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Curso de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância Educação, Diversidade e Inclusão Social Políticas Setoriais:
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância Educação, Diversidade e Inclusão Social Políticas Setoriais:
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância Educação, Diversidade e Inclusão Social Políticas Setoriais:
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância Educação, Diversidade e Inclusão Social Políticas Setoriais:

Curso de Pós-Graduação Lato Sensu a Distância

Educação, Diversidade e Inclusão Social

Políticas Setoriais: Mulher, Negro, Indígena e Idoso

Autor: Suzanir Fernanda Maia

EAD Educação a Distância Parceria Universidade Católica Dom Bosco e Portal Educação

Suzanir Fernanda Maia EAD – Educação a Distância Parceria Universidade Católica Dom Bosco e Portal Educação
SUMÁRIO UNIDADE 1: POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL 03 1.1 As Políticas Sociais no contexto
SUMÁRIO UNIDADE 1: POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL 03 1.1 As Políticas Sociais no contexto
SUMÁRIO UNIDADE 1: POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL 03 1.1 As Políticas Sociais no contexto
SUMÁRIO UNIDADE 1: POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL 03 1.1 As Políticas Sociais no contexto

SUMÁRIO

UNIDADE 1: POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL

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1.1 As Políticas Sociais no contexto do neoliberalismo

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1.2 Políticas Setoriais e a proteção social

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1.3 Vulnerabilidade, exclusão e inclusão social

13

UNIDADE 2:

A MULHER NA

CONTEMPORANEIDADE

18

2.1 A mulher no contexto social brasileiro: educação e mercado de trabalho

18

2.2 A mulher na contemporaneidade: novo cenário a partir da Constituição

20

2.3 Legislação específica

 

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UNIDADE 3: O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA

27

3.1 Breve histórico

 

27

3.2 A questão racial e as política públicas no Brasil: reflexões sobre a educação

30

3.3 Legislação específica

 

35

UNIDADE 4: O INDÍGENA

38

4.1 Breve histórico

38

4.2 Populações indígenas e a proteção social: um olhar sobre a educação

40

4.3 Legislação específica

 

44

UNIDADE 5: O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO

BRASILEIRA E OS DIREITOS DA

PESSOA IDOSA

47

5.1 O processo de envelhecimento como fenômeno social

47

5.2 As transformações sociais e a população idosa

49

5.3 Legislação específica

 

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REFERÊNCIAS

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UNIDADE 1 - POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL Fonte: http://migre.me/8x9M3 Quando visualizamos a escola como
UNIDADE 1 - POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL Fonte: http://migre.me/8x9M3 Quando visualizamos a escola como
UNIDADE 1 - POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL Fonte: http://migre.me/8x9M3 Quando visualizamos a escola como
UNIDADE 1 - POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL Fonte: http://migre.me/8x9M3 Quando visualizamos a escola como

UNIDADE 1 - POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL

UNIDADE 1 - POLÍTICAS SETORIAIS E DIVERSIDADE SOCIAL Fonte: http://migre.me/8x9M3 Quando visualizamos a escola como

Fonte: http://migre.me/8x9M3

Quando visualizamos a escola como instituição social, a inserimos em um contexto social que é, por excelência, um espaço de diversidade e contradições construídas historicamente delimitando muitas fronteiras para o acesso aos seus serviços. A escola, como o espaço social, marginalizou muitos segmentos da sociedade, em diferentes períodos históricos, como veremos nos próximos itens. Pensada pela elite das sociedades, nos primeiros momentos de sua inserção no contexto social a escola delimitou o seu acesso por meio de critérios, muitas vezes relacionados a fatores socioeconômicos, contido nas concepções políticas de cada período histórico. De tempos em tempos a escola, por meio das novas concepções políticas e institucionais, foi ampliando as formas de acesso dos indivíduos com vistas à universalização da oferta deste serviço. Assim, com os avanços da educação inclusiva foi possível abrir as fronteiras da escola para a diversidade; todavia, no contexto social, estas fronteiras de delimitação de acesso aos direitos sociais ainda são presentes para uma parcela significativa da população.

Como componente da realidade social, a diversidade está presente nas diferentes culturas, raças, etnias; gerações, formas de vida, escolhas, valores, concepções de mundo, crenças, representações simbólicas, enfim, nas particularidades do conjunto de expressões, capacidades e necessidades humanas historicamente desenvolvidas. Assim, é elemento constitutivo do gênero humano e afirmação de suas peculiaridades naturais e socioculturais. (BARROCO, 2006, p.

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Portanto, pensar a educação inclusiva é antes de tudo reconhecer a diversidade social que permeia
Portanto, pensar a educação inclusiva é antes de tudo reconhecer a diversidade social que permeia
Portanto, pensar a educação inclusiva é antes de tudo reconhecer a diversidade social que permeia
Portanto, pensar a educação inclusiva é antes de tudo reconhecer a diversidade social que permeia

Portanto, pensar a educação inclusiva é antes de tudo reconhecer a diversidade social que permeia o contexto brasileiro. Neste sentido é que reconheceremos alguns segmentos da sociedade e os aspectos legais que correspondem à proteção social de diferentes demandas sociais que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

1.1 As Políticas Sociais no contexto do neoliberalismo

No cenário brasileiro contemporâneo as questões sociais e suas múltiplas expressões têm seu acirramento com o advento das propostas neoliberais que, de modo geral, afastaram o Estado da oferta de serviços considerados essenciais e abriram espaço para as instituições privadas e do terceiro setor atuarem na prestação destes serviços.

A característica mais importante do neoliberalismo [

do raio de ação da lógica de mercado. Enquanto nas concessões liberais-sociais se reconhece a desigualdade derivada do modo de produção capitalista e, portanto se aceita a intervenção do Estado para diminuir as polarizações, o neoliberalismo rechaça qualquer ação estatal que vá além de ser um ‘árbitro imparcial’ das disputas. A ideia de Estado Mínimo é uma consequência da utilização da lógica do mercado em todas as relações sociais, não reduzidas somente ao aspecto econômico. (BIANCHETTI, 2005, p. 88)

] é a ampliação

Neste sentido, apesar do Estado impor, por meio dos aparatos legais, alguns aspectos para a regulamentação da atuação do Mercado, é este último quem “ditará” as regras econômicas que influenciarão diretamente nas questões sociais. As concepções neoliberais são contrárias às práticas efetivadas no Estado de Bem- Estar Social (sobre este tema observe as informações no quadro Saiba mais!) que era responsável pela organização e oferta de todos os bens e serviços tidos como essenciais e primordiais para o desenvolvimento social. No modelo de Estado de Bem-Estar, ou Walfare State, o Estado tinha altos níveis de gastos públicos ofertando estes serviços integralmente, assim a crise econômica afetou grande parte dos países desenvolvidos no pós-guerra, suscitando novas teses de organização do Estado com vistas à redução dos gastos públicos. Assim, essa nova lógica de reestruturação do Estado tende a culpabilizar o indivíduo por seu acesso ou não aos bens e serviços ofertados afirmando que “as

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causas das desigualdades são atribuídas à sorte e não às condições estruturais da sociedad e,
causas das desigualdades são atribuídas à sorte e não às condições estruturais da sociedad e,
causas das desigualdades são atribuídas à sorte e não às condições estruturais da sociedad e,
causas das desigualdades são atribuídas à sorte e não às condições estruturais da sociedad e,

causas das desigualdades são atribuídas à sorte e não às condições estruturais da sociedade, que surgem do modo de produção capitalista” (BIANCHETTI, 2005, p.

91).

Saiba Mais!

Sobre

neoliberalismo:

Acesse

o

site

disponível

em:

e

conheça

outros

aspectos

e

as

conexões

que

estão

intrinsecamente relacionadas a este termo.

 

Sobre o Estado de Bem-Estar Social: O Welfare State (Estado de bem-estar social), também conhecido como Estado-providência, é um tipo de organização política e econômica que coloca o Estado-nação como agente da promoção social e organizador da economia. Nesta orientação, o Estado é o agente regulamentador do ambiente social, político e econômico do país em parceria com sindicatos e empresas privadas, em níveis diferentes, de acordo com a nação em questão. Cabe ao Estado do bem-estar social garantir serviços públicos e proteção à população. Os Estados de bem-estar social desenvolveram-se principalmente na Europa, onde seus princípios foram defendidos pela social-democracia, tendo sido implementado com maior intensidade nos Estados Escandinavos tais como a Suécia, a Dinamarca e a Noruega e a Finlândia, sob a orientação do economista Karl Gunnar Myrdal. Esta forma de organização político-social, que se desenvolveu após a Grande Depressão e se consolidou com a ampliação do conceito de cidadania, com o fim dos governos totalitários da Europa Ocidental, quando houve uma hegemonia dos governos sociais-democratas e, secundariamente, das correntes euro-comunistas, com base na concepção de que existem direitos sociais indissociáveis à existência de qualquer cidadão. Pelos princípios do Estado de bem-estar social, todo o indivíduo teria o direito, desde seu nascimento até sua morte, a um conjunto de bens e serviços que deveriam ter seu fornecimento garantido seja diretamente através do Estado ou indiretamente, mediante seu poder de regulamentação sobre a sociedade civil. Esses direitos incluiriam a educação em todos os níveis, a assistência médica gratuita e universal, o auxílio ao desempregado, a garantia de uma renda mínima, recursos adicionais para a criação dos filhos, pensão. MOCELIN, Daniel Gustavo. Giddens e o Estado de bem-estar social. Data da postagem: 26/08/2010. Disponível em:

 

(atalho: http://migre.me/8Cnrr) Acesso em 10 abr. 2012.

 

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No campo da implantação e implementação de políticas públicas a tendência é a opção pela
No campo da implantação e implementação de políticas públicas a tendência é a opção pela
No campo da implantação e implementação de políticas públicas a tendência é a opção pela
No campo da implantação e implementação de políticas públicas a tendência é a opção pela

No campo da implantação e implementação de políticas públicas a tendência é a opção pela privatização e livre concorrência, repassando para o Mercado a incumbência da oferta de bens e serviços, tais como a saúde e educação.

Na realidade, em consonância com o receituário mais geral, assistiu- se a uma retratação financeira do Estado na prestação de serviços sociais (incluindo educação, saúde, pensões, aposentadorias, entre outros) e subsequentemente privatização, ou, pelo menos, tentativa de privatização, desses serviços. Tratou-se, portanto, de uma redefinição do Estado em termos classistas, com redução de suas funções de cunho social universalista, e da ampliação do espaço e do poder dos interesses privados. (MANCEBO, 2008, p. 57-58)

Outro ponto a ser referenciado com a implementação da lógica neoliberal é a precarização do trabalho formal e ampliação do trabalho informal que reduziu o poder aquisitivo das famílias pertencentes às classes sociais menos favorecidas. Neste contexto acirraram-se também outros aspectos que não permeiam apenas as concepções socioeconômicas do país, mas abrangem também aspectos culturais e são responsáveis por uma expressiva necessidade de articulação de aparatos legais e políticas públicas para o provimento dos direitos sociais de determinadas demandas.

De todo modo, um novo leque de perspectivas e demandas sociais se anuncia com esse contexto, em sincronia com o fato de serem essas políticas tomadas como aberturas para se recompor o quadro das diferenças socioeconômicas. Tais políticas são consideradas canais para uma redistribuição de recursos e bens simbólicos e financeiros. O foco na diversidade pretende, portanto, desinstalar a desigualdade social: a diferença como diversidade não deve equivaler à diferença como desigualdade. Uma vez assumida no âmbito de políticas governamentais, essa perspectiva promove, por sua vez, novas dinâmicas sociais que interferem nos domínios das políticas públicas, reconfigurando as formas tradicionais das demandas e dos meios de atendê-las. (MORELLO, 2009, p. 28)

O acirramento das questões sociais, bem como o posicionamento do Estado na oferta de bens e serviços voltados para o combate às desigualdades sociais apontam para a intervenção da Proteção Social com vistas à implantação/implementação de Políticas Públicas e Sociais, que determinam novos

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parâmetros legais para o atendimento das demandas mais vulnerabilizadas socialmente. As
parâmetros legais para o atendimento das demandas mais vulnerabilizadas socialmente. As
parâmetros legais para o atendimento das demandas mais vulnerabilizadas socialmente. As
parâmetros legais para o atendimento das demandas mais vulnerabilizadas socialmente. As

parâmetros

legais

para

o

atendimento

das

demandas

mais

vulnerabilizadas

socialmente.

As políticas sociais são resultado dos interesses sociais e da relação de forças existentes nos grupos que representam a sociedade; também são estratégias desenvolvidas para direcionar a sociedade em determinadas perspectivas, de acordo com o modelo de sociedade que se quer manter. (ALMEIDA, 2009, p. 55)

Neste sentido, estamos nos referenciando às Políticas Setoriais que estão presentes em todos os estados e são ações dos agentes governamentais e da sociedade civil, de curto prazo, portanto focalizadas, que atendem a segmentos/setores específicos da sociedade.

1.2 Políticas Setoriais e a proteção social

Os setores identificados nas Políticas Setoriais nada mais são do que as áreas de atuação do governo, ou seja, transporte, educação, habitação, assistência social, saúde, cultura e lazer, entre outros. De acordo com as prioridades da Política Geral de cada governo os setores recebem financiamento para o desenvolvimento de políticas específicas, que estão interligadas à Política Geral. Quando analisamos esta setorialização das políticas públicas é necessário considerar que o indivíduo deve ter acesso a todas elas, apresentando-se, portanto uma rede de atuação que favorecerá a proteção social e, diretamente, a inclusão social.

Muitos autores corroboram que este tipo de política não é suficiente para superar os níveis de desigualdades sociais, principalmente porque as políticas setoriais fragmentam os problemas sociais e os indivíduos e não possuem a dinâmica de articulação entre uma e outra política para o efetivo atendimento integral do indivíduo.

