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Rodrigo Corrêa da Cunha

SEMIOLOGIA: Prática

Exame clínico:

Contenção (física, química) proteção, facilidade.

Resenha (peso, espécie, raça, cor, sexo, idade).

Anamnese (atenção, estimulação, observação).

Exame físico geral

Exame físico específico

Exames complementares confirmar doença, causa, evolução e tratamento.

Diagnóstico (Presuntivo, Diferencial, Definitivo).

Prognóstico (Favorável, Desfavorável e Reservado).

Tratamento

Exame clínico geral:

Temperamento (dócil, agressivo, inseguro).

Consciência (excitado, normal, apático, coma).

Postura (estação, decúbito, movimento).

Condição corporal (nível de 1 a 5).

Pele (hidratação, 5%) ingestão inadequada, ou perda excessiva.

Linfonodos tamanho, consistência, etc.

Mucosa coloração (rósea, pálida, congesta), corrimento, TPC (tempo de preenchimento capilar).

Temperatura hipotermia (baixa), hipertermia (alta), febre (hipertermia patogênica).

F.

Cardíaca

F.

Respiratória

*M. Cecais (Equinos)

*M. Ruminais (Ruminantes)

Linfonodos

Linfonodos 1 – Mandibular 2 – Retro-faríngeo 3 4 – Pré-escapular – Pré-crural Frequência Equino

1 Mandibular

2 Retro-faríngeo

3

4

Pré-escapular

Pré-crural

Frequência

Equino

Temperatura: 37,5 38,5ºC

F. Cardíaca: 20 40 bc/m

Rodrigo Corrêa da Cunha

F. Cardíaca: 20 – 40 bc/m Rodrigo Corrêa da Cunha 1 – Mandibular 2 – Pré-escapular

1 Mandibular

2 Pré-escapular

3

4

Inguinal

Poplíteo

Cão Temperatura: 37,8 39,2ºC F. Cardíaca: 60 160 bc/m

F.

Respiratória: 12 24 mr/m

F.

Respiratória: 18 36 mr/m

M. Cecais: 2 3 mc/2m

 
 

Bovinos

Gato

 

Temperatura: 38 39ºC

Temperatura: 37,8 39,2ºC

F.

Cardíaca: 60 80 bc/m

F. Cardíaca: 120 240 bc/m

F.

Respiratória: 20 40 mr/m M. Ruminais: 2 3 mr/2m

F.

Respiratória: 20 40 mr/m

Identificação

Sistema Respiratório

Rodrigo Corrêa da Cunha

Raça: animais com focinho retraído (estenose congênita das narinas).

Idade: jovens, idosos.

Anamnese: ambiente, duração do sinal, evolução, momento de manifestação.

Tipo respiratório: torácico, ou abdominal (dificuldade respiratória).

Amplitude respiratória: hiperpnéia (rápida, profunda).

Oscilações de frequência

Taquipnéia: respiração acelerada.

Bradipnéia: respiração lenta.

Atividade respiratória

Eupnéia: respiração normal.

Dispnéia: dificuldade respiratória, falta de ar.

Tosse: pode ser seca e constante, ou úmida e produtiva (reflexo da tosse nos anéis cartilaginosos mais próximos da cavidade torácica em pequenos, e mais próximos a cabeça em grandes).

Fossas nasais

Inspeção: fluxo de ar, odor, temperatura.

Secreção: pode ser uni/bilateral.

Palpação: fratura, inflamação, bolsa gutural (equinos), roce pleural (uma pleura friccionando a outra devido a um aumento de tamanho de alguma).

Percussão:

devido a um aumento de tamanho de alguma). Percussão : Exames complementares : hemograma (infecção), raio-x,

Exames complementares: hemograma (infecção), raio-x, ultrassom, endoscopia, lavado traqueal, swab.

Sistema Circulatório

Rodrigo Corrêa da Cunha

Doenças circulatórias podem ser congênitas (ao nascimento), ou adquiridas. Também pode ser individual, ou em rebanho.

Identificação

Raça: animais com o focinho retraído.

Idade: animais mais velhos podem apresentar problemas circulatórios.

Peso

Anamnese: as principais queixas são cansaço, emagrecimento, tosse, edema, fraqueza, etc.

Inspeção

Edema: sinal de Godet, se permanecer o formato do dedo é positivo para edema.

