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DIVULGAÇÃO DE RESULTADOS 4T09 E 2009

Eusébio – CE, 01 de março de 2010 – A M. Dias Branco S.A. (Bovespa: MDIA3), empresa líder nos mercados de biscoitos e de
massas no Brasil, anuncia hoje seus resultados do quarto trimestre de 2009 (4T09) e do exercício de 2009 (2009). As demonstrações
financeiras consolidadas da Companhia são elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, baseadas na Lei das
Sociedades por Ações e nas regulamentações da CVM (“BR GAAP”). Em 28 de dezembro de 2007 e em 04 de dezembro de 2008,
foram publicadas no Diário Oficial da União a Lei nº 11.638 e a Medida Provisória nº 449 (convertida na Lei 11.941, em 27 de maio de
2009), respectivamente, que alteraram diversos dispositivos da Lei nº 6.404/76 (Sociedades por Ações). As informações contábeis
contidas nesta Divulgação de Resultados contemplam as modificações nas práticas contábeis introduzidas pelas referidas
leis, além dos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC e aprovados pela CVM, com aplicação obrigatória até o ano de
2009. As informações do período contidas nesta divulgação são resultantes dos números históricos da Companhia e, portanto,
agregam os números da Indústria Bomgosto Ltda. (Vitarella) somente a partir de abril de 2008, quando foi adquirida. Contudo, a fim de
permitir ao mercado outras análises comparativas, também apresentamos, em quadros especificadamente identificados e ao final
desta Divulgação, sob o título pro forma, os resultados da Companhia com a soma dos números da Vitarella a partir de 01 de janeiro
de 2008.

DESTAQUES DO PERÍODO
Contato RI
A Receita Líquida no ano de 2009 atingiu R$ 2.347,9
Geraldo Luciano Mattos Júnior milhões, apresentando um crescimento de 7,1% sobre
Vice-Presidente de Investimentos e Controladoria e os R$ 2.192,5 milhões verificados no ano de 2008;
Diretor de Relações com Investidores
Tel: (85) 4005-5667 O volume de vendas de biscoitos somou 89,7 mil
e-mail: geraldo@mdb.com.br
toneladas no 4T09, um aumento de 7,6% comparado ao
Álvaro Luiz B. de Paula 4T08, e 359,1 mil toneladas em 2009, um crescimento
Diretor Adjunto de Relações com Investidores de 20,9% em relação a 2008;
Tel: (85) 4005-5952
e-mail: alvarodepaula@mdb.com.br O volume de vendas de massas totalizou 62,9 mil
Website de RI: www.mdiasbranco.com.br/ri toneladas no 4T09, e 251,9 mil toneladas em 2009, uma
Teleconferência de evolução de 10,4% em relação a 2008;
Resultados do 4T09 e 2009
O market share de biscoitos passou de 19,8% em 2008
Data:
para 21,5% no ano de 2009 (+1,7 p.p.), e o de massas
03 de março de 2010. atingiu 22,9% em 2009 contra 21,9% em 2008 (+1,0 p.p.);
O lucro líquido alcançou R$ 69,7 milhões no 4T09, um
Horários:
crescimento de 66,3% frente ao 4T08, e R$ 346,4 milhões
> Português (BR GAAP) no ano de 2009, apresentando um aumento de 61,7%
10:00 hs (horário de Brasília) comparado ao de 2008;
09:00 hs (horário Nova Iorque)
Tel: (55-11) 4688-6361 O EBITDA totalizou R$ 97,0 milhões no 4T09 e R$ 469,2
Replay: (55-11) 4688-6312 milhões em 2009, contra R$ 88,8 milhões no 4T08
Código: M. Dias / 46301 (+9,2%) e R$ 376,2 milhões em 2008 (+24,7%);
> Inglês (BR GAAP) A margem EBITDA representou 20,0% da Receita Líquida
12:00 hs (horário de Brasília) no ano de 2009 contra 17,2% no ano anterior (+2,8 p.p.);
10:00 hs (horário Nova Iorque)
Tel.: 1 786 924-6977 A Dívida líquida reduziu de R$ 707,8 milhões em 2008
Replay: (55-11) 4688-6312 para R$ 378,8 milhões em 2009 (-46,5%), representando
Código: M. Dias / 46302
a proporção de 0,8 em relação ao EBITDA dos últimos 12
Cotação: meses, enquanto que no ano anterior representava 1,9;
Fechamento em 26/02/2010
MDIA3: R$ 47,40 por Ação
O nível de utilização da capacidade de produção atingiu
Valor de Mercado: R$ 5.377,5 milhões 78,6% no ano 2009, em comparação com 75,9% em 2008
(+2,7 p.p.).

AH% AH%
Da dos Fina nce iros e O pe ra ciona is 4T09 4T08 2009 2008
4 T0 8-4 T0 9 2 00 8 -2 0 0 9
Rec eita Líquida (R$ M M ) 573,9 592,2 -3,1% 2.347,9 2.192,5 7,1%
V olum e de V endas de B isc oitos (E m m il toneladas ) 89,7 83,4 7,6% 359,1 297,0 20,9%
V olum e de V endas de M as sas (E m m il toneladas ) 62,9 62,5 0,6% 251,9 228,2 10,4%
M ark et s hare de bis c oitos (volum e)* 22,2% 20,5% 1,7 p.p 21,5% 19,8% 1,7 p.p
M ark et s hare de m ass as (volum e)* 24,7% 21,4% 3,3 p.p 22,9% 21,9% 1,0 p.p.
Lucro Líquido (R$ M M ) 69,7 41,9 66,3% 346,4 214,2 61,7%
E B ITDA (R$M M ) 97,0 88,8 9,2% 469,2 376,2 24,7%
M argem E B ITDA 16,9% 15,0% 1,9 p.p 20,0% 17,2% 2,8 p.p
Dívida Líquida (R$ M M ) 378,8 707,8 -46,5% 378,8 707,8 -46,5%
Dívida Líquida / E B ITDA (últ. 12 m eses ) 0,8 1,9 -57,9% 0,8 1,9 -57,9%
Nível de Utiliz aç ão da Capac idade de P roduç ão 77,4% 76,4% 1 p.p 78,6% 75,9% 2,7 p.p
*N ota: Os va lo re s a pre s e n ta d os n o s trim e s tre s s ã o relativos a o p erío d o de n o v a de z d e 2 00 9 e 2 0 08 , re s p e ctivam en te .

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COMENTÁRIOS DA ADMINISTRAÇÃO

A M. DIAS BRANCO apresenta aos seus acionistas e à sociedade os resultados do ano de 2009, os quais vêm,
mais uma vez, ratificar que a Companhia prossegue com sua consistente trajetória caracterizada pela combinação
de crescimento de resultados e melhoria de margens.

A Companhia mostrou a eficiência da sua gestão e a consistência dos seus resultados diante de um cenário global
caracterizado pela queda do nível de atividade das economias, com impactos na produção, consumo e emprego
ao longo de 2009.

Mesmo considerando esse cenário desafiador, a M. DIAS BRANCO apresentou no referido ano uma Receita
Líquida de R$ 2,35 bilhões, um crescimento de 7,1% em comparação com o ano de 2008, dado o seu modelo de
fabricação e comercialização de produtos alimentícios de necessidade básica, focado no pequeno e médio varejo,
com cobertura nacional, com ticket médio acessível e pouca dependência de crédito.