Ações setoriais, mesmo quando bem sucedidas, são vulneráveis a médio e longo prazo, se não transbordam ou são acompanhadas de avanços em problemáticas conexas. Neste sentido, não basta que cada ator se contente em fazer sua parte. Todos precisam acompanhar e monitorar o comportamento do conjunto. No mínimo para somar esforços para dialogar com a área econômica, sempre arisca e refratária a ampliar suas interações com a esfera social. (GAETANI, 1997, p. 10)

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Apesar desta colocação, as políticas setoriais são constantes no cenário brasileiro e produzem como resultado
Apesar desta colocação, as políticas setoriais são constantes no cenário brasileiro e produzem como resultado
Apesar desta colocação, as políticas setoriais são constantes no cenário brasileiro e produzem como resultado
Apesar desta colocação, as políticas setoriais são constantes no cenário brasileiro e produzem como resultado

Apesar desta colocação, as políticas setoriais são constantes no cenário brasileiro e produzem como resultado primordial a constituição de aparatos legais que favorecem o acesso dos segmentos vulnerabilizados aos direitos sociais, todavia, a ausência de interligação, ou a dificuldade de diálogo entre as políticas setoriais desfavorece a concepção de descentralização e intersetorialidade que está presente em muitos textos legais, mas precisamos refletir sobre os avanços que obtivemos nestes contextos. Consideramos que ainda há um longo percurso para efetivamente vivenciarmos a atuação em redes, ou a plenitude da intersetorialidade, mas não podemos desconsiderar as atuações de alguns setores que primam pela intersetorialidade e efetivam esta prática. Portanto, pensar esta proteção social é realizar uma interconexão entre todas as Políticas Públicas, ou seja, uma rede de proteção e atendimento que inclui um aparato legal estruturante com base em Leis, Decretos e Resoluções que determinam como deve ocorrer a proteção dos direitos destas demandas específicas. Estes mecanismos de proteção social são mais frequentes no cenário brasileiro a partir da Constituição Federal de 1988, reconhecida como “Constituição Cidadã”, que reorganizou o contexto social brasileiro apontando novas possibilidades de intervenção do Estado no cotidiano das pessoas e possibilitando a participação social no processo decisório de implantação/implementação de Políticas Públicas. A participação popular neste contexto ocorre principalmente por meio dos Canais de participação reconhecidos pelos Conselhos e Conferências estabelecidos nas três esferas governamentais por meio de uma organização de demandas e interesses coletivos. Nestes processos de participação popular, implantação/implementação de políticas públicas, no contexto daquelas que referenciam os segmentos mais vulnerabilizados, encontramos a especificidade da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) que atuará com o objetivo de promover o acesso a bens e serviços dos demandatários de suas políticas. A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) estrutura e organiza toda a oferta de bens e serviços socioassistenciais no território nacional. Ao trazermos para

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a discussão a PNAS consideramos a orientação da referida política que tem como um de
a discussão a PNAS consideramos a orientação da referida política que tem como um de
a discussão a PNAS consideramos a orientação da referida política que tem como um de
a discussão a PNAS consideramos a orientação da referida política que tem como um de

a discussão a PNAS consideramos a orientação da referida política que tem como um de seus princípios a universalização dos direitos sociais, ou seja, possibilitar aos demandatários da política de assistência social que ele se torne também alcançável por outras políticas públicas. (BRASIL, 2004) É neste ponto que se ressalta a necessidade de intervenção por meio da articulação das políticas setoriais. Ou seja, vários setores envolvidos para a constituição de uma “rede” de proteção que facilite o acesso dos demandatários das políticas públicas aos bens e serviços pelo viés do direito. Para facilitar a compreensão desta dinâmica de atendimento intersetorial observe a figura:

dinâmica de atendimento intersetorial observe a figura: Figura 1 – Criança: demantário de atendimento

Figura 1 Criança: demantário de atendimento intersetorial

Fonte: Elaboração própria

No exemplo anterior a criança seria o demandatário de um atendimento intersetorial. Assim, ela deverá ter acesso a todas as políticas públicas existentes, em diferentes setores, que contribuam para a sua proteção e facilite o acesso a bens e serviços que favorecerão o exercício da cidadania, não só da criança, mas também de sua família.

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Portanto, as ações são setoriais, mas estão interligadas, pois o foco de atendimento serão sempre
Portanto, as ações são setoriais, mas estão interligadas, pois o foco de atendimento serão sempre
Portanto, as ações são setoriais, mas estão interligadas, pois o foco de atendimento serão sempre
Portanto, as ações são setoriais, mas estão interligadas, pois o foco de atendimento serão sempre

Portanto, as ações são setoriais, mas estão interligadas, pois o foco de atendimento serão sempre os direitos sociais que envolvem não só o indivíduo, mas principalmente sua família. Neste sentido não importa o setor onde ela receberá o primeiro atendimento, o importante será a articulação dos diferentes setores para conduzirem o atendimento à totalidade das necessidades do demandatário. Neste ínterim, o sistema de proteção social estabelecido pela Política Nacional de Assistência Social (PNAS) é dividido em níveis de Proteção Social Básica e Especial (Média e Alta Complexidade) identificados pelo grau de fragilidade ou ruptura dos vínculos familiares e comunitários (BRASIL, 2004). A organização expressa pela PNAS e também pelo Sistema Único de Assistência Social (SUAS) está presente em todo o território nacional e reconhece as diversas formas de vulnerabilidade que assolam determinados grupos sociais e define seus usuários como:

cidadãos e grupos que se encontram em situações de

vulnerabilidade e riscos, tais como: famílias e indivíduos com perda ou fragilidade de vínculos de afetividade, pertencimento e sociabilidade; ciclo de vida; identidades estigmatizadas em termos étnico, cultural e sexual; desvantagem pessoal resultante de deficiências; exclusão pela pobreza e, ou, no acesso às demais políticas públicas; uso de substâncias psicoativas; diferentes formas de violência advinda do núcleo familiar, grupos e indivíduos; inserção precária ou não inserção no mercado de trabalho formal e informal; estratégias e alternativas diferenciadas de sobrevivência que podem representar risco pessoal e social. (BRASIL, 2004, p. 27)

] [

Mesmo com o foco de atendimento na família, a PNAS e o SUAS indicam alguns grupos sociais que, por decorrência de influências internas e externas à família, são tidos como grupos que necessitam de uma atenção mais significativa. Neste caso incluem-se aqueles cuja vulnerabilidade é resultado de violações de direitos que podem ou não estar relacionados ao ciclo de vida e situações de escasso acesso a direitos, bens e serviços sociais. Portanto, a questão da intersetorialidade é presente na estrutura de atendimento da PNAS e do SUAS, tendo em vista que todas as ações neste contexto devem ser realizadas em redes, ou seja, interligando todas as políticas setoriais públicas e organizações da sociedade civil que também produzem políticas de atendimento a estas demandas.

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A rede socioassistencial constitui uma teia de relações diversificada pela heterogeneidade dos serviços existentes em
A rede socioassistencial constitui uma teia de relações diversificada pela heterogeneidade dos serviços existentes em
A rede socioassistencial constitui uma teia de relações diversificada pela heterogeneidade dos serviços existentes em
A rede socioassistencial constitui uma teia de relações diversificada pela heterogeneidade dos serviços existentes em

A rede socioassistencial constitui uma teia de relações diversificada pela heterogeneidade dos serviços existentes em conformidade com a heterogeneidade apontada pelas demandas e necessidades sociais, nos diagnósticos realizados pelos gestores. Deste modo, a rede é pública, estatal e privada, sendo que a complementaridade entre serviços e instituições é o seu eixo aglutinador. (BRASIL, 2004, p. 86-87)

As redes de atendimento, definidas pela Política Nacional de Assistência Social serão concebidas em um determinado território pela especificidade de pessoas e instituições que irão ofertar e operar bens e serviços socioassistenciais. Mesmo com características peculiares determinadas pelos diferenciais dos territórios onde se estabelecem, as redes de atendimento, ou redes socioassistenciais, a partir das determinações da PNAS e do SUAS, terão algumas instituições presentes em todos os territórios nacionais. São as instituições ou órgãos específicos da assistência Social, divididos como dito anteriormente, por níveis de Proteção Social.

como dito anteriormente, por níveis de Proteção Social. Figura 2 - Hierarquização dos Atendimentos na Assistência

Figura 2 - Hierarquização dos Atendimentos na Assistência Social

Fonte: Elaboração própria

No contexto de cada nível de hierarquização são ofertados serviços, programas e projetos sociais específicos, de acordo com a especificidade e o foco de atendimento de cada nível de proteção social.

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Quadro 1- Hierarquização dos atendimentos Socioassistenciais Nível de Proteção Social Básica Proteção Social
Quadro 1- Hierarquização dos atendimentos Socioassistenciais Nível de Proteção Social Básica Proteção Social
Quadro 1- Hierarquização dos atendimentos Socioassistenciais Nível de Proteção Social Básica Proteção Social
Quadro 1- Hierarquização dos atendimentos Socioassistenciais Nível de Proteção Social Básica Proteção Social

Quadro 1- Hierarquização dos atendimentos Socioassistenciais

Nível de

Proteção Social Básica

Proteção Social Especial

Proteção

Média Complexidade

Alta Complexidade

Social

Referência

Centro

de

Referência

Centro de Referência Especializado de Assistência Social

Todas as instituições que ofertam os serviços de atendimento integral Institucional às famílias e seus membros.

de

de

Assistência

Social

atendimento

(CRAS)

 

Prevenção

e

Serviços especializados e continuados a famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos (violência física, psicológica, sexual, tráfico de pessoas, cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto, etc.)

Famílias e indivíduos que se encontram em situação de abandono, ameaça ou violação de direitos, necessitando de acolhimento provisório, fora de seu núcleo familiar de origem.

Foco de

fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Sua área de atuação é focada no território.

atendimento

 

Programa de Atenção Integral às Famílias, Projetos de Geração de Trabalho e Renda;

Serviço de orientação e apoio sociofamiliar; Plantão Social; Abordagem de Rua; cuidado no Domicílio; Serviço de Habilitação e Reabilitação na comunidade das pessoas com deficiência; medidas socioeducativas em meio- aberto (PSC -Prestação de Serviços à Comunidade e LA Liberdade Assistida).

Atendimento Integral Institucional; casa Lar; República; Casa de Passagem; Albergue; Família Substituta; Família Acolhedora; Medidas socioeducativas restritivas e privativas de liberdade (Semiliberdade, Internação provisória e sentenciada); Trabalho protegido.

Centros

de

Convivência para Idosos; Serviços para

Principais

crianças de 0 a 6 anos,

serviços

ofertados

que visem

fortalecimento dos vínculos familiares [ ];

Serviços

o

socioeducativos para

crianças

e

adolescentes na faixa etária de 6 a 14 anos; programas de incentivo ao protagonismo.

Fonte: Adaptado de Política Nacional de Assistência Social (2004)

Esta hierarquização de atendimentos favorece a articulação das redes e a

padronização dos serviços ofertados pela Assistência Social no Brasil, configurando

a base de atendimento dos diversos segmentos vulnerabilizados. A assistência

social é também uma Política Pública, que tem suas setorialidades e, portanto,

também influencia, de certa maneira, nas questões de acesso a bens e serviços,

incluindo a questão da educação.

Os Serviços, Programas e Projetos que estão disponibilizados na

Assistência Social contribuem para que os demandatários tenham acesso aos seus

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direitos sociais, com vistas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Reconhecer as especificidades da
direitos sociais, com vistas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Reconhecer as especificidades da
direitos sociais, com vistas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Reconhecer as especificidades da
direitos sociais, com vistas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Reconhecer as especificidades da

direitos sociais, com vistas ao fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Reconhecer as especificidades da assistência social se faz necessário para compreendermos as Políticas Setoriais e os principais conceitos que direcionam para a discussão da diversidade e a inclusão social. Não estamos maximizando a importância da Política Nacional de Assistência Social em relação às outras Políticas Públicas que favorecem o acesso aos direitos sociais, mas utilizando os conceitos estabelecidos pela Assistência Social, podemos reconhecer muitos “nós” das redes de atendimento e da fomentação de ações públicas para o enfrentamento das questões sociais. Concebidos os aspectos gerais que definem as políticas setoriais e a proteção social, é necessário que, antes de abordarmos especificamente cada segmento mencionado no título desta Unidade, apresentemos um conceito básico para nossa discussão, qual seja: “Vulnerabilidade Social”.

1.3 Vulnerabilidade, exclusão e inclusão social

O termo Vulnerabilidade é acompanhado de muitas definições, dependendo do foco de análise e do contexto em que se aplica o termo. Para compreendermos a vulnerabilidade social optamos pela definição elaborada por Rogers e Ballantyne (2008), que analisam duas vertentes para o termo, considerando os aspectos que envolvem a pesquisa com seres humanos, todavia a definição das autoras pode ser compreendida também no contexto que abordamos nesta unidade, quais sejam:

vulnerabilidade extrínseca e intrínseca. Observemos as definições:

A vulnerabilidade extrínseca decorre do contexto socioeconômico no qual vivem os participantes de pesquisa. Circunstâncias sociais injustas podem resultar em vulnerabilidade de várias maneiras, cada uma das quais requer diferentes mecanismos para proteger a

população [

].

