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COLÉGIO NAVAL - MATEMÁTICA - 2002

01 – Se o conjunto solução da inequação 3.(x2 + 1/x2) – 8.(x + 1/x) + 10 < 0 é S, então o número
de elementos da interseção do conjunto S com o conjunto dos números inteiros é igual a:
(A) 0 (B) 1 (C) 2 (D) 3 (E) 4
Solução: 3.(x2 + 1/x2) – 8.(x + 1/x) + 10 = 3.(x4 + 1)/x2 – 8.(x2 + 1)/x + 10 =
= (3.x4 + 3 – 8x3 – 8x + 10x2)/x2 = (3x4 – 8x3 + 10x2 – 8x + 3)/x2.
As raízes racionais possíveis de 3x4 – 8x3 + 10x2 – 8x + 3 são obtidas pelos divisores do termo
independente divididos pelos divisores do coeficiente do x4. Ou seja: ± 1/3 , ± 1, ± 3.
Nota: como a equação é simétrica, coeficientes 3, -8, 10, -8, 3, uma das raízes é 1.
Usando o dispositivo de Ruffini:
3 -8 10 -8 3
1 3 -5 5 -3 0
1 3 -2 3 0 1 é raiz dupla
Decompondo 3x4 – 8x3 + 10x2 – 8x + 3, temos inicialmente: (x – 1).(x – 1).(3x2 – 2x + 3) =
= (x – 1)2. (3x2 – 2x + 3).
(3x2 – 2x + 3) não tem raízes reais pois ∆ = (2)2 – 4.3.3 = 4 – 24 = - 20.
Portanto, 3x2 – 2x + 3 > 0 para todo valor de x.
Da equação inicial, temos : (3x4 – 8x3 + 10x2 – 8x + 3)/x2 = (x – 1)2. (3x2 – 2x + 3)/x2.
Ora, (x – 1)2 > 0 por ser quadrado perfeito, x2 > 0 por ser quadrado e 3x2 – 2x + 3 > 0 conforme
visto acima.
Assim, o produto somente poderá ser positivo ou nulo.
Como se deseja o produto negativo ou nulo, a única solução e ser o produto nulo, o que ocorre para
(x – 1) = 0 è x = 1 è S = {1}.
Portanto, a interseção de S com o conjunto dos números naturais é o próprio S e contém apenas 1
elemento. Resposta: letra (B)
02. Se um segmento AB tem 2 cm de comprimento, então a flecha do arco capaz de 135º desse
segmento mede: (A) √2 + 1 (B) √2 (C) √2 – 1 (D) √3 (E) 2 - √2

Solução: o arco capaz do segmento AB está indicado em vermelho na figura ao lado. Na figura <BAE
= 135º sendo EA tangente à circunferência.

Como BFA é um arco ex-inscrito, a medida do arco BFA é igual ao dobro do ângulo BAE. Portanto, o
arco BFA vale 135º x 2 = 270º. Assim, o arco capaz ACB tem 360º - 270º = 90º. Desta forma AB é o
lado do quadrado inscrito no círculo. Desta forma, temos L = R. √2 è R = 2/√2 = √2.

