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TEMA 10

ÍNDICE DE TEMAS
E ARTIGOS

CURRÍCULO, ÉTICAS E ESTÉTICAS

XI Colóquio sobre Questões Curriculares
VII Colóquio Luso-Brasileiro &
I Colóquio Luso-Afro-Brasileiro de Questões Curriculares
CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS

PENSAMENTO CURRICULAR:
ENTRE CORPO/SUJEITO E CORPO SUBJETIVAÇÃO
Ferraz, W. 1

1

Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil
Email: wagnerferrazc3@yahoo.com.br

Resumo
Os diferentes usos de um currículo podem ser potentes para a produção de infinitas possibilidades
de constituição de um corpo educado. Podendo se constituir um corpo/sujeito com modos
específicos de ser e agir. Assim como, também, é potente para produzir um corpo/subjetivação com
infinitas possibilidades de vir a ser. Como pensar os usos de um currículo, levando em consideração
que seus usos indicarão constituições de corpos? Tratando de um pensamento curricular. Partindo
de uma perspectiva Pós-estruturalista, mais especificamente com as filosofias da diferença, este
artigo propõe tratar de um pensamento curricular como um “entre”: sendo esse pensamento um
movimento que se dá entre o “currículo documento” e seus possíveis “efeitos”. É no “entre” que são
produzidas infinitas possibilidades de usos de um currículo, que dão condições para pensar a
constituição de corpos/sujeitos e/ou corpos/subjetivações. Para isso tratarei de currículo utilizando
diferentes textos de Tomaz Tadeu da Silva e Sandra Mara Corazza. Com Michel Foucault penso o
corpo/sujeito disciplinado e docilizado. Com Gilles Deleuze um corpo/subjetivação, tendo o ato de
pensar como criação e constituição de si. Desse modo proponho um pensamento curricular que dá
condições para tratar da produção de corpos, por meio de diferentes usos de um currículo: corpos
que são identificáveis, mensuráveis, quantificáveis, que podem ser classificáveis que atendam a
regras, morais, valores e verdades vigentes; e corpos/subjetivação como possibilidade de
constituição de si mesmo, uma ética, uma individualidade, movimento, produzindo diferença,
singularidade, produzindo em sua vida uma estética de si.
Palavras-chave: Pensamento Curricular; Corpo; Sujeito; Subjetivação; Ética/Estética.

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CURRÍCULO NA CONTEMPORANEIDADE: INTERNACIONALIZAÇÃO E CONTEXTOS LOCAIS

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Currículo: sujeito e subjtivação

Os processos de educação de um corpo estão ligados aos diferentes usos de um currículo. Podendo se constituir, o
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que chamo aqui de um corpo/sujeito com modos específicos de ser e agir e/ou um corpo/subjetivação com infinitas
possibilidades de vir a ser. Esses possíveis usos de um currículo poderão indicar constituições de corpos. Mas de que
currículo estamos tratando? Para Corazza & Tadeu (2003), ao apontarem uma visão tradicional, indicam que o
currículo trata da organização da experiência e sua forma de transmitir conhecimento e valores. “O currículo é, assim,
além de um empreendimento epistemológico, um empreendimento moral. A questão transforma-se, então, em saber
quais são os valores que devem fazer parte do currículo e quais suas possíveis fontes” (Corazza & Tadeu, 2003, p. 53).
Esse mesmo autores, não falam desse lugar tradicional ao pensar o currículo, não o pensam como uma superfície
especular onde o conhecimento refletido se mostra, “em toda a sua cristalidade e imediata presença, a um sujeito
coicidente apenas consigo mesmo” (Idem, p. 52). Assim como dizem, também, que o currículo não é uma
comunicação livre entre dois egos centrados e consciêntes, mas assim como a verdade, o currículo é um jogo de
diferença, infinito desdobrar-se de perspectivas e de interpretações, interminável baile de mascaras que nunca se
detém para mostrar, finalmente, a ‘verdadeira’ face dos dançarinos e convidados” (Idem, p. 52).
São muitas as questões que atravessam e compõe um currículo, como conhecimento, verdade, valores, de modo geral
podem indicar modos de ser, de agir, de se constituir com um sujeito que sabe, que sabe algo específico que está na
ordem dos saberes apresentados/ensinados e mediados por um currículo. Assim o currículo é tomado como aquilo
que consitui sujeitos. “Na teoria convencional do currículo, o conhecimento é um objeto para um sujeito ao qual é
atribuído o papel de centro, fonte e origem da ação. A gramática confirma: ‘o sujeito conhece (o objeto)’: Eva viu a
uva” (Idem, p. 52). Seria o currículo aquilo que possibilita criar formulas para se chegar sempre na constituição do
sujeito conhecedor que sabe, vê, analisa, explica, compreende, entende o objeto? Quais efeitos um currículo produz?
O que vem a ser o sujeito constituído nos encontros com um currículo?
Para Foucault, o sujeito não é uma substância. É uma forma, e essa forma não é identica a si mesma.
Nunca há consigo próprio uma mesma relação quando se constitui o sujeito politico que vota numa
Assembleia ou toma a palavra num ato público; ou mesmo quando se busca atender ou realizar um
desejo. Há, sem dúvida, relações de interferência entre essas diferentes formas, porém, não
estamos na presença do mesmo tipo de sujeito. Em cada caso se estabelecem consigo formas e
relações diferentes, formas históricas constituídas por jogos de verdade de um época. (Pereira &
Bello, 2011, p. 103).