(ROGERS; BALLANTYNE, 2008, p. 32)

A vulnerabilidade intrínseca advém de características específicas

relativas a indivíduos ou populações. [

são intrinsecamente vulneráveis na medida em que são incapazes de proteger seus interesses e têm de confiar em outros que ajam por eles. Os idosos podem tornar-se vulneráveis se estiverem muito fracos ou se perderem suas capacidades mentais. (ROGERS; BALLANTYNE, 2008, p. 34)

Bebês e crianças pequenas

]

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Para a análise da vulnerabilidade social é necessário que consideremos as duas vertentes acima mencionadas,
Para a análise da vulnerabilidade social é necessário que consideremos as duas vertentes acima mencionadas,
Para a análise da vulnerabilidade social é necessário que consideremos as duas vertentes acima mencionadas,
Para a análise da vulnerabilidade social é necessário que consideremos as duas vertentes acima mencionadas,

Para a análise da vulnerabilidade social é necessário que consideremos as duas vertentes acima mencionadas, tendo em vista que ambas podem ser reconhecidas no ambiente escolar e comunitário com facilidade. Identificar estas vulnerabilidades é também possibilitar o reconhecimento dos segmentos que estão em situação de vulnerabilidade e, portanto, necessitam de uma intervenção específica e um atendimento particularizado. Ao dimensionar a questão da vulnerabilidade social é necessário também reconhecermos que esta advém de questões históricas, sociais, culturais, econômicas, de gênero, etnias, de ciclo de vida, enfim, a vulnerabilidade social tem diversas ramificações. Em determinados grupos sociais estas ramificações são aglutinadas o que indica que o mesmo é/ou se encontra em situação de desvantagem, de desigualdade e há a necessidade da intervenção do Estado e da sociedade, por meio de Políticas Públicas específicas, com incidência das Políticas Sociais, para a proteção social com vistas à equidade de acesso a bens e serviços. Caracterizando-se as vulnerabilidades sociais podemos inferir que um indivíduo pode ser incluído ou não nas condições necessárias para o provimento de suas necessidades básicas e acesso a bens, serviços e direitos sociais. Quando relacionamos as múltiplas questões que envolvem as vulnerabilidades sociais somos levados a indicar que há uma exclusão social. Neste sentido,

A exclusão remete o pensamento instantaneamente para a ideia de desigualdade. Não há como pensar em grupos privados de direitos considerados básicos sem que se tenha em mente um comparativo, com um outro cujo acesso a esses direitos seja pleno. A desigualdade de renda, de oportunidade ao trabalho, de acesso à saúde, à justiça, à escola, à cultura, ao lazer, à segurança, à escolha e à cidadania política constitui cada uma delas, faces de uma única questão abrangente que, quando estuda em conjunto e focada sobre os que estão despojados desses direitos costuma chamar-se de exclusão social. (POCHMANN; BLANES; AMORIM, 2006, p. 97-98)

Na construção histórica do Brasil muitos foram os grupos que, de uma maneira ou de outra, ficaram à margem da proteção do Estado, tornando-se excluídos social e culturalmente do acesso a bens e serviços essenciais. Com o advento das novas possibilidades de intervenção social, por meio de políticas públicas sociais e da própria participação da sociedade civil organizada,

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estabelecidas pelo viés da democracia verificamos no cenário brasileiro uma grande incidência de políticas públicas
estabelecidas pelo viés da democracia verificamos no cenário brasileiro uma grande incidência de políticas públicas
estabelecidas pelo viés da democracia verificamos no cenário brasileiro uma grande incidência de políticas públicas
estabelecidas pelo viés da democracia verificamos no cenário brasileiro uma grande incidência de políticas públicas

estabelecidas pelo viés da democracia verificamos no cenário brasileiro uma grande incidência de políticas públicas que abordam a questão da inclusão social.

O discurso da inclusão preconiza o acesso de todos aos direitos

constitucionais, pressupondo que cada sujeito tem méritos próprios que determinam seu sucesso ou fracasso, sem considerar que esse sujeito pertence a determinada classe social, condição econômica específica e que estes e outros fatores interferem no acesso aos seus direitos e na forma como desenvolve sua escolarização. Ao mesmo tempo, é necessário que sejam desenvolvidas ações para favorecer melhores condições a alguns grupos, para que exerçam seus direitos, entre os quais a educação. Identificamos o discurso da inclusão em meio a aspectos contraditórios, como formular políticas voltadas a grupos específicos e, ao mesmo tempo, desenvolver políticas universais. (ALMEIDA, 2009, p. 52)

Neste contexto contraditório, o Brasil foi reorganizando o seu aparato legal e institucional com vistas a possibilitar a inclusão de determinadas demandas ao acesso a bens e serviços utilizando-se de políticas universais e também das focalizadas. Mesmo apontando para um processo de inclusão social, por meio da utilização dos aparatos legais, a sociedade continua excluindo, pois,

] [

estabelecimento de vínculos sociais ou a sua ruptura, uma vez que

não dependem apenas do sujeito, mas das relações que

estabelecem quem é esse excluído. Esses vínculos podem ser determinados de acordo com as condições de trabalho dos sujeitos

ou até por características endógenas. (ALMEIDA, 2009, p. 57-58)

a exclusão implica valores e seu julgamento, ou seja, o

Assim, historicamente, os conceitos de exclusão e inclusão, adquirem diferenciações de acordo com as concepções sociais e culturais de cada período e cada sociedade. Na contemporaneidade, podemos inferir que estar ou não incluído socialmente pode ser mensurado pelo acesso, ou não acesso, a bens, serviços e aos direitos sociais. Não abordaremos com profundidade este processo, mas apresentaremos alguns fatores que contribuíram para que reconhecêssemos alguns grupos como vulneráveis no cenário atual e quais as Políticas Públicas e aparatos legais são utilizados para o atendimento destas demandas. Neste sentido o ponto de partida, ou melhor, o fio condutor da discussão será a questão da educação para estas demandas e aspectos sociais relevantes em alguns contextos históricos.

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Saiba Mais!!! Para aprofundar seus conhecimentos sobre a Política Nacional de Assistência Social e sua
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Saiba Mais!!!

Para aprofundar seus conhecimentos sobre a Política Nacional de Assistência Social e sua organização no território brasileiro visite o site do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), nele você encontrará diversos links com informações importantes sobre os serviços ofertados, sobre as questões das redes sociais de Proteção Social e dados quantitativos sobre a Assistência Social no Brasil. Não perca tempo! Acesse www.mds.gov.br/ e aprofunde seus conhecimentos.

UNIDADE 2 - A MULHER NA CONTEMPORANEIDADE

conhecimentos. UNIDADE 2 - A MULHER NA CONTEMPORANEIDADE Fonte: http://migre.me/8xDuV 2.1 A mulher no contexto social

Fonte: http://migre.me/8xDuV

2.1 A mulher no contexto social brasileiro: educação e mercado de trabalho

Refletir sobre a questão da mulher na contemporaneidade é antes pensar

em todo o processo sócio-histórico e cultural que permeia as relações sociais. É

inferir que sempre nos contextos sociais, houve a divisão da sociedade em feminino

e masculino, homens e mulheres. Nesta perspectiva foram dimensionadas as ações

que eram designadas ou de competência dos homens e aquelas que se

referiam/competiam às mulheres.

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De modo geral, ao longo da história da civilização a mulher foi destinada ao que
De modo geral, ao longo da história da civilização a mulher foi destinada ao que
De modo geral, ao longo da história da civilização a mulher foi destinada ao que
De modo geral, ao longo da história da civilização a mulher foi destinada ao que

De modo geral, ao longo da história da civilização a mulher foi destinada ao que se assinalava ao privado, identificando os cuidados com a família, a casa. Já para os homens o aspecto do que é público era evidenciado, favorecendo a inserção deste no mercado de trabalho, fora do âmbito da família, como provedor do lar e responsável pela manutenção das necessidades básicas daquela. No caso da educação estas proposições não foram diferentes.

No Brasil a educação das meninas de elite foi feita principalmente nos lares, com educadoras contratadas, e posteriormente em escolas femininas, em sua maior parte de cunho religioso. A escola pública passou a ter ensino misto já no século 19; entretanto os pais dificilmente permitiam que as filhas as frequentassem. Professoras costumavam queixar-se que os pais tiravam as filhas da escola assim que elas aprendiam a ler, considerando que aprender demais dificultaria um futuro casamento. Muitas instituições de ensino passaram a ministrar trabalhos manuais como forma de atrair os pais e conseguir que as meninas fossem mantidas nas escolas. (GODINHO et al., 2006, p. 18)

Assim, foram estruturadas as escolas, que por muito tempo constituíram-se separadamente e preparadas para ensinar, distintamente, homens e mulheres, meninos e meninas. Com funções diferenciadas de acordo com as determinações de cada período sócio-histórico.

Às mulheres caberiam os estudos que reforçassem seus aspectos mais delicados, de cuidados com o lar, com os filhos e o esposo, a educação para o “privado” que se constituía nos lares de cada família. Aos homens, por sua vez, as profissões que possibilitariam o domínio das ciências e a vida pública, com reconhecimento social e melhores salários.

pública, com reconhecimento social e melhores salários. Fonte: http://migre.me/8CwyN Nesse sentido, o magistério

Fonte: http://migre.me/8CwyN

Nesse sentido, o magistério primário, como ocupação essencialmente feminina revelada já nesse período histórico [século 19], possibilitou às mulheres de classe média que se alicerçava no panorama socioeconômico do País a oportunidade para ingressar no mercado de trabalho. A possibilidade de aliar ao trabalho doméstico

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e à maternidade uma profissão revestida de dignidade e prestígio social fez com que ‘
e à maternidade uma profissão revestida de dignidade e prestígio social fez com que ‘
e à maternidade uma profissão revestida de dignidade e prestígio social fez com que ‘
e à maternidade uma profissão revestida de dignidade e prestígio social fez com que ‘

e à maternidade uma profissão revestida de dignidade e prestígio social fez com que ser professorase tornasse extremamente

agora tal instrução passava a ser

desejável, desde que normatizada e dirigida para não oferecer riscos

sociais. (GODINHO et al, 2006, p. 18)

popular entre as jovens, [

]

Esta situação mudou, em partes. O ensino passou a ser misto, trazendo para a sala de aula as diversidades de gênero e possibilitando o acesso igualitário de homens e mulheres à mesma educação nas diferentes etapas de aprendizagem. Atualmente as mulheres são a maioria na educação superior. Dados do censo da educação superior divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP, 2011, p.16) comprovam que, no que se refere ao percentual de matrículas em cursos de graduação (presencial e a distância) as mulheres somavam 57%, e em relação aos concluintes dos cursos de graduação (presencial e a distância) elas somavam 60,9%. Ocupam diferentes posições em profissões que historicamente eram direcionadas aos homens, todavia, ainda não têm acesso aos mesmos salários que os homens.

Já se nota atualmente uma forte presença das mulheres em cursos como direito, medicina, odontologia, arquitetura, comunicação, tradicionalmente redutos de prestígio masculino. Ainda assim, as escolhas dos homens continuam a ser orientadas para as ciências básicas (física, química, biologia), para as engenharias, a economia, as informáticas, a administração de empresas, o mercado externo (comércio exterior, relações internacionais), dentre outras áreas tidas pelo senso comum como as mais propensas aos homens. Mesmo em contextos de reconhecida presença de ambos os sexos, por exemplo, uma agência bancária, observe como estão distribuídos os funcionários homens e mulheres nas diferentes seções da agência, desde a segurança e o serviço de café até a presidência do banco. (MEC, 2009, p. 53)

No cenário brasileiro contemporâneo a mulher está incluída em todos os processos decisórios considerando o reconhecimento de sua participação no contexto social e econômico. Todavia ainda sofre alguns preconceitos estabelecidos ao longo da história.

2.2 A mulher na contemporaneidade: novo cenário a partir da Constituição

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Tendo como foco as questões que envolvem a mulher no cenário brasileiro a partir da
Tendo como foco as questões que envolvem a mulher no cenário brasileiro a partir da
Tendo como foco as questões que envolvem a mulher no cenário brasileiro a partir da
Tendo como foco as questões que envolvem a mulher no cenário brasileiro a partir da

Tendo como foco as questões que envolvem a mulher no cenário brasileiro a partir da Constituição Federal de 1988 podemos afirmar que ocorreram muitos avanços quando relacionamos a questão de gênero na implantação de políticas públicas.

Você Sabia? No Brasil, as primeiras mulheres a se formarem nos cursos superiores mereceram notícias
Você Sabia?
No Brasil, as primeiras mulheres a se formarem nos cursos superiores mereceram
notícias nos jornais de todo país. Em 1881, os jornais noticiavam a próxima
formatura, em Medicina, nos Estados Unidos, de duas mulheres brasileiras: Maria
Augusta Generoso Estrella e Josepha Azevedo Felisbela de Oliveira. Em 1888, três
mulheres, recém-formadas no curso de Direito em Recife, solicitaram ao Instituto
dos Advogados Brasileiros permissão para exercerem a Advocacia e a
Magistratura. Em 1890, Anna M. Falcão sustentava, perante a Faculdade de
Medicina da Bahia, tese para obtenção do grau de doutora em Medicina. Em 1892,
os jornais noticiavam que havia no Brasil, “seis senhoras médicas”. Em 1902,
relatavam que estreava no Júri de São Paulo a advogada D. Maria Augusta
Saraiva. Em 1921, no Rio, o Dr. Magalhães Azevedo manifestava-se “favorável à
elegibilidade das escritoras brasileiras à Academia de Letras”. Convém destacar
que a presença de mulheres exercendo diferentes tipos de trabalho, na indústria,
na agricultura e no comércio não era novidade no século 19, nem em períodos
anteriores. O que mudava no final do século 19 e início do 20 era a presença de
mulheres de camadas médias em profissões urbanas reconhecidas como de
prestígio e, consequentemente, como masculinas”. (GODINHO et al., 2006, p. 19)

Cabe ressaltar neste momento que é a partir da década de 1970 que efetivamente as mulheres conseguem se posicionar politicamente com relação a direitos específicos e à necessidade de implantação de Políticas Públicas voltadas para esta demanda, com forte influência dos Movimentos Sociais e também do Movimento Feminista que passaram a apresentar ao Estado a necessidade de um atendimento específico para as mulheres.

