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Curso: Dietética Docente: Celeste Duque Discentes: Ana Brandão - 28480 Denise Bernardo - 29128 Inês

Curso: Dietética

Curso: Dietética Docente: Celeste Duque Discentes: Ana Brandão - 28480 Denise Bernardo - 29128 Inês Santos
Docente: Celeste Duque Discentes: Ana Brandão - 28480 Denise Bernardo - 29128 Inês Santos –
Docente: Celeste Duque
Discentes: Ana Brandão - 28480
Denise Bernardo - 29128
Inês Santos – 28734
Paulo Niza - 28739
2º Ano – 1º Semestre
2005/2006

Ortorexia

Ortorexia

Resumo

Resumo

A Ortorexia surgiu como uma distorção da ideia de que a comida natural – muitos vegetais, cereais, nada de carne ou enlatados – é a melhor forma de alimentar o corpo e a alma. De facto, a ciência já se encarregou de provar que este tipo de alimentação melhora a saúde. O problema é que os ortoréxicos exageram na preocupação com o que ingerem, chegando o seu comportamento, ao cúmulo da paranóia. Assim, a Ortorexia caracteriza-se por “um problema psicológico, que se desenvolve com a preocupação descontrolada em manter uma dieta totalmente saudável, com o objectivo último de atingir uma pureza interior”. Pertence ao grupo dos transtornos obsessivo-compulsivos, levando muitos a comprar, confeccionar e comer apenas o que consideram ser alimentos saudáveis (segundo crenças, ideais ou informação científica). Este tipo de obsessão, passa a ser o mais importante na vida dos ortoréxicos e ganha, assim, a dimensão de uma verdadeira perturbação alimentar, tal como a anorexia ou a bulimia. Esta patologia ainda não é reconhecida pela OMS, pelo que não consta no DSM-VI.

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Ortorexia

Ortorexia

Introdução

Introdução

À vinte anos atrás, Steven Bratman era um defensor apaixonado da cura através da alimentação. Nessa altura, ele era cozinheiro e agricultor biológico numa comunidade no norte de Nova Iorque, profissões que lhe davam acesso constante a alimentos frescos e de alta qualidade. Bratman tornou-se snob e desdenhava de qualquer vegetal que tivesse sido colhido à mais de 15 minutos. Era completamente vegetariano e mastigava 50 vezes cada garfada, comia sempre em locais calmos (o que significa que comia sozinho), e deixava sempre o estômago parcialmente vazio no final de cada refeição. Aproximadamente 1 ano após este regime por ele imposto, sentia-se leve, forte e confiante. Via os outros como animais reduzidos à sua satisfação gustatória, denegrindo continuamente os alimentos refinados e processados, e alertando para os perigos dos pesticidas e fertilizantes artificiais. Com estes argumentos tentava alterar os hábitos alimentares dos que o rodeavam. Passados alguns anos, ele começou a sentir que alguma coisa estava errada, a sua alegria de viver estava a desaparecer. Não conseguia manter uma conversa normal sem se referir a comida. O significado da sua vida era agora a alimentação. A necessidade de obter refeições sem carne, gorduras ou químicos tinham-no afastado de todas as formas sociáveis de alimentação. Bratman estava só e obcecado. Ele foi salvo da condenação do vício da comida saudável, através de dois eventos que o beneficiaram. O primeiro foi quando o seu guru, que era vegan e estava a tornar-se frutariano, de repente abandonou o seu ideal ao ter uma visão, o que teve um efeito profundo na mente de Bratman. O segundo evento foi quando um monge Benedito, chamado Irmão David Steindl-Rast, lhe aplicou algumas técnicas pouco ortodoxas. Ele conheceu este Irmão num seminário dado pelo próprio sobre gratidão, oferecendo-lhe depois boleia para o mosteiro. Durante o caminho pararam para almoçar num restaurante chinês muito bem servido e com legumes frescos, onde, e como sempre, Bratman deixou o estômago parcialmente vazio. O Irmão David mencionou que era uma ofensa para com Deus deixar comida no prato, pelo que comeu imenso, embora fosse magro. Perante esta atitude, Bratman sentiu-se como que obrigado a seguir o exemplo, sentindo o estômago cheio pela primeira vez. Seguidamente, e contra a sua vontade, comeram um gelado enquanto andaram cerca de 3 quilómetros, tendo o Irmão David contado histórias espirituais, edificando-o, o que ocupou a sua mente fazendo com que deixasse de pensar no que tinha feito. Ele percebeu a intenção do Irmão, mas o que realmente o marcou foi o facto de uma autoridade espiritual, por

