restrições associadas à fragilidade do meio ambiente, mas que,
por outro lado, não ignore o processo desordenado de adensamento em andamento.

2. O segundo ponto discutido pelo grupo foi a necessidade de soluções de caráter sistêmico
para a região. O grupo concorda que há abundância de espaços disponíveis, faltando a
articulação entre os espaços, sendo necessários a criação e expansão de logradouros e
investimentos em infra-estrutura viária para permitir a reversão do processo de transporte de
baixa qualificação. Foi observado que, nos planos de estruturação urbana da região (Bangu e
Campo Grande), a preocupação da Secretaria de Urbanismo é a de permitir a mistura de usos,
com predomínio da ocupação residencial e menor índice de uso para comércio e serviços. Não
houve até o momento uma política de desenvolvimento econômico e de transporte específica
para a região, o que empurrou as empresas na direção do cinturão agrícola, onde havia
terrenos de baixo custo. Não houve uma política de oferta de empregos, nem a identidade da
população com o ambiente, nem um elo cultural. Um dos exemplos desse choque foi a
expulsão das colônias de agricultores japoneses, decorrente da mudança veloz e sem critério
do padrão de ocupação agrícola para o industrial. Todo esse processo gerou uma cultura de
ocupação irregular, de expulsão com decréscimo da qualidade de vida. O Conjunto Nova
Sepetiba é um exemplo desse tipo de processo danoso, no qual a integração com as demais
áreas é feita de maneira desarticulada. Todos esses aspectos contribuem para a expansão da
violência. Programas federais como o Minha Casa Minha Vida podem contribuir de maneira
negativa para a região, pois replica o mesmo padrão do Nova Sepetiba.

Foi apontada também a necessidade da revisão da legislação. O grupo considera importante a


participação da população nos instrumentos de planejamento, tais como o PPA e o Orçamento
Participativo.

Propostas: Revisão do Plano Diretor do Município do Rio de Janeiro, com utilização dos
30

Instrumentos Previstos no Estatuto da Cidade para a Obtenção de Recursos de Financiamento


da Infra-Estrutura Local; Estabelecimento efetivo de uma política habitacional para os
segmentos de baixa renda e regularização dos espaços e construções já habitados em
comunidades populares da região, reduzindo a ampla margem de ilegalidade que favorece o
controle territorial armado dessas áreas, seja pelo tráfico seja pelas milícias.

3. A discussão dos problemas de segurança gerados pela ocupação irregular mostra que o
binômio desenvolvimento econômico e segurança pública deve ser estudado de maneira mais
aprofundada. Quando não há desenvolvimento as necessidades de segurança pública
aumentam. È gerado então, um círculo vicioso, no qual as atividades que podem contribuir
para a redução do problema da violência não são atraídas para o local. O planejamento da
ocupação e o uso do solo se reveste de importância fundamental, a fim de que o
desenvolvimento econômico não faça aumentar a criminalidade. Além disso, é necessário
definir ações que antevejam o problema da segurança. Foi observado que existe um
preconceito contra os residentes da Zona Oeste que prejudica a oferta de emprego e força os
residentes a percorrerem grandes distâncias até o local de trabalho. Dessa forma, o transporte
passa a ser moeda de negociação originando conflitos entre as milícias, assim como a
distribuição de gás e o chamado “gatonet”. Sobre a questão específica do transporte, foi
observada a necessidade de se avaliar o impacto do Arco Metropolitano na região, uma vez
que a AP 5 está incluída como cabeceira oeste do arco. assim como o COMPERJ é a
cabeceira leste. Os EIA e RIMAS desta área foram estudados de forma parcial, cabendo
avançar nos pontos que os dois estudos se integram.

Propostas: Definição de uma política de transporte integrada que leve em consideração as


necessidades de cargas e de passageiros, as necessidades internas a cada bairro e RA e as
necessidades de integração da Zona Oeste com a cidade, a estrutura portuária e aeroviária e as
formas de acesso ao Rio. Nesta política se inclui a fiscalização rigorosa do transporte dito
“alternativo” usualmente explorado por grupos criminosos, seja de forma direta ou mediante
extorsão; Criação de um Forum Permanente de Segurança Pública para a Zona Oeste;
Ampliação dos efetivos das Polícias Militar e Civil e da Guarda Municipal nas unidades da
Zona Oeste; Gestões junto à ANP e ao Sindigás, ao Detro e às operadoras de TV por
assinatura para coibirem a exploração ilegal, respectivamente, da distribuição de botijões de
gás, do transporte alternativo e do chamado “gatonet”.

9.4. Educação

1. As discussões em torno das propostas de educação tiveram início com a constatação de que
havia a necessidade de recolher informações e definir ações visando ao planejamento de
médio e de longo prazos.

Propostas: Levantamento de terrenos disponíveis para a construção de escolas; definição de


indicadores de capacitação e aplicação destes indicadores aos dados disponíveis; mapeamento
das cadeias produtivas existentes na região visando à proposição de novos cursos de
capacitação técnica e profissionalizante; avaliação da ampliação da oferta de cursos em
capacitações com expressiva demanda de empresas (como, por exemplo, segurança do
trabalho).

2. Além disso, foi mencionado que as ações de capacitação necessitavam contemplar todos os
níveis de educação, uma vez que a má qualidade da educação básica tinha implicações
danosas ao desempenho da mão de obra. Foram mencionadas ações da TK-CSA em parceria
31

com o SENAI (projetos Transformar e Articular) que incluíam, além da capacitação técnica e
profissional, o reforço da escolaridade dos participantes.

Proposta: Identificar ações integradas de fomento à qualidade da educação que possam ser
desenvolvidas na região.

3. Foi também observado que as ações de capacitação deveriam se dirigir não apenas aos
trabalhadores como também aos empresários, visto que a maior parte dos micro e pequenos
empresários têm baixa escolaridade e consequentemente problemas de gestão.

Proposta: Política de certificação de saberes industriais e de treinamento e capacitação dos


micro e pequenos empresários.

4. O fomento ao empreendedorismo também se coloca como ação importante na medida em


que permite desenvolver novas empresas na região. A UEZO tem um projeto de criação de
incubadora que pode ser um passo importante nesta direção. Outra questão colocada pelo
grupo foi a necessidade de incentivo aos cursos de pós-graduação na região, em particular
aqueles que gerem conhecimento que possa ser aproveitado pelas empresas.

Proposta: Definir ações de criação de novas empresas que integrem o conhecimento gerado
nas instituições de ensino superior às necessidades locais.

5. Foi consenso entre os participantes do grupo que o processo de capacitação exige uma
articulação entre instituições e empresas. Além disso, há que se conciliar a oferta de cursos de
ensino médio com a demanda. Uma dificuldade apontada é que há uma demanda reprimida
por ensino médio diurno, mas a maioria das novas vagas que vem sendo ofertada pelo
governo do Estado é de cursos noturnos.

Propostas: Implementação de um programa de estágios nas empresas da região; constituição


de um fórum de educação envolvendo representantes das instituições de ensino técnico,
profissional e superior, das empresas e do poder público.

Finalmente, a duplicidade de ações deve ser evitada; portanto, o grupo chegou à conclusão
que o primeiro passo mais importante para começar a desenvolver as ações seria a
constituição de um fórum de educação, ligado ao conselho de desenvolvimento da região,
que envolvesse todas as partes interessadas no assunto. O diálogo deste fórum com regiões do
entorno que dispõem de iniciativas de capacitação de mão de obra, como por exemplo Itaguaí,
é fundamental.

9.5. Governança

Nos depoimentos dos participantes do grupo “Governança”, com relação à pauta elaborada
pela coordenação, foram levantadas as seguintes questões:

1. Há consenso de que a importância econômica, social e política da Zona Oeste do Rio de


Janeiro não coincide com sua capacidade de mobilização. Predominam ainda na região
práticas fisiologistas (e clientelistas) que neutralizam as iniciativas de organização das forças
locais. Por outro lado, apesar de ter em conta as oportunidades abertas pela histórica
circunstância do alinhamento político entre a nova gestão municipal e o governo do Estado,
32

há a percepção de que muito pouco pode ser esperado das instituições publicas – como, aliás,
tem sido a tradição.

2. Contudo, há também o reconhecimento de que, pela natureza e envergadura dos


investimentos que estão sendo realizados, bem como pelos desafios colocados à região em
termos de logística, inovação, qualificação de mão-de-obra e emprego, entre outros, a
participação do Estado – e das instituições públicas de um modo geral – resulta indispensável.
O problema que se coloca, portanto, é o de saber como se canaliza essa participação, e em
quais termos.

3. Nesse sentido, pondera-se que a elaboração de uma agenda de problemas regionais é um


elemento estratégico. A questão seria como elaborar essa agenda para que atenda
efetivamente às demandas locais.

4. A constituição de alguma forma de representação empresarial local (Conselho, Câmara de


Desenvolvimento, Agencia de Desenvolvimento) é considerada necessária. Dessa maneira, o
diálogo sobre o desenvolvimento local poderia se tornar mais produtivo, desde que mais
próximo do conjunto dos problemas locais (principalmente sociais, ambientais e de
segurança).

5. Com relação às grandes empresas da região, principalmente a CSA, em processo de


implantação, constata-se que a Zona Oeste não está preparada para receber esse tipo de
empreendimento, sobretudo no que diz respeito à qualificação da mão-de-obra. Porém, a
preocupação diz respeito também aos problemas sociais das “comunidades do entorno”.

6. A velocidade com que os investimentos estão acontecendo é um fator que torna ainda mais
premente a necessidade de se organizar para atender os problemas regionais. Estima-se que
logo outras empresas de grande porte venham se instalar na Zona Oeste.

7. Para as grandes empresas, uma “aliança” empresarial regional reforçaria a capacidade de


ação dos atores locais frente ao Estado, além de facilitar o desenvolvimento de projetos
sociais de forma coordenada.

8. Deveria ser também considerada a possibilidade de que as grandes empresas invistam


diretamente na rede privada de ensino da região, no caso dos cursos de qualificação, e de que
seja desenvolvida uma ampla rede de fornecedores. Nesse sentido, um conhecimento mais
aprofundado das cadeias produtivas dos grandes empreendimentos torna-se imprescindível.

9. O diagnóstico realizado pelo Instituto de Economia da UFRJ, representa, na visão dos


participantes do grupo, um significativo aporte ao processo de articulação e mobilização das
lideranças locais da Zona Oeste. Espera-se, entretanto, que ele possa ter desdobramentos e
continuidade. Esse último aspecto, em particular, é enxergado como um dos mais críticos,
tendo em conta o histórico de iniciativas de mobilização que não conseguiram ganhar fôlego –
em parte explicado pela excessiva dependência (dessas iniciativas) dos governos de turno.

10. Como suporte para a definição de uma agenda e o desenho de estratégias, é necessário
gerar massa crítica na região. Nesse sentido, acreditamos ser importante uma articulação da
governança com a Faperj, a Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia e universidades e
centros de pesquisa.
33

11. Houve também o reconhecimento de elementos culturais a serem mobilizados em prol do


desenvolvimento regional, tais como a tradição industrial de Bangu e sua disseminação
posterior através da construção da Avenida Brasil.

12. Por outro lado, os PEUs foram assinalados como iniciativas públicas que mereceriam ser
recuperadas. No caso de Bangu e Campo Grande, eles já existem, mas nas outras áreas ainda
deveriam ser desenvolvidos.

13. Por último, foi levantada a questão do Uso do Solo, que resta ainda como um elemento
bastante crítico para a instalação de grandes empreendimentos na Zona Oeste.

Proposta: Constituição de um grupo de trabalho composto principalmente por lideranças


locais (empresariais) que teria como tarefa o desenho de uma estratégia de mobilização
através da criação de um Conselho de Desenvolvimento da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

10. Agenda de ações

10.1. Desenvolvimento Econômico, Pólo Metal-Mecânico e Comércio Exterior

Foco principal: Adensar a cadeia produtiva de metal mecânica

Ações Prioritárias:
• Facilitar a formalização e legalização da micro-empresa através da criação de
centros de serviços que envolvam informações sobre: legalização de empresas
(semana legal); informação sobre financiamentos; informações sobre serviços
prestados por outras instituições (capacitação empresarial);
• Atualizar e simplificar o Código de Zoneamento da Zona Oeste com possível
criação de áreas especiais para abrigar novas empresas (distrito industrial de
Bangu);
• Avaliação de políticas (Incentivos Fiscais, Fomento, Instrumentos de Indução do
Desenvolvimento) para o desenvolvimento local que possam ser implementadas na
região;
• Discutir como integrar o Centro Tecnológico do Exército ao Pólo Metal Mecânico;
• Avaliar as condições requeridas pelas grandes empresas para que as empresas da
região se tornem fornecedoras;
• Criar um Centro de Inovação Empresarial de Metal Mecânica na Zona Oeste
• Dar visibilidade à oferta (bens e serviços) das pequenas e médias empresas
estabelecidas na região;
• Integrar-se ao portal de fornecedores da indústria de petróleo e gás
(Promimp/Abimaq/MME);
• Criar programas de capacitação na área de Qualidade/Conformidade/Prazo de
entrega, muitas vezes mais importante que preço.

SÍNTESE: Estratégia clara de desenvolvimento de capacitação empresarial e inteligência


estratégica para a realização de negócios
34

10.2. Logística e Desenvolvimento

Foco principal: Propor uma política integrada de intervenções de logística na região

Ações Prioritárias:

• Transporte ferroviário (de massas e cargas) deve ser considerado prioritário


• Necessidade de modernizar e recuperar a malha ferroviária.
• Necessidade de integração dos modais de transporte (ferroviário; rodoviário;
hidroviário e aeroviário).
• Deve ser realizado um plano de logística de cargas – plataformas de distribuição
intermodais
• Integração do porto de Itaguaí por plano logístico à região
• Integração do arco metropolitano à região
• Necessidade de desenvolvimento de uma política de integração dos portos do Rio de
Janeiro
• Necessidade de intervenções na malha viária dos bairros a exemplo do plano para
Campo Grande desenvolvido em conjunto por ACIG e CET-Rio
• Pensar a Av. Brasil como local de centrais logística consorciadas
• Utilizar galpões vazios na região para instalação de micro e pequenas empresas
• Articular planos com município e ERJ a exemplo da P3 (incentivos fiscais)

SÍNTESE: Desenvolvimento de ações na área de logística passa por ações integradas de


utilização da infra-estrutura e de melhoria das condições de acesso à região

10.3. Segurança Pública, Ocupação e Uso do Solo

Foco principal: propor ações de melhoria das condições de segurança e de uso do solo.

Ações Prioritárias:

• Criação de Grupo Executivo de análise do licenciamento de projetos de natureza


residencial, comercial e industrial na Zona Oeste.

• Revisão do Plano Diretor do Município do Rio de Janeiro e Utilização dos


Instrumentos Previstos no Estatuto da Cidade para a Obtenção de Recursos de
Financiamento da Infra-Estrutura Local

• Definição de uma política de transporte integrada que leve em consideração as


necessidades de cargas e de passageiros, as necessidades internas a cada bairro e RA e
as necessidades de integração da Zona Oeste com a cidade, a estrutura portuária e
aeroviária e as formas de acesso ao Rio. Nesta política se inclui a fiscalização rigorosa
do transporte dito “alternativo” usualmente explorado por grupos criminosos, seja de
35

forma direta ou mediante extorsão.

• Revisão de parâmetros de uso e ocupação do solo. Sugere-se a localização de


indústrias de micro e pequeno porte, com adensamento limitado pelas restrições
associadas à fragilidade do meio ambiente, mas que, por outro lado, não ignore o
processo desordenado de adensamento em andamento.

• Estabelecimento efetivo de uma política habitacional para os segmentos de baixa


renda e regularização dos espaços e construções já habitados em comunidades
populares da região, reduzindo a ampla margem de ilegalidade que favorece o controle
territorial armado dessas áreas, seja pelo tráfico seja pelas milícias.

• Criação de um Forum Permanente de Segurança Pública para a Zona Oeste.

• Ampliação dos efetivos das Polícias Militar e Civil e da Guarda Municipal nas
unidades da Zona Oeste.

• Gestões junto à ANP e ao Sindigás, ao Detro e às operadoras de TV por assinatura


para coibirem a exploração ilegal, respectivamente, da distribuição de botijões de
gás, do transporte alternativo e do chamado “gatonet”.

SÍNTESE: Estratégia integrada de habitação, transportes e segurança é fundamental para a


promoção do desenvolvimento.

10.4. Educação

Foco principal: propor uma estratégia de educação integrada visando ao desenvolvimento da


região.

Ações Prioritárias:
• Realizar um mapeamento das cadeias produtivas da região (incluindo cadeias de
fornecedores) e das competências necessárias para o trabalho nestas cadeias
• Desenvolver um planejamento estratégico na área de educação, que contemple todos
os níveis de educação (básico, médio, técnico, superior) e integrado com demais áreas
do projeto (desenvolvimento econômico, acessibilidade/logística, segurança, uso do
solo, governança)
• Promover o aumento da escolaridade
• Fomento às atividades culturais
• Fomento ao empreendedorismo
• Promover iniciativas educacionais visando conscientização da cidadania e da
responsabilidade social e ambiental
• Organizar um Fórum Regional de Educação ligado a Conselho de Desenvolvimento
SÍNTESE: O desenvolvimento dos indivíduos da região em todos os aspectos deve ser
promovido através de um diálogo permanente entre instituições de ensino, empresas,
instituições de governo e sociedade civil.
36

10.5. Governança

Foco principal: promover ações visando à articulação da governança da região

Ações Prioritárias
• Criação de um Conselho de Desenvolvimento com comitê organizador composto por:
ACERB (Associação Comercial e Empresarial da Região de Bangu), ACICG
(Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), ACIRA (Associação
Comercial e Industrial de Realengo e Adjacências), AEDIN (Associação das Empresas
do Distrito Industrial de Santa Cruz), ADEDI (Associação das Empresas do Distrito
Industrial de Campo Grande), Peri Cozer, Moacyr Bastos

• O Conselho tem como tarefas principais:

9 Contribuir na discussão do Plano Diretor e do Plano de Estruturação Urbana e


estratégia de ocupação da região
9 Promover a cultura e a auto-estima
9 Promover ações de integração entre economia, desenvolvimento de infra-estrutura
e políticas sociais
9 Fomentar a integração entre grandes empresas, MPEs e sociedade civil
SÍNTESE: As empresas necessitam se envolver na promoção de ações visando ao
desenvolvimento da região, mantendo um diálogo constante com o setor público e a sociedade
civil
37

Equipe de Pesquisa

Coordenação

Renata Lèbre La Rovere (professora, IE/UFRJ e pesquisadora do INCT Políticas Públicas, Estratégias
e Desenvolvimento do CNPq)

Diagnóstico da Região

Lia Hasenclever (professora, IE/UFRJ)

Rodrigo Lopes (assistente de pesquisa, IE/UFRJ)

Vitor Pimentel e Luiza Lins (bolsistas, IE/UFRJ)

Questionários

Thiago Rodrigues Cabral, Aline Godoy e Raphael Rolim - Ayra Consultoria (Empresa Junior da
UFRJ)

Estudos Qualitativos

Educação

Márcia Pimentel, Márcia Farinazo e Risomar Guedes (FAETEC)

Pólo metal-mecânico

Eduardo Cunha (Núcleo Inox) com a colaboração de Mario Cordeiro (FALMEC)

Comércio Exterior:

João Bosco Machado (professor, IE/UFRJ)

Camila Monteiro (estagiária, IE/UFRJ)

Logística e Infra-Estrutura

Luiz Martins de Melo (professor, IE/UFRJ)

Vinicius Dominato (estagiário, IE/UFRJ)

Ocupação e Uso do Solo

Nelson Chalfun (professor, IE/UFRJ)

Governança

Giuseppe Cocco (professor, ESS/UFRJ)

Gerardo Silva (pesquisador, LABTEC/UFRJ)

Segurança Pública

Leonarda Musumeci (professora, IE/UFRJ)

Agenda de Desenvolvimento

Mauro Osório da Silva (professor, FND/UFRJ)

Fernando Scofano (estagiário, IE/UFRJ)


38

Referências bibliográficas

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COCCO, G. Trabalho e Cidadania. Produção e direitos na era da globalização. São Paulo:


Cortez, 2000.

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MACHADO, J. B. M. A Zona Oeste e o Comércio Internacional. Relatório para o Projeto


Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do Rio de Janeiro e de seu Entorno. Rio de
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da Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro: subsídios para fundamentar novas propostas
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MELO, L. M. Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do Rio de Janeiro e de seu


Entorno: trabalho sobre logística, políticas industriais e de apoio. Rio de Janeiro: IE/UFRJ,
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MOTTA VEIGA, P.; MACHADO, J.B.; CARVALHO, M. Estudo do Universo Exportador


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39

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Janeiro: Ed. Senac Rio, 2005.

PEREZ, M. D. Lacerda na Guanabara: a reconstrução do Rio de Janeiro nos anos 60. Rio de
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Desenvolvimento da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: IE/UFRJ, 2009 (Relatório
de Pesquisa).

ZONA Oeste: contrastes e desafios. Suce$$o Comercial & Empresarial, Rio de Janeiro, ano
2, n. 11, p. 18-20, set./out. 2008.
40

TABELA 1
Participação das Capitais Unidades Federativas no Produto Interno Bruto Nacional a Custo de
Fatores e Variação Percentual da participação entre 1970 e 2006

Part.% Part.% Var.%


Capitais
1970 2006 70-06
Aracaju 0,22 0,21 -3,5
Belém 0,67 0,51 -23,2
Belo Horizonte 2,09 1,34 -36,2
Boa Vista 0,03 0,12 260,1
Brasília 1,26 3,94 211,2
Campo Grande 0,19 0,31 63,6
Cuiabá 0,10 0,29 200,1
Curitiba 1,36 1,29 -4,7
Florianópolis 0,21 0,27 29,1
Fortaleza 0,83 0,93 11,8
Goiânia 0,44 0,65 47,0
João Pessoa 0,19 0,25 30,3
Macapá 0,11 0,15 40,1
Maceió 0,29 0,29 3,0
Manaus 0,50 1,28 155,0
Natal 0,24 0,31 27,2
Palmas - 0,08 -
Porto Alegre 2,46 1,20 -51,4
Porto Velho 0,09 0,15 59,7
Recife 1,50 0,73 -51,4
Rio Branco 0,07 0,11 56,7
Rio de Janeiro 12,84 4,82 -62,5
Salvador 1,45 0,96 -33,9
São Luís 0,24 0,46 86,8
São Paulo 21,23 11,58 -45,4
Teresina 0,13 0,25 91,9
Vitória 0,44 0,53 19,8
Brasil 100,00 100,00 -

Fonte: IBGE, Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2006 e IPEAData (acesso em 7 de janeiro
de 2008).

Observação: para o ano de 2006, somatório dos Valores Adicionados dos setores agropecuário,
industrial e de serviços.
41

TABELA 2
Participação das Unidades Federativas no Produto Interno Bruto Nacional a Custo de Fatores e
Variação Percentual da participação entre 1970 e 2006

Part.% Part.% Var.%


Unidades
Federativas 1970 2006 70-06

Acre 0,13 0,22 65,9


Alagoas 0,68 0,69 2,0
Amapá 0,11 0,24 118,8
Amazonas 0,69 1,62 134,9
Bahia 3,80 4,06 6,8
Ceará 1,44 2,00 38,6
Distrito Federal 1,26 3,94 212,3
Espírito Santo 1,18 2,10 77,6
Goiás 1,52 2,47 62,8
Maranhão 0,82 1,26 54,1
Mato Grosso 1,09 1,52 39,7
Mato Grosso do Sul - 1,02 -
Minas Gerais 8,28 9,22 11,4
Pará 1,10 1,96 78,0
Paraíba 0,71 0,88 23,7
Paraná 5,43 5,88 8,2
Pernambuco 2,91 2,34 -19,5
Piauí 0,37 0,56 51,3
Rio de Janeiro 16,67 11,49 -31,1
Rio Grande do Norte 0,54 0,89 64,2
Rio Grande do Sul 8,60 6,67 -22,5
Rondônia 0,10 0,57 467,6
Roraima 0,03 0,17 454,0
Santa Catarina 2,68 4,01 49,6
São Paulo 39,43 33,15 -15,9
Sergipe 0,43 0,66 54,2
Tocantins - 0,43 -

Brasil 100,00 100,00 -

Fonte: IBGE, Contas Regionais do Brasil, e IPEAData.

Observação: para o ano de 2006, somatório dos Valores Adicionados Brutos dos setores
agropecuário, industrial e de serviços.
42

TABELA 3
Variação porcentual do total de empregos formais segundo Setores do IBGE
por Grandes Regiões e Unidades Federativas entre 1985 e 2007

Agropecu- Ind. Ext. Ind. de Serv. Ind. Constru- Admin.


Unidade Territorial Comércio Serviços Total
ária Mineral Transf. Util. Púb. ção Civil Pública

Região Norte 787,1 -14,8 126,7 59,9 131,0 331,1 153,9 202,8 184,4

Rondonia 3.161,2 -80,1 436,0 25,3 25,7 478,7 197,0 141,0 200,3

Acre 1.829,4 1.833,3 221,5 9,0 305,4 534,3 162,3 108,3 166,3

Amazonas 199,9 -60,3 91,5 30,5 152,1 200,4 174,8 175,6 143,0

Roraima 1.860,0 - 474,8 146,1 1.481,1 475,1 281,8 89,8 210,5

Para 518,5 33,7 103,7 36,8 68,6 250,7 86,9 166,0 137,3

Amapa 9.533,3 -10,2 32,6 80,6 264,0 759,7 624,5 260,4 302,5

Tocantins - - - - - - - - -

Região Nordeste 342,0 69,7 72,2 10,6 67,2 188,5 114,4 102,3 109,5

Maranhao 723,2 -53,7 104,4 32,3 21,7 317,8 140,1 150,7 147,5

Piaui 511,3 73,3 139,0 -5,2 27,6 254,1 141,9 110,4 128,3

Ceara 186,7 83,9 142,0 -4,1 113,1 164,0 147,2 84,6 120,7

Rio Grande do Norte 495,0 164,9 96,9 60,6 188,7 344,2 181,7 108,7 149,6

Paraiba 941,9 107,4 107,1 70,1 63,9 234,8 112,6 77,8 104,1

Pernambuco 209,0 61,7 6,0 1,9 42,6 151,7 92,5 87,8 74,2

Alagoas 72,6 96,4 121,6 47,3 42,4 183,1 41,2 104,1 92,5

Sergipe 551,2 984,6 52,4 38,3 89,7 182,9 209,6 90,3 128,8

Bahia 572,1 27,6 79,9 -14,2 76,8 165,0 101,6 120,5 114,5

Região Sudeste 248,5 26,2 8,3 28,0 83,3 144,2 86,5 74,5 68,6

Minas Gerais 403,7 11,3 84,5 36,7 95,5 202,8 95,5 140,1 119,8

Espirito Santo 506,2 -2,4 84,0 73,8 167,4 264,2 147,9 96,6 137,3

Rio de Janeiro 161,6 101,6 -27,5 -1,1 50,4 81,7 52,3 40,1 37,1

Sao Paulo 186,5 5,5 2,1 43,5 85,7 149,4 98,0 68,2 64,0

Região Sul 248,2 -34,0 76,7 29,7 108,3 137,5 101,9 42,1 88,2

Parana 250,5 -0,8 148,7 46,8 25,6 162,5 100,9 85,8 116,1

Santa Catarina 233,0 -54,7 98,9 35,5 398,5 248,1 153,5 73,0 128,4

Rio Grande do Sul 254,7 -13,4 30,3 13,0 151,5 79,5 82,1 0,6 50,6

Região Centro-Oeste 849,3 46,9 309,3 7,0 127,2 252,2 132,4 101,0 157,1

Mato Grosso do Sul 804,3 90,1 277,7 -10,9 150,6 193,0 120,9 120,1 169,9

Mato Grosso 900,3 30,6 494,3 7,0 193,7 440,6 165,1 289,2 303,7

Goias 1.051,6 39,8 313,3 10,7 59,1 227,3 143,5 111,5 166,4

Distrito Federal 202,1 179,4 129,4 10,9 221,0 227,4 118,9 61,4 100,5

BRASIL 314,4 18,6 35,8 24,5 88,4 160,8 97,3 86,4 83,5

Fonte: RAIS/MTE.
43

TABELA 4
Variação porcentual do total de empregos formais segundo Setores do IBGE
por Capitais das Unidades Federativas entre 1985 e 2007

Agropecu- Ind. Ext. Ind. de Serv. Ind. Constru- Admin.


Unidade Territorial Comércio Serviços Total
ária Mineral Transf. Util. Púb. ção Civil Pública

Região Norte 193,7 -94,6 63,8 36,3 101,5 206,9 144,7 108,4 113,4

Porto Velho 1.579,3 -98,1 220,2 7,2 -27,7 303,0 208,7 62,7 89,0

Rio Branco 1.373,5 1.277,8 182,7 47,4 258,0 451,9 154,2 79,9 133,9

Manaus 61,7 -98,2 93,1 14,7 143,5 190,9 177,1 120,8 125,5

Boa Vista 1.150,9 - 403,8 146,1 1.448,6 452,9 287,4 56,0 183,1

Belém 65,4 -92,4 -26,8 -10,5 25,2 109,1 69,0 47,7 48,8

Macapá 2.580,0 -98,0 -17,1 70,3 142,2 645,8 526,6 193,3 223,8

Palmas - - - - - - - - -

Região Nordeste 9,0 156,8 26,5 -6,4 37,9 128,5 87,4 22,1 54,0

São Luis -48,8 -3,7 55,2 -14,7 34,3 232,6 126,2 28,7 68,9

Teresina 275,4 -75,8 127,9 -12,1 13,5 215,1 163,9 42,1 88,1

Fortaleza -43,9 -42,1 25,0 -29,5 71,7 118,6 124,3 10,4 58,4

Natal 259,6 3.306,5 77,3 25,2 133,6 268,3 180,5 38,4 97,1

João Pessoa 220,7 -79,7 79,9 153,4 73,2 243,3 145,8 29,9 71,6

Recife 73,0 762,2 -7,6 -7,1 21,1 76,7 39,0 19,5 30,9

Maceió 26,3 -34,1 66,4 38,0 18,1 172,3 36,2 39,1 50,6

Aracaju 64,7 1.383,6 -15,6 17,6 52,2 153,1 234,6 4,2 81,6

Salvador -17,1 296,0 6,8 -35,0 18,7 86,0 59,9 14,5 37,7

Região Sudeste 35,5 -31,9 -39,4 -8,4 19,6 77,0 60,6 34,2 30,1

Belo Horizonte 148,0 -43,0 21,5 28,8 22,4 105,0 85,9 73,7 68,9

Vitória 157,6 -71,7 63,3 55,8 43,3 89,4 89,0 42,4 55,0

Rio de Janeiro -45,9 49,0 -48,5 -22,4 2,8 42,8 28,2 13,4 11,4

São Paulo 26,7 -44,4 -41,0 -15,1 25,6 92,7 77,8 35,7 31,7

Região Sul -32,2 -35,6 12,0 17,2 14,2 81,0 88,1 -5,0 41,5

Curitiba 54,3 2,0 34,3 35,9 -8,9 137,0 98,0 53,7 72,1

Florianópolis -84,8 -40,7 145,3 -15,4 95,9 217,8 108,4 10,9 52,8

Porto Alegre -18,7 -48,3 -18,8 9,8 42,4 24,3 76,9 -47,6 15,3

Região Centro-Oeste 198,5 -6,3 156,4 -12,9 100,8 201,6 116,5 66,7 100,2

Campo Grande 583,3 -50,9 208,1 -33,5 138,7 183,0 152,2 68,0 116,7

Cuiabá 97,3 -12,1 312,1 -32,8 92,2 234,6 124,7 173,2 146,5

Goiânia 83,6 -55,0 139,2 -17,0 17,8 166,2 94,7 45,9 78,0

Brasília 202,1 179,4 129,4 10,9 221,0 227,4 118,9 61,4 100,5

Total das capitais 53,1 -34,3 -19,3 -2,7 33,4 102,4 75,7 35,4 40,1

BRASIL 314,4 18,6 35,8 24,5 88,4 160,8 97,3 86,4 83,5

Fonte: RAIS/MTE (1985 e 2007).


44

TABELA 5
Total e variação do número de empregos segundo setores na Zona Oeste e no município do Rio de Janeiro entre 1998 e 2006

Setor Zona Oeste Município do Rio de Janeiro

1998 2006 Var. % 1998 2006 Var. %

Indústria extrativa e de transformação 17.708 19.838 12,0 169.096 166.616 -1,5

Extrativa mineral 213 88 -58,7 2.058 13.318 547,1

Ind. Da borracha, fumo, couro, peles, similares, ind. Diversas 3.706 1.462 -60,6 13.429 11.346 -15,5

Ind. Química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria… 2.368 2.829 19,5 32.374 24.444 -24,5

Ind. Da madeira e do mobiliário 423 512 21,0 4.214 2.742 -34,9

Ind. De calçados 33 1 -97,0 410 571 39,3

Ind. De produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 4.308 5.334 23,8 29.226 34.796 19,1

Ind. De produtos minerais não metálicos 767 910 18,6 5.697 4.744 -16,7

Ind. Do material de transporte 284 566 99,3 3.323 6.719 102,2

Ind. Do material elétrico e de comunicações 236 54 -77,1 8.142 4.338 -46,7

Ind. Do papel, papelão, editorial e gráfica 2.362 2.518 6,6 24.944 20.121 -19,3

Ind. Mecânica 751 995 32,5 8.794 10.694 21,6

Ind. Metalúrgica 1.476 3.452 133,9 14.308 12.530 -12,4

Ind. Têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 781 1.117 43,0 22.177 20.253 -8,7

Serviços Industriais de Utilidade Pública 1.139 314 -72,4 35.250 31.425 -10,9

Construção Civil 3.759 2.391 -36,4 70.325 72.978 3,8

Comércio 24.676 36.507 47,9 258.295 326.497 26,4


45

Comércio atacadista 1.770 3.710 109,6 45.167 58.103 28,6

Comércio varejista 22.906 32.797 43,2 213.128 268.394 25,9

Serviços 40.251 54.404 35,2 1.222.204 1.362.737 11,5

Administração pública direta e autárquica 6.489 2.426 -62,6 405.904 420.553 3,6

Com. E administração de imóveis, valores mobiliários, serv. Técnico… 4.311 6.848 58,8 232.165 316.120 36,2

Ensino 7.101 11.520 62,2 79.315 97.165 22,5

Instituições de crédito, seguros e capitalização 1.214 1.573 29,6 65.391 58.652 -10,3

Serv. De alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação… 7.885 13.303 68,7 217.556 254.129 16,8

Serviços médicos, odontológicos e veterinários 4.914 6.119 24,5 80.192 80.573 0,5

Transportes e comunicações 8.337 12.615 51,3 141.681 135.545 -4,3

Agricultura, silvicultura, criação de animais, extrat. Vegetal… 152 107 -29,6 1.768 1.761 -0,4

Total 87.685 113.561 29,5 1.757.366 1.962.014 11,6

Fonte: RAIS/MTE.
46

TABELA 6
Total e variação do número de empregos segundo setores em São Paulo e Belo Horizonte entre 1998 e 2006

Setor São Paulo Belo Horizonte

1998 2006 Var. % 1998 2006 Var. %

Indústria extrativa e de transformação 492.331 528.559 7,4 58.850 70.663 20,1

Serviços Industriais de Utilidade Pública 40.516 29.437 -27,3 17.814 24.652 38,4

Construção Civil 159.734 161.315 1,0 72.773 97.705 34,3

Comércio 463.966 676.352 45,8 101.906 151.030 48,2

Serviços e Administração Pública 1.997.080 2.505.804 25,5 666.493 727.552 9,2

Agricultura, silvicultura, criação de animais, extrat. Vegetal… 2.862 3.634 27,0 3.553 7.642 115,1

Ignorado 242 0 -100,0 130 0 -100,0

Total 3.156.731 3.905.101 23,7 921.519 1.079.244 17,1

Fonte: RAIS/MTE.
47

TABELA 7
População e variação percentual entre 1991, 2000 e 2008 no Brasil, municípios de Belo
Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e nas áreas de planejamento e bairros da AP5

Unidade População Variação %

Territorial 1991 2000 2008 91-00 00-08 91-08

Brasil 146.825.475 169.799.170 191.869.683 15,6 13,0 30,7

Belo Horizonte 2.020.161 2.238.526 2.434.642 10,8 8,8 20,5

São Paulo 9.646.185 10.434.252 10.990.249 8,2 5,3 13,9

Rio de Janeiro 5.480.768 5.857.904 5.943.087 6,9 1,5 8,4

AP1 306.867 268.280 217.711 -12,6 -18,8 -29,1

AP2 1.033.595 997.478 896.904 -3,5 -10,1 -13,2

AP3 2.321.828 2.353.590 2.221.658 1,4 -5,6 -4,3

AP4 526.302 682.051 846.949 29,6 24,2 60,9

AP5 1.292.176 1.556.505 1.759.864 20,5 13,1 36,2

XVll RA Bangu 371.172 420.503 442.145 13,3 5,1 19,1

XVlll RA Campo Grande 380.942 484.362 571.075 27,1 17,9 49,9

XlX RA Santa Cruz 254.500 311.289 353.465 22,3 13,5 38,9

XXVl RA Guaratiba 60.774 101.205 157.145 66,5 55,3 158,6

XXXlll RA Realengo 224.788 239.146 236.033 6,4 -1,3 5,0

AP5 exclusive Guaratiba 1.231.402 1.455.300 1.602.719 18,2 10,1 30,2

Fonte: IBGE e IPP.


Observação: as estimativas de 2008 para a cidade do Rio de Janeiro e suas áreas de
planejamento e bairros foram obtidas no IPP através da planilha Tabela 697 - Projeção da
população, segundo as Regiões Administrativas - Hipótese 2 - 2001-2020.
48

TABELA 8
Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia nos bairros
selecionados, 2006

Campo Santa Total MRJ Participação


Bangu Grande Realengo Cruz Total (1) (2) % (1) / (2)
Indústria Extrativa e de Transformação 164 230 121 112 627 6.744 9,3
Indústria de produtos minerais nao metálicos 10 22 1 11 44 236 18,6
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 42 56 30 35 163 1.097 14,9
Indústria da madeira e do mobiliário 8 14 5 7 34 254 13,4
Indústria metalúrgica 26 30 23 10 89 708 12,6
Indústria de calçados 1 2 0 0 3 33 9,1
Extrativa mineral 3 5 0 1 9 106 8,5
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 16 22 8 17 63 754 8,4
Indústria do material de transporte 0 3 4 4 11 133 8,3
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 17 37 22 8 84 1.110 7,6
Indústria mecânica 8 10 7 5 30 409 7,3
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 11 7 10 5 33 599 5,5
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 3 3 3 0 9 176 5,1
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 19 19 8 9 55 1.129 4,9
Serviços industriais de utilidade pública 3 6 1 5 15 168 8,9
Construçao civil 50 82 19 50 201 2.745 7,3
Comércio 1.056 1.857 572 617 4.102 37.173 11,0
Comércio varejista 954 1.726 514 598 3.792 32.267 11,8
Comércio atacadista 102 131 58 19 310 4.906 6,3
Serviços 1.022 1.419 465 464 3.370 68.567 4,9
Ensino 133 193 80 98 504 3.110 16,2
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 184 294 46 80 604 8.675 7,0
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 357 479 202 149 1.187 17.556 6,8
Transportes e comunicaçoes 78 82 18 43 221 4.088 5,4
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 26 52 18 15 111 2.605 4,3
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 244 318 99 78 739 32.230 2,3
Administraçao pública direta e autárquica 0 1 2 1 4 303 1,3
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 3 18 1 15 37 333 11,1
Total 2.298 3.612 1.179 1.263 8.352 115.730 7,2
%
Campo Santa Total MRJ
Bangu Grande Realengo Cruz Total (%) (%)
Indústria Extrativa e de Transformação 7,1 6,4 10,3 8,9 7,5 5,8
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 1,8 1,6 2,5 2,8 2,0 0,9
Indústria metalúrgica 1,1 0,8 2,0 0,8 1,1 0,6
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 0,7 1,0 1,9 0,6 1,0 1,0
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 0,7 0,6 0,7 1,3 0,8 0,7
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 0,8 0,5 0,7 0,7 0,7 1,0
Indústria de produtos minerais nao metálicos 0,4 0,6 0,1 0,9 0,5 0,2
Indústria da madeira e do mobiliário 0,3 0,4 0,4 0,6 0,4 0,2
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 0,5 0,2 0,8 0,4 0,4 0,5
Indústria mecânica 0,3 0,3 0,6 0,4 0,4 0,4
Indústria do material de transporte 0,0 0,1 0,3 0,3 0,1 0,1
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 0,1 0,1 0,3 0,0 0,1 0,2
Extrativa mineral 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1
Indústria de calçados 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0
Serviços industriais de utilidade pública 0,1 0,2 0,1 0,4 0,2 0,1
Construçao civil 2,2 2,3 1,6 4,0 2,4 2,4
Comércio 46,0 51,4 48,5 48,9 49,1 32,1
Comércio varejista 41,5 47,8 43,6 47,3 45,4 27,9
Comércio atacadista 4,4 3,6 4,9 1,5 3,7 4,2
Serviços 44,5 39,3 39,4 36,7 40,3 59,2
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 15,5 13,3 17,1 11,8 14,2 15,2
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 10,6 8,8 8,4 6,2 8,8 27,8
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 8,0 8,1 3,9 6,3 7,2 7,5
Ensino 5,8 5,3 6,8 7,8 6,0 2,7
Transportes e comunicaçoes 3,4 2,3 1,5 3,4 2,6 3,5
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 1,1 1,4 1,5 1,2 1,3 2,3
Administraçao pública direta e autárquica 0,0 0,0 0,2 0,1 0,0 0,3
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 0,1 0,5 0,1 1,2 0,4 0,3
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006.


