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BOS S O D ‐ U m a “pequ e na” int odução a ntes

BOS S O D

BOS S O D ‐ U m a “pequ e na” int odução a ntes do

U m a “pequ e na” int odução a ntes do Review

E m alguns fóruns d e discus são, ten ho escri to que a Toca d o s E f eitos n ã o prete nde ser um tipo de Repú blica d o Milton ” ,

m a s sim

de

ser

um

ca nal

de

informa ç ã o abr angente

 

e

q u alifica d a

 

claro que à essa c o locação predeceu

uma pe rgunta:

 

O u tras p e ssoas E f

podem e screver

review´ s pra

Toca

d

o

s

bom, c omo tud o que es t á no in í cio, pr e firo ir com cal m a

n o que c e rne à m o dificaç õ es mais relevan tes ao p adrão q u e

m a l nasce u juntam ente co m a Toc a dos E f eitos

t e nho ach a do inte r essante algumas pondera ç ões fei t as, sen do

q u e um d elas fo i determ m inante a b aixo

que seg u e

contud o,

para o

review

d e

G u itarra, do orku t, o me m bro Dio g o Felip e, famos o por s e r d e fensor f errenho (hehehe h e) do B OSS OD3 , que f o o i foco d e

a n álise n o meu ú l timo rev iew, pon derou q u e “ Eu s o u o mai o r

ltd bar ber, tu b e

f ã do od 3 do Br a sil, j á tive d e tudo:

s c reamer, bluesbra cker, s d 1, od1, blues d r iver, di rect dri v e

num d os come ntários feitos

na comu n idade E feitos

e CIA e tinha vontade de falar dele em comparação aos outros, ainda mais porque sou strateiro, ao contrário do Milton, que toca com EMG's e tem uma abordagem diferente

o que prontamente me chamou a atenção foram as últimas 3 palavras: uma abordagem diferente. Achei essa colocação preciosa e ví nela um elemento muito importante para tornar

a Toca dos Efeitos ainda mais completa, qual seja, ampliar a qualidade das análises nas diferentes abordagens

existentes

review´s, e que consigo, com certa facilidade, ser bastante “neutro”, não tenho como dizer que o consigo plenamente, pois a minha bagagem como músico é mais na linha do rock e do metal e, inegavelmente, alguém da área do blues e do jazz escreverá com muito mais propriedade do que eu sobre a

mesmo eu, que estou acostumado a escrever

qualidade e ação de um determinado efeito nesses estilos

entretanto, entre perceber e escrever sua percepção, há um longo caminho, motivo pelo qual, no início desta

introdução, escreví que quero ir com calma para começar a

contudo, conheço

algumas pessoas melhor do que outras, e dessas tenho como

saber um pouco mais sobre sua percepção e, especialmente, sobre sua condição para expressar de forma positiva e qualificada aquilo que foi percebido

publicar review´s de outras pessoas

o Diogo é uma dessas pessoas e, assim como com outras,

foi convidado por mim para escrever um review, trazendo

consigo

um

pouco

dessa abordagem

diferente que

ele

referiu

dessa

forma,

a

Toca

dos

Efeitos começa um

processo, ainda lento, é verdade, mas começa, que é o que importa, para publicar review´s de alguns “afiliados” hehehehe

espero que todos gostem e que comentem para que se possa saber se a iniciativa agradou ou não, ok? No mais, bom

proveito à todos

hehehe

BOSS OD 3

Bem, fui convidado a fazer um review sobre este maravilhoso pedal, talvez pelo fato de eu ser um admirador declarado dele e de tocar com ele por muitos anos. Quando fui comprá lo, o testei ladoalado ao SD1, que gosto bastante, mas com pouquíssimo tempo deu pra ver que o OD3 se adaptava mais ao meu estilo e maneira de tocar.

Antes de qualquer coisa, gostaria de esclarecer que tenho uma abordagem e estilo musical bem diferente do Milton. Eu uso, na maioria das vezes, Stratocasters com captação single normal, ou no máximo um minihambucking na ponte, pra tocar com drives. Todas minhas guitarras possuem captação passiva. Além disso, toco muito jazz, fusion, pop, rock e de vez em quando hard rock, mas não mais que isso. E é pra esses estilos que toco que analisarei o pedal, e não para metal ou gêneros que exigem muito ganho e peso.

O OD3, como já dito, é um dos pedais mais subestimados da BOSS, sendo talvez o overdrive mais desconhecido da marca, ao lado do BD2. Já tive por um bom tempo o Blues Driver, que possui mais saída, pode ficar bem limpo e bem sujo também, mas não possui um overdrive de baixo ganho tão bom como o OD3, na minha opinião.

