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Profa. Angela C. L. B.

Trindade

Disciplina: Química Medicinal Farmacêutica
Código: MB064
Departamento: Departamento de Farmácia
Setor: Ciências da Saúde

Natureza: OBRIGATÓRIA ( x ) SEMESTRAL ( x )
Créditos: 3
CHS: 4 h (Teóricas: 2 h + Prática: 2 h) Total: 60 h

Pré-Requisito: CQ-094 (Química Orgânica Fundamental)
CQ-110 (Princípios de Físico-Química)
CQ-111 (Físico-Química Experimental)

Site: www.ufpr.br/~qmf

Ensalamento e horários:
Aulas teóricas: Sala 08 - Segunda-feira, 14:30-16:30
Aulas práticas: Laboratório de Química Medicinal Farmacêutica –
Prédio da Farmácia
Laboratório de Informática do Setor de Ciências
da Saúde – Sede Botânico
Segunda-feira, 10:30-12:30
Quarta-feira, 13:30-15:30
Quinta-feira, 09:30-11:30
Quinta-feira, 15:30-17:30

16 h Acima de 8 faltas: REPROVADO POR FREQUÊNCIA Segunda chamada de avaliações: Requerer na Secretaria do Departamento de Farmácia. devidamente documentada. Máximo de faltas: 25% . Manual do Aluno 2013 (site www. até cinco dias úteis a partir do dia da avaliação.br) .Frequência: CHT: 60 h – 30 aulas (teoria + prática).8 faltas .ufpr.

06/05 . 20/05 . 15/07 .Fármacos que interagem com receptores biológicos: Colinérgicos e anticolinérgicos. .Fármacos que interferem na ação enzimática: Antibióticos b-lactâmicos. 08/07 .Propriedades estruturais de fármacos.Fármacos que interagem com receptores biológicos: Hipnoanalgésicos. 22/04 . 24/06 .Fármacos que interagem com receptores biológicos: Adrenérgicos e antiadrenérgicos.Cronograma (Resolução n° 65/12-CEPE) Teoria 15/04 . 03/06 . 22/07 .3a Avaliação teórica (24 pts).Exame final.Fármacos que atuam nos ácidos nucléicos: Antivirais.Relações estrutura-atividade. 17/06 . 10/06 .2a Avaliação teórica (24 pts).Fármacos que interferem na ação enzimática: Anti-hipertensivos.Fármacos que interagem com receptores biológicos: Anti-histamínicos.Fármacos que atuam nos ácidos nucléicos: Antineoplásicos.Apresentação da disciplina.Propriedades físico-químicas de fármacos. 05/08 . 01/07 .1a Avaliação teórica (18 pts). 13/05 . 29/04 . 27/05 .

1a Avaliação teórico-prática (12 pts). (1) 24. (1) 01.Determinação da constante hidrofóbica de substituintes de sulfonamidas. (1) Laboratório de Química Medicinal Farmacêutica . (1) 01/05 . 06 e 08/05 . 05 e 06/06 .Modelagem molecular assistida por computador.Anti-inflamatórios não esteroidais (ED).Não haverá aula.Modelagem molecular assistida por computador. Corpus Christi.Hormônios esteroidais. (1) 10.Jardim Botânico .Não haverá aula.Prédio da Farmácia (2) Laboratório de Informática .Metabolismo de fármacos (ED). 02.Determinação do poder rotatório específico do naproxeno. Dia do trabalho.Determinação do coeficiente de partição óleo/água do ácido acetilsalicílico. (1) 09. (2) 22. (1) 23. (1) 17.Prática 17. (1) 16. 03.Depressores do SNC (ED).2a Avaliação teórico-prática (12 pts).Apresentação e normas de laboratório. 19 e 20/06 . 03 e 04/07 . 24 e 25/07 . (2) 15.Modelagem molecular assistida por computador. 12 e 13/06 .Setor de Ciências da Saúde . 17 e 18/07 . 18 e 22/04 .Verificação da influência do pH e do pKa na ionização e na absorção de fármacos. Exercícios sobre preparo de soluções (1) 24. 20 e 22/05 . 27 e 29/05 . 25 e 29/04 . (2) 08. 30/05 . 13 e 15/05 . 10 e 11/07 . 26 e 27/06 .

