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ARTRITE ENCEFALITE CAPRINA (CAEV)

O que é
A CAE é uma doença infecciosa específica dos caprinos. Geralmente apresenta-se de
forma crônica, caracterizando-se por um longo período de incubação e uma evolução
clínica lenta e progressiva. Os animais infectados passam a ser portadores permanentes
do vírus. O vírus pode estar presente em todos os líquidos biológicos do corpo.
A transmissão do vírus entre os caprinos ocorre, com maior freqüência, através da
ingestão do colostro e do leite de animais infectados. O contato direto entre os animais,
bem como toda a forma de contato indireto com os líquidos corporais (principalmente o
sangue), também são importantes meios de transmissão do vírus.
Formas de transmissão do vírus da CAE:
Transmissão direta
• Ingestão de colostro e leite da própria mãe ou do leite misturado de várias
cabras;
• Contato direto entre os animais através dos líquidos corporais (aerossóis, saliva,
etc.)
Transmissão indireta
• Através de objetos contaminados e pelo homem: agulhas e seringas;
instrumentos cirúrgicos (na castração etc.); tatuador; ferramentas em geral;
ordenhadeira mecânica; tratador.
Como reconhecer
A CAE pode manifestar-se através de cinco quadros clínicos principais: artrite,
encefalite, mamite, pneumonia e emagrecimento crônico. Ocorre queda acentuada na
produção de leite das cabras infectadas (10-15%).
Como tratar
Nenhuma das formas clínicas da CAE é curável. O emprego de medicamentos, na
tentativa de um tratamento sintomático dos animais infectados, contribui apenas para
uma melhora clínica temporária, uma vez que não existe medicamento ou vacina que
combata a doença de forma eficaz. A utilização de antibióticos para a prevenção ou
combate de processos infecciosos secundários não é recomendada, tanto por razões
econômicas quanto pelo fato de promover o surgimento de cepas bacterianas resistentes
a estes medicamentos, em decorrência da sua utilização contínua e indiscriminada.
Como evitar
A imunização ativa dos animais através de uma vacina específica contra o vírus ainda
se encontra em fase de pesquisa.
A alternativa para combater a CAE nos rebanhos consiste basicamente em evitar a
transmissão do vírus. Para alcançar este objetivo, diversos países vêm adotando um
conjunto de medidas preventivas para controlar a disseminação da CAE. Este conjunto
de medidas é chamado de Plano de Saneamento da CAE e tem como meta a formação
de rebanhos livres da doença. Esse Plano é baseado em exames sorológicos de todos os
caprinos da propriedade e é acompanhado por um médico veterinário.
ECTIMA CONTAGIOSO

O que é
É uma doença infecciosa contagiosa causada por vírus, que acomete ovinos e caprinos e
ocorre com mais freqüência nos animais jovens podendo, entretanto, atingir também os
adultos. é caracterizada pelo aparecimento de crostas na boca, podendo estender-se ao
focinho, orelhas, pálpebras e raramente ao aparelho genital e coroa dos cascos. é
conhecida também por Dermatite Pustular Contagiosa ou Boqueira.
A transmissão pode ocorrer por contato direto ou indireto. O vírus pode persistir por
vários anos nas pastagens ou instalações.
Como reconhecer
O primeiro sinal é o aparecimento de manchas vermelhas que se transformam em
vesículas e depois de 2 a 3 dias em pústulas que se rompem e secam formando uma
crosta escura semelhante a verruga. Depois de 10 dias estas crostas caem deixando a
pele sujeita a infecções secundárias.
Além dos lábios, pode haver formação de pústulas na gengiva, narinas, úbere e em
outras partes do corpo. Os lábios ficam engrossados, sensíveis e os cabritos têm
dificuldade de se alimentar, emagrecendo rapidamente.
Como tratar
A infecção é em geral autolimitante. Nas vesículas deve-se passar glicerina iodada e
pomadas cicatrizantes diariamente até que elas sequem. é muito importante isolar os
animais. O tratador deve se precaver utilizando luvas no momento de cuidar dos
animais.
Como evitar
É prevenida pela manutenção do rebanho isento do vírus, mediante a não introdução de
animais infectados.
A vacinação deverá ser feita em todo rebanho, e em todos os cordeiros nascidos após
dois meses de vida, e deve ser aplicada por via cutânea, fazendo-se uma pequena
escarificação na parte interna da coxa.
FOOT ROT DOS OVINOS