O movimento feminista assim como a discriminação nos movimentos sociais urbanos de temas específicos à vivência das

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mulheres – contribuiu para a inclusão da questão de gênero na agenda pública, como uma
mulheres – contribuiu para a inclusão da questão de gênero na agenda pública, como uma
mulheres – contribuiu para a inclusão da questão de gênero na agenda pública, como uma
mulheres – contribuiu para a inclusão da questão de gênero na agenda pública, como uma

mulheres contribuiu para a inclusão da questão de gênero na agenda pública, como uma das desigualdades a serem superadas por um regime democrático. A discriminação de questões diretamente ligadas às mulheres envolveu, por sua vez, tanto uma crítica à ação do Estado quanto à medida que a democratização avançava a formulação de propostas de políticas públicas que contemplassem a questão de gênero. (FARAH, 2004, p. 51)

Estas propostas de reconhecimento das discriminações sofridas pelas mulheres mereciam a intervenção do Estado, tendo em vista que as práticas sociais, por si só, não estavam alcançando os objetivos de superação das desigualdades de gênero estabelecidas no seio da sociedade, assim na década de 1980 a postura de solicitação para uma intervenção estatal também é ressaltada pelas mulheres.

Superada a resistência inicial à colaboração com o Estado, as propostas no campo das políticas públicas, emanadas de movimentos e entidades feministas, passaram a integrar, como um de seus componentes fundamentais, a ideia da articulação de ações governamentais e não-governamentais para a própria formulação das políticas. Além da ênfase na inclusão das mulheres como beneficiárias das políticas, reivindica-se a sua inclusão entre os ‘atores’ que participam da formulação, da implementação e do controle das políticas públicas. (FARAH, 2004, p. 54)

O desenvolvimento social e econômico influenciou sobremaneira nas

relações familiares e na contextualização da feminização da pobreza, ressaltada pelos altos índices de desemprego, inferiorização do salário e trabalho informal que permeia o cenário feminino no Brasil. Cabe ressaltar também, de acordo com as análises de Santos e Oliveira (2010, p. 15), a postura do Estado no que tange às questões de gênero por meio da observação de cada momento histórico, tendo em vista que em determinados períodos há uma efetiva intervenção do Estado e em

outros o mesmo “[

Na linha do tempo apresentada a seguir, fica fácil compreender o processo de reconhecimento dos direitos da mulher na sociedade brasileira e verificar como esta questão é recente.

]

ignora as demandas de enfrentamento às desigualdades”.

Quadro 2 Linha do tempo A mulher no Brasil

– exclusiva para meninas 1838 Primeira escola 1879 superior – Mulheres no ensino 1887 ter
– exclusiva para meninas 1838 Primeira escola 1879 superior – Mulheres no ensino 1887 ter
– exclusiva para meninas 1838 Primeira escola 1879 superior – Mulheres no ensino 1887 ter
– exclusiva para meninas 1838 Primeira escola 1879 superior – Mulheres no ensino 1887 ter

exclusiva para meninas

1838

Primeira

escola

1879

superior

Mulheres no ensino

1887

ter diploma universitário

Primeira brasileira a

1899

Primeira mulher no

1906

Maior

organização

1917

- Ingresso da Mulher

tribunal de Justiça

 

das mulheres em sindicatos

no Serviço Público

 

1919

Conselho Feminino

1921

Primeira partida de

1922

Federação

Internacional do Trabalho

futebol feminino

 

Brasileira

pelo

Progresso

 

Feminino

1927 Primeira alteração na lei para o voto feminino

1928

Primeira

disputa

1932

- Direito de voto

às

oficial

feminina

em

Mulheres

 

Olimpíadas

1933

Federal

Primeira Deputada

1934

direitos femininos

Consagração

dos

piloto do país

1941

Primeira

mulher

1951

Igualdade Feminina

1960

Auge da carreira da

1962

Código

Civil

no trabalho

 

maior tenista brasileira

 

Alterado mulher casada

   

incapaz

1975

Ações do movimento

1975

Ano internacional da

1975

Movimento

Feminista

 

Mulher

 

Feminino

pela

Anistia

   

(MFA)

1977

Lei do Divórcio

 

1979

Convenção mundial

1980

Dia

Nacional

da

 

pelo fim da discriminação

 

Mulher

1982

Primeira

mulher

1985

Delegacia de

1985

Conselho Nacional

ministra

 

Atendimento especializado à

dos Direitos da Mulher

 
 

Mulher

   

1996

Lei de Cotas

 

2000 Presença feminina do STF

Políticas para as Mulheres

2003

Ministério

de

2006

Lei Maria da Penha

2011

Primeira Mulher na

 

Presidência.

 

Fonte: Adaptado de <http://www.brasil.gov.br/linhadotempo/html/tema/lista_epocas?tema=Mulher>. Acesso em: 20 de mar. de 2012.

Por

outro

lado,

os

avanços

apontados

por

Farah

(2004)

podem

ser

reconhecidos nos principais programas e projetos sociais no país, como é o caso do

Programa Bolsa Família, que estabelece a prioridade da Mulher como titular do benefício.

Os programas brasileiros de transferência condicionada de renda veem as mulheres como foco prioritário, e até objeto, de suas intervenções com vistas ao combate à pobreza. A mulher, a partir de seus papéis na esfera doméstica ou de reprodução, tem sido, portanto, a interlocutora principal dessas ações, tanto como titular do benefício quanto no cumprimento das condicionalidades impostas. O Programa Bolsa Família (PBF) é um exemplo paradigmático dessa política. (MARIANO; CARLOTO, 2009, p. 901)

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Além de programas sociais que auxiliam nas questões de transferência de renda e habitação, há
Além de programas sociais que auxiliam nas questões de transferência de renda e habitação, há
Além de programas sociais que auxiliam nas questões de transferência de renda e habitação, há
Além de programas sociais que auxiliam nas questões de transferência de renda e habitação, há

Além de programas sociais que auxiliam nas questões de transferência de renda e habitação, há uma rede estabelecida de proteção para mulheres vítimas de violência que culminou com a implantação da Lei Maria da Penha (2006) que organiza a rede de proteção para as mulheres em todo o território nacional. Outras legislações também influenciaram na proteção da mulher e na luta pelo reconhecimento da igualdade social entre homens e mulheres a partir da definição de parâmetros desiguais, ou seja, que atendessem às especificidades das vulnerabilidades sociais das mulheres para que a igualdade em relação aos homens fosse reconhecida, direcionando as discussões para

A dimensão da diversidade (gênero, raça, orientação sexual, dentre

outras) permite-nos verificar que as mulheres estão inseridas num

contexto de desigualdade que, determinado por relações sociais

historicamente construídas, coloca-as em situações de subordinação

e opressão, advindas seja por se apropriarem historicamente de

menos poder do que os homens; seja por seu pertencimento a uma classe dominada, alheia à riqueza socialmente produzida ou, seja, ainda, por pertencer a uma raça/etnia historicamente oprimida. Acrescente-se, ainda, a orientação sexual que implica outro recorte na caracterização das formas de opressão e de violação de direitos. No universo do trabalho também prevalecem relações de desigualdade entre homens e mulheres. (SANTOS; OLIVEIRA; 2010,

p.13)

Neste ínterim, muitas práticas foram se estabelecendo no âmbito das Políticas Públicas Setoriais para o enfrentamento das desigualdades de gênero. Algumas fundamentadas para proteção da mulher no espaço da vida privada, onde os índices de violação dos direitos são maiores, e outras que contemplam a mulher no espaço público, favorecendo novas práticas de reconhecimento de suas particularidades no contexto do mercado de trabalho e suas relações comunitárias.

2.3 Legislação específica

Lei n. 11.340/ 2006 Lei Maria da Penha

Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8 o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar

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contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei
contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei
contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei
contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei

contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.

Lei n. 10.421/2002 Licença-Maternidade

Estende à mãe adotiva o direito à licença-maternidade e ao salário-

maternidade, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n o 5.452, de 1 o de maio de 1943, e a Lei n o 8.213, de 24 de julho de

1991.

Lei n. 10.778/2003 Notificação Compulsória da Violência

Estabelece a notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos ou privados.

Lei n. 11.634/2007 Assistência à Gestante no Âmbito do SUS

Dispõe sobre o direito da gestante ao conhecimento e a vinculação à maternidade onde receberá assistência no âmbito do Sistema Único de Saúde.

Lei n. 11.770/2008 Licença-Maternidade de 6 meses

Cria o Programa Empresa Cidadã, destinado à prorrogação da licença- maternidade mediante concessão de incentivo fiscal, e altera a Lei n o 8.212, de 24

de julho de 1991.

http://www.sepm.gov.br/ - Site oficial da Secretaria de Políticas Públicas

para Mulheres Neste site você tem acesso a informações pertinentes sobre o

planejamento, implantação e implementação das políticas específicas para as mulheres.

http://www.observatoriodegenero.gov.br/ - Observatório Brasil de

Igualdade de Gênero Nele você encontrará acesso a Revistas de estudos femininos, artigos, publicações sobre a temáticas e links que direcionam para outros sites que apresentam a mesma temática.

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Saiba Mais!!! Nesta unidade, observamos a linha do tempo da Mulher no Brasil. No site
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Saiba Mais!!! Nesta unidade, observamos a linha do tempo da Mulher no Brasil. No site
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Saiba Mais!!!
Nesta unidade, observamos a linha do tempo da Mulher no Brasil. No site
http://www.brasil.gov.br/linhadotempo/html/tema/lista_epocas?tema=Mulher Este
quadro é interativo. Você escolhe o ano ou o fato e tem acesso a textos, fotos e
vídeos da data escolhida. Acesse o link e amplie seus conhecimentos sobre a
temática da Mulher no cenário brasileiro.

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UNIDADE 3 - O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA Fonte: http://migre.me/8xDrG 3.1 Breve histórico Relembrar a
UNIDADE 3 - O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA Fonte: http://migre.me/8xDrG 3.1 Breve histórico Relembrar a
UNIDADE 3 - O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA Fonte: http://migre.me/8xDrG 3.1 Breve histórico Relembrar a
UNIDADE 3 - O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA Fonte: http://migre.me/8xDrG 3.1 Breve histórico Relembrar a

UNIDADE 3 - O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA

UNIDADE 3 - O NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA Fonte: http://migre.me/8xDrG 3.1 Breve histórico Relembrar a história

Fonte: http://migre.me/8xDrG

3.1 Breve histórico

Relembrar a história da formação social brasileira é sempre importante quando iniciamos uma reflexão sobre o negro no contexto atual do país, tendo em vista que não podemos desconsiderar tantos séculos de escravidão e de não acesso a direitos sociais, bens e serviços, cerceados a esta população durante toda a história de formação do Brasil que favoreceu a instituição de

uma estrutura desigual de oportunidades entre brancos e negros

na sociedade brasileira [que] se dá, por um lado, em decorrência de um padrão de segregação geográfica, condicionado pela escravidão e, posteriormente, reforçado pelo estímulo à política migratória, que concentrou desproporcionalmente os negros em regiões predominantemente agrárias, e menos desenvolvidas do país, onde as oportunidades econômicas e educacionais eram menores. E, por

] [

outro, porque as práticas racistas, abertas e sutis, e a violência simbólica exercida contra os negros impedem sua mobilidade social ascendente, na medida em que os obriga a regular suas aspirações

]. [

(QUEIROZ, 2004, p. 14)

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Mesmo após tantos anos de abolição da escravatura os negros continuam sendo reflexo da desigualdade
Mesmo após tantos anos de abolição da escravatura os negros continuam sendo reflexo da desigualdade
Mesmo após tantos anos de abolição da escravatura os negros continuam sendo reflexo da desigualdade
Mesmo após tantos anos de abolição da escravatura os negros continuam sendo reflexo da desigualdade

Mesmo após tantos anos de abolição da escravatura os negros continuam

sendo reflexo da desigualdade social que se disseminou no auge do período colonial com a chegada de negros no Brasil. A partir daquele momento, em que o negro é trazido à força para constituir a massa de trabalhadores para construção do país e

manutenção

necessidades das elites agrárias, o mesmo é desconstituído de sua dignidade e suas características humanas, atribuindo-se ao negro o estigma de “subalterno” e “inferior” aos de pele branca.

das

de “subalterno” e “inferior” aos de pele branca. das Fonte: http://migre.me/8CC55 À crença da superioridade dos

Fonte: http://migre.me/8CC55

À crença da superioridade dos brancos foi dado status de ciência, e o

domínio europeu da maior parte do mundo reforçou isso. Inventa-se

o conceito de brancuraque significava superioridade e privilégio e em contraparte, qualquer cor de pele que não possua a qualidade de brancura será desvalorizada e os seus possuidores são transformados nos ‘outros’. (DEUS, 2001, p. 180)

Sendo reconhecidos como “outros”, os negros tiveram o acesso negado aos serviços essenciais, tornando-se desprezados pelos governos de muitos períodos históricos. Após a abolição da escravatura, os escravos foram lançados à marginalização em diversos aspectos, mas principalmente no que se refere à constituição de políticas públicas que resguardassem seus direitos e contribuíssem para que as teorias do “branqueamento” fossem esquecidas. Na verdade o que ocorre é exatamente o contrário. Mesmo com um contingente de trabalhadores disponíveis no país, considerando o elevado número de escravos libertos, os governantes “abrem” as portas para os imigrantes de pele branca, fato que poderia contribuir para o “branqueamento” da população. (DEUS, 2001)

contribuir para o “branqueamento” da população. (DEUS, 2001) Fonte: http://migre.me/8CDqk 26 www.eunapos.com.br

Fonte: http://migre.me/8CDqk

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É então, sob a ótica racista amparada pela ‘ ciência ’ que vão sendo tecidas
É então, sob a ótica racista amparada pela ‘ ciência ’ que vão sendo tecidas
É então, sob a ótica racista amparada pela ‘ ciência ’ que vão sendo tecidas
É então, sob a ótica racista amparada pela ‘ ciência ’ que vão sendo tecidas

É então, sob a ótica racista amparada pela ciênciaque vão sendo tecidas as culturas brasileiras. A miscigenação aparece como uma única saída para resolver o grande dilemaque se impõe: como aspirar ao progresso e ao desenvolvimento, se a maioria da população está condenada ao atraso, conforme as teorias científicas raciais? A ordem, portanto, era injetar o sangue brancoe cada vez mais branquear a população. (DEUS, 2001, p. 181-182)

Assim, durante muito tempo foram se “mascarando” as tensões entre reconhecer-se como um país racista e deixar ser reconhecido como um país em que o racismo não existe. Apesar da “barreira de cor” no Brasil não ter sido institucionalizada como ocorreu nos Estados Unidos (DEUS, 2001), de forma sutil o negro foi discriminado e o seu acesso a bens, serviços e aos direitos foram sendo limitados, tanto pelas práticas sociais, quanto pela ausência de políticas públicas específicas que contribuíssem para a equidade no acesso.