49

TABELA 9
Número de empregos e participação relativa por setor da economia nos bairros
selecionados, 2006

Campo Santa Total MRJ Participação


Bangu Grande Realengo Cruz Total (1) (2) % (1) / (2)
Indústria Extrativa e de Transformação 4.904 5.174 2.399 7.361 19.838 166.616 11,9
Indústria metalúrgica 139 433 169 2.711 3.452 12.530 27,5
Indústria de produtos minerais nao metálicos 157 505 25 223 910 4.744 19,2
Indústria da madeira e do mobiliário 64 152 143 153 512 2.742 18,7
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 3.023 1.531 211 569 5.334 34.796 15,3
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 40 367 1.001 54 1.462 11.346 12,9
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 344 143 55 1.976 2.518 20.121 12,5
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 623 1.159 303 744 2.829 24.444 11,6
Indústria mecânica 269 242 53 431 995 10.694 9,3
Indústria do material de transporte 0 136 112 318 566 6.719 8,4
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 179 450 308 180 1.117 20.253 5,5
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 5 30 19 0 54 4.338 1,2
Extrativa mineral 61 25 0 2 88 13.318 0,7
Indústria de calçados 0 1 0 0 1 571 0,2
Serviços industriais de utilidade pública 6 131 6 171 314 31.425 1,0
Construçao civil 423 1.244 282 442 2.391 72.978 3,3
Comércio 8.942 17.514 5.491 4.560 36.507 326.497 11,2
Comércio varejista 8.106 15.174 5.097 4.420 32.797 268.394 12,2
Comércio atacadista 836 2.340 394 140 3.710 58.103 6,4
Serviços 14.355 21.516 9.276 9.257 54.404 1.362.737 4,0
Ensino 2.208 5.799 1.919 1.594 11.520 97.165 11,9
Transportes e comunicaçoes 4.426 4.171 888 3.130 12.615 135.545 9,3
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 1.598 2.499 932 1.090 6.119 80.573 7,6
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r. 4.087 5.585 2.303 1.328 13.303 254.129 5,2
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 351 685 255 282 1.573 58.652 2,7
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 1.685 2.475 2.091 597 6.848 316.120 2,2
Administraçao pública direta e autárquica 0 302 888 1.236 2.426 420.553 0,6
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 3 51 1 52 107 1.761 6,1
Total 28.633 45.630 17.455 21.843 113.561 1.962.014 5,8
%
Campo Santa Total MRJ
Bangu Grande Realengo Cruz Total (%) (%)
Indústria Extrativa e de Transformação 17,1 11,3 13,7 33,7 17,5 8,5
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 10,6 3,4 1,2 2,6 4,7 1,8
Indústria metalúrgica 0,5 0,9 1,0 12,4 3,0 0,6
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 2,2 2,5 1,7 3,4 2,5 1,2
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 1,2 0,3 0,3 9,0 2,2 1,0
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 0,1 0,8 5,7 0,2 1,3 0,6
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 0,6 1,0 1,8 0,8 1,0 1,0
Indústria mecânica 0,9 0,5 0,3 2,0 0,9 0,5
Indústria de produtos minerais nao metálicos 0,5 1,1 0,1 1,0 0,8 0,2
Indústria do material de transporte 0,0 0,3 0,6 1,5 0,5 0,3
Indústria da madeira e do mobiliário 0,2 0,3 0,8 0,7 0,5 0,1
Extrativa mineral 0,2 0,1 0,0 0,0 0,1 0,7
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,2
Indústria de calçados 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Serviços industriais de utilidade pública 0,0 0,3 0,0 0,8 0,3 1,6
Construçao civil 1,5 2,7 1,6 2,0 2,1 3,7
Comércio 31,2 38,4 31,5 20,9 32,1 16,6
Comércio varejista 28,3 33,3 29,2 20,2 28,9 13,7
Comércio atacadista 2,9 5,1 2,3 0,6 3,3 3,0
Serviços 50,1 47,2 53,1 42,4 47,9 69,5
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r. 14,3 12,2 13,2 6,1 11,7 13,0
Transportes e comunicaçoes 15,5 9,1 5,1 14,3 11,1 6,9
Ensino 7,7 12,7 11,0 7,3 10,1 5,0
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 5,9 5,4 12,0 2,7 6,0 16,1
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 5,6 5,5 5,3 5,0 5,4 4,1
Administraçao pública direta e autárquica 0,0 0,7 5,1 5,7 2,1 21,4
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 1,2 1,5 1,5 1,3 1,4 3,0
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 0,0 0,1 0,0 0,2 0,1 0,1
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006


50

TABELA 10
Total de empregados, população estimada e razão percentual entre empregados e
população nas Regiões Administrativas de Bangu, Campo Grande, Realengo e Santa
Cruz e no município do Rio de Janeiro em 2006

Empregados
Unidade Territorial Empregados População /População

Cidade do Rio de Janeiro 1.962.014 5.906.533 33,2

RAs Bangu, Campo Grande, Realengo e


Santa Cruz 113.561 1.553.468 7,3

RA XVII - Bangu 28.633 435.341 6,6

RA XVIII - Campo Grande 45.630 541.494 8,4

RA XIX - Santa Cruz 21.843 339.290 6,4

RA XXXIII - Realengo 17.455 237.343 7,4

Fonte: RAIS/MTE e IPP.


51

ANEXO I: LISTA DE CONVIDADOS DO WORKSHOP


DO DIA 15 DE MAIO DE 2009

1. Adenil Moreira da Costa – Ex-Subprefeito


2. Alberto Balão – Assessor Adenil Costa
3. Ana Claudia C – Assessora Jurídica da Câmara dos Vereadores
4. Ana Marçal – Secretaria Estadual de Educação
5. Andréa Costa – Assessora Regional ABINEE RJ/ES
6. Antonio Batista R. Neto - Gerente de Des. Ter. do SEBRAE-RJ –
7. Antônio José Miranda - Coordenador da CET-Rio 5.2 em Campo Grande
8. Antonio Zaib - Faculdade São José
9. Arturo Chao Maceiras – Núcleo Inox (SP)
10. Cassiana Maria Arruda Ferreira – Pedagoga do Senai/Paciência
11. Cecilia Castro
12. Célio Murilo - Simonsen
13. Celso Antonio Barbosa – Gerente de Pesquisa Villar Metals
14. Danilo Monjardim Annechini - Analista de Negócios da ArcelorMittal Inox
15. Durval Neves – CIEZO
16. Edimar Teixeira – Subprefeito da Zona Oeste
17. Eduardo Cunha – Consultor do Núcleo Inox
18. Eduardo Duprat – Superint. Logística de Cargas – Sec.Estadual Transp.
19. Eduardo Marques –Coord. de Treinamento e Des. da TKCSA.
20. Fabiana Duarte Mendes – Analista da área de desenvolvimento territorial do
SEBRAE
21. Fabiano Carvalho – HM3 - Diretor da ACICG
22. Fernando de Castro da Costa Barros (Codin)
23. Fernando Queiroga - Gerente de Suprimentos da TKCSA
24. Flávia Costa Barros – Espec. em Infra e Inv. e Ass. do F. Metal-Mecânico da
Firjan
25. Geraldo Gomes Marques – Gerente regional da Caixa
26. Gonçalo Ferreira - Colégio Ferreira Alves
27. Guilherme Eisenlohr - Presidente da ACICG
28. Hélcio de Medeiros Júnior – Gerente de Economia do IPP
29. Inácio Limeira – Ass. Das empresas do Dist. Indust. de Campo Grande
30. Iza de Bragança - Diretora Pedagógica da ETERJ
31. Jacob Gribbler Neto – superintendente CIEZO
32. Jair Cordeiro Neto – (Prof.) - Faculdade Bezerra de Araújo FABA
33. Jesse Cardoso - ACIRA
34. Jéssica Oliveira (Delegada) – Subs. de Ensino e Prevenção da Sec. Seg.
Pública
35. João Carlos Renault – Gerente da Michelin
36. Jorge Fernandes da Cunha Filho (Sec. de Des. Econômico)
37. Jorge José Ferreira da Rocha - Diretor ACERB
38. Jorge Ricardo Menezes – Supervisor do E. Médio e Área Técnica da ETERJ
39. José Augusto Costa e Silva – Ind. Peri
40. José Jacques – presidente da AEDIN – Diretor Gerdau
41. José Luiz Dutra - Diretor da ACICG
42. José Zaib – diretor da FAMA – Machado de Assis
43. Josilda R.S. Moura (Prof. UFRJ)
44. Leonardo Paris – Estatístico - (equipe Leonarda)
45. Lúcia Helena Domingos – Gerente de Rel. Governamentais da TKCSA
46. Luiz Carlos Santos – representando o superintendente do Banco do Brasil
47. Marcelo Araújo - Diretor da ACICG
48. Marcelo Henrique da Costa – Secretário Munic. de Des. Econômico Solidário
49. Márcia Pimentel – Coordenadora Técnica da FAETEC.
50. Maria Alice Martins de Souza – IPP
51. Maria José – (prof.) presidente da FABA
52

52. Mário Cordeiro - Falmec


53. Marisa Valente – 5ª Insp.da SMU
54. Max - padre
55. Moacyr Bastos - (prof.), presidente do Banco de Alimentos
56. Osvaldo - (prof. da UniMSB)
57. Otilia Camelo - Diretor da ACICG
58. Pablo Bielchowsky (Prof.) - Representante da Universidade Castelo Branco
59. Paulo Augusto Souza Teixeira (Tenente Coronel Teixeira) – ISP
60. Paulo Gomes – Reitor da Castelo Branco
61. Paulo Sérgio Galvão - Gerente Regional RJ/ES da Abinee
62. Pedro Ivan Ferreira dos Reis – Dir. Adm. da Embramonti
63. Pedro Paulo de Bragança Pimentel Junior – Dir. G. da ETERJ/NOVO RIO
64. Pedro Teixeira – Diretor Jurídico da TKCSA.
65. Peri Cozer – Diretor-presidente da FALMEC
66. Rafael Alves Pereira - Gerente de Projetos do F. Des. da ALERJ
67. Renato Reis (jornal Atual)
68. Ricardo Barradas - Advogado (ind. Peri)
69. Roberto Aibinder – diretor de Urbanismo do IPP
70. Roberto Soares de Moura - Reitor UEZO(Prof.)
71. Robson Rodrigues da Silva (TEN CEL PM) - Vice-Presidente do ISP.
72. Sérgio Messias – representando ger. geral do Banco do Brasil de CG
73. Sérgio Poubel - Chefe de Gabinete da Vice-Governadoria e Sec. Obras
74. Teresa Trinckquel – Gerente de projetos da Rede de Tecnologia
75. Valdir Monteiro - Diretor de RH TKCSA
76. Velcenir Gonçalves – Investe Rio
77. Vera Gissoni (Castelo Branco)
78. Vitor Paiva Pimentel – aluno da graduação do Instituto de Economia
79. Wagner Julio Reis Ferreira - Presidente ACERB
80. Walter Lamenza Filho – rep.– Diretor Inox-Tech
81. William Nogueira - Analista de Relaç Gov. Sênior da TKCSA
53

ANEXO II

APLICAÇÕES DO AÇO INOX

AISI 405: tubos irradiadores, caldeiras, recipientes para indústria petrolífera, etc;
AISI 406: resistências elétricas;
AISI 409: escapamentos de automóveis;
AISI 430: calhas, máquinas de lavar roupa, coifas, revestimento de câmara de
combustão de motor diesel, equipamentos para fabricação de ácido nítrico, fixadores,
aquecedores, portas para cofres, moedas, pias, cubas, baixelas, utensílios domésticos,
equipamento para indústria química, equipamento de restaurantes, cozinhas, adornos de
automóveis, decorações arquitetônicas interiores, peças para fornos, revestimento de
elevadores, etc;
AISI 430F: fabricação de parafusos, porcas, ferramentas;
AISI 442: partes de fornos;
AISI 443: equipamento químico, partes de fornos;
AISI 444: caixas d água, tanques
AISI 446: peças de fornos, queimadores, radiadores.
AISI 301: fins estruturais, correias transportadoras, utensílios domésticos, ferragens,
diafragmas, adornos de automóveis, equipamentos para transporte, aeronaves, ferragens
para postes, fixadores (grampos, fechos, estojos), carros ferroviários.
AISI 302: gaiolas de animais, garrafas térmicas e esterilizadores, equipamentos
domésticos, tanques de gasolina, equipamentos para fabricação de sorvetes, dobradiças,
equipamentos para laticínios, maquinaria para engarrafamento, tanques de
fermentação,fins estruturais, equipamento para indústria química;
AISI 302B: elementos de aquecimento de tubos radiantes, partes de fornos, seções de
queimadores, abafadores de cozimento;
AISI 303: eixos, parafusos, porcas, pregos, eixos, cabos, fechaduras, componentes de
aeronaves, buchas, peças de carburador;
AISI 304: portões, portas, grades, utensílios domésticos, fins estruturais, equipamentos
para indústria química, naval, farmacêutica, têxtil, papel e celulose, refinaria de
petróleo, permutadores, de calor, válvulas e peças de tubulações, indústria frigorífica,
instalações criogênicas, depósitos de cerveja, tanques de fermentação de cerveja,
equipamentos para refino de produtos de milho, equipamentos para leiteria, cúpula para
casa de reator de usina atômica, tubos de vapor, peças para depósito de algumas bebidas
carbonatadas, condutores descendentes de águas pluviais, carros ferroviários, calhas,
revestimentos de prédios, tanques para indústria alimentícia,
AISI 304L: revestimento para trajas de carvão, tanque de pulverização de fertilizantes
líquidos, tanque para estoque de massa de tomate, carros ferroviários;
54

AISI 305: peças fabricadas por meio de severas deformações a frio;


AISI 308: fornos industriais, válvulas, soluções de sulfeto à alta temperatura, eletrodos
de solda;
AISI 309: suportes de tubos, abafadores, caixas de fermentação, depósito de bebidas,
partes de queimadores a óleo, refinarias, equipamentos para fábrica de produtos
químicos, partes de bombas, revestimentos de fornos, componentes de caldeiras,
componentes para fornalhas de máquinas a vapor, aquecedores, trocadores de calor,
peças para motores a jato, estufas;
AISI 310: aquecedores de ar, caixas de recozimento, estufa de secagem, anteparos de
caldeira a vapor, caixa de decantação, equipamentos para fábrica de tinta, suportes para
abóbada de forno, fornos de fundição, transportadores e suportes de fornos,
revestimento de fornos, componentes de turbinas a gás, trocadores de calor,
incineradores, componentes de queimadores a óleo, equipamentos de refinaria de
petróleo, recuperadores, cilindros para fornos de rolos transportadores, tubulação de
soprador de fuligem, chapas para fornalha, chaminés e comportas de chaminés de
fornos, conjuntos de diafragmas dos bocais para motores turbo-jatos, panelas de
cristalização de nitratos, equipamentos para indústria de papel, química e estufas;
AISI 316: portões, portas e grades de ambientes marinhos, equipamentos de indústrias
químicas, farmacêutica, têxtil, petróleo, papel, celulose, borracha, nylon e tintas, peças e
componentes diversos da construção naval, equipamentos criogênicos, equipamentos
para processamento de filme fotográfico, cubas de fermentação, instrumentos
cirúrgicos;
AISI 316L: peças de válvulas, bombas, tanques, evaporadores e agitadores,
equipamentos têxteis, condensadores, peças expostas a atmosfera marinha, adornos,
tanques soldados para estocagem de produtos químicos e orgânicos, bandejas,
revestimentos para fornos de calcinação
AISI 317: equipamentos de secagem, equipamentos para fábrica de tintas;
AISI 321: anéis coletores de aeronaves, revestimentos de caldeiras, aquecedores de
cabines, parede corta fogo, vasos pressurizados, sistema de exaustão de óleo sob alta
pressão, revestimento de chaminés, componentes de aeronaves, super aquecedor
radiante, foles, equipamentos de refinaria de petróleo, aplicações decorativas;
AISI 347: tubos para super aquecedores radiantes, tubo de exaustão de motor de
combustão interna, tubulação de vapor a alta pressão, tubos de caldeiras, tubos de
destilação de refinaria de petróleo, ventilador, revestimento de chaminé, tanques
soldados para revestimento de produtos químicos, anéis coletores, juntas de expansão,
resistores térmicos;
AISI 403: anéis de jatos, seções altamente tensionadas em turbinas a gás, lâminas
forjadas ou usinadas de turbina e compressor;
AISI 405: caixas de recozimento;
AISI 409: sistema de exaustão de veículos automotores, tanques de combustível,
AISI 410: válvulas, bombas, parafusos, fechaduras, tubos de controle de aquecimento,
chapas para molas, cutelaria (facas, canivetes) mesa de prancha, instrumentos de
55

medida, peneiras, eixos, acionadores, maquinaria de mineração, ferramentas manuais,


chaves, partes de fornos, queimadores, equipamentos rodoviários, sedes de válvulas de
segurança de locomotivas, plaquetas tipográficas, apetrechos de pesca, peças de
calibradores, fixadores;
AISI 414: molas, lâminas de faca;
AISI 416: parafusos usinados, porcas, engrenagens, tubos, eixos, fechaduras, hastes de
válvulas;
AISI 420: cutelaria, instrumentos hospitalares, cirúrgicos e dentários, réguas,
medidores, engrenagens, eixos, pinos, bolas de milho, discos de freio, mancal de esfera,
assentos de válvulas;
AISI 420F: eixos, porcas e parafusos;
AISI 431: peças de bombas, esteiras transportadoras, eixos de hélice marítima, peças de
maquinário da indústria de laticínios.
AISI 440A/440B/440C: eixos, pinos, instrumentos cirúrgicos e dentários, cutelaria,
anéis, válvulas, mancais anti-fricção;
AISI 442: componentes de fornos, câmara de combustão;
AISI 446: caixas de recozimento, chapas grossas para abafadores, queimadores,
aquecedores, tubos para pirômetros, recuperadores, válvulas e conexões.
Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do
Rio de Janeiro e de seu Entorno

Apresentação da Pesquisa

Projeto FAPERJ no E-26/110.644/2007

Renata Lèbre La Rovere


(professora, IE/UFRJ e coordenadora do projeto)

Junho/2009
2

Introdução

Com uma área de 43.909,7 quilômetros quadrados (km2), que corresponde a cerca de 0,5% do
território nacional, e com uma população superior a 14 milhões de habitantes (8,6% da
população brasileira), o Rio de Janeiro é o Estado da Federação de maior densidade
demográfica, com 315 habitantes por km2.

Apesar de sua área relativamente pequena, o desenvolvimento das atividades produtivas na


cidade do Rio de Janeiro tem sido favorecido por uma série de vantagens locacionais. Ainda
que desde 1999 a cidade do Rio de Janeiro tenha apresentado um crescimento de suas
atividades industriais muito menos importante do que o estado do Rio de Janeiro, fenômeno
este que não é distinto das demais grandes cidades brasileiras, a exemplo de São Paulo.

Entretanto, várias iniciativas governamentais e locais têm procurado alterar esta realidade
com o objetivo de mudar esse quadro desfavorável ao desenvolvimento industrial. Entre essas
iniciativas estaremos iluminando o caso da Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro,
principalmente as iniciativas situadas no espaço geográfico formado pelas Regiões
Administrativas de Bangu, Campo Grande e de Santa Cruz. Esta região, doravante grafada
como Zona Oeste para distingui-la da Zona Oeste, que também inclui as regiões
administrativas de Guaratiba, Jacarepaguá e Barra da Tijuca, conta com um total de
aproximadamente 380 km2 - cerca de 30% da área da Cidade do Rio de Janeiro – e uma
população de 1,5 milhão de pessoas, apresenta facilidades de infra-estrutura e disponibilidade
de terrenos adequados às atividades produtivas, além de economia de aglomeração em razão
das indústrias nelas instaladas. Na região encontram-se localizados os Distritos Industriais de
Campo Grande, Palmares, Paciência e Santa Cruz, implantados pelo Estado em áreas de uso
estritamente industrial do ponto de vista do Zoneamento Ambiental, onde 130 empresas de
médio e grande porte estão operando, destacando-se a Companhia Siderúrgica do Atlântico
(CSA, do grupo Thyssen-Krupp), a Gerdau, a Fábrica Carioca de Catalisadores, a Casa da
Moeda do Brasil e a Panamericana, dentre outras.

No momento, novos investimentos de porte estão sendo implementados na região em áreas


adjacentes por empresas nacionais e multinacionais, como a CSA, voltadas para a exportação,
sendo motivadas a se instalarem pela existência, no município vizinho de Itaguaí, do Porto de
Sepetiba, e pelo programa de incentivos fiscais criados pelo Governo do Estado. Além disso,
a Zona Oeste possui uma população adulta com uma taxa de alfabetização de 95%, e conta
com várias instituições de ensino técnico, profissional e superior, além de instalações do
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI.

Vale lembrar que a Zona Oeste é a região de maior densidade industrial da Cidade do Rio de
Janeiro, ainda que a mesma ao longo dos últimos decênios venha cada vez mais agregando
serviços à sua estrutura produtiva. As vantagens potenciais de localização da região e dos
municípios do seu entorno geográfico podem se ampliar e até mesmo se consolidar caso se
atraia um conjunto de empresas para desenvolver um pólo de metal-mecânica na região,
aproveitando a especialização produtiva das empresas já localizadas. Cabe assim a realização
de estudos para a promoção do desenvolvimento local desta região.
3

Objetivos gerais e específicos

Os objetivos gerais do projeto são o diagnóstico das atividades econômicas locais e a


realização de um workshop sobre possibilidades de desenvolvimento econômico local da
Zona Oeste do município do Rio de Janeiro e de seu entorno. O diagnóstico pretende
contribuir com elementos que fortaleçam os encadeamentos da cadeia metal-mecânica e o
workshop iniciará os debates sobre as ações de governança necessárias para que o
desenvolvimento local seja provocado.

Os objetivos específicos são:

(a) diagnosticar a região da Zona Oeste do município de Rio de Janeiro e o seu entorno:
quais as atividades econômicas principais; que outras atividades econômicas não estão
instaladas mas seriam importantes para fortalecer a competitividade das atuais;
(b) levantar as necessidades adicionais de infra-estrutura físicas e tecnológicas para o
funcionamento do pólo de metal-mecânica;
(c) levantar quais as restrições de caráter normativo e regulamentar que impedem a
ocupação industrial;
(d) pesquisar o estado atual dos Planos Diretores dos municípios envolvidos, nível de
efetividade e implementação;
(e) levantar as potencialidades de comércio exterior e as condições econômicas de sua
realização;
(f) realizar um diagnóstico das condições de logística necessárias ao desenvolvimento da
região
(g) desenvolver um estudo sobre a oferta de cursos de capacitação e suas possibilidades de
contribuição ao desenvolvimento da região
(h) analisar as condições de segurança pública, que afetam diretamente a atratividade da
região
(i) pesquisar as iniciativas já realizadas para estabelecimento de uma governança local e
indicar os pontos fortes e fracos dessas iniciativas;
(j) propor uma agenda de desenvolvimento local para a Zona Oeste e seu entorno;
(k) organizar um workshop para discutir a agenda de desenvolvimento local com as
lideranças políticas e econômicas locais e de seu entorno;
(l) propor uma compatibilização, após o workshop, entre as diretrizes e metas propostas
para o desenvolvimento econômico das atividades locais com os Planos Diretores dos
municípios envolvidos, incluindo a proposição para o desenvolvimento de consórcios
municipais.
4

Metodologia

O trabalho se desdobrou em várias etapas. Inicialmente, foi feito um diagnóstico da região


com base em diversas estatísticas e informações de fontes secundárias. As fontes utilizadas
foram estatísticas e informações das seguintes instituições: Associação das Empresas do
Distrito Industrial de Santa Cruz (AEDIN); Companhia de Desenvolvimento Industrial
(CODIN); Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN); Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE);Instituto Fecomércio; Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP);Instituto Pereira Passos (IPP);
Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (InvesteRio); Associação de Empresas
Fabricantes de Aço Inox (Nucleoinox); Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)- Relação
Anual de Informações Sociais (RAIS) ; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
(MDIC) -.Relação Nacional de Investimentos (RENAI).

A partir deste diagnóstico, foi definido um questionário estruturado que foi distribuído a 262
empresas da região. Em seguida, foram realizados diversos estudos qualitativos sobre temas
pertinentes ao desenvolvimento da região. A definição dos temas dos estudos qualitativos foi
feita a partir do entendimento, pela equipe de pesquisa, de que o processo de desenvolvimento
local é dinâmico e resulta da interação entre empresas e instituições locais inseridas num
determinado território. Por instituições, entende-se não apenas aquelas do setor público como
também as instituições de ensino e pesquisa e as demais formas de representação coletiva dos
agentes locais. Assim, os temas dos estudos envolveram aspectos econômicos e aspectos
sociais. Os estudos centrados em aspectos econômicos se debruçaram sobre o potencial da
constituição de um pólo metal-mecânico, sobre o potencial de comércio exterior, sobre as
condições de logística e de infra-estrutura e sobre as condições e uso e ocupação do solo. Os
estudos centrados nos aspectos sociais envolveram as condições de segurança pública, o
potencial de oferta de cursos de capacitação e as condições de governança da região.

O diagnóstico, os resultados dos questionários e os estudos qualitativos geraram um texto de


agenda de governança e desenvolvimento e uma lista de ações de fomento ao
desenvolvimento que foram discutidos por todas as partes interessadas (lideranças locais,
representantes de instituições públicas e privadas) num workshop no dia 15 de maio do
corrente. Após esta reunião, os resultados foram consolidados e divulgados ao público em
geral. Espera-se que este trabalho contribua para mobilizar as lideranças locais em torno de
ações que promovam o desenvolvimento econômico sustentável da região e de seu entorno.
5

Equipe de Pesquisa

Coordenação
Renata Lèbre La Rovere (professora, IE/UFRJ e pesquisadora do INCT Políticas Públicas, Estratégias
e Desenvolvimento do CNPq)

Diagnóstico da Região
Lia Hasenclever (professora, IE/UFRJ)
Rodrigo Lopes (assistente de pesquisa, IE/UFRJ)
Vitor Pimentel e Luiza Lins (bolsistas, IE/UFRJ)

Questionários
Thiago Rodrigues Cabral, Aline Godoy e Raphael Rolim - Ayra Consultoria (Empresa Junior da
UFRJ)

Estudos Qualitativos

Educação
Márcia Pimentel, Márcia Farinazo e Risomar Guedes (FAETEC)

Pólo metal-mecânico
Eduardo Cunha (Núcleo Inox) com a colaboração de Mario Cordeiro (FALMEC)

Comércio Exterior:
João Bosco Machado (professor, IE/UFRJ)
Camila Monteiro (estagiária, IE/UFRJ)

Logística e Infra-Estrutura
Luiz Martins de Melo (professor, IE/UFRJ)
Vinicius Dominato (estagiário, IE/UFRJ)

Ocupação e Uso do Solo


Nelson Chalfun (professor, IE/UFRJ)

Governança
Giuseppe Cocco (professor, ESS/UFRJ)
Gerardo Silva (pesquisador, LABTEC/UFRJ)

Segurança Pública
Leonarda Musumeci (professora, IE/UFRJ)

Agenda de Desenvolvimento
Mauro Osório da Silva (professor, FND/UFRJ)
Fernando Scofano (estagiário, IE/UFRJ)
           

Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do


Rio de Janeiro e de seu Entorno

A Zona Oeste e o Comércio Internacional: diagnóstico e desafios


(Versão Final)

Projeto FAPERJ no E-26/110.644/2007

João Bosco Mesquita Machado (professor, IE/UFRJ

Camila Monteiro (estagiária, IE/UFRJ)

Junho/2009 
  2

ÍNDICE

1. Introdução............................................................................................................................... 3

2. Desempenho Comercial ......................................................................................................... 3

3. Avaliação das Entrevistas..................................................................................................... 13

4. Recomendações para o Aperfeiçoamento da Inserção Internacional da Zona Oeste........... 16

A N E X O................................................................................................................................ 18

ÍNDICE DE GRÁFICOS E QUADROS

Gráfico 1 - Zona Oeste: Total de Firmas Exportadoras e Importadoras .................................... 4

Gráfico 2 - Zona Oeste: Participação no Total de Firmas Exportadoras e Importadoras do


Município do Rio de Janeiro (%) ............................................................................................... 4

Gráfico 3 - Zona Oeste: Evolução do Comércio Exterior (US$ milhões) ................................. 6

Gráfico 4 - Participação da Zona Oeste no Comércio Exterior do Município do Rio de Janeiro


(%).............................................................................................................................................. 6

Quadro 1 - Zona Oeste: Firmas Exportadoras e Importadoras Segundo RÃS........................... 5

Quadro 2 - Zona Oeste: Exportações e Importações Segundo RAs Selecionadas..................... 8

Quadro 3 - Zona Oeste: Estabelecimentos Exportadores e Importadores por Tamanho ........... 9

Quadro 4 - Zona Oeste: Exportação e Importação Segundo o Tamanho do Estabelecimento 10

Quadro 5 - Zona Oeste: Exportação e Importação Segundo o Tamanho do Estabelecimento 11

Quadro 6 - Zona Oeste: setores exportadores selecionados..................................................... 12

Quadro 7 - Zona Oeste: setores importadores selecionados .................................................... 12

Quadro 8 - Zona Oeste: síntese das entrevistas realizadas junto a empresas


exportadoras/importadoras ....................................................................................................... 15
  3

A Zona Oeste e o comércio internacional: diagnóstico e desafios 1

1. Introdução

Neste capítulo avalia-se o desempenho do comércio internacional da Zona Oeste. A pesquisa


adotou uma dupla abordagem. Em primeiro lugar, foi realizado um diagnóstico quantitativo
da inserção internacional da região com base em informações sobre o universo empresarial
exportador e importador identificado a partir dos dados primários da Secretaria de Comércio
Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em segundo
lugar, foi entrevistada uma amostra de empresas representativas do conjunto dos
estabelecimentos exportadores da Zona Oeste. Nestas entrevistas foram avaliados o histórico
exportador da empresa, as oportunidades e obstáculos com que ela se defronta no comércio
internacional, bem como a integração da empresa com a economia da Zona Oeste. O conjunto
das informações levantadas a partir da análise quantitativa do comércio exterior e das
entrevistas com as empresas selecionadas serviu de referência para avaliar os desafios
associados ao aperfeiçoamento da inserção internacional da Zona Oeste.

2. Desempenho Comercial

A avaliação do desempenho comercial da Zona Oeste apresentada nesta seção foi


desenvolvida com base nas informações sobre o comércio exterior brasileiro disponibilizadas
pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (Secex-MIDC) e processadas pela Fundação Centro de Estudos do
Comércio Exterior (Funcex). Considerando-se os estabelecimentos localizados nas regiões
administrativas (RAs) de Bangu, Campo Grande, Realengo e Santa Cruz (doravante
denominada “Zona Oeste”) e as transações externas realizadas no triênio 2005-2007, foram
identificadas sessenta e uma empresas exportadoras e oitenta e cinco empresas importadoras 2
(Gráfico 1).
 

                                                            
1
Esta seção foi elaborada pelo prof. João Bosco M. Machado. Camila Monteiro colaborou na elaboração dos
quadros e no processamento das informações coletadas nas entrevistas.
2
As informações cadastrais (razão social endereço, bairro, região administrativa, CEP e CNPJ) das empresas
exportadoras e importadoras estão disponibilizadas, respectivamente, nos Quadro A.1 e A.2 do Anexo. Em
relação ao cadastro da FIRJAN, apresentado no primeiro relatório deste estudo, a pesquisa de empresas
exportadoras realizada a partir das informações coletadas junto à Secex/MIDC representou uma ampliação
considerável do universo de estabelecimentos exportadores da Zona Oeste, de quinze para 61 empresas.
  4

Gráfico 1
Zona Oeste: Total de Firmas Exportadoras e Importadoras

 
Fonte: Secex/MIDC. 
 
As empresas exportadoras da Zona Oeste representam, na média do triênio, 6,9% do total das
empresas exportadoras do município do Rio de Janeiro e 5,5% do total das empresas
importadoras (Gráfico 2).

Gráfico 2
Zona Oeste: Participação no Total de Firmas Exportadoras e Importadoras
do Município do Rio de Janeiro (%)
 

 
Fonte: Secex/MIDC.

No Quadro 1 apresenta-se a distribuição das firmas importadoras segundo as distintas regiões


administrativas. Considerando-se as unidades empresariais importadoras e exportadoras, as
RAs de Campo Grande, Realengo e Santa Cruz respondem, cada uma, por cerca de 1/3 a ¼
das empresas da Zona Oeste inseridas no comércio internacional.

No conjunto, as três RAs abrigam em média 90% dos estabelecimentos exportadores e


importadores da Zona Oeste. Portanto, Bangu é a RA da Zona Oeste com menor número de
  5

empresas inseridas no comércio internacional, abrigando em média cerca de 10% dos


estabelecimentos exportadores e importadores 3.

Quadro 1
Zona Oeste: Firmas Exportadoras e Importadoras Segundo RÃS

Exportação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Bangu 4 8,9 4 8,0 4 8,3
Campo Grande 16 35,6 17 34,0 18 37,5
Realengo 13 28,9 16 32,0 14 29,2
Santa Cruz 12 26,7 13 26,0 12 25,0
Total 45 100,0 50 100,0 48 100,0
Importação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Bangu 7 13,0 7 10,4 9 12,9
Campo Grande 21 38,9 25 37,3 27 38,6
Realengo 14 25,9 20 29,9 19 27,1
Santa Cruz 12 22,2 15 22,4 15 21,4
Total 54 100,0 67 100,0 70 100,0
Fonte: Secex/MIDC.

As exportações da Zona Oeste aumentaram significativamente no triênio considerado;


totalizavam US$226 milhões em 2005, pularam para US$626 milhões em 2006 e para
US$671 milhões em 2007, o que representa um crescimento trienal de 196% (Gráfico 3).

                                                            
3
As informações geradas pela Secex sobre a base exportadora e importadora e, portanto, sobre os montantes
exportados e importados podem apresentar desvios relacionados com a presença de unidades produtivas, cujas
compras ou vendas externas são realizadas por unidade administrativa com domicílio não localizado na Zona
Oeste. No conjunto das informações analisadas neste estudo, um caso notório que ilustra o evento é a unidade
produtiva da Michelin (fabricante de pneumáticos), localizada na RA de Santa Cruz, cujas exportações são
atribuídas ao escritório administrativo da empresa localizado na Barra da Tijuca.
  6

Gráfico 3
Zona Oeste: Evolução do Comércio Exterior (US$ milhões)

Fonte: Secex/MIDC.

Não obstante este aumento, a participação das exportações da Zona Oeste no total das vendas
externas do município do Rio de Janeiro é pouco significativa, variando de 1,2% em 2005
para 2,4% em 2007 (Gráfico 4). Evidentemente, é importante destacar que esse aumento da
participação das exportações da Zona Oeste nas vendas do município do Rio de Janeiro
resultou da expansão das exportações da Zona Oeste a taxas duas vezes maiores que o
crescimento das vendas externas do município.

Gráfico 4
Participação da Zona Oeste no Comércio Exterior
do Município do Rio de Janeiro (%)

Fonte: Secex/MIDC.
  7

As importações também cresceram consideravelmente no triênio; de US$159 milhões em


2005, alcançaram US$269 milhões em 2007, embora tenha havido um pequeno recuo em
relação ao ano de 2006, quando as compras externas atingiram US$272 milhões (ver o
Gráfico 3 acima). Na média do triênio, as importações da Zona Oeste representaram 1,6% das
compras externas realizadas pelas empresas estabelecidas no município do Rio de Janeiro.
Dado o comportamento das exportações e importações no triênio, a Zona Oeste opera como
exportadora líquida de bens, gerando um saldo comercial positivo de US$67 milhões em
2005, US$354 milhões em 2006 e US$401 milhões em 2007. Com isso, a participação da
região na geração líquida de divisas do município do Rio de Janeiro saltou de 0,9% em 2005
para 4,5% em 2007.

No Quadro 2 estão disponibilizadas informações relativas às vendas externas segundo as


distintas RAs. Santa Cruz é responsável por parcela expressiva e crescente das exportações da
Zona Oeste: 71% em 2005, 88% em 2006 e 86% em 2007. Em contrapartida, Realengo e
Campo Grande perderam participação relativa nas vendas externas da Zona Oeste. Na média
do triênio, as exportações de Realengo e Campo Grande responderam, respectivamente, por
12% e 7% das vendas externas da Zona Oeste. Por fim, as exportações realizadas por
empresas estabelecidas em Bangu são desprezíveis. No que respeita às importações, Santa
Cruz foi responsável, na média do triênio, por 47% das compras externas da Zona Oeste; as
participações relativas de Campo Grande, Realengo e Bangu foram de 33%, 19% e 1%,
respectivamente. Quanto ao saldo comercial, Santa Cruz é a região administrativa que
contribui significativamente para a geração do superávit comercial nas transações externas da
Zona Oeste, respondendo na média do triênio por 124% deste montante.
  8

Quadro 2
Zona Oeste: Exportações e Importações Segundo RAs Selecionadas
 
Exportação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Bangu 0,02 0,0 0,7 0,1 0,7 0,1
Campo Grande 25,1 11,1 28,2 4,5 28,23 4,2
Realengo 41,3 18,3 44,7 7,1 66,3 9,9
Santa Cruz 159,3 70,6 552,8 88,3 575,4 85,8
Total 225,7 100,0 626,3 100,0 670,7 100,0
Importação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Bangu 1,84 1,2 1,91 0,7 3,48 1,3
Campo Grande 56,44 35,6 80,51 29,6 89,54 33,3
Realengo 39,66 25,0 38,57 14,2 52,17 19,4
Santa Cruz 60,57 38,2 151,13 55,5 123,99 46,1
Total 158,51 100,0 272,12 100,0 269,18 100,0
Saldo Comercial
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Bangu (1,8) (2,7) (1,2) (0,3) (2,8) (0,7)
Campo Grande (31,4) (46,7) (52,3) (14,8) (61,3) (15,3)
Realengo 1,6 2,4 6,1 1,7 14,2 3,5
Santa Cruz 98,7 147,0 401,6 113,4 451,4 112,4
Total 67,1 100,0 354,2 100,0 401,5 100,0
Fonte: Secex/MIDC.

A expansão das vendas externas e das importações revela uma tendência de aumento da
integração comercial da Zona Oeste com o resto do mundo, com destaque para as empresas
estabelecidas na região administrativa de Santa Cruz, que foram responsáveis por parcela
crescente dos fluxos de comércio e pela geração do saldo comercial positivo alcançado pela
Zona Oeste.

No Quadro 3 é apresentado o perfil das empresas exportadoras da Zona Oeste segundo o


tamanho (número de empregados) 4. Os estabelecimentos de médio porte são aqueles que
apresentam maior participação relativa, tanto entre as empresas exportadoras, quanto entre as
importadoras. Na média do triênio 2005-2007, 37% das empresas exportadoras e 40% das
empresas importadoras são de porte médio. O segundo grupo com maior participação relativa
entre as empresas exportadoras e importadoras é formado pelas empresas de pequeno porte,
que representam aproximadamente 30% dos estabelecimentos da Zona Oeste que mantiveram

                                                            
4
Os estabelecimentos exportadores e importadores são classificados, segundo os critérios definidos pela RAIS-
MTb, em cinco categorias: (i) microempresas – empresas industriais com até 19 empregados ou comerciais e de
serviços com até 9 empregados; (ii) pequenas empresas – empresas industriais que têm entre 20-99 empregados
ou comercias e de serviços que têm entre 10-49 empregados; (iii) médias empresas – empresas industriais que
têm entre 100-499 empregados ou comercias e de serviços que têm entre 50-99 empregados; (iv) grandes
empresas – empresas industriais que têm mais de 500 empregados ou comerciais e de serviços que têm mais de
100 empregados; e (v) empresas especiais – micro e pequenas empresas industriais, comerciais e de serviços que
realizem exportações ou importações superiores a US$1,2 milhão/ano.
  9

relações comerciais com o exterior. 14% dos estabelecimentos exportadores e importadores


são formados por empresas de grande porte. As microempresas e aquelas classificadas na
categoria “especial” constituem os dois grupos com menor participação relativa entre os
estabelecimentos exportadores e importadores da Zona Oeste 5.

Quadro 3
Zona Oeste: Estabelecimentos Exportadores e Importadores por Tamanho

Empresas Exportadoras
Tamanho 2005 2006 2007
Qtdd. % Qtdd. % Qtdd. %
Micro 6 13,3 4 8,0 5 10,4
Pequena 13 28,9 17 34,0 16 33,3
Especial 3 6,7 3 6,0 3 6,3
Média 17 37,8 19 38,0 17 35,4
Grande 6 13,3 7 14,0 7 14,6
Total 45 100,0 50 100,0 48 100,0
Empresas Importadoras
Tamanho 2005 2006 2007
Qtdd. % Qtdd. % Qtdd. %
Micro 4 7,4 3 4,5 7 10,0
Pequena 13 24,1 23 34,3 20 28,6
Especial 3 5,6 6 9,0 7 10,0
Média 26 48,1 25 37,3 25 35,7
Grande 8 14,8 10 14,9 11 15,7
Total 54 100,0 67 100,0 70 100,0
Fonte: Secex/MIDC

No Quadro 4 são apresentadas informações relativas ao desempenho comercial da Zona


Oeste, segundo o tamanho do estabelecimento 6. A grande empresa é a principal protagonista
do comércio exterior da Zona Oeste. De fato, não obstante representarem apenas 14% dos
estabelecimentos exportadores (ver Quadro 3), as grandes empresas são responsáveis, na
média do triênio 2005-2007, por 83% das exportações. As empresas de grande porte também
respondem pela maior fatia das importações, 50% na média do triênio considerado. As
empresas de médio porte também apresentam inserção relevante no comércio internacional,
mais especificamente na qualidade de importadoras. No triênio 2205-2007, 38% das compras
externas da Zona Oeste foram realizadas por médias empresas. Os estabelecimentos especiais
respondem em média por 13% das exportações. No caso das importações, esta classe de
empresa mais do que dobrou sua participação no triênio considerado, de 15% para 34% das
compras externas. Por fim, as categorias representadas pelas micro e pequenas empresas não
desempenham papel relevante no comércio exterior da Zona Oeste.

                                                            
5
No Quadro A.3 do Anexo estão disponibilizadas informações relativas ao número de estabelecimentos
exportadores e importadores, segundo o tamanho do estabelecimento, para as distintas RAs da Zona Oeste.
6
No Quadro A.4 do Anexo estão disponibilizadas informações relativas às exportações e importações, segundo o
tamanho do estabelecimento, para as distintas RAs da Zona Oeste.
  10

Quadro 4
Zona Oeste: Exportação e Importação Segundo o Tamanho do Estabelecimento

Exportação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Micro 0,0 0,02 0,0 0,00 0,1 0,01
Pequena 1,5 0,68 3,8 0,60 4,2 0,62
Especial 10,5 4,65 14,7 2,34 14,0 2,08
Média 51,0 22,6 51,3 8,18 48,8 7,27
Grande 162,6 72,04 556,7 88,88 603,7 90,01
Total 225,7 100,00 626,3 100,0 670,7 100,0
Importação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Micro 0,1 0,07 0,1 0,03 0,1 0,05
Pequena 3,3 2,08 4,0 1,45 5,3 1,96
Especial 14,7 9,25 19,5 7,16 34,1 12,65
Média 69,3 43,70 87,3 32,1 101,9 37,85
Grande 71,2 44,91 161,3 59,26 127,8 47,48
Total 185,5 100,0 272,1 100,0 269,2 100,0
Fonte: Secex/MIDC

As exportações e importações da Zona Oeste por setor de atividade são apresentadas no


Quadro 5. Destaque-se o fato de que, nos três anos considerados, a totalidade das vendas
externas ter sido realizada pelo setor industrial. Este também responde por uma grande fatia
das importações, 86% na média do triênio 2005-2007, enquanto o setor de comércio foi
responsável, em média, por 13% das compras externas da Zona Oeste 7.