O que é
É uma doença infecciosa crônica com ferimento entre as unhas e deslocamento do
casco, causada por duas bactérias chamadas de Dichelobacter nodosus e
Fusobacterium necrophorum, exalando odor fétido, que ocorre, principalmente, em
ambientes úmidos e de pouca ou nenhuma condição higiênica.
Como reconhecer
Lesão no casco, animal com dificuldade de locomover (manqueira), apático, perda de
peso, queda na produção de lã e dificuldades reprodutivas em carneiros, além de
deslocamento total do casco nos casos agudos.
Casos graves com lesões nos cascos anteriores fazem com que os animais pastem
ajoelhados.
Como tratar
• Colocar o animal em local seco e limpo;
• Limpar e lavar o casco, retirando todos os tecidos necrosados e fazendo a apara
do casco;
• Fazer curativos diários com pomada antibiótica ou solução de sulfato de zinco
ou cobre 5% a 10 %;
• Deve ser realizado, também, o tratamento parenteral através da aplicação
intramuscular de penicilina G Procaína na dose de 50.000-70.000 UI/Kg de peso
e Diidroestreptomicina ou Estreptomicina na dose de 50-75 mg/kg de peso.
Como evitar
Evitar o acesso e permanência dos animais em pastos encharcados e em pisos úmidos.
Observar o crescimento dos cascos e apará-los duas vezes ao ano.
Passar os animais em pedilúvio, preenchido com solução de sulfato de cobre ou zinco 5
% ou 10 %, formol a 5 % ou cal virgem, uma vez por semana.
Descartar animais com doença crônica nos cascos e evitar a compra de animais com
lesões nos cascos.
Vacinar os animais, estrategicamente, fazendo a vacinação nos períodos mais
favoráveis ao aparecimento da doença. Fazer uma dose de reforço em ovelhas no terço
final da gestação.
Selecionar os animais resistentes à doença.
Acabe com o problema utilizando BIOXELL, OXITRAT-LA ou OXITRAT-LA PLUS,
da VALLéE.

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• BIOXELL|
• OXITRAT-LA|
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LISTERIOSE

O que é
Listeriose é uma doença causada pela bactéria Listeria monocytogenes, e que pode ser
veiculada pelos alimentos. Acomete diversas espécies animais, inclusive o homem,
porém ruminantes parecem ser mais suscetíveis. Os principais reservatórios da L.
monocytogenes são o solo e a água, que podem contaminar os alimentos, porém esta
bactéria também pode ser encontrada nas plantas, silagem e outros alimentos, parede e
pisos de instalações e fezes.
Dois quadros distintos são típicos da infecção pela bactéria Listeria monocytogenes: um
com características neurológicas (meningoencefalite) e outro em que ocorrem aborto,
metrite, presença de abscessos no fígado, baço e outras vísceras.
A doença na forma nervosa é observada esporadicamente em bovinos, ovinos e
bubalinos a campo e, em alguns casos, quando animais estão recebendo silagem.
Como reconhecer
A forma nervosa em ruminantes caracteriza-se por andar em circulo, incoordenação e
quedas freqüentes; desvio lateral da cabeça e do corpo; orelhas, lábios e pálpebras
superiores caídas; salivação; dificuldade de apreensão, mastigação e deglutição dos
alimentos; depressão e morte.
O diagnóstico é feito pelos sinais e sintomas clínicos, dados epidemiológicos e exames
laboratoriais com isolamento da bactéria.
Como tratar
Podem ser usados de maneira eficaz os antibióticos de amplo espectro, como as
tetraciclinas e penicilinas. A administração de água e soro é necessária em animais que
apresentam dificuldade para comer e beber. Os animais em tratamento devem ser
mantidos isolados em lugares frescos e devem ser evitados os manejos.
Como evitar
Não administrar dietas compostas exclusivamente de silagem aos animais. Para os
animais de campo que serão alimentados com silagem durante a seca deve-se realizar
uma adaptação através do aumento gradual da quantidade fornecida.
Evitar a administração de silagens de baixa qualidade, separando as partes pouco
fermentadas ou que entraram em contato com o ar e apresentam-se deterioradas.