Esse crescimento não foi ainda maior em função da queda do preço médio do trigo no comparativo anual, que
resultou numa queda da receita líquida de farinha e farelo de trigo.

Por outro lado, a queda dos preços das commodities combinada com a estratégia de compra e estocagem da
Companhia permitiu a redução na representatividade dos custos dos produtos vendidos, contribuindo para a
geração de um lucro bruto de R$ 994,3 milhões em 2009, 21,2% superior ao de 2008. A Margem Bruta, em
conseqüência, apresentou uma expansão de 4,9 p.p., atingindo 42,3% em 2009.

Considerando ainda os esforços na gestão de despesas, o EBITDA e o Lucro Líquido gerados em 2009
totalizaram R$ 469,2 milhões e R$ 346,4 milhões, resultados recordes na história da M. DIAS BRANCO,
representando um crescimento de 24,7% e 61,7%, respectivamente, em relação a 2008. As margens EBITDA e
Líquida atingiram 20,0% e 14,8%, apresentando incrementos de 2,8 p.p. e 5,0 p.p., respectivamente.

A relação Dívida Líquida/EBITDA caiu de 1,9 em 2008 para 0,8 em 2009, em linha com o que a Companhia vinha
divulgando ao mercado, demonstrando que a sua geração de caixa suportou com facilidade o pagamento da
dívida com a aquisição da Vitarella.

Assim, é com satisfação que seguimos entregando aos nossos acionistas os resultados esperados, confirmando a
solidez da tese de investimento da Companhia.

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DADOS FINANCEIROS E OPERACIONAIS PRO FORMA

A fim de permitir outras análises comparativas dos números pertinentes ao ano de 2009, resumimos abaixo
algumas informações de 2009 e de 2008, considerando neste último os dados da Vitarella desde 01 de janeiro de
2008, atribuindo-se a tais números assim ajustados o título de “pro forma”.

Dados Financeiros e Operacionais - AH%


2009 2008
pro forma 2008-2009
Receita Líquida (R$ MM) 2.347,9 2.280,1 3,0%
Volume de Vendas de Biscoitos (Em mil toneladas) 359,1 321,3 11,8%
Volume de Vendas de Massas (Em mil toneladas) 251,9 237,7 6,0%
Lucro Líquido (R$ MM) 346,4 227,1 52,5%
EBITDA (R$ MM) 469,2 390,7 20,1%
Margem EBITDA 20,0% 17,1% 2,9 p.p
Nível de Utilização da Capacidade de Produção 78,6% 75,9% 2,7 p.p

2009 2008 Variações

Linhas de Produto Rec. Líquida Peso Pre ço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd.

Biscoitos 1.250,3 359,1 3,48 1.105,0 321,3 3,44 13,1% 11,8% 1,2%
Massas 572,8 251,9 2,27 550,1 237,7 2,31 4,1% 6,0% -1,7%
Farinha e Farelo 433,9 516,7 0,84 509,7 504,0 1,01 -14,9% 2,5% -16,8%
Margarinas e Gorduras 90,9 37,5 2,42 102,7 41,3 2,49 -11,5% -9,2% -2,8%
Diversos - - - 12,6 4,6 - - - -
TOTAL 2.347,9 1.165,2 2,02 2.280,1 1.108,9 2,06 3,0% 5,1% -1,9%
* Receita Líquida em R$ milhões, Peso Líquido de Devoluções em Toneladas Mil e o Preço Médio Líquido em R$/Kg.

Vale salientar que os dados pro forma aqui mencionados são para fins ilustrativos e não tem a intenção de
representar quais seriam os resultados operacionais da Companhia, caso a aquisição da Vitarella tivesse ocorrido
em 01 de janeiro de 2008 e também não são necessariamente uma indicação dos nossos resultados operacionais
futuros, tendo em vista que os ganhos de sinergia não estão sendo totalmente contemplados.

DESTAQUES OPERACIONAIS

A estrutura operacional da Companhia é composta pela M. Dias Branco S.A., com sede no Estado do Ceará, e
suas controladas, Adria Alimentos do Brasil Ltda. e Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. (Vitarella), com sede
em São Caetano do Sul, Estado de São Paulo e Jaboatão dos Guararapes, Estado de Pernambuco,
respectivamente. A controladora e as suas controladas Adria e Vitarella, em conjunto, contam com 23 centros de
distribuição e 11 unidades industriais, cujas ações de produção, comercialização e distribuição logística são
coordenadas de forma centralizada e integrada. As unidades industriais estão localizadas nos Estados do Ceará
(3), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1), Paraíba (1), Pernambuco (1), São Paulo (3) e Rio Grande do Sul (1).

O processo de produção da Companhia é integrado e verticalizado, permitindo que as duas principais matérias-
primas (farinha de trigo e gordura vegetal) para a fabricação de massas e biscoitos sejam produzidas
internamente. No ano de 2009, 63,3% de toda a farinha de trigo e 52,6% de toda gordura vegetal utilizadas foram

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fabricadas internamente. Destaque-se que esse percentual caiu, após a aquisição da Vitarella, que utiliza em seu
processo produtivo farinha de trigo e gorduras de terceiros, mas durante o ano de 2010, esperamos dar início ao
processo de retorno aos patamares anteriores à aquisição da Vitarella, em face da conclusão das expansões do
moinho de trigo instalado no Estado da Paraíba e da fábrica de margarinas e gorduras instalada no Estado do
Ceará.

Como evidenciado nos quadros a seguir, os varejistas e atacadistas/distribuidores possuem maior participação
nas vendas da Companhia e as vendas para o nosso maior cliente representaram apenas 4,5% da receita líquida
de descontos no exercício de 2009, o que demonstra que possuímos uma base de clientes bastante pulverizada e
pouca dependência das grandes redes.

Mix de Cliente s 4T09 4T08 Vari ação 2009 2008 Va ria çã o


Pequeno Varejo 38,8% 41,6% -2,8 p.p 40,4% 43,0% -2,6 p.p
Atacado / Dis tribuidores 43,1% 39,7% 3,4 p.p 41,5% 39,0% 2,5 p.p
Grandes Redes 15,0% 14,5% 0,5 p.p 14,3% 12,6% 1,7 p.p
Indústria 2,9% 3,4% -0,5 p.p 3,2% 4,9% -1,7 p.p
Outros 0,2% 0,8% -0,6 p.p 0,6% 0,5% 0,1 p.p
TOTAL 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%

Participaçã o na Receita Pa rticipação na Receita


Maiores Cliente s Vendas 4T09 Vendas 2009
Líquida de Descontos Líquida de Descontos
(R$ Milhões) (R$ Milhões)
Seqüência Acumulado Na Faixa Acumulada Na Faixa Acumulada
Maior Cliente 1 31,4 4,7% 4,7% 122,3 4,5% 4,5%
49 Subseqüentes 50 175,9 26,2% 30,9% 745,3 27,1% 31,6%
50 Subseqüentes 100 62,7 9,3% 40,2% 248,0 9,0% 40,6%
900 Subseqüentes 1.000 192,4 28,7% 68,9% 718,7 26,2% 66,8%
Demais Clientes Todos clientes 208,7 31,1% 100,0% 913,0 33,2% 100,0%
TOTAL 671,1 2.747,3

Em relação ao nível de utilização da capacidade instalada, a Companhia atingiu 78,6% em 2009, um acréscimo de
2,7 pontos percentuais em relação a 2008 (75,9%), em virtude, notadamente, do aumento da produção,
decorrente do crescimento do volume de vendas. Vale ressaltar, que no início do 1T09 entrou em funcionamento
mais uma linha de biscoitos na unidade da Vitarella, aumentando a capacidade de produção do ano de 2009.

