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PORTARIA N. 293 DE 31 DE MAIO DE 2012. Dispõe sobre a política de sustentabilidade

PORTARIA N. 293

DE 31

DE

MAIO DE 2012.

Dispõe sobre a política de sustentabilidade no Superior Tribunal de Justiça.

O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, usando da atribuição conferida pelo art. 94, inciso IX, alínea “b”, do Regulamento da Secretaria do Tribunal, considerando o disposto nos arts. 23, 170 e 225 da Constituição Federal, no art. 3º da Lei n. 8.666/93, na Lei 12.305/2010, na Lei n. 6.938/81, na Lei n. 9.433/97, na Lei n. 10.295/2001, na Lei n. 9.795/99, na Lei n. 12.187/09, na Instrução Normativa SLTI/MPOG n. 1/2010, na Lei n. 9.605 de 12/98 e na Agenda 21, bem como o que dispõe o Processo STJ n. 8875/2011,

RESOLVE:

CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º A política de sustentabilidade do Superior Tribunal de Justiça estabelece como diretriz a harmonização dos objetivos sociais, ambientais e econômicos com vistas à preservação potencial da natureza para a produção de recursos renováveis, a limitação do uso dos recursos não renováveis e o respeito à capacidade de renovação dos sistemas naturais, observando os seguintes princípios:

I – atender os requisitos legais, acordos internacionais, normativos e outros definidos como aplicáveis;

 

II

– prevenir e minimizar os impactos ambientais advindos da prestação

jurisdicional;

 

III – conservar o meio ambiente, buscando a utilização das melhores

práticas;

IV – buscar o aperfeiçoamento contínuo de processos, serviços e entregas pelos fundamentos da sustentabilidade;

V – promover a educação, capacitação, conscientização e sensibilização

dos servidores e jurisdicionados sobre a necessidade de efetiva proteção ao meio ambiente.

Art. 2º São objetivos desta política:

I – implementação de ações que promovam o exercício dos direitos

sociais;

II – gestão adequada dos resíduos gerados pelo Tribunal;

II – gestão adequada dos resíduos gerados pelo Tribunal; Fonte: Boletim de Serviço [do] Superior Tribunal

Fonte: Boletim de Serviço [do] Superior Tribunal de Justiça, 31 maio 2012.

III

– incentivo ao combate de todas as formas de desperdício dos recursos

naturais;

IV – inclusão dos conceitos e princípios de sustentabilidade nos projetos,

processos de trabalho, investimentos, compras e contratações de obras e serviços

realizados pelo Tribunal;

V – implementação de ações com vistas à eficiência energética.

CAPÍTULO II DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Art. 3º Compete ao Programa de Responsabilidade Socioambiental do STJ

o

fortalecimento institucional da consciência crítica sobre a problemática ambiental, social

e

econômica e o incentivo à participação individual e coletiva na preservação do equilíbrio

do meio ambiente.

§ 1º Cabe ao Programa de Responsabilidade Socioambiental disseminar práticas socioambientais corretas e reforçar as já existentes.

§ 2º O Programa deverá manter registro de boas práticas na forma de guia ou dicas sustentáveis disponíveis na intranet do Tribunal.

CAPÍTULO III DO CONSUMO CONSCIENTE

Art. 4º Compete ao STJ acompanhar o impacto de suas atividades na sociedade e no meio ambiente.

Art. 5º Deverá ser implementado consumo sustentável a partir de uma gestão ambientalmente saudável das atividades administrativas e operacionais, respaldada pelos seguintes princípios:

I – repensar a necessidade de consumo e os padrões de produção e

consumo;

II – recusar possibilidades de consumo desnecessário;

III – reduzir, consumir menos, optar por produtos que ofereçam menor

potencial de geração de resíduos e tenham maior durabilidade;

 

IV

reutilizar,

evitar

que

para

o

lixo aquilo que possa ser

reaproveitado;

 

V

– reciclar, transformar materiais usados em matérias-primas para outros

produtos por meio de processos industriais ou artesanais.