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Ortorexia

Ortorexia

quem ele nutria um grande respeito, estar a dar-lhe permissão para quebrar os seus votos de comportamentos salutares. Um mês depois, decidiu, finalmente, terminar com a obsessão, o que lhe despertou o desejo fervoroso de comer alimentos outrora proibidos. Nesse mesmo dia ele comeu exageradamente, tendo-se arrependido logo na manhã seguinte. Foram precisos ainda dois anos até que ele conseguisse atingir o meio-termo e comer facilmente, sem cálculos rígidos nem recaídas. Após esta recuperação, Bratman apercebeu-se que tinha padecido de uma patologia desconhecia, à qual deu o nome de Ortorexia.

recuperação, Bratman apercebeu-se que tinha padecido de uma patologia desconhecia, à qual deu o nome de

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Ortorexia

Ortorexia

Enquadramento na Disciplina

Enquadramento na Disciplina

O tema deste trabalho enquadra-se no âmbito da disciplina de Educação e Comunicação em Saúde, uma vez que a Ortorexia se apresenta como um distúrbio comportamental, tendo uma vertente psicológica e alimentar. Com base no referido anteriormente, e tendo em conta o conteúdo programático desta disciplina, considerámos pertinente aprofundar o tema pois, trata-se à partida de um assunto pouco explorado, consistindo, a sua apresentação, uma mais valia tanto para nós como para os nossos colegas de curso. No futuro as noções integradas neste trabalho poderão ser utilizadas para a realização de projectos no campo da educação para a saúde, com o propósito de prevenir este distúrbio e promover hábitos saudáveis.

no campo da educação para a saúde, com o propósito de prevenir este distúrbio e promover

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Ortorexia

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Ortorexia

Com os alarmantes índices de obesidade divulgados recentemente pela OMS, pode soar como disparate o alerta para os possíveis riscos “da alimentação saudável”. Mas a busca por uma dieta 100% benéfica ao

organismo pode, sim, tornar-se um problema: basta transformar-se numa obsessão. Steven Bratman, especializado em medicina alternativa, escreveu o livro “Health Food Junkies” (Viciados em Comida Saudável), onde aborda esta patologia. Foi o criador da palavra Ortorexia (em 1997), neologismo baseado no grego em que orthós significa "correcto" e "verdadeiro", e oréxis quer dizer “apetite”.

A Ortorexia é um problema psicológico, um transtorno obsessivo-

compulsivo, que se desenvolve com a preocupação descontrolada em manter uma dieta totalmente saudável, com o objectivo último de atingir uma pureza interior.

Trata-se de um quadro patológico onde o portador é alguém muito preocupado com os hábitos alimentares e dedica grande parte do tempo a planejar, comprar, preparar e fazer refeições. A fixação por comer bem, não significa necessariamente preocupação com o controle do peso. O objectivo, neste caso, é a salubridade dos alimentos.

Este distúrbio alimentar começa de forma inocente, como um desejo de recuperação de uma doença crónica ou para melhorar a saúde geral. Mas como é necessária uma grande força de vontade para adoptar uma dieta que difere radicalmente dos hábitos alimentares da infância e da cultura envolvente, poucos alcançam a mudança de forma equilibrada. Na verdade, pode-se afirmar que este distúrbio é uma patologia cultural, pois é relativamente recente e surge como reflexo desta sociedade, que procura incessantemente a saúde e o bem-estar das mais diversas formas.

A Ortorexia poderá ser considerada como um transtorno alimentar.

Estes podem ser definidos como desvios do comportamento alimentar que podem levar ao emagrecimento extremo (caquexia) ou à obesidade, entre outros problemas físicos e incapacidades.

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Ortorexia

Ortorexia

Grupos de Risco

Grupos de Risco

A preocupação com a alimentação é muito importante, no entanto, as

pessoas demasiado criteriosas com estas questões, podem prejudicar a sua

saúde, transformando este hábito num transtorno alimentar.

O aumento deste tipo de casos, principalmente nos países ocidentais

desenvolvidos, pode surgir como consequência de fenómenos sociológicos e

culturais, constituindo um verdadeiro problema de saúde pública.

