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Relatório de Discência, 1o Semestre, 5o Ano

Engenharia Mecânica 2009/2010

Flávio José Araújo de Sousa, delegado

Resumo
No contexto da elaboração dos relatórios de discência, surgiu a ideia de construir
um fórum como meio de aumentar a participação dos alunos. O objectivo foi
completar as opiniões pessoais que foram recolhidas ao longo do semestre e ultra-
passar as limitações em termos de comunicação que um email cria.

Ao criar um espaço aberto de opinião, pretendeu-se fomentar a troca de ideias e


discussão, acabando o fórum por ter um toque bastante orgânico, que de certa
forma recria o ambiente que se pode observar entre colegas de curso. Dado que
este relatório, necessariamente, não consegue transmitir essa sensação, recomendo
vivamente a visita ao fórum: http://opiniaomecanica.forumphp3.com.

Sobre as cadeiras do semestre, as críticas são consequência directa do fórum, em


complemento das opiniões desenvolvidas durante o semestre. No entanto não con-
seguimos recolher opiniões sobre todas as cadeiras, pelo que alguma informação
não se encontra disponível. São também apresentadas estatísticas relativamente
ao número de inscritos, de reprovados e média das notas, no entanto, os resultados
de algumas cadeiras ainda não se encontravam publicadas no fénix, com permissão
para todos os alunos, pelo que esta informação não se encontra disponível para
todas as disciplinas.

1 de Março de 2010
1. Tronco Comum

1.1. Gestão de Energia


Esta cadeira decorreu sem problemas, com avaliação realizada por dois testes. A
maioria das aulas foram apresentadas pelo prof. Miguel Águas que se mostrou
bastante empenhado e que conseguiu criar um bom ambiente dentro da sala de
aula, conseguindo cativar a atenção e participação dos alunos.

Parte das aulas dos turnos das práticas foram apresentadas pela prof. Tânia
Sousa que também desempenhou um óptimo papel.

Aspectos negativos prendem-se à bibliografia recomendada, o livro Ecologia In-


dustrial do prof. Paulo Ferrão, que em pouco ou nada se relaciona com a matéria
de Gestão de Energia. O estudo da disciplina baseou-se maioritariamente nos
acetatos das aulas e na sebenta do prof. Miguel Águas, que foi material suficiente
e adequado.

Notas ainda não publicadas no fénix.

Responsável: Paulo Ferrão


Alunos Inscritos: 124

1.2. Gestão de Produção


Esta cadeira decorreu bastante bem em aspectos como método de avaliação, es-
trutura da cadeira, componentes de avaliação e material de estudo. O prof. Paulo
Peças desempenhou um papel bastante bom, revelando uma capacidade humana
rara no pessoal Docente do curso. Bastante empenhado e com grande capaci-
dade de comunicação, conseguiu criar um ambiente dentro da sala de aula muito
produtivo e foi bastante presente na orientação dos trabalhos, acompanhando
e envolvendo-se na realização destes com apresentações intercalares e sugestões
oportunas.

Os moldes em que o trabalho foi estruturado são de elogiar, pois contribuíram para
o amadurecimento de competências necessárias para uma formação de qualidade
de um engenheiro. O trabalho consistiu em contactar uma empresa ou organi-
zação a fim de desempenhar um trabalho de gestão de produção, analisando e
sugerindo melhorias. O resultado é uma oportunidade de aplicar os conhecimen-
tos da cadeira num contexto real, incentivando a iniciativa dos alunos. Sou da
opinião que mais oportunidades como esta deveriam existir no currículo do curso.

O material de estudo principal consistiu nas apresentações das aulas e sebenta


da cadeira, que foi o suficiente para um bom acompanhamento.
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Notas publicadas mas não disponíveis no fénix.

Responsável: Paulo Peças


Alunos Inscritos: 97

2. Energia

2.1. Motores Térmicos


É unânime que esta é também uma das cadeiras mais bem estruturadas do curso.
O prof. Mendes Lopes mostrou-se excepcional no empenho com que conduzia
as aulas, conseguindo criar um ambiente de discussão sem igual. O método de
avaliação está também bastante bem pensado, contando com uma componente de
avaliação contínua, que consiste numa escolha múltipla, resolvida todas as aulas
teóricas, e entregue corrigida na aula seguinte. Este método fez com que os alunos
estivessem sempre a par da matéria, conseguindo detectar a tempo os pontos em
que tinham mais dificuldades.

A bibliografia disponível consistiu principalmente na sebenta do professor, que


foi bastante adequada na maior parte da matéria, encontrando-se complemen-
tada por outro livro comum na literatura de motores térmicos.

