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8 a SÉRIE 9 o ANO

ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS

Volume 2

8 a SÉRIE 9 o ANO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS Volume 2 HISTÓRIA Ciências Humanas

HISTÓRIA

Ciências Humanas

8 a SÉRIE 9 o ANO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS Volume 2 HISTÓRIA Ciências Humanas

CADERNO DO PROFESSOR

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO MATERIAL DE APOIO AO CURRÍCULO DO

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO SECRETARIA DA EDUCAÇÃO

MATERIAL DE APOIO AO CURRÍCULO DO ESTADO DE SÃO PAULO

CADERNO DO PROFESSOR

HISTÓRIA

ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS 8 a SÉRIE/9 o ANO VOLUME 2

Nova edição

2014-2017

São Paulo

Governo do Estado de São Paulo

Governador

Geraldo Alckmin

Vice-Governador

Guilherme Afif Domingos

Secretário da Educação

Herman Voorwald

Secretária-Adjunta

Cleide Bauab Eid Bochixio

Chefe de Gabinete

Fernando Padula Novaes

Subsecretária de Articulação Regional

Rosania Morales Morroni

Coordenadora da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores – EFAP

Silvia Andrade da Cunha Galletta

Coordenadora de Gestão da Educação Básica

Maria Elizabete da Costa

Coordenadora de Gestão de Recursos Humanos

Cleide Bauab Eid Bochixio

Coordenadora de Informação, Monitoramento e Avaliação Educacional

Ione Cristina Ribeiro de Assunção

Coordenadora de Infraestrutura e Serviços Escolares

Dione Whitehurst Di Pietro

Coordenadora de Orçamento e Finanças

Claudia Chiaroni Afuso

Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE

Barjas Negri

Senhoras e senhores docentes,

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo sente-se honrada em tê-los como colabo- radores nesta nova edição do Caderno do Professor, realizada a partir dos estudos e análises que permitiram consolidar a articulação do currículo proposto com aquele em ação nas salas de aula de todo o Estado de São Paulo. Para isso, o trabalho realizado em parceria com os PCNP e com os professores da rede de ensino tem sido basal para o aprofundamento analítico e crítico da abor- dagem dos materiais de apoio ao currículo. Essa ação, efetivada por meio do programa Educação — Compromisso de São Paulo, é de fundamental importância para a Pasta, que despende, neste programa, seus maiores esforços ao intensificar ações de avaliação e monitoramento da utilização dos diferentes materiais de apoio à implementação do currículo e ao empregar o Caderno nas ações de formação de professores e gestores da rede de ensino. Além disso, firma seu dever com a busca por uma educação paulista de qualidade ao promover estudos sobre os impactos gerados pelo uso do material do São Paulo Faz Escola nos resultados da rede, por meio do Saresp e do Ideb.

Enfim, o Caderno do Professor, criado pelo programa São Paulo Faz Escola, apresenta orien- tações didático-pedagógicas e traz como base o conteúdo do Currículo Oficial do Estado de São Paulo, que pode ser utilizado como complemento à Matriz Curricular. Observem que as atividades ora propostas podem ser complementadas por outras que julgarem pertinentes ou necessárias, dependendo do seu planejamento e da adequação da proposta de ensino deste material à realidade da sua escola e de seus alunos. O Caderno tem a proposição de apoiá-los no planejamento de suas aulas para que explorem em seus alunos as competências e habilidades necessárias que comportam

a construção do saber e a apropriação dos conteúdos das disciplinas, além de permitir uma avalia-

ção constante, por parte dos docentes, das práticas metodológicas em sala de aula, objetivando a

diversificação do ensino e a melhoria da qualidade do fazer pedagógico.

Revigoram-se assim os esforços desta Secretaria no sentido de apoiá-los e mobilizá-los em seu

trabalho e esperamos que o Caderno, ora apresentado, contribua para valorizar o ofício de ensinar

e elevar nossos discentes à categoria de protagonistas de sua história.

Contamos com nosso Magistério para a efetiva, contínua e renovada implementação do currículo.

Bom trabalho!

Herman Voorwald Secretário da Educação do Estado de São Paulo

A NOVA EDIÇÃO Os materiais de apoio à implementação do Currículo do Estado de São
A NOVA EDIÇÃO Os materiais de apoio à implementação do Currículo do Estado de São
A NOVA EDIÇÃO Os materiais de apoio à implementação do Currículo do Estado de São

A NOVA EDIÇÃO

Os materiais de apoio à implementação do Currículo do Estado de São Paulo são oferecidos a gestores, professores e alunos da rede estadual de ensino desde 2008, quando foram originalmente editados os Cadernos do Professor. Desde então, novos materiais foram publicados, entre os quais os Cadernos do Aluno, elaborados pela primeira vez em 2009.

Na nova edição 2014-2017, os Cadernos do Professor e do Aluno foram reestruturados para atender às sugestões e demandas dos professo-

res da rede estadual de ensino paulista, de modo

a ampliar as conexões entre as orientações ofe-

recidas aos docentes e o conjunto de atividades propostas aos estudantes. Agora organizados em dois volumes semestrais para cada série/ ano do Ensino Fundamental – Anos Finais e

série do Ensino Médio, esses materiais foram re- vistos de modo a ampliar a autonomia docente no planejamento do trabalho com os conteúdos

e habilidades propostos no Currículo Oficial

de São Paulo e contribuir ainda mais com as ações em sala de aula, oferecendo novas orien-

tações para o desenvolvimento das Situações de Aprendizagem.

Para tanto, as diversas equipes curricula- res da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica (CGEB) da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo reorganizaram os Cader-

nos do Professor, tendo em vista as seguintes

finalidades:

incorporar todas as atividades presentes nos Cadernos do Aluno, considerando também os textos e imagens, sempre que possível na mesma ordem; orientar possibilidades de extrapolação dos conteúdos oferecidos nos Cadernos do Aluno, inclusive com sugestão de novas ati- vidades; apresentar as respostas ou expectativas de aprendizagem para cada atividade pre- sente nos Cadernos do Aluno – gabarito que, nas demais edições, esteve disponível somente na internet.

Esse processo de compatibilização buscou respeitar as características e especificidades de cada disciplina, a fim de preservar a identidade de cada área do saber e o movimento metodo- lógico proposto. Assim, além de reproduzir as atividades conforme aparecem nos Cadernos do Aluno, algumas disciplinas optaram por des- crever a atividade e apresentar orientações mais detalhadas para sua aplicação, como também in- cluir o ícone ou o nome da seção no Caderno do Professor (uma estratégia editorial para facilitar a identificação da orientação de cada atividade).

A incorporação das respostas também res- peitou a natureza de cada disciplina. Por isso, elas podem tanto ser apresentadas diretamente após as atividades reproduzidas nos Cadernos do Professor quanto ao final dos Cadernos, no Gabarito. Quando incluídas junto das ativida- des, elas aparecem destacadas.

?

Além dessas alterações, os Cadernos do Professor e do Aluno também foram anali- sados pelas equipes curriculares da CGEB com o objetivo de atualizar dados, exemplos, situações e imagens em todas as disciplinas,

Seções e ícones

possibilitando que os conteúdos do Currículo continuem a ser abordados de maneira próxi- ma ao cotidiano dos alunos e às necessidades de aprendizagem colocadas pelo mundo con- temporâneo.

de aprendizagem colocadas pelo mundo con- temporâneo. Para começo de conversa O que penso sobre arte?

Para começo de conversa

O que penso sobre arte?
O que penso
sobre arte?

Homework

Para começo de conversa O que penso sobre arte? Homework Para saber mais Leitura e análise

Para saber mais

conversa O que penso sobre arte? Homework Para saber mais Leitura e análise Aprendendo a aprender

Leitura e análise

sobre arte? Homework Para saber mais Leitura e análise Aprendendo a aprender Você aprendeu? Pesquisa individual

Aprendendo a

aprender

Você aprendeu?

Leitura e análise Aprendendo a aprender Você aprendeu? Pesquisa individual ! Situated learning Lição de casa

Pesquisa individual

! Situated learning
!
Situated learning
Você aprendeu? Pesquisa individual ! Situated learning Lição de casa Learn to learn Pesquisa em grupo

Lição de casa

Pesquisa individual ! Situated learning Lição de casa Learn to learn Pesquisa em grupo Roteiro de

Learn to learn

! Situated learning Lição de casa Learn to learn Pesquisa em grupo Roteiro de experimentação Pesquisa

Pesquisa em grupo! Situated learning Lição de casa Learn to learn Roteiro de experimentação Pesquisa de campo Ação

Roteiro de

experimentação
experimentação
de casa Learn to learn Pesquisa em grupo Roteiro de experimentação Pesquisa de campo Ação expressiva

Pesquisa de

campo

Ação expressiva

Apreciação

S UMÁRIO Orientação sobre os conteúdos do volume Situações de Aprendizagem Situação de Aprendizagem 1
S UMÁRIO Orientação sobre os conteúdos do volume Situações de Aprendizagem Situação de Aprendizagem 1

SUMÁRIO

Orientação sobre os conteúdos do volume

Situações de Aprendizagem

Situação de Aprendizagem 1 – Os dez princípios da Conferência de Bandung

Situação de Aprendizagem 2 – Guerra Fria em notícias

Situação de Aprendizagem 3 – Populismo em Getúlio Vargas

Situação de Aprendizagem 4 – Memória e imagens da ditadura militar brasileira

Situação de Aprendizagem 5 – Abertura lenta, gradual e segura

Situação de Aprendizagem 6 – Eu tenho um sonho Situação de Aprendizagem 7 – Colapso do socialismo

Situação de Aprendizagem 8 – A Nova Ordem Mundial

34

7

9

9

14

20

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Quadro de Conteúdos do Ensino Fundamental – Anos Finais

Gabarito 51

50

25

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2 O RIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO
História – 8 a série/9 o ano – Volume 2 O RIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO

ORIENTAÇÃO SOBRE OS CONTEÚDOS DO VOLUME

Caro(a) professor(a),

Este Caderno foi organizado com o pro- pósito de auxiliá-lo no desenvolvimento dos temas que caracterizam o período posterior à Segunda Guerra Mundial e facilitar a realiza- ção de suas atividades e avaliações durante a 8 a série/9 o ano do Ensino Fundamental.

Para cada tema foi criada uma Situação de Aprendizagem principal, um conjunto de questões para a avaliação e propostas para re- cuperação, nas quais foram destacados alguns dos aspectos mais significativos das discussões historiográficas contemporâneas.

As sugestões aqui contidas devem ser ava- liadas por você e consideradas, sempre, em função da sua experiência; considere a possibi- lidade de realizar alterações, no sentido de ade- quar as propostas ao seu atual grupo de alunos e às suas condições de trabalho.

Conhecimentos priorizados

Consideramos que a compreensão do período da Guerra Fria é fundamental para a análise das relações internacionais durante a segunda meta- de do século XX, marcadas por novo alinhamen- to de forças políticas e ideológicas, pelo perigo nuclear e pelos movimentos contra coloniais que conduziram à independência de países na Ásia e na África. O estudo do populismo, por sua vez, é necessário para a inserção do Brasil nesse contex- to geral, caracterizando-se pela maior participa- ção política das massas urbanas, deflagradora de um processo de repressão que acabou resultando na imposição de um regime ditatorial. Apresen-

taremos também o colapso do “socialismo real” e suas consequências para a formação de uma nova ordem global multilateral.

Competências e habilidades

Todas as nossas propostas de Situações de Aprendizagem estão baseadas nas orientações para a área de História estabelecidas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n o 9.394/1996) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais.

Seguindo os exemplos anteriores, as com- petências e habilidades a ser desenvolvidas nas Situações de Aprendizagem deste Caderno fo- ram inspiradas pela matriz do Enem a e Saresp b :

dominar a norma-padrão da língua portu- guesa e fazer uso das linguagens matemáti- ca, artística e científica; construir e aplicar conceitos das várias áre- as do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histó- rico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas; selecionar, organizar, relacionar e interpre- tar dados e informações, representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema; relacionar informações, representadas de diferentes formas, e conhecimentos dispo- níveis em diferentes situações, para cons- truir argumentação consistente; recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para a elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, res- peitando os valores humanos e consideran- do a diversidade sociocultural.

a Documento básico do Enem. Fonte: <http://www.enem.inep.gov.br/index.php?option=com_content&task=view &id=39&ltemid=73>. As competências básicas da área enunciadas na “Matriz de Referências para o Enem 2009” encontram-se disponíveis em: <http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/downloads/2009/Enem2009_ matriz.pdf>. Acesso em: 14 nov. 2013. b Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo. Disponível em: <http://saresp2009.edunet. sp.gov.br>. Acesso em: 19 jun. 2009.

Metodologia e estratégias

Os temas estudados neste volume podem ser trabalhados por meio de Situações de Aprendizagem que visam ao “saber fazer”, nas quais os alunos recorram a seus esquemas de conhecimento para resolver situações-pro- blema. Para tanto, enfatizamos a análise e a produção de textos, com todas as implicações delas decorrentes: leitura, interpretação, com- preensão, síntese, associação, classificação, comparação, organização, caracterização, es- tabelecimento de relações e conclusão.

Avaliação

Os procedimentos de avaliação visam, so- bretudo, à verificação do desenvolvimento da capacidade leitora e escritora do aluno, fun- damentada em conteúdos conceituais de His- tória. Esses conceitos devem ser, portanto, instrumentos para o desenvolvimento de con- teúdos procedimentais e atitudinais, pois é nos- sa proposta objetiva que a escolarização – além de promover o desenvolvimento das competên- cias e habilidades dos alunos – concorra para a formação de cidadãos críticos e participativos.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2 S ITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM SITUAÇÃO DE

SITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM ITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM

série/9 o ano – Volume 2 S ITUAÇÕES DE APRENDIZAGEM SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 OS DEZ

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 OS DEZ PRINCÍPIOS DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG

APRENDIZAGEM 1 OS DEZ PRINCÍPIOS DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG Esta Situação de Aprendizagem visa à aná-

Esta Situação de Aprendizagem visa à aná- lise de um importante documento histórico, Os dez princípios da Conferência de Bandung, reali- zada em abril de 1955. Com ela, você pode ter como objetivo, principalmente, encaminhar as reflexões dos alunos, no sentido de levá-los a per- ceber as relações entre passado e presente e as permanências e rupturas na dinâmica do proces- so histórico. Também pode contribuir para que os alunos compreendam as implicações dos pro- cessos de descolonização na atual situação da- queles países, muitos deles ainda marcados por graves problemas socioeconômicos e políticos, como a miséria, as epidemias e as guerras civis.

A Situação de Aprendizagem também visa ao incentivo da prática do trabalho com fon- tes históricas escritas, não só na busca de sua compreensão e interpretação, mas também de sua problematização.

Para a compreensão do processo de descoloni- zação, você já deve ter abordado o Imperialismo

e o Neocolonialismo, a Segunda Guerra Mun-

dial e suas consequências. Destaque, sobretudo,

a grave crise que se abateu sobre as economias

europeias, o novo alinhamento de forças políticas

e a formação dos movimentos nacionalistas a fa- vor da libertação dos territórios coloniais.

Conteúdos e temas: nacionalismo; autodeterminação; colonialismo; descolonização; segregação racial; discriminação racial.

Competências e habilidades: compreensão de texto; domínio da norma-padrão da Língua Portuguesa; interpretar dados e informações contidos em documentos históricos; relacionar informações entre si, bem como conceitos previamente aprendidos, construindo uma argumentação consistente.

Sugestão de estratégias: pesquisa de notícias, análise de documento histórico, produção de texto como síntese e aula expositiva.

Sugestão de recursos: diferentes mídias para pesquisa e documento histórico.

Sugestão de avaliação: participação dos alunos na pesquisa das notícias, discussão em grupo e na apre- sentação oral, e produção de texto como síntese.

Sondagem e sensibilização

Professor, antes da realização da Situação de Aprendizagem, você pode sugerir aos alu- nos que mencionem o que conhecem sobre a atual situação dos países africanos.

De acordo com seus critérios, você pode solicitar aos alunos que pro- curem informações na imprensa sobre tudo o que se refere à África e tragam essas informações para a sala de aula, a ativi- dade de sondagem está presente no Caderno

refere à África e tragam essas informações para a sala de aula, a ativi- dade de

do Aluno, na seção Pesquisa individual. Apro- veite para analisar as imagens que aparecem no Caderno do Aluno. Depois de ter realizado uma roda de discussão sobre as notícias e as imagens, dê início à estratégia central desta Si- tuação de Aprendizagem.

