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ESQUEMA DE LEITURA - FRANCHI, Carlos.

Mas o que é mesmo
“gramática”? São Paulo: Parábola Editorial, 2006
CAPÍTULO 01 - MAS O QUE É MESMO GRAMÁTICA?
 Indaga se devemos ainda ensinar gramatica no ensino fundamental?;
 Cita afirmações de quem defende o fim da gramática na escola;
 1.1 – faz um estudo de caso com dois textos;
 1.2 – faz cinco reflexões sobre o que seja gramática, regras gramaticais e saber gramática
 1.3 – Conceitua GRAMÁTICA “conjunto sistemático de normas para bem falar e escrever
estabelecidos pelos especialistas, tendo por base o uso da língua consagrado pelos bons
escritores” SABER GRAMÁTICA “dizer que alguém ‘sabe gramática’ significa dizer que
esse alguém conhece essas normas e as domina tanto nocionalmente quanto
operacionalmente”.
 Origem da gramática ( Port-Royal) – vinculavam o bom uso da linguagem a arte de pensar;
 Vaugelas – diferentes usos da linguagem (resumiu assim: - mau uso da língua – maior número
de pessoas - bom uso da língua – elite);
 Os gramáticos normativos reconhecem diferentes modalidades e dialetos que dependem de
diferentes aspectos; mas podemos perceber que há embutidos preconceitos elitistas,
acadêmicos e de classe;
 1.4 – Exemplifica o item acima no ensino;
 1.5 – A gramática tradicional não contem somente normas, mas tem também componentes
descritivos; (aponta cinco momentos do agir no fazer gramático-descritivo);

 1.6 – Assim, monta-se uma nova noção de GRAMÁTICA “é um sistema de noções mediante
as quais se descrevem os fatos de uma língua, permitindo associar a cada expressão dessa
língua uma descrição estrutural e estabelecer suas regras de uso, de modo a separar o que é
gramatical do que não é gramatical” SABER GRAMÁTICA “Saber gramática significa, no
caso, ser capaz de distinguir, nas expressões de uma língua, as categorias, as funções e as
relações que entram em sua construção, descrevendo com elas sua estrutura interna e
avaliando sua gramaticalidade”
 2 – Há consenso em dizer que nem a gramática normativa nem a gramática descritiva dá conta
da gramatica, das regras e modo pelo qual as crianças dominam;
 2.1 – A criança nos seus primeiros anos de vida domina rapidamente todo um sistema de
princípios e regras que lhe permitem ativar ou construir inteiramente a gramatica de sua
língua – a linguagem não se aprende ou algo que se faz: é algo que desabrocha;
 Nova Concepção GRAMÁTICA “Gramática corresponde ao saber linguístico que o falante
de uma língua desenvolve dentro de certos limites impostos pela sua própria dotação
genética humana, em condições apropriadas de natureza social e antropológica” “ SABER
GRAMÁTICA não depende, pois, de princípio da escolarização, ou de quaisquer processos
de aprendizado sistemático, mas da ativação e amadurecimento progressivo (ou da

