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PROJETO GERENCIAMENTO COSTEIRO - GERCO (3ª FASE)

PROJETO GERENCIAMENTO COSTEIRO - GERCO (3ª FASE) Praia do Estaleiro – Mun. de Balneário Camboriú (SC)

Praia do Estaleiro – Mun. de Balneário Camboriú (SC)

COBERTURA E USO DO SOLO

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE

SECRETARIA DE ESTADO DE PLANEJAMENTO ORÇAMENTO E GESTÃO - SPG

SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E POLÍTICA RURAL - SAR

PROJETO GERENCIAMENTO COSTEIRO - GERCO (3 a FASE)

COBERTURA E USO DO SOLO

RELATÓRIO TÉCNICO: PEDRO FURTADO LEITE

MAPAS: AUGUSTO BARBOSA COURA NETO ANTONIO LOURENÇO ROSA RANGEL FILHO BENEDITO ALÍSIO DA SILVA PEREIRA NOELI PAULO FERNANDES PEDRO FURTADO LEITE

PARTICIPAÇÃO: ÂNGELA MARIA RESENDE COUTO GAMA

FLORIANÓPOLIS

2003

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE

EDUARDO PEREIRA NUNES PRESIDENTE

GUIDO GELLI DIRETOR DE GEOCIÊNCIAS

CELSO JOSÉ MONTEIRO FILHO COORDENADOR DE RECURSOS NATURAIS E ESTUDOS AMBIENTAIS

EXECUÇÃO

UNIDADE ESTADUAL DO IBGE EM SANTA CATARINA – UE/SC

CHEFE: MAURÍCIO BATISTA

GERÊNCIA DE RECURSOS NATURAIS E ESTUDOS AMBIENTAIS

GERENTE: JOSÉ MARCOS MOSER

GERÊNCIA DE GEODÉSIA E CARTOGRAFIA

GERENTE: PAULO ROBERTO GUIMARÃES LEAL

SUPERVISÃO DO PROJETO SUPERVISOR: SERGIO HIDEITI SHIMIZU

APOIO TÉCNICO

CARTOGRAFIA: LUIZ GUSTAVO VIEIRA VERONI JOSÉ CRISTOVÃO PAULO ROBERTO GUIMARÃES LEAL

BIBLIOGRAFIA: LIANA SCHEIDEMANTEL SOARES

GEOPROCESSAMENTO:

COORDENAÇÃO: JOSÉ MARCOS MOSER

DIGITALIZAÇÃO E EDIÇÃO DA BASE CARTOGRÁFICA:

MARIA LÚCIA VIEIRA SERGIO FERREIRA JAIR SOUZA CARDOSO

EDIÇÃO DOS MAPAS TEMÁTICOS:

JAIR SOUZA CARDOSO SERGIO FERREIRA MÁRCIA FERNANDES DE SOUZA HACK

EDIÇÃO DO RELATÓRIO TÉCNICO:

GLÁUCIA DA SILVA

SUPORTE DE INFORMÁTICA:

LUIZ FERNANDO REINHEIMER

CAPA ROGÉRIO DE OLIVEIRA ROSA

5

ÍNDICE

1 – APRESENTAÇÃO

07

2 – INTRODUÇÃO

07

3 - LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

08

4 - MATERIAIS E TÉCNICAS

08

5 - APRESENTAÇÃO DA COBERTURA E USO DO SOLO

09

5.1

- Cobertura Vegetal Natural

09

5.1.1

- Vegetação Primária

12

5.1.1.1 – Arbórea

12

5.1.1.2 - Arbustiva (em degradação)

13

5.1.1.3 - Herbácea (degradada)

14

5.1.2

- Vegetação Arbórea Secundária

14

5.1.2.1 - Vegetação Arbórea Sec., estágio avançado de desenvolvimento - Vs2

15

5.1.2.2 - Vegetação Arbórea Secundária, estágio médio de desenvolvimento,

inclusive com bracatinga - Vs e Vsb

15

5.1.2.3 - Vegetação Arbórea Secundária, estágio inicial de desenvolvimento

 

-Vs1

17

5.2

- Cobertura Vegetal Plantada

18

5.2.1 – Pastagem - Ap

18

5.2.2 - Lavoura temporária - Lt

20

 

5.2.2.1

- Arroz irrigado - Lta

21

5.2.3 - Lavoura permanente - Lp

21

5.2.4 – Reflorestamento - R

22

5.2.4.1 - Araucária - Ra

22

5.2.4.2 - Eucalipto - Re

22

5.2.4.3 - Pinus - Rp

23

5.3

- Outros tipos de cobertura e uso

23

5.3.1 - Dunas antropizadas - Dn

`23

5.3.2 - Praias - P

24

5.3.3 - Estação de Tratamento de Esgoto - Es/Tr

24

6

6 - CONCEITUAÇÃO ELEMENTAR DA LEGENDA

25

7 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

28

8 – DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

31

9 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

54

7

1 - APRESENTAÇÃO

O mapeamento da Cobertura e Uso do Solo referente à terceira fase do Projeto Gerenciamento Costeiro de Santa Catarina, realizado pelo IBGE através da Divisão de Geociências do Sul - DIGEO/SUL, constitui um instrumento de apoio à execução do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro - PNGC. O pre-

sente trabalho é resultante de um contrato de prestação de serviços técnicos cele- brado entre o IBGE e o Governo do Estado de Santa Catarina, através da Secreta- ria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Integração ao Mercosul - SDE e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Rural e da Agricultura - SDA.

A Divisão de Geociências do Sul – DIGEO/SUL é a Unidade do IBGE

responsável por esta pesquisa, que compreende um conjunto de informações te-

máticas (descrições, conceitos e convenções) geradas a partir de interpretação de imagens Landsat TM 5, na forma digital e em papel.

O trabalho é uma síntese da tipologia de Cobertura e Uso do Solo, retra-

tada pelas 37 cartas do Setor 3 da área do Projeto Gerenciamento Costeiro do Estado de Santa Catarina. Cabe salientar que os delineamentos destas cartas, em escala 1:50 000, não oferecem a precisão desejável para locação de propriedades, glebas rurais, loteamentos, ecossistemas, alvos pontuais e outros similares, somente possíveis através de cartas específicas em escalas maiores. Os créditos referentes a autoria e responsabilidade técnica estão consig- nados por etapas em cada uma das cartas produzidas.

2 - INTRODUÇÃO

A área objeto do presente trabalho caracteriza-se por elevados índices de

umidade, precipitações pluviométricas elevadas e anualmente bem distribuídas, por ampla diversidade e complexidade lito-estruturais e por formas de relevo que originam, naturalmente, grande variedade tipológica ambiental e diferentes for- mações vegetais.

A tipologia de Cobertura e Uso reflete a intensidade de ação humana so-

bre os diferentes ambientes, substituindo a cobertura vegetal expontânea por pa- drões estruturais de produção agrária e de urbanização. Conforme dados colhidos, principalmente do Censo Agropecuário de 1995/6, assumem papel importante na divisão fundiária do Estado de Santa Cata- rina os pequenos estabelecimentos, em geral, submetidos a exploração intensiva de ampla gama de produtos, fundamentada em trabalho familiar. Na área em estudo, distinguem-se a porção norte (região de Joinville – Campo Alegre - Garuva – São Bento do Sul) e o Vale do Itajaí. Na porção norte, ao lado das médias e grandes propriedades são representativos também os peque- nos estabelecimentos, prevalecendo a pecuária leiteira, extensiva e semi- intensiva, associada à rizicultura, à bananicultura, à silvicultura e a outras ativi- dades voltadas essencialmente ao comércio interno e externo. No Vale do Itajaí,

8

ao lado da pecuária semi-intensiva, sobressaem as culturas diretamente vincula- das à agroindústria como: fumo, arroz e soja, associadas às culturas de milho e cebola.