A

Ortorexia

é

um

dos

transtornos

alimentares

emagrecimento. Atinge, principalmente:

que

conduz

ao

Pessoas na faixa etária dos 40 anos, com uma situação sócio- económica alta, pois certos alimentos são muito dispendiosos e difíceis de encontrar. Além disso, são necessários determinados tipos de conhecimento específico, para saber quais são os alimentos permitidos e quais não o são. Estes começam, geralmente, com a dieta da moda e depois passam a restringir os alimentos;emagrecimento. Atinge, principalmente: que conduz ao Os anoréxicos que, ao recuperarem, optam por uma dieta que

Os anoréxicos que, ao recuperarem, optam por uma dieta que inclui apenas alimentos que não lhes possam causar nenhum dano;a dieta da moda e depois passam a restringir os alimentos; Quem já sofreu de um

Quem já sofreu de um transtorno obsessivo-compulsivo como, por exemplo, a vigorexia (transtorno no qual as pessoas fazem desporto de forma contínua, com uma valorização praticamente religiosa ou a tal ponto de exigir constantemente do seu corpo sem se importarem com eventuais consequências);apenas alimentos que não lhes possam causar nenhum dano; Os macrobióticos (pessoas que se alimentam, exclusivamente,

Os macrobióticos (pessoas que se alimentam, exclusivamente, de frutas, legumes e folhas). Este tipo de alimentação pode causar algumas deficiências em termos nutricionais;seu corpo sem se importarem com eventuais consequências); Os frutarianos, que são um sub-grupo dos vegetarianos

Os frutarianos, que são um sub-grupo dos vegetarianos (alimentam- se, somente, das frutas das plantas, ou seja, não só de frutos como as maçãs e laranjas, mas também, dos frutos de plantas floríferas, como os grãos, nozes, sementes, feijões, entre outros). Estas pessoas têm uma grande dificuldade em seguir este tipo de dieta, pois a maioria das frutas contêm muito açúcar, havendo a possibilidade de se tornarem diabéticas;de frutas, legumes e folhas). Este tipo de alimentação pode causar algumas deficiências em termos nutricionais;

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Ortorexia

Ortorexia

As pessoas que sofrem de patologias como a hipocondria;Ortorexia As crenças religiosas também podem influenciar o tipo de restrições alimentares. Por exemplo, os Judeus,

As crenças religiosas também podem influenciar o tipo de restrições alimentares. Por exemplo, os Judeus, os Muçulmanos e os Adventistas do sétimo dia, não podem ingerir determinados alimentos, devido a determinadas normas e restrições que a sua religião impõe. Este tipo de comportamento evidencia-se em pessoas numa faixa etária mais avançada.As pessoas que sofrem de patologias como a hipocondria; Quem sofre de fobias associadas a distúrbios

Quem sofre de fobias associadas a distúrbios alimentares, como agrofobia (medo de deixar um lugar seguro), ou fobias sociais (temor pela humilhação e vergonha na vida social), ou até fobias específicas (medo de objectos, de situações, de comer).evidencia-se em pessoas numa faixa etária mais avançada. Comportamentos Tipo As pessoas que sofrem de Ortorexia

Comportamentos Tipo

Comportamentos Tipo

As pessoas que sofrem de Ortorexia mostram uma preocupação exagerada com a higiene, com as formas de produção, de venda, de industrialização e todos os conceitos que envolvem o desenvolvimento do alimento final. Em regra, passam mais de três horas por dia preocupados em manter uma dieta saudável, dão apenas atenção à qualidade dos alimentos e não ao prazer de os saborear, acabando por não aproveitar a saúde que procuram. Sentem-se culpados quando ignoram as suas convicções dietéticas e planeiam sempre hoje o que irão comer amanhã. Os ortoréxicos são capazes de percorrer vários quilómetros em busca de um alimento específico, pagando por ele muitas vezes mais que o normal. Alguns examinam durante uma hora o que vão comer, lêem cuidadosamente os rótulos do que compram, considerando a sua fabricação e composição. São obcecados pela quantidade de vitaminas, minerais, fibras e nutrientes dos alimentos, tendo pavor de qualquer tipo de aditivos e, se duvidam da sua origem ou da veracidade das informações da embalagem, rejeitam-no por completo. A preparação dos vegetais é estrita e rigorosa: as verduras são cortadas sempre da mesma forma e com os mesmos utensílios, num ritual em que mais ninguém participa senão os próprios, com a finalidade de se certificarem de que estão dentro dos seus padrões de qualidade. A cenoura, por exemplo, não pode ser ralada nem cortada em rodelas. Os ortoréxicos acreditam que, somente em tiras ela mantém suas propriedades.

