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FCAV/ UNESP

Assunto: Equilíbrio Químico e

Auto-ionização da Água

Docente: Prof a . Dr a . Luciana M. Saran

FCAV/ UNESP Assunto: Equilíbrio Químico e Auto-ionização da Água Docente: Prof a . Dr a .
FCAV/ UNESP Assunto: Equilíbrio Químico e Auto-ionização da Água Docente: Prof a . Dr a .
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1. Introdução

Existem dois tipos de reações:

a) aquelas em que, após determinado tempo,

pelo menos um dos reagentes foi totalmente

consumido;

Ex.: Zn(s) + 2HCl(aq)

reagentes foi totalmente consumido; Ex.: Zn(s) + 2HCl(aq) ZnCl 2 (aq) + H 2 (g) b)

ZnCl 2 (aq) + H 2 (g)

b) aquelas que, após determinado tempo,

apresentam quantidades de reagentes que não

variam mais;

Ex.: H 2 (g)

+

I 2 (g)

Ex.: H 2 (g) + I 2 (g) 2HI(g) No caso da reação acima, após determinado
Ex.: H 2 (g) + I 2 (g) 2HI(g) No caso da reação acima, após determinado

2HI(g)

No caso da reação acima, após determinado tempo, atingi-se o Equilíbrio Químico, isto é:

as quantidades de reagentes deixam de diminuir, permanecendo constantes;

as quantidades de produtos deixam de aumentar, também permanecendo constantes.

diminuir, permanecendo constantes;  as quantidades de produtos deixam de aumentar, também permanecendo constantes. 3
diminuir, permanecendo constantes;  as quantidades de produtos deixam de aumentar, também permanecendo constantes. 3
diminuir, permanecendo constantes;  as quantidades de produtos deixam de aumentar, também permanecendo constantes. 3
diminuir, permanecendo constantes;  as quantidades de produtos deixam de aumentar, também permanecendo constantes. 3

2. A Constante de Equilíbrio

As quantidades de reagentes e produtos existentes no equilíbrio, a uma dada temperatura,

se relacionam através de uma grandeza

denominada constante de equilíbrio, K.

Para a equação simbólica a seguir:

aA

bB

K.  Para a equação simbólica a seguir: a A b B +   + c

+

 

+

c

[C] [D]

d

a

b

K.  Para a equação simbólica a seguir: a A b B +   + c

[A] [B]

cC

K

K.  Para a equação simbólica a seguir: a A b B +   + c
K.  Para a equação simbólica a seguir: a A b B +   + c
K.  Para a equação simbólica a seguir: a A b B +   + c
K.  Para a equação simbólica a seguir: a A b B +   + c

dD

Para a reação a seguir, a 460 o C:

H 2 (g)

+

Inicialmente: 1,00 mol

No equilíbrio: 0,22 mol

I 2 (g)

Inicialmente: 1,00 mol No equilíbrio: 0,22 mol I 2 (g) 1,00 mol 0,22 mol 2HI(g) 1,56

1,00 mol

0,22 mol

2HI(g)

1,56 mols

Supondo-se que o recipiente reacional tem um V = 10,0 L, as concentrações de equilíbrio são:

[HI]eq = 0,156 mol/L; [H 2 ]eq = [I 2 ]eq = 0,022 mol/L

Para a reação de obtenção do HI a partir da reação do I 2 com H 2 , a expressão da constante de equilíbrio é:

K

[HI]

2

[I ][H ]

2

2

A 460 o C o valor de K para tal reação pode ser calculado:

K

(0,156mol / L)

2

(0,022mol / L)(0,022mol / L)

o C o valor de K para tal reação pode ser calculado: K  (0,156mol /
o C o valor de K para tal reação pode ser calculado: K  (0,156mol /
o C o valor de K para tal reação pode ser calculado: K  (0,156mol /
o C o valor de K para tal reação pode ser calculado: K  (0,156mol /

50,3

Cada reação possui uma constante de equilíbrio característica, cujo valor depende da temperatura.

O valor de K, depende dos coeficientes

estequiométricos da equação química balanceada; por isso todo valor de constante de equilíbrio

deve ser acompanhado da equação química a que

se refere.

