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RELATÓRIO II DE MECÂNICA DOS FLUIDOS II DETERMINAÇÃO DA VISCOSIDADE DE FLUIDOS

Aline Campos Vieira, alinecamposv@hotmail.com 1 Caio César de Oliveira Ferreira, caio_csof@hotmail.com 1 Daniel Ramos Cardoso Tinôco Cortez, danielramosctc@gmail.com 1 Raimundo Carneiro de Oliveira Junior, juniorjr1000@hotmail.com 1

1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte Avenida Senador Salgado Filho, 3000 - Lagoa Nova, Natal - RN,

59078-970

Resumo: Este experimento tem como objetivo calcular a viscosidade de fluidos, no caso da água e de um óleo, e determinar se os mesmos são fluidos newtonianos ou não newtonianos. Para tanto, utilizou-se um viscosímetro rotacional. Com os dados do experimento, foi possível traçar os gráficos que caracterizam o experimento e dessa forma determinar o tipo de fluido utilizado.

Palavras-chave: Viscosidade, Viscosímetro, Incerteza

1.

INTRODUÇÃO

Este relatório experimental irá descrever o processo que foi realizado no experimento em laboratório, para analisar

e

determinar a viscosidade dos seguintes fluidos: a água e um óleo. Para o qual foi utilizado um viscosímetro rotacional,

e assim obter dados que serão utilizados para fazer o cálculo da tensão de cisalhamento. De posse de tais informações será possível analisar as propriedades dos fluidos e obter conclusões sobre os mesmos.

2. INTRODUÇÃO TEÓRICA

A viscosidade é uma propriedade física que define a resistência ao escoamento de um fluido. Ao aplicar-se uma tensão de cisalhamento qualquer fluido escoará. A taxa de deformação de um fluido é diretamente ligada à viscosidade do mesmo. Para uma determinada tensão, um fluido altamente viscoso deforma-se numa taxa menor do que um fluido com baixa viscosidade. Os fluidos nos quais a tensão de cisalhamento é diretamente proporcional a taxa de deformação são chamados de fluidos newtonianos (Fox, 2009). No qual podemos escrever a seguinte equação:

Onde é a tensão de cisalhamento e é a taxa de deformação. Observa-se que nessa equação, deve-se colocar

um elemento que denota a proporcionalidade desses dois termos. Tal elemento é a viscosidade absoluta do fluido. Sabendo disso, conseguimos que escrever uma nova equação com esse termo de proporcionalidade:

=

Onde é a viscosidade absoluta do fluído. A partir dessa taxa de proporcionalidade, é possível desenhar uma tabela que caracteriza a relação entre a taxa de deformação de um fluido com sua tensão de cisalhamento. Essa tabela está representada na figura 1.

Figura 1: Tensão cisalhante x Taxa de deformação para os diferentes tipos de fluidos. 3.

Figura 1: Tensão cisalhante x Taxa de deformação para os diferentes tipos de fluidos.

3.

MATERIAIS E MÉTODOS

3.1.

Materiais Utilizados

Para realizar o experimento foram utilizados os seguintes materiais:

1)

Viscosímetro rotacional Viscotester Thermo Haake utilizando uma haste L4;

2)

Béquer 1L;

3)

Aproximadamente 800 ml de óleo e

4)

Aproximadamente 800 ml de água.

3.2. Métodos

3.2.1. Medição da Viscosidade

Inicialmente colocamos cerca de 800 ml de água em um béquer e introduzimos este recipiente no viscosímetro rotacional com a haste L4. Esta haste foi colocada com finalidade de medir a viscosidade destes tipos de fluido. Durante o processo de medição da água, utilizamos rotações de 0 até 200 rpm. Este processo pode ser visto na Fig(2) abaixo.

até 200 rpm. Este processo pode ser visto na Fig(2) abaixo. Figura 2. Medição da viscosidade

Figura 2. Medição da viscosidade da água.

Por fim, retiramos a água contida no recipiente e despejamos o óleo para ser o novo fluido de trabalho. Este fluido por sua vez é menos viscoso que a água e por isso a rotação máxima suportada pelo aparelho é de 50 rpm. O processo foi o mesmo da água, ou seja, começamos com pequenas rotações até chegar à rotação limite, no caso do óleo 50 rpm. O processo de medição da viscosidade está ilustrado na Fig(3).

de medição da viscosidade está ilustrado na Fig(3). Figura 3. Medição da viscosidade do óleo. O

Figura 3. Medição da viscosidade do óleo.

O viscosímetro rotacional é o mais utilizado na indústria e trabalha medindo a força de fricção da rotação de um motor em contato com o fluido ao qual se estar trabalhando. A viscosidade é medida através da velocidade angular de

uma parte móvel separada de uma parte fixa no próprio líquido. Além deste existe vários outros tipos de viscosímetros dentre estes o conhecido Viscosímetro Capilar com formato de U.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram coletados todos os valores da rotação em RPM e a viscosidade absoluta, através do viscosímetro para a água e o óleo. Realizamos o experimento primeiramente para a água e logo depois para o óleo, na qual com esses valores obtemos as taxas de deformações e a tensão de cisalhamento do fluido como mostra os valores na Tab. (1).