1. Durante uma semana, procure informações na imprensa (jornais, revistas, rádio, televi- são e sites) sobre assuntos que se refiram à África e anote-as no espaço a seguir. A rea- lização desta pesquisa é muito importante para o desenvolvimento do trabalho das próximas aulas.

social e política, evitando a construção de imagens homo- gêneas do continente. Imagem 1: Aldeia africana em Lalibela (Etiópia). Imagem 2: Vista da Cidade do Cabo (África do Sul). Imagem 3: Chefes de Estado na comemoração do jubileu de ouro da Conferência Ásio-Africana de 1955.

1 a etapa
1
a etapa

Professor, o texto a seguir encontra- -se no Caderno do Aluno, na seção Leitura e análise de texto, precedido pelo enunciado:

2. que as notícias pesquisadas e as imagens

O

Leia atentamente o documento a seguir, di- vulgado na Conferência de Bandung, que

a

seguir sugerem sobre o continente afri-

foi realizada entre 18 e 24 de abril de 1955,

cano? Participe da discussão proposta pelo professor, analise as imagens e anote no es- paço a seguir suas considerações.

na Indonésia, com a participação de 29 países africanos e asiáticos. Essa reunião teve como objetivo discutir políticas de co-

Professor, as imagens inseridas no Caderno do Aluno buscam destacar a grande diversidade étnica, cultural, econômica,

operação mútua e estratégias para a con- servação da independência desses países.

Os dez princípios de Bandung

1.

Respeito aos direitos humanos fundamentais e aos objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas.

2.

Respeito à soberania e à integridade dos territórios de todas as nações.

3.

Reconhecimento da igualdade de todas as raças e da igualdade de todas as nações, grandes e pequenas.

4.

Abstenção de intervir ou interferir nos assuntos internos de outro país.

5.

Respeito ao direito de cada nação de defender a si própria, individual ou coletivamente, em confor- midade com a Carta das Nações Unidas.

6.

(A) Abstenção do uso de acordos de defesa coletiva para servir aos interesses particulares de qualquer uma das grandes potências. (B) Abstenção, por parte de qualquer país, de exercer pressões sobre outros países.

7.

Abster-se de atos ou ameaças de agressão ou do uso de força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer país.

8.

Solução de todas as disputas internacionais por meios pacíficos, tais como negociação, conciliação, arbitramento de acordo judicial, bem como outros meios de escolha própria das partes, em confor- midade com a Carta das Nações Unidas.

9.

Promoção dos interesses mútuos e da cooperação.

10.

Respeito à justiça e às obrigações internacionais.”

Fonte: Apud Afro-Asian Peoples’ Solidarity Organization. Towards 50th Anniversary of Bandung. Tradução Eloisa Pires. Disponível em: <http://aapsorg.org/index.php/en/archive-en/44-asian/statements/279-towards-50th-anniversary-of-bandung>. Acesso em: 14 nov. 2013.

Para iniciar, faça uma leitura coletiva do texto e solicite aos alunos que verifiquem as in- formações inseridas com destaque no Caderno do Aluno.

Tome nota!

A Carta da Organização das Nações Unidas foi assinada em junho de 1945, quando da fundação da ONU. Ela é composta por 111 artigos, cujos princi- pais objetivos são: a manutenção da paz e da segurança internacionais, a defesa dos direitos e das liberdades fundamentais do ser humano, a autodeterminação, a igual- dade de direito e o progresso social e eco- nômico para todos os povos.

Você pode dividir a classe em dez grupos e sugerir a cada um deles que discuta um dos princípios do documento, por meio da ativi- dade proposta no Caderno do Aluno:

Qual a intenção contida na elaboração dos princípios de Bandung?

Os alunos precisam identificar nesse documento alguns prin- cípios expressos pelos países participantes da Conferência de Bandung: a defesa dos direitos humanos, a justiça e a auto- determinação dos povos, a condenação ao racismo e ao co- lonialismo, a colaboração para o combate ao subdesenvolvi- mento, o não alinhamento aos blocos político-ideológicos da Guerra Fria e a busca de vias diplomáticas para a resolução de conflitos internacionais.

Depois, peça que cada um dos grupos apresente, oralmente, suas conclusões para a classe. Ao final das apresentações, é interes- sante que cada grupo produza um texto como síntese, com o estabelecimento das ideias prin- cipais presentes no conjunto do documento.

Para finalizar esta Situação de Aprendizagem, é possível propor as atividades a seguir, que estão inseri- das no Caderno do Aluno como Lição de casa. Com elas, os alunos ampliarão seus co-

Lição de casa. Com elas, os alunos ampliarão seus co- História – 8 a série/9 o

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

nhecimentos sobre o tema e poderão registrar os resultados da pesquisa na forma de peque- nos textos.

1. Que relações podem ser estabelecidas en- tre o final da Segunda Guerra Mundial e a descolonização afro-asiática?

O aluno precisa considerar que, ao final da Segunda Guerra Mundial, as potências europeias, militar e economicamente comprometidas, não conseguiam combater os movimentos de independência nas suas possessões coloniais.

2. Identifique os dois princípios que marca- ram o processo de independência da Índia, liderado por Mahatma Gandhi.

O aluno deve identificar o princípio da não violência e o da desobediência civil – boicote ao consumo de produtos in- gleses e recusa ao pagamento de impostos.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

É importante que os alunos considerem o contexto sócio-histórico de produção do do- cumento e seus objetivos principais. Devem identificar no documento apresentado alguns princípios expressos pelos países participantes da Conferência de Bandung: a defesa dos di- reitos humanos, a justiça e a autodetermina- ção dos povos, a condenação ao racismo e ao colonialismo, a colaboração para o combate ao subdesenvolvimento, o não alinhamen- to aos blocos político-ideológicos da Guerra Fria e a busca de vias diplomáticas para a re- solução de conflitos internacionais.

Com base em suas observações, você pode verificar como o aluno se posicionou nas dis- cussões do grupo, como cada grupo realizou sua apresentação oral e elaborou a síntese das ideias principais do documento.

Proposta de questões para avaliação

do documento. Proposta de questões para avaliação As atividades a seguir encontram- -se na seção Você

As atividades a seguir encontram- -se na seção Você aprendeu?, no Caderno do Aluno.

1. As afirmações a seguir referem-se ao direi- to de autodeterminação dos povos. Leia-as e assinale a alternativa correta.

I. Trata-se do direito das nações de exer- cerem a soberania sobre seu povo e seu território.

II. Trata-se do direito de países mais de- senvolvidos de exercerem sua sobera- nia sobre países menos desenvolvidos para promover o bem-estar social.

III. Trata-se de um dos princípios que nortearam os processos de descoloni- zação afro-asiática.

Estão corretas as afirmações:

a) I, II e III.

b) I e II. c) I e III.
b) I e II.
c)
I e III.

d) II e III.

e) nenhuma das afirmações está correta.

O aluno deve ser capaz de discernir, entre as proposições, aquelas que estão de acordo com o princípio de direito à autodeterminação dos povos.

2. Entre as causas do processo de descoloni- zação afro-asiática, não podemos citar:

a) a crise das metrópoles europeias depois da Segunda Guerra Mundial.

b) o nacionalismo dos povos coloniais, fortalecido durante a Segunda Guerra Mundial.

c) a pressão dos Estados Unidos e da União Soviética, as novas superpotências, inte- ressadas em conquistar novos aliados.

a prosperidade econômica das antigas colônias, por causa de processos de in- dustrialização acelerados.superpotências, inte- ressadas em conquistar novos aliados. e) o surgimento, nas antigas colônias, de movimentos de

e) o surgimento, nas antigas colônias, de movimentos de libertação nacional.

Espera-se que o aluno encontre, entre as alternativas, aquela que não se refere às causas do processo de desco- lonização afro-asiática, ou seja, o fato de não ter havido um processo de industrialização nas colônias, que, aliás, mantiveram a dependência econômica em relação às an- tigas metrópoles.

3. Após a Conferência de Bandung, tornou- -se usual a denominação Terceiro Mundo para um bloco de países. Essa denomina- ção referia-se a:

a) países alinhados ao bloco capitalista.

b) países alinhados ao bloco socialista.

países que defendiam uma posição de neutralidade no contexto do mundo bi- polar.capitalista. b) países alinhados ao bloco socialista. d) países empenhados na corrida espacial. e) países de

d) países empenhados na corrida espacial.

e) países de economia mista, ou seja, so- cialistas com algumas características capitalistas.

Espera-se que o aluno encontre, entre as alternativas, aquela que representa a definição para Terceiro Mundo.

Propostas de Situações de Recuperação

No caso de alunos que não tenham alcan- çado seus objetivos, tanto no que concerne à apreensão dos conteúdos quanto ao desen- volvimento das habilidades e competências, podemos utilizar diferentes estratégias para obter resultados que indiquem progresso no processo de ensino-aprendizagem.

A compreensão do processo de desco- lonização afro-asiática é essencial para a continuação dos estudos históricos, pois é pré-requisito para outros temas, como a Guerra Fria, e para a própria compreensão das desigualdades mundiais contemporâ- neas.

Proposta 1

Solicite aos alunos em recuperação que realizem uma pesquisa sobre um país africano ou asiático que passou por processo de desco- lonização e que, na atualidade, enfrente uma guerra civil.

Depois de explicar, sucintamente, o que sig- nifica uma guerra civil, sugira a eles que bus- quem informações como: breve relato da história do país, causas da guerra atual e suas relações com o processo de coloni- zação/descolonização, características da guerra e situação atual do conflito, visando à produção de uma síntese. Como fontes de pesquisa, indique enciclopédias, inclusive virtuais, almanaques e jornais; lembre aos alunos que o texto final deve representar uma síntese do material pesquisado, que confronte as fontes – e não uma cópia –, e que é necessário indicar a bibliografia con- sultada.

Proposta 2

Outra possibilidade para a retomada dos conteúdos referentes ao tema é a confecção, pelos alunos, de um mapa-múndi, no qual estejam localizados os países que passaram por processos de descolonização e que te- nham sido estudados pela classe. Pode-se produzir uma legenda numérica para a cla- reza das informações, seguindo a ordem cronológica dos acontecimentos. Os alunos podem consultar seu próprio material di- dático, atlas históricos, enciclopédias e a internet.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

CANÊDO, Letícia Bicalho. A descolonização da Ásia e da África: processo de ocupação co- lonial; transformações sociais nas colônias; os movimentos de libertação. 4. ed. São Paulo:

Atual, 1994. (Discutindo a História). Análise dos processos de descolonização e suas rela- ções com o subdesenvolvimento.

FERRO, Marc. História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII

a XX. São Paulo: Companhia das Letras,

2002. Ensaio abrangente sobre o fenômeno das colonizações na História moderna e con- temporânea.

Site

TV Cultura. Disponível em: <http://www2.tvcul tura.com.br/aloescola/historia/cenasdoseculo/ index.htm>. Acesso em: 14 nov. 2013. Página com

textos sobre os mais importantes eventos do sécu-

lo XX, inclusive os processos de descolonização.

Filmes

Os filmes a seguir podem ser utilizados para a preparação das aulas, mas é importan-

te que observe e se atenha à classificação etá-

ria antes de indicá-los aos alunos.

Gandhi. Direção: Richard Attenborough. In- glaterra/Índia, 1982. 191 min. 14 anos. Bio- grafia de Mahatma Gandhi, líder político e espiritual da Índia durante o processo de des- colonização.

Indochina (Indochine). Direção: Régis Wargnier. Suécia, 1992. 157 min. 16 anos. O filme retrata as tensões entre colonizadores e colonizados na Indochina sob domínio francês.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 GUERRA FRIA EM NOTÍCIAS Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 GUERRA FRIA EM NOTÍCIAS

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 GUERRA FRIA EM NOTÍCIAS Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo trabalhar

Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo trabalhar alguns dos principais acon- tecimentos mundiais durante a fase da Guerra Fria por meio da produção de notícias.

Professor, a proposta colaborará para que você encaminhe as reflexões dos alunos, no sentido da percepção das tensões internacio- nais características de um período da História, no qual o desenvolvimento das tecnologias bélicas promoveu o temor da possibilidade de destruição do mundo por causa das rivalida- des entre Estados Unidos e União Soviética.

A Situação de Aprendizagem também visa

incentivar o desenvolvimento da competên-

cia escritora por meio da aprendizagem desse conteúdo curricular.

Para tratar do tema da Guerra Fria, alguns assuntos, necessariamente, já devem ter sido abordados, como a Segunda Guerra Mundial e os acordos de paz.

Ao caracterizar a Guerra Fria, é neces- sário trabalhar temas fundamentais, como os processos revolucionários e os confli- tos mundiais decorrentes da Guerra Fria, e os embates ideológicos – retomando os conceitos de capitalismo e socialismo – em suas especificidades e em seus modelos di- versos.

Conteúdos e temas: Guerra Fria; mundo bipolar; corrida espacial; guerra nuclear; corrida armamentista; coexistência pacífica; capitalismo e socialismo. Competências e habilidades: competência escritora no gênero notícias.

Sugestão de estratégias: pesquisa e elaboração de notícias.

Sugestão de recursos: notícias de jornal, materiais de pesquisa, materiais para elaboração da página de jornal.

Sugestão de avaliação: pesquisa e produção da notícia.

Sondagem e sensibilização

Para esta sondagem inicial, solicite aos alunos que tragam algumas notícias de jornal para que você faça, com eles, um levantamen- to das principais características desse gênero.

Professor, apresente aos alunos as atividades da seção Lição de Casa, do Caderno do Aluno.to das principais características desse gênero. 1. Para a próxima aula, selecione algumas no- tícias de

1. Para a próxima aula, selecione algumas no- tícias de jornal para fazer um levantamen-

to das principais características do gênero

jornalístico. Escolha uma delas e cole-a no espaço a seguir.

2. Com base na notícia selecionada e seguin- do as orientações do professor, identifique as características do gênero notícia e anote- -as no espaço a seguir.

Ajude os alunos a identificar as características do gênero no- tícia, por meio da comparação entre os textos trazidos pe- los alunos, observando as regularidades identificáveis nesses textos.

Informe que a notícia é um gênero tex- tual jornalístico, constituído por um texto

© Bettmann/Corbis/Latinstock©

Keystone/Stringer/Hulton Archive/

Getty Images

relativamente curto, uma manchete e, às ve- zes, alguma imagem. Ela deve apresentar um acontecimento e responder a seis questões principais: quem, o quê, quando, onde, como e por quê. Destaque a principal função da notí- cia, que é informar, mas ressalte que ela tam- bém deve ser apresentada de modo a atrair a atenção do leitor.

Use as notícias de jornal trazidas pelos alu- nos para identificar essas características.

1 a etapa

No Caderno do Aluno encontram-se as etapas necessárias para a produção de uma notícia. Esclareça aos alunos que esta Situa- ção de Aprendizagem visa à produção de notícias sobre alguns dos principais aconte- cimentos ocorridos durante a Guerra Fria, conforme a atividade proposta a seguir, e presente no Caderno do Aluno. Lembre-os de respeitarem as características desse gênero textual.

1. Circule o fato a ser pesquisado e noticiado por você.

a) Criação da Otan (Organização do Tra- tado do Atlântico Norte).

© Stringer Keystone/Hulton Archive/Getty Images
© Stringer Keystone/Hulton
Archive/Getty Images

Figura 1.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

b) Proclamação da República Popular da China.

© Stringer/AFP/Getty Images
© Stringer/AFP/Getty Images

Figura 2.

c) Execução do casal Julius e Ethel Rosen- berg.

Figura 2. c) Execução do casal Julius e Ethel Rosen- berg. Figura 3. d) Criação do

Figura 3.

d) Criação do Pacto de Varsóvia.

Figura 2. c) Execução do casal Julius e Ethel Rosen- berg. Figura 3. d) Criação do

Figura 4.

© Bettmann/Corbis/Latinstock©

Getty Images

e) Lançamento do satélite Sputnik.

© RIA Novosti/SPL/Latinstock
© RIA Novosti/SPL/Latinstock

Figura 5.

f) Voo da espaçonave Vostok I.

© Bettmann/Corbis/Latinstock
© Bettmann/Corbis/Latinstock

Figura 6.

i) Pouso da missão espacial Apolo 11.

g) Construção do Muro de Berlim.

espacial Apolo 11. g) Construção do Muro de Berlim. Figura 7. h) Fim da crise dos

Figura 7.

h) Fim da crise dos mísseis de Cuba.

de Berlim. Figura 7. h) Fim da crise dos mísseis de Cuba. Figura 8. © NASA/Photoresearchers/Latinstock

Figura 8.

