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projecto educativo

triénio 2008-2010

EDUCAR PARA A SUSTENTABILIDADE


um desafio para o futuro
essm–projecto educativo 2008-2010 2

índice

introdução 3

1. enquadramento 5

1.1. enquadramento legal 5

1.2. enquadramento conceptual 7

2. ponto de partida 10

2.1. história e situação actual 10

2.2. dados do estudo 16

3. horizonte (áreas de intervenção) 18

3.1. identidade 20

3.2. contexto de trabalho 22

3.3. formação 23

3.4. desempenho 24

3.5. avaliação 25

4. avaliação 27

4.1. divulgação 27

4.2. acompanhamento e avaliação final 28


essm–projecto educativo 2008-2010 3

introdução
O futuro é hoje. A única opção é apostar no dia de hoje. Hoje é o único
tempo que temos. É muito tarde para ontem. E não podemos depender do
amanhã.
1
John C. Maxwell

Quem espera do Tempo que ele o vista como o vento cobre de folhas a
avenida outonal ficará nu, pois o que o vento traz o vento o leva. O que
somos está relacionado com o vento, o sol, a chuva dos dias, com ser
contemporâneo de Péricles, dos Médicis ou de qualquer, mas isso importa
menos que ser contemporâneos de nós mesmos como no Instante o somos.
Eduardo Lourenço2

1
Maxwell, J. - O Futuro É Hoje. Lisboa: Actual, 2006
2
Lourenço, E. - Tempo e Poesia. Lisboa: Relógio de Água, 1987
essm–projecto educativo 2008-2010 4

A realidade ensina-nos a trilhar o caminho do futuro,


mostrando-nos como o sucesso se constrói, como as oportunidades
se preparam e como o desenvolvimento resulta da tomada de
decisões e da concretização dos projectos.

O presente projecto educativo é um compromisso da escola


secundária de Santa Maria (ESSM) na construção do futuro, baseado
na aceitação de novos modelos, na aprendizagem sistemática e
relevante, na adopção de atitudes responsáveis de cidadania e de
ética.

O documento estrutura-se em quatro partes: na primeira


parte, para além do enquadramento legal, apresentam-se os
critérios e a filosofia educativa que sustentam as opções da escola,
os princípios e valores adoptados; na segunda parte, apresenta-se a
instituição, a sua estrutura e as características da comunidade
educativa; a terceira parte revela o horizonte de expectativas desta
comunidade educativa, identificando as nossas metas e os
respectivos processos de operacionalização; a quarta e última parte
estabelece a monitorização de todas as fases de implementação do
projecto.
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1. enquadramento
1.1.
enquadra
mento
legal
Ao definir o ideário estruturante da educação em Portugal, a
Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei n.º 49/2005 de 30 de
Agosto) expressa os seguintes princípios gerais3:
(…)
2. É da especial responsabilidade do estado promover a democratização do
ensino, garantindo o direito a uma justa e efectiva igualdade de
oportunidades no acesso e sucesso escolares.
(…)
4. O sistema educativo responde às necessidades resultantes da realidade
social, contribuindo para o desenvolvimento pleno e harmonioso da
personalidade dos indivíduos, incentivando a formação de cidadãos livres,
responsáveis, autónomos e solidários e valorizando a dimensão humana
do trabalho.
5. A educação promove o desenvolvimento do espírito democrático e
pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à
livre troca de opiniões, formando cidadãos capazes de julgarem com
espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se
empenharem na sua transformação progressiva.

Na legislação, não são abundantes as referências ao projecto


educativo. A primeira surge em 1980, no Decreto-Lei n.º 553, que
publica o estatuto do ensino particular e cooperativo onde se
confere a estas escolas a possibilidade de criarem projectos
educativos, mas sem qualquer explicitação da sua concepção e
operacionalização.

No Decreto-Lei n.º 43/89 de 3 de Fevereiro, o projecto


educativo surge associado, conjuntamente com o plano anual de
actividades e com o regulamento interno, ao regime de autonomia
das escolas públicas. Posteriormente, são precisadas algumas linhas

3
Outra legislação relativa ao Projecto Educativo pode ser consultada no Anexo 1.
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orientadoras de trabalho com a publicação do Decreto-Lei 115-A/98


de 4 de Maio, em cujo preâmbulo se afirma:

A escola, enquanto centro das políticas educativas, tem, assim, de


construir a sua autonomia a partir da comunidade em que se insere,
dos seus problemas e potencialidades, contando com uma nova
atitude da administração central, regional e local, que possibilite
uma melhor resposta aos desafios da mudança. O reforço da
autonomia não deve, por isso, ser encarado como um modo de o
estado aligeirar as suas responsabilidades, mas antes pressupõe o
reconhecimento de que, mediante certas condições, as escolas
podem gerir melhor os recursos educativos de forma consistente
com o seu projecto educativo.