Produção Efetiva / Biscoitos Massas Farinha e Farelo Marg. e Gorduras Total


Capacidade de Produção * 4T09 4T08 4T09 4T08 4T09 4T08 4T09 4T08 4T09 4T08
Produção Total 90,5 86,2 63,0 62,1 210,1 205,4 16,6 16,8 380,2 370,5
Capacidade Total de Produção 119,0 112,6 90,2 90,2 262,6 262,6 19,5 19,5 491,3 484,9
Nível de Utilização da Capacidade 76,1% 76,6% 69,8% 68,8% 80,0% 78,2% 85,1% 86,2% 77,4% 76,4%
* Em mil toneladas

Produção Efetiva / Biscoitos Massas Farinha e Farelo Marg. e Gorduras Total


Capacidade de Produção * 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008
Produção Total 363,3 302,6 257,6 237,2 855,1 830,2 68,0 65,2 1.544,0 1.435,2
Capacidade Total de Produção 476,0 412,5 360,8 350,8 1.050,4 1.050,4 78,0 78,0 1.965,2 1.891,7
Nível de Utilização da Capacidade 76,3% 73,4% 71,4% 67,6% 81,4% 79,0% 87,2% 83,6% 78,6% 75,9%
* Em mil toneladas

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RESULTADOS DO PERÍODO

RECEITA BRUTA

A receita bruta consolidada no ano de 2009 totalizou R$ 2.788,8 milhões, um decréscimo de 1,7% em relação
aos R$ 2.835,6 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Essa redução decorre da mudança na
política de descontos a partir de fevereiro de 2009, época em que a Companhia passou a privilegiar o faturamento
pelo valor já líquido dos descontos incondicionais. Tal mudança produziu uma redução tanto na receita bruta
quanto nas deduções sobre vendas, produzindo um efeito nulo sobre a receita líquida.

4T09 4T08 Variações


Linhas de Produto Rec. Bruta Peso Preço Méd. Rec. Bruta Peso Preço Méd. Rec. Bruta Peso Preço Méd.

Biscoitos 367,8 90,6 4,06 403,1 84,5 4,77 -8,8% 7,2% -14,9%
Massas 164,3 63,9 2,57 190,1 63,6 2,99 -13,6% 0,5% -14,0%
Farinha e Farelo 114,7 125,9 0,91 140,9 128,1 1,10 -18,6% -1,7% -17,3%
Margarinas e Gorduras 27,2 8,9 3,06 35,9 10,2 3,52 -24,2% -12,7% -13,1%
Diversos - - - - - - - - -
TOTAL 674,0 289,3 2,33 770,0 286,4 2,69 -12,5% 1,0% -13,4%
* Receita Bruta em R$ milhões, Peso em Toneladas Mil e o Preço Médio em R$/Kg.

2009 2008 Variações


Linha s de Produto Rec. Bruta Peso Pre ço M éd. Re c. Bruta Peso Preço Méd. Rec. Bruta Peso Pre ço Méd.

Biscoitos 1.506,3 363,3 4,15 1.416,2 301,1 4,70 6,4% 20,7% -11,7%
Massas 685,7 256,9 2,67 662,3 232,6 2,85 3,5% 10,4% -6,3%
Farinha e Farelo 480,7 518,6 0,93 598,5 505,5 1,18 -19,7% 2,6% -21,2%
Margarinas e Gorduras 116,1 38,1 3,05 142,5 41,8 3,41 -18,5% -8,9% -10,6%
Diversos - - - 16,1 4,6 - - - -
TOTAL 2.788,8 1.176,9 2,37 2.835,6 1.085,6 2,61 -1,7% 8,4% -9,2%
* Receita Bruta em R$ milhões, Peso em Toneladas Mil e o Preço Médio em R$/Kg.

RECEITA LÍQUIDA

Em decorrência, essencialmente, do aumento do volume de vendas, a Receita Líquida no ano de 2009 atingiu R$
2.347,9 milhões, uma elevação de 7,1% frente a 2008. No 4T09, a Receita Líquida totalizou R$ 573,9 milhões,
um decréscimo de 3,1% em relação aos R$ 592,2 milhões registrados no 4T08, em função, principalmente, dos
efeitos da redução nos preços médios da farinha de trigo e das massas.

4T09 4T08 Variações


Linhas de Produto Rec. Líquida Peso Pre ço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd.

Biscoitos 310,3 89,7 3,46 292,7 83,4 3,51 6,0% 7,6% -1,4%
Massas 137,9 62,9 2,19 150,9 62,5 2,41 -8,6% 0,6% -9,1%
Farinha e Farelo 104,1 125,4 0,83 122,9 127,8 0,96 -15,3% -1,9% -13,5%
Margarinas e Gorduras 21,6 8,7 2,48 25,7 10,1 2,54 -16,0% -13,9% -2,4%
Diversos - - - - - - - - -
TOTAL 573,9 286,7 2,00 592,2 283,8 2,09 -3,1% 1,0% -4,3%
* Receita Líquida em R$ milhões, Peso Líquido de Devoluções em Toneladas Mil e o Preço Médio Líquido em R$/Kg.

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2009 2008 Variações

Linhas de Produto Rec. Líquida Peso Preço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd.

Biscoitos 1.250,3 359,1 3,48 1.034,9 297,0 3,48 20,8% 20,9% 0,0%
Massas 572,8 251,9 2,27 532,6 228,2 2,33 7,5% 10,4% -2,6%
Farinha e Farelo 433,9 516,7 0,84 509,7 504,0 1,01 -14,9% 2,5% -16,8%
Margarinas e Gorduras 90,9 37,5 2,42 102,7 41,3 2,49 -11,5% -9,2% -2,8%
Diversos - - - 12,6 4,6 - - - -
TOTAL 2.347,9 1.165,2 2,02 2.192,5 1.075,1 2,04 7,1% 8,4% -1,0%
* Receita Líquida em R$ milhões, Peso Líquido de Devoluções em Toneladas Mil e o Preço Médio Líquido em R$/Kg.

Composição da Receita Operacional Líquida


Vendas por Região - 2009
(% da Receita Líquida de Descontos)
3,8% 4,3% 3,9% 4,7%

18,1% 20,8% 18,5%


23,2% Biscoitos
4,9%
7,7%
24,0% 24,4% Massas
25,5%
24,3% 19,6%
Farinha e 67,8%
Farelo

Margarinas
54,1% 53,2% e Gorduras
49,4% 47,2%

Nordeste Sudeste Sul Demais


4T09 4T08 2009 2008

CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

Os custos e despesas operacionais totalizaram R$ 491,2 milhões no 4T09, o que representa uma redução de
6,9% em comparação aos R$ 527,6 milhões no 4T08. No ano de 2009, os custos e despesas operacionais
somaram R$ 1.936,0 milhões frente os R$ 1.910,0 milhões registrados em 2008. Os principais itens que levaram a
este resultado estão detalhados nos quadros a seguir.