Como resultado do mapeamento foram identificados dois grandes grupos de Cobertura e Uso do Solo: um, relativo à cobertura vegetal natural e outro, re- tratando a cobertura vegetal plantada (tipos direta ou indiretamente resultantes de atividade agrícola, pastoril, silvicultural e urbanística). No primeiro grupo, detém maior expressão a área de Vegetação Secundária da Floresta Ombrófila Densa com seus diferentes estágios de desenvolvimento, enquanto no segundo, são mais representativas as áreas de pastagem implantada.

3 - LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

A área em estudo compreende a zona costeira localizada entre o para- lelo de 27º30’S e o limite com o estado do Paraná. Para oeste a área avança até a escarpa da Serra Geral englobando desta maneira toda a vertente atlântica, perfazendo cerca de 21.200 km 2 (Vide Fig. 1). Na escala 1:50 000, abrange totalmente ou em parte as folhas: Canasviei- ras, Biguaçu, São João Batista, Aguti, Vidal Ramos, Ituporanga, Taió, Rio do Sul, Apiúna, Botuverá, Brusque, Camboriú, Itajaí, Gaspar, Blumenau, Timbó, Dona Emma, Witmarsun, Barra Velha, Luís Alves, Pomerode, Rio dos Cedros, Araquari, Joinville, São Francisco do Sul, Garuva, Jaraguá do Sul, parte das fo- lhas de: São Miguel, São Bento do Sul, Campo Alegre, Represa Alto Rio Preto, Rio Itajaí do Norte, Itaiópolis, Trombudo Central, e na escala 1:100 000 parcial- mente as folhas: Ponte Alta, Santa Cecília e Canoinhas (Vide Fig. 2).

4 - MATERIAIS E TÉCNICAS

A literatura básica do tema aqui abordado reflete certo grau de comple- xidade conceitual. Anderson et al. (1979) consideram a vegetação e as diferentes construções antrópicas que recobrem a superfície da terra como cobertura ou re- vestimento. De acordo com a bibliografia consultada, optou-se pela denominação “Cobertura e Uso” em vez de “Uso e Cobertura” do Solo, porque a metodologia adotada reflete fundamentalmente os padrões de cobertura obtidos das imagens de satélite. A determinação do tipo de uso inerente a cada padrão de cobertura de- pende da coleta de diferentes categorias de informações estatísticas junto aos proprietários rurais, às empresas agropecuárias, escritórios e Secretarias de Esta- do, em volume condizente com a escala do mapeamento (1:50 000), tarefa esta não realizada pela equipe. Assim, os padrões de cobertura identificados nas ima- gens e estabelecidos com base na verdade terrestre (trabalho de campo) devem apenas conduzir às inferências sobre os tipos de uso e somente isto. A identifica- ção dos padrões de cobertura e uso do solo foi realizada, de início, com base na

9

interpretação analógica de imagem Landsat 5 TM, em papel, obtida entre 1990- 1992, escala 1:50 000, composições: R-G-B (5-4-3 e 4-3-2). A partir de 1995/96 desenvolveu-se a interpretação analógica de imagem digital utilizando-se os recursos do IRAS/C, que permitiu a revisão/atualização da interpretação realizada anteriormente. Adotou-se imagens digitais Landsat 5 TM de 1994-1997, escala 1:50 000, combinação de bandas espectrais: 5-4-3 e 4-5-3 (vermelho, verde e azul), sendo a combinação 4-5-3 a mais utilizada. A banda 3 (vermelho = 0,63-0,69 m), a banda 4 (infra vermelho próximo = 0,76-0,90 m) e a banda 5 (infra vermelho médio = 1,55-1,75 m). Nesta última combinação de bandas, submetida a contraste adequado, a cobertura vegetal é vista em tons mar- rons.

A interpretação de imagem compreende a identificação de padrões de to- nalidades e posterior correlacionamento com a verdade terrestre (trabalho de campo). Áreas urbanas e solos expostos são mostrados em tonalidades pálidas, enquanto as áreas alagadas e corpos líquidos aparecem em tons azulados.

5 - APRESENTAÇÃO DA COBERTURA E USO DO SOLO

Os principais padrões de cobertura e uso do solo mapeados compreen- dem os 28 tipos fundamentais descritos resumidamente a seguir, ordenados em três grandes conjuntos de letras símbolo: cobertura vegetal natural (Pab, Pah, Pfh, Pfm, PfM, Pmb, Pmh, r, rb, rh, Vp, Vs, Vsb, Vs1, Vs2); cobertura vegetal plantada (Ap, Lp, Lpb, Lt, Lta, R, Ra, Re, Rp) e outros tipos de cobertura (An, Dn, P, Tr/Es).

5.1 - Cobertura Vegetal Natural

Compreende diferentes formações características da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica), ou nela inseridas. Inclui formações florestais primári- as (Vp), formações florestais secundárias em diferentes estágios de desenvolvi- mento (Vs2, Vs, Vsb, Vs1), diferentes tipos de formações pioneiras (Pmb, Pmh, Pfh, Pfm, PfM, Pab, Pah) e de refúgios ecológicos (r, rb, rh).

12

5.1.1 - Vegetação Primária

Compreende toda formação vegetal natural considerada original no am- biente onde se encontra ou seja, aquela que ainda preserva o conjunto de formas de vida e de características ambientais típicas do seu estado de clímax, ou da sua fase sucessional mais adiantada. Inclui formações tipicamente florestais (Vp); formações pioneiras sob influência marinha (Pmb, Pmh), fluviomarinha (Pfh, Pfm, PfM) e aluvial (Pab, Pah), além de refúgios ecológicos (r, rb, rh).

5.1.1.1 - Arbórea

Foram identificados dois grupos de formações arbóreas primárias:

Áreas Remanescentes de Floresta Primária - Vp

Os remanescentes de floresta primária são típicos da Floresta Ombrófila Densa (Floresta Atlântica), formados por áreas fragmentárias de diferentes di- mensões, freqüentemente com inserções de vegetação secundária e de reflores- tamento. Compreendem formações das terras altas (submontanas e montanas , situadas entre 30 e 1.000m de altitude), (Foto 1) e das terras baixas (situadas abaixo de 30m de altitude), (Foto 2). A importância deste tipo de cobertura vin- cula-se, fundamentalmente, à preservação da biodiversidade e do ambiente como um todo. Entretanto, com freqüência, é explorado por algum sistema de manejo ou extrativismo, fornecendo matéria prima para fins energéticos e outras utilida- des.

O quadro a seguir apresenta as ocorrências destes remanescentes na área

mapeada:

Legenda

de polígonos

Vp

1

Vp+Vs

5

Vp+Vs2

53

Vp+Vs2+R

4

TOTAL

63

Áreas de Formação Pioneira Fluviomarinha Arbórea (Manguezal) – PfM

As áreas de formação pioneira fluviomarinha (arbórea), (manguezal) compreendem diversos fragmentos de dimensões variadas, associados a sedi- mentos finos da desembocadura de rios sob influência de marés, e com antropis- mo geralmente vinculado à atividade pesqueira (Foto 3).

