Você está na página 1de 7

RELATÓRIO DE ADMINISTRAÇÃO

2009

CARTA DO PRESIDENTE 3.5 - RECEITA DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA


A receita de fornecimento em 2009, considerando apenas as vendas de energia ao mercado cativo, foi
Senhores Acionistas, de R$ 3.640,8 milhões. Demonstramos a seguir a receita por classe de consumo:
Submetemos, para apreciação, o Relatório da Administração e as Demonstrações Contábeis da Detalhamento de Receita de Fornecimento de Energia - R$ mil
Companhia, com Parecer dos Auditores Independentes e do Conselho Fiscal, referentes ao exercício Participação
social findo em 31 de dezembro de 2009. 2005 2006 2007 2008 2009 2009
Em 2009, houve a Segunda Revisão Tarifária Periódica da CELPE, momento em que a Agência Residencial 932.786 1.150.464 1.202.953 1.244.184 1.411.182 38,8%
Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), agência reguladora do setor, estabelece novos níveis tarifários e Industrial 395.353 455.461 497.018 659.456 718.983 19,7%
compartilha os ganhos de eficiência com os consumidores. Comercial 552.911 715.357 768.788 792.894 870.010 23,9%
Neste contexto, a Companhia Energética de Pernambuco – CELPE encerrou o ano com resultados Rural 78.641 101.462 109.766 112.726 118.603 3,3%
apresentando queda em função dos impactos do reposicionamento tarifário. O Lucro Líquido foi de R$ Outras classes 313.604 410.288 454.450 471.629 521.977 14,3%
435,5 milhões, com redução de 6,60% em relação ao realizado no ano de 2008. O EBITDA (geração Total 2.273.295 2.833.032 3.032.976 3.280.889 3.640.756 100,0%
de caixa operacional) de R$ 682,9 milhões foi inferior em 1,27% em relação ao ano anterior. As 3.6 - ARRECADAÇÃO
Receitas evoluíram de R$ 3,40 bilhões para R$ 3,81 bilhões, uma elevação de 12,06%. O mercado Os resultados auferidos em 2009 foram positivos para o IAR – Índice de Arrecadação atingindo o
cativo de fornecimento registrou uma elevação de 4,94% em relação a 2008, havendo um crescimento patamar de 99,61% sobre as faturas com vencimentos no ano. A PCLD - Provisão para Crédito de
da energia entregue no Estado em 4,70%. Nossa base de clientes se elevou para 3,0 milhões, um Liquidação Duvidosa teve uma redução de R$ 44,2 milhões em 2008 para R$ 10,2 milhões em 2009.
acréscimo de 3,73% sobre o ano anterior. Diversas ações foram desenvolvidas para a melhoria do processo de cobrança, tais como: forte trabalho
Na gestão operacional, cumpre destacar a continuidade na melhoria do desempenho na redução de cadastro, 2,1 milhões de ações de campo, 3,5 milhões de reavisos de débitos emitidos aos clientes
das perdas de energia que alcançaram 15,60% em 2009, uma queda de 2,41% (0,38 p.p.) em e utilização da metodologia 6-Sigma no processo de recuperação de crédito.
relação às perdas registradas em 2008, de 15,98%. O Índice de Arrecadação foi de 99,61% das Em 2009, com a expansão da Rede “Celpe Serviços”, a CELPE alcançou o total de 255 pontos de Visando atingir padrões de qualidade superiores baseados em tempos de atendimento dentro das
faturas emitidas no ano. Os indicadores globais de DEC (Duração Equivalente de Interrupção) e arrecadação, os quais se encontram presentes em todos os municípios do Estado de Pernambuco. metas corporativas, a CELPE investiu no gerenciamento estratégico de equipes, principalmente
Juntamente com a Rede Bancária e demais Agentes Arrecadadores, a CELPE atingiu 2.654 pontos implementando o plano de redistribuição da logística de viaturas no plantão. Estas atividades
FEC (Freqüência Equivalente de Interrupção), que medem a não-conformidade no fornecimento de possibilitaram atingir um TMA de 160 minutos.
energia, permaneceram abaixo dos limites regulatórios da ANEEL. Vale destacar também o esforço de recebimentos distribuídos no Estado de Pernambuco. A CELPE tem assegurado aos seus clientes
organizacional na eficientização dos processos, que trouxe importantes avanços na redução de custos diversas formas de pagamento das faturas de energia elétrica, quer sejam em guichês de caixa,
das atividades, disseminando nosso compromisso com a melhoria contínua e a inovação. autoatendimento, débito automático, internet, cartão de débito e cartão de crédito nas agências de
O programa de Investimentos, onde a CELPE aportou R$ 255,2 milhões, trouxe relevantes melhorias atendimento.
e ampliação da rede, com destaque para construção das subestações de 69/13,8 kV Caetés e Inajá 3.7 - COMPRA DE ENERGIA
e das linhas de sub-transmissão de 69 kV Garanhuns/Caetés e Heliopólis/Garanhuns. O volume de A energia requisitada pela CELPE no ano correspondeu a 11,655 GWh, enquanto a energia contratada
investimentos realizados desde a privatização da empresa classifica a CELPE como maior investidor totalizou 11,703 GWh. O lastro contratual resultou em 100,42%. A compra e a venda de energia
privado no Estado de Pernambuco. efetivada pela CELPE na CCEE corresponderam respectivamente a 0,149 GWh e 0,197 GWh.
No âmbito da responsabilidade social, destaca-se a continuidade do programa “CELPE nas 3.8 - MEDIÇÃO DE ENERGIA
Em 2009, dando consecução ao plano de expansão da telemetria no grupo A, foram instaladas 1.067
Comunidades de Baixa Renda” que, até o final de 2009, proporcionou a doação e venda subsidiada ligações com medição remota. As ações abrangeram tanto a expansão da telemetria em clientes já
de 17.065 geladeiras e 426 mil lâmpadas fluorescentes compactas e a troca de fiação elétrica de 3 existentes, como também incorporaram as ligações novas que passaram a ser executadas dentro da
mil residências. nova tecnologia.
Neste ano tivemos também um importante marco de inovação tecnológica com o início da implantação Dentre as atividades relacionadas ao plano de medição do grupo A, também se destaca o processamento
do novo sistema comercial SAP/CCS, com avanços significativos no relacionamento com os clientes e análise das memórias de massa, bem como o monitoramento on-line dos módulos instalados. Através
(módulo CRM), e no processo de combate as perdas com funcionalidades especialmente desenvolvidas destas atividades, foram geradas cerca de 1.004 inspeções a campo com 82,4% de procedência do
em cima do módulo de Bussiness Werehouse (BW). O novo sistema trouxe inovação ainda nos total de inspeções realizadas, gerando uma energia recuperada estimada em torno de 1.291 MWh.
processos de leitura, faturamento, cobrança e gestão corporativa, pelas facilidades e organização das
informações.
Todos estes resultados positivos demonstram o empenho de nossos acionistas, administradores, 4 INVESTIMENTOS
colaboradores e parceiros na busca constante pela eficiência e qualidade, com ética e compromisso, O investimento total da CELPE, em 2009, foi de R$ 255,2 milhões, distribuídos da seguinte forma: 5.2 - ATENDIMENTO AO CLIENTE
objetivando o desenvolvimento do Estado de Pernambuco e do Brasil. Evolução dos Investimentos - R$ mil Em 2009 a CELPE atingiu a marca de 3.008,7 mil clientes e através de todos os seus canais de
JOILSON RODRIGUES FERREIRA 2005 2006 2007 2008 2009 Variação relacionamento, atendeu em média 826,3 mil clientes ao mês, totalizando 9.916,3 mil atendimentos/
Presidente do Conselho de Administração Geração 34 2.638 2.845 7.933 2.252 -71,6% ano, que representa uma taxa de contato de 3,32% ao ano.
Distribuição 180.675 324.363 160.587 278.846 195.170 -30,0% Foram atendidos em média por mês, no Call Center 406,1 mil, sendo 311,6 mil no atendimento humano com
1 CONJUNTURA ECONÔMICA Distribuição TMA de 3,3 minutos e 94,5 mil através da Unidade de Resposta Audível (URA) com TMA de 0,83 minutos.
Associada à Nas agências, realizamos em média 125,3 mil atendimentos/mês enquanto que na Rede Celpe
Segundo as estimativas preliminares da agência CONDEPE/FIDEM, o PIB pernambucano, a preços básicos, Transmissão - 2.427 13.206 22.107 10.637 -51,9% Serviços foram atendidos 114,7 mil clientes/mês, no site CELPE 124,3 mil atendimentos/mês e nos
deverá registrar em 2009 um crescimento em torno de 3,2%. Resultado bem acima das projeções para o PIB Comercialização 1.154 1.944 1.830 5.948 21.013 253,3% Totens de auto-atendimento 55,8 mil/mês.
nacional, que deverá finalizar o ano com um crescimento de aproximadamente 0,26% em relação a 2008 Administração 10.906 12.020 18.391 57.193 26.144 -54,3% Em 2009 a CELPE preparou-se para substituição do seu sistema comercial, envolvendo a equipe
(Fonte: Relatório FOCUS do BACEN). No terceiro trimestre de 2009, o Produto Interno Bruto do Estado de Total 192.769 343.392 196.859 372.027 255.216 -31,4% no ajuste dos procedimentos à nova filosofia do sistema comercial (SAP/CCS), na elaboração de
Pernambuco, a preços de mercado, cresceu 3,1% em relação ao mesmo período de 2008. No acumulado 4.1 - EXPANSÃO DE REDE procedimentos para o período de transferência, no apoio aos testes de funcionalidades, formando
anual (janeiro a setembro de 2009 comparado com o mesmo período do ano anterior) apresentou uma taxa de No sistema elétrico, destaca-se a construção das subestações de 69/13,8 kV Caetés e Inajá. A multiplicadores do conhecimento e capacitando toda a equipe de atendimento própria e terceirizada,
crescimento de 3,4%. O PIB estadual, no acumulado dos últimos doze meses (outubro/2008 a setembro/2009), totalizando 584 pessoas treinadas, ações decisivas para o sucesso de migração do sistema comercial.
nova subestação Caetés melhora a qualidade de fornecimento nos municípios de Caetés, Capoeiras, O início do SAP/CCS na CELPE aconteceu no dia 16/11/2009 e nos primeiros 16 dias de funcionamento
apresentou crescimento de 3,9% em comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores. Paranatama e zona rural de Garanhuns, enquanto a segunda, Inajá, Manari, Itaíba, Ibimirim e Águas o TMA no Call Center foi de 3,81 minutos, acréscimo de 15,45% do TMA de 3,3 minutos, realizado
Belas. Para atendimento à SE Caetés e aumentar a confiabilidade do sistema elétrico, foram construídas no período anterior (janeiro a 15 de novembro), o que comprova a eficácia do processo de migração.
2 AMBIENTE REGULATÓRIO as linhas de sub-transmissão 69 kV Garanhuns/Caetés e Heliópolis/Garanhuns. O IRR - Índice de Reclamações (quociente entre o número acumulado de reclamações procedentes
Foram ampliadas as potências das subestações Santa Cruz do Capibaribe, Gravatá, Massangano III, no ano pelo valor médio de contratos ativos no mesmo ano). O resultado de 2009 praticamente se
2.1 - REVISÃO TARIFÁRIA todas 69/13,8 kV e Flores 138/69 kV, obras que, entre outros benefícios, aumentam a disponibilidade
A segunda Revisão Tarifária da CELPE foi realizada em abril de 2009 conforme cronograma da cláusula manteve constante em relação ao ano 2008.
de energia nessas áreas.
sétima do contrato de concessão da CELPE. Para ampliar a oferta de energia, a CELPE proporcionou a conexão das Eólicas Xavante, na subestação IRR - Índice de Reclamações
Dessa forma a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, responsável pela regulação do setor Vitória de Santo Antão, e Gravatá, Mandacaru e Santa Maria, na subestação Gravatá.
elétrico brasileiro, por meio da Resolução Homologatória nº 815/2009, de 28 de abril de 2009, Principais Ativos Elétricos
apresentou o resultado definitivo da segunda revisão tarifária periódica da CELPE, fixando as novas Distribuição de Energia 2005 2006 2007 2008 2009 Variação 1,60
tarifas da Companhia para o período de 29 de abril de 2009 a 28 de abril de 2010. Linhas de Sub-transmissão (Km) 3.787 3.843 3.868 3.914 3.939 0,64%
Pela decisão da ANEEL o reposicionamento tarifário da CELPE foi de -6,24% e seria postergado para os próximos Subestações (Un) 120 121 123 126 128 1,59% 1,33
reajustes o recebimento da última parcela do diferimento do reposicionamento tarifário de 2005 (Delta PB) e do Transformadores de Força (Un) 246 247 251 254 259 1,97%
ativo regulatório referente à compra de energia (Termopernambuco). No entanto, decisão liminar proferida pelo Potência Instalada (MVA) 2.451 2.457 2.557 2.700 2.797 3,61%
MM. Juiz Substituto da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal determinou a inclusão imediata Linhas de Distribuição (Km) 100.582 106.206 109.183 120.755 121.324 0,47% 0,88
da última parcela desses dois ativos nas tarifas. Assim, o efeito médio percebido pelos consumidores nas tarifas Transformadores de
fixadas pela ANEEL na Resolução nº 815/2009 foi de 6,45%, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão Distribuição (Un) 80.621 87.666 93.259 97.723 101.278 3,64%
(AT), em média, 11,46%, enquanto para as classes de consumo de Baixa Tensão (BT) o índice de 3,64%. 4.2 - MODERNIZAÇÃO 0,49 0,50
Com a suspensão da referida decisão liminar pelo Superior Tribunal de Justiça - STJ, a partir de 27 de Em 2009, a CELPE aumentou a capacidade de transmissão de seu sistema de telecomunicações
maio de 2009, o efeito médio das tarifas percebido pelos consumidores passou a ser de -1,08%, para via rádio entre Recife e Carpina, disponibilizando canais de voz e dados para atender a futura SE
o conjunto de consumidores, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), 4,86%, enquanto Macaparana, a Celpenet de Carpina e as novas necessidades de comunicação operacional para
para as classes em Baixa Tensão (BT) o índice percebido de -4,42%. automação de chaves de distribuição e qualimetria da Zona da Mata Norte.
Foram concluídas a automação das subestações Suape, Timbaúba, Jaboatão e Vitória de Santo Antão, 2005 2006 2007 2008 2009
Em 09 de julho de 2009, o Supremo Tribunal Federal - STF reestabeleceu a decisão liminar da 9ª
Vara Federal, permitindo à CELPE praticar tarifas com o efeito médio percebido pelos consumidores de garantindo maior confiabilidade na operação do sistema elétrico atendido por aquelas instalações,
6,45%, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), em média 11,46%, enquanto para as pois passaram a operar com relés digitais multifunção incorporados a painéis abrigados em salas
cuja climatização é controlada por um sistema inteligente, oferecendo assim melhor performance aos A CELPE vem alcançando uma evolução significativa do ISQP - Índice de Satisfação com a Qualidade
classes em Baixa Tensão (BT) o índice de 3,64%. Percebida, avaliado pela ABRADEE nas distribuidoras com mais de 500 mil clientes.
Em 20 de agosto de 2009, em sentença da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, equipamentos de controle microprocessados.
Especial atenção recebeu a seccionadora Suape, onde foram instalados disjuntores 69 kV, substituição Os resultados obtidos refletem o reconhecimento dos consumidores pela qualidade dos serviços
houve julgamento do mérito da ação, no qual foi reconhecido o direito da CELPE de continuar aplicando prestados e estimula a busca permanente da melhoria do atendimento. Em 2009 registrou-se um
as tarifas homologadas pela ANEEL constantes nos anexos VII e VIII da Resolução Homologatória nº dos disjuntores 15 kV e ampliação da potência de bancos capacitores, plenamente integrados à índice de 76,3%, 4,1 p.p. acima do registrado em 2008 com um índice de 72,2%.
renovação de sua proteção, controle e automação.
815/2009, as quais consideram os efeitos da decisão liminar. 4.3 - NOVAS LIGAÇÕES
Os investimentos em Novas Ligações foram direcionados para o atendimento de solicitações de 6 DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO
3 MERCADO DE ENERGIA ELÉTRICA fornecimento de energia elétrica de novos clientes, nos segmentos urbano e rural, em baixa e média 6.1 - INDICADORES EMPRESARIAIS
3.1 - EVOLUÇÃO DO MERCADO DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA tensão, com ou sem execução de obras de extensão da rede de distribuição. Variação
Durante o ano, a energia entregue no sistema elétrico da CELPE atingiu a marca anual de 9.983,5 Em 2009, o programa de Novas Ligações atendeu 119.407 novos pedidos de clientes, sendo 98.452 Dados Econômico-Financeiros - R$ mil 2005 2006 2007 2008 2009 (2009/2008)
GWh (mercado cativo + mercado livre + suprimento a concessionárias de fronteira) representando um urbanos e 20.955 rurais, além da regularização de 24.003 ligações clandestinas, com investimentos Receita Operacional Bruta 2.462.656 3.029.906 3.126.862 3.401.521 3.811.748 12,06%
crescimento de 4,70% em relação ao mesmo período do ano anterior. correspondentes de R$ 98,4 milhões. Receita Operacional Líquida 1.477.494 1.867.071 1.988.206 2.214.523 2.501.300 12,95%
O mercado livre demandou a entrega de 316,5 GWh de energia durante o ano de 2009, representando 4.4 - PESQUISA E DESENVOLVIMENTO – P&D EBITDA (LAJIDA) 388.362 430.291 584.135 691.685 682.887 -1,27%
O Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico – P&D da CELPE concluiu nos prazos previstos Resultado do Serviço - EBIT 295.785 334.234 474.465 576.218 574.785 -0,25%
um acréscimo de 0,20% em relação ao ano anterior.
o seu 7º ciclo, resultando em investimento de aproximadamente R$ 7 milhões. À luz do Manual do Resultado Financeiro - Exceto JSCP -122.741 -44.900 -40.527 -23.496 -68.991 193,63%
3.2 - COMPORTAMENTO DO MERCADO CATIVO - VENDAS DE ENERGIA Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica 2008, foi iniciada
O mercado cativo no ano foi de 9.552,6 GWh, 4,94% maior que o ocorrido no ano de 2008. Esse bom Lucro Líquido 134.849 217.799 311.526 466.313 435.525 -6,60%
em 2009 a execução de dois projetos de gestão e enviada para a ANEEL duas propostas de projetos Ativo Total 3.146.993 3.333.012 3.315.654 3.517.570 3.568.294 1,44%
resultado é consequência da intensificação de combate às perdas de energia e do bom momento vivido na de P&D, estando aguardando a avaliação inicial por parte da agência para início de sua execução. Investimento 193.397 343.390 196.859 372.027 255.216 -31,40%
economia nacional e estadual, que mesmo enfrentando um primeiro trimestre de crise, conseguiu se sobressair Vale destacar neste ano os seguintes resultados: Dívida Bruta 1.165.003 1.261.843 1.257.834 1.318.124 1.293.802 -1,85%
a partir de abril/09. Políticas anticíclicas adotadas pelo governo federal para minimizar os impactos da crise  Revalidação do Plano Estratégico de P&D da CELPE junto à ANEEL; Dívida Líquida * 1.087.292 1.144.355 1.071.398 1.111.192 1.099.278 -1,07%
econômico/financeira mundial foram decisivas para o bom desempenho econômico do país, com destaque  Recebimento de 31 novas propostas de projetos de P&D a serem avaliadas à luz da nova Patrimônio líquido 1.106.012 1.128.199 1.205.484 1.308.263 1.412.937 8,00%
para a queda dos juros, redução de IPI para aparelhos elétricos, materiais de construção e setor automotivo. regulamentação da ANEEL; Indicadores Econômico-Financeiros
No âmbito regional, a implantação de novas indústrias no Complexo de SUAPE, a elevação da temperatura  Implementação do Plano de Comunicação do Programa de P&D da CELPE, destacando-se a realização Margem EBITDA 26,3% 23,0% 29,4% 31,2% 27,3% -3,93 pp***
média no segundo semestre e a melhoria da renda do trabalhador ratificaram essa tendência de crescimento. da I Jornada Celpe de Prospecção de Projetos na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE, da Margem EBIT 20,0% 17,9% 23,9% 26,0% 23,0% -3,04 pp***
Destacam-se alguns aspectos em relação ao comportamento do mercado no ano: campanha "A Inovação está nos olhos de quem vê", do concurso infantil "Brincando de Inovar", da Margem Líquida 9,1% 11,7% 15,7% 21,1% 17,4% -3,65 pp***
 O crescimento de 9,38% no consumo da classe residencial, que participa com aproximadamente divulgação na mídia (rádios, jornais e revista) do Programa de P&D da CELPE com foco na Inovação, e Cobertura de Juros (EBITDA/Resultado
36,71% do mercado cativo total, fortalecido pela já citada boa fase de economia nacional e regional, veiculação de ações do Programa de P&D da CELPE em TV interna; Financeiro) - Em vezes 3,16 9,58 14,41 29,44 9,90 -66,38%
pela intensificação de combate às fraudes de energia, pela elevação da temperatura média e devido  Divulgação de artigos objetos de projetos de P&D em eventos nacionais, como o Citenel. Dívida Líquida/EBITDA** 2,80 2,66 1,83 1,61 1,61 0,20%
às medidas do governo federal para estímulo ao consumo, como a facilidade ao crédito e a redução Conforme estabelece a Resolução Normativa da ANEEL nº 316 de 13 de maio de 2008, as Índice de Endividamento Líquido 49,6% 50,4% 47,1% 45,9% 43,8% -2,17 pp***
dos juros e do IPI para equipamentos elétricos, que proporcionaram uma elevação das vendas, informações sobre os Programas de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D da CELPE está disponível no Ações
principalmente de aparelhos da linha branca. Programas de transferência de renda, como o bolsa- site www.celpe.com.br, através do seguinte caminho: O Setor Elétrico/Pesquisa e Desenvolvimento/ Valor Patrimonial por Ação (R$/ação) **** 14,82 15,12 16,16 17,53 18,94 8,00%
família, inseriram parte da população no mercado consumidor e o aumento da renda média do Programas de P&D. Lucro líquido por Ação (R$/ação) **** 1,81 2,92 4,18 6,25 5,84 -6,60%
trabalhador contribuiu para o surgimento de uma nova classe média ávida a consumir. 4.5 - EFICIÊNCIA ENERGÉTICA Distribuição de Dividendos e JSCP (R$ mil) 174.936 206.903 295.949 363.534 330.850 -8,99%
Em 2009 a CELPE lançou o Projeto Energia Verde, com o intuito de despertar no consumidor * Dívida líquida de disponibilidades, aplicações financeiras e títulos e valores mobiliários.
residencial a conscientização ambiental. Desta forma o consumidor pode neutralizar suas emissões ** EBITDA 12 meses.
de CO² através de colaborações (que ajudam o reflorestamento da mata atlântica) e em contrapartida *** pp - Pontos percentuais.
pode receber bonificações na conta de energia ao trocar seus eletrodomésticos por modelos eficientes **** Ressalvando que 2005 e 2006 (R$ por lote de mil ações).
com selo Procel de economia. A movimentação do EBITDA (sigla em inglês para Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e
Foi mantida a parceria com o Banco do Brasil para a venda subsidiada de geladeiras novas com Amortização) está detalhada na tabela a seguir:
selo Procel, para clientes de baixo poder aquisitivo, moradores de bairros populares. Aumentou o Conciliação do EBITDA - R$ Mil 2009 2008 Variação
valor do subsídio para 70% (pagos pela CELPE) e possibilitou ao consumidor o pagamento do valor Lucro Líquido 435.525 466.313 -6,60%
remanescente em até 18 meses. No ano foram vendidas 4.595 geladeiras através deste projeto. Amortização Ágio e Reversão PMIPL 22.342 22.870 -2,31%
Da mesma forma, a CELPE, dando continuidade ao programa “CELPE nas Comunidades de Baixa Imposto de Renda e CSLL - corrente e diferido 42.676 64.071 -33,39%
Renda”, acumulou uma doação de 12.470 geladeiras e a substituição de 426.071 lâmpadas Resultado na Alienação/Desativação de Bens e Direitos 5.251 (532) -1087,31%
fluorescentes compactas. Resultado Financeiro 68.991 23.496 193,63%
Todas as geladeiras vendidas e doadas no PEE - Programa de Eficiência Energética - têm baixo Depreciação e Amortização 108.102 115.467 -6,38%
consumo e usam gás Isobutano (não agressor da camada de ozônio). Hoje a CELPE descarta o gás CFC EBITDA 682.887 691.685 -1,27%
Em 2009, o EBITDA ou LAJIDA (Lucro antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização)
das geladeiras substituídas, conforme convênio assinado com o Ministério do Meio Ambiente – MMA. decresceu de R$ 691,6 milhões para R$ 682,9 milhões, representando um decréscimo de 1,3% em
Foi iniciado em 2009 o Projeto Educação com Energia que utiliza da metodologia pedagógica do Procel relação ao exercício passado.
nas Escolas. O trabalho educacional foi realizado através de uma unidade móvel de ensino, equipada A CELPE obteve um lucro de R$ 435,5 milhões, apresentando um decréscimo de 6,6% em relação
com experimentos e tecnologia de ponta, para o melhor entendimento das crianças e jovens quanto a 2008. Houve, assim, uma redução de 3,7 pontos percentuais na rentabilidade da Margem Líquida,
aos conceitos de conservação de energia, meio ambiente e prevenção a riscos elétricos. O projeto que foi de 21,1% para 17,4%.
atuou no 2º semestre escolar no município de Jaboatão dos Guararapes e atendeu a 52 escolas, 506
professores e 12.796 alunos.
Outros projetos de eficiência energética estão sendo desenvolvidos para os segmentos de poder público
e instituições sem fins lucrativos. Está se realizando a substituição de aparelhos condicionadores de ar
 A crise econômico/financeira mundial impactou principalmente nas classes de consumo industrial com selo A do Procel/Inmetro nos Hospitais Barão de Lucena, Regional Arcoverde, Geral de Prazeres,
e rural, com reflexos maiores na primeira. Em função da retração da demanda externa, empresas Jesus Nazareno, Universitário Oswaldo Cruz e no CEFET onde também está sendo trocado todo o
passaram a exportar menos, provocando diminuição de sua produção acarretando em férias coletivas e, sistema de iluminação e a substituição de chuveiros elétricos por sistemas de aquecimento solar para
em alguns momentos, demissões. Não só a demanda externa sofreu retração como também a interna, a água no Hospital Infantil Maria Lucinda e no Abrigo Cristo Redentor.
sendo que em menor proporção, fato esse que vem contribuindo para a retomada do setor. Porém, Em 2009, nos projetos de eficiência energética foram investidos R$ 15,4 milhões.
ainda não foi suficiente para reverter a tendência de queda ao final do ano, fechando 2009 com uma 4.6 - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO
redução de 0,85% no consumo cativo. A classe rural irrigante, também sofreu com os efeitos da crise, Neste ano, foi concluída a substituição do antigo sistema comercial com a implantação do sistema SAP/
principalmente na Região do São Francisco, que tem sua produção voltada para exportação. CCS. Pode-se destacar as seguintes melhorias e benefícios que justificaram o projeto:
3.3 - EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE CLIENTES a) Modernização da plataforma de TI, consolidando sistemas periféricos num ambiente integrado,
A CELPE encerrou o ano de 2009 com 3.008.742 clientes ativos e um incremento em relação ao ano redução do custo total de propriedade (TCO), do risco de escassez de mão-de-obra e do risco de não-
anterior de 3,73%. conformidades (ANEEL, SOX – Sarbanes/Oxley);
Evolução do Número de Clientes Ativos (milhares) (*) b) Melhoria da gestão dos equipamentos de medição, incluindo remotas de comunicação e roteadores
entre outros, com benefícios no cadastro e controle logístico de suas utilizações;
Participação c) Redefinição das etapas de consistência dos processos de leitura e faturamento das contas de energia,
2005 2006 2007 2008 2009 2009 e consequente mitigação de erros para redução dos refaturamentos;
Residencial 2.228 2.321 2.396 2.498 2.596 86,29% d) Melhoria do faturamento de obras realizadas a pedido dos clientes e redução no tempo da
Industrial 13 13 13 13 14 0,45% contabilização da arrecadação, com maior consistência e controle (SOX) devido à integração do novo 6.2 - ENDIVIDAMENTO
Comercial 187 186 185 190 195 6,47% sistema ao módulo financeiro/contábil do SAP/R3 pré-existente; Em dezembro de 2009 os contratos de empréstimos e financiamentos da CELPE totalizaram R$ 1.293,8
Rural 153 159 166 171 175 5,81% e) Melhoria do atendimento aos clientes e do processo de cobrança com implantação de módulo Gestão milhões de endividamento bruto. Deste montante, 14,7% possui vencimento no curto prazo e 85,3% no
Outras classes 25 26 27 28 29 0,98% de Relacionamento com Cliente (CRM); longo prazo, com prazo médio ponderado de vencimento de 3,6 anos. O endividamento líquido (dívida
Total 2.605 2.706 2.787 2.900 3.009 100,0% f) Melhoria do processo de combate às perdas comerciais com a implantação do módulo BW (Data menos disponibilidade, aplicações financeiras e títulos e valores mobiliários) atingiu R$ 1.099,2 milhões.
(*) Incluindo novos Clientes sem o primeiro faturamento Warehouse corporativo e ferramentas de Bussiness Inteligence); Durante o exercício de 2009, a Companhia acessou agências de fomento e organismos multilaterais para
g) Melhoria da Gestão Corporativa com a disponibilização de informações consistentes, integradas e financiamento de seu programa de expansão e melhoria do sistema de distribuição de energia elétrica
Considerado os critérios estabelecidos na Resolução ANEEL nº 485/2002, que define o conceito de consumidores junto à Eletrobrás, Banco do Nordeste do Brasil - BNB, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
de baixa renda, estes correspondem a 67,31% da classe residencial e 58,05% do total da CELPE. auditáveis, também devido à implantação do módulo BW, viabilizando maior agilidade e qualidade no
processo de tomada de decisões. Social – BNDES e Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP, totalizando o repasse de R$ 101,4 milhões.
3.4 - PERDAS
O Índice de Perdas atingiu o patamar de 15,60%, apresentando uma redução de 0,38 pontos
percentuais em relação ao realizado em 2008. Pelo quinto ano consecutivo este indicador vem 5 DESEMPENHO OPERACIONAL
apresentando redução de 19,36% do índice total.
Vale destacar as seguintes ações: Indicadores Operacionais 2005 2006 2007 2008 2009
 Intensificação das inspeções a unidades consumidoras; Número de Empregados 1.731 1.686 1.742 1.747 1.705
 Intensificação das blindagens de medições; Clientes por Empregado 1.505 1.605 1.600 1.660 1.765
Vendas por Clientes (MWh) 3,25 3,16 3,07 3,29 3,19
 Acompanhamento dos clientes cortados;
Vendas por Empregado (GWh) 4,54 4,65 4,70 5,21 5,60
 Melhoria da Gestão do Processo de Faturamento;
Cliente por km2 25,36 26,34 27,13 28,23 29,28
 Monitoramento e telemedição de unidades consumidoras do Grupo A; 5.1 - QUALIDADE DO FORNECIMENTO
 Expansão do parque de medição com memória de massa do Grupo A; Os índices globais de Duração Equivalente de Interrupção – DEC e Frequência Equivalente de
 Continuidade da regularização de unidades consumidoras clandestinas; Interrupção – FEC, atingiram respectivamente 16,25 horas e 6,48 interrupções no ano de 2009. Os
 Acompanhamento e apuração do consumo de Iluminação Pública. resultados obtidos pelos índices de continuidade classificam a empresa entre as melhores distribuidoras
O gráfico abaixo representa a evolução do índice de perdas. O histórico mostra uma tendência de queda do Nordeste, abaixo da média nacional e com limites inferiores aos determinados pela Agência Nacional
do índice de perdas desde 2005. de Energia Elétrica - ANEEL.