Custo dos Produtos Vendidos

Custos Operacionais AH% AH%


4T09 % RL 4T08 % RL AH -%RL 2009 % RL 2008 % RL AH -%RL
(R$ milhões) 4T08-4T09 2008-2009
Matéria Prima 237,5 41,4% 271,5 45,8% -12,5% -4,4 p.p 945,1 40,3% 1.014,8 46,2% -6,9% -5,9 p.p
Trigo 114,6 20,0% 148,0 25,0% -22,6% -5 p.p 466,1 19,9% 596,8 27,2% -21,9% -7,3 p.p
Óleo 19,1 3,3% 28,8 4,9% -33,7% -1,6 p.p 82,4 3,5% 109,2 5,0% -24,5% -1,5 p.p
Açúcar 15,3 2,7% 8,5 1,4% 80,0% 1,3 p.p 53,1 2,3% 27,4 1,2% 93,8% 1,1 p.p
Farinha de Terceiros 42,0 7,3% 41,7 7,0% 0,7% 0,3 p.p 155,1 6,6% 127,8 5,8% 21,4% 0,8 p.p
Gordura de Terceiros 20,8 3,6% 22,5 3,8% -7,6% -0,2 p.p 85,0 3,6% 71,2 3,2% 19,4% 0,4 p.p
Outros insumos 25,7 4,5% 22,0 3,7% 16,8% 0,8 p.p 103,4 4,4% 82,4 3,8% 25,5% 0,6 p.p
Embalagens 38,7 6,7% 38,8 6,6% -0,3% 0,1 p.p 164,3 7,0% 141,5 6,5% 16,1% 0,5 p.p
Mão-de-obra 42,9 7,5% 43,1 7,3% -0,5% 0,2 p.p 163,9 7,0% 142,1 6,5% 15,3% 0,5 p.p
Gastos Gerais de Fabricação 31,0 5,4% 29,0 4,9% 6,9% 0,5 p.p 122,9 5,2% 109,4 5,0% 12,3% 0,2 p.p
Depreciação e Amortização 9,6 1,7% 13,5 2,3% -28,9% -0,6 p.p 38,4 1,6% 52,7 2,4% -27,1% -0,8 p.p
Diversos 0,4 0,1% 0,7 0,1% -42,9% 0 p.p 3,3 0,2% 11,1 0,5% -70,3% -0,3 p.p
Subvenções para investimentos (21,0) -3,7% (27,7) -4,7% -24,2% 1 p.p (84,3) -3,6% (99,3) -4,5% -15,1% 0,9 p.p
TOTAL 339,1 59,1% 368,9 62,3% -8,1% -3,2 p.p 1.353,6 57,7% 1.372,3 62,6% -1,4% -4,9 p.p
Nota: Os custos operacionais diversos do ano de 2008 referem-se, principalmente, à venda de óleo vegetal ocorrida no 2T08.

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Apesar do aumento do volume de vendas em 8,4% no ano de 2009 em relação a 2008, houve uma variação de
-1,4%, em valor absoluto, e de -4,9 p.p. sobre representatividade dos Custos Operacionais na Receita Líquida ,
que foi decorrente, principalmente, das seguintes razões:

A redução do custo médio do trigo em 22,6% e do óleo vegetal em 26,5% no ano de 2009;

A diminuição das despesas com depreciação e amortização, em virtude da revisão do tempo de vida útil
dos bens da Companhia, realizada no início de 2009;
A alta no custo do açúcar, decorrente da expectativa de déficit mundial desta commodity, em função da
queda na produção da Índia e da União Européia;
O acréscimo no custo da mão-de-obra, em função de acordos coletivos;
A redução das subvenções para investimentos, influenciada pela queda do valor das compras de trigo
no período, visto que tais subvenções são calculadas com base no ICMS incidente sobre o valor de
aquisição desta matéria-prima.
No 4T09 se observou também uma redução, em valores absolutos, de 8,1% nos custos operacionais em relação
ao 4T08 (de R$ 368,9 milhões para R$ 339,1 milhões), influenciado, basicamente, pelas razões supracitadas.

Despesas Operacionais
Despesas Operacionais AH% AH%
4T09 % RL 4T08 % RL AH -%RL 2009 % RL 2008 % RL AH -%RL
(R$ milhões) 4T08-4T09 2008-2009
Vendas 115,2 20,1% 124,2 21,0% -7,2% -0,9 p.p 451,6 19,2% 396,0 18,0% 14,0% 1,2 p.p
Administrativas e gerais 26,7 4,6% 21,4 3,6% 24,8% 1 p.p 99,8 4,2% 89,8 4,1% 11,1% 0,1 p.p
Honorários da administração 2,2 0,4% 1,9 0,3% 15,8% 0,1 p.p 7,2 0,3% 6,5 0,3% 10,8% 0 p.p
Tributárias 4,9 0,9% 3,8 0,6% 28,9% 0,3 p.p 15,3 0,7% 13,2 0,6% 15,9% 0,1 p.p
Depreciação e amortização 4,7 0,8% 10,7 1,8% -56,1% -1 p.p 18,9 0,8% 41,0 1,9% -53,9% -1,1 p.p
Outras desp./(rec.) operac. (1,6) -0,3% (3,3) -0,6% -51,5% 0,3 p.p (10,4) -0,4% (8,8) -0,4% 18,2% 0 p.p
TOTAL 152,1 26,5% 158,7 26,8% -4,2% -0,3 p.p 582,4 24,8% 537,7 24,5% 8,3% 0,3 p.p

No ano de 2009, as despesas com vendas apresentaram um crescimento de 14,0% em relação a 2008,
influenciado, principalmente, pelo: (i) aumento nas despesas com fretes e carretos em R$ 15,8 milhões e de
bonificações e verbas contratuais em R$ 26,4 milhões, em função do incremento do volume de vendas; e (ii)
elevação das despesas com pessoal em R$ 11,8 milhões provenientes de acordos coletivos e de indenizações
trabalhistas. O aumento na representatividade das despesas com vendas em relação à receita líquida, ocorrida
em 2009, deve-se especialmente aos seguintes fatores: (i) ao fato do crescimento no volume de vendas ter sido
maior do que a evolução da receita líquida, impactando a representatividade das despesas de logística; (ii) o
aumento das despesas promocionais (verbas contratuais e bonificações) que são maiores quando há pressões
para redução de preços de massas e biscoitos em face da redução dos custos da farinha de trigo; e (iii) pelo fato
das despesas comerciais da Vitarella ter passado a integrar o resultado de 2008 somente a partir de abril.
As despesas com vendas apresentaram uma redução de 7,2% no 4T09, comparado com o 4T08,, motivada,
basicamente, pelas seguintes razões: (i) redução das despesas com propaganda e marketing registradas no 4T09
em R$ 3,5 milhões; e (ii) indenizações pagas a distribuidores no 4T08, no valor de 9,1 milhões, decorrentes do
processo de reestruturação do modelo de distribuição em alguns Estados realizado naquela época.
Em termos anuais o aumento de 11,1% verificado nas despesas administrativas decorreu, essencialmente, da
adição das despesas administrativas da Vitarella a partir do 2T08, e ainda de despesas com pessoal referente
acordos coletivos. Já no 4T09, o acréscimo de 24,8%, em relação ao 4T08 é explicado pelo reconhecimento de

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despesas com pessoal referente a acordos coletivos, bem como de despesas com melhorias realizadas nos
sistemas operacionais da Vitarella.
A redução nas despesas com depreciação e amortização, tanto no ano de 2009, quanto no 4T09, ambos em
comparação com idêntico período de 2008, foi fruto da revisão do tempo de vida útil dos bens da Companhia,
realizada no início de 2009 (em razão das disposições contidas no §3º e Inciso II, do art. 183, da Lei nº 6.404/76,
com a redação dada pela Lei nº 11.638/07), além do fato da amortização do ágio pago por rentabilidade futura ter
deixado de ser contabilizada a partir de 2009, de acordo com as alterações introduzidas na Lei nº 6.404/76 pelas
Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09.