© NASA/Photoresearchers/Latinstock
© NASA/Photoresearchers/Latinstock

Figura 9.

Ajude os alunos a selecionarem os temas para que sejam bem distribuídos. Depois, soli- cite que, em primeiro lugar, realizem uma pes- quisa sobre o tema a ser noticiado.

Professor, incentive os alunos a realiza- rem a pesquisa utilizando diferentes fontes de informações, tanto em bibliotecas como na internet. Alerte-os que uma boa pesqui- sa pressupõe informações obtidas e devida- mente conferidas e, muitas vezes, caso não sejam encontradas todas as informações em uma única fonte, é necessário uni-las e organizá-las.

Oriente os alunos a pesquisar em sites de instituições idôneas, como universidades, cen- tros de pesquisa, enciclopédias e almanaques virtuais, tomando sempre a precaução de con- frontar as informações e só utilizar aquelas sobre as quais conseguirem a confirmação em mais de um local.

Estabeleça a data para que os alunos tra- gam os resultados das pesquisas para a sala de aula e peça que anotem essa data no Caderno do Aluno. Com base nos dados levantados, os alunos redigirão a notícia, atendendo a orien- tação presente na atividade do Caderno do Aluno.

2. Para redigir a notícia, você deve responder, no mínimo, às seguintes questões sobre o evento selecionado.

Quem são os envolvidos? O que aconteceu? Quando ocorreu? Onde ocorreu? Como se desenrolaram os fatos? Por que ocorreu?

Você pode sugerir a eles que montem a pá- gina de jornal após a revisão das notícias feita por você. Uma possibilidade é a produção de uma página virtual de notícias.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Para finalizar esta Situação de Aprendizagem, é possível propor as atividades a seguir, que estão inseri- das no Caderno do Aluno como Lição de casa. Com elas, os alunos ampliarão seus co- nhecimentos sobre o tema e poderão registrar os resultados da pesquisa na forma de peque- nos textos.

os resultados da pesquisa na forma de peque- nos textos. 1. Explique por que as duas

1. Explique por que as duas superpotências mundiais na época da Guerra Fria não tra- varam entre si um confronto armado.

Espera-se que os alunos mencionem que, devido ao po- der dos arsenais nucleares de ambos, havia a certeza de que um confronto direto significaria a destruição mútua; o que estava em jogo era a divisão do mundo em duas áreas de influência, e, se não houve um confronto direto entre as duas superpotências, nem tampouco um conflito de dimensões mundiais, ocorreram diversos conflitos lo- calizados.

2. Explique por que podemos dizer que o Pla- no Marshall foi um aprofundamento da Doutrina Truman?

Espera-se que o aluno mencione que o Plano Marshall previa uma ampla ajuda econômica dos Estados Unidos aos países da Europa ocidental, como França, Inglaterra, Itália, Alemanha, Holanda e Bélgica, para reconstrução no contexto pós-Segunda Guerra Mundial; esperava-se a consolidação de uma base aliada na Europa. A Doutrina Truman designou um conjunto de práticas do governo dos Estados Unidos em escala mundial à época da Guerra Fria, que buscava conter a expansão do comunismo. Assim, o Plano Marshall fazia parte das práticas previstas na Dou- trina Truman.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

Os alunos devem conseguir redigir uma notícia de acordo com as características desse gênero jornalístico. É importante verificar a correção das informações utilizadas.

Por meio de suas observações, você pode verificar se:

a pesquisa realizada pelo grupo foi satisfa- tória; a síntese de informações focalizou os as- pectos principais do tema; a notícia produzida foi coerente com as ca- racterísticas do gênero trabalhadas em sala de aula.

Para responder a essas questões, você pode elaborar uma planilha que contenha seus con- ceitos de avaliação.

Proposta de questões para avaliação

de avaliação. Proposta de questões para avaliação As atividades a seguir encontram- -se na seção Você

As atividades a seguir encontram- -se na seção Você aprendeu?, do Caderno do Aluno.

1. As afirmações a seguir são referentes ao período da Guerra Fria. Leia-as e assinale a alternativa correta.

I. As potências coloniais europeias per- deram a hegemonia econômica e polí- tica mundial.

II. Os Estados Unidos preocuparam-se em ajudar economicamente a recupe- ração dos países do bloco socialista.

III. A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada com a missão de pre- servar a paz mundial.

Estão corretas as afirmações:

a) I, II e III.

b) I e II. c) I e III.
b) I e II.
c)
I e III.

d) II e III.

e) nenhuma das afirmações está correta.

Espera-se que o aluno seja capaz de discernir, entre as proposi- ções, aquelas que estão de acordo com as características do pe- ríodo da Guerra Fria e reconhecer que os Estados Unidos ofere- ceram ajuda econômica aos países europeus do bloco capitalista.

2. Sobre a Guerra da Coreia, assinale a alter- nativa correta.

a) Até o final da Segunda Guerra Mundial, esse país estava sob o domínio chinês.

Após a Segunda Guerra Mundial, a Coreia foi dividida entre russos e esta- dunidenses em duas áreas de influência, localizando-se a fronteira à altura do Paralelo 38.Guerra Mundial, esse país estava sob o domínio chinês. c) A Coreia do Norte adotou o

c) A Coreia do Norte adotou o regime ca- pitalista de produção.

d) Tropas sul-coreanas, em 1950, invadi- ram a Coreia do Norte, dando início à Guerra da Coreia.

e) Os Estados Unidos optaram por não realizar uma intervenção militar no conflito coreano.

Espera-se que o aluno consiga encontrar, entre as proposi- ções, a única correta no que se refere à Guerra da Coreia, ou seja, a divisão da Coreia em duas áreas de influência, retra- tando de maneira explícita a divisão ideológica presente no contexto da Guerra Fria.

3. Sobre a crise de Berlim, no contexto da Guerra Fria, não podemos afirmar que:

a) foi decorrente das tensões entre Estados Unidos e União Soviética após a Segun- da Guerra Mundial.

b) em 1948, a União Soviética decretou o bloqueio terrestre de Berlim Ocidental.

não houve meios de romper o bloqueio imposto a Berlim Ocidental.após a Segun- da Guerra Mundial. b) em 1948, a União Soviética decretou o bloqueio terrestre

d) durante a crise, cogitou-se um confron- to armado entre os Estados Unidos e a União Soviética.

e) em 1961, o governo da República De- mocrática Alemã separou fisicamente as duas partes da cidade de Berlim.

Espera-se que o aluno consiga encontrar, entre as proposi- ções, aquela que não identifica uma das características da crise de Berlim, ou seja, o fato de que o bloqueio foi rompido pelos Estados Unidos ao estabelecer uma ponte aérea para o abastecimento de Berlim Ocidental.

Propostas de Situações de Recuperação

Você poderá perceber que alguns dos alu- nos não alcançaram os objetivos planejados; por isso, devemos elaborar diferentes estra- tégias para tentar obter melhores resultados entre eles.

A compreensão do tema da Guerra Fria é essencial para a continuação dos estudos históricos, pois permite a apreensão das principais questões geopolíticas ocorridas na segunda metade do século XX e, no sé- culo XXI, suas rupturas e permanências no mundo.

Proposta 1

Para a retomada dos conteúdos referentes ao tema, você pode sugerir a síntese de dois conflitos que refletiram as tensões da Guer- ra Fria: a Guerra da Coreia e a Guerra do Vietnã. Indique a produção de um texto de análise a respeito de cada conflito, que contenha respostas a sete questões básicas:

quem o promoveu, o que foi, quando ocorreu, onde, como aconteceu, por que e como termi- nou?

Sugira aos alunos que realizem a pesquisa no próprio livro didático ou em livros de apoio, solicitando a eles que indiquem a bibliografia consultada.

Proposta 2

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Outra possibilidade para a recuperação pode ser a elaboração de um pequeno dicioná- rio conceitual da Guerra Fria. Peça para que seus alunos definam os seguintes termos: Dou- trina Truman, Plano Marshall, Otan, Pacto de Varsóvia, CIA, KGB, macarthismo, capitalis- mo, socialismo, corrida espacial, mundo bipo- lar e coexistência pacífica. O glossário deve ser organizado em ordem alfabética.

Sugira aos alunos que realizem a pesquisa no próprio livro didático ou em livros de apoio, en- ciclopédias e na internet. A pesquisa tem como objetivo possibilitar o entendimento dos signifi- cados dos termos em foco, mas as informações não devem ser copiadas: destaque a importância de as definições serem autorais. Diga aos alunos que é possível a elaboração de diferentes defini- ções, desde que sejam respeitados os seguintes critérios: linguagem formal e destaque para in- formações centrais relativas ao tema.

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

ARBEX JÚNIOR, José. Guerra Fria: terror de Estado, política e cultura. 2. ed. São Paulo:

Moderna, 2005. (Polêmica). Análise dos prin- cipais conflitos durante a Guerra Fria.

DIAS JÚNIOR, José Augusto; ROUBICEK, Rafael. Guerra Fria: a era do medo. São Pau- lo: Ática, 1996. (História em Movimento). Análise do contexto ideológico do processo de Guerra Fria.

Sites

Almanaque Folha. Disponível em: <http://alma naque.folha.uol.com.br>. Acesso em: 14 nov. 2013. Site do banco de dados do jornal Folha de S.Paulo.

TV Cultura. Disponível em: <http://www2.tv cultura.com.br/aloescola/historia/guerrafria/ index.htm>. Acesso em: 17 dez. 2013. Site com textos sobre as principais características da Guerra Fria.

Filmes

De volta para o presente (Blast from the Past). Direção: Hugh Wilson. EUA, 1998. 112 min. Livre. História de família estadunidense que,

durante a Guerra Fria, decide trancar-se em um abrigo nuclear, no qual permanece por 35 anos.

O céu de outubro (October Sky). Direção: Joe Johnston. EUA. 1999. 107 min. Livre. Basea-

do em fatos reais, o filme narra a história de Homer Hickam Jr. e seu sonho de conquistar

o espaço, que nasce em seu coração ao ver o

satélite soviético Sputnik cruzar os céus de sua cidade.

satélite soviético Sputnik cruzar os céus de sua cidade. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 POPULISMO EM GETÚLIO

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 POPULISMO EM GETÚLIO VARGAS

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 POPULISMO EM GETÚLIO VARGAS Esta Situação de Aprendizagem visa à com- preensão

Esta Situação de Aprendizagem visa à com- preensão de elementos característicos do fenô- meno político do populismo, presente em um discurso proferido por Getúlio Vargas, em fe- vereiro de 1954.

Também objetiva-se com esta Situação de Aprendizagem, incentivar a análise do dis- curso e estimular a prática de trabalho com fontes históricas escritas, que, além de sua compreensão promova a sua problematiza- ção, por meio de questionamentos como:

quem a produziu, em que contexto foi produ- zida, como seus contemporâneos a entenderam e qual foi sua importância na dinâmica do pro- cesso histórico?

Para abordar o tema do populismo, é im-

portante que os alunos já conheçam o proces- so político que encerrou o período do Estado Novo (1937-1945), bem como suas relações com o término da Segunda Guerra Mundial

e com o contexto da Guerra Fria.

Ao descrever a fase do populismo, por meio da caracterização dos governos de Ge- túlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart, destaque os pro- cessos de modernização e urbanização ocor- ridos a partir da segunda metade do século XX, acompanhados da manutenção da mar- cante desigualdade que caracteriza a socie- dade brasileira.

Conteúdos e temas: populismo; nacionalismo econômico; desenvolvimentismo e trabalhismo.

Competências e habilidades: compreensão de texto; domínio da norma-padrão da língua portuguesa; capacidade de interpretar dados e informações contidos em documentos históricos; relacionar informa- ções entre si e com conceitos previamente aprendidos.

Sugestão de estratégias: pesquisa e análise de documento histórico.

Sugestão de recursos: aula expositiva e documento histórico.

Sugestão de avaliação: análises relativas ao documento histórico.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Sondagem e sensibilização

Na proposição da Situação de Aprendi- zagem, é desejável que você busque e valo- rize, por meio de questões muito simples, quais são os conhecimentos prévios dos alu- nos sobre o tema. Utilize a questão presente no Caderno do Aluno:

O que você sabe sobre a Era Vargas, tam- bém conhecida como período do populis- mo na História do Brasil?

Pergunte aos alunos o que já ouviram falar do presidente Getúlio Vargas. Caso eles demonstrem não ter referências significativas, você pode optar por encaminhar uma situação de pesquisa preliminar que pode acontecer em sala de aula, com base no livro didático. Outra possibilidade é sugerir aos alunos que perguntem aos adultos com os quais convivem, de forma a fazer um levantamento das referências que as pessoas têm a respeito de Getúlio Vargas.

1 a etapa

Professor, nesta Situação de Aprendiza- gem, é muito importante que você destaque algumas das contradições do discurso popu- lista: seu caráter paternalista e autoritário, pois, junto aos benefícios sociais, era mantida estreita vigilância em relação aos movimen- tos trabalhistas; apesar da aparência de que a vontade popular era soberana, pela sua rela- ção direta com o líder carismático, na prática a política econômica do populismo esteve vol- tada para os interesses das elites e das cama- das médias nacionais.

Para aprofundar o conhecimento dos alunos a respeito da Era Vargas e das medidas econômicas tomadas no Brasil naquele momento, você pode sugerir que os alunos realizem a atividade proposta na seção Lição de casa, no Caderno do Aluno.os interesses das elites e das cama- das médias nacionais. Faça uma pesquisa sobre a Companhia

Faça uma pesquisa sobre a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e registre-a no espaço a seguir.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é a maior indústria siderúrgica do Brasil e da América Latina, e uma das maiores do mundo; situa-se na cidade de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro. Criada em 1941, durante o Estado Novo, começou efetivamente a operar apenas em 1946. Foi uma empresa esta- tal até 1993, quando foi privatizada. Sua principal usina produz, atualmente, cerca de 6 milhões de toneladas de aço bruto e mais de 5 milhões de toneladas de laminados por ano, sendo consi- derada uma das mais produtivas do mundo.

2

a etapa

Professor, o texto a seguir está presente no Caderno do Aluno, na seção Leitura e análise de tex- to. Trata-se do discurso proferido pelo presi- dente Getúlio Vargas, em fevereiro de 1954, dirigido aos trabalhadores da CSN durante uma homenagem que esses operários estavam prestando a ele; trata-se de um importante documento para a análise da prática política do populismo.derada uma das mais produtivas do mundo. 2 a etapa Leia o documento com a classe,

Leia o documento com a classe, transcrito também no Caderno do Aluno:

“Trabalhadores de Volta Redonda!

De minha parte, no exercício da suprema magistratura do país, tudo farei para assegurar ao

povo o livre exercício do direito do voto, garantindo aos partidos políticos a eleição de seus represen- tantes e às classes trabalhadoras a escolha de seus dirigentes sindicais. A ordem será mantida. Os que infringirem a lei com a prática de atos criminosos encontrarão no poder de polícia e nos tribunais de justiça a repressão necessária. Obediente ao regime institucional do país, cumprindo a lei e promoven- do o bem-estar geral, estarei servindo à democracia. Trabalhadores, meus amigos. Assim como estivestes ao meu lado no serviço dos interesses supe- riores do país, estarei sempre convosco, velando para que vos seja assegurado o direito de partilhar efetivamente dos benefícios de nosso soerguimento material.

] [

21

A reforma econômica que levamos avante neste momento visa, em primeiro lugar, o crescimento e a

expansão da riqueza do país e, em segundo lugar, a sua distribuição equitativa entre os que trabalham

e produzem, concorrendo para a sua criação.

O vosso bem-estar será o sinal de triunfo alcançado na batalha que ora travamos juntos pelo

enriquecimento e pela grandeza da pátria. Dentro da ordem, respeitando a lei e defendendo as instituições, podeis contribuir como uma força benéfica para o desenvolvimento da nação, a que juramos servir e que tudo espera de vós. Não vos iludais: cada hora perdida de trabalho importa no declínio da produção e impõe o sacrifício de todos. Só com o trabalho poderemos elevar a pro- dução e com ela a abundância e a fartura, que forçarão, por meios naturais, a queda dos preços e

o barateamento da vida. Podeis estar certos de que, longe das influências do poder, serei sempre o amigo do povo humilde e esque- cido, e no exercício do governo sou e serei sempre, meus fiéis companheiros das horas incertas ou das horas afortunadas, o mesmo amigo solícito de sempre, pronto ao atendimento de vossas justas aspirações.”

