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ESTATUTO DO CENTRO ACADÊMICO CARLYLE GUERRA DE MACEDO

MEDICINA - UESPI

TÍTULO I – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

CAPÍTULO I – Denominação, Natureza, Princípios e Fins

Art. 1º. O CENTRO ACADÊMICO CARLYLE GUERRA DE MACEDO,


associação civil sem fins lucrativos, com duração indeterminada, apartidária,
com sede e foro na cidade de Teresina - PI, é a legítima entidade
representativa de todos os estudantes regularmente matriculados no Curso de
Medicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual do
Piauí – FACIME / UESPI, e que se regerá, doravante, pelo presente estatuto.

§ 1º. O CENTRO ACADÊMICO CARLYLE GUERRA DE MACEDO


adotará com iguais efeitos, a denominação CAGEMA.

§ 2º. O CAGEMA reconhece todas as entidades representativas de


estudantes cujos princípios e objetivos não contrariem os seus, conforme
definidos neste estatuto.

Art. 2º. São princípios básicos do CAGEMA:

I. A defesa dos interesses dos estudantes do Curso de Medicina da


FACIME/UESPI;

II. A promoção da integração:

a. entre os seus membros;

b. entre os segmentos discente, docente e funcional do curso;

c. com os outros setores da universidade;


d. com as demais entidades estudantis em todos as esferas.

III. O aperfeiçoamento das atividades acadêmicas do Curso, a defesa


da universidade pública, gratuita e de excelência, e sua integração com todos
os setores da comunidade;

IV. A defesa do Estado democrático de direito e o respeito aos


princípios constitucionais e aos direitos humanos.

V. A defesa da escola pública universal e gratuita.

Art. 3º. São objetivos do CAGEMA, entre outros:

I. Congregar o corpo discente do referido curso;

II. A defesa em juízo de seus princípios através:

a. Da propositura de Ação Civil Pública em defesa de direitos


difusos ou coletivos;

b. Da propositura de Mandado de Segurança Coletivo em defesa


dos interesses dos seus membros;

c. Da propositura de qualquer outra medida judicial cabível


coerente com os princípios da entidade.

III. Promover semestralmente a recepção e integração dos calouros,


através da semana unificada;

IV. Promover cursos, palestras, e outras atividades sociais e


acadêmicas;

V. Manter um veículo de comunicação periódico;

VI. Manter representação discente nos órgãos colegiados da UESPI;

VII. Estimular e apoiar iniciativas e debates relacionados à Medicina


atual;
VIII. Estimular a participação de seus membros nos fóruns estudantis
em todos os níveis.

IX. Promover e incentivar o espírito de classe e a aproximação e a


solidariedade dos alunos da FACIME entre si, com o corpo docente e os
demais institutos de Ensino Superior, criando e desenvolvendo o espírito de
coleguismo.

X. Promover a defesa dos interesses do corpo discente e o


desenvolvimento intelectual, moral e crítico dos seus membros;

XI. Promover a cooperação entre administradores, professores,


servidores e estudantes, na vida acadêmica, buscando o seu aprimoramento;

XII. Incentivar a cultura literária, artística e desportiva dos seus


membros;

XIII. Realizar intercâmbio e colaboração de caráter cultural,


educacional, político, desportivo e social com entidades congêneres;

XIV. Pugnar pela adequação do ensino às reais necessidades da


sociedade, pelo ensino público, gratuito e de boa qualidade;

XV. Defender a Democracia, a Liberdade, a Paz e a Justiça Social dentro


e fora da Universidade;

XVI. Divulgar, incentivar e participar do movimento estudantil, em


todos os níveis.

XVII. Realizar e incentivar ações que promovam a indissociabilidade do


ensino, pesquisa e extensão.

TÍTULO II - COMPOSIÇÃO

CAPÍTULO I – Dos Membros Associados


Art. 4º. São membros do CAGEMA todos os estudantes matriculados no
curso de Medicina da Universidade Estadual do Piauí.