O quadro a seguir apresenta as ocorrências de manguezal arbóreo na área

mapeada:

13

Legenda

Nº de polígonos

PfM

60

Pfm+Vs1

1

TOTAL

61

5.1.1.2 - Arbustiva (em degradação)

Como vegetação primária arbustiva são identificados diferentes grupos de formações pioneiras e de refúgio ecológico, freqüentemente submetidos a an- tropismo intenso, com inserção de formações herbáceas e estágios iniciais de re- generação da vegetação secundária. A diferenciação entre estes grupos é dada pelo caráter ecológico (ambiental), com importante reflexo na seleção florística e no desenvolvimento estrutural do tipo de cobertura e uso. São eles: a) formação pioneira fluviomarinha (manguezal), de porte arbustivo ou arbóreo baixo (Pfm), associado aos sedimentos finos fluviomarinhos da desembocadura de rios sob influência de marés (Foto 4); b) formação pioneira marinha arbustiva (Pmb), li- gado a sedimentos marinhos (Fotos 5 e 6); c) formação pioneira fluvial arbustiva (Pab), associado a sedimentos fluviais / lagunares ou aluviais e o grupo denomi- nado refúgio ecológico arbustivo (rb), correlacionado a solos litólicos ou simila- res.

A degradação correlaciona-se com ações antrópicas periféricas dos man-

guezais, desencadeadas geralmente por processo de assoreamento, conseqüente de desmatamentos e de outros desequilíbrios ambientais das proximidades.

O quadro a seguir apresenta as ocorrências das diferentes formações ar-

bustivas primárias naturais da área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Pfm

46

Pfm+An

1

Pfm+Pfh

1

Pfm+Pmh

2

TOTAL

50

Pmb

4

Pmb+Pmh

1

TOTAL

5

Pab

1

rb

3

rb+rh

3

TOTAL

7

5.1.1.3 - Herbácea (degradada)

14

Como vegetação primária herbácea são apresentados três grupos de for- mações pioneiras e dois de refúgio ecológico, submetidos geralmente a grande intensidade de antropismo e com inserções de outros tipos de cobertura e uso, como vegetação secundária e pastagem. A diferenciação entre estes grupos é dada pelo caráter ecológico (ambiental), com importante reflexo na seleção flo- rística e no desenvolvimento estrutural do tipo de cobertura e uso. São eles: for- mação pioneira fluviomarinha (manguezal) herbácea (Pfh), associado aos sedi- mentos finos fluviomarinhos da desembocadura de rios sob influência de marés (Fotos 7, 8 e 9); formação pioneira marinha herbácea (Pmh), ligado a sedimentos marinhos; formação pioneira fluvial herbácea (Pah), associado a sedimentos flu- viais / lagunares ou aluviais; o grupo denominado refúgio ecológico hebáceo (rh), correlacionado a solos litólicos e similares estando às vezes, também, sob influência de ventos, insolação e salinidade; e o grupo denominado refúgio eco- lógico (campo litólico) (r), compreendendo, geralmente, áreas rochosas litorâneas insulares, demasiadamente assoladas por ação marinha (ondas, vento, insolação e salinidade). Estas últimas são, em geral, cobertas de micrófitos, tais como: algas, musgos, liquens e hepáticas. O quadro a seguir apresenta as ocorrências das diferentes formações ve- getais herbáceas da área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Pfh

13

Pfh+Pfm

3

Pfh+Vs1

1

TOTAL

17

Pmh

24

Pmh+An

2

Pmh+Ap

2

TOTAL

28

Pah

5

Pah+Ap

7

TOTAL

12

r

5

rh

3

TOTAL

8

5.1.2 - Vegetação Arbórea Secundária

Como vegetação secundária entende-se, aqui, a cobertura vegetal natural desenvolvida em ambiente da Floresta Ombrófila Densa, após corte raso da flo- resta original ou da formação secundária que a substituía. São identificados agru- pamentos de vegetação em três estágios principais de desenvolvimento: avançado

15

(Vs2) médio (Vs) e inicial (Vs1). (Fotos: 10, 11 e 12).

5.1.2.1 - Vegetação Arbórea Secundária em estágio avançado de desen- volvimento - Vs2.

São áreas dispersas por diferentes ambientes, especialmente de relevo ondulado e forte ondulado ou terras baixas brejosas. Freqüentemente, possuem inserções de outros tipos de cobertura e uso, principalmente reflorestamento, flo- resta primária, pastagem e bananal.

A importância deste tipo de cobertura vincula-se, fundamentalmente, à

preservação da biodiversidade e do ambiente como um todo. Entretanto, com freqüência, é explorado mediante algum sistema de manejo ou extrativismo, for- necendo matéria prima para fins energéticos e outras utilidades.

O quadro abaixo apresenta a ocorrência dos diferentes agrupamentos de

vegetação secundária em estágio avançado de desenvolvimento na área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Vs2

356

Vs2+Ap

1

Vs2+Ap+Lpb

2

Vs2+Ap+Lt+R

3

Vs2+Ap+R

5

Vs2+Lpb

2

Vs2+Lpb+Ap

3

Vs2+Pmb

3

Vs2+R

15

Vs2+R+Ap

8

Vs2+R+Ap+Lt

1

Vs2+R+Ap+Vp

1

Vs2+R+Vp

25

Vs2+Re

8

Vs2+Rp+Vp

4

Vs2+Vp

102

Vs2+Vp+R

70

Vs2+Vp+Rp

1

Vs2+Vs1

3

TOTAL

613

5.1.2.2 - Vegetação Arbórea Secundária em estágio médio de desenvol- vimento, inclusive com bracatinga - Vs e Vsb.

São áreas dispersas por diferentes ambientes, mais freqüentemente em relevo ondulado e forte ondulado ou terras baixas brejosas. A importância deste tipo de cobertura vincula-se, fundamentalmente, à preservação da biodiversidade e do ambiente como um todo. Entretanto, com freqüência, estágios médios de

16

vegetação secundária resultam de algum sistema de uso mais drástico, com ex- trativismo seletivo ou supressão pontual da cobertura em corte raso para fins energéticos, para uso agrícola e outras finalidades. Freqüentemente, possuem in- serções de outros tipos de cobertura e uso. A vegetação secundária com bracatinga (Vsb) ocorre, especificamente, na área limítrofe das Folhas Cartográficas Biguaçu / São João Batista, por intro- dução antiga da espécie que é oriunda da Região da Floresta Ombrófila Mista (Floresta com Araucária), (Foto 13). De povoamentos formados em décadas pas- sadas, sobretudo para fins energéticos, a espécie dissemina-se naturalmente por vários ambientes.

O quadro abaixo mostra a ocorrência dos diferentes remanescentes de vegetação secundária em estágio médio de desenvolvimento, na área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Vs

855

Vs+An

5

Vs+An+Pmh

1

Vs+Ap

158

Vs+Ap+An

5

Vs+Ap+Lp

2

Vs+Ap+Lpb

22

Vs+Ap+Lpb+Lt

4

Vs+Ap+Lpb+Rp

1

Vs+Ap+Lt

19

Vs+Ap+Lt+R

40

Vs+Ap+Lt+Re

6

Vs+Ap+Lt+Rp

5

Vs+Ap+Lta

1

Vs+Ap+R

86

Vs+Ap+R+Lt

7

Vs+Ap+Re+Lpb

2

Vs+Ap+Re+Lt

1

Vs+Ap+Re

55

Vs+Ap+Rp

4

Vs+Ap+Vp+R

3

Vs+Lp+Re

1

Vs+Lpb+Ap

26

Vs+Lpb

50

Vs+Lpb+R

5

continuação

Vs+Lpb+Re

5

Vs+Lpb+Rp

1

Vs+Lt

7

Vs+Lt+Ap

1

17

Vs+Lt+Ap+R

2

Vs+Lt+Re

4

Vs+Pmb

2

Vs+Pmb+An

1

Vs+R

235

Vs+R+Ap

48

Vs+R+Ap+Lt

13

Vs+R+Lpb

2

Vs+R+Lt

2

Vs+R+Lt+Ap

7

Vs+R+Vp

11

Vs+Re

110

Vs+Re+Ap

30

Vs+Re+Lpb

2

Vs+Re+Lt

1

Vs+Rp

45

Vs+Rp+Lpb

1

Vs+Rp+Re

1

Vs+Vp

28

Vs+Vp+Ap

1

Vs+Vp+Ap+R

2

Vs+Vp+R

13

Vs+Vp+Re

1

TOTAL

1940

Vsb+Ap+Lpb+Re

2

Vsb+Re+Lpb

3

TOTAL

5

5.1.2.3 - Vegetação Arbórea Secundária em estágio inicial de desenvol- vimento - Vs1

Compreende vegetação secundária em estágios iniciais de desenvolvi- mento, dispersa por diferentes ambientes e mais estreitamente dependente da ati- vidade agrícola, constituindo-se, freqüentemente, em área de pousio, com inser- ções de grande diversidade de outros tipos de cobertura e uso, principalmente de pastagem e reflorestamento. Reflorestamento de eucalipto constitui, geralmente, pequenos talhões para fins energéticos, associados com freqüência ao cultivo de fumo.