valores e decisões se determinem em um processo dinâmico de ação e reação para cujos resultados não se podem limitar previamente as opções. realimentado a cada momento em cada circunstancia de ação humana.  1. operações.Levar os alunos a ampliarem suas experiências linguísticas e suas hipóteses gramaticais para não dispor somente de uma gramatica passiva.  Pensamentos corretos e errôneos sobre o ensino de gramática. No curso de seu desenvolvimento (. 3º .) depende sobre tudo de atividade linguística diversifica..  1 .  Crítica: gramática estanque e restritiva. mediante a formulação explicita de normas e regras a serem seguidas (. já a gramatica faz um arquivamento. conceitos.  2.Einstein em vez de Newton ( “a ciência não é um ato de conhecimento mas.2 – Criticas também aos modelos científicos . deve-se excluir toda valoração de variante ou preconceito e 4º . logo.2 – Em síntese: Saber gramatical seria dominar os princípios e regras pelos quais se constroem as expressões de sua língua.que existem princípios e regras nas variedades (culta e coloquial).aspecto humanístico da linguagem. CAPITULO 02 – CRIATIVIDADE E GRAMÁTICA  Não se renova a concepção de gramática. mas ativo e interferente – o conhecimento tem que resultar de um processo de construção conduzido pelo próprio sujeito.4 – Há diferenças entre Gramática interna X gramática (Gramática descritiva é trabalho de metalinguagem / gramática Interna – princípios e regras que correspondem ao próprio saber linguístico do falante). mas rica e operacional.3 – Esta nova concepção reconhece: 1°.  2.1 – Questões históricas (meados dos anos 50) sobre o principio inovador: Piaget fala que não é o aluno passivo e recipiente. . consequência – rejeitar continuar com uma pratica envergonha cheia da mesmice..  1.  1. relações. 2º .a criança não depende de um aprendizado externo.  Os professores devem conhecer muito e muito bem esta gramatica. assujeitamento dessa liberdade criadora..3 – Criatividade – implica que noções.. na própria atividade linguística.Algumas notas sobre criatividade – repousa sobretudo sobre as manifestações não sujeitas a regras ou ao estabelecimento de regras pessoais e próprias de manifestação.) o homem é quem escolhe o seu lugar de observação e progride menos sobre o feito e mais sobre o que é capaz de desfazer e refazer.. principalmente. um ato de imaginação” sobre “não fabrico hipóteses”). pois há uma diferença entre o professor que ensina e o que ele deve saber ensinar.construção progressiva).. de hipóteses sobre o que seja a linguagem e de seus princípios e regra”  2.  A criatividade é fruto de um comportamento original e assistemático.

 Encerra o tópico: as análises semântica e sintática não correspondem a uma copia ou espelho dos eventos representados e que é mais interessante levar os alunos a operar sobre a linguagem....  1. essas regras podem ser alteradas. esta na repetição inconsciente de formulas com que suas instituições escolarizaram.) está onde e dão possibilidades de opção.  2.. soluções específicas.  Na gramatica.  O problema do dualismo (mundo/pensamento e pensamento/linguagem) coloca para o sujeito não muito mais do que apreender a realidade e encontrar modos mais adequados de representa-la na linguagem. no sentido da construção (. definições etc.. mesmo a de optar pela opção dos outros.  Há uma atividade criativa mesmo quando a linguagem se sujeita a suas próprias regras e há criatividade na construção das expressões mais simples e diretas em cada um dos nossos atos comunicativos.) permanente necessidade ampliação dos campos de referência e a permanente renovação dos meios de representação e estruturação do vivido..  O autor faz considerações sobre algumas incoerências gramaticas ( exemplifica tomando por base os conceitos de sujeito na teoria gramatical. . está na falta de reflexão sobre o que realmente se esta fazendo quando fazemos gramatica do modo que fazemos. mas também um trabalho de reconstrução.  As línguas não são tão sistemáticas e as regras não possuem de modo geral uma necessidade logica ou biológica . # ISSO NÃO É VERDADE .de tempos remotos. 1. rever e transformar seus textos.) constrói a se próprio (.  A questão não está no interesse teórico da tradição. as palavras estão prontas em estado de dicionário: combiná-las entre si no texto adequando não seria propriamente um problema.......1 – Há na visão ingênua de gramática que é a de conceber linguagem como expressão do pensamento e do pensamento como reflexo do mundo. (.) essas categorias nocionais tão criticas pelo estruturalismo continuam presentes nas gramaticas escolares. logo.  A atividade criadora situa-se em contexto vital e social (. pois anula o principio criativo da linguagem. relacionais e nocionais e sua incoerências . problemas.  2 – O que se faz quando se faz gramática como se faz? Trata-se de uma tradição que foi acumulando e catalogando questões.) não tem um domínio privilegiado (.2 – O autor faz um levantamento das definição de classes e dos critérios: morfológicos.o eixo da noção de criatividade se desloca de uma avaliação mais voltada à originalidade do produto para o estudo das condições e mecanismos do processo de criação. mas um problema de percepção da realidade. as categorias descritas são também dados exterior da linguagem (.) essa atividade não é só de construção.4 – Ainda sobre a criatividade .. a realidade se dá com sua organização e propriedades percebidas como traços categoriais pronta e exterior ao sujeito.5 – A criatividade na linguagem – são inúmeras as facetas que envolvem essa relação ( é na interação social que o sujeito se apropria do sistema linguístico. perceber nesse trabalho a riqueza das formas linguísticas disponíveis para suas diversas opções.. logo.  2.