Ora, a flecha desse arco é igual à diferença entre o raio da circunferência e a metade do lado do
quadrado, ou seja: √2 – (1/2).2 = √2 – 1. Resposta: letra (C)
03 – Um relógio indica dois minutos menos do que a hora certa e adianta t minutos por dia. Se
estivesse atrasado três minutos por dia e adiantasse (t+1/2) minutos por dia, então marcaria a hora
certa exatamente um dia antes do que vai marcar. O tempo t , em minutos, que esse relógio adianta
por dia está compreendido entre:
A) 1/9 e 2/9 B) 2/9 e 3/9 C) 4/9 e 5/9 D) 6/9 e 7/9 E) 8/9 e 9/9.
Solução: O atraso de dois minutos será compensado pelo adiantamento de t minutos por dia. Assim,
ao fim de n dias teremos: nt = 2. (1)
No segundo caso teremos, (n – 1).(t + 1/2) = 3 è nt – t + (1/2)n – 1/2 = 3. Como nt = 2, resulta:
2 – t + (1/2)n – 1/2 = 3 è 4 – 2t + n – 1 = 6 è n – 2t = 3. Substituindo o valor de n em (1),
teremos: (3 + 2t).t = 2 è 2t2 + 3t – 2 = 0.
Resolvendo a equação: ∆ = 32 – 4.2.(-2) = 9 + 16 = 25 è t = (-3 + 5)/4 = 2/4 = 1/2 min.
A outra raiz não serve pois t não pode ser negativo.
De acordo com as opções 4/9 < 1/2 < 5/9. Resposta: letra (C)
04 – Em um trapézio, cujas bases medem a e b, os pontos M e N pertencem aos lados não-
paralelos. Se MN divide esse trapézio em dois outros trapézios equivalentes, então a medida do
segmento MN corresponde a
(A) média aritmética de a e b.
(B) média geométrica das bases.
(C) raiz quadrada da média aritmética de a2 e b2 .
(D) raiz quadrada da média harmônica de a2 e b2.
(E) média harmônica de a e b.
Solução: como a propriedade deve ser válida para um trapézio
qualquer ela é válida para um trapézio retângulo.
Da semelhança dos triângulos NEC e BFC, tiramos: CF/FB = CE/EM
è h/(b – a) = x/(MN – a) è
è x = h.(MN – a)/(b – a). (1)
Da relação entre as áreas tiramos: (a + MN).x/2 = (a + b).h/4 (2). Substituindo o valor de x em (1)
em (2), resulta: [(a + MN)/2].[h(MN – a)/(b – a)] = (a + b).h/4. Simplificando o fator comum h e
eliminando os denominadores teremos: MN2 – a2 = (b2 – a2)/2 è MN2 = (a2 – b2)/2 – a2 è
è MN2 = (a2 + b2)/2 è MN é a raiz quadrada da média aritmética de a2 e b2. Resposta: letra (C)
05 – Considere um triângulo retângulo e uma circunferência que passa pelos pontos médios dos seus
três lados. Se x, y e z, (x < y < z) são as medidas dos arcos dessa circunferência, em graus,
exteriores ao triângulo, então
(A) z = 360º - y (B) z = x + y (C) x + y + z = 180º (D) x + y = 180º (E) z = 2x + y
Solução: Como o segmento que liga os pontos médios de BA e
BC é paralelo a AC, o quadrilátero GEFA é um retângulo.
Assim, os arcos x = GA e EF são iguais pois compreendem
cordas de mesmo comprimento (lados opostos do retângulo
AFEG).
Sendo AFED um retângulo inscrito no círculo, AE = GF é um
diâmetro do círculo.
Desta forma x + arc GD + y = z + arc EF è x + arc GD + y =
z + x è arc GD = z – y. (1)
De ABC, <B = [(z + arc EF) – arc GD]/2 (2).
Como E é o ponto médio da hipotenusa, AE De (1) e (2) = 2.(<B) = z + x – (z – y) è 2.(<B) = x +
y. (3)= BE = EC è triângulo AEB é isósceles è <BAE = <B.
Das paralelas GA e EF, com transversal AE, <B = < BAE = <AEF.
Desta forma <B = z/2 (ângulo inscrito) è 2.(<B) = z (4).
De (3) e (4) conclui-se z = x + y. Resposta: letra (B)
06 – João vendeu dois carros do modelo SL e SR, sendo preço de custo do primeiro 20% mais caro
que o do segundo. Em cada carro teve um lucro de 20º sobre os seus respectivos preços de venda.
Se o total dessa venda foi R$ 88 000,00, o preço de custo do segundo modelo era, em reais, igual a
(A) 30 000,00 (B) 32 000,00 (C) 34 000,00 (D) 35 000,00 (E) 36 000,00
Solução: Para um lucro de 20% sobre o preço de venda (PV) e sendo o preço de custo igual a PC,
teremos: PV = PC + 20%.PV è 88 000 = PC + 0,2.88 000 è PC = 0,8.88 000 = 70 400.
Se x é o preço de custo do segundo (SR), o preço de custo do primeiro é x + 20%x = x + 0,2x =
1,2x.
Assim, 1,2x + x = 70.400 è x = 70.400/2,2 = 32.000,00. Resposta: letra (B).
07 – Dois ciclistas, com velocidades constantes, porém diferentes, deslocam-se em uma estrada
retilínea que liga os pontos A e B. Partem de A no mesmo instante e quando alcançam B, retornam a
A, perfazendo o movimento A-B-A-B, uma única vez. Quando o mais veloz alcança o ponto B, pela
primeira vez, retorna no sentido de A encontrando o outro a 4 km de B. Quando o mais lento atinge o
ponto B, retorna imediatamente e reencontra, no meio do percurso o outro que está vindo de A.
Desprezando-se o tempo gasto em cada mudança no sentido de percurso, a distância entre os pontos
A e B, em Km, é igual a
(A) 10 (B) 12 (C) 14 (D) 16 (E) 18
Solução: seja x a distância entre as duas cidades.
Para o primeiro encontro, o mais rápido percorre x + 4 enquanto que, no mesmo tempo, o mais lento
percorre x – 4. Se v1 e v2 são as velocidades teremos (x + 4)/v1 = (x – 4)/v2 è
è(x + 4)/(x – 4) = v1/v2 (1).
Para o segundo encontro, o mais rápido percorre 2,5x enquanto que, no mesmo tempo, o mais lento
percorre 1,5x. Neste caso: 2,5x/v1 = 1,5x/v2 (2).
De (1) e (2), (4 + x)/(4 – x) = 2,5x/1,5x è 1,5.(x + 4) = 2,5.(x – 4) è 1,5x + 6 = 2,5x - 10 è
è x = 16. Resposta: letra (D)
08 – Se a e b são dois números reais, denotarmos por min(a,b) o menor dos números a e b, isto é,