Produtos vinculados:
• ANTIDIARRÉICO|
• RUMEFORT|

• PARAPLEXIA ENZOÓTICA DOS OVINOS (SCRAPIE)

O que é
A Paraplexia Enzoótica dos Ovinos (Scrapie) é uma doença degenerativa do sistema
nervoso dos ovinos e raramente dos caprinos, que pertence ao grupo das Encefalopatias
Espongiformes Transmissíveis (EET’s), causada por uma partícula protéica infectante
denominada PRíON. Afeta animais adultos e na faixa de 2- 4 anos de idade e raramente
ocorre em animais de menor idade.
Um dos mecanismos de transmissão desta doença é por hereditariedade e o outro é
através da ingestão de placenta e cérebro de animais subclinicamente afetados.
Como reconhecer
É uma doença crônica não facilmente reconhecível nas fases iniciais. O prurido
(coceira) é o principal sinal quando a doença já está instalada. O animal coça-se contra
objetos causando perda de lã, ulcerações na pele ou morde a própria pele ou os pés.
Quando o animal se coça parece que ele responde com satisfação, apresentando um
lamber dos lábios com a língua de forma bastante característica. Esse sinal é um
auxiliar importante no diagnóstico da doença. Ocorre, também, ranger de dentes ou
ataxia e incoordenação com andar cambaleante.
Como tratar
Não existe tratamento para essa doença.
Como evitar
Não fazer o uso de rações contendo proteínas animais para ruminantes, as quais são
proibidas no Brasil. é fundamental, também, não importar ovinos de países que
apresentam a doença.
Deve-se eliminar todos os animais infectados e, se possível, extinguir todos os rebanhos
que tiveram contato com animais doentes. Outra medida é selecionar animais com baixa
suscetibilidade genética a desenvolver a Scrapie.
POLIOENCEFALOMALÁCIA (PEM)

O que é
A Polioencefalomalácia ou Necrose Cérebrocortical (NCC) é uma desordem metabólica
aguda, de causa não infecciosa que acomete ruminantes de todas as idades, sendo que
no Brasil os animais adultos a campo são os mais afetados. São várias as causas dessa
doença e muitas ainda são desconhecidas. Antigamente, a deficiência de tiamina
(vitamina B1) era atribuída como causa. Hoje outras causas são apontadas, como alto
consumo de enxofre, ingestão de carcaças, mudanças bruscas na alimentação,
principalmente quando animais mantidos em pastagens ruins são introduzidos em
pastos de excelente qualidade e intoxicação por cloreto de sódio. é caracterizada
clinicamente pelo aparecimento súbito de cegueira, decúbito e sintomatologia nervosa.
Como reconhecer
Os sinais clínicos caracterizam-se por andar cambaleante e em círculos, incoordenação,
tremores musculares, cegueira total ou parcial, opistótono, nistagmo e estrabismo. Os
animais afastam-se do rebanho e muitos são encontrados em decúbito lateral ou
esternal. Nas fases iniciais o animal pode apresentar certa agressividade e excitação. Se
os animais não forem tratados com tiamina a morte ocorre geralmente 2 a 3 dias após o
aparecimento dos sinais clínicos, entretanto, alguns animais morrem poucas horas após
e outros permanecem até 10 dias em decúbito.
Ocorre melhora do quadro clínico quando o tratamento com tiamina (vitamina B1) é
realizado no início da doença.
Como tratar
O tratamento consiste na aplicação de 10-20 mg de Vitamina B1/ kg de peso vivo e 0,2
mg de Dexametasona/ kg de peso vivo por via intramuscular, repetido de 12 em 12
horas durante 3 dias.
Trata-se de uma emergência em medicina veterinária, pois quanto mais o tempo passa,
maiores são as lesões do sistema nervoso. A cura pode ocorrer quando o tratamento
com tiamina é realizado no início dos sintomas clínicos, sendo as lesões reversíveis até
certo ponto.
Como evitar
Como não estão definidos, ainda, os fatores que desencadeiam a PEM, não é possível
recomendar medidas de controle ou preventivas.
LINFADENITE CASEOSA (LC)