O que dificulta o avanço das ciências humanas (da linguagem também) é que quer se dar conta de tudo com um único critério mágico. no trabalho de construção e reconstrução.) quando incorpora a noção de uso volta teimosamente e impertinentemente à concepção normativa.  O segredo está em distinguir com muita clareza um tipo de critério (..).2 – diferença entre atividade linguística. e acrescenta: gramática é o estudo das condições linguísticas da significação...  A gramática que se estuda. defende o estudo das duas primeiras nas primeiras séries do ensino..  Sequência de ensino – atividade linguística >epilinguística>metalinguística. verbo..  Não há nada de condenável na utilização de diversos tipos de critérios para compreender a natureza da expressões em jogo... torna-las explicitas..  Em outros termos. político..  3. econômico e não linguístico.  Explicita problemas sobre Retórica – desapareceu como prática escolar ( .) É preciso ter-se servido efetivamente.. basta explorar com sensibilidade o fato de que todos falam português e conhecem as estruturas dessas línguas.1 – Exemplifica atividades de seu tempo e atuais a inúmeras possibilidades de trabalho com o ensino de linguagem.  2.) ter consciência de que cada um deles ou todos juntos não levarão a uma classificação homogênea (.. epilinguística e metalinguística.  3 – Indicações para uma renovação dos estudos gramaticais – sintetiza em quatro tópicos os problemas gramaticais vistos anteriormente. . em uma prática ativa e dinâmica.  É no logo exercício sobre a linguagem e a língua que se pode compreender melhor a função da morfologia na sintaxe. (. pelos seus aspectos descritivos. Pois o o critério de uso. é pobre de critérios cheia de inadequação nos métodos (.  No sentido de uma ação pela linguagem sobre os interlocutores.  3. é social. Exercícios puramente classificatórios se distanciam do aspecto fundamental de caráter gramatical que consistiria em compreender os diferentes processos pelos quais o sujeito atua linguisticamente.) os professores estão precisam de consciência desse problemas de incoerências. dependente do modo e estilo com que nos servimos dela e de seus múltiplos recursos de expressão.. o caráter relacional etc.) necessidade de uma renovação da retórica. dando –lhe uma dimensão mais politica e social mais moderna.3 – Mais outros problemas: recuperar o dimensão no uso da linguagem (questão retórica) e as estratégias utilizadas no ensino da gramática (exercícios). antes de se saber dessas distinções gramaticais (conceito de sujeito. tendo em vista quem tem acesso em nossa sociedade ao dialeto culto.