A importância deste tipo de cobertura correlaciona-se também à preser- vação da biodiversidade e do ambiente como um todo. Entretanto, com freqüên- cia, estágios iniciais de vegetação secundária ocupam temporariamente terreno de produção agrícola. O quadro abaixo apresenta a ocorrência dos diferentes remanescentes de vegetação secundária em estágio inicial de desenvolvimento, na área mapeada:

18

Legenda

Nº de polígonos

Vs1

260

Vs1+An+Ap

1

Vs1+An+Re

2

Vs1+An

22

Vs1+Ap

102

Vs1+Ap+An

10

Vs1+Ap+Lt

11

Vs1+Ap+Pah

4

Vs1+Ap+Pmb

2

Vs1+Ap+R+Lt

2

Vs1+Ap+R

15

Vs1+Ap+Re

12

Vs1+Lpb

1

Vs1+Lpb+Ap

1

Vs1+Lt

2

Vs1+Lt+Ap

6

Vs1+Pfh

1

Vs1+Pha

1

Vs1+R+Ap

3

Vs1+R

27

Vs1+Re

23

Vs1+Re+Ap

2

Vs1+Rp

17

TOTAL

527

5.2 - Cobertura Vegetal Plantada

A área em estudo, compreende diferentes tipos de cobertura e uso, dire- tamente resultantes de atividades agrícolas, pastoris e silviculturais.

5.2.1 - Pastagem - Ap

A pastagem plantada ocupa lugar de destaque na área em estudo, princi- palmente, pela ampla distribuição e expressão espacial. Ocorre nos mais diferen- tes ambientes, associada a diversos tipos de culturas e de vegetação natural, ten- do como uso principal a pecuária semi-intensiva leiteira, de corte ou mista. Compreende as áreas ocupadas por vegetação herbáceo-graminosa for- mada pelo homem com a finalidade de produzir alimento para o gado, principal- mente bovino. São áreas plantadas geralmente com gramíneas exóticas de gêne- ros como Panicum, Axonopus, Paspalum, Andropogon, Setaria e Brachiaria,

19

consorciadas ou não com leguminosas como Dolichos lab-lab, Calopogonium, Glicine wightii, Stylosanthes guianensis, Macroptilium atropurpureum e Galac- tia striata; (Fotos: 14, 15, 16, 17,18,19, 20, 21, 22 e 23).

O quadro abaixo apresenta os diferentes arranjos de pastagem plantada com outros de cobertura na área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Ap

185

Ap+An

19

Ap+An+Lta

1

Ap+Lpb

12

Ap+Lpb+An

3

Ap+Lpb+Lt

20

Ap+Lpb+Lta

2

Ap+Lpb+Vs

2

Ap+Lpb+Vs1

2

Ap+Lt

507

Ap+Lt+An

13

Ap+Lt+Lbp

29

Ap+Lt+R

26

Ap+Lt+R+Vs1

2

Ap+Lt+Re

22

Ap+Lt+Rp

2

Ap+Lt+Vs

8

Ap+Lt+Vs+R

23

Ap+Lt+Vs+Re

1

Ap+Lta

53

Ap+Lta+An

5

Ap+Lta+Lpb+An

4

Ap+Lta+Lpb

7

Ap+Pah

1

Ap+Pmh

1

Ap+R

23

Ap+Re

6

continuação

Ap+Re+Lt

2

Ap+Rp

3

Ap+Vs

30

Ap+Vs+Lt

7

Ap+Vs+Lt+R

1

Ap+Vs+R

9

Ap+Vs+Re

2

Ap+Vs1

178

20

Ap+Vs1+An

20

Ap+Vs1+Lpb

4

Ap+Vs1+Lt

31

Ap+Vs1+Lt+Re

3

Ap+Vs1+R

21

Ap+Vs1+R+Lt

1

Ap+Vs1+Re

8

Ap+Vs1+Rp

8

TOTAL

1307

5.2.2 - Lavoura temporária – Lt

Lavoura temporária ou cultura cíclica compreende lavoura de curta dura- ção e que necessita de novo plantio após a colheita. As culturas temporárias mais importantes na área mapeada são: milho, fumo, cebola, arroz irrigado, mandioca, feijão e hortaliças. (Fotos: 24, 25, 26, 27 e 28).

O quadro abaixo apresenta a ocorrência dos diferentes tipos de lavoura

temporária da área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Lt

12

Lt+Ap

142

Lt+Ap+Lpb

5

Lt+Ap+R

15

Lt+Ap+Re

27

Lt+Ap+Vs1+R

2

Lt+Ap+Vs

2

Lt+Ap+Vs1+R

2

Lt+Ap+Vs1+Re

18

Lt+Lp+Ap

1

Lt+Lpb+Vs

1

Lt+Vs1+Ap

2

Lt+Vs1

2

TOTAL

231

5.2.2.1 - Arroz irrigado – Lta

A lavoura irrigada de arroz (Lta) é tradicionalmente realizada nos solos

de várzea das terras baixas costeiras do Estado de Santa Catarina.(Fotos: 29, 30 e

31).

O quadro abaixo apresenta as diferentes ocorrências de lavoura de arroz

da área mapeada:

21

Legenda

Nº de polígonos

Lta

50

Lta+Ap

65

Lta+Ap+Lpb

5

Lta+Lpb

3

TOTAL

123

5.2.3 - Lavoura permanente - Lp

Compreende áreas ocupadas por culturas de longa duração, ou seja, que após a colheita não necessitam de novo plantio, produzindo por vários anos su- cessivos. A lavoura permanente mais importante na área mapeada é a de banana (Lpb), que é tradicionalmente cultivada nas terras costeiras do Estado de Santa Catarina, principalmente nos municípios da região nordeste (Foto 32).

O quadro abaixo apresenta as diferentes ocorrências de lavoura perma- nente plantada na área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Lpb

71

Lpb+Ap+An

3

Lpb+Ap+Lt

3

Lpb+Ap+Re

2

Lpb+Ap

6

Lpb+Lt+Ap

2

Lpb+Lta

1

Lpb+Vs

35

Lpb+Vs+Ap

1

Lpb+Vs1

5

TOTAL

129

5.2.4 - Reflorestamento - R

O quadro abaixo apresenta as diferentes ocorrências de reflorestamento da área mapeada, nos quais não se distingue a espécie adotada, que pode ser de eucalipto ou de pinus.