Ainda no seu art. 3.º define projecto educativo de escola


como:

O documento que consagra a orientação educativa da escola,


elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão
para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios,
os valores, as metas e as estratégias segundo os quais a escola se
propõe cumprir a sua função educativa.

No entanto, devemos ter presente que «a inovação por


decreto […] não constitui, certamente, a melhor forma de conseguir
a mudança»4. O projecto educativo é um sustentáculo estrutural e
metodológico necessário à afirmação e desenvolvimento de uma
melhor qualificação e organização da escola e dos seus agentes.

4
C osta, J. - Projectos Educativos das Escolas: Contributos para a sua (des)construção. Educação Sociedade. 85, 1319-1340, 2003
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1.2.
enquadra
mento
concep
tual
As escolas são estabelecimentos aos quais está confiada uma
missão de serviço público, que consiste em dotar todos e cada um
dos cidadãos das competências e conhecimentos que lhes permitam
explorar plenamente as suas capacidades, integrar-se activamente
na sociedade e dar um contributo para a vida económica, social e
cultural do País (…).
Decreto-Lei n.º 75/2008

Educar é sempre um processo renovado e adaptado à vida.


Na sociedade actual, estamos cada vez mais conscientes da
necessidade de construir um futuro sustentável, que tome em conta
as necessidades do presente sem, por isso, hipotecar as
necessidades futuras. Os seus três pilares mutuamente
dependentes, por recente confirmação na cimeira de Nova Iorque,
em setembro de 2005, são o desenvolvimento económico, o
desenvolvimento social e a protecção do ambiente; a posição das
Nações Unidas, declarando os dez anos que se iniciaram em janeiro
de 2005 como década da educação para o desenvolvimento
sustentável, indicam que esta desempenha um papel preponderante
na construção de uma cidadania participativa, responsável e
empenhada.

O carácter evolutivo da educação e a sua fértil complexidade


obrigam-nos a lidar com as suas inúmeras dimensões. O conceito de
cidadania apresenta-se com uma nova face: para além de cada uma
das velhas características complementares, política, social,
económica, civil e intercultural, agrega o valor da cidadania
planetária5, que pressupõe a educação para uma cidadania

5
GUTIÉRREZ, F. e PRADO, C. - Ecopedagogia e Cidadania Planetária. São Paulo: Cortez, 1996.
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universal, geradora de uma globalização cooperativa, alicerçada em


valores éticos, a própria essência do acto educativo.

Como cidadãos responsáveis é nossa obrigação pensar sobre


o futuro. Os novos paradigmas científicos, económicos, sociais e
humanos exigem uma consciência dos valores a desenvolver
doravante na escola. As escolhas que fazemos hoje para melhorar
as condições de vida afectam o futuro da humanidade.
Sustentabilidade requer que se pense no futuro e nas consequências
das nossas acções no bem-estar futuro de todos e exige práticas
mais solidárias, a bem da comunidade.

As mudanças sociais exigem medidas no sistema educativo,


de modo a preparar as próximas gerações para os grandes desafios
deste milénio. A UNESCO apela a que se considere a educação como
um processo através do qual todos os seres humanos e sociedades
podem alcançar o seu potencial mais elevado. O principal desafio é a
construção de uma sociedade sustentável, através de acções que
envolvam e formem cidadãos capazes de diagnosticar, interpretar,
intervir e interagir.

O projecto educativo individualiza cada escola e materializa a


sua identidade. Coerência organizativa e sentido estratégico são os
suportes básicos da autonomia construída, da participação e da
integração dinâmica da malha social, cultural e económica do
contexto em que se situa.

A eficácia organizacional e o sucesso das relações com a


comunidade são potenciados por uma identidade de escola
desenvolvida de forma selectiva (porque orientada), coerente com
os princípios estabelecidos e flexível no seu desenvolvimento.

Para orientar a dinâmica da escola e clarificar a resposta


educativa global da instituição nas suas várias dimensões (princípios
e orientações, metas, exequibilidade de recursos, parcerias, entre
outros) o projecto educativo expressa a filosofia que suporta o
processo de ensino-aprendizagem da ESSM. O projecto educativo
reconhece que a qualidade do ensino, a mobilização de recursos e a
capacidade de resposta a situações reais passa pelo envolvimento
da comunidade escolar na procura de caminhos para uma formação
com sentido para todos.
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Assim, o projecto educativo é concebido como um referencial


de pensamento e de acção da comunidade educativa. Baliza a
intervenção de todos os agentes e parceiros da escola e clarifica o
posicionamento face à administração; apoia-se, de modo a
sustentar a acção educativa coerente e eficaz, na comunidade
(alunos, pais/encarregados de educação, professores, outros
profissionais) com uma intencionalidade educativa reconhecida e
assumida por todos, que:

a) é orientada no sentido da formação de pessoas e de


cidadãos mais cultos, autónomos, responsáveis, solidários
e democráticos, comprometidos na construção de um
destino colectivo e de um projecto de sociedade que
desenvolva as mais nobres e elevadas qualidades do ser
humano;
b) dá forma às práticas organizativas e de relação da escola,
que reflectem valores de autonomia, solidariedade,
responsabilidade e democraticidade.
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2. ponto de partida
2.1.
evolução
e situação
actual
Integrada na vila de Sintra e inaugurada em 21 de Setembro
de 1969, a escola secundária de Santa Maria (ESSM) insere-se num
contexto cultural, paisagístico e patrimonial com um peso histórico
incontornável na identidade portuguesa. Esta envolvência constitui
um quadro cultural que se traduz num espaço privilegiado de
construção de valores éticos e estéticos.

Numa sociedade em que o comportamento cívico responsável


é uma exigência para respeitar o passado, viver com qualidade o
presente e construir de forma sustentada o futuro, o espaço físico
das escolas não pode deixar de reflectir o espírito de mudança e de
resposta aos desafios que caracterizam a educação. A ESSM foi
desenvolvendo um sentimento de pertença e de identidade com o
contexto em que está inserida tendo, por isso, vindo a adaptar o seu
espaço físico às exigências educativas que foram emergindo,
apresentando hoje uma configuração diferente da original.

Tendo sido criada para funcionar como liceu nacional, a


matriz vocacional da ESSM foi a de preparar os jovens para o seu
ingresso no ensino superior. Este objectivo mantém-se, mas as
profundas transformações verificadas na sociedade portuguesa
alteraram o conteúdo da sua vocação inicial.

A primeira grande mudança verificou-se quando a escola se


abriu ao ensino nocturno. É certo que neste tipo de ensino se
manteve ainda o objectivo de preparar os alunos para o
prosseguimento de estudos, mas a finalidade primeira destes cursos
era, e continua a ser, a de facultar o complemento de habilitações
académicas para aqueles que, tendo abandonado o ensino, se
confrontam com a necessidade de progredir ou de aceder a escalões
mais elevados das suas carreiras profissionais. É, na sua essência,
um ensino recorrente.
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Entretanto, foi ocorrendo uma transformação no ensino


diurno. A relevância dada aos estudos humanísticos nas décadas
anteriores foi, gradualmente, sendo substituída pela valorização
dispensada pela actual sociedade aos estudos científicos e
tecnológicos. A elevada percentagem de alunos inscritos em ciências
e tecnologias reflecte essa realidade.

Relativamente ao ensino diurno, a escola desempenha


actualmente a função de preparar, por um lado, os jovens que
desejam prosseguir os estudos e, por outro, aqueles que pretendem
integrar-se mais cedo na vida activa, através da frequência de
cursos profissionais.

O ensino nocturno tem também sofrido remodelações. A


transposição dos programas e currículos dos cursos diurnos para os
nocturnos, que caracterizou as primeiras décadas de funcionamento
do ensino nocturno na escola, foi substituída, na segunda metade da
década de 1990, pelo ensino por unidades capitalizáveis (o Ensino
Secundário Recorrente por Unidades Capitalizáveis).

Esta última modalidade foi substituída pelo designado Novo


Ensino Recorrente, lançado no ano escolar de 2004-2005, e
actualmente em retracção devido ao lançamento da iniciativa Novas
Oportunidades.

alunos
Em 2007-2008, 1.704 alunos frequentaram a escola,
distribuídos pelos ensinos diurno e nocturno.

ensino diurno
De acordo com os dados recolhidos numa grelha de registo
individual, foi possível concluir que os alunos dos cursos diurnos
provêm de uma zona geográfica que se estende da freguesia de
Mem Martins à de S. João das Lampas. A maioria reside nas
freguesias próximas do centro do concelho – Santa Maria e São
Miguel, S. Martinho e S. Pedro – às quais se seguem a de Mem
Martins, S. João das Lampas, Colares, Terrugem.

Os mesmos dados revelam que cerca de 60% dos pais dos


alunos possuem o 12.º ano de escolaridade (34,2%) ou curso
superior (24,9%), distribuindo-se os restantes 35,4% entre o
primeiro ciclo (10,2%) e o segundo e terceiro ciclos 25,2%.
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A situação económica das famílias dos estudantes parece ser


de relativa estabilidade já que uma significativa percentagem dos
pais tem um vínculo efectivo à entidade patronal que se contrapõe à
baixa percentagem de desempregados (3,3%) e se reflecte na taxa
de beneficiários do SASE que se situa nos 8,6%.

Apesar das limitações dos dados recolhidos, podemos


concluir que estamos perante um universo economicamente estável
e de razoável nível cultural.