é um saber linguístico que todo falante possui.  3 .)... Uma noção de semântica e de suas relações com a sintaxe > uma relação provisória seria dizer que significar é estabelecer uma relação entre as expressões de uma língua e certas situações ou acontecimentos que poderiam ocorrer no mundo real.. .  2 – A construção de cenários > utilizar diferentes cenários não passa um procedimento..  O professor pode explorar em cada texto as múltiplas possibilidades de um exercício relacionado as condições linguísticas de produção.) O uso de paráfrase pode ser um instrumento útil para mostrar as diferenças semânticas que a descrição gramatical deve dar conta...) precisamos colocar as expressões que estudamos sob diferentes focos ou sobre diferentes olhares. à inspiração e ao desvio..  4 – O uso de outras relações semânticas na argumentação gramatical > uso de comparativos e suposições para o entendimento dos enunciados – estabelecimento de uma relação de contradição.  1. (.  É preciso ampliar a concepção de criatividade. GRAMÁTICA: conjunto das regras e princípios de construção e transformação das expressões de uma língua natural que as correlacionam com o seu sentido e possibilitam a interpretação. e uma técnica para conseguir esclarecer não somente diferentes situações de uso da expressões mas.  Estabelecer correlações entre a sintaxe e a semântica é um dos objetivos fundamentais da teoria gramatical: Ser capaz de descrever as relações sintáticas das expressões de modo a mostrar como os constituintes se estruturam nas orações (.) deve mostrar as correlações entre a estrutura sintática e a estrutura semântica.  Conclusões > Mostrou como é útil o uso de alguns instrumentos simples de análise sintática e semântica. a explicitação formal do caráter abstrato desse saber. sobretudo diferentes situações que as expressões descrevem (.. à moda de conclusão.. CAPITULO 03 – O USO AS REALÇAOES SEMÂNTICAS NA ANÁLISE GRAMATICAL  Introdução> A teoria gramatica visa estabelecer a relação entre a forma das expressões e a sua significação (. 4 – Um resumo..) assim entender as diferenças de interpretação (. que se referem a uma mesma situação.Relações de paráfrase > paráfrase são diferentes expressões com elementos lexicais e particularidades sintáticas próprias. recursos expressivos etc. ela não pode limitar-se ao comportamento original.

diretamente observáveis na expressão analisada.  LOGO: que padrão seguir no ensino de língua materna nas escolas? O certo é que temos se seguir a seguinte ordem: ir da língua> padrão. deva constituir a disciplina gramática. 2003.  Três itens importantes ligados ao ensino de gramática: língua – a atividade escolar com língua materna exige atenção aos usos e usuários. no cotidiano escolar. Que gramática estudar na escola? Norma e uso na língua portuguesa.. norma – a existência de uma norma em sentido amplo e restrito e. o tratamento escolar tem de fugir das simples proposições de moldes de desempenho e de simples organização de entidades metalinguísticas. mas que reconhecem a necessidade de garantir ao aluno ao padrão valorizado da língua. ESQUEMA DE LEITURA . no ensino deve-se levar em conta: que o aluno é capaz de ativar esquemas cognitivos em precisar de apender regras. mesmo. devemos considerar os fatos reais da língua. logo. não se pode reduzir a uma atividade de encaixamento de moldes.. avaliar os diversos tipos de gramática que a história do saber gramatical nos tem oferecido.. (.     1 . divorciado do uso da linguagem (. 1.) as aulas estão resumidas à taxonomia e à nomenclatura. aos professores de língua materna um tratamento cientificamente embasado da gramática do português para os falantes nativos – “aliar teoria linguística à sua aplicação na prática.  Cabe. INTRODUÇÃO  O tratamento escolar da gramática  “Sabemos que é difícil fixar o que.Estudo de um caso > proposta de análise de um exemplo. H.) É difícil. São Paulo: Contexto. pois. 2 – A análise tradicional desse caso. propõe recuperar as instituições subjacentes à análise tradicional.” (. transformou-se em uma tarefa meramente classificatória.CAPITULO 04 – UM EXEMPLO DE ANÁLISE E DE ARGUMENTAÇÃO EM SINTAXE  Introdução > De maneira geral. Explorando uma ideia da argumentação precedente. padrão linguístico – um padrão que propunha fora dos usos não constitui uma língua real. de M. de modo a refletir sobre sua estruturação. do uso para norma e não da norma para o uso..) De um lado os linguistas preocupados em por fim ao preconceito linguístico. . ou seja.  Defende que a pesquisa em linguística vise a valorização do uso da língua e o usuário  Como está. a gramática vai passando a ser vista como um corpo estranho. reflexão sobre os usos e do seu funcionamento e. Buscando argumentos sintáticos em favor dessa análise.. particularmente.  A tensão entre certo e errado não tem fundamento e não tem papel num trabalho com a linguagem cientificamente fundamentado. o olhar para a língua. M.  Assim.NEVES.