Discurso de Getúlio Vargas aos trabalhadores da CSN. Publicado na Folha da Manhã, terça-feira, 23 fev. 1954. Disponível em:

<http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_23fev1954.htm>. Acesso em: 14 nov. 2013.

Professor, você pode iniciar fazendo uma leitura coletiva do documento, procurando interpretar o texto com os alunos, cuidando para que ele seja compreendido, inclusive es- clarecendo as palavras desconhecidas ou suge- rindo sua pesquisa no dicionário.

Para explorar o documento, proponha questões coletivas e dirigidas, para conseguir a participação daqueles que têm maior difi- culdade em se expor. Solicite a um aluno que explique, complete ou corrija o que outro afir- mou; indague se determinado aluno concorda com a afirmação de outro e por quê.

Para compreender o contexto em que foi produzido o documento, retome as informa- ções sobre a data que aparece no final, a au- toria do discurso, a quem ele se destinava e o local onde foi proferido. Solicite aos alunos que anotem as informações no Caderno do Aluno.

Para prosseguir a análise do documento, peça aos alunos que preencham a tabela a se- guir, que consta do Caderno do Aluno. Peça que indiquem, no discurso, a numeração dos parágrafos, e quais deles sustentam algumas das principais características do fenômeno político do populismo.

Características

Parágrafos

Estabelecimento de um vínculo emocional entre o líder e o povo.

2

o e 5 o .

Apoio político-eleitoral das massas urbanas aos líderes populistas, em troca de benefícios sociais.

2

o e 4 o .

Funcionamento dentro de uma ordem institucional democrática.

1

o e 4 o .

Ideal desenvolvimentista.

3

o e 4 o .

Ideia de pacto social para a prosperidade nacional.

 

4 o .

Quadro 1.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

Você encontra na tabela da página anterior as referências para conduzir a correção e a ava- liação da proposta.

Por meio de suas observações, você pode verificar, ainda, se o aluno:

conseguiu se posicionar criticamente na discussão coletiva; desempenhou a atividade de identificação das principais características do populismo que aparecem no documento.

Para responder a essas questões, você pode elaborar uma planilha que contenha seus con- ceitos de avaliação.

Proposta de questões para avaliação

A atividade a seguir está presente no Caderno do Aluno, na seção Pesquisa individual.de avaliação. Proposta de questões para avaliação Explique os objetivos da campanha “O pe- tróleo é

Explique os objetivos da campanha “O pe- tróleo é nosso”.

Espera-se que os alunos expliquem que a campanha “O petróleo

é nosso” foi lançada, em 1948, pelo Centro de Estudos e Defesa

do Petróleo, em resposta à proposição do então presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, que, por meio do Estatuto do Petróleo, pretendia abrir ao capital estrangeiro a participação

na exploração mineral do país. As origens do movimento pelo petróleo remontam às descobertas de jazidas na Bahia no fim da década de 1930, com o apoio do então governo de Getú- lio Vargas, e às discussões na Assembleia Constituinte de 1946, com forte apelo nacionalista. A campanha “O petróleo é nosso”,

com ampla participação popular, visava à fundação da Petrobras, uma empresa estatal enfim criada em 1953, que passou a deter

o monopólio da extração e do refino do petróleo no Brasil, na

perspectiva da defesa dos bens do subsolo brasileiro e da política

nacionalista do governo Vargas, reeleito em 1950.

A atividade a seguir está inserida na seção Você aprendeu?, no Ca- derno do Aluno.política nacionalista do governo Vargas, reeleito em 1950. História – 8 a série/9 o ano –

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Sobre o nacionalismo proposto por Getú-

lio Vargas, podemos dizer que:

a) voltava-se para a incorporação das rei- vindicações dos movimentos operários independentes.

b) baseava-se no apoio exclusivo à grande lavoura voltada para a exportação.

c) inspirava-se no modelo econômico de caráter liberal.

d) ignorava as massas trabalhadoras dos centros urbanos.

e)
e)

preservava para o capital nacional seto- res estratégicos da economia.

Espera-se que o aluno encontre, entre as proposições, a úni- ca que caracteriza o nacionalismo varguista, baseado no de- senvolvimento nacional autossustentado.

Propostas de Situações de Recuperação

Você poderá perceber que alguns dos alunos não alcançaram os objetivos planejados; por isso, devemos elaborar diferentes estratégias para tentar obter melhores resultados entre eles.

A compreensão do tema do populismo é

muito importante para a continuação dos estu- dos históricos, pois ele possibilita a compreensão

desta fase de funcionamento institucional demo- crático, interrompida pelo golpe militar de 1964, relacionando-se este processo ao contexto inter- nacional da Guerra Fria.

Proposta 1

Para a retomada dos conteúdos referentes ao populismo, você pode sugerir aos alunos que redijam um texto histórico para analisar a prin- cipal característica em Getúlio Vargas e que defi- niu a sua política: o trabalhismo.

Sugira aos alunos que realizem uma pesquisa no próprio livro didático, e também em livros de

apoio, buscando relatar quais foram as ações de Getúlio Vargas para consolidar a política traba- lhista. Não deixe de indicar aos alunos que de- vem, também, buscar informações sobre quais foram as consequências dessa política para os trabalhadores e incluí-las no texto.

Proposta 2

Outra possibilidade de recuperação é soli- citar aos alunos que pesquisem duas imagens sobre o período getulista, podendo inclusive ser charges. Enfatize aos alunos que a pes- quisa e seleção de imagens devem focalizar características do populismo. As imagens po- dem ser encontradas no livro didático adota- do ou na internet. Peça a eles que escolham as imagens e elaborem para cada uma delas um pequeno texto explicativo das caracterís- ticas populistas de Getúlio Vargas. Nos livros didáticos é comum o uso de imagens de Ge- túlio Vargas discursando para trabalhado- res, fotos em desfiles cívicos, inauguração de obras públicas, fotos oficiais, charges etc.

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

BARROS, Edgard L. de. O Brasil de 1945 a 1964. 5. ed. São Paulo: Contexto, 1997. (Re- pensando a História). Livro que retrata os conflitos políticos que marcaram os governos Dutra, Vargas, Juscelino, Jânio e Jango por meio de ampla documentação.

BERTOLLI FILHO, Cláudio. De Getúlio a Juscelino (1945-1961). São Paulo: Ática, 2002. (Retrospectiva do Século XX). Retrata o período entre os governos Vargas e JK, en- focando a política e a economia.

DANTAS FILHO, José; DORATIOTO, Francisco F. M. A república bossa-nova: a de-

mocracia populista (1954-1964). 4. ed. São Paulo: Atual, 1991. (História do Brasil em Documentos). Com base na reprodução co- mentada de documentos de época, a obra ex- põe temas políticos relativos ao período.

Site

Centro de Pesquisa e Documentação de His- tória Contemporânea do Brasil – CPDOC. Disponível em: <http://www.cpdoc.fgv.br>. Acesso em: 14 nov. 2013. Site com amplo ma- terial para o estudo da história da República brasileira desde Getúlio Vargas.

Filmes

Os filmes a seguir podem ser utilizados para a preparação das aulas, mas é importan- te que observe e se atenha à classificação etá- ria antes de indicá-los aos alunos.

Boa noite, boa sorte (Good Night, and Good Luck). Direção: George Clooney. EUA, 2005. 93 min. 14 anos. Conta a história do macarthis- mo nos Estados Unidos.

Getúlio Vargas. Direção: Ana Carolina Teixeira Soares. Brasil, 1974. 76 min. Sem clas- sificação indicativa. Documentário sobre o pe- ríodo em que Getúlio Vargas governou o Brasil.

Jango. Direção: Silvio Tendler. Brasil, 1984. 117 min. 12 anos. O documentário retrata o Brasil dos anos 1950 e 1960, até o golpe que derrubou João Goulart.

Os anos JK, uma trajetória política. Direção:

Silvio Tendler. Brasil, 1980. 110 min. Livre. Documentário que relata a ascensão política, o governo e a luta de JK para recuperar seus direitos políticos, cassados pelo golpe de 1964. Retoma o contexto político nacional a partir de Getúlio Vargas, estabelecendo um para- lelo entre o que ocorria no Brasil e a vida de Juscelino Kubitschek.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2 SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 MEMÓRIA E

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 MEMÓRIA E IMAGENS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA

4 MEMÓRIA E IMAGENS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA Nesta Situação de Aprendizagem, o obje- tivo é
4 MEMÓRIA E IMAGENS DA DITADURA MILITAR BRASILEIRA Nesta Situação de Aprendizagem, o obje- tivo é

Nesta Situação de Aprendizagem, o obje- tivo é a compreensão da ditadura militar em suas múltiplas manifestações: a repressão, a propaganda política, o “milagre econômico”, os movimentos de resistência e a efervescência cultural. Propomos a realização de um painel com imagens representativas do período suge- ridas com base em depoimentos.

Com esta Situação de Aprendizagem, você pode buscar, principalmente, encami- nhar as reflexões dos alunos, para que per- cebam as relações entre passado e presente, as permanências e rupturas na dinâmica do processo histórico, bem como contribuir

para que eles compreendam a importância do estudo daquela fase para a ampliação das discussões sobre questões relativas à construção da cidadania no Brasil.

Para propor esta Situação de Aprendiza- gem, você já deve ter abordado o populismo (1946-1964), a ruptura da ordem democrá- tica no golpe de 1964 e as relações que es- ses eventos históricos tiveram com a Guerra Fria. Mais ainda, também já deverá ter sido tratado o período da ditadura militar, pelo menos nas suas duas primeiras fases: de 1964 até o AI-5 e os chamados “Anos de Chumbo”

(1969-1974).

Conteúdos e temas: golpe militar; ditadura militar; repressão; censura; propaganda oficial; “milagre eco- nômico”; direitos humanos; movimento estudantil e subversão.

Competências e habilidades: trabalho em equipe; treino da iniciativa e da autonomia na busca de dados e infor- mações pertinentes ao tema, além da possibilidade de entrar em contato com diferentes fontes de informações.

Sugestão de estratégias: aulas expositivas, trabalho em grupos, realização de entrevistas, pesquisa de imagens e elaboração do painel.

Sugestão de recursos: materiais para pesquisa, cartolina, papel-cartão ou papel kraft.

Sugestão de avaliação: participação dos alunos e elaboração do painel.

Sondagem e sensibilização

Para dar início a esta Situação de Apren- dizagem, solicite aos alunos que entrevistem parentes, amigos e vizinhos que tenham 50 anos ou mais.

parentes, amigos e vizinhos que tenham 50 anos ou mais. Professor, as perguntas a seguir es-

Professor, as perguntas a seguir es- tão inseridas no Caderno do Alu- no, na seção Lição de casa.

1. Qual é seu nome?

2. Quantos anos tem?

3. Quais acontecimentos nacionais você lem- bra do período da ditadura militar, princi- palmente entre os anos de 1964 e 1974?

4. Ao lembrar do período, que imagens fica- ram mais marcadas em sua memória?

Combine uma data para que todos tra- gam as anotações sobre os depoimentos re- colhidos; sugira, a quem for possível, o quão interessante seria se os depoimentos fossem gravados.

No dia agendado, permita aos alunos que relatem e confrontem os testemunhos para valorizar a diversidade das percepções e das memórias. Conte-lhes que esta é uma meto- dologia muito usada em pesquisas históricas,

conhecida como História Oral, na qual ocorre

a valorização das memórias e as recordações

de indivíduos com informações recolhidas por meio de entrevistas com pessoas que vivencia- ram algum fato.

1 a etapa

Em seguida, informe que a atividade pro- posta tem como objetivo a confecção de um painel ilustrado dos acontecimentos citados nesses depoimentos, de acordo com a orienta- ção presente na seção Pesquisa em grupo, no Caderno do Aluno.

Assim, é importante elencar quais fa- tos foram citados pelos entrevistados, para estabelecer os temas de pesquisa e trabalho. Encaminhe a situação de maneira que os próprios alunos determinem os temas, com o objetivo de realizar a síntese entre as informa- ções que recolheram e o que aprenderam nas aulas expositivas. Anote, no quadro, as suges- tões de temas dos alunos.

Há múltiplas possibilidades de assuntos,

entre elas: o movimento estudantil, a repres- são policial, as atividades de grupos guerri- lheiros, os festivais de música, a conquista do tricampeonato mundial de futebol, as obras “faraônicas” do milagre econômico, como a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a ponte Rio-Ni- terói e a Usina Nuclear Angra 1, os cartazes

e as músicas de propaganda do governo, os generais-presidentes da República etc.

Divida a classe em grupos e estabeleça um tema para cada um deles; é interessan- te utilizar o sistema de sorteio, tanto para a montagem dos grupos quanto para selecio- nar o assunto. A seguir, solicite a pesquisa de imagens que ilustrem o tema do grupo, orientando que ela deve ser feita em dife- rentes fontes de informações; indique enci- clopédias, almanaques, livros e a internet. Alerte-os para o fato de uma boa pesquisa pressupor variadas fontes e que as imagens, sempre que possível, devem ser identifica- das, com data e local. Finalmente, indique uma data para que cada grupo traga as ima- gens pesquisadas.

Cada grupo deve montar o painel de ima- gens em uma cartolina, papel-cartão ou papel kraft.

É importante que você participe da realiza- ção desta etapa do trabalho: coordene a ativi- dade, faça sugestões sobre a divisão de tarefas e avise os alunos que o processo de preparação também está sendo avaliado.

Instrua-os a buscar uma distribuição equi- librada das imagens no painel, que cada uma das imagens deve ter sua legenda, indicando local e data, e que o tema deve aparecer no título.

Para finalizar esta Situação de Aprendizagem, é possível propor as atividades a seguir, que estão inseridas no Caderno do Aluno como Pesqui- sa individual. Com elas, os alunos ampliarão seus conhecimentos sobre o tema e poderão registrar os resultados da pesquisa na forma de pequenos textos.

os resultados da pesquisa na forma de pequenos textos. 1. O que foi o “milagre econômico”

1. O que foi o “milagre econômico” durante os “Anos de Chumbo” da ditadura militar?

Espera-se que o aluno responda que o “milagre econô- mico” corresponde a um curto período de prosperidade econômica, ocorrido durante a ditadura militar, marcado

pela grandiosidade das obras públicas, como a Ponte Rio- -Niterói, a Rodovia Transamazônica e a Hidrelétrica de Itai- pu. Essa prosperidade foi condicionada à abertura para o capital externo.

2. O AI-5, muitas vezes, é mencionado como um “golpe dentro do golpe”. Qual seria o significado dessa expressão?

Espera-se que o aluno responda que o Ato Institucional n o 5, ao conceder plenos poderes ao Executivo para decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembleias Legislati- vas e das Câmaras de Vereadores e violar os direitos humanos, políticos e civis, ampliando o poder dos órgãos de repressão, instituía, sem nenhum disfarce, a situação de ditadura que até então vinha sendo mantida dentro de uma aparente ordem constitucional.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

Para avaliação de conteúdo, o principal é verificar se os alunos conseguiram, por meio dos depoimentos, estabelecer temas e com- por painéis ilustrativos das duas primeiras fases da ditadura militar no Brasil e se con- seguiram organizar as imagens de maneira coerente.

A avaliação dos processos de ensino-apren-

dizagem deve proporcionar o aprimoramento das atividades pedagógicas. Nesta atividade, o foco é o desenvolvimento da capacidade argu- mentativa.

Por meio de suas observações, você pode verificar:

como o aluno conseguiu posicionar-se no trabalho coletivo; se o aluno contribuiu para o desenvolvimen-

to da proposta com dados de entrevista;

se o aluno participou da elaboração e da escolha dos temas de trabalho; se o grupo desenvolveu o painel conside- rando critérios de organização estética e espacial das informações.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Proposta de questões para avaliação

o ano – Volume 2 Proposta de questões para avaliação As atividades a seguir estão presen-

As atividades a seguir estão presen- tes na seção Você aprendeu?, no Caderno do Aluno.

1. Leia os itens a seguir, que contêm informa- ções sobre as causas do golpe de 1964.

I. Vários setores políticos acusavam o presidente João Goulart de querer instalar, no Brasil, um regime comu- nista.

II. As promessas do governo federal de fazer a reforma agrária e urbana es- timularam as intenções golpistas de setores conservadores.

III. A Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de março de 1964, na cidade de São Paulo, buscava dar apoio político ao presidente João Goulart.