Por exemplo, no caso da reação de obtenção do HI, K = 50,3, para a equação química balanceada escrita como:

H 2 (g) + I 2 (g)

2HI(g)da reação de obtenção do HI, K = 50,3, para a equação química balanceada escrita como: da reação de obtenção do HI, K = 50,3, para a equação química balanceada escrita como:

Se a equação anterior for multiplicada por 2, isto é:

2H 2 (g) +

2I 2 (g)

4HI(g)for multiplicada por 2, isto é: 2H 2 (g) + 2I 2 (g) K = (50,3) for multiplicada por 2, isto é: 2H 2 (g) + 2I 2 (g) K = (50,3)

K = (50,3) 2 = 2,53x10 3

Se a equação for dividida por 2, isto é:

(1/2)H 2 (g) + (1/2)I 2 (g)

K = (50,3) 1/2 = 7,09

 Se a equação for dividida por 2, isto é: (1/2)H 2 (g) + (1/2)I 2
 Se a equação for dividida por 2, isto é: (1/2)H 2 (g) + (1/2)I 2
 Se a equação for dividida por 2, isto é: (1/2)H 2 (g) + (1/2)I 2
 Se a equação for dividida por 2, isto é: (1/2)H 2 (g) + (1/2)I 2

HI(g)3  Se a equação for dividida por 2, isto é: (1/2)H 2 (g) + (1/2)I 3  Se a equação for dividida por 2, isto é: (1/2)H 2 (g) + (1/2)I

2.1. Expressões da Constante de Equilíbrio para

Reações que Envolvem Sólidos e Água

Na expressão da constante de equilíbrio não devem

ser incluídas substâncias no estado sólido ou

líquido.

Exemplos:

a) C(s)

+ O 2 (g)

CO 2 (g) 2 (g) 2 (g)

K

substâncias no estado sólido ou líquido.  Exemplos: a) C(s) + O 2 (g) CO 2
substâncias no estado sólido ou líquido.  Exemplos: a) C(s) + O 2 (g) CO 2

[CO ]

2

[O ]

2

b) NH 3 (aq) + H 2 O(l)

NH 4 + (aq) + OH - (aq) 4 + (aq) + OH - (aq) 4 + (aq) + OH - (aq)

K

[NH ][OH ]

4

[NH ]

3

2.2. Expressão da Constante de Equilíbrio

É bastante comum que na expressão da constante de equilíbrio se exprimam as concentrações em mol/L e por isso o símbolo K recebe o índice c (de concentração) e torna-se K c ou simplesmente

K.

em mol/L e por isso o símbolo K recebe o índice c (de concentração) e torna-se
em mol/L e por isso o símbolo K recebe o índice c (de concentração) e torna-se
em mol/L e por isso o símbolo K recebe o índice c (de concentração) e torna-se
em mol/L e por isso o símbolo K recebe o índice c (de concentração) e torna-se

2.3. O Significado da Constante de Equilíbrio O valor da constante de equilíbrio mostra se a reação é favorável aos produtos ou aos reagentes.

Quanto maior o valor da constante de equilíbrio, maior o rendimento da reação.

K > 1: A reação é favorável aos produtos; as

concentrações dos produtos no equilíbrio são

maiores do que as dos reagentes.

K < 1: A reação é favorável aos reagentes; as

concentrações dos reagentes no equilíbrio são

maiores do que as dos produtos.

Exemplos:

NO(g) + O 3 (g)

A 25 o C,

K

C

NO 2 (g) + O 2 (g) 2 (g) + O 2 (g) 2 (g) + O 2 (g)

[NO ][O ]

2

2

[NO][O ]

3

6x10

34

(3/2)O 2 (g)

A 25 o C,

K

O][O ] 2 2 [NO][O ] 3  6x10 34 (3/2)O 2 (g) A 25 o ][O ] 2 2 [NO][O ] 3  6x10 34 (3/2)O 2 (g) A 25 o

3 (g)

C

[O ]

3

[O ]

2

3/2

2,5x10

] 2 2 [NO][O ] 3  6x10 34 (3/2)O 2 (g) A 25 o C,
] 2 2 [NO][O ] 3  6x10 34 (3/2)O 2 (g) A 25 o C,
] 2 2 [NO][O ] 3  6x10 34 (3/2)O 2 (g) A 25 o C,
] 2 2 [NO][O ] 3  6x10 34 (3/2)O 2 (g) A 25 o C,

29

3. Perturbação do Equilíbrio Químico:

Princípio de Le Chatelier

Há três maneiras comuns de perturbar o

equilíbrio de um sistema reacional:

alteração da temperatura;

alteração da concentração de reagente ou produto;

alteração de volume.

 alteração da temperatura;  alteração da concentração de reagente ou produto;  alteração de volume.
 alteração da temperatura;  alteração da concentração de reagente ou produto;  alteração de volume.
 alteração da temperatura;  alteração da concentração de reagente ou produto;  alteração de volume.
 alteração da temperatura;  alteração da concentração de reagente ou produto;  alteração de volume.