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Ortorexia

Ortorexia

Por causa das restrições que colocam à refeição, estas pessoas acabam por conviver apenas com aqueles que dividem o mesmo cardápio. No entanto, existe a possibilidade de frequentarem grupos que não descriminem a sua opção alimentar. Geralmente, isolam-se e fogem de qualquer contacto social que implique sentarem-se à mesa: as idas a restaurantes ou as jantaradas em casa de amigos fazem parte do passado. Não confiam nas refeições confeccionadas por outros, e quando recorrem a estas, dificilmente conseguem comer algo além de salada, abordando o “cozinheiro” com perguntas como: “é orgânico?”, “Como é que o molho foi preparado?”, “Quando é que o peixe foi entregue?”. Entre um chá orgânico e outro, há quem nem beba água mineral, pois esta pode conter produtos químicos como o cloro e arsénico, que contaminam o organismo. Com o tempo, acabam por adoptar comportamentos nutricionais cada vez mais restritivos e passam a ter a desagradável iniciativa de convencer todos os que os rodeiam a seguirem o mesmo caminho. Isso gera conflitos e dificuldades de relacionamento, prejudicando a sua sociabilidade. No que diz respeito à actividade sexual, sucede o mesmo, à medida que a maior parte da energia e dos sentimentos não são canalizados para a aproximação, convivência e conquista amorosa, mas sim para a preocupação em cultivar e preparar alimentos saudáveis. Os ortoréxicos dispõem de um auto-controle rigoroso para não se renderem às tentações da mesa, sentindo-se superiores aos que se deleitam com estes prazeres. A sua alimentação é regida por um ritual compulsivo, onde não há margem para erros ou desvios, sob pena de carregarem consigo pesados sentimentos de culpa que os fazem sentir ainda pior.

para erros ou desvios, sob pena de carregarem consigo pesados sentimentos de culpa que os fazem

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Ortorexia

Ortorexia

Perfil Psicológico

Perfil Psicológico

É comum encontrar nas pessoas com distúrbios alimentares outros

distúrbios do tipo psicológico coexistindo com estes. Assim, em alguns casos, o distúrbio alimentar é um sintoma secundário proveniente do psicológico (personalidade múltipla, por exemplo). Muitas pessoas sofrem de dois ou mais distúrbios simultaneamente, mesmo quando os sintomas de um ou de outro não se percebem. Associado à Ortorexia está a perturbação obsessivo-compulsiva que consiste numa desordem de ansiedade, em que a mente é inundada por

pensamentos persistentes e incontroláveis (obsessão), ou em que a pessoa é compelida a repetir certos actos que originam um significativo desconforto, bem como uma influência perturbadora na sua vida (compulsão). As compulsões podem definir-se como comportamentos ou actos mentais repetitivos que se destinam a evitar ou reduzir a ansiedade, mal-estar (sensação de impureza) ou a prevenir um acontecimento indesejado. São muitas vezes resultado de obsessões – pensamentos, ideias ou impulsos com carácter persistente que se impõem à vontade da pessoa (neste caso a obsessão é pela plena saúde e pureza). As compulsões podem-se manifestar através de diversos rituais, no caso da Ortorexia, estes são a longa e complicada cerimónia de selecção, compra, preparação e confecção da comida; outro tipo de manifestações da perturbação são o facto de se evitar determinados alimentos, mastigar um número certo de vezes cada garfada, entre outros.

O resultado dos comportamentos compulsivos face à ansiedade não é

realista, em vez de a minimizar, alimenta-a. Este tipo de perturbação é

muito complicada pois é das mais destrutivas, absorve cada vez mais e não passa com o tempo. Alguns ortoréxicos podem apresentar comportamentos auto- destrutivos, pois um distúrbio alimentar é uma reacção a uma baixa auto- estima, podendo produzir formas negativas de enfrentar a realidade. Isto ocorre, para fazerem frente à tensão, à vergonha, à culpa, à tristeza, (…), recorrem a diversos meios negativos, podendo usar desde auto-mutilação, regurgitação, dietas ainda mais restritas ou jejuns.

A obsessão e preocupação com a qualidade da comida e com a pureza

interior vêm acompanhadas por uma auto-imagem pobre e distorcida das pessoas sobre si e sobre a realidade. Estas consideram que através de determinados alimentos e comportamentos poderão, realmente, atingir um corpo e uma mente completamente puros, quando na realidade podem apenas

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Ortorexia

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atingir um melhor estado de saúde (algo que a ciência e a experiência já comprovaram). Na verdade, o acto de comer alimentos saudáveis acaba por acarretar uma conotação pseudoespiritual e a dominar a vida dos ortoréxicos. Estas pessoas sofrem, muitas vezes, de depressões, decepções e sentimentos de culpa, existindo uma auto-condenação e auto-punição quando não conseguem concretizar os seus objectivos de comer apenas alimentos saudáveis. Quando conseguem atingir os seus objectivos, auto-congratulam- se, sentindo-se orgulhosos e detentores de poder, tendo a sensação de que conseguem dominar a sua vida, pois conseguiram-no com a sua alimentação. Apresentam também sentimentos de superioridade face aos que não têm esse objectivo ou comportamentos. Poucas pessoas conseguem perceber que estão a exagerar na vigilância alimentar e isto acontece porque existe um estímulo para a adopção de uma vida saudável. Muitas vezes, quem convive com alguém que tem esse distúrbio acaba por achar que ele próprio que não come correctamente, acabando por ver o compulsivo como o correcto.