Não reconhecer que o nosso processo histórico tem favorecido, sobretudo, os grupos de origem europeia e mais recentemente também os grupos de origem asiática, reservando aos afro- descendentes e aos índios a condição de páreas sociais é tentar atribuir a estes a responsabilidade pelos seus insucessos sociais, isto é, educacionais e econômicos. É, também, desconsiderar a intensa mobilização e organização da sociedade civil brasileira que tem exigido mudanças sociais profundas, para corrigir as profundas desigualdades sociais estruturadas com base na cor e/ou raça. Esta tem sido a luta dos movimentos negros contemporâneos no Brasil. (SILVÉRIO, 2001, p. 126-127)

Mesmo com os campos de resistência dos negros, no que se refere às exigências por uma nova postura dos governantes para reconhecerem os direitos do negro, as políticas públicas geradas no decorrer da história se direcionaram para aquelas de cunho universal, com a falsa ideia da democracia racial do país, que favoreceria o acesso de “todos” a estas políticas.

Criado por elites brancas e laboriosamente inscrito e arraigado no imaginário social, inclusive com a colaboração de eminentes cientistas sociais, o mito da democracia racial que se supõe existir no Brasil, foi, provavelmente, um dos mais poderosos mecanismos de dominação ideológica já produzidos no mundo. Apesar de toda crítica que a ele foi feita, até então permanece bastante atual. Por meio dele ressalta-se o caráter miscigenador da sociedade brasileira: um povo

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mestiço, misturado, tolerante, aberto aos contatos inter-raciais. (DEUS, 2001, p. 179) Tem-se, portanto, a falsa
mestiço, misturado, tolerante, aberto aos contatos inter-raciais. (DEUS, 2001, p. 179) Tem-se, portanto, a falsa
mestiço, misturado, tolerante, aberto aos contatos inter-raciais. (DEUS, 2001, p. 179) Tem-se, portanto, a falsa
mestiço, misturado, tolerante, aberto aos contatos inter-raciais. (DEUS, 2001, p. 179) Tem-se, portanto, a falsa

mestiço, misturado, tolerante, aberto aos contatos inter-raciais. (DEUS, 2001, p. 179)

Tem-se, portanto, a falsa ideia de que todos no Brasil têm acesso, com as mesmas condições, aos direitos sociais, bens e serviços ofertados. Neste sentido, apesar da regulação da Constituição Federal de 1988, que oferece a igualdade a todos os cidadãos brasileiros, a população negra continua sendo discriminada nas relações sociais. Mesmo sendo majoritários, na constituição da população brasileira, continuam alvo de discriminação.

a população negra superou a branca. Foram encontradas 97 milhões de pessoas que se declararam negras, ou seja, pretas ou

pardas, e 91 milhões de pessoas brancas. Isso pode ser decorrente

da fecundidade mais elevada observada entre as mulheres negras,

mas, também, de um possível aumento de pessoas que se declararam pardas em relação aos censos anteriores. (IPEA, 2011, p. 17)

[

]

Mas estes índices são revertidos quando, por exemplo, focamos a questão do acesso e permanência de negros à educação e no mercado de trabalho. Avançando nos períodos históricos, os Movimentos Negros contribuíram sobremaneira para que a discussão sobre as desigualdades raciais fosse reconhecida como uma questão social e, portanto, de responsabilidade do Estado.

3.2 A questão racial e as políticas públicas no Brasil: reflexões sobre a educação

As políticas públicas implantadas a partir da Constituição Federal de 1988 contaram com a influência dos movimentos sociais, que contribuíram para a determinação de algumas ações governamentais e para o reconhecimento da questão racial como uma responsabilidade do Estado.

O final da década de 70 marca a entrada em cena dos vários

movimentos sociais, novos e tradicionais dentre os quais o movimento negro, que reintroduz a problemática racial enquanto uma questão social relevante. Primeiro o movimento negro denunciou a existência e persistência de práticas discriminatórias e racistas e, posteriormente, passou a exigir medidas concretas dos poderes públicos no sentido de coibi-las. (SILVÉRIO, 2001, p. 127)

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Outros aparatos legais constituem uma rede regulamentadora de ações voltadas para esta demanda, mas o
Outros aparatos legais constituem uma rede regulamentadora de ações voltadas para esta demanda, mas o
Outros aparatos legais constituem uma rede regulamentadora de ações voltadas para esta demanda, mas o
Outros aparatos legais constituem uma rede regulamentadora de ações voltadas para esta demanda, mas o

Outros aparatos legais constituem uma rede regulamentadora de ações voltadas para esta demanda, mas o grande desafio está na extinção das práticas racistas no contexto brasileiro. Podemos ressaltar aqui, considerando o campo educacional, a Lei nº. 10.639, de 09.01.2003, que inclui no “currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-brasileira’”. Assim, ao longo do tempo, principalmente nas décadas que procederam a Constituição Federal, planos, programas e projetos se voltaram para as questões raciais e reforçaram a necessidade de pensar alternativas que minimizassem as desigualdades entre brancos e negros no país.

De todo modo, o reconhecimento, por parte do Estado brasileiro, de que a inexistência de medidas sociolegais, desde a abolição, significou uma postura política que corroborou para integração subalterna da população afro-descendente não deixa de ser um fato importante no contexto atual de nossa sociedade. (SILVÉRIO, 2001, p. 129)

Neste sentido a intervenção do Estado por meio da implantação de Políticas Públicas para o atendimento desta demanda foi realizada em determinados setores,

incluindo a educação superior, tendo em vista que mesmo “[

o combate à pobreza

e à universalização da educação básica não foram suficientes para diminuir a distância que separa brancos e negros, na sociedade brasileira(GARCIA, 2007, p.

17).

]

É fato que os negros, nessas últimas décadas, estão mais inseridos nos postos de trabalho e mais presentes nos bancos escolares. Os indicadores sociais demonstram uma ligeira mudança nas posições ocupadas pelos negros em relação ao acesso e ao rendimento escolar. Todavia, se considerarmos as taxas de eficiência dos alunos negros no sistema nacional, a distribuição salarial e os postos de serviços ocupados os negros permanecem, invariavelmente, em desvantagem. (GARCIA, 2007, p. 99).

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Fonte: http://migre.me/8CDXo No cenário atual, ao considerarmos a questão da educação, a oferta de políticas
Fonte: http://migre.me/8CDXo No cenário atual, ao considerarmos a questão da educação, a oferta de políticas
Fonte: http://migre.me/8CDXo No cenário atual, ao considerarmos a questão da educação, a oferta de políticas
Fonte: http://migre.me/8CDXo No cenário atual, ao considerarmos a questão da educação, a oferta de políticas
Fonte: http://migre.me/8CDXo No cenário atual, ao considerarmos a questão da educação, a oferta de políticas

Fonte: http://migre.me/8CDXo

No cenário atual, ao considerarmos a questão da educação, a oferta de políticas de ações afirmativas, como é o caso das políticas de cotas, têm contribuído para o avanço da equiparação entre negros e brancos no contexto acadêmico. Esta possibilidade de intervenção é reconhecida como fator importante para a superação das desigualdades entre brancos e negros e deve ser compreendida como uma medida temporária e não permanente. Assim, estas ações são realizadas em um determinado período, em determinado contexto, para que haja a equidade de acesso aos direitos, bens e serviços sociais. É importante ressaltar que:

a ação afirmativa também envolveu práticas que assumiram

desenhos diferentes. O mais conhecido é o sistema de cotas, que consiste em estabelecer um determinado número ou percentual a ser ocupado em área específica por grupo(s) definido(s), o que pode ocorrer de maneira proporcional ou não, e de forma mais ou menos flexível. Existem ainda as taxas e metas, que seriam basicamente um parâmetro estabelecido para a mensuração de progressos obtidos em relação aos objetivos propostos, e os cronogramas, como etapas a serem observadas em um planejamento a médio prazo. (MOEHLECKE, 2002, p. 199)

] [

Muitas discussões envolvem a questão das cotas, mas neste momento elas são necessárias no cenário brasileiro. No contexto da educação superior estas ações se concentram em alguns programas governamentais e também em políticas e ações desenvolvidas pelas próprias instituições de ensino. Um ponto que é ressaltado nesta discussão sobre a efetividade das cotas se refere ao seu aspecto focalizado, contrariando as perspectivas das políticas de cunho universal que, até então no Brasil, eram tidas como as com mais poder de alcance e efetividade.

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Fonte: http://migre.me/8CDSH Para que possamos compreender com mais especificidade a questão do negro no que
Fonte: http://migre.me/8CDSH Para que possamos compreender com mais especificidade a questão do negro no que
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Fonte: http://migre.me/8CDSH Para que possamos compreender com mais especificidade a questão do negro no que
Fonte: http://migre.me/8CDSH Para que possamos compreender com mais especificidade a questão do negro no que

Fonte: http://migre.me/8CDSH

Para que possamos compreender com mais especificidade a questão do

negro no que se refere ao acesso à educação, vejamos os gráficos a seguir:

Gráfico 1 - Distribuição dos estudantes de 18 a 24 anos de idade, segundo a cor ou raça e o nível de ensino frequentado Brasil - 1999/2009

ou raça e o nível de ensino frequentado Brasil - 1999/2009 (1) Exclusive a população rural

(1)

Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

(2)

Inclusive graduação, mestrado ou doutorado. Fonte: IBGE. 2010, p.228

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Observem que no ensino fundamental e médio, o acesso da população preta e parda é
Observem que no ensino fundamental e médio, o acesso da população preta e parda é
Observem que no ensino fundamental e médio, o acesso da população preta e parda é
Observem que no ensino fundamental e médio, o acesso da população preta e parda é

Observem que no ensino fundamental e médio, o acesso da população preta

e parda é maior em todo o período analisado. No que se refere ao pré-vestibular

podemos afirmar, que há uma grande diferença entre brancos e pretos/pardos no

ano de 1999, mas com fortes alterações em 2009, equiparando de certa forma o

acesso. Este fato pode estar relacionado à efetivação de políticas públicas

focalizadas que contribuíram para o surgimento de cursinhos pré-vestibulares em

todo o território nacional que primaram pelo atendimento de demandas específicas

da população. Já no que se refere à educação superior, mesmo com um aumento

significativo de pretos e pardos nesta etapa os brancos ainda são a maioria,

constando mais uma vez as diferenças de acesso e permanência de brancos, pretos

e pardos na educação brasileira. Não podemos desconsiderar os avanços, mas as

políticas públicas efetivadas até o momento precisam continuar por mais um período

para que haja, efetivamente, a equidade do acesso e também da permanência na

educação.

Gráfico 2 - Proporção das pessoas de 25 anos de idade ou mais com ensino superior concluído, segundo a cor ou raça - Brasil - 1999/2009

concluído, segundo a cor ou raça - Brasil - 1999/2009 Nota: Exclusive as pessoas que frequentam

Nota: Exclusive as pessoas que frequentam escola. (1) Exclusive a população rural de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

Fonte: IBGE, 2010, p 228.

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A faixa etária tida como ideal para o ensino superior está entre 18 e 24
A faixa etária tida como ideal para o ensino superior está entre 18 e 24
A faixa etária tida como ideal para o ensino superior está entre 18 e 24
A faixa etária tida como ideal para o ensino superior está entre 18 e 24

A faixa etária tida como ideal para o ensino superior está entre 18 e 24 anos. Mas sabemos que esta é uma realidade que não se efetiva quando, além da idade, consideramos aspectos étnicos e socioeconômicos. Neste sentido, muitos não conseguem concluir os estudos nas faixas etárias recomendadas. Assim, ao visualizarmos o gráfico fica evidente, mais uma vez, a diferença entre brancos, pretos e pardos quanto à conclusão do ensino superior. Em 2009 o percentual de conclusão para pretos e pardos duplicou, mas, mesmo com este aumento, impulsionado pelas políticas de cotas e as ações afirmativas desenvolvidas em muitas instituições de ensino superior do país, eles não conseguiram sequer alcançar a metade do percentual de brancos concluintes. Pode-se inferir que as políticas de ações afirmativas tiveram papel importante neste processo, mas precisamos avaliar também se estas políticas têm contribuído apenas para o acesso desta população à educação e não se voltaram ainda para a questão da permanência, considerando todos os aspectos relacionados no decorrer deste item.