No ano de 2009, as outras receitas operacionais totalizaram R$ 10,4 milhões, oriundas, basicamente, da venda
de avarias, sucatas e insumos em R$ 3,7 milhões, bem como de lucros na venda de ativos não relacionados às
atividades da Companhia, no valor de R$ 6,2 milhões, classificados como outras receitas operacionais, em
atendimento ao item 136 da OCPC 2.

RESULTADOS FINANCEIROS

AH% AH%
Resulta do Fina nceiro (R$ Milhões) 4T09 4T08 2009 2008
4T08-4T09 2008-2009
Receita Fi nanceira 11,9 97,5 -87,8% 127,9 261,9 -51,2%
Despes a Financeiras (22,2) (120,7) -81,6% (141,2) (308,4) -54,2%
TOTAL (10,3) (23,2) -55,6% (13,3) (46,5) -71,4%

Para melhor compreensão das variações ocorridas no resultado financeiro, optou-se por evidenciar e analisar as
receitas e despesas financeiras sem o efeito das variações cambiais do período, como demonstrado no quadro
abaixo:

AH% AH%
4T09 4T08 2009 2008
Resulta do Fina nceiro (R$ Milhões) 4T08-4T09 2008-2009
Rec eita Financeira 4,1 11,7 -65,0% 25,0 40,5 -38,3%
Des pes a Financeiras (17,2) (24,7) -30,4% (78,2) (95,4) -18,0%
Rec eita na operação c om Hedge - 56,3 -100,0% - 102,2 -100,0%
Variações Cambiais 2,8 (66,5) - 39,9 (93,8) -
TOTAL (10,3) (23,2) -55,6% (13,3) (46,5) -71,4%

A redução observada nas receitas financeiras, tanto na comparação entre o ano de 2009 e 2008, quanto entre o
4T09 e 4T08, foi consequência de resgates efetuados ao longo de 2009 para pagamento do preço de aquisição da
Vitarella e de compras à vista de matérias-primas, repercutindo na redução da rentabilidade das aplicações
financeiras nesse período. Da mesma forma, a redução verificada nas despesas financeiras nos períodos sob
comentário é explicada, essencialmente, pela redução no endividamento total da Companhia. A menor variação
no período anual comparado ao trimestre ocorreu em função dos juros incidentes sobre o saldo devedor do preço
de aquisição da Vitarella estarem contemplados no ano de 2008 apenas a partir do 2T08, período em que
empresa foi adquirida.

As variações cambiais passaram de uma despesa de R$ 93,8 milhões no ano de 2008 para uma receita de R$
39,9 milhões em 2009, em virtude da desvalorização do Dólar frente ao Real em 2009 (-25,5%) enquanto em
2008 houve uma valorização abrupta do dólar de 31,9% em relação ao ano anterior, incidindo sobre o passivo em

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dólar da Companhia. No 4T09, o resultado positivo das variações cambiais foi influenciado pelos mesmos
motivos apresentados no ano de 2009.

De julho a dezembro de 2008, a Companhia visando se proteger dos efeitos da oscilação do câmbio constituiu
hedge para 100% da sua exposição cambial, mediante contrato com vencimento em 31 de dezembro de 2008 e
liquidação parcial a cada três meses, cujo objeto consistiu na troca de indexadores, sobre o valor da diferença
entre os ativos e passivos cambiais mantidos pela Companhia (US$ 95,4 milhões em 31/12/2008), onde a
Companhia na ponta ativa recebeu rendimentos com base na variação cambial, pagando na ponta passiva juros
pós-fixados com base em 100% do CDI. Essa operação gerou uma receita no valor de R$ 56,3 milhões no 4T08
e de R$ 102,2 milhões no ano de 2008, eliminando a perda cambial decorrente da citada exposição.

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

Imposto de Renda e Contribuição AH% AH%


4T09 4T08 2009 2008
Social (R$ Milhões) 4T08-4T09 2008-2009
IRPJ e CSLL 17,1 3,3 418,2% 107,4 46,8 129,5%
Incentivo Fiscal - IRPJ (14,4) (3,8) 278,9% (55,2) (25,0) 120,8%
TOTAL 2,7 (0,5) - 52,2 21,8 139,4%

O acréscimo de 129,5% no imposto de renda e contribuição social no ano de 2009 em relação a 2008 foi
decorrente do crescimento em 68,9% do lucro antes da tributação no último ano, desconsiderando o efeito do
incentivo fiscal do ICMS, pois este não representa receitas tributáveis (R$99,3 milhões em 2008 para R$84,3
milhões em 2009).

Os incentivos fiscais sobre o imposto de renda (IRPJ) tiveram um aumento de 120,8% no ano de 2009 frente a
2008, em função do aumento da base de cálculo do incentivo (lucro da exploração), decorrente do crescimento do
resultado da Companhia no período e, ao fato da Vitarella, adquirida em 07 de abril de 2008, também possuir uma
unidade industrial contemplada com incentivo fiscal da mesma natureza.

LUCRO LÍQUIDO

O lucro líquido da Companhia passou de R$ 214,2 milhões no exercício de 2008 para R$ 346,4 milhões em
2009, um aumento de 61,7%, em face do aumento das margens operacionais, do valor gerado de incentivos
fiscais e do impacto positivo da variação cambial no resultado financeiro, conforme se observou ao longo deste
release.

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EBITDA

EBITDA A PARTIR DO LUCRO LÍQUIDO:


CONCILIAÇÃO DO EBITDA (em R$ milhões) 4T09 4T08 Variação 2009 2008 Va ria ção
Lucro Líquido 69,7 41,9 66,3% 346,4 214,2 61,7%
Imposto de Renda e Contribuição Social 17,1 3,3 418,2% 107,4 46,8 129,5%
Incentivo de IRPJ (14,4) (3,8) 278,9% (55,2) (25,0) 120,8%
Receitas Financeiras (11,9) (97,5) -87,8% (127,9) (261,9) -51,2%
Despesas Financeiras 22,2 120,7 -81,6% 141,2 308,4 -54,2%
Depreciação e Amortização sobre CPV 9,6 13,5 -28,9% 38,4 52,7 -27,1%
Depreciação e Amortização Despesas Adm/Com 4,7 10,7 -56,1% 18,9 41,0 -53,9%
EBITDA 97,0 88,8 9,2% 469,2 376,2 24,7%
Margem EBITDA 16,9% 15,0% 1,9 p.p 20,0% 17,2% 2,8 p.p

EBITDA A PARTIR DA RECEITA BRUTA:

CONCILIAÇÃO DO EBITDA (em R$ milhões) 4T09 4T08 Variação 2009 2008 Variação
Receita Bruta 674,0 770,0 -12,5% 2.788,8 2.835,6 -1,7%
Impostos e deduções sobre vendas (100,1) (177,8) -43,7% (440,9) (643,1) -31,4%
Custos dos produtos vendidos - CPV (339,1) (368,9) -8,1% (1.353,6) (1.372,3) -1,4%
Depreciação e Amortização sobre CPV 9,6 13,5 -28,9% 38,4 52,7 -27,1%
Despesas Operacionais (152,1) (158,7) -4,2% (582,4) (537,7) 8,3%
Depreciação e Amortização Despesas Adm/Com 4,7 10,7 -56,1% 18,9 41,0 -53,9%
EBITDA 97,0 88,8 9,2% 469,2 376,2 24,7%
Margem EBITDA 16,9% 15,0% 1,9 p.p 20,0% 17,2% 2,8 p.p

DÍVIDA, CAPITALIZAÇÃO E CAIXA

Capitalização (em R$ milhões) 31/12/2009 30/09/2009 Variação 31/12/2008 Variação


Curto Prazo 245,0 301,9 -18,8% 543,5 -54,9%
Longo Prazo 260,9 328,7 -20,6% 390,0 -33,1%
Endividamento Total 505,9 630,6 -19,8% 933,5 -45,8%
(-) Caixa * (127,1) (177,1) -28,2% (225,6) -43,7%
(=) Dívida Líquida 378,8 453,5 -16,5% 707,9 -46,5%
(+) Patrimônio Líquido 1.469,8 1.474,5 -0,3% 1.207,3 21,7%
Capitalização 1.975,7 2.105,1 -6,1% 2.140,8 -7,7%
* Inclui Disponibilidades e Títulos e Valores Mobiliários de curto e longo prazo

Indicadores Financeiros 31/12/2009 30/09/2009 Variação 31/12/2008 Variação


Dívida Líquida / EBITDA Ajustado (últ. 12 meses) 0,8 1,0 -20,0% 1,9 -57,9%
Dívida Líquida / PL 25,8% 30,8% -5 p.p 58,6% -32,8 p.p
Endividamento / Ativo Total 22,3% 26,7% -4,4 p.p 39,5% -17,2 p.p

A companhia, em função de sua geração de caixa, deu continuidade à redução de seu endividamento líquido no
ano de 2009. Com relação ao grau de alavancagem financeira da Companhia, representado pela relação dívida
líquida sobre o patrimônio líquido, o indicador ao final de 2009 foi de 25,8% contra 58,6%, referente a 2008.

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Endividam ento (Em Milhões) Index ador J uros (a.a.)* 31 /12/2009 AV% 31/12/2 008 AV% AH%
M oeda Na ciona l 444,3 87,8% 583,0 62,5% -23,8%
BNDE S - FINAME TJLP 2,15% (3 ,31% em 3 1/12/08) 29,0 5,7 % 25,2 2,7% 15,1%
BNDE S - FINEM TJLP 2,49% - - 9,1 1,0% -100,0%
BNDE S - PSI R$ 4,50% 3,0 0,6 % - - 100,0%
Fi nanc. de Trib. Estad. (P ROV IN) TJLP - 16,7 3,3 % 22,6 2,4% -26,1%
Fi nanc. de Trib. Estad. (DESENV OLVE ) TJLP - 2,8 0,6 % 3,6 0,4% -22,2%
Fi nanc. BNB-FNE 10,00% 91,9 18,2 % 111,9 12,0% -17,9%
M ODERMA Q 11,81% (12 ,09% em 3 1/12/08) 0,2 - 0,8 0,1% -75,0%
M ODERMA Q (Pós) TJLP 1,03% (1 ,04% em 3 1/12/08) 4,0 0,8 % 4,9 0,5% -18,4%
Fi nanc. BNB -FNE-Capital de Giro 10,00% 2,9 0,6 % 4,7 0,5% -38,3%
Fi nanc. EGF - Insumo 6,75% - - 3,6 0,4% -100,0%
Fi nanci amento s – B NDES A UTOMÁ TICO TJLP 2,49% 0,5 0,1 % - - 100,0%
Fi nanci amento s – B NDES A UTOMÁ TICO Tx Variável 2,49% 0,2 - - - 100,0%
Instrume nto de Cess ão de Q uotas d a V itarell a 100 % CDI - 293,1 57,9 % 396,6 42,5% -26,1%

M oeda Estrange ira 61,6 12,2% 350,5 37,5% -82,4%


Fi nanc. de importação in sumos USD 5,00% (4 ,59% em 3 1/12/08) 56,3 11,1 % 349,5 37,4% -83,9%
Fi nanc. de Máqui nas e E qu ipame ntos USD (Libor + 1 ,13% em 3 1/12/08) - - 1,0 0,1% -100,0%
Fi nanc. de Máqui nas e E qu ipame ntos CHF L ibor + 1,5% 5,3 1,1 % - - 100,0%
TO TAL 505,9 100,0% 933,5 100,0 % -45,8%

* Taxa de Juros em 31/12/2009, exceto quando especificada outra data.

A Companhia opta por não realizar o hedge do preço de nossos principais insumos, em função da nossa
capacidade de armazenamento, acompanhamento do mercado e planejamento de compras. Temos passivos
indexados a moeda estrangeira (dólar em sua maior parte), decorrentes principalmente da importação do trigo e
óleo vegetal, que são protegidos mediante aplicações financeiras indexadas ao dólar, conforme demonstrado
abaixo. A diminuição do passivo em dólar deve-se à redução de financiamentos das compras de matérias-primas
e ao pagamento antecipado de financiamentos em moeda estrangeira, contribuindo, dessa forma, para a
neutralidade da exposição cambial da Companhia.

Descrição 31/12/2009 31/12/2008


Ativos (em USD milhões) 35,8 54,6
Passivos (em USD milhões) 35,4 150,0
SALDO 0,4 (95,4)

INVESTIMENTOS

I nve stime ntos (R$ m ilhõe s) 4T09 4T08 Va ria çã o 2009 2008 Variação

Instalações 0,4 0,5 -20,0% 2,1 1, 8 16,7%


Máquinas e E quipamentos 36,5 7,3 400,0% 80,6 32, 2 150,3%
Obras Civis 4,6 5,8 -20,7% 17,7 17, 0 4,1%
Veículos 0,7 0,3 133,3% 2,4 1, 5 60,0%
Computadores e Periféricos 0,3 0,5 -40,0% 2,0 1, 8 11,1%
Móveis e ut ensílios 0,1 0,6 -83,3% 10,3 3, 6 186,1%
Outros 1,5 3,8 -60,5% 5,4 12, 1 -55,4%
Total 44,1 18,8 134,6% 120, 5 70,0 72,1%

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MERCADO DE CAPITAIS

O desempenho das ações da Companhia entre o período de 30 de dezembro de 2008 a 26 de fevereiro de 2010 é
demonstrado no gráfico abaixo. Em 26 de fevereiro de 2010, as ações MDIA3 estavam cotadas em R$ 47,40,
representando um valor de mercado de R$ 5,38 bilhões. A média do volume diário negociado neste período foi
de R$ 1,63 milhão. O Ibovespa fechou aos 66.503 pontos e o IGC em 6.626 pontos.