Foucault diz em uma entrevista que buscou estudar: “o modo pelo qual um ser humano torna-se ele próprio um
sujeito. Por exemplo, escolhi o domínio da sexualidade – como os homens aprenderam a se reconhecer como sujeitos
da sexualidade” (Foucault, 2010, p. 274). E o que podemos pensar sobre um sujeito que se constitui por meio de um
currículo? Podemos pensar o sujeito com o sujeito que se constiui nos jogos de verdade de uma época, e então pensar
que os encontros com um currículo em diferentes momentos de sua existência, contribuirão para sua construção de
diferentes formas. Mas destacamos aqui, que o que se apresenta por um currículo irá mostrar caminhos que poderão
dar condições para identificações, e com isso se produzir identidades, classificações, mensurações acerca de um corpo
com suas condutas que declaram um determinado sujeito – um corpo/sujeito. Com isso podemos fazer aproximações
com o pensamento de Corazza & Tadeu quando dizem que “o sujeito não existe. O sujeito é um efeito de linguagem.
1

A ideia de corpo/sujeito e corpo/subjtivação foi tratada, brevemente, em minha na pesquisa de mestrado que resultou na dissertação “Corpo a
Dançar: Entre Educação e Criação de Corpos”, orientada pelo Prof. Dr. Samuel Edmundo Lopez Bello, defendida em 30/07/2014 no Programa de
Pós-Graduação em Educação/UFRGS. A pesquisa foi financiada pela CAPES.

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O sujeito é um efeito do discurso. (…) O sujeito é um ficção. O sujeito é um efeito”. (Corazza & Tadeu, 2003, p. 11). O
sujeito é inventando por diferentes circunstâncias, e assim busca-se discipliná-lo, adestrá-lo, docilizá-lo, definir seu
local e função.
Imaginar, pois, com um pesquena ajuda do Dr. Nietzsche, um teoria do currículo – e um currículo –
sem sujeito e sem a segurança e o conforto de um eu fixo e estável. Isso não significa, simplesmente
descartar qualquer noção de subjetividade. Pelo contrário, não há como eveitá-lo: o currículo é, por
excelência, um local de subjetivação e individuação. Ao deslocar a ênfase do sujeito para a
subjetivação, estaremos pensando no sujeito – se é que ainda podemos reter a palavra – não como
origem transcendental do pensamento e da ação, mas como uma montagem, como uma verdadeira
invenção. Estaremos abrindo a possibilidade de deixar de pensar tanto o ‘sujeito’ quanto o
‘currículo’ como elementos isolados, de pensar um como causa do outro, um como efeito do outro,
para pensá-lo como reunidos em uma esdrúxula, mas efetiva combinação: currículo + eu +
conhecimento + texto + … + x. Fica difícil, nesse entrevero, distinguir quem é quem: quem é a
origem e quem é o fim, quem é a causa e quem é o efeito, quem é o agente e quem é o agido. A
gramática dança. A uva viu a Eva. (Corazza & Tadeu, 2003, p. 52-53).

Assim passamos do sujeito para a subjtivação, os modos ou processos de subjetivação do ser humano correspondem
a dois tipos de análise segundo Revel (2005). 1) podemos pensar os modos de objetivação que transformam em
sujeitos os seres humanos, ou seja, “há somente sujeitos objetivados e que os modos de subjetivação são, nesse
sentido, práticas de objetivação” (Revel, 2005, p. 82). 2) “a maneira pela qual a relação consigo, por meio de um certo
número de técnicas, permite constituir-se como sujeito de sua própria existência” (Idem, p. 82). Nesse segundo caso
não estamos falando de um sujeito fixo, estável, uma identidade, mas de um sujeito em processo de constituição em
suas experiências de vida, aquele que não se fixa em uma classificação, em um único modo de ser, que não se pode
mensurar, que nem sempre se consegue ver no corpo as pistas que indicam um lugar único e exato para encaixá-lo,
mas podemos pensar um corpo/subjetivação.
Um processo de subjetivação, isto é, uma produção de modo de existência, não pode se confundir
com um sujeito, a menos que se destitua este de toda interioridade e mesmo de toda identidade. A
subjetivação sequer tem a ver com a ‘pessoa’: é uma individuação, particular ou coletiva,
que
caracteriza um acontecimento (…). É um modo intensivo e não um sujeito pessoal. (Deleuze, 2010,
p. 127-128).