O que é
A Linfadenite Caseosa é uma doença infecto-contagiosa conhecida também como “Mal
do Caroço” ou “Falsa Tuberculose”. é causada pela bactéria Corynebacterium
pseudotuberculosis, que acomete caprinos e ovinos e caracteriza-se pela formação de
abscessos contendo pus de cor amarelo-esverdeado e consistência tipo queijo coalho. A
doença apresenta-se em duas formas: a superficial e a visceral. Os abscessos localizam-
se, inicialmente, nos gânglios (linfonodos) superficiais, podendo ser na região da
mandíbula, abaixo da orelha, na escápula, no crural, e na região mamária. Apresenta-se,
também, nos gânglios internos (mediastínicos, torácicos) e órgãos como os pulmões, o
fígado e, em menor escala, o baço, a medula e o sistema reprodutivo. Além dos
caprinos e ovinos, esta enfermidade causa linfangite ulcerativa em eqüídeos e abscessos
superficiais em bovinos, suínos, cervos e animais de laboratório.
A principal fonte de infecção é o conteúdo dos abscessos que supuram e contaminam o
ambiente. O conteúdo dos abscessos é rico em C. pseudotuberculosis podendo infectar
diretamente outros animais ou ainda contaminar a água, o solo e os alimentos. O
Corynebacterium pseudotuberculosis pode permanecer no meio ambiente por períodos
de 4 a 8 meses, principalmente quando protegido do sol direto, e morre quando exposto
a 70°C, aos desinfetantes comuns, bem como ao sol direto.
A porta de entrada são as feridas superficiais na pele, mucosas, além dos linfonodos
e/ou vasos linfáticos.

Como reconhecer
Os sinais clínicos caracterizam-se pela presença de linfonodos periféricos aumentados
de tamanho. Ocasionalmente, os abscessos se rompem drenando pus espesso e
esverdeado. Os abscessos medem normalmente 4-5 cm, entretanto, podem chegar a 15
cm. A maioria dos animais com lesões nos linfonodos não apresentam outros sinais
clínicos, porém, alguns com abscessos localizados nas vísceras das cavidades torácica
ou abdominal, podem apresentar emagrecimento progressivo, às vezes, denominado
como “doença da ovelha magra”.
Como tratar
O tratamento pode ser realizado com o uso de antibióticos como a tetraciclina, a
penicilina, e cefalosporina, porém, a distribuição dos mesmos nos abscessos é pequena
dificultando o processo de cura pela pouca habilidade de passar pela cápsula do
abscesso e porque a bactéria possui localização intracelular. Portanto, não se recomenda
o tratamento com antibióticos para os casos de Linfadenite Caseosa.

Como evitar
Em ovinos as medidas de controle da doença consistem em eliminar os animais doentes
e evitar novas infecções, através de medidas higiênicas e de desinfecção dos
instrumentos de tosquia, castração e assinalação. Essas técnicas devem ser realizadas
em locais limpos e onde seja possível a desinfecção. Os ovinos jovens devem ser
tosquiados antes dos adultos. Em rebanhos infectados deve evitar-se banhar
imediatamente após a tosquia. Vacinas contendo células bacterianas e/ou toxóides
empregadas em ovinos são parcialmente eficientes, diminuindo significativamente o
número de animais com abscessos.
CERATOCONJUNTIVITE EM OVINOS E CAPRINOS

O que é
Ceratoconjuntivite infecciosa ovina é uma doença infecciosa e contagiosa caracterizada
por inflamação aguda da conjuntiva e córnea, acometendo animais de todas as idades e
sexo.
Atualmente considera-se que é causada, principalmente pela bactéria Mycoplasma
conjuncitivae, mas diversos outros microrganismos têm sido responsabilizados como
agentes da doença. As moscas e outros insetos são os agentes transportadores da
bactéria para os animais, sendo a transmissão favorecida pela poeira e pela
concentração de animais.
Como reconhecer
Animais apresentam-se com conjuntivite, lacrimejamento excessivo, fotofobia,
descargas oculares purulentas, opacidade e ulceração da córnea, em casos avançados. A
gravidade varia de um indivíduo para outro, podendo, inclusive, ambos os olhos quando
afetados, apresentarem quadros diversos.
As perdas econômicas causadas por essa doença estão associadas à perda ou menores
ganhos de peso, diminuição da produção de lã e gastos com medicamentos e manejo do
rebanho.
Como tratar
Para o tratamento utilizam-se pomadas oftálmicas ou colírios à base de antibiótico
como tetraciclinas e tylosina. Entretanto, A cura espontânea ocorre na maioria dos
animais.
Como evitar
Isolar os animais doentes e evitar ferimentos nos olhos dos animais.
DERMATOFILOSE