A funcionar em três turnos – manhã, tarde e noite – a escola


oferece variados cursos vocacionados quer para o prosseguimento
de estudos quer para a inserção na vida activa.

Como reflexo da tendência social de valorização do acesso ao


ensino superior, a maioria dos alunos do ensino diurno frequenta os
cursos direccionados para o prosseguimento de estudos,
contrastando com o número de inscritos nos cursos tecnológicos e
profissionais.

Ainda de acordo com os valores sociais predominantes,


destaca-se o elevado número de alunos que frequentam o
agrupamento de ciências e tecnologias.

DISTRIBUIÇÃO DOS ALUNOS POR CURSO

científico- tecnológicos profissionais TOTAL


humanísticos

10.º ano / 1.º 424 — 73 497


11.º ano / 2.º 297 45 33 375
12.º ano / 3.º 372 43 — 415

TOTAL 1093 88 106 1287

Os cursos tecnológicos estão em processo de extinção,


enquanto que os profissionais, de recente criação, não são ainda
passíveis de uma avaliação objectiva.

A estrutura demográfica actual reflecte-se também na


população escolar sendo, neste momento, mais elevado o número
de alunos do sexo feminino.
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DISTRIBUIÇÃO DOS ALUNOS POR GÉNERO

científico-humanísticos tecnológicos profissionais TOTAL

F M F M F M
630 463 64 24 54 52

TOTAL 1093 88 106 1287

Curiosamente, nos cursos profissionais nota-se um equilíbrio


dos géneros, mas o seu significado só poderá ser apreciado quando
puder ser comparado com outros anos de funcionamento.

ensino nocturno

No ensino nocturno estão inscritos 439 alunos distribuídos


pelos diferentes sistemas em funcionamento.

ENSINO NOCTURNO

sistemas cursos alunos

unidades
geral 24
capitalizáveis
10.º ano 11.º ano 12.º ano

ciências e tecnologias 24 36 28

ciências sócio-económicas 34 21 35
científico-
ciências sociais e humanas 53 19 28
-humanísticos
línguas e literaturas 6 5
módulos
artes visuais 10 12
capitalizáveis
ordenamento do território 5
tecnológicos administração 13 9

acção social 16 11
1.º ano 2.º ano 3.º ano

profissionais técnico de serviços jurídicos 20

educação e certificação escolar 25


novas
formação de
oportunidades técnicas de acção educativa 25
adultos

total 181 126 108

O ensino secundário recorrente por unidades capitalizáveis


foi extinto por lei, continuando a funcionar apenas para os alunos
que necessitam de concluir um reduzido número de unidades para
obterem o certificado do décimo segundo ano.

A afluência ao ensino recorrente por módulos capitalizáveis,


que começou a funcionar no ano lectivo de 2005-2006, decresceu
devido ao surgimento do programa novas oportunidades que,
entretanto, começou a funcionar na escola. Os potenciais alunos
estão na expectativa, tentando descobrir que sistema lhes será mais
favorável.
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Os cursos tecnológicos apenas funcionarão no ano escolar de


2008-2009 e os cursos profissionais não foram preferidos pelos
estudantes nocturnos, muito provavelmente por terem encontrado a
resposta para as suas necessidades na oferta apresentada pela
iniciativa novas oportunidades.

O próximo futuro do ensino nocturno depende da evolução


desta iniciativa, com um horizonte temporal limitado ao ano de
2013, sendo, por isso, importante contar com esta contingência na
perspectivação do ensino nocturno.

pessoal docente

O corpo docente, constituído por 194 professores, é


maioritariamente feminino, como acontece, aliás, com a maioria dos
estabelecimentos de ensino.

PESSOAL DOCENTE

professores titulares 66
quadros da escola
professores 72

situação profisional quadros da zona pedagógica 17

contratados 28

destacados 11

total 194

139
género
55

média etária 47 anos

A análise do quadro mostra que a escola dispõe de um corpo


docente estável, já que 71% dos professores pertencem ao quadro.
Esta é certamente uma vantagem. A média etária revela ligeira falta
de professores jovens, se considerarmos os 42/43 anos como o
ponto médio de carreiras que tendem a começar após os 23 anos e
a estender-se para lá dos 60.
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pessoal não
docente

O pessoal não docente reparte-se pelos serviços


administrativos e pelos serviços auxiliares da acção educativa.

PESSOAL NÃO DOCENTE

auxiliares de acção
serviços administrativos
educativa total
género
F M F M

10 1 39 7 57

média etária 43 anos 48 anos


essm–projecto educativo 2008-2010 16

2.2.
dados do
estudo
É a partir dos traços que definem uma comunidade
educativa, da sua rigorosa caracterização, que se pode identificar as
suas necessidades. Neste sentido, a caracterização da população
que constitui a comunidade educativa da escola secundária de Santa
Maria centrou-se em duas linhas de recolha de informação: dados
objectivos constantes dos processos de alunos, professores e
funcionários, e dados com algum grau de subjectividade,
relacionados com comportamentos, percepções, sentimentos e
aspirações/expectativas relativamente à vida desta comunidade.
Estes últimos foram recolhidos a partir de um inquérito por
questionário aplicado ao universo dos alunos dos cursos diurnos,
professores e funcionários.