2ª e 3ª avaliações teóricas Total = 66.0 pontos (Teoria) + 34.0 pts .Nota semestral: Teórica: 1ª.0 pts Prática: 1ª e 2ª avaliações teórico-práticas + Exercícios/EDs Total = 34.0 pts Nota semestral: 66.0 pontos (Prática) 100.

A.) Wilson and Gisvold’s textbook of organic medicinal and pharmaceutical chemistry. J. FRAGA. 1988. J. J. . J.. 2011. H. E. C. Philadelphia: Lippincott Williams e Wilkins.. Química Medicinal: uma introdução. J. 1010 p. 413 p. BURCKHALTER. Porto Alegre: Artmed. BARREIRO. D. Barueri: Editora Manole. T. C. Química Farmacêutica. 7th ed. 2a ed. BEALE JR. KOROLKOVAS. FACCIONE. 2011.. Química medicinal: as bases moleculares da ação dos fármacos. Philadelphia: Lippincott Willians & Wilkins. M... FARIA. 12th ed. D. M. 168 p. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. (ed. 2003. 2a ed. 1520 p. A.. Da química medicinal à química combinatória e modelagem molecular: um curso prático. M. G. BLOCK. L. THOMAS. WILLIAMS. H. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. A. 783 p. T. 2012. FERREIRA. Foye’s Principles of medicinal chemistry. C.Bibliografia: ANDREI.. T. 2008. et al (ed). LEMKE.

planejamento.” (1996) • Química Medicinal + Química Farmacêutica = “Química Medicinal Farmacêutica” . a interpretação de seu modo de interação ao nível molecular.Química Medicinal • Conceito (IUPAC): “é uma disciplina baseada na química. descobrimento. identificação e preparação de compostos biologicamente ativos. Preocupa-se com a invenção. também envolvendo aspectos de ciências biológicas. médicas e farmacêuticas. a construção das relações estrutura-atividade e o estudo de seu metabolismo.

envolvendo farmacêuticos. biólogos. matemáticos. É o campo das ciências farmacêuticas que aplica os princípios da química e da biologia à criação do conhecimento que conduz à introdução de novos agentes terapêuticos.  Interdisciplinar: Trabalho em equipe. design) e descoberta de novos compostos que sejam adequados ao uso como fármacos. . especialistas em informática dentre outros. químicos. farmacólogos. médicos.  Objetivo principal: planejamento (desenho.

levando a um rápido aumento do uso e abuso das ervas e de outros remédios.Descoberta e uso de fármacos: Histórico • Antiguidade: uso de produtos naturais com objetivos medicinais. XIX: extração de substâncias puras de plantas. XV: invenção da imprensa. curare. permitindo a ampla publicação e circulação de herbários e farmacopéias. venenos de flechas ou cosméticos. Exemplos: ópio. Algumas vezes usados com propósitos religiosos. • Séc. (pharmakon: venenos ou remédios). beladona. a partir de fontes animais. • Séc. . vegetais e minerais. dedaleira etc.

 Séc. química combinatória. Final do séc.  Maior compreensão da química dos estados patológicos. sítio ativo. das estruturas biológicas e dos processos: receptor. análogas ou não de produtos naturais. . ácidos nucléicos etc.  Desenvolvimento de novas metodologias de descoberta de fármacos: modelagem molecular. XIX: a busca por medicamentos menos tóxicos que aqueles de fontes naturais resultou na introdução de substâncias sintéticas como fármacos. XX: uso disseminado de substâncias sintéticas.

◦ Para tratamento de doenças recém-identificadas. ◦ Para produzir fármacos mais seguros:  Redução ou eliminação dos efeitos colaterais indesejados. ◦ Para combater resistência ao fármaco. .Por que temos necessidade de descobrir novos fármacos? ◦ Para aperfeiçoar o tratamento de doenças existentes.