min(2x – 7, 8 – 3x) > - 3x + 3 é igual a (A) 0 (B) 1 (C) 2 (D) 3 (E) 4


Solução:
(1) para 2x – 7 < 8 – 3x, (1A) teremos 2x – 7 > -3x + 3 (1B) è de (1A) 5x < 15 è x < 3 e de
(1B) 5x > 10 è x > 2 è 2 < x < 3 è nenhuma solução inteira negativa.
(2) para 2x – 7 > 8 – 3x (2A) teremos 8 – 3x > -3x + 3 (2B) è de (2A) 5x > 15 è x > 3 e de (2B) 5
> 0 è x > 3è nenhuma solução inteira negativa.
(3) para 2x – 7 = 8 – 3x, teremos os mesmos casos acima.
Portanto não há nenhuma solução inteira negativa. Resposta: letra (A).
09 – Considere um triângulo eqüilátero ABC, inscrito em um círculo de raio R. Os pontos M e N são,
respectivamente, os pontos médios do arco menor AC e do segmento BC . Se a reta MN também
intercepta a circunferência desse círculo no ponto P, P ≠ M, então o segmento NP mede
(A) R√7/2 (B) 3R√3/2 (C) 3R√7/14 (D) R√5/7 (E) R√5/3.
Solução: como CB e MP são cordas que se interceptam temos: CN.NB =
MN.NP.
CN e NB são iguais à metade do lado do triângulo eqüilátera inscrito. Portanto,
CN = NB = R√3/2.
Levando este valor para a igualdade anterior resulta: (R√3/2).( R√3/2) =
MN.NP è MN.NP = 3R2/4. (1)
Do ângulo MCD, temos <MCD = (arc AM)/2. Como M é o ponto médio do arco
AC, podemos escrever: <MCD = (arc AC)/4. Ora, arc AC = 360º/3 = 120º è
<MCD = 120º/4 = 30º.
Para o ângulo ACB, temos <ACB = (arc AB)/2 = 120º/2 è <ACB = 60º.
Assim, o triângulo MCN é um triângulo retângulo, tendo como catetos MC = lado do hexágono = R e
CN = (1/2)(lado do triângulo eqüilátero inscrito) = (1/2).(R√3) = R√3/2.
Deste modo, MN2 = CM2 + CN2 è MN2 = R2 + (R√3/2)2 = R2 + 3R2/4 = 7R2/4 è MN = R√7/2 (2).
Substituindo este valor em (1), resulta: R√7/2.NP = 3R2/4 è NP = 3R/2√7 = 3√7R/14.
Resposta: letra (C)
10 – Justapondo-se os números naturais conforme a representação abaixo, onde o sinal * indica o
último algarismo, forma-se um número de 1002 algarismos.
123456789101112131415161718192021.......... *
O resto da divisão do número formado por 16 é igual a
(A) 2 (B) 4 (C) 6 (D) 8 (E) 10
Solução: vejamos qual é o último número escrito.
De 1 a 9 são usados 9 números de 1 algarismos è 9 x 1 = 9 algarismos.
De 10 a 99 são usados 99 – 10 + 1 = 90 números de 2 algarismos è 90 x 2 = 180 algarismos.
De 100 a 999 são usados 999 – 100 + 1 = 900 números de 3 algarismos è 2700 algarismos. Isto
ultrapassa os 1002 algarismos.
Portanto: teremos 1002 – (9 + 180) = 1002 – 189 = 813 algarismos o que corresponde a 813 :3 =
271 números após o 99. Portanto, o último número escrito é 99 + 271 = 370.
Como o resto da divisão de um número por 16 é igual ao resto da divisão de seus três últimos dígitos
por 16, teremos 370 : 16 = 23 com resto igual a 2. Resposta: letra (A).
11 – Se 2x + y = 1, com x e y reais, então o maior valor da expressão x2 + 3xy + y2 é igual a
(A) 5/4 (B) 7/4 (C) 13/8 (D) 17/8 (E) 31/16
Solução: tirando o valor de y em 2x + y = 1 e substituindo em x2 + 3xy + y2, resulta:
x2 + 3.x.(1 – 2x) + (1 – 2x)2 = x2 + 3x – 6x2 + 1 – 4x + 4x2 = -x2 – x + 1.
A expressão é uma função do tipo f(x) = -x2 – x + 1. Como o coeficiente é negativo, teremos um
valor máximo igual a -∆ /4a = - [(-1)2 – 4.(-1).1)]/4.(-1) = -(1 + 4)/(-4) = 5/4. Resposta: letra (A).
12 – Se x e y são números inteiros e positivos, representa-se o máximo divisor comum de x e y por
mdc (x,y); assim, o número de pares ordenados (x, y) que são soluções do sistema