Sintomas de Ortorexia

Sintomas de Ortorexia

Alguns dos sintomas que podem indicar que uma pessoa padece deste distúrbio alimentar são:

Gastar mais de três horas por dia a pensar em comida saudável;que uma pessoa padece deste distúrbio alimentar são: Preocupar-se muito mais com as propriedades dos alimentos

Preocupar-se muito mais com as propriedades dos alimentos do que com o sabor;mais de três horas por dia a pensar em comida saudável; Planear detalhadamente as refeições do

Planear detalhadamente as refeições do dia seguinte;mais com as propriedades dos alimentos do que com o sabor; Abrir mão dos eventos sociais

Abrir mão dos eventos sociais que não o permitirão seguir a sua dieta;Planear detalhadamente as refeições do dia seguinte; Sentir-se superior por se alimentar de modo saudável e

Sentir-se superior por se alimentar de modo saudável e criticar os que não têm os mesmos hábitos;Abrir mão dos eventos sociais que não o permitirão seguir a sua dieta; Sensação de total

Sensação de total controle ao comer.a sua dieta; Sentir-se superior por se alimentar de modo saudável e criticar os que não

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Ortorexia

Ortorexia

Consequências Patológicas e Sociais

Consequências Patológicas e Sociais

Tal como nos outros distúrbios alimentares, as consequências desta dieta têm efeitos graves na saúde, pois quando a dieta se torna mais severa, exclui alimentos fundamentais para que o organismo funcione. A eliminação de todas as gorduras da alimentação pode comprometer a ingestão de vitaminas lipossolúveis e ácidos gordos, imprescindíveis ao organismo. O aparelho digestivo está preparado para comer de tudo, mas ao tentar que trabalhe somente com certos alimentos vai perdendo a capacidade de se defender e aumenta o risco de sofrer intoxicações. Além das situações de desnutrição, deficiências ou excessos de vitaminas, minerais e outros nutrientes, este tipo de alimentação aumenta o risco de infecções e pode desencadear desde intolerância ou alergia a alguns alimentos, predisposição a osteoporoses por falta de cálcio, ou até problemas renais, depressão, ansiedade, hipocondria, dores musculares e apatia crónica. Por tudo o referido anteriormente, os ortoréxicos têm uma maior propensão para desenvolver anemias, o que os deixa cansados e sem energia, e em casos extremos a doença pode mesmo conduzir à morte. Também há que ter em conta o sofrimento psicológico dos doentes que vivem obcecados com a alimentação, desenvolvendo por isso um comportamento obsessivo-compulsivo. Os ortoréxicos não empobrecem apenas a sua saúde, mas também a sua vida social, porque se tornam reticentes a comer fora, distanciam-se dos seus familiares e amigos, adquirem uma personalidade irritadiça e amarga, devido ao seu isolamento social, e entram num círculo vicioso devido à insatisfação afectiva e emocional, o que os leva a preocuparem-se cada vez mais com a sua alimentação.

devido à insatisfação afectiva e emocional, o que os leva a preocuparem-se cada vez mais com

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Ortorexia

Ortorexia

Diagnóstico

Diagnóstico

Identificar a Ortorexia não é tarefa fácil. Como os que padecem deste distúrbio são adeptos de uma dieta saudável, só é possível detectar a obsessão, por detrás da atitude de pessoas bem comportadas, pela observação dos seus hábitos ou pela total sinceridade a questões como as apresentadas por Steven Bratman num auto-teste, que este disponibiliza no seu site www.orthorexia.com:

Auto-Teste:

Pensa durante mais de três horas por dia sobre comida saudável? (Para mais de quatro horas esta pergunta vale o dobro)disponibiliza no seu site www.orthorexia.com : Auto-Teste: Planeja hoje o que vai comer amanhã? Importa-se mais

Planeja hoje o que vai comer amanhã?(Para mais de quatro horas esta pergunta vale o dobro) Importa-se mais com a qualidade dos

Importa-se mais com a qualidade dos alimentos que come do que com o prazer obtido ao ingeri-los?pergunta vale o dobro) Planeja hoje o que vai comer amanhã? Acha que, à medida que

Acha que, à medida que a qualidade da sua dieta tem aumentado, a da sua vida tem diminuído?alimentos que come do que com o prazer obtido ao ingeri-los? Continua a ser cada vez

Continua a ser cada vez mais rigoroso consigo mesmo?da sua dieta tem aumentado, a da sua vida tem diminuído? Sacrifica experiências que antes apreciava