 A ciência da linguagem ensinou a negar qualquer valoração de toda e qualquer modalidade de língua e busca de adequação as diferentes escolhas. – é a própria comunidade que busca padrões prestigiados.  Toda gramatica tradicional esta afeiçoada à trajetória que culminou na sua instituição: escolha da norma-padrão baseada em (falsas) qualidades superiores em detrimento dos outros falares ( gregos e bárbaros)  Essa gramatica. o uso ‘correto’.Visão histórica  Gramatica tradicional. da língua. era de se esperar que se reconhecesse a variação linguística nos estudos.  Com isso. as prescrições.A Natureza da disciplina gramática .  Os verdadeiros gramáticos sabem disso.  Na visão leiga. mas é condicionada pelo viés socioeconômico.  Não é exatamente os gramáticos que mantêm a valorização da “boa linguagem”. porem os estudos sobre gramática tem caído no vazio.  Dois pontos na alteração da história da consideração da gramática: o surgimento dos variacionistas e o desenvolvimento dos estudos da oralidade.  E conclui que: A chave para o progresso no ensino de língua materna é a inserção das propostas desenvolvidas com base na ciência linguística. pelas condições históricas que surge. disciplina gramatica e gramatica tradicional:  Gramática – mecanismo geral que organiza as língua  As gramaticas de língua portuguesa não podem ser acusadas de prescritivas  O discurso dessa gramatica não fornecem explicitamente instruções diretivas  As gramaticas são paradigmas (descritivos e modelares). se institui como exposição e imposição de padrões. conhecer a língua é conhecer a norma.  A teoria prega que a avaliação da variação e suas manifestações no uso deve basear-se: competência comunicativa. da gramática. USO E NORMA I . Defende uma gramatica dirigida pela observação da produção linguística efetivamente operada.  Em países como o Brasil vem se sustentando a relação valor social e valor intelectual.  Traz exemplos de exercícios mecânicos e sem reflexão alguma de língua portuguesa em livros didáticos.  “Assim como é a circulação da teoria linguística que há de renovar o tratamento escolar da linguagem. assim também uma renovação efetiva desse tratamento há de realimentar as discussões teóricas que com felicidade se apliquem à condução escolar da reflexão sobre a linguagem” 2 – GRAMÁTICA. assentada na relação de interação e na .  A disciplina gramatica na atualidade / a manutenção de padrões  Por que as gramáticas continuam a veicular padrões?  Começou-se a ver diferente do passado: com a evolução da ciência começou-se a considerar o uso social da linguagem.

No século XX. II – Norma. variedade linguística e eleição de uma variante para prescrição. epistêmica. no campo da linguagem.  Mesmo sendo a escrita um território considerado mais obediente a regularidade. mas continuou a seguir os padrões de Portugal. comum (media dos falares) / entendida também como modalidade sabida por alguns e por outros não.     consciência de que o usuário opera capacidades linguísticas. III – As relações entre dicotomia/ uso x norma e a disciplina gramatical  O confronto entre o uso e a norma na modernidade  Sabemos que a marca esse fosso entre autoridade de modelos e o uso popular permaneceu na tradição. mesmo assim precisou da escolha de uma padronização maior  A DIFICULDADE DE LEGITIMAR: REPRESENTA UM MODELO SOCIALMENTE DO USO DE UMA ELITE. logica. continuou-se com a mecanicidade. O usuário da língua deve fazer escolha melhor no sentido de adequar-se a situação social. perceptual e social. bom uso e prescrição gramatical  As acepções básicas do termo norma.  Norma: normal. descategorização. mesmo com os estudos linguísticos. Ligação inegável entre variedabilidade linguística e eficiência comunicativa As varias possibilidades de uso fazem com o usuário comporte-se no sentido de se preservar da discriminações Princípios da gramaticalização: persistência.  As duas noções de regra só liga a padrões prescritivos via parâmetros sociais. hoje o povo fala como pode e aceita que não fala como deve – pois não domina o padrão autorizado  O desenrolar do confronto no Brasil  No Brasil.  A fixação do padrão de bom uso na modalidade escrita  O bom uso se fixou na modalidade escrita por se entender que a linguagem falada era um território cheio de transgressões  Norma padrão. divergência. A GRANDE QUESTÃO: VEMOS A LINGUAGEM DE PRESTIGIO COMO UM DOS CAMINHO PARA A BOA INTERAÇÃO SOCIAL.  A validade do conceito de norma .  As relações entre propriedades linguísticas e parâmetros sociais  Direção >língua para a realidade social e desta para a língua. o confronto entre uso e norma começou a partir da independência. estratificação e especialização.