Deleuze diz que para Foucault a subjetivação “consiste essencialmente na invenção de novas possibilidades de vida,
como diz Nietzsche, na constituição de verdadeiros estilos de vida: dessa vez, um vitalismo sobre fundo estético”
(Deleuze, 2010, p. 119). E com isso a subjetivação dá a pensar uma estética da existência, uma vida em movimento
que por vezes pode-se ver um corpo/sujeito e em outras um corpo/subjetivação. A inferência dos modos de se
constituir, a passagem de um para outro sem parar, se dá em um “entre” no pensamento. E assim tratamos aqui de
um pensamento que se dá por um currículo, que pensa a (des)organização e todas as implicações que reverberarão no
“corpo” (Ferraz & Bello, 2013, p. 255) de quem se movimenta no encontro com um currículo.

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Pensar e criar

Para compor o pensamento currícular, como um entre onde se pode dar a criação de possibilidades dos usos de um
currículo, buscamos em Deleuze a noção de ato de pensar que para esse autor é criação. É nessa perspectiva que
Deleuze apresenta o pensar como algo que se dá no pensamento. Em “Nietzsche e a Filosofia”, Deleuze escreve sobre
a nova imagem do pensamento; em “Proust e os Signos” e em “Diferença e Repetição”, apresenta o pensar
destacando que não se trata do pensamento enquanto representação, mas do pensamento violentado por signos que
colocam o próprio pensamento a pensar, o pensamento como ato de pensar, uma potência criadora. “O pensamento
que pensa as imagens e os signos é perturbação, ruptura, experimentação, processo de criação, singularidade,
diferença, fluxo nômade, viagem” (Corazza, 2012, p. 04). Assim, pensar é criar…
O que nos força a pensar é o signo. O signo é o objeto de um encontro; mas é precisamente a
contingência do encontro que garante a necessidade daquilo que ele faz pensar. O ato de pensar
não decorre de uma simples possibilidade natural; é, ao contrário, a única criação verdadeira. A
criação é a gênese do ato de pensar no próprio pensamento. Ora, essa gênese implica alguma coisa
que violenta o pensamento, que o tira de seu natural estupor, de suas possibilidades apenas
abstratas. Pensar é sempre interpretar, isto é, explicar, desenvolver, decifrar, traduzir um signo.
Traduzir, decifrar, desenvolver são a forma da criação pura. Nem existem significações explícitas
nem ideias claras, só existem sentidos implicados nos signos; e se o pensamento tem o poder de
explicar o signo, de desenvolvê-lo em uma ideia, é porque a ideia já estava presente no signo, em
estado envolvido e enrolado, no estado obscuro daquilo que força a pensar . (Deleuze, 1987, p.

96).
Foucault compartilha das ideias de Deleuze sobre o pensar, distancia-se da perspectiva de um filosofar e de um pensar
interpretativo/prescritivo sobre as teorias e ações humanas para construir um filosofar que indique os efeitos de
poder e de saber sobre vidas. Dessa forma, pode-se entender o que significa experimentar, em vez de interpretar. A
diferença se constitui pelo não interesse em buscar os porquês de determinada situação a partir, apenas, do trabalho
teórico, mas “problematizar e experimentar, a partir das coisas que se constituem como parte integrante da realidade
das pessoas, e de tudo o que dela faz parte e nela interfere”. (Benetti, 2010, p. 100).
O texto “Imagens do Pensamento em Gilles Deleuze: Representação e Criação” (Mauricio & Mangueira, 2011) trata do
modelo da representação, no qual há um comprometimento do pensamento com a busca de verdades universais, do
senso comum, como quem constrói uma imagem do pensamento, um pensamento dogmático, ou recognição. Partese do pressuposto de que o pensador já sabe o que é uma determinada forma, e a reconhece. O reconhecimento do
mundo e dos objetos exige o uso das faculdades que transmitem entre si uma identidade do objeto a ser conhecido
ou re-conhecido. Para Deleuze, o pensamento difere do conhecimento e da reflexão, que “...são voluntários e
conscientes; que pensamos sem o saber, até contra os saberes; e que, por isso, pensar é um ato involuntário, seja no
seu surgimento seja no seu criar” (Corazza, 2012, p. 04)͘A característica fundamental do pensamento é a de que este
pode se constituir em uma potência criadora que se dá no ato de pensar, em uma ação de pensar, diferenciando
pensamento de ato de pensar. Pensamento é relacionado a uma atividade contemplativa, e o ato de pensar a uma
ação, uma criação, um corpo, movimento, dança.
... dizer que o corpo é capaz de arte não quer dizer fazer uma “arte do corpo”. A dança aponta para
essa capacidade artística do corpo, sem por isso definir uma arte singular. Dizer que o corpo, como
corpo, é capaz de arte, é mostrá-lo como corpo-pensamento. Não como pensamento preso em um
corpo, mas como corpo que é pensamento. (Badiou, 2002, p. 94).