A CELPE está posicionada no rating de crédito corporativo como “brAA-“ na Escala Nacional avaliado
pela Standard & Poor’s Ratings Services.
A perspectiva estável do rating de crédito corporativo reflete a expectativa de que a empresa continuará
com o seu trabalho de gerenciamento de passivos com alongamento do seu cronograma de amortização e
redução de custo das dívidas. Com esta política combinada à sua forte geração de caixa e liquidez, minimiza
os riscos de refinanciamento. Além disso, a contínua melhora dos indicadores operacionais e o aumento
da arrecadação em relação aos montantes faturados proporcionam uma estabilidade na geração de caixa.

7 GOVERNANÇA CORPORATIVA
7.1 - COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA
O capital social, de R$ 590,2 milhões é representado por ações ordinárias (ON), ações preferenciais
(PNA) e ações preferenciais (PNB). Desse total, 89,6% pertencem ao grupo Neoenergia e 10,4% a
acionistas minoritários.
O capital social é representado por 74.612.388 ações nominativas escriturais, sem valor nominal, sendo
66.302.693 ações ordinárias, 7.567.254 ações preferenciais classe A e 742.441 ações preferenciais classe B.
Continua...
...Continuação
As ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da CELPE são listadas na Bolsa de Valores de São Paulo  Treinamentos adicionais de procedimentos de segurança; de um espaço permanente de celebração do Frevo no Estado, tendo como objetivo a promoção da
(BOVESPA), através dos códigos de ativos: CEPE3 (ON), CEPE5 (PNA) e CEPE6 (PNB).  Inspeções de campo sobre o cumprimento das medidas preventivas de segurança; cultura pernambucana e a consolidação do Complexo Turístico Recife/Olinda, através da revitalização
7.2 - RELAÇÃO COM INVESTIDORES  Campanhas de saúde (gripe A, dengue, AIDS, tabagismo, doação de sangue, hipertensão, diabetes, de um dos edifícios tombados do Bairro do Recife, onde será implantado o espaço. Outro destaque
A CELPE adota uma política de transparência com o mercado de capitais, zelando pelo relacionamento etc.) e segurança do trabalho; vai para a realização de eventos de São João e Natal na Praça Osvaldo Cruz, em Recife. Em 2009, a
com acionistas, analistas de mercado, instituições financeiras, agências de rating e instituições  Premiação das CIPAS com melhores indicadores de saúde e segurança; decoração natalina da praça foi eleita a melhor do Recife pela prefeitura da cidade. A área tornou-se
reguladoras de mercado, disponibilizando informações atualizadas e relevantes sobre a empresa,  Ginástica laboral, Shiatsu, campeonatos internos, integrações, dentre outras. um espaço de lazer e entretenimento para a comunidade. A CELPE é responsável pela manutenção e
sempre de acordo com as boas práticas de governança corporativa. Considerando os riscos inerentes ao nosso produto – energia elétrica – desenvolvemos, em parceria com conservação do espaço, adotado pela Empresa desde 2007.
A cada trimestre, o Grupo Neoenergia realiza uma webconference e disponibiliza um relatório de outras áreas da empresa, ações de prevenção dirigida aos nossos clientes, tais como: 9.2 - PROJETOS AMBIENTAIS
acompanhamento com os dados individualizados por empresa e consolidados, além da realização de  Palestras e orientações em escolas, associações de moradores, comunidades próximas às A CELPE adota Sistema de Gestão Ambiental que prioriza o desenvolvimento sustentável. No
reuniões one-to-one com as principais instituições de relacionamento. subestações e empresas, difundindo o conceito do uso seguro e eficiente da energia; cenário mundial, onde o aquecimento global está preocupando os governos de todos os continentes,
A Neoenergia também realizou apresentações nas Reuniões da Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais  Campanhas em mídias diversas alertando sobre os riscos e cuidados com o uso e exposição à energia a Companhia já implementa ações seguindo as orientações do Protocolo de Kyoto e de Montreal,
de Investimentos do Mercado de Capitais) no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza em 2009. elétrica em casa e na rua. documentos que estabelecem a redução de emissões de dióxido de carbono (CO2), que responde por
A Companhia possui um canal de comunicação através do endereço eletrônico 8.2 - CAPACITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO 76% do total de emissões relacionadas ao aquecimento global, e outros gases do efeito estufa.
ri@celpe.com.br e disponibiliza informações por meio da área de Relações com Investidores, no site Em 2009 o Projeto Travessia, que visa qualificar empregados e prestadores de serviço vinculados às nossas Temos hoje foco na proteção das redes de forma a evitar contatos com as arvores, reduzindo a
corporativo (www.celpe.com.br - link Relações com Investidores e www.neoenergia.com/ri), nos jornais atividades, atingiu a marca de 1.250 treinados e 2.656 treinamentos. Os treinamentos são focados nas necessidade de poda da arborização e melhorando o desempenho do sistema elétrico. As equipes que
Valor Econômico e Diário Oficial do Estado de Pernambuco. áreas de sistema elétrico de potência, novas ligações, construção urbana, manutenção e plantão. O resultado realizam o manejo da vegetação são treinadas periodicamente em curso específico, com módulos de
7.3 - AUDITORIA E CONTROLES INTERNOS que se busca é a melhoria na qualidade dos serviços prestados e a redução do número de acidentes. técnicas de poda, legislação ambiental e relações interpessoais.
A auditoria interna é uma atividade de avaliação independente e objetiva, que busca agregar valor e A Companhia deu continuidade ao Programa Potencializar que foi criado em 2008 e que reúne todas as Para realizar esse trabalho, a empresa fez um estudo científico onde foi diagnosticado o tempo ideal
melhorar as operações da Companhia, por meio de um enfoque sistemático e disciplinado, possibilitando ações de Gestão de Pessoas voltadas ao desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores, alinhado de poda para cada tipo de espécie arbórea nativa, com a avaliação da atividade metabólica do vegetal,
a melhoria da eficácia dos processos de gestão de riscos, controles internos e governança corporativa. às estratégias da Organização. Através desse Programa é possível identificar e valorizar os Talentos, otimizar visando sua sustentabilidade e evitando impactos ambientais.
A Unidade de Controles Internos, contribuindo para a melhoria das práticas de Governança Corporativa, os investimentos em Treinamento, melhorar o Clima Organizacional e proporcionar a perspectiva de Carreira. Todas as diretrizes ambientais da Companhia são estendidas para os fornecedores e prestadores de
implantou a ferramenta SAP GRC – Governance, Risk and Compliance que permite a gestão dos perfis de O Potencializar contempla os seguintes Programas: serviço. O acompanhamento das licenças ambientais é realizado sistematicamente, garantindo o
acesso e utilização ao Sistema SAP R3. Esta ferramenta possibilita analisar se os perfis de acessos estão em  Programa de Gestão de Desempenho; cumprimento dos instrumentos legais, seguindo a norma vigente.
conformidade com os requisitos de SOX, principalmente em relação à concessão de transações críticas e acessos  Programa de Treinamento e Desenvolvimento; A Companhia tem na sua Política de Meio Ambiente a não utilização de materiais e insumos
considerando as regras de segregação de funções em consonância com as melhores práticas do mercado.  Plano de Sucessão; provenientes de exploração ilegal de recursos naturais, a exemplo de madeira, produtos florestais não-
A Unidade de Controles Internos realizou a revisão, em conjunto com as áreas responsáveis pelos  Gestão do Clima Organizacional; madeireiros, animais etc. Está disponível ao público interno na intranet, e para o público externo,
processos, das matrizes de riscos e controles exigidos pela Lei Sarbanes-Oxley. Executou também o teste  Programa de Desenvolvimento das Lideranças. através do site www.celpe.com.br.
dos controles-chaves identificados e, quando detectada alguma não-conformidade, foram elaborados Em 2009, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) manteve sua certificação, com base na versão ABNT
Planos de Ação para sua correção. Verificamos que o desenvolvimento contínuo das atividades de 9 RESPONSABILIDADE SOCIO-AMBIENTAL NRB ISO 14001: 2004.
revisão dos desenhos dos processos e dos controles-chaves ocasiona uma melhoria na efetividade dos O SGA da Usina Tubarão permitiu à CELPE conciliar a característica natural do local com o Desenvolvimento
controles e, consequentemente, a redução na probabilidade de ocorrência de inúmeros riscos. A CELPE trabalha continuamente para consolidar aspectos de sustentabilidade em sua estratégia e Sustentável e integrar sua população através da combinação de desenvolvimento econômico com atividades
7.4 - CONSELHOS DE ADMINISTRAÇÃO E FISCAL em suas práticas de negócios. No decorrer dos anos, tornou-se uma referência empresarial no setor que promovem a melhoria da qualidade de vida e a preservação das riquezas naturais e culturais.
O Conselho de Administração é integrado por cinco membros titulares e seus respectivos suplentes. Os de energia elétrica brasileiro pela qualidade de seus produtos e serviços e pela contribuição para o Ainda na Usina Tubarão, o monitoramento do ruído, da emissão atmosférica da geração de energia e
conselheiros são eleitos para mandato de dois anos pela Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, que bem-estar da sociedade. o tratamento de efluentes líquidos, representam alguns dos mais significativos aspectos ambientais
também possui poder de destituí-los do cargo. Há possibilidade de reeleição. As reuniões do Conselho Em 2009, importantes avanços foram conquistados pela Companhia no âmbito da responsabilidade sistematicamente avaliados e controlados. Para garantir a qualidade da água, foi implantado um Sistema de
de Administração ocorrem ordinariamente uma vez a cada bimestre e extraordinariamente sempre que socio-ambiental. Segurança Adicional da Drenagem (SSAD), composto por um tanque pulmão e por quatro fases de filtragem.
necessário. Nenhum dos seus integrantes ocupa cargo de direção.  Criação da Assessoria de Desenvolvimento Sustentável na Neoenergia;
O Conselho Fiscal é integrado por quatro membros titulares e seus respectivos suplentes eleitos pela  Institucionalização do Comitê de Responsabilidade Social na CELPE, responsável por disseminar 10 RECONHECIMENTOS
Assembleia Geral Ordinária de Acionistas para mandatos de um ano. O Conselho Fiscal de caráter internamente a Política de Responsabilidade Social do Grupo Neoenergia e o programa Energia para
Crescer de Responsabilidade Social. Esse Comitê é um fórum interno permanente de discussão para  Empresa Amiga da Criança, concedida pela Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente;
permanente reúne-se ordinariamente uma vez a cada trimestre e extraordinariamente, sempre que avaliação das ações de Responsabilidade Social da Empresa e seus impactos sobre os diversos grupos  Prêmio da Qualidade e Gestão de Pernambuco 2009 (PQGP), troféu prata, concedido pelo Programa
julgar necessário, ou quando convocado, na forma da lei e do Estatuto Social. de stakeholders (públicos de relacionamento); Pernambucano de Qualidade (Propeq), com patrocínio da Federação das Indústrias do Estado de
7.5 - CÓDIGO DE ÉTICA  Publicação, pelo 3º ano consecutivo, do Relatório de Sustentabilidade da Empresa seguindo as Pernambuco (Fiepe), Senai e Sebrae. A premiação é concedida com critérios do Modelo de Excelência
A CELPE possui um Código de Ética consolidado, sistematicamente auditado, revisado, divulgado e diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI); de Gestão do Prêmio Nacional de Qualidade criado pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ);
com um canal de comunicação específico (etica@celpe.com.br) para o público externo, através do site  Divulgação do 1º Relatório de Progresso à ONU, em virtude da adesão da Empresa aos 10 Princípios  Prêmio Ser Humano Paulo Freire. Concedido pela ABRH-PE às empresas e profissionais envolvidos
(www.celpe.com.br), e na IntraCelpe para o seu público interno. Tem ainda um Comitê de Ética constituído do Pacto Global, em 2007. O relatório expressa o compromisso assumido através de diversas práticas na gestão de pessoas que dedicam tempo e talento para desenvolver o potencial humano por meio de
por representantes da presidência e das superintendências para avaliar o clima ético, propor recomendações de gestão. Incorporadas ao cotidiano do empreendimento, as ações empreendidas convergem, ferramentas aplicáveis e criativas.
de melhoria e analisar sugestões e denúncias. Este é um instrumento norteador de nosso relacionamento sobretudo, para o desenvolvimento social;
com os stakeholders, conforme os padrões de governança corporativos do Grupo Neoenergia.  Realização da 2ª Conferência de Sustentabilidade Celpe. O evento foi aberto aos públicos de 11 AUDITORES INDEPENDENTES
relacionamento da Empresa e abordou práticas de negócios da CELPE e de parceiros com relação aos
8 GESTÃO DE PESSOAS três pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental.
Nos termos das Instruções CVM nºs 308/1999 e 381/2003, destacamos que a Companhia renovou
contrato com a Ernst & Young Auditores Independentes, em abril de 2009, para prestação de serviços
Em 2009, a CELPE participou da III edição do Prêmio Ser Humano Paulo Freire organizado pela 9.1 - PROJETOS SOCIAIS E CULTURAIS de auditoria de suas demonstrações contábeis, bem como a revisão de informativos contábeis, para
ABRH – PE, sendo eleita a melhor na Modalidade Gestão de Pessoas, categoria Empresa privada. O Em 2009, a Companhia deu continuidade ao Programa de Responsabilidade Social “Energia para um período de 2 (dois) anos. A Ernst & Young desde então não prestou serviços não relacionados à
trabalho enviado foi “Conhecer para Evoluir: Programa de Gestão do Desempenho”. O tema fala sobre Crescer”. Através dele, são realizadas ações sociais, benefícios e investimentos nas comunidades auditoria independente que superassem 5% (cinco por cento) do valor do contrato.
o objetivo do Programa, conceitos e ferramentas utilizadas. onde a Companhia atua, nas áreas de Educação, Cultura e Meio Ambiente. No apoio aos projetos, a A política de atuação da Companhia, bem como das demais do Grupo Neoenergia, quanto à contratação
Em 2009, foi realizada nova Pesquisa de Clima para toda a Companhia. A Pesquisa foi aplicada pela estratégia está baseada no respeito aos costumes e culturas locais, na inclusão social e também no de serviços não relacionados à auditoria junto à empresa de auditoria, se fundamenta nos princípios
consultoria externa Hewitt Associates com vários aspectos de melhorias nesse processo. A pesquisa teve alinhamento as 8 Metas do Milênio da ONU. que preservam a independência do auditor independente.
o objetivo de identificar não somente a satisfação e motivação do colaborador em relação à Companhia, Na área educacional, foram apoiados projetos para a universalização e melhoria da qualidade do ensino, a
como realizado até então, mas também o engajamento dos colaboradores em relação ao trabalho. promoção da igualdade e diversidade, a erradicação do trabalho infantil e a promoção do desenvolvimento 12 AGRADECIMENTOS
Este ano a pesquisa foi realizada em duas etapas: quantitativa e qualitativa. Com essas informações com sustentabilidade ambiental. Os destaques vão para a parceria com a Junior Achievement Pernambuco
a Companhia tem dados consistentes para planejar ações de melhoria do ambiente além de maximizar e o Instituto Ayrton Senna. Esse último, através do projeto Educação pela Arte, beneficia duas entidades no Ao reconhecermos que o resultado alcançado é consequência da união e do esforço de nossos
aspectos positivos já existentes e aferir evolução a partir dos resultados das pesquisas anteriores. Estado, o Ária Social e o Movimento Pró-Criança, com atendimento a cerca de 1.500 crianças e adolescentes. colaboradores e do apoio, empenho, incentivo e profissionalismo recebidos dos públicos com os quais nos
8.1 - SAÚDE E SEGURANÇA A CELPE deu continuidade à Campanha Clarear, através da arrecadação de doações nas contas de relacionamos, queremos expressar nossos agradecimentos aos nossos acionistas, aos Senhores membros
Em 2009, foram cumpridas todas as exigências legais referentes à saúde e segurança, desenvolvidas energia. Os valores são repassados a 4 entidades que atendem a crianças e adolescentes em situação dos Conselhos de Administração e Fiscal, aos nossos clientes e fornecedores, aos nossos Governos
ações com foco na melhoria das condições de trabalho e qualidade de vida e, ainda foram estendidas de risco social: Movimento Pró-Criança, Associação Beneficente Criança Cidadã, Organização de Municipais, Estaduais e Federal e demais autoridades, às Agências Reguladoras e aos Agentes do Setor.
várias ações aos nossos prestadores de serviço. Auxílio Fraterno e Pastoral da Criança. Em 2009, mais de R$ 2,3 milhões foram doados à campanha. Recife, 26 de janeiro de 2010
Dentre as principais ações implementadas, listamos as seguintes: Na área cultural, o maior destaque vai para o patrocínio ao projeto Paço do Frevo, que prevê a criação A Administração

BALANÇOS PATRIMONIAIS DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS


Levantados em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (R$ mil) Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008
(R$ mil)
ATIVO Notas 2009 2008 PASSIVO Notas 2009 2008
Notas 2009 2008
Reclassificado Reclassificada
CIRCULANTE CIRCULANTE Fornecimento de energia elétrica 31 1.548.268 1.543.729
Caixa e equivalentes de caixa 90.168 131.300 Energia Elétrica Curto Prazo - CCEE 34 40.055 5.375
Fornecedores 21 211.373 208.157 Disponibilização do sistema de distribuição 32 2.174.855 1.814.595
Consumidores, concessionárias e permissionárias 6 968.022 718.000 Empréstimos e financiamentos e encargos 22 109.828 116.253 Outras receitas operacionais 33 48.570 37.823
Títulos a receber 7 22.117 26.850 Debêntures e encargos 23 69.860 13.882 Receita operacional 3.811.748 3.401.522
(-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa - PCLD 8 (88.844) (87.486) ICMS (813.867) (734.256)
Passivos regulatórios 9 87.973 51.822 PIS (61.864) (58.220)
Ativos regulatórios 9 146.904 239.048
Folha de pagamento 4.600 4.669 COFINS (284.724) (260.549)
Serviços em curso 2.811 7.557 ISS (1.147) (1.167)
Títulos e valores mobiliários 10 8.272 3.757 Taxas regulamentares 24 17.517 56.113
Quota para Reserva Global de Reversão - RGR (28.165) (22.374)
Tributos e contribuições sociais 11 21.519 23.800 Entidade de previdência privada 16.599 12.691 Conta de Desenvolvimento Energético - CDE (18.888) (16.978)
Tributos e contribuições sociais diferidos 12 40.794 49.390 Tributos e contribuições sociais 11 132.057 82.989 Conta de Consumo de Combustível - CCC (77.431) (71.603)
Tributos e contribuições sociais diferidos 12 32.732 69.481 Programa de Eficiência Energética - PEE (12.183) (10.930)
Benefício fiscal - ágio incorporado da controladora 14 21.260 22.342 Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT (4.873) (4.372)
Estoques 15 5.507 4.018 Parcelamento de tributos - 874 Empresa de Pesquisa Energética - EPE (2.437) (2.186)
Despesas pagas antecipadamente 17 7.970 1.099 Dividendos e juros sobre o capital próprio 25 179.756 220.410 Pesquisa e Desenvolvimento - P&D (4.873) (4.372)
Outros créditos 18 57.795 71.873 Obrigações estimadas 26 21.823 24.529 Encargos CBEE 4 9
Deduções da Receita operacional (1.310.448) (1.186.998)
TOTAL DO CIRCULANTE 1.304.295 1.211.548 Provisões para contingências 27.1 9.518 5.335 RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 2.501.300 2.214.524
NÃO CIRCULANTE Adiantamentos recebidos 8.977 8.929 Custo do serviço de energia elétrica (1.713.868) (1.425.124)
Realizável a longo prazo Consumidores devolução baixa renda - 367 Custo com energia elétrica (1.458.628) (1.136.033)
Consumidores, concessionárias e permissionárias 6 153.294 241.926 Energia elétrica comprada para revenda 35 (1.321.672) (998.532)
Outras contas a pagar 28 26.179 27.546 Encargos de uso do sistema de transmissão 35 (136.956) (137.501)
Títulos a receber 7 87.396 72.914 Custo de operação (251.222) (285.571)
TOTAL DO CIRCULANTE 928.792 904.047
(-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa - PCLD 8 (13.980) (9.879) Pessoal 35 (68.437) (59.956)
NÃO CIRCULANTE Entidade de previdência privada 35 (2.249) (1.566)
Ativos regulatórios 9 14.839 84.876
Depósitos judiciais 16 6.265 - Empréstimos e financiamentos 22 392.202 403.107 Material 35 (9.068) (9.579)
Debêntures 23 569.378 627.990 Combustível para produção de energia elétrica 35 (8.848) (9.136)
Títulos e valores mobiliários 10 96.083 71.875 Serviços de terceiros 35 (64.069) (79.081)
Tributos e contribuições sociais 11 12.062 15.923 Passivos regulatórios 9 20.880 10.114 Taxa de Fiscalização Serviço Energia Elétrica - TFSEE 35 (3.220) (3.223)
Tributos e contribuições sociais diferidos 12 56.525 60.806 Taxas regulamentares 24 42.416 28.450 Depreciação e amortização 35 (97.823) (102.779)
Benefício fiscal - ágio incorporado da controladora 14 232.884 254.144 Entidade de previdência privada 181.283 187.807 Provisões operacionais (líquidas de reversões) 35 (741) (21.672)
Arrendamentos e aluguéis 35 (490) (1.447)
Bens e direitos destinados à alienação 502 763 Tributos e contribuições sociais 11 2.395 5.691 Tributos 35 (677) (547)
Outros créditos 18 6.077 6.815 Tributos e contribuições sociais diferidos 12 241 25.992 Outros custos 35 4.400 3.415
Total do realizável a longo prazo 651.947 800.163 Parcelamento de tributos - 3.132 Custo de serviço prestado a terceiros (4.018) (3.520)
Investimentos LUCRO OPERACIONAL BRUTO 787.432 789.400
Provisões para Contingências 27.1 12.815 10.133 Despesas operacionais (212.646) (213.184)
Investimentos 1.102 103 Outras contas a pagar 28 4.955 2.844 Despesas com vendas 35 (86.307) (105.269)
Total dos investimentos 1.102 103 Despesas gerais e administrativas 35 (126.339) (107.915)
TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 1.226.565 1.305.260
Imobilizado Resultado do serviço 574.786 576.216
PARTICIPAÇÕES MINORITÁRIAS - - Resultado financeiro (68.991) (23.494)
Imobilizado líquido 19 1.484.642 1.413.719
PATRIMÔNIO LÍQUIDO Receita 102.080 148.574
Total do imobilizado 1.484.642 1.413.719 Renda de aplicações financeiras 19.378 21.220
Intangível Capital social 29 590.174 590.174 Juros, comissões e acréscimo moratório de energia 40.392 47.644
Intangível líquido 18 126.308 92.037 Reservas de capital 29 558.080 558.080 Remuneração financeira ativos regulatórios 16.208 51.553
Total do intangível 126.308 92.037 Reservas de lucros 29 264.683 160.009 Variação monetária 9.928 4.861
Variação cambial 4.569 2.681
TOTAL DO NÃO CIRCULANTE 2.263.999 2.306.022 TOTAL DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.412.937 1.308.263 Operações swap 900 6.091
TOTAL DO ATIVO 3.568.294 3.517.570 TOTAL DO PASSIVO 3.568.294 3.517.570 Outras receitas financeiras 10.705 14.524
Despesa (171.071) (172.068)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis Encargos de dívida (líquido de R$ 4.646 transferido para custo obra - nota 17) (119.071) (129.596)
Remuneração financeira passivos regulatórios (22.454) (3.803)
Variação monetária (14.929) (21.793)
DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO E DOS RECURSOS DESTINADOS A AUMENTO DE CAPITAL Variação cambial (1.399) (5.971)
Operações swap (4.360) (3.205)
Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (R$ mil) Outras despesas financeiras (8.858) (7.700)
Juros sobre o capital próprio a pagar 26 (80.100) (75.343)
Resultado na alienação/desativação bens e direitos 36 (5.252) 532
LUCRO ANTES DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL E DO IMPOSTO DE RENDA 420.443 477.911
Reservas de Capital Reservas de Lucros Imposto de renda - corrente (117.217) (87.501)
Remuneração Recursos Contribuição social - corrente (44.597) (31.606)
Capital de bens e direitos Reserva Reserva de Reserva de Reserva de destinados Imposto de renda incentivo SUDENE 82.898 79.463
social constituídos com especial Incentivo Incentivo Reserva retenção Lucros a aumento Imposto de renda - diferido 26.647 (17.960)
realizado capital próprio de ágio Fiscal Fiscal legal de lucros acumulados Subtotal de capital Total Contribuição social - diferido 9.593 (6.466)
Saldos em 1° de janeiro de 2008 590.174 30.078 454.999 73.004 - 57.230 - - 1.205.484 - 1.205.484 Amortização ágio e reversão PMIPL (22.342) (22.870)
Reserva de capital LUCRO ANTES DA REVERSÃO DOS JUROS SOBRE O CAPITAL PRÓPRIO 355.425 390.971
Lucro líquido do exercício - - - - - - - 466.313 466.313 - 466.313 Reversão dos juros sobre o capital próprio a pagar 80.100 75.343
Efeito ajustes Lei 11.638/07 LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 435.525 466.314
Destinações: LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO POR AÇÃO DO CAPITAL -
Reserva legal - - - - 23.316 - (23.316) - - - R$ (POR LOTE DE MIL EM 2009) 5,84 6,25
Reserva de Incentivo Fiscal SUDENE - - - - 79.463 - - (79.463) - - - As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
Juros sobre capital próprio - - - - - - - (75.343) (75.343) - (75.343)
Dividendos intermediários - - - - - - - (132.825) (132.825) - (132.825)
DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO
Dividendos propostos - - - - - - - (155.366) (155.366) - (155.366)
Saldos em 31 de dezembro de 2008 590.174 30.078 454.999 73.004 79.463 80.545 - - 1.308.263 - 1.308.263 Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008
Reserva de capital (R$ mil)
Lucro líquido do exercício - - - - - - - 435.525 435.525 - 435.525
Prescrição deliberação dividendos 2006 2009 2008
Destinações: RECEITAS
Reserva legal - - - - - 21.776 - (21.776) - - - Vendas de energia e serviços 3.811.747 3.401.521
Reserva de Incentivo Fiscal SUDENE - - - - 82.898 - - (82.898) - - - Provisão para créditos de liquidação duvidosa (10.276) (44.236)
Juros sobre capital próprio - - - - - - - (80.100) (80.100) - (80.100) Resultado Alienação/Desativação Bens e Direitos (5.251) 532
Dividendos intermediários - - - - - - - (138.570) (138.570) - (138.570) 3.796.220 3.357.817
Dividendos propostos - - - - - - - (112.180) (112.180) - (112.180) INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS
Saldos em 31 de dezembro de 2009 590.174 30.078 454.999 73.004 162.362 102.322 - - 1.412.938 - 1.412.938 Matérias-primas consumidas (1.467.476) (1.145.168)
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis. Materiais, serviços de terceiros e outros (177.899) (199.857)
(1.645.375) (1.345.025)
VALOR ADICIONADO BRUTO 2.150.845 2.012.792
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO (108.102) (115.467)
VALOR ADICIONADO LÍQUIDO 2.042.743 1.897.325
Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (R$ mil) VALOR ADICIONADO TRANSFERIDO
Receitas financeiras 102.080 148.573
VALOR ADICIONADO TOTAL A DISTRIBUIR 2.144.823 2.045.898
2009 2008 2009 2008 DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO:
Fluxo de caixa proveniente das operações Pessoal e administradores
Lucro líquido do exercício 435.525 466.313 RECURSOS LÍQUIDOS PROVENIENTES DAS OPERAÇÕES 648.470 718.700 Remunerações 91.877 85.018
Ajustes para reconciliar o lucro do exercício com recursos Encargos sociais (exceto INSS) 15.307 14.136
provenientes de atividades operacionais ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO Entidade de previdência privada 11.185 5.615
Depreciação e amortização 108.102 116.475 Auxílio-alimentação 6.441 5.473
Empréstimos e financiamentos obtidos 132.266 179.009
Ativos regulatórios 124.221 100.302 Incentivo à aposentadoria e demissão voluntária 1.712 665
Passivos regulatórios 66.553 15.983 Pagamentos de empréstimos e financiamentos (149.372) (117.084) Vale-transporte 736 723
Amortização do ágio, líquida 22.342 22.870 Formação e desenvolvimento 1.322 1.104
Variações monetárias, cambiais e juros, líquidas 134.395 81.032 Pagamentos de debêntures (68.370) (78.174) Segurança, higiene e medicina do trabalho 182 106
Valor residual do ativo permanente baixado 9.256 3.537 Indenizações trabalhistas 3.854 2.447
Tributos e contribuições sociais diferidos (50.142) 17.450 Obrigações vinculadas 23.326 (25.095) Convênio assistencial e outros benefícios 9.292 3.295
Total 850.251 823.962 Participação nos resultados 18.614 18.159
(Aumento) redução de ativos Pagamentos de juros sobre capital próprio (78.795) (90.102)
Administradores 2.450 1.851
Consumidores, concessionárias e permissionárias (155.917) (55.314) Pagamentos de dividendos (292.708) (234.985) Custos imobilizados (33.752) (31.478)
Títulos a receber (9.749) (12.173) Outros 7.054 951
Serviços em curso 4.747 (3.242) TOTAL DA ATIVIDADE DE FINANCIAMENTO (433.653) (366.431) 136.274 108.065
Títulos e valores mobiliários (21.315) (35.189) Governo
Tributos e contribuições sociais (68.776) (21.305) TOTAL DE INGRESSO DE RECURSOS 214.817 352.269 INSS (sobre folha de pagamento) 18.261 16.446
Estoque 644 463 ICMS 813.867 734.256
Despesas pagas antecipadamente (7.568) 2.201 ATIVIDADE DE INVESTIMENTO
Imposto de renda e contribuição social 65.018 86.942
Outros créditos 8.508 (12.891) PIS/COFINS sobre faturamento 346.588 318.770
Total (249.428) (137.450) Aplicações no investimento (999) -
Obrigações intra-setoriais 154.403 138.077
Aumento (redução) de passivos Aplicações no imobilizado (209.986) (321.197)
Fornecedores 3.219 43.013 CPMF - 177
Encargos de dívidas (42.013) (41.109) Outros 2.402 2.222
Aplicações no intangível (45.230) (50.830) 1.400.539 1.296.890
Folha de pagamento (69) 1.058
Taxas regulamentares (22.614) 17.518 Bens e direitos destinados à alienação 267 (258) Financiamentos
Entidade de previdência privada (17.949) (14.108) Juros e variações cambiais 171.071 172.069
Tributos e contribuições sociais 46.664 12.004 TOTAL DA ATIVIDADE DE INVESTIMENTO (255.948) (372.285) Aluguéis 1.416 2.560
Parcelamento de tributos (4.122) (858) 172.487 174.629
Obrigações estimadas 77.814 6.580 VARIAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA E EQUIVALENTES (41.132) (20.016) Acionistas
Provisões para contingências (732) (1.818) Juros sobre capital próprio 80.100 75.343
Caixa e equivalentes no início do exercício 131.300 151.316 Dividendos 250.750 288.191
Adiantamentos recebidos 6.897 705
Consumidores devolução baixa renda (325) (1) Caixa e equivalentes no final do exercício 90.168 131.300 Reserva Legal 21.776 23.317
Outras contas a pagar 878 9.204 Reserva de lucro a realizar 82.898 79.463
Total 47.647 32.188 TOTAL DOS EFEITOS DE CAIXA E EQUIVALENTES (41.132) (20.016) 435.525 466.314
VALOR ADICIONADO TOTAL DISTRIBUÍDO 2.144.823 2.045.898
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis As notas explicativas são parte integrante das demonstrações contábeis
Continua...
...Continuação