Legenda

Nº de polígonos

R

203

R+Ap

1

R+Vs

72

22

R+Vs+Ap

3

R+Vs1

11

R+Vs1+Lt

1

TOTAL

420

5.2.4.1 - Araucária – Ra

O quadro abaixo apresenta as diferentes ocorrências de reflo- restamento de araucária da área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Ra

11

Ra+Vs1

1

TOTAL

12

5.2.4.2 - Eucalipto – Re

O quadro abaixo apresenta as diferentes ocorrências de reflo- restamento de eucalipto da área mapeada:

Legenda

Nº de polígonos

Re

311

Re+Rp

20

Re+Rp+Vs

1

Re+Vs1

11

Re+Rp+Vs2

1

Re+Vs

38

continuação

Re+Vs+Ap

1

Re+Vs1+Ap

1

TOTAL

384

5.2.4.3 - Pinus – Rp

O quadro abaixo apresenta as diferentes ocorrências de reflorestamento de pinus da área mapeada:

23

Legenda

Nº de polígonos

Rp

328

Rp+Lpb

2

Rp+Ra

3

Rp+Re+Vs

1

Rp+Re+Vs1

2

Rp+Re

20

Rp+Vs

45

Rp+Vs1

10

Rp+Vs2

2

TOTAL

413

5.3 - Outros tipos de cobertura e uso

Incluem diferentes tipos de cobertura e uso associados a ação antrópica especial, como urbanismo e lazer. Tem-se:

5.3.1 - Dunas antropizadas – Dn

Áreas de acumulação de areia marinha eólica (duna), geralmente antropi- zadas. Constituem-se freqüentemente em locais de lazer e/ou práticas esportivas. Este processo de antropização generaliza-se, principalmente, junto a importantes centros urbanos, como é o caso de dunas do Município de Florianópolis, desesta- bilizadas e dissipadas por ação antrópica, com movimentação de areia e obstru- ção de vias públicas. As dunas pouco ou nada antropizadas foram mapeadas em conjunto com as formações pioneiras marinhas arbustivas e herbáceas (restingas).

5.3.2 - Praias – P

As áreas de praia mapeadas distribuem-se particularmente nas Folhas Cartográficas: Araquari, Barra Velha, Camboriú, Canasvieiras, Itajaí e São Fran- cisco do Sul. Geralmente, estão próximas a centros urbanos ou com urbanismo incipiente ligado a um balneário, turismo e lazer (Fotos: 34 e 35). As praias são geralmente integradas às formações pioneiras marinhas herbáceas (restingas) e somente foram separadas em restritos casos.

24

5.3.3 - Estação de Tratamento de Esgoto – Es/Tr

O quadro abaixo apresenta as diferentes ocorrências de cobertura e uso associados a ação antrópica dita especial.

Legenda

Nº de polígonos

Dn

2

P

36

Tr/Es

1

TOTAL

39

5.3.4 - Antropismo indiscriminado – An

Área antrópica indiscriminada, geralmente situada na periferia de centros urbanos ou com urbanismo incipiente, de modo mais freqüente na zona litorânea. Incorpora diversos tipos de cobertura e uso, sendo mais comuns: pastagem, la- voura temporária e vegetação secundária em estágios iniciais de desenvolvimen- to. Na zona litorânea incluem, também, formações pioneiras arbustivas e herbá- ceas (marinhas, fluviomarinhas e aluviais) O quadro abaixo apresenta a ocorrência dos diferentes tipos de cobertura e uso considerados antropismo indiscriminado na área mapeada.

Legenda

Nº de polígonos

An

151

An+Ap

10

An+Ap+Lt

3

An+Ap+Vs1

5

An+Lta

1

continuação

An+Pah

2

An+Pfh

3

An+Pmh

1

An+Vs1+Rp

4

An+Vs1

42

TOTAL

222

6 - CONCEITUAÇÃO ELEMENTAR DA LEGENDA

An - Área antrópica indiscriminada, geralmente situada na periferia

25

de centros urbanos ou com urbanismo incipiente, de modo mais fre- qüente na zona litorânea. Incorpora diversos tipos de cobertura e uso não separáveis na escala do mapeamento, sendo mais comuns: pasta- gem, lavoura temporária e vegetação secundária em estágios iniciais de desenvolvimento. Na zona litorânea incluem, também, formações pioneiras arbustivas e herbáceas (marinhas, fluviomarinhas e aluvi- ais).

Ap - Pastagem implantada podendo ser, também, resultante de ação antrópica diversa. Em geral, destina-se à pecuária semi-intensiva di- versificada em mista, leiteira e de corte.

Compreende, de modo geral, composições de espécies de gramíneas e/ou herbáceo-lenhosas. Ocorre em toda a área, quase sempre associada a diferentes tipos de cobertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se encontre, sendo mais comum associação com: lavoura temporária (inclusive, arroz irrigado), ve- getação secundária em diferentes estágios de desenvolvimento, bananal, reflo- restamento e antropismo indiscriminado. Na zona litorânea inclui, também, asso- ciações com formações pioneiras aluviais e marinhas.

Dn - Áreas de acumulação de areia marinha eólica (duna), geralmen- te, antropizadas. Constituem-se freqüentemente em locais de lazer e/ou práticas esportivas. Este processo de antropização generaliza-se principalmente junto a importantes centros urbanos como Florianó- polis, com eliminação completa da cobertura vegetal incipiente.

Lp - Lavoura permanente, em geral, de cítricos, cana-de-açúcar e uva. Ocorre em algumas áreas, associada a outros tipos de cobertura e uso, especialmente a vegetação secundária.

Lpb - Lavoura permanente (bananal). Pode associar-se a diferentes tipos de cobertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se en- contre, sendo mais comuns associações com pastagem, vegetação se- cundária, reflorestamento, lavoura temporária (em alguns casos com rizicultura), antropismo indiscriminado e outro tipo de lavoura per- manente, como citricultura. Registra-se também ocorrência de bana- nal dentro de pastagem e de vegetação secundária.

Lt - Lavoura temporária com diferentes espécies de ciclo curto, tais como: fumo, milho, feijão, cebola, mandioca, hortaliças, morango, soja, aipim, aveia, batata, batata-doce e grama-de-jardim. Pode incluir outros tipos de cobertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se encontre.

Lta - Lavoura irrigada de arroz. Pode incluir outros tipos de cobertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se encontre.

26

P - Área litorânea de praia, particularmente, das Folhas Cartográficas:

Araquari, Barra Velha, Camboriú, Canasvieiras, Itajaí e São Francis- co do Sul. Geralmente, junto a centros urbanos ou com urbanismo in- cipiente ligado a balneário, turismo e lazer.

Pab - Formação pioneira arbustiva sob influência fluvial e/ou lacustre (banhado), geralmente, antropizada. Pode conter outros tipos de co- bertura e uso. Foi identificada apenas em pequenas áreas nas proxi- midades de Araquari, com fisionomia típica de capoeirinha ou de pastagem natural.

Pah - Formação pioneira herbácea sob influência fluvial e/ou lacustre (banhado) geralmente antropizada. Pode conter outros tipos de co- bertura e uso, como pastagem. Ocorrência registrada apenas na região de Araquari.

Pfh - Formação pioneira fluviomarinha herbácea (campo salino de mangue). Ocorrência registrada nas proximidades de: Araquari, Bi- guaçu e Canasvieiras, Garuva e Joinville. Pode conter outros tipos de cobertura e uso.

Pfm - Formação pioneira fluviomarinha arbórea baixa ou arbustiva (manguezal), geralmente descontínua face à descaracterização im- posta por ação antrópica. Pode conter outros tipos de cobertura e uso.

PfM - Formação pioneira fluviomarinha arbórea (manguezal) geral- mente conservada e de alto porte. Pode conter outros tipos de cober- tura e uso.

Pmb - Formação pioneira marinha arbustiva. Pode encontrar-se mais ou menos antropizada e conter outros tipos de cobertura e uso.