O OD3, quanto à construção, não tem muito o que ser acrescentado. A BOSS merece parabéns pela robustez,

durabilidade e confiança que passa com seus pedais. Com o

OD3 não é diferente. O pedal é totalmente industrializado e

apenas as soldas dos jacks e do pequeno footswitch de

plástico são feitas a mão.

Com relação aos controles, ele possui um knob de LEVEL, um de DRIVE e um de TONE. O OD3 possui uma saída bem alta, podendo ser usado como boost. Contudo, não espere aquela saída demolidora de pedais dedicados de boost. A saída é

acima da média, mas não é absurdamente alta. Com relação ao TONE, gosto bastante dele. O OD3 é meio ardido, mas o TONE funciona muito bem e realmente faz muita diferença, conseguindo escurecer ou clarear bem a equalização do pedal, atuando na faixa de freqüência certa. Em relação ao DRIVE, o OD3 não fica totalmente limpo, o que é uma pena. Mesmo com o DRIVE no zero, existe um crunch bem razoável no som. Com o DRIVE no máximo, ele pode ficar bem agressivo, lembrando alguns sons do Gary Moore.

Bem, vamos ao que interessa: o som! O OD3 tem a proposta de ser um overdrive que simula sons de amplificadores valvulados. Isto não é nada demais, pois toda a torcida do flamengo dos pedais afirma ser capaz da mesma coisa. Contudo, o OD3 vai bem mais longe que a maioria dos overdrives que conheço. Grande parte dos overdrives, devido aos semicondutores presentes para amplificar e clipar o sinal, apresentam uma clipagem que gera o famoso timbre “abelha”. O OD3 não é assim. Ele possui o timbre bem comprimido e não tem aquela aspereza típica dos pedais de overdrive e amplificadores transistorisados.

Deixo claro aqui que o ponto forte do OD3 são seus overdrives de baixo ganho. Com baixo ganho ele possui uma clareza e transparência fora do comum. Você sempre escuta o som de sua guitarra. Se quiser o estalo típico da Telecaster ou o som rasgado das Les Paul´s, sem problemas com ele. Se você toca acordes abertos, com cordas soltas, você escutará aquela complexidade tipo “sino” nas pontas do seu som. Com o DRIVE acima de “meio dia”, o OD3 não é tão brilhante assim. Ele começa a perder a definição de graves (já ouviu aquele som de válvula fritando devido ao alto ganho do pré?). Contudo, ainda é um bom pedal, mas eu quase não o uso com o DRIVE bem forte, muito menos com ele no máximo. Como boost ele é legal também, mas apenas legal. Para isso considero o Tube Screamer e o SD1 melhores.

Eu já tive dois Tube Screamer´s, Blues Driver, OD1, OD1,

SD1 (da BOSS), Daddy´O, da Danelectro, Guv´nor, Jackhammer

e Bluesbreaker, da Marshall, tenho um Direct Drive e um Ltd,

da Barber, dentre outros overdrives, e confesso que o OD3

não fica devendo nada aos pedais citados. Embora não sejam iguais, ele se parece muito em ganhos baixos com o Ltd Silver, da Barber, e acho que vale apena comparálos, já que

o Ltd é tido como referência de ganhos baixos e custa mais

caro. O Ltd tem mais saída, fica totalmente limpo com o DRIVE zerado, mas não tem tanto ganho quanto o OD3. Além disso, o TONE do OD3 funciona melhor que o do Ltd (que é quase inútil). O OD3 tem um pouquinho mais de médios, e eles são igualmente transparentes. Mas, com pouquíssimo DRIVE, ainda acho o OD3 um pouquinho melhor que o Ltd. Mas isso é puro gosto, pois são dois excelentes pedais. Com relação ao TS9, o OD3 é muito mais transparente, dinâmico e pontiagudo em termos sonoros. O TS9 é mais macio, e tem mais médios. Pro meu gosto, que adoro o timbre de guitarristas fusion como Greg Howe e Scott Henderson, o OD3 se encaixa muito melhor. Ele responde melhor aos ataques da palheta, ao botão de LEVEL da guitarra e soa mais valvulado que o TS9.

Então vai minha dica: pra quem tem pouca grana e quer um overdrive de baixo ganho com sonoridade complexa e dinâmica,

o OD3 cai como uma luva. Já testei muita coisa cara, mas

muita mesmo ao lado dele, e ele sempre se mostra excelente.

Compre um e se surpreenda.