I. O único requisito de admissão é a efetivação da matrícula.

II. O único, necessário e suficiente requisito de exclusão é o recebimento


do diploma ou o cancelamento da matrícula e neste caso de exclusão não cabe
recurso.

§ Único. Nenhum associado poderá ser impedido de exercer


direito ou função que lhe tenha sido legitimamente conferido, a não ser nos
casos e pela forma previstos na lei ou no estatuto.

Art. 5º. São direitos dos membros:

I. Ser informado e participar de todas as atividades do CAGEMA;

II. Ser ouvido e respeitado em suas opiniões, propostas e posições,


independentemente de suas convicções de qualquer espécie;

III. Votar e ser votado nos termos deste estatuto.

IV. Propor mudanças ao presente Estatuto;

V. Exigir o fiel cumprimento deste Estatuto.

Art. 6º. São deveres dos membros:

I. Respeitar e cumprir os preceitos estipulados por este estatuto e as


decisões regularmente tomadas pelos órgãos estatutários;

II. Zelar pelo patrimônio da entidade e auxiliar na sua manutenção;

III. Quando investido de qualquer cargo do Centro Acadêmico, cumprir


com dedicação e responsabilidade suas funções e agir com base nos princípios
da legalidade, publicidade e impessoalidade, respeitando a pluralidade e
democracia estudantil e os princípios e objetivos do presente Estatuto;
IV. Contribuir para o desenvolvimento das atividades do CAGEMA,
bem como auxiliar e fiscalizar o cumprimento de seus objetivos.

CAPÍTULO II – Do patrimônio

Art. 7º. Constitui patrimônio do CAGEMA a universalidade de bens,


materiais e imateriais, móveis e imóveis, que a entidade possua ou venha a
adquirir, e de qualquer outra forma de aquisição que não contrarie este
estatuto.

§ 1º. A receita é constituída por:

I- taxas acadêmicas

II-doação de terceiros;

III-auxílios, subvenções ou rendas;

IV-rendas auferidas em função do seu patrimônio ou serviços que


venha prestar a seus membros;

V-resultado de promoções, convênios e eventos que venha


realizar.

§ 2º. Ao fim de cada gestão, cabe à diretoria do CAGEMA elaborar lista


completa do patrimônio da entidade, que deverá ser apresentada ao
CORETUR para aprovação e devidas reparações e posteriormente, ser
publicada a todos os estudantes e à nova diretoria.

Art. 8º. Extinguindo-se o CAGEMA, sem que haja outra entidade


representativa dos estudantes de medicina da FACIME, todo o patrimônio da
entidade passará a compor o patrimônio da Faculdade de Ciências Médicas da
Universidade Estadual do Piauí.
Art. 9º. Para efetuar a alienação de qualquer bem, a diretoria deverá obter
autorização junto ao CORETUR.

Art. 10. A administração do CAGEMA é obrigada a prestar contas ao fim da


gestão aos seus membros e às pessoas ou entidades que o auxiliem com
doações, em balanço aprovado pela Assembléia Geral, que deverá ser
publicado nos meios disponíveis.

TÍTULO III – ORGANIZAÇÃO

CAPÍTULO I – Estrutura

Art. 11. O CAGEMA é composto dos seguintes órgãos:

a) Assembléia Geral;

b) Conselho de Representantes de Turma (CORETUR);

c) Diretoria;

d) Núcleo de Apoio ao Centro Acadêmico (NACA).

CAPÍTULO II - Assembléia Geral

Art. 12. A Assembléia Geral é a instância deliberativa máxima do CAGEMA e


constitui-se da reunião de todos os membros em pleno gozo de seus direitos.