Pmh - Formação pioneira marinha herbácea. Pode encontrar-se mais ou menos antropizada e conter outros tipos de cobertura e uso, como pastagem.

r - Áreas rochosas litorâneas, em geral insulares, demasiadamente as- soladas por ação marinha (ondas, vento, insolação e salinidade). Apresentam-se, em geral, cobertas por micrófitos, tais como: algas, musgos, líquens e hepáticas.

rb - Área litorânea de solo rochoso com vegetação geralmente arbus- tiva, sob intensa influência de ventos, insolação e salinidade.

rh - Área litorânea de solo rochoso com vegetação herbáceo/arbus- tiva, geralmente sob intensa influência de ventos, insolação e salini- dade.

27

R - Reflorestamento onde não se identifica espécie, seja por falta de informação de campo ou por mascaramento imposto pelo relevo. Pode incluir outros tipos de cobertura e uso, conforme o local ou am- biente onde se encontre. Abrange em geral povoamentos adultos ca- pazes de determinar padrão de tonalidade característico na imagem.

Ra - Reflorestamento com araucária. Pode incluir outros tipos de co- bertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se encontre. Abrange em geral povoamentos adultos capazes de determinar padrão de tonalidade característico na imagem.

Re - Reflorestamento com eucalipto. Pode incluir outros tipos de co- bertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se encontre. Abrange em geral povoamentos adultos capazes de determinar padrão de tonalidade característico na imagem.

Rp - Reflorestamento com pinus. Pode incluir outros tipos de cober- tura e uso, conforme o local ou ambiente onde se encontre. Abrange em geral povoamentos adultos capazes de determinar padrão de tona- lidade característico na imagem.

Tr/Es - Áreas de tratamento de esgoto. Identificadas apenas em al- guns municípios litorâneos.

Vp - Floresta primária, podendo conter outros tipos de cobertura e uso conforme o local ou ambiente onde se encontre.

Vs - Vegetação secundária em diferentes estágios de desenvolvimen- to ou de difícil identificação do tipo dominante. Pode incluir outros tipos de cobertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se en- contre.

Vsb - Vegetação secundária com introdução de bracatinga (Mimosa scabrella), oriunda da Região da Floresta Ombrófila Mista (Planalto das Araucárias). Pode ser confundida com outros tipos de cobertura e uso, como reflorestamento e bananal.

Vs1 - Vegetação secundária em estágios iniciais de desenvolvimento (capoeira/capoeirinha). Pode incluir outros tipos de cobertura e uso, conforme o local ou ambiente onde se encontre.

Vs2 - Vegetação secundária em estágios evoluídos de desenvolvi-

men-

to (capoeirões). Pode incluir outros tipos de cobertura e uso, confor- me o local ou ambiente onde se encontre.

28

7 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este mapeamento abrange área de cerca de 80 municípios com predomi- nância de pequenas e médias propriedades. Cada propriedade apresenta, geral- mente, uma fisionomia compartimentada em diferentes espaços de cultivo, pasta- gem, talhões de reflorestamento, floresta primária ou vegetação secundária em diferentes estágios de crescimento, em pousio, manejados ou não, de onde se ex-

traem lenha, plantas silvestres (palmito, xaxins, orquídeas, etc.) - Fotos: 36 e 37. Abrigam as áreas remanescentes de Floresta Ombrófila Densa (Mata Atlântica) mais significativas da zona subtropical brasileira, em geral, salvos da ganância exploratória, diria, graças muito mais às dificuldades de acesso, exploração e uso impostas pelo relevo (terras altas acidentadas) e pelo hidromorfismo acentuado (terras baixas inundáveis), do que por instrumentos legais ou por gerenciamento adequado e conseqüente. Historicamente, a área aparece como parte do polo madeireiro catarinen- se que, progressivamente, vem cedendo espaço a uma diversidade de usos agrí- colas, pecuaristas e extrativistas, em geral, ao sabor de políticas descontinuadas das diferentes esferas governamentais. As freqüentes mudanças de estratégias e de locação de investimentos das políticas governamentais, repercutem no campo promovendo mudanças de orientação quanto ao uso e ocupação da área. Assim, as terras baixas foram des- florestadas e drenadas para implantação de grandes canaviais no período do bo- om energético-alcoólico para, em seguida, serem transformadas em amplas pas- tagens que, na atualidade, ainda caracterizam a paisagem. Os bananais e arrozais, assim como os reflorestamentos de eucalipto e pinus, têm seus lugares de produ- ção tradicionalmente determinados na área em estudo: os arrozais dispersos pelas várzeas em diferentes situações, de modo especial nos municípios de Guaramirim

e Massaranduba; os bananais proliferam por 42 municípios da área, em 7 dos

quais com mais de 1000 ha., concentrando-se principalmente nos municípios de Corupá, Jaraguá do Sul e Luís Alves; os grandes reflorestamentos de pinus e eu- calipto concentram-se ao norte e oeste da área; os eucaliptais, em pequenos ta- lhões usados como fonte energética, proliferam principalmente na região de cul-

tivo de fumo; as hortaliças estão concentradas em situações estratégicas em rela- ção aos grandes centros urbanos como nos municípios de Biguaçu, São João Ba- tista, Itajaí, Rio do Sul e Joinville. Quanto aos cítricos, 27 municípios são referenciados com alguma produ- ção, 5 dos quais com mais de 25 ha, estando a maior concentração em Rio do Sul

e Ituporanga. Produção de palmito: são apontados 5 municípios com alguma produção, havendo concentração em Guaramirim, Indaial e Massaranduba com cerca de 10 ha cada, em 1998. Este processo ocupacional generalizado subtraiu às terras baixas costei- ras a quase totalidade de suas reservas florestais, alterando sobremaneira as ca- racterísticas físicas originais. Foram desmatadas e intensamente drenadas para implantação de pastagens e culturas, principalmente nas últimas décadas, com

29

incalculável perda da biodiversidade. As terras altas, quando não totalmente transformadas em área agrícola ou pastoril, passaram a constituir terras em pou- sio, com vegetação secundária em diferentes estágios de desenvolvimento, mes- clada a agrupamentos de floresta primária desfalcados de espécies de maior valor econômico. Normalmente, a vegetação secundária e a primária descaracterizada recobrem área de preservação permanente (Código Florestal) que são, em geral, objeto de algum tipo de manejo e extrativismo.

A área, por suas características físicas e climáticas, está sujeita a grandes

inundações que têm causado enormes prejuízos à população, ao estado e municí-

pios, agravados por dois grandes fatores: o crescimento das áreas agrícolas e ur- banas nas terras baixas e o desmatamento das encostas com intensificação da ero- são e assoreamento dos rios.