                                                            
7
No Quadro A.5 do Anexo estão disponibilizadas informações relativas às exportações e importações, segundo o
setor de atividade, para as distintas RAs da Zona Oeste.
  11

Quadro 5
Zona Oeste: Exportação e Importação Segundo o Tamanho do Estabelecimento

Exportação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Agricultura -- -- -- -- -- --
Comércio 0,1 0,0 0,6 0,1 0,9 0,1
Serviços -- -- 0,1 -- 0,0 0,0
Indústria 225,4 99,9 625,6 99,9 669,7 99,9
Construção Civil 0,2 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0
Demais -- -- -- -- -- --
Total 225,7 100,0 626,3 100,0 670,7 100,0
Importação
RA 2005 2006 2007
US$ milhões % US$ milhões % US$ milhões %
Agricultura -- -- -- -- -- --
Comércio 27,0 17,0 29,5 10,8 35,8 13,3
Serviços -- -- 0,3 0,1 0,1 0,0
Indústria 131,4 82,9 241,7 88,8 231,4 86,0
Construção Civil 0,1 0,1 0,7 0,3 1,8 0,7
Demais -- -- -- -- 0,1 0,0
Total 158,5 100,0 272,1 100,0 269,2 100,0
Fonte: Secex/MIDC

Avaliado sob a ótica setorial, o desempenho exportador da Zona Oeste apresentado no Quadro
6 mostra que as vendas externas estão concentradas em pouquíssimos setores. As exportações
de produtos de metalurgia básica atingiram na média do triênio 2005-2007 US$408 milhões e
respondem por 81% das vendas externas da Zona Oeste. Seguem-se os produtos químicos e
os produtos de metalurgia de minerais não metálicos que representaram, respectivamente,
3,5% e 2,6% das vendas externas no período considerado. Os demais setores exportaram,
cada um, valores anuais médios inferiores a US$5 milhões e responderam, no conjunto, por
menos de 3% da vendas totais 8.

Apresentado no Quadro 7, a avaliação setorial do desempenho importador da Zona Oeste


mostra a elevada concentração das compras externas. Três setores – produtos químicos,
metalurgia básica e produtos de metalurgia de minerais não metálicos são responsáveis, na
média do triênio 2005-2007, por 86% das importações. Os setores de produtos químicos e
metalurgia básica realizaram importações de US$ 90 milhões e US$ 81 milhões,
respectivamente, montantes que representam 39% e 35% das compras externas da Zona
Oeste 9.

                                                            
8
No Quadro A.6 do Anexo estão disponibilizadas informações relativas às exportações, segundo o setor
CNAE2, para as distintas RAs da Zona Oeste. No Quadro A.8 são listados os produtos do sistema harmonizado
(NCM a 6 dígitos) exportados pelas empresas. Informações adicionais sobre os produtos produzidos e
exportados pelas empresas podem ser obtidos nos respectivos endereços eletrônicos, também disponibilizados no
Quadro.
9
No Quadro A.7 do Anexo estão disponibilizadas informações relativas às importações, segundo o setor
CNAE2, para as distintas RAs da Zona Oeste.
  12

Quadro 6
Zona Oeste: setores exportadores selecionados
US$ milhões
Partici-
Classificação CNAE2 (média
pação %
2005-2007)
Metalurgia básica 407,55 80,5
Produtos químicos 55,63 11,0
Produtos de metalurgia de minerais não-metálicos 17,72 3,5

Equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, instrumentos de precisão


e ópticos, equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios 13,14 2,6
Máquinas e equipamentos 4,74 0,9
Couros preparados e fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e
calçados 2,12 0,4
Edição, impressão e reprodução de gravações 1,84 0,4
Minerais não-metálicos 1,00 0,2
Artigos do vestuário e acessórios 0,96 0,2
Produtos alimentícios e bebidas 0,84 0,2
Veículos automotores, reboques e carrocerias 0,79 0,2
Total 506,33 100,0
Fonte: Secex/MIDC

Quadro 7
Zona Oeste: setores importadores selecionados
 
US$ milhões
Partici-
Classificação CNAE2 (média
pação %
2005-2007)
Produtos químicos 89,27 38,8
Metalurgia básica 80,66 35,0
Produtos diversos (importados pelo comércio por atacado e intermediários do
comércio) 29,08 12,6
Produtos de metalurgia de minerais não-metálicos 12,84 5,6
Edição, impressão e reprodução de gravações 5,70 2,5

Equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, instrumentos de precisão


e ópticos, equipamentos para automação industrial, cronômetros e relógios 4,14 1,8
Produtos têxteis 1,89 0,8
Máquinas e equipamentos 1,71 0,7
Produtos diversos (importados pelo comércio varejista e reparação de objetos
pessoais e domésticos) 1,67 0,7
Artigos de borracha e plástico 1,35 0,6

Material eletrônico e de aparelhos e equipamentos de comunicações 0,99 0,4


Couros preparados e fabricação de artefatos de couro, artigos de viagem e
calçados 0,84 0,4
Total 230,14 100,0
Fonte: Secex/MIDC
  13

Em resumo, a avaliação quantitativa do desempenho do comércio exterior da Zona Oeste


revela alguns aspectos importantes:
(i) o aumento significativo das exportações, que totalizavam US$226 milhões em
2005, pularam para US$626 milhões em 2006 e para US$671 milhões em 2007, o
que representou um crescimento trienal de 196%;
(ii) o aumento também considerável das importações no triênio: de US$159 milhões
em 2005, alcançaram US$269 milhões em 2007, o que significou uma expansão de
69% no período;
(iii) a Zona Oeste opera como exportadora líquida de bens, gerando um saldo
comercial positivo e crescente: de US$67 milhões em 2005, para US$354 milhões
em 2006 e US$401 milhões em 2007. Com isso, a participação da região na
geração líquida de divisas do município do Rio de Janeiro saltou de 0,9% em 2005
para 4,5% em 2007;
(iv) a expansão das vendas externas e das importações, fato que revela uma tendência
de aumento da integração comercial da Zona Oeste com o resto do mundo;
(v) a predominância da RA de Santa Cruz como pólo dinâmico do comércio exterior
da Zona Oeste: as empresas ali estabelecidas foram responsáveis por parcela
crescente dos fluxos de comércio e pela geração do saldo comercial positivo
alcançado pela Zona Oeste;
(vi) a inexistência de vínculos comerciais significativos da RA de Bangu e, portanto,
das empresas ali estabelecidas com o resto do mundo;
(vii) a grande empresa é a principal protagonista do comércio exterior da Zona Oeste;
elas foram responsáveis, na média do triênio 2005-2007, por 83% das exportações
e por metade das importações;
(viii) a totalidade das vendas externas da Zona Oeste foi realizada pelo setor industrial;
este setor também responde por uma grande fatia das importações, 86% na média
do triênio 2005-2007;
(ix) as vendas externas estão concentradas em pouquíssimos setores: produtos de
metalurgia básica tiveram exportações de US$408 milhões no triênio 2005-2007 e
responderam por 81% das vendas externas da Zona Oeste;
(x) produtos químicos, metalurgia básica e produtos de metalurgia de minerais não
metálicos foram responsáveis, na média do triênio 2005-2007, por 86% das
importações da Zona Oeste.

3. Avaliação das Entrevistas

Entre as empresas da Zona Oeste que apresentam inserção relevante no comércio


internacional seis foram selecionadas para a realização de entrevistas. Esta amostra representa
aproximadamente 10% firmas exportadoras e importadoras identificadas a partir das
informações do banco de dados da Secex-MIDC.

A avaliação qualitativa do desempenho exportador/importador das empresas da Zona Oeste


procurou abordar as seguintes questões: (i) a inserção Internacional e histórico
exportador/importador da empresa; (ii) a participação da exportação/importação na produção;
(iii) a demanda internacional dos produtos exportados, principais mercados e estratégias de
  14

comercialização; (iv) as vantagens específicas da empresa exportadora; (v) os obstáculos à


exportação/importação: financiamento, tributos, logística, burocracia, apoio institucional,
condições de acesso a mercados; (vi) impactos do “ativo locacional” zona oestes sobre a
atividade importadora/exportadora; e (vii) o uso de fatores locais (mão-de-obra e insumos) e
os encadeamentos da empresa com a economia da Zona Oeste.

Um traço comum a todas as empresas entrevistadas que são importadoras ou exportadoras de


grande ou médio porte é que a suposta vantagem de localização propiciada pela existência de
infra-estrutura portuária – dois portos, o do Rio de Janeiro e o de Itaguaí estão próximos a
essas unidades produtivas – é comprometida pelas precárias condições de acessibilidade para
transporte de grandes quantidades de cargas, em função dos permanentes problemas de
trânsito, tanto da Avenida Brasil, quanto das rodovias que servem à região. Mesmo quanto
se trata da questão da distribuição da produção local, a proximidade dos maiores mercados
consumidores do país não é apontada como uma vantagem locacional pelas empresas
estabelecidas na Zona Oeste. Novamente, as condições precárias da malha rodoviária,
combinada com a escassez da oferta de transporte ferroviário, operam como fatores que
comprometem a competitividade das empresas.

Embora não esteja relacionado com a localização das unidades produtivas, outro problema
mencionado por todas as empresas exportadoras/importadoras de grande e médio porte
entrevistadas é a precariedade da infra-estrutura portuária, notadamente no porto do Rio de
Janeiro e os entraves burocráticos gerados pelos procedimentos da Receita Federal em todos
os portos. A excessiva demora no despacho de mercadorias obriga as empresas a ampliar o
estoque de matéria-prima e insumos nas fábricas, como medida para evitar a paralisação da
produção, o que acaba aumentando o custo do capital de giro das empresas.

No caso das empresas exportadoras/importadores de pequeno porte, as operações comerciais


de compra ou venda são, via de regra, realizadas por intermédio do modal aéreo e com o
apoio de despachantes. Nestas circunstâncias, as empresas entrevistadas sugerem que a não há
obstáculos burocráticos relevantes e a proximidade do aeroporto internacional do Galeão
constitui de fato uma vantagem locacional.

Todas as empresas entrevistadas, independentemente do porte, demonstraram preferência pelo


emprego de mão-de-obra local, seja na produção, seja nas atividades administrativas. Todavia,
quando se trata de mão-de-obra de menor qualificação, as empresas se vêm comprometidas a
investir em treinamento e qualificação. Outra dificuldade apontada pelas empresas,
especialmente aquelas cujas unidades produtivas estão localizadas no distrito industrial de
Santa Cruz é a inexistência de sistema de transporte coletivo na região. Por isso, as empresas
são obrigadas a manter serviços de transporte próprio ou contratado junto a terceiros, fator
que eleva o custo da mão-de-obra.

No Quadro 8 abaixo é apresentada uma síntese das informações coletadas nas entrevistas 10.

                                                            
10
Um levantamento pormenorizado das informações obtidas nas entrevistas está disponível no Anexo.
  15 

Quadro 8
Zona Oeste: síntese das entrevistas realizadas junto a empresas exportadoras/importadoras
Empresa Setor/atividade Exportador Importador Vantagens e problemas na operação do comércio internacional
Exportação escoada via porto do Rio e prejudicada por problemas de tráfego na avenida Brasil.
grande porte grande porte
Importação de insumos via porto de Sepetiba é uma vantagem locacional, embora a empresa
Valesul metalurgia de (exportação anual de (importação anual de
incorra em custos extras para assegurar a operação do porto; importação de pequenos lotes de
alumínio cerca de US$100 cerca de US$100
produtos via porto do Rio enfrenta obstáculos em razão das deficiências da estrutura portuária e da
milhões) milhões)
burocracia aduaneira que oneram o custo de importação em 10%.
prod. médico médio porte pequeno porte Exportação via modal aéreo; localização da fábrica próxima ao aeroporto do Galeão é apontada
Silimed
hospitalares - (exportação anual de (importação anual de como uma vantagem. Importação de matéria-prima; parte das compras externas é realizada pelo
implantes US$13 milhões) US$5 milhões) sistema de drawback.
Exportação preferencial para os países da América Latina; a empresa se beneficia dos acordos de
acesso a mercados do Mercosul e aqueles negociados pelo Brasil no âmbito da Aladi. Exportações
Michelin (*) e importações dificultadas por problemas de circulação viária, pelo congestionamento dos
pneumáticos grande porte grande porte
terminais portuários e pelo aparato burocrático da Receita Federal. A demora na liberalização das
importações aumenta o custo do capital de giro. A empresa utiliza o sistema de drawback para a
importação de insumos e matérias-primas.
Competitividade das exportações comprometida pelas condições do trânsito rodoviário até o porto
e por problemas relacionados com a operação portuária. Importações são efetuadas pela corporação
e não pela unidade fabril; mesmo assim, os operadores da unidade de Santa Cruz apontam que o
médio porte
Gerdau-Cosigua custo de importação é onerado pela burocracia da Receita Federal. A demora no despacho de
siderurgia (exportação anual de médio porte
insumos importados obriga a empresa a aumentar o estoque na fábrica, como medida para evitar a
US$23 milhões)
paralisação da produção. Os custos de produção da fábrica também são onerados pela escassez de
mão-de-obra qualificada na região e pela inexistência de serviços de transporte urbano em Santa
Cruz.
Exportação eventual devido à insuficiência de capacidade instalada – toda a produção é destinada
pultrudados de
para o mercado interno. 60% da matéria-prima consumida pela empresa é importada, em função do
Cogumelo fibra de vidro e eventual - pequenos
pequeno porte menor custo do produto importado, quando comparado com o similar fabricado no país. A empresa
produtos lotes
utilizada armazém alfandegado para reduzir o custo do capital de giro empregado na compra de
plásticos
insumos.
Exporta desde 1996 para a Argentina e se beneficia do acordo do Mercosul. Despacho da
pequeno porte
confecção mercadoria em geral por via aérea. Importação de tecidos constitui uma opção recente de compra
FredVic (exportação anual de eventual
em relação aos fornecedores domésticos e visa a reduzir os custos de produção das confecções. As
US$350 mil)
atividades de exportação e importação são geridas por despachante.
Fonte: informações fornecidas pelas empresas; classificação do exportador/importador, segundo o porte: (i) grande porte: exportação/importação anual superior a US$ 50 milhões; (ii) médio
porte: exportação/importação anual superior a US$ 10 milhões e inferior a US$ 50 milhões; (iii) pequeno porte: exportação/importação anual inferior a US$ 10 milhões; e (iv) eventual:
estabelecimento que registra exportações/importações de pequenos valores, mas não exporta ou importa todos os anos.
(*) as exportações e importações da Michelin não são registradas como operações da unidade fabril de Santa Cruz; são contabilizadas pelo escritório comercial da empresa localizado na Barra da
Tijuca, que para efeitos fiscais é o estabelecimento exportador/importador.
 
  16

4. Recomendações para o Aperfeiçoamento da Inserção Internacional da Zona Oeste

O diagnóstico desenvolvido nesta seção com base na avaliação quantitativa e qualitativa do


processo de inserção internacional das empresas da Zona Oeste permite definir algumas
medidas ou ações que podem propiciar uma melhor inserção internacional da região.

Sem a pretensão de esgotar a pauta de problemas que as empresas enfrentam é preciso atentar
para o fato de que as entrevistas revelam a preocupação recorrente das grandes empresas com
a infra-estrutura de transporte que serve à região. Em razão de seu porte, estas empresas
transportam grandes quantidades tanto de insumos, quanto de produtos acabados. A
precariedade da conservação das vias de acesso, notadamente a Avenida Brasil, os problemas
de tráfego e a falta de investimentos em novas vias tornam custosas as operações de logística,
aumentam o custo do capital de giro pela necessidade de manter estoques elevados e,
portanto, comprometem a competitividade da grande empresa. É óbvio que a superação destes
problemas depende da realização de investimentos públicos que melhorem as condições de
operação da Avenida Brasil e propiciem outras opções de acesso à região, a exemplo, do Anel
Rodoviário.

Além dos problemas de acessibilidade, todas as empresas de grande porte denunciaram as


condições precárias da infra-estrutura no porto do Rio de Janeiro e a demora no despacho das
mercadorias que resulta dos procedimentos adotados pela Receita Federal. Do ponto de vista
da infra-estrutura portuária, é preciso definir um plano de investimentos que melhore as
condições de operação dos portos, especialmente o do Rio de Janeiro que não atende a
contento as empresas que utilizam suas instalações. No que respeita aos obstáculos
burocráticos às importações de produtos, a introdução de mudanças que permitam a agilização
do processo de despacho aduaneiro depende da implantação de medidas a nível federal
voltadas para a melhora da qualidade de gestão e para a revisão dos procedimentos adotados
pela Receita Federal.

Todas as empresas entrevistadas, independentemente do seu tamanho manifestaram


preferência pelo uso de mão-de-obra local nas suas fábricas. Todavia, as empresas
estabelecidas no Distrito Industrial de Santa Cruz denunciaram a inexistência de linhas de
transporte público que liguem o Distrito aos bairros circunvizinhos. Desnecessário salientar
que é preciso que a prefeitura ofereça uma solução capaz de garantir uma oferta eficiente de
transporte coletivo nesta área da Zona Oeste. Ainda com relação à mão-de-obra local é notória
a falta de qualificação do pessoal empregado. Dado este problema, algumas empresas
sugerem que a ação pública na área educacional deveria estar voltada para a criação de uma
oferta local de cursos de formação e capacitação de mão-de-obra, que levasse em conta o
perfil dos trabalhadores e as especificidades das unidades produtivas que operam na região.

Há se considerar também a questão da pequena participação da PMEs na atividade


exportadora. Este não é um problema enfrentado apenas pelas PMEs da Zona Oeste. São
vários os estudos e os diagnósticos 11 que apontam para as dificuldades de inserção da PMEs
no comércio exterior, notadamente na atividade exportadora. Quando se trata de definir um
plano de ação para as PMEs é necessário considerar que qualquer iniciativa exitosa nessa área
depende de instituições capazes de liderar as iniciativas, criando motivações e conduzindo o
processo de capacitação das empresas. No caso da Zona Oeste é preciso avaliar a
                                                            
11
Ver a propósito o trabalho de MOTTA VEIGA, P.; MACHADO, J.B.; CARVALHO, M. (1998), Estudo do
Universo Exportador Brasileiro. Mict. Brasília.
  17

possibilidade de desenvolver programas a partir das associações comerciais locais com o


apoio técnico do Sebrae que, com é sabido, dispõe de larga experiência na implementação
desse tipo de iniciativa. Às associações caberá a mobilização das empresas, onde o elemento
motivacional deverá funcionar como a principal arma de cooptação das PMEs. Ao Sebrae
caberá a execução dos programas de capacitação, considerando-se inclusive as especificidades
e carências das empresas locais.

As exigências de capacitação e de estrutura de gerenciamento relacionadas com a inserção da


PME no comércio internacional são abrangentes e, via de regra, geram uma elevação dos
custos, mesmo quando a percepção de que os riscos associados à atividade exportadora são
baixos. O principal obstáculo à inserção internacional da PME está relacionado com a
inexistência de oferta exportadora, que se manifesta tanto pela insuficiência de recursos para
ampliar e modernizar a capacidade produtiva, quanto pela carência de recursos gerenciais
especializados para lidar com as práticas de comercialização exigidas nas operações com
mercados externos. Existem, portanto, alguns objetivos que devem compor a estratégia de
capacitação das PMEs, a destacar: (i) a eliminação das restrições de natureza quantitativa e
qualitativa à oferta exportável; (ii) o controle dos fatores internos à empresa que tornam a
operação de exportação mais custosa e menos rentável do que as vendas no mercado
doméstico; (iii) a identificação de oportunidades de negócios no mercado internacional, e (iv)
a projeção internacional de uma imagem de qualidade da empresa e de seus produtos.

Um programa que cumpra esses objetivos deve realizar, por intermédio de consultoria
gerencial e tecnológica, uma avaliação dos recursos das empresas, bem como da capacidade
destas de responder às iniciativas implementadas no âmbito do programa. A prestação de
diversos tipos de serviços diretamente relacionados às diferenças etapas de uma operação de
exportação ajudarão as empresas a superar os entraves específicos, permitindo a elaboração de
um planto consistente de negócios, a gestão adequada do processo, tanto no aspecto fiscal
quanto financeiro, e também a obtenção de condições favoráveis de transporte e de
financiamento.
 
  18

ANEXO
  19 

QUADRO A.1
Zona Oeste: Empresas Exportadoras (informações cadastrais)
RAZAO SOCIAL ENDERECO BAIRRO RA CEP CNPJ

Consuldent Equipamentos Medico-Odontologicos Ltda Rua Agricola 686 Bangu Bangu 21810090 04363307000108

Rudel Ravasco Servicos Ltda Estrada do Engenho 888 Bangu Bangu 21840000 02402487000164

Casa Publicadora Das Assembleias de Deus Avenida Brasil 34401 Bangu Bangu 21863000 33608332000102

Ivsom Instrumentos Musicais Ltda Travessa Santo Agostinho 29 Padre Miguel Bangu 21721500 07613471000114

Empresa Brasileira de Solda Elétrica S.A. - Ebse Av. Santa Cruz, 10.280 Santíssimo Bangu 23520-243 33220880000160

Grafica Irmaos Leal Ltda Albino de Paiva 238 Senador Camara Bangu 21830490 27020098000103

Long Beach Confeccoes Ltda Me Rua Olinda Ellis 661 Campo Grande Campo Grande 23017120 03233807000162

Fredvic Ind. de Roupas Ltda. Av. Brasil, 49.389, Km 50 Campo Grande Campo Grande 23065-480 33883448000150

Nucon - Rio Comercial e Distribuidora Ltda Rua Camaipi 670 Campo Grande Campo Grande 23052320 04666078000109

Giemac Mineração Ltda. Av. Brasil, 41432 Campo Grande Campo Grande 23095-700 28350304001099

Vesúvios Refratários Ltda. Av. Brasil, 49550 Distr. Indl. de Palmares Campo Grande Campo Grande 23065-480 30511844000168

Technew Com. e Ind. Ltda. Epp Rua Mario Mendes, 435 Campo Grande Campo Grande 23013-530 31258478000140
  20 

Sh Industria de Metalurgia e Servicos Ltda Rua Azhaury Mascarenhas 155 Campo Grande Campo Grande 23078520 07525932000105

Quaker Chemical Industria e Comercio Ltda Avenida Brasil 44178 Campo Grande Campo Grande 23078001 00999042000188

C. A. Wille Industria e Comercio de Roupas Estrada da Posse 3027 Campo Grande Campo Grande 23088000 07796403000138

Artesanato Lameirao Pequeno Ltda Estrada Lameirao Pequeno 78 Campo Grande Campo Grande 23017325 07601268000128

Recouro Ind. de Couro Reconstituído Ltda Av. Brasil, 50340 Campo Grande Campo Grande 23065-480 87193728000165

M.M.Relax Acessorios Ltda Osvino Ferreira Alves 195 Campo Grande Campo Grande 23090790 06068841000117

Primus Processamento de Tubos S.A. Protubo Rua Campo Grande, 3.760 Campo Grande Campo Grande 23063-000 42416792000120

Superpesa Industrial Ltda Avenida Brasil 42301 Campo Grande Campo Grande 23095700 30038152000144

Cogumelo Ind. e Com. Ltda. Av. Brasil, 44879 Campo Grande Campo Grande 23078-000 42200550000102

Art Latex Ind e Com de Artefatos de Latex Ltda Estr Rio Sao Paulo 255 Campo Grande Campo Grande 21853480 31908825000132

Cloral Ind. de Produtos Químicos Ltda. Estr. do Pedregoso, 4000 Campo Grande Campo Grande 23078-450 42593855000113

Carreteiro Alimentos Ltda Avenida Brasil 51000 Campo Grande Campo Grande 23065480 02892934000100

Brasil Stone Ltda. Av. Brasil, 50.500 Campo Grande Campo Grande 23065-480 3952200000132

Delly Kosmetic Com. e Ind. Ltda. Estr. do Pedregoso, 3.229 Cpo. Grande Campo Grande 23078-450 1567613000178
  21 

Metal Sales Schlenk do Brasil Com. e Ind. de Metais Distrito Industrial


Ltda. Estr. do Pedregoso, 3129 Campo Grand Campo Grande 23078-450 42564351000175

Transnova Comercio Internacional Ltda Rua Jornalista Geraldo Roch Jardim America Realengo 21240080 06935991000180

Mitjavila do Brasil- Componentes Para Toldos,


Importaca Rua Jornalista Geraldo Roch Jardim America Realengo 21240080 03559301000148

V.34 Alimentos Ltda Me Rodovia Presidente Dutra 70 Jardim America Realengo 21240001 03452108000103

Natec Equipamentos Ltda. Av. Meriti, 4940 Jd. América Realengo 21241-730 30457311000145

Procosa Produtos de Beleza Ltda. Rod. Pres. Dutra, 2611 e 2671 Jd. América Realengo 21535-500 33306929000445

Filipac Industrial e Comercial Ltda. - Me Rua Monsaras, 19 Magalhães Bastos Realengo 21735-050 40392698000152

Thermadyne Victor Ltda. Av. Brasil, 13629 Parada de Lucas Realengo 21012-351 2580640000143

Setha Industria Eletronica Ltda Rua Alvaro de Macedo 134 Parada de Lucas Realengo 21250620 30316830000193

Diz Ferramentaria e Estamparia Ltda Avenida Brasil 16699 Parada de Lucas Realengo 21241051 73794158000154

Camargo Soares Industria e Comercio de Madeiras


Ltda Rua Bernerdo de Vasconcelos Realengo Realengo 21715252 07165462000108

Brasilcraft Comercio de Artefatos de Couro Ltda Estrada da Agua Branca 3826 Realengo Realengo 21720161 06088958000162

G. Moretti Confecção Ltda. Rua Nilópolis, 120 Realengo Realengo 21720-040 2900440000120

Vertical do Ponto Industria e Com de Para Quedas Ltda Av G Benedito da Silveira S V Militar Deodoro Realengo 21853480 36111755000100

Marleous Equipamentos Ltda. Rua Otranto 1097 Vigario Geral Realengo 21241090 32113664000153
  22 

Comercio e Industria Medifar Ltda Rua Gregorio de Matos Vigario Geral Realengo 21240670 34121970000167

Never Industria e Comercio Ltda Etr Vigario Geral 371 Vigario Geral Realengo 21241100 31199029000178

Jolimode Roupas S.A. Rua Fernandes da Cunha, 326 Vigário Geral Realengo 21241-300 33016494000151

Silimed-Silicone e Instr. Méd. Cirurg. e Hospitalares


Ltda. Rua Figueiredo Rocha, 374 Vigário Geral Realengo 21240-660 29503802000104

Distrito Industrial
Sicpa Brasil Ltda. Rua Echaponã, 328 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-150 42596973000185

M. A. T. Gomes Bazar Rua Lucio Cardoso 317 Paciencia Sta. Cruz 23580000 02039631000140

Lacca S/A Industria e Comercio de Moveis Av Cesario de Melo 11572 Paciencia Sta. Cruz 23585126 42300616000128

Manufatura Zona Oeste S.A. Rua Pistoia, 102 Paciência Sta. Cruz 23590-000 29708492000156

Liarte Metalquimica Ltda Rua Darcy Pereira 164 Santa Cruz Sta. Cruz 23565190 17750886000193

Siegwerk Brasil Industria de Tintas Ltda Rua Echapora 328 Santa Cruz Sta. Cruz 23565150 07495017000106

Avanti-Carpet Industria Textil Ltda. Rua Agai 1861 Santa Cruz Sta. Cruz 23065620 29471364000131

Casa da Moeda do Brasil Cmb Rua Rene Bittencourt 371 Santa Cruz Sta. Cruz 23565200 34164319000506

Gerdau Acos Longos S.A. Avenida Joao Xxiii 6.777 Santa Cruz Sta. Cruz 23560900 07358761000169

Pan-Americana S.A. Indústrias Químicas Rua Nelson da Silva, 288 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-160 50142223000323
  23 

Fábrica Carioca de Catalisadores S.A. Rua Nelson da Silva, 663 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-160 28944734000148

Valesul Alumínio S.A. Estr. Aterrado do Leme, 1225 Sta. Cruz Sta. Cruz 23579-900 42590364000119

Sociedade Marmífera Brasileira Ltda. Av. Brasil, 49527 Sta. Cruz Sta. Cruz 23065-480 33151630000116

Ecolab Química Ltda. Rua Nelson da Silva, 375 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-160 536772000223

Hazafer do Brasil Ind. e Com. Ltda. Rua Macapá, 273 Sta. Cruz Sta. Cruz 23550-260 33430463000142

Focal Engenharia e Manutencao Ltda Avenida Marechal Fontenelle Campo Dos Afonsos Realengo 21740001 02068570000300
Fonte: Secex/MIDC
  24 

QUADRO A.2
Zona Oeste: Empresas Importadoras (informações cadastrais)
RAZAO SOCIAL ENDERECO BAIRRO RA CEP CNPJ

Glass Temper Bazar e Vidracaria Ltda. Epp Rua da Chita 235 Bangu Bangu 00000 03622733000156

Rudel Ravasco Servicos Ltda Estrada Do Engenho 888 Bangu Bangu 21840000 02402487000164

Angio Vita Servicos Medicos Ltda Rua Silva Cardoso 711 Bangu Bangu 21810031 00724052000100

Redecine - Rio Cinematografica Ltda Rua Fonseca 240 Bangu Bangu 21820020 07524011000209

Tourall Tecnologia De Veiculos Eletricos Ltda Rua Teceloes 119 Bangu Bangu 21820130 05493923000146

Oilequip Produtos e Serviços Ltda. Av. Brasil, 33.050, Esq. C, Estr. do Gerici Bangu Bangu 21852-001 31639701000107

Falmec Do Brasil Industria E Comercio Sa Rua Araquem 333 Bangu Bangu 21853480 04747159000125

Vidraçaria Bangu Ltda. Rua Sul América, 1.878-A Bangu Bangu 21875-011 27938828000141

Dalbani Comercial De Tecidos Ltda - Epp Rua Francisco Real 862 Padre Miguel Bangu 21810042 74238064000242

Nargetec Industria E Comercio Ltda Estrada Sete Riachos 3213 Santissimo Bangu 23097710 31625361000157

Empresa Brasileira De Solda Eletrica S A Ebse Avenida Santa Cruz 10280 Santissio Bangu 23520243 33220880000160

Casa Publicadora das Assembleias de Deus Av.Brasil, 34401 Senador Camara Bangu 21852-002 33608332000102

Superpesa Industrial Ltda Avenida Brasil 42301 Campo Grande Campo Grande 23095700 30038152000144

Pietra-2003 Comercio Industria Importacao E


Exportacao Estrada Do Encanamento 511 Campo Grande Campo Grande 23060000 05961013000140

Technew Com. e Ind. Ltda. Epp Rua Mario Mendes, 435 Campo Grande Campo Grande 23013-530 31258478000140
  25 

Cloral Industria de Produtos Quimicos Ltda Est do Pedregoso 4000 Campo Grande Campo Grande 23078450 42593855000113

Fredvic Industria De Roupas Ltda Avenida Brasil 49389 Campo Grande Campo Grande 23065480 33883448000150

Amalu Industria E Comercio Ltda. Estrada Rio Do A 1104 Campo Grande Campo Grande 23080300 02645774000103

Brasil Stone Ltda. Av. Brasil, 50.500 Campo Grande Campo Grande 23065-480 3952200000132

Recouro Ltda. Ind. de Couro Reconstituído Av. Brasil, 50340 Campo Grande Campo Grande 23065-480 87193728000165

Sh Formas Andaimes E Escoramentos Ltda Avenida Brasil 45208 Campo Grande Campo Grande 23078001 42292292000395

Craft Engenharia Ltda Estrada Do Pedregoso 2689 Campo Grande Campo Grande 23078450 29513405000105

W W Ind e Com de Ferramentas e Pecas Plasticas Ltda


Me Est do Mendanha 576 Campo Grande Campo Grande 23097003 29926771000196

Refrigerantes Convencao Rio Ltda Avenida Brasil 44148 Campo Grande Campo Grande 23078001 28293066000136

Silbene Industria E Comercio Ltda Rua Coronel Agostinho 52 Campo Grande Campo Grande 23050360 33606435000133

Quaker Chemical Indústria e Comércio S.A. Av. Brasil, 44178 Campo Grande Campo Grande 23078-001 00999042000188

Sh Industria De Metalurgia E Servicos Ltda Rua Azhaury Mascarenhas 155 Campo Grande Campo Grande 23078520 07525932000105

Art Latex Ind. e Com. de Artefatos de Látex Ltda. Estr. Rio-São Paulo, 255 Campo Grande Campo Grande 21853-480 31908825000132

Dancor S.A. Ind. Mecânica Av. Brasil, 49.259 Campo Grande Campo Grande 23078-001 33561853000151

Vke 80 Industria E Comercio De Cosmeticos Ltda.Me Rua Sao Germano 80 Campo Grande Campo Grande 23080570 07649178000107

Inpal S.A. Indústrias Químicas Av. Brasil, 42.401 Campo Grande Campo Grande 23095-700 33413527000105

Plasser do Brasil Comercio Ind e Representacoes Ltda R Campo Grande 3050 Campo Grande Campo Grande 23085360 42284562000154
  26 

Giemac Mineração Ltda. Av. Brasil, 41432 Campo Grande Campo Grande 23095-700 28350304001099

Dime Ltda Estrada do Mendanha 1051 Campo Grande Campo Grande 00000 04938495000155

Vesúvios Refratários Ltda. Av. Brasil, 49550 Distr. Indl. de Palmares Campo Grande Campo Grande 23065-480 30511844000168

Carreteiro Alimentos Ltda Avenida Brasil 51000 Campo Grande Campo Grande 23065480 02892934000100

Cogumelo Ind. e Com. Ltda. Av. Brasil, 44879 Campo Grande Campo Grande 23078-000 42200550000102

Superpesa Cia De Transportes Especiais E Intermodais Avenida Brasil 42.301 Campo Grande Campo Grande 23095700 42415810000159

Carreteiro Alimentos Ltda. Av. Brasil, 51000 Campo Grande Campo Grande 23065-480 14109664000106

C M E Comercio De Maquinas E Equipamentos Ltda Avenida Brasil 38500 Campo Grande Campo Grande 23095700 32300758000131

Trade Box Importacao E Exportacao Ltda Avenida Cesario De Melo 3311 Campo Grande Campo Grande 23050101 06226873000101

Primus Processamento De Tubos Sa Protubo Rua Campo Grande 3760 Campo Grande Campo Grande 23063000 42416792000120

Zzbn Importacao e Exportacao Ltda Rua Coronel Agostinho 76 Campo Grande Campo Grande 00000 06168811000182

Delly Kosmetic Com. e Ind. Ltda. Estr. do Pedregoso, 3.229 Cpo. Grande Campo Grande 23078-450 1567613000178

Metal Sales Schlenk do Brasil Com. e Ind. de Metais Distrito Industrial


Ltda. Estr. do Pedregoso, 3129 Campo Grand Campo Grande 23078-450 42564351000175

Geomax Equipamentos Ltda. Rua Gen. Correa e Castro, 305 Jd. América Realengo 21240-030 33012253000134

Procosa Produtos de Beleza Ltda. Rod. Pres. Dutra, 2611 e 2671 Jd. América Realengo 21535-500 33306929000445

Manufatura Produtos King Ltda Estrada Gal Canrobert Da Co 9 Magalhaes Bastos Realengo 21710400 33479445000155

Emco Ike Industria e Comercio Ltda Rua Coruripe 475 Marechal Hermes Realengo 21550000 03278416000164
  27 

Creimex-Comercial Importacao E Exportacao Ltda Rua Aurelio Valporto 47 Marechal Hermes Realengo 21555560 68746346000177

Tussor Confeccoes Ltda Rua Mauro 150 Parada De Lucas Realengo 21241110 07681643000197

Thermadyne Victor Ltda. Av. Brasil, 13629 Parada de Lucas Realengo 21012-351 2580640000143

Flexopack Embalagens Ltda Avenida Brasil 13741 Parada de Lucas Realengo 21010000 30707749000134

Setha Ind. Eletrônica Ltda. Rua Álvaro de Macedo, 134/144 Parada de Lucas Realengo 21250-620 30316830000193

Terasaki Do Brasil Ltda Rua Cordovil 259 Parada De Lucas Realengo 21250450 42416784000183

Brasilcraft Comercio De Artefatos De Couro Ltda Estrada Da Agua Branca 3826 Realengo Realengo 21720161 06088958000162

Vertical Do Ponto Industria E Com De Para Quedas


Ltda Av G Benedito Da Silveira S/N V Militar Deodoro Realengo 21853480 36111755000100

Jolimode Roupas S A Rua Fernandes Da Cunha 326 Vigario Geral Realengo 21241300 33016494000151

Sulatlantica Importadora e Exportadora Ltda. Rua Furquim Mendes, 100 Vigario Geral Realengo 21241-340 33375692000101

Fornox Brasil Industria E Comercio Ltda Rua Otranto C/Entr/Supl/R.M 1 Vigario Geral Realengo 21241090 06038191000167

Manchester Distribuidora De Ferro E Aco Ltda Avenida Meriti 5230 Vigario Geral Realengo 21240732 36072635000141

Lys Electronic Ltda Rua Saturno 45 Vigario Geral Realengo 21241150 33469867000140

Marleous Equipamentos Ltda. Rua Otranto 1097 Vigario Geral Realengo 21241090 32113664000153

Qualyglass Industria e Comercio de Vidros Ltda Avenida Brasil 15846 Vigario Geral Realengo 21241050 07114732000151

Marfreis Industria E Comercio De Bolsas Ltda Rua Gregorio De Mattos 159 Vigario Geral Realengo 21240670 02357505000133

Porto De Mar Comercio De Generos Alimenticios Ltda Rua Martinica 41 Vigario Geral Realengo 21241081 02895077000100
  28 

Silimed-Silicone e Instr. Méd. Cirurg. e Hospitalares


Ltda. Rua Figueiredo Rocha, 374 Vigário Geral Realengo 21240-660 29503802000104

Happy Confecções Ltda. Rua Otranto, 1.322 Vigário Geral Realengo 21241-090 28227650000193

Distrito Industrial
Sicpa Brasil Ltda. Rua Echaponã, 328 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-150 42596973000185

Santa Cruz Melting S/A Estrada Urucania 1356 Paciencia Sta. Cruz 23580140 29978806000130

Lacca S/A Industria E Comercio De Moveis Av Cesario De Melo 11572 Paciencia Sta. Cruz 23585126 42300616000128

Manufatura Zona Oeste S.A. Rua Pistoia, 102 Paciência Sta. Cruz 23590-000 29708492000156

Ecoparts Com. e Ind. Ltda. Rua Pistóia, 102, Parte Paciência Sta. Cruz 23590-300 03577587000194

Gerdau Acos Longos S.A. Avenida Joao Xxiii 6.777 Santa Cruz Sta. Cruz 23560900 07358761000169

Avanti-Carpet Industria Textil Ltda. Rua Agai 1861 Santa Cruz Sta. Cruz 23065620 29471364000131

Siegwerk Brasil Industria De Tintas Ltda Rua Echapora 328 Santa Cruz Sta. Cruz 23565150 07495017000106

Thyssenkrupp Csa Companhia Siderurgica Avenida Joao Xxiii S/N Santa Cruz Sta. Cruz 23560352 07005330000208

Molecular Brasil Limitada Avenida Padre Guilherme Dec 2 Santa Cruz Sta. Cruz 23575000 03122996000287

Casa da Moeda do Brasil Cmb R Rene Bittencourt, 371 Santa Cruz Sta. Cruz 23565-200 34164319000506

Ecolab Química Ltda. Rua Nelson da Silva, 375 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-160 536772000223

Fábrica Carioca de Catalisadores S.A. Rua Nelson da Silva, 663 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-160 28944734000148

Liarte Metalquímica Ltda. Rua Darcy Pereira, 164 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-190 17750886000193

Hazafer do Brasil Ind. e Com. Ltda. Rua Macapá, 273 Sta. Cruz Sta. Cruz 23550-260 33430463000142
  29 

Pan-Americana S.A. Indústrias Químicas Rua Nelson da Silva, 288 Sta. Cruz Sta. Cruz 23565-160 50142223000323

Valesul Alumínio S.A. Estr. Aterrado do Leme, 1225 Sta. Cruz Sta. Cruz 23579-900 42590364000119
Fonte: Secex/MIDC
  30 

QUADRO A.3
Zona Oeste: estabelecimentos exportadores e importadores por RA, segundo o tamanho
Exportação Importação Exportação Importação
(no. de estabelecimentos) (no. de estabelecimentos) (em %) (em %)
RA 2005 2006 2007 2005 2006 2007 2005 2006 2007 2005 2006 2007

Bangu 4 4 4 7 7 9 8.9 8,0 8,3 13 10,4 12,9

Micro 2 1 2 - - 2 4.5 2,0 4,2 - - 2,9

Pequena 1 1 1 3 4 4 2.2 2,0 2,1 5,6 6 5,7

Especial - - - 1 1 1 - - - 1,9 1,5 1,4

Média 1 1 1 3 1 1 2.2 2,0 2,1 5,6 1,5 1,4

Grande - 1 - - 1 1 - 2,0 - - 1,5 1,4

Demais - - - - - - - - - - - -

Campo Grande 16 17 18 21 25 27 35.6 34,0 37,5 38,9 37,3 38,6

Micro 2 2 2 2 - 2 4.5 4,0 4,2 3,8 - 2,9

Pequena 4 7 7 5 11 9 8.9 14,0 14,6 9.3 16,4 12,9

Especial 2 2 2 1 1 1 4.5 4,0 4,2 1,9 1,5 1,4

Média 8 6 6 11 10 11 17.8 12,0 12,5 20,4 14,9 15,7

Grande - - 1 2 3 4 - - 2,1 3,8 4,5 5,7

Demais - - - - - - - - - - - -

Realengo 13 16 14 14 20 19 28.9 32,0 29,2 25,9 29,9 27,1

Micro 1 - - 2 3 2 2.2 - - 3,8 4,5 2,9

Pequena 7 9 7 4 6 5 15,6 18,0 14,6 7,4 9 7,1

Especial - - - 1 2 3 - - - 1,9 3 4,3

Média 2 4 4 4 6 6 4.5 8,0 8,3 7,4 9 8,6


  31 

Grande 3 3 3 3 3 3 6,7 6,0 6,3 5,6 3 4,3

Demais - - - - - - - - - - - -

Sta. Cruz 12 13 12 12 15 15 26.7 26,0 25 22,2 22,4 21,4

Micro 1 1 1 - - 1 2.2 2,0 2,1 - - 1,4

Pequena 1 - 1 1 2 2 2.2 - 2,1 1,9 3 2,9

Especial 1 1 1 - 2 2 2.2 2,0 2,1 - 3 2,9

Média 6 8 6 8 8 7 13,3 16,0 12,5 14,8 11,9 10,0

Grande 3 3 3 3 3 3 6,7 6,0 6,3 5,6 4,5 4,3

Demais - - - - - - - - - - - -

Total 45 50 48 54 67 70 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0


Fonte: Secex/MIDC
  32 

QUADRO A.4
Zona Oeste: exportação e importação por RA, segundo o tamanho
Exportação Importação Exportação Importação
(US$milhões) (US$milhões) (em %) (em %)
RA 2005 2006 2007 2005 2006 2007 2005 2006 2007 2005 2006 2007