Princípio de Le Chatelier:

“Quando qualquer um dos fatores que determinam

as condições de equilíbrio de um sistema reacional

sofre uma modificação, o sistema altera o seu

estado de maneira a reduzir ou contrabalançar

o efeito da modificação”

modificação, o sistema altera o seu estado de maneira a reduzir ou contrabalançar o efeito da
modificação, o sistema altera o seu estado de maneira a reduzir ou contrabalançar o efeito da
modificação, o sistema altera o seu estado de maneira a reduzir ou contrabalançar o efeito da
modificação, o sistema altera o seu estado de maneira a reduzir ou contrabalançar o efeito da

Tabela 3.1: Efeito da adição de um reagente ou produto sobre o equilíbrio e sobre K.

de um reagente ou produto sobre o equilíbrio e sobre K. Perturbação Alteração quando o Sistema

Perturbação

Alteração quando o Sistema Reacional Retorna ao

Equilíbrio

Efeito sobre o Equilíbrio

Efeito sobre

K

ao Equilíbrio Efeito sobre o Equilíbrio Efeito sobre K  Adição de reagente  Adição de

Adição de reagente

Adição de produto

Parte do reagente adicionado é consumida

Parte do produto adicionado é consumido

Deslocamento para a direita

Deslocamento para a esquerda

Não há

alteração

Não há alteração

a esquerda  Não há alteração  Não há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL,
a esquerda  Não há alteração  Não há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL,
a esquerda  Não há alteração  Não há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL,

Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL, 2005 : p. 73.

a esquerda  Não há alteração  Não há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL,
a esquerda  Não há alteração  Não há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL,

Tabela 3.2: Efeito da modificação de temperatura sobre o equilíbrio e sobre K.

modificação de temperatura sobre o equilíbrio e sobre K. Perturbação Alteração quando o Sistema Reacional Retorna

Perturbação

Alteração quando o Sistema Reacional Retorna ao

Equilíbrio

Efeito sobre o Equilíbrio

Efeito sobre

K

ao Equilíbrio Efeito sobre o Equilíbrio Efeito sobre K  Elevação de temperatura  Abaixamento de

Elevação de temperatura

Abaixamento de temperatura

Há consumo de energia térmica

Há desprendimento de energia térmica

Deslocamento no sentido endotérmico

Deslocamento no sentido exotérmico

alteração

alteração

no sentido exotérmico  Há alteração  Há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL, 2005
no sentido exotérmico  Há alteração  Há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL, 2005
no sentido exotérmico  Há alteração  Há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL, 2005

Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL, 2005 : p. 73.

no sentido exotérmico  Há alteração  Há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL, 2005
no sentido exotérmico  Há alteração  Há alteração Fonte: Adaptado de KOTZ & TREICHEL, 2005

Tabela 3.3: Efeito da modificação de volume sobre o

equilíbrio em fase gasosa.

modificação de volume sobre o equilíbrio em fase gasosa. Perturbação Alteração quando o Sistema Reacional Retorna

Perturbação

Alteração quando o Sistema Reacional Retorna ao Equilíbrio

Efeito sobre o Equilíbrio

Efeito sobre

K

ao Equilíbrio Efeito sobre o Equilíbrio Efeito sobre K  Redução do volume, aumento de pressão

Redução do

volume, aumento de pressão

Expansão do volume, diminuição de

pressão

A pressão diminui

A pressão aumenta

Deslocamento no sentido do menor número de moléculas de gás

Deslocamento no sentido do maior número de

moléculas de gás

Não há alteração

Não há alteração

4. Água

Fórmula molecular: H 2 O.

Geometria: angular.

 Fórmula molecular: H 2 O.  Geometria: angular. (a) Fórmula estrutural (estrutura de Lewis). (b)

(a) Fórmula estrutural (estrutura de Lewis). (b) Modelo de esferas e bastões.

Fonte: BROWN et al., 2005 : p. 302.

18

4. Água

Molécula de H 2 O: apresenta ligações H-O polares.

Molécula de H 2 O: apresenta ligações H-O polares.  A molécula de H 2 O

A molécula de H 2 O é polar (µ = 1,85 D).