Responsável: Mendes Lopes


Alunos Inscritos: 54
Média (aprovados): 13,6
Não avaliados: 16
Reprovados: 5

2.2. Energias Renováveis


Um dos aspectos que precisa de ser trabalhado prende-de com as dificuldades na
oralidade da língua Inglesa do prof. Gato. Com o número crescente de alunos de
Erasmus, faz cada vez mais sentido uma preparação específica do pessoal docente
no Inglês.

A avaliação foi demasiado densa tendo em conta que a disciplina era aberta a
outros cursos. Estavam inscritos alunos de Eng. do Ambiente, Química e do
Instituto Superior de Agronomia, que tiveram bastantes dificuldades na cadeira,
tendo a sua maioria chumbado, ou sido aprovado com não mais do que nota final
de 11. Sobre o forma como a matéria foi abordada nos testes, pode-se dizer que
a dificuldade não estava compatível com a exigência dos exercícios das aulas, não
só numa questão de forma mas, em alguns casos, também em conteúdo, o que
explica os maus resultados do 1o teste.
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Outro aspecto a ter em conta é a necessidade de um exemplo de resolução do
ponto na revisão de prova.

A bibliografia consistiu em duas sebentas disponíveis na secção de folhas, cada


uma com o preço de 20 B C. Esta podia-se encontrar melhor organizada, conden-
sando o material numa sebenta de apoio mais resumida. Um preço tão elevado
apenas se justifica no caso de um livro.

O tema desta cadeira atrai cada vez mais alunos, não só de energia, como também
de outros perfis, cursos e até faculdades. É por isso de especial importância que
estes problemas sejam resolvidos. Caso contrário corre-se o risco de desmotivação,
que este semestre, levou alguns alunos inscritos a afastarem-se das aulas.

Responsável: Luís Gato


Alunos Inscritos: 67
Média: 12,6
Não avaliado/não publicado: 12
Reprovado: 3

2.3. Frio industrial


Sem inscritos.

2.4. Métodos Experimentais em Energia e Ambiente


Esta cadeira contou apenas com um aluno inscrito.

2.5. Climatização de Edifícios


As criticas relativas a esta cadeira insistem bastante na falta de preparação do
docente para leccionar esta disciplina. Era ponto aceite que este não dominava
a matéria, no entanto, é também unânime que se esforçou bastante e que esteve
sempre disponível para tirar dúvidas, assim como na elaboração do trabalho da
cadeira.

Outras questões prendem-se com os meios de estudo um pouco desfasados da


matéria leccionada.

Responsável: Toste de Azevedo


Alunos Inscritos: 25
Média: 13,6
Não avaliado/não publicado: 6

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3. Produção

3.1. Fundição e Prototipagem Rápida


Sem informação disponível. Notas não publicadas/não disponíveis no fénix.

Responsável: Victor Gonçalves


Alunos Inscritos: 38

3.2. Projecto Integrado Por computador


Sem informação disponível.

Responsável: Hélder Carriço Rodrigues


Alunos Inscritos: 9
Média (aprovados): 13,4
Não avaliados: 1

3.3. Transformação de Polímeros e Cerâmicos


Sem informação disponível. Notas não disponíveis no fénix.

Responsável: Inês Pires


Alunos Inscritos: 33

3.4. Desenvolvimentos de Produto


Sem informação disponível.

Responsável: Arlindo Silva


Alunos Inscritos: 20
Média: 14,2
Não avaliado/não publicado: 1

3.5. Materiais Compósitos e Laminados


Sem informação disponível.

Responsável: Manuel Freitas


Alunos Inscritos: 31
Média (aprovados): 15.8
Não avaliado: 5

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4. Sistemas

4.1. Optimização e Decisão


A cadeira encontrou-se bem estruturada, com as aulas práticas e teóricas apre-
sentadas com bastante qualidade, suscitando a discussão da matéria.

Criticas negativas prendem-se à carga do trabalho a realizar que não está de


acordo com os créditos da cadeira (4,5 ECTS). A avaliação da cadeira é realizada
por um trabalho e um exame final. No entanto, a opinião é que a aprendizagem
seria prejudicada se fosse feita com um trabalho menos elaborado, pelo que se
sugere que o peso da cadeira seja superior.

Notas não disponíveis no fénix.

Responsável: Alexandra Moutinho


Alunos Inscritos: 17

4.2. Sistemas Estocásticos


Sem informação disponível. Notas não disponíveis no fénix.

Responsável: José Sá da Costa


Alunos Inscritos: 17

4.3. Sistemas Mecatrónicos


Sem informação disponível.

Responsável: Rui Lopes Loureiro


Alunos Inscritos: 8
Média (aprovados): 16.5
Não avaliados: 2

5. Opções Gerais

5.1. Ecologia Industrial


O docente responsável desta cadeira não apresentou uma única aula e penso que
isso é bastante negativo. Estas ficaram à responsabilidade de Samuel Niza.

