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Capítulo 4 Gases, Líquidos e Sólidos

Chang; cap5
Chang; cap5

A natureza da fase gasosa Leis dos gases ideais Teoria dos cinética dos gases ideais Gases reais Liquefação dos gases

Líquidos e Sólidos Interações intermoleculares Estrutura, tensão superficial e viscosidade dos líquidos Sólidos amorfos e sólidos cristalinos:

estruturas e propriedades Cristais líquidos

Chang; cap11
Chang; cap11
estruturas e propriedades Cristais líquidos Chang; cap11 Natureza do estado gasoso B r 2 ( l

Natureza do estado gasoso

Br 2 (l)

Natureza do estado gasoso B r 2 ( l ) B r 2 ( g )

Br 2 (g)

do estado gasoso B r 2 ( l ) B r 2 ( g ) Evidência

Evidência experimental::

Ocupa rapidamente todo o volume do recipiente Toma a forma do recipiente Compressível

Ocupa rapidamente todo o volume do recipiente Toma a forma do recipiente Compressível O que sugere

O que sugere

Ocupa rapidamente todo o volume do recipiente Toma a forma do recipiente Compressível O que sugere

Pressão de um gás resulta das colisões das suas moléculas com as paredes do vaso em que se encontra

um gás resulta das colisões das suas moléculas com as paredes do vaso em que se

Pressão =

força

área

Medição da pressão atmosférica (Barómetro de Torricelli) F F = mg P = P =
Medição da pressão atmosférica
(Barómetro de Torricelli)
F
F
= mg
P =
P =
A
A
V
= hA
hA
ρ g
P =
A
P = hρg

mg

m = V ρ

P =

V

ρ g

Pressão Atmosférica

Pressão Atmosférica Unidade SI 1 Pa = 1 N.m - 2 =1K.gm - 1 . m

Unidade SI

1 Pa = 1 N.m -2 =1K.gm -1. m -2

Unidades convencionais 1 atm = 1,01325 x 10 5 Pa(exacto)

1 bar = 10 5 Pa (exacto)

1 Torr = 133,3223684 Pa (exacto)

Conversões 1 atm = 760 Torr 1 atm = 1,01325 bar 1 atm = 1,01325 x 10 5 Pa*

*P = ρρρρ h g

P = 13546 (kg.m -3 ) x 0,760 (m) x 9,80665(m.s -2 )

P = 1,01(325) x 10 5 Pa

ManómetrosManómetros:: permitempermitem medirmedir aa pressãopressão dede umum gásgás contidocontido numnum balãobalão

:: permitempermitem medirmedir aa pressãopressão dede umum gásgás contidocontido numnum balãobalão
16 km 0.2 atm 6,5 km 0.5 atm 1 atm Nível mar
16 km
0.2 atm
6,5 km
0.5 atm
1 atm
Nível mar

Lei de Boyle (sec. XVII)

Lei de Boyle (sec. XVII) A temperatura constante, adiciona-se Hg(l): aumenta p sobre o gás e
Lei de Boyle (sec. XVII) A temperatura constante, adiciona-se Hg(l): aumenta p sobre o gás e

A temperatura constante, adiciona-se Hg(l): aumenta p sobre o gás e diminui V ocupado pelo gás

aumenta p sobre o gás e diminui V ocupado pelo gás P α 1/ V P

P α 1/V P x V = constante P 1 x V 1 = P 2 x V 2 Temperatura e quantidade de gas constantes

LeiLei dede CharlesCharles ee dede Gay-Gay-LussacLussac volume ∝ temperatura volume = constante × temperatura P
LeiLei dede CharlesCharles ee dede Gay-Gay-LussacLussac
volume
∝ temperatura
volume
=
constante
×
temperatura
P constante
LeiLei dede BoyleBoyle:: pVpV == constanteconstante T constante PV = PV 1 1 2 2
LeiLei dede BoyleBoyle:: pVpV == constanteconstante
T constante
PV
=
PV
1
1
2
2
PV
21,5
atm
× 50,0
L
1
1
V
=
=
= 694 L
2
1,55 atm
P 2
V
= V
V
= 694
L
− 50,0
L
= 644
L
tanque
total
garrafa

Lei de Charles-Gay-Lussac

P 1 constante P 2 constante> P 1
P 1 constante
P 2 constante> P 1

V = constant x T

V 1 /T 1 = V 2 /T 2

V do gás é proporcional à sua temperatura absoluta T

0 K -273,15 º C

do gás é proporcional à sua temperatura absoluta T 0 K -273,15 º C Temperatura absoluta