H-O polares.  A molécula de H 2 O é polar (µ = 1,85 D). Fonte:

Fonte: BETTELHEIM et al., 2012 : p. 82.

19

4. Água

Entre as moléculas de H 2 O ocorre um tipo de interação

denominada ligação de hidrogênio.

Ligação de hidrogênio: força de atração, não covalente, entre a carga parcial positiva de um átomo de H ligado a um átomo de elevada eletronegatividade (geralmente O ou

N) e carga parcial negativa de um oxigênio ou nitrogênio

próximos.

de elevada eletronegatividade (geralmente O ou N ) e carga parcial negativa de um oxigênio ou
de elevada eletronegatividade (geralmente O ou N ) e carga parcial negativa de um oxigênio ou
de elevada eletronegatividade (geralmente O ou N ) e carga parcial negativa de um oxigênio ou
de elevada eletronegatividade (geralmente O ou N ) e carga parcial negativa de um oxigênio ou

4. Água

H (a) (b) (c)
H
(a)
(b)
(c)

Duas moléculas de água unidas por ligação de hidrogênio. (a) Fórmulas estruturais. (b) Modelos de esferas e bastões. (c) Mapas de densidade eletrônica.

Fonte: BETTELHEIM et al., 2012 : p. 137.

(b) Modelos de esferas e bastões. (c) Mapas de densidade eletrônica. Fonte: BETTELHEIM et al., 2012
(b) Modelos de esferas e bastões. (c) Mapas de densidade eletrônica. Fonte: BETTELHEIM et al., 2012
(b) Modelos de esferas e bastões. (c) Mapas de densidade eletrônica. Fonte: BETTELHEIM et al., 2012
(b) Modelos de esferas e bastões. (c) Mapas de densidade eletrônica. Fonte: BETTELHEIM et al., 2012

4. Água

4. Água Ligações de hidrogênio entre moléculas de água. 22

Ligações de hidrogênio entre

moléculas de água.

4. Água Ligações de hidrogênio entre moléculas de água. 22
4. Água Ligações de hidrogênio entre moléculas de água. 22
4. Água Ligações de hidrogênio entre moléculas de água. 22

4. Água

Ligações de hidrogênio não se restringem à água.

Formam-se entre duas moléculas sempre que uma delas tem um átomo de hidrogênio ligado ao O ou N, e a outra, um átomo de O ou N com carga parcial negativa.

Exemplo 1:

de O ou N com carga parcial negativa.  Exemplo 1: Ligação de hidrogênio entre a

Ligação de hidrogênio entre a molécula de um éter e da água.

Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 21.

Exemplo 2:

 Exemplo 2: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 22. 24

Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 22.

 Exemplo 2: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 22. 24
 Exemplo 2: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 22. 24
 Exemplo 2: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 22. 24
 Exemplo 2: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 22. 24

Exemplo 3:

 Exemplo 3: Ligações de hidrogênio entre moléculas de ácido carboxílico. Fonte: BARBOSA, 2004 : p.

Ligações de hidrogênio entre moléculas de

ácido carboxílico.

Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 22.

 Exemplo 3: Ligações de hidrogênio entre moléculas de ácido carboxílico. Fonte: BARBOSA, 2004 : p.
 Exemplo 3: Ligações de hidrogênio entre moléculas de ácido carboxílico. Fonte: BARBOSA, 2004 : p.
 Exemplo 3: Ligações de hidrogênio entre moléculas de ácido carboxílico. Fonte: BARBOSA, 2004 : p.
 Exemplo 3: Ligações de hidrogênio entre moléculas de ácido carboxílico. Fonte: BARBOSA, 2004 : p.

4. Água

Excelente solvente (solvente universal).

Capaz de dissolver diferentes compostos iônicos e

moleculares.

- Exemplo: dissolução do NaCl (sólido iônico) em H 2 O.

moleculares. - Exemplo: dissolução do NaCl (sólido iônico) em H 2 O. Fonte: BETTELHEIM et al.,

Fonte: BETTELHEIM et al., 2012 : p. 169.

Interação Íon-Dipolo:

 Interação Íon-Dipolo: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 17. 27

Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 17.

 Interação Íon-Dipolo: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 17. 27
 Interação Íon-Dipolo: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 17. 27
 Interação Íon-Dipolo: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 17. 27
 Interação Íon-Dipolo: Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 17. 27

4. Água

Etanol, glicose e ácido ascóbico ou vitamina C, são exem-

plos de compostos moleculares solúveis em água.