a tensão entre analogia e anomalia. no período helenístico. A língua que uma pessoa usa numa sociedade constitui parâmetro de valoração. mas sim os analogistas –mesmo com tantas anomalias na língua. O helenismo consagrava-se o bem falar e não se achava comprometida pelo elemento estranho. Nenhum gramático poderá instituir como modelo. O lugar da norma na ciência linguística Não cabe aos que trabalham com a linguagem combater a existência da pressão social sobres os usos linguísticos já que a língua é um dos instrumentos nas relações sociais. . Assim. O que importava era encontrar analogias e buscar propriedades naturais. ditando algo com sua autoridade. Certos termos belos para os escritores são caros aos alunos. escolar passaram a cumprir o papel social de rechear a proposta oficializada .  A face social da consideração da existência de diferentes modos sociais  Nos anos 60 (XX) não encontrava algo que não fosse a apresentação de paradigmas moda antiga. a NGB. não foram os anomalistas que fundaram a gramática. exatamente por isso a elas não se pode vincular-se nenhuma noção de autoridade. Se as normas emergem naturalmente dos usos linguísticos.  Qualquer prescrição que se apoie numa categorização de entidades gramaticais em unidades discretas não terá sustentação.  ESTUDO DA LINGUA A PARTIR DOS USOS/ NÃO HÁ AUTORIDADE QUE SUBRESSAIA IV –As relações entre ciência linguística. uso linguístico e as noções de certo e errado          O tema prescrição: ainda uma vez a inserção histórica O tema prescrição é tabu entre os linguistas A questão é sociocultural e não linguística A herança da tradição gramatical do ocidente que nasceu. detentora de uma boa linguagem em detrimento de uma “ameaça” da fala barbara. A face teórica e a face prática da regularidade A regularidade da linguagem tem duas faces: teórica( interna a linguagem) e a pratica ( condições de uso). As formas que se oferecem constituem aquilo que se considera regular/ na verdade são valores socioculturais. Na história do pensamento grego culminou com organização da gramática. já que o caráter vivo da linguagem implica movimentação das peças que se arranjam. as gramaticas -voltadas para a aplicação didática. Para um melhor estudo da língua portuguesa deve se considerar que o ponto de partida e o ponto de chegada é valor semântico da linguagem.  A discussão de um tema como ilustração: a artificialidade da instituição de regras rígidas na analise linguística  Melhor dizer o que quer dizendo. é do próprio uso que surgem os padrões que se deve seguir.