BALANÇOS SOCIAIS
Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Informação Adicional) (R$ mil)

Reclassificado 5 - INDICADORES DO CORPO FUNCIONAL Em unidades Em unidades


1 - BASE DE CÁLCULO 2009 2008 Nº de mulheres que trabalham na empresa 358 360
Receita Líquida (RL) 2.501.300 2.214.523 % de cargos de chefia ocupados por mulheres 28,95 26,97
Resultado Operacional (RO) 425.694 477.379 Nº de homens que trabalham na empresa 1.347 1.386
Folha de Pagamento Bruta (FPB) 125.663 118.947 % de cargos de chefia ocupados por homens 71,05 73,03
Valor Adicionado Total (VAT) 2.144.824 2.045.896 Nº de negros (as) que trabalham na empresa 513 528
% sobre % sobre % de cargos de chefia ocupados por negros (as) 17,76 17,11
2 - INDICADORES SOCIAIS INTERNOS R$ mil FPB RL VAT R$ mil FPB RL VAT Nº de portadores (as) de deficiência ou necessidades especiais 60 58
Alimentação 6.551 5,21 0,26 0,31 5.574 4,69 0,25 0,27 Remuneração bruta segregada por:
Encargos sociais compulsórios 32.577 25,92 1,30 1,52 29.921 25,15 1,35 1,46 Empregados 122.489 117.052
Previdência privada 11.261 8,96 0,45 0,53 6.395 5,38 0,29 0,31 Administradores 3.173 1.895
Saúde 9.062 7,21 0,36 0,42 3.327 2,80 0,15 0,16 6 - INFORMAÇÕES RELEVANTES QUANTO AO EXERCÍCIO
Segurança e saúde no trabalho 960 0,76 0,04 0,04 908 0,76 0,04 0,04 DA CIDADANIA EMPRESARIAL 2009 Metas 2010
Educação 303 0,24 0,01 0,01 233 0,20 0,01 0,01 Relação entre a maior e a menor remuneração na empresa 26,13 24,89
Cultura - - - - - - - - Número total de acidentes de trabalho 99 87
Capacitação e desenvolvimento profissional 1.049 0,83 0,04 0,05 913 0,77 0,04 0,04
Creches ou auxílio-creche 68 0,05 - - 65 0,05 - - Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos pela empresa foram ( ) (X) ( ) ( ) (X) ( )
Esporte - - - - 32 0,03 - - definidos por: direção direção e todos (as) direção direção e todos (as)
Participação nos lucros ou resultados 18.526 14,74 0,74 0,86 18.687 15,71 0,84 0,91 gerências empregados (as) gerências empregados (as)
Transporte 736 0,59 0,03 0,03 723 0,61 0,03 0,04 Os padrões de segurança e salubridade no ambiente de trabalho ( ) ( ) (X) ( ) ( ) (X)
Outros 3.107 2,47 0,12 0,14 1.995 1,68 0,09 0,10 foram definidos por: direção e todos (as) todos (as) direção e todos (as) todos (as)
Total - Indicadores sociais internos 84.200 66,98 3,35 3,91 68.773 57,83 3,09 3,34 gerências empregados (as) + CIPA gerências empregados (as) + CIPA
% sobre % sobre Quanto à liberdade sindical, ao direito de negociação coletiva e
3 - INDICADORES SOCIAIS EXTERNOS (1) R$ mil RO RL VAT R$ mil RO RL VAT à representação interna dos (as) trabalhadores (as), a empresa: ( ) ( ) (X) ( ) ( ) (X)
Educação 257 0,06 0,01 0,01 386 0,08 0,02 0,02 não se segue as incentiva e não se segue as incentiva e
Cultura 24.069 5,65 0,96 1,12 19.373 4,06 0,87 0,95 envolve normas da OIT segue a OIT envolve normas da OIT segue a OIT
Saúde e saneamento 136 0,03 0,01 0,01 157 0,03 0,01 0,01 A previdência privada contempla: ( ) ( ) (X) ( ) ( ) (X)
Esporte 1 - - - 168 0,04 0,01 0,01 direção direção e todos (as) direção direção e todos (as)
Combate à fome e segurança alimentar - - - - - - - - gerências empregados (as) gerências empregados (as)
Fundo de desenvolvimento social 14.733 3,46 0,59 0,69 25.500 5,34 1,15 1,25 A participação nos lucros ou resultados contempla: ( ) ( ) (X) ( ) ( ) (X)
Eletrificação para população rural e carente 40.117 9,42 1,60 1,87 96.391 20,19 4,35 4,71 direção direção e todos (as) direção direção e todos (as)
Outros 1.253 0,29 0,05 0,06 987 0,21 0,04 0,05 gerências empregados (as) gerências empregados (as)
Total das contribuições para a sociedade 80.566 18,91 3,22 3,76 142.962 29,95 6,45 7,00 Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões éticos e de
Tributos (excluídos encargos sociais) 1.229.531 288,83 49,16 57,33 1.166.966 244,45 52,70 57,04 responsabilidade social e ambiental adotados pela empresa: ( ) ( ) (X) ( ) ( ) (X)
Total - Indicadores sociais externos 1.310.097 307,74 52,38 61,09 1.309.928 274,40 59,15 64,04 não são são são não são são são
% sobre % sobre considerados sugeridos exigidos considerados sugeridos exigidos
4 - INDICADORES AMBIENTAIS (1) R$ mil RO RL VAT R$ mil RO RL VAT Quanto à participação de empregados (as) em programas de
4.1 - Investimentos relacionados com a trabalho voluntário, a empresa: ( ) ( ) (X) ( ) ( ) (X)
produção/operação da empresa não se apóia organiza e não se apóia organiza e
Desapropriação de terras 618 0,15 0,02 0,03 620 0,13 0,03 0,03 envolve incentiva envolve incentiva
Número total de reclamações e críticas de consumidores (as):
Rede compacta ou linha verde 22.022 5,17 0,88 1,03 49.880 10,45 2,25 2,44
na Empresa 71.444 132.781
Poda de árvores 4.014 0,94 0,16 0,19 3.838 0,80 0,17 0,19 no Procon 1.245 1.581
Passivos e contigências ambientais (Usina Tubarão) - - - - - - - - na Justiça 8.667 10.000
Programa de pesquisa e desenvolvimento tecnológico 6.408 1,51 0,26 0,30 3.614 0,76 0,16 0,18 % de reclamações e críticas atendidas ou solucionadas:
Conservação de energia 1.603 0,38 0,06 0,07 3.275 0,69 0,15 0,16 na Empresa 100,00 100,00
Educação ambiental 40 0,01 - - 48 0,01 - - no Procon 100,00 100,00
Outros projetos ambientais 2.394 0,56 0,10 0,11 5.564 1,17 0,25 0,27 na Justiça 64,49 40,00
Total dos investimentos relacionados com a 2009 2008
produção/operação da empresa 37.099 8,72 1,48 1,73 66.839 14,01 3,01 3,27 Montante de multas e indenizações a clientes, determinadas
4.2 - Investimentos em programas e/ou projetos externos - - - - - - - - por órgãos de proteção e defesa do consumidor ou pela Justiça:
Projetos de educação ambiental em comunidades 13.784 3,24 0,55 0,64 6.690 1,40 0,30 0,33 no Procon 7 534
Preservação e/ou recuperação de ambientes degradados na Justiça 4.466 4.147
Outros 22 0,01 - - 20 - - - Ações empreendidas pela entidade para sanar
Total dos investimentos em programas e/ou projetos externos 13.806 3,25 0,55 0,64 6.710 1,40 0,30 0,33 ou minimizar as causas das reclamações: A gestão de todas as reclamações é consolidada na Sistematização da Gestão de Reclamações em três níveis: 1. na
Total dos investimentos em meio ambiente 50.905 11,97 2,03 2,37 73.549 15,41 3,31 3,60 Unidade de Teleatendimento e Gestão de Reclamações, CATR (Unidade de Teleatendimento e Gestão de Reclamações):
Quantidade de processos ambientais, administrativos e judiciais através de reuniões mensais com as áreas executoras. Centralização e tratamento das informações com elaboração de
movidos contra a entidade 49 69 São analisadas as causas associando-as aos tipos de relatórios e gráficos estatísticos para identificar maiores ofensores,
Valor das multas e das indenizações relativas à matéria ambiental, serviço, de forma a identificar necessidades de reciclagem, propor e executar plano de ações para implantar melhorias nos
determinadas administrativa e/ou judicialmente 6 - revisão dos instrumentos normativos e implementação das processos e controles, evitando reclamações procedentes; 2. Na
Quanto ao estabelecimento de metas anuais para minimizar resíduos, ( ) não possui metas ( ) cumpre de 51 a 75% ( ) não possui metas ( ) cumpre de 51 a 75% melhorias nos processos internos. Essas ações tem por regional: através do tratamento das reclamações pelo coordenador
o consumo em geral na produção/operação a aumentar a eficácia ( ) cumpre de 0 a 50% (X) cumpre 76 a 100% ( ) cumpre de 0 a 50% (X) cumpre 76 a 100% objetivo reduzir o número de reclamações registradas e de qualidade e nivelamento de procedimentos com os demais
na utilização de recursos naturais, a empresa: consideradas procedentes. processos de cada regional; 3. Benchmarking: apresentação das
5 - INDICADORES DO CORPO FUNCIONAL Em unidades Em unidades melhores práticas, em reuniões bimensais com os coordenadores de
Nº de empregados (as) ao final do período 1.705 1.747 qualidade das regionais e CATR, análise e aplicação nas demais regionais.
Nº de admissões durante o período 42 113 Número de processos trabalhistas:
Nº de desligamentos durante o período 84 108 movidos contra a entidade 416 394
Nº de empregados (as) tercerizados (as) 5.477 5.277 julgados procedentes 192 102
Nº de estagiários (as) 97 96 julgados improcedentes 55 89
Nº de empregados (as) acima de 45 anos 780 730 Valor total de indenizações e multas pagas por
Nº de empregados por faixa etária, nos seguintes intervalos: determinação da justiça: 5.539 3.707
menores de 18 anos 4 3 Valor adicionado total a distribuir (em mil R$): Em 2009: 2.144.824 Em 2008: 2.045.896
de 18 a 35 anos 535 563 Distribuição do Valor Adicionado (DVA): 65,3% Governo 6,35% Colaboradores (as) 63,39% Governo 5,28% Colaboradores (as)
de 36 a 45 anos 386 451 15,43% Acionistas 8,04% Terceiros 4,88% Retido 17,77% Acionistas 8,54% Terceiros 5,02% Retido
de 46 a 60 anos 776 726 7 - OUTRAS INFORMAÇÕES
acima de 60 anos 4 4 CNPJ: 10.835.932/0001-08, Concessionária de serviço público de energia elétrica - Pernambuco.
Nº de empregados por nível de escolaridade, segregados por: Para esclarecimentos sobre as informações declaradas: Liane Cyreno Tavares de Souza, Fone: (81) 3217-5132, e-mail: liane.cyreno@celpe.com.br.
analfabetos - - Esta empresa não utiliza mão de obra infantil ou trabalho escravo, não tem envolvimento com prostituição ou exploração sexual de criança ou adolescente e não está envolvida
com ensino fundamental 217 219 com corrupção.
com ensino médio/técnico 788 820 Nossa empresa valoriza e respeita a diversidade interna e externamente.
com ensino superior 522 541 Informações examinadas pelos auditores independentes.
pós-graduados 178 167 (1) Informações não examinadas.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS


Para os Exercícios Findos em 31 de Dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais, exceto quando especificado)