A construção do instrumento de recolha de dados implicou a


definição de eixos paradigmáticos de análise, concretizados em
quatro dimensões:

dimensão social
dimensão sociocultural
dimensão da saúde
dimensão do ambiente

Definiram-se, ainda, dois outros campos de análise


relacionados com:

percepção do ambiente relacional da escola


grau de satisfação face à escola

Após a construção do questionário utilizado na recolha de


dados, efectuou-se um pré-teste que permitiu aferir aspectos como,
por exemplo, tempos de preenchimento e de tratamento da
informação ou aspectos como a clareza dos itens utilizados.
Permitiu, ainda, transformar itens abertos em itens fechados, a
partir das respostas dadas pela amostra em pré-teste e fazer um
levantamento de dúvidas e de outras questões relacionadas com a
sua aplicação.
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Aplicado o questionário ao universo dos alunos dos cursos


diurnos, professores e funcionários, obteve-se um total de
instrumentos válidos na ordem dos 75% para os alunos, 30% para
os professores e 85% para os funcionários.

Da análise dos dados obtidos em pré-teste e dos


questionários já tratados e analisados ressaltaram, enquanto
tendências de desenvolvimento, os grandes princípios orientadores e
metas que a seguir se apresentam.
essm–projecto educativo 2008-2010 18

3. horizonte
áreas de
interven
ção
(…) enquanto educadores temos apenas o dever de ser optimistas!
Porque educar é acreditar na perfectibilidade humana, na
capacidade inata de aprender e no desejo de saber que anima,
acreditar que existem coisas (símbolos, técnicas, valores memórias,
factos…) que podem ser sabidas e que merecem sê-lo, que nós,
homens, podemos melhorar-nos uns aos outros através do
conhecimento.

6
Fernando Savater

Organizar uma escola de forma cultural quer dizer assumir a tarefa


de compreender, clarificar e operacionalizar a sua cultura através da
gestão, alteração e reconstrução do seu património simbólico.

A. P. Rocha7

A educação para a sustentabilidade implica perspectivar uma


nova orientação para a prática lectiva e para a permanência na
escola, enfatizando situações de aprendizagem activas,
experienciais, colaborativas e dirigidas para a resolução de
problemas a nível local, regional e global (Freire, 2005)8. Isto requer
um novo modo de pensar o ensino e a aprendizagem que,
certamente, deverá influenciar a construção do projecto educativo.

Assim, parece claro que uma aprendizagem eficaz das


questões relacionadas com a sustentabilidade passa por uma
abordagem onde a controvérsia está sempre presente e a tomada
de posições é inevitável. Só com uma metodologia activa e práticas
de sala de aula que promovam a discussão, o confronto com as pré-
concepções, a reflexão sobre a sua adequação face às questões em
causa e a eventual tomada de posições, poderemos ter uma

6
SAVATER, F. - O Valor de Educar. Lisboa: Presença, 1997
7
ROCHA, A. - Avaliação das Escolas. Porto: Asa, 1999
8
FREIRE, A (2005). Educação para a sustentabilidade: implicações para o currículo escolar e para a formação de professores. Texto apresentado no
Environmental Protection and Enhancement Act, Brasil.
essm–projecto educativo 2008-2010 19

abordagem eficaz dos assuntos relacionados com a


sustentabilidade.9

O desafio que a escola se propõe é gigantesco, na medida


em que educar para a sustentabilidade do planeta é, afinal, educar
para um novo mundo.

São cinco as áreas de intervenção que constituem o


horizonte de expectativas do nosso trabalho:

3.1. identidade/autonomia

3.2. contexto de trabalho

3.3. formação

3.4. desempenho

3.5. avaliação

9
FIGUEIREDO, O - A Controvérsia na Educação para a Sustentabilidade: uma Reflexão sobre a Escola do Século XXI. Interacções, 4.3-23.
essm–projecto educativo 2008-2010 20

3.1.
identidade/autonomia
Para avançar, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica
diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família
humana, e uma só comunidade na Terra, com um destino comum.
Devemos conjugar forças para gerar uma sociedade global
sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos
humanos, universais, na justiça económica, e numa cultura da paz.

Preâmbulo da Carta da Terra10

Fiel à sua vocação inicial, a ESSM tem privilegiado a função


de preparar os jovens para o prosseguimento de estudos. Assim foi
ao longo dos anos, mas a concretização dos cursos tecnológicos e,
ultimamente, a dos profissionais e da iniciativa novas oportunidades
modificou o quadro de trabalho, obrigando a comunidade educativa
a reconstruir a sua identidade.