O que é
É um processo infeccioso da pele que acomete bovinos, ovinos, caprinos, eqüídeos,
cães e até o homem, causado por uma bactéria denominada Dermatophilus congolensis
que se caracteriza por uma dermatite exsudativa, com erupções cutâneas crostosas e
escamosas. Também é conhecida por estreptotricose cutânea, “mela” ou “chorona”.
A doença se manifesta quando ocorre uma redução ou alteração das barreiras naturais
existentes na pele. Estas alterações estão relacionadas a fatores ambientais (chuva,
umidade e altas temperaturas) que influenciam o desenvolvimento, prevalência,
incidência sazonal e transmissão da dermatofilose.
Fatores estressantes como desmama, carência alimentar ou traumatismos por manejo
inadequado, associados com períodos chuvosos e quentes, podem desencadear a doença
por quebrarem a integridade da pele. A forma de surtos ocorre principalmente na época
chuvosa e geralmente está associada a pastagens de Brachiaria decumbens ou
Brachiaria brizantha, as quais através de suas folhas ásperas, provocam microlesões na
pele dos animais.
Acomete bovinos de todas as idades, mas os mais jovens são mais propensos.
Os reservatórios são os próprios animais enfermos e a transmissão pode ocorrer por
contatos direto, indireto e através de vetores mecânicos e biológicos.
Como reconhecer
Aparecimento de lesões em qualquer parte do corpo, mais particularmente na cabeça,
pescoço, dorso e laterais do animal e, também, na porção posterior do úbere. Em
bezerros, as lesões geralmente começam no focinho e espalham-se pela cabeça e
pescoço. A doença normalmente é descoberta pela presença de elevações abaixo do
pêlo. As lesões características são pequenas crostas que se formam na base do pêlo e o
envolvem, com presença de tecido granuloso, exsudato e material purulento. Sinais
sistêmicos da infecção estão ausentes ou limitados a uma resposta febril nos casos
moderados. Em estágios mais avançados a dermatite cicatriza-se e as crostas separam-
se da pele, ficando presas pelos pêlos, sendo facilmente removidas na forma de crostas
com tufos de pêlos. Nos estágios finais, há perda intensa de pêlos, com formação de
casca acentuada e pregueamento. Alguns animais com lesões generalizadas aparentam
estar embarrados, pois as crostas se assemelham com barro seco, sendo estes animais
mais propensos a infecções e perda de peso. A reinfecção pode ocorrer principalmente
em animais jovens.
Como tratar
Os antibióticos injetáveis constituem-se no tratamento mais eficaz para controle da
dermatofilose. A penicilina ou a estreptomicina são recomendadas em dois tipos de
tratamento, ou em uma única aplicação em altas doses (70.000 UI/kg PV de penicilina
ou 70 mg/kg PV de estreptomicina), ou em doses diárias (5.000 UI/kg PV ou 5 mg/kg
PV, respectivamente) durante cinco dias. A oxitetraciclina também pode ser usada no
controle de surtos da doença na dose de 20 mg/kg PV.
As aplicações tópicas geralmente são pouco recomendadas por conta das dificuldades
do produto em atingir as camadas mais profundas da pele. Alguns produtos podem ser
utilizados, sendo recomendada a remoção das crostas antes da aplicação. Contudo, não
se deve esperar por uma boa resposta ao tratamento tópico, principalmente se as
condições do meio ambiente são adequadas para a disseminação da doença. Em termos
gerais, os melhores resultados são obtidos durante o tempo quente e seco.
Quando um grande número de animais é afetado podem ser recomendados banhos de
imersão ou aspersão com sulfato de zinco ou de cobre na concentração de 0,2%-0,5%.
Como evitar
Realizar o isolamento e tratamento imediato dos animais afetados assim que forem
observadas as primeiras lesões, juntamente com a desinfecção do local e dos utensílios
utilizados no manejo destes animais. Manter os animais em bom estado corporal auxilia
na resistência imunológica e na prevenção das doenças.
RETICULOPERITONITE TRAUMÁTICA