 3 – Etapa de desenvolvimento: otimização da rota de síntese para produção em larga escala e modificação das propriedades farmacocinéticas e farmacêuticas das substâncias para resultar no seu adequado uso clínico. usualmente chamadas de precursores ou protótipos (lead compounds). a seletividade e diminuir a toxicidade.Etapas do desenvolvimento de um fármaco:  1 – Etapa do descobrimento: identificação e produção de novas substâncias bioativas.  2 – Etapa de otimização: modificação sintética da estrutura do precursor para aumentar a potência. .

aprovação dos órgãos competentes e monitoramento do fármaco a longo prazo.000 compostos avaliados .5 População testada Estudos em laboratório e em animais Objetivo Verificar segurança e atividade biológica Quantidade de substâncias 5. a eficácia. 4 – Etapa de testes pré-clínicos e clínicos: testes realizados com as preparações das substâncias para determinar o efeito farmacológico. determinar a dosagem. a segurança. Triagem Clínica (1) Testes pré-clínicos Anos 3. os efeitos colaterais e reações adversas.

5 Popula. Testes adicionais pós-comercialização. requeridos pelo FDA .Triagem Clínica (2) Anos Fase I Fase II Fase III FDA 1 2 3 2.20 a 80 100 a 300 1000 a 3000 ção voluntários pacientes pacientes testada sadios voluntários voluntários Verificar Avaliar a eficácia e Determinar eficácia e monitorar reações Objetivo segurança verificar efeitos adversas e dosagem colaterais devido a uso prolongado Quantidade de substâncias 5 Fase IV Total: 12 Revisão do processo Aprovação 1 aprov.

. ◦ Introduzir um fármaco novo no mercado é extremamente caro (~ 359 milhões de dólares para cada fármaco novo nos EUA).◦ 1958: 14.32%). ◦ Hoje: 5.02%).000 substâncias sintetizadas e testadas → 1 novo fármaco no mercado (0. ◦ Duração (descoberta à produção industrial): 7 a 15 anos.600 substâncias sintetizadas e testadas → 47 em uso clínico (0.

9 França 27 2.4 Alemanha 48 4. Contribuição dos diversos países no mercado de medicamentos.9 Brasil 0 0 . de 1940 a 1975 País Número de medicamentos lançados % EUA 622 64 Suíça 68 7 Inglaterra 51 5.

net/expo2004/documentos/eloan_e. Crescimento do mercado farmacêutico na America Latina de 1994 a 2004 http://www.html .latinpharma.

animais. Síntese química ◦ Síntese de moléculas novas ◦ Síntese de análogos de moléculas naturais ◦ Síntese de análogos de moléculas endógenas (transmissores fisiológicos) ◦ Modificações químicas de fármacos pré-existentes (semissíntese) . marinhas. microorganismos) ◦ Triagem aleatória ou empírica (sorte ou azar) ◦ Triagem de medicamentos caseiros regionais ou triagem direcionada. ◦ 2. Fontes naturais (vegetais.Fontes de fármacos  Principais fontes de fármacos ◦ 1.

◦ As substâncias isoladas de fontes naturais são usadas como protótipos para o desenvolvimento de novos fármacos. triagem de medicamentos caseiros regionais ou triagem direcionada. Fontes naturais ◦ A mais antiga fonte de medicamentos. .1. ◦ Triagem aleatória ou empírica (sorte ou azar).

isolado da casca de Cinchona officinalis H2C=HC N HO H3CO N Quinina .◦ Quinina: antimalárico.

isolado da Rauwolfia .◦ Reserpina: serpentina antidepressivo.

isolado de culturas de Penicillium notatum H N S O N O Penicilina COOH .◦ Penicilina G: antibiótico.

tetraciclinas). antifúngicos (griseofulvina). . imunossupressoras (ciclosporina A). cefalosporinas.◦ Micro-organismos: fonte de inúmeras substâncias antibióticas (penicilinas. antineoplásicas. cloranfenicol. ◦ Vantagem de serem facilmente coletados. transportados e cultivados.

◦ Fontes marinhas: importantes substâncias bioativas. fontes COOH OHO Me Me + N Ácido domóico Esponja Disidea avara Inibidor do HIV O H2N COOH Avarol de COOH N NH H HO O OH Tetrodotoxina H Alga Chondria armata Peixes da ordem Anti-helmíntico Tetraodontiformis Anestésico local CH2OH OH .

se for feito de maneira extrativista. sem replantio. ◦ Pode levar a desequilibrio ecológico.◦ Triagem direcionada: uso de uma fonte natural usada como remédio popular ou observação de uma característica bioativa de uma determinada fonte. . Ex: plantas africanas resistentes ao ataque de fungos foram estudadas e levaram a novos compostos bioativos (paclitaxel: antitumoral).