(A) 6 (B) 8 (C) 10 (D) 16 (E) 18


Solução: Se mdc(x, y) = 45, então existem os inteiros “a” e “b”, primos entre si, tais que x = 45a e
y = 45b.
Levando estes valores para a primeira igualdade: 45a + 45b = 810 è a + b = 18.
Temos então os valores (a = 17, b = 1), (a = 13, b = 5), (a = 11, b = 7), (a = 7, b = 11), (a = 5, b
= 13), (a = 1, b = 17), ou seja, um total de 6 valores para (x, y). Resposta: letra (A).
13.Observe o quadrado ao lado em que as letras representam números naturais
distintos desde 1 até 9. Se a adição de três números de cada linha, de cada
coluna ou de cada diagonal, desse quadrado, tem sempre o mesmo resultado,
então a letra e representa o número:
(A) 1 (B) 2 (C) 3 (D) 4 (E) 5
Solução: A soma de todos os números é (1 + 9).9/2 = 45. Assim: cada coluna,
cada linha e cada diagonal deverá soma 45/3 = 15.
Como 1 + 2 = 3, 1 + 3 = 4 e 1 + 4 = 5, os algarismos 1, 2, 3 e 4 não podem ocupar a posição “e”
pois pelo menos dois deles estariam na mesma linha, ou mesma coluna ou mesma diagonal e nestes
casos a soma não atingiria o valor 15. Assim, das 5 opções, a única que poderia ocupar a posição “e”
é o 5. Resposta: letra (E).
14 – Se os lados de um triângulo medem, respectivamente 3x, 4x e 5x, em que x é um número
inteiro positivo, então a distância entre os centro dos círculos inscrito e circunscrito a esse triângulo
corresponde a (A) 5x/4 (B) (1 + √2).x/2 (C) x√2 (D) x√5/2 (E) 5x/6
Solução: tem-se que (5x)2 = 25x2 e (3x)2 + (4x)2 = 9x2 + 16x2 = 25x2 è (5x)2
= (3x)2 + (4x)2 è o triângulo é retângulo.
Como GA = DH, resulta, GA = r (raio do círculo inscrito).
Da propriedade da tangente, CG = CE è CE = b – r.
Considerando a área do triângulo ABC, A = b.c/2 = r.a/2 + r.b/2 + r.c/2 è bc =
r.(a + b + c).
Como b = 3x, c = 4x e a = 5x, tira-se 3x.4x = r.(3x + 4x + 5x) è 12x2 = 12x.r
è x = r.
Temos então: CE = 3x – x = 2x .
Sendo F o centro da circunferência, F é o ponto médio da hipotenusa è CF = 2,5x.
Portanto, EF = 2,5x – 2x = 0,5x = x/2.
Do triângulo retângulo DEF, DF2 = DE2 + EF2 è DF2 = x2 + (x/2)2 = x2 + x2/4 = 5x2/4 è
è DF = x√5/2 . Resposta: letra (D)