CAPÍTULO IV DAS CONTRATAÇÕES DE OBRAS, SERVIÇOS E COMPRA DE MATERIAIS

Art. 6º As especificações para aquisição de bens, contratação de serviços e obras no STJ deverão conter critérios de sustentabilidade ambiental, considerando os processos de extração ou fabricação, transporte, utilização e descarte dos produtos e matérias-primas.

Parágrafo único. Para o disposto no caput, nas licitações públicas deverão ser estabelecidos critérios de preferência para as propostas que impliquem maior economia de energia, de água e de outros recursos naturais e a redução da emissão de gases de efeito estufa.

e a redução da emissão de gases de efeito estufa. Fonte: Boletim de Serviço [do] Superior

Fonte: Boletim de Serviço [do] Superior Tribunal de Justiça, 31 maio 2012.

Art. 7º As especificações e demais exigências do projeto básico ou executivo para contratação de obras e serviços de engenharia deverão ser elaborados visando à economia da manutenção e operacionalização da edificação, à redução do consumo de energia e água, bem como à utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.

CAPÍTULO V DA COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS

Art. 8º A gestão dos resíduos no STJ tem os seguintes objetivos:

I – não geração de resíduos sólidos, redução, reutilização, reciclagem e tratamento dos resíduos sólidos gerados;

II – adequada gestão dos resíduos gerados mediante implementação de

coleta seletiva e outras ferramentas relacionadas à implementação da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos;

III – estímulo à adoção de práticas sustentáveis de produção e consumo de bens e serviços de forma a atender as necessidades das atuais gerações e permitir melhores condições de vida, sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras;

IV – priorização, nas aquisições e contratações, para:

a) produtos reciclados e recicláveis;

b) bens, serviços e obras que considerem critérios compatíveis com padrões de consumo social e ambientalmente sustentáveis;

V – integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas

ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

CAPÍTULO VI DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Art. 9º Compete ao STJ contemplar o uso racional de energia no âmbito de

suas ações.

Parágrafo único. O Tribunal deve implantar programas de conservação de energia e de eficiência energética de modo a incentivar o desenvolvimento de processos tecnológicos e medidas destinadas a reduzir a degradação ambiental.

CAPÍTULO VII DO USO RACIONAL DOS RECURSOS HÍDRICOS

Art. 10. Compete ao STJ contemplar o uso racional da água, assegurando a utilização do recurso em qualidade compatível com a exigência de uso para o qual for destinado.

Parágrafo único. A gestão dos recursos hídricos no STJ deverá se basear na implantação de programas de conservação de água de modo a induzir o desenvolvimento de novas tecnologias que visam à economia de água por meio da redução do consumo, da detecção e correção das perdas, do aproveitamento da água da chuva e o reuso das águas servidas.

CAPÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

das águas servidas. CAPÍTULO VIII DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Fonte: Boletim de Serviço [do] Superior Tribunal de

Fonte: Boletim de Serviço [do] Superior Tribunal de Justiça, 31 maio 2012.

Art. 11. A Secretaria do Tribunal disponibilizará sítio na intranet para realizar a divulgação de:

I – listas dos bens, serviços e obras contratados com base em requisitos de sustentabilidade ambiental;

II – banco de editais sustentáveis;

III – boas práticas de sustentabilidade ambiental;

IV – ações de capacitação de conscientização ambiental;

V – divulgação de programas e eventos nacionais e internacionais;

VI – divulgação de planos de sustentabilidade ambiental das contratações

dos órgãos e entidades da administração pública federal;

VII – divulgação das doações a outros órgãos públicos, em conformidade com o ato normativo que define normas gerais sobre administração de material e patrimônio no STJ.

Art. 12. Os contratos, convênios ou instrumentos congêneres, quando da formalização, renovação ou aditamento, deverão inserir cláusula que determine à parte ou partícipe a observância do disposto nesta portaria no que couber.

Art. 13. Esta portaria entra em vigor na data da sua publicação.

Esta portaria entra em vigor na data da sua publicação. SILVIO FERREIRA Fonte: Boletim de Serviço

SILVIO FERREIRA

Fonte: Boletim de Serviço [do] Superior Tribunal de Justiça, 31 maio 2012.