Bangu 0,0 0,7 0,7 1,8 1,9 3,5 0,0 0,1 0,1 1,1 0,7 1.3

Micro 0,0 0,0 0,0 - - 0,1 0,0 0,0 0,0 - - 0,0

Pequena 0,0 0,0 0,0 0,1 0,6 1,2 0,0 0,0 0,0 0,1 0,2 0,4

Especial - - - 1,1 1,2 1,6 - - - 0,7 0,4 0,6

Média 0,0 0,1 0,6 0,6 0,1 0,1 0,0 0,0 0,1 0,4 0,0 0,0

Grande - 0,5 - - 0,0 0,4 - 0,1 - - 0,0 0,1

Demais - - - - - - - - - - - -

Campo Grande 25,1 28,2 28,2 56,4 80,5 89,5 11,2 4,5 4,2 35,6 29,6 33,2

Micro 0,0 0,0 0,0 0,0 - 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 - 0,0

Pequena 0,5 1,5 1,7 0,8 1,2 1,4 0,2 0,3 0,3 0,5 0,4 0,5

Especial 9,1 12,7 11,6 2,0 1,8 3,3 4,0 2,0 1,7 1,3 0,7 1,2

Média 15,5 14,1 14,9 40,5 62,0 66,0 6,9 2,3 2,2 25,6 22,8 24,5

Grande - - 0,0 13,1 15,6 18,8 - - 0,0 8,3 5,7 7,0

Demais - - - - - - - - - - - -

Realengo 41,3 44,7 66,3 39,7 38,6 52,2 18,3 7,2 9,9 25,0 14,2 19,4

Micro 0,0 - - 0,1 0,1 0,0 0,0 - - 0,1 0,0 0,0

Pequena 0,9 2,3 2,5 2,2 1,5 1,3 0,4 0,4 0,4 1,4 0,6 0,5

Especial - - - 11,6 12,8 17,2 - - - 7,3 4,7 6,4

Média 19,0 16,6 15,1 5,9 4,9 6,4 8,4 2.7 2,3 3,7 1,8 2,4
  33 

Grande 21,3 25,8 48,7 19,9 19,3 27,2 9,4 4,1 7,3 12,6 7,1 10,1

Demais - - - - - - - - - - - -

Sta. Cruz 159,3 552,8 575,4 60,6 151,1 124,0 70,9 88,3 85,8 38,2 55,5 46,1

Micro 0,0 0,0 0,0 - - 0,0 0,0 0,0 0,0 - - 0,0

Pequena 0,1 - 0,0 0,2 0,7 1,4 0,0 - 0,0 0,1 0,3 0,5

Especial 1,4 2,0 2,4 - 3,6 11,9 0,6 0,3 0,4 - 1,3 4,4

Média 16,5 20,5 18,1 22,3 20,4 29,4 7,3 3,3 2,7 14,1 7,5 10,9

Grande 141,3 530,3 554,9 38,2 126,4 81,3 62,6 84,7 82,7 24,1 46,5 30,2

Demais - - - - - - - - - - - -

total 225,7 626,3 670,7 158,5 272,1 269,2 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Fonte: Secex/MIDC
  34 

QUADRO A.5
Zona Oeste: exportação e importação das distintas RAs, segundo o setor de atividade
Exportação Importação Exportação Importação
(US$milhões) (US$milhões) (em %) (em %)
RA 2005 2006 2007 2005 2006 2007 2005 2006 2007 2005 2006 2007

Bangu 0,0 0,7 0,7 1,8 1,9 3,5 0,0 0,1 0,1 1,1 0,7 1,3

Agricultura - - - - - - - - - - - -

Comércio 0,0 0,0 0,0 1,2 1,4 2,5 0,0 0,0 0,0 0,8 0,5 0,9

Serviços - - - - - - - - - - - -

Indústria 0,0 0,7 0,6 0,6 0,3 0,7 0,0 0,1 0,1 0,4 0,1 0,3

Cons. Civil 0,0 0,0 0,0 0,0 0,3 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1

Demais - - - - - 0,1 - - - - - 0,0

Campo Grande 25,1 28,2 28,2 56,4 80,5 89,5 11,1 4,5 4,2 35,6 29,6 33,2

Agricultura - - - - - - - - - - - -

Comércio 0,0 - 0,0 13,1 15,3 17,3 0,0 - 0,0 8,3 5,6 6,4

Serviços - - - - 0,3 0,1 - - - - 0,1 0,0

Indústria 25,1 28,2 28,2 43,2 64,6 70,5 11,1 4,5 4,2 27,3 23,7 26,2

Cons. Civil - - - 0,1 0,4 1,6 - - - 0,1 0,1 0,6

Demais - - - - - - - - - - - -

Realengo 41,3 44,7 66,3 39,7 38,6 52,2 18,3 7,1 9,9 25,0 14,2 19,4

Agricultura - - - - - - - - - - - -

Comércio 0,1 0,6 0,8 12,7 12,8 16,0 0,0 0,1 0,1 8,0 4,7 5,9

Serviços - 0,1 0,0 - - - - 0,0 0,0 - - -


Indústria
  35 

41,0 44,0 65,5 27,0 25,7 36,2 18,2 7,0 9,8 17,0 9,4 13,4

Cons. Civil 0,2 - - - - - 0,1 - - - - -

Demais - - - - - - - - - - - -

Sta. Cruz 159,3 552,8 575,4 60,6 151,1 124,0 70,6 88,3 85,6 38,2 55,5 46,1

Agricultura - - - - - - - - - - - -

Comércio 0,0 0,0 0,0 - - - 0,0 0,0 0,0 - - -

Serviços - - - - - - - - - - - -

Indústria 159,3 552,8 575,4 60,6 151,1 124,0 70,6 88,3 85,6 38,2 55,5 124,0

Cons. Civil - - - - - 0,0 - - - - - 0,0

Demais - - - - - - - - - - - -

Total 225,7 626,3 670,7 158,5 272,1 269,2 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Fonte: Secex/MIDC
  36 

QUADRO A.6
Zona Oeste: exportações das distintas RAs, ordenadas segundo o setor CNA2 (US$milhões)
Bangu Média Campo Grande Média Realengo Média Sta. Cruz Média
2005-2007 2005-2007 2005-2007 2005-2007
Edição, impressão e Fabricação de produtos de Fabricação de produtos
reprodução de gravações 0,26 minerais não-metálicos 15,81 químicos 31,79 Metalurgia básica 407,28
Fabricação de equipamentos
de instrumentação médico-
hospitalares, instrumentos de
precisão e ópticos,
equipamentos para
Fabricação de produtos automação industrial, Fabricação de produtos
Metalurgia básica 0,17 químicos 7,15 cronômetros e relógios 13,14 químicos 16,69

Preparação de couros e
Comércio varejista e fabricação de artefatos de
reparação de objetos couro, artigos de viagem e Fabricação de máquinas e Fabricação de produtos de
pessoais e domésticos 0,01 calçados 1,99 equipamentos 4,74 minerais não-metálicos 1,91

Atividades anexas e
auxiliares do transporte e Extração de minerais não- Comércio por atacado e Edição, impressão e
agências de viagem 0,01 metálicos 1,00 intermediários do comércio 0,49 reprodução de gravações 1,58

Confecção de artigos do Confecção de artigos do Fabricação de produtos


vestuário e acessórios 0,64 vestuário e acessórios 0,32 alimentícios e bebidas 0,84
  37 

Preparação de couros e
Fabricação de produtos de fabricação de artefatos de Fabricação e montagem de
metal - exclusive máquinas e couro, artigos de viagem e veículos automotores,
equipamentos 0,36 calçados 0,13 reboques e carrocerias 0,79

Fabricação de artigos de Serviços prestados Fabricação de móveis e


borracha e plástico 0,11 principalmente às empresas 0,06 indústrias diversas 0,05

Metalurgia básica 0,10 Construção 0,03

Fabricação de material
Comércio varejista e eletrônico e de aparelhos e
reparação de objetos pessoais equipamentos de
e domésticos 0,01 comunicações 0,03
Fabricação de produtos de
metal - exclusive máquinas e
equipamentos 0,02
Fabricação de produtos têxteis 0,01
Comércio varejista e
reparação de objetos pessoais
e domésticos 0,01
Sub-total 0,45 27,17 50,77 429,14

Total 507,53

% de participação de cada
região 0,09 5,35 10,00 84,55
Fonte: Secex/MIDC
  38 

QUADRO A.7
Zona Oeste: importações das distintas RAs, ordenadas segundo o setor CNA2 (US$milhões)

Bangu Média Campo Grande Média Realengo Média Sta. Cruz Média
2005-2007 2005-2007 2005-2007

Comércio varejista e
reparação de objetos Fabricação de produtos Fabricação de produtos
pessoais e domésticos 1,67 químicos 43,77 químicos 21,77 Metalurgia básica 80,34

Comércio por atacado e Comércio por atacado e Fabricação de produtos


Metalurgia básica 0,22 intermediários do comércio 15,23 intermediários do comércio 13,84 químicos 23,72
Fabricação de equipamentos
de instrumentação médico-
hospitalares, instrumentos de
precisão e ópticos,
equipamentos para
Edição, impressão e Fabricação de produtos de automação industrial, Edição, impressão e
reprodução de gravações 0,16 minerais não-metálicos 12,82 cronômetros e relógios 4,14 reprodução de gravações 5,54

Fabricação de máquinas e Fabricação de artigos de Fabricação de máquinas e Fabricação de produtos


equipamentos 0,15 borracha e plástico 1,35 equipamentos 1,43 têxteis 1,62

Preparação de couros e Fabricação de material


fabricação de artefatos de eletrônico e de aparelhos e Fabricação e montagem de
couro, artigos de viagem e equipamentos de veículos automotores,
Saúde e serviços sociais 0,10 calçados 0,64 comunicações 0,99 reboques e carrocerias 0,33
  39 

Aluguel de veículos, máquinas


e equipamentos sem
Atividades anexas e condutores ou operadores e
auxiliares do transporte e de objetos pessoais e Fabricação de máquinas, Fabricação de produtos
agências de viagem 0,05 domésticos 0,60 aparelhos e materiais elétricos 0,41 alimentícios e bebidas 0,30

Fabricação de produtos de
Atividades recreativas, metal - exclusive máquinas e Confecção de artigos do Fabricação de móveis e
culturais e desportivas 0,03 equipamentos 0,33 vestuário e acessórios 0,38 indústrias diversas 0,05

Fabricação de produtos
Não classificadas 0,02 alimentícios e bebidas 0,25 Fabricação de produtos têxteis 0,27

Preparação de couros e
fabricação de artefatos de
Comércio por atacado e Fabricação de máquinas e couro, artigos de viagem e
intermediários do comércio 0,01 equipamentos 0,13 calçados 0,20
Fabricação de produtos de
metal - exclusive máquinas Fabricação de produtos de
e equipamentos 0,01 Construção 0,13 minerais não-metálicos 0,02

Metalurgia básica 0,10


  40 

Atividades anexas e auxiliares


do transporte e agências de
viagem 0,10
Sub-total 2,41 75,44 43,46 111,90

Total 233,21

% de participação de cada
região 1,03 32,35 18,64 47,98
Fonte: Secex/MIDC
  41 

QUADRO A.8
Empresas Exportadoras e Produtos Sistema Harmonizado (NCM a 6 dígitos)
Produto
Nome da empresa SH Website
Consuldent Equipamentos Medico-
Odontologicos Ltda
Outros agentes de apresto ou acabamento,
Rudel Ravasco Servicos Ltda aceleradores de tingimento ou de fixação e outros www.rudelravasco.com.br
380991 produtos para a indústria têxtil ou indústrias similares
350790 Outras enzimas preparadas
Outras preparações tensoativas e preparações para
340290 lavagem e limpeza
283911 Metassilicatos de sódio
Outras matérias minerais naturais ativadas; negros
380290 de origem animal

291570 Ácidos palmítico, ácido esteárico, seus sais e ésteres


380910 Preparações à base de matérias amiláceas
320414 Corantes diretos e suas preparações
Outras matérias corantes orgânicas sintéticas e suas
320419 preparações
282739 Outros cloretos
282731 Cloreto de magnésio

Casa Publicadora Das www.cpad.com.br


Assembleias de Deus 490199 Outros livros, brochuras e impressos semelhantes
Outros jornais e publicações periódicas ou
490290 impressos, mesmo ilustrados
Obras cartográficas, impressas sob a forma de livros
490591 ou brochuras
Impressos publicitários, catálogos comerciais e
491110 semelhantes
  42 

852340 Suportes ópticos, para gravação e reprodução


Outros suportes para gravação de som ou
852380 semelhantes
491199 Outros impressos
Livros de registro, de contabilidade, blocos de notas,
482010 agendas e artigos semelhantes
Outras máquinas e aparelhos de escritório,
847290 máquinas para uso bancário e semelhantes
Discos, fitas e outros suportes magnéticos para
852329 gravação
Outros artigos de papel ou cartão, para escritório ou
482090 papelaria
490599 Outros obras cartográficas, impressas
847170 Unidades de memória
Instrumentos musicais de percussão (tambores,
Ivsom Instrumentos Musicais Ltda 920600 caixas, xilofones, pratos, castanholas e maracas)
Reservatório, tonéis, cubas e recipientes
Empresa Brasileira de Solda semelhantes, de ferro fundido, ferro ou aço, de
730900 www.ebse.com.br
Elétrica S.A. - Ebse capacidade > 300 litros, sem dispoditivos mecânicos
nem térmicos
Grafica Irmaos Leal Ltda
Maiôs e biquínis, de banho, exceto de malha, de uso
Long Beach Confeccoes Ltda Me 621112 feminino
392321 Sacos, bolsas, cartuchos, de polímeros de etileno
Livros, brochuras, impressos semelhantes, em folhas
490110 soltas, mesmo dobradas
Bolsas, mesmo com tiracolo ou sem alças, com a
420222 superfície exterior de plástico ou de matérias têxteis
621120 Macacões e conjuntos, de esqui, exceto de malha
Calças, jardineiras, bermudas e shorts, de fibras
620463 sintéticas, de uso feminino
Shorts e sungas, de banho, exceto de malha, de uso
621111 masculino
  43 

Calças, jardineiras, bermudas e shorts, de fibras


620343 sintéticas, de uso masculino
620442 Vestidos de algodão, de uso feminino
Corpetes, calcinhas, penhoares e artefatos
620892 semelhantes, de fibras sintéticas ou artificiais
Impressos publicitários, catálogos comerciais e
491110 semelhantes
620443 Vestidos de fibras sintéticas, de uso feminino
Camisas, blusas, blusas chemisiers, de fibras
620640 sintéticas ou artificiais, de uso feminino
Calças, jardineiras, bermudas e shorts, de malha, de
610462 algodão, de uso feminino
Camisas, blusas, blusas chemisier, de malha, de
610620 fibras sintéticas ou artificiais, de uso feminino
Fredvic Ind. de Roupas Ltda. 620520 Camisas de algodão, de uso masculino www.fredvic.com.br
Camisas, blusas, blusas chemisiers, de algodão, de
620630 uso feminino
Tortas e outros resíduos sólidos da extração do óleo
230400 de soja
Concentrados de proteínas e substâncias protéicas
210610 texturizadas
Camisas de outras matérias têxteis, de uso
620590 masculino
Camisas, blusas, blusas chemisiers, de outras
620690 matérias têxteis, de uso feminino
620449 Vestidos de outras matérias têxteis, de uso feminino
Saias e saias-calças, de outras matérias têxteis, de
620459 uso femini
Nucon - Rio Comercial e
Distribuidora Ltda
Granito, talhado ou serrado, de superfície plana ou www.giemac.com.br
Giemac Mineração Ltda. 680223 lisa
  44 

Granito, cortado em blocos ou placas de forma


251612 quadrada ou retangular
680293 Granitos trabalhados de outro modo e suas obras
Outros produtos cerâmicos refratários, contendo em
Vesúvios Refratários Ltda. 690320 peso > 50% de alumina ou alumina e sílica
Tijolos, placas, ladrilhos e peças cerâmicas
semelhantes, para construção, refratários, contendo
> 50% em peso de alumina e/ou sílica, ou de uma
690220 mistura destes produtos
690390 Outros produtos cerâmicos refratários
Partes de conversores, lingoteiras e máquinas de
845490 vazar, para metalurgia, aciaria ou fundição
Máquinas de vazar (moldar), para metalurgia, aciaria
845430 ou fundição
Outros tijolos, placas, ladrilhos e peças cerâmicas,
690290 para construção, refratários
Outras obras forjadas ou estampadas, de ferro ou
732619 aço
Obras de grafita ou de outros carbonos, para usos
681510 não elétricos
Cimentos, argamassas, concretos e composições
381600 semelhantes, refratários
Motores hidráulicos, de movimento retilíneo
841221 (cilindros)
Outros mós de diamante natural ou sintético,
680421 aglomerado
732020 Molas helicoidais de ferro ou aço
Lãs de escórias de altos-fornos, de outras escórias,
lã de rocha e lãs minerais semelhantes, mesmo
680610 misturadas entre si, em massa, em folhas ou rolos
Calendários impressos, inclusive blocos-calendário
491000 para desfolhar
681490 Outras obras de mica trabalhada
  45 

Outros produtos e preparações das indústrias


químicas e conexas não incluídos em outras www.technewindustria.com.br
Technew Com. e Ind. Ltda. Epp 382490 posições
901849 Outros instrumentos e aparelhos para odontologia
Categutes esterilizados e materiais esterilizados
semelhantes para suturas cirúrgicas; laminárias
esterilizadas, hemostáticos absorvíveis esterilizados,
barreiras antiaderentes esterilizadas, para cirugia ou
300610 odontologia.
Cimentos e outros produtos para obturação dentária
300640 e para reconstituição óssea
Pastas para modelar, ceras para dentistas e outras
340700 composições para dentistas à base de gesso
Outras pedras preciosas ou semipreciosas,
710399 trabalhadas de outro modo
330690 Outras preparações para higiene bucal ou dentária
391000 Silicones, em formas primárias
Outras obras de plásticos e obras de outras matérias
392690 das posições 39.01 a 39.04
381519 Outros catalisadores em suporte
Pincéis e escovas para artistas, pincéis de escrever
e semelhantes para aplicação de produtos
960330 cosméticos
761699 Outras obras de alumínio
Artigos e aparelhos ortopédicos ou para fraturas,
902110 inclusive partes e acessórios
Outros instrumentos e aparelhos para medicina,
901890 cirurgia ou veterinária
Outras preparações químicas (fixadores,
reveladores) para usos fotográficos, exceto vernizes,
colas ou adesivos, dosados ou acondicionados para
370790 venda a retalho
  46 

Sh Industria de Metalurgia e Material para andaimes, armações e escoramentos,


Servicos Ltda 730840 de ferro fundido, ferro ou aço
Outros artefatos para apetrechamento de
392590 construções, de plásticos
Outros, chapas, barras, tubos e semelhantes, de
761090 alumínio, para construções
Quaker Chemical Industria e Agentes orgânicos de superfície, não iônicos, www.quakerchem.com
Comercio Ltda 340213 mesmo acondicionados para venda a retalho
Outras preparações contendo óleos de petróleo ou
340319 de minerais betuminosos
Outros ácidos monocarboxílicos acíclicos saturados,
seus anidridos, peróxidos e perácidos e seus
291590 derivados
Outros óleos de petróleo ou de minerais
271019 betuminosos e preparações, exceto desperdícios
Outras preparações tensoativas e preparações para
340290 lavagem e limpeza
Outros ácidos policarboxílicos acíclicos, seus
anidridos, halogenetos, peróxidos, perácidos e seus
291719 derivados
390720 Outros poliéteres, em formas primárias
C. A. Wille Industria e Comercio de
Roupas 620449 Vestidos de outras matérias têxteis, de uso feminino
Saias e saias-calças, de outras matérias têxteis, de
620459 uso feminino
Camisas, blusas, blusas chemisiers, de outras
620690 matérias têxteis, de uso feminino
Camisetas (t-shirts) e camisetas interiores, de malha,
610910 de algodão
Saias e saias-calças, de fibras sintéticas, de uso
620453 feminino
630720 Cintos e coletes salva-vidas
  47 

Camisas, blusas, blusas chemisiers, de fibras


620640 sintéticas ou artificiais, de uso feminino
Camisas, blusas, blusas chemisiers, de algodão, de
620630 uso feminino
620442 Vestidos de algodão, de uso feminino
Calças, jardineiras, bermudas e shorts, de algodão,
620462 de uso feminino
621710 Outros acessórios de vestuário, confeccionados
Outros mantôs, anoraques e semelhantes, de
620292 algodão, de uso feminino
Outros mantôs, anoraques e semelhantes, de outras
620299 matérias têxteis, de uso feminino
Tailleurs (fatos de saia-casaco), de outras matérias
620419 têxteis, de uso feminino
Saias e saias-calças, de malha, de outras matérias
610459 têxteis, de uso feminino

Artesanato Lameirao Pequeno Ltda 711790 Outras bijuterias


Chapéus e outros artefatos de uso semelhante,
650400 entrançados por tiras, de qualquer matéria
Outras obras de pedras ou de outras matérias
681599 minerais
Outras obras de pedras preciosas ou semipreciosas,
711620 ou de pedras sintéticas ou reconstituídas
Artefatos de joalharia, de metais comuns folheados
711320 ou chapeados de metais preciosos - jóias
Artigos do tipo dos normalmente levados nos bolsos
ou bolsas, com a superfície exterior de outras
420239 matérias
Agarbate e outras preparações odoríferas que atuem
330741 por combustão
441900 Artefatos de madeira, para mesa ou cozinha
  48 

711719 Outras bijuterias de metais comuns


Bolsas, mesmo com tiracolo ou sem alças, com a
420222 superfície exterior de plástico ou de matérias têxteis
Outros tapetes e revestimentos para pavimentos, de
570500 matérias têxteis
Recouro Ind. de Couro Couro reconstituído, à base de couro ou de fibras de www.recouro.com.br
Reconstituído Ltda 411510 couro, em placas, folhas ou tiras, mesmo enroladas
Outras escovas que constituam partes de máquinas,
960350 aparelhos ou de veículos
Outros agentes de apresto ou acabamento,
aceleradores de tingimento ou de fixação e outros
380991 produtos para a indústria têxtil ou indústrias similares
M.M.Relax Acessorios Ltda
Primus Processamento de Tubos Outros acessórios para soldar topo a topo, de ferro www.protubo.com.br
S.A. Protubo 730793 fundido, ferro ou aço
Superpesa Industrial Ltda 848350 Volantes e polias, incluídas as cadernais
Outras obras de plásticos e obras de outras matérias www.cogumelo.com.br
Cogumelo Ind. e Com. Ltda. 392690 das posições 39.01 a 39.04
Outros artefatos para apetrechamento de
392590 construções, de plásticos
761699 Outras obras de alumínio
701931 Esteiras (mats) de fibras de vidro, não tecidos
Moldes para moldagem de borracha ou plásticos, por
848071 injeção ou compressão
Outros ácidos monocarboxílicos acíclicos saturados,
seus anidridos, peróxidos e perácidos e seus
291590 derivados
  49 

Triciclos, patinetes, carros de pedais e outros


brinquedos semelhantes de rodas; carrinhos para
bonecos; bonecos; outros brinquedos; modelos http://www.artlatex.com.br
reduzidos e modelos semelhantes para divertimento,
Art Latex Ind e Com de Artefatos mesmo animados; quebra-cabeças (“puzzles”) de
de Latex Ltda 950300 qualquer tipo.
Cloral Ind. de Produtos Químicos www.cloral.com.br
Ltda. 282732 Cloreto de alumínio
Feijão comum, seco, em grão, mesmo pelado ou
Carreteiro Alimentos Ltda 71333 partido
100620 Arroz (cargo ou castanho), descascado
Brasil Stone Ltda. 680293 Granitos trabalhados de outro modo e suas obras www.brasilstone.com

www.alfaparf.com
Delly Kosmetic Com. e Ind. Ltda. 330590 Outras preparações capilares
330510 Xampus para os cabelos
Peróxido de hidrogênio (água oxigenada), mesmo
284700 solidificado com uréia
Impressos publicitários, catálogos comerciais e
491110 semelhantes
Preparações para ondulação ou alisamento
330520 permanentes dos cabelos
841939 Outros secadores
Partes de aparelhos e dispositivos para tratamento
de matérias por meio de operações que impliquem
841990 mudança de temperatura
Vestuário e seus acessórios, inclusive luvas, mitenes
392620 e semelhantes, de plásticos
Outros artigos de higiene ou de toucador, de
392490 plásticos
290519 Outros monoálcoois saturados
Roupas de toucador ou de cozinha, de tecidos
630260 atoalhados, de algodão
  50 

481940 Outros sacos, bolsas e cartuchos, de papel ou cartão


491191 Estampas, gravuras e fotografias
Pincéis e escovas para artistas, pincéis de escrever
e semelhantes para aplicação de produtos
960330 cosméticos
Bolsas, mesmo com tiracolo ou sem alças, com a
420222 superfície exterior de plástico ou de matérias têxteis
Metal Sales Schlenk do Brasil
Com. e Ind. de Metais Ltda. 760320 Pós de estrutura lamelar; escamas, de alumínio
Transnova Comercio Internacional
Ltda 481390 Outros papéis para cigarros
Outros papéis, cartões, pasta de celulose e mantas
de fibras de celulose, cortados em forma própria, e
482390 suas obras
940360 Outros móveis de madeira
Quadros, pinturas e desenhos, feitos inteiramente à
970110 mão
Maiôs e biquínis, de banho, de malha, de fibras
611241 sintéticas, de uso feminino
Esquis aquáticos e outros equipamentos para prática
950629 de esportes aquáticos
Louças, outros artigos de uso da espécie doméstica
e de higiene ou de toucador, de cerâmica, exceto de
691200 porcelana
Sucos de outras frutas ou de produtos hortícolas,
200980 não fermentados
701322 Copos com pé, de cristal de chumbo
Calçados de borracha ou plástico, com parte
superior em tiras ou correias, com saliências
640220 (espigões) que se encaixam na sola - sapatos
Calças, jardineiras, bermudas e shorts, de fibras
620343 sintéticas, de uso masculino
  51 

Artigos e equipamentos para outros esportes ou


950699 jogos ao ar livre; piscinas, incluídas as infantis
620520 Camisas de algodão, de uso masculino
Outros artefatos de uso doméstico e suas partes, de
732393 aços inoxidáveis
340600 Velas, pavios, círios e artigos semelhantes

Mitjavila do Brasil- Componentes


Para Toldos, Importaca

Cairo (fibras de coco), abacá (cânhamo-de-manilha


ou Musa textilis Nee), rami e outras fibras têxteis
vegetais não especificadas nem compreendidas
noutras posições, em bruto ou trabalhados, mas não
fiados; estopas e desperdícios destas fibras
V.34 Alimentos Ltda Me 530500 (incluídos
Outras máquinas e aparelhos mecânicos com função www.natec.com.br
Natec Equipamentos Ltda. 847989 própria
843110 Partes das máquinas e aparelhos da posição 8425
Outros aparelhos elevadores ou transportadores, de
842839 ação contínua, para mercadorias
www.loreal.com.br
Procosa Produtos de Beleza Ltda. 330590 Outras preparações capilares
Outros produtos de beleza ou de maquilagem
330499 preparados
330510 Xampus para os cabelos
330720 Desodorantes corporais e antiperspirantes
Preparações para ondulação ou alisamento
330520 permanentes dos cabelos
Sabões, produtos ou preparações tensoativos de
340111 toucador, incluídos os de uso medicinal
Outros politerpenos, polissulfetos, polissulfonas, em
391190 formas primárias
  52 

Caixas e cartonagens, dobráveis, de papel ou cartão,


481920 não ondulados
340120 Sabões sob outras formas
Outras misturas de substâncias odoríferas utilizadas
330290 como matéria básica para a indústria
Rolhas, tampas, cápsulas e outros dispositivos para
392350 fechar recipientes, de plástico
Recipientes tubulares, flexíveis, de alumínio, de
capacidade <= 300 litros, sem dispositivos
761210 mecânicos ou térmicos
Agentes orgânicos de superfície, não iônicos,
340213 mesmo acondicionados para venda a retalho
Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhantes, de
392330 plásticos
481940 Outros sacos, bolsas e cartuchos, de papel ou cartão
Filipac Industrial e Comercial Ltda. Outras máquinas e aparelhos para empacotar ou
- Me 842240 embalar mercadorias
842290 Partes de máquinas e aparelhos da posição 8422
760519 Outros fios de alumínio não ligado
Outras máquinas e aparelhos a gás, para têmpera www.thermadyne.com.br
Thermadyne Victor Ltda. 846820 superficial
Partes de máquinas e aparelhos para soldar e de
846890 máquinas e aparelhos a gás para têmpera superficial
848110 Válvulas redutoras de pressão
846810 Maçaricos de uso manual
Torneiras e outros dispositivos semelhantes para
canalizações, caldeiras, reservatórios, cubas e
848180 outros recipientes
Aparelhos de ozonoterapia, de oxigenoterapia, de
901920 aerossolterapia e outros de terapia respiratória
Partes de válvulas, torneiras e outros dispositivos
848190 semelhantes
  53 

Instrumentos e aparelhos para medida ou controle


902620 da pressão dos líquidos ou gases
Tubos flexíveis de ferro ou aço, mesmo com
830710 acessórios
Micrômetros, paquímetros; calibres e semelhantes
(instrumentos de medida de distância, de uso
901730 manual)
741220 Acessórios para tubos de ligas de cobre
Arruelas de pressão e de segurança, não roscadas,
731821 de ferro fundido, ferro ou aço
848130 Válvulas de retenção
Outros artefatos de vidro, para laboratório, higiene e
701790 farmácia
830790 Tubos flexíveis de outros metais comuns
Alto-falante único montado no seu próprio
www.sethaeletronica.com.br
Setha Industria Eletronica Ltda 851821 receptáculo
Diz Ferramentaria e Estamparia Partes e acessórios para contadores de gases,
Ltda 902890 líquidos ou de eletricidade
Camargo Soares Industria e
Comercio de Madeiras Ltda
Bolsas, mesmo com tiracolo ou sem alças, com a
Brasilcraft Comercio de Artefatos superfície exterior de couro natural, reconstituído ou
de Couro Ltda 420221 envernizado
Bolsas, mesmo com tiracolo ou sem alças, com a
420222 superfície exterior de plástico ou de matérias têxteis
Artigos do tipo dos normalmente levados nos bolsos
ou bolsas, com a superfície exterior de couro natural,
420231 reconstituído ou envernizado
Artigos do tipo dos normalmente levados nos bolsos
ou bolsas, com a superfície exterior de folhas de
420232 plástico ou de matérias têxteis
  54 

Malas, maletas, pastas e artefatos semelhantes, com


a superfície exterior de plástico ou de matérias
420212 têxteis
Cintos, cinturões, bandoleiras ou talabartes de couro
420330 natural ou reconstituído
Malas, maletas, pastas e artefatos semelhantes, com
a superfície exterior de couro natural ou reconstituído
420211 ou de couro envernizado
Outros calçados com solas exteriores de borracha ou
640590 plástico - sapatos
711719 Outras bijuterias de metais comuns
Artefatos de ourivesaria e suas partes, de outros
metais preciosos, mesmo revestidos, folheados ou
711419 chapeados de metais preciosos - jóias
Outros fechos, fivelas e artefatos semelhantes, de
830890 metais comuns, para vestuário, calçados, bolsas
Maiôs e biquínis, de banho, de malha, de fibras
G. Moretti Confecção Ltda. 611241 sintéticas, de uso feminino
Abrigos (fatos de treino) para esporte e outro
vestuário não classificado em outra parte, de outras
621149 matérias têxteis, de uso feminino
Outro vestuário de malha, de fibras sintéticas ou
611430 artificiais
Vestidos de malha, de fibras sintéticas, de uso
610443 feminino
Calças, jardineiras, bermudas e shorts, de malha, de
610463 fibras sintéticas, de uso feminino
Estatuetas e outros objetos, de madeira, para
442010 ornamentação
Camisas, blusas, blusas chemisier, de malha, de
610620 fibras sintéticas ou artificiais, de uso feminino
Manequins e artigos semelhantes; autômatos e
961800 cenas animadas, para vitrines e mostruários
  55 

Saias e saias-calças, de malha, de fibras sintéticas,


610453 de uso feminino
481940 Outros sacos, bolsas e cartuchos, de papel ou cartão
Vertical do Ponto Industria e Com Bolsas, mesmo com tiracolo ou sem alças, com a
de Para Quedas Ltda 420229 superfície exterior de outras matérias
Marleous Equipamentos Ltda. 390210 Polipropileno, em forma primária
Outras obras de plásticos e obras de outras matérias
392690 das posições 39.01 a 39.04
Outros polímeros de propileno ou de outras olefinas,
390290 em formas primárias
711719 Outras bijuterias de metais comuns
Outros barcos e embarcações de recreio ou de
890399 esporte; barcos a remo e canoas
390220 Polisobutileno, em forma primária
Esquis aquáticos e outros equipamentos para prática
950629 de esportes aquáticos

Comercio e Industria Medifar Ltda

Never Industria e Comercio Ltda 330590 Outras preparações capilares


330510 Xampus para os cabelos
330610 Dentifrícios
Preparações para ondulação ou alisamento
330520 permanentes dos cabelos
Jolimode Roupas S.A. 621210 Sutiãs e bustiers (soutiens de cós alto) www.duloren.com.br
610822 Calcinhas de malha, de fibras sintéticas ou artificiais
621230 Modeladores de torso inteiro (cintas soutiens)
610821 Calcinhas de malha de algodão
621220 Cintas e cintas-calças
Espartilhos, suspensórios, ligas, e artefatos
621290 semelhantes, e suas partes
  56 

Silimed-Silicone e Instr. Méd.


Cirurg. e Hospitalares Ltda. 902131 Próteses articulares
Válvulas cardíacas, lentes intra-oculares e outros
artigos e aparelhos de prótese, inclusive partes e
902139 acessórios
Outras obras de plásticos e obras de outras matérias
392690 das posições 39.01 a 39.04
Sicpa Brasil Ltda. 321519 Outras tintas de impressão
321511 Tintas de impressão pretas
Outras tintas e vernizes; pigmentos a água
321000 preparados, utilizados para acabamento de couros
M. A. T. Gomes Bazar 711790 Outras bijuterias
Outras pedras sintéticas ou reconstituídas, em bruto
710420 ou simplesmente serradas ou desbastadas
Metais comuns folheados ou chapeados de prata,
710700 em formas brutas ou semimanufaturadas
Metais comuns ou prata, folheados ou chapeados de
710900 ouro, em formas brutas ou semimanufaturadas
Lacca S/A Industria e Comercio de
Moveis 940350 Móveis de madeira para quartos de dormir
940330 Móveis de madeira para escritórios
940161 Assentos estofados, com armação de madeira
Manufatura Zona Oeste S.A.
Liarte Metalquimica Ltda
Siegwerk Brasil Industria de Tintas
Ltda 321519 Outras tintas de impressão
Outros ácidos nucleicos e seus sais e outros
293499 compostos heterocíclicos
Outros produtos e preparações das indústrias
químicas e conexas não incluídos em outras
382490 posições
  57 

Tapetes e outros revestimentos para pavimentos, de


náilon ou de outras poliamidas, tufados, mesmo
Avanti-Carpet Industria Textil Ltda. 570320 confeccionados
Casa da Moeda do Brasil Cmb 711890 Outras moedas www.casadamoeda.com.br
Impressos publicitários, catálogos comerciais e
491110 semelhantes
Outros papéis, cartões, pasta de celulose e mantas
481190 de fibras de celulose, em rolos ou folhas
Perfis de ferro ou aços não ligados, em L, laminados,
estirados ou extrudados a quente, de altura < 80 mm www.acominas.com.br
Gerdau Acos Longos S.A. 721621 - siderúrgicos
Barras de ferro ou aços não ligados, laminadas a
quente, de seção transversal retangular -
721491 siderúrgicos
Fio-máquina de ferro ou aços não ligados, de seção
721391 circular de diâmetro < 14 mm - siderúrgicos
Barras de ferro ou aços não ligadas, laminadas a
quente, dentadas, com nervuras, sulcos ou relevos,
obtidos durante a laminagem, ou torcidas após a
721420 laminagem - siderúrgicos
Fios de ferro ou aços não ligados, galvanizados -
721720 siderúrgicos
Fio-máquina de ferro ou aços não ligados, dentados,
com nervuras, sulcos ou relevos, obtidos durante a
721310 laminagem - siderúrgicos
Produtos semimanufaturados, de ferro ou aços, não
ligados, contendo em peso < 0,25% de carbono, de
seção transversal quadrada ou retangular e largura <
720711 2 vezes a espessura - siderúrgicos
Perfis de ferro ou aços não ligados, em L ou T,
laminados, estirados ou extrudados a quente, altura
721640 => 80 mm - siderúrgicos
Tachas, pregos, percevejos e artefatos semelhantes,
731700 de ferro fundido, ferro ou aço
  58 

Perfis de ferro ou aços não ligados, em U, I ou H,


laminados, estirados ou extrudados a quente, de
721610 altura < 80 mm - siderúrgicos
Arame farpado, arames ou tiras retorcidos, de ferro
731300 ou aço, dos tipos utilizados em cercas
Perfis de ferro ou aços não ligados, em U,
laminados, estirados ou extrudados a quente, altura
721631 => 80 mm - siderúrgicos
Perfis de ferro ou aços não ligados, em I, laminados,
estirados ou extrudados a quente, altura => 80 mm -
721632 siderúrgicos
Fios de ferro ou aços não ligados, não revestidos,
721710 mesmo polidos - siderúrgicos
Outras barras de ferro ou aços não ligados, estiradas
721499 ou extrudadas a quente - siderúrgicos
Pan-Americana S.A. Indústrias www.panamericana.com.br
Químicas 390930 Outras resinas amínicas, em formas primárias
Fábrica Carioca de Catalisadores www.fccsa.com.br
S.A. 381590 Outras preparações catalíticas
Catalisador em suporte, tendo como substância ativa
um metal precioso ou um composto de metal
381512 precioso
Valesul Alumínio S.A. 760120 Ligas de alumínio, em formas brutas www.valesul.com.br
760110 Alumínio não ligado em forma bruta
Sociedade Marmífera Brasileira Granito, talhado ou serrado, de superfície plana ou www.marmifera.com.br
Ltda. 680223 lisa
Granito, cortado em blocos ou placas de forma
251612 quadrada ou retangular
Outros artigos de transporte ou de embalagem, de
Ecolab Química Ltda. 392390 plásticos
Outras preparações tensoativas e preparações para
340290 lavagem e limpeza
282890 Outros hipocloritos, cloritos e hipobromitos
  59 

Produtos e preparações orgânicos tensoativos


destinados à lavagem de pele, acondicionados para
340130 venda a retalho
Malas, maletas, pastas e artefatos semelhantes, com
a superfície exterior de plástico ou de matérias
420212 têxteis
380894 Desinfetantes
Outros acessórios para tubos, de ferro fundido, ferro
730799 ou aço
Outros produtos e preparações das indústrias
químicas e conexas não incluídos em outras
382490 posições
Outros tubos de aços inoxidáveis, soldados, de
730640 seção circular
741220 Acessórios para tubos de ligas de cobre
731816 Porcas de ferro fundido, ferro ou aço
732690 Outras obras de ferro ou aço
Outros parafusos e pinos ou pernos, mesmo com as
731815 porcas e arruelas, de ferro fundido, ferro ou aço
Outras obras forjadas ou estampadas, de ferro ou
732619 aço
Outros tubos de ferro ou aço, rebitados, de seção
730590 circular, de diâmetro exterior > 406,4 mm

Hazafer do Brasil Ind. e Com. Ltda.


Focal Engenharia e Manutencao
Ltda 841112 Turborreatores, de empuxo > 25 kN
841191 Partes de turborreatores ou de turbopropulsores
Engrenagens e rodas de fricção, eixos de esferas ou
de roletes; caixas de transmissão, redutores,
848340 multiplicadores e variadores de velocidade
848250 Rolamentos de roletes cilíndricos
  60 

Outros tubos e perfis ocos, de ferro ou aço,


730690 soldados, rebitados, agrafados
731816 Porcas de ferro fundido, ferro ou aço
Juntas, gaxetas e semelhantes de borracha
401693 vulcanizada não endurecida
Outros artefatos não roscados, de ferro fundido, ferro
731829 ou aço
Outros parafusos e pinos ou pernos, mesmo com as
731815 porcas e arruelas, de ferro fundido, ferro ou aço
731822 Outras arruelas de ferro fundido, ferro ou aço
Fonte: Secex/MIDC
  61

Entrevistas

Valesul – Empresa de produção de alumínio do grupo Vale, localizada em Campo


Grande

A Valesul produz e comercializa alumínio primário e cerca de 250 ligas de alumínio para a
indústria de transformação. Iniciou suas operações produtivas em 1982. A empresa
ocupa um terreno de 800.000 m² e oferece cerca de 1100 postos de trabalho no total (600
funcionários e 500 terceiros permanentes). Produz cerca de 100 mil toneladas de alumínio
primário por ano e exporta principalmente para os Estados Unidos e para a Europa
(Portugal, Suíça).

Localizada no bairro de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, a Valesul está estrategicamente


situada próxima aos portos de Sepetiba (onde possui terminal próprio para o
desembarque das principais matérias-primas utilizadas em seu processo produtivo) e do
Rio de Janeiro e do maior complexo rodo-ferroviário do país. No escoamento de produtos
para o mercado interno a Valesul se benefiicia de vantagens locacionais, uma vez que os
seus principais clientes têm unidades produtiva situadas no eixo Rio-São Paulo.

A Valesul produz ligas de alumínio para toda a indústria automobilística, bem como para
outros segmentos industriais. A transformação da alumina (produzida a partir da bauxita)
em alumínio é altamente intensiva em energia elétrica. Como se trata de um insumo
estratégico, a produção de energia elétrica foi praticamente internalizada à cadeia
produtiva da empresa. Para atender a sua demanda de energia elétrica, a empresa opera
seis centrais hidrelétricas que juntas fornecem 90% da energia consumida no processo.
Atualmente, a Valesul consome 1,5 milhão de kW/h, o equivalente à demanda de duas
cidades de 700 mil pessoas.

A empresa destina 20% da sua produção para exportação e 80% desta ao mercado
interno. No momento prioriza a venda no mercado interno devido a maior rentabilidade
destas operações quando comparada com a das vendas internacionais. O diferencial de
valor das vendas no mercado doméstico resulta também da capacidade que a empresa
tem de atender à demanda por ligas especiais, diferenciando seu produto do alumínio
commoditie. Nos últimos dois anos, com o aquecimento da demanda no mercado
doméstico, o prêmio pela venda no mercado doméstico cresceu. Portanto, mesmo com os
benefícios fiscais que a empresa pode usufruir no comércio exterior, tem valido mais a
pena destinar parcela crescente da produção para o mercado doméstico.