Art. 13. A Assembléia Geral poderá ser:


I- Ordinária

II- Extraordinária

Art.14. Compete a Assembléia Geral Ordinária:

I. Apreciar o relatório da gestão da Diretoria que se finda;

II. Aprovar ou rejeitar, no todo ou em parte, a prestação de contas do


período que compreendeu a gestão;

III. Aprovar ou rejeitar proposta de reformulação do estatuto;

IV. Deliberar sobre pauta estabelecida.

§ Único. As deliberações da Assembléia Geral Ordinária serão


aprovadas por maioria simples.

A Assembléia Geral reúne-se extraordinariamente em caso de


necessidade relevante, podendo ser convocada:

I. Pela diretoria do CAGEMA;

II. Por 2/3 dos membros do CORETUR;

III. Por vinte por cento dos membros do CAGEMA;

IV. Pela Comissão Eleitoral em casos de recurso acerca de impugnação


da chapa.

§ Único. Em qualquer dessas hipóteses, a Assembléia Geral deverá


ser convocada por meio de edital que defina as pautas, afixado na porta da
entidade e nos meios disponíveis (mural, site, jornal do CAGEMA, ou
quaisquer outros meios disponíveis) com pelo menos vinte e quatro horas de
antecedência.
Art. 15. A Assembléia Geral será presidida por uma mesa definida no início
dos trabalhos e que contará com pelo menos um representante da diretoria do
CAGEMA.

§ Único. À mesa cabe, entre outras atividades, organizar lista de


presença, checar a identificação dos presentes para fins de controle das
votações e redigir a ata.

Art. 16. Compete à Assembléia Geral:

I. Deliberar sobre assuntos de alta relevância para o Centro


Acadêmico ou sobre quaisquer outros assuntos que a ela venham se
encaminhar;

II. Destituir, parcial ou totalmente, a diretoria e indicar comissão


provisória de gestão;

III. Julgar, em última instância, decisões dos demais órgãos


estatutários;

IV. Alterar o Estatuto;

V. Interpretar, em última instância, o Estatuto e resolver os casos


omissos.

Art. 17. Compete privativamente à Assembléia Geral:

I. Eleger os administradores através de processo eleitoral em


conformidade com este estatuto;

II. Destituir os administradores;

III. Aprovar as contas;

IV. Alterar o estatuto.


Art. 18. A Assembléia Geral somente terá caráter deliberativo se presentes
15% dos membros, com base em listagem oficial da FACIME.

I. As decisões serão tomadas por maioria simples dos presentes, salvo


nos seguintes casos:

II. Para alteração do Estatuto é necessária a concordância de 50%


mais um do total de votantes da última eleição da diretoria realizada.

III. É vedado voto por procuração.

§ Único. Para as deliberações de destituir os administradores e


alterar o estatuto é exigido o voto concorde de dois terços dos presentes à
Assembléia, especialmente convocada para esse fim, não podendo ela
deliberar, em primeira convocação, sem a maioria absoluta dos associados, ou
com menos de um terço nas convocações seguintes.

Art. 19. Ensejam a destituição parcial ou total da diretoria:

I. A rejeição das contas pelo CORETUR;

II. A recomendação de destituição pelo CORETUR.

III. A não aprovação manifesta à atuação da diretoria da maioria


absoluta dos membros do CAGEMA.

Art. 20. Em caso de destituição total de diretoria que ocorrerá em


Assembléia Geral presidida pelo CORETUR, fica estabelecido que o
CORETUR constituirá a diretoria provisória que terá que marcar eleições
extraordinárias que se realizarão no prazo máximo de dez dias corridos.

§ 1º. O CORETUR dirigirá o CAGEMA até a posse da próxima diretoria.

§ 2º. O mandato da nova diretoria tem prazo final no mesmo dia em


que terminaria o da diretoria destituída, salvo se restarem menos de 60 dias
letivos para o término da gestão, hipótese na qual as eleições subseqüentes
serão antecipadas.

§ 3º. Compete à nova diretoria o exercício das medidas legais cabíveis


para ressarcir a entidade de eventuais prejuízos a ele causados.