Assim, precisamos repensar as políticas de ações afirmativas, contribuindo para o debate efetivo sobre as diferentes formas de discriminação sofridas pelos negros no Brasil com vistas a contribuir para que os mesmos tenham acesso à educação e que alcancemos a equidade no acesso e também na permanência destes cidadãos na educação em seus diferentes níveis.

3.3 Legislação específica

Lei n. 7.716/1989 Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou

de cor.

Lei n. 4.886/2003 - Institui a Política Nacional de Promoção da Igualdade

Racial - PNPIR e dá outras providências.

Lei n. 11.645, de 10.03.2008 - Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de

1996, modificada pela Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.

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 Lei n. 10.678, de 23.05.2003 - Cria a Secretaria Especial de Políticas de Promoção
 Lei n. 10.678, de 23.05.2003 - Cria a Secretaria Especial de Políticas de Promoção
 Lei n. 10.678, de 23.05.2003 - Cria a Secretaria Especial de Políticas de Promoção
 Lei n. 10.678, de 23.05.2003 - Cria a Secretaria Especial de Políticas de Promoção

Lei n. 10.678, de 23.05.2003 - Cria a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, e dá outras providências.

Lei n. 10.639, de 09.01.2003 - Altera a Lei nº 9.394, de 20.12.96, que

estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro- Brasileira", e dá outras providências.

http://www.seppir.gov.br Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Saiba mais!!!

No link <http://www.educafro.org.br/cotas-mapa.html> você terá acesso a um mapa interativo que apresenta as Instituições de Ensino que disponibilizam políticas de ações afirmativas para negros. No site <http://www.palmares.gov.br/?page_id=117> você encontra a definição para as Ações Afirmativas, as principais ações desenvolvidas no país sobre a questão racial e a definição das Cotas Raciais. Além disso, você encontrará um calendário da cultura negra e diversos artigos.

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UNIDADE 4 - O INDÍGENA Fonte: http://migre.me/8xKRK 4.1 Breve histórico Abordar a questão indígena no
UNIDADE 4 - O INDÍGENA Fonte: http://migre.me/8xKRK 4.1 Breve histórico Abordar a questão indígena no
UNIDADE 4 - O INDÍGENA Fonte: http://migre.me/8xKRK 4.1 Breve histórico Abordar a questão indígena no
UNIDADE 4 - O INDÍGENA Fonte: http://migre.me/8xKRK 4.1 Breve histórico Abordar a questão indígena no

UNIDADE 4 - O INDÍGENA

UNIDADE 4 - O INDÍGENA Fonte: http://migre.me/8xKRK 4.1 Breve histórico Abordar a questão indígena no Brasil

Fonte: http://migre.me/8xKRK

4.1 Breve histórico

Abordar a questão indígena no Brasil é sempre fazer um retrocesso na história e recordar das múltiplas formas de discriminação que ocorreram com esta população, que por muito tempo, não teve acesso aos direitos sociais estabelecidos no país em virtude da “diferença cultural”. Muitas tribos foram dizimadas, outras foram fortemente influenciadas pela cultura não-indígena, e outras, ainda resistem a estas influências na perspectiva de oferecer continuidade a suas particularidades e especificidades culturais. No processo de colonização e também na expansão de ocupação territorial do Brasil, os indígenas foram utilizados como força de trabalho escravo. Em determinados pontos da história do país foram estigmatizados como incapazes e ficaram à margem dos direitos sociais, e em outros momentos, pelo viés da hegemonia do branqueamento, foram “convocados” e “exaltados” para auxiliarem na proteção das fronteiras, na construção das estradas e na interiorização do país.

Os índios, que representavam uma porcentagem minúscula da população brasileira situada predominantemente nas fronteiras

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remotas, foram de repente convocados para o palco da política. Diferentes fatores provocaram o seu
remotas, foram de repente convocados para o palco da política. Diferentes fatores provocaram o seu
remotas, foram de repente convocados para o palco da política. Diferentes fatores provocaram o seu
remotas, foram de repente convocados para o palco da política. Diferentes fatores provocaram o seu

remotas, foram de repente convocados para o palco da política. Diferentes fatores provocaram o seu aparecimento: o esforço do Estado Novo para consolidar o poder e redefinir o território nacional; e as preocupações da elite sobre as origens da nação e a composição racial da época. Tudo isso influenciaria uma formulação do Estado sobre a identidade cultural dos índios e uma política para a sua integração. (GARFIELD, 2000, p. 15)

Tutelados pelo Estado, por serem considerados incapazes, tinham como premissa a sua integração na sociedade, de tal maneira, que um dia deixassem de ser indígenas. Neste processo, embasados pela teoria do branqueamento, os índios, após receberem as informações sobre a civilidade e boas maneiras, sairiam de suas aldeias e se integrariam de tal maneira à sociedade que deixariam suas características, suas culturas, para a plena integração e adaptação à vida em sociedade.

Como parte de seu projeto multifacetado de construção de um Brasil novo mais independente economicamente, mais integrado politicamente e socialmente mais unificado, Vargas voltou-se para o valor simbólico dos aborígenes. Diferentemente de plantas exóticasdo liberalismo econômico e do Marxismo, os quais o regime autoritário nacionalista procurou extirpar o solo brasileiro mediante repressão política, censura e intervenção federal em assuntos regionais, os índios seriam defendidos por Vargas por conterem as verdadeiras raízes da brasilidade. (GARFIELD, 2000, p. 14)

As formas de exaltação, neste período, das características dos indígenas foram ressaltadas na disseminação das informações sobre o processo de interiorização do país, mas não se enganem, o propósito era outro: colocar os índios na linha de frente dos perigos da interiorização, como parte do plano de branqueamento da população e total integração do índio aos costumes das elites brancas do país. Assim, eles, os índios, foram obrigados ao trabalho pesado nas construções das estradas, afastados de suas aldeias e famílias, dizimando-se aos poucos com o passar do tempo.

Hoje, no Brasil, vivem mais de 800 mil índios, cerca de 0,4% da população brasileira, segundo dados do Censo 2010. Eles estão distribuídos entre 683 Terras Indígenas e algumas áreas urbanas. Há também 77 referências de grupos indígenas não-contatados, das quais 30 foram confirmadas. Existem ainda grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista. O Brasil possui uma imensa diversidade étnica e linguística, estando entre as maiores do mundo. São cerca

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de 220 povos indígenas, mais de 70 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda
de 220 povos indígenas, mais de 70 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda
de 220 povos indígenas, mais de 70 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda
de 220 povos indígenas, mais de 70 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda

de 220 povos indígenas, mais de 70 grupos de índios isolados, sobre os quais ainda não há informações objetivas. 180 línguas, pelo menos, são faladas pelos membros destas sociedades, que pertencem a mais de 30 famílias linguísticas diferentes. (FUNAI,

2011)

Para organização de Leis específicas que atendessem a esta etnia, o Brasil instituiu em 1910 o Serviço de Proteção aos Índios (SPI). Em 1967 o SPI é

substituído pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que dentre outros objetivos

busca “[

indígenas, aliar a sustentabilidade econômica à socioambiental [

promover políticas de desenvolvimento sustentável das populações

]

]” (FUNAI, 2011).

4.2 Populações indígenas e a proteção social: um olhar sobre a educação

No que se refere ao sistema de proteção social a FUNAI é o órgão específico que organiza as intervenções, todavia a participação de organizações não-governamentais e da sociedade civil organizada que corroboram para a efetivação dos direitos sociais desta população é um fator importante. O Estatuto do Índio, criado em 1973, ainda está em vigor, mas com o advento da Constituição Federal (1988) há alguns avanços entre a relação do Estado com as populações indígenas, o que favoreceu uma participação mais efetiva destas populações na organização de políticas públicas e acesso a seus direitos.

Com as mobilizações indígenas e das organizações de apoio, a Constituição de 1988 acabou por conferir um tratamento inédito aos povos indígenas. Pela primeira vez foi reconhecido seu direito à diferença (Art. 231), rompendo com a tradição assimilacionista que prevaleceu até então. Foi garantido o usufruto exclusivo de seus territórios tradicionalmente ocupados, definidos a partir de seus usos, costumes e tradições (Art. 231). A União foi instituída definitivamente como instância privilegiada das relações entre os índios e a sociedade nacional. Através do artigo 232, os indígenas e suas organizações foram reconhecidos como partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos, o que incentivou a expansão e a consolidação de suas associações. Para isso, foram definidos canais diretos de comunicação entre os índios, o Ministério Público e o Congresso Nacional. Com estas medidas, o conceito de capacidade relativa dos silvícolas(Código Civil, 1917), e a consequente necessidade do poder de tutelaperderam validade e

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atualidade. Estas vitórias constitucionais precisariam, entretanto, ser regulamentadas e consolidadas politicamente 1
atualidade. Estas vitórias constitucionais precisariam, entretanto, ser regulamentadas e consolidadas politicamente 1
atualidade. Estas vitórias constitucionais precisariam, entretanto, ser regulamentadas e consolidadas politicamente 1
atualidade. Estas vitórias constitucionais precisariam, entretanto, ser regulamentadas e consolidadas politicamente 1

atualidade. Estas vitórias constitucionais precisariam, entretanto, ser regulamentadas e consolidadas politicamente 1 .

É importante frisar que mesmo com a implantação de legislações que favoreceram a demarcação territorial e outras ações que contribuem para que os índios tenham acesso aos direitos sociais, esta população sofre pela influência de hábitos de não-indígenas ressaltando-se aqui a forte incidência de problemas relacionados ao alcoolismo e uso de substâncias psicotrópicas, ao suicídio e à desnutrição infantil. Mesmo com os avanços significativos ainda há a necessidade de uma intervenção mais humanizada para o reconhecimento e efetivação dos direitos dos índios no Brasil. O grande foco das discussões atuais relacionadas aos índios está voltado para a demarcação de terras indígenas, que na maioria das vezes se encontra sob a posse de não-indígenas. Este conflito é mediado pela intervenção do Estado por meio das ações da FUNAI e favorece o debate sobre os direitos desta população. No que se refere ao acesso à educação, durante toda a história do país, a educação para os indígenas teve um referencial religioso, com foco para torná-los “civilizados” e com vistas à integração dos mesmos no contexto social urbano. Desta feita, a educação para indígenas foi pensada pela elite branca e seguia os mesmos moldes, desconsiderando os aspectos culturais e linguísticos destas populações.

os aspectos culturais e linguísticos destas populações. Fonte: http://migre.me/8CFPf Até o fim do período

Fonte: http://migre.me/8CFPf

Até o fim do período colonial, a Educação Indígena permaneceu a cargo de missionários católicos de diversas ordens, por delegação

tácita ou explícita da Coroa Portuguesa. [

quadro não mudou significativamente no que diz respeito à Educação

Com a República, o

]

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Escolar Indígena. Mais uma vez se observa a inércia do Estado e o grande afluxo
Escolar Indígena. Mais uma vez se observa a inércia do Estado e o grande afluxo
Escolar Indígena. Mais uma vez se observa a inércia do Estado e o grande afluxo
Escolar Indígena. Mais uma vez se observa a inércia do Estado e o grande afluxo

Escolar Indígena. Mais uma vez se observa a inércia do Estado e o grande afluxo de missões religiosas encarregadas da tarefa educacional civilizatória. Em poucas palavras, desde a chegada das primeiras caravelas até meados do século XX, o panorama da Educação Escolar Indígena foi um só, marcado pelas palavras de ordem catequizare civilizarou, em uma cápsula, pela negação da diferença. (SILVA, 1994, p.43-44)

Neste sentido os representantes das populações indígenas, articulados com as organizações não-governamentais e o próprio poder público, iniciam um forte debate sobre a questão da escola para as populações indígenas com vistas a favorecer a permanência de seus aspectos culturais, e aqui destaca a língua materna, e os aspectos da escola formal, antes desconsiderado para a concepção de educação no Brasil. Portanto, as escolas formais, que utilizam a escrita, seriam inseridas no contexto das populações indígenas, sem contudo, desfavorecer a continuidade da transmissão do aprendizado de acordo com as práticas culturais de cada tribo.

A Constituição de 1988 inaugurou uma nova fase no relacionamento dos povos indígenas com o Estado e com a sociedade brasileira, ao reconhecer suas organizações sociais, costumes, línguas, crenças e tradições, e ao atribuir ao Estado o dever de respeitar e proteger as manifestações das culturas indígenas. Em seu art. 210, fica assegurado aos povos indígenas o direito de utilizarem suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem, abrindo caminho para transformar a instituição escolar em um instrumento de valorização e sistematização de saberes e práticas tradicionais, ao mesmo tempo em que possibilite aos índios o acesso aos conhecimentos universais. (BENZI, 2000, p. 274)

Este contexto de repensar as novas possibilidades para a escola nas populações indígenas trouxe para o debate a questão da formação dos professores que iriam atuar nestas escolas, corroborando com a necessidade de contemplar os próprios índios para este processo de ensino-aprendizagem que ao mesmo tempo permita a inserção de novos conhecimentos de populações não-índias no contexto das culturas e expectativas das comunidades indígenas. Portanto,

O esforço de construção de uma escola indígena que permita acesso aos conhecimentos universais e propicie a sistematização e valorização dos conhecimentos étnicos tem como pilar a formação e atuação de professores índios, membros das próprias comunidades indígenas envolvidas em processos de escolarização. (BENZI, 2000, p. 281)

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Nesta perspectiva foram sendo instalados no Brasil alguns programas e projetos que têm contribuído para
Nesta perspectiva foram sendo instalados no Brasil alguns programas e projetos que têm contribuído para
Nesta perspectiva foram sendo instalados no Brasil alguns programas e projetos que têm contribuído para
Nesta perspectiva foram sendo instalados no Brasil alguns programas e projetos que têm contribuído para

Nesta perspectiva foram sendo instalados no Brasil alguns programas e projetos que têm contribuído para a formação de docentes indígenas para atuarem em suas próprias comunidades. O governo criou programas de financiamento para instituições que ofertassem cursos específicos para o magistério indígena, bem como a ampliação da pesquisa sobre a temática, o que favoreceu a inserção de indígenas em cursos superiores no país. As principais ações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do Ministério da Educação para garantir a oferta de educação escolar indígena de qualidade são as seguintes:

1. Formação inicial e continuada de professores indígenas em nível médio (Magistério Indígena). Esses cursos têm em média a duração de cinco anos e são compostos, em sua maioria, por etapas intensivas de ensino presencial (quando os professores indígenas deixam suas aldeias e, durante um mês, participam de atividades conjuntas em um centro de formação) e etapas de estudos autônomos, pesquisas e reflexão sobre a prática pedagógica nas aldeias. O MEC oferece apoio técnico e financeiro à realização dos cursos.