A Vale sul exporta cerca de 25.000 toneladas/ano de alumínio. Como algumas ligas de
alumínio são fabricadas com matéria-prima importada, em suas exportações a empresa
usufrui do sistema de drawback. Com relação à exportação, a empresa vende a custo
FOB estivado. Já no mercado interno, 100% das vendas são feitas a custo de frete (CIF -
Custo, Seguro e Frete). Os pagamentos relativos às vendas externas são feitos à vista e o
produto é despachado em containeres exclusivamente pelo porto do Rio de Janeiro, o que
é apontado como uma desvantagem para a empresa, já que o trajeto até o porto do Rio
de Janeiro é prejudicado pelas condições de tráfego na Avenida Brasil. Os produtos
importados pela empresa são, na quase totalidade, insumos e matérias-primas, e outros
materiais, como ligas de fundição, material de revestimento das cubas aonde o alumínio é
produzido, além de peças de uma maneira geral.
  62

Nas operações de importação, a empresa trabalha com o sistema just in time. Como o
custo de armazenagem no porto é mais alto do que a desova de mercadoria, a empresa
opta por internar imediatamente o que importa.
Os insumos importados pela empresa são alumina, coque de petróleo, magnésio (cujos
únicos fornecedores são a Rússia e a China) e manganês (a China é o único fornecedor).
A Valesul tem um contrato de longo prazo com um antigo sócio, a BHP Billiton, válido até
2013, de parte do fornecimento da alumina. A BHP fornece alumina de uma refinaria
localizada no Suriname, por opção contratual própria. 100% da importação de alumina e
coque de petróleo entram pelo porto de Sepetiba (por ser granel).

A importação dos produtos e insumos listados acima representa 25% dos custos de
produção da empresa. Somente a alumina importada representa 18% deste custo de
produção da empresa, levando em conta que a alumina representa 40% do custo de
produção, e que 45% da alumina é importada.

Algumas das dificuldades listadas pela empresa com relação à importação são: o alto
custo do frete marítimo, a estrutura portuária brasileira, deficitária, e problemas de frete
rodoviário. Basicamente, no que se refere à estrutura portuária, os problemas estão
associados à burocracia dos procedimentos junto à Receita Federal, o que aumenta os
custos da empresa.

A importação de coque de petróleo e alumina não apresenta problemas para a empresa,


já que estes são descarregados no próprio terminal da Valesul em Sepetiba. A
proximidade do porto de Sepetiba (localizado a cerca de 25 quilômetros da fábrica é uma
vantagem para a empresa.

Todavia, a empresa enfrenta dificuldades relacionadas com a importação de produtos e


insumos comprados em pequenos lotes, cujo transporte é feito em containeres. Nestes
casos, os terminais portuários do Rio de Janeiro demoram em média de 15 a 20 dias para
desovar os containeres. Os procedimentos que necessitam de mão-de-obra de terceiros,
como armazenagem, estocagem, liberação, também são lentos e invariavelmente sofrem
atrasos. Como solução para estes problemas a Valesul tem tentado agregar outras
empresas, criando um player no mercado para viabilizar a prestação destes serviços.
Para o transporte da carga do porto do Rio de Janeiro até a fábrica em Santa Cruz, a
empresa opera com frota própria de caminhões.

Todos os problemas relacionados à importação listados acima, fora impostos e tributos,


oneram o custo do produto importado em torno de 10% (dos quais 5% do valor FOB de
demurras de container, 1,5% de armazenagem - a empresa tem pagado de dois a três
períodos de armazenagem - dentre outros custos).

As iniciativas Valesul voltadas para a redução dos custos de comercialização são a


manutenção de um porto privado em Sepetiba e a operação de transporte terrestre com
frota própria. Apesar de todas as dificuldades, quando se trata da importação de insumos
e matérias-primas, a empresa consegue fazer com que a mercadoria chegue à sua fábrica
sem comprometer o processo produtivo. Como medida de precaução, para evitar uma
custosa paralisação da produção, a empresa opera com níveis de estoque de matérias-
primas e insumos mais elevados do que o desejável, o que aumenta o capital de giro da
empresa.

A Valesul incorre, também, em custos de manutenção extraordinários relativos às


operações no porto de Sepetiba. Mesmo pagando um valor fixo para as Docas (para a
utilização de toda a área portuária) e um valor variável por tonelada descarregada nos
portos, ainda assim a empresa deve prover grande parte da estrutura pela qual ela paga:
faz a manutenção das vias de acesso (asfalto, iluminação), fornece computadores e
impressoras para a Receita Federal, realiza a conservação das Docas como, por
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exemplo, a manutenção do sistema de balizamento do canal, dentre outros serviços. Isso


ocorre, segundo a empresa, devido à ineficiência do sistema administrativo da área
portuária.

Com relação à importação de alumina e coque de petróleo, a proximidade do porto de


Sepetiba é uma vantagem para a empresa. O escoamento de produtos para o mercado
interno também apresenta uma vantagem já que os principais clientes da Valesul estão no
eixo Rio-São Paulo.

Silimed – Silicone e Instrumental Médico-Cirúrgico e Hospitalar Ltda


Empresa do setor de produtos médicos hospitalares, fabricante de implantes de
silicone, localizada em Realengo

Criada em 1978, como uma empresa dedicada à comercialização de implantes de silicone


mamários importados da França, a Silimed - Silicone e Instrumental Médico-Cirúrgico e
Hospitalar Ltda passou em 1981 a fabricar seus produtos no Brasil. Um ano depois, já
exportava para outros países da América Latina. Hoje é a terceira maior fabricante do
mundo de implantes de silicone e atende cerca de 70% da demanda do mercado
doméstico. A empresa funciona a 18 anos em Vigário Geral (RA de Realengo) e emprega
aproximadamente 500 funcionários, dos quais 15% moram na própria comunidade ou nas
cercanias. Fabrica e exporta uma ampla gama de produtos para mais de cinqüenta
países. As vendas externas anuais da empresa são de aproximadamente US$ 13 milhões
(2007) e representam cerca de 40% do faturamento da empresa. O maior mercado
importador é a Argentina.

O marketing da empresa é direcionado especialmente para a comunidade médica durante


a realização de congressos ou em eventos de demonstração dos produtos, feitos por
médicos com atuação de destaque na área e direcionados para uma platéia de médicos e
cirurgiões interessados na utilização dos produtos. No exterior, a comunidade médica é
assistida por representantes comerciais devidamente treinados e qualificados para
informar as características técnicas dos produtos e divulgar as técnicas cirúrgicas que
podem ser utilizadas pelos médicos no processo de colocação dos implantes.

Como a empresa comercializa especialidades que podem afetar a saúde humana, a


realização de vendas nos diversos países depende da obtenção da
certificação/homologação dos produtos pelas autoridades de saúde locais. A empresa
dispõe de um departamento de assuntos regulatórios que trata exclusivamente do
processo de certificação de seus produtos no Brasil e no exterior. Não obstante ter
logrado êxito na colocação de seus produtos em algumas dezenas de países, a Silimed
não consegue vender livremente seus produtos no mercado dos EUA. Há mais de dez
anos, a empresa tenta obter, sem sucesso, a certificação de seus produtos junto a FDA.
Atualmente, a empresa consegue garantir a liberação de licenças de exportação apenas
para pequenos lotes e sob estreito monitoramento das autoridades de saúde daquele
país.

Como se tratam de produtos de alto valor unitário e que requerem cuidados especiais no
transporte (de tal forma a garantir suas condições de esterilidade), as exportações da
empresa só são realizadas através do modal aéreo. As vendas externas da Silimed são,
em geral, realizadas pelo sistema de carta de crédito. Não há obstáculos burocráticos à
exportação, embora a empresa tenha chamado a atenção para o fato de o despacho
aduaneiro estar centralizado em apenas um técnico da receita federal. A empresa aponta,
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no entanto, para a existência de complicações burocráticas na aduana nos casos em que


teve de internar produtos devolvidos pelos clientes do exterior.

Ainda em relação à burocracia, no âmbito doméstico, a empresa reclama da demora, em


alguns casos de até seis meses, no processo de registro ou revalidação dos produtos pela
Anvisa. Além disso, a empresa alega que o custo para a obtenção dos certificados é
bastante elevado, cerca de R$12 mil. Isto onera os gastos de produção da empresa,
especialmente quando se leva em consideração o fato de a empresa contar com uma
linha de produtos com algumas centenas de itens.

Como os implantes são fabricados com matéria-prima importada (gel de silicone e


elastômeros, procedentes majoritariamente dos EUA), em suas exportações a empresa
usufrui do sistema de drawback, geralmente na modalidade isenção. A empresa também
obtém desoneração de parcela do ICMS devido, através da recuperação de créditos
fiscais gerados com as exportações.

A empresa considera a localização de sua fábrica nas proximidades do Aeroporto


Internacional do Galeão uma vantagem locacional importante, mas considera um
obstáculo a proibição do tráfego de caminhões pela Linha Vermelha. Em razão da
proximidade com o aeroporto, a Silimed consegue despachar um pedido de exportação
num curto espaço de tempo, em até dois dias na maior parte dos casos. Todavia, nos
últimos anos, a jornada de trabalho da empresa teve de ser interrompida algumas vezes
para que os empregados pudessem deixar a unidade de produção e os escritórios mais
cedo, em razão de problemas de segurança na comunidade vizinha de Vigário Geral.

Michelin – Empresa fabricante de pneumáticos com duas unidades produtivas


instaladas no Distrito Industrial de Santa Cruz

O Grupo Michelin é o líder no mercado mundial de pneus, com 17,1% de participação no


setor. Os pneus Michelin atendem praticamente todos os segmentos de mercado; são
utilizados em automóveis, caminhões, motos, bicicletas, tratores, veículos de
terraplenagem, aviões e ônibus espaciais da NASA.

A Michelin é agrupada por unidades de negócio (cada fábrica e suas respectivas linhas de
produto são consideradas uma unidade de negócios), que são atendidas por serviços
geridas em nível corporativo, como o financeiro, pessoal e de logística. A empresa opera
com dezesseis diferentes nomes para as unidades de negócio do grupo localizadas em
diferentes regiões do mundo.

Na América do Sul, as unidades industriais estão localizadas na Colômbia (em Bogotá


existe uma fábrica de pneus de carga e em Cali uma de pneus de passeio) e no Brasil
com três unidades industriais todas operando no Estado do Rio de Janeiro. As ações e
diretrizes da empresa para a América do Sul são coordenadas do Brasil. A Michelin Brasil
produz e comercializa diferentes tipos de pneus, câmaras de ar e protetores, exportando
seus produtos principalmente para outros países da América do Sul, como Argentina,
Colômbia, Chile, Venezuela e Peru.

O faturamento anual global da Michelin é de 16,9 bilhões de euros. A América do Sul


representa 5% deste total, o que corresponde a cerca de 800 milhões de euro/ano. Em
1979 foi instalada a primeira fábrica Michelin em território nacional, localizada em Itatiaia,
Rio de Janeiro. Em 1981, foi inaugurada, na região oeste do município do Rio de Janeiro,
a Unidade Industrial de Campo Grande. Hoje, o Complexo Industrial de Itatiaia
compreende uma recauchutadora, uma fábrica de pneus de automóveis e uma fábrica de
cabos de aço. Já o Parque Industrial de Campo Grande, compreende duas unidades
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produtivas que operam em áreas contíguas, uma fábrica de pneus de carga e uma para
veículos pesados do setor de engenharia civil, esta última inaugurada em 2008. As duas
unidades produtivas de Campo Grande respondem a 80% do volume total de produção
dos ativos industriais do Brasil. A principal vantagem específica do Complexo de Campo
Grande para o grupo Michelin é a escala de produção. As fábricas produzem 100.000
toneladas/ano, o que coloca este complexo entre as cinco maiores unidades produtivas da
Michelin.

Dentre os diferentes tipos de produtos produzidos pela Michelin Brasil estão: pneus de
carga, pneus de turismo, pneus de engenharia civil, pneus agrícola e pneus ‘duas rodas’.
A distribuição dos produtos é feito com frota terceirizada.

O insumo mais importante utilizado pela empresa é a mistura conhecida como massa de
borracha. Seis grupos de produção de massa de borracha instalados no Brasil fabricam e
fornecem mistura para as fábricas de Campo Grande, de Itatiaia e certa quantidade é
exportada para a Colômbia. A Michelin possui ainda dois grandes seringais, um na Bahia
e um no Mato Grosso, os quais destinam 90% da borracha extraída para consumo próprio
da empresa. São 10.000 hectares de plantação de seringueira.

A Michelin gera 4.000 empregados diretos no Brasil dos quais 2.500 na área industrial e
comércio e 1.500 nas plantações de seringueiras. A contratação de pessoal para as
unidades produtivas se baseia no critério de localização da mão-de-obra. A grande
maioria dos empregados das fábricas de Campo Grande mora próxima às fábricas ou em
regiões de seu entorno.

Há cerca de três anos atrás, a empresa criou o Projeto Ouro Verde, que incentiva a
agricultura familiar, gerando benefícios para o pequeno agricultor e para a empresa.
Como é difícil realizar a supervisão do trabalho nos seringais, a Michelin optou pelo
modelo de terceirização da produção. Dividiu a fazenda situada na Bahia em quatro
partes, loteou duas dessas partes e vendeu lotes para os funcionários mais produtivos.
Forneceu um pacote de assistência técnica e garantiu a compra de todo o látex extraído.
Permitiu também que o pequeno agricultor operasse com culturas compartilhadas, ou
seja, além das seringueiras são admitidas nos lotes plantações de outros produtos, o que
garante ao produtor uma renda mais elevada. O processo de terceirização da produção
replica exatamente o modelo de produção de fumo e frango no Brasil e também é utilizado
na Malásia para a produção de borracha.

O Complexo Industrial de Campo Grande exporta 80% da produção (EUA, Ásia e América
do Sul) e os outros 20% são destinados ao mercado interno. Grande parte das
exportações é destinada ao usuário direto, uma pequena quantidade vai para as
montadoras. A fábrica que produz pneus de carga destina uma parcela maior da sua
produção - 70% - para o mercado interno. A parcela da produção destinada aos mercados
externos é vendida quase que integralmente para os países da América do Sul. Uma
vantagem específica do Complexo de Campo Grande para o grupo Michelin é a escala de
produção.

Com relação às vantagens de exportação, a empresa destaca os acordos de acesso a


mercados, notadamente o acordos bilateral entre o Brasil e a Colômbia e a isenção de
tarifas negociadas no âmbito do MERCOSUL. A empresa aponta também a proximidade
com o Porto de Sepetiba um fator que confere diferencial competitivo à empresa.

Com relação aos obstáculos enfrentadas na exportação, a empresa destaca os seguintes


fatores: os problemas de circulação viária, de acesso aos portos e dificuldades
operacionais existentes no mesmos. Estas estão geradas pelo congestionamento dos
terminais portuários, pelo extenso aparato burocrático e pelos critérios de atribuição de
canais de liberação aduaneira. Como conseqüência desses obstáculos à exportação, os
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custos do capital de giro crescem significativamente, especialmente em razão do longo


período de tempo (em média dezesseis dias) gasto no processo de liberação das cargas
nos portos.

A Michelin usufrui do sistema de drawback. Não financia seus clientes externos,


basicamente, porque grande parte das exportações é feita a nível grupo. 100% da
exportação para a Venezuela, por exemplo, é feita para a subsidiária da Michelin da
Venezuela.

A empresa importa 40% de matéria-prima e 60% de equipamentos utilizados na produção.


Os insumos importados são: borracha natural, diferentes tipos de borracha sintética e
produtos químicos variados. A borracha natural é importada da Malásia, os equipamentos
da França e os insumos dos EUA, da Europa e do Egito. Com relação à importação, a
Michelin trabalha com fornecedores homologados. Existem contratos mundiais
negociados pelo grupo que garantem o fornecimento de determinados insumos para todas
as unidades produtivas, inclusive as instaladas no Brasil.

Gerdau-Cosigua – Empresa do setor siderúrgico, localizada no Distrito Industrial de


Santa Cruz

A Gerdau é um dos maiores produtores de aço do mundo e é líder no segmento de aços


longos nas Américas. Fornece aço para os setores da construção civil, indústria, setor
automotivo e agropecuário.

O grupo Gerdau produz aço no Rio desde 1972, quando construiu a unidade Gerdau
Cosigua no Distrito Industrial de Santa Cruz. Esta unidade é proveniente de uma
negociação entre o governo, a Gerdau e a ThyssenKrupp Steel. A última, inicialmente,
queria manter uma unidade de auto-forno, embora fosse um processo muito caro. Nessa
época a Gerdau começou a crescer, expandiu as suas unidades no Brasil, e achava que
não era um bom negócio manter essa atividade. Através de um acordo com a Thyssen, a
Gerdau passou a ser a única empreendedora da Cosigua.

Com o crescimento do grupo e a compra da Açominas, a Gerdau Cosigua passou a


atender, prioritariamente, o mercado regional (Sudeste e Nordeste – sul da Bahia – e
norte do Paraná). A Açominas passou a ser a grande exportadora do grupo no Brasil. A
Gerdau Cosigua produz desde o vergalhão de aço até o prego, passando por toda a linha
de produção. Produz produtos bem similares aos produzidos pelas grandes unidades do
Sul e do Nordeste, com pequenas diferenças em algumas linhas de pregos (por
características regionais). A unidade fatura em torno de 150 milhões de dólares e produz
cerca de 1.200.000 toneladas/ano de aço.

A unidade exporta em torno de 15% da sua produção. Grande parte dessa exportação é
feita intrafirma. A Cosigua exporta tanto para as suas fábricas na América Latina
(Argentina e no Uruguai, pela maior facilidade de transporte) quanto nos EUA.

A unidade de Santa Cruz exporta produtos acabados para revenda. Os principais


produtos exportados são: vergalhões, barras, perfis e pregos. Cerca de 50% das
exportações saem pelo porto de Angra, 30% pelo porto do Rio de Janeiro e 20% pelo
porto de Sepetiba. A Cosigua possui algumas facilidades no Porto de Angra, por exportar
metade da sua produção por lá e pelo histórico que a empresa construiu com o porto (a
Cosigua investiu bastante no Porto de Angra). Provavelmente, em pouco tempo, a
unidade será beneficiada com a construção de um terminal marítimo pela Açominas. A
logística interna e a estrutura do terminal serão destinadas a atender a Açominas, mas
como empresa do grupo, e devido a sua proximidade, a Gerdau também se beneficiará
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dessa construção. O serviço de transporte rodoviário utilizado pela unidade para


exportação e importação de mercadorias é terceirizado.

Dentre os produtos importados pela empresa estão equipamentos, sucata e materiais de


processo: eletrodos, cilindros, roletes e guias de laminação. A importação de
equipamentos e material de reposição ocorre, geralmente, quando a unidade faz um
upgrade em alguma de suas linhas. Existe a necessidade de importar tais equipamentos,
os quais geralmente são comprados na Alemanha, na Itália ou na China. A Cosigua
importa sucata da Venezuela, mas em pouca quantidade. Embora seja a grande matéria-
prima da empresa, a sucata de indústria utilizada é, basicamente, paulista.

O grupo Gerdau opera as importações em nível corporativo, ou seja, a importação é feita


pela unidade administrativa localizada em São Paulo e os produtos são distribuídos para
outras unidades do grupo. Por isso, a Gerdau Cosigua não enfrenta grandes problemas
com relação à burocracia na importação.

Outra vantagem observada pela empresa é a sua localização, a proximidade do mercado


interno, para onde destina maior parte de sua produção, embora as deficiências da infra-
estrutura de transporte no entorno da fábrica e também na região Sudeste (seu principal
mercado consumidor) comprometam estas vantagens locacionais.

A unidade de Santa Cruz aponta fatores que comprometem sua comepetitividade, entre
eles: os problemas portuários, o trânsito rodoviário, a escassez de mão-de-obra
qualificada e a inexistência de transporte urbano na região de Santa Cruz (o que dificulta
o acesso dos funcionários à fábrica e obriga a empresa a manter serviço de transporte
exclusivo, contratado junto a prestadores de serviços). Os custos de importação também
são onerados pela burocracia (notadamente da Receita Federal), o que obriga a unidade
a aumentar o estoque de insumos utilizados no processo de produção. Os estoques de
cilindros tiveram de ser aumentados em torno de 50%, como medida para evitar a
paralisação do processo produtivo.

A Cosigua emprega aproximadamente de 1.800 trabalhadores próprios e 1.200


terceirizados. Desses 1.800, cerca de 70% dos trabalhadores é formado por contingente
de mão-de-obra local (residente, em sua maioria em Bangu, Campo Grande e Santa
Cruz). Existe uma escassez de mão de obra qualificada nesta região. A empresa notou
que quanto menor a escolaridade do empregado, mais sujeito a fugir das regras e
padrões de segurança estabelecidos pela empresa ele estava. Por isso, há cerca de
quatro anos, a empresa fez um movimento interno para que todos os empregados
completassem o ensino médio. Desde então, é proibida a contratação de funcionários
com um nível de escolaridade inferior ao ensino médio. A empresa também faz uso de
treinamento para melhor capacitar os seus funcionários.

Conforme salientado anteriormente, devido à inexistência de transporte urbano de


pessoas em Santa Cruz, os custos da Gerdau Cosigua aumentam consideravelmente. A
unidade busca todos os seus funcionários em suas residências com serviços de ônibus
contratado pela empresa, além de usufruir de taxis terceirizados para o transporte dos
funcionários que fazem horas extras. São 100 ônibus e cerca de 120 taxis destinados
para este fim. Os custos da manutenção desses ônibus alcançam 10 milhões por ano
para a empresa.

Outro problema enfrentado pela Cosigua são as péssimas condições rodoviárias. Com o
grande movimento de caminhões, dado o início da construção do complexo siderúrgico
pela ThyssenKrupp CSA no Distrito Industrial de Santa Cruz, as condições das estradas
pioraram consideravelmente. A unidade tentou exigir da Prefeitura a assistência que havia
sido prometida à região quando a ThyssenKrupp chegou. Mas nada foi cumprido pelo
poder público municipal. Para não agravar ainda mais a situação, a Gerdau Cosigua tem
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investido recursos na conservação e recuperação do piso asfáltico das vias do Distrito


Industrial.

Cogumelo – Fabricante de produtos pultrudados, a base de fibra de vidros,


localizada em Campo Grande

A Cogumelo nasceu em 1972 com o nome de Indústria de Componentes de Tratores Ltda


e com a proposta de fabricar, no Brasil, peças que precisavam ser importadas até então.
Inovou ao fabricar os primeiros tetos de fibra para trator. Na virada dos anos 80, os
tratores nacionais começaram a sair de fábrica equipados com tetos similares feitos por
grandes marcas. A Cogumelo se viu diante da contingência de diversificar a produção.

Trouxe então para o Brasil a tecnologia de ponta para a fabricação de perfis pultrudados
em fibra de vidro utilizados pela indústria em geral. Em 1990, um acordo tecnológico com
a líder de mercado americana, Creative Pultrusions, Inc., para atender a América do Sul,
permitiu o aperfeiçoamento do processo de pultrusão e trouxe a possibilidade de
ampliação da linha de produtos Cogumelo. Este Acordo de licenciamento de tecnologia já
acabou. Hoje a empresa tem a sua própria tecnologia e fabrica as suas máquinas.

É uma empresa familiar, de capital fechado. Tem capacidade de produção de 200


toneladas por mês. Dessa capacidade total, cerca de 120 toneladas produzidas são
produtos fabricados a partir de fibra de vidro. Hoje a empresa processa em torno de 170
toneladas da sua capacidade e tem um faturamento de aproximadamente seis milhões de
reais por mês.

A empresa atua no segmento de soluções, em torres de resfriamento, plataformas,


refinarias de petróleo; fornece também torres, pisos e escadas marinheiro, dentre outros
produtos. Cerca de 30% do faturamento da empresa relativo ao mercado interno é
representado pela venda de escadas, 50% pela oferta de soluções, e 20% pela venda de
serviços.

A empresa conta com um total de 220 funcionários na fábrica de Campo Grande dos
quais 50 estão na área administrativa. A mão-de-obra é basicamente local. 60% do
administrativo reside no entorno da unidade fabril. Existe uma van que transporta 18
pessoas de Jacarepaguá para a empresa em Campo Grande.

Grande parte das importações da Cogumelo é de matéria-prima, notadamente de fibra de


vidro. Isso ocorre devido à vantagem de preço do mercado externo. Recentemente, as
empresas Owens Corning e a Vidraçaria Vitrotex que fabricam o produto no Brasil se
uniram. A fusão dessas empresas ainda não foi autorizada pelo CAD, mas o preço da
fibra no mercado interno aumentou. Hoje a Cogumelo importa 60% da sua matéria-prima.
O preço da tonelada de fibra de vidro produzida internamente é 20% maior do que o preço
da tonelada de fibra de vidro importada.

Há um ano e meio a empresa entreposta o material importado em um EADI (Estação


Aduaneira Interior). A Cogumelo importa sempre grandes volumes, por vantagens de
preço, com vistas a garantir matéria-prima para a empresa sempre que necessário. Em
geral são adquiridos cinco containeres de matéria-prima por importação, quantidade que a
empresa leva dois meses e meio para consumir. Se todo esse material importado fosse
internado o custo com impostos (cerca de 70% do valor da mercadoria- II, IPI, Marinha
Mercante, PIS, COFINS, ICMS) seria muito alto. Mesmo incorrendo em custos
decorrentes do uso do armazém alfandegário, a utilização da EADI reduz
significativamente o capital de giro da empresa.
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Cada container importado pela Cogumelo comporta vinte e uma toneladas de matéria-
prima. A empresa importa o produto principalmente dos EUA e, marginalmente, da China
e da Índia. O despacho da mercadoria importada no porto não é um problema para a
empresa. Esta utiliza somente o Porto do Rio de Janeiro. Embora o Porto de Itaguaí
esteja com melhores condições de frete, o Porto do Rio é mais próximo do EADI (em
Nova Iguaçu).

A empresa terceiriza o transporte das importações e não enfrenta problemas com trânsito
e condições rodoviárias na Avenida Brasil. Prefere pagar um preço viável pela
terceirização do transporte por empresas confiáveis do que arriscar o material importado,
seguindo a política de risco zero adotada pela Cogumelo.

A Cogumelo não tem realizado exportações regulares. No ano de 2008, a maior


exportação que a empresa fez foi de 100.000 reais para a Angola. O pequeno valor das
exportações decorre da insuficiência de capacidade instalada, uma vez que basicamente
toda a produção visa a atender ao mercado doméstico. Isso ocorre devido ao fato de a
empresa trabalhar com venda de produtos e serviços, vinculada à execução de grandes
projetos de construção.

Recentemente, a Cogumelo comprou uma fábrica na Argentina, de onde pretende


exportar os seus produtos para a América do Sul. O acesso a uma estrutura de
comercialização com pessoas que têm o domínio da língua espanhola pesou muito sobre
a decisão de compra. Muitos países da América do sul não importam produtos da
Cogumelo devido a problemas de negociação gerado pela diferença de idioma.

A Cogumelo destaca algumas vantagens em relação à localização de sua unidade fabril:


(i) estar localizada em área rural, o que garante a empresa grande extensão de terreno e
a possibilidade de expandir, a baixo custo, a área destinada à produção; (ii) estar situada
às margens da Avenida Brasil, um dos mais importantes eixos viários da cidade do Rio do
Janeiro, o que propicia rápido acesso às rodovias que ligam a fábrica aos principais
mercados consumidores do país.

FredVic Indústria de Roupas – empresa do setor de confecções, localizada


em Campo Grande

Empresa tradicional do setor de confecções do estado do Rio de Janeiro, há mais de


quarenta anos opera com uma unidade fabril em Campo Grande. Este ano, a empresa
produzirá 330 mil peças de roupa e terá um faturamento de R$10 milhões. A FredVic
também dispõe de outra unidade de produção localizada no município de Rio Pomba
(MG), onde emprega cerca de duzentos funcionários.

Nos últimos três anos, a empresa vem passando por um processo de reestruturação e
enxugamento. A unidade industrial de Campo Grande empregava 400 funcionários em
2007 e ao final desse ano (2008) o quadro de pessoal será reduzido para 290
funcionários. A expectativa é de que até o primeiro semestre de 2009, a fábrica esteja
operando com 220 trabalhadores.

A redução das vendas, provocada pelo câmbio valorizado e pela competição de produtos
importados no mercado interno, obrigou a empresa a redimensionar a produção nos
últimos anos. Em relação a 2007, quando a FredVic fabricou 400 mil peças de roupa, a
produção em 2008 encolheu quase 20%. As diversas crises que a indústria de confecção
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enfrentou ao longo dos últimos dez anos, reduziu em 80% o número de estabelecimentos
do setor no estado.

Mesmo com todas essas dificuldades, a empresa consegue exportar. Atualmente, 98%
das vendas externas da FredVic são direcionadas para o mercado argentino. O produto
brasileiro ainda consegue ser competitivo naquele país, graças às preferências tarifárias
do Mercosul. No presente ano, a empresa exportará 22.000 peças, o que representa 7%
de sua produção. O pico de exportações da empresa ocorreu em 2006, quando 50.000
peças (13% da produção) foram vendidas para o mercado externo.

As exportações para a Argentina começaram em 1996, quando a empresa identificou a


oportunidade de trabalhar com um representante local, a Esteban Riguetto, grande
distribuidor multimarcas no mercado daquele país. Todavia, as vendas cessaram durante
o período 2001-2003, em razão da crise econômica local. Em 2004, as exportações para
a Argentina foram retomadas, depois que um dos fornecedores brasileiros de matéria-
prima, apresentou à FredVic outro distribuidor, a Cotton Trader. Com a nova parceria e o
crescimento do mercado consumidor argentino, o objetivo fixado pela empresa era
destinar 25% da produção para aquele mercado. Em 2006, a empresa chegou a fechar
um container para a Argentina com 150 mil peças de roupas.

Entretanto, a valorização do real, notadamente a partir de 2007, frustou as expectativas


da FredVic e desde então ela perdeu clientes importantes naquele mercado, entre eles a
La Martina, a Wrangler/Lee e a UFO. Neste ano, quando a cotação do dólar atingiu
R$1,55, a Etiqueta Negra, o maior cliente argentino da FredVic, anunciou que passaria a
comprar sua coleção masculina de fabricantes chineses. Uma camisa da FredVic tem um
preço de comercialização FOB-fábrica de US$19,00 (dos quais US$12,00 correspondem
a custos de mão-de-obra. Um produto com o mesmo padrão de qualidade fabricado na
China é vendido por US$14,00 (dos quais apenas US$5,00 correspondem a custos de
mão-de-obra).

A recente desvalorização do real frente ao dólar levou a empresa a refazer seus planos de
exportação para a Argentina. Com uma cotação na casa de R$2,00/dólar, a FredVic
acredita que, em 2010, estará vendendo cerca de 50 mil peças de roupas para aquele
mercado. Atualmente, os produtos vendidos na Argentina são despachados por via aérea,
que constitui o modal de transporte preferencial para a exportação. Por exigência da
empresa, os produtos vendidos no mercado externo são pagos antecipadamente pelos
clientes.

Recentemente, também como resultado da valorização do real frente ao dólar, a empresa


passou a importar o seu principal insumo – tecidos – como forma de reduzir os custos de
produção. Nos últimos dois anos, a FredVic comprou tecidos confeccionados na Turquia e
na China. Embora represente uma mudança de comportamento, dado que a empresa
sempre privilegiou os fornecedores nacionais, essas compras totalizaram US$58 mil e
foram suficientes para produzir apenas 11.400 camisas. Com as recentes mudanças das
cotações cambiais, a empresa não sabe se continuará adquirindo matéria-prima no
exterior.

A empresa manifestou não enfrentar obstáculos burocráticos ou de outra natureza nas


atividades de exportação ou importação. O departamento comercial da empresa não
dispõe de pessoal qualificado para operar com o comércio internacional e, por isso, a
FredVic utiliza os serviços de despachantes.

A empresa emprega preferencialmente mão-de-obra que mora nas proximidades da


fábrica. Todavia, a empresa alega que a região é pobre em mão-de-obra qualificada e que
raros são os empregados trabalhando na produção que têm segundo grau completo.
Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do
Rio de Janeiro e de seu Entorno: diagnóstico
sócio econômico do local
(versão final)
Projeto FAPERJ n. E-26/110.644/2007

Renata Lèbre La Rovere (coord.)


Lia Hasenclever (pesquisadora)
Rodrigo Lopes (assist. de pesquisa)
Vitor Pimentel (iniciação científica)
Luiza Lins (iniciação científica)

Junho/2009
1

ÍNDICE
Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do Rio de Janeiro e de seu Entorno:
diagnóstico sócio econômico do local...................................................................................... 5
1. Introdução......................................................................................................................... 5
1.1. Objetivos gerais e específicos ................................................................................... 10
2. Identificação da região de estudo e sua evolução histórica ........................................ 11
2.1. Campo Grande........................................................................................................... 13
2.2. Santa Cruz ................................................................................................................. 14
2.3. Bangu ........................................................................................................................ 15
2.4. Realengo.................................................................................................................... 15
3. Principais atividades econômicas locais na ótica dos estabelecimentos e dos
empregos: uma predominância das atividades comerciais e de serviços com uma
especialização relativa na indústria quando comparada com o MRJ ........................... 16
3.1. Retrospectiva das atividades econômicas locais na ótica dos estabelecimentos e
empregos: 1998, 2003 e 2006 .......................................................................................... 26
3.2. A atividade industrial e seus principais desafios: uma visão pela ótica fiscal .......... 45
3.2.1.Cadastro de empresas ....................................................................................... 47
3.3. A atividade comercial e os seus principais desafios ................................................. 48
3.3.1. Características da Amostra.............................................................................. 49
3.3.2. Problemas e Soluções...................................................................................... 50
4. Indicadores sócio-econômicos e as instituições de formação profissional................. 53
5. Iniciativas de governança e principais investimentos atuais...................................... 55
6. Considerações Finais...................................................................................................... 58
Referências Bibliográficas ................................................................................................. 60
Anexo 1 - Localização da região estudada e regiões administrativas do MRJ ........................ 62
Anexo 2 – Cadastro FIRJAN de Empresas da Zona Oeste do MRJ – 2007/2008 ................... 67
Anexo 3 – Análise do Cadastro de Empresas .......................................................................... 85
Anexo 4 – Instituições de Ensino nas Regiões Administrativas Pesquisadas.......................... 90
Anexo 5 – Empresas Associadas à AEDIN (Associação das Empresas do Distrito Industrial
de Santa Cruz) .......................................................................................................................... 93
Anexo 6 – Análise dos Dados da RAIS por Região Administrativa Pesquisada – Bangu ..... 95
Anexo 7 – Análise dos Dados da RAIS por Região Administrativa Pesquisada – Campo
Grande .................................................................................................................................... 102
Anexo 8 – Análise dos Dados da RAIS por Região Administrativa Pesquisada – Realengo 110
2

Anexo 9 – Análise dos Dados da RAIS por Região Administrativa Pesquisada – Santa Cruz
................................................................................................................................................ 118
3

ÍNDICE DE QUADROS E TABELAS


Quadro 1 – Configuração da Zona Oeste do MRJ ................................................................... 12

Tabela 1 – Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia nos


bairros selecionados, 2006 ....................................................................................................... 18

Tabela 2 – Número de empregos e participação relativa por setor da economia nos bairros
selecionados, 2006 ................................................................................................................... 20

Tabela 3 – Número e distribuição dos estabelecimentos por tamanho para os bairros


selecionados, 2006 ................................................................................................................... 22

Tabela 4 – Número e distribuição dos empregos segundo tamanho dos estabelecimentos para
os bairros selecionados, 2006................................................................................................... 23

Tabela 5 – Número de empregos segundo grau de instrução do empregado, para os bairros


selecionados, 2006 ................................................................................................................... 24

Tabela 6 – Número de empregos segundo faixa etária do empregado nos bairros selecionados,
2006.......................................................................................................................................... 25

Tabela 7 – Número de empregos segundo faixa de remuneração do empregado nos bairros


selecionados, 2006 ................................................................................................................... 26

Tabela 8 – Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia no


MRJ, 1998, 2003 e 2006 .......................................................................................................... 29

Tabela 9 – Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia nas


regiões administrativas selecionadas e no MRJ, 1998, 2003 e 2006 (%) ................................ 30

Tabela 10 – Número de empregos e participação relativa por setor da economia no MRJ,


1998, 2003 e 2006 .................................................................................................................... 33

Tabela 11 – Número de empregos e participação relativa por setor da economia nas regiões
administrativas selecionadas e no MRJ, 1998, 2003 e 2006 (%)............................................. 34

Tabela 12 – Número e distribuição dos estabelecimentos por tamanho para os bairros


selecionados, 1998, 2003 e 2006.............................................................................................. 38

Tabela 13 – Número e distribuição dos empregos segundo tamanho dos estabelecimentos para
os bairros selecionados, 1998, 2003 e 2006 ............................................................................. 39

Tabela 14 – Número de empregos segundo grau de instrução do empregado, para os bairros


selecionados, 1998, 2003 e 2006.............................................................................................. 41
4

Tabela 15 – Número de empregos segundo faixa etária do empregado nos bairros


selecionados, 1998, 2003 e 2006.............................................................................................. 42

Tabela 16 – Número de empregos segundo faixa de remuneração do empregado nos bairros


selecionados, 1998, 2003 e 2006.............................................................................................. 44

Tabela 17 – Principais atividades industriais por região administrativa selecionados segundo


VAF, estabelecimentos e empregos ......................................................................................... 45

Tabela 18 – Principais atividades industriais por região administrativa selecionada segundo


VAF, 2004................................................................................................................................ 46

Tabela 19 – Correspondência entre os setores do VAF e da CNAE........................................ 47

Tabela 20 – Representatividade das amostras, perfil das empresas e parceiros de pesquisa ... 49

Tabela 21 – Principais problemas identificados nos bairros selecionados (%)........................ 51

Tabela 22 – Principais soluções identificadas nos municípios pesquisados (%) ..................... 52

Tabela 23 – Indicadores de desenvolvimento social das regiões administrativas selecionadas,


do MRJ e do ERJ, 2000............................................................................................................ 53

Tabela 24 – Comparativo dos APLs identificados na microrregião do Rio de Janeiro e que


envolvem a região selecionada e sua participação no VAF industrial..................................... 57

Tabela 25 - Investimentos realizados na Zona Oeste do MRJ, 2004-2009.............................. 58


5

Desenvolvimento Econômico Local da Zona Oeste do Rio de Janeiro e de seu Entorno:


diagnóstico sócio econômico do local

Lia Hasenclever, Rodrigo Lopes, Vitor Pimentel e Luíza Lins

1. Introdução

O estado do Rio de Janeiro (ERJ) corresponde à cerca de 0,5% do território nacional e tem
uma população superior a 14 milhões de habitantes (8,6% da população brasileira), o que lhe
confere a colocação do Estado de maior densidade demográfica, com 315 habitantes por
quilômetro quadrado.

As tendências do desenvolvimento da atividade econômica do ERJ estão em consonância com


as evoluções da conjuntura macro do país, mas esboçam trajetórias que são naturalmente
ligadas a sua própria história e enfrenta problemas que são específicos a sua estrutura
produtiva. Sabe-se, principalmente via Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
que a contribuição do setor industrial nacional na formação do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro tendeu a decrescer sensivelmente: esta parcela passou, entre 1990 e 1998, de 38,7%
a 34%, ou seja, uma queda de 12% em oito anos. Este fenômeno se traduziu em nítidas
modificações na organização espacial da produção industrial, como será visto no período mais
recente adiante.

Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, pilares do setor secundário brasileiro, perderam
peso no conjunto nacional, com quedas respectivas de 50% e 40% no longo período de 1970-
1997. O estado fluminense, que realizava 15,6% da produção industrial brasileira em 1970, vê
sua participação cair para 7,8% em 1997. Esta queda de participação relativa atinge as três
grandes categorias de bens (bens de consumo, bens intermediários e bens duráveis). Observa-
se ainda a queda da contribuição do ERJ ao PIB brasileiro em todas as suas componentes, da
ordem de 29% no mesmo período (passa de 16,1% para 11,4%). Tudo isto sublinha a
amplitude das modificações observadas no aparelho industrial do ERJ e em seu entorno.

A interpretação do conjunto destas evoluções foi analisada por vários autores. Pacheco (1999)
observa um primeiro processo de desconcentração regional que se manifesta por uma maior
disseminação das atividades industriais pelo território nacional. Este fenômeno, segundo o
autor, deve-se a vários fatores, mas os principais parecem estar ligados, de um lado, aos
deslocamentos de atividades movidos pela busca de redução de custos de produção, de outro
lado, pelas políticas da União, dos estados e das municipalidades, de multiplicação das
medidas de atração dos investimentos das empresas, deslocando investimentos para outras
unidades da federação. Sabe-se que esta tendência, visível no Brasil nestes últimos anos, e que
se traduz na criação de externalidades positivas por parte do poder público, foi tão expressiva
que justifica a designação corrente de uma verdadeira guerra fiscal. Uma outra grande
tendência concomitante diz respeito à concentração regional dos investimentos em setores de
forte crescimento. Finalmente, o autor destaca a acentuação da heterogeneidade interna das
regiões brasileiras, com a formação ou a manutenção de ilhas de prosperidade (fenômenos
observáveis, por exemplo, nas periferias das grandes cidades), o crescimento do poderio
econômico das cidades médias em descompasso com muitas áreas metropolitanas.
6

Com a preocupação específica de relacionar, para o longo período, a dinâmica transformadora


do conjunto das atividades econômicas, sua inserção espacial, os movimentos populacionais e
finalmente as mudanças que afetam a estrutura urbana do Brasil, o economista Campolina
Diniz chega a conclusões muito próximas. A desconcentração industrial, que recolocou em
questão, principalmente, a polarização das atividades na metrópole paulista, foi favorecida
pelo governo federal – através de investimentos produtivos diretos, incentivos fiscais e
financiamento de infra-estruturas. A modernização tecnológica assim como os processos
concomitantes de globalização, abertura comercial e de construção do mercado regional
(Mercosul), incentivaram a emergência de novas e ativas áreas de produção (Campinas,
Curitiba, Florianópolis, entre outras). Ou seja, a perda de peso relativo das grandes metrópoles
nacionais ocorreu em benefício de centros urbanos e industriais de tamanho intermediário
(Diniz, 2000).

As análises econômicas realizadas a partir de dados da contabilidade nacional, assim como os


trabalhos realizados a partir da evolução do emprego (Maciel, 2003 e Sabóia, 2001,
respectivamente) também mostraram um processo lento mas constante de desconcentração da
economia brasileira. Desta forma, por exemplo, foi que a região Sudeste que contribuía com
um pouco mais de 60% do PIB brasileiro em 1985 passou a produzir apenas 55% da riqueza
nacional em 2004. Esta evolução geral realizou-se favorecendo as regiões Centro-oeste e
Norte do país.