Quais, dentre as afirmações, são verda- deiras?

a) Apenas I. b) I e II.
a) Apenas I.
b)
I e II.

c) I e III.

d) II e III.

e) I, II e III.

Espera-se que o aluno seja capaz de discernir, entre as pro- posições, aquelas que estão de acordo com as causas para o golpe de 1964 e que a Marcha da Família com Deus pela Li- berdade – ao contrário do que se afirma na proposição – foi uma resposta dos opositores de João Goulart a seu comício na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

2. Em relação à luta armada que fazia opo- sição ao regime militar, não podemos afir- mar que:

a) pode ser considerada uma resposta às me- didas repressivas tomadas pelo governo.

b) algumas organizações realizaram se- questros de autoridades estrangeiras para trocá-las pela liberdade de prisio- neiros políticos.

c) algumas organizações realizavam assal- tos a bancos para conseguir recursos para a guerrilha.

representou uma verdadeira ameaça à segurança nacional, pois chegou a reu- nir cerca de dez milhões de adeptos.tos a bancos para conseguir recursos para a guerrilha. e) algumas organizações realizaram movi- mentos de

e) algumas organizações realizaram movi- mentos de guerrilha em zonas remotas do território nacional.

Espera-se que o aluno consiga encontrar, entre as propo- sições, aquela que não contém uma característica da luta armada durante os anos da ditadura militar, que não repre- sentou uma verdadeira ameaça à segurança nacional nem conseguiu reunir cerca de dez milhões de adeptos.

3. Em resposta aos movimentos da oposição política, os governos militares ditatoriais:

a) não utilizavam tortura como meio de obter depoimentos.

b) não tinham conhecimento da morte e do desaparecimento de prisioneiros po- líticos.

usavam o Serviço Nacional de Informa- ção (SNI) como órgão a serviço do apa- rato repressivo.da morte e do desaparecimento de prisioneiros po- líticos. d) garantiam liberdade de expressão e de

d) garantiam liberdade de expressão e de imprensa, apesar da estrutura repressiva.

e) não interferiam nos conflitos políticos entre os militares, o movimento estu- dantil e os movimentos de luta armada.

Espera-se que o aluno consiga encontrar, entre as propo- sições, aquela que identifica uma das características da re-

pressão política ocorrida durante a ditadura militar, que foi o controle do sistema pelo SNI.

Propostas de Situações de Recuperação

A recuperação é o meio que você pode utilizar para ajudar os alunos que encontram maiores dificuldades nos processos de ensino e aprendizagem. Tais dificuldades podem ocor- rer na apreensão dos conteúdos, quando o aluno não consegue compreender o texto, não domina o vocabulário e os conceitos específi- cos da área e não consegue estabelecer rela- ções de sequência. Você precisa identificá-las para conseguir uma intervenção satisfatória.

No tema da ditadura militar, o aluno deve

perceber as principais questões políticas, eco- nômicas e sociais, e inclusive suas contradi- ções. Essa apreensão é muito importante para

a continuação dos estudos históricos, pois é

fundamental para que se compreenda a his- tória brasileira dos últimos 25 anos do século XX, sobretudo para a caracterização das lutas sociais e políticas na fase de redemocratização.

Proposta 1

Para a retomada dos conteúdos referentes ao tema, você pode propor uma atividade na qual

o aluno elabore dez frases que sintetizem os dois

primeiros períodos da ditadura militar, ou seja, de 1964 até o AI-5 (13 de dezembro de 1968) e os chamados “Anos de Chumbo” (1969-1974).

Com esta atividade, você pode verificar o do- mínio de seus alunos sobre a norma-padrão da língua portuguesa e sua capacidade de sinteti- zar conteúdos, utilizando conceitos para a com- preensão desse contexto histórico específico.

Proposta 2

Para a recuperação, você também pode su- gerir a elaboração de uma pesquisa sobre os cinco Atos Institucionais, estabelecidos entre

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

1964 e 1968. Sugira a pesquisa no próprio li- vro didático e também em livros de apoio. A pesquisa pode ser apresentada em um quadro, no qual conste o número do Ato, a data de sua imposição e suas principais determinações.

Esta atividade pode ser realizada em duplas e os alunos poderão perceber como, por meio deles, houve a consolidação da situação de ditadura.

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

FICO, Carlos. O regime militar no Brasil: 1964- 1985. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 1999. (Que História é Essa?). Estudo com base em textos e imagens sobre o período da ditadura militar no Brasil.

NAPOLITANO, Marcos. O regime militar brasileiro: 1964-1985. São Paulo: Atual, 1998. (Discutindo a História do Brasil). Discussão sobre as questões políticas, econômicas e so- ciais brasileiras durante o regime militar.

Filmes

Os filmes a seguir podem ser utilizados

para a preparação das aulas, mas é importan- te que observe e se atenha à classificação etá- ria antes de indicá-los aos alunos.

O ano em que meus pais saíram de férias. Di- reção: Cao Hamburger. Brasil, 2006. 97 min. 10 anos. Os pais de um garoto, inesperada- mente, deixam-no com o avô paterno, por te- rem de fugir devido à repressão da ditadura militar.

O dia que durou 21 anos. Direção: Camilo

Tavares. Brasil, 2013. 77 min. 12 anos. Docu- mentário que mostra a influência do governo dos Estados Unidos da América no Golpe de Estado no Brasil em 1964. A ação militar que deu início à ditadura contou com a ativa par- ticipação de agências como CIA e a própria Casa Branca.

O que é isso, companheiro? Direção: Bruno

Barreto. Brasil, 1997. 105 min. 14 anos. Basea- do no livro homônimo de Fernando Gabeira, conta o sequestro do embaixador dos Estados Unidos em 1969.

Pra frente, Brasil. Direção: Roberto Farias. Brasil, 1982. 110 min. 16 anos. Conta a histó- ria de um homem que foi confundido com um ativista político, preso e torturado durante a Copa de 1970.

político, preso e torturado durante a Copa de 1970. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5 ABERTURA LENTA, GRADUAL

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5 ABERTURA LENTA, GRADUAL E SEGURA

DE APRENDIZAGEM 5 ABERTURA LENTA, GRADUAL E SEGURA Esta Situação de Aprendizagem trata da derrota da

Esta Situação de Aprendizagem trata da derrota da emenda Dante de Oliveira, que tinha como objetivo reinstaurar eleições di- retas para presidente da República no Bra- sil. A estratégia sugerida propõe a análise do editorial do jornal Folha de S.Paulo, de 26 de abril de 1984, que está reproduzido no Caderno do Aluno para o encaminhamento da proposta a ser desenvolvida.

Para a compreensão do processo de rede-

mocratização no Brasil, é desejável que você já tenha abordado a ditadura militar, em suas múltiplas possibilidades de caracterização. Devem ter sido destacados, sobretudo, os conceitos de repressão política e de resistên- cia à ordem instituída.

Além disso, espera-se que tenha sido men- cionada a primeira fase do processo de abertura, com as eleições parlamentares de 1974; a extinção dos Atos Institucionais, em 1978; os movimentos

estudantis e grevistas de 1978; a anistia e o fim do bipartidarismo, aprovados em 1979; as eleições diretas para governadores dos Estados, em 1982;

e a campanha das Diretas Já, entre 1983 e 1984. É fundamental mencionar que o governo militar

tentou impedir o processo de abertura política,

e dizer que seu aparelho repressivo provocou o

desaparecimento de milhares de pessoas, além de mortes confirmadas como a do jornalista Vladi- mir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho, em 1975 e 1976, respectivamente; o Pacote de Abril, de 1977; e a bomba no Riocentro, em 1981. Essas sequências são muito proveitosas para tratar os conceitos de tempo e processo histórico.

Procure, inicialmente, orientar os alu- nos para que trabalhem a ideia de proces- so histórico em sua dimensão não linear, portador de ritmos diversos, marcados por avanços e recuos. Procure também contri- buir para que compreendam as implicações da redemocratização na atual situação po- lítica brasileira.

A Situação de Aprendizagem também visa incentivar a prática do trabalho com textos jornalísticos, não só na busca de sua compreensão e interpretação, mas também de sua problematização.

Conteúdos e temas: ditadura; redemocratização; abertura política; eleições; bipartidarismo e plu- ripartidarismo; anistia; eleições diretas; Assembleia Constituinte; Constituição; Nova República e emenda constitucional.

Competências e habilidades: dominar a norma-padrão da língua portuguesa; interpretar dados e infor- mações contidos em textos jornalísticos; relacionar essas informações entre si e com conceitos previa- mente aprendidos; argumentar.

Sugestão de estratégias: leitura e análise de documento histórico, elaboração de frases-síntese.

Sugestão de recursos: aula expositiva e análise de textos.

Sugestão de avaliação: participação dos alunos e texto de síntese.

Sondagem e sensibilização

Uma aula antes da realização da Situação de Aprendizagem, procure trazer, e também solicitar aos alunos que tragam, editoriais de diversos jornais para fazer com eles um levantamento de suas principais caracterís- ticas, conforme está sugerido na seção Lição de casa, no Caderno do Aluno.

Professor, certifique-se que os alunos compreenderam o que são editoriais, usando como exemplo os editoriais trazidos por eles, ajude-os a identificar suas características. No Caderno do Aluno há um pequeno texto in-

formativo sobre o editorial, verifique-o a se- guir:

Curiosidade

O jornalista encarregado de redigir os editoriais é chamado de editorialista, mas, geralmente, seu nome não aparece, pois os editoriais expressam a opinião do respectivo veículo de imprensa, jornal ou revista, sobre determinado assunto. Por essa razão, esses textos são opinativos e não informativos. Via de regra, os editoriais aparecem nas primei- ras páginas do jornal ou da revista.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

1 a etapa
1 a etapa

Em seguida, divida a turma em grupos e peça aos alunos que fa-

çam uma primeira leitura silenciosa do edi- torial a seguir, que está reproduzido no Caderno do Aluno, na seção Leitura e aná- lise de texto.

Cai a emenda, não nós

“Frustrou-se a esperança de milhões. Uma compacta minoria de maus parlamentares disse não à vontade que seu próprio povo soube expressar com transparência, firmeza e ordem. Nunca a sociedade brasileira se ergueu com tal vulto, nunca um movimento se irradiou de modo tão amplo nem o curso da história se apresentou assim palpitante e inconfundível. Em poucos meses, a campanha pelas Diretas Já dissolveu fronteiras de todo tipo para imantar o espírito dos brasileiros numa torrente serena, profun- da, irrefreável. Um povo sempre acusado de abulia e de inaptidão para a vida pública ofereceu, ante a surpresa de observadores locais e estrangeiros, o espetáculo de seu próprio talento para se organizar e manifestar com responsabilidade, energia e imaginação. A tudo isso alguns congressistas disseram não. Evitemos insultar a memória do passado e as ge- rações de amanhã chamando-os ‘congressistas’: são representantes de si próprios, espectros de parla- mentares, fiapos de homens públicos, fósseis da ditadura. Antes votar não a omitir-se covardemente, como muitos fizeram; melhor, porém, era renunciar ao mandato do qual não conseguiram mostrar-se

à altura, devolvendo-o com um pedido de desculpas a sua fonte legítima de origem. Não foi o que fize-

ram e eles sabem o que fazem. Mas não sabem que o Brasil – felizmente! – mudou, que a sociedade civil resgatará seus compromissos, a população exigirá seus direitos tantas vezes postergados e os leitores retribuirão na mesma moeda: não mais terá votos quem lhes negou o direito ao voto. Esta ‘Folha’ não foi a primeira nem a única a exigir Diretas Já. Mas não mediu esforços, desde o

início, para que a campanha se transformasse nesse grande festival de civilização política que vimos pre- senciando e estimulando. É nessa condição que dirigimos agora um apelo aos nossos leitores e a todos os brasileiros, cidadãos desta Pátria renascida. Neste momento de amargura, é fundamental preservar aquilo que tem sido a força do movimento. Em lugar da violência, a participação; em lugar do tumulto,

a tranquilidade; em lugar do desespero, a persistência; em lugar do desânimo, a vitalidade renovada a

cada revés. De onde proveio a força moral e política desta campanha senão de seu caráter pacífico, de sua forma organizada, de sua natureza unitária, de sua amplitude social e geográfica, de seu propósito radicalmente democrático, de seu estilo generoso, de seu aspecto colorido? É preciso aprender com os erros, certamente; mais importante é não abandonar os acertos. Acima de tudo é necessário manter a ordem, a paz e a tranquilidade. Não somos o primeiro povo a lutar por sua emancipação definitiva e a lição das experiências análogas é que a luta é sempre longa, difícil e peno- sa. A emenda Dante de Oliveira está derrotada, não nós. Ainda que já tivéssemos reconquistado as diretas ha- veria um extenso caminho a percorrer. Continuemos com a mesma intransigência e com a mesma esperança. Colocamos ontem mais um tijolo nesse edifício que os homens e as mulheres do futuro, diferentes por suas etnias, pensamentos e interesses, hão de contemplar e dizer: ‘eis aí um belo lugar, eis aí onde queremos que nossos filhos cresçam, ao mesmo tempo trabalhando, aprendendo e divertindo-se’.”

Editorial publicado na Folha de S.Paulo, 26 abr. 1984. Disponível em: <http://almanaque.folha.uol.com.br/brasil_26abr1984.htm>. Acesso em: 14 nov. 2013.

Após a leitura do texto, solicite aos alunos que verifiquem suas dúvidas sobre o vocabulá- rio e esclareça-lhes, oferecendo também infor- mações sobre a votação em questão. O texto a seguir está presente no Caderno do Aluno e ofe- rece subsídios para o entendimento do momento histórico que está sendo retratado no editorial.

Você sabia?

A emenda constitucional Dante de Oli- veira, que leva o nome do ex-deputado fe- deral mato-grossense que a propôs, tinha como objetivo reinstaurar eleições diretas para presidente da República. Em todo o Brasil, manifestações populares a favor des- sa emenda deram origem a um dos maiores movimentos civis de nossa história: o movi- mento das Diretas Já! Contudo, no dia 25 de abril de 1984, a emenda foi derrotada, com o seguinte resultado: 298 deputados votaram a favor, 65 contra e três abstiveram-se; 113 par- lamentares não compareceram ao plenário. Como para a aprovação da emenda seriam necessários dois terços dos votos, faltaram 22 votos. Assim, na eleição para presiden- te da República de 1985, que foi indireta, o Congresso Nacional elegeu Tancredo Neves.

Elaborado especialmente para o São Paulo faz escola.

Em seguida, sugira aos alunos que discutam a posição desse veículo da imprensa, nitida- mente a favor do movimento das Diretas Já e crítico em relação aos congressistas que ocasio- naram a derrota da emenda Dante de Oliveira.

De acordo com seus critérios, você pode propor que a classe se divida em duplas ou gru- pos, para escrever uma frase que sintetize cada parágrafo e registrá-la no Caderno do Aluno. Depois solicite a cada dupla ou grupo que apresente oralmente sua síntese para a classe.

Com um colega, escreva uma frase que sintetize a ideia principal de cada pará- grafo do texto “Cai a emenda, não nós”.

1º § Elogio feito pelo editorial ao movimento das Diretas Já. 2º § Crítica aos congressistas que se omitiram e àqueles que disseram não à vontade popular. 3º § Apelo à manutenção da mobilização popular. 4º § Apelo a favor da manutenção da esperança na redemo- cratização do país. 5º § Declaração de crença na importância daquele momen- to histórico.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

Verifique se cada dupla ou grupo atingiu o objetivo de sintetizar as ideias principais do edi- torial. No primeiro parágrafo, os alunos devem conseguir identificar o elogio feito pelo editorial ao movimento das Diretas Já; no segundo, a críti- ca aos congressistas que disseram não à vontade popular e àqueles que se omitiram; no terceiro, um apelo à manutenção da mobilização popu- lar; no quarto, um apelo a favor da manutenção da esperança na redemocratização do país; e, no quinto e último, a ideia de que este é o país que construímos hoje para o futuro dos nossos filhos.

Por meio de suas observações, verifique como o aluno se posicionou nas discussões.

Proposta de questões para avaliação

nas discussões. Proposta de questões para avaliação As atividades a seguir estão inseri- das na seção

As atividades a seguir estão inseri- das na seção Você aprendeu?, no Caderno do Aluno.

1. Durante o processo de abertura política, entre as medidas do governo federal estava a suspensão da censura a veículos da im- prensa. Como isso contribuiu para o pro- cesso de redemocratização no Brasil?