Temperatura absoluta

ou

Temperatura termodinâmica

212 0 F = 100 0 C 273 K = 0 0 C 32 0
212 0 F = 100 0 C
273
K = 0 0 C
32 0 F = 0 0 C
373
K = 100 0 C

T/K = Θ / 0 C + 273.15

5

Θ/ 0 F =

9

x Θ / 0 C + 32

Lei de Avogadro

V ∝ n ⇔ V = constante× n V 1 / n 1 = V
V ∝ n ⇔ V = constante× n
V 1 / n 1 = V 2 / n 2
Lei de Avogadro V ∝ n ⇔ V = constante× n V 1 / n 1

Temperatura Constante Pressão Constante

Fechou-se uma garrafa de 25 cm 3 mantida em gelo e deixou-se aquecer até à
Fechou-se uma garrafa de 25 cm 3 mantida em gelo e
deixou-se aquecer até à temperatura ambiente (25 ºC).
Calcule a pressão final do ar na garrafa, considerando
que a garrafa é rígida (V é constante);
P
P
1
2
P
× T
1,0
atm
× 298
K
=
1
2
P
=
=
= 1,1 atm
T
T
2
1
2
T 1 273 K
Calcule o volume final, considerando que a
garrafa é maleável ( P é constante).
K
3
=
= 27 cm
V 2 3 V V 1 T = × 25 cm × 298 2 T
V
2
3
V V
1 T
=
×
25
cm
× 298
2
T
T
V
= 1
2
1
2
T 1 K
273
V 2 3 V V 1 T = × 25 cm × 298 2 T T
V 2 3 V V 1 T = × 25 cm × 298 2 T T

Lei dos gases ideais

P

Lei de Charles-: V αααα T (n e P constantes) -Gay-Lussac Lei de Avogadro: V αααα n (P e T constantes)

V =constante x

nT

P

V αααα nT

P

= R nT

P

R é a constante dos gases

PV = nRT

Lei de Boyle: V αααα

1

(n e T constantes)

Verificou-se experimentalmente:

Volume molar (dm 3 mol -1 ) de vários gases, a 0 ºC e 1 atm (PTN)

gás ideal

22,41

árgon

22,09

dióxido de carbono

22,26

azoto

22,40

oxigénio

22,40

hidrogénio

22,43

LeiLei dosdos gasesgases ideaisideais

LeiLei dosdos gasesgases ideaisideais PV = nRT PTN: 1atm, 273 K, V m = 22.4 dm3

PV = nRT

PV = nRT
LeiLei dosdos gasesgases ideaisideais PV = nRT PTN: 1atm, 273 K, V m = 22.4 dm3

PTN: 1atm, 273 K, V m = 22.4 dm3

PV = nRT PTN: 1atm, 273 K, V m = 22.4 dm3 R = 0,0820578 dm

R = 0,0820578 dm 3 atm K -1 mol -1

R= 8,31451 J K -1 mol -1 (SI)

The conditions 0 0 C and 1 atm are called standard temperature and pressure (STP).

The conditions 0 0 C and 1 atm are called standard temperature and pressure (STP). Experiments show that at STP, 1 mole of an ideal gas occupies 22.414 L.

R =

PV = nRT

= (1 atm)(22.414L)

PV

nT

(1 mol)(273.15 K)

R = 0.082057 L • atm • mol -1 K -1 )

R= (1 ,01325.10 5 Pa)(22.414. 10 -3 m 3 )

(1 mol)(273.15 K) R = 8,314 J • mol -1 • K -1

= ( 1 ,01325.10 5 Pa)( 22.414. 10 - 3 m 3 ) (1 mol)(273.15 K)

PV = nRT

PV = nRT

Lei da combinação de volumes

Em condições de pressão e temperatura constantes:

2O 2 (g) + N 2 (g) → 2 NO 2 (g)

2 n mol

n mol

2n mol

2 V

V

2 V

→ 2 NO 2 (g) 2 n mol n mol 2n mol 2 V V 2

Lei de Avogadro : V 1 / n 1 = V 2 / n 2

Qual é volume de gases libertado na explosão de 1 dm 3 de nitroglicerina, medido
Qual é volume de gases libertado na
explosão de 1 dm 3 de nitroglicerina, medido
à temperatura de 273 K?
4 C 3 H 5 (ONO 2 ) 3 (l) → 12 CO 2 (g) + 10 H 2 O(g) + 12 N 2 (g) + O 2 (g)
n (nitroglicerina) =
M
(nitroglicerina)
M (nitroglicerina)
3
− 3
1,6
×
10
gdm
×
1
dm
=
3 = 7,0 mol
− 1
227,09 gmol
Para 1 mol de nitroglicerina:
12 V
10
12
1
V
(1
mol
_ nitroglicerina) =
(CO )
+
V
(H O)
+
V
(N
)
+
V
(O
)
=
gás
2
m
2
m
2
m
2
4 m
4
4
4
35
35
3
3
=
=
×
22,4
dm
=
196
dm
V m
4
4

m

(nitroglicerina)