Esta perda relativa da região Sudeste, progressiva, mas inexorável, diz respeito em primeiro
lugar ao estado de São Paulo que continua a liderar as atividades econômicas entre os estados
da federação, porém cuja participação no PIB caiu de 36,1% em 1985 para 31% em 2004.
Apesar do peso estrutural da economia paulista e de seu crescimento em termos absolutos,
nota-se que a perda relativa de sua posição é constante depois de 1988, quando o Estado
produziu 38,1% do PIB brasileiro. Isto mostra que o fenômeno de recomposição espacial das
atividades econômicas é definitivo e que ele resulta de modificações de fatores de ordem
estrutural. A posição relativa das outras unidades federativas da região Sudeste - Minas Gerais
e Espírito Santo - parece ter se estabilizado durante o mesmo período (1985-2004), em torno
de um pouco menos de 9,5% e 2%, respectivamente.

Os desafios de desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro

A exploração dos dados do IBGE realizada por Fauré e Hasenclever (2005) e atualizados para
fins desta análise 1 permite dizer que de 1985 a 2004 a parte relativa do ERJ na criação da
riqueza nacional parece, a primeira vista, relativamente estável, tendo passado de 12,7% a
12,6% do PIB em 19 anos 2. Porém, esta visão é enganosa. Inicialmente é preciso relembrar
que em 1970 o ERJ produzia 16,1% do PIB brasileiro. De outro lado, é preciso sublinhar que
o ERJ foi o estado da federação que apresentou o crescimento mais lento entre 1985 e 2001:
quando a taxa média de crescimento era de 4,9% para o Brasil, ela foi apenas de 2,7% para o
ERJ. Esta situação passa a ser um pouco melhor no período 1994-2003 quando o Estado
cresce a uma taxa média de 3,3% e o Brasil a uma taxa de 2,3%.

1
Os dados analisados do IBGE não dizem respeito a nova metodologia de cálculo do PIB que foi criada em
2007, mas trabalha com os dados de PIB anteriores. Optou-se por utilizar a metodologia antiga para a realização
desta contextualização devido ao interesse de se trabalhar com uma série mais longa. A nova metodologia
restringisse a uma série de dados entre 2002 e 2006. Outros trabalhos da equipe procurarão analisar as
implicações recentes das novas estatísticas no município do Rio de Janeiro.
2
É importante destacar que as estatísticas do IBGE sobre o estado do Rio de Janeiro não levam em conta desde
há alguns anos a produção do setor naval, que está, desde os anos 2000, em processo de revitalização, e
subestimam a contribuição do setor têxtil/confecções, subestimativas estas que já foram reconhecidas
publicamente pelo Instituto e pela Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
7

De fato o período 1985-2004, para o estado do Rio de Janeiro, pode ser caracterizado por dois
períodos distintos. O primeiro, de 1985 a 1998, foi marcado por uma crise da economia
fluminense e uma perda gradativa de seu dinamismo, conforme já apresentado. A partir de
1998, assiste-se à recuperação das atividades, principalmente devida a uma forte aceleração
da cadeia petrolífera. A posição relativa do Estado na formação do PIB brasileiro ilustra
perfeitamente estas tendências: em 1998, a contribuição fluminense para a riqueza nacional
era de 11%, tendo ultrapassado os 12% após este ano. Mas esta recuperação é frágil: por um
lado, repousa essencialmente sobre um setor – o petróleo - e, por outro, alguns Estados e
regiões do país obtêm melhores desempenhos e melhores resultados em outros numerosos
setores de atividade. Decorrente desta dinâmica diferenciada, no conjunto do país, pode-se
dizer que somente a retomada das atividades fluminenses em si não é suficiente para que o
Estado retorne a sua posição relativa dos anos 1970 ou mesmo da metade dos anos 1980.

É importante registrar, rapidamente, que em termos de renda per capita o Rio de Janeiro
continua a ter uma posição boa (R$ 14.639,00), que o coloca somente atrás do Distrito
Federal (R$ 19.071,00) e um pouco acima do estado de São Paulo (R$13.725,00), em 2004.
Como sabido, o poder de compra real deve ser levado em conta na análise dos fatores de
crescimento.

Se examinarmos a participação fluminense no PIB brasileiro em função dos componentes


setoriais pode-se sublinhar que o setor de indústria de transformação, assim como outros
setores, perderam posição relativa entre 1985 e 2004: agropecuária, serviços industriais de
utilidade pública (eletricidade, água e gás), construção civil, comércio, atividades de
alojamento e alimentação, transportes e armazenagem, comunicações, intermediação
financeira, imobiliária e prestações de serviços às empresas. Estas numerosas perdas setoriais
mostram que o declínio relativo do estado fluminense é bastante generalizado e apresenta-se
em quase todos os setores das atividades econômicas. Deve-se, sobretudo, notar o
desenvolvimento da indústria extrativa mineral, com o espetacular crescimento da cadeia do
petróleo, que representava, em 2004, 78% dessa indústria à escala nacional.

No período 2001-2004, observa-se que entre os estados da federação brasileira apenas a Bahia
apresentou aumento de sua participação relativa maior que um ponto percentual no PIB do
setor da indústria de transformação. Os estados do Rio de Janeiro e do Paraná registraram
queda de 1,5 pontos percentuais, enquanto os demais estados ficaram próximos à estabilidade.

Esta abordagem comparativa da participação relativa do setor industrial entre os estados não é
suficiente. É também necessário observar as demais evoluções setoriais fluminenses em
absoluto e em comparação com a dos outros estados. Esta leitura de dados estatísticos oferece
um panorama um pouco diferente, complementar e mostra dinamismos variados. Dois setores
se destacam pelo crescimento espetacular: a indústria extrativa (cujo coeficiente foi
multiplicado por 3,71 de 1985 a 2004) e as comunicações (x 3,67). Os demais setores em
crescimento apresentam um menor dinamismo (outros serviços coletivos: x 1,59, imobiliário
e serviços às empresas: x 1,46, alojamento e alimentação: x 1,45, agropecuária: x 1,37).
Constata-se, ao contrário, um declínio da indústria de transformação, passando do índice 100
em 1985 ao índice 94,2 em 2004. Mas não se trata de um fenômeno tipicamente fluminense já
que, neste setor, o Estado praticamente manteve a sua posição em relação ao país entre 1985 e
2004.

Em resumo, percebe-se três tendências marcantes a partir do exame destas estatísticas.


Inicialmente o declínio da economia fluminense é bastante geral porque ele se observa sobre
8

vários setores de atividades. Em seguida nota-se que o essencial da menor deterioração e ou


da recuperação econômica do Estado é devida ao setor do petróleo que é responsável por mais
de 60% da nova retomada estadual, constatada depois de 1998. Enfim, como a economia
fluminense faz parte do conjunto nacional, as dinâmicas estaduais de certos setores podem ser
importantes, mas não suficientes. Emblemático, sob este aspecto, é o caso do setor de
comunicações, onde o índice indicando o crescimento no Estado elevou-se fortemente,
passando de 100 a 367 em 19 anos, porém o crescimento à escala estadual foi ultrapassado em
outros estados da federação já que a contribuição fluminense a este setor, no conjunto
nacional, caiu de 28,3% para 10,8% durante o período 1985-2004.

Em relação à indústria do MRJ, tomando-se as variáveis da Pesquisa Industrial Anual (PIA) e


da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), no período de 1996-2005, observou-se que o setor
secundário do ERJ perdeu peso na indústria brasileira seguindo a tendência apontada por
vários autores de desconcentração da indústria das metrópoles para as cidades médias. A
partir de 1998 observa-se uma retomada do crescimento da indústria do ERJ, mas ela foi mais
intensa no interior do que no Município. De fato, o movimento de retomada da indústria do
ERJ a partir de 1998 não foi capaz de reverter a tendência de queda da economia do MRJ.

Duas causas podem ser apontadas para explicar este desempenho econômico negativo: o
pequeno número de setores industriais do MRJ que apresentaram taxas positivas de
crescimento no período e a não importância do setor extrativo do petróleo no MRJ, setor que
explica essencialmente a retomada do crescimento no ERJ.

Em termos de evolução e participação relativa dos setores na economia do MRJ não se


registrou mudanças substantivas. Com efeito, os seis setores que apresentaram evoluções
positivas no período em termos de algumas das variáveis analisadas na PIA são os setores de
extração de petróleo e produtos correlatos; têxtil; refino de petróleo e produção de álcool;
montagem de veículos automotores; outros equipamentos de transporte; e reciclagem.

Da mesma forma, a participação relativa dos setores alterou-se muito pouco no período,
apresentando um movimento geral de ligeira desconcentração da indústria de transformação e
uma possível diversificação da mesma em direção aos setores que apresentaram taxas de
crescimento positivas no período. Percebeu-se também uma redução generalizada do tamanho
das empresas e da produção física no período. Os setores que mais se destacam na indústria
carioca tanto em termos de emprego quanto em termos de resultados monetários (receita
líquida de vendas, valor bruto da produção e valor de transformação industrial) são os setores
de fabricação de produtos químicos; fabricação de produtos alimentícios e bebidas; e edição,
impressão e reproduções. O setor de confecções também se encontra entre os quatro mais
importantes geradores de emprego e o setor de borracha e plástico entre os quatro maiores
geradores de resultados monetários.

A atividade comercial do MRJ, por sua vez, sofre o impacto de perda de importância da
região metropolitana, retraindo-se até o ano de 1996, quando atingiu sua menor participação
no PIB do comércio nacional pelos dados do IBGE. Tomando os dados da Pesquisa Anual do
Comércio (PAC), pode-se inferir a volta do crescimento da atividade comercial, tanto no ERJ
quanto no MRJ, a partir do ano de 2003, ainda que ele tenha sido mais vigoroso para o
primeiro do que para o segundo. Mas é somente a partir de 2004 que os resultados se
apresentam superiores à média do resultado observado para o período 2001-2005.

De fato, para todas as variáveis analisadas da PAC os desempenhos, mensurados através de


suas taxas de crescimento acumuladas no período 2001-2005, foram positivos e superiores a
cerca de 15% para o ERJ e a cerca de 10% para o MRJ. A participação relativa do MRJ por
9

sua vez, apesar de ter se reduzido, apresentou perdas pouco significativas. Assim o
desempenho do Município não ficou muito aquém do desempenho do Estado no que diz
respeito às atividades de comércio, diferentemente do constatado para as atividades
industriais. Entretanto, este desempenho positivo foi mais vigoroso em outras regiões do
Brasil, não permitindo que o Rio se destacasse na atividade comercial em termos nacionais.

A fotografia desse desempenho da atividade comercial foi confirmada pelos dados da


Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). As receitas dos setores, com exceção de combustíveis
e lubrificantes, cresceram no período entre 2000-2007. Em resumo, não foram registradas
mudanças marcantes na participação relativa entre as divisões de comércio, apenas
dinamismo diferenciado entre os grupos. A divisão de comércio mais dinâmica no período foi
a do setor atacadista no que diz respeito à geração de valor (receita líquida de revenda e
salários). Já no que diz respeito à geração de empregos, destaca-se o comércio varejista. Estas
dinâmicas diferenciadas, por sua vez, estão relacionadas com a natureza dos setores e
transformações ocorridas (Plano Real, introdução de tecnologias de informação e automação,
e crédito).

Todas essas considerações definem o quadro de problemas encontrados atualmente pela


economia do ERJ e de seu Município capital e os termos de sua equação. O esvaziamento
relativo de seu dinamismo industrial e as modificações impostas ao seu aparelho produtivo
são acompanhados de um processo de esgotamento do crescimento urbano da capital e de sua
área metropolitana, cuja densidade gera deseconomias externas que tendem a anular os efeitos
positivos da aglomeração 3. Torna-se, então, imperativo, em um contexto de quase estagnação
econômica e elevada concorrência, sustentar e impulsionar a atividade econômica para novos
tipos de produção, para novas organizações produtivas, para áreas geográficas situadas fora da
zona demográfica mais importante do Estado. Esta sustentação e novo impulso à atividade
econômica são dependentes de políticas industriais que integrem o município do Rio de
Janeiro (MRJ) ao ERJ.

Várias iniciativas governamentais e locais têm procurado alterar esta realidade com o objetivo
de mudar esse quadro desfavorável de desenvolvimento industrial e comercial do ERJ. Entre
essas iniciativas iluminar-se-á o caso da Zona Oeste do município do Rio de Janeiro e o seu
entorno. De fato, na última década, constata-se uma expansão industrial intensa na Zona
Oeste da cidade do Rio de Janeiro, em função de projetos industriais em execução, mas
também uma crescente renovação imobiliária. Há possibilidade de expansão da atividade
industrial na região pelo fato de que os Distritos Industriais implantados pelo governo do
Estado na Região, ao dotar áreas previamente planejadas de toda infra-estrutura básica à
instalação de indústrias, facilita o processo de atração das indústrias para a região.
Toma-se como pressuposto que tal desenvolvimento abrangente não pode ser feito com base
em uma empresa solitária. Requer uma visão sistêmica que aplique metodologias baseadas em
abordagens do tipo de adensamento ou cadeias de valores, capaz de integrar estágios de
produção de matérias primas, produção de bens e serviços e consumo final e, sobretudo, uma
interação intensa entre as atividades econômicas locais e as instituições provedoras de
serviços e suporte ao desenvolvimento local.

3
Convém aqui lembrar que se as taxas de crescimento das grandes cidades brasileiras foram elevadas até os anos
1950-60 – com taxas anuais situadas entre 4 e 6% - elas caíram nitidamente em seguida. Esta evolução é ainda
mais verdadeira tratando-se da área metropolitana carioca, cuja taxa de crescimento passou de 3,7% no período
1940-70 para 2,4% nos anos 1970-80 e para 1% na seqüência 1980-91. Ao mesmo tempo, um outro fenômeno
importante, e que se verifica amplamente no ERJ, é que a taxa de crescimento das metrópoles brasileiras tornou-
se inferior à taxa de crescimento da população urbana, o que significa a emergência de cidades de médio porte.
10

Adicionalmente, pressupõe-se que quanto maior for o adensamento de cadeias produtivas


formadas por indústrias inter-relacionadas através de relações de compra e venda, mas
também de outras atividades correlatas de prestação de serviços e comércio locais, mais se
estará desenvolvendo uma região.

1.1. Objetivos gerais e específicos

Os objetivos gerais do projeto são o diagnóstico das atividades econômicas locais e a


realização de um seminário sobre possibilidades de desenvolvimento econômico local da
Zona Oeste do município do Rio de Janeiro e de seu entorno.

O objetivo específico deste diagnóstico sócio econômico local, objeto deste documento, é
mapear elementos que identifiquem a região de estudo, as suas principais atividades
econômicas locais, os seus indicadores sociais e as iniciativas de governança já existentes
a partir de dados secundários discriminados ao longo do texto.

A construção deste diagnóstico permitirá a construção de uma visão compartilhada dos


principais desafios e problemas da região. Esta visão compartilhada das principais atividades
sócio-econômicas da região entre os pesquisadores os ajudará a buscar novas informações
relevantes para o entendimento do funcionamento sócio-econômico local junto aos vários
atores locais – empresários, responsáveis por projetos de apoio e administrações públicas
envolvidas com a região.

Também foram elaborados cadastros com o perfil das empresas locais e das principais
instituições de ensino locais (formação profissional e universitária) com o objetivo de ampliar
este diagnóstico, baseado em dados secundários, muitas vezes defasados no tempo e não
capturando dinâmicas importantes, com dados primários que expressem a opinião dos
principais empresários já localizados na região. A coleta destas opiniões será feita com a
ajuda da empresa Ayra Consultoria – empresa Junior dos alunos de administração, ciências
contábeis e economia da UFRJ, orientada por questionário elaborado pelo conjunto da equipe
de pesquisadores.

A este diagnóstico se juntarão outros, realizados pelos demais pesquisadores da equipe,


visando fortalecer os encadeamentos da cadeia de aço inox ou outros encadeamentos, os
principais planejamentos urbanos previstos e os aspectos administrativos da região, as
possibilidades de exportação, a situação tributária local e as demais políticas públicas
orientadas para a região, as infra-estruturas e as instituições locais, com vista a se constituir
um Parque Tecnológico e um Pólo Industrial de aço inox na Zona Oeste do MRJ. O
documento final contendo os diferentes diagnósticos será discutido com as lideranças locais
em um seminário visando iniciar os debates sobre as ações de governança necessárias para
que o desenvolvimento local seja provocado a partir da junção de atores chaves para o
desenvolvimento da região.

Essas vantagens de localização na Região e nos municípios do seu entorno geográfico


poderiam ser ampliadas e até mesmo consolidadas, caso se atraia um conjunto de novas
empresas (nacionais e estrangeiras) que trabalhem com a cadeia produtiva do aço inox ou em
outras cadeias produtivas a se instalarem e, concomitantemente, se desenvolva uma maior
capacitação técnica de produto e processo em aço inox, bem como se estimule a criação de
pequenas e médias empresas especializadas na prestação de serviços de montagem e
acabamento de produtos finais. Para alcançar estes propósitos de desenvolvimento local é
necessário apoiar o desenvolvimento competitivo das empresas que passa pelo
11

desenvolvimento das pessoas, de conhecimento, processos, incorporação de novos


equipamentos e boas condições de trabalho.

2. Identificação da região de estudo e sua evolução histórica

A região delimitada para estudo é constituída por quatro regiões administrativas, das 34 do
MRJ, todas pertencentes à Zona Oeste, uma das 11 zonas do MRJ. Ela representa cerca de
30% da área do MRJ (aproximadamente 380 km²) e tem uma população de 1,5 milhão de
pessoas, apresenta facilidades de infra-estrutura e disponibilidade de terrenos adequados às
atividades produtivas, além de potenciais economias de aglomeração em razão das indústrias
nelas já instaladas, como desenvolvido adiante.

A Zona Oeste é composta por 41 bairros e 10 regiões administrativas, das quais quatro fazem
parte da delimitação do estudo: Bangu, Campo Grande, Realengo e Santa Cruz (sombreado de
cinza no Quadro 1). Cada região possui um bairro sede (em negrito no Quadro 1), que
concentra a maior parte das atividades econômicas daquela região, e outros bairros menos
relevantes. Apesar de a região delimitada para estudo ser menos abrangente do que a Zona
Oeste, a denominaremos, neste trabalho, de Zona Oeste. Consultar Anexo 1 com a localização
geográfica e descrição completa das regiões administrativas e bairros do MRJ.
12

Quadro 1 – Configuração da Zona Oeste do MRJ


Região Administrativa Bairros
XVI Jacarepaguá Anil
Curicica
Freguesia
Gardênia Azul
Jacarepaguá
Pechincha
Praça Seca
Tanque
Taquara
Vila Valqueire
XVII Bangu Bangu
Padre Miguel
Senador Camará
XVIII Campo Grande Campo Grande
Cosmos
Santíssimo
Senador Vasconcelos
Inhoaíba
XIX Santa Cruz Paciência
Santa Cruz
Sepetiba
XXIV Barra da Tijuca Barra da Tijuca
Camorim
Grumari
Itanhangá
Joá
Recreio dos Bandeirantes
Vargem Grande
Vargem Pequena
XXVI Guaratiba Barra de Guaratiba
Guaratiba
Pedra de Guaratiba
XXVII Rocinha Rocinha
XXXII Colônia Juliano Moreira¹ Colônia Juliano Moreira
XXXIII Realengo Campo dos Afonsos
Deodoro
Jardim Sulacap
Magalhães Bastos
Realengo
Vila Militar
XXXIV Cidade de Deus Cidade de Deus
¹ Sua criação foi aprovada em 1996 pelo PL 446/96, mas não chegou a ir para votação, as regiões criadas depois saltaram o número 32.
Fonte: Instituto Pereira Passos

Os quatro grandes bairros que compõem a Zona Oeste – e tomam os mesmos nomes das
regiões – tem suas origens e explorações econômicas bastante variadas. O mais antigo deles é
o bairro de Santa Cruz, fundado a partir da sesmaria criada em 30 de dezembro de 1567.
Bangu e Campo Grande foram fundados bem mais tarde, em 1673. Realengo tem sua origem
em 1814.

Entretanto, o desenvolvimento das atividades industriais e outras atividades, em todos os


bairros, iniciou-se no final do século XIX: Bangu em atividades têxteis, Campo Grande em
13

atividades ferroviárias e de bondes, assim como grande produtor de laranja e Santa Cruz como
um importante entreposto de abate de bois, conforme resumo por bairros a seguir.

2.1. Campo Grande

Inicialmente, o território correspondente a Campo Grande era habitado por índios Picinguaba.
Segundo Fróes e Gelabert (2004), em 1569 esse território passou a pertencer à grande
Sesmaria de Gericinó, que foi doada a João de Bastos e Gonçalo D’Aguiar. Desmembrada
desta pouco antes de 1670, a área foi doada pelo governo colonial a Barcelos Domingues e,
em 1673, foi criada a Paróquia de Nossa Senhora do Desterro, marco histórico da ocupação
territorial do local.

O cultivo da cana-de-açúcar e a criação de gado bovino foram as primeiras atividades


econômicas locais. Do final do século XVI até meados do XVIII, a ocupação territorial foi
lenta, apesar do intenso trabalho dos jesuítas, realizado no território vizinho de Santa Cruz. Os
religiosos deixaram obras de engenharia de vulto como estradas, pontes e inúmeros canais de
captação de água para irrigação, drenagem e contenção da planície, sempre sujeita às
enchentes dos rios Guandu e Itaguaí.

Durante todo o século XVIII a ocupação territorial mais efetiva ocorreu em Santa Cruz, por
causa do engenho dos jesuítas, e nas proximidades do centro de Campo Grande, cujas terras
compreendem hoje as regiões de Bangu e Jacarepaguá. Essas terras eram atravessadas pela
Estrada dos Jesuítas, mais tarde Estrada Real de Santa Cruz e pelas vias hidrográficas da
extensa Freguesia de Irajá. Toda a área, na verdade, era uma única região, um imenso sertão
pontilhado por alguns núcleos nos pontos de encontro das vias de acesso, em torno dos
engenhos e nos pequenos portos fluviais.

A característica nitidamente rural levou, durante quase três séculos, à aglomeração humana
restrita às proximidades das fazendas e engenhos e às pequenas vilas de pescadores, ao longo
da costa. Já no final do século XVIII, a Freguesia de Campo Grande começou a prosperar.
Seu desenvolvimento urbano ocorreu a partir do núcleo formado no entorno da Igreja de N.
Sa. do Desterro.

A partir da segunda metade do século XIX, a área começou a progredir com a implantação,
em 1878, de uma estação da Estrada de Ferro D. Pedro II, em Campo Grande. O transporte
ferroviário foi, então, o vetor que transformou esta região tipicamente rural em urbana, ao
facilitar o acesso ao centro da Cidade. Em 1894, a empresa particular Companhia de Carris
Urbanos ganhou a concessão para explorar a linha de bondes à tração animal, possibilitando
que as localidades mais distantes fossem alcançadas, o que favoreceu o seu desenvolvimento
urbano interno.

A partir de 1915, os bondes à tração animal foram substituídos pelos elétricos, permitindo
maior mobilidade e integração entre os núcleos semi-urbanos já formados. Este evento
acentuou o adensamento do bairro central de Campo Grande e estimulou o florescimento de
um intenso comércio interno, de certa forma, independente. O bairro que historicamente já era
o ponto de atração do crescimento da região, tornava-se agora sua mola propulsora adquirindo
características tipicamente urbanas.

Com as crises da cultura do café, iniciadas no final do século XIX e persistindo no século
seguinte até 1929, a região voltou-se para uma nova atividade: a citricultura. Desde os
primeiros anos do século XX e até os anos 40, Campo Grande foi considerada a grande região
14

produtora de laranjas, o que lhe rendeu o nome de "Citrolândia". Ao lado de Realengo,


Jacarepaguá e Santa Cruz, Campo Grande figurava, até 1939, entre os maiores produtores de
laranja, chegando a exportar 144.557 toneladas do produto.

Durante o governo do presidente Washington Luis, na década de 1930, a Estrada Real foi
incorporada à antiga Estrada Rio-São Paulo. Esse fato integrou Campo Grande ao tecido
urbano da Cidade, acentuando seu adensamento. Em 1946, a abertura da grande Avenida
Brasil aproximou ainda mais a Região do restante da Cidade. Criada para escoar a produção
das indústrias cariocas, a nova via não teve o fluxo esperado, durante a década de 1950. A
criação da rodovia Presidente Dutra, ligando o Rio a São Paulo, desviou o fluxo de
mercadorias para outra direção e a região ficou estagnada, em termos de adensamento e
desenvolvimento industrial.

A partir da década de 1960, surgiram os distritos industriais em Campo Grande e Santa Cruz,
resultando na instalação de grandes empresas, como a siderúrgica Cosigua-Gerdau, a
Michelin e a Vale-Sul, entre outras. Hoje, o comércio no bairro é auto-suficiente, exercendo
atração sobre outras regiões. O setor industrial também está em alta. Campo Grande possui
um Distrito Industrial localizado no quilômetro 43 da Avenida Brasil, abrangendo ainda a
Estrada do Pedregoso.

2.2. Santa Cruz

A antiga terra de Piracema, ocupada até o início do século XVI por índios da Nação Tupi-
Guarani, passou a ser denominada Santa Cruz em 30 de dezembro de 1567, com a chegada
dos colonizadores portugueses, tendo à frente o primeiro Ouvidor-Mor da Cidade de São
Sebastião do Rio de Janeiro, Cristóvão Monteiro e sua esposa, a senhora Marquesa Ferreira.

Aos padres Jesuítas da Companhia de Jesus que receberam a antiga sesmaria como doação,
coube a árdua tarefa da medição do latifúndio e todo o processo de beneficiamento das férteis
terras, desde o final do século XVI até o ano de 1759, quando foram expulsos do Brasil pelo
Marquês de Pombal. Santa Cruz foi uma das mais prósperas fazendas brasileiras, destacando-
se a produção agro-pastoril em todo o século XVIII, onde o escravo africano contribuiu
decisivamente para o sucesso do empreendimento da Companhia.

A fazenda dos jesuítas era tão importante para o governo colonial que suas terras não foram
postas em leilão, após a expropriação, tendo sido incorporadas ao patrimônio oficial e depois
transformadas por D. João VI em Fazenda Real de Santa Cruz, após a transferência da corte
portuguesa para o Brasil, em 1808. Com a chegada da comitiva real, a cidade do Rio de
Janeiro modificou-se muito e todas as regiões tipicamente rurais sofreram sua influência. As
atividades econômicas e culturais aceleraram-se e a zona rural voltou-se para o abastecimento
da Cidade e para os benefícios trazidos pela corte. Não houve, porém, uma aceleração do
desenvolvimento da região, que continuou a manter suas características rurais.

Com a chegada de D. João VI e de toda a nobreza portuguesa em 1808, Santa Cruz recebeu a
denominação de Fazenda Real e, depois, Imperial, acolhendo por longas temporadas o Rei, os
Imperadores e todos os seus herdeiros, no prédio do antigo convento jesuítico, já ampliado e
transformado em Palácio.

A partir de 1881, o Matadouro de Santa Cruz passou a servir como centro irradiador do
desenvolvimento sócio-econômico, cultural e político da região que hoje é identificada como
Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro.
15

Na década de 1930, o governo Getúlio Vargas desencadeou grandes empreendimentos em


obras de saneamento, visando trazer de volta a salubridade e a conseqüente valorização das
terras, tentando recuperar assim, o dinamismo econômico da região, a partir da criação das
Colônias Agrícolas.

Com o intenso desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro, ocorrendo em todas as direções,


é criada em Santa Cruz, a Zona Industrial, provocando igualmente a sua urbanização, a
exemplo da construção dos conjuntos habitacionais populares.

2.3. Bangu

A origem do bairro Bangu remonta a meados do século XVII, mais exatamente em 1673,
quando o nome "Bangu" foi registrado oficialmente em documentos oficiais de propriedade,
como o da Fazenda Bangu, que foi grande produtora de açúcar e seus derivados. A palavra
Bangu tem dois significados distintos: uma com significado de "anteparo negro, paredão
negro" (origem Tupi), a outra vem do africano bangüê, nome dado pelos escravos a local do
engenho onde se guardava o bagaço da cana-de-açúcar.

Inicialmente com atividades econômicas principalmente rurais, inciou sua industrialização a


partir das atividades têxteis, quando, no ano de 1889, foi fundada a Companhia Progresso
Industrial do Brasil (Fábrica Bangu). A partir da fundação da Fábrica, o espaço rural foi se
transformando rapidamente em urbano, contribuindo para um povoamento acelerado, devido
à necessidade de operários para a Companhia, sendo também responsável por trazer para a
região importantes obras, entre elas a Estação Ferroviária de Bangu, em 1890; o ramal
ferroviário de Santa Cruz, em 1892; a fundação da Paróquia de São Sebastião e Santa Cecília,
em 1908, viabilizando um progressivo processo de urbanização e desenvolvimento.

Sendo uma das regiões que mais cresce na Zona Oeste, a região de Bangu conta com uma
população estimada em 240.000 habitantes, e setores em pleno desenvolvimento, como o
habitacional, comercial, cultural, etc. Não podemos deixar de falar do Calçadão de Bangu,
que é o pólo do comércio local, e também palco de grandes eventos como o aniversário da
XVII região administrativa, que anualmente é realizado com o tradicional corte do bolo de
aniversário, que a cada ano aumenta um metro, em referência a idade da Administração
Regional.

2.4. Realengo

O território entre as Serras do Pedra Branca e Serra do Mendanha deve seu nome, segundo a
tradição popular, a corruptela do termo “Real Eng°” (abreviação de Real Engenho) que vinha
afixado sobre as placas no topo dos bondes, o que com o passar do tempo, se tornou
popularmente Realengo.

Recentemente pesquisadores defendem a idéia de que a verdadeira origem do nome do bairro


deriva de "terras realengas" que quer dizer “terras distantes do rei”. Comprovadamente as
denominadas Terras Realengas têm sua origem, segundo alguns historiadores, pela Carta
Régia de 27 de Junho de 1814, através da qual o príncipe-regente a concedeu em sesmaria ao
Senado da Câmara do Rio de Janeiro os terrenos situados em Campo Grande, chamados de
realengos. A concessão das terras onde hoje é o bairro Realengo, central e periferia, foi
destinada apenas para servir de pastagem de gado bovino, fornecendo carne aos talhos
(açougues) da cidade. Estas terras foram proibidas de venda ou quaisquer outras formas de
16

alienação, obrigando-se a Câmara, a fazer a medição e trazê-las limpas em condições de servir


ao fim para que foram doadas pela mencionada carta régia.

O povoado de Realengo foi delimitado territorialmente pelo Senado da Câmara do Rio de


Janeiro, através da provisão de 18 de julho de 1814, tomando a Coroa posse das terras
testadas pela Estrada de Santa Cruz e com fundos de vinte braças no máximo. Apesar da
proibição expressa de arrendamento, vendas ou quaisquer outras formas de alienação, a
Câmara, a partir de certa época, valendo-se da carta régia de 27 de junho passou a aforar todos
os terrenos concedidos.

O bairro teve seus primeiros povoadores, escravos e emigrantes portugueses da Ilha dos
Açores, por ordem do príncipe-regente. Ao chegarem se dedicaram à agricultura para
pastagem levando produtos como açúcar, rapadura, álcool e cachaça, pelo porto de Guaratiba.
Pelas pesquisas, ao contrário das regiões limítrofes, não houve só um engenho em Realengo;
tudo era levado para sofrer processo de transformação em outras propriedades.

Durante o Primeiro Reinado, o imperador Dom Pedro I costumava ir para a Fazenda de Santa
Cruz pela Estrada Real de Santa Cruz, que passava pelo Real Engenho, onde muitas vezes
pernoitou.

No final do século XIX foi inaugurada a Fábrica de Cartuchos de Realengo, e a partir dos
anos 1930 vieram os conjuntos habitacionais do IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensão
dos Industriários), conhecido por "Coletivo", que serviria para os operários da fábrica. A
partir da década de 1970 inicia-se a ocupação efetiva da região que perde o aspecto mais rural.
São criados diversos Conjuntos Habitacionais para população de baixa renda, dentre eles
destaca-se a Companhia de Habitação, referência ao plano de habitação popular do Banco
Nacional de Habitação (BNH). Tradicionalmente na historiografia, Realengo está associado à
escola de formação de oficiais que se situa neste bairro, a Escola Militar de Realengo que teve
papel importante à época do Tenentismo.

Célebre na canção "Aquele Abraço" do cantor Gilberto Gil, o bairro ficou nacionalmente
conhecido. Na verdade, mais que uma homenagem ao bairro, faz referência velada aos
quartéis onde ele e outros artistas, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, estiveram presos
durante a Ditadura Militar.

3. Principais atividades econômicas locais na ótica dos estabelecimentos e dos empregos:


uma predominância das atividades comerciais e de serviços com uma especialização
relativa na indústria quando comparada com o MRJ

Uma análise dos dados sobre o número de estabelecimentos e empregos formais da Relação
Anual de Informações Sociais (RAIS) por bairros e regiões selecionados da Zona Oeste foi
elaborada por atividade econômica e encontra-se nas Tabelas 1 e 2 4. Analisando os
estabelecimentos da região segundo as atividades econômicas, destaca-se o setor de comércio
varejista com 45% dos estabelecimentos da região. Em seguida encontram-se os setores de
serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção com 14,2% dos
estabelecimentos. Finalmente, na terceira posição, registra-se o setor de comércio e
administração de imóveis com 8,8%. O principal setor da indústria de transformação em
número de estabelecimentos é a indústria de alimentos e bebidas que aparece na nona posição,
4
Este procedimento tornou-se possível graças a abertura das informações da RAIS por bairros. A equipe
agradece ao Ministério do Trabalho e Emprego por facilitar este acesso.
17

com apenas 2% do número de estabelecimentos (ver segunda parte, penúltima coluna, da


Tabela 1).

Em comparação com o MRJ (ver primeira parte, última coluna, da Tabela 1), os setores com
maior participação relativa são diferentes daqueles com o maior número absoluto de
estabelecimentos. Neste caso, 4 dos 5 principais setores encontram-se na indústria de
transformação, em ordem decrescente de importância: minerais não metálicos; alimentos e
bebidas; madeira e mobiliário; e metalurgia. Esses setores apresentam participação relativa
em relação ao mesmo setor no Município, respectivamente, de 18,6, 14,9, 13,4, 12,6%, o que
significa quase o dobro da participação relativa do número de estabelecimentos da região no
MRJ (7,2%).

Analisando a distribuição dos estabelecimentos por atividade econômica e região


administrativa, observa-se que o comércio varejista também é a atividade que ocupa a
primeira posição em todas as quatro regiões administrativas pesquisadas. Em segundo lugar
aparece a atividade de serviços de alojamento, alimentação e reparação. A partir daí,
aparecem algumas diferenças; a principal delas é a presença do setor de ensino em terceiro
lugar na região de Santa Cruz (com 7,8% dos estabelecimentos da região) enquanto nas
demais ocupa a quarta ou quinta posição, com participações variando entre 5,3%, em Campo
Grande, e 6,8%, em Realengo (ver Tabela 1).

Em relação à representatividade dos estabelecimentos das regiões administrativas pesquisadas


no Município, o setor de produtos minerais não metálicos aparece como o mais representativo
em três regiões: Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, sendo responsáveis por respectivamente
4,2%, 9,3% e 4,7% dos estabelecimentos do setor no Município. Na região administrativa de
Bangu o setor de ensino aparece empatado com o de produtos minerais não metálicos em
primeiro lugar. O setor de ensino também aparece bem representado na região de Campo
Grande (6,2%) onde aparece em segundo lugar. Apenas na região administrativa de Realengo
aparece a indústria metalúrgica como a mais representativa da região em relação ao
Município, com 3,2% dos estabelecimentos do setor. Já na região de Santa Cruz, destaca-se a
representatividade do setor agrícola e extrativo vegetal que aparece na segunda posição com
4,5% dos estabelecimentos Municipais.
18

Tabela 1 – Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia


nos bairros selecionados, 2006
Campo Santa Total MRJ Participação
Bangu Grande Realengo Cruz Total (1) (2) % (1) / (2)
Indústria Extrativa e de Transformação 164 230 121 112 627 6.744 9,3
Indústria de produtos minerais nao metálicos 10 22 1 11 44 236 18,6
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 42 56 30 35 163 1.097 14,9
Indústria da madeira e do mobiliário 8 14 5 7 34 254 13,4
Indústria metalúrgica 26 30 23 10 89 708 12,6
Indústria de calçados 1 2 0 0 3 33 9,1
Extrativa mineral 3 5 0 1 9 106 8,5
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 16 22 8 17 63 754 8,4
Indústria do material de transporte 0 3 4 4 11 133 8,3
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 17 37 22 8 84 1.110 7,6
Indústria mecânica 8 10 7 5 30 409 7,3
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 11 7 10 5 33 599 5,5
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 3 3 3 0 9 176 5,1
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 19 19 8 9 55 1.129 4,9
Serviços industriais de utilidade pública 3 6 1 5 15 168 8,9
Construçao civil 50 82 19 50 201 2.745 7,3
Comércio 1.056 1.857 572 617 4.102 37.173 11,0
Comércio varejista 954 1.726 514 598 3.792 32.267 11,8
Comércio atacadista 102 131 58 19 310 4.906 6,3
Serviços 1.022 1.419 465 464 3.370 68.567 4,9
Ensino 133 193 80 98 504 3.110 16,2
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 184 294 46 80 604 8.675 7,0
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 357 479 202 149 1.187 17.556 6,8
Transportes e comunicaçoes 78 82 18 43 221 4.088 5,4
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 26 52 18 15 111 2.605 4,3
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 244 318 99 78 739 32.230 2,3
Administraçao pública direta e autárquica 0 1 2 1 4 303 1,3
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 3 18 1 15 37 333 11,1
Total 2.298 3.612 1.179 1.263 8.352 115.730 7,2
%
Campo Santa Total MRJ
Bangu Grande Realengo Cruz Total (%) (%)
Indústria Extrativa e de Transformação 7,1 6,4 10,3 8,9 7,5 5,8
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 1,8 1,6 2,5 2,8 2,0 0,9
Indústria metalúrgica 1,1 0,8 2,0 0,8 1,1 0,6
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 0,7 1,0 1,9 0,6 1,0 1,0
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 0,7 0,6 0,7 1,3 0,8 0,7
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 0,8 0,5 0,7 0,7 0,7 1,0
Indústria de produtos minerais nao metálicos 0,4 0,6 0,1 0,9 0,5 0,2
Indústria da madeira e do mobiliário 0,3 0,4 0,4 0,6 0,4 0,2
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 0,5 0,2 0,8 0,4 0,4 0,5
Indústria mecânica 0,3 0,3 0,6 0,4 0,4 0,4
Indústria do material de transporte 0,0 0,1 0,3 0,3 0,1 0,1
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 0,1 0,1 0,3 0,0 0,1 0,2
Extrativa mineral 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,1
Indústria de calçados 0,0 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0
Serviços industriais de utilidade pública 0,1 0,2 0,1 0,4 0,2 0,1
Construçao civil 2,2 2,3 1,6 4,0 2,4 2,4
Comércio 46,0 51,4 48,5 48,9 49,1 32,1
Comércio varejista 41,5 47,8 43,6 47,3 45,4 27,9
Comércio atacadista 4,4 3,6 4,9 1,5 3,7 4,2
Serviços 44,5 39,3 39,4 36,7 40,3 59,2
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 15,5 13,3 17,1 11,8 14,2 15,2
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 10,6 8,8 8,4 6,2 8,8 27,8
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 8,0 8,1 3,9 6,3 7,2 7,5
Ensino 5,8 5,3 6,8 7,8 6,0 2,7
Transportes e comunicaçoes 3,4 2,3 1,5 3,4 2,6 3,5
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 1,1 1,4 1,5 1,2 1,3 2,3
Administraçao pública direta e autárquica 0,0 0,0 0,2 0,1 0,0 0,3
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 0,1 0,5 0,1 1,2 0,4 0,3
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte : Elaboração própria com base na RAIS 2006

Analisando os empregos da região segundo as atividades econômicas (Tabela 2), destaca-se o


setor de comércio varejista com 29% dos 113.561 empregos da região. Em seguida
encontram-se os setores de serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção com
19

11,7% dos empregos e transporte e comunicação com 11,1%, mostrando-se um pouco menos
concentrado que a distribuição dos estabelecimentos. O principal setor da indústria de
transformação é ainda a indústria de alimentos e bebidas, que aparece apenas na sétima
posição geral com 4,7% dos empregos, ou seja, sua participação nos empregos é superior a
participação no número de estabelecimentos. Entretanto, a indústria não se destaca nas
atividades econômicas da região mais geradoras de emprego.

Da mesma forma que no caso das participações relativas dos estabelecimentos, se


compararmos a participação relativa do número de empregos da Zona Oeste com o MRJ, os
setores com maior participação relativa são diferentes daqueles com maior número absoluto
de estabelecimentos. Neste caso, os seis principais setores encontram-se na indústria de
transformação, em ordem decrescente de participação relativa: metalurgia; minerais não
metálicos; madeira e mobiliário; alimentos e bebidas; fumos, couro e peles; e papelão e
gráfica. Esses setores possuem participação relativa, respectivamente, de 27,5, 19,2, 18,7,
15,3, 12,9 e 12,5%, apresentando quase o triplo da participação relativa do número de
empregos da região no município (5,8%), ou seja, ainda que a indústria não se destaque por
número de empregos gerados na região pesquisada, comparando-a com o MRJ, percebe-se
uma especialização relativa da região nas atividades industriais, refletida nos dados.