OFERTA EDUCATIVA DA ESSM

ensino diurno ensino nocturno

cursos científico- ner – novo ensino


cursos profissionais cursos profissionais novas oportunidades
-humanísticos recorrente

prosseguimento de
prosseguimento de inserção na vida inserção na vida inserção na vida
estudos e inserção
estudos activa activa activa
na vida activa

Com o quadro educativo alterado, a oferta diversificou-se.


Todavia, o objectivo último da Escola continua a ser o de sempre,
isto é, formar cidadãos activos e esclarecidos com capacidade de
aprendizagem permanente, capazes de reforçar um sentimento de
co-responsabilização e de constituição de valores éticos. Nesse
pressuposto, a ideia de sustentabilidade constitui uma força
integradora do sistema de valores, práticas e símbolos da identidade
da escola em permanente processo de adaptação.

10
ONU, 2002
essm–projecto educativo 2008-2010 21

metas âmbito
1. construir uma praxis educativa centrada no desafio Transdisciplinaridade: saúde, ambiente, cultura e
de «pensar global e agir localmente» cidadania
Património cultural e ambiental do concelho

2. promover a excelência Cultura de trabalho, rigor e exigência baseada na


autonomia e na responsabilidade
Cultura de investimento individual e institucional
baseada na motivação, na confiança e no optimismo
redução do insucesso escolar (progressiva e global para
10%)

3. sensibilizar para uma escola inclusiva Projectos de diferenciação pedagógica

4. promover a relação da escola com as estruturas Criação de parcerias com a autarquia, entidades
políticas, empresariais, culturais e sociais do culturais, desportivas e de solidariedade social,
concelho e de âmbito nacional/internacional empresas, instituições de ensino/formação

5. fortalecer a identidade da escola Incentivo a projectos que promovam os valores culturais


da escola, a sua identidade e o sentimento de pertença
Dinamização de iniciativas promotoras da vivência do
património histórico-cultural e natural que configura a
identidade da escola

6. incrementar a autonomia da escola na gestão dos Elaboração do Projecto Curricular de Escola


recursos, no planeamento das actividades Monitorização do Projecto Educativo
educativas e na organização escolar
Discussão interna sobre as vantagens de celebração de
um contrato de autonomia
Reforço da autonomia pela sedimentação dos protocolos
já existentes e pela criação de novos
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3.2.
contexto
de
trabalho
Prover cada ser humano com a educação e os recursos que
assegurem uma vida sustentável...

Princípio 9b da Carta da Terra

O espaço, modelador de comportamentos, é reflexo de uma


exigência decorrente de novos paradigmas educativos e ambientais.
Neste sentido, os espaços e os equipamentos e a sua gestão,
apresentam-se como promotores de um novo ambiente educativo.

Num futuro próximo, dentro da vigência deste projecto


educativo, estão agendadas alterações substanciais nas infra-
estruturas da ESSM, pela remodelação de que será alvo. As
condições de funcionalidade espacial e de segurança que permitam a
utilização, pela comunidade, de determinados sectores da escola,
devem ser consideradas em termos estratégicos.

metas âmbito

1. optimizar os espaços/recursos existentes Condições de iluminação, pavimentos, mobiliário e


equipamentos
Plataforma moodle
Quadros interactivos

2. organizar novos espaços e adquirir novos recursos Espaços flexíveis e adequados à evolução dos currículos
e das novas ofertas educativas
Recursos educativos diversificados

3. melhorar as condições de trabalho da comunidade Espaços específicos para o desenvolvimento de


educativa actividades diversas
Organização do mobiliário em sala de aula, de acordo
com as exigências programáticas
Reforço da segurança no recinto escolar nomeadamente
através da implementação de um sistema mais eficaz do
controlo de entradas e de saídas
Atribuição de uma sala destinada ao pessoal não docente

4. articular e reforçar o trabalho das Mediateca


estruturas/projectos de apoio da escola Gabinete de Apoio ao Adolescente
Serviço de Psicologia e Orientação (SPO)
Unidade de Inserção na Vida Activa (UNIVA)
Projecto de Educação para a Saúde (PES)
Programa de Ocupação dos Tempos Escolares (POTE)

5. promover a qualidade das relações interpessoais Circuitos e formas de comunicação


Ambiente e ética relacional
<desenvolvimento de projectos colaborativos
essm–projecto educativo 2008-2010 23

Programação de visita cultural, anual, para o pessoal


docente e não docente, fomentando a convivencialidade
e contribuindo para o seu desenvolvimento pessoal e
profissional

6. optimizar os processos de comunicação Criação de um Centro de Informação e de Comunicação


(CIC) com funções de dinamizara informação e os
processos de comunicação
Criação de condições favoráveis a uma comunicação de
maior qualidade e eficácia
Consolidação e alargamento dos contactos com as
estruturas autárquicas, Centro de Saúde, Misericórdia de
Sintra, instituições culturais, empresas concelhias,
instituições do ensino superior, aproveitando sinergias
mútuas
Reforço da comunicação com instituições científicas de
investigação e de ensino ou culturais de âmbito nacional
e internacional
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3.3.
formação
Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida,
os conhecimentos, valores e competências necessárias a um modo
de vida sustentável.