A generalizada transformação florestal /ambiental, correlacionada à ação

de outros importantes parâmetros do ambiente, tem sido apontada como causa das grandes inundações ocorridas principalmente na bacia do rio Itajaí-Açú, com desastrosas conseqüências econômicas, sociais e humanas. Diversas iniciativas como reflorestamento de encostas, barramento, drenagem e retificação de rios têm sido incrementadas com vistas a minimizar efeitos das inundações. Entre- tanto, o crescimento desordenado e indiscriminado das áreas urbanas e do uso do solo só tendem a agravar este problema. Há necessidade de mudanças desse quadro e o caminho provável será, em primeiro lugar, a busca da vocação natural da região que, sem dúvidas, é flo- restal. O gerenciamento costeiro há de encontrar caminhos para implantar o uso vocacionado na região, compatibilizando interesses de políticas econômica, soci- al e ambiental e resolvendo conflitos de uso do solo em toda sua extensão. Dentre os muitos caminhos de busca está o experimento com sistema agripastoril, considerado importante na preservação dos recursos naturais, testado com sucesso em outras regiões e países. Há na literatura pertinente diversos arti- gos descrevendo características e vantagens de sistemas silvipastoris, nos quais as árvores, por meio de suas copas e sistemas radiculares, podem exercer efeitos significativos sobre a preservação de recursos naturais como o solo, mananciais de água e a cobertura vegetal rasteira. Em alguns casos contribuem também para melhoramento desses recursos. Para Carvalho (1997), as árvores não são componentes tradicionais de pastagem cultivada, mas ultimamente, por causa dos vários benefícios obtidos para o meio ambiente, para os animais e a própria pastagem, a importância da sua presença em sistemas de produção animal a pasto tem sido reconhecida. Assim, em vários países tropicais e subtropicais tem sido crescente a compreensão de que árvores são componentes adicionais às gramíneas e leguminosas herbáceas, fazendo-se necessárias para incrementar a produtividade, qualidade e sustentabi- lidade das pastagens. Entre os principais sistemas silvipastoris usados em regiões tropicais e subtropicais estão, segundo a autora, aqueles do Sudeste Asiático e ilhas do Pací- fico Sul, que utilizam plantações de dendê, seringueira e coqueiro. Há também outros sistemas que utilizam fruteiras (cítricos, bananeiras, abacateiros e goiabei- ras) bem como espécies apropriadas para produção de madeira como: eucaliptos, pinheiros e louro (Cordia alliodora). A autora cita o exemplo da Malásia, onde

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promoveu-se considerável mudança na produção de bovinos, que passou de cria- ção de subsistência para produção em larga escala, integrada a plantações flores- tais. Recentemente, diz ela, se pensa em alterar os espaçamentos tradicionais dos povoamentos florestais e introduzir forrageiras que tenham maior potencial de desenvolvimento sob sombreamento do que aquelas nativas, de modo a se esta- belecer sistema mais produtivo. A autora menciona, ainda, que no Sul e Sudeste do Brasil vêm sendo realizadas algumas experiências, como é o caso dos siste- mas com eucalipto, em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, e com Grevi- llea robusta associada ao capim estrela, no Paraná. Para Santa Catarina, não faz referência. É necessário refletir sobre a importante questão da vocação.

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8 - DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA

31 8 - DOCUMENTAÇÃO FOTOGRÁFICA Foto 1 - Floresta Omtrófila Densa alterada, em relevo ondulado. Folha

Foto 1 - Floresta Omtrófila Densa alterada, em relevo ondulado. Folha Brus- que. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997.

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32 Foto 2 - Interior de uma comunidade de Floresta Ombrófila Densa aluvial sob pressão antrópica.

Foto 2 - Interior de uma comunidade de Floresta Ombrófila Densa aluvial sob pressão antrópica. Folha Joinville. Foto: Rogério de Oliveira Rosa,1997.

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33 Foto 3 - Manguezal predominantemente arbóreo em afluente do rio Palmi- tal. Na faixa de

Foto 3 - Manguezal predominantemente arbóreo em afluente do rio Palmi- tal. Na faixa de contato direto com a maré observam-se comunidades her- báceas com alta incidência de ciperáceas e gramíneas. Folha Garuva. Foto:

Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

Folha Garuva. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997. Foto 4 – À esquerda, margem de manguezal

Foto 4 – À esquerda, margem de manguezal arbustivo, pastagem e colina com áreas semi-urbanizadas e povoamentos de Pinus; à direita, manguezal arbóreo. Margem da Rodovia SC-401, Saco Grande, Florianópolis. Foto: Pe- dro Furtado Leite, agosto de1999.

34

34 Foto 5 - Área antrópica de formação pioneira marinha arbustiva, constituí- da fundamentalmente de Dalbergia

Foto 5 - Área antrópica de formação pioneira marinha arbustiva, constituí- da fundamentalmente de Dalbergia ecastaphylla (marmeleiro). Baixo Rio Itapocu. Folha Barra Velha. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

Folha Barra Velha. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997. Foto 6 - Área de formação pioneira

Foto 6 - Área de formação pioneira marinha arbustiva pouco antropizada, constituída principalmente por: Guapira opposita, Clusia criuva, (mangue- do-mato) Dodonaea viscosa (vassoura-vermelha), Dalbergia ecastaphylla (marmeleiro) e algumas mirtáceas. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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35 Foto 7 - Formações herbáceas, arbustivas e arbóreas típicas de manguezal; ao fundo, Floresta Ombrófila

Foto 7 - Formações herbáceas, arbustivas e arbóreas típicas de manguezal; ao fundo, Floresta Ombrófila Densa aluvial alterada com olandi (Callophyllum brasiliense) e touceiras de bambu exótico. Folha Garuva. Foto: Rogério de Oli- veira Rosa, 1997.

Folha Garuva. Foto: Rogério de Oli- veira Rosa, 1997. Foto 8 - Manguezal de porte herbáceo

Foto 8 - Manguezal de porte herbáceo (à frente) e arbustivo/arbóreo (parte posterior). Folha Garuva. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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36 Foto 9 – Parte antropizada da orla da baía da Babitonga. Comunidades her- báceas com

Foto 9 – Parte antropizada da orla da baía da Babitonga. Comunidades her- báceas com alta incidência de ciperáceas e gramíneas comuns do mangue. Folha Joinville. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

Folha Joinville. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997. Foto 10 - Em primeiro plano, estágio inicial

Foto 10 - Em primeiro plano, estágio inicial de vegetação secundária, após colheita de milho e, ao fundo, estágios evoluídos de vegetação secundária. Folha Taió. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997.

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37 Foto 11 - Em primeiro plano, estágios iniciais de vegetação secundária em desenvolvimento sobre área

Foto 11 - Em primeiro plano, estágios iniciais de vegetação secundária em desenvolvimento sobre área de pastagem; ao fundo, estágios evoluídos de vegetação secundária. Folha Botuverá. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997.

Folha Botuverá. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997. Foto 12 - Encosta revestida por estágios médios e

Foto 12 - Encosta revestida por estágios médios e iniciais de vegetação se- cundária com abundância de Clusia criuva (mangue-do-mato). A área é de solos rasos provavelmente usada há alguns anos para reflorestamento ou la- voura temporária, com pouco proveito. Folha Biguaçu. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997.

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38 Foto 13 - Vegetação secundária da Floresta Ombrófila Densa, em diferentes estágios de desenvolvimento, em

Foto 13 - Vegetação secundária da Floresta Ombrófila Densa, em diferentes estágios de desenvolvimento, em relevo acidentado. Ao centro, população de bracatinga (Mimosa scabrella) importada da Floresta Ombrófila Mista, usa- da, principalmente, para lenha/carvão. Folha São João Batista. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997.

Folha São João Batista. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997. Foto 14 - Pastagem arborizada sobre um

Foto 14 - Pastagem arborizada sobre um sambaqui, nas terras baixas litorâ- neas. Região da Floresta Ombrófila Densa. Folha Garuva. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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39 Foto 15 – Pastagem no Planalto. Ao fundo, remanescentes de vegetação se- cundária da Floresta

Foto 15 – Pastagem no Planalto. Ao fundo, remanescentes de vegetação se- cundária da Floresta Ombrófila Mista. Folha Campo Alegre. Foto: Pedro Furtado Leite,1997.

Mista. Folha Campo Alegre. Foto: Pedro Furtado Leite,1997. Foto 16 – Pastagem em terras baixas da

Foto 16 – Pastagem em terras baixas da bacia do rio Tijucas. Ao lado e ao fundo, remanescentes de vegetação secundária e primária da Floresta Ombró- fila Densa. Folha Biguaçu. Foto: Benedito Alísio Pereira, junho de 1997.