Sobre as aulas leccionadas, penso que ganhavam bastante se voltassem a ter uma
componente laboratorial predominante, pois a única componente de avaliação é
um trabalho realizado com auxílio de software comercial. Essa necessidade é tam-
bém reflectida nas poucas presenças registadas; os alunos perdiam o interesse nas
aulas teóricas dado que não existia uma componente de avaliação escrita.
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Responsável: Paulo Ferrão
Alunos Inscritos: 33
Média: 15,4
Não avaliado/não publicado: 3
5.2. Energia Nos Transportes
Ao longo do semestre esta foi uma cadeira bastante polémica. As queixas iniciais
recaiam sobre a ausência de programa de avaliação definido. No final acabou por
ser decidido que um trabalho seria a única componente.

Existiram bastantes críticas relativamente ao método e critérios de avaliação do


trabalho. O professor optou por realizar a avaliação num molde de concurso,
sendo as notas atribuídas nesse sentido. No entanto nunca foi disponibilizado um
critério de avaliação sólido, nem quando solicitado pelos alunos.

Relativamente às aulas, as únicas opiniões favoráveis prendiam-se às diversas pa-


lestras com convidados que decorreram ao longo do semestre. A maioria das
opiniões relata uma ausência de programa definido, e uma má preparação das
aulas. Este sentido de vago e indefinido é transversal a bastantes aspectos da
disciplina.

A matéria leccionada não parecia obedecer a nenhum programa especifico, nem


contava com um meio de estudo, contribuindo para a frustração sentida pelos
alunos na altura de elaborar o trabalho.

As notas também tardaram a ser publicadas, levando no total dois meses, de-
pois da oral do trabalho, a serem lançadas.
Responsável: Zé Maria André
Alunos Inscritos: 27
Média: 15
Não avaliado/não publicado: 2
5.3. Seminários Sobre Inovação e Desenvolvimento Sustentável
A existência de cadeiras abertas a vários cursos, em que é obrigatório desenvolver
trabalhos com pessoas de outras áreas, peca apenas por surgir tarde no curso.

No entanto a intenção da cadeira, embora excelente, tem falhas em alguns aspec-


tos que precisam de atenção. A avaliação consiste numa componente presencial,
uma crítica a um artigo, e um trabalho de grupo realizado a 3 e com orientação de
um professor convidado, de áreas diversas. O método falha na medida em que não
existe um critério de avaliação base, que sirva de regra para os vários trabalhos,
levando a uma distribuição de notas semi-aleatória.
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Responsável: Paulo Correia
Alunos Inscritos: 79
Média (aprovados): 16.2
Não avaliados: 9

5.4. Inovação e desenvolvimentos sustentável


Sem alunos inscritos.

5.5. Metrologia e Qualidade


Sem informação disponível.

Responsável: Luís Alves


Alunos Inscritos: 26
Média (aprovados): 14,3
Não avaliado: 1
Reprovado: 1

5.6. Programação por Objectos e Base de Dados


Foram apontadas sugestões relativamente a um ensino mais completo de progra-
mação em C++, com conceitos de raiz e exercícios resolvidos ao longo do semestre,
de forma a melhorar o acompanhamento da matéria.

Notas não disponíveis/não publicadas no fénix.

Responsável: João Caldas Pinto


Alunos Inscritos: 14

5.7. Segurança Industrial


Sem informação disponível. Esta cadeira contou apenas com 2 alunos inscritos.

Responsável: João Ventura


Alunos Inscritos: 2
Média (aprovados): 16

5.8. Tribologia e Manutenção


Sem informação disponível.

Responsável: Inês Pires


Alunos Inscritos: 7
Média (aprovados): 15,4

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6. Notas finais

Críticas transversais às cadeiras recaem nos critérios de avaliação pouco específi-


cos e enunciados demasiado abertos. Existe a necessidade, de quando o trabalho
a realizar assim o permita, de um enunciado com objectivos e cotação respectiva
discriminada.

Outra falha grave que continua a repetir-se é a ausência em alguns casos, de


uma resolução escrita do exame ou teste, o que vai contra o regulamento dos
cursos de 1o ciclo, 2o ciclo e mestrado integrado:

Simultaneamente com a divulgação das classificações das provas


escritas, deverá ser disponibilizada uma solução escrita da mesma no
sistema Fénix. Outra opção, incluindo a não disponibilização, deverá
ser fundamentada em critérios pedagógicos e aprovada pela Comissão
Pedagógica de Curso.

No ramos de sistemas, alguns alunos sentem que a formação não é específica o su-
ficiente, não compreendendo porque é que o ramo não se torna mais direccionado
para electrónica logo no 1o semestre do 4o ano.

A presença de alunos de Erasmus nas aulas é incontornável, pelo que cada vez mais
aulas serão leccionadas em Inglês. É fundamental uma preparação dos docentes
para esta realidade.