Sacrifica experiências que antes apreciava para comer o que acredita ser correcto?Continua a ser cada vez mais rigoroso consigo mesmo? Sente que aumenta a sua auto-estima quando

Sente que aumenta a sua auto-estima quando se alimenta de forma saudável? Olha com superioridade para os outros que não comem dessa forma?que antes apreciava para comer o que acredita ser correcto? Sente-se culpado quando se desvia da

Sente-se culpado quando se desvia da sua dieta?com superioridade para os outros que não comem dessa forma? A sua dieta isola-o socialmente? Quando

A sua dieta isola-o socialmente?dessa forma? Sente-se culpado quando se desvia da sua dieta? Quando come da forma que deveria,

Quando come da forma que deveria, sente uma calmante sensação de controle total?se desvia da sua dieta? A sua dieta isola-o socialmente? Avaliação: Todas as perguntas são de

Avaliação: Todas as perguntas são de resposta curta e directa, Sim ou Não. Caso o indivíduo tenha respondido que sim a pelo menos quatro questões, pode significar que sofre de Ortorexia Nervosa.

Na verdade, a Ortorexia é muitas vezes considerada como um sintoma, indício ou variante de distúrbios alimentares conhecidos, sobretudo a anorexia. Há mesmo quem diga que a Ortorexia seria um pré-estágio da anorexia, sendo que, para não comer, o paciente usa subterfúgios, tais como a alimentação saudável.

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Ortorexia

Ortorexia

Sem dúvida, as semelhanças entre a Ortorexia e a anorexia e bulimia são muitas: são comportamentos obsessivos, demonstram isolamento social e apresentam comportamentos cíclicos extremos. Esta é razão pela qual muitos profissionais de saúde encaram os ortoréxicos como anoréxicos, desconsiderando o facto de estes pacientes procurarem sentir-se puros e não terem medo de engordar. Muitos médicos advertem para que não se superdimensione este comportamento, outros admitindo a sua existência consideram a Ortorexia como um distúrbio ou síndrome. Realmente a Psiquiatria não reconhece a Ortorexia como uma doença, embora apresente traços de obsessão. Segundo alguns médicos, trata-se apenas de uma questão de tempo para que os ortoréxicos passem a ser descritos como portadores de uma doença. Segundo os órgãos oficiais de saúde, neste momento não há pesquisa suficiente para poder ser diagnosticada a Ortorexia, não é ainda um diagnóstico comprovado pela OMS [Organização Mundial da Saúde] e também por isso não consta no último manual psiquiátrico DSM (VI). De um modo geral, acha-se cedo classificar este tipo de casos como uma doença autónoma, preferindo considerá-los como variantes sintomáticos dos Transtornos Alimentares, da Anorexia ou da Vigorexia (Transtorno Dismórfico Corporal), ambos situados dentro do Espectro Obsessivo- Compulsivo.

Tratamento

Tratamento

Os especialistas concordam que a solução do problema passa por um tratamento psicológico e por uma reeducação nutricional, para reequilibrar a pessoa e prevenir as recaídas nessa conduta, tentando desta forma controlar o problema por completo. Para o psicólogo clínico Andrés Gento Rubio, "primeiro é preciso cobrir as necessidades nutricionais mínimas da pessoa, garantindo uma maior quantidade de alimentos básicos até chegar ao nível adequado à sua idade, sexo, tamanho, peso e actividade física. As comidas rejeitadas devem ser introduzidas pouco a pouco".

(http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI673072-EI1501,00.html)

Os novos alimentos da dieta devem ser adequados à pessoa, para que ela os coma espontaneamente, aumentando a sua variedade e quantidade de acordo com a sua tolerância e evolução. Por isso, a sua motivação para aceitar as novas orientações dietéticas é fundamental.

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Ortorexia

Ortorexia

No entanto, este tratamento é complicado, pois muitos recusam-se a consumir certos alimentos, alegando que não são saudáveis e consideram a medicação (habitualmente são prescritos anti-depressivos) como algo impuro e artificial. O médico deve negociar a entrada gradual de novos alimentos no cardápio, o dietista deve informar que todos os alimentos têm importância para o organismo e tem que ser persuasivo, como exemplifica a nutricionista Valéria Rangel "Digo, por exemplo, que o abacate é, sim, gorduroso, mas que a sua gordura tem boa qualidade, é anti-oxidante.”