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40 Foto 17 – Pastagem em áreas submontanas da bacia do rio Tijucas. Ao fun- do,

Foto 17 – Pastagem em áreas submontanas da bacia do rio Tijucas. Ao fun- do, encosta com diferentes estágios de desenvolvimento de vegetação secun- dária da Floresta Ombrófila Densa. Folha Biguaçu. Foto: Benedito Alísio Pe- reira, junho de 1997.

Biguaçu. Foto: Benedito Alísio Pe- reira, junho de 1997. Foto 18 – Pastagem e remanescente de

Foto 18 – Pastagem e remanescente de Floresta Ombrófila Densa em terras baixas da planície costeira. Folha Camboriú. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997.

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41 Foto 19 - Pastagem em meio a vegetação secundária em diferentes estágios de desenvolvimento, Região

Foto 19 - Pastagem em meio a vegetação secundária em diferentes estágios de desenvolvimento, Região da Floresta Ombrófila Mista. Morro do Padre. Folha Santa Cecília. Foto: Noeli Paulo Fernandes, 1997.

Folha Santa Cecília. Foto: Noeli Paulo Fernandes, 1997. Foto 20 - Pastagem povoada de jacatirão-açu (Miconia

Foto 20 - Pastagem povoada de jacatirão-açu (Miconia cinnamomofolia), em terreno submontano. Região da Floresta Ombrófila Densa. Folha São João Ba- tista. Foto: Benedito Alísio Pereira, 1997.

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42 Foto 21 - Pastagem arborizada na Região da Floresta Ombrófila Densa mon- tana. Folha Ituporanga.

Foto 21 - Pastagem arborizada na Região da Floresta Ombrófila Densa mon- tana. Folha Ituporanga. Foto: Benedito Alísio Pereira, novembro de 1999.

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43 Foto 22 – Pastagem invadida por diversas espécies tí- picas de primeiros estágios sucessionais. Terras

Foto 22 – Pastagem invadida por diversas espécies tí- picas de primeiros estágios sucessionais. Terras baixas da Floresta Ombrófila Densa. Folha São Francisco. Fo- to: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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44 Foto 23 – Pastagem e lavoura de cebola irrigada na Região da Floresta Om- brófila

Foto 23 – Pastagem e lavoura de cebola irrigada na Região da Floresta Om- brófila Densa montana. Folha Ituporanga. Foto: Natanael Sérgio Maciel,

1995.

Folha Ituporanga. Foto: Natanael Sérgio Maciel, 1995. Foto 24 - Panorâmica de área de lavoura temporária,

Foto 24 - Panorâmica de área de lavoura temporária, principalmente de fu- mo, mesclada a diferentes estágios de desenvolvimento de vegetação secun- dária, pastagem e talhões de eucalipto. Folha Aguti. Foto: Pedro Furtado Leite, 1997.

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45 Foto 25 - Lavoura de mandioca. Ao fundo, estágio evoluído de vegetação se- cundária, Região

Foto 25 - Lavoura de mandioca. Ao fundo, estágio evoluído de vegetação se- cundária, Região da Floresta Ombrófila Densa submontana. Folha Aguti. Fo- to: Pedro Furtado Leite,1997.

submontana. Folha Aguti. Fo- to: Pedro Furtado Leite,1997. Foto 26 – Lavoura temporária de fumo e

Foto 26 –Lavoura temporária de fumo e cebola, recortada por pequenos agru- pamentos de vegetação secundária. Região da Floresta Ombrófila Densa. Fo- lha Rio do Sul. Foto: Benedito Alísio Pereira, novembro de 1995.

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46 Foto 27 - Vista panorâmica de plantio de cebola na Região da Floresta Om- brófila

Foto 27 - Vista panorâmica de plantio de cebola na Região da Floresta Om- brófila Densa montana. Folha Ituporanga. Foto: Benedito Alísio Pereira, no- vembro de 1995.

Foto: Benedito Alísio Pereira, no- vembro de 1995. Foto 28 – Vale com diferentes tipos de

Foto 28 – Vale com diferentes tipos de lavoura temporária (fumo, milho, ce- bola e hortaliças). Região da Floresta Ombrófila Densa montana. Folha Itupo- ranga. Foto: Pedro Furtado Leite,1997.

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47 Foto 29 - Lavoura de arroz irrigado em planície aluvial da Região da Flores- ta

Foto 29 - Lavoura de arroz irrigado em planície aluvial da Região da Flores- ta Ombrófila Densa. Folha Rio dos Cedros. Foto: Benedito Alísio Pereira, se- tembro de 1995.

Cedros. Foto: Benedito Alísio Pereira, se- tembro de 1995. Foto 30 - Lavoura irrigada de arroz,

Foto 30 - Lavoura irrigada de arroz, mostrando estrutura de tabuleiros (arro- zeiras). Planície aluvial em Dr. Pedrinho. Região da Floresta Ombrófila Densa. Foto: Benedito Alísio Pereira, novembro de 1995.

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48 Foto 31 - Lavoura de arroz irrigado em terras baixas da Região da Floresta Ombrófila

Foto 31 - Lavoura de arroz irrigado em terras baixas da Região da Floresta Ombrófila Densa. Folha Garuva. Foto: Benedito Alísio Pereira, Nov. de 1995.

Folha Garuva. Foto: Benedito Alísio Pereira, Nov. de 1995. Foto 32 - Bananal bem formado à

Foto 32 - Bananal bem formado à frente de estágios evoluídos de vegetação secundária. Bem ao fundo, encostas da Serra do Mar revestidas por diferentes formações vegetais, inclusive, campos litólicos alto-montanos. Folha Garuva. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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49 Foto 33 - Vista panorâmica de povoamento jovem de pinus. Folha Campo Alegre . Foto:

Foto 33 - Vista panorâmica de povoamento jovem de pinus. Folha Campo Alegre. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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50 Foto 34 - Vista da Praia de Piçarras. Em primeiro pla- no vegetação secundária em

Foto 34 - Vista da Praia de Piçarras. Em primeiro pla- no vegetação secundária em estágio avançado de de- senvolvimento sobre base de costão. Folha Barra Ve- lha. Foto: Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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51 Foto 35 - Vista da Praia do Fernandes, município de Balneário Camboriú, com diferentes estágios

Foto 35 - Vista da Praia do Fernandes, município de Balneário Camboriú, com diferentes estágios de desenvolvimento de vegetação secundária onde ocorrem pequenas áreas antropizadas com exposição rochosa. Folha: Camboriú. Foto:

Rogério de Oliveira Rosa, 1997.

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52 Foto 36 – Agrupamento de palmeiras ( Euterpe edulis ) preservado em sítio à margem

Foto 36 – Agrupamento de palmeiras (Euterpe edulis) preservado em sítio à margem da rodovia no Município de Guaramirim. Folha Joinville. Foto: Pedro Furtado Leite, 1995.

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53 Foto 37 - Transporte de folhas de pacová ( Heliconia sp ) para alimentação do

Foto 37 - Transporte de folhas de pacová (Heliconia sp) para alimentação do gado. Uma amostra do extrativismo vegetal comum no vale do rio Tijucas. Fo- lha Aguti. Foto: Benedito Alísio Pereira, Ago. de 1995.

Fo- lha Aguti. Foto: Benedito Alísio Pereira, Ago. de 1995. Foto 38 – Formação Pioneira em

Foto 38 – Formação Pioneira em terraço fluvial; ao fundo, vegetação secundá- ria dominada por quaresmeira (Tibouchina spp). Floresta Ombrófila Densa das terras baixas. Folha Garuva. Foto: Pedro Furtado Leite, 1989.

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9 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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