Paclitaxel (taxol) Taxus brevifolia .

Nagai 1885 Tubocurarina Chondrodendro tomentosum e Strychnos toxifera Boehm 1895 Epinefrina Glândulas suprarrenais Takamine 1901 .Fármaco Planta Isolado por Ano Morfina Papaver somniferum Sertürner 1805 Emetina Cephaelis ipecacuanha Pelletier e Magendie 1817 Quinina Cinchona pubescens Pelletier e Caventou 1820 Atropina Atropa belladonna Mein 1831 Papaverina Papaver somniferum Merck 1848 Cocaína Erytroxylum coca Wöhler 1859 Fisostigmina Physostigma venenosum Jobst e Hesse 1864 Pilocarpina Pilocarpus microphyllus Gerrard 1875 Escopolamina Hyoscyamus niger Ladenburg 1881 Efedrina Ephedra sp.

1975 . 1962 Paclitaxel Taxus brevifolia Wall et al. 1969 Encefalinas cérebro Hughes et al. 1943 Cloranfenicol Streptomyces venezuelae Burkholder 1947 Reserpina Cinchona officinalis Müller et al. 1952 Prostaglandinas sêmen Bergström et al. 1967 Fosfomicina Streptomyces fradie Hendlin et al. 1941 Dicumarol Estreptomicina Streptomyces griseus Waksman et al.Fármaco Planta Isolado por Ano Ergotamina Claviceps purpurea Stoll 1918 Insulina Pâncreas Abel 1926 Penicilina Penicillium Fleming 1929 Ergometrina Claviceps Stoll e Burckhardt 1935 Link et al.

.

.

CH3 N NH2 CO2CH3 O O Benzocaína O H O Cocaína NH2 O (C2H5)2N Procaína O . Síntese de fármacos ◦ Necessidade de fármacos menos tóxicos e/ou mais ativos do que os que ocorrem na natureza.2.

◦ Síntese de substâncias diversas para posterior teste de atividade biológica. sem se basear em produtos naturais. NH 2 Corantes azóicos diversos O N H2N S N O Prontosil Rubrum O H2N S O Sulfanilamida NH2 NH2 .

animais ou microbianos. H2N S H N N S O O COOH N ácido 6-aminopenicilânico O penicilina G COOH NH2 H N S O N O ampicilina COOH .Fármacos semissintéticos ◦ Modificação química dos produtos vegetais.

 Contribuição das diversas fontes de fármacos no arsenal terapêutico nos anos de 1982 e 1990 Fontes 1982 1990 Naturais e semissintéticos 46% 21.5% Soros e vacinas 4% .5% Sintéticos 50% 78.

Fases de ação dos fármacos DOSE ORAL FASE FARMACÊUTICA FASE FARMACOCINÉTICA Desintegração da forma farmacêutica Dissolução da substância ativa Absorção Distribuição Metabolismo Excreção FASE FARMACODINÂMICA Interação fármacoreceptor no tecido alvo EFEITO .

cápsulas. supositórios. pomadas. drágeas – Semissólidas: cremes. pastilhas.Fase Farmacêutica • Relacionada com a forma como o medicamento é administrado: formulação ou apresentação • Formulações: – Líquidas: soluções. géis • Formulações: princípio ativo + excipientes . suspensões e emulsões – Sólidas: comprimidos.

• As formulações podem influenciar a biodisponibilidade do princípio ativo • Biodisponibilidade: É a fração da dose do fármaco que é encontrada na circulação geral. É influenciada por fatores farmacêuticos e farmacocinéticos (ADME). .

teste de dissolução . etc • Existência de métodos oficiais (farmacopéias) que auxiliam na fase farmacêutica: teste de desintegração. – Relacionados ao processo de fabricação: pressão da máquina de comprimir. – Relacionados ao excipiente: interação do excipiente com o princípio ativo.• Fatores farmacêuticos que afetam a biodisponibilidade: – Relacionados ao princípio ativo: estrutura cristalina. presença ou não de água de cristalização. retardando ou acelerando sua dissolução.