=

ρ (nitroglicerina)

× V

(nitroglicerina)

Explosivos (nitroglicerina)

Explosivos (nitroglicerina) 4 C 3 H 5 (ONO 2 ) 3 (l) → 12 CO 2
Explosivos (nitroglicerina) 4 C 3 H 5 (ONO 2 ) 3 (l) → 12 CO 2

4 C 3 H 5 (ONO 2 ) 3 (l) 12 CO 2 (g) + 10 H 2 O(g) + 12 N 2 (g) + O 2 (g)

Qual é volume de gases libertado na explosão de 1 dm 3 de nitroglicerina, medido
Qual é volume de gases libertado na
explosão de 1 dm 3 de nitroglicerina, medido
à temperatura de 273 K?
4 C 3 H 5 (ONO 2 ) 3 (l) → 12 CO 2 (g) + 10 H 2 O(g) + 12 N 2 (g) + O 2 (g)
=
n
(nitroglicerina)
×
V
/
mol
_ nitroglicerina)
=
V total
3
3
= 7,0
mol
×
196
dm
3 /
mol
=
1,4
×
10
dm
1dm 3 de nitroglicerina (l) →1,4 m 3 de gases!!
Sala quadrada de 25 m de lado e 2,20 m de altura !!!

Determine a massa volúmica do azoto e do hélio a 25 ºC e a 1 atm.

M (N 2 )= 28,02 gmol -1 M (He)= 4,00 gmol -1

(N 2 )= 28,02 gmol - 1 M (He)= 4,00 gmol - 1 V m (1

V m (1 atm, 298,15 K) = nRTnRT/P/P == 11 molmol xx 0,082060,08206 dmdm 33 atmatm KK -1-1 molmol -1-1 xx 298,15298,15 KK // 11 atmatm == 24,524,5 dmdm 33

ρρρρρρρρ (N(N 22 )=)= m/Vm/V == 28,0228,02 g/24,5g/24,5 dmdm 33 == 1,141,14 gg dmdm-- 33 ρρρρρρρρ (He(He)=)= m/Vm/V == 4,004,00 g/24,5g/24,5 dmdm 33 == 0,1630,163 gg dmdm -3-3

Lei de Dalton:

A pressão parcial de um gás numa mistura de gases ideais é proporcional à pressão total sendo a constante de

proporcionalidade a respetiva fração molar

P i = X i P T

RT V He RT P = n H H 2 V 2 RT ( P
RT
V He
RT
P
=
n H
H
2 V
2
RT
(
P
+
P
=
n
+
n
He
He
H
H
2 V
)
2
RT
V
n He n total ( He ) = x P P parcial He total (
n He
n total
(
He
) =
x
P
P parcial
He
total
(
H
2 ) =
x
P
P parcial
H
total
e

P He

=

n

P total

=

n total

P He

=

P total

Misturas de gases

Lei de Dalton:

A pressão total de uma mistura de gases é igual à soma das pressões parciais dos gases constituintes

é igual à soma das pressões parciais dos gases constituintes P H2 P He P total

P H2

P He

P total = P He + P H2

Recolha de gás num recipiente com água

Recolha de gás num recipiente com água P = P H 2 + P H 2

P = P

H

2

+ P

H

2

O

Pressão de vapor da água

θθθθ/ºC

P/bar

0

0,00611

10

0,0123

25

0,03168

37

0,06277

60

0,1992

100

1,013

Recolha de gás num recipiente com água Calcule a quantidade de hidrogénio libertado, sabendo que,

Recolha de gás num recipiente com água

Recolha de gás num recipiente com água Calcule a quantidade de hidrogénio libertado, sabendo que, à

Calcule a quantidade de hidrogénio libertado, sabendo que, à pressão atmosférica normal e a 25 ºC se obteve