Espera-se que o aluno responda que a liberdade de imprensa é um dos elementos fundamentais para a existência de uma situação democrática, pois é por meio da informação que a opinião pública pode se articular e se expressar.

2. Qual foi a importância do movimento das Diretas Já para o fim da ditadura militar no Brasil?

Espera-se que os alunos identifiquem que o movimento das Diretas Já, ao exigir eleições diretas para presidente da Re- pública, representou o início de uma intensa mobilização sociopolítica para a redemocratização do país.

3. As afirmações a seguir referem-se ao pro- cesso de redemocratização no Brasil.

I. Esse processo foi marcado por avan- ços das forças democráticas, sem quaisquer resistências de setores con- servadores e desfavoráveis ao fim da ditadura militar.

II. Durante esse processo, não houve mani- festações do movimento operário; hou- ve somente manifestações estudantis.

III. Esse processo foi prejudicado por- que importantes lideranças políticas estavam exiladas e só puderam retor- nar ao Brasil após a promulgação da Constituição de 1988.

Estão corretas as afirmações:

a) I, II e III.

b) I e II.

c) I e III.

d) II e III.

e)
e)

nenhuma das afirmações está correta.

Espera-se que o aluno possa perceber que nenhuma das pro- posições está correta, pois houve resistências à redemocra- tização, bem como mobilizações do operariado, e a anistia política, aprovada em 1979, trouxe de volta ao país impor- tantes lideranças para a consolidação da redemocratização.

4. A derrota do movimento das Diretas Já, que, entre 1983 e 1984, promoveu intensa mobili- zação popular, teve como consequência:

a) a eleição direta de Fernando Collor de Mello.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

b) a promulgação da Constituição de 1988.

a eleição indireta de Tancredo Neves.– Volume 2 b) a promulgação da Constituição de 1988. d) o fim do bipartidarismo. e)

d) o fim do bipartidarismo.

e) a extinção dos Atos Institucionais.

Espera-se que o aluno identifique, entre as alternativas, aque- la que se refere às consequências do movimento das Diretas Já, ou seja, a eleição indireta de Tancredo Neves, pois todos os outros fatos mencionados estão equivocados quanto à se- quência cronológica e às relações de consecução.

5. Identifique a única medida que não fez par-

te do processo de abertura política “lenta,

gradual e segura”:

a) revogação dos Atos Institucionais em

1978.

b) aprovação da Lei de Anistia em 1979.

c) retorno ao pluripartidarismo em 1979.

aprovação de eleições diretas para presi- dente da República em 1984.Anistia em 1979. c) retorno ao pluripartidarismo em 1979. e) restabelecimento de eleições diretas para governadores

e) restabelecimento de eleições diretas para governadores de Estados em 1982.

Espera-se que o aluno encontre, entre as alternativas, aquela que não representa uma medida do governo no sentido da abertura política, ou seja, a aprovação de eleições diretas para presidente da República – a proposta foi rejeitada pela Câmara dos Deputados.

Propostas de Situações de Recuperação

A compreensão do processo de redemocrati-

zação é essencial para os estudos referentes à His-

tória do Brasil, pois permite aos alunos entender melhor a realidade contemporânea, não só em ter- mos políticos, mas também sociais e econômicos.

Proposta 1

Solicite aos alunos em recuperação que realizem uma pesquisa sobre as principais

mudanças introduzidas pela atual Constitui-

ção do Brasil, promulgada em 1988. Valorize

o texto constitucional como uma conquista do processo de redemocratização.

Como fontes de pesquisa, indique enciclo-

pédias, inclusive virtuais, almanaques e jornais. Lembre-os de que o texto final deve constituir uma síntese do material pesquisado, que confron-

te as fontes e não seja apenas uma cópia, e de que

é necessário indicar a bibliografia consultada.

Proposta 2

Outra possibilidade para a retomada dos conteúdos referentes ao tema é a produção de um texto sobre o processo de impeachment so- frido pelo presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992), em todas as suas características, sobretudo referindo-se à mobilização popular.

Sugira que elaborem um texto no qual fi- que claro por que esse tipo de processo polí- tico-criminal só é possível em uma situação democrática. Os alunos podem consultar seu próprio material didático, livros de apoio, en- ciclopédias e a internet.

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

KUCINSKI, Bernardo. O fim da ditadura mi- litar. São Paulo: Contexto, 2001. (Repensando

a História) <http://www.editoracontexto.com.

br>. Traz uma reflexão acerca do longo processo

de transição da ditadura à democracia, no Brasil.

SADER, Emir. Que Brasil é este? São Paulo:

Atual, 1999. (História Viva). Apresenta uma análise sobre a história política do Brasil nos últimos anos do século XX, destacando os principais dilemas nacionais.

Sites

Banco de dados Folha: Acervo on-line. Dispo- nível em: <http://almanaque.folha.uol.com. br/brasil70.htm>; e <http://almanaque.folha. uol.com.br/brasil80.htm>. Acesso em: 14 nov.

2013. Páginas com textos publicados sobre os

mais importantes acontecimentos no Brasil nas

décadas de 1970 e 1980.

Filmes

ABC da greve. Direção: Leon Hirszman. Bra-

sil, 1990. 75min. Livre. O documentário conta

a trajetória das greves de metalúrgicos da re- gião do ABC paulista, retratando em especial

o ano de 1979, grande marco na busca dos

operários por melhores salários e melhores

condições de vida.

Entreatos Lula e 30 dias do poder. Direção:

João Moreira Salles. Brasil, 2004. 117 min. Li- vre. Documentário sobre a campanha presi- dencial de 2002. O diretor que acompanhou o cotidiano do candidato vencedor, Luiz Inácio Lula da Silva.

Peões. Direção: Eduardo Coutinho. Brasil,

2004. 85 min. Livre. Premiado documentário

sobre as greves da região do Grande ABC à época da abertura política, com base em de- poimentos de metalúrgicos que permanecem em relativo anonimato.

de metalúrgicos que permanecem em relativo anonimato. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6 EU TENHO UM SONHO Esta

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6 EU TENHO UM SONHO

anonimato. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6 EU TENHO UM SONHO Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo

Esta Situação de Aprendizagem tem como objetivo estudar o discurso pronunciado por Martin Luther King, em 28 de agosto de 1963,

durante a Marcha de Washington por Emprego e Liberdade, um momento importante na história do Movimento Americano pelos Direitos Civis.

Para tratar do tema dos movimentos so-

ciais e culturais nas décadas de 1950, 1960

e 1970, é importante que alguns assuntos já

tenham sido abordados, como: a Guerra Fria

e suas consequências e o desenvolvimento do

capitalismo na segunda metade do século XX.

Ao caracterizar os movimentos sociais

e culturais da década de 1960, destaque as

propostas de mudança dos movimentos estu-

dantis, como os ocorridos em Paris e Praga, em 1968, os aspectos de contestação da so- ciedade de consumo, típicos de movimentos de contracultura, como o movimento hippie,

e os avanços do movimento feminista. É im-

portante ajudá-los a identificar as influências

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

desses movimentos no mundo contemporâ- neo, principalmente nas questões relativas ao comportamento e aos costumes.

Com a proposição desta Situação de Aprendizagem, oriente os alunos para que percebam os movimentos de contestação da década de 1960 como um momento impor- tante na luta pelos direitos civis no mundo ocidental, sensibilizando-os para alguns dos problemas sociais brasileiros atuais.

A Situação de Aprendizagem também visa incentivar o desenvolvimento da competência escritora, por meio da aprendizagem desse conteúdo curricular.

Conteúdos e temas: direitos civis; cidadania; movimentos sociais; contestação e rebeldia.

Competências e habilidades: encadear argumentos de forma coerente e produzir um texto de caráter argumentativo; estabelecer relações, a partir da seleção e da organização de informações registradas em documentos de natureza variada; analisar os processos de formação e transformação das institui- ções político-sociais como resultado das lutas coletivas.

Sugestão de estratégias: pesquisa, fichamento e produção textual.

Sugestão de recursos: discurso de Martin Luther King.

Sugestão de avaliação: produção do texto.

Sondagem e sensibilização

Nesta aula, para introduzir brevemente o tema, solicite aos alunos que mencionem como avaliam a questão do racismo na sociedade atual. Pode ser algo de que tenham conhecimen- to, de que tenham ouvido falar, lido em jornais ou revistas, visto em filmes ou novelas ou mes- mo em situações do seu cotidiano. Permita aos alunos que se expressem livremente, garantindo

o respeito às diferenças e um ambiente voltado à formação de cidadãos conscientes.

1

a etapa

Professor, o texto a seguir está inse- rido no Caderno do Aluno, na seção Leitura e análise de texto, e oferece uma breve contextualização histórica sobre a discriminação racial e a luta por direitos iguais.

sobre a discriminação racial e a luta por direitos iguais. O contexto da luta Pela atual

O contexto da luta

Pela atual Constituição brasileira, promulgada em 1988, o racismo é considerado crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão; porém, nem sempre foi assim. Nos Estados Unidos da América, desde o final do século XIX, muitos Estados adotavam a política do “separados, mas iguais”; na prática,

35

isso significava que nos espaços públicos, como meios de transporte, restaurantes e escolas, negros e brancos ficavam separados. Além disso, os salários dos negros eram menores que os salários dos brancos que desem- penhavam as mesmas funções. Inconformados com essa discriminação, os negros estadunidenses intensifi- caram sua luta pela igualdade civil. Nessa luta, destacou-se Martin Luther King, um pastor protestante que liderou a luta de negros estadunidenses em defesa de seus direitos civis, nas décadas de 1950 e 1960. Ele pre- gava a resistência não violenta, como boicotes dos negros a linhas de ônibus e estabelecimentos comerciais nos quais houvesse discriminação, além de passeatas e marchas. Em 28 de agosto de 1963, em Washington, capital do país, Martin Luther King organizou uma marcha que chegou a reunir 250 mil pessoas, a fim de pressionar o governo a implementar leis de igualdade dos direitos civis. Na escadaria do Lincoln Memorial, um monumento em homenagem ao presidente Abraham Lincoln, ele pronunciou seu famoso discurso, popularmente intitulado I have a dream (“Eu tenho um sonho”), pois essa frase foi repetida pelo pastor diversas vezes. Nesse discurso, ele pregava a união e a coexistência pacífica entre brancos e negros. Era esse o seu sonho. Em 1964, foi aprovada a Lei dos Direitos Civis, que tornou ilegal a discriminação racial em instalações públicas; Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

Elaborado por Mônica Lungov Bugelli especialmente para o São Paulo faz escola.

Considerado um dos mais importantes dis- cursos do século XX, o discurso proferido por Martin Luther King pode ser encontrado em vários sites, havendo também várias traduções

acessíveis. Se possível, organize com o profes- sor de Língua Estrangeira Moderna uma ses- são para que os alunos possam assistir ao vídeo do discurso e ler sua tradução, inserida a seguir.

Discurso “Eu tenho um sonho” (trecho)

Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e experimentará o verdadeiro signi-

ficado de sua crença:

‘Acreditamos que essas verdades são evidentes, que todos os homens são criados iguais’ (Sim). Eu tenho um sonho de que um dia, nas encostas vermelhas da Geórgia, os filhos dos antigos escra- vos sentarão ao lado dos filhos dos antigos senhores, à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que um dia até mesmo o estado do Mississippi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, sufocado pelo calor da opressão, será um oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho de que os meus quatro filhos pequenos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter (Sim, Senhor). Hoje, eu tenho um sonho! Eu tenho um sonho de que um dia, lá no Alabama, com o seu racismo vicioso, com o seu governa- dor de cujos lábios gotejam as palavras ‘intervenção’ e ‘anulação’, um dia, bem no meio do Alabama, meninas e meninos negros darão as mãos a meninas e meninos brancos, como irmãs e irmãos. Hoje, eu tenho um sonho. Eu tenho um sonho de que um dia todo vale será alteado (Sim) e toda colina, abaixada; que o áspero será plano e o torto, direito; ‘que se revelará a glória do Senhor e, juntas, todas as criaturas a apreciarão’ (Sim). Esta é a nossa esperança, e esta a fé que levarei comigo ao voltar para o Sul (Sim). Com esta fé, poderemos extrair da montanha do desespero uma rocha de esperança (Sim). Com esta fé, podere- mos transformar os clamores dissonantes da nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé (Sim, Senhor), poderemos partilhar o trabalho, partilhar a oração, partilhar a luta, partilhar a

“(

)

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

prisão e partilhar o nosso anseio por liberdade, conscientes de que um dia seremos livres. E esse será

o dia, e esse será o dia em que todos os filhos de Deus poderão cantar com um renovado sentido. (

)”

Martin Luther King, discurso “Eu tenho um sonho”. Proferido na Marcha sobre Washington, D.C., por Trabalho e Liberdade, em 28 ago. 1963. In: Um apelo à consciência: os melhores discursos de Martin Luther King. Selecionado e organizado por Clayborne Carson e Kris Shepard. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006. p. 73-76.

Considerando as ideias do texto, discuta com seus colegas o tema racismo e redija as suas principais conclusões sobre o assunto.

Aproveite para explorar o texto com seus alunos e discutir a questão das semelhanças e diferenças entre o racismo nos EUA e o racismo no Brasil. Além disso, pode ser proveitoso lembrar que todos os seres humanos têm como ancestral co- mum o Homo sapiens, e, portanto, que o patrimônio heredi- tário dos humanos é o mesmo, o que, por si só, já é um argu- mento suficientemente forte para derrubar qualquer teoria de superioridade racial. Aliás, o conceito de “etnia” é muito mais adequado para descrever e distinguir a composição de povos e grupos identitários ou culturais.

2 a etapa

Professor, como base para produ- ção de um texto argumentativo, sugerimos que solicite aos alunos que realizem uma pesquisa, conforme orienta- ção presente no Caderno do Aluno, na seção Pesquisa em grupo. A atividade consiste que busquem em jornais, revistas, materiais de apoio e na internet informações sobre um pro- blema que aflige a população brasileira, como a miséria, o desemprego, ou o trabalho infan- til. Essa atividade de aprofundamento pode ser desenvolvida em grupos, ficando cada um deles responsável por pesquisar um dos temas. Nesta etapa, a organização de um pequeno ar- quivo com os materiais pesquisados e discuti- dos por todos do grupo pode ser um bom recurso.de povos e grupos identitários ou culturais. 2 a etapa A entrega de um relatório sobre

A entrega de um relatório sobre o material pesquisado é valiosa para subsidiar sua ava- liação. Nele, os alunos poderiam elencar os materiais consultados e os principais dados pesquisados, em forma de fichamento. Pro- cure acompanhar essas aulas preparatórias e

mesmo propor uma socialização dos temas em plenária.

Conclua com a Produção de Texto, do Ca- derno do Aluno. Para expressar um desejo de transformação da sociedade brasileira, eles re- digirão, individualmente, textos argumentati- vos, iniciados pela frase do discurso de Luther King, “Eu tenho um sonho”.

Esclareça que não se trata de expressar um sonho pessoal, mas um sonho que ajude a melhorar a vida de um grupo da nossa socie- dade. Se necessário, ajude-os a elencar alguns temas, como o fim da miséria, do desemprego, do trabalho infantil; a melhoria do sistema público de saúde etc. Se julgar conveniente, solicite a colaboração do professor de Língua Portuguesa para a realização dessa etapa do trabalho.

Para finalizar esta Situação de Aprendizagem, é possível propor as atividades a seguir, que estão inseri- das no Caderno do Aluno como Lição de casa. Com elas, os alunos ampliarão seus co- nhecimentos sobre o tema e poderão registrar os resultados da pesquisa na forma de peque- nos textos.

os resultados da pesquisa na forma de peque- nos textos. 1. A revolução social dos anos

1. A revolução social dos anos 1960 foi pro- movida, principalmente, por dois setores da sociedade: as mulheres e os negros. O que cada um desses grupos pretendia?

Espera-se que os alunos mencionem que as mulheres luta- ram pelo reconhecimento de sua importância na sociedade e por direitos, como a equidade de salário em relação aos homens e o divórcio; já os negros se organizaram para lutar por direitos civis e pelo fim de toda discriminação racial, prin- cipalmente nos Estados Unidos.