16 – Considere os triângulos ABC e MNP. Se as medidas dos lados do segundo triângulo são,
respectivamente, iguais às medidas das medianas do primeiro, então a razão da área de MNP para a
área de ABC é igual a (A) 1/3 (B) 1/2 (C) 2/3 (D) 3/4 (E) 5/6
Solução: consideremos o triângulo ABC para facilidade de cálculos.
A mediana do triângulo eqüilátero é a bissetriz e altura. Se “a” é o lado do triângulo a altura vale h =
a√3/2. Como esta é também a medida da mediana, o triângulo MNP será eqüilátero de lado a√3/2.
A área do triângulo de lado “a” é a2√3/4. A área de um triângulo de lados a√3 é (a√3/2)2.√3/4 =
a2.3√3/16. A razão entre as áreas é então ( a2.3√3/16]/ [a2√3/4] = 3/4. Resposta: letra (D).

17 – Considere a equação x2 – 6x + m2 – 1 = 0, com parâmetro m inteiro não nulo. Se essa


equação tem duas raízes reais e distintas com o número 4 compreendido entre essas raízes, então o
produto de todos os possíveis valores de m é igual a (A) –2 (B) –1 (C) 2 (D) 4
(E) 6
Solução: como a equação tem duas raízes devemos ter ∆ > 0 è 36 – 4.1.(m2 – 1) = 36 – 4m2 + 4
= 40 – 4m2 = 4.(10 – m2) > 0 è 10 – m2 > 0 è -m2 > -10 è m2 < 10 è -√10 < m < √10.
18 – O número de múltiplos de 12 compreendidos entre 357 e 3578 é igual a:
(A) 268 (B) 269 (C) 270 (D) 271 (E) 272
Solução: determinando o menor múltiplo: 357 : 12 = 29 com resto 9 è 357 – 9 + 12 = 360.
Determinando o maior múltiplo: 3578 : 12 = 298 com resto 2 è 398 – 2 = 396.
O número de múltiplos é então 298 – 29 = 269. Resposta: letra (B)
19 – Se a , b e c são algarismos distintos, no sistema de numeração decimal existe um único número
de dois algarismos ( ab ) tal que (ab)2 – (ba)2 = (cc)2.
O valor de (a + b + c) é igual a: (A) 11 (B) 12 (C) 13 (D) 14 (E) 15
Solução: escrevendo os números ab e ba na forma decimal teremos: ab = 10a + b e ba = 10b + a.
Como (ab)2 – (ba)2 = (ab + ba).(ab – ba) resulta: [(10a + b) + (10b + a)].[(10a + b) – (10b + a)]
= (11a + 11b)(9a – 9b) = 11.9.(a + b)(a – b).
Como esse produto é um quadrado perfeito de um número de 2 algarismos, o produto não pode
ultrapassar 992 = 9801. Portanto, (a + b).(a – b) < 99. Além disso, como 11 é primo, (a + b)(a – b)
deve ser um múltiplo de 11 è um dos fatores múltiplo de 11.
Assim, temos as opções
(1) (a + b) = 11 e (a – b) = 1 è a = 6 e b = 5 è ab = 65 è (65)2 – (56)2 = 1089 = (33)2 è
è a + b + c = 6 + 5 + 3 = 14. De acordo com as condições e a opção (D).
(2) (a + b) = 22 e (a – b) = 2 è a = 12 e b = 10 – não serve pois é formado por apenas um dígito.
Para (a + b), múltiplo de 11 e maior que 11, “a” teria mais que um dígito.
(3) (a + b) = 11 e (a – b) = 4 è não serve pois a e b seriam fracionários.
(4) (a + b) = 11 e (a – b) = 9 è a = 10 não serve por ter dois dígitos.
Assim, a única possibilidade é a = 6, b = 5 e c = 3, è a + b + c = 14. Resposta: letra (D)