0,200 L de gás. PressãoPressão dede vaporvapor dada águaágua P = P + P θθθθθθθθ/ºC/ºC
0,200 L de gás.
PressãoPressão dede vaporvapor dada águaágua
P
=
P
+
P
θθθθθθθθ/ºC/ºC
PP/bar/bar
H
H
O
2
2
2525
0,031680,03168
P
=
P
P
H
H
O
2
2
P
=
1,01
bar
0,03168
bar
=
0,98
bar
H
2
3
P
V
5
3
0,98 10
x
Pa
×
0,200 10
x
m
H
− 3
n
=
2
=
=
7,9
×
10
mol
H
1
1
2
RT
8,314
JK
mol
×
298,15
K
The distribution of speeds for nitrogen gas molecules at three different temperatures The distribution of

The distribution of speeds for nitrogen gas molecules at three different temperatures

The distribution of speeds of three different gases at the same temperature

Modelo cinético dos gases ideais

leva à distribuição das velocidades de

distribuição das velocidades de

MaxwellMaxwell--BoltzmannBoltzmann ee àà velocidadevelocidade média:média:

3 kT < v >= m
3 kT
<
v
>=
m
velocidades de MaxwellMaxwell--BoltzmannBoltzmann ee àà velocidadevelocidade média:média: 3 kT < v >= m

Visão Microscópica do comportamento dos gases Modelo cinético dos gases ideais

Um gás é um conjunto de moléculas em movimento aleatório contínuo

As moléculas do gás são

infinitamente pequenas (partículas pontuais) As partículas pontuais têm uma

trajectória rectilínea até colidirem

pontuais têm uma trajectória rectilínea até colidirem As moléculas não se influenciam entre si, excepto durante

As moléculas não se influenciam

entre si, excepto durante as colisões

Energia cinética média de um gás

E

E

c

1

2

3

2

2 1

c 2

3 kT

m

E

c

/

Jmol

1 =

3

2

RT

A energia cinética de um gás depende da sua temperatura

A temperatura é uma medida da energia cinética O zero absoluto corresponde a energia cinética nula

c =

mv

E

=

m

/

J

=

kT

Kinetic theory of gases and

Compressibility of Gases

Boyle’s Law

P α collision rate with wall

Collision rate α number density Number density αααα 1/V

P αααα 1/V

Avogadro’s Law

P α collision rate with wall

Collision rate α number density Number density αααα n

P αααα n

Observação experimental

Efusão

Observação experimental E f u s ã o Velocidade de efusão: Proporcional à raiz quadrada da

Velocidade de efusão:

Proporcional à raiz quadrada da temperatura Proporcional ao inverso da raiz quadrada da massa molar

emem bombom acordoacordo comcom

3 kT < v >= m
3
kT
<
v
>=
m

DistribuiçãoDistribuição dasdas velocidadesvelocidades dede MaxwellMaxwell--BoltzmannBoltzmann

Kinetic theory of gases and …

Charles’ Law

P α collision rate with wall

Collision rate α average kinetic energy of gas molecules

Average kinetic energy αααα T P αααα T

Dalton’s Law of Partial Pressures

Molecules do not attract or repel one another

P exerted by one type of molecule is unaffected by the presence of another gas

P total = ΣΣΣΣP i

5.7

Gases reais - desvios à idealidade – equação de van der Waals

Gás ideal

PV = nRT

Gás não ideal

PV m

RT

= 1.0

PV m = z≠1 RT SAIBA MAIS
PV m
= z≠1
RT
SAIBA MAIS
Repulsive Forces Attractive Forces
Repulsive Forces
Attractive Forces

Van der Waals equation

nonideal gas an 2 ( P + ) (V – nb) = nRT V 2
nonideal gas
an
2
(
P +
)
(V – nb) = nRT
V 2
corrected
corrected
pressure
volume
SAIBA MAIS
}
}
equation nonideal gas an 2 ( P + ) (V – nb) = nRT V 2

Forças intermoleculares

Forças intermoleculares são as forças de

atração entre moléculas.

Não confundir com forças intramoleculares que

são as forças entre átomos numa molécula.

que são as forças entre átomos numa molécula. • 41 kJ para vaporizar 1 mol de

• 41 kJ para vaporizar 1 mol de água

• 930 kJ para quebrar as ligações O-H em 1 mol de moléculas de água

Em geral, as forças intermoleculares são muito mais fracas do que as forças intramoleculares.

inter moleculares são muito mais fracas do que as forças intra moleculares. Intermolecular versus intramolecular

Intermolecular versus

intramolecular

Lei de Boyle:

Gás ideal

PV = constante

Lei de Boyle: Gás ideal PV = constante •Se a temperatura é constante, mas muito baixa

•Se a temperatura é constante, mas muito baixa,

o gás deixa de ter comportamento ideal, as interações intermoleculares ocorrem, PV não é constante,

•pode ocorrer liquefação

ideal, as interações intermoleculares ocorrem, PV não é constante , •pode ocorrer l i q u

EstadosEstados físicosfísicos dada matériamatéria

EstadosEstados físicosfísicos dada matériamatéria Assume a forma e ocupa Assume a forma mas Forma rígida.
EstadosEstados físicosfísicos dada matériamatéria Assume a forma e ocupa Assume a forma mas Forma rígida.