2. Formação de Professores Indígenas em Nível Superior (licenciaturas interculturais). O objetivo principal é garantir educação escolar de qualidade e ampliar a oferta das quatro séries finais do ensino fundamental, além de implantar o ensino médio em terras indígenas.

3. Produção de material didático específico em línguas indígenas,

bilíngues ou em português. Livros, cartazes, vídeos, CDs, DVDs e outros materiais produzidos pelos professores indígenas são

editados com o apoio financeiro do MEC e distribuídos às escolas indígenas. 4. Apoio político-pedagógico aos sistemas de ensino para a ampliação da oferta de educação escolar em terras indígenas.

5. Promoção do Controle Social Indígena. O MEC desenvolve, em

articulação com a Funai, cursos de formação para que professores e lideranças indígenas conheçam seus direitos e exerçam o controle social sobre os mecanismos de financiamento da educação pública, bem como sobre a execução das ações e programas em apoio à educação escolar indígena.

6. Apoio financeiro à construção, reforma ou ampliação de escolas

indígenas 2 .

2 Disponível em:

indigena&catid=282:educacao-indigena&Itemid=635> Acesso em: 15 de março se 2012

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As ações propostas pelo governo e pela sociedade, no que tange à educação indígena, têm
As ações propostas pelo governo e pela sociedade, no que tange à educação indígena, têm
As ações propostas pelo governo e pela sociedade, no que tange à educação indígena, têm
As ações propostas pelo governo e pela sociedade, no que tange à educação indígena, têm

As ações propostas pelo governo e pela sociedade, no que tange à educação indígena, têm sido realizadas em todo o território nacional, mas de maneiras diferenciadas, principalmente considerando o envolvimento político e as articulações efetivadas. Muitos foram os avanços, mas há muito que se fazer para efetivamente vivenciarmos uma escola indígena diferenciada. Outra questão que recebe fortes críticas, ou favorece o debate sobre a população indígena, é a implementação de políticas de ação afirmativa para esta demanda que está referenciada também no contexto da educação superior. Os conflitos teóricos que se estabelecem podem ser os mesmos que inflamam a discussão sobre a política de ações afirmativas, exemplificado pelas cotas, para os negros. Mas esta política está articulada às propostas evidenciadas nos programas estabelecidos pelo Governo Federal, em decorrência de muitos debates sobre a necessidade de formação superior para os indígenas, tendo em vista o processo de acesso a bens e serviços que foram retirados destas populações durante tantos séculos.

4.3 Legislação específica

Lei nº. 6.001, de 19 de dezembro de 1973 Dispõe sobre o Estatuto do Índio.

Lei nº. 5.371, de 5 de dezembro de 1967 - Autoriza a instituição da "Fundação Nacional do Índio" e dá outras providências.

Decreto nº. 1.775, de 8 de janeiro de 1996 - Dispõe sobre o procedimento administrativo de demarcação das terras indígenas e dá outras providências.

Lei nº. 11.645, de 10 de março de 2008 - Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro- Brasileira e Indígena.

Decreto nº. 6.861, de 27 de maio de 2009 - Dispõe sobre a Educação Escolar Indígena, define sua organização em territórios etnoeducacionais, e dá outras providências.

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 Decreto nº. 26, de 4 de fevereiro de 1991 – Dispõe sobre a educação
 Decreto nº. 26, de 4 de fevereiro de 1991 – Dispõe sobre a educação
 Decreto nº. 26, de 4 de fevereiro de 1991 – Dispõe sobre a educação
 Decreto nº. 26, de 4 de fevereiro de 1991 – Dispõe sobre a educação

Decreto nº. 26, de 4 de fevereiro de 1991 Dispõe sobre a educação indígena no Brasil.

Portaria Funai nº. 849/Pres, de 04 de agosto de 2009 - Orientações para a seleção dos Estudantes Indígenas no Ensino Superior ao recebimento de apoio financeiro da Funai e sua manutenção.

Saiba mais!!!

No site da Funai (http://www.funai.gov.br/) você encontra um link “Índios no Brasil”, que apresenta informações interessantes sobre os aspectos da população indígena no Brasil. Além disso, no subitem “Etnias Indígenas” você encontra o “Quadro de etnias indígenas”, nele é possível identificar todos os povos indígenas em cada estado brasileiro. No site http://pib.socioambiental.org você também pode ter acesso a informações sobre a questão dos índios no Brasil, com links sobre a população, conceitos de povos indígenas, legislações e outros aspectos interessantes.

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UNIDADE 5 – O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA E OS DIREITOS DA PESSOA
UNIDADE 5 – O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA E OS DIREITOS DA PESSOA
UNIDADE 5 – O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA E OS DIREITOS DA PESSOA
UNIDADE 5 – O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA E OS DIREITOS DA PESSOA

UNIDADE 5 O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO BRASILEIRA E OS DIREITOS DA PESSOA IDOSA

DA POPULAÇÃO BRASILEIRA E OS DIREITOS DA PESSOA IDOSA Fonte: http://migre.me/8xLin 5.1 O processo de

Fonte: http://migre.me/8xLin

5.1 O processo de envelhecimento como fenômeno social

O processo de envelhecimento populacional é um fenômeno mundial, que indica uma nova maneira de pensar e conviver em sociedade.

Em 2006, as pessoas com 60 anos de idade ou mais alcançaram 19 milhões, correspondendo a 10,2% da população total do país. Um crescimento mais acentuado foi percebido no grupo com 75 anos ou mais. Em 1996, eles representavam 23,5% da população de 60 anos ou mais. Dez anos depois, eles já eram 26,1%. 3

Por muito tempo, e ainda nos tempos atuais, o fato de envelhecer é reconhecido como um “problema” para o ser humano, que deixa suas atribuições de “jovens” relacionadas à liberdade, saúde, disposição, ocupação no mercado de trabalho, para assumirem uma postura definida socialmente como “limitações”, doença, sentimentos de não pertencimento à cadeia produtiva.

É importante assinalar que o envelhecimento, por ser um fato

biológico

perspectiva

e

cultural,

deve

ser

observado

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3 Disponível em: <http://www.direitoshumanos.gov.br/Id_idoso>. Acesso em: 20 set. 2011

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histórica e socialmente contextualizada. O tratamento dispensado à velhice dependerá dos valores e da cultura
histórica e socialmente contextualizada. O tratamento dispensado à velhice dependerá dos valores e da cultura
histórica e socialmente contextualizada. O tratamento dispensado à velhice dependerá dos valores e da cultura
histórica e socialmente contextualizada. O tratamento dispensado à velhice dependerá dos valores e da cultura

histórica e socialmente contextualizada. O tratamento dispensado à velhice dependerá dos valores e da cultura de cada sociedade em particular, a partir dos quais ela construirá sua visão dessa última etapa da vida. (RODRIGUES; SOARES, 2006, p. 3)

No caso brasileiro a questão do envelhecimento e da velhice foi retratada sempre pelo viés da indiferença ou do isolamento do idoso. Para fins de reconhecimento social, um indivíduo torna-se idoso quando completa 60 anos de idade, sendo esta faixa etária estabelecida pela Organização Mundial de Saúde, ao considerar os aspectos biológicos de envelhecimento humano.

Tomando-se por base o sistema de datação das idades cronológicas, as fases da vida são demarcadas, delimitando fronteiras que dizem respeito ao acesso do indivÍduo às várias instituições sociais tais como: o acesso ao sistema produtivo, às instituições educativas e às políticas públicas. Essa datação cronológica funciona como definidora do papel social do indivíduo na família e na sociedade, precisando o momento em que ele deverá ser introduzido no sistema escolar e no mercado de trabalho; determinando o momento em que ele deverá ser contemplado por políticas sociais específicas, datando também, a idade para assunção da responsabilidade civil diante das legislações vigentes. (RODRIGUES; SOARES, 2006, p.4)

Na análise do envelhecimento pelo viés do “papel social do indivíduo na família e na sociedade”, ao considerarmos as questões culturais brasileiras, podemos inferir que a dicotomia “velho e jovem” está presente em todas as relações sociais, e sempre quando ressaltamos a questão do “velho” temos aspectos negativos que sobrepõem as novas faces desta faixa etária. Assim, nas representações sociais, ser velho terá uma carga social negativa, diferente do que acontece quando se está jovem. E aqui se encontra a necessidade de todos, ou da grande maioria, em adiar o processo de envelhecimento, principalmente para se manter ou se sentir “útil” à sociedade. Os avanços tecnológicos e medicinais são considerados fatores importantes para o aumento da perspectiva de vida dos idosos na contemporaneidade e no Brasil este fato não é diferente. Neste sentido, a questão biológica que determina uma idade específica para “ficar velho” é superada por outros aspectos culturais que condicionam e ressignificam a vida da população.

A construção do significado da velhice é permeada por crenças, mitos, preconceitos, estereótipos que, nesta sociedade expressam-

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se por meio de representações depreciativas do fenômeno do envelhecimento e do sujeito que envelhece,
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se por meio de representações depreciativas do fenômeno do envelhecimento e do sujeito que envelhece,
se por meio de representações depreciativas do fenômeno do envelhecimento e do sujeito que envelhece,

se por meio de representações depreciativas do fenômeno do envelhecimento e do sujeito que envelhece, definindo o seu lugar social. (RODRIGUES; SOARES, 2006, p.5)

definindo o seu lugar social. (RODRIGUES; SOARES, 2006, p.5) Fonte: http://migre.me/8D7fj Sendo uma construção social,

Sendo uma construção social, o fato de envelhecer socialmente se transforma com as alterações sociais, estabelecendo-se em cada momento histórico relações diferenciadas entre os idosos, a família e a sociedade. Neste sentido, na contemporaneidade o ato de envelhecer traz consigo novas cargas culturais e uma dinâmica diferenciada em que o idoso é parte fundamental nos processos de consolidação de novos arranjos familiares.

5.2 As transformações sociais e a população idosa

Neste momento é importante ressaltar as transformações sociais que afetam diretamente as famílias. Nas últimas décadas tivemos o acirramento da pobreza, acarretada principalmente pela precarização do trabalho e aumento do trabalho informal, como reflexo da atual etapa do capitalismo. Estas transformações incidiram sobre as famílias brasileiras, que se apresentam em novos arranjos familiares e contam, significativamente, com a presença dos idosos, seja para os cuidados com as crianças ou mesmo como arrimos de família.

Essas circunstâncias, aliadas a outros determinantes socioculturais, vêm contribuindo de maneira relevante para as alterações na composição e recomposição da família moderna. Estes rearranjos familiares denominados de família ampliada são provocados pelo retorno de filhos à casa paterna, ou famílias que assumem os avós maternos ou paternos em seu convívio familiar. Dentre as causas que levam a esses rearranjos familiares podemos citar a entrada da mulher para o mercado de trabalho, divórcios, viuvez, gravidez fora do casamento, desemprego, pauperização dos pais e dos avós e questões de doenças na família. (RODRIGUES; SOARES, 2006, p.

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Neste aspecto alteram-se a perspectiva de vida dos idosos, que antes vislumbravam o processo de envelhecimento e da aposentadoria como um espaço

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para o descanso e o recebimento de cuidados, e, agora, ainda são responsáveis pelo sustento
para o descanso e o recebimento de cuidados, e, agora, ainda são responsáveis pelo sustento
para o descanso e o recebimento de cuidados, e, agora, ainda são responsáveis pelo sustento
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para o descanso e o recebimento de cuidados, e, agora, ainda são responsáveis pelo sustento das famílias. Assim, a dinâmica da vida social foi alterada e os idosos não permanecem isolados como outrora, ao contrário, são responsáveis pelo sustento de muitas famílias e contribuem para a movimentação do fluxo econômico no Brasil. Ainda no que tange ao processo de envelhecimento populacional, não podemos deixar de ressaltar a feminização do envelhecimento. As mulheres são a maioria nesta etapa da vida.