CAPITULO III - Conselho de Representantes de Turma


(CORETUR)

Art. 21. O CORETUR é o elo entre os membros do CAGEMA e sua diretoria


e é composto pela reunião de dois representantes de cada turma, no gozo dos
seus direitos de membro, e respaldado por uma ata que comprove sua escolha
através da eleição.

§ 1º. Cada membro somente poderá representar uma turma em cada


reunião.

§ 2º. A ata tem validade máxima de um ano, sendo que a apresentação


de ata posterior, necessariamente revoga a anterior.

§ 3º. O exercício das funções de representante de turma durará um ano


a contar da data de eleição.

§ 4º. Os representantes de turma poderão se reeleger indefinidamente,


conforme previsto no estatuto.

Art. 22. O CORETUR reúne-se ordinariamente pelo menos uma vez a cada
dois meses, em períodos letivos.

§ 1º. As reuniões deverão ser periódicas e regulares, convocadas por


edital que defina a pauta, publicado nos meios disponíveis com pelo menos
vinte e quatro horas de antecedência, podendo ser estipulado semestralmente
datas fixas para sua realização.
§ 2º. As reuniões do CORETUR serão presididas por um representante
da diretoria.

Art. 23. O CORETUR reúne-se extraordinariamente sempre que existir


motivo relevante para tal, e nesse caso, em temas de alta relevância em
caráter de urgência, não há prazo de antecedência para a convocação.

§ 1º. O CORETUR pode ser convocado:

I. Pela diretoria do CAGEMA;

II. Por 1/3 dos seus membros;

III. Por 5% dos membros do CAGEMA.

§ 2º. Aplicam-se às reuniões extraordinárias, no que couber, o disposto


no artigo 19.

Art. 24. Compete ao CORETUR:

I. Tomar decisões de alta relevância cujo caráter de urgência ou as


condições políticas ou materiais tornem inviável a convocação de Assembléia
Geral;

II. Trabalhar conjuntamente com a diretoria do CAGEMA na realização


de atividades aprovadas pelo Conselho;

III. Contribuir no processo eletivo para a Diretoria do CAGEMA e nova


gestão do CORETUR;

IV. Apreciar as contas ordinariamente apresentadas pela diretoria e


requerer, extraordinariamente, sua apresentação;

V. Fiscalizar as ações da diretoria, sugerir encaminhamentos e


atividades, e auxiliar no cumprimento dos objetivos da entidade;

VI. Convocar extraordinariamente a Assembléia Geral;


VII. Aprovar a comissão e o regimento eleitoral nos termos deste
estatuto;

VIII. Deliberar sobre todas as questões a ele apresentadas, exceto em


caso de deliberação privativa da Assembléia Geral;

IX. Examinar as propostas da diretoria de alteração dos ocupantes dos


cargos regulados por este estatuto, fornecendo seu parecer, sem direito a veto;

X. Recolher as assinaturas necessárias para a proposição de medidas


judiciais sugeridas pela diretoria;

XI. Recomendar à Assembléia Geral a destituição parcial ou total de


diretoria.

Art. 25. A reunião do CORETUR será deliberativa se presentes 50% mais um


dos seus membros.

§ Único. As decisões dar-se-ão por maioria simples dos presentes, salvo


os seguintes casos em que é necessária a anuência de 2/3 dos membros do
CORETUR:

I. Para a aprovação ou rejeição das contas nos termos deste


estatuto;

II. Para decisão que recomendar à Assembléia Geral a destituição


parcial ou total da diretoria;

Art. 26. As contas serão apresentadas pela diretoria e apreciadas pelo


CORETUR no final de março e no final de agosto de cada ano, ou em trinta
dias quando requerido pelo próprio Conselho.

§ 1º. Não sendo aprovadas as contas, o CORETUR nomeará comissão


de três membros que analisará os documentos e submeterá seu parecer à
apreciação do CORETUR em 15 dias.
§ 2º. Sendo rejeitadas as contas, o CORETUR convocará Assembléia
Geral para destituição parcial ou total da diretoria, respeitado o contraditório,
sem prejuízo das medidas legais cabíveis.