MDIA3 X IBOV X IGC


30/12/2008 a 26/02/2010

Volume Médio Diário: MDIA3 Rentabilidade (%)


3.500.000 150%

3.000.000 130%

110%
2.500.000

90%
2.000.000
70%
1.500.000
50%

1.000.000
30%

500.000 10%

0 -10%
Jan/09 Fev/09 M ar/09 Abr/09 Mai/09 Jun/09 Jul/09 Ago/09 Set/09 Out/09 Nov/09 Dez/09 Jan/10 Fev/10

PRINCIPAIS FATOS ADMINISTRATIVOS

Em 30 de novembro de 2009, a Companhia passou a deter diretamente 99,9% da participação do capital da


Vitarella, após cisão parcial do patrimônio da Adria Alimentos do Brasil Ltda. e simultânea incorporação do acervo
cindido na Vitarella. O patrimônio cindido é composto por ativos e passivos oriundos da aquisição da própria
Vitarella.

Em dezembro de 2009, comunicamos ao mercado que foi protocolizado na Associação Brasileira das Entidades
dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) e na CVM o pedido de análise prévia de registro de oferta
pública de distribuição secundária de ações da Companhia, de titularidade do acionista controlador Dibra Fundo
de Investimento em Participações. Entretanto, em função das condições do mercado à época e do seu impacto no
cronograma da oferta, o Dibra solicitou a interrupção da oferta por 60 dias úteis a contar de 21 de janeiro de 2010.

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TELECONFERÊNCIA DOS RESULTADOS DO 4T09 E 2009
e
Data: 03 de março de 2010

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Português

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Sobre a M Dias Branco


A M. Dias Branco S.A., companhia com mais de meio século de existência, é líder na fabricação e venda de
biscoitos e massas alimentícias, atuando também nas linhas de produto de moagem de trigo, refino de óleo,
gorduras, margarinas e cremes vegetais. Suas marcas são sinônimos de tradição e qualidade, estabelecendo um
vínculo de confiança e respeito com o consumidor.

Aviso Legal
As afirmações contidas neste documento relacionadas a perspectivas sobre os negócios, projeções sobre
resultados operacionais e financeiros e aquelas relacionadas a perspectivas de crescimento da M. Dias Branco
são meramente projeções e, como tais, são baseadas exclusivamente nas expectativas da diretoria sobre o futuro
dos negócios. Essas expectativas dependem, substancialmente, de mudanças nas condições de mercado, do
desempenho da economia brasileira, do setor e dos mercados internacionais e, portanto, sujeitas a mudanças
sem aviso prévio.

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ANEXOS

Glossário dos ANEXOS

1) Demonstrações dos Resultados – Pro forma: nesta demonstração, foram adicionados os resultados do
1T08 da Vitarella aos resultados históricos do ano de 2008 da Companhia.

2) Demonstrações dos Resultados – Histórico: elaborada de acordo os números contábeis da Companhia,


contemplando as modificações nas práticas contábeis introduzidas pela lei 11.638/07, pela Lei nº
11.941/09 e pelos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC, aprovados pela CVM. Os resultados da
Vitarella foram considerados somente a partir da sua efetiva aquisição pela controlada Adria, ocorrida em
07 de abril de 2008.

3) Balanço Patrimonial – Histórico: elaborado de acordo com os números contábeis da Companhia,


contemplando as modificações nas práticas contábeis introduzidas pela lei 11.638/07, pela Lei nº
11.941/09 e pelos Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC, aprovados pela CVM.

4) Demonstrações dos Fluxos de Caixa – Histórico: elaborada de acordo com os números contábeis,
evidenciando os efeitos da aquisição da Vitarella no 2T08.

ANEXO 1
DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS - PROFORM A AH% AH%
4T09 4T08 2009 2008
(Em R$ m ilhões) 4T08-4T09 2008-2009
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 674,0 770,0 -12,5% 2.788,8 2.941,4 -5,2%
Venda de Produtos ou Serviços 674,0 770,0 -12,5% 2.788,8 2.941,4 -5,2%

DEDUÇÕES À RECEITA OPERACIONAL (100,1) (177,8) -43,7% (440,9) (661,3) -33,3%


Imposto/deduções sobre vendas (100,1) (177,8) -43,7% (440,9) (661,3) -33,3%

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 573,9 592,2 -3,1% 2.347,9 2.280,1 3,0%

CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS (339,1) (368,9) -8,1% (1.353,6) (1.431,2) -5,4%

LUCRO OPERACIONAL BRUTO 234,8 223,3 5,2% 994,3 848,9 17,1%

DESPESAS OPERACIONAIS (152,1) (158,7) -4,2% (582,4) (553,0) 5,3%


Vendas (115,2) (124,2) -7,2% (451,6) (407,1) 10,9%
Administrativas e gerais (26,7) (21,4) 24,8% (99,8) (93,7) 6,5%
Honorários da administração (2,2) (1,9) 15,8% (7,2) (6,4) 12,5%
Despesas tributárias (4,9) (3,8) 28,9% (15,3) (13,5) 13,3%
Despesas com depreciação e amortização (4,7) (10,7) -56,1% (18,9) (41,3) -54,2%
Outras receitas operacionais 1,6 3,3 -51,5% 10,4 9,0 15,6%

RESULTADO OPERACIONAL - ante s do Result. Financeiro 82,7 64,6 28,0% 411,9 295,9 39,2%
Receitas Financeiras 11,9 97,5 -87,8% 127,9 265,9 -51,9%
Despesas Financeiras (22,2) (120,7) -81,6% (141,2) (310,6) -54,5%

LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DA TRIBUTAÇÃO 72,4 41,4 74,9% 398,6 251,2 58,7%
Impostos de renda e contribuição social (2,7) 0,5 - (52,2) (24,1) 116,6%

LUCRO LÍQUIDO 69,7 41,9 66,3% 346,4 227,1 52,5%

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ANEXO 2

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS - HISTÓRICO AH% AH%


4T09 4T08 2009 2008
(Em R$ milhões) 4T08-4T09 2008-2009
RECEITA OPERACIONAL BRUTA 674,0 770,0 -12,5% 2.788,8 2.835,6 -1,7%
Venda de Produtos ou Serviços 674,0 770,0 -12,5% 2.788,8 2.835,6 -1,7%

DEDUÇÕES À RECEITA OPERACIONAL (100,1) (177,8) -43,7% (440,9) (643,1) -31,4%


Imposto/deduções sobre vendas (100,1) (177,8) -43,7% (440,9) (643,1) -31,4%

RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 573,9 592,2 -3,1% 2.347,9 2.192,5 7,1%

CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS (339,1) (368,9) -8,1% (1.353,6) (1.372,3) -1,4%

LUCRO OPERACIONAL BRUTO 234,8 223,3 5,2% 994,3 820,2 21,2%

DESPESAS OPERACIONAIS (152,1) (158,7) -4,2% (582,4) (537,7) 8,3%


Vendas (115,2) (124,2) -7,2% (451,6) (396,0) 14,0%
Administrativas e gerais (26,7) (21,4) 24,8% (99,8) (89,8) 11,1%
Honorários da administração (2,2) (1,9) 15,8% (7,2) (6,5) 10,8%
Despesas tributárias (4,9) (3,8) 28,9% (15,3) (13,2) 15,9%
Despesas com depreciação e amortização (4,7) (10,7) -56,1% (18,9) (41,0) -53,9%
Outras receitas operacionais 1,6 3,3 -51,5% 10,4 8,8 18,2%

RESULTADO OPERACIONAL - antes do Resultado Financeiro 82,7 64,6 28,0% 411,9 282,5 45,8%
Receitas Financeiras 11,9 97,5 -87,8% 127,9 261,9 -51,2%
Despesas Financeiras (22,2) (120,7) -81,6% (141,2) (308,4) -54,2%