É bem maior o número de mulheres idosas e este índice aumenta mais nas últimas faixas etárias da vida. Ou seja, quanto mais alta a faixa etária, maior será a proporção de mulheres. As desigualdades por sexo promovidas pelas condições estruturais e socioeconômicas em muitas situações alteram inclusive as condições de saúde, renda e a dinâmica familiar e têm forte impacto nas demandas por políticas públicas e prestação de serviços de proteção social. Viver mais não é sinônimo de viver melhor. As mulheres acumulam no decorrer da vida desvantagens (violência, discriminação, salários inferiores aos dos homens, dupla jornada, etc.) e as mulheres têm mais probabilidade de serem mais pobres do que os homens e dependerem mais de recursos externos. (BERZINS, 2003, p.28)

Neste sentido, as mulheres possuem uma longevidade maior em relação aos

homens por alguns fatores, tais como: “[

trabalho; consumo diferente de tabaco e álcool; postura diferente em reação à saúde/doença; relação diferente com os serviços de saúde” (BERZINS, 2003, p.29). Lembrem-se de seus avós, ou tios, as mulheres sempre procuram os médicos e os homens têm uma resistência com relação aos cuidados da medicina. Os trabalhos manuais, ou cuidados com a casa, são frequentes nos históricos das mulheres, já para os homens a força no trabalho era mais exigida, o que pode ser um fator que contribua para o aparecimento de doenças que não são diagnosticadas a tempo, em virtude das resistências estabelecidas pelo próprio indivíduo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) traçam o perfil dos idosos no Brasil a partir das coletas de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de domicílios de 2009 e afirma

inserção diferente no mercado de

]

Com os dados da PNAD 2009, é possível traçar um breve perfil socioeconômico deste segmento populacional. As mulheres são a maioria (55,8%), assim como os brancos (55,4%), e 64,1% ocupavam a posição de pessoa de referência no domicílio. A

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escolaridade dos idosos brasileiros é ainda considerada baixa: 30,7% tinham menos de um ano de
escolaridade dos idosos brasileiros é ainda considerada baixa: 30,7% tinham menos de um ano de
escolaridade dos idosos brasileiros é ainda considerada baixa: 30,7% tinham menos de um ano de
escolaridade dos idosos brasileiros é ainda considerada baixa: 30,7% tinham menos de um ano de

escolaridade dos idosos brasileiros é ainda considerada baixa: 30,7% tinham menos de um ano de instrução. Pouco menos de 12,0% viviam com renda domiciliar per capita de até ½ salário mínimo e cerca de 66% já se encontravam aposentados. (IBGE, 2010, p. 192)

Com relação à dependência de recursos externos, a grande maioria das mulheres nesta faixa etária não tiveram acesso ao trabalho formal e/ou dependiam exclusivamente da renda do cônjuge. Quando se veem sozinhas dependem da aposentadoria dos maridos ou mesmo de outros benefícios para se manterem, podendo ainda contar ou não, com o apoio de filhos para a manutenção de suas necessidades básicas. Ainda considerando a questão da feminização do envelhecimento, também podemos afirmar que as mulheres são a maioria nas atividades públicas, que foram organizadas para o atendimento desta faixa etária. Os processos de construção das redes de proteção, principalmente a proteção social básica, favoreceram a participação da mulher em atividades de reforço do convívio comunitário que contribuem para o desenvolvimento de novas amizades, novas formas de se relacionar com a comunidade e de reconhecimento próprio em relação à sociedade.

e de reconhecimento próprio em relação à sociedade. Fonte: http://migre.me/8D7wA Com este aumento da perspectiva

Fonte: http://migre.me/8D7wA

Com este aumento da perspectiva de vida, novas intervenções estatais tornaram-se necessárias para o atendimento específico desta demanda e a reestruturação dos direitos das pessoas idosas. Neste contexto a Constituição Federal de 1988 também é considerada um avanço para esta população, principalmente no que se refere à corresponsabilização do Estado para a organização da proteção social com vistas à efetivação dos direitos dos idosos.

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Um dos grandes avanços, no que se refere ao sistema de proteção social para população
Um dos grandes avanços, no que se refere ao sistema de proteção social para população
Um dos grandes avanços, no que se refere ao sistema de proteção social para população
Um dos grandes avanços, no que se refere ao sistema de proteção social para população

Um dos grandes avanços, no que se refere ao sistema de proteção social para população idosa, podem ser referenciados pela instituição da Política Nacional do Idoso e também pelo Estatuto do Idoso que reorganizaram as políticas de atendimento voltadas a esta demanda, focando os direitos sociais já estabelecidos na Constituição Federal de 1988.

Art. 3º É obrigação da Família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. (BRASIL, 2003)

Neste sentido, as ações de proteção ao idoso devem ocorrer de forma articulada entre os diversos segmentos da sociedade, demonstrando aqui o trabalho em rede. A organização do Estatuto do Idoso permite que o atendimento ao idoso corresponda a determinados critérios que favoreçam a autonomia e convivência familiar/comunitária desta demanda. Também indica como as Instituições de longa permanência devem acolher estes idosos e neste sentido traz um avanço significativo tendo em vista que, anteriormente ao estabelecimento desta Lei, as casas de longa permanência para idosos não tinham uma regulamentação unificada e a fiscalização era escassa, tal fato favorecia a inexistência de acesso aos direitos sociais, bens e serviços básicos para os idosos. Temos que reconhecer que houve avanços significativos, todavia a prática destas ações ainda é permeada por muitas irregularidades e neste sentido temos muito a avançar.

5.3 Legislação específica

Lei n. 8.842/94 Política Nacional do Idoso

Decreto n. 1.948/1996Instituição da Política Nacional do Idoso

Lei n. 10.048/2000 Prioridade no Atendimento à Pessoa Idosa

Lei n. 10.741/2003 Estatuto do Idoso

Lei n. 5.934/2006 Critérios sobre o Estatuto do Idoso

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Chegamos ao final do módulo que abordou as questões sociais e as Políticas Setoriais que
Chegamos ao final do módulo que abordou as questões sociais e as Políticas Setoriais que
Chegamos ao final do módulo que abordou as questões sociais e as Políticas Setoriais que
Chegamos ao final do módulo que abordou as questões sociais e as Políticas Setoriais que

Chegamos ao final do módulo que abordou as questões sociais e as Políticas Setoriais que estão presentes no contexto brasileiro. Abordamos a questão do preconceito e do racismo, que, apesar das novas concepções sobre a escola inclusiva e das novas possibilidades de intervenção por meio das Políticas Públicas, estão presentes no interior dos processos de ensino e aprendizagem e também na sociedade de maneira generalizada. Assim, convido vocês a refletirem sobre os fragmentos dos textos relacionados a seguir que retratam a experiência do “outro”, ou seja, de quem já vivenciou a exclusão social por suas características étnico- raciais, mas que conseguiram ultrapassar os limites dos preconceitos sociais e atingiram os objetivos da conclusão de seus estudos. Converse com seus colegas, compartilhem vivências ou observações sobre as diferentes expressões do preconceito e como estas ações ainda estão presentes nos espaços sociais. Busquem notícias na internet sobre a temática e reflitam como estas práticas podem ser “retiradas” da sociedade e como o acesso a bens e serviços, e aos direitos sociais, pode contribuir para a efetivação da inclusão social em sua forma mais plena.

Fragmento do texto 1 Iniciei a minha vida escolar fora da comunidade indígena, em uma missão evangélica de presbiterianos, com maneiras de comportamento estranhas à minha cultura. A escola parecia mais uma prisão, lá fui alvo de pancadas e castigos, as primeiras aplicadas com réguas de madeira e os segundos consistiam permanecer ajoelhado no canto da sala de aula, pois, como toda criança indígena, era muito ativo. Na sala de aula, alunos Nhandeva, Kaiowa, Terena e não-indígena, eram tratados da mesma maneira, como se não existissem diferenças entre nós, de etnia para etnia e de cada etnia em relação ao não-indígena. Alguns colegas eram alvo de zombaria, execração pública, símbolo de pena máxima do direito que nos era ensinado nas rodas de conversas com os mais velhos, ao redor da fogueira nos guachires. Constantemente, ficávamos de castigo, após a aula, quando os outros colegas já tinham chegado em suas casas, saíamos do castigo e, algumas vezes,

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ainda éramos obrigados a preencher páginas e mais páginas com frases do tipo: “não vou
ainda éramos obrigados a preencher páginas e mais páginas com frases do tipo: “não vou
ainda éramos obrigados a preencher páginas e mais páginas com frases do tipo: “não vou
ainda éramos obrigados a preencher páginas e mais páginas com frases do tipo: “não vou

ainda éramos obrigados a preencher páginas e mais páginas com frases do tipo:

“não vou fazer mais isto.” Esta foi a minha rotina até terminar a quarta série, exceto as brigas, que acabavam em socos e pontapés, quando os não-indígenas nos chamavam de fedorentos e bugres. Inúmeras vezes chegamos próximo da expulsão do convívio da escola, pois nos confrontávamos com os não-indígenas, diuturnamente. (MACHADO, Almires Martins. De incapaz a mestrando. 2007, p.156. Revista Tellus, ano 7, n. 13, Campo Grande MS, out. 2007, p. 155-161)

Fragmentos do Texto 2 Caçula de uma família pobre e negra, felizmente não tive as experiências desagradáveis vivenciadas pelas minhas irmãs mais velhas, que foram vítimas de discriminação pelos patrões, nas residências em que trabalharam como domésticas, ou nas escolas, pelos colegas e professores. Da infância, recordo-me de um fato que marcou muito a minha família. Na igreja católica que frequentávamos, no mês de Maria havia procissões, e durante a missa se fazia um ritual de coroamento da santa, ocasião em que o pároco escolhia uma criança para colocar a coroa em Nossa Senhora. Minha mãe, então muito católica, fez uma roupa branca e me vestiu de ―anjo, mas no momento da escolha o vigário afastou-me e escolheu outra menina, branca. Minha mãe e as vizinhas argumentaram que tal fato tinha ocorrido devido à cor de minha pele, pois eu era a única que estava vestida adequadamente, conforme o costume da igreja, mas mesmo assim fui rejeitada. Após esse episódio, minha mãe deixou de frequentar a igreja. [ ] Em minha trajetória escolar, em escolas públicas, percebia que havia alunos e alunas negras, mas no Magistério essa presença foi diminuindo. Em meus cursos superiores de Letras, Pedagogia e Direito, em instituições privadas, havia, em média, três alunos negros por sala de aula. No Processo Seletivo do ano de 2002, para o Programa de Mestrado em Educação da UCDB, fui a única candidata negra aprovada. O mesmo ocorre no campo profissional. A presença de diretoras escolares e de professoras universitárias negras é significativamente menor do que das de etnia branca. Esses dados, aliados a vários indicadores, confirmam que não há como se negar a desigualdade social, econômica e cultural em relação à população negra no Brasil. (MARQUES, Eugência Portela de Siqueira. O

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PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS E A INSERÇÃO DE NEGROS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR : a experiência
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PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS E A INSERÇÃO DE NEGROS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR : a experiência

PROGRAMA UNIVERSIDADE PARA TODOS E A INSERÇÃO DE NEGROS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR: a experiência de duas Instituições de Educação Superior de Mato Grosso do Sul - 2005 2008. Tese de Doutorado. Universidade Federal de São Carlos, 2010, p. 24-25)

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REFERÊNCIAS ALMEIDA, Carina Elisabeth Maciel de. O Discurso de Inclusão nas Políticas de Educação Superior
REFERÊNCIAS ALMEIDA, Carina Elisabeth Maciel de. O Discurso de Inclusão nas Políticas de Educação Superior
REFERÊNCIAS ALMEIDA, Carina Elisabeth Maciel de. O Discurso de Inclusão nas Políticas de Educação Superior
REFERÊNCIAS ALMEIDA, Carina Elisabeth Maciel de. O Discurso de Inclusão nas Políticas de Educação Superior

REFERÊNCIAS

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BIANCHETTI, Roberto G. Modelo Neoliberal e Políticas Educacionais. 4. ed. ao Paulo: Cortez, 2005. (Coleção Questões da nossa Época)

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Decreto n. 1948, de 3 de Julho de 1996. Instituição da Política Nacional do

Idoso.

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Regulamenta a Lei n° 8.842, de 4 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a
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Regulamenta a Lei n° 8.842, de 4 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a

Regulamenta a Lei n° 8.842, de 4 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a Política Nacional do Idoso, e dá outras providências. Brasília, 1996. Disponível em:

Lei n. 10.048, de 8 de Novembro de 2000. Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica, e dá outras providências. Brasília, 2000. Disponível em:

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Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei n o 5.452, de 1 o de maio de 1943, e a Lei n o 8.213, de 24 de julho de 1991.Brasília, 2002. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10421.htm>. Acesso em: 5 dez.

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Lei n. 10.639, de 09 de Janeiro de 2003 - Altera a Lei nº 9.394, de 20.12.96,

que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro- Brasileira", e dá outras providências. Brasília, 2003. Disponível em:

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2011.

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Violência. Estabelece a notificação compulsória, no território nacional, do caso de violência contra a mulher que for atendida em serviços de saúde públicos ou privados.Brasília, 2003. Disponível em:

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Lei n. 11.340, de 7 de Agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Cria mecanismos
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Lei n. 11.340, de 7 de Agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Cria mecanismos
Lei n. 11.340, de 7 de Agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Cria mecanismos

Lei n. 11.340, de 7 de Agosto de 2006. Lei Maria da Penha. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8 o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências. Brasília, 2006. Disponível em:

Ministério dos Transportes. Lei n. 5.934, de 18 de Outubro de 2006. Estabelece mecanismos e critérios a serem adotados na aplicação do disposto no art. 40 da Lei n o 10.741, de 1 o de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), e dá outras providências. Brasília, 2006. Disponível em: <

Acesso em: 25 nov.2011.

Lei n. 11.634, de 27 de Dezembro de 2007. Assistência à Gestante no Âmbito do SUS. Dispõe sobre o direito da gestante ao conhecimento e a vinculação à maternidade onde receberá assistência no âmbito do Sistema Único de Saúde. Brasília, 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007- 2010/2007/Lei/L11634.htm>. Acesso em: 5 dez. 2011.

Lei n. 11.645, de 10 de março de 2008. Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro- Brasileira e Indígena. Brasília, 2008. Disponível em:

Lei n. 11.770, de 9 de Setembro de 2008. Licença-Maternidade de 6 meses. Cria o Programa Empresa Cidadã, destinado à prorrogação da licença- maternidade mediante concessão de incentivo fiscal, e altera a Lei n o 8.212, de 24 de julho de 1991. Brasília, 2008. Disponível em:

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