Congestão

Direita: congestão venosa, com presença de edema e menor produção de urina. Pode apresentar hidrotórax, hidropericárdio e ascite.

Esquerda: maior pressão venosa, congestão capilar brônquica e edema. Pode apresentar tosse.

Auscutação (PAM-345): deve ser auscutado às 4 bulhas cardíacas. Alguns distúrbios podem ser sopro cardíaco (grau de 1 a 6).

Pulso: deve ser contado em pelo menos ½ minuto. No equino deve ser feito no maxilar inferior, ou então no jarrete. No bovino na faze externa do maxilar inferior. Enquanto que nos cães e gatos pode ser feito na artéria femoral.

que nos cães e gatos pode ser feito na artéria femoral. Palpação : pode ser usado
que nos cães e gatos pode ser feito na artéria femoral. Palpação : pode ser usado

Palpação: pode ser usado para medir os movimentos respiratórios, efusões abdominais e hepatomegalia.

Prova de dor: importante em bovinos com retículo pericardite traumática. É feita com a prova do bastão, pinçamento, plano inclinado e palpação com o punho.

Métodos auxiliares: avaliação pós esforço, pressão arterial, ultrassom, raio-x, etc.

Rodrigo Corrêa da Cunha

Sistema Digestório de Pequenos Animais

Mais voltado à profilaxia e manejo, como vermifugação, vacina, ambiente, dieta, higiene. Normalmente animais com problemas no sistema digetório tem grande ganho, ou grande perda de peso.

Identificação

Raça: cães de porte grande tem tendência a ter torções intestinais.

Inspeção

Boca

 

Halitose: odor desagradável, pode ser indicação de doenças gástricas, esofágicas, coprofagia, cálculo dentário.

Disfagia: dificuldade/impossibilidade da deglutição. Pode ser devido a lesões cavidade oral, língua, laringe e esôfago. Perda de dentes, engasgos, dor.

Vomito: ejeção forçada do conteúdo gástrico, voluntário. Persistente em menos de 2 semanas é agudo, mais de 2 semana é crônico. Em caso de hematêmese (com sangue) normalmente é causado por ulceração.

Regurgitação: eliminação do conteúdo esofágico, involuntário.

Apetite: normorexia é o interesse normal ao alimento.

Hiporexia: desinteresse.

Anorexia: ausência de vontade. Pode ser psicológica, ou patológica (lesão).

Fezes

Constipação/Obstipação: constipação é a dificuldade de defecação, já obstipação é a impossibilidade.

Incontinência fecal: perda do controle de evacuação. Ocorre por danos neuromusculares, esfíncter, ou proctite irritativa.

Diarreia: fezes em maior quantidade e com maior presença de água.

Tenesmo: posição de defecação improdutiva.

Disquesia: dor ao defecar. Pode ocorrer por obstrução (colite, constipação, hérnia, etc.)

Hematoquezia/Melena: hematoquezia é sangue vivo nas fezes, enquanto melena é a presença de sangue digerido nas fezes (fezes bem escuras, hemólise).

Palpação: boca, faringe, esôfado, glândulas salivares.

Sistema Digestório de Ruminantes

Inspeção

Simetria: pode indicar timpanismo.

Rodrigo Corrêa da Cunha

Externa: fechamento dos lábios, assimetria, lesões, edema, etc.

Boca: apreensão (língua, ou dentes), mastigação. Em neonatos a goteira esofágica (posição, estímulo do leite).

Faringe: avaliar deglutição, palpação.

Esôfago: palpação lado esquerdo do pescoço.

Rúmen: lado esquerdo da cavidade abdominal. Auscutar os movimentos ruminais 2 3 mr/2min. Percussão também importante.

Retículo: apenas palpação, auscultação e prova de dor.

Exames complementares

Líquido ruminal

pH: entre 6/7, avaliado por fita reagente.

Sedimentação: aguardar 4/8min, assim pode ser visto partículas não digeridas.

Azul de metileno: 0,5mL para 9,5mL de líquido ruminal. Depois de 10min o azul deve desaparecer representando a boa qualidade das bactérias.

Protozoários: deve ser aquecido uma lâmina, pôr uma gota de líquido ruminal e analisar a motilidade.

Cor: verde oliva, se mais escuro indica alimento parado.