O que é
A reticuloperitonite traumática é uma doença de bovinos causada pela perfuração do
retículo ou do rúmen por objetos pontiagudos que são ingeridos pelos animais em
conseqüência dos seus hábitos indiscriminados ou não seletivos de alimentos. Devido a
esse hábito o bovino pode ingerir junto com os alimentos pedaços de arame, pregos,
farpas de madeira ou qualquer outro objeto pontiagudo. Quando esse corpo estranho
avança e perfura o diafragma e o saco pericárdico resulta em uma Pericardite
Traumática. Poderá ocorrer morte súbita do animal devido a hemorragias severas em
casos de perfuração das artérias regionais principais ou ruptura da artéria coronariana.
Como reconhecer
A doença na forma aguda manifesta-se nos animais acometidos com perda súbita e total
de apetite; dor abdominal; diminuição ou parada total dos movimentos ruminais,
levando a um timpanismo e constipação (fezes ressecadas); parada repentina da
produção de leite; relutância em se movimentar e quando o fazem é vagarosamente;
gemidos ao andar em locais de descidas; permanência em estação na maioria do tempo
e quando deitam o fazem com dificuldade; arqueamento acentuado de dorso e aparência
de encolhimento por conta da rigidez dos músculos abdominais; defecação e micção
dolorosas, realizadas poucas vezes ao dia e com gemidos; aumentos de temperatura, do
pulso e da respiração.
No caso da pericardite traumática ocorre dificuldade de auscultação dos batimentos
cardíacos pela presença de outros sons como fricção do pericárdio, ruídos gasosos ou
líquidos. Ocorre ingurgitamento da jugular, com pulso venoso positivo, insuficiência
cardíaca congestiva e edema (inchaço) de peito e barbela. Complicações como pleurite
e peritonite difusa podem ocorrer.
No caso crônico o animal continua com o apetite diminuído e a produção de leite não
volta ao normal, a ruminação ainda está dificultada podendo haver timpanismo
moderado.
Como tratar
Como primeiro tratamento se faz a administração de antimicrobianos de amplo espectro
diariamente por 5 dias consecutivos e de um laxante como hidróxido de magnésio,
diminuição do alimento fornecido ao animal e, se possível, imobilização do animal
afetado por alguns dias, mantendo-o em um plano inclinado em aclive para limitar a
progressão anterior do corpo estranho.
A introdução de imãs via oral para remoção dos corpos estranhos em caso de objetos
metálicos é também empregada.
Geralmente o tratamento mais eficaz é a rumenotomia, ou seja, a remoção cirúrgica do
corpo estranho, realizada por um veterinário.
Como evitar
Evita-se a enfermidade através de um manejo adequado dos suprimentos alimentares
fornecidos aos animais, estando os mesmos livres das fontes de corpos estranhos. é
preciso ter muito cuidado nas construções ou reformas de cercas para não deixar
pedaços de arames, objetos pontiagudos e pregos espalhados nos locais de acesso aos
animais.
DOENÇAS
CAPRINOS

1. ARTICULAÇÃO
○ Artrite Encefalite Caprina (CAEV)

○ Intoxicações
2. BOCA
○ Ectima Contagioso

○ Febre Aftosa

○ Intoxicações

3. CASCO
○ Ectima Contagioso

○ Foot rot dos ovinos

○ Intoxicações

4. CÉREBRO
○ Artrite Encefalite Caprina (CAEV)

○ Intoxicações

○ Listeriose

○ Paraplexia enzoótica dos ovinos (Scrapie)

○ Polioencefalomalácia (PEM)

○ Raiva

5. FÍGADO
○ Intoxicações

○ Listeriose

6. FOCINHO
○ Ectima Contagioso

○ Intoxicações

7. GENITAIS
○ Ectima Contagioso

○ Intoxicações

8. INTESTINO
○ Diarréias

○ Eimeriose ou Coccidiose

○ Enterotoxemia

○ Intoxicações

○ Verminose

9. LINFONODOS
○ Intoxicações

○ Linfadenite Caseosa (LC)

10. OLHOS
○ Ceratoconjuntivite em ovinos e caprinos

○ Intoxicações

11. PELE
○ Berne

○ Dermatofilose

○ Dermatomicose

○ Fotossensibilização

○ Intoxicações

○ Papilomatose

12. PULMÃO
○ Artrite Encefalite Caprina (CAEV)

○ Intoxicações

○ Pneumonias

○ Tuberculose

○ Verminose
13. RETÍCULO
○ Intoxicações

14. RIM
○ Intoxicações

○ Verminose

15. RÚMEN
○ Intoxicações

○ Reticuloperitonite Traumática

16. SANGUE
○ Hipocalcemia

○ Intoxicações

○ Tristeza Parasitária Bovina

17. ÚBERE (GLÂNDULA MAMÁRIA)


○ Artrite Encefalite Caprina (CAEV)

○ Intoxicações

18. ÚTERO
○ Aborto

○ Brucelose
○ Intoxicações

○ Leptospirose

○ Listeriose

○ Metrite

Parte superior do formulári


Parte inferior do formulário
DOENÇAS