Etanol
Etanol
Glicose
Glicose
Vitamina C
Vitamina C
exem- plos de compostos moleculares solúveis em água. Etanol Glicose Vitamina C Fonte: BROWN et al.,
exem- plos de compostos moleculares solúveis em água. Etanol Glicose Vitamina C Fonte: BROWN et al.,
exem- plos de compostos moleculares solúveis em água. Etanol Glicose Vitamina C Fonte: BROWN et al.,
exem- plos de compostos moleculares solúveis em água. Etanol Glicose Vitamina C Fonte: BROWN et al.,

Fonte: BROWN et al., 2005 : p. 453.

Exercício 1: determine se cada uma das seguintes substâncias apresenta maior probabilidade de se dissolver em tetracloreto de carbono (CCl 4 ) ou em água:

(a) hexano, C 7 H 16 ;

(b) sulfato de sódio, Na 2 SO 4 ;

(c) cloreto de hidrogênio, HCl;

(d) iodo, I 2 .

C 7 H 1 6 ; (b) sulfato de sódio, Na 2 SO 4 ; (c)
C 7 H 1 6 ; (b) sulfato de sódio, Na 2 SO 4 ; (c)
C 7 H 1 6 ; (b) sulfato de sódio, Na 2 SO 4 ; (c)
C 7 H 1 6 ; (b) sulfato de sódio, Na 2 SO 4 ; (c)

Exercício 2: coloque as substâncias a seguir, em ordem crescente de solubilidade em água:

(a) pentano, C 5 H 12 ;

(b)

pentan-1-ol, C 5 H 10 OH;

(c)

pentano-1,5-diol, C 5 H 10 (OH) 2 ;

(d)

1-cloropentano, C 5 H 11 Cl.

0 OH; (c) pentano-1,5-diol, C 5 H 1 0 (OH) 2 ; (d) 1-cloropentano, C 5
0 OH; (c) pentano-1,5-diol, C 5 H 1 0 (OH) 2 ; (d) 1-cloropentano, C 5
0 OH; (c) pentano-1,5-diol, C 5 H 1 0 (OH) 2 ; (d) 1-cloropentano, C 5
0 OH; (c) pentano-1,5-diol, C 5 H 1 0 (OH) 2 ; (d) 1-cloropentano, C 5

Exercício 3: dada a seguir, a fórmula estrutural da vitamina A, explique por que essa vitamina é solúvel em solventes apolares e nos tecidos gordurosos (que são apolares) e “insolúvel” em

água.

e nos tecidos gordurosos (que são apolares) e “insolúvel” em água. Fonte: BROWN et al., 2005
e nos tecidos gordurosos (que são apolares) e “insolúvel” em água. Fonte: BROWN et al., 2005
e nos tecidos gordurosos (que são apolares) e “insolúvel” em água. Fonte: BROWN et al., 2005

Fonte: BROWN et al., 2005 : p. 453.

Exercício 4: dadas a seguir, as fórmulas estruturais dos álcoois

butan-1-ol, pentan-1-ol e undecan-1-ol, coloque-os em ordem

de solubilidade crescente: (a) em água; (b) hexano (C 6 H 14 ). Justifique sua resposta.

crescente: (a) em água; (b) hexano (C 6 H 1 4 ). Justifique sua resposta. Fonte:

Fonte: BARBOSA, 2004 : p. 23.

crescente: (a) em água; (b) hexano (C 6 H 1 4 ). Justifique sua resposta. Fonte:
crescente: (a) em água; (b) hexano (C 6 H 1 4 ). Justifique sua resposta. Fonte:
crescente: (a) em água; (b) hexano (C 6 H 1 4 ). Justifique sua resposta. Fonte:
crescente: (a) em água; (b) hexano (C 6 H 1 4 ). Justifique sua resposta. Fonte:

5. Auto-ionização da Água

Água Pura:

eletricidade.

considerada, em geral, não condutora de

Na realidade, já foi demonstrado por medidas precisas que a água apresenta uma condução pequena de eletricidade, que decorre da sua auto-ionização, isto é:

H 2 O(l)

+ H 2 O(l)