O primeiro setor não industrial em ordem de participação relativa do número de empregos no


MRJ é o setor de comércio varejista que aparece em sétimo lugar com 12,2% dos
estabelecimentos municipais do setor. Além dos setores industriais já citados, também
aparecem acima da média de participação relativa os setores de: mecânica; material de
transporte; comércio atacadista; transporte e comunicação; serviços médicos; ensino; e
agricultura e extrativismo vegetal. Os setores de mecânica, de material de transportes e as
demais atividades industriais evidenciam uma concentração de estabelecimentos industriais
nesta região do Município.
20

Tabela 2 – Número de empregos e participação relativa por setor da economia nos


bairros selecionados, 2006
Campo Santa Total MRJ Participação
Bangu Grande Realengo Cruz Total (1) (2) % (1) / (2)
Indústria Extrativa e de Transformação 4.904 5.174 2.399 7.361 19.838 166.616 11,9
Indústria metalúrgica 139 433 169 2.711 3.452 12.530 27,5
Indústria de produtos minerais nao metálicos 157 505 25 223 910 4.744 19,2
Indústria da madeira e do mobiliário 64 152 143 153 512 2.742 18,7
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 3.023 1.531 211 569 5.334 34.796 15,3
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 40 367 1.001 54 1.462 11.346 12,9
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 344 143 55 1.976 2.518 20.121 12,5
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 623 1.159 303 744 2.829 24.444 11,6
Indústria mecânica 269 242 53 431 995 10.694 9,3
Indústria do material de transporte 0 136 112 318 566 6.719 8,4
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 179 450 308 180 1.117 20.253 5,5
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 5 30 19 0 54 4.338 1,2
Extrativa mineral 61 25 0 2 88 13.318 0,7
Indústria de calçados 0 1 0 0 1 571 0,2
Serviços industriais de utilidade pública 6 131 6 171 314 31.425 1,0
Construçao civil 423 1.244 282 442 2.391 72.978 3,3
Comércio 8.942 17.514 5.491 4.560 36.507 326.497 11,2
Comércio varejista 8.106 15.174 5.097 4.420 32.797 268.394 12,2
Comércio atacadista 836 2.340 394 140 3.710 58.103 6,4
Serviços 14.355 21.516 9.276 9.257 54.404 1.362.737 4,0
Ensino 2.208 5.799 1.919 1.594 11.520 97.165 11,9
Transportes e comunicaçoes 4.426 4.171 888 3.130 12.615 135.545 9,3
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 1.598 2.499 932 1.090 6.119 80.573 7,6
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r. 4.087 5.585 2.303 1.328 13.303 254.129 5,2
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 351 685 255 282 1.573 58.652 2,7
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 1.685 2.475 2.091 597 6.848 316.120 2,2
Administraçao pública direta e autárquica 0 302 888 1.236 2.426 420.553 0,6
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 3 51 1 52 107 1.761 6,1
Total 28.633 45.630 17.455 21.843 113.561 1.962.014 5,8
%
Campo Santa Total MRJ
Bangu Grande Realengo Cruz Total (%) (%)
Indústria Extrativa e de Transformação 17,1 11,3 13,7 33,7 17,5 8,5
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 10,6 3,4 1,2 2,6 4,7 1,8
Indústria metalúrgica 0,5 0,9 1,0 12,4 3,0 0,6
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 2,2 2,5 1,7 3,4 2,5 1,2
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 1,2 0,3 0,3 9,0 2,2 1,0
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 0,1 0,8 5,7 0,2 1,3 0,6
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 0,6 1,0 1,8 0,8 1,0 1,0
Indústria mecânica 0,9 0,5 0,3 2,0 0,9 0,5
Indústria de produtos minerais nao metálicos 0,5 1,1 0,1 1,0 0,8 0,2
Indústria do material de transporte 0,0 0,3 0,6 1,5 0,5 0,3
Indústria da madeira e do mobiliário 0,2 0,3 0,8 0,7 0,5 0,1
Extrativa mineral 0,2 0,1 0,0 0,0 0,1 0,7
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,2
Indústria de calçados 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0
Serviços industriais de utilidade pública 0,0 0,3 0,0 0,8 0,3 1,6
Construçao civil 1,5 2,7 1,6 2,0 2,1 3,7
Comércio 31,2 38,4 31,5 20,9 32,1 16,6
Comércio varejista 28,3 33,3 29,2 20,2 28,9 13,7
Comércio atacadista 2,9 5,1 2,3 0,6 3,3 3,0
Serviços 50,1 47,2 53,1 42,4 47,9 69,5
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r. 14,3 12,2 13,2 6,1 11,7 13,0
Transportes e comunicaçoes 15,5 9,1 5,1 14,3 11,1 6,9
Ensino 7,7 12,7 11,0 7,3 10,1 5,0
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 5,9 5,4 12,0 2,7 6,0 16,1
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 5,6 5,5 5,3 5,0 5,4 4,1
Administraçao pública direta e autárquica 0,0 0,7 5,1 5,7 2,1 21,4
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 1,2 1,5 1,5 1,3 1,4 3,0
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 0,0 0,1 0,0 0,2 0,1 0,1
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006


21

Analisando a distribuição dos empregos por atividade econômica e por região administrativa,
observa-se que o setor de comércio varejista é também o principal, variando sua participação
relativa entre 20% e 33%, dependendo da região estudada. As demais posições ocupadas
pelos setores de atividade econômica variam conforme a região administrativa. O setor de
transporte e comunicação aparece em segundo lugar nas regiões de Bangu e Santa Cruz
(15,5% e 14,3%, respectivamente), o de ensino aparece em segundo na região de Campo
Grande (12,7%) e o de serviços de alojamento, alimentação e reparação em Realengo
(13,2%). Destaca-se ainda a indústria metalúrgica e de papel, editorial e gráfica, como o
terceiro e o quarto maior empregador da região de Santa Cruz com 12,4% e 9,1% dos
empregos dessa região, respectivamente.

Em relação à representatividade das regiões administrativas pesquisadas no Município, não se


repete a ordem setorial observada na região como um todo. Apenas na região de Santa Cruz, a
indústria metalúrgica possui a maior representatividade setorial no município, sendo
responsável por 21,6% dos empregos do setor no município, em segundo lugar está o setor de
papel, editorial e gráfica com 9,8%. Em Bangu, a maior representatividade está no setor de
alimentos e bebidas, com 8,7% dos empregos municipais do setor, seguido pelo setor de
serviços de transporte e comunicação e a indústria de produtos de minerais não-metálicos,
com 3,3% de participação relativa para cada um deles. Em Campo Grande, o setor mais
representativo é o de produtos de minerais não-metálicos com 10,6%, seguido do setor de
ensino com 6% dos empregos municipais. Em Realengo, a maior representatividade está na
indústria de borracha, couro e peles, com 8,8%, seguido de madeira e mobiliário, com 5,2%.

Estabelecimentos e empregos formais: pequena expressão em relação ao MRJ, salvo para a


participação relativa importante de alguns setores industriais na atividade econômica local;
relevância maior dos micros, pequenos e médios estabelecimentos no tecido empresarial,
assemelhando-se ao perfil do MRJ; atividades da Zona Oeste são menos intensivas em emprego
do que as atividades do MRJ

A região de estudo tem uma pequena expressão econômica quando comparada com o
conjunto das atividades econômicas do MRJ por números de estabelecimentos e empregos
formais, conforme Tabelas 3 e 4. Como já mencionado, a Zona Oeste representa em termos de
estabelecimentos 7,2% e em termos de empregos 5,8%, respectivamente dos estabelecimentos
e empregos do MRJ. Os bairros-sede (que dão nome a cada região administrativa) são
exatamente aqueles que apresentam o maior número de estabelecimentos e empregos e são os
quatro primeiros entre os 17 pesquisados, conforme detalhado abaixo.

Em termos de distribuição de estabelecimentos, a região administrativa que aparece com


maior concentração é Campo Grande com 43,2% dos estabelecimentos da região estudada,
seguido pelos bairros de Bangu com 27,5% dos estabelecimentos, Santa Cruz com 15% e
Realengo 14,1%. Já em relação ao MRJ, as participações relativas dos estabelecimentos são
de 3,1%, 2%, 1,1% e 1%, respectivamente, somando os 7,2% (ver Tabela 3, última coluna). O
número de empregos é mais bem distribuído entre os bairros sede do que o número de
estabelecimentos, apesar de a ordem dos bairros não se alterar. Campo Grande aparece em
primeiro lugar com 40,2% dos empregos formais, seguido por Bangu, Santa Cruz e Realengo
que apresentam participação de 25%, 19,2% e 15,5%, respectivamente. Em relação ao
Município, os percentuais são, respectivamente, 2,3%, 1,5%, 1,1% e 0,9% dos empregos
formais, somando 5,8% (ver Tabela 4, última coluna).
22

Tabela 3 – Número e distribuição dos estabelecimentos por tamanho para os bairros


selecionados, 2006
Micro Pequeno Médio Grande Total MRJ
(0 a 9) (10 a 49) (50 a 249) (> 250) Total (%) (%)
Bangu 1.786 420 77 15 2.298 27,5 2,0
Bangu 1.343 333 62 12 1.750 21,0 1,5
Padre Miguel 287 60 10 2 359 4,3 0,3
Senador Camará 156 27 5 1 189 2,3 0,2
Campo Grande 2.773 689 131 19 3.612 43,2 3,1
Campo Grande 2.389 586 116 16 3.107 37,2 2,7
Cosmos 73 21 3 2 99 1,2 0,1
Inhoaiba 90 28 4 0 122 1,5 0,1
Santissimo 94 25 4 1 124 1,5 0,1
Senador Vasconcelos 127 29 4 0 160 1,9 0,1
Realengo 906 228 36 9 1.179 14,1 1,0
Campo dos Afonsos 25 7 2 1 35 0,4 0,0
Deodoro 30 15 1 0 46 0,6 0,0
Jardim Sulacap 151 35 4 1 191 2,3 0,2
Magalhaes Bastos 58 14 0 0 72 0,9 0,1
Realengo 624 153 28 7 812 9,7 0,7
Vila Militar 18 4 1 0 23 0,3 0,0
Santa Cruz 971 243 40 9 1.263 15,1 1,1
Paciência 173 44 6 1 224 2,7 0,2
Santa Cruz 720 185 32 8 945 11,3 0,8
Sepetiba 78 14 2 0 94 1,1 0,1
Total Zona Oeste (1) 6.436 1.580 284 52 8.352 100,0 7,2
Total MRJ (2) 90.745 20.553 3.608 824 115.730 - 100,0
Participação % - (1) / (2) 7,1 7,7 7,9 6,3 7,2 - -
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006
* Utilizou-se a variável emprego para tamanho, conforme intervalos indicados na Tabela

O predomínio dos estabelecimentos de micro e pequeno porte é observado nas 4 regiões


administrativas, 96% dos 8.352 estabelecimentos da região estudada se enquadram nesse
tamanho. Analisando o porte segundo as regiões administrativas, o mesmo percentual é
observado em todas elas. Comparando com o MRJ, observa-se que a participação dos grandes
estabelecimentos é menor do que a participação dos estabelecimentos em geral, 6,3% contra
7,2%. Isto demonstra que a região apresenta proporcionalmente menos estabelecimentos de
maior porte que o restante do Município.

Os principais geradores de empregos na região estudada são os estabelecimentos de médio e


grande porte, apesar de representarem apenas 4% do número de estabelecimentos, eles são
responsáveis por 25% e 30,5% dos 113.561 empregos da região, respectivamente. A
distribuição dos empregos segundo o porte dos estabelecimentos apresenta-se, de maneira
semelhante, independente da região administrativa, com exceção da região de Campo Grande
onde os pequenos estabelecimentos detêm 30% da força de trabalho formal, frente a 27% dos
médios e 24% dos estabelecimentos grandes. Nas demais regiões os médios e grandes
estabelecimentos são os principais responsáveis pela geração de empregos.

Comparando os dados com os do MRJ, observa-se que a participação relativa dos empregos
gerados nos micros, pequenos e médios estabelecimentos da região pesquisada têm mais ou
menos a mesma participação sobre o total do município que os estabelecimentos do mesmo
porte sobre o total de estabelecimentos. Isto mostra que os estabelecimentos micro, pequenos
23

e médios da região estudada e do MRJ possuem uma capacidade de geração de empregos


semelhantes. Porém, os empregos gerados nos estabelecimentos de grande porte da região
pesquisada, ao contrário dos estabelecimentos dos demais portes, apresentam uma
participação muito menor: apenas 3,7%. Isso significa que os grandes estabelecimentos da
região estudada geram, em média, menos empregos que os grandes estabelecimentos do
Município. Uma hipótese para explicar esta constatação seria de que as principais atividades
econômicas da região são pouco intensivas em mão-de-obra e mais intensivas em capital.

Tabela 4 – Número e distribuição dos empregos segundo tamanho dos estabelecimentos


para os bairros selecionados, 2006

Micro Pequeno Médio (50 Grande Total MRJ


(0 a 9) (10 a 49) a 249) (> 250) Total (%) (%)
Bangu 5.431 8.095 7.021 8.086 28.633 25,2 1,5
Bangu 4.153 6.421 5.423 7.175 23.172 20,4 1,2
Padre Miguel 777 1191 834 647 3.449 3,0 0,2
Senador Camará 501 483 764 264 2.012 1,8 0,1
Campo Grande 8.600 13.534 12.490 11.006 45.630 40,2 2,3
Campo Grande 7.437 11.669 11.162 7.189 37.457 33,0 1,9
Cosmos 221 370 197 2.508 3.296 2,9 0,2
Inhoaiba 287 507 322 0 1.116 1,0 0,1
Santissimo 281 497 366 1.309 2.453 2,2 0,1
Senador Vasconcelos 374 491 443 0 1.308 1,2 0,1
Realengo 2.800 4.405 4.086 6.164 17.455 15,4 0,9
Campo dos Afonsos 48 95 133 766 1.042 0,9 0,1
Deodoro 118 405 166 0 689 0,6 0,0
Jardim Sulacap 479 629 459 299 1.866 1,6 0,1
Magalhaes Bastos 168 271 0 0 439 0,4 0,0
Realengo 1.922 2.907 3.259 5.099 13.187 11,6 0,7
Vila Militar 65 98 69 0 232 0,2 0,0
Santa Cruz 3.052 4.683 4.793 9.315 21.843 19,2 1,1
Sepetiba 252 288 115 0 655 0,6 0,0
Paciencia 521 878 781 528 2.708 2,4 0,1
Santa Cruz 2.279 3.517 3.897 8.787 18.480 16,3 0,9
Total Zona Oeste (1) 19.883 30.717 28.390 34.571 113.561 100,0 5,8
Total Rio de Janeiro (2) 264.104 405.826 356.440 935.644 1.962.014 - 100,0
Participação % - (1) / (2) 7,5 7,6 8,0 3,7 5,8 - -
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006
* Utilizou-se a variável emprego para tamanho, conforme intervalos indicados na Tabela

Qualificação, faixa etária e remuneração dos empregos: empregados mais jovens do que
os do MRJ; grau de qualificação e faixa de remuneração inferiores às do MRJ

A qualificação dos empregados da região apresenta um quadro bastante grave, com 41% dos
empregados apenas com até o nível fundamental de ensino (oito anos de estudo), quando hoje
se considera isso o mínimo do número de anos de estudos exigido pelo mercado de trabalho.
Na faixa seguinte estão os empregados com o ensino médio (completo ou incompleto) onde se
encontram 45% dos trabalhadores. Somente 13,5% dos empregados possuem até o nível
superior e o número daqueles que têm pós-graduação é irrisório (305 empregados). Em
termos de cada uma das regiões estudadas salta aos olhos o melhor perfil de qualificação dos
24

trabalhadores de Realengo. Comparando-se o grau de qualificação dos empregados da região


com o dos empregados do MRJ, nota-se que as duas maiores diferenças apresentam-se nos
extremos. Enquanto que o percentual de trabalhadores com apenas ensino fundamental é de
34% (7 pontos percentuais abaixo da região estudada), o percentual de trabalhadores com
nível superior sobe para 26% (diferença de 12 pontos percentuais). (ver Tabela 5).

Tabela 5 – Número de empregos segundo grau de instrução do empregado, para os


bairros selecionados, 2006
Fundamental Médio Superior Pós-grad. Total
Bangu 12.079 12.350 4.188 16 28.633
Bangu 9.764 10.281 3.115 12 23.172
Padre Miguel 1519 1.270 656 4 3.449
Senador Camará 796 799 417 0 2.012
Campo Grande 18.291 21.225 6.081 33 45.630
Campo Grande 14.345 18.147 4.935 30 37.457
Cosmos 1280 1.320 695 1 3.296
Inhoaiba 537 494 85 0 1.116
Santissimo 1.592 633 227 1 2.453
Senador Vasconcelos 537 631 139 1 1.308
Realengo 7.623 7.536 2.066 230 17.455
Campo dos Afonsos 203 733 106 0 1.042
Deodoro 245 296 148 0 689
Jardim Sulacap 865 894 107 0 1.866
Magalhaes Bastos 230 175 34 0 439
Realengo 5.999 5.347 1.612 229 13.187
Vila Militar 81 91 59 1 232
Santa Cruz 8.475 10.345 2.997 26 21.843
Paciencia 1.288 1.190 227 3 2.708
Santa Cruz 6.779 8.963 2.717 21 18.480
Sepetiba 408 192 53 2 655
Total (1) 46.468 51.456 15.332 305 113.561
Total (%) 40,9 45,3 13,5 0,3 100,0
Total MRJ (2) 668.093 776.307 512.709 4.905 1.962.014
Total MRJ (%) 34,1 39,6 26,1 0,2 100,0
Participação % - (1) / (2) 7,0 6,6 3,0 6,2 5,8
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006

A partir da Tabela 6 podemos ter um perfil da faixa etária dos trabalhadores da região e de sua
comparação com o MRJ. Os trabalhadores da região são mais jovens do que os do MRJ:
18,4% dos empregados na faixa de idade até 24 anos, enquanto que o MRJ apresenta apenas
13,5% dos empregados nesta faixa; na faixa entre 25 e 39 anos encontram-se 48,8% dos
trabalhadores; apenas 32% dos empregados na faixa entre 40 a 64 anos e um percentual
irrisório na faixa acima de 65 anos (0,5%), contra 44% no MRJ para a faixa entre 25 e 39
anos, 41% no MRJ na faixa entre 40 e 64 anos e 1,3% dos trabalhadores com mais de 65 anos.
25

Tabela 6 – Número de empregos segundo faixa etária do empregado nos bairros


selecionados, 2006
até 24
anos 25 a 39 anos 40 a 64 anos 65 ou mais ignorado Total
Bangu 5.259 14.042 9.139 191 2 28.633
Bangu 4.326 11.511 7.194 140 1 23.172
Padre Miguel 588 1.532 1.297 31 1 3.449
Senador Camará 345 999 648 20 0 2.012
Campo Grande 9.690 22.745 12.991 204 0 45.630
Campo Grande 8.410 18.504 10.379 164 0 37.457
Cosmos 467 1.735 1.080 14 0 3.296
Inhoaiba 232 552 326 6 0 1.116
Santissimo 341 1.301 800 11 0 2.453
Senador Vasconcelos 240 653 406 9 0 1.308
Realengo 2.407 8.480 6.421 147 0 17.455
Campo dos Afonsos 67 429 538 8 0 1.042
Deodoro 102 309 270 8 0 689
Jardim Sulacap 399 882 572 13 0 1.866
Magalhaes Bastos 88 206 141 4 0 439
Realengo 1.722 6.558 4.795 112 0 13.187
Vila Militar 29 96 105 2 0 232
Santa Cruz 3.550 10.104 8.121 68 0 21.843
Paciencia 443 1.318 941 6 0 2.708
Santa Cruz 2.982 8.472 6.967 59 0 18.480
Sepetiba 125 314 213 3 0 655
Total (1) 20.906 55.371 36.672 610 2 113.561
Total (%) 18,4 48,8 32,3 0,5 0,0 100,0
Total MRJ (2) 265.400 868.004 802.582 25.966 62 1.962.014
Total MRJ (%) 13,5 44,2 40,9 1,3 0,0 100,0
Participação % - (1) / (2) 7,9 6,4 4,6 2,3 3,2 5,8
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006

Finalmente, a Tabela 7 apresenta o perfil de remuneração dos trabalhadores formais em


termos de número de salários mínimos. A esmagadora maioria dos trabalhadores da região de
estudo ganha entre um e três salários mínimos (72%). Apenas 3% ganham mais de dez
salários mínimos. Comparando-se este perfil com o do MRJ, percebe-se que ele é bem pior
para a região estudada. No MRJ 57% dos trabalhadores está na faixa de um a três salários
mínimos, enquanto que 9% dos trabalhadores ganham mais do que dez salários mínimos.
26

Tabela 7 – Número de empregos segundo faixa de remuneração do empregado nos


bairros selecionados, 2006
de 3 a 5 de 5 a 10 mais de
Até 1s.m. até 3 s.m. s.m. s.m. 10 s.m. ignorado total
Bangu 920 21.354 3.666 1.746 543 404 28.633
Bangu 665 17.011 3.249 1.544 414 289 23.172
Padre Miguel 211 2.802 244 95 23 74 3.449
Senador Camará 44 1.541 173 107 106 41 2.012
Campo Grande 1.442 35.776 4.929 2.280 726 477 45.630
Campo Grande 1.227 29.965 3.243 1.948 642 432 37.457
Cosmos 46 1.856 1.079 249 56 10 3.296
Inhoaiba 62 926 76 23 19 10 1.116
Santissimo 59 1.943 416 27 3 5 2.453
Senador Vasconcelos 48 1.086 115 33 6 20 1.308
Realengo 501 13.099 1.646 1.348 518 343 17.455
Campo dos Afonsos 6 221 123 439 241 12 1.042
Deodoro 11 520 59 62 30 7 689
Jardim Sulacap 92 1.553 125 62 9 25 1.866
Magalhaes Bastos 19 376 32 9 1 2 439
Realengo 344 10.272 1.285 756 234 296 13.187
Vila Militar 29 157 22 20 3 1 232
Santa Cruz 700 11.945 3.576 3.527 1.715 380 21.843
Paciencia 81 2.058 413 98 18 40 2.708
Santa Cruz 599 9.289 3.139 3.426 1.697 330 18.480
Sepetiba 20 598 24 3 0 10 655
Total (1) 3.563 82.174 13.817 8.901 3.502 1.604 113.561
Total (%) 3,1 72,4 12,2 7,8 3,1 1,4 100,0
Total MRJ (2) 40.084 1.118.103 330.031 271.505 182.998 19.293 1.962.014
Total MRJ (%) 2,0 57,0 16,8 13,8 9,3 1,0 100,0
Participação % - (1) / (2) 8,9 7,3 4,2 3,3 1,9 8,3 5,8
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 2006

Em resumo, em relação qualificação, faixa etária e remuneração dos empregados a região


estudada apresenta um perfil mais jovem da população empregada formalmente do que a do
MRJ e perfis de remuneração e qualificação inferiores aos do MRJ.

3.1. Retrospectiva das atividades econômicas locais na ótica dos estabelecimentos e


empregos: 1998, 2003 e 2006

A predominância das atividades comerciais e de serviços era ainda mais relevante em


1998 e a especialização relativa da indústria, quando comparada com o MRJ, um pouco
menos importante do que em 2006.

Nesta subseção apresenta-se uma análise dos mesmos dados apresentados na seção anterior
retroativamente para os anos 1998 e 2003. As Tabelas 8 a 11 5 resumem esta análise.
Conforme constatado anteriormente para o ano de 2006, o número de estabelecimentos da
região por atividade econômica é também liderado, no período 1998-2006, pelo setor de
comércio com 49,1% dos estabelecimentos da região em 2006. Em 1998, essa situação era

5
O mesmo procedimento de abertura das informações da RAIS por bairros adotado na seção anterior foi
utilizado.
27

praticamente a mesma: 48,9%. O setor de serviços tinha a mesma segunda posição em 1998
entre os setores mais relevantes, mas em 2006 aumentou dois pontos percentuais na
participação relativa. A indústria ocupou, no período, a terceira posição, apresentando uma
evolução negativa entre 1998 e 2006, quando sua participação relativa decaiu de 8,9 para
7,5%. Os demais setores de atividade econômica (serviços industriais, construção civil e
agricultura e sivicultura) apresentaram uma participação estável e irrelevante (ver Tabela 9).

De uma forma geral, observa-se que os pontos de inflexão localizam-se em 1998 e 2006. O
ano de 2003 representou um ponto de desempenho muito ruim para a Região estudada, assim
como para o MRJ e para o estado do Rio de Janeiro. As observações a seguir compararam o
ano de 1998 e 2006, procurando focalizar se houve uma melhora ou uma piora entre estes dois
anos para a Região estudada quando comparada com o MRJ.

O principal setor da indústria extrativa e de transformação em 1998, em número de


estabelecimentos, era a indústria de alimentos e bebidas, com 2,1% dos estabelecimentos.
Apesar de ainda ocupar a liderança em participação em 2006, o setor perdeu 0,1% de posição
em relação a 1998. Na seqüência de colocação em participação relativa, em 1998, estavam a
indústria metalúrgica e de produtos farmacêuticos, em segundo e terceiros lugares
respectivamente. Em 2006, a indústria farmacêutica cedeu o lugar para a indústria têxtil e de
vestuário. Apesar da manutenção da posição na participação relativa da indústria, a indústria
metalúrgica teve queda de 0,4 pontos percentuais na sua participação.

Em relação à indústria extrativa e de transformação cabe ainda destacar que no período 1998-
2003, 7 dos 13 setores tiveram redução do número de estabelecimentos, sendo que apenas um
teve aumento na participação relativa (indústria mecânica) e quatro mantiveram os mesmo
níveis de participação relativa (extrativa mineral, borracha, transporte e têxtil e vestuário). No
geral a indústria extrativa e de transformação nesse período teve uma redução de cerca de 80
estabelecimentos, só recuperando-se no período seguinte (2003-2006). Tal desempenho pode
ser explicado por 2003 ser o pior ano de taxa de crescimento no estado do Rio de Janeiro
entre 1998 e 2006, segundo o IBGE, quando a taxa de crescimento foi negativa em 1,2% e a
taxa média de crescimento do período foi de 2,5 %. (Hasenclever e Lopes, 2009)

Conforme seção anterior, os setores com maiores participações relativas, em comparação com
o MRJ (ver última coluna, da Tabela 8), são diferentes daqueles com o maior número absoluto
de estabelecimentos no ano de 2006. O que mostra uma especialização relativa da Região em
estudo na atividade industrial. Em 1998, os setores com maior participação relativa foram:
minerais não metálicos (16,5%), alimentos e bebidas (14,1%), metalurgia (11,8%) e calçados
(10,9%), ou seja, com exceção deste último todos os demais se encontravam entre os quatro
primeiros no ano de 2006. Cabe destacar que a participação da Zona Oeste nos
estabelecimentos do MRJ vem crescendo entre 1998 e 2006, passando de 6,5% para 7,2%,
principalmente impulsionada pelos aumentos de participação relativa dos setores de comércio
(1,2 pontos percentuais) e indústria (0,9 pontos percentuais). Aqui se observa um fenômeno
interessante: ainda que a indústria da Zona Oeste tenha perdido participação relativa no
período entre as demais atividades econômicas da Região, sua importância em relação aos
estabelecimentos do MRJ ampliou-se. O que demonstra que a perda relativa da indústria da
Zona Oeste no período foi menos relevante do que a perda do Município.

Analisando a distribuição dos estabelecimentos por região administrativa e atividade


econômica, observa-se que o comércio varejista também é a atividade que ocupa a primeira
posição em todas as quatro regiões administrativas pesquisadas. Em segundo lugar aparece a
atividade de serviços de alojamento, alimentação e reparação. Posições que não se alteraram
28

entre 1998 e 2006. A partir daí, aparecem algumas diferenças; a principal delas é a presença
do setor de ensino em terceiro lugar na região de Santa Cruz (com 7,8% dos estabelecimentos
da região) demonstrando uma evolução em relação a 1998 quando ocupava apenas a quinta
posição. Nas demais regiões administrativas o setor ocupava em 2006 a quarta ou quinta
posição com participações variando entre 5,3%, em Campo Grande, e 6,8%, em Realengo.
(ver Tabela 9).
29

Tabela 8 – Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia no MRJ, 1998, 2003 e 2006
Participação %
Bangu Campo Grande Realengo Santa Cruz Total (1) Total MRJ (2) (1) / (2)
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Indústria Extrativa e de Transformação 156 117 164 231 210 230 144 121 121 86 92 112 617 540 627 7.333 6.147 6.744 8,4 8,8 9,3
Extrativa mineral 2 1 3 6 2 5 0 0 0 2 1 1 10 4 9 107 86 106 9,3 4,7 8,5
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 5 5 11 7 8 7 11 8 10 6 3 5 29 24 33 666 510 599 4,4 4,7 5,5
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 22 14 16 27 25 22 9 6 8 16 17 17 74 62 63 859 724 754 8,6 8,6 8,4
Indústria da madeira e do mobiliário 11 9 8 11 10 14 11 7 5 5 8 7 38 34 34 390 284 254 9,7 12,0 13,4
Indústria de calçados 4 1 1 1 0 2 1 0 0 0 0 0 6 1 3 55 36 33 10,9 2,8 9,1
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 56 25 42 42 42 56 29 18 30 18 13 35 145 98 163 1.030 841 1.097 14,1 11,7 14,9
Indústria de produtos minerais nao metálicos 6 5 10 24 26 22 12 6 1 4 12 11 46 49 44 278 260 236 16,5 18,8 18,6
Indústria do material de transporte 0 0 0 1 3 3 1 1 4 4 5 4 6 9 11 195 138 133 3,1 6,5 8,3
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 1 1 3 7 3 3 6 3 3 3 1 0 17 8 9 240 176 176 7,1 4,5 5,1
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 16 15 19 20 18 19 11 15 8 7 9 9 54 57 55 1.154 1.068 1.129 4,7 5,3 4,9
Indústria mecânica 2 8 8 14 7 10 1 4 7 2 3 5 19 22 30 278 278 409 6,8 7,9 7,3
Indústria metalúrgica 19 13 26 40 33 30 35 33 23 7 10 10 101 89 89 854 715 708 11,8 12,4 12,6
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 12 20 17 31 33 37 17 20 22 12 10 8 72 83 84 1.227 1.031 1.110 5,9 8,1 7,6
Serviços industriais de utilidade pública 1 2 3 7 4 6 1 1 1 4 4 5 13 11 15 146 143 168 8,9 7,7 8,9
Construçao civil 47 44 50 79 99 82 42 38 19 29 28 50 197 209 201 3.049 2.919 2.745 6,5 7,2 7,3
Comércio 841 917 1.056 1.452 1.770 1.857 613 657 572 475 621 617 3.381 3.965 4.102 34.462 36.641 37.173 9,8 10,8 11,0
Comércio atacadista 79 86 102 94 110 131 65 63 58 33 24 19 271 283 310 4.908 4.842 4.906 5,5 5,8 6,3
Comércio varejista 762 831 954 1.358 1.660 1.726 548 594 514 442 597 598 3.110 3.682 3.792 29.554 31.799 32.267 10,5 11,6 11,8
Serviços 725 851 1.022 1.130 1.349 1.419 453 556 465 355 440 464 2.663 3.196 3.370 60.731 66.677 68.567 4,4 4,8 4,9
Administraçao pública direta e autárquica 1 1 0 2 3 1 4 4 2 1 1 1 8 9 4 273 283 303 2,9 3,2 1,3
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 160 209 244 218 318 318 90 118 99 52 84 78 520 729 739 28.062 31.926 32.230 1,9 2,3 2,3
Ensino 85 110 133 135 172 193 74 95 80 50 73 98 344 450 504 2.517 2.868 3.110 13,7 15,7 16,2
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 17 18 26 40 44 52 13 16 18 12 11 15 82 89 111 2.876 2.541 2.605 2,9 3,5 4,3
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 245 286 357 424 453 479 207 235 202 139 170 149 1.015 1.144 1.187 16.438 17.150 17.556 6,2 6,7 6,8
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 174 173 184 267 296 294 47 61 46 70 69 80 558 599 604 7.452 8.433 8.675 7,5 7,1 7,0
Transportes e comunicaçoes 43 54 78 44 63 82 18 27 18 31 32 43 136 176 221 3.113 3.476 4.088 4,4 5,1 5,4
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 2 2 3 20 22 18 0 0 1 14 17 15 36 41 37 319 315 333 11,3 13,0 11,1
Total 1.775 1.933 2.298 2.927 3.454 3.612 1.254 1.373 1.179 965 1.202 1.263 6.921 7.962 8.352 106.229 112.842 115.730 6,5 7,1 7,2
Fonte : Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006
30

Tabela 9 – Número de estabelecimentos e participação relativa por setor da economia nas regiões administrativas selecionadas e no MRJ,
1998, 2003 e 2006 (%)
Bangu Campo Grande Realengo Santa Cruz Total (1) Total MRJ (2)
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Indústria Extrativa e de Transformação 8,8 6,1 7,1 7,9 6,1 6,4 11,5 8,8 10,3 8,9 7,7 8,9 8,9 6,8 7,5 6,9 5,4 5,8
Extrativa mineral 0,1 0,1 0,1 0,2 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 0,3 0,3 0,5 0,2 0,2 0,2 0,9 0,6 0,8 0,6 0,2 0,4 0,4 0,3 0,4 0,6 0,5 0,5
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 1,2 0,7 0,7 0,9 0,7 0,6 0,7 0,4 0,7 1,7 1,4 1,3 1,1 0,8 0,8 0,8 0,6 0,7
Indústria da madeira e do mobiliário 0,6 0,5 0,3 0,4 0,3 0,4 0,9 0,5 0,4 0,5 0,7 0,6 0,5 0,4 0,4 0,4 0,3 0,2
Indústria de calçados 0,2 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 3,2 1,3 1,8 1,4 1,2 1,6 2,3 1,3 2,5 1,9 1,1 2,8 2,1 1,2 2,0 1,0 0,7 0,9
Indústria de produtos minerais nao metálicos 0,3 0,3 0,4 0,8 0,8 0,6 1,0 0,4 0,1 0,4 1,0 0,9 0,7 0,6 0,5 0,3 0,2 0,2
Indústria do material de transporte 0,0 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,1 0,1 0,3 0,4 0,4 0,3 0,1 0,1 0,1 0,2 0,1 0,1
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 0,1 0,1 0,1 0,2 0,1 0,1 0,5 0,2 0,3 0,3 0,1 0,0 0,2 0,1 0,1 0,2 0,2 0,2
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 0,9 0,8 0,8 0,7 0,5 0,5 0,9 1,1 0,7 0,7 0,7 0,7 0,8 0,7 0,7 1,1 0,9 1,0
Indústria mecânica 0,1 0,4 0,3 0,5 0,2 0,3 0,1 0,3 0,6 0,2 0,2 0,4 0,3 0,3 0,4 0,3 0,2 0,4
Indústria metalúrgica 1,1 0,7 1,1 1,4 1,0 0,8 2,8 2,4 2,0 0,7 0,8 0,8 1,5 1,1 1,1 0,8 0,6 0,6
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 0,7 1,0 0,7 1,1 1,0 1,0 1,4 1,5 1,9 1,2 0,8 0,6 1,0 1,0 1,0 1,2 0,9 1,0
Serviços industriais de utilidade pública 0,1 0,1 0,1 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1 0,4 0,3 0,4 0,2 0,1 0,2 0,1 0,1 0,1
Construçao civil 2,6 2,3 2,2 2,7 2,9 2,3 3,3 2,8 1,6 3,0 2,3 4,0 2,8 2,6 2,4 2,9 2,6 2,4
Comércio 47,4 47,4 46,0 49,6 51,2 51,4 48,9 47,9 48,5 49,2 51,7 48,9 48,9 49,8 49,1 32,4 32,5 32,1
Comércio atacadista 4,5 4,4 4,4 3,2 3,2 3,6 5,2 4,6 4,9 3,4 2,0 1,5 3,9 3,6 3,7 4,6 4,3 4,2
Comércio varejista 42,9 43,0 41,5 46,4 48,1 47,8 43,7 43,3 43,6 45,8 49,7 47,3 44,9 46,2 45,4 27,8 28,2 27,9
Serviços 40,8 44,0 44,5 38,6 39,1 39,3 36,1 40,5 39,4 36,8 36,6 36,7 38,5 40,1 40,3 57,2 59,1 59,2
Administraçao pública direta e autárquica 0,1 0,1 0,0 0,1 0,1 0,0 0,3 0,3 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1 0,0 0,3 0,3 0,3
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 9,0 10,8 10,6 7,4 9,2 8,8 7,2 8,6 8,4 5,4 7,0 6,2 7,5 9,2 8,8 26,4 28,3 27,8
Ensino 4,8 5,7 5,8 4,6 5,0 5,3 5,9 6,9 6,8 5,2 6,1 7,8 5,0 5,7 6,0 2,4 2,5 2,7
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 1,0 0,9 1,1 1,4 1,3 1,4 1,0 1,2 1,5 1,2 0,9 1,2 1,2 1,1 1,3 2,7 2,3 2,3
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 13,8 14,8 15,5 14,5 13,1 13,3 16,5 17,1 17,1 14,4 14,1 11,8 14,7 14,4 14,2 15,5 15,2 15,2
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 9,8 8,9 8,0 9,1 8,6 8,1 3,7 4,4 3,9 7,3 5,7 6,3 8,1 7,5 7,2 7,0 7,5 7,5
Transportes e comunicaçoes 2,4 2,8 3,4 1,5 1,8 2,3 1,4 2,0 1,5 3,2 2,7 3,4 2,0 2,2 2,6 2,9 3,1 3,5
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 0,1 0,1 0,1 0,7 0,6 0,5 0,0 0,0 0,1 1,5 1,4 1,2 0,5 0,5 0,4 0,3 0,3 0,3
Total 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100
Fonte : Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006
31

Como já adiantado na seção anterior, em relação à representatividade do número de


estabelecimentos das regiões administrativas pesquisadas no Município, em 2006, o setor de
produtos minerais não metálicos aparece como o mais representativo em três regiões: Bangu,
Campo Grande e Santa Cruz, sendo responsáveis por respectivamente 4,2%, 9,3% e 4,7% do
número de estabelecimentos do setor no Município. Tomando-se o ano de 1998, percebe-se
que o cenário de 2006 era outro. Isto demonstra uma mudança em relação a 1998, quando
esse setor estava bem longe de ser o mais representativo dessas regiões, salvo na região
administrativa de Campo Grande. Entre 1998-2006, a representatividade do setor aumentou
nas três regiões.

Na região administrativa de Bangu o setor de ensino aparece empatado com o de produtos


minerais não metálicos em primeiro lugar, demonstrando a evolução desses dois setores que
em 1998 representavam respectivamente 2,2% e 3,4% dos estabelecimentos do setor no MRJ.
Em 2006, essa participação havia subido para 4,2% em cada um dos setores. O setor de ensino
também aparece bem representado na região de Campo Grande (6,2%) onde aparece em
segundo lugar em 2006. Apenas na região administrativa de Realengo aparece a indústria
metalúrgica como a mais representativa da região em relação ao Município, com 3,2% dos
estabelecimentos do setor, resultado da queda da representatividade da indústria de minerais
não-metálicos da região (queda de 4,3% para 0,4% entre 1998-2006). Já na região de Santa
Cruz, destaca-se a representatividade do setor agrícola e extrativo vegetal que aparece na
segunda posição com 4,5% dos estabelecimentos municipais, perdendo a liderança que
detinha em 1998.

Em 1998, o setor de produtos minerais não metálicos aparece como o mais representativo em
duas regiões: Campo Grande e Realengo, sendo responsável por respectivamente 8,6% e 4,3%
dos estabelecimentos do setor no Município. Na região administrativa de Bangu destacava-se
ainda a indústria de calçados, responsável por 7,3% dos estabelecimentos do setor no
Município.

Analisando os empregos da região segundo as atividades econômicas (Tabela 10), tanto no


ano de 2006 quanto no ano 1998, destaca-se o setor de comércio varejista com quase 29% dos
113.561 empregos da região em 2006 e 26% dos 87.685 empregos em 1998. Em seguida
encontram-se os setores de serviços de alojamento, alimentação, reparação e manutenção com
11,7% dos empregos (9% em 1998), e transporte e comunicação com 11,1% (9,5% em 1998),
mostrando-se um pouco menos concentrado que a distribuição dos estabelecimentos. Na
variação entre 1998-2006, o setor de atividade econômica que mais avançou no número de
empregos foi o comércio (crescimento de 4 pontos percentuais na participação relativa. Em
movimento inverso à expansão relativa, destaque para a queda no número de empregos
gerados pela administração pública, em 1998 eram 6.489 empregos (7,4% do total) contra
2.426 em 2006 (apenas 2,1% do total). Apesar dessa redução na Zona Oeste, o número de
empregos gerados pela administração pública no MRJ como um todo cresceu, reduzindo a
participação da Zona Oeste na administração pública no MRJ de 1,6 para 0,6% no período
(ver Tabela 11).