LUCRO (PREJUÍZO) ANTES DA TRIBUTAÇÃO 72,4 41,4 74,9% 398,6 236,0 68,9%
Impostos de renda e contribuição social (2,7) 0,5 - (52,2) (21,8) 139,4%

LUCRO LÍQUIDO 69,7 41,9 66,3% 346,4 214,2 61,7%

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ANEXO 3
BALANÇO PATRIMONIAL - HISTÓRICO M. DIAS (Consolidado)
(Em milhões) 31/12/2009 31/12/2008 Variação
ATIVO
CIRCULANTE 659,3 751,5 -12,3%
Disponibilidades 58,8 92,6 -36,5%
Títulos e valores mobiliários 12,1 - NA
Contas a receber de clientes 239,1 224,4 6,6%
Estoques 268,8 271,1 -0,8%
Impostos a recuperar 50,0 95,7 -47,8%
Impostos diferidos 9,0 3,6 150,0%
Adiantamento a fornecedores 10,4 7,4 40,5%
Outras contas a receber - Partes relacionadas 1,4 48,1 -97,1%
Outras contas a receber 9,4 7,8 20,5%
Despesas antecipadas 0,3 0,8 -62,5%

NÃO CIRCULANTE 1.609,8 1.612,6 -0,2%


Realizável a longo prazo 136,2 186,9 -27,1%
Títulos e valores mobiliários 50,1 127,4 -60,7%
Aplicações financeiras 6,1 5,6 8,9%
Depósitos judiciais 25,1 21,3 17,8%
Impostos a recuperar 36,3 15,3 137,3%
Impostos diferidos 15,0 11,7 28,2%
Incentivos fiscais / outros 3,6 5,6 -35,7%
Investimentos 0,1 0,1 -
Imobilizado 899,1 843,2 6,6%
Intangível 557,5 557,6 -
Diferido 16,9 24,8 -31,9%

TOTAL DO ATIVO 2.269,1 2.364,1 -4,0%


PASSIVO
CIRCULANTE 492,3 723,5 -32,0%
Fornecedores 55,2 52,0 6,2%
Financiamentos e empréstimos com instituições financeiras 103,6 414,9 -75,0%
Financiamentos diretos 141,4 128,6 10,0%
Obrigações sociais e trabalhistas 61,9 43,4 42,6%
Impostos e contribuições 33,6 32,9 2,1%
Adiantamentos de clientes 3,1 0,4 675,0%
Outras contas a pagar 9,9 9,8 1,0%
Dividendos propostos 76,3 31,7 140,7%
Subvenções governamentais 7,3 9,8 -25,5%

NÃO CIRCULANTE
Exigível a longo prazo 307,0 433,3 -29,1%
Financiamentos e empréstimos com instituições financeiras 109,2 122,0 -10,5%
Financiamentos diretos 151,7 268,0 -43,4%
Impostos e contribuições 2,9 7,3 -60,3%
Impostos diferidos 1,7 - NA
Contas a pagar 1,9 1,1 72,7%
Provisão para contingências 39,6 34,9 13,5%

PATRIMÔNIO LÍQUIDO 1.469,8 1.207,3 21,7%


Capital social 728,3 725,6 0,4%
Reservas de capital 126,4 126,4 -
Ajuste de avaliação patrimonial (0,9) 0,3 -
Reservas de lucros 620,7 355,0 74,8%
(-) Ações em tesouraria (4,7) - -
TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO 2.269,1 2.364,1 -4,0%

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ANEXO 4
DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA - HISTÓRICO AH% AH%
4T09 4T08 2009 2008
(Em R$ milhões) 4T08-4T09 2008-2009
FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS

Lucro líquido antes do imposto de renda e da contribuição social 72,4 41,4 74,9% 398,6 236,0 68,9%
Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas
pelas atividades operacionais:
Depreciação e amortização 16,5 23,9 -31,0% 59,9 95,1 -37,0%
Custo na venda de ativos permanentes 0,3 0,5 -40,0% 13,7 2,3 495,7%
Atualização dos financiamentos 6,9 109,0 -93,7% (18,9) 197,0 NA
Rendimentos na operação com hedge - (102,2) -100,0% - (102,2) -100,0%

Juros e variações cambiais pagos (7,1) (25,4) -72,0% (114,8) (52,9) 117,0%
Imposto de renda e contribuição social pagos (15,7) 4,2 - (65,8) (30,3) 117,2%
Liberação de incentivos para Reinvestimentos 4,0 - 100,0% 4,0 1,7 135,3%

Variações nos ativos e passivos


(Aumento) redução em contas a receber de clientes 20,4 21,5 -5,1% (14,7) (20,9) -29,7%
(Aumento) redução nos estoques 23,3 17,6 32,4% 2,3 29,9 -92,3%
(Aumento) redução nos títulos e valores mobiliários 22,5 (18,9) - 64,2 32,9 95,1%
(Aumento) redução nos impostos a recuperar 13,5 (20,9) - 25,9 (34,4) NA
(Aumento) redução em outras contas a receber 8,1 36,1 -77,6% (16,1) (1,9) 747,4%
Aumento (redução) em fornecedores 7,0 6,7 4,5% 3,2 6,7 -52,2%
Aumento (redução) nos impostos e contribuições (34,6) (21,3) 62,4% (4,9) (9,3) -47,3%
Aumento (redução) nas subvenções governamentais (5,0) (2,8) 78,6% (2,4) 4,7 -151,1%
Aumento (redução) em contas a pagar e provisões (1,2) (7,0) -82,9% 29,0 (135,5) NA

Disponibilidades líquidas geradas pelas atividades operacionais 131,3 62,4 110,4% 363,2 218,9 65,9%

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE INVESTIMENTOS

Aquisição de imobilizado, diferido e intangível (31,2) (12,0) 160,0% (116,5) (63,4) 83,8%
Fluxo de caixa da aquisição de participação societária - (17,4) -100,0% (117,6) (266,4) -55,9%
Aquisição de ações de emissão da própria Companhia - (2,0) -100,0% (10,3) (8,2) 25,6%
Venda de Ações em Tesouraria 2,2 - 100,0% 4,0 - NA

Disponibilidades líquidas aplicadas pelas atividades de investimentos (29,0) (31,4) -7,6% (240,4) (338,0) -28,9%

FLUXOS DE CAIXA DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTOS

Pagamento de lucros distribuídos (0,4) - 100,0% (31,7) (30,5) 3,9%


Aquisição de financiamentos 5,8 2,5 132,0% 229,3 383,9 -40,3%
Pagamentos de financiamentos (135,0) (181,8) -25,7% (410,5) (445,1) -7,8%
Recebimento de rendimentos na operação com hedge - 45,8 -100,0% 56,3 45,8 22,9%

Disponibilidades líquidas aplicadas pelas atividades de financiamentos (129,6) (133,5) -2,9% (156,6) (45,9) 241,2%
Demonstração do aumento (redução) nas disponibilidades (27,3) (102,5) -73,4% (33,8) (165,0) -79,5%
No início do período 86,1 195,1 -55,9% 92,6 257,6 -64,1%
No final do período 58,8 92,6 -36,5% 58,8 92,6 -36,5%
Aumento (redução) nas disponibilidades (27,3) (102,5) -73,4% (33,8) (165,0) -79,5%

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