Nutrição: deve ser equilibrada, caso contrario a microbiota ruminal é prejudicada.

Alcalose: ingestão de muita proteína (trevo), alimentos volumoso matando a microbiota ruminal.

Acidose: ingestão de muito concentrado, acaba desnutrindo as bactérias e protozoários, aumentando a osmolaridade e causando diarreia.

Timpanismo

Espumoso: ingestão de leguminosas, ou aumento de bactérias que produzem muco.

Gasoso: impedimento físico de excressão, indigestão vagal.

Identificação

Sistem Urinário

Rodrigo Corrêa da Cunha

Espécie: gatos tem rins palpáveis por serem pendulares, ruminantes tem rins lobulados e só é possível apalpar pelo reto.

Sexo

Inspeção

Ureteres: apenas por radiografia contrastada.

Bexiga: em grandes palpação retal, já em pequenos por sondagem.

Uretra: apenas por sondagem. Dificultado em bovinos machos devido ao “S” peniano.

Urina: a coleta é feita por micção espontânea, massagem prepucial e vaginal, ou sonda.

Cor: amarelo ouro. Quando muito claro pode indicar diabete, piometra, ou maior consumo de H2O. Se mais escuro pode indicar desidratação, febre. E se avermelhado hematúria (sangue na urina), hemoglobinúria (hemoglobina na urina), ou meioglobinúria (mioglobina na urina).

Aspecto: límpido, pouco turvo (menos em equinos).

pH: ácida em carnívoros (até 4,8) e básica em herbívoros (até 8,4).

Rodrigo Corrêa da Cunha

Semiologia do Olho

Identificação

Raça: algumas raças tem tendência a doenças oculares.

Resenha: importante ser feito com desenho, ou foto. Porém a foto não consegue captar todas as lesões.

Contenção: física, ou química. Importante já que o olho é uma área sensível ao manuseio.

Avaliação

que o olho é uma área sensível ao manuseio. Avaliação Pálpebras : pode apresentar blefaroespasmo (fechamento

Pálpebras: pode apresentar blefaroespasmo (fechamento involuntário da pálpebra), clílio ectópico (cílios internos, promovendo irritabilidade e até úlcera). * terceira pálpebra (inversão).

Córnea: úlcera, depressões, plana, edema, cicatriz, pigmentação, infiltrados.

Esclera: ruptura, pigmentação, neoformação.

Exames específicos

Teste da lágrima de Schirmer: 1º 15-25mm/min, 2º 5-17mm/min.

Floculação da lágrima

Teste de Rosa de Bengala: mostrar células epiteliais danificadas na superfície da córnea.

Teste de Fluoresceína: mostra presença ou não de úlcera na córnea.

Reflexo de ameaça: neuroftalmológico.

Reflexo pupilar direto e consensual

Reflexo palpebral e corneal

Identificação

Sistema Neurológico

Rodrigo Corrêa da Cunha

Idade: animais com até 1 ano normalmente são doenças congênitas, com mais de 5 anos normalmente são neoplasis e doenças degenerativas, já animais jovens é comum infecções ou traumas.

Pelagem: gatos brancos com olhos azuis têm tendências à surdez.

Anamnese: importante o estado de consciência, mudança de comportamento, avaliação dos nervos, locomoção, antecedentes (ambiente, manejo, etc).

Exame específico:

1º Par (olfativo): oferecer alimento com os olhos fechados.

2º Par (óptico): deixar cair um objeto próximo do animal.

3º Par (oculomotor): estrabismo ventrolateral.

4º Par (troclear): estrabismo dorsomedial.

5º Par (abducente): estrabismo medial.

6º Par (trigêmeo): esímulo com unha.

7º Par (facial): estimulo com unha, simetria facial, reflexo palpebral.

8º Par (vestibulococlear): audição, postura da cabeça, locomoção.

9º Par (glossofaríngeo): compressão da faringe estimulando glutissão.

10º Par (vago): compressão da faringe, estimulo direto.

11º Par (acessório): eletrodiagnóstico, atrofia muscular do pescoço.

12º Par (hipoglosso): face caída.

Posturais

Postura

Saltitamento

Carrinho-de-mão

Tônica do pescoço

Aprumo vestibular

Colocação tátil e visual

Profusão extensora