Assume a forma e ocupa

Assume a forma mas

Forma rígida.

o volume total do recipiente.

não ocupa o volume total do recipiente.

Compressível

Pouco compressível

Pouco compressível

o volume total do recipiente. Compressível Pouco compressível Pouco compressível FASES CONDENSADAS

FASES CONDENSADAS

As fases condensadas surgem devido a interações intermoleculares atrativas

Ião-ião Ião-dipolo Dipolo-dipolo Dipolo induzido- dipolo induzido (forças dispersão de London) Excesso de
Ião-ião
Ião-dipolo
Dipolo-dipolo
Dipolo induzido-
dipolo induzido
(forças dispersão de London)
Excesso de proximidade leva a
grandes repulsões
Forças de
van der Waals

Forças de London (dispersão)

Polarizabilidade (αααα):: capacidade de distorção de uma nuvem electrónica numa molécula ou átomo.

Aumenta com:

o número de eletrões o tamanho dos átomos As forças de dispersão aumentam com a
o número de eletrões
o tamanho dos átomos
As forças de
dispersão
aumentam com
a massa molar.

Pontos de ebulição (ºC)

de eletrões o tamanho dos átomos As forças de dispersão aumentam com a massa molar. Pontos

Liquefação do He, a 4 K

Dipolo Dipolo instantâneo induzido
Dipolo
Dipolo
instantâneo
induzido

ForçasForças dede LondonLondon (dispersão)(dispersão) ouou dede vanvan derder WaalsWaals

Forças de atração que resultam de dipolos instantâneos em átomos ou em moléculas.

α α 1 2 E = ∝ − P 6 r
α α
1
2
E
= ∝ −
P
6
r

Forças de London (dispersão)

Pontos de ebulição/fusão (ºC)

H

2

-253/-259

F

2

-188/-220

Cl

2

-34/-101

Br

2

59/-7

I

2

184/114

Pontos de ebulição/fusão (ºC)

He

-269/ -

Ne

-246/-249

Ar

-186/-189

Kr

-153/-157

Xe

-108/-112

ForçasForças dede LondonLondon (dispersão)(dispersão)

αα 1 2 =∝− E P 6 r
αα
1
2
=∝−
E P
6
r

Interacções dipolo-dipolo: forças de van der Walls

µ µ 1 2 =∝− E P 3 r
µ µ
1
2
=∝−
E P
3
r

As Forças de London aumentam de intensidade com a massa molar,

o que se traduz

num aumento

de viscosidade

Pentane
Pentane
molar , o que se traduz num aumento de viscosidade Pentane Octadecane (sólido tipo cera) Pentadecane

Octadecane

(sólido tipo cera)

Pentadecane (Líquido viscoso)

HBr What type(s) of intermolecular forces exist between each of the following molecules? HBr is

HBr

What type(s) of intermolecular forces exist between each of the following molecules?

HBr is a polar molecule: dipole-dipole forces. There are also dispersion forces between HBr molecules.

CH 4

CH 4 is nonpolar: dispersion forces.

SO 2

S
S
. CH 4 CH 4 is nonpolar: dispersion forces . SO 2 S SO 2 is

SO 2 is a polar molecule: dipole-dipole forces. There are also dispersion forces between SO 2 molecules.

Intermolecular Forces

Hydrogen Bond

The hydrogen bond is a special dipole-dipole interaction between the hydrogen atom in a polar N-H, O-H, or F-H bond and an electronegative O, N, or F atom.

interaction between the hydrogen atom in a polar N-H, O-H, or F-H bond and an electronegative

LigaçõesLigações porpor pontespontes dede hidrogéniohidrogénio

porpor pontespontes dede hidrogéniohidrogénio A formação de pontes de hidrogénio sobrepõe-se

A formação de pontes de hidrogénio sobrepõe-se energeticamente a qualquer outra interação intermolecular:

P.e.(HF)>>P.e.(HCl); P.e.(H 2 O)>>P.e .(H 2 S)…

a qualquer outra interação intermolecular: P.e.(HF)>>P.e.(HCl); P.e.(H 2 O)>>P.e .(H 2 S)…