2. Quais eram as principais críticas do movi- mento hippie à sociedade capitalista?

Espera-se que o aluno responda que o movimento hippie contestava, sobretudo, a sociedade de consumo que se es- tabeleceu no mundo capitalista do pós-Segunda Guerra, o poder imperialista, as guerras (sobretudo a do Vietnã) e a corrida armamentista.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

A avaliação do processo de ensino-apren-

dizagem deve proporcionar o aprimoramento das atividades pedagógicas, tanto por parte do professor quanto do aluno. Ela exige a ob- servação das várias etapas do trabalho e da atuação dos alunos.

Os alunos devem redigir um texto que apresente argumentos coerentes e seja funda- mentado em alguns dos problemas contempo- râneos da sociedade brasileira.

Por meio de suas observações, você pode verificar:

1. O aluno conseguiu posicionar-se de forma éti-

ca na discussão coletiva a respeito do racismo?

2. O aluno desempenhou a atividade de pes- quisa de forma a atingir os objetivos pro- postos?

3. O aluno organizou argumentos que funda- mentam seu texto?

Proposta de questões para avaliação

mentam seu texto? Proposta de questões para avaliação As atividades a seguir estão inseri- das na

As atividades a seguir estão inseri- das na seção Você aprendeu?, no Caderno do Aluno.

1. As afirmações a seguir referem-se ao de- senvolvimento do capitalismo pós-Segun-

da Guerra Mundial.

I. Nessa fase, ocorreu expressiva ex- pansão urbana, acompanhada de um grande aumento demográfico.

II. Nesse período, houve um significativo aumento do consumo, por causa da diversificação da produção industrial.

III. A produção agrícola não acompanhou o desenvolvimento industrial nessa fase do desenvolvimento capitalista.

Estão corretas as afirmações:

a) I, II e III.

I e II.Estão corretas as afirmações: a) I, II e III. c) I e III. d) II e

c) I e III.

d) II e III.

e) nenhuma das afirmações está correta.

Espera-se que o aluno seja capaz de discernir, entre as propo- sições, aquelas que estão de acordo com as características do capitalismo pós-Segunda Guerra Mundial e identificar que o desenvolvimento da produção agrícola também foi significativo, com a introdução do uso de máquinas e de tecnologias no setor.

2. Em relação à Guerra do Vietnã, pode-se dizer que os hippies:

a) apoiavam as ações do exército estaduni- dense, que foi à Ásia combater o comu- nismo.

b) mantiveram-se neutros, sem adotar um posicionamento claro em relação ao conflito.

posicionaram-se totalmente contra a guer- ra, inclusive recusando-se a participar dela. ra, inclusive recusando-se a participar dela.

d) criticaram o governo estadunidense, pois apoiavam os países de regime co- munista.

e) apoiavam o governo estadunidense, pois a guerra representava uma solução para a mão de obra excedente nos Esta- dos Unidos.

Espera-se que o aluno encontre, entre as alternativas, a única correta sobre a posição dos hippies com relação à Guerra do Vietnã, ou seja, totalmente contra.

3. Sobre as propostas do líder negro Martin Luther King, não é possível afirmar que ele:

a) contestava a política do governo co- nhecida como “separados, mas iguais”, que instituía a segregação racial.

b) defendia a resistência dos negros à se- gregação racial, porém sem apelar ao uso da violência.

c) aceitava a união com brancos liberais que apoiavam a causa dos negros.

d)
d)

fracassou totalmente até a década de 1970.

e) liderou grandes manifestações, como passeatas e boicotes.

Espera-se que o aluno reconheça, entre as proposições, aque- la que não identifica uma das características do movimento por direitos civis dos negros, liderado por Martin Luther King, ao perceber que em 1964 foi promulgada a Lei dos Direitos Civis, que tornava ilegal a discriminação racial em ambientes públicos.

Proposta de Situações de Recuperação

A compreensão do tema dos movimentos sociais e culturais nas décadas de 1950, 1960 e 1970 é essencial à continuação dos estudos históricos, pois permite a compreensão de al- gumas características sociais do mundo con- temporâneo, sobretudo no que se refere às transformações de costumes promovidas por esses movimentos.

Como sugestão de recuperação, você pode solicitar aos alunos a elaboração de um texto comparativo entre as propostas e estratégias de ação defendidas por Martin Luther King e Malcolm X, outro ativista

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

estadunidense pelos direitos dos negros, na década de 1960.

Sugira aos alunos que realizem a pesqui- sa no próprio livro didático ou em livros de apoio, em enciclopédias e na internet. Peça- -lhes que confrontem as informações obtidas em mais de uma fonte e solicite que indiquem a bibliografia consultada.

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

BRANDÃO, Antônio Carlos; DUARTE, Milton F. Movimentos culturais de juventude. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Polêmica). Apresenta uma análise dos movimentos de contestação da juventude por meio de mani- festações culturais, como a música.

PAES, Maria Helena Simões. A década de 60:

rebeldia, contestação e repressão política. 3. ed. São Paulo: Ática, 1997. (Princípios). Traz uma análise dos principais movimentos sociais e po- líticos da década de 1960.

Site

DHNET – Direitos Humanos na Internet. Dis- ponível em: <http://www.dhnet.org.br>. Aces- so em: 14 nov. 2013. Site voltado à divulgação dos direitos humanos. Apresenta os principais documentos sobre o tema.

Filmes

Os filmes a seguir podem ser utilizados para a preparação das aulas, mas é importan- te que observe e se atenha à classificação etá- ria antes de indicá-los aos alunos.

Adivinhe quem vem para jantar (Guess Who’s Coming to Dinner). Direção: Stanley Kramer.

EUA, 1967. 108 min. Livre. História das impli- cações sociais do amor entre uma jovem bran- ca e um homem negro.

Uma história americana (The Long Walk Home). Direção: Richard Pearce. EUA, 1990.

97 min. Livre. O filme é ambientado em 1955

e aborda o preconceito racial em uma peque-

na cidade estadunidense. Exemplifica a ideia dos “separados, mas iguais” e a luta contra o preconceito nos EUA.

mas iguais” e a luta contra o preconceito nos EUA. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7 COLAPSO DO

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7 COLAPSO DO SOCIALISMO

nos EUA. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 7 COLAPSO DO SOCIALISMO Esta Situação de Aprendizagem aborda as principais

Esta Situação de Aprendizagem aborda as principais mudanças ocorridas nas décadas de 1980 e 1990, para que os alunos percebam as tensões sociopolíticas características dessa fase da história da Europa contemporânea. Para abordar o tema do colapso do socialis- mo, é importante que os alunos já conheçam o contexto da Guerra Fria e os principais con- flitos dela decorrentes.

Ao descrever a crise do socialismo, desta- que os problemas internos da URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas), duran- te a década de 1980, como a excessiva burocra-

tização do Estado, as dificuldades econômicas

e as lutas nacionalistas nas repúblicas subme- tidas à hegemonia russa.

Como estratégia, sugerimos a elaboração de um mapa político da Europa após o fim do socialismo, com sua respectiva legenda.

Objetiva-se, nesta Situação de Aprendizagem, incentivar o trabalho com mapas históricos, fon- tes de informações e dados. Leve seus alunos a perceber que os mapas não são apenas ilustrações do conteúdo, mas também trazem informa- ções importantes para o conhecimento histórico.

Conteúdos e temas: socialismo; nacionalismo; sindicalismo; separatismo; guerra civil; direitos humanos; limpeza étnica e genocídio.

Competências e habilidades: elaborar mapas históricos; desenvolver a capacidade de leitura cartográfica, seleção, organização e análise de informações; reconhecer as formas atuais das sociedades como resul- tado das lutas pelo poder entre as nações.

Sugestão de estratégias: localização de países em mapa mudo e elaboração de legendas históricas para cada um deles.

Sugestão de recursos: mapa político mudo da Europa atual.

Sugestão de avaliação: mapa elaborado pelo aluno e suas legendas.

Sondagem e sensibilização

Na proposição da Situação de Aprendiza- gem, é desejável que você busque e valorize os conhecimentos prévios que os alunos pos- suem sobre o tema. Para isso, propusemos as

seguintes questões no Caderno do Aluno, na seção Discussão em sala de aula.

1. O que significam as siglas URSS e CEI? Caso você não saiba, pesquise e registre os significados.

URSS: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. CEI: Comunidade dos Estados Independentes.

2. Você conhece os termos perestroika e glas- nost? Pesquise seus significados, se necessá- rio, e escreva-os a seguir.

Perestroika: reestruturação econômica proposta por Mikhail Gorbachev, secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética entre 1985 e 1991. Glasnost: abertura política proposta por Mikhail Gorbachev, à mesma época que ocorreu a perestroika.

3. O que você sabe sobre o acidente nuclear ocorrido na usina de Chernobyl? Pesqui- se e escreva um pequeno texto sobre o as- sunto.

Acidente nuclear ocorrido na cidade de Chernobyl, ao norte da Ucrânia – então integrante da URSS –, em 26 de abril de 1986: um reator da usina central explodiu e liberou uma nu- vem radioativa que contaminou o meio ambiente de uma vasta extensão da Europa e afetou gravemente a saúde de milhares de pessoas.

Os alunos poderão perceber que as siglas,

os termos e o evento estão relacionados à crise do socialismo, que levou ao fim da URSS e

à formação da CEI (Comunidade de Estados

Independentes). Lembre-os de que essa crise também atingiu os países do Leste Europeu, que, desde a Segunda Guerra Mundial, es- tiveram sob a esfera de influência da União Soviética. Caso os alunos não possuam esse

repertório de informações, solicite que reali- zem, como tarefa de casa, uma rápida pesqui- sa sobre as siglas, os termos e o evento citados

e discuta os resultados com eles, na aula se- guinte.

1 a etapa

Realize a apresentação da Situação de Aprendizagem, explicando que se trata da ela- boração de um mapa político da Europa atual, com uma legenda que, sinteticamente, explique alguns dos processos decorrentes da crise do socialismo e do fim da URSS.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

No Caderno do Aluno existe um mapa po- lítico mudo (apenas os contornos) da Europa atual, como o modelo aqui apresentado.

Solicite aos alunos, com base na observa- ção de um mapa facilmente encontrado em atlas escolares, que localizem e numerem no mapa mudo os países listados a seguir. Orien- te-os a elaborar a legenda. Indique que cada número deve corresponder ao nome do país:

4. Localize no mapa e numere os países de acordo com a legenda. Se você considerar necessário, pesquise em um atlas o mapa político da Europa.

© Atelier de cartographie de Sciences Po, 2013
© Atelier de cartographie de Sciences Po, 2013

Figura 10 – ATELIER de Cartographie de Sciences Po. Disponível em: <http://cartographie.sciences-po.fr/fr/europe- afrique-du-nord-et-moyen-orient-2010>. Acesso em: 10 abr. 2014. Mapa original.

1.

2. Polônia

3. Hungria

4. República Tcheca

5. Eslováquia

6. Bulgária

7. Romênia

Alemanha

8.

Rússia

República Democrática Alemã à República Federal da Alemanha.

9.

Croácia

10.

Bósnia-Herzegovina

11.

Sérvia

12.

Montenegro

13.

Eslovênia

14.

República da Macedônia

15.

Albânia

2 a etapa

Quando os alunos terminarem a le- genda, peça uma pesquisa breve so- bre a síntese da história política de um desses países nos últimos 25 anos. Oriente- -os a realizar a pesquisa como Lição de casa, conforme sugerido no Caderno do Aluno, e so- licite-lhes que tragam a pesquisa para a aula se- guinte. Talvez seja interessante dividir a pesquisa entre os alunos da classe, para posterior sociali- zação das informações coletadas. Por exemplo, o número de chamada dos alunos (1 a 15) pode corresponder ao país a ser objeto de pesquisa (a partir do número 16, reinicia-se a contagem). De qualquer forma, no Caderno do Aluno es- tão previstos os espaços para que todos os paí- ses sejam contemplados com as informações solicitadas.

ses sejam contemplados com as informações solicitadas. Os alunos podem consultar seu material didático, livros de

Os alunos podem consultar seu material didático, livros de apoio, enciclopédias, alma- naques e sites. Devem ser privilegiadas infor- mações que caracterizem a crise do socialismo em cada um dos países.

Faça uma pesquisa e escreva um resumo dos últimos 25 anos da história política de cada país indicado a seguir. Consulte seu material didático, livros de apoio, enciclopédias, alma- naques e sites. Você deve buscar informações que caracterizem a crise do socialismo em cada um dos países indicados.

1. Alemanha: a queda do Muro de Berlim, em 1989, levou à reu-

nificação das duas Alemanhas, em 1990, com a incorporação da

2. Polônia: em 1989, o sindicato Solidariedade, que mobiliza-

va milhões de trabalhadores poloneses contra o regime polí-

tico, foi legalizado, e seu líder, Lech Walesa, eleito presidente em 1990. Isso significou o fim do comunismo e o início de uma transição para o capitalismo.

3. Hungria: em 1989, foi iniciado um conjunto de reformas

democráticas, como a adoção do pluripartidarismo e da

economia de livre mercado, que encerraram a fase de so- cialismo autoritário.

4. República Tcheca: em 1989, uma transição democrática

pacífica, conhecida como Revolução de Veludo, encerrou o socialismo autoritário na Tchecoslováquia. Em 1993, este país

dividiu-se pacificamente em duas repúblicas independentes:

a República Tcheca e a Eslováquia.

5. Eslováquia: em 1993, divergências entre tchecos e eslova-

cos levaram à secessão e à criação da Eslováquia e da Repú- blica Tcheca.

6. Bulgária: em 1989, foram iniciadas reformas para a implanta-

ção de um regime democrático e de uma economia capitalista, que se consolidaram em 1990, com a realização de eleições li-

vres, e em 1991, com a aprovação de uma nova Constituição.

7. Romênia: em 1989, uma revolução violenta depôs o chefe

comunista Nicolae Ceausescu; em 1991, foi promulgada uma

constituição que instituía o pluripartidarismo, o respeito aos direitos humanos e uma economia de mercado.

8. Rússia: em 1985, Mikhail Gorbachev procurou combater a

crise do socialismo com reformas modernizadoras denomi- nadas perestroika (reestruturação econômica) e glasnost (abertura política, transparência); resistências de setores mais conservadores tentaram um golpe fracassado contra Gorba- chev, o que precipitou a dissolução da URSS e a criação da

CEI (Comunidade de Estados Independentes) em 1991.

9. Croácia: fazia parte da Iugoslávia e declarou sua indepen-

dência em 1991, em meio à crise do socialismo em todo o Leste Europeu; foi invadida pelo Exército iugoslavo, contro-

lado pelos sérvios, e sucedeu-se uma guerra extremamente violenta, encerrada com a intervenção da ONU. Em 1992, foi reconhecida como um país independente.

10. Bósnia-Herzegovina: proclamou sua independência da Repú-

blica Socialista da Iugoslávia em 1992, o que deu início a uma vio- lenta guerra civil, marcada pelo nacionalismo exacerbado e pro- fundas divergências étnicas e religiosas entre os sérvios, cristãos ortodoxos; os croatas, católicos romanos; e os bósnios, muçulma-

nos; em 1995, soldados da ONU impuseram um tratado de paz.

11. Sérvia: desde a fragmentação da Iugoslávia, iniciada em

1991, enfrentou guerras com Croácia, Bósnia-Herzegovina e Kosovo a – que declarou, unilateralmente, sua independência em fevereiro de 2008, o que não foi aceito pela República da Sérvia, formalmente instaurada em 2006.

12. Montenegro: desde a dissolução da República Socialista

da Iugoslávia, iniciada em 1991, fez parte, com a Sérvia, da República Federal da Iugoslávia até 2003, quando ambas pas- saram a se denominar Estado da Sérvia e Montenegro; em 2006, após a realização de um referendo, tornou-se um Es- tado independente.

13. Eslovênia: fazia parte da República Socialista da Iugoslávia,

mas tornou-se um Estado independente em 1991; foi inva- dida pelo Exército iugoslavo, controlado pelos sérvios, e en- frentou uma guerra encerrada com a intervenção da ONU. Em 1992, foi reconhecida como um país independente.

14. República da Macedônia: em 1991, separou-se da Repú-

blica Socialista da Iugoslávia.

15. Albânia: em 1989, o comunismo albanês, isolado da União

Soviética e também da China, entrou em colapso; em 1992, o

governo deu início a um programa de reformas econômicas e democráticas que ainda não se consolidou.

Você pode sugerir aos alunos que pesqui- saram sobre o mesmo país a troca de informa- ções entre si e a redação de uma única síntese. Em seguida, conforme atividade presente no Caderno do Aluno na seção Lição de casa, sugira que as 15 sínteses sejam escritas na lou- sa para socialização ou explicadas oralmente para toda a classe.

