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SEMIOLOGIA DO APARELHO LOCOMOTOR

ROTEIRO DE ESTUDO

MEDICINA PUC BETIM – MG

PROFESSORES: LÚCIO HONÓRIO CARVALHO JUNIOR

LINCOLN PAIVA COSTA

OSTEOARTROSE

Mulher de 62 anos vem à consulta queixando-se de dor nos joelhos ao subir e descer escadas,

e ao caminhar longamente. Os sintomas tiveram início há três anos, mas ela sentese como se

“estivesse faltando óleo na fechadura”. Nota, de uns seis meses para cá, dor nos joelhos ao iniciar a caminhada após ficar assentada por tempo prolongado. Ao exame, bom estado geral, IMC 31 Kg/m2, aumento e dor nas articulações interfalangeanas distais do segundo, terceiro

e quinto dedos das mãos (como exemplificado na figura abaixo), bilateralmente, discreto

geno varo bilateral, com crepitação em joelhos à movimentação passiva, e discreta limitação dos movimentos.

geno varo bilateral, com crepitação em joelhos à movimentação passiva, e discreta limitação dos movimentos.
geno varo bilateral, com crepitação em joelhos à movimentação passiva, e discreta limitação dos movimentos.
geno varo bilateral, com crepitação em joelhos à movimentação passiva, e discreta limitação dos movimentos.

Conceito: caracteriza-se por um processo de degeneração de cartilagem, dor, deformidade e limitação funcional da articulação acometida. Diversos fatores genéticos, anatômicos e metabólicos podem contribuir ao seu surgimento. Seus fatores de risco são: idade, predisposição genética, alteração biomecânica articular (deformação) e trauma articular. Segundo a Sociedade Americana de Reumatologia: “grupo heterogêneo de condições que causam sinais e sintomas articulares, os quais são associados a defeitos da integridade da cartilagem articular em adição a mudanças no osso subcondral da margem articular”.

1. Explique o quadro clínico desta paciente? A paciente apresenta um quadro de artrose de joelho com subluxação grave (grau V da classificação radiográfica de Ahlback) e artrose das articulações interfalangianas. A base dessa doença é a perda da homeostasia da unidade funcional menisco-cartilagem-osso subcondral, que evolui progressivamente com perda de massa cartilaginosa, e tardiamente com perda de tecido ósseo.

2. Qual a fisiopatologia da osteoartrose? Observa-se alterações nas articulações sinoviais que levam à degradação focal da cartilagem articular, com tentativa concomitante de reparo dessa cartilagem, osso subcondral e tecidos moles. Na osteo-artose do quadril, admite-se que seja uma doença não-inflamatória que afeta a cartilagem articular, osso subcondral, ligamentos, cápsula, membrana sinovial e os músculos periarticulares, envolvendo degeneração da cartilagem com fibrilação, fissuras, ulcerações e completo adelgaçamento da cartilagem diminuindo o espaço articular radiográfico.

3. Qual é a prevalência desta doença? Até os 50 anos a prevalência é maior em homens, e passa a ser mais prevalente em mulheres após essa faixa etária, especialmente nas mãos, pés e joelhos. Em pacientes acima de 65 anos, a prevalência é de 60% em homens e 70% em mulheres. A prevalência aumenta de 2 a 10 vezes dos 30 aos 65 anos.

É a forma mais comum de comprometimento articular e a causa mais frequente de cirurgias de artroplastia de quadril e joelho.

4. Quais as articulações mais acometidas na forma primária da doença? Afeta preferencialmente as articulações de carga ou suporte (processo de marcha e ortostatismo), isto é, articulações de MMII e segmento vertebral. Mas pode se apresentar em qualquer articulação. Relaciona-se aos movimentos de compressão, rotação e translação, como é o caso das articulações intervertebrais, interfalângicas distais e proximais, trapézio-metacárpica, joelhos e coxofemorais.

5. Há maior prevalência no sexo feminino ou masculino? Até os 50 anos a prevalência é maior em homens, e passa a ser mais prevalente em mulheres após essa faixa etária, especialmente nas mãos, pés e joelhos.

6. Qual a faixa etária mais acometida? Após os 50 anos.

7. A osteoartrose primária é mono, oligo ou poliarticular?

8. Defina osteoartrose generalizada. Quadro no qual três ou mais articulações são afetadas, representando mais

frequentemente uma consequência do envelhecimento

dos nódulos de Heberden e costuma predominas em mulheres e apresenta tendência familiar. Na forma não-nodal seu aparecimento deve-se a alterações bioquímicas do líquido sinovial, acarretando mudanças na cartilagem articular.

Na forma nodal há presença

9. Quais as articulações mais acometidas (esqueleto periférico e axial)? No esqueleto apendicular, as articulações interfalangângicas das mãos são as primeiras a serem acometidas pela artrose primária.

10. Sua instalação é insidiosa ou abrupta?

Início insidioso de dor, leve sinovite e rigidez matinal.

11. Há piora ou melhora com a atividade física? (ritmo da dor)

A dor tende a ser pior após atividades que exijam esforço físico.

12. A rigidez matinal pode estar presente? Qual é a duração?

Sim. A dor tende a ser pior pela manhã

13. O que são nódulos de Bouchard e Heberden?

Nódulos de Bouchard ocorrem nas articulações interfalângicas proximais e os nódulos de Heberden ocorrem nas interfalângicas distais.

14. Há manifestações sistêmicas?