Princípio 14 da Carta da Terra

As necessidades e exigências actuais de formação conduzem,


inevitavelmente, a modelos que possibilitam ao indivíduo fazer face
às mudanças, colocando-o no centro de um processo permanente de
aprendizagem, autónomo e significativo.

A formação não se faz no consumo, mas antes na construção


de saberes, apoiada por metodologias colaborativas e centrada no
quotidiano das escolas e das práticas.

Nesta linha, a formação deve ser encarada como meio de


desenvolvimento individual e colectivo, como um espaço e tempo de
reflexão-investigação-acção, repensando a escola para edificar o
prestígio socioprofissional de toda a comunidade educativa.

metas âmbito

1. criar uma dinâmica interna de formação continuada Diferentes modalidades de formação em áreas sentidas
e contextualizada como prioritárias
Actualização sistemática de referenciais teóricos que
contribuam para uma eficaz intervenção pedagógica
Incentivo à qualificação académica e profissional do
pessoal não docente
Realização das “Jornadas sobre Avaliação da ESSM”
- avaliação das aprendizagens
- avaliação de desempenho
- avaliação da escola
Partilha e discussão de valores, saberes e práticas

2. desenvolver parcerias com entidades de formação Protocolo de formação com a universidade de Lisboa
Associações de professores e entidades de formação

3. desenvolver estudos de investigação intra e inter- Projectos de investigação intra e inter-escolas e com
escolas e com outros parceiros outros parceiros
essm–projecto educativo 2008-2010 25

3.4.
desempe
nho
Afirmar a fé na dignidade inerente a todos os seres humanos e no
potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

Princípio 1b da Carta da Terra

A educação para a sustentabilidade visa a formação de


cidadãos que, desenvolvendo o seu potencial mais elevado, se
envolvam na construção da sociedade global dos nossos dias. A
prossecução deste objectivo é indissociável de um trabalho eficaz,
exigente, rigoroso, mas, simultaneamente, multifacetado,
participativo, aberto à mudança e à inovação.

Foi com esta perspectiva que se definiram algumas metas


consideradas essenciais para um desempenho promotor da
excelência que se deseja atingir.

metas âmbito

1. Incentivar uma participação de qualidade na vida Valorização do contributo dos alunos, do pessoal docente
escolar e não docente e dos pais e encarregados de educação
nos conselhos geral e pedagógico
Divulgação do projecto educativo da escola, regulamento
interno, estatuto do aluno e outra legislação do interesse
da comunidade educativa
Valorização do papel do delegado de turma e do
representante dos encarregados de educação enquanto
representantes dos seus pares na vida escolar
Apoio às iniciativas da associação de estudantes e da
associação de pais e encarregados de educação
Envolvimento da comunidade educativa em eventos de
carácter científico, cultural e desportivo organizados pela
escola
Valorização do trabalho, do esforço e do investimento
intelectual na consecução de objectivos

2. Desenvolver formas de comunicação intra e inter Utlização de novas vias de comunicação entre os
escola intervenientes da comunidade educativa
Promoção da partilha, intra escola e inter escolas, de
experiências geradoras de mais valia
Divulgação e reconhecimento público de boas práticas de
ensino e de aprendizagem

3. Desenvolver uma praxis educativa transformadora, Elaboração do Projecto Curricular de Escola


em prol da sustentabilidade Organização cíclica de sessões de trabalho, nos
departamentos curriculares, sobre práticas de avaliação
dos alunos, nomeadamente a implementação dos
critérios gerais de avaliação de escola e a qualidade dos
instrumentos de avaliação
Concretização de projectos transdisciplinares
Diversificação de práticas e de recursos que respondam
às diferenças e estimulem a aprendizagem
Promoção de formas de trabalho e de estudo que
conduzam à autonomia, à inovação e ao pensamento
crítico
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Organização e participação em actividades extra-


curriculares
essm–projecto educativo 2008-2010 27

3.5.
avaliação
Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a
cooperação entre todas as pessoas, tanto internamente como entre
nações.

Princípio 16 da Carta da Terra

A utilização regular de práticas de avaliação formativa


melhora significativamente o desempenho dos intervenientes numa
comunidade educativa, instituindo-se como elemento essencial de
desenvolvimento.