Para finalizar esta Situação de Aprendizagem, é possível propor as atividades a seguir, que estão inseridas no Caderno do Aluno como Pesqui- sa individual. Com elas, os alunos ampliarão seus conhecimentos sobre o tema e poderão registrar os resultados da pesquisa na forma de pequenos textos.

os resultados da pesquisa na forma de pequenos textos. 1. Identifique três consequências econômi- cas das

1. Identifique três consequências econômi- cas das transformações promovidas por Mikhail Gorbachev na URSS.

Espera-se que os alunos estabeleçam a relação entre as trans-

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

formações o incentivo à entrada de capital estrangeiro, a de- saceleração da indústria bélica e a diminuição do monopólio

do Estado sobre alguns setores da economia.

2. Qual foi o significado da queda do Muro de Berlim para o colapso do socialismo?

O Muro de Berlim foi o símbolo da Guerra Fria, pois repre-

sentava a divisão do mundo em dois blocos: o capitalista e o

comunista. Com sua queda, iniciaram-se os processos de re- unificação da Alemanha, com a incorporação da República Democrática Alemã à República Federal Alemã, e de colapso

do bloco socialista.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

Por meio de suas observações, você pode verificar:

1. O aluno conseguiu localizar os países no mapa mudo, mediante consulta ao atlas geográfico?

2. O aluno desempenhou adequadamente a atividade de síntese de informações sobre cada um dos países?

Para responder a essas questões, você pode elaborar uma planilha, contendo seus concei- tos de avaliação.

Proposta de questões para avaliação

tos de avaliação. Proposta de questões para avaliação As atividades a seguir estão inseri- das na

As atividades a seguir estão inseri- das na seção Você aprendeu?, no Caderno do Aluno.

1. As afirmações a seguir referem-se ao fim da União Soviética, na passagem da década de 1980 para a de 1990.

I. A diversidade étnica e o desejo de auto- nomia das nacionalidades na URSS fo- ram fatores que conduziram ao seu co- lapso.

a A independência de Kosovo não é reconhecida pela ONU e nem pelo Brasil.

II. Emergiram, nessa fase, críticas ao ex- cesso de burocracia e à falta de liber- dade de expressão na URSS.

III. Nesse período, havia graves problemas políticos na URSS, como a corrupção no governo, apesar da prosperidade econômica.

Estão corretas as afirmações:

a) I, II e III.

I e II.Estão corretas as afirmações: a) I, II e III. c) I e III. d) II e

c)

I e III.

d) II e III.

e) nenhuma das afirmações está correta.

Espera-se que o aluno seja capaz de identificar que a pro- posição III está incorreta, pois uma grave crise econômica acompanhava a crise política na URSS.

2. Sobre a desagregação da Iugoslávia, pode- -se dizer que:

a) ocorreu mediante negociações diplomá- ticas, sem a ocorrência de conflitos mili- tares.

b) não pode ser identificada como um dos momentos de crise do bloco socialista.

há, ainda nos dias de hoje, conflitos de- correntes dessa desagregação.como um dos momentos de crise do bloco socialista. d) ocorreu logo após o término da

d) ocorreu logo após o término da Segunda Guerra Mundial, durante a Guerra Fria.

e) nas repúblicas que surgiram com essa desagregação, foram mantidos regimes socialistas ditatoriais.

Espera-se que o aluno encontre, entre as proposições, a úni- ca que se refere à desagregação da Iugoslávia, ou seja, o fato

de que ainda há problemas decorrentes desse processo na região, como o caso de Kosovo.

3. Sobre a glasnost, não podemos dizer que:

a) representava um conjunto de reformas políticas.

b) é uma expressão no idioma russo que significa “transparência”.

c) objetivava a desburocratização do go- verno soviético.

d) previa

a

soviético.

democratização

do

regime

e)
e)

insistia na manutenção da censura e da repressão política.

Espera-se que o aluno encontre, entre as proposições, aquela que não pode ser citada como uma característica da glas- nost, ou seja, a manutenção da censura e da repressão políti- ca, pois ela previa justamente o oposto.

Propostas de Situações de Recuperação

Conhecer o tema do fim do socialismo é muito importante para os estudos históricos, pois pos- sibilita a compreensão de alguns dos principais aspectos políticos do mundo contemporâneo.

Proposta 1

Para a retomada dos conteúdos referentes ao fim do socialismo, sugira aos alunos que redijam um texto histórico explicativo sobre o processo que promoveu o fim da URSS.

Sugira aos alunos que realizem uma pes- quisa no próprio livro didático, e também em livros de apoio, para relatar quais eram os fatores de crise do socialismo, na década de 1980, e como a perestroika e a glasnost

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

contribuíram para o conjunto de transforma- ções que levaram ao colapso da URSS em 1991.

Proposta 2

Outra possibilidade de recuperação é reto- mar o tema por meio da elaboração de uma linha do tempo de acontecimentos entre a queda do Muro de Berlim, em 1989, e a decla- ração de independência de Kosovo em feverei- ro de 2008.

Não estabeleça os eventos intermediários, deixe que os alunos os escolham, para que exercitem a habilidade de separar o principal do secundário. Sugira que realizem uma pes- quisa no próprio livro didático e que, para cada evento listado, escrevam uma breve definição.

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

COELHO, Lauro Machado. O fim da União Soviética. São Paulo: Ática, 1996. (História

em Movimento). Narrativa minuciosa sobre os acontecimentos que levaram a União So- viética à desagregação, inclusive abordando elementos culturais da crise.

GORENDER, Jacob. O fim da URSS. São Paulo: Atual, 1991. (História Viva). Relato sobre o socialismo soviético, desde sua instau- ração até a decadência.

Filmes

Os filmes a seguir podem ser utilizados para a preparação das aulas, mas é importan- te que observe e se atenha à classificação etá- ria antes de indicá-los aos alunos.

Adeus, Lenin! (Good Bye, Lenin! ). Direção:

Wolfgang Becker. Alemanha, 2003. 117 min. 12 anos. Ficção ambientada durante o processo de reunificação da Alemanha.

Arca russa (Russkiy Kovcheg). Direção: Alek- sandr Sokurov. Rússia, 2002. 97 min. Sem classificação indicativa. Filme que procura retratar a história russa do século XVIII ao

XXI.

procura retratar a história russa do século XVIII ao XXI. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8 A NOVA

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8 A NOVA ORDEM MUNDIAL

ao XXI. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 8 A NOVA ORDEM MUNDIAL Com esta Situação de Aprendizagem, você

Com esta Situação de Aprendizagem, você pode orientar os alunos para que eles percebam as tensões socioeconômicas carac- terísticas dessa fase histórica do mundo con- temporâneo, marcada pela afirmação das propostas neoliberais.

Ao propor esta Situação de Aprendiza- gem, você já terá abordado as transformações econômicas, políticas e sociais ocorridas nas duas últimas décadas do século XX e nesta

primeira década do século XXI. Destaque os efeitos da Nova Ordem Mundial no Brasil, reconhecendo essas mudanças e os conflitos inerentes a ela.

Esta Situação de Aprendizagem tem o objetivo de estudar a Nova Ordem Mundial por meio da elaboração de cartazes ilustrados sobre os principais termos que a caracteriza- ram. O conjunto de cartazes pode compor um painel, formando um dicionário conceitual.

Conteúdos e temas: Nova Ordem Mundial; neoliberalismo; Estado mínimo; globalização; mundializa- ção; multipolarização; blocos econômicos; internet; empresa transnacional e desemprego estrutural.

Competências e habilidades: desenvolver a capacidade de síntese e de representação imagética de con- ceitos apreendidos; reconhecer as formas atuais das sociedades como resultado das lutas pelo poder entre as nações; relacionar os processos de modernização do trabalho ao desemprego e ao aumento das ocupações informais.

Sugestão de estratégias: pesquisa, colagem e elaboração de cartaz.

Sugestão de recursos: materiais de pesquisa, materiais para a elaboração da colagem e cartaz.

Sugestão de avaliação: processo de pesquisa e cartaz.

Sondagem e sensibilização

Para dar início a esta Situação de Aprendizagem, solicite que os alu- nos observem a imagem disponível no Caderno do Aluno, na seção Leitura e aná- lise de imagem, e respondam as perguntas:: processo de pesquisa e cartaz. Sondagem e sensibilização Agora, você irá se reunir com seus

Agora, você irá se reunir com seus cole- gas e elaborar cartazes sobre os principais termos que caracterizam a Nova Ordem Mundial; para isso, deverá fazer uma pes- quisa e pensar formas de representação do conceito que coube ao seu grupo. Circule o tema do seu trabalho:

1. Quais podem ser os reflexos do processo de globalização no cotidiano das pessoas?

Nova Ordem Mundial.

Espera-se que os alunos façam referência ao computador e à internet, à telefonia móvel e à TV a cabo, entre outras pos- sibilidades.

Neoliberalismo.

Globalização.

2. Indique os prós e os contras da introdução de novas tecnologias no cotidiano das pessoas.

Multipolarização.

Ajude os alunos, por exemplo, a identificar a solidão e o isolamento social aos quais a má distribuição do tempo destinado ao uso des- sas tecnologias pode levar as pessoas. No entanto, ressalte como aspectos positivos o “encurtamento das distâncias” por meio da comunicação ágil e o acesso à informação de forma mais ampla.

Blocos econômicos.

Empresa transnacional.

Desemprego estrutural.

1 a etapa

Para realizar esta atividade, sugerimos que os alunos trabalhem em trios. Procure desti- nar a cada trio um dos termos referentes re- lacionados na atividade. Assim, na primeira aula, cada trio deve fazer uma pesquisa sobre o conceito destinado a ele. Incentive a pesqui- sa em diferentes fontes de informações, como enciclopédias, almanaques, livros e internet.

Professor, informe que a Situação de Apren- dizagem proposta tem como objetivo a elabo- ração de cartazes ilustrados sobre os principais termos que caracterizam a Nova Ordem Mun- dial, a começar pela própria expressão.

A seguir inserimos a proposta pre- sente no Caderno do Aluno, na se- ção Pesquisa em grupo.a Nova Ordem Mun- dial, a começar pela própria expressão. Em seguida, os alunos devem realizar

Em seguida, os alunos devem realizar a síntese das informações que recolheram e do

que aprenderam nas aulas expositivas sobre o tema.

Depois, eles devem discutir sobre uma ima- gem que poderia representar aquele conceito. Oriente-os a serem criativos na escolha dessa imagem, fugindo do óbvio. Essa imagem pode ser produzida por meio de um ou vários recor- tes de jornais ou revistas, sobrepostos ou não, ou ainda desenhos ou pinturas realizados pelo próprio trio. Mais uma vez, insista na valoriza- ção da criatividade. Se julgar conveniente, pro- ponha um trabalho conjunto com o professor de Arte.

Estabeleça uma data para a montagem dos cartazes, que podem ser elaborados em carto- lina ou papel-cartão, devendo conter o texto de síntese e a imagem.

Avaliação da Situação de Aprendizagem

Para a avaliação de conteúdo, o principal é verificar se os alunos conseguiram realizar a síntese, tanto na definição do termo como na imagem escolhida para representá-lo.

Seguem algumas informações que podem constar na definição produzida pelos alunos:

Nova Ordem Mundial: a expressão foi utiliza- da pela primeira vez pelo presidente estadu- nidense Ronald Reagan, na década de 1980, para caracterizar o contexto histórico do mundo pós-Guerra Fria.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Globalização: é um processo histórico da dé- cada de 1990, por meio do qual teria ocorrido a integração econômica, social, cultural e po- lítica dos países do mundo.

Multipolarização: na Nova Ordem Mundial, o controle mundial tornou-se multipolar, ou seja, dividido em diversas áreas de influência econô- mica pelo surgimento de novos polos de poder.

Blocos econômicos: são grupos de países que se unem para promover a integração econô- mica entre si, por exemplo, União Europeia, Mercosul e Nafta.

Empresa transnacional: é a empresa que tem sede em determinado país, mas também possui fábricas e escritórios em diversas partes do mun- do. Elas podem ser chamadas de multinacionais.

Desemprego estrutural: situação na qual há redução da necessidade de trabalhadores em determinada produção, devido à aplicação de novas tecnologias ou a novas formas de orga- nização do trabalho.

Por meio de suas observações, você pode verificar:

1. O trio conseguiu sintetizar os termos pes- quisados na elaboração do cartaz?

2. O trio foi criativo ao sintetizar a ideia que escolheu para ilustrar seu cartaz?

Proposta de questões para avaliação

 
  A atividade a seguir está presente

A

atividade a seguir está presente

Neoliberalismo: é um conjunto de ideias

no

Caderno do Aluno, na seção Li-

econômicas e políticas que defende a não

ção de casa.

participação do Estado na economia, pois entende que só o livre mercado pode garantir o crescimento econômico de um país. Uma

Que relações podemos estabelecer entre o Estado mínimo e o neoliberalismo?

corrente de pensamento ideológico, com uma maneira própria de ver e avaliar o mun- do social, um sistema econômico voltado aos interesses das grandes potências e empresas transnacionais.

Da perspectiva do neoliberalismo, que defende a livre con- corrência e o pleno funcionamento dos mercados, o Esta- do não poderia mais ser promotor de políticas econômi- cas, restringindo sua atuação à regulação e fiscalização dos mercados.

As atividades a seguir estão inseri- das na seção Você aprendeu?, no Caderno do Aluno.

As atividades a seguir estão inseri- das na seção Você aprendeu?, no Caderno do Aluno.

1. Dê dois exemplos de desenvolvimento de novas tecnologias, ocorridos na década de 1990, que modificaram o cotidiano das pessoas que podem ter acesso a elas.

O aluno pode responder que o setor de comunicações introdu- ziu mudanças significativas, como a telefonia móvel (telefones celulares) e os computadores pessoais com acesso à internet.

2. Leia os itens a seguir, que contêm informa- ções sobre a Nova Ordem Mundial.

I. A Nova Ordem Mundial teve início com o fim da Guerra Fria.

II. Na Nova Ordem Mundial, podemos dizer que o mundo é bipolarizado.

III. Na Nova Ordem Mundial, os merca- dos mundiais estão integrados.

Quais das afirmações anteriores são verda- deiras?

a) Apenas I.

b) I e II. c) I e III.
b) I e II.
c)
I e III.

d) II e III.

e) Todas as alternativas são verdadeiras.

Espera-se que o aluno seja capaz de discernir, entre as propo- sições, aquelas que estão de acordo com as características da Nova Ordem Mundial: nesse contexto, o mundo é multipolar, ou seja, dividido em diversas áreas de influência.

3. Em relação ao trabalho e aos trabalhado- res no mundo da globalização, não é possí- vel afirmar que:

existe uma situação de pleno emprego.mundo da globalização, não é possí- vel afirmar que: b) há propostas de flexibilização da jorna-

b) há propostas de flexibilização da jorna- da de trabalho.

c) aumentaram as situações de trabalho informal.

d) há acordos entre empresários e traba- lhadores que escapam à legislação tra- balhista.

e) diminuiu a pressão exercida pelos sindi- catos.

Espera-se que o aluno encontre, entre as proposições, aquela que não contém uma característica do mundo do trabalho na era da globalização, ou seja, não há pleno emprego, mas sim desemprego estrutural.

4. Com relação à mundialização do sistema de produção e de consumo, pode-se dizer que:

promoveu uma valorização do marketing . marketing.

b) diminuiu a demanda por consumidores.

c) desacelerou a busca por novas tecnolo- gias.

d) destruiu todas as culturas tradicionais.

e) fez decair a capacidade produtiva.

Espera-se que o aluno encontre, entre as proposições, aquela que identifica uma das características da mundialização do sistema de produção e de consumo, ou seja, a importância do estudo de mercado.

Propostas de Situações de Recuperação

Ao estudar o tema da Nova Ordem Mun- dial, o aluno deve perceber as principais ques- tões políticas, econômicas e sociais, inclusive suas contradições; isso é muito importante

para os estudos históricos, pois é fundamental

à compreensão do mundo contemporâneo.

Proposta 1

Para a retomada dos conteúdos referen- tes ao tema, você pode propor que os alunos elaborem cinco frases que sintetizem os prin- cipais conceitos trabalhados na Situação de Aprendizagem e que se relacionem à Nova Ordem Mundial.

Com essa atividade, você poderá verificar a capacidade dos alunos de sintetizar e utilizar conceitos que demonstrem sua compreensão desse contexto histórico específico.

Proposta 2

Para a recuperação, você