LigaçõesLigações porpor pontespontes dede hidrogéniohidrogénio –– águaágua líquidalíquida

LigaçõesLigações porpor pontespontes dede hidrogéniohidrogénio –– águaágua líquidalíquida
q q Interações ião-ião no cristal: 1 2 =∝ E P r q µ 1,2
q q
Interações ião-ião no cristal:
1
2
=∝
E P
r
q
µ
1,2
Interações ião-dipolo na solução aquosa:
=∝−
E P
2
r

ForçasForças intermolecularesintermoleculares ee interaçõesinterações iónicasiónicas

Tipo de interacção

Energia típica

Tipo de espécie

(kJ/mol)

ião-ião

250

iões

dipolo permanente-

2

moléculas polares

dipolo permanente

estacionárias

0,3

moléculas polares em rotação rápida

London ou van der Waals

2

todas as espécies moleculares e átomos

pontes de hidrogénio

20

hidretos de O, N e F

PropriedadesPropriedades dede líquidoslíquidos

Viscosidade é a resistência de um fluido ao fluxo

PropriedadesPropriedades dede líquidoslíquidos Viscosidade é a resistência de um fluido ao fluxo •
PropriedadesPropriedades dede líquidoslíquidos Viscosidade é a resistência de um fluido ao fluxo •
PropriedadesPropriedades dede líquidoslíquidos Viscosidade é a resistência de um fluido ao fluxo •

ForçasForças intermolecularesintermoleculares

Propriedades que “medem” as forças intermoleculares

Ponto de ebulição

Ponto de fusão

H vap

H fus

H sub

PropriedadesPropriedades dosdos líquidoslíquidos

Tensão superficial éé aa quantidadequantidade dede energiaenergia necessárianecessária parapara aumentaraumentar aa áreaárea dada superfíciesuperfície dede umum líquidolíquido emem umauma unidade.unidade.

aumentaraumentar aa áreaárea dada superfíciesuperfície dede umum líquidolíquido emem umauma unidade.unidade.

PropriedadesPropriedades dosdos líquidoslíquidos

Imbalance of intermolecular forces exists at the liquid-air interface: the molecules on the surface are
Imbalance of
intermolecular forces
exists at the liquid-air
interface:
the molecules on the
surface are attracted by the
molecules below and by
the lateral ones, but not
toward the outside.
The resultant is a force
directed inside the
liquid.
In its turn, the cohesion
among the molecules
supplies a force tangential to
the surface.

So, a fluid surface behaves like an elastic membrane

which wraps and compresses the below liquid and

γγγγ la is the surface tension that exists at the liquid-air interface

DiminuiçãoDiminuição dada tensãotensão superficialsuperficial dada águaágua nana presençapresença dede tensioativos,tensioativos, queque adsorvemadsorvem àà superfíciesuperfície atéaté saturaçãosaturação dada mesma,mesma, alturaaltura emem queque sese formaforma micelasmicelas nono interiorinterior dada soluçãosolução

emem queque sese formaforma micelasmicelas nono interiorinterior dada soluçãosolução Concentração Micelar Crítica
emem queque sese formaforma micelasmicelas nono interiorinterior dada soluçãosolução Concentração Micelar Crítica

Concentração Micelar Crítica

emem queque sese formaforma micelasmicelas nono interiorinterior dada soluçãosolução Concentração Micelar Crítica
emem queque sese formaforma micelasmicelas nono interiorinterior dada soluçãosolução Concentração Micelar Crítica

Tensão superficial e interações intermoleculares

Tensão superficial e interações intermoleculares O mercúrio é um liquido metálico , forças intermoleculares

O mercúrio é um liquido metálico , forças intermoleculares fortes, logo tensão superficial muito elevada e tendência para formar gotas esféricas (apresentam a menor razão possível para área/ volume)

Adesão a superfícies

Menisco convexo

Forças de coesão Hg (lig. metálica) > forças de adesão ao vidro

Menisco côncavo

Forças de coesão na água (l) < forças de adesão ao vidro

> forças de adesão ao vidro Menisco côncavo Forças de coesão na água (l) < forças
> forças de adesão ao vidro Menisco côncavo Forças de coesão na água (l) < forças

Adesão água/vidro ascensão capilar

Adesão água/vidro ascensão capilar

Tipos de sólidos

Sólidos cristalinos

Estruturas tridimensionais rígidas, onde os átomos, iões ou moléculas ocupam posições bem definidas.

iões ou moléculas ocupam posições bem definidas. Ex: sal de cozinha, minerais, metais, etc Sólidos amorfos
iões ou moléculas ocupam posições bem definidas. Ex: sal de cozinha, minerais, metais, etc Sólidos amorfos