Art. 27. Aos membros que infringirem qualquer preceito deste estatuto,
poderá ser aplicada a sanção de perda do gozo dos direitos de membro, por
prazo a ser estipulado pelo CORETUR, com duração máxima de um ano.

Art. 28. Será destituído do CORETUR enquanto representante aquele que:

I. For excluído conforme inciso II do artigo 4° desse estatuto;

II. For desautorizado por dois terços dos membros da turma.

§ Único. No caso de vagância do cargo, a vaga será preechida por


estudante eleito da mesma turma.

CAPÍTULO IV – Da Diretoria

Art. 29. A diretoria é a equipe que dirige a entidade, sendo responsável pela
administração e gestão do CAGEMA, sendo eleita anualmente e composta
originalmente por no mínimo 5 membros, sendo um presidente, um vice
presidente, dois secretários de finanças e um secretário geral.

Art. 30. A estrutura da diretoria é livre, flexível conforme o planejamento e


a previsão de necessidade da chapa, desde que atenda à exigência do art. 25
desse estatuto, podendo conter tantas secretarias quanto forem necessárias
para o devido cumprimento dos princípios e fins desta entidade, desde que
necessariamente contenha:

I. Presidência;

II. Departamento de finanças;


III. Secretaria Geral.

§ Único. A proposta estrutural, contendo a denominação e funções


das demais secretarias, apresentada pela chapa em campanha para a
composição da Diretoria vincula a diretoria eleita, e qualquer alteração nos
ocupantes destas funções deve ser submetida à apreciação do CORETUR.

Art. 31. À diretoria cabe coletivamente, sem prejuízo de outras funções:

I. Responder pelas ações da entidade;

II. Cumprir os objetivos e princípios;

III. Convocar as eleições;

IV. Publicar relatório semestral de atividades;

V. Gerir administrativa e financeiramente a entidade;

VI. Organizar e propor ações judiciais em nome da entidade.

Art. 32. O presidente responde pela diretoria em caso de controvérsia e,


para todos os fins, representa legalmente a entidade. O vice presidente
assume todas as responsabilidades do presidente em caso de ausência do
mesmo.

Art. 33. Ao departamento de finanças cabe a gerência das finanças e o


patrimônio, bem como a organização da prestação de contas ordinária ou
extraordinariamente e lista de bens do Centro Acadêmico, quando requerida
pelo CORETUR.

Art. 34. À secretaria geral cabe:


I. A redação dos documentos e atas bem como a guarda dos livros e
manutenção da lista atualizada para contato com os estudantes do curso.

II. Secretariar as assembléias e reuniões da diretoria.

III. Lavrar as atas das assembléias gerais e assiná-las com o presidente.

IV. Secretariar as eleições da diretoria.

V. Secretariar os membros da diretoria na elaboração de documentos


do Centro Acadêmico.

VI. Cuidar da organização do arquivo, incluindo atas de eleição de


representantes discentes e CORETUR.

TÍTULO III - ELEIÇÕES

CAPÍTULO I – Da realização

Art. 35. As eleições terão a data de sua realização vinculada ao calendário


acadêmico e realizar-se-ão 30 dias corridos após o primeiro dia letivo do
regime regular. Caso esse dia coincida com um dia não útil, a eleição ocorrerá
no 1° dia útil subseqüente.

§ Único. A diretoria empossada deverá realizar as próximas eleições na


data estipulada do caput desse artigo, independente do início da sua gestão,
de modo que a duração de cada gestão variará de acordo com o calendário
acadêmico, podendo ter um ano, alguns dias a menos ou alguns dias a mais,
sem prejuízo de suas atividades.