1 Contexto Operacional cada tipo de classificação de ativos e passivos financeiros.


Os instrumentos financeiros da Companhia estão classificados em: destinados à negociação, mantidos
Demais direitos e obrigações
Outros ativos e passivos circulantes e não circulantes estão sujeitos à variação monetária ou cambial
A Companhia Energética de Pernambuco - CELPE, sociedade por ações de capital aberto, com sede até o vencimento, empréstimos e recebíveis e passivos financeiros não mensurados a valor justo. Os por força de legislação ou cláusulas contratuais, estão sendo corrigidos com base nos índices previstos
localizada a avenida João de Barros, 111, Boa Vista, Recife/PE, controlada pela Neoenergia S.A. ativos financeiros classificados como destinados à negociação são ajustados ao seu valor de mercado nos respectivos dispositivos, de forma a refletir os valores atualizados até a data das demonstrações
(“NEOENERGIA”), é concessionária de serviço público de energia elétrica, destinada a estudar, projetar, em contrapartida ao resultado. Os ativos financeiros classificados como mantidos até o vencimento ou contábeis. Os demais estão apresentados pelos valores incorridos na data de formação, sendo os ativos
construir e explorar os sistemas de distribuição e comercialização aos consumidores finais de energia empréstimos e recebíveis são contabilizados ao custo amortizado acrescido dos rendimentos, ajustado reduzidos de provisão para perdas e/ou ajuste a valor presente, quando aplicável.
elétrica, bem como a geração de energia elétrica em sistema isolado, assim como os serviços que ao valor provável de realização quando este for menor. Os passivos financeiros não mensurados a valor 4.2 PRÁTICAS CONTÁBEIS REGULATÓRIAS - ESPECÍFICAS DO SETOR ELÉTRICO
lhe venham a ser concedidos ou autorizados por qualquer título de direito, e atividades associadas justo são avaliados ao custo amortizado, acrescido dos encargos financeiros calculados pro rata temporis. Plano de contas
ao serviço de energia elétrica, prestar serviços técnicos de sua especialidade, realizar operação de Os principais ativos financeiros reconhecidos pela Companhia são: caixa e equivalentes de caixa, A Companhia adota o plano de contas contido no Manual de Contabilidade do Serviço Público de
exportação e importação, organizar subsidiárias, incorporar ou participar de outras empresas, consumidores, concessionárias e permissionárias, títulos a receber, títulos e valores mobiliários e derivativos. Energia Elétrica, instituído pela Resolução ANEEL nº 444, de 26 de outubro de 2001 e alterações
observadas as limitações legais, e praticar os demais atos necessários à consecução de seu objetivo, Os principais passivos financeiros reconhecidos pela Companhia são: fornecedores, empréstimos e subsequentes estabelecidas através da Resolução ANEEL nºs 473, de 06 de março de 2006, 219, de
sendo tais atividades regulamentadas e fiscalizadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, financiamentos, debêntures e derivativos. 11 de abril de 2006, 4.815, de 26 de dezembro de 2008 e 370 de 30 de junho de 2009.
órgão vinculado ao Ministério das Minas e Energia. Caixa e equivalentes de caixa Ativos e passivos regulatórios
Caixa e equivalentes de caixa incluem saldos de caixa, depósitos bancários à vista e as aplicações
2 Concessões financeiras com liquidez imediata. São classificadas como ativos financeiros disponíveis para negociação,
Tratam-se de valores realizáveis ou exigíveis em decorrência do contrato de concessão, que tem como objetivo,
dentre outros, assegurar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão. (vide nota explicativa nº 9).
e estão registradas pelo valor original acrescido dos rendimentos auferidos até as datas de encerramento O contrato prevê que “As tarifas devem cobrir os custos necessários ao desenvolvimento das atividades,
A Companhia detém a concessão para distribuição de energia elétrica em todos os municípios do das demonstrações contábeis, apurados pelo critério pro rata, que equivalem aos seus valores de mercado.
Estado de Pernambuco, no Distrito Estadual de Fernando de Noronha e no município de Pedra de Fogo, desde que assegurado o adequado nível de eficiência das concessionárias ou permissionárias e a
Consumidores, concessionárias e permissionárias acuracidade das informações contábeis.”
no Estado da Paraíba, abrangendo uma área de concessão de 102.745 km², regulado pelo Contrato
de Concessão n° 26, firmado em 30 de março de 2000, com vigência até 30 de março de 2030. Engloba as contas a receber com fornecimento e suprimento de energia faturada e não faturada, esta Provisão para créditos de liquidação duvidosa - PCLD
Data da Data de por estimativa, uso da rede, serviços prestados, acréscimos moratórios e outros, até o encerramento Está reconhecida em valor considerado suficiente pela administração para cobrir as prováveis perdas na
Distribuição Municípios Localidade concessão vencimento do balanço, contabilizado com base no regime de competência e foram classificadas como mantidos realização das contas a receber de consumidores e títulos a receber cuja recuperação é considerada improvável.
CELPE 184 Estado de Pernambuco 30/03/2000 30/03/2030 até o vencimento. São considerados ativos financeiros classificados como empréstimos e recebíveis.
É constituída com base nos valores a receber dos consumidores da classe residencial vencidos há
1 Distrito Estadual de Fernando de Noronha – PE 30/03/2000 30/03/2030 Títulos e valores mobiliários mais de 90 dias, da classe comercial vencidos há mais de 180 dias e das classes industrial, rural,
1 Estado da Paraiba 30/03/2000 30/03/2030 São classificados como ativos financeiros mantidos até o vencimento, e estão demonstrados ao custo poderes públicos, iluminação pública e serviços públicos vencidos há mais de 360 dias, conforme
A Companhia está ainda autorizada a manter a usina com as seguintes especificações: amortizado, acrescido das remunerações contratadas, reconhecidas proporcionalmente até as datas de definido no Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica. Considera também, uma
Capacidade Capacidade Data da Data de encerramento das demonstrações contábeis equivalentes ao seu valor de mercado. análise individual dos títulos a receber e do saldo de cada consumidor, de forma que se obtenha um
Geração Tipo de Usina Localidade instalada (MW) utilizada (MW) concessão vencimento Estoques (inclusive do ativo imobilizado) julgamento adequado dos créditos considerados de difícil recebimento, baseando-se na experiência da
Fernando de Noronha Térmica a diesel Distrito Estadual de Fernando Os materiais e equipamentos em estoque, classificados no Ativo Circulante (almoxarifado de manutenção Administração em relação às perdas efetivas, na existência de garantias reais, entre outros.
de Noronha – PE 4,08 1,60 21/12/1989 21/12/2019 e administrativo) e aqueles destinados a investimentos, classificados no Ativo Não Circulante – Engloba os recebíveis faturados, até o encerramento do balanço, contabilizado com base no regime
Adicionalmente, pela atual regulamentação do setor elétrico, a Companhia vem atendendo Imobilizado (depósito de obras), estão registrados ao custo médio de aquisição e não excedem os seus de competência.
consumidores parcialmente e totalmente livres no Estado de Pernambuco, desde 2002. custos de reposição ou valores de realização, deduzidos de provisões para perdas, quando aplicável. Ativo imobilizado em serviço – AIS
Investimentos  Bens e Instalações em Função do Serviço Concedido
3 Apresentação das Demonstrações Contábeis Representam investimentos em bens imóveis e ações, que não se destinam ao objetivo da concessão e Os bens e direitos em função do serviço concedido serão cadastrados e controlados pela concessionária
estão registrados pelo custo de aquisição, líquidos de provisão para perdas, quando aplicável. e permissionária em sistemas auxiliares ou em registros suplementares, por meio de Unidade de
As demonstrações contábeis estão sendo apresentadas de acordo com as práticas contábeis adotadas Cadastro - UC e Unidade de Adição e Retirada - UAR, por Ordem de Imobilização - ODI, conta contábil,
no Brasil, as quais incluem as disposições da Lei das Sociedades por Ações, conjugada com a legislação Imobilizado
Registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigidos monetariamente até 1995, deduzido da data de sua transferência (capitalização) para o Imobilizado em Serviço.
específica aplicada às concessionárias do serviço público de energia elétrica, emanada pela Agência
Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e normas e procedimentos contábeis emitidos pelo Comitê de depreciação acumulada e das perdas por imparidade, quando aplicável. A depreciação é calculada a  Reserva Técnica Imobilizada
Pronunciamentos Contábeis e pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM. taxas que levam em consideração a vida útil efetiva dos bens. Compreende o bem, ou conjunto de bens, que, por razões de ordem técnica voltada à garantia e
Intangível confiabilidade do sistema elétrico, embora não estando em serviço, esteja à disposição e que poderá entrar
Conforme facultado pela Deliberação CVM nº 565, de 17 de dezembro de 2008, que aprova o
Pronunciamento Técnico CPC nº 13, a partir do exercício findo em 31 de dezembro de 2008, a em operação de imediato. Sua contabilização obedece a todos os preceitos do ativo imobilizado em serviço.
Registrado, em consonância com as disposições da Deliberação CVM nº 553, de 12 de novembro de 2008,
Companhia passou a adotar a Lei nº 11.638/07 e Medida Provisória nº 449/08 (convertida na Lei nº ao custo de aquisição das faixas de servidão permanentes e software de manutenção de sistema corporativo,  Depreciação
11.941, de 27 de maio de 2009). A Companhia adotou como data de transição 1° de janeiro de 2008. este último deduzido da amortização acumulada e das perdas por imparidade, quando aplicável. A depreciação é calculada pelo método linear, tomando-se por base os saldos contábeis registrados
O Comitê de Pronunciamentos Contábeis emitiu e a CVM aprovou ao longo do exercício de 2009 diversos Avaliação do valor de recuperação dos ativos nas respectivas Unidades de Cadastro – UC, conforme determina a Portaria DNAEE nº 815, de 30
pronunciamentos contábeis alinhados com as Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) emitidas de novembro de 1994 e Resolução ANEEL nº 015, de 24 de dezembro de 1997. As taxas anuais
A Companhia entende não haver qualquer indicativo de que o valor contábil dos bens dos ativos estão determinadas na tabela anexa às Resoluções ANEEL nº 02, de 24 de dezembro de 1997, e nº
pelo IASB – International Accounting Standards Board, com vigência para os exercícios sociais iniciados a imobilizado e intangível excede o seu valor recuperável. Tal conclusão é suportada pela metodologia
partir de 1º de janeiro de 2010 com aplicação retroativa a 2009 para fins de comparabilidade. 44, de 17 de março de 1999, e art. 9º da Resolução ANEEL nº 367, de 2 de junho de 2009. (vide
de avaliação da base de remuneração utilizada para cálculo da depreciação cobrada via tarifa, já que nota explicativa nº 18). A Administração da Companhia avaliou as referidas taxas, e concluiu que as
A Companhia efetuou avaliação dos pronunciamentos técnicos já emitidos e concluiu que, à exceção enquanto os registros contábeis estão a custo histórico a base de cálculo da depreciação regulatória mesmas refletem a efetiva vida útil do seu ativo imobilizado.
das interpretações técnicas ICPC 01– Contratos de Concessão e ICPC 08 – Contabilização da Proposta corresponde aos ativos avaliados a valor novo de reposição.
de Pagamento de Dividendos, os demais pronunciamentos não terão impacto relevante em suas Ativo imobilizado em curso – AIC
Contudo, a fim de corroborar seu entendimento a Companhia efetua anualmente o teste de
demonstrações contábeis. recuperabilidade utilizando o método do valor presente dos fluxos de caixa futuros gerados pelos ativos Bens e instalações em formação ou construção.
A interpretação técnica ICPC 01 estabelece os princípios gerais sobre o reconhecimento e a mensuração resultando um valor superior àquele registrado contabilmente (vide nota explicativa nº 21).  Rateio de Administração Geral (RAG)
das obrigações e os respectivos direitos dos contratos de concessão. De acordo com o ICPC 01, Empréstimos, financiamentos e debêntures É a transferência para as Ordens em Curso da parcela registrada na Administração Central que
a remuneração recebida ou a receber pelo concessionário deve ser registrada pelo seu valor justo, indiretamente trabalhou para o investimento. O valor é calculado em até 10% da apropriação de
correspondendo a direitos sobre um ativo financeiro e/ou um ativo intangível. As obrigações em moeda nacional são atualizadas pela variação monetária e pelas taxas efetivas Pessoal e de Serviço de Terceiros nas Ordens em Curso.
de juros, incorridos até as datas dos balanços, de acordo com os termos dos contratos financeiros,  Encargos Financeiros
Considerando a extensão da complexidade das alterações requeridas pela referida interpretação técnica, a deduzidas dos custos de transação incorridos na captação dos recursos.
Companhia está avaliando os seus reflexos nas suas demonstrações contábeis, ao tempo em que acompanha Em função do disposto na Instrução Contábil nº 6.3.10 do Manual de Contabilidade do Serviço Público
as discussões e debates no mercado, em especial nos órgãos e associações da classe contábil e junto aos Derivativos de Energia Elétrica, instituído pela Resolução ANEEL nº 444, de 26 de outubro de 2001 e alterações
reguladores, que possivelmente se manifestarão sobre aspectos para aplicação da referida instrução técnica. A Companhia firma contratos derivativos de swap com o objetivo de administrar a exposição de riscos estabelecidas através da Resolução ANEEL nº 370, de 30 de junho de 2009, e na Deliberação CVM
Nesse momento, até que haja um maior esclarecimento sobre a aplicação prática da referida instrução associados com variações nas taxas cambiais. nº 577, de 5 de junho de 2009, os juros, variações monetárias e encargos financeiros, relativos aos
técnica, a Companhia entende que não é possível avaliar e quantificar com razoável segurança os A Companhia não tem contratos derivativos com fins comerciais e especulativos. (vide nota explicativa nº 39). financiamentos obtidos de terceiros, efetivamente aplicados no imobilizado em curso, estão apropriados
eventuais efeitos nas demonstrações contábeis. Imposto de renda e contribuição social corrente e diferidos às ordens em curso como custo.
A interpretação técnica ICPC 08 estabelece que o valor de dividendos (acima do mínimo estabelecido em São calculados com base nas alíquotas efetivas, vigentes na data da elaboração das demonstrações Obrigações vinculadas à concessão do serviço público de energia elétrica
Lei) não aprovados por Assembleia não devem ser provisionados, devendo ser apresentados destacados no contábeis, do imposto de renda e contribuição social quando da parcela corrente e reconhecido o Representam o saldo de valores e/ou bens recebidos de Municípios, Estados, União Federal e
patrimônio líquido. Caso esta interpretação técnica fosse adotada no exercício findo em 31 de dezembro diferimento em função das diferenças temporárias. Consumidores em geral, relativos a doações e subvenções para investimento na expansão do serviço
de 2009, o passivo circulante estaria apresentado a maior e o patrimônio líquido estaria apresentado a Para o cálculo do imposto de renda e contribuição social sobre o lucro corrente, a empresa optou pelo público de energia elétrica. (vide nota explicativa nº 18).
menor pelo montante que excede os dividendos mínimos obrigatórios divulgados na nota explicativa nº 26. Regime Tributário de Transição – RTT, que permite expurgar os efeitos decorrentes das mudanças Em atendimento à Instrução Contábil nº 6.3.23 do Manual de Contabilidade do Serviço Público de
Adicionalmente, as demonstrações contábeis para o exercício findo em 31 de dezembro de 2008 foram promovidas pelas Leis 11.638/2007 e 11.941/2009, da base de cálculo desses tributos. Energia Elétrica, as Obrigações Vinculadas à Concessão, registradas em grupo específico no Passivo
reclassificadas, quando aplicável, para fins de melhor apresentação e manutenção da uniformidade na A Companhia tem direito a redução do Imposto de Renda (Incentivo Fiscal Sudene), calculada com Não Circulante, estão apresentadas como dedução do Ativo Não Circulante - Imobilizado, dadas suas
comparabilidade. A comparação entre os saldos apresentados nas demonstrações contábeis de 31 de base no lucro de exploração (vide nota explicativa nº 30). características de aporte financeiro com fins específicos de financiamento para obras.
dezembro de 2008 e os saldos reclassificados para fins de comparabilidade, está demonstrada a seguir: Taxas regulamentares
2008 Plano previdenciário e outros benefícios aos empregados
Os custos associados ao plano de aposentadoria e pensão são reconhecidos pelo regime de competência  Reserva Global de Reversão (RGR)
Balanço Patrimonial Publicado Reclassificado
Ativo Circulante 1.211.548 1.211.548 e em conformidade com a deliberação CVM nº 371/00, baseando-se em cálculo atuarial elaborado Encargo do setor elétrico pago mensalmente pelas empresas concessionárias de energia elétrica, com
Caixa e Equivalentes de Caixa - 131.300 por atuário independente. a finalidade de prover recursos para reversão, expansão e melhoria dos serviços públicos de energia
Disponibilidades 21.356 - Apuração do resultado elétrica. Seu valor anual equivale a 2,5% dos investimentos efetuados pela concessionária em ativos
Aplicação Financeira 109.944 - vinculados à prestação do serviço de eletricidade, limitado a 3,0% da receita anual da concessionária.
As receitas e despesas são reconhecidas pelo regime contábil de competência de cada exercício
apresentado. As receitas de todos os serviços prestados são reconhecidas quando auferidas. O  Conta Consumo de Combustível (CCC)
2008 faturamento de energia elétrica para todos os consumidores é efetuado mensalmente de acordo com o Parcela da receita tarifária paga pelas distribuidoras, nos sistemas interligados com dupla destinação:
Demonstração de Resultado Publicado Reclassificado calendário de leitura do consumo. A receita não faturada, correspondente ao período decorrido entre a pagar as despesas com o combustível usado nas térmicas que são acionadas para garantir as incertezas
Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 3.401.522 3.401.522 data da última leitura e o encerramento do mês, é estimada e reconhecida como receita no mês em que hidrológicas e subsidiar parte das despesas com combustível nos sistemas isolados para permitir que
Fornecimento de energia elétrica 1.522.680 1.543.729 a energia foi consumida. Historicamente, a diferença entre a receita não faturada estimada e o consumo as tarifas elétricas naqueles locais tenham níveis semelhantes aos praticados nos sistemas interligados.
Energia Elétrica Curto Prazo - CCEE 5.375 5.375 real a qual é reconhecido no mês subsequente, não tem sido relevante.  Conta de Desenvolvimento Energético (CDE)
Disponibilização do sistema de distribuição 1.804.337 1.814.595 Tem o objetivo de promover o desenvolvimento energético dos Estados e a competitividade da energia
Subvenção à tarifa social baixa renda 137.780 - As receitas e despesas de juros são reconhecidas pelo método da taxa efetiva de juros na rubrica de
receitas/despesas financeiras. produzida, a partir de fontes alternativas, nas áreas atendidas pelos sistemas interligados, permitindo a
Receita de ativo regulatório (8.747) - universalização do serviço de energia elétrica. Os valores a serem pagos também são definidos pela ANEEL.
Reversão da recomposição tarifária do racionamento (12.765) - Conversão de saldos denominados em moeda estrangeira
 Programas de Eficientização Energética (PEE) – Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) – Fundo Nacional
Reversão da energia livre racionamento (6.281) -  Moeda funcional e de apresentação das demonstrações financeiras. de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
Receita (reversão) revisão tarifária (88.938) - A moeda funcional da Companhia é o Real, mesma moeda de preparação e apresentação das Programas de reinvestimento exigidos pela ANEEL para as distribuidoras de energia elétrica, que estão
Parcela de ajuste Transmissão 10.258 - demonstrações contábeis. obrigadas a destinar 1% de sua receita operacional líquida para esses programas.
Encargos - CBEE (10) -  Transações denominadas em moeda estrangeira  Taxa de Fiscalização do Serviço Público de Energia Elétrica (TFSEE)
Outras 37.833 37.823 Os ativos e passivos monetários denominados em moeda estrangeira, são convertidos para a moeda
Informações adicionais estão sendo apresentadas em notas explicativas e quadros suplementares em Os valores da taxa de fiscalização incidentes sobre a distribuição de energia elétrica são diferenciados e
funcional (o Real) usando-se a taxa de câmbio vigente na data dos respectivos balanços patrimoniais. proporcionais ao porte do serviço concedido, calculados anualmente pela ANEEL, considerando o valor
atendimento às instruções contidas no Despacho nº 4.722 – SFF/ANEEL, de 18 de dezembro de 2009. Os ganhos e perdas resultantes da atualização desses ativos e passivos verificados entre a taxa de econômico agregado pelo concessionário.
A administração da Companhia autorizou a conclusão da preparação destas demonstrações contábeis câmbio vigente na data da transação e os encerramentos dos exercícios são reconhecidos como
em 21 de janeiro de 2010. receitas ou despesas financeiras no resultado. Encargo do Serviço do Sistema – ESS
Uso de estimativas Representa o custo incorrido para manter a confiabilidade e a estabilidade do Sistema Interligado
4 Sumário das Principais Práticas Contábeis A preparação de demonstrações contábeis de acordo com as práticas de contabilidade adotadas no
Nacional para o atendimento do consumo de energia elétrica no Brasil. Esse custo é apurado
mensalmente pela CCEE e é pago pelos agentes da categoria consumo aos agentes de geração.
Brasil requer que a Administração da Companhia, baseada em estimativas, faça o registro de certas
4.1 PRÁTICAS CONTÁBEIS GERAIS transações que afetam os ativos e passivos, receitas e despesas, bem como a divulgação de informações Receita não faturada
Instrumentos financeiros sobre dados das suas demonstrações contábeis. Os resultados finais dessas transações e informações, Corresponde à receita de fornecimento de energia elétrica, entregue e não faturada ao consumidor, e
Os instrumentos financeiros somente são reconhecidos, a partir da data em que a Companhia se torna quando de sua efetiva realização em períodos subsequentes, podem diferir dessas estimativas. à receita de utilização da rede de distribuição não faturada, calculada em base estimada, referente ao
parte das disposições contratuais dos instrumentos financeiros. Quando reconhecidos, são inicialmente As principais estimativas relacionadas às demonstrações contábeis referem-se ao registro dos período após a medição mensal e até o último dia do mês.
registrados ao seu valor justo acrescido dos custos de transação que sejam diretamente atribuíveis à efeitos decorrentes do fornecimento não faturado, utilização da rede de distribuição não faturada, Operações de compra e venda de energia elétrica na câmara de comercialização de energia elétrica - CCEE
sua aquisição ou emissão, exceto no caso de ativos e passivos financeiros classificados na categoria comercialização de energia no âmbito da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, da Os registros das operações de compra e venda de energia na CCEE estão reconhecidos pelo regime
ao valor justo por meio do resultado, onde tais custos são diretamente lançados no resultado. Sua provisão para créditos de liquidação duvidosa, provisão para contingências, realizações dos impostos e de competência de acordo com informações divulgadas por aquela entidade ou por estimativa da
mensuração subsequente ocorre a cada data de balanço de acordo com as regras estabelecidas para contribuições sociais diferidos e ágio. administração da Companhia, quando essas informações não estão disponíveis tempestivamente.
Continua...
...Continuação
Questões ambientais
A capitalização de gastos referentes a demandas ambientais está consubstanciada nas previsões
Segue demonstrativo analítico do passivo de Energia Livre a pagar, por Geradora:
2009 2008
10 Títulos e Valores Mobiliários
regulamentares do Manual de Contabilidade do Setor Elétrico e tem por motivadores os “condicionantes AES Tietê S.A. 1.012 2.085 Tipo de
ambientais” exigidos pelos órgãos públicos competentes, para concessão das respectivas licenças que Centrais Elétricas Cachoeira Dourada S.A. - CDSA 342 814 Agente financeiro Ref. aplicação Vencimento Indexador 2009 2008
permitirão a execução dos projetos. Nesse particular, estão enquadrados o Instituto Brasileiro do Meio Companhia Estadual de Energia Elétrica - CEEE 551 847 Banco do Brasil (1)(3) Fundo de
Ambiente – IBAMA e o Instituto do Meio Ambiente – IMA, este na esfera estadual. Companhia Energética de São Paulo - CESP 3.061 6.517 Investimento mar/13 Variável 6.221 5.718
Os “condicionantes ambientais” correspondem a compensações que devem ser realizados para Companhia Energética de Minas Gerais - CEMIG 4.018 9.231 Banco do Brasil (2)(3) Fundo de
execução do projeto, visando reparar, atenuar ou evitar danos ao meio ambiente onde será realizado Companhia Hidroelétrica do São Francisco - CHESF 4.274 9.905 Investimento dez/08 Variável - 3.013
o empreendimento. Duke Energy Internacional - Geração Paranapanema S.A. - DUKE 792 1.836 Banco Nordeste do Brasil CDB jan/13 CDI 12.027 -
Na hipótese dos gastos decorrerem de convênios com ONG's e outros entes que promovem a Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. - ELETRONORTE 1.249 2.915 Banco Nordeste do Brasil CDB jan/14 CDI 9.843 -
preservação ambiental, sem, no entanto, estarem relacionados a projetos de investimentos, o gasto é Furnas Centrais Elétricas S.A. - FURNAS 3.273 7.004 Banco Nordeste do Brasil (1) CDB dez/12 CDI - 8.049
apropriado ao resultado como despesa operacional. Outros 1.586 3.297 Banco Nordeste do Brasil CDB nov/13 CDI - 7.818
O reconhecimento das obrigações assumidas obedece ao regime de competência, a partir do momento Subtotal 20.158 44.451 Banco Nordeste do Brasil CDB Diversos CDI 35.812 20.589
em que haja a formalização do compromisso, e são quitadas em conformidade com os prazos (-) Provisão para ajuste ao valor de realização - (32.860) Banco Nordeste do Brasil Fundo jan/10 Variável 602 -
avançados entre as partes. Total 20.158 11.591 Bradesco CDB fev/11 CDI 4 5
Passivo Circulante 20.158 11.591 Bradesco (2) CDB dez/09 CDI - 740
(a.2) Valores Tarifários não Gerenciáveis a Compensar da Parcela “A” – Racionamento Bradesco CDB (*) CDI 146 132
5 Caixa e Equivalentes de Caixa
A Resolução ANEEL nº 90, de 18 de fevereiro de 2002, definiu os itens da Parcela “A”, referente ao Bradesco Fundo de
período compreendido entre 1º de janeiro e 25 de outubro de 2001, bem como a forma de remuneração Investimento (*) CDI 2.675 3.708
Saldos em Santander CDB jan/09 CDI - 1.672
2009 2008 econômica, mediante a incorporação dos efeitos financeiros, e o período para a recuperação tarifária.
Santander CDB jan/10 CDI 5.655 5.085
Caixa e Depósitos bancários à vista 10.555 21.356 Os valores tarifários não gerenciáveis a compensar da Parcela A – Racionamento foram integralmente Banco do Brasil CDB mar/13 CDI 20.457 18.359
Aplicações Financeiras: recuperados no período de março a agosto de 2008. Banco do Brasil Títulos Públicos
mar/09 CDI - 744
Fundos de investimento 79.613 109.944 Ativo Passivo Itau CDB Diversos CDI 8.898 -
90.168 131.300 Saldos em 31 de dezembro de 2008 150 2.636 Itau CDB jan/10 CDI 357 -
As aplicações financeiras correspondem a operações realizadas com instituições que operam no Constituição - (15) Votorantim CDB Diversos CDI 1.658 -
mercado financeiro nacional e contratadas em condições e taxas normais de mercado, tendo como Remuneração financeira (49) (4) Total 104.355 75.632
característica alta liquidez, baixo risco de crédito e remuneração pela variação do Certificado de (-) Amortização (112) (2.034) Ativo Circulante 8.272 3.757
Depósito Interbancário (CDI) a percentuais que variam de 99,91% a 103,41%. (-) Transferências 47 48 Ativo Não Circulante 96.083 71.875
Saldos em 31 de dezembro de 2009 36 631 (1) Constituem reservas reais para garantia de empréstimos junto às instituições financeiras (vide nota
6 Consumidores, Concessionárias e Permissionárias Circulante 36
Circulante
631 explicativa nº 23).
(2) Constituem garantia para leilão de energia.
Saldos vencidos Total PCLD Ativo Passivo (3) Fundo de Investimento Exclusivo do Grupo Neoenergia, tendo a Companhia como participante. Sua
Saldos Até Mais de Subvenção para conta de consumo de combustível - CCC - 3 carteira é composta principalmente de LTN – Letras do Tesouro Nacional, LFT – Letras Financeiras do
vincendos 90 dias 90 dias 2009 2008 2009 2008 Reserva global de reversão - RGR 36 13 Tesouro e CDB’s - Certificados de Depósitos Bancários.
Setor Privado Taxa de fiscalização do serviço de energia elétrica - TFSEE - 1
Encargos de conexão no sistema de transmissão - 5 (*) Aplicações com liquidez imediata sem vencimento pré-determinado.
Residencial 186.075 54.605 239.410 480.090 337.606 (10.010) (12.811)
Industrial
Comercial, serviços e outras
82.566
98.699
8.744
16.845
61.756
43.946
153.066
159.490
120.493
120.860
(39.593)
(12.472)
(34.962)
(11.447)
Tarifa de utilização do sistema de transmissão - TUST
Energia comprada para revenda
-
-
176
433 11 Tributos e Contribuições Sociais
Rural 24.508 6.702 28.233 59.443 46.487 (14.613) (10.644) Saldos em 31 de dezembro de 2009 36 631 Ativo Passivo
391.848 86.896 373.345 852.089 625.446 (76.688) (69.864) Saldos em 31 de dezembro de 2008 150 2.636 Ref. 2009 2008 2009 2008
Setor Público (b) Revisão Tarifária Imposto de Renda - IR (1) 2.536 3.674 193 431
Poder Público A ANEEL, por meio da Resolução Homologatória nº 815/2009, de 28 de abril de 2009, apresentou Contribuição Social - CSLL (1) 1.990 1.613 - -
Federal 7.125 1.247 2.038 10.410 6.486 (921) (1.680) o resultado definitivo da segunda revisão tarifária periódica da CELPE, fixou as novas tarifas da ICMS (2) 27.192 28.829 92.794 70.426
Estadual 7.952 3.213 1.255 12.420 8.763 (189) (234) Companhia para o período de 29 de abril de 2009 a 28 de abril de 2010. PIS (3) 82 88 4.366 2.010
Municipal 8.885 5.395 2.137 16.418 14.646 (342) (710) COFINS (3) 379 4.123 20.115 9.259
23.962 9.855 5.430 39.248 29.895 (1.452) (2.624) Pela decisão da ANEEL o reposicionamento tarifario da CELPE foi de -6,24% e seria postergado para INSS 1.056 1.058 780 2.027
Iluminação pública 19.473 825 3.903 24.201 23.134 (2.819) (2.782) os próximos reajustes o recebimento da última parcela do diferimento do reposicionamento tarifário de FGTS - - 866 853
Serviço público 25.130 5.598 4.726 35.454 16.820 (2.338) (2.048) 2005 (Delta PB) e do ativo regulatório referente a compra de energia (Termopernambuco). No entanto, ISS 345 - 829 -
Fornecimento não faturado 85.290 - - 85.290 81.172 - - decisão liminar proferida pelo MM. Juiz Substituto da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Outros 1 338 14.509 3.674
Subtotal - Consumidores 545.704 103.174 387.404 1.036.281 776.467 (83.297) (77.318) Federal, determinou a inclusão imediata da última parcela desses dois ativos nas tarifas. Assim, o efeito Total 33.581 39.723 134.452 88.680
Câmara de Comerc. de Energia médio percebido pelos consumidores nas tarifas fixadas pela ANEEL na Resolução nº 815/2009 foi de Circulante 21.519 23.800 132.058 82.989
Elétrica - CCEE 10 - 23.799 23.809 23.081 - - 6,45%, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), em média, 11,46%, enquanto para as Não Circulante 12.062 15.923 2.394 5.691
Acréscimos moratórios 4.245 2.051 3.529 9.825 9.924 - - classes de consumo de Baixa Tensão (BT) o índice de 3,64%. (1) O ativo de Imposto de Renda (IR) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) antecipados
Serviços prestados a terceiros 258 2.299 1.285 3.842 1.545 - - Com a suspensão da referida decisão liminar pelo Superior Tribunal de Justiça - STJ, a partir de 27 correspondem aos montantes recolhidos, quando das apurações tributárias mensais, nos termos do artigo
Disponibilização do sistema de maio de 2009, o efeito médio das tarifas percebido pelos consumidores passou a ser de -1,08%, 2º da Lei nº 9.430, de 27 de dezembro de 1996, além das antecipações de aplicações financeiras e órgãos
de distribuição 4.046 1 2 4.049 2.712 - - em média para o conjunto de consumidores, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), públicos e retenção na fonte referente a serviços prestados. O passivo corresponde ao Imposto de Renda
Suprimento 802 - 1 802 184 - - em média, 4,86%, enquanto para as classes em Baixa Tensão (BT) o índice percebido de -4,42%. Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre faturas a pagar a fornecedores e sobre os Juros sobre Capital Próprio.
Outros créditos 6.882 934 34.891 42.708 146.013 - - Em 09 de julho de 2009, o Supremo Tribunal Federal- STF, reestabeleceu a decisão liminar da 9ª (2) ICMS a recuperar sobre Ativo Permanente (CIAP) decorrente das aquisições de bens destinados
Total 561.947 108.459 450.910 1.121.316 959.926 (83.297) (77.318) Vara Federal, permitindo a CELPE praticar tarifas com o efeito médio percebido pelos consumidores de ao ativo imobilizado, registrado com base na Lei Complementar nº. 102, de 11 de julho de 2000.
Ativo Circulante 968.022 718.000 (83.297) (77.318) 6,45%, sendo para as classes de consumo de Alta Tensão (AT), em média, 11,46%, enquanto para as (3) O PIS e a COFINS a compensar decorrente do regime de apuração não-cumulativo estabelecido pelas
Ativo Não Circulante 153.294 241.926 - - classes em Baixa Tensão (BT) o índice de 3,64%. Leis nºs 10.637/02 e 10.833/03, respectivamente, da apuração mensal e das antecipações de órgãos
As contas a receber de longo prazo representam os valores resultantes da consolidação de parcelamentos Em 20 de agosto de 2009, em sentença da 9ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal, públicos e ajuste dos créditos provenientes de encargos de depreciação de máquinas e equipamentos
de débitos de contas de fornecimento de energia vencidos de consumidores inadimplentes e com houve julgamento do mérito da ação, no qual foi reconhecido o direito da CELPE de continuar aplicando e gastos com materiais aplicados na atividade, conforme disposto no Parecer SRFB Cosit nº 27/2008.
vencimento futuro, cobrados em contas de energia. Incluem juros e multa. as tarifas homologadas pela ANEEL constantes nos anexos VII e VIII da Resolução Homologatória
Câmara de comercialização de energia elétrica - CCEE nº 815/2009, as quais consideram os efeitos da decisão liminar. 12 Tributos e Contribuições Sociais Diferidos
Os valores correspondentes às operações junto a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE A revisão autorizada pela ANEEL é composta pelos seguintes itens: A Companhia registrou os tributos e contribuições sociais diferidos sobre as diferenças temporárias.
foram registrados levando-se em consideração informações divulgadas pela mesma. Ref. 2009 Os efeitos financeiros desses tributos e contribuições ocorrerão no momento da realização. O imposto
As operações de venda de "energia de curto prazo" no âmbito da CCEE, (Mercado Atacadista de Receita Verificada (1) 2.583.411 de renda é calculado à alíquota de 15%, considerando o adicional de 10%, a Contribuição Social, o PIS
Energia – MAE, à época) do período de setembro de 2000 a dezembro de 2002, cujo processo de Encargos Setoriais 208.826 e a COFINS estão constituídos, respectivamente, as alíquotas de 9%, 1,65% e 7,6%.
liquidação foi concluído em julho de 2003, após conclusão dos trabalhos da auditoria da liquidação Compra de Energia Elétrica 1.227.942
do MAE e as realizadas após esta data, geraram um direito de crédito para a Companhia, conforme Ativo Passivo
Transporte de Energia 147.732 2009 2008 2009 2008
demonstrado a seguir: Parcela A 1.584.500 Base de Tributo Base de Tributo Base de Tributo Base de Tributo
2009 2008 Remuneração Bruta de Capital 257.400 cálculo diferido cálculo diferido cálculo diferido cálculo diferido
Valores a receber - setembro/2000 a dezembro/2002 - 23.071 Quota de Reintegração Regulatória 147.944 Imposto de Renda
Valor em litígio judicial 16.658 16.658 Empresa de Referência 413.362 Prejuízos Fiscais - - 25.718 6.428 - - - -
Valores não negociados 7.140 6.413 Inadimplência 29.652 Diferenças Temporárias 286.232 71.558 298.391 74.598 76.284 19.071 220.747 55.187
Valores a receber do período 11 10 Parcela B 848.358 286.232 71.558 324.109 81.026 76.284 19.071 220.747 55.187
Total 23.809 23.081 Receita Requerida (Parcela A +B) 2.432.858 Contribuição Social
Ativo Circulante 11 10 (-) Outras Receitas (8.554) Base Negativa - - 25.718 2.315 - - - -
Ativo Não Circulante 23.798 23.071 Receita Requerida Líquida (2) 2.424.304 Diferenças Temporárias 286.232 25.761 298.391 26.855 76.284 6.866 220.747 19.867
Os valores da “energia de curto prazo” podem estar sujeitos a modificações dependendo de decisão dos Componentes Financeiros (3) 350.858 286.232 25.761 324.109 29.170 76.284 6.866 220.747 19.867
processos judiciais em andamento, movido por algumas empresas do setor, contra a ANEEL, relativos CVA 84.245 PIS
à interpretação das regras do mercado em vigor. Os referidos processos encontram-se sob análise Sobrecontratação 15.605 Diferenças Temporárias - - - - 76.076 1.255 220.747 3.642
da jurisdição federal em 1ª e 2ª instâncias. A Companhia não é parte processual, porém, como tem Subsídio a Irrigantes e Aquicultores 1.989 - - - - 76.076 1.255 220.747 3.642
interesse direto no resultado das demandas figura como assistente processual. Exposição financeira (3.583) COFINS
A Companhia não constituiu provisão para créditos de liquidação duvidosa sobre os saldos vinculados Programa Social Luz para Todos 7.523 Diferenças Temporárias - - - - 76.076 5.782 220.747 16.777
aos litígios por entender que os valores serão integralmente recebidos, seja dos devedores que Parcela de Ajuste Conexão 39 - - - - 76.076 5.782 220.747 16.777
questionaram os créditos judicialmente ou de outras empresas que vierem a ser indicadas pela CCEE. Parcela de Ajuste Rede Básica (1.046) Total 97.319 110.196 32.974 95.473
Outros créditos Outros Componentes 246.086 Circulante 40.794 49.390 32.732 69.481
Referem-se aos valores homologados pela ANEEL no reajuste tarifário de 2005, cuja cobrança estão Reposicionamento Econômico [((2) / (1)) -1] (4) -6,16% Não Circulante 56.525 60.806 242 25.992
sendo efetuada em 12 parcelas iguais e sucessivas a partir de março de 2009. Componentes Financeiros [ (3) / (2) ] (5) 14,47% A base de cálculo das diferenças temporárias ativas e passivas é composta como segue:
Reposicionamento Tarifário [ (4) + (5) ] 8,31% 2009 2008
7 Títulos a Receber (b.1) Reposicionamento Tarifário
A ANEEL, através da Resolução Homologatória nº 112, de 2005, complementada pela Resolução
Ativo
IR CSLL PIS COFINS IR CSLL PIS COFINS