(http://www.solnet.com/23set05/saude/saude2.htm)

Como já foi referido, o tratamento exige o acompanhamento de uma equipa multidisciplinar. Esta juntamente com a família e amigos devem conduzir o doente nos seguintes passos básicos:

Reconhecer a existência do problema em si mesmo, parar de pensar constantemente em alimentos saudáveis

Reconhecer a existência do problema em si mesmo, parar de pensar constantemente em alimentos saudáveis e encarar a Ortorexia como

um mal e não uma virtude;

Identificar as razões que o levaram a tornar-se obsessivo, como a ilusão de que tinha

Identificar as razões que o levaram a tornar-se obsessivo, como a ilusão de que tinha segurança total, inclusive alimentar, ou de que usava o pequeno mundo da comida para se convencer de que a sua vida inteira estava sob controlo;

Ir devagar na tentativa de voltar a comer de forma moderada. As

Ir

devagar na tentativa de voltar a comer de forma moderada. As

refeições devem ser razoavelmente saudáveis, pois, ao tentar comer

“fast food”, o indivíduo pode-se sentir excessivamente culpado. Ou seja, deve procurar o meio-termo;

A ajuda de um psicoterapeuta pode ser necessária se aqueles

A

ajuda de um psicoterapeuta pode ser necessária se aqueles

pensamentos de superioridade em relação aos que não se alimentam como um ortoréxico persistirem.

A recuperação é possível, apesar de longa e dolorosa, e deve ser sempre acompanhada por especialistas. É necessário começar por eliminar todos os comportamentos que geraram esta conduta de actuação, com uma força de vontade férrea. Os doentes precisam do apoio de todos para se aceitarem a si mesmos como são: humanos, mas não perfeitos, e igualmente belos.

Ortorexia

Ortorexia

Caso Clínico

Caso Clínico

Na sua página na Internet, o médico Steven Bratman, descreve o caso de Kate Finn, uma paciente ortoréxica que morreu após uma paragem cardíaca depois de vários regimes de fome: “Ela não tinha medo de ficar gorda nem queria ficar magra. Só queria comida saudável”. Trata-se portanto de um caso de Ortorexia levado ao extremo, causando a morte da paciente, por este facto e por todo o mediatismo que este caso concreto acarreta, pareceu-nos pertinente a sua referência neste trabalho.

Kate vivia em Santa Mónica, Califórnia e trabalhava como massagista e instrutora de Yoga, quando, durante o Inverno de 1991, começou a experimentar problemas crónicos digestivos (como sintomas, ela sentia um inchaço na barriga após as refeições, juntamente com a sensação de ter uma pedra no estômago). Ela sentia-se também apática, com poucas forças e deprimida. Segundo Kate Finn as duas principais causas do seu problema seriam a dieta que ela tinha seguido durante os anos antecedentes e o stress (devido ao regresso à faculdade para terminar o seu bacharelato, tendo colocado demasiada pressão sobre si mesma para o conseguir). Antes do início dos seus problemas intestinais e de falta de energia Kate vinha cumprindo uma dieta extremamente rica em hidratos de carbono e com um baixo teor de gorduras e proteínas. “Eu era uma vegetariana “vegan”, o que significa que eu não comia nenhum tipo de derivado animal, como leite e ovos”. Tal como Kate Finn vem mais tarde a perceber, é possível seguir uma dieta saudável sem desenvolver a Ortorexia, isto porque o problema não está no grau restritivo da dieta, mas no quanto essas limitações alimentares podem afectar a vida da pessoa. “Não creio que tenha sido a dieta “vegan” a causadora dos meus problemas, mas antes a forma como eu a segui”. Por esta altura Kate, encontrava-se bastante contente com a sua aparência e não tinha intenção ou desejo de perder mais peso. Com o stress provocado pelo regresso à faculdade, Kate acaba mesmo por abandonar o Yoga, o que veio mais tarde a revelar-se para a mesma como um grande erro. Com o início dos seus problemas intestinais e de falta de energia, Kate perdeu a vontade de comer, não tinha apetite e pelo facto de se sentir mal após as refeições, preferia não comer. Consequentemente começou a perder peso.

e pelo facto de se sentir mal após as refeições, preferia não comer. Consequentemente começou a

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Ortorexia

Ortorexia

Até encontrar o seu equilíbrio em 1997, Kate Finn vai adoptando várias dietas, sempre marcadas por atitudes extremas nos hábitos alimentares. Durante este período, Kate adopta, entre outras, dietas baseadas somente na ingestão de alimentos crus e cereais germinados (com o objectivo de limpar o corpo de impurezas e toxinas, assumindo o jejum um papel preponderante na libertação e purificação do corpo das toxinas indesejadas), dietas estas que nunca se viriam a revelar satisfatórias, pois, apesar de esta se sentir menos obstruída e apática continuava a sentir-se muscularmente fraca. Este tipo de dietas bem como as consequências que acarretavam, eram sempre seguidas de dietas do extremo oposto, motivadas acima de tudo pelo facto de que Kate estava farta de ser magra e de toda a gente pensar que ela sofria de Anorexia Nervosa. Com o objectivo de recuperar o peso perdido, passava então a comer tudo aquilo que lhe apetecia (rendendo-se ao prazer dos gelados e comida rápida com baixo valor nutritivo). Através deste tipo de alimentação, não só ganhava peso como o seu aspecto melhorava, mas os seus problemas digestivos e falta de força permaneciam.