Art. 36. Cabe à diretoria convocar as eleições e nomear comissão eleitoral


que lançará o edital de convocação das eleições e o submeterá à apreciação do
CORETUR até dez dias antes do início do período letivo.
§ Único. Não sendo convocada no prazo de dez dias antes do início do
período letivo pela diretoria, cabe subsidiariamente ao CORETUR convocar
as eleições e nomear a comissão eleitoral no prazo máximo de quatro dias e
realizar a eleição dentro dos trinta dias corridos após o início do período
letivo.

Art. 37. O edital eleitoral deve prever no mínimo:

I. Cinco dias corridos para inscrição de chapas;

II. Onze dias corridos entre a homologação das inscrições e a data das
eleições;

III. Um debate entre as chapas concorrentes, no máximo dois dias


antes das eleições, com a apresentação do plano de gestão de cada uma.

§ 1º. No caso de haver somente uma chapa, esta deverá apresentar


o plano da gestão ao corpo discente na oportunidade prevista pela comissão
eleitoral.

§ 2°. Para inscrição, as chapas deverão atender os requisitos


estruturais previstos neste regimento.

§ 3º. Os candidatos a ocupantes dos cargos mínimos exigidos por


este estatuto, quais sejam presidência, vice presidência, departamento de
finanças e secretaria geral, não podem ter a colação de grau prevista para
antes do término do mandato.

§ 4º. Os membros da comissão eleitoral e os mesários são


inelegíveis naquele pleito.

§ 5º. A comissão julga em única instância os recursos eleitorais,


sendo admitido, somente em caso de impugnação de chapa, recurso com
efeito suspensivo ao CORETUR.
Art. 38. As eleições para o Centro Acadêmico Carlyle Guerra de Macedo
obedecerão as seguintes normas:

I. Inscrição dos candidatos em chapas;

II. Eleição majoritária;

III. As eleições serão realizadas em um dia, no horário das 8:00h às


17:00h, no prédio da Faculdade de Ciências Médicas da UESPI.

IV. O eleitor terá que se identificar com a apresentação da Carteira de


Identificação Estudantil (CIE), Carteira de Identidade, ou qualquer outro
documento oficial com foto, comprovando sua filiação na lista nominal
emitida pela universidade;

V. A apuração será feita logo após o término da eleição, com a


proclamação dos eleitos;

VI. Em caso de empate haverá nova eleição;

VII. A eleição terá um quorum mínimo de 30% do número total de


eleitores;

§ 1°. A chapa inscrita deverá preencher todos os cargos previstos


neste estatuto como estrutura mínima.

§ 2°. Deverá a chapa inscrita ser assinada por responsável.

§ 3°. A chapa que não cumprir todos os preceitos estatutários terá


sua inscrição indeferida.

§ 4°. Em caso de empate a nova eleição será realizada em um


prazo máximo de sete dias corridos.

CAPÍTULO II – Da Comissão Eleitoral

Art. 39. A eleição será coordenada por uma Comissão Eleitoral formada por:
I. Três membros do CORETUR eleitos pelo mesmo;

II. Um membro indicado por cada chapa.

§ 1°. É vedada a participação de candidatos na Comissão Eleitoral.

§ 2°. As chapas concorrentes deverão indicar no ato da inscrição


da chapa seu representante na Comissão Eleitoral.

Art. 40. Compete à Comissão Eleitoral:

I. Fiscalizar e dirigir as eleições de acordo com este Estatuto;

II. Deferir a inscrição dos candidatos, de acordo com os pressupostos


deste Estatuto, tendo o prazo de sete dias corridos da data da inscrição da
chapa;

III. Providenciar o material necessário para a realização das eleições;

IV. Tornar as eleições transparentes e democráticas, publicando no


quadro de avisos os seus atos e as normas que regerão as eleições;

V. Apurar os votos e proclamar os eleitos;

VI. Registrar em ata as fases da eleição: inscrição dos candidatos,


votação e apuração, além de acontecimentos importantes no decorrer do
processo.