Provisão para créditos de


Referem-se aos parcelamentos de débitos financeiros, oriundos de contas de fornecimento de energia Homologatória nº 326, de 28 de abril de 2006, definiu o resultado final da primeira revisão tarifária liquidação duvidosa 37.049 37.049 - - 35.675 35.675 - -
em atraso de órgãos públicos e débitos diversos (agentes arrecadadores, aluguéis, custas processuais, periódica da Companhia, ocorrida em abril de 2005, fixando o reposicionamento tarifário em 23,57% Provisão para passivo atuarial 191.921 191.921 - - 197.941 197.941 - -
etc.). o qual seria aplicado de forma escalonada pelo mecanismo denominado por Delta PB. Assim, foi Provisão para demissão voluntária 1.076 1.076 - - 533 533 - -
Vencidos Total PCLD aplicado em 2005 o reposicionamento de 12,5%, e nos reajustes subseqüentes aplicado parcela PIS/COFINS diferidos 7.037 7.037 - - 20.419 20.419 - -
Saldos Até Mais adicional de receita a Parcela B, visando compensar esse diferimento. Nos reajustes de 2006 e 2007 Provisão para contingências 35.131 35.131 - - 28.193 28.193 - -
Vincendos 90 dias 90 dias 2009 2008 2009 2008 foram incorporadas essas parcelas, restando o recebimento da última parcela de tal mecanismo, Provisão PLR 12.255 12.255 - - 11.732 11.732 - -
Setor Público 94.298 1.251 953 96.502 92.510 (7.603) (8.616) conforme é reconhecido pela ANEEL. Outros 1.763 1.763 - - 3.898 3.898 - -
Setor Privado 10.176 237 2.598 13.011 7.254 (11.924) (11.432) Ativo Total Ativo 286.232 286.232 - - 298.391 298.391 - -
Total 104.474 1.488 3.551 109.513 99.764 (19.527) (20.048) Saldos em 31 de dezembro de 2008 174.432 Passivo
Ativo Circulante 22.117 26.850 (5.547) (10.170) Constituição 49.992 Recomposição tarifária extraordinária 1.053 1.053 1.053 1.053 2.082 2.082 2.082 2.082
Ativo Não Circulante 87.396 72.914 (13.980) (9.878) Remuneração 4.500 Reposicionamento tarifário 55.037 55.037 55.037 55.037 174.432 174.432 174.432 174.432
Os parcelamentos de débitos incluem juros e atualização monetária, a taxas, prazos e indexadores (-) Amortização (175.642) Compra de energia 19.986 19.986 19.986 19.986 44.233 44.233 44.233 44.233
comuns de mercado, e os valores, líquidos da PCLD são considerados recuperáveis pela Administração Saldos em 31 de dezembro de 2009 53.281 Outros 208 208 - - - - - -
da Companhia. Circulante 53.281 Total Passivo 76.284 76.284 76.076 76.076 220.747 220.747 220.747 220.747
(b.2) Compra de Energia Estudos técnicos de viabilidade, apreciados e aprovados pelos Conselhos de Administração e Fiscal
8 Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa - PCLD Com a entrada em operação, em maio de 2004, da usina termoelétrica Termopernambuco, a da Companhia, indicam a plena recuperação dos valores de impostos diferidos reconhecidos como
definido pela Instrução CVM nº 371, de 27 de junho de 2002 e correspondem às melhores estimativas
Companhia solicitou a ANEEL um reajuste tarifário extraordinário visando à cobertura dos custos
A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída de acordo com as normas do Manual de adicionais com a compra de energia. da Administração sobre a evolução futura da Companhia e do mercado em que a mesma opera, cuja
Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica da ANEEL e após criteriosa análise das contas a expectativa de realização de créditos fiscais está apresentada a seguir:
Em reunião pública deliberativa, realizada em 08 de novembro de 2004, a diretoria da ANEEL reconheceu o
receber vencidas, sendo considerada pela Administração da Companhia suficiente para cobrir eventuais direito da Companhia ao repasse dos custos adicionais com compra de energia elétrica da Termopernambuco, Expectativa de Realização 2010 2011 2012 Total
perdas na realização dos valores a receber, inclusive títulos a receber. desde a entrada em operação comercial dessa usina, por meio de constituição de ativo regulatório. Imposto de Renda 29.995 29.302 12.261 71.558
Para fins fiscais, o excesso de provisão calculado em relação aos termos dos artigos 9 e 10 da Lei Contribuição Social 10.799 10.548 4.414 25.761
Pela Resolução Homologatória nº 112, de 2005 a Diretoria da ANEEL decidiu pelo recebimento em 4 40.794 39.850 16.675 97.319
nº 9.430/96, está adicionado ao lucro real e à base de cálculo da contribuição social sobre o lucro parcelas deste ativo, em que resta apenas a última parcela do Ativo Regulatório da Termopernambuco,
líquido – CSLL. Como a base tributável do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido decorre não
reconhecido pelo Despacho ANEEL nº 892, de 08 de novembro de 2004. apenas do lucro que pode ser gerado, mas também da existência de receitas não tributáveis, despesas não
2009 2008
Consumidores, concessionárias e permissionárias (83.297) (77.317) (b.3) Valores Tarifários não Gerenciáveis a Compensar da Parcela “A” - CVA dedutíveis, incentivos fiscais e outras variáveis, não existe uma correlação imediata entre o lucro líquido da
Títulos a receber (19.527) (20.048) A Portaria Interministerial dos Ministros de Estado, da Fazenda e de Minas e Energia nº 25, de 24 Companhia e o resultado de imposto de renda e contribuição social. Portanto, a expectativa da utilização dos
Total (102.824) (97.365) de janeiro de 2002, estabeleceu a Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da Parcela créditos fiscais não deve ser tomada como único indicativo de resultados futuros da Companhia.
Ativo Circulante (88.844) (87.486) “A” - CVA, com o propósito de registrar as variações de custos, negativas ou positivas, ocorridas no A seguir é apresentada uma reconciliação da receita (despesa) dos tributos sobre a renda divulgados e
Ativo Não Circulante (13.980) (9.879) período entre reajustes tarifários anuais, relativos aos itens previstos nos contratos de concessão de os montantes calculados pela aplicação das alíquotas oficiais combinadas a uma taxa de 34% em 31
Saldo Saldo distribuição de energia elétrica. de dezembro de 2009 e 2008.
2008 Adições Reversões 2009 Os saldos de ativos e passivos de CVA, segregados por competência, estão assim demonstrados: 2009 2008
Consumidores, concessionárias e permissionárias (77.318) (17.021) 11.041 (83.297) Ativo Passivo IR CSLL IR CSLL
Títulos a receber (20.047) (22.158) 22.678 (19.527) Não Não Lucro contábil antes do imposto de renda e contribuição social 420.443 420.443 477.911 477.911
Total (97.365) (39.178) 33.719 (102.824) Circulante Circulante Total Circulante Circulante Total Amortização do ágio e reversão da PMIPL (22.342) (22.342) (22.870) (22.870)
Ativo Circulante (87.486) (88.844) CVA 1 de abril de 2007 a Lucro antes do imposto de renda e contribuição social 398.101 398.101 455.041 455.041
Ativo Não Circulante (9.879) (13.980) 31 de março de 2008 4.311 - 4.311 1.812 - 1.812 Alíquota do imposto de renda e contribuição social 25% 9% 25% 9%
CVA 1 de abril de 2008 a Imposto de renda e contribuição social às alíquotas da legislação 99.525 35.829 113.760 40.954
9 Ativos e Passivos Regulatórios 31 de março de 2009 18.749 - 18.749 1.561 - 1.561 Ajustes ao lucro líquido que afetam o resultado fiscal do período:
(+) Adições
CVA 1 de abril de 2009 a
Ativo 31 de março de 2010 31.019 10.340 41.358 48.677 16.226 64.903 Contribuições e Doações 229 82 453 163
2009 2008 Multas Indedutíveis 1.265 455 606 218
Saldos em 31 de dezembro de 2009 54.079 10.340 64.418 52.050 16.226 68.276 Depreciação Veículos Executivos 48 17 39 14
Não Não Saldos em 31 de dezembro de 2008 64.225 20.563 84.788 27.248 8.411 35.659
Ref. Circulante Circulante Circulante Circulante Excesso Despesas Previdenciárias 2.699 972 2.335 841
A movimentação dos saldos está assim demonstrada: Outras Adições 2.877 1.836 - -
Acordo Geral do Setor Elétrico (a) ATIVO
Valores Tarifários Não Gerenciáveis Subtotal Adições 7.118 3.363 3.433 1.236
Saldos em Saldos em (-) Exclusões
a Compensar da "Parcela A" (a.2) 36 - 150 - CVA 2008 Remuneração Constituição Amortização 2009
Revisão e Reajuste Tarifário (b) Reversão da Provisão do Ágio (10.842) (3.903) (11.099) (3.996)
CCC 22.768 1.613 20.622 (19.711) 25.292 Incentivo Fiscal SUDENE (82.898) - (79.463) -
Reposicionamento Tarifário (b.1) 53.281 - 126.988 47.444
CDE 132 152 911 (401) 794 Incentivos Audiovisual/Rouanet e PAT (4.414) - - -
Compra de Energia (b.2) 19.986 - 33.175 11.058
Valores Tarifários Não Gerenciáveis ESS 33.191 3.861 12.347 (36.938) 12.461 Outras Exclusões (816) (285) (633) (122)
a Compensar da "Parcela A" - CVA (b.3) 54.079 10.340 64.225 20.563 TRANSPORTE 9.093 1.759 11.478 (9.114) 13.217 Subtotal Exclusões (98.971) (4.188) (91.195) (4.118)
Componentes Financeiros (c) ENERGIA COMPRADA 18.944 322 8.929 (18.454) 9.741 Imposto de renda e contribuição social no período 7.672 35.004 25.998 38.072
Sobrecontratação (c.1) 13.578 3.298 11.997 3.999 PROINFA 660 781 5.604 (4.131) 2.914 Imposto de renda e contribuição social no resultado 7.672 35.004 25.998 38.072
Subsídio a Irrigantes e Aquicultores 681 205 74 262 84.788 8.488 59.891 (88.749) 64.419 Regime Tributário de Transição
Exposição financeira (c.2) 328 109 - - PASSIVO A Medida Provisória nº 449/2008, de 3 de dezembro de 2008 convertida na Lei nº 11.941/09, instituiu o
Programa Social Luz para Todos (c.3) 1.757 - - - Saldos em Saldos em RTT - Regime Tributário de Transição, que tem como objetivo neutralizar os impactos dos novos métodos e
Parcela de Ajuste Conexão - - 868 217 CVA 2008 Remuneração Constituição Amortização 2009 critérios contábeis introduzidos pela Lei nº 11.638/07, na apuração das bases de cálculos de tributos federais.
Parcela de Ajuste Rede Básica - - 179 - CCC 5.928 196 9.810 (6.809) 9.125 A aplicação do RTT é opcional para o ano de 2008 e 2009 e obrigatória a partir de 2010 para
Outros Componentes Financeiros 3.178 887 1.392 1.333 ESS 543 1.088 16.398 325 18.354 às pessoas jurídicas sujeitas ao Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (“IRPJ”) de acordo com a
Total 146.904 14.839 239.048 84.876 TRANSPORTE - 38 510 (187) 361 sistemática de lucro real ou de lucro presumido.
Passivo ENERGIA COMPRADA 28.781 1.347 35.544 (25.234) 40.438 A Companhia efetuou sua opção pela adoção do RTT na Declaração de Informações Econômico-Fiscais
2009 2008 PROINFA 407 1 20 (430) (2) da Pessoa Jurídica de 2009 (“DIPJ”) ano-calendário 2008 e adicionalmente em 18 de dezembro de
Não Não 35.659 2.670 62.282 (32.335) 68.276 2009 efetuou a elaboração do Controle Fiscal Contábil de Transição (FCONT) criado pela Instrução
Ref. Circulante Circulante Circulante
Circulante (c) Componentes Financeiros Normativa nº 949/2009 da Receita Federal do Brasil.
Acordo Geral do Setor Elétrico (a) (c.1) Energia Elétrica Excedente – Sobrecontratação
Energia Livre
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a
(a.1) 20.158 - 11.591 - O Decreto n° 5.163, de 30 de julho de 2004, em seu art. 38, determina que no repasse dos custos de 13 Benefício Fiscal - Ágio Incorporado da Controladora
aquisição de energia elétrica às tarifas dos consumidores finais, a ANEEL deverá considerar até 103% (cento O benefício fiscal do ágio incorporado refere-se ao crédito fiscal calculado sobre o ágio de aquisição
Compensar da "Parcela A" (a.2) 631 - 2.636 - e três por cento) do montante total de energia elétrica contratada em relação à carga anual de fornecimento do
Revisão Tarifária (b) incorporado e está registrado de acordo com os conceitos das Instruções CVM nºs 319/99 e 349/01.
agente de distribuição. Este repasse foi regulamentado pela Resolução ANEEL n° 255, de 6 de março de 2007.
Valores Tarifários Não Gerenciáveis a Objetivando uma melhor apresentação da situação financeira e patrimonial da Companhia nas
Compensar da "Parcela A" - CVA (b.3) 52.050 16.226 27.248 8.411 A movimentação dos saldos está assim demonstrada: demonstrações contábeis, o valor líquido total de R$ 254.144 (R$ 276.486 em 2008), foi classificado
Componentes Financeiros (c) Ativo Passivo no balanço no ativo circulante e no ativo não circulante – realizável a longo prazo como benefício fiscal
Sobrecontratação (c.1) 11.666 3.888 4.992 616 Saldos em 31 de dezembro de 2008 15.996 5.608 ágio incorporado, com base na expectativa de sua realização.
Subsídio a Irrigantes e Aquicultores 802 267 - - Constituição 14.206 15.940 Os registros contábeis mantidos para fins societários e fiscais da Companhia apresentam contas específicas
Exposição financeira (c.2) 1.062 72 3.916 869 Remuneração 1.485 48 relacionadas com ágio incorporado, provisão para manutenção da integridade do patrimônio líquido e amortização,
Parcela de Ajuste Conexão - - 102 - Amortização (14.811) (6.042) reversão e crédito fiscal correspondentes, cujos saldos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 são como segue:
Parcela de Ajuste Rede Básica - - 446 - Saldos em 31 de dezembro de 2009 16.876 15.554 Ágio - incorporado 1.494.454
Outros Componentes Financeiros 1.604 427 891 218 Circulante 13.578 11.666 Provisão constituída (986.340)
Total 87.973 20.880 51.822 10.114 Não Circulante 3.298 3.888 Benefício fiscal 508.114
(a) Acordo Geral do Setor Elétrico (c.2) Exposição Financeira Amortização acumulada (681.262)
O Governo Federal, por intermédio da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica – GCE, e as O Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004, em seu art. 28, trata que as eventuais diferenças de Reversão acumulada 449.634
concessionárias distribuidoras e geradoras de energia elétrica celebraram, em dezembro de 2001, preços no mercado de curto prazo da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, serão Saldos em 31 de dezembro de 2008 276.486
o “Acordo Geral do Setor Elétrico”, definindo os critérios para recomposição das receitas e perdas repassadas pelos agentes de distribuição aos consumidores. Amortização (65.711)
extraordinárias relativas ao período de vigência do Programa Emergencial de Redução do Consumo A movimentação dos saldos está assim demonstrada: Reversão 43.369
de Energia Elétrica, que ocorreu através de adicional tarifário nas contas de fornecimento de energia. Ativo Passivo Saldos em 31 de dezembro de 2009 254.144
(a.1) Energia Livre - Racionamento Constituição 528 7.857 Ativo Circulante 21.260
Remuneração financeira 5 398 Ativo Não Circulante 232.884
A Resolução ANEEL nº 001, de 12 de janeiro de 2004, estabeleceu o prazo máximo de permanência
da RTE (Perda de Receita e Energia Livre) nas tarifas de fornecimento de energia elétrica em 74 meses, (-) Amortização (533) (3.470) O ágio está sendo amortizado pelo período remanescente de exploração da concessão, desde agosto de
encerrado em fevereiro de 2008 para a Celpe, o qual foi insuficiente para a recuperação integral do ativo. Saldos em 31 de dezembro de 2008 - 4.785 2001, em 336 parcelas mensais e segundo a projeção anual de rentabilidade futura, como determina
Constituição 429 315 a Resolução ANEEL nº 192, de 31 de maio de 2001.
Em fevereiro de 2008 a Companhia reconheceu as perdas de Energia Livre realizando a baixa do ativo
Remuneração financeira 8 85 A curva autorizada por meio da Resolução ANEEL nº 192, de 31 de maio de 2001, para amortização
no montante de R$ 32.860 e do passivo no montante de R$ 32.860, permanecendo registrados no do ágio da Companhia, está assim composta:
passivo os valores a serem repassados às geradoras, que foram faturados, mas não arrecadados até a (-) Amortização - (4.051)
extinção do prazo, pois dependiam de orientação conclusiva da ANEEL, de modo a garantir o equilíbrio Saldos em 31 de dezembro de 2009 437 1.134 Curvas de amortização de ágio
entre as amortizações dos dois ativos regulatórios (RTE e Energia Livre). Circulante 328 1.062 Ano CELPE Ano CELPE
Não Circulante 109 72 2009 0,04397 2022 0,02140
Com a publicação da Resolução Normativa nº 387, de 15 de dezembro de 2009, a ANEEL estabeleceu 2010 0,04184 2023 0,02045
uma nova metodologia de cálculo, de modo a aferir se os valores repassados pelas distribuidoras (c.3) Programa Social Luz para Todos
A Resolução Normativa ANEEL nº 294, de 11 de dezembro de 2007 estabeleceu a metodologia 2011 0,04033 2024 0,01860
representam à efetiva Energia Livre que as geradoras teriam direito. 2012 0,03641 2025 0,01773
Após o recálculo, os valores contabilizados em 31 de dezembro de 2009 e 2008 como Energia Livre, aplicável e os procedimentos de repasse tarifário dos déficits incorridos pelas concessionárias de
2013 0,03480 2026 0,01690
têm a seguinte composição: energia elétrica em função da execução do Programa Luz para Todos. 2014 0,03342 2027 0,01609
Passivo A movimentação dos saldos está assim demonstrada: 2015 0,03202 2028 0,01476
Circulante Ativo 2016 0,02918 2029
Saldos em 31 de dezembro de 2008 11.591 Saldos em 31 de dezembro de 2008 - 2017 0,02798 2030
Baixa do ativo/passivo (reconhecimento da perda) (11.591) Constituição 12.278 2018 0,02682 2031
Remuneração financeira 18.340 (-) Amortização (10.521) 2019 0,02573 2032
Ajuste 1.818 Saldos em 31 de dezembro de 2009 1.757 2020 0,02335 2033
Saldos em 31 de dezembro de 2009 20.158 Circulante 1.757 2021 0,02238
Continua...
...Continuação