Kate “corria” nesta altura atrás de tudo aquilo que ela visse que poderia solucionar os seus problemas, tendo mesmo recorrido a um gastrenterologista que pensou que esta fosse anoréxica. “Eu penso que ele achou que eu sofro de anorexia, e a partir desse momento não me levou a sério”. Kate chegou mesmo a estar internada numa unidade hospitalar de desordens alimentares durante cinco dias, devido à forte persistência por parte da família. “Eu resisti totalmente à ideia pois sabia que não era esse o local onde eu precisava estar”. Por esta altura sentia-se muito incompreendida, pois ao contrário do que todos pensavam, ela não tinha medo de ficar gorda nem queria ser magra, ela apenas queria comer de forma saudável.

No Verão de 1997, Kate encontra o seu equilíbrio interior, terminando com a sua obsessão por alimentação saudável, bem como, qualquer dieta planeada, passando a ouvir e a dar ao seu corpo o que ele precisava, quando precisava. Esta mudança de atitude por parte de Kate, bem como, o seu contacto com o livro “Health Food Junkies” de Steven Bratman ajudaram-na a encontrar o seu equilíbrio e a libertar-se dos seus pensamentos obsessivos de como comer.

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Ortorexia

Ortorexia

O encontro do seu equilíbrio interior, fez com que esta pensasse que estava curada, tendo mesmo dado várias entrevistas acerca de todo o seu processo de recuperação. Infelizmente, ela não se encontrava tão recuperada como pensava, apesar de se ter libertado da obsessão por comida saudável, o seu corpo encontrava-se ainda demasiado debilitado, vindo a mesma a falecer.

da obsessão por comida saudável, o seu corpo encontrava-se ainda demasiado debilitado, vindo a mesma a

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Ortorexia

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Conclusão

Conclusão

Após a realização deste trabalho de pesquisa, podemos concluir que a Ortorexia é um distúrbio alimentar relativamente recente, onde o paciente apresenta uma preocupação exagerada em ter uma alimentação completamente saudável, a qual, se transforma em obsessão. Os portadores desta doença convertem essa preocupação no seu principal objectivo de vida, rejeitando qualquer alimento que não seja natural, puro, saudável ou controlado. Verificámos também que, a maior parte dos ortoréxicos não se apercebem do seu exagero no controlo alimentar, pois o desejo de manter uma dieta saudável ultrapassa tudo e também porque hoje em dia existe um estímulo para adoptar esse tipo de dieta. Concluímos também que, os mais prováveis portadores de Ortorexia são indivíduos que seguem um regime alimentar vegetariano, frutariano, macrobiota, indivíduos que sofreram de anorexia, vigorexia ou outro transtorno obsessivo-compulsivo e, principalmente, indivíduos na faixa etária dos 40 e com uma situação sócio-económica alta. Estas pessoas são bastante exigentes consigo próprias e adoptam comportamentos tipo, o que pode levar ao isolamento social, pois apenas convivem com aqueles que seguem a sua dieta alimentar. As consequências destas restrições podem ter efeitos bastante graves para a saúde, pois “o aparelho digestivo está preparado para comer de tudo, mas ao tentar que trabalhe somente com certos alimentos vai perdendo a capacidade de se defender e aumenta o risco de intoxicações”. Num estado mais avançado da doença as restrições começam a ser tantas que ocorre uma desnutrição que pode levar à morte. Actualmente ainda não existe um diagnóstico específico para detectar a Ortorexia, pelo que é necessário observar atentamente o estado psicológico por detrás da dieta saudável ou recorrer a questões como as apresentadas por Steven Bratman. O tratamento da Ortorexia exige o acompanhamento de uma equipa multidisciplinar e deve ser feito a nível psicológico, bem como a nível nutricional. Constatamos assim, que é necessário aprender a comer bem, mas de vez em quando permitir algum deslize, porque a repressão só aumenta o desejo e atormenta. É sempre bom lembrar que a alimentação saudável deve fazer parte da vida de toda a pessoa, mas jamais esquecer da importância da amizade, da realização profissional, da prática de exercícios físicos, do lazer e da sexualidade como fonte de energia e prazer.

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Bibliografia

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