• Fenitoína (anticonvulsivante) H N O N H O – Lactose usada como espessante: aumento rápido da absorção. atingindo doses tóxicas – Sulfato de cálcio como espessante: taxa de absorção baixa. não atingindo a dose terapêutica .

subcutânea. sistemas de liberação transdérmicos. aerossóis nasais. retal e sublingual – Via parenteral: intramuscular.Vias de administração dos fármacos: • Fármacos de uso tópico • Fármacos de uso sistêmico: – Via entérica: oral. intravenosa. inaladores .

.VIA PARENTERAL Atividade biológica desejada Sítio receptor alvo VIA ENTÉRICA Sítio receptor não-alvo Excreção Rim (urina) Intestino (fezes) Depósitos teciduais Pulmões (gases exalados) Efeitos colaterais indesejáveis Principais vias de administração de fármacos no corpo.

DISTRIBUIÇÃO. . METABOLISMO. Envolve passagem através de membranas.Fase farmacocinética ABSORÇÃO. EXCREÇÃO • Absorção: Passagem do fármaco do seu sítio de administração até o plasma.

.• Membrana celular: bicamada lipídica que apresenta proteínas inseridas por toda as sua extensão.

• Locais de passagem através de membranas: – – – – Trato gastrointestinal (principal) Trato respiratório Paredes vasculares Barreira hematoencefálica .

◦ Trato gastrointestinal: esôfago estômago intestino delgado intestino grosso .

• Tipos de transporte de fármacos através de
membranas
– 1 - Transporte ativo ou mediado:
• Membranas têm papel especializado, transportando a
substância com gasto de energia.
• Semelhanças estruturais entre o fármaco e o substrato
normalmente transportado através da membrana.

• O transporte do fármaco pode ocorrer contra um
gradiente de concentração.

• O mecanismo de transporte pode tornar-se saturado
em altas concentrações do fármaco.

Vel.
absorção

Conc. no sítio de
ação

• Um aumento da concentração não irá resultar
necessariamente em aumento da velocidade de
absorção.

• Podem ocorrer competições na presença de compostos estruturalmente similares. 5fluorouracila. • Ex: aminoácidos (fenilalanina. tirosina). metildopa. penicilina G e levodopa .

absorção Conc. o aumento da absorção é proporcional ao aumento da dose.– 2 – Difusão passiva: • É determinada pela tendência das moléculas se moverem de um compartimento de maior concentração para outro de menor concentração para que se atinja um equilíbrio. • Neste caso. no sítio de ação . Vel.

dada pela seu coeficiente de partição o/a. – grau de ionização. Compostos menos ionizados são mais absorvidos. .• Não existe um transportador específico. • Fatores relacionados ao fármaco que afetam o transporte passivo: – lipofilia da molécula.

 Transporte passivo: .

passando pelos poros de água • Absorção por par iônico: sais de amônio quaternário • Endocitose: moléculas grandes . menores que 4 Å de raio.– 3 – Outros tipos: • Absorção convectiva: compostos extremamente pequenos.

.

• Distribuição: É o transporte do fármaco de seu ponto inicial de administração ou de absorção até seu local de ação. – Fármaco na forma livre ou ligados a proteínas plasmáticas (geralmente reversível) – Fatores importantes: solubilidade do fármaco no sangue e estabilidade frente ao ambiente biológico sanguíneo (presença de enzimas) . – Principal via de distribuição: sistema circulatório.

cérebro. visando excreção urinária. pulmões . rins.• Metabolismo: É a biotransformação do fármaco em outros compostos (metabólitos). – Locais de metabolismo: • Fígado. – Metabólitos mais hidrossolúveis. sangue.

• Eliminação: É a remoção irreversível da forma ativa do fármaco do corpo por meio da degradação metabólica e de todas as formas de excreção. intestino (fezes). aleitamento . sudorese. – Vias de excreção: • Rins (urina). exalação.

devendo estes serem complementares à estrutura do sítio alvo. como o fármaco influencia o corpo. . o efeito biológico esperado. enzima) e o resultado da interação. • Está relacionado com a estrutura química e aspectos eletrônicos do fármaco.Fase farmacodinâmica • É a maneira pela qual acontece a interação fármaco-sítio alvo (receptor.

Interação entre bloqueadores beta-adrenérgicos e receptor beta no miocárdio .

Interação entre receptor adrenérgico e epinefrina (adrenalina) .