Ex: sal de cozinha, minerais, metais, etc

bem definidas. Ex: sal de cozinha, minerais, metais, etc Sólidos amorfos ou líquidos hiper-viscosos Estruturas

Sólidos amorfos ou líquidos hiper-viscosos

Estruturas tridimensionais desordenadas

Ex: vidro, manteiga, etc.

metais, etc Sólidos amorfos ou líquidos hiper-viscosos Estruturas tridimensionais desordenadas Ex: vidro, manteiga, etc.
metais, etc Sólidos amorfos ou líquidos hiper-viscosos Estruturas tridimensionais desordenadas Ex: vidro, manteiga, etc.

Adesão de água a:

Adesão de água a:

TiposTipos dede sólidos:sólidos: CristalinosCristalinos ee AmorfosAmorfos

sólidos:sólidos: CristalinosCristalinos ee AmorfosAmorfos Quartzo , forma cristalina de SiO 2 Sílica fundida

Quartzo, forma cristalina de SiO 2

Sílica fundida solidifica originando vidro (amorfo)

A crystalline solid possesses rigid and long-range order. In a crystalline solid, atoms, molecules or ions occupy specific (predictable) positions.

An amorphous solid does not possess a well-defined arrangement and long-range molecular order. A unit cell is the basic repeating structural unit of a crystalline solid.

lattice point
lattice
point

Unit Cell

Unit cells in 3 dimensions

At lattice

points:

• Atoms

• Molecules

• Ions

Condição para que ocorra interferência construtiva SAIBA MAIS Modelo de Bragg em duas dimensões: a
Condição para que ocorra interferência construtiva SAIBA MAIS Modelo de Bragg em duas dimensões: a

Condição para que ocorra interferência construtiva

SAIBA MAIS

Modelo de Bragg em duas dimensões:

a diferença de caminho ótico deve ser

, onde d é a distância entre os dois planos atómicos , θ é o ângulo de incidência da radiação X de comp. de onda λ e n é um nº inteiro

(BC+CD)

=2d sinθ = nλ

Da combinação dos eixos e ângulos resultam os seguintes sete sistemas básicos de cristalização

Da combinação dos eixos e ângulos resultam os seguintes sete sistemas básicos de cristalização SAIBA MAIS
Da combinação dos eixos e ângulos resultam os seguintes sete sistemas básicos de cristalização SAIBA MAIS
Da combinação dos eixos e ângulos resultam os seguintes sete sistemas básicos de cristalização SAIBA MAIS

SAIBA MAIS

Como conhecemos o aspeto de uma superfície de um sólido? OO microscópiomicroscópio dede tunelamento,tunelamento, conhecidoconhecido pelapela siglasigla inglesainglesa STM,STM, valeuvaleu aosaos seusseus inventoresinventores oo PrémioPrémio NobelNobel dede FísicaFísica dede 1986.1986.

NobelNobel dede FísicaFísica dede 1986.1986. SAIBA MAIS A peça básica do STM é uma finíssima ponta

SAIBA MAIS

NobelNobel dede FísicaFísica dede 1986.1986. SAIBA MAIS A peça básica do STM é uma finíssima ponta

A peça básica do STM é uma finíssima

ponta metálica que varre a superfície a ser analisada, mas não a toca. Fica a uma distância muito pequena, inferior a um nanometro. O equipamento “vê” a estrutura da superfície por causa do efeito túnel, daí a origem do seu nome. Assim, “voando” baixo sobre a superfície, a agulha vai registando as “rugosidades” em escala atómica

a agulha vai registando as “rugosidades” em escala atómica Imagem STM da superfície de um cristal

Imagem STM da superfície de um cristal de níquel

SólidosSólidos cristalinoscristalinos

SólidosSólidos cristalinoscristalinos • Faces bem definidas , apresentando átomos ou moléculas ou iões ordenados

Faces bem definidas, apresentando átomos ou moléculas ou iões ordenados

Estrutura interna

ordenada

Sólidos Cristalinos Covalentes de Carbono

• Lattice points occupied by atoms

• Held together by covalent bonds

• Hard, high melting point

de Carbono • Lattice points occupied by atoms • Held together by covalent bonds • Hard,

Sólidos iónicos cristalinos

• Lattice points occupied by cations and anions

• Held together by electrostatic attraction

• Hard, brittle, high melting point

• Poor conductor of heat and electricity

electrostatic attraction • Hard, brittle, high melting point • Poor conductor of heat and electricity CsCl