 

Valores para a Água

 

Rotação da

haste (RPM)

Taxa de

deformação

Viscosidade µ

(Pa*s)

Tensão de

Cisalhamento

du/dy (1/s)

(Pa)

0

0

0

0

30

0,500

0,002

0,0010

50

0,833

0,002

0,0017

60

1,000

0,002

0,0020

100

1,667

0,003

0,0050

200

3,333

0,005

0,0167

 

Valores para o Óleo

 

Rotação da

haste (RPM)

Taxa de

deformação

Viscosidade µ

(Pa*s)

Tensão de

Cisalhamento

du/dy (1/s)

(Pa)

0

0

0

0

5

0,083

0,159

0,0132

6

0,100

0,168

0,0168

10

0,166

0,173

0,0287

12

0,200

0,175

0,0350

20

0,333

0,177

0,0589

30

0,500

0,180

0,0900

Tabela 1. Valores coletados para a água e o óleo.

Através dos valores da Tab. (1), obtemos os gráficos da Tensão de cisalhamento x Taxa de deformação e da Viscosidade absoluta x Taxa de deformação para cada fluido. Nos gráficos 1 e 2 temos o gráfico para a água e nos gráficos 3 e 4 para o óleo:

0,018 0,016 0,014 0,012 0,01 0,008 0,006 0,004 0,002 0 0 0,5 1 1,5 2
0,018
0,016
0,014
0,012
0,01
0,008
0,006
0,004
0,002
0
0
0,5
1
1,5
2
2,5
3
3,5
Tensão de Cisalhamento (Pa)

Taxa de deformação du/dy (1/s)

Gráfico 1 Tensão de cisalhamento vs. Taxa de deformação para a água.

3,5 3 2,5 2 1,5 1 0,5 0 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3
3,5
3
2,5
2
1,5
1
0,5
0
0
0,5
1
1,5
2
2,5
3
3,5
Taxa de deformação du/dy (1/s)
Gráfico 2 – Viscosidade vs. Taxa de deformação para a água.
0,1
0,09
0,08
0,07
0,06
0,05
0,04
0,03
0,02
0,01
0
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
Taxa de deformação du/dy (1/s)
Viscosidade µ (Pa*s)
Tensão de Cisalhamento (Pa)

Gráfico 3 Tensão de cisalhamento vs. Taxa de deformação para o óleo.

0,2 0,18 0,16 0,14 0,12 0,1 0,08 0,06 0,04 0,02 0 0 0,1 0,2 0,3
0,2
0,18
0,16
0,14
0,12
0,1
0,08
0,06
0,04
0,02
0
0
0,1
0,2
0,3
0,4
0,5
0,6
Viscosidade µ (Pa*s)

Taxa de deformação du/dy (1/s)

Gráfico 4 Viscosidade vs. Taxa de deformação para o óleo.

Conforme os gráficos (1) e (3), tanto para água como para o óleo, temos fluidos newtoniano, pois a Tensão de cisalhamento dos fluidos é diretamente proporcional à Taxa de deformação, com isso, quanto maior a taxa de deformação maior será a tensão de cisalhamento. Comparando os valores da Tab (1), entre a água e o óleo, vemos que o óleo é mais viscoso que a água, portanto é mais difícil agitar um óleo num reservatório do que agitar água nesse mesmo reservatório. Para saber que tipo de óleo estava sendo utilizado no experimento, foram comparados os valores obtidos no experimento, de acordo com os valores da viscosidade do óleo, com isso o provável tipo de óleo é o SAE 30, pois possui viscosidade entre 150 e 200 ou 0,15 e 0,2 .

5. CONCLUSÃO

Ao fim deste relatório observou-se que os resultados do experimento foram próximos dos valores observados nas tabelas e na literatura especializada, obtendo assim resultados satisfatórios. Tais resultados são refletidos nos gráficos, onde já é possível tirar conclusões, e estas também são condizentes com os resultados esperado. Assim como a evidenciação do óleo, que foi trabalhado neste experimento, através da análise aqui descrita, foi possível.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INMETRO;. Sistema Internacional de Unidades SI. 6. ed. Brasília, D.F: SENAI-DN, 2000. 114 p. ISBN:

858787090852.

UFERSA,

Fenômenos

de

transportes

Mecânica

dos

fluidos.

Disponível

em:

<

http://www2.ufersa.edu.br/portal/view/uploads/setores/111/arquivos/CAP_1_DEFINICOES.pdf>

FOX, Robert W; MCDONALD, Alan T; PRITCHARD, Philip J. Introdução à mecânica dos fluidos. 7. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2011. 710 p. ISBN: 9788521617570.