3 – NORMA. mudou um pouco seu material de exame.  a escola após a inserção de novas teorias. USO E GRAMÁTICA ESCOLAR I – A gramatica no espaço escolar: pressuposto  Ainda na visão do que seja gramatica  Gramatica. manteve seu culto as esses valores para evitar “corrupção”.  Reconhecimento das diferenças linguísticas com base nas acepções acima.  Submetida à corte europeia. V – A fixação da norma-padrão: a fonte e os limites  Ainda o conceito e norma  Dois conceitos: media do falares e normatização dos usos. As fontes de julgamento da norma e a vinculação do conceito de norma à natureza da linguagem Nem por qualidades intrínsecas nem por julgamento de autoridade de gramáticos ou dicionaristas uma expressão ou palavra pode ser garantida.  A gramatica na história de nossa vida escolar  Visões errôneas sobre a gramatica que nos foram impostas e feitos a acreditar. AO LINGUISTA E AO GRAMÁTICO LEGITIMO NÃO É FACULTADO ENSEJAR FUNÇÃO SOCIOPOLITICO-CULTURA SEJA PREENCHIDA POR EMPACOTADORES DE PRECEITOS NA LINGUA.  Descompasso entre o uso da linguagem e a analise linguística  Esta mal parada essa relação entre o uso da linguagem e a analise linguística.  A escola como histórica guardiã institucional de valores “puros”  A escola no seu papel de guardiã de valores tradicionais. . o desejável?  Explicação primordialmente social.  O estabelecimento da fonte para a norma padrão  A partir da norma como bom uso: de onde vem a autoridade para impor o que é bom ou ruim.  O PONTO SIGNIFICATIVO DOS CASOS DE DOUTRINAÇÃO NORMATIVA EXPLÍCITA NÃOLEGITIMA CONSIDERAR O FULCRO DA QUESTAO NA EXISTENCIA DE ERRO. palavra marcada negativamente por profissionais e público em geral. entre vivencia da linguagem e e explicação gramatical.  desapareceu nesses matérias . absolutamente com a única possível. o apego a uma fonte de autoridade provinda da antiguidade.Aberrações surgem quando se instituem fora do uso real as fontes das quais emana a autoridade de fixação das normas a ser seguida. o Brasil foi um mero reprodutor daqueles aspectos culturais convencionais. é que se faz a transferência do campo social para o linguístico.

A GRAMATICA TEM DE RESPEITAR A NATUREZA DA LINGUAGEM SEMPRE ATIVADA PARA A PRODUÇÃO DE SENTIDO.  A artificialidade das peças de atividade com a escrita são um desserviço à própria instituição escolar. A gramatica de nosso dia a dia de usuários da linguagem: um contraponto  Visões verdadeiras sobre a gramatica que devem ser entendidas  Uma reflexão sobre a natureza da gramatica oferecida nas escolas  Desnecessário estudo da gramatica já que nada oferece e cria falsos pressupostos.  A escola deve dar vivencias plena da língua materna.  O ENSINO DE LEITURA E ESCRITA SÃO UMA VERDADEIRA CASTRAÇÃO. uma situação de vida condicionando o uso. transmitindo uma lição insignificante.  O trabalho com a gramática  O que se tem visto é a simples transposição de noções recortadas de manuais tradicionais.  A escrita escolar se constitui de um ritual. II – Língua falada.  Uma avalição do trabalho escolar com a língua escrita  A escola não consegue prover nas suas atividades de língua escrita uma situação real.  NOVA VISÃO DE ENSINO MAIS ABRANGENTE E CONSISTENTE  O papel da escola na condução das atividades de produção escrita e analise gramatical  Bom desempenho escrito.  A oralidade na escola se reduz a exercícios de leitura. III – Uma gramatica escolar fincada no uso linguístico   O conceito de gramatica como atividade escolar Reflexões sobre o funcionamento da linguagem .  Considerações da inserção do uso natural da linguagem pelo falante no ensino.  Refletir sobre a heterogeneidade da língua (padrão e demais variedades).  ADQUIRIMOS NOSSA LINGUA SEM NUNCA TER IDO À ESCOLA. língua escrita e ensino  O tratamento escolar das relações entre língua falada e língua escrita  Acusações de que a escola só trabalha com a língua escrita e com a norma padrão  Uma avaliação do que falta á escola na superação dos problemas ligados à relações fala e escrita  Considerar a linguagem em funcionamento.  Superar a dicotomia fala X escrita.  Exemplos práticos e sugestões de trabalho com alguns aspectos da gramática.  Problemas ligados ao ensino natural da escrita. Todas as modalidades.