VII. Os casos omissos deverão ser levados à apreciação do CORETUR.

Art. 41. As urnas, listas, atas e cédulas padronizadas serão de


responsabilidade da Comissão Eleitoral.

CAPÍTULO III – Da Votação


Art.42. A Comissão Eleitoral será responsável pelas mesas receptoras dos
votos.

Art. 43. Votarão na eleição do CAGEMA todos os acadêmicos regularmente


matriculados.

CAPÍTULO IV - DA APURAÇÃO

Art. 44. Cada chapa inscrita indicará um fiscal para acompanhar o


recolhimento dos votos.

Art. 45. O prazo para a impugnação de urna vai até o início da apuração e
acontecerá caso fique provada a existência de fraude.

Art. 46. É responsabilidade do CORETUR julgar os pedidos de impugnação


de chapa e anulação do processo eleitoral apresentados pela Comissão
Eleitoral.

Art. 47. Caberá ao representante de cada chapa apresentar impugnação e


recorrer da decisão de impugnação à Assembléia Geral em até 24 horas após a
divulgação dos resultados, devendo a Comissão Eleitoral convocá-la para que
seja realizada em até vinte e quatro horas após a apresentação do recurso.

Art. 48. Caso o recurso impetrado seja aceito, e o mesmo comprometa o


resultado do pleito, a eleição será anulada.
Art. 49. Em havendo uma única chapa e no caso da mesma ser impugnada
deverá ser realizado novo processo eleitoral sob as mesmas normas já
previstas no estatuto.

CAPÍTULO V – Do Mandato da Diretoria

Art. 50. O mandato da Diretoria inicia-se no ato de posse da gestão e


encerra-se à posse da gestão seguinte, que compreende o período de um ano.

§ Único. Publicado o resultado das eleições, a Diretoria eleita terá até


sete dias para tomar posse.

TÍTULO V – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 51. A entidade não distribuirá quaisquer receitas, de forma alguma, a


qualquer pessoa.

Art. 52. Salvo estipulação em contrário, os membros não respondem nem


subsidiariamente nem solidariamente pelas obrigações contraídas pela
Diretoria em nome da entidade.

TÍTULO VI - DISPOSICÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 53. As disposições contidas neste estatuto referentes à forma de


organização do CAGEMA somente terão caráter obrigatório a partir do início
do mandato da próxima diretoria.
§ 1º. A atual diretoria deve procurar programar, gradativamente, a
estrutura prevista neste Estatuto.

§ 2º. As regras referentes ao processo eleitoral já se aplicam ao próximo


pleito, com exceção do disposto no próximo artigo.

Art. 54. As próximas eleições ficam marcadas excepcionalmente para o dia


16 de abril de 2009 e a posse da diretoria eleita terá até sete dias para ocorrer.

§ Único. O mandato da diretoria que vier a ser eleita se estenderá até o


1° dia letivo do ano seguinte.

Art. 55. O presente estatuto só poderá ser reformado, no todo ou em parte,


por resolução da Assembléia Geral convocada para este fim.

§ Único. As mudanças no Estatuto serão aprovadas por maioria simples


dos estudantes presentes à Assembléia Geral.

Art. 56. O presente estatuto deverá ser homologado por Assembléia Geral ou
por reunião especial do CORETUR, aberta a todos os membros do CAGEMA,
com pauta específica e ampla divulgação.

Art. 57. O presente estatuto entra em vigor com o seu registro e revoga todas
as disposições precedentes.

Art. 58. Nenhum cargo do Centro Acadêmico de Medicina Carlyle Guerra de


Macedo será remunerado.

Teresina (PI), 06 de fevereiro de 2009.


Advogado: Jorge José Cury Neto

Presidente: Marcel Fernando Miranda Batista Lima

Vice-Presidente: Higor Rafael Alves Dino

Secretária Geral: Iuli Zâmbia Matos e Silva

1ª Tesoureira: Lucianna Rodrigues Carneiro

2ª Tesoureira: Daniele Lima Magalhães