A escola avalia para planificar, melhorar o ensino e as


aprendizagens e para intervir na gestão dos recursos humanos e
materiais; os professores e os funcionários controlam o progresso
dos alunos, contribuem para melhorar o seu desempenho académico
e cívico, orientam e motivam; os alunos constroem os seus
conhecimentos, avaliando as interacções com os demais; os pais e
encarregados de educação ajuízam acerca do trabalho realizado pela
escola e regulam o processo de aprendizagem; todos, enquanto
comunidade educativa, participam no desafio de construir uma
escola em que valha a pena ensinar, aprender e viver (Fernandes,
2005).11

professores Definem prévia e claramente os propósitos e a natureza do processo de ensino e de


avaliação
Propõem tarefas apropriadas aos alunos, diferenciando as estratégias
Utilizam um sistema permanente de feedback, apoiando efectivamente os alunos na
regulação das aprendizagens
Criam um clima adequado de comunicação interactiva entre os alunos e entre estes e
os professores
Auto-avaliam o seu desempenho

alunos Analisam o seu próprio trabalho através dos processos metacognitivos e da auto-
avaliação
Utilizam o feedback fornecido pelos professores para proceder à regulação das suas
aprendizagens
Partilham o seu trabalho, as suas dificuldades e os seus sucessos com o professor e
com os colegas
Participam activamente nos processos de aprendizagem e de avaliação

11
FERNANDES, D. - Avaliação das Aprendizagens: Desafios às Teorias, Práticas e Políticas. Lisboa: Texto, 2005
essm–projecto educativo 2008-2010 28

pais e encarregados de Ajudam a desenvolver processos de auto-regulação


educação Acompanham o processo de aprendizagem
Apreciam o trabalho realizado pela escola
Contribuem para os processos de autonomia e responsabilidade no desenvolvimento e
avaliação das aprendizagens

funcionários Participam activamente na apreciação da qualidade da escola


Interagem com os demais no desenvolvimento e apreciação de competências
transversais
Contribuem, através da sua experiência, para o acompanhamento e apreciação de
percursos educativos específicos
Procedem à avaliação do seu desempenho

escola Cria processos de auto-avaliação


essm–projecto educativo 2008-2010 29

4.avaliação
Para assegurarmos uma aplicação rigorosa e eficaz do projecto
educativo impõe-se proceder à divulgação do projecto e à
explicitação do seu processo de avaliação, que se concretizará nos
momentos de avaliação intermédia, no final de cada ano lectivo e na
avaliação global, no final do seu período de vigência. Estes momentos
só serão profícuos se houver uma atitude permanente de auto-
avaliação realizada pelos diversos intervenientes.

4.1.
divulgação
No início do ano lectivo, o projecto educativo deve ser
divulgado à comunidade escolar.

Exemplares do documento devem ser disponibilizados para


consulta na mediateca e na plataforma moodle.
essm–projecto educativo 2008-2010 30

4.2.
acompa
nhamento
e
avaliação
final
Salvo casos excepcionais, o final de cada ano lectivo
corresponde ao principal momento de avaliação periódica. Esta
avaliação incide sobre o grau de consecução dos objectivos previstos.
A partir dos resultados apurados são introduzidos os ajustamentos
que se revelem pertinentes para melhorar a operacionalização do
projecto educativo.

A avaliação global final é realizada no final do triénio de vigência e


tem como base os dados obtidos nas avaliações parcelares. Deve
incluir uma análise evolutiva, identificando as metas atingidas, os
resultados obtidos, as dificuldades encontradas, as soluções que
foram adoptadas e os ajustamentos introduzidos.
As conclusões desta avaliação devem, por conseguinte, assentar em
dados recolhidos ao longo dos três anos e serão usadas na definição
do novo projecto educativo de escola.

Neste pressuposto, o projecto educativo constituirá um instrumento


de trabalho determinante na melhoria da qualidade formativa da
ESSM.
essm–projecto educativo 2008-2010 31

parâmetros indicadores tomadas de decisão


 coerência
 objectivos:
análise da relação entre os
objectivos a atingir grau de concretização
 pertinência  articulação:
análise da correspondência das adequação das estratégias à
reajustar o projecto
acções previstas e desenvolvidas consecução dos objectivos
e das necessidades reais da  funcionamento: rever as estratégias a implementar
escola
conformidade na realização das
 conformidade actividades/planos de acção com dar continuidade ou reformular a
análise comparada das acções o planeamento
planificação
realizadas com os  recursos:
objectivos/princípios/finalidades
adequação dos recursos dar continuidade ou reformular as
 eficiência
 estratégias: estratégias
análise da maximização da
pertinência das estratégias face
utilização dos recursos postos à reajustar o processo
aos problemas detectados e
disposição da escola
objectivos a atingir
 eficácia
 objectividade:
análise comparativa dos
identificação de novos
resultados relativamente aos
problemas
recursos investidos