H 3 O + (aq) + OH - (aq) 3 O + (aq) + OH - (aq) 3 O + (aq) + OH - (aq)

ou

H 2 O(l)

isto é: H 2 O(l) + H 2 O(l) H 3 O + (aq) + OH

H + (aq)

isto é: H 2 O(l) + H 2 O(l) H 3 O + (aq) + OH
isto é: H 2 O(l) + H 2 O(l) H 3 O + (aq) + OH
isto é: H 2 O(l) + H 2 O(l) H 3 O + (aq) + OH
isto é: H 2 O(l) + H 2 O(l) H 3 O + (aq) + OH

+

OH - (aq)

5. Auto-ionização da Água

A

expressão

auto-ionização

que

representa

o

da

água

é a seguinte:

equilíbrio

K w

=

[H + ].[OH - ]

ou

K w = [H 3 O + ].[OH - ]

de

K w : constante do produto iônico da água

A 25ºC, o valor das concentrações dos íons é:

[H

K w

K w

3 O + ]

=

=

=

[OH - ]

= 1,0x10 -7 mol/L

e portanto,

(1,0x10 -7 mol/L) x (1,0x10 -7 mol/L)

1,0x10 -14 mol 2 /L 2

Condições para que uma solução seja considerada

ácida, neutra ou alcalina (básica):

se

[H 3 O + ] = [OH - ]

a solução é neutra;

se

[H 3 O + ] > [OH - ]

a solução é ácida;

se [H 3 O + ] < [OH - ] a solução é alcalina ou básica.

A água pura é neutra, pois

apresenta concentrações

iguais de H 3 O + e OH - . Conforme já visto, a 25ºC , tais concentrações são iguais a 1,0x10 -7 mol/L.

A equação referente a ionização da água é importante porque se aplica não só à água pura, mas também a qualquer solução aquosa.

EXERCÍCIO

5:

O

corpo

humano

contém

aproximadamente

70%

de

água

em

massa.

Na

temperatura normal do corpo humano, 37C,

a

concentração do íon H + em água pura é 1,54x10 -7 mol/L. Qual o valor de K w nesta temperatura?

H + em água pura é 1,54x10 - 7 mol/L. Qual o valor de K w
H + em água pura é 1,54x10 - 7 mol/L. Qual o valor de K w
H + em água pura é 1,54x10 - 7 mol/L. Qual o valor de K w
H + em água pura é 1,54x10 - 7 mol/L. Qual o valor de K w

Resp.: 2,37x10 -14

EXERCÍCIO 6: A 50C o produto iônico da água, K w , é 5,5x10 -14 mol 2 /L 2 . Calcule [H 3 O + ] e [OH - ] numa solução neutra a 50C?

/L 2 . Calcule [H 3 O + ] e [OH - ] numa solução neutra
/L 2 . Calcule [H 3 O + ] e [OH - ] numa solução neutra
/L 2 . Calcule [H 3 O + ] e [OH - ] numa solução neutra
/L 2 . Calcule [H 3 O + ] e [OH - ] numa solução neutra

Resp.: 2,35x10 -7 mol/L

EXERCÍCIO 7: explique como é afetado o equilíbrio de auto-ionização da água, pela adição de HCl. Considere a adição de 0,010 mol de HCl a 1L de água pura e calcule a concentração molar de OH - na solução resultante.

adição de 0,010 mol de HCl a 1L de água pura e calcule a concentração molar
adição de 0,010 mol de HCl a 1L de água pura e calcule a concentração molar
adição de 0,010 mol de HCl a 1L de água pura e calcule a concentração molar
adição de 0,010 mol de HCl a 1L de água pura e calcule a concentração molar

EXERCÍCIO 8: explique como é afetado o equilíbrio de auto-ionização da água, pela adição de NaOH. Considere a adição de 0,010 mol de NaOH a 1L de água pura e calcule a concentração molar de H 3 O + na solução resultante.

de 0,010 mol de NaOH a 1L de água pura e calcule a concentração molar de
de 0,010 mol de NaOH a 1L de água pura e calcule a concentração molar de
de 0,010 mol de NaOH a 1L de água pura e calcule a concentração molar de
de 0,010 mol de NaOH a 1L de água pura e calcule a concentração molar de

6. Bibliografia Consultada

BARBOSA, L. C. de A. Introdução à química orgânica. 1. ed. São Paulo:

Prentice Hall, 2004.

BETELLHEIM, F. A.; BROWN, W. H.; CAMPEBELL, M. K.; FARRELL, S. O. Introdução à química geral. 9. ed. São Paulo:Cengage Learning, 2012.

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KOTZ, J. C.; TREICHEL Jr., P. M. Química geral 2 e reações químicas . 5.

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