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Em um artigo intitulado “Imagens de um Pensamento-dança”, Angelica Munhoz (2011) apresenta o pensamento como
movimento, como acontecimento, como experiência, e é nesse pensamento, enquanto ato de pensar, que me inspiro
para constituição de o pensamento curricular, de um movimento que é constitutivo do corpo, da educação, da vida.
Para assim pensar um currículo em movimento, não o documento ou os possíveis efeitos de seus usos, mas o
movimento que se dá nos processos de experimentação.

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Pensamento Curricular: uma ética e estética de si

Partindo de uma perspectiva Pós-estruturalista, mais especificamente com as filosofias da diferença, este artigo
propõe tratar de um pensamento curricular como um “entre”: sendo esse pensamento um movimento que se dá
entre o “currículo documento” e seus possíveis “efeitos”. É no “entre” que são produzidas infinitas possibilidades de
usos de um currículo, que dão condições para pensar a constituição de corpos/sujeitos e/ou corpos/subjetivações.
Tartar de um pensamento curricular dá condições para tratar da produção de corpos: corpos que são identificáveis,
mensuráveis, quantificáveis, que podem ser classificáveis que atendam a regras, morais, valores e verdades vigentes,
e corpos/subjetivação como possibilidade de constituição de si mesmo, uma ética, uma individualidade, movimento,
produzindo diferença, singularidade, produzindo em sua vida uma estética de si.
Pensar, assim, é um acontecimento. O pensamento é o movimento de sua própria intensidade,
enquanto efetua-se em si mesmo. É o próprio sentido, nada está fora dele e não há maneira de
pensar que não seja a realização de uma experiência, o puro ato do acontecimento. O
acontecimento, portanto, não é uma forma instituída, mas uma relação de forças que desloca o
pensamento ao jogo do acaso, a uma ĂƌƚĞĚŽĚĞƐůŽĐĂŵĞŶƚŽ. (Munhoz, 2011, p. 26).

Os diferentes modos de pensar um currículo se dão por quem vive um currículo, não por quem pode ser pensado
como efeito de um currículo, mas quem faz uso deste. Pensar um currículo ou com um currículo pode vir a ser um
processo de criação, uma “ética como o modo como o indivíduo se constitui a si mesmo como sujeito moral de suas
próprias ações, ou, em outras palavras, a ética como ‘a relação de si para consigo’.” VEIGA NETO (2007: p, 81). Para
assim pensar a estética de um vida, a estética de uma existência, como algo singular, uma relação consigo mesmo,
uma vida como obra de arte, uma vida em movimento de constiuição constante de corpos/sujeitos e
corpos/subjetivações.
O pensamento curricular não é um modo de pensar sobre o currículo, mas são todas as possibilidades de pensar com
ele, de fazer dessa prática um processo de criação, de constiuição de si, de possibilidades de experiências. Não há
como decider se o pensamento será curricular ou não, o pensar curricular é movimento no encontro com um
currículo, e isso está na ordem de uma vida que pensa a educação.

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Referências:
Badiou, A. (2002). WĞƋƵĞŶŽŵĂŶƵĂůĚĞŝŶĞƐƚĠƚŝĐĂ. Tradução Marina Appenzeller. São Paulo: Estação Liberdade.

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Benetti, C. C. (2010). DŽǀŝŵĞŶƚŽƐĚŽĂƚŽĚĞƉĞŶƐĂƌ͗ŝŶƚĞƌůŽĐƵĕƁĞƐƉŽƐƐşǀĞŝƐĞŶƚƌĞĞůĞƵnjĞĞ&ŽƵĐĂƵůƚ. Revista
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Luso-Brasileiro sobre Questões Curriculares & VI Colóquio Luso-Brasileiro de Currículo: desafios contemporâneos no
campo do currículo. Subtema: Currículo e educação infantil. Belo Horizonte: 4 a 6 setembro 2012. (Texto dig.). Porto
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Fractal: Revista de Psicologia, vol. 23 – n. 2, p. 291-304, Maio/Ago. Disponível em:
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Disponível em: http://www.univates.br/revistas/index.php/cadped/article/viewArticle/73.
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Técnica: Maria do Rosário Gregolin. – São Carlos: Claraluz.
Veiga-Neto, A. (2007). &ŽƵĐĂƵůƚΘĂĚƵĐĂĕĆŽ. – 2 ed. Belo Horizonte: Autêntica.

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