O principal setor da indústria extrativa e de transformação é ainda a indústria de alimentos e


bebidas, que aparece apenas na sétima posição geral com 4,7% dos empregos (reduzindo em
0,2 pontos percentuais a participação observada em 1998), ou seja, sua participação nos
empregos é superior a participação no número de estabelecimentos. Entretanto, em termos
absolutos a indústria não se destaca nas atividades econômicas da região em relação à geração
de empregos, ficando atrás dos setores de serviços e comércio.
32

Da mesma forma que no caso das participações relativas dos estabelecimentos, se


compararmos a participação relativa do número de empregos da Zona Oeste com o MRJ, os
setores com maior participação relativa em relação ao MRJ são diferentes daqueles com maior
número absoluto de empregos. Neste caso, em 2006, os seis principais setores encontram-se
na indústria de transformação, em ordem decrescente de participação relativa: metalurgia;
minerais não metálicos; madeira e mobiliário; alimentos e bebidas; borracha, fumo, couro e
peles; e papelão e gráfica. Esses setores possuem participação relativa, respectivamente, de
27,5, 19,2, 18,7, 15,3, 12,9 e 12,5%, apresentando quase o triplo da participação relativa do
número de empregos da região no município (5,8%), ou seja, ainda que a indústria não se
destaque por número de empregos gerados na região pesquisada, comparando-a com o MRJ,
percebe-se uma especialização relativa da região nas atividades industriais, refletida agora nos
dados de emprego.
33

Tabela 10 – Número de empregos e participação relativa por setor da economia no MRJ, 1998, 2003 e 2006
p ç
Bangu Campo Grande Realengo Santa Cruz Total (1) Total MRJ (2) (1) / (2)
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Indústria Extrativa e de Transformação 1.598 1.945 4.904 9.001 8.442 5.174 2.550 1.935 2.399 4.559 6.825 7.361 17.708 19.147 19.838 169.096 143.963 166.616 10,5 13,3 11,9
Extrativa mineral 129 37 61 75 29 25 0 0 0 9 2 2 213 68 88 2.058 2.568 13.318 10,3 2,6 0,7
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 28 35 40 2.378 2.110 367 1.264 936 1.001 36 17 54 3.706 3.098 1.462 13.429 10.708 11.346 27,6 28,9 12,9
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 307 447 623 988 941 1.159 229 198 303 844 733 744 2.368 2.319 2.829 32.374 28.771 24.444 7,3 8,1 11,6
Indústria da madeira e do mobiliário 113 40 64 89 87 152 70 27 143 151 121 153 423 275 512 4.214 2.481 2.742 10,0 11,1 18,7
Indústria de calçados 28 7 0 4 0 1 1 0 0 0 0 0 33 7 1 410 503 571 8,0 1,4 0,2
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 412 360 3.023 2.984 3.732 1.531 233 163 211 679 801 569 4.308 5.056 5.334 29.226 28.438 34.796 14,7 17,8 15,3
Indústria de produtos minerais nao metálicos 30 35 157 353 231 505 99 16 25 285 324 223 767 606 910 5.697 5.055 4.744 13,5 12,0 19,2
Indústria do material de transporte 0 0 0 55 27 136 2 13 112 227 383 318 284 423 566 3.323 3.765 6.719 8,5 11,2 8,4
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 5 0 5 29 13 30 48 17 19 154 6 0 236 36 54 8.142 5.288 4.338 2,9 0,7 1,2
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 363 525 344 209 76 143 104 89 55 1.686 1.755 1.976 2.362 2.445 2.518 24.944 18.606 20.121 9,5 13,1 12,5
Indústria mecânica 31 44 269 673 188 242 17 114 53 30 6 431 751 352 995 8.794 8.215 10.694 8,5 4,3 9,3
Indústria metalúrgica 101 134 139 791 562 433 339 177 169 245 2.553 2.711 1.476 3.426 3.452 14.308 11.376 12.530 10,3 30,1 27,5
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 51 281 179 373 446 450 144 185 308 213 124 180 781 1.036 1.117 22.177 18.189 20.253 3,5 5,7 5,5
Serviços industriais de utilidade pública 80 22 6 342 90 131 6 3 6 711 293 171 1.139 408 314 35.250 27.504 31.425 3,2 1,5 1,0
Construçao civil 812 388 423 1.637 1.405 1.244 782 537 282 528 622 442 3.759 2.952 2.391 70.325 53.672 72.978 5,3 5,5 3,3
Comércio 6.040 7.081 8.942 10.789 15.042 17.514 4.994 4.256 5.491 2.853 3.528 4.560 24.676 29.907 36.507 258.295 289.300 326.497 9,6 10,3 11,2
Comércio atacadista 650 691 836 632 1.625 2.340 329 442 394 159 172 140 1.770 2.930 3.710 45.167 49.391 58.103 3,9 5,9 6,4
Comércio varejista 5.390 6.390 8.106 10.157 13.417 15.174 4.665 3.814 5.097 2.694 3.356 4.420 22.906 26.977 32.797 213.128 239.909 268.394 10,7 11,2 12,2
Serviços 8.300 10.384 14.355 16.784 21.215 21.516 8.480 10.305 9.276 6.687 7.311 9.257 40.251 49.215 54.404 1.222.204 1.252.810 1.362.737 3,3 3,9 4,0
Administraçao pública direta e autárquica 17 1 0 759 618 302 3.290 2.448 888 2.423 1.793 1.236 6.489 4.860 2.426 405.904 391.469 420.553 1,6 1,2 0,6
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 751 1.661 1.685 2.414 3.243 2.475 868 802 2.091 278 732 597 4.311 6.438 6.848 232.165 282.233 316.120 1,9 2,3 2,2
Ensino 1.274 2.034 2.208 3.294 4.531 5.799 1.880 2.069 1.919 653 1.318 1.594 7.101 9.952 11.520 79.315 86.581 97.165 9,0 11,5 11,9
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 310 306 351 493 685 685 229 271 255 182 198 282 1.214 1.460 1.573 65.391 64.827 58.652 1,9 2,3 2,7
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 1.684 2.467 4.087 3.465 5.027 5.585 1.487 2.275 2.303 1.249 1.763 1.328 7.885 11.532 13.303 217.556 227.243 254.129 3,6 5,1 5,2
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 1.723 1.500 1.598 1.813 1.722 2.499 552 1.069 932 826 554 1.090 4.914 4.845 6.119 80.192 73.663 80.573 6,1 6,6 7,6
Transportes e comunicaçoes 2.541 2.415 4.426 4.546 5.389 4.171 174 1.371 888 1.076 953 3.130 8.337 10.128 12.615 141.681 126.794 135.545 5,9 8,0 9,3
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 35 6 3 60 79 51 0 0 1 57 50 52 152 135 107 1.768 1.909 1.761 8,6 7,1 6,1
Total 16.865 19.826 28.633 38.613 46.273 45.630 16.812 17.036 17.455 15.395 18.629 21.843 87.685 101.764 113.561 1.757.366 1.769.158 1.962.014 5,0 5,8 5,8
Fonte : Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006
34

Tabela 11 – Número de empregos e participação relativa por setor da economia nas regiões administrativas selecionadas e no MRJ, 1998,
2003 e 2006 (%)
Bangu Campo Grande Realengo Santa Cruz Total (1) Total MRJ (2)
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Indústria Extrativa e de Transformação 9,5 9,8 17,1 23,3 18,2 11,3 15,2 11,4 13,7 29,6 36,6 33,7 20,2 18,8 17,5 9,6 8,1 8,5
Extrativa mineral 0,8 0,2 0,2 0,2 0,1 0,1 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,0 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 1,8
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, similares, ind. diversas 0,2 0,2 0,1 6,2 4,6 0,8 7,5 5,5 5,7 0,2 0,1 0,2 4,2 3,0 1,3 0,8 0,6 0,6
Ind. química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, ... 1,8 2,3 2,2 2,6 2,0 2,5 1,4 1,2 1,7 5,5 3,9 3,4 2,7 2,3 2,5 1,8 1,6 1,2
Indústria da madeira e do mobiliário 0,7 0,2 0,2 0,2 0,2 0,3 0,4 0,2 0,8 1,0 0,6 0,7 0,5 0,3 0,5 0,2 0,1 1,0
Indústria de calçados 0,2 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,6
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 2,4 1,8 10,6 7,7 8,1 3,4 1,4 1,0 1,2 4,4 4,3 2,6 4,9 5,0 4,7 1,7 1,6 1,0
Indústria de produtos minerais nao metálicos 0,2 0,2 0,5 0,9 0,5 1,1 0,6 0,1 0,1 1,9 1,7 1,0 0,9 0,6 0,8 0,3 0,3 0,5
Indústria do material de transporte 0,0 0,0 0,0 0,1 0,1 0,3 0,0 0,1 0,6 1,5 2,1 1,5 0,3 0,4 0,5 0,2 0,2 0,2
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 0,0 0,0 0,0 0,1 0,0 0,1 0,3 0,1 0,1 1,0 0,0 0,0 0,3 0,0 0,0 0,5 0,3 0,3
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica 2,2 2,6 1,2 0,5 0,2 0,3 0,6 0,5 0,3 11,0 9,4 9,0 2,7 2,4 2,2 1,4 1,1 0,1
Indústria mecânica 0,2 0,2 0,9 1,7 0,4 0,5 0,1 0,7 0,3 0,2 0,0 2,0 0,9 0,3 0,9 0,5 0,5 0,7
Indústria metalúrgica 0,6 0,7 0,5 2,0 1,2 0,9 2,0 1,0 1,0 1,6 13,7 12,4 1,7 3,4 3,0 0,8 0,6 0,2
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 0,3 1,4 0,6 1,0 1,0 1,0 0,9 1,1 1,8 1,4 0,7 0,8 0,9 1,0 1,0 1,3 1,0 0,0
Serviços industriais de utilidade pública 0,5 0,1 0,0 0,9 0,2 0,3 0,0 0,0 0,0 4,6 1,6 0,8 1,3 0,4 0,3 2,0 1,6 1,6
Construçao civil 4,8 2,0 1,5 4,2 3,0 2,7 4,7 3,2 1,6 3,4 3,3 2,0 4,3 2,9 2,1 4,0 3,0 3,7
Comércio 35,8 35,7 31,2 27,9 32,5 38,4 29,7 25,0 31,5 18,5 18,9 20,9 28,1 29,4 32,1 14,7 16,4 16,6
Comércio atacadista 3,9 3,5 2,9 1,6 3,5 5,1 2,0 2,6 2,3 1,0 0,9 0,6 2,0 2,9 3,3 2,6 2,8 13,7
Comércio varejista 32,0 32,2 28,3 26,3 29,0 33,3 27,7 22,4 29,2 17,5 18,0 20,2 26,1 26,5 28,9 12,1 13,6 3,0
Serviços 49,2 52,4 50,1 43,5 45,8 47,2 50,4 60,5 53,1 43,4 39,2 42,4 45,9 48,4 47,9 69,5 70,8 69,5
Administraçao pública direta e autárquica 0,1 0,0 0,0 2,0 1,3 0,7 19,6 14,4 5,1 15,7 9,6 5,7 7,4 4,8 2,1 23,1 22,1 13,0
Com. e administraçao de imóveis, valores mobiliários, serv. técnico... 4,5 8,4 5,9 6,3 7,0 5,4 5,2 4,7 12,0 1,8 3,9 2,7 4,9 6,3 6,0 13,2 16,0 6,9
Ensino 7,6 10,3 7,7 8,5 9,8 12,7 11,2 12,1 11,0 4,2 7,1 7,3 8,1 9,8 10,1 4,5 4,9 5,0
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 1,8 1,5 1,2 1,3 1,5 1,5 1,4 1,6 1,5 1,2 1,1 1,3 1,4 1,4 1,4 3,7 3,7 16,1
Serv. de alojamento, alimentaçao, reparaçao, manutençao, redaçao, r... 10,0 12,4 14,3 9,0 10,9 12,2 8,8 13,4 13,2 8,1 9,5 6,1 9,0 11,3 11,7 12,4 12,8 4,1
Serviços médicos, odontológicos e veterinários 10,2 7,6 5,6 4,7 3,7 5,5 3,3 6,3 5,3 5,4 3,0 5,0 5,6 4,8 5,4 4,6 4,2 21,4
Transportes e comunicaçoes 15,1 12,2 15,5 11,8 11,6 9,1 1,0 8,0 5,1 7,0 5,1 14,3 9,5 10,0 11,1 8,1 7,2 3,0
Agricultura, silvicultura, criaçao de animais, extrat. vegetal... 0,2 0,0 0,0 0,2 0,2 0,1 0,0 0,0 0,0 0,4 0,3 0,2 0,2 0,1 0,1 0,1 0,1 0,1
Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0
Fonte : Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006
35

Em 2006, o primeiro setor não industrial em ordem de participação relativa do número de


empregos no MRJ, para o ano de 2006, era o setor de comércio que aparece em sétimo lugar
com 11,2% dos empregos municipais do setor. Além dos setores já citados, também aparecem
acima da média de participação relativa (5,8%) os setores de: mecânica; material de
transporte; transporte e comunicação; serviços médicos; ensino; e agricultura e extrativismo
vegetal. Estes e as demais atividades, citadas no parágrafo anterior, comprovam claramente
uma concentração de empregos industriais desta região no Município.

Em 1998, cinco dos seis principais setores encontravam–se na indústria de transformação,


havendo destaque também para o comércio varejista que se encontrava na quarta posição. Em
ordem decrescente de participação relativa: borracha, fumo, couro e peles (27,6%), alimentos
e bebidas (14,7%), minerais não metálicos (13,5%), comércio varejista (10,7%), e por fim
extrativismo mineral empatado com metalurgia (10,3% cada). Se compararmos com 2006,
observa-se uma completa mudança na ordenação dos setores industriais em ordem de
importância, com a indústria metalúrgica assumindo a liderança (27,5%), acompanhada pelos
setores de minerais não-metálicos (19,2%) e madeira e mobiliário (18,7%).

Entre 1998 e 2006 a participação da Zona Oeste nos empregos do MRJ passou de 5,0% para
5,8% com destaque para o aumento da indústria e do comércio que foram superiores aos
observados no MRJ permitindo o aumento na participação relativa.

Analisando a distribuição dos empregos por atividade econômica e por região administrativa,
observa-se que no período 1998-2006, o setor de comércio varejista é também o principal,
variando sua participação relativa entre 17,5% e 32%, em 1998, e entre 20% e 33% em 2006,
dependendo da região estudada. As demais posições ocupadas pelos setores de atividade
econômica variam conforme a região administrativa. Em 1998, o setor de transporte e
comunicação aparece em segundo lugar nas regiões de Bangu e Campo Grande (15,1% e
11,8%, respectivamente). Já nas regiões de Realengo e Santa Cruz, o segundo lugar era
ocupado pela administração pública com 19,6% e 15,7%, respectivamente, dos empregos
gerados (em 2006 com a queda observada passaram a representar apenas 5,1% e 5,7%
respectivamente).

Já em 2006, o setor de transporte e comunicação manteve o segundo lugar nas regiões de


Bangu com 15,5% dos empregos, mas perdeu espaço para outros setores em Campo Grande,
tendo sido alcançado pelo setor de ensino (12,7%). Já em Realengo, o setor de serviços de
alojamento, alimentação e reparação assumiu a segunda posição após responder por 13,2%
dos empregos. Por último, em Santa Cruz, o setor de transporte e comunicação alcançou a
segunda posição com 14,3%, frente a queda na participação da administração pública.
Destaca-se ainda em Santa Cruz a indústria metalúrgica e de papel, editorial e gráfica, como o
terceiro e o quarto maiores empregadores, com 12,4% e 9% dos empregos dessa região,
respectivamente.

Em relação à representatividade da indústria nas regiões administrativas pesquisadas no


Município, não se repete a ordem setorial observada na região como um todo. No ano de
2006, apenas na região de Santa Cruz, a indústria metalúrgica possui a maior
representatividade setorial no município, sendo responsável por 21,6% dos empregos do setor
no município, em segundo lugar está o setor de papel, editorial e gráfica com 9,8%. Em
Bangu, a maior representatividade está no setor de alimentos e bebidas, com 8,7% dos
empregos municipais do setor, seguida pelo setor de serviços de transporte e comunicação e a
indústria de produtos de minerais não-metálicos, com 3,3% de participação relativa para cada
um deles. Em Campo Grande, o setor mais representativo é o de produtos de minerais não-
36

metálicos com 10,6%, seguido do setor de ensino com 6% dos empregos municipais. Em
Realengo, a maior representatividade está na indústria de borracha, couro e peles, com 8,8%,
seguido de madeira e mobiliário, com 5,2%.

Em 1998, o setor de borracha, fumo, couro e peles possuía a maior representatividade nas
regiões de Campo Grande (17,7%) e Realengo (9,4%). Em Campo Grande, o segundo lugar
era ocupado pelo setor de alimentos e bebidas (10,2%) e, em Realengo pelos setores de ensino
e metalurgia (2,4% cada). Em Bangu, a maior representatividade estava no setor de calçados
(6,8%), seguido pela indústria extrativa mineral (6,3%). Em Santa Cruz, os setores mais
representativos eram o de material de transporte e a indústria do papel, papelão, editorial e
gráfica (ambos com 6,8% dos empregos municipais do setor).

Representatividade econômica da Região de estudo e tamanho dos estabelecimentos

Situação, em 1998, semelhante à de 2006 no que diz respeito aos estabelecimentos e empregos formais, mas
ligeiramente inferior a de 2006. Campo Grande e Bangu eram já os líderes e Realengo e Santa Cruz
disputavam a última posição. Os micros e pequenos estabelecimentos eram ainda mais importantes em
1998

A região de estudo tem uma pequena expressão econômica na atividade formal quando
comparada com o conjunto das atividades econômicas do MRJ por números de
estabelecimento e de emprego, apesar de ter crescido entre 1998-2006, e aumentado a sua
participação, conforme Tabelas 12 e 13. De fato, em 1998, a Zona Oeste representava em
termos de estabelecimentos 6,5% passando para 7,2%, em 2006. Em termos de empregos
representava 5% do MRJ em 1998, passando para 5,8% em 2006. Os bairros-sede (que dão
nome a cada região administrativa) são exatamente aqueles que apresentam o maior número
de estabelecimento e de emprego e são os primeiros entre os 17 pesquisados, conforme
detalhado abaixo.

Em termos de distribuição de estabelecimentos (ver Tabela 12), a região administrativa que


aparece com maior concentração, tanto em 1998 quanto em 2006, é Campo Grande com
42,3%, em 1998, e 43,2%, em 2006, dos estabelecimentos da região estudada. Ela é seguida
pelas regiões de Bangu com 25,6%, em 1998, e 27,5%, em 2006. Em 1998, o 3º lugar era
ocupado por Realengo, com 18,1% dos estabelecimentos, enquanto Santa Cruz possuía
13,9%. Em 2006, Santa Cruz passou a frente sendo responsável por 15% dos
estabelecimentos da região estudada e Realengo por 14,1%. Em relação ao MRJ, em 1998, o
lugar ocupado pelas participações relativas dos estabelecimentos era igual para Campo
Grande (2,8%) e Bangu (1,7%), mas se inverteu para Realengo (1,2%) e Santa Cruz (0,9%),
somando os 7,2% (ver Tabela 12, última coluna). Comparando-se 2006 com 1998, Campo
Grande, Bangu e Santa Cruz ganharam participação relativa e Realengo perdeu.

Como já afirmado anteriormente, o número de empregos (ver Tabela 13) é mais bem
distribuído entre os bairros sede do que o número de estabelecimentos, apesar de a ordem dos
bairros não se alterar. Em 2006, Campo Grande aparecia em primeiro lugar com 40,2% dos
empregos formais, seguido por Bangu, Santa Cruz e Realengo que apresentam participação de
25%, 19,2% e 15,4%, respectivamente. Em relação ao MRJ, os percentuais eram,
respectivamente, 2,3%, 1,5%, 1,1% e 0,9% dos empregos formais, somando 5,8% (ver Tabela
13, última coluna) em 2006.

Em 1998, Campo Grande também aparecia em primeiro lugar com 44% do número de
emprego formal, seguido por Bangu, Realengo e Santa Cruz que apresentam participação de
19,2%, 19,2% e 17,6%, respectivamente. Houve um ganho de participação relativa nos
37

empregos em 2006 apenas para Bangu e Santa Cruz, tendo as duas outras regiões perdido
participação. Em relação ao MRJ, os percentuais eram, em 1998, de 2,2%, 1%, 1% e 0,9%
respectivamente para as regiões de Campo Grande, Bangu, Realengo e Santa Cruz dos
empregos formais, somando 5% do total, uma participação inferior à apresentada em 2006.

Em relação ao tamanho dos estabelecimentos, o predomínio dos estabelecimentos de micro


e pequeno porte já era observado nas 4 regiões administrativas em 1998 (80,5% dos 6.921
estabelecimentos), e manteve-se em 2006, porém com um pequena queda na participação
(77% dos 8.352 estabelecimentos). Analisando o porte segundo as regiões administrativas, o
mesmo movimento é observado em todas elas entre os anos de 1998 e 2006. Comparando
com o MRJ, observa-se que a participação dos grandes estabelecimentos é menor do que a
participação dos estabelecimentos em geral, apesar de ter aumentado no período, saindo de
5,7% em 1998, para 6,3% em 2006. Isto demonstra que a região apresenta proporcionalmente
menos estabelecimentos de maior porte que o restante do Município, apesar de estar
reduzindo essa diferença.

Os principais geradores de empregos na região estudada são os estabelecimentos de médio e


grande porte, apesar de representarem apenas 3,5%, em 1998, e 4%, em 2006, do número de
estabelecimentos, eles eram responsáveis, em 1998, por 58,3% dos 87.709 empregos da
região (respectivamente 23,3% e 35%). Em 2006, apesar de uma pequena queda ainda
respondiam por mais de 55% (25% e 30,4%, respectivamente) dos 113.561 empregos formais
da região. A distribuição dos empregos segundo o porte dos estabelecimentos apresenta-se de
maneira semelhante, independente da região administrativa, com exceção da região de Campo
Grande onde os pequenos estabelecimentos detinham em 2006, 30% da força de trabalho
formal, frente a 27% dos médios e 24% dos estabelecimentos grandes. Nas demais regiões os
médios e grandes estabelecimentos são os principais responsáveis pela geração de empregos,
mantendo mais ou menos o mesmo cenário observado em 1998.
38

Tabela 12 – Número e distribuição dos estabelecimentos por tamanho para os bairros selecionados, 1998, 2003 e 2006

Micro (0 a 9) Pequeno (10 a 49) Médio (50 a 249) Grande (> 250) Total Total (%) MRJ (%)

1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Bangu 1.458 1.533 1.786 262 330 420 49 61 77 6 9 15 1.775 1.933 2.298 25,6 24,3 27,5 1,7 1,7 2,0
Bangu 996 1.109 1.343 191 252 333 32 43 62 5 7 12 1.224 1.411 1.750 17,7 17,7 21,0 1,2 1,3 1,5
Padre Miguel 325 275 287 47 46 60 7 9 10 1 1 2 380 331 359 5,5 4,2 4,3 0,4 0,3 0,3
Senador Camará 137 149 156 24 32 27 10 9 5 0 1 1 171 191 189 2,5 2,4 2,3 0,2 0,2 0,2
Campo Grande 2.353 2.745 2.773 469 572 689 82 112 131 23 25 19 2.927 3.454 3.612 42,3 43,4 43,2 2,8 3,1 3,1
Campo Grande 2.056 2.354 2.389 404 476 586 80 107 116 17 20 16 2557 2957 3.107 36,9 37,1 37,2 2,4 2,6 2,7
Cosmos 64 81 73 18 27 21 1 1 3 0 1 2 83 110 99 1,2 1,4 1,2 0,1 0,1 0,1
Inhoaiba 55 59 90 9 17 28 0 0 4 1 1 0 65 77 122 0,9 1,0 1,5 0,1 0,1 0,1
Santissimo 67 99 94 14 13 25 1 3 4 2 2 1 84 117 124 1,2 1,5 1,5 0,1 0,1 0,1
Senador Vasconcelos 111 152 127 24 39 29 0 1 4 3 1 0 138 193 160 2,0 2,4 1,9 0,1 0,2 0,1
Realengo 993 1.091 906 223 241 228 29 30 36 9 11 9 1.254 1.373 1.179 18,1 17,2 14,1 1,2 1,2 1,0
Campo dos Afonsos 55 50 25 11 4 7 3 3 2 4 4 1 73 61 35 1,1 0,8 0,4 0,1 0,1 0,0
Deodoro 41 43 30 19 22 15 2 3 1 0 0 0 62 68 46 0,9 0,9 0,6 0,1 0,1 0,0
Jardim Sulacap 157 203 151 25 38 35 2 5 4 0 0 1 184 246 191 2,7 3,1 2,3 0,2 0,2 0,2
Magalhaes Bastos 49 46 58 5 11 14 1 0 0 0 0 0 55 57 72 0,8 0,7 0,9 0,1 0,1 0,1
Realengo 673 732 624 161 159 153 20 18 28 5 7 7 859 916 812 12,4 11,5 9,7 0,8 0,8 0,7
Vila Militar 18 17 18 2 7 4 1 1 1 0 0 0 21 25 23 0,3 0,3 0,3 0,0 0,0 0,0
Santa Cruz 772 949 971 146 205 243 41 41 40 6 7 9 965 1.202 1.263 13,9 15,1 15,1 0,9 1,1 1,1
Paciencia 137 155 173 20 38 44 6 10 6 2 1 1 165 204 224 2,4 2,6 2,7 0,2 0,2 0,2
Santa Cruz 564 719 720 116 155 185 31 26 32 3 6 8 714 906 945 10,3 11,4 11,3 0,7 0,8 0,8
Sepetiba 71 75 78 10 12 14 4 5 2 1 0 0 86 92 94 1,2 1,2 1,1 0,1 0,1 0,1
Total Zona Oeste (1) 5.576 6.318 6.436 1.100 1.348 1.580 201 244 284 44 52 52 6.921 7.962 8.352 100,0 100,0 100,0 6,5 7,1 7,2
Total MRJ (2) 85.527 90.135 90.745 16.698 18.800 20.553 3.234 3.148 3.608 770 759 824 106.229 112.842 115.730 - - - 100 100 100,0
Participação % - (1) / (2) 6,5 7,0 7,1 6,6 7,2 7,7 6,2 7,8 7,9 5,7 6,9 6,3 6,5 7,1 7,2 - - - - - -

Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006


39

Tabela 13 – Número e distribuição dos empregos segundo tamanho dos estabelecimentos para os bairros selecionados, 1998, 2003 e 2006
Micro (0 a 9) Pequeno (10 a 49) Médio (50 a 249) Grande (> 250) Total Total (%) MRJ (%)
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Bangu 3.984 4.588 5.431 4.972 6.237 8.095 5.040 5.689 7.021 2.877 3.312 8.086 16.873 19.826 28.633 19,2 19,5 25,2 1,0 1,1 1,5
Bangu 2.749 3.324 4.153 3.735 4.848 6.421 3.362 4.082 5.423 2.424 2.777 7.175 12.270 15.031 23.172 14,0 14,8 20,4 0,7 0,8 1,2
Padre Miguel 824 798 777 861 822 1191 701 617 834 453 268 647 2839 2505 3.449 3,2 2,5 3,0 0,2 0,1 0,2
Senador Camará 411 466 501 376 567 483 977 990 764 0 267 264 1764 2290 2.012 2,0 2,3 1,8 0,1 0,1 0,1
Campo Grande 6.509 8.166 8.600 9.111 11.178 13.534 8.197 10.684 12.490 14.807 16.245 11.006 38.624 46.273 45.630 44,0 45,5 40,2 2,2 2,6 2,3
Campo Grande 5.682 7.004 7.437 7.911 9.325 11.669 7.965 10.139 11.162 10.549 12.549 7.189 32.107 39.017 37.457 36,6 38,3 33,0 1,8 2,2 1,9
Cosmos 188 246 221 335 491 370 72 58 197 0 592 2.508 595 1.387 3.296 0,7 1,4 2,9 0,0 0,1 0,2
Inhoaiba 151 160 287 181 335 507 0 0 322 686 844 0 1018 1339 1.116 1,2 1,3 1,0 0,1 0,1 0,1
Santissimo 174 338 281 280 230 497 160 368 366 1.440 1110 1.309 2.054 2.046 2.453 2,3 2,0 2,2 0,1 0,1 0,1
Senador Vasconcelos 314 418 374 404 797 491 0 119 443 2132 1150 0 2850 2484 1.308 3,2 2,4 1,2 0,2 0,1 0,1
Realengo 2.691 3.027 2.800 4.345 4.679 4.405 2.708 3.018 4.086 7.068 6.312 6.164 16.812 17.036 17.455 19,2 16,7 15,4 1,0 1,0 0,9
Campo dos Afonsos 151 163 48 227 48 95 444 419 133 3561 2655 766 4383 3285 1.042 5,0 3,2 0,9 0,2 0,2 0,1
Deodoro 117 140 118 424 517 405 220 209 166 0 0 0 761 866 689 0,9 0,9 0,6 0,0 0,0 0,0
Jardim Sulacap 447 547 479 445 632 629 155 491 459 0 0 299 1047 1670 1.866 1,2 1,6 1,6 0,1 0,1 0,1
Magalhaes Bastos 156 123 168 95 240 271 154 0 0 0 0 0 405 363 439 0,5 0,4 0,4 0,0 0,0 0,0
Realengo 1.779 2.009 1.922 3.112 3.099 2.907 1.636 1.824 3.259 3.507 3.657 5.099 10.034 10.589 13.187 11,4 10,4 11,6 0,6 0,6 0,7
Vila Militar 41 45 65 42 143 98 99 75 69 0 0 0 182 263 232 0,2 0,3 0,2 0,0 0,0 0,0
Santa Cruz 2.176 2.821 3.052 2.780 4.039 4.683 4.486 4.822 4.793 5.958 6.947 9.315 15.400 18.629 21.843 17,6 19,6 19,2 0,9 1,1 1,1
Paciencia 402 1768 521 373 679 288 743 1248 115 1255 562 0 2773 4257 924 3,2 4,2 0,8 0,2 0,2 0,0
Santa Cruz 1.565 2.128 2.279 2.237 3.079 878 3.273 2.966 781 4.425 6.385 528 11.500 14.558 4.466 13,1 14,3 3,9 0,7 0,8 0,2
Sepetiba 209 263 252 170 281 3517 470 608 3897 278 0 8787 1127 1152 16453 1,3 1,1 14,5 0,1 0,1 0,8
Total Zona Oeste (1) 15.360 18.602 19.883 21.208 26.133 30.717 20.431 24.213 28.390 30.710 32.816 34.571 87.709 101.764 113.561 100,0 100,0 100,0 5,0 5,8 5,8
Total Rio de Janeiro (2) 238.194 254.675 264.104 326.978 365.713 405.826 331.316 316.414 356.440 860.878 832.356 935.644 1.757.366 1.769.158 1.962.014 - - - 100,0 100,0 100,0
Participação % - (1) / (2) 6,4 7,3 7,5 6,5 7,1 7,6 6,2 7,7 8,0 3,6 3,9 3,7 5,0 5,8 5,8 - - - - - -
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006
40

Comparando os dados com os do MRJ, observa-se que a participação relativa dos empregos
gerados nos micros, pequenos e médios estabelecimentos da região pesquisada têm mais ou
menos a mesma participação sobre o total do município que os estabelecimentos do mesmo
porte sobre o total de estabelecimentos. Isto mostra que os estabelecimentos micro, pequenos
e médios da região estudada e do MRJ possuem uma capacidade de geração de empregos
semelhantes. Porém, os empregos gerados nos estabelecimentos de grande porte da região
pesquisada, ao contrário dos estabelecimentos dos demais portes, apresentam uma
participação muito menor, apesar de praticamente estável no período (3,6%, em 1998, e 3,7%,
em 2006). Isso significa que os grandes estabelecimentos da região estudada geram, em
média, menos empregos que os grandes estabelecimentos do Município. Uma hipótese para
explicar esta constatação seria de que as principais atividades econômicas da região são pouco
intensivas em mão-de-obra e mais intensivas em capital.

Qualificação, faixa etária e remuneração da Região de estudo

A qualificação, faixa etária e remuneração dos empregos eram piores em 1998;


registrou-se uma melhora em 2006, mas ainda aquém da necessária para alcançar o
padrão do MRJ

A qualificação dos empregados da região apresenta um quadro bastante grave, porém


melhorando bastante entre 1998 e 2006. Em 1998, 60,7% dos empregados possuíam apenas
até o nível fundamental de ensino (oito anos de estudo). Em 2006, esse percentual como visto
era bem menor (41%), o que demonstra a melhora no nível de qualificação da mão-de-obra.
Na faixa seguinte estão os empregados com o ensino médio (completo ou incompleto) onde,
corroborando com o dado anterior, houve um aumento expressivo passando de 28%, em 1998,
para 45%, em 2006. Já a expansão dos trabalhadores com pelo menos o nível superior foi bem
menor, passando apenas de 10,7%, para 13,8% entre 1998 e 2006.

Comparando-se o grau de qualificação dos empregados da região com o dos empregados do


MRJ, em 2006, nota-se que as duas maiores diferenças apresentam-se nos extremos. Enquanto
que o percentual de trabalhadores do MRJ com apenas ensino fundamental é de 34% (7
pontos percentuais abaixo da região estudada), o percentual de trabalhadores com nível
superior é de 26% (12 pontos percentuais acima da Zona Oeste). Esse movimento pode ser
observado na Tabela 14. Entre 1998-2006, observa-se uma redução da diferença entre a Zona
Oeste e o MRJ em relação aos empregados com ensino fundamental, porém em relação aos
empregos de ensino superior houve um pequeno aumento da diferença.
41

Tabela 14 – Número de empregos segundo grau de instrução do empregado, para os


bairros selecionados, 1998, 2003 e 2006
Fundamental Médio Superior Total
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Bangu 10.962 10.550 12.079 4.574 7.156 12.350 1.272 2.120 4.204 16.873 19.826 28.633
Bangu 7.967 8.182 9.764 3.378 5.489 10.281 888 1.360 3.127 12270 15031 23.172
Padre Miguel 1869 1195 1519 753 906 1.270 197 404 660 2839 2505 3.449
Senador Camará 1126 1173 796 443 761 799 187 356 417 1764 2290 2.012
Campo Grande 22.546 20.098 18.291 11.764 19.944 21.225 4.258 6.231 6.114 38.624 46.273 45.630
Campo Grande 17.948 16.188 14.345 10.277 17.440 18.147 3.829 5.389 4.965 32107 39017 37.457
Cosmos 396 515 1280 130 486 1.320 68 386 696 595 1387 3.296
Inhoaiba 766 880 537 220 411 494 31 48 85 1018 1339 1.116
Santissimo 1.450 1.189 1.592 404 667 633 200 190 228 2054 2046 2.453
Senador Vasconcelos 1986 1326 537 733 940 631 130 218 140 2850 2484 1.308
Realengo 10.547 8.690 7.623 4.026 5.719 7.536 2.164 2.627 2.296 16.812 17.036 17.455
Campo dos Afonsos 2434 1445 203 1397 1516 733 537 324 106 4383 3285 1.042
Deodoro 479 411 245 199 226 296 82 229 148 761 866 689
Jardim Sulacap 802 1052 865 193 482 894 48 136 107 1047 1670 1.866
Magalhaes Bastos 255 173 230 129 147 175 21 43 34 405 363 439
Realengo 6.522 5.484 5.999 2.065 3.277 5.347 1.392 1.828 1.841 10034 10589 13.187
Vila Militar 55 125 81 43 71 91 84 67 60 182 263 232
Santa Cruz 9.166 8.660 8.475 4.574 7.574 10.345 1.648 2.395 3.023 15.400 18.629 21.843
Paciencia 2028 1788 1288 576 925 1190 166 206 230 2773 2919 2.708
Santa Cruz 6.374 6.138 6.779 3.707 6.294 8.963 1.411 2.126 2.738 11500 14558 18.480
Sepetiba 764 734 408 291 355 192 71 63 55 1127 1152 655
Total Zona Oeste (1) 53.221 47.998 46.468 24.938 40.393 51.456 9.342 13.373 15.637 87.709 101.764 113.561
Total Rio de Janeiro (2) 857.155 695.765 668.093 513.950 600.640 776.307 386.261 472.753 516.085 1.757.366 1.769.158 1.962.014
Participação % - (1) / (2) 6,2 6,9 7,0 4,9 6,7 6,6 2,4 2,8 3,0 5,0 5,8 5,8
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006

A partir da Tabela 15 podemos ter um perfil da faixa etária dos trabalhadores da região e de
sua comparação com o MRJ. Os trabalhadores da região são mais jovens do que os do MRJ:
21,6%, em 1998, e 18,4%, em 2006, do número de empregados na faixa de idade até 24 anos,
enquanto que o MRJ apresentava apenas 15%, em 1998, e 13,5%, em 2006, do número de
empregados nesta faixa. O número de empregados na faixa entre 25 e 39 anos permaneceu
praticamente estável entre 1998 e 2006, apresentando 49% dos empregados, em 1998, e
48,8%, em 2006. Na categoria seguinte (entre 40 e 64 anos), observou-se um aumento de
28,5%, para 32%, entre 1998 e 2006. Por fim, o percentual na faixa acima de 65 anos
permaneceu irrisório (0,6%, em 1998, e 0,5%, em 2006).

Em comparação com o MRJ pode-se observar que a Zona Oeste teve o mesmo movimento
entre 1998 e 2006 com o envelhecimento da mão de obra, porém os empregados do MRJ
ainda mantiveram um perfil mais velho porque registrou a menor participação percentual de
empregos nas faixas até 39 anos (respondiam por cerca de 61%, em 1998, e 57% em 2006, no
MRJ, enquanto na Zona Oeste respondiam por 71% e 67%, respectivamente). Observa-se
ainda que em ambos a redução da participação dos empregados na faixa etária mais jovem
(até 24 anos) e expansão das faixas mais altas (de 40 a 64 nos). Por fim, a participação dos
empregados com mais de 65 anos, apesar de ser uma pequena parcela, é superior no MRJ à da
Zona Oeste. Em ambos ela permaneceu estabilizada no período.
42

Tabela 15 – Número de empregos segundo faixa etária do empregado nos bairros selecionados, 1998, 2003 e 2006
até 24 anos 25 a 39 anos 40 a 64 anos 65 ou mais ignorado Total
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Bangu 3.658 4.126 5.259 8.012 9.353 14.042 5.063 6.189 9.139 123 155 191 17 3 2 16.873 19.826 28.633
Bangu 2.759 3.199 4.326 5.811 7.053 11.511 3.605 4.664 7.194 84 112 140 11 3 1 12.270 15.031 23.172
Padre Miguel 554 521 588 1.353 1.153 1.532 910 809 1.297 20 22 31 2 0 1 2.839 2.505 3.449
Senador Camará 345 406 345 848 1.147 999 548 716 648 19 21 20 4 0 0 1.764 2.290 2.012
Campo Grande 8.143 10.020 9.690 19.791 23.419 22.745 10.420 12.610 12.991 229 224 204 41 0 0 38.624 46.273 45.630
Campo Grande 7.157 8.858 8.410 16.441 19.719 18.504 8.281 10.258 10.379 197 182 164 31 0 0 32.107 39.017 37.457
Cosmos 150 368 467 283 696 1.735 153 317 1.080 6 6 14 3 0 0 595 1.387 3.296
Inhoaiba 113 147 232 433 614 552 465 572 326 5 6 6 2 0 0 1.018 1.339 1.116
Santissimo 270 291 341 960 950 1.301 811 784 800 13 21 11 0 0 0 2.054 2.046 2.453
Senador Vasconcelos 453 356 240 1.674 1.440 653 710 679 406 8 9 9 5 0 0 2.850 2.484 1.308
Realengo 3.658 3.155 2.407 7.937 7.736 8.480 5.062 5.970 6.421 137 175 147 18 0 0 16.812 17.036 17.455
Campo dos Afonsos 1.202 896 67 2.020 1.237 429 1.134 1.138 538 26 14 8 1 0 0 4.383 3.285 1.042
Deodoro 126 154 102 372 382 309 255 316 270 8 14 8 0 0 0 761 866 689
Jardim Sulacap 254 349 399 499 810 882 282 493 572 11 18 13 1 0 0 1.047 1.670 1.866
Magalhaes Bastos 66 90 88 197 153 206 138 118 141 4 2 4 0 0 0 405 363 439
Realengo 1.989 1.623 1.722 4.761 5.058 6.558 3.184 3.786 4.795 85 122 112 15 0 0 10.034 10.589 13.187
Vila Militar 21 43 29 88 96 96 69 119 105 3 5 2 1 0 0 182 263 232
Santa Cruz 3.511 3.680 3.550 7.383 8.539 10.104 4.408 6.342 8.121 66 68 68 32 0 0 15.400 18.629 21.843
Paciencia 522 480 443 1.435 1.437 1.318 798 988 941 13 14 6 5 0 0 2.773 2.919 2.708
Santa Cruz 2.751 3.040 2.982 5.406 6.576 8.472 3.270 4.895 6.967 46 47 59 27 0 0 11.500 14.558 18.480
Sepetiba 238 160 125 542 526 314 340 459 213 7 7 3 0 0 0 1.127 1.152 655
Total Zona Oeste (1) 18.970 20.981 20.906 43.123 49.047 55.371 24.953 31.111 36.672 555 622 610 108 3 2 87.709 101.764 113.561
Total Rio de Janeiro (2) 264.423 258.392 265.400 805.489 787.813 868.004 664.837 699.892 802.582 21.253 22.758 25.966 1.364 303 62 1.757.366 1.769.158 1.962.014
Participação % - (1) / (2) 7,2 8,1 7,9 5,4 6,2 6,4 3,8 4,4 4,6 2,6 2,7 2,3 7,9 1,0 3,2 5,0 5,8 5,8
Fonte: Elaboração própria com base na RAIS 1998, 2003 e 2006
43

Finalmente, a Tabela 16 apresenta o perfil de remuneração dos trabalhadores formais em


termos de número de salários mínimos. A esmagadora maioria dos trabalhadores da região de
estudo ganha até três salários mínimos (53,5%, em 1998, e 75%, em 2006), sendo essa a única
categoria que apresentou expansão entre 1998-2006. Apenas 8,9%, em 1998 e 3%, em 2006,
ganhavam mais de dez salários mínimos. Parte dessa queda na participação das faixas mais
elevadas pode ser creditada ao aumento real que o salário-mínimo recebeu no período
analisado 6, elevando o seu valor. Comparando-se este perfil com o do MRJ, percebe-se que
ele é bem pior para a região estudada e piorou entre 1998 e 2006. Somente a faixa até 3
salários mínimos aumentou a sua participação em relação ao Município. Todas as demais
apresentaram queda. Além disso, esta faixa é a única que está acima da participação média da
região. No MRJ, 39%, em 1998, e 59%, em 2006, dos trabalhadores estavam na faixa até três
salários mínimos, enquanto que 16,1%,em 1998, e 9%, em 2006, dos trabalhadores ganhavam
mais do que dez salários mínimos, apesar de também ser sentida a redução na participação das
faixas mais abastadas, a redução foi proporcionalmente menor do que a observada no MRJ.

Em resumo, a retrosperspectiva realizada mostra que a predominância das atividades


comerciais e de serviços era ainda mais relevante em 1998 e a especialização relativa da
indústria, quando comparada com o MRJ, um pouco menos importante do que em 2006. A
representatividade econômica da Região, em 1998, apresentava situação inferior à de 2006 no
que diz respeito aos estabelecimentos e empregos formais. Campo Grande e Bangu eram já os
líderes, enquanto Realengo e Santa Cruz disputavam a última posição. Os micros e pequenos
estabelecimentos eram ainda mais importantes em 1998. A Região estudada apresentava, em
1998, um perfil mais jovem da população empregada formalmente do que à do MRJ e perfis
de remuneração e qualificação inferiores. Apesar de este último indicador ter melhorado, em
2006, a remuneração apresentou queda maior do que a observada no Município.

Em outras palavras, identifica-se uma especialização industrial em evolução na Região


estudada. Entretanto, muito pode ser feito ainda na direção de transformar a aglomeração e a
especialização industriais existentes em um desenvolvimento high road, aquele
desenvolvimento local que está associado a uma especialização industrial densa em
encadeamentos produtivos e a trabalhadores qualificados, especializados e bem remunerados.

6
Em 1998 o salário mínimo correspondia a R$120,00 (ou R$264,00 em valores de 2008, atualizado pelo INPC
segundo o IPEADATA), passando, em 2003, para R$200,00 (ou R$308,00 se atualizado) e, em 2005, para
R$350,00 (ou R$392,00).
44

Tabela 16 – Número de empregos segundo faixa de remuneração do empregado nos bairros selecionados, 1998, 2003 e 2006
até 3 s.m. de 3 a 5 s.m. de 5 a 10 s.m. mais de 10 s.m. ignorado Total
1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006 1998 2003 2006
Bangu 10.990 15.917 22.274 3.358 2.420 3.666 1.915 1.070 1.746 582 384 543 28 35 404 16.873 19.826 28.633
Bangu 7.944 12.039 17.676 2.329 1.934 3.249 1.489 806 1.544 501 237 414 7 15 289 12.270 15.031 23.172
Padre Miguel 1.785 2.095 3.013 700 218 244 293 141 95 44 44 23 17 7 74 2.839 2.505 3.449
Senador Camará 1.261 1.783 1.585 329 268 173 133 123 107 37 103 106 4 13 41 1.764 2.290 2.012
Campo Grande 20.158 32.564 37.218 8.475 6.687 4.929 6.806 5.116 2.280 3.081 1781 726 104 125 477 38.624 46.273 45.630
Campo Grande 17.774 27.600 31.192 5.851 5.104 3.243 5.412 4.509 1.948 2.974 1.694 642 96 110 432 32.107 39.017 37.457
Cosmos 483 897 1.902 84 226 1.079 21 247 249 6 14 56 1 3 10 595 1.387 3.296
Inhoaiba 370 800 988 284 446 76 345 72 23 17 14 19 2 7 10 1.018 1.339 1.116
Santissimo 549 1.302 2.002 831 501 416 599 195 27 72 46 3 3 2 5 2.054 2.046 2.453
Senador Vasconcelos 982 1.965 1.134 1.425 410 115 429 93 33 12 13 6 2 3 20 2.850 2.484 1.308
Realengo 8.622 11.743 13.600 3.565 2.274 1.646 2.805 1.631 1.348 1.775 1354 518 45 34 343 16.812 17.036 17.455
Campo dos Afonsos 787 1.116 227 879 413 123 1.460 837 439 1.243 918 241 14 1 12 4.383 3.285 1.042
Deodoro 534 631 531 114