CsCl

ZnS

CaF 2

nanotubos Molécula de Fulereno, C 6 0 (futeboleno ) Moléculas de fulereno organizam-se em cristais

nanotubos

nanotubos Molécula de Fulereno, C 6 0 (futeboleno ) Moléculas de fulereno organizam-se em cristais moleculares

Molécula de Fulereno, C 60

(futeboleno)

Moléculas de fulereno organizam-se em cristais moleculares cúbicos de faces centradas

Moléculas de fulereno organizam-se em cristais moleculares cúbicos de faces centradas Grafeno ( monocamada de grafite)

Grafeno

(monocamada de

grafite)

Sólidos Covalentes de Silício e de Germânio SAIBA MAIS Si e Ge cristalizam seguindo o
Sólidos Covalentes de Silício e de Germânio
SAIBA MAIS
Si e Ge cristalizam seguindo o
mesmo padrão do diamante:
2 estruturas cúbicas de faces
centradas interpenetrantes (as
linhas entre os átomos na malha
indicam os átomos vizinhos mais
próximos); o lado do cubo mede
no Si 0.543 nm e no Ge 0.566nm
Silicon is the main component in
computer chips

Sólidos Cristalinos Moleculares

O enxofre é uma substância molecular, em que apenas existem interacções atrativas de van der
O enxofre é uma substância
molecular, em que apenas existem
interacções atrativas de van der Waals
entre as moléculas
As moléculas S 8 são
Cristais amarelos de enxofre nativo

polimórficas, podendo surgir associadas em estruturas cristalinas distintas:

Sólidos Cristalinos Moleculares

• Lattice points occupied by molecules

• Held together by intermolecular forces

• Soft, low melting point

• Poor conductor of heat and electricity

low melting point • Poor conductor of heat and electricity pontespontes dede HidrogénioHidrogénio
low melting point • Poor conductor of heat and electricity pontespontes dede HidrogénioHidrogénio

pontespontes dede HidrogénioHidrogénio intermolecularesintermoleculares

Cristais Metálicos

• Lattice points occupied by metal atoms

• Held together by metallic bonds

• Soft to hard, low to high melting point

• Good conductors of heat and electricity

Cross Section of a Metallic Crysta

conductors of heat and electricity Cross Section of a Metallic Crysta nucleus inner shell e -

nucleus inner shell e -

mobile “sea”of e -

Estruturas cristalinas com elevada simetria exemplos

Estruturas cristalinas com elevada simetria exemplos Ferro,Ferro, FeFe EstruturaEstrutura CúbicaCúbica dede corpocorpo

Ferro,Ferro, FeFe

EstruturaEstrutura CúbicaCúbica dede corpocorpo centradocentrado

(cubo com um átomo no centro)

Ouro,Ouro, AuAu

EstruturaEstrutura CúbicaCúbica dede faceface centradacentrada (cubo com um átomo na face)

dede faceface centradacentrada (cubo com um átomo na face) Zinco,Zinco, ZnZn EstruturaEstrutura HexagonalHexagonal

Zinco,Zinco, ZnZn

EstruturaEstrutura HexagonalHexagonal compactacompacta

(hexágono com um átomo centrado)

ModelosModelos dede ligaçãoligação químicaquímica

ModelosModelos dede ligaçãoligação químicaquímica

Crystal Structures of Metals

Crystal Structures of Metals

Cristais Líquidos são mesofases entre a fase cristalina e a fase líquida; fluem como líquidos e têm ordem “cristalina”

Cristais líquidos termotrópicos:

são obtidos por aquecimento de sólidos de moléculas longas

Fase nemática Fase nemática Fase esmética
Fase nemática
Fase nemática
Fase esmética
longas Fase nemática Fase nemática Fase esmética Fase colestérica “Folhas” de moléculas paralelas

Fase colestérica

“Folhas” de moléculas paralelas estão rodadas relativamente às suas vizinhas

SAIBA MAIS

SAIBA MAIS A tecnologia por trás de um LCD é parecida com a dos polímeros de

A tecnologia por trás de um LCD é parecida com a dos polímeros de cristais líquidos dispersos (PDLCs) usados nas janelas inteligentes. Nestas janelas, os cristais líquidos respondem a uma carga elétrica, alinhando-se paralelamente e deixando a luz passar. Quando não há carga elétrica, os cristais líquidos da janela ficam dispostos aleatoriamente.

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Os cristais líquidos na fase colestérica são aplicados no fabrico de termómetros e de anéis de humor : a hélice fica mais apertada à medida que a temperatura aumenta

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Chemistry In Action: Liquid Crystals

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