O LUGAR DE OBSERVAÇÃO SÃO OS USOS E A O REGIMENTO DA PRODUÇÃO DE SENTIDOS. . mas também conhecimento e capacidade.  O modelo de legitimação do tratamento escolar da gramática  Precisa ensinar o verdadeiro funcionamento da linguagem.  A capacidade de falar e sua inserção numa língua fazem com que o hem atue linguisticamente e produza discurso e texto. Linguística.  Exemplos de falta de interesse nas analises na interação verbal e constituição de enunciados.      A resposta da gramatica escolar tradicional à complexidade do funcionamento da linguagem A escola se limita a oferecer descrições. esquemas e parâmetros sem fundamento nem muita relação com o verdadeiro funcionamento da linguagem.  ESTUDAR GRAMATICA: REFLETIR SOBRE O USO LINGUISTICO.  A natureza da linguagem e sua relação com a categoria língua implicam não apenas atividade. A gramatica não considera o verdadeiro funcionamento da linguagem. IV – A gramatica: conhecimento e ensino  Estudar gramática ? E que gramatica? Propiciar e conduzir a reflexão sobre o funcionamento da linguagem indo pelo uso linguístico para chegar ao sentido. como se fosse algo rigorosamente matemático. Aulas-ritual. uso linguístico e gramatica na escola  A dificuldade da proposta  O difícil e arriscado numa nova proposta de gramatica que contemple o uso linguístico seja o que tem de ser dado da relação linguística X gramatical.  Considerar um esquema de interação verbal mais rico no ensino sem esquemas superficiais. Inverdades sobre a interação verbal.  Importância de que a escola leve o aluno á compreensão da natureza do estabelecimento do circuito de comunicação e aprenda a refletir sobre a própria atividade linguística e se aproprie das verdadeiras regras de sua língua. V – Para uma gramatica escolar. Não se sabe ao certo o que deve ser ensinado e aprendido e suas finalidades.  Precisa por em estudo a heterogeneidade de opões na busca de uma atividade reflexiva sobre a linguagem  PRECISA-SE ATINGIR UM MODELO DE ENSINO MAIS ABRANGETE E MAIS CONSISTENTE QUE CONSIDERE O VERDADEIRO FUNCIONAMENTO DA LINGUAGEM.  O texto é a unidade privilegiada de reflexão e analise.  Uma amostra da limitação a que se submeteu uma determinada tradição de ensino de gramatica.

Mas o que é mesmo “gramática”? São Paulo: Parábola Editorial.PROFLETRAS CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO SERIDÓ . A escola está instituída justamente para caminhar em trabalho participativo para a colocação de dos seus alunos em situações reais de interação. Carlos. Descrição e prescrição – relativizadas aos estudiosos da língua e aos profissionais o ensino.  Conceito.  Uma avalição da utilidade da gramatica escolar  Fixação de norma. já que corresponde por adequação de desempenho. confere valor social a linguagem. não podem ser estabelecidos no campo da gramaticalidade da língua dentro de seus verdadeiros usos.CERES DEPARTAMENTO DE LETRAS DO CERES – DLC DISCIPLINA: GRAMÁTICA VARIAÇÃO E ENSINO PROFESSOR: DR. histórico e a relação com a noção de privilegiado.       A avaliação da gramatica escolar no contexto das dicotomias que têm cercado a noção de gramatica Certo e errado são conceitos relativos. A legitima norma-padrão merece reflexão profunda e precisa estar sob consideração em todo esforço de instituição do lugar que a língua materna deve ocupar no espaço escolar. ás pressões sociais AS VÁRIAS TENSÕES EXISTENTES FAZEM PARTE DA ESSENCIA DAS LINGUAS NATURAIS MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – UFRN PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO MESTRADO PROFISSIONAL EM LETRAS EM REDE NACIONAL . 2006 . Sobre língua falada e língua escrita há que se considerar os diferentes situações de uso e. MARIO LOURENÇO MEDEIROS ESQUEMA DE LEITURA DAS OBRAS: FRANCHI. Ainda uma vez a noção de gramática. claro incluir as diferentes modalidades de linguagem.

São Paulo: Contexto. Que gramática estudar na escola? Norma e uso na língua portuguesa. ANTONIO JOEL DA SILVA COSTA CURRAIS NOVOS/RN 2015 . 2003. de M. H.NEVES. M.