14 Estoques da Celpe, assegurando a universalização do serviço público de energia elétrica nos 186 municípios do
Estado de Pernambuco.
Os instrumentos derivativos e os empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira foram contabilizados
de acordo com a metodologia de contabilidade de operação de hedge facultado pela Deliberação CVM nº 566,
Estão classificados neste grupo os materiais e equipamentos em almoxarifado. (*) Informação não auditada. de 17 de dezembro de 2008, que aprovou o pronunciamento técnico CPC 14 (vide nota explicativa nº 39).
2009 2008 Programa Luz para Todos Captações no exercício:
Estoque total 25.809 24.663 O Decreto Presidencial nº 4.873, de 11 de novembro de 2003, alterado pelo Decreto nº 6.442, de 25 de abril Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES: A Companhia recebeu o saldo final
Imobilizado em curso - Material em depósito (20.302) (20.645) de 2008, instituiu o Programa LUZ PARA TODOS, destinado a propiciar, até o ano de 2010, o atendimento em de R$ 12.283 do BNDES para financiar os investimentos realizados entre 2006-2008, provenientes
Total 5.507 4.018 energia elétrica à parcela da população do meio rural brasileiro que ainda não tem acesso a esse serviço público. do Contrato de Financiamento Mediante Repasse de Recursos Nº 20/01061-3 assinado em Dezembro
de 2006 e aditado em Fevereiro de 2009.
15 Depósitos Judiciais Os dois primeiros contratos firmados com a Eletrobrás (ECFS 0018/2004 e ECFS 0115/2005), para a
implementação do Programa Luz Para Todos–LPT na área de concessão da Companhia, possibilitaram
Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP: A Companhia recebeu R$ 20.202 da FINEP para financiar
Estão classificados neste grupo os depósitos judiciais recursais à disposição do juízo para permitir a o seu Projeto de Inovação, provenientes do Contrato de Financiamento assinado em Outubro de 2009.
a realização de 7.260 ligações no ano 2004, 23.114 no ano 2005 e 37.463 no ano 2006.
interposição de recurso, nos termos da lei, sem contingência passiva provisionada. Banco do Nordeste do Brasil – BNB: A Companhia recebeu R$ 68.985 do BNB para financiar os
Além do quantitativo de ligações LPT acima informados, a Companhia investiu cerca de R$ 99,5 milhões investimentos realizados em 2009, provenientes do Contrato Particular de Abertura de Crédito Nº
2009 na realização de 25.125 ligações rurais no ano de 2008 e, no quarto trimestre de 2009 fez investimentos
Fiscais: 6.265 44.2008.4206.725, assinado em Junho de 2008.
da ordem de R$ 2,5 milhões (R$ 35 milhões em 2009) na implementação de mais 451 ligações (8.818
Total 6.265 em 2009), todas elas reconhecidas no terceiro contrato firmado com a Eletrobrás (ECFS 223/2008). Banco do Espírito Santo Investimento – BES: A Companhia recebeu R$ 12.000 do BES referente
Ativo Não Circulante 6.265 a Capital de Giro em 2009, através de Cédula de Crédito Bancária, assinada em Janeiro de 2009.
A Companhia é signatária dos contratos abaixo relacionados, com as seguintes especificações: HSBC Bank Brasil – HSBC: A Companhia recebeu R$ 19.000 do HSBC referente a Capital de Giro em
16 Despesas Pagas Antecipadamente
1ª Tranche
ELETROBRÁS
2ª Tranche 3ª Tranche
2009, através de Cédula de Crédito Bancária, assinada em Janeiro de 2009.
2009 2008 CONTRATOS ECFS 0018/2004 ECFS 115/2005 ECFS 223/2008 Os contratos mantidos com o BNDES (FINEM) e os Títulos Externos prevêem a manutenção de
Encargos Financeiros 38 210 DATA DE ASSINATURA 02/06/04 08/11/05 22/09/08 “covenants” financeiros (índices) que relacionam endividamento, LAJIDA e resultado financeiro. Nas
Prêmio seguro 750 614 PARTICIPAÇÕES Total demonstrações contábeis encerradas em 31 de dezembro de 2009 e 2008, a Companhia atingiu todos
PIS/COFINS Cumulatividade 6.066 - Parcela subvencionada (Eletrobras CDE) 69.219 96.580 14.629 180.428 os índices requeridos contratualmente.
Outros 1.116 275 Parcela financiada (Eletrobras RGR) 48.453 40.242 - 88.695 Condições contratuais dos empréstimos da Companhia em 31 de dezembro de 2009:
Total 7.970 1.099 Parcela (C) 20.766 24.145 131.665 176.575 Data de
Ativo Circulante 7.970 1.099 Total do Programa (A) 138.438 160.966 146.294 445.698 Fonte assinatura Moeda Objetivo Juros Vencimento
INGRESSOS DE RECURSOS Total BB REN ME 30/12/97 US$ Acordo Dívida Externa 4,0% a 8,0% a.a. 2024
17 Outros Créditos Eletrobrás (CDE) 58.073 86.922 10.241 155.236 BB REN MN - BNDES
BB REN MN - ELETROBRÁS
01/03/94
01/03/94
R$ Pgto. BNDES
R$ Pgto. Eletrobrás
TJLP+9,16% a.a.
IGPM+9,16% a.a.
2014
2014
Ref. 2009 2008 Eletrobrás (RGR) 40.651 32.193 - 72.845
Subvenção à baixa renda - tarifa social (1) 31.420 58.723 Ingresso realizado (B) 98.724 119.115 10.241 228.081 BNB 1 30/11/04 R$ Eletrificação 10% a.a. 2013
Adiantamentos a Empregados 3.491 1.706 GASTOS INCORRIDOS Total BNB 3 29/12/05 R$ Eletrificação 10% a.a. 2012
Adiantamentos a Fornecedores 9.797 4.676 Gastos Incorridos (CDE, RGR, Estado) 132.032 134.517 122.408 388.956 BNB 5 16/04/08 R$ Giro 13,11% a.a. 2009
Serviços Prestados a Terceiros 4.440 2.625 Total dos gastos 132.032 134.517 122.408 388.956 BNB 6 27/06/08 R$ Eletrificação 10% a.a. 2016
Encargos CBEE 9 377 BALANÇO Total BNDES 5 FINEM 09/06/05 R$ Expansão/Melhoramento de Redes TJLP + 5% a.a. 2010
RGR a compensar 803 930 Total a receber do programa (A-C) 117.672 136.822 14.629 269.123 BNDES 6 FINEM (A) 01/12/06 R$ Expansão/Melhoramento de Redes TJLP + 4,3% a.a. 2011
Desativações em Curso 4.169 2.988 Ingressos realizados (B) 98.724 119.115 10.241 228.080 BNDES 6 FINEM (B) 01/12/06 R$ Expansão/Melhoramento de Redes TJLP + 4,3% a.a. 2012
Dispêndios a Reembolsar em Curso 160 159 Ingressos a realizar 18.948 17.707 4.388 41.043 BNDES 6 FINEM (C) 01/12/06 R$ Expansão/Melhoramento de Redes TJLP + 4,3% a.a. 2013
Outros créditos a receber 9.583 6.504 NÚMERO DE LIGAÇÕES Total CEF/COHAB Diversos R$ Eletrificação Conj. Habitacional TR+2 a 5,5% a.a. 2014
Total 63.872 78.688 Ligações executadas (D) 38.000 29.847 46.994 114.841 ECF 0018 UFIR 01/07/04 R$ Universalização UFIR+6% a.a. 2016
Ativo Circulante 57.795 71.873 Percentual de avanço físico 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% ECF 0115 UFIR 17/11/05 R$ Universalização UFIR+6% a.a. 2017
Ativo Não Circulante 6.077 6.815 Ligações totais do programa (D) 38.000 29.847 46.994 114.841 ECF 1348 FINEL 03/10/95 R$ Transmissão FINEL+8,5% a.a. 2009
(1) O Governo Federal, através da Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, determinou a aplicação da Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia realizou análise de recuperação dos seus ativos ECF 1983 UFIR 11/02/00 R$ Eletrificação Rural UFIR+6% a.a. 2012
tarifa social de baixa renda, com impacto significativo na receita operacional da Companhia. imobilizados, conforme descrito na nota nº 21. FINEP 23/12/04 R$ Pesquisa e Desenvolvimento TJLP + 4% a.a. 2011
Por meio do Decreto Presidencial nº 4.538, de 23 de dezembro de 2002, foram definidas as fontes FINEP 14/10/09 R$ Pesquisa e Desenvolvimento (TJLP-6%) + 5% a. a. 2018
para concessão de subvenção econômica com a finalidade de contribuir para a modicidade da tarifa 19 Intangível KFW 1
KFW 2
29/05/96 EURO Distribuição Rural/Se's/Lt's
29/05/96 EURO Distribuição Rural/Se's/Lt's
2% a.a.
4,5% a.a.
2026
2016
de fornecimento de energia elétrica aos consumidores finais integrantes da subclasse residencial baixa
renda, decorrente dos novos critérios estabelecidos no art. 1º da Lei nº 10.438, de 26 de abril de Por natureza, o intangível está constituído da seguinte forma: Para alguns empréstimos foram dadas garantias de receita própria, avais dos Governos Federal e
2002, e no art. 5º da Lei nº 10.604, de 17 de dezembro de 2002. 2009 2008 Estadual, notas promissórias e aval do acionista controlador.
Taxas anuais O total devido em moeda nacional e em moeda estrangeira da Companhia desdobra-se da seguinte
18 Imobilizado médias ponderadas
de amortização (%) Custo
Amortização
acumulada
Valor
líquido
Valor
líquido
forma:
2009 2008
Por natureza, o imobilizado está constituído da seguinte forma: Em serviço Moeda nacional R$ % R$ %
2009 2008 Faixas de Servidões - 4.059 - 4.059 3.701 Juros pré-fixados 227.778 46,2 186.460 36,7
Taxas Direito de Uso de Softwares 20 103.919 (90.692) 13.227 22.111 UFIR 77.957 15,8 93.627 18,4
anuais médias Depreciação (-) Obrigações Subtotal 107.978 (90.692) 17.286 25.812 FINEL - - 147 -
ponderadas de amortização vinculadas Valor Valor Em curso IGP-M 8.286 1,7 9.966 2,0
depreciação (%) Custo acumulada à concessão líquido líquido Faixas de Servidões - 500 - 500 237 TJLP 179.086 36,3 217.611 42,8
Em serviço Direito de Uso de Softwares 20 108.522 - 108.522 65.988 TR 85 - 145 -
Terrenos 5.435 - - 5.435 5.452 Subtotal 109.022 - 109.022 66.225 Total 493.192 100,0 507.956 100,0
Edificações, Obras Civis e Benfeitorias 2,93 50.023 (28.406) - 21.617 20.900 Total 217.000 (90.692) 126.308 92.037 Principal 492.230 506.809
Máquinas e Equipamentos 4,42 2.473.165 (937.606) (201.677) 1.333.882 1.246.700 Direitos de uso são licenças de direito de propriedade intelectual, constituídos por gastos realizados Encargos 962 1.147
Veículos 13,01 25.147 (15.349) - 9.798 12.825 com a aquisição das licenças e demais gastos com serviços complementares à utilização produtiva de 2009 2008
Móveis e Utensílios 7,16 54.953 (35.822) - 19.131 21.775 softwares, desvinculados de equipamentos tangíveis (hardware), e são amortizados em linha reta de Moeda de Moeda de
Subtotal 2.608.723 (1.017.183) (201.677) 1.389.863 1.307.652 acordo com a vida útil estimada do software. Moeda estrangeira origem R$ % origem R$ %
Em curso Dólar norte-americano - - - - 1.206 8,4
Terrenos 58 - - 58 30 Faixas de servidão são direitos de passagem para linhas de transmissão associadas à distribuição
na área de concessão da Companhia, e em áreas urbanas e rurais particulares, constituídos por Euro 3.791 9.506 100,0 - 13.228 91,6
Edificações, Obras Civis e Benfeitorias 1.133 - - 1.133 2.081 Total 9.506 14.434
Máquinas e Equipamentos 82.405 - (16.606) 65.799 74.696 indenização em favor do proprietário do imóvel. Como são permanentes não há amortização.
Por atividade, o intangível está constituído da seguinte forma: Principal 9.506 14.417
Veículos 492 - - 492 3
Móveis e Utensílios 678 - - 678 1.280 2009 2008 Encargos - 17
Material em Depósito 20.302 - - 20.302 20.645 Taxas As principais moedas e indexadores utilizados para atualização dos empréstimos e financiamentos
Outros 6.317 - - 6.317 7.332 anuais médias tiveram as seguintes variações nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008:
Subtotal 111.385 - (16.606) 94.779 106.067 ponderadas de Amortização Valor Valor Variação %
Total 2.720.108 (1.017.183) (218.283) 1.484.642 1.413.719 amortização (%) Custo acumulada Líquido Líquido Moeda/indexador 2009 2008
O imobilizado em curso refere-se, substancialmente, às obras de expansão em andamento do sistema Em serviço EURO (22,57) 24,13
de distribuição de energia elétrica. Distribuição 12,68 35.925 (27.706) 8.219 12.982 Dólar norte-americano (25,49) 31,94
Comercialização 4,23 25.489 (24.772) 717 1.574 IGP-M (1,71) 9,81
Por atividade, o imobilizado está constituído da seguinte forma: Administração 6,3 46.564 (38.214) 8.350 11.256 FINEL (0,35) 1,90
2009 2008 Subtotal 107.978 (90.692) 17.286 25.812 TJLP 6,12 6,25
Taxas (-) Obrigações Em curso CDI 9,88 12,38
anuais médias Depreciação vinculadas à Distribuição 591 - 591 237 SELIC 11,99 12,48
ponderadas de amortização concessão Valor Valor Comercialização 246 - 246 246 TR 0,71 1,63
depreciação (%) Custo acumulada Subtotal líquida líquido líquido Administração 108.185 - 108.185 65.742 Os vencimentos das parcelas a longo prazo são os seguintes:
Em serviço Subtotal 109.022 - 109.022 66.225 2009 2008
Geração 4,24 14.629 (2.424) 12.205 - 12.205 17.569 Total 217.000 (90.692) 126.308 92.037 2010 - 105.936
Distribuição 3,94 2.490.860 (953.726) 1.537.134 (201.677) 1.335.457 1.247.770 A mutação do ativo intangível está demonstrada abaixo: 2011 109.854 103.637
Comercialização 5,50 26.322 (14.643) 11.679 - 11.679 10.086 2012 99.766 85.418
Administração 6,34 76.912 (46.390) 30.522 - 30.522 32.227 Saldos em Transferências Saldos em
2008 Adições Capitalização 2009 2013 56.129 41.732
Subtotal 2.608.723 (1.017.183) 1.591.540 (201.677) 1.389.863 1.307.652 2014 54.255 23.503
Em curso Em Serviço
Geração 2.628 - 2.628 - 2.628 1.768 Custo Após 2014 72.198 42.881
Distribuição 106.018 - 106.018 (16.606) 89.412 99.663 Distribuição 35.567 - 358 35.925 Total 392.202 403.107
Comercialização 1.185 - 1.185 - 1.185 3.409 Comercialização 25.489 - - 25.489 A mutação dos empréstimos e financiamentos é a seguinte:
Administração 1.554 - 1.554 - 1.554 1.227 Administração 44.495 - 2.069 46.564 Moeda nacional Moeda estrangeira
Subtotal 111.385 - 111.385 (16.606) 94.779 106.067 Subtotal 105.551 - 2.427 107.978 Passivo Não Passivo Não
Total 2.720.108 (1.017.183) 1.702.925 (218.283) 1.484.642 1.413.719 (-) Amortização circulante circulante circulante circulante Total
Distribuição (22.585) (5.121) - (27.706) Saldos em 31 de dezembro de 2008 114.797 393.161 1.458 9.946 519.362
A mutação do ativo imobilizado está demonstrada abaixo: Comercialização (23.915) (857) - (24.772) Ingressos 33.788 98.477 - - 132.265
Saldos em Transferências Saldos em Administração (33.239) (4.975) - (38.214) Encargos 41.297 - 548 - 41.845
2008 Adições Baixas Capitalização 2009 Subtotal (79.739) (10.953) - (90.692) Variação monetária e cambial 60 41 (919) (2.737) (3.555)
Em Serviço Total em serviço 25.812 (10.953) 2.427 17.286
Custo Swap - - 528 2.318 2.846
Em curso Efeito cumulativo marcação a mercado - - - 36 36
Geração 21.047 - (7.863) 1.445 14.629 Distribuição 237 718 (364) 591
Distribuição 2.296.083 - (13.427) 208.204 2.490.860 Transferências 106.845 (106.843) 2.399 (2.197) 204
Comercialização 246 - - 246 Amortizações e pagamentos de juros (188.431) - (2.542) - (190.973)
Comercialização 24.426 - (941) 2.837 26.322 Administração 65.742 44.512 (2.069) 108.185
Administração 74.246 - (695) 3.361 76.912 Saldos em 31 de dezembro de 2009 108.356 384.836 1.472 7.366 502.030
Subtotal 66.225 45.230 (2.433) 109.022
Subtotal 2.415.802 - (22.926) 215.847 2.608.723
(-) Depreciação
TOTAL INTANGÍVEL 92.037 34.277 (6) 126.308
A amortização do intangível está sendo demonstrada no resultado, na rubrica de depreciação e amortização.
24 Debêntures e Encargos
Geração (3.478) (564) 1.618 - (2.424)
2009 2008
Distribuição
Comercialização
(858.213)
(14.340)
(105.097)
(1.227)
9.584
924
-
-
(953.726)
(14.643)
20 Investimento Remunerável Encargos Principal
Administração (42.020) (4.854) 484 - (46.390) Quantidade
O investimento remunerável, também denominado de Base de Remuneração, constituído pelo Ativo de títulos Não
Subtotal (918.051) (111.742) 12.610 - (1.017.183) Imobilizado em Serviço - AIS e Almoxarifado de Operações, deduzidos do saldo das Obrigações Vinculadas
Total em serviço 1.497.751 (111.742) (10.316) 215.847 1.591.540 Debêntures Série emitidos Remuneração Circulante Circulante circulante Total Total
ao Serviço Público de Energia Elétrica (Obrigação Especial), sobre o qual foi calculada a remuneração, 1ª Emissão Única 4.500 Variação CDI +
Em Curso bem como o AIS que gerou a cota de depreciação, que fazem parte da Parcela “B” da Receita Requerida
Geração 1.768 2.252 (2) (1.390) 2.628 1,7% a.a. 4.141 12.256 73.535 89.932 91.802
– RR da Concessionária, homologada pela Resolução Homologatória ANEEL nº 112, de 09/05/2005, se (-) Custos de transação
Distribuição 109.949 205.004 (674) (208.261) 106.018 atualizados pelo IGPM nos reajustes tarifários anuais já ocorridos, estariam assim formados:
Comercialização 3.409 959 - (3.183) 1.185 - 1ª Emissão - (725) (2.003) (2.728) (3.510)
Administração 1.227 3.334 - (3.007) 1.554 Revisão 1ª Emissão líquido dos
Subtotal 116.353 211.549 (676) (215.841) 111.385 definitiva custos de transação 4.141 11.531 71.532 87.204 88.292
TOTAL IMOBILIZADO 1.614.104 99.807 (10.992) 6 1.702.925 retroativa Reajuste Reajuste Reajuste 2ª Emissão 1ª 40.000 108,5% do CDI 5.042 48.980 293.878 347.900 350.550
abril-2009 abr/08 abr/07 abr/06 (-) Custos de transação -
As principais taxas anuais de depreciação, de acordo com a Resolução Normativa ANEEL nº 367, de Ativo Imobilizado em Serviço Bruto 3.684.305 2.840.318 2.603.408 2.497.034
2 de junho de 2009, são as seguintes: (-) Depreciação Acumulada - 4,86% (1.710.301) (1.264.286) (1.158.832) (1.111.483) 2ª Emissão - (1.590) (1.918) (3.508) (5.213)
Geração (%) Distribuição (-) Obrigações Vinculada ao SPEE (229.224) (97.220) (89.111) (85.470) 2ª Emissão líquido dos
Gerador 3,3 Linhas, Rede e Subestações Linhas e Subestações Ativo Imobilizado em Serviço Líquido 1.744.780 1.478.812 1.355.465 1.300.081 custos de transação 5.042 47.390 291.960 344.392 345.337
- Tensão < 69 KV (%) - Tensão ≥ 69 KV (%) (+) Almoxarifado 4.301 5.443 4.989 4.785 2ª Emissão 2ª 3.000 Variação IGPM +
Edificação 4,0 Banco de capacitores 6,7 Banco de capacitores 5,0 Investimento Remunerável (Base de Remuneração) 1.749.081 1.484.255 1.360.454 1.304.866 10,95% a.a. 1.584 - 36.158 37.742 38.450
Turbina a Gás 5,0 Chave 6,7 Chave 3,3 (+) Investimento previsto no Xe 217.555 - - - (-) Custos de transação -
Grupo Motor-Gerador 5,9 Condutor 5,0 Condutor 2,5 Investimento Total Remunerável na Tarifa 1.966.636 1.484.255 1.360.454 1.304.866 2ª Emissão - (29) (18) (47) (73)
Motor de Combustão Interna 6,7 Edificação 4,0 Edificação 4,0 Bens 100% depreciados (398.629) (112.631) (103.236) (99.018) 2ª Emissão líquido dos
Estrutura 5,0 Estrutura 2,5 Variação do IGPM (RH Aneel/Reajuste custos de transação 1.584 (29) 36.140 37.695 38.377
Comercialização/Administração (%) Regulador 4,8 Regulador 3,5 Tarifário nº 806 de 14/04/2009) - 9,10% 4,26% 0,36% 3ª Emissão Única 17.000 105% do CDI 410 - 170.000 170.410 170.540
Móveis e Utensílios 10,0 Religador 4,3 Religador 4,3 Cota de Depreciação - Taxa média Anual 4,86% - (-) Custos de transação -
Edificação 4,0 Transformador 5,0 Transformador de Força 2,5 3ª Emissão - (209) (254) (463) (673)
Veículos
Equipamentos de Informática
20,0
10,0
Medidor 4,0 Disjuntor 3,0 21 Análise do Valor de Recuperação dos Ativos 3ª Emissão líquido dos
custos de transação 410 (209) 169.746 169.947 169.867
Bens Vinculados à Concessão A Companhia avaliou o valor de recuperação dos seus ativos em uso com base no valor presente do Subtotal 11.177 58.683 569.378 639.238 641.872
De acordo com os artigos nºs 63 e 64 do Decreto nº 41.019, de 26 de fevereiro de 1957, os bens e fluxo de caixa futuro estimado. Total 11.177 58.683 569.378 639.238 641.872
instalações utilizados na geração, transmissão associada à distribuição, distribuição e comercialização Os valores alocados às premissas representam a avaliação da Administração sobre as tendências Em atendimento à Deliberação CVM nº 556, de 12 de novembro de 2008, que aprova o Pronunciamento
de energia elétrica são vinculados a estes serviços, não podendo ser retirados, alienados, cedidos ou futuras do setor elétrico e são baseadas tanto em fontes externas de informações como dados históricos. Técnico CPC 08, a Companhia adotou os procedimentos de contabilização e evidenciação dos custos
dados em garantia hipotecária sem a prévia e expressa autorização do órgão regulador. Os fluxos de caixa foram projetados com base nos resultados operacionais e projeções da Companhia de transação incorridos na captação de recursos por meio da contratação de debêntures.
Encargos financeiros até o término da concessão, tendo como principais premissas: Para a 3ª Emissão de debêntures foi dada garantia de aval do acionista controlador.
Em atendimento às disposições contidas na Instrução Contábil nº 6.3.10, item 4 do Manual de  Crescimento orgânico compatível com os dados históricos e perspectivas de crescimento da As escrituras de emissões das debêntures da Companhia prevêem manutenção de índices de
Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica e na Instrução CVM nº 193, de 11 de julho de economia brasileira; e endividamento e cobertura de juros. Nas demonstrações contábeis findas em 31 de dezembro de 2009
1996, foram transferidos para o ativo imobilizado em curso os seguintes valores:  Taxa média de desconto obtida através de metodologia usualmente aplicada pelo mercado, levando e 2008, a Companhia atingiu todos os índices requeridos contratualmente.
2009 2008 em consideração o custo médio ponderado de capital. Os vencimentos das parcelas a longo prazo são os seguintes: 2009 2008
Juros contabilizados no resultado 122.970 134.274 O valor recuperável destes ativos supera seu valor contábil, e, portanto, não há perdas por desvalorização 2010 - 60.248
(-) Transferências para o imobilizado em curso (3.898) (4.678) a serem reconhecidas. 2011 230.255 230.142
Efeito líquido do resultado 119.071 129.596 2012 194.115 193.398
Obrigações Vinculadas à Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica 22 Fornecedores 2013
2014
109.242
11.922
108.642
11.853
As obrigações especiais (não remuneradas) representam as contribuições da União, dos Estados, dos
Municípios e dos Consumidores, bem como as doações não condicionadas a qualquer retorno em favor A composição do saldo em 31 de dezembro de 2009 e 2008 é como segue: Após 2014 23.844 23.707
do doador e as subvenções destinadas a investimentos na concessão do serviço público de energia 2009 2008 Total 569.378 627.990
elétrica na atividade de distribuição. Fornecedores de Energia Elétrica: A mutação das debêntures é a seguinte: Moeda nacional
CHESF 11.153 27.099 Passivo
Estas obrigações foram corrigidas monetariamente até 31 de dezembro de 1995. Não
A Resolução Normativa ANEEL nº 234, de 31 de outubro de 2006, estabelece os conceitos gerais, as CCEE 941 3.042
CEEE 4.600 971 Circulante circulante Total
metodologias e os procedimentos iniciais para realização do segundo ciclo de revisão tarifária periódica Saldos em 31 de dezembro de 2008 13.882 627.990 641.872
e determina que essas obrigações especiais sejam amortizadas às mesmas taxas de depreciação do CESP 8.804 5.697
CEMIG GERAÇÃO 7.609 3.319 Encargos 66.413 - 66.413
ativo imobilizado em serviço, usando-se uma taxa média, a partir da revisão tarifária do segundo ciclo. Variação monetária e cambial (45) (633) (678)
A Companhia adotou o procedimento a partir da revisão tarifária ocorrida em 29 de abril de 2009. COPEL GERAÇÃO 6.718 3.356
DUKE 1.630 1.548 Transferências 61.235 (61.235) -
A composição dessas obrigações é a seguinte: ELETRONORTE 5.415 4.645 Amortizações e pagamentos de juros (71.092) - (71.092)
2009 2008 EMAE 362 292 (-) Custos de transação (533) 3.256 2.723
Participação da União 5.550 5.749 ENERGEST 458 235 Saldos em 31 de dezembro de 2009 69.860 569.378 639.238
Participação dos Estados 960 895 ENGUIA 237 224
Participação dos Municípios
Participação do Consumidor
1.640
56.877
1.405
53.853
FURNAS 19.856 15.240 25 Taxas Regulamentares
LIGHT 1.078 987
Outras subvenções 153.256 138.483 PETROBRAS 625 1.013 Ref. 2009 2008
Total 218.283 200.385 TERMORIO 801 - Reserva Global de Reversão - RGR 2.429 2.327
A mutação das obrigações especiais é a seguinte: USINA XAVANTES 28 261 Conta de Consumo de Combustível - CCC 967 9.316
Saldos em Trans- Saldos em UTE DAIA 122 (98) Conta de Desenvolvimento Energético - CDE 1.616 1.385
2008 Adições Baixas ferências 2009 TRACTEBEL 7.642 158 Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT 897 5.447
Em serviço COLIGADAS Empresa de Pesquisa Energética - EPE 448 2.956
Custo TERMOPERNAMBUCO 68.344 57.937 Pesquisa e Desenvolvimento - P&D (1) 25.790 30.535
Distribuição (190.099) (8.766) - (9.554) (208.419) AFLUENTE - 37 Programa de Eficientização Energética - PEE (1) 26.721 30.365
Subtotal (190.099) (8.766) - (9.554) (208.419) NC ENERGIA 1.286 1.013 Taxa de Fiscalização Serviço Público de Energia Elétrica - TFSEE 471 441
(-) Amortização Outros 10.095 11.504 Encargo do Serviço do Sistema - ESS 594 1.791
Distribuição - 6.742 - - 6.742 Subtotal 157.804 138.480 Total 59.933 84.563
Subtotal - 6.742 - - 6.742 Encargos de Uso da Rede 17.540 13.708 Passivo Circulante 17.517 56.113
Total em Serviço (190.099) (2.024) - (9.554) (201.677) Materiais e Serviços 36.029 55.969 Passivo Não Circulante 42.416 28.450
Em curso Total 211.373 208.157 (1) A Companhia reconheceu passivos relacionados a valores já faturados em tarifas (1% da Receita
Distribuição (10.286) (16.049) 175 9.554 (16.606) Passivo Circulante 211.373 208.157 Operacional Líquida), mas ainda não aplicados nos Programas de Eficientização Energética – PEE e
Subtotal (10.286) (16.049) 175 9.554 (16.606) Pesquisa e Desenvolvimento - P&D, atualizados mensalmente, a partir do 2º mês subsequente ao
Total (200.385) (18.073) 175 - (218.283) 23 Empréstimos, Financiamentos e Encargos seu reconhecimento até o momento de sua efetiva realização, com base na Taxa SELIC, conforme as
Comodato Resoluções ANEEL nos 300/2008 e 316/2008.
A Companhia possui contratos de cessão de edificação em comodato, conforme demonstrado abaixo: Principal Total
2009 2008
Composição da dívida
Encargos
da dívida Circulante
Não
circulante 2009 2008
26 Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio
Valor Contábil
Bens Razão Custo Depreciação Custo Depreciação Moeda nacional
União - BNDES/Eletrobrás 76 2.042 8.086 10.204 12.235 O Conselho de Administração e/ou Assembleia de Acionistas da Companhia aprovaram a declaração de
Edifício Sede (Parcial) Cessão de espaço para serviços de dividendos intermediários e propostos, e juros sobre capital próprio aos seus acionistas da seguinte forma:
Banco do Nordeste 153 10.923 166.281 177.357 119.219
conveniência 40 (34) 45 (41) Valor por ação
(-) Custos de transação - Banco do Nordeste - - (7) (7)
Cessão de espaço para agência Banco Banco do Nordeste líquido dos Valor
do Brasil 135 (114) 153 (141) custos de transação 153 10.923 166.274 177.350 119.219 Deliberação Provento deliberado ON PNA PNB
Almoxarifado Central (Parcial) Cessão de espaço para escritório da BNB 24 16.802 33.603 50.429 67.242 2009
Amara do Brasil Ltda 108 (58) 82 (54) BNDES FINEM 672 59.455 94.284 154.411 210.103 AGO de 25 de março de 2009 Dividendos 155.366 2,0802358029 2,080235803 2,288259383
Cessão de veículos/empilhadeiras para Eletrobrás - 15.670 62.286 77.956 93.775 RCA de 29 de junho de 2009 JSCP 40.000 0,5355710771 0,535571077 0,589128185
escritório da Amara do Brasil Ltda. 63 (63) 63 (63) FINEP 37 2.508 20.411 22.956 5.237 RCA de 30 de setembro de 2009 JSCP 20.000 0,2677855386 0,267785539 0,294564092
Almoxarifado Central Cessão de móveis e utensílios para (-) Custos de transação - FINEP - (24) (175) (199) - RCA de 30 de setembro de 2009 Dividendos 138.570 1,8553521039 1,855352104 2,040887314
escritório da Amara do Brasil Ltda. 106 (104) 106 (104) FINEP líquido dos custos de transação 37 2.484 20.236 22.757 5.237 RCA de 18 de dezembro de 2009 JSCP 20.100 0,2691244663 0,269124466 0,296036913
452 (373) 449 (403) Outros - 18 67 85 145 374.036
Plano Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica Total moeda nacional 962 107.394 384.836 493.192 507.956 2008
A ANEEL, mediante Resolução nº 223, de 29 de abril de 2003 e alterações posteriores, estabeleceu Moeda estrangeira AGO de 25 de abril de 2008 Dividendos 116.963 1,5660507000 1,5660507000 1,7226558000
as condições gerais para elaboração dos Planos de Universalização de Energia Elétrica visando ao Banco do Brasil - - - - 1.206 RCA de 28 de abril de 2008 JSCP 18.800 0,2517184000 0,2517184000 0,2768902000
atendimento de novas unidades consumidoras. A Lei nº 10.762, de 11 de novembro de 2003, Kreditanstalt fur Wiederaufbau – KfW - 1.263 8.243 9.506 13.228 RCA de 31 de julho de 2008 JSCP 18.800 0,2517184062 0,2517184062 0,2768902469
alterou a prioridade de atendimento aos municípios dando ênfase aos municípios com menor índice de Total moeda estrangeira - 1.263 8.243 9.506 14.434 RCA de 31 de outubro de 2008 JSCP 18.907 0,2531510589 0,2531510589 0,2784661648
eletrificação e limitou esses atendimentos a apenas novas unidades, ligadas em baixa tensão (inferior Subtotal 962 108.657 393.079 502.698 522.390 RCA de 31 de outubro de 2008 Dividendos 132.825 1,7784307080 1,7784307080 1,9562737788
a 2,3 kV), com carga instalada de até 50 kW. Operações com Swap - 209 (877) (668) (3.030) RCA de 30 de dezembro de 2008 JSCP 18.836 0,2522004202 0,2522004202 0,2774204622
No período 2004-2009 cerca de 820 mil (*) novas ligações foram realizadas na área de concessão Total 962 108.866 392.202 502.030 519.360 325.131
Continua...
...Continuação
O pagamento dos juros sobre o capital próprio será considerado ao final do exercício para cômputo do 28.2. CONTINGÊNCIAS ATIVAS  Custo com Energia Elétrica Comprada para Revenda
dividendo mínimo obrigatório. PIS/COFINS (Alargamento da Base de Cálculo) - A Companhia impetrou Mandado de Segurança com 2009 2008
O artigo 9º da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, permitiu a dedutibilidade, para fins de pedido de Liminar, em 21 de julho de 2004, em curso no Tribunal Regional Federal – 1ª Região, Energia Elétrica Comprada para Revenda R$ MWh R$ MWh
imposto de renda e da contribuição social, dos juros sobre o capital próprio pagos aos acionistas, arguindo a inconstitucionalidade da Lei nº 9.718/98, que incluiu na base de cálculo do PIS e da CHESF 89.685 1.233.920 221.040 2.898.328
calculados com base na variação da TJLP. COFINS as receitas derivadas de operações financeiras. Os consultores jurídicos da Companhia CEEE 9.595 125.771 8.560 118.765
O Conselho de Administração da Companhia encaminhou à Assembleia Geral Ordinária proposta de atribuem um ganho provável para a ação judicial. O montante estimado do crédito pleiteado a valor CESP 70.914 819.536 52.078 675.588
distribuição de dividendos no montante de R$ 112.180, correspondente a R$ 1,50200986790 por ação nominal, corresponde a R$ 16.753.O respectivo valor não está registrado contabilmente. COPEL 54.154 626.606 30.118 416.815
ordinária, e R$ 1,50200986790 por ação preferencial A e R$ 1,65221085469 por ação preferencial B. DUKE 13.138 158.017 12.729 159.208
De acordo com o previsto no estatuto social da Companhia, as ações preferenciais classe “A” terão
direito ao recebimento de um dividendo mínimo, não cumulativo, de 10% ao ano sobre o lucro líquido,
29 Outras Contas a Pagar ELETRONORTE
EMAE
43.647
2.933
536.685
36.947
42.235
2.532
540.395
34.131
e no reembolso do capital, sem prêmio. As ações preferenciais classe “B” terão direito ao recebimento Ref. 2009 2008 ENERGEST 3.681 43.808 3.659 35.649
de dividendos no mínimo 10% superiores àqueles atribuídos às ações ordinárias. Consumidores (1) 8.354 9.477 TRACTEBEL 56.304 436.889 - -
Empregados - adiantamento acordo coletivo 18 12 ENGUIA 2.138 50.351 - -
A base de cálculo para os dividendos mínimos obrigatórios é como segue: 2009 2008 TERMORIO 13.069 128.432 - -
Dividendos mínimos - sobre o lucro líquido Contribuição para custeio do serviço de iluminação pública - COSIP 959 3.230
Convênios 104 415 PETROBRAS 7.979 178.737 - -
Ações ordinárias 49.024 53.866 CEMIG GERAÇÃO 74.699 677.828 29.898 372.401
Ações preferenciais classe "A" 33.085 36.354 Caução em garantia (2) 4.507 2.389
FGTS conta empresa 129 129 FURNAS 159.780 1.946.845 129.782 1.701.755
Ações preferenciais classe "B" 604 663 LIGHT 8.643 134.493 8.490 135.396
Total 82.713 90.883 Encargos CBEE 1.824 2.203
Taxa Iluminação Pública - TIP 10.582 6.798 TERMOPERNAMBUCO 465.040 3.416.400 421.312 3.425.760
Dividendos mínimos - sobre o lucro líquido ajustado NCEnergia 8.503 56.060 5.928 39.621
Lucro líquido do exercício 435.525 466.313 Outras 4.657 5.737
Total 31.134 30.390 CCEAR (114) - - -
Incentivo fiscal SUDENE (82.898) (79.463) CCEE 37.119 165.032 21.608 99.993
Constituição da reserva legal (21.776) (23.316) Passivo Circulante 26.179 27.546
Passivo Não Circulante 4.955 2.844 PARCELA A 157.570 - (8.066) -
Amortização do ágio incorporado 65.711 67.265 CRÉDITOS PIS/COFINS (113.783) - (96.037) -
Reversão da provisão para manutenção do patrimônio líquido (43.369) (44.395) (1) Obrigações perante consumidores de energia elétrica decorrentes de antecipação de recursos para PROINFA 38.555 233.915 21.459 -
Benefício fiscal da amortização do ágio incorporado (22.342) (22.870) construção de obras em municípios ainda não universalizados, contas pagas em duplicidade, ajustes Encargos Serviço Sistema - ESS 9.955 - 39.842 -
Base de cálculo do dividendo 330.851 363.534 de faturamento e outros. OUTRAS 108.468 1.017.998 51.365 -
Dividendos mínimos obrigatórios 82.713 90.884 (2) Garantia constituída em espécie para assegurar o cumprimento do contrato, tanto no que diz Total 1.321.672 12.024.270 998.532 10.653.805
Dividendos e juros sobre capital próprio pagos e propostos: respeito a suas cláusulas operacionais, como na obrigatoriedade do pagamento dos encargos dos  Custo com Encargos de Uso do Sistema de Transmissão
Dividendos Intermediários - R$ 1,8553521 por ação ON e empregados das empresas fornecedoras de serviços. Encargos de uso do sistema de transmissão 2009 2008
R$ 1,8553521 por ação PNA e R$ 2,0408873 por ação
FURNAS 16.830 14.442
PNB (2008 R$ 1,7784307 por ação ON e R$ 1,7784307 por ação
PNA e R$ 1,9562738 por ação PNB) 138.570 132.825 30 Patrimônio Líquido CTEEP
ELETRONORTE
12.811
8.427
11.233
7.525
Juros sobre capital próprio - R$ 1,0724811 por ação ON e
R$ 1,0724811 por ação PNA e R$ 1,1797292 por ação Capital Social CHESF 47.955 41.304
PNB (2008 R$ 1,0087883 por ação ON e R$ 1,0087883 por ação O capital social autorizado da Companhia em 31 de dezembro de 2009 e 2008 é de R$ 700.000 e ELETROSUL 8.065 6.755
PNA e R$ 1,1096671 por ação PNB) 80.100 75.343 o integralizado é de R$ 590.174. CEMIG 4.921 3.762
Dividendos Propostos – R$ 1,5020099 por ação ON, R$ 1,5020099 por ação A composição do capital social realizado por classe de ações, sem valor nominal e principais acionistas CEEE 3.424 3.012
PNA e R$ 1,6522106 por ação PNB (2008 R$ 2,0802358 por ação ON e é a seguinte: ONS 3.689 -
R$ 2,0802358 por ação PNA e R$ 2,2882594 por ação PNB) 112.180 155.366 NOVATRANS 3.827 3.478
Nº de Ações (em Mil) TSN 4.103 3.632
Total Bruto 330.850 363.534 Ações Ordinárias Ações Preferenciais
Imposto de renda retido na fonte sobre os juros sobre capital próprio 15% (*). (544) (653) AFLUENTE 320 293
Acionistas Única % A % B % Total % COPEL 2.215 1.757
(*) Na parcela de acionistas imunes não ocorre a incidência de imposto de renda. Neoenergia S.A. 66.023 99,6 464 6,1 400 53,9 66.887 89,6
ETEO 1.325 -
A formação dos saldos é como segue: Outros 280 0,4 7.103 93,9 342 46,1 7.725 10,4
ENTE 1.648 -
Saldos em 31 de dezembro de 2008 220.410 Total 66.303 100,0 7.567 100,0 742 100,0 74.612 100,0
NTE 1.158 -
Dividendos e Juros sobre o Capital Próprio: EXPANSION 1.500 -
Declarados 220.541 R$ (em Mil)
Ações ordinárias Ações preferenciais ATE 3.535 -
Propostos 112.180 STN 1.322 -
Imposto de renda retido na fonte - IRRF (424) Acionistas Única % A % B % Total %
Neoenergia S.A. 522.236 99,6 3.670 6,1 3.164 53,9 529.070 89,6 EATE 3.244 2.850
Pagos no período (372.902) ITE 1.567 -
Prescritos (49) Outros 2.215 0,4 56.184 93,9 2.705 46,1 61.104 10,4
Total 524.451 100,0 59.854 100,0 5.869 100,0 590.174 100,0 CVAencargos (2.189) 18.739
Saldos em 31 de dezembro de 2009 179.756 Crédito PIS/COFINS (14.246) (12.189)
Cada ação ordinária dá direito a um voto nas deliberações da Assembleia Geral. As ações preferenciais Outros 21.506 30.908
27 Obrigações Estimadas de ambas as classes não têm direito de voto.
As ações preferenciais classe “A” terão direito ao recebimento de um dividendo mínimo, não
Total 136.956 137.501
 Custo e Despesa com Depreciação e Amortização
2009 2008 cumulativo, de 10% ao ano sobre o lucro líquido, e no reembolso do capital, sem prêmio. As ações Depreciação e Amortização 2009 2008
Imposto de Renda - 1.838 preferenciais classe “B” terão prioridade na distribuição de dividendo e reembolso do capital, somente Quota de depreciação e amortização no exercício 115.952 115.172
Contribuição Social - 3.724 após a distribuição de dividendos e reembolso de capital das preferenciais classe “A” e terão direito a (-) Depreciação e Amortização transferida para ordens em curso (1.634) (1.431)
Provisões Férias e 13º Salário 5.264 4.346 dividendos no mínimo 10% (dez por cento) maiores do que os atribuídos às ações ordinárias. (-) Crédito PIS/COFINS (6.216) 1.727
Encargos sobre Provisões de Férias e 13º Salário 3.314 2.752 Reserva de Incentivo Fiscal - SUDENE Depreciação e amortização residual no resultado 108.102 115.468
Provisão PLR 12.630 11.532 A legislação do imposto de renda possibilita que as empresas situadas na Região Nordeste e que atuam  Outros Custos e Despesas Operacionais
Outros 615 337 no setor de infra-estrutura, reduzam o valor do imposto de renda devido para fins de investimentos em Outras Despesas Operacionais 2009 2008
Total 21.823 24.529 projetos de ampliação da sua capacidade instalada, conforme determina o artigo 551, § 3º, do Decreto Seguros 739 590
Doações e contribuições 776 1.651
28 Contingências nº 3.000, de 26 de março de 1999. Por conta disso, a Companhia formalizou pleito à SUDENE e
obteve o deferimento da redução do imposto de renda e adicionais por intermédio do Laudo Constitutivo Recuperação de despesa (13.532) (12.613)
nº 0155/2005 – ADENE, emitido em 16 de junho de 2005. Órgãos de classe do setor elétrico 1.233 1.249
28.1. CONTINGÊNCIAS PASSIVAS Despesas de viagem 1.524 1.840
A Companhia apurou no exercício findo em 31 de dezembro de 2009, o valor de R$ 82.898
As provisões constituídas para contingências passivas, líquidas dos depósitos judiciais correspondentes, (R$ 79.463 em 2008) de incentivo fiscal SUDENE, calculado com base no Lucro da Exploração, Consumo próprio e energia elétrica 5.523 6.602
são compostas como segue: aplicando este incentivo, de redução de 75%, no imposto de renda apurado pelo Lucro Real. Propaganda e publicidade 1.560 1.318
2009 2008 Processo cível 6.322 9.839
(-) Depósitos Provisão Provisão Em atendimento à Lei nº 11.638/07 e Normas e Procedimentos da CVM nº 555, de 12 de dezembro de 2008,
que aprovou CPC 07 Subvenções e Assistências Governamentais, o valor correspondente ao incentivo SUDENE Alimentação 88 101
Contingências judiciais líquida líquida Multas ANEEL 4.564 2.344
Trabalhistas 16.841 (5.303) 11.538 8.613 apurado a partir da vigência da Lei foi contabilizado no resultado do exercício, e posteriormente transferido para
a Reservas de Lucro devendo somente ser utilizado para aumento de capital social ou para eventual absorção de Encerramento de ordem em curso 208 50
Cíveis 16.861 (4.863) 11.998 6.116 Outros 7.024 1.714
Fiscais 1.429 (2.632) (1.203) 739 prejuízos contábeis conforme previsto no artigo 545 do Regulamento de Imposto de Renda.
Total 16.029 14.685
Total 35.131 (12.798) 22.333 15.468 Reserva Especial de Ágio
Passivo circulante
Passivo Não Circulante
9.518
12.815
5.335
10.133
Essa reserva representa a formação da reserva especial do ágio como resultado da reestruturação
societária da Companhia, que gerou o reconhecimento do crédito fiscal diretamente no patrimônio.
36 Resultado na Desativação/Alienação de Bens e Direitos
Contingências (vide nota explicativa nº 13). Resultados na desativação/alienação de bens e direitos 2009 2008
Trabalhistas Cíveis Fiscais Total Reserva Legal Ganho na desativação/alienação de bens e direitos (1.213) (4.521)
Saldos em 31 de dezembro de 2008 13.059 12.911 2.224 28.194 A reserva legal é calculada com base em 5% de seu lucro líquido conforme previsto na legislação em Perda na desativação/alienação de bens e direitos 6.465 3.989
Constituição 15.250 6.586 - 21.836 vigor, limitada a 20% do capital social. Total 5.252 (532)
Baixas/reversão (12.948) (4.433) (795) (18.176)
Remuneração
Saldos em 31 de dezembro de 2009
1.480
16.841
1.797
16.861 1.429
- 3.277
35.131 31 Fornecimento e Suprimento de Energia Elétrica 37 Participações nos Resultados
A administração da Companhia, consubstanciada na opinião de seus consultores legais quanto A Companhia mantém o programa de participação dos empregados nos lucros e resultados, nos moldes
à possibilidade de êxito nas diversas demandas judiciais, entende que as provisões constituídas A composição do fornecimento de energia elétrica, por classe de consumidores é a seguinte:
Nº de consumidores MWh R$ da Lei nº 10.101/00 e artigo nº 189 da Lei nº 6.404/76, baseado em acordo de metas operacionais e
registradas no balanço são suficientes para cobrir prováveis perdas com tais causas. financeiras previamente estabelecidas com os mesmos. O montante desta participação para o exercício
2009 2008 2009 2008 2009 2008
Trabalhistas Consumidores: de 2009 foi de R$ 18.614 (R$ 18.159 em 2008).
Referem-se às ações movidas por ex-empregados contra a Companhia, envolvendo cobrança de Residencial 2.584.323 2.465.202 3.507.086 3.206.477 1.411.182 1.244.184
horas-extras, adicional de periculosidade, equiparação/reenquadramento salarial e outras, e também,
ações movidas por ex-empregados de seus empreiteiros (responsabilidade subsidiária e/ou solidária),
Industrial 13.521 12.901 2.080.274 2.097.377 718.983 659.456 38 Saldos e Transações com Partes Relacionadas
Comercial 193.793 184.921 1.921.286 1.819.448 870.010 792.894
envolvendo cobrança de parcelas indenizatórias e outras. Rural 174.979 168.487 531.103 548.402 118.603 112.726 2009 2008
Valor Expectativa Valor provisionado Poder Público 21.922 21.344 516.402 486.686 233.685 213.218 Empresas Ref Natureza de Operação Ativo Passivo Resultado Ativo Passivo Resultado
Contingência Trabalhista atualizado Instância de perda 2009 2008 Iluminação Pública 5.037 4.938 432.563 402.445 116.915 104.405 Amara Brasil (a) Adiantamento - AFAC
Ex-empregados da Companhia 6.318 1ª, 2ª e 3ª Provável 6.318 6.777 Serviço Público 1.629 1.581 548.332 528.135 171.377 154.155 Prestação de serviço
5.919 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Consumo Próprio 239 233 15.568 14.123 - - (almoxarifado) - 125 (1.927) - - -
10.719 1ª, 2ª e 3ª Remota - - Suprimento 33 38 18 8 (41) (148) - 125 (1.927) - - -
Ex-empregados de Empreiteiras 10.204 1ª, 2ª e 3ª Provável 10.204 6.281 Fornecimento não faturado - - - - 3.891 753 NC Energia (b) Adiantamento - AFAC
26.717 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Transferência para atividade Energia comprada - 1.286 (8.424) - 1.013 5.928
84 1ª, 2ª e 3ª Remota - - de distribuição - - - - (2.120.953) (1.758.963) Outras - 1 - - - -
Empregados 319 1ª, 2ª e 3ª Provável 319 - Subtotal 2.995.476 2.859.645 9.552.631 9.103.101 1.523.652 1.522.680 - 1.287 (8.424) - 1.013 5.928
542 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Receita (reversão) da Termopernambuco (c) Adiantamento - AFAC
Total 60.822 16.841 13.058 Recomposição Tarifária - - - - - (12.765) Energia comprada - 68.344 (465.040) - 57.937 421.312
Os valores foram atualizados monetariamente pela variação do índice de atualização de processos Receita (reversão) do Uso da Rede - 36 (423) - 34 391
trabalhistas, divulgado pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho acrescidos de juros de 1% a.m. Reposicionamento Tarifário - - - - (123.792) (88.938) - 68.380 (465.463) - 57.971 421.703
Cíveis Receita (reversão) da Energia Livre - - - - 9.773 (6.281) Afluente (d) Adiantamento - AFAC
Referem-se às ações de natureza comercial e indenizatória, movidas por pessoas físicas e pessoas Receita (reversão) de Energia comprada - 8 - - - -
jurídicas, envolvendo danos materiais e/ou danos morais. Ativo Regulatório - - - - (22.824) (8.747) Uso da Rede - 24 (320) - 37 293
Valor Expectativa Valor provisionado Subvenção à tarifa social Outras
Contingência Cível atualizado Instância de perda 2009 2008 baixa renda - - - - 161.459 137.780 - 32 (320) - 37 293
Clientes – Tarifas Plano Cruzado 3.010 1ª, 2ª e 3ª Provável 3.010 2.609 Total 2.995.476 2.859.645 9.552.631 9.103.101 1.548.268 1.543.729 Neoenergia Adiantamento - AFAC
9.762 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Dividendos - 147.621 - - 185.193 -
2.422 1ª, 2ª e 3ª Remota - - 32 Disponibilização do Sistema de Distribuição Juros sobre capital próprio -
-
18.012
165.633
-
-
-
-
16.879
202.072
-
-
Indenização por perdas 4.305 1ª, 2ª e 3ª Provável 4.305 5.583
57.087 1ª, 2ª e 3ª Possível - - A receita com Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição – TUSD refere-se basicamente à venda de Coelba (e) Adiantamento - AFAC
16.952 1ª, 2ª e 3ª Remota - - energia para consumidores livres com a cobrança de tarifa pelo uso da rede de distribuição. Uso da Rede 241 - 3.321 183 - -
Acidente terceiros/trabalho 3.595 1ª, 2ª e 3ª Provável 3.595 2.462 Saldos em 241 - 3.321 183 - -
42.634 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Ref. 2009 2008 Rio PCH I (f) Adiantamento - AFAC
1.368 1ª, 2ª e 3ª Remota - - Tarifa de Uso do Sistema Elétrico de Distribuição Energia comprada - 207 (1.374) - - -
Comerc. energia e produtos 1.887 1ª, 2ª e 3ª Provável 1.887 1.594 Receita de Uso da Rede Básica/Sistema de Conexão 52.586 45.374 - 207 (1.374) - - -
13.620 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Parcela de Ajuste - Revisão Tarifária da Transmissão 1.316 10.258 Neoserv (g) Adiantamento - AFAC
403 1ª, 2ª e 3ª Remota - - Transfer. Atividade de Comercialização (Consumidores Cativos) (a) 2.120.953 1.758.963 Prestação de serviço - 153 (2.899) - 205 1.861
Irregularidade de consumo 3.530 1ª, 2ª e 3ª Provável 3.530 - 2.174.855 1.814.595 - 153 (2.899) - 205 1.861
23.068 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Celpos (h) Adiantamento - AFAC
(a) Em atendimento ao Despacho ANEEL nº 1.618 de 23/04/2008, a Companhia efetuou a segregação Contrato de Mútuo - 152.533 (6.825) - 156.893 9.536
538 1ª, 2ª e 3ª Remota - - da receita de comercialização e distribuição utilizando uma “TUSD média” calculada a partir da TUSD
Empréstimo compulsório 12 1ª, 2ª e 3ª Provável 12 11 Outras - 45.348 (4.073) - 43.606 (6.157)
homologada para consumidores cativos. - 197.881 (10.898) - 200.499 3.379
1.331 1ª, 2ª e 3ª Possível - -
As principais condições relacionadas aos negócios entre partes relacionadas estão descritas a seguir:
Iluminação pública
65
-
1ª, 2ª e 3ª
1ª, 2ª e 3ª
Remota
Provável
-
-
-
- 33 Outras Receitas Operacionais 1) Contratos de Suprimento de Energia Elétrica nos mercados de:
3.765 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Contratação Bilateral (iniciais), aprovados pela ANEEL
2009 2008 b) NC Energia – Contratos nºs AM-002/2001 e AM-008/2001, com vigência até 2005, prorrogados
1.111 1ª, 2ª e 3ª Remota - - Renda da prestação de serviços 6.269 12.368
Negativação SPC e Serasa 9 1ª, 2ª e 3ª Provável 9 203 até 2011, corrigido anualmente pela variação do IGPM. Contrato nº CE10706NE/2009, com vigência
Arrendamentos e aluguéis 12.180 8.604 até 31 de dezembro de 2009.
- 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Serviço taxado 3.605 3.947
Societário Ações 477 1ª, 2ª e 3ª Provável 477 420 c) Termopernambuco S.A. – Contrato s/nº, com vigência até 2024, corrigido anualmente pela variação
Encargos CBEE (3) (10) do dólar, do IGPM dos combustíveis. Contrato nº 01/2007, com vigência até a extinção da concessão
1 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Taxa de iluminação pública 5.501 5.192
Racionamento de energia elétrica 11 1ª, 2ª e 3ª Provável 11 10 da CELPE, corrigido anualmente pela variação do IGPM.
Custo de adm. nas faturas de fraude 11.955 6.915 Contratação no Ambiente Regulado (CCEAR), através dos Leilões de Energia promovidos e
1.440 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Outras receitas 9.063 807
8 1ª, 2ª e 3ª Remota - - regulamentados pela ANEEL
48.570 37.823 f) Rio PCH I - Contratos nos CCEAR 3465-06 e CCEAR 3495-06, com vigência até 2038, corrigidos
Outras 25 1ª, 2ª e 3ª Provável 25 20
6.092 1ª, 2ª e 3ª Possível - - anualmente pela variação do IPCA.
2.459 1ª, 2ª e 3ª Remota - - 34 Compra e Venda de Energia de Curto Prazo no Âmbito da CCEE Contratos de Conexão do Sistema de Transmissão (CCT)
Total 200.987 16.861 12.912 c) Termopernambuco S.A. – Contrato nº 01/2007, com vigência até a extinção da concessão da
Os valores foram atualizados monetariamente pela variação do INPC acrescidos de juros de 1% a.m. 2009 2008 CELPE, corrigido anualmente pela variação do IGPM.
Compra MWh R$ MWh R$ 2) Contratos de Uso do Sistema de Distribuição (CUSD)
Clientes - Tarifas Plano Cruzado - Ações movidas por alguns consumidores industriais e comerciais CCEE (*) 165.032 37.119 99.993 21.608
questionando a legalidade da majoração da tarifa de energia elétrica ocorrida na vigência do Plano Total 165.032 37.119 99.993 21.608 e) COELBA – Contrato nº FCI 1302, com vigência até 2009, corrigido anualmente pela variação do IGPM.
Cruzado, conforme Portarias nº 38 e 45 do DNAEE, de 27 de janeiro e de 4 de março, ambas de 1986, 2009 2008 3) Contratos de Uso do Sistema de Transmissão (CUST)
e pleiteando a restituição de valores envolvidos. Venda MWh R$ MWh R$ d) Afluente – Contrato nº 092-2002, com vigência até 2030, corrigido anualmente mediante
Indenização por perdas - Trata-se de ações indenizatórias movidas por pessoas físicas e jurídicas CCEE (*) 209.200 40.055 82.178 5.375 regulamentação ANEEL.
em função das atividades da Concessionária. As ações envolvem pedidos de ressarcimento de danos Total 209.200 40.055 82.178 5.375 4) Contratos de Prestação de Serviços
morais e materiais em virtude de suspensão de fornecimento de energia e queima de equipamentos, (*) Compra e venda estimada referente ao mês de dezembro de 2009. a) Amara Brasil – Contrato nº 4600014541, com vigência até 15 de maio de 2011, corrigido
bem como pedido de ressarcimento por descumprimento contratual. Os montantes de receitas/despesas faturados e/ou pagos pelas concessionárias que tiveram excedente/falta de anualmente pela variação IPCA.
Comercialização de Energia, Serviços e Produtos - Referem-se a diversas ações cíveis e comerciais energia comercializados no âmbito da CCEE, foram informados pela mesma e referendados pela Companhia. g) NeoServ Ltda. – Contrato nº 46000013533, com vigência até 2010.
movidas por pessoas físicas e jurídicas, nas quais a Companhia é ré, envolvendo repetição de indébito, 5) Contrato de Benefício
revisão de débito de consumo medido e não medido (irregularidade de consumo), cancelamento de
débito, restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, anulação de dívida. 35 Custos e Despesas Operacionais h) CELPOS – Contrato s/nº, com vigência até dezembro de 2023, corrigido pelo INPC + 6% a.a.
A Companhia realiza vendas de energia a partes relacionadas, presentes em sua área de concessão
Acidente de terceiros/trabalho - Referem-se a diversas ações cíveis movidas por pessoas físicas, nas Os custos e as despesas operacionais têm a seguinte composição por natureza de gasto: (consumidores cativos).
quais a Companhia é ré, envolvendo danos morais e/ou danos materiais. A remuneração total dos administradores para o exercício findo em 31 de dezembro de 2009 foi de
2009 2008 R$ 2.467 (R$ 1.568 em 2008), a qual é considerada benefício de curto prazo. A Companhia mantém
Outras - Referem-se a litígios com agentes arrecadadores de contas de energia elétrica, bem como Custos de bens Despesas
demanda relativa à multa contratual com fornecedores de energia elétrica. ainda benefícios usuais de mercado para rescisões de contratos de trabalho.
e serviços Despesas gerais e
Fiscais vendidos com vendas administrativas Total Total
Referem-se às ações tributárias e impugnações de cobranças, intimações e autos de infração fiscal. Reclassificada 39 Instrumentos Financeiros
Valor Expectativa Valor provisionado Receita operacional líquida - - - 2.501.300 2.214.524
Contingência Fiscal atualizado Instância de perda 2009 2008 Custos/despesas operacionais Em atendimento à Deliberação CVM nº 566, de 17 de dezembro de 2008, que aprovou
ICMS - 1ª, 2ª e 3ª Provável - - Pessoal (68.786) (20.619) (43.126) (132.531) (115.084) o Pronunciamento Técnico CPC 14, e à Instrução CVM nº 475, de 17 de dezembro de 2008, a
111.448 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Administradores - - (2.911) (2.911) (1.568) Companhia efetuou uma avaliação de seus instrumentos financeiros, inclusive os derivativos.
ISS 383 1ª, 2ª e 3ª Provável 383 384 Entidade de previdência privada (2.249) (857) (8.155) (11.261) (6.157) Considerações gerais
22.988 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Material (10.693) 1.435 (642) (9.900) (12.797) Em 31 de dezembro de 2009, os principais instrumentos financeiros estão descritos a seguir:
1.250 1ª, 2ª e 3ª Remota - - Combustível para produção de energia (8.848) - - (8.848) (9.136)  Caixa e equivalentes de caixa – são classificados como destinados à negociação. O valor de mercado
CPMF - 1ª, 2ª e 3ª Provável - - Serviços de terceiros (65.921) (43.704) (35.875) (145.500) (161.184) está refletido nos valores registrados nos balanços patrimoniais.
2.708 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Taxa de fiscalização serviço energia  Títulos e valores mobiliários – são classificados como mantidos até o vencimento, e registrados contabilmente
CSLL 184 1ª, 2ª e 3ª Provável 184 184 elétrica – TFSEE (3.220) (2.337) - (5.557) (5.271) pelo custo amortizado. Os valores registrados equivalem, na data do balanço, aos seus valores de mercado.
10.461 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Energia elétrica comprada para revenda (1.321.672) - - (1.321.672) (998.532)  Consumidores, Concessionárias e Permissionárias e Títulos a Receber – decorrem diretamente das
TLF/IPTU - 1ª, 2ª e 3ª Provável - - Encargos de uso do sistema transmissão (136.956) - - (136.956) (137.501) operações da Companhia, são classificados como empréstimos e recebíveis, e estão registrados pelos
2.832 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Depreciação e amortização (97.823) (2.084) (8.195) (108.102) (115.468) seus valores originais, sujeitos à provisão para perdas e ajuste a valor presente, quando aplicável.
361 1ª, 2ª e 3ª Remota - - Arrendamentos e alugueis (490) (670) (257) (1.417) (2.559)  Fornecedores – decorrem diretamente das operações da Companhia e são classificados como
PIS/COFINS - 1ª, 2ª e 3ª Provável - - Tributos (677) (143) (435) (1.255) (1.232) passivos financeiros não mensurados ao valor justo.
10.757 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Provisões Líquidas - PCLD (741) (9.535) - (10.276) (36.438)  Empréstimos, financiamentos e debêntures
COFINS 372 1ª, 2ª e 3ª Provável 372 1.166 Provisões Líquidas - Contingências - - (9.634) (9.634) (8.560) O principal propósito desse instrumento financeiro é gerar recursos para financiar os programas de expansão
10.099 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Provisão para perda RTE - - - - 52 da Companhia e eventualmente gerenciar as necessidades de seus fluxos de caixa no curto prazo.
IRPJ 490 1ª, 2ª e 3ª Provável 490 490 Provisão para perda Energia Livre - - - - (865)  Empréstimos e financiamentos em moeda nacional – são classificados como passivos financeiros
310.954 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Provisões atuariais - - (4.667) (4.667) (3.524) não mensurados ao valor justo, e estão contabilizados pelos seus valores contratuais, e
10.455 1ª, 2ª e 3ª Remota - - Provisões perda regulatória - - - - (7.799) atualizados pela taxa efetiva de juros da operação. Os valores de mercado destes empréstimos
INSS - 1ª, 2ª e 3ª Provável - - Outros 4.208 (7.793) (12.442) (16.027) (14.685) são equivalentes aos seus valores contábeis, por se tratarem de instrumentos financeiros com
7.241 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Total custos / despesas operacionais (1.713.868) (86.307) (126.339) (1.926.514) (1.638.308) características exclusivas oriundas de fontes de financiamento específicas para financiamento de
Taxas Diversas 8.159 Administrativa Possível - - Resultado do Serviço (1.713.868) (86.307) (126.339) 574.786 576.216 investimentos em distribuição de energia, com custos subsidiados, em sua maioria atrelados à
3.874 Administrativa Remota - - Resultado Financeiro - - - (68.991) (23.494) TJLP – Taxa de Juros do Longo Prazo ou com taxas pré-fixadas.
Outras - 1ª, 2ª e 3ª Provável - - Juros sobre capital próprio - - - (80.100) (75.343)  Debêntures em moeda nacional – são classificados como passivos financeiros não mensurados ao valor
39.208 1ª, 2ª e 3ª Possível - - Resultado na Alienação/Desativação de justo, e estão contabilizados pelos seus valores contratuais, e atualizados pela taxa efetiva de juros da
Total 554.224 1.429 2.224 Bens e Direitos - - - (5.251) 532 operação. Para fins de divulgação, as debêntures tiveram seus valores de mercado calculados com base
Os valores foram atualizados monetariamente pela variação da taxa SELIC. Lucro antes do Imposto de Renda e em taxas de mercado secundário da própria dívida ou dívida equivalente, divulgadas pela ANDIMA,
ISS - Refere-se à discussão sobre a não-exigibilidade de créditos relativos a autos de infração lavrados Contribuição Social (1.713.868) (86.307) (126.339) 420.444 477.911 sendo utilizado como projeção dos seus indicadores as curvas da BM&F em vigor na data do balanço.
pela Prefeitura do Recife e algumas prefeituras de cidades do interior do estado, exigindo ISS sobre  Custo e Despesa de Pessoal  Empréstimos, financiamentos em moeda estrangeira – coerentes com a política financeira do Grupo
serviços taxados e serviços prestados por terceiros. Pessoal 2009 2008 Neoenergia e da Companhia, são considerados como itens objeto de hedge, de acordo com a metodologia
Remunerações 76.331 71.195 de contabilidade de operação hedge (hedge accounting), e estão contabilizados pelos seus valores de
COFINS - Procedimentos resultantes de autuação fiscal, pela Secretaria da Receita Federal, envolvendo mercado. Os valores justos são calculados projetando os fluxos futuros das operações (ativo e passivo)
a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS, ainda em julgamento perante as Encargos sociais 33.030 30.323
Auxílio-alimentação 6.441 5.473 utilizando as curvas da BM&F e trazendo esses fluxos a valor presente utilizando a taxa DI futura da BM&F.
instâncias administrativas fiscais.  Instrumentos financeiros derivativos – as operações com derivativos têm por objetivo a proteção
Convênio assistencial e outros benefícios 2.457 1.828
IRPJ - Refere-se a autos de infração nos quais se discute lucro inflacionário acumulado, realizado em Provisão para férias e 13º salário 14.812 13.155 contra variações cambiais nas captações realizadas em moeda estrangeira, sem nenhum caráter
valor inferior ao limite mínimo obrigatório, compensação e antecipação, todos ainda em julgamento Plano de saúde 9.032 3.319 especulativo. Dessa forma, são considerados como instrumentos de hedge, de acordo com a
perante as instâncias administrativas fiscais. Contencioso trabalhista 5.566 3.111 metodologia de contabilidade de operação hedge (hedge accounting), e estão contabilizados pelos
ICMS - Autuação que ensejou a discussão sobre valor do desconto, mediante o limite da legislação em Participação nos resultados 18.614 18.159 seus valores de mercado. Os valores justos são calculados projetando os fluxos futuros das operações
vigor permitido, e autuação sobre isenções. Encerramento de ordem em curso 772 609 (ativo e passivo) utilizando as curvas da BM&F e trazendo esses fluxos a valor presente utilizando a
Outras - Procedimentos resultantes de autuação fiscal, pela Secretaria da Receita Federal, envolvendo a (-) Transferências para ordens (34.524) (32.088) taxa DI futura da BM&F.
CSLL e outros tributos, ainda em julgamento perante as instâncias administrativas fiscais. Total 132.531 115.084 Os valores contábeis e de mercado dos instrumentos financeiros da Companhia em 31 de dezembro
Continua...
...Continuação
de 2009 e 2008 são como segue:
Ativos (Passivos)
A Companhia possui instrumentos derivativos com objetivo exclusivo de proteção econômica e
42 Seguros
2009 2008 financeira contra a variação cambial utilizando swap Euro para CDI não possuindo derivativos
A especificação por modalidade de risco e data de vigência dos principais seguros, de acordo com os
Contábil Mercado Contábil Mercado corretores de seguros contratados pela Companhia está demonstrada a seguir:
Caixa e equivalentes de caixa 90.168 90.168 131.300 131.300 exóticos ou outras modalidades de derivativos. A política da Companhia não permite a utilização de
Riscos Data da vigência Importância Prêmio (R$)
Títulos e valores mobiliários 104.355 104.355 75.632 75.632 Riscos nomeados - subestações e usinas 08/10/09 A 08/10/10 112.344 291
Consumidores, conc. e perm. e títulos instrumentos financeiros derivativos com propósitos especulativos.
Riscos nomeados - imóveis próprios e locados 08/10/09 A 08/10/10 112.545 291
a receber (líquido da PCLD) 1.128.005 1.128.005 962.325 962.325 Responsabilidade civil geral - operações 08/10/09 A 08/10/10 - 394
Empréstimos e financiamentos em moeda nacional (493.192) (493.192) (507.955) (507.955) As operações de “hedge” são contratadas para a totalidade do endividamento em moeda estrangeira, de Transporte nacional 08/10/09 A 08/10/10 - -
Debêntures em moeda nacional (639.238) (635.371) (641.872) (622.918)
Empréstimos, financ. e debêntures em moeda Transporte nacional de óleo diesel 08/10/09 A 08/10/10 - -
forma que os ganhos e perdas dessas operações decorrentes da variação cambial sejam compensados
estrangeira (9.506) (9.506) (14.434) (14.434) Transporte internacional 08/10/09 A 08/10/10 - -
Instrumentos de derivativos 668 668 3.030 3.030 pelos ganhos e perdas equivalentes das dívidas em moeda estrangeira. Veículos 08/10/09 A 08/10/10 - 24
Os seguros da Companhia são contratados conforme a respectiva Política de Gerenciamento de Riscos
e Seguros vigentes, com as principais apólices descritas a seguir:
Os contratos de derivativos vigentes em 31 de dezembro de 2009 e 2008 são como segue: Riscos nomeados – imóveis próprios, locados (de/ou para terceiros), almoxarifados e subestações e usina
Valores de Referência – pela apólice contratada estão cobertos os principais equipamentos das subestações e usina, com seus
Moeda Estrangeira Moeda Local Valor Justo Efeito acumulado respectivos valores segurados e limites máximos de indenização. Tem cobertura securitária básica contra
2009 incêndio, queda de raio e explosão de qualquer natureza e cobertura adicional contra danos elétricos.
Valor a Responsabilidade civil geral – cobertura às reparações por danos involuntários, pessoais e/ou materiais
Data dos Data de receber/recebido causados a terceiros, em consequência das operações comerciais e/ou industriais da Companhia. O
Descrição Contraparte contratos vencimento Posição 2009 2008 2009 2008 2009 2008 - a pagar/pago limite máximo a indenizar por evento é de R$ 4.000.
Contratos de swaps: Transporte (Nacional e Internacional) – garante o pagamento de uma indenização ao segurado caso
Swap os bens (novos ou usados) em trânsito, transportados através das vias marítimas, fluviais, lacustres,
Ativa Banco Citibank 30/06/08 30/06/26 Euro + 2% a.a. USD 414 USD 414 R$ 990 R$ 1.047 990 1.329 aéreas, rodoviárias ou ferroviárias; devidamente averbados, sofram uma avaria (sinistro), em qualquer
Passiva 72,5% do CDI 961 1.018 localidade do território nacional (transporte nacional) ou no exterior (transporte internacional).
29 311 (29) Veículos – coberturas básicas de responsabilidade civil facultativa de veículos, casco e acidentes
Swap pessoais coletivos, e coberturas adicionais de quebra de vidros, assistência 24 horas e carro reserva
Ativa Banco Citibank 30/06/08 30/06/16 Euro + 4% a.a. USD 3.845 USD 3.845 R$ 8.516 R$ 9.716 8.516 11.899 por sete dias em caso de sinistro ou roubo.
Passiva 92% do CDI 7.877 9.113
639 2.786 (639) 43 Ressarcimento do ICMS sobre Aquisição de Combustíveis por Conta da CCC
Contrato a Termo:
Comprada Banco Itaú BBA 30/12/08 30/06/09 Dólar USD 507 1.252 - 1.185 A Companhia constitui créditos de ICMS relativos às aquisições de combustíveis por conta da CCC para
Vendida Reais - 1.252 operação do sistema isolado instalado em Fernando de Noronha – PE.
- (67)
Total 668 3.030 (668) 44 Questões Ambientais
A CELPE pauta sua conduta pela preservação do Meio Ambiente e respeito à legislação ambiental. As
40 Compromissos ações voltadas para a sustentabilidade são diversas e cada vez mais arraigadas ao negócio da Empresa.
Consoante facultado pela Deliberação CVM nº 566, de 17 de dezembro de 2008, que aprovou o Em 2009, dentre as ações voltas à preservação do meio ambiente destacam-se:
pronunciamento técnico CPC 14, a Companhia contabilizou os instrumentos derivativos de acordo
Os compromissos da Companhia relacionados a contratos de longo prazo para compra de energia são  Rede Compacta/Linha Verde
com a metodologia de contabilidade de operação hedge (hedge accounting). Por essa metodologia, Uma das ações de grande importância na preservação ambiental é a utilização de redes
os impactos na variação do valor justo dos derivativos utilizados como instrumento de hedge são como segue:
protegidas. Cabos elétricos protegidos evitando acidentes por contato com arvores, reduzindo a
reconhecidos no resultado de acordo com o reconhecimento do item que é objeto de hedge. Os hedges Vigência 2011 2012 2013 2014 2015 Após 2015 necessidade de poda da arborização e melhorando o desempenho do sistema elétrico. Em 2009,
da Companhia foram avaliados como efetivos. CELPE 2009 a 2042 1.609.121 1.813.982 1.829.289 1.637.311 1.663.145 26.241.281 os investimentos foram na ordem de R$ 22.022 (R$ 49.880 em 2008), com a implantação de
Os derivativos da Companhia (instrumentos financeiros derivativos destinados a hedge) e as dívidas em Os valores relativos aos contratos de compra de energia, cuja vigência variam de 1 a 30 anos, representam o 195,49 km de rede de baixa tensão e 50,76 km de média tensão.
moeda estrangeira da Companhia (respectivos itens objeto de hedge) foram ajustados ao valor justo. A volume total contratado pelo preço corrente no final do exercício de 2009, e foram homologados pela ANEEL.  Conservação de Energia
valorização ou a desvalorização do valor justo do instrumento destinado a hedge e do item objeto de hedge Visando a educação ambiental e a preservação dos recursos naturais, a Companhia vem
foram registradas em contrapartida da conta de receita ou despesa financeira, no resultado do exercício. 41 Plano Previdenciário e Outros Benefícios aos Empregados investindo em projetos de eficiência energética, conforme obrigatoriedade estabelecida em
Fatores de Risco contrato de concessão de energia.
 Riscos financeiros A Companhia é patrocinadora da Fundação Celpe de Seguridade Social - CELPOS, pessoa jurídica A CELPE investe em projetos de diagnósticos e eficientização das instalações de clientes dos poderes
 Risco de Moeda Estrangeira de direito privado, sem fins lucrativos, que tem por finalidade principal propiciar aos seus associados públicos e privados, instituições beneficentes e educacionais e prédios tombados pelo Patrimônio Histórico.
Esse risco decorre da possibilidade da perda por conta de elevação nas taxas de câmbio, que aumentem Além de sensibilizar os clientes com o programa de Eficiência Energética, a CELPE doa
participantes, e aos seus beneficiários, uma renda pecuniária de suplementação de aposentadoria e equipamentos eficientes (geladeiras e lâmpadas), capacita agentes comunitários e municipais das
os saldos de passivo de empréstimos e financiamentos em moeda estrangeira captados no mercado. A pensão em conformidade com planos de benefícios previdenciários a que estiverem vinculados.
Companhia, visando assegurar que oscilações significativas nas cotações das moedas a que está sujeito prefeituras e promove ações educacionais nas universidades, escolas e comunidades carentes,
seu passivo em moeda estrangeira não afetem seu resultado e fluxo de caixa, possui em 31 de dezembro No exercício de 2005 foi aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar - SPC/MPS por meio com investimento na ordem de R$ 15.387 em 2009 (R$ 2.781 em 2008).
de 2009, operações de “hedge” cambial, representando 100% do endividamento em moeda estrangeira. da Portaria nº 285 de 29 de novembro de 2005, publicada no Diário Oficial da União de 30 de Outras ações pertinentes à Política de Meio Ambiente da Companhia visando à prevenção e
No exercício findo em 31 de dezembro de 2009 a Companhia apurou um resultado negativo nas novembro de 2005, o Regulamento que tem por finalidade instituir o Plano Misto I de Benefícios, minimização dos impactos ambientais causados pelo desempenho de suas atividades: apoio ao
operações de “hedge” cambial no montante de R$ 6.880 (R$ 2.886, resultado negativo em 31 doravante designado Plano CD, estabelecendo normas, pressupostos, condições e requisitos para a Projeto TAMAR, que busca a proteção das tartarugas marinhas no Brasil. A atualização do Manual
de dezembro de 2008). concessão dos benefícios previdenciários. de Comportamento Ambiental, um documento de extrema importância para os colaboradores,
Vide abaixo análise de sensibilidade do risco taxa de câmbio, demonstrando os efeitos no resultado da Em 29 de dezembro de 2005 foi aprovada a data de 31 de janeiro de 2006, para entrada em vigor com os principais procedimentos e condutas que são recomendados aos profissionais desse tema.
variação nos cenários: do Plano CD, com prazo de 90 dias, a contar daquela data, para as adesões. Em cumprimento ao que Ativo Resultado
Quadro 1 - Risco de Variação Cambial 2009 determina a legislação vigente, o novo plano de benefícios foi oferecido aos participantes que ainda não 2009 2008 2009 2008
R$ Mil se encontram em benefício e aos futuros. O processo de adesão, por parte dos atuais participantes foi Recursos Aplicados 46.686 72.435 4.223 3.949
Operação Risco Cenário provável Cenário (II) Cenário (III) de forma voluntária, resultando na adesão de aproximadamente 22%. Em 2009, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) manteve sua certificação, com base na versão
ATIVOS E PASSIVOS FINANCEIROS ABNT NRB ISO 14001: 2004. Os processos abrangidos pelo SGA são: no Edifício Sede - atividades
Foi aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar - SPC/MPS através do Ofício nº 2716/2005/ administrativas, de saúde e segurança no trabalho, aquisição de produtos e serviços, manutenção
KFW 1 EUR (14) (262) 0 SPC/DETEC/CGAT, de 30 de dezembro de 2005, o Novo Regulamento do Plano de Benefícios Definidos -
Swap Ponta Ativa - KFW 1 EUR 14 262 0 predial, planejamento de linhas de transmissão e subestações, recrutamento e desenvolvimento
Plano BD visando adequar-se às Leis Complementares nº 108 e 109 de 29 de maio de 2001. A sua profissional; na Usina Tubarão, em Fernando de Noronha, o processo de geração de energia, além da
KFW 2 EUR (50) (2.179) 0
Swap Ponta Ativa - KFW 2 EUR 50 2.179 0 vigência, nos termos do Art. nº 63 do citado Regulamento ocorreu na mesma data de entrada em vigor manutenção das subestações Pina, Beberibe, João de Barros, Dom Avelar e São Caetano.
do Plano CD, ou seja, 31 de janeiro de 2006, ficando a partir dessa data fechado a novas adesões.
Referência para ATIVOS E PASSIVOS
Dólar USD/R$
Apreciação da taxa em
0
25%
0,000
50%
0,000 A Secretaria de Previdência Complementar - SPC/MPS aprovou através da Portaria nº 3008, de 17 de 45 DRE por Atividade – Não Auditada
Euro EUR/R$ 3 3,134 3,761 agosto de 2009, o Novo Regulamento do Plano Misto I de Benefícios (CELPOS CD), para permitir a
 Risco de encargos de dívida abertura do novo processo de migração dos participantes do Plano BD para este plano. O novo prazo Em atendimento ao Manual de Contabilidade do Serviço Público de Energia Elétrica, estabelecido pela Resolução
ANEEL nº 444/2001, apresentamos a demonstração de resultado por segmentos de negócios operacionais.
Este risco é oriundo da possibilidade da Companhia vir a incorrer em perdas por conta de flutuações nas taxas de migração é de doze meses, iniciado em novembro/2009 e encerrando em outubro/2010. O novo 2009
de juros ou outros indexadores de dívida, que aumentem as despesas financeiras relativas a empréstimos e regulamento entrou em vigor a partir de 1º de novembro de 2009, conforme deliberação do Conselho DRE POR ATIVIDADE GER DIS COM ATV TOTAL
financiamentos captados no mercado, ou diminuam a receita financeira relativas às aplicações financeiras Deliberativo da CELPOS, em reunião realizada no dia 15 de setembro de 2009.
da Companhia. A Companhia não tem pactuado contratos de derivativos para fazer “swap” contra este Fornecimento de energia elétrica - - 1.548.268 - 1.548.268
Durante o exercício, findo em 31 de dezembro de 2009, a Companhia efetuou contribuições a CELPOS Energia Elétrica Curto Prazo – CCEE - - 40.055 - 40.055
risco, porém, monitora continuamente as taxas de juros de mercado com o objetivo de avaliar a eventual
necessidade de contratação de derivativos para se proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas. no montante de R$ 14.713 (R$ 6.715 em 2008). Disponibilização do sistema de transmissão e distribuição - 2.174.191 664 - 2.174.855
As contribuições provisionadas durante o exercício foram as seguintes: Outras receitas operacionais 2 32.385 16.183 - 48.570
Vide abaixo análise de sensibilidade do risco de encargos de dívida, demonstrando o efeito no resultado Receita operacional 2 2.206.576 1.605.170 - 3.811.748
das variações nos cenários: 2009 2008
Custo do Imobilizado em Curso 379 307 ICMS - (471.959) (341.908) - (813.867)
Risco de Deterioração dos Encargos Financeiros 2009 PIS - (35.773) (26.091) - (61.864)
R$ Mil Despesas Operacionais 10.882 5.850
Total 11.261 6.157 COFINS - (165.208) (119.516) - (284.724)
Operação Risco Cenário provável Cenário (II) Cenário (III) ISS - (666) (481) - (1.147)
ATIVOS FINANCEIROS Com o propósito de anular o passivo atuarial correspondente à parcela apropriada ao resultado, Quota para reserva global de reversão - RGR - (16.324) (11.841) - (28.165)
Aplicações financeiras CDI 2.766 4.555 6.344 equivalente a 4/5, a Companhia firmou com a Celpos, no exercício de 2001, um instrumento contratual Conta de Desenvolvimento Energético - CDE - (10.930) (7.958) - (18.888)
Títulos e valores mobiliários CDI 1.931 4.276 6.621 previsto para ser amortizado até o ano de 2022, de valores referentes às reservas a amortizar e a outros
PASSIVOS FINANCEIROS Conta de Consumo de Combustível - CCC - (77.431) - - (77.431)
passivos atuariais a amortizar existentes. Programa de Eficiência Energética - PEE - (7.062) (5.121) - (12.183)
Empréstimos, Financiamentos e Debêntures
BNDES/FINEM TJLP (4.132) (6.360) (8.588) Os valores estão apresentados da seguinte forma: Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FNDCT - (2.824) (2.049) - (4.873)
FINEP TJLP (110) (438) (766) Circulante Não circulante Empresa de Pesquisa Energética – EPE - (1.413) (1.024) - (2.437)
CEF COHAB (1) (1) (1) 2009 2008 2009 2008 Pesquisa e Desenvolvimento – P&D - (2.824) (2.049) - (4.873)
1ª Emissão Debêntures CDI (2.210) (4.231) (6.252) Contrato de reconhecimento de dívida Encargos CBEE - - 3 - 3
2ª Emissão Debêntures - 1ª série CDI (7.777) (15.595) (23.413) Benefícios a conceder 10.987 10.554 141.546 146.338 Deduções da Receita operacional - (792.414) (518.035) - (1.310.449)
2ª Emissão Debêntures - 2ª série IGPM (927) (2.064) (2.160) Subtotal 10.987 10.554 141.546 146.338 RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 2 1.414.162 1.087.135 - 2.501.299
3ª Emissão Debêntures CDI (3.730) (7.560) (11.389) Contribuição da patrocinadora Custo do serviço de energia elétrica 450 (340.824) (1.458.628) - (1.799.002)
BB REN MN - BNDES TJLP (45) (72) (100) Obrigação atuarial - - 39.387 41.048 Custo com energia elétrica - - (1.458.628) - (1.458.628)
BB REN MN - ELETROBRAS IGPM (242) (492) (513) Participação ativos 4.885 2.025 - - Energia elétrica comprada para revenda - - (1.321.672) - (1.321.672)
Derivativos Encargos de uso do sistema de transmissão - - (136.956) - (136.956)
Desligados PDV 726 112 349 421 Custo de operação 450 (336.806) - - (336.356)
Swap Ponta Passiva - KFW 1 CDI (31) (52) (74) Subtotal 5.611 2.137 39.736 41.469
Swap Ponta Passiva - KFW 2 CDI (335) (513) (691) Pessoal (169) (105.032) - - (105.201)
Referência para ATIVOS FINANCEIROS Apreciação da taxa em 25% 50% Total 16.598 12.691 181.282 187.807 Entidade de previdência privada - (2.249) - - (2.249)
CDI (%) 9,9 12,3 14,8 Deliberação CVM nº 371 - Contabilização dos Planos de Pensão Material (178) (9.357) - - (9.535)
Referência para PASSIVOS FINANCEIROS Apreciação da taxa em 25% 50% Na avaliação atuarial do plano de benefício definido, em 13 de dezembro de 2000 foi adotado o Combustível para produção de energia elétrica (8.848) - - - (8.848)
TJLP (%) 6,1 7,7 9,2 método do crédito unitário projetado, conforme definido pela Interpretação Técnica do IBRACON nº Serviços de terceiros (764) (87.429) - - (88.193)
TR (%) 0,7 0,9 1,1 01/01, referendada pela CVM por meio do Oficio Circular CVM/SEP/SNC/ nº 01/2002. Taxa de fiscalização serviço energia elétrica - TFSEE - (3.220) - - (3.220)
IGPM (%) (1,7) (1,3) (0,9) A Companhia optou por registrar o ajuste dos passivos referentes ao complemento do serviço passado do Depreciação e amortização 4.519 (107.848) - - (103.329)
CDI (%) 9,9 12,3 14,8 plano em bases prospectivas diretamente no resultado em até 5 anos. A Companhia conservadoramente Provisões operacionais (líquidas de reversões) (74) (10.087) - - (10.161)
Risco de Deterioração das Receitas Financeiras 2009 Arrendamentos e aluguéis (1) (660) - - (661)
R$ Mil apropriou 4 anos, no total de R$ 112.112, e a parcela final, de R$ 25.035, em setembro de 2006. Tributos (1) (883) - - (884)
Operação Risco Cenário provável Cenário (II) Cenário (III) O parecer atuarial da CELPOS, emitido por atuário independente, considerando a situação econômico- Outros custos 5.966 (10.041) - - (4.075)
ATIVOS FINANCEIROS financeira da fundação em 31 de dezembro de 2009 e 2008, está resumido a seguir, bem como as Custo de Serviço Prestado a Terceiros - (4.018) - - (4.018)
Aplicações financeiras CDI 2.766 977 (812) demais informações requeridas pela Deliberação CVM nº 371, de 13 de setembro de 2000: LUCRO OPERACIONAL BRUTO 452 1.073.338 (371.493) - 702.297
Títulos e valores mobiliários CDI 1.931 (415) (2.760) CELPOS Despesas operacionais - - (127.512) - (127.512)
PASSIVOS FINANCEIROS 2009 2008 Despesas com vendas - - (127.512) - (127.512)
Empréstimos, Financiamentos e Debêntures Plano de benefícios definido Reclassificado RESULTADO DO SERVIÇO 452 1.073.338 (499.005) - 574.785
1ª Emissão Debêntures CDI (2.210) (189) 1.832 Valor presente das obrigações atuariais com direitos já vencidos 563.943 555.817 Resultado financeiro (16) (106.694) 37.719 - (68.991)
2ª Emissão Debêntures - 1ª série CDI (7.777) 42 7.860 Valor presente das obrigações atuariais com direitos a vencer 150.558 152.329 Receita 88 29.550 72.442 - 102.080
3ª Emissão Debêntures CDI (3.730) 99 3.929 Obrigação atuarial total com o plano 714.501 708.146 Renda de aplicações financeiras 64 12.970 6.344 - 19.378
Derivativos Juros, comissões e acréscimo moratório de energia - - 40.392 - 40.392
Swap Ponta Passiva - KFW 1 CDI (31) (9) 13 Valor justo dos ativos do plano (438.320) (385.012)
Valor presente das obrigações atuariais líquidas 276.181 323.134 Remuneração financeira ativos regulatórios - - 16.208 - 16.208
Swap Ponta Passiva - KFW 2 CDI (335) (156) 22 Variação monetária 2 5.658 4.268 - 9.928
Referência para ATIVOS FINANCEIROS Diminuição da taxa em 25% 50% Passivo (ativo) líquido no balanço patrimonial (192.596) (188.686)
Valor do custo do serviço passado ainda não reconhecido no balanço 83.585 134.448 Variação cambial 16 3.258 1.295 - 4.569
CDI (%) 9,88 7,41 4,94 Operações Swap 4 610 286 - 900
Referência para PASSIVOS FINANCEIROS Depreciação da taxa em 25% 50% Limite do “corredor” para reconhecimento no resultado 71.450 70.815
Outras receitas financeiras 2 7.054 3.649 - 10.705
CDI (%) 9,88 7,41 4,94 Valor superior ao limite do corredor 12.135 63.633
Despesa (104) (136.244) (34.723) - (171.071)
Essas análises de sensibilidade tem por objetivo ilustrar a sensibilidade a mudanças em variáveis de Tempo médio dos serviços futuros dos participantes ativos 7,7 8,3 Encargos de dívida (líquido de R$ 3.402 transferido
mercado nos instrumentos financeiros da Companhia. As análises de sensibilidade acima demonstradas Valor a ser provisionado anualmente 1.570 7.672 para custo obra - nota 17) (46) (114.285) (4.740) - (119.071)
são estabelecidas com o uso de premissas e pressupostos em relação a eventos futuros. A Administração CELPOS Remuneração financeira passivos regulatórios - - (22.454) - (22.454)
da Companhia revisa regularmente essas estimativas e premissas utilizadas nos cálculos. Não obstante, 2010 2009 Variação monetária (29) (10.898) (4.002) - (14.929)
a liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos Custo esperado do plano previdenciário de benefício definido Variação cambial (3) (973) (423) - (1.399)
estimados devido à subjetividade inerente ao processo utilizado na preparação dessas análises. Custo do serviço corrente 5.230 4.988 Operações Swap (12) (2.881) (1.467) - (4.360)
 Riscos operacionais Juros sobre a obrigação atuarial 73.975 74.542 Outras despesas financeiras (14) (7.207) (1.637) - (8.858)
 Risco de crédito Rendimento esperado sobre os ativos do plano (45.952) (52.465) Juros sobre capital próprio a pagar - (80.100) - - (80.100)
O risco surge da possibilidade da Companhia vir a incorrer em perdas resultantes da dificuldade Custos de amortizações 7.672 1.570 Resultado na Alienação/Desativação Bens e Direitos - (5.528) 276 - (5.252)
de recebimento de valores faturados a seus consumidores, concessionárias e permissionárias. Contribuição dos empregados (2.763) (3.561) LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL 436 881.016 (461.010) - 420.442
Para reduzir esse tipo de risco e para auxiliar no gerenciamento do risco de inadimplência, a IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Companhia monitora as contas a receber de consumidores realizando diversas ações de cobrança, Custo esperado estimado para o ano 2010/2009 38.162 25.074
incluindo a interrupção do fornecimento, caso o consumidor deixe de realizar seus pagamentos. CELPOS Imposto de renda - corrente - (102.537) (14.680) - (117.217)
No caso de consumidores o risco de crédito é baixo devido à grande pulverização da carteira. Principais premissas atuariais 2009 2008 Contribuição social - corrente - (25.865) (18.732) - (44.597)
 Risco de vencimento antecipado Taxa de desconto para valor presente da obrigação atuarial 10,77% 10,77% Imposto de renda incentivo SUDENE - 82.898 - - 82.898
Taxa de rendimento esperada sobre os ativos do plano 12,36% 12,36% Imposto de renda - diferido - 14.866 11.781 - 26.647
A Companhia possui contratos de empréstimos, financiamentos e debêntures com cláusulas Contribuição social - diferido - 5.352 4.241 - 9.593
restritas que, em geral, requerem a manutenção de índices econômico-financeiros em Índice estimado de aumentos salariais futuros 5,83% 5,83%
determinados níveis (“covenants” financeiros). O descumprimento dessas restrições pode implicar Reajuste de benefícios concedidos de prestação continuada 4,50% 4,50% Amortização ágio e reversão PMIPL - - - (22.342) (22.342)
em vencimento antecipado da dívida (vide notas explicativas nºs 23 e 24). Fator de capacidade benefício/salário 98,00% 98,00% LUCRO ANTES DA REVERSÃO DOS JUROS SOBRE O
 Risco quanto à escassez de energia Tábua geral de mortalidade UP-94 UP-94 CAPITAL PRÓPRIO 436 855.730 (478.400) (22.342) 355.424
Tábua de mortalidade de inválidos UP-84 UP-84 Reversão dos juros sobre capital próprio a pagar - 80.100 - - 80.100
O Sistema Elétrico Brasileiro é abastecido predominantemente pela geração hidroelétrica. Um LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 436 935.830 (478.400) (22.342) 435.525
período prolongado de escassez de chuva, durante a estação úmida, reduzirá o volume de água Tábua de entrada de invalidez LIGHT- MÉDIA LIGHT- MÉDIA
As receitas e despesas vinculadas às atividades de produção, transmissão e distribuição são alocadas
nos reservatórios dessas usinas, trazendo como conseqüência o aumento no custo na aquisição Outros Benefícios
diretamente às unidades operativas, e as vinculadas à administração central são alocadas às unidades
de energia no mercado de curto prazo e na elevação dos valores de Encargos de Sistema em de- Além dos benefícios concedidos por intermédio dos planos de previdência complementar e plano administrativas. As despesas remanescentes com administração central, após o rateio de administração
corrência do despacho das usinas termoelétricas. Numa situação extrema poderá ser adotado um de saúde, a Companhia oferece outras vantagens a seus empregados, tais como: auxílios refeição, geral às ordens em curso, são alocadas às atividades operativas proporcionalmente aos saldos das
programa de racionamento, que implicaria em redução de receita. No entanto, considerando os transporte, funeral e creche, capacitação e desenvolvimento, que são periodicamente negociados por contas. As receitas e despesas com participações societárias são alocadas aos investimentos atípicos à
níveis atuais dos reservatórios e as últimas simulações efetuadas, o Operador Nacional de Sistema ocasião dos acordos coletivos de trabalho. No exercício findo em 2009, a Companhia despendeu com concessão. Esse procedimento está em conformidade com o que determina o Manual de Contabilidade
Elétrico – ONS não prevê para os próximos anos um novo programa de racionamento. essas rubricas o montante de R$ 17.590 (R$ 10.417 em 2008). do Serviço Público de Energia Elétrica.

MANIFESTAÇÃO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO PARECER DO CONSELHO FISCAL

O Conselho de Administração da Companhia Energética de Pernambuco - CELPE tendo examinado, em reunião nesta data, as Demonstrações O Conselho Fiscal da COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CELPE, dando cumprimento ao que dispõe o artigo 163 da Lei nº 6404/76, e
Financeiras relativas ao Exercício Social de 2009, compreendendo o Relatório da Administração, o Balanço Patrimonial, as Demonstrações do Resultado, de suas posteriores alterações, examinou o Relatório da Administração e Demonstrações Financeiras referentes ao Exercício Social encerrado em 31 de dezembro
Mutações do Patrimônio Líquido, dos Fluxos de Caixa e do Valor Adicionado, complementadas por Notas Explicativas e Balanço Social, bem como a Proposta de 2009, compreendendo: Balanço Patrimonial, Demonstrações do Resultado, de Mutações do Patrimônio Líquido, do Fluxo de Caixa e do Valor Adicionado,
complementadas por Notas Explicativas e Balanços Sociais.
de Destinação de Lucro, ante os esclarecimentos prestados pela Diretoria e pelo Contador da Companhia e considerando, ainda, o Parecer dos Auditores Com fundamento nas análises realizadas e no Parecer dos Auditores Independentes, opina este Conselho no sentido de que as Demonstrações Financeiras,
Independentes, Ernst & Young e do Conselho Fiscal, aprovou os referidos documentos e propõe sua aprovação pela Assembléia Geral Ordinária da Companhia. acima referidas, estão em condições de serem submetidas à apreciação e aprovação dos Senhores Acionistas.
Recife, 28 de janeiro de 2010. Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 2010.

MEMBROS DA ADMINISTRAÇÃO

DIRETORIA EXECUTIVA CONSELHO FISCAL CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO


Luiz Antônio Ciarlini de Souza Carlos Alberto Araújo Joilson Rodrigues Ferreira Gonzalo Pérez Fernandéz
Diretor-Presidente Presidente Presidente Vice-Presidente
Lady Batista de Morais Francesco Gaudio
Marcelo Maia de Azevêdo Corrêa Gonzalo Gómez Alcântara
Diretora de Gestão de Pessoas e Administração Rubens Cardoso da Silva
Titulares
Milton Baggio Carvalho
Paulo Roberto Dutra
Titulares Luciana Freitas Rodrigues Mário José Ruiz-Tagle Larrain
Diretor de Planejamento e Controle Silvana Godoi Ferreira Rubens André Chagas de Brito Adriano Marcelo Baptista
Solange Maria Pinto Ribeiro João Jackson Mesquita Quirino Suplentes
Diretora de Regulação e Tarifas Rodolfo Rocha
Erik da Costa Breyer
CONTADOR
Bruno Lowndes Dale Cabral Meneses
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores Suplentes João Paulo Ferreira Neto - Contador: PE - 011353/O-9 - CPF: 339.974.114-68

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

Aos Acionistas, Conselheiros e Diretores da Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e
COMPANHIA ENERGÉTICA DE PERNAMBUCO - CELPE financeira da Companhia Energética de Pernambuco - CELPE em 31 de dezembro de 2009 e 2008, o resultado de suas operações, as mutações de seu
Recife - PE patrimônio líquido, os seus fluxos de caixa e o valor adicionado nas operações referentes aos exercícios findos naquelas datas, de acordo com as práticas
Examinamos os balanços patrimoniais da Companhia Energética de Pernambuco - CELPE, levantados em 31 de dezembro de 2009 e 2008, e as contábeis adotadas no Brasil.
respectivas demonstrações dos resultados, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, correspondentes aos exercícios Recife, 21 de janeiro de 2010
findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas
demonstrações contábeis. Paulo José Machado
Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos, Contador CRC-1RJ 061.469/O-4-S-PE
considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos da Companhia; (b) a constatação, com base Auditores Independentes S.S. Shirley Nara Silva
em testes, das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a avaliação das práticas e das estimativas CRC-2SP015199/O-6-F-PE Contadora CRC-1BA 022.650/O-0-S-PE
contábeis mais representativas adotadas pela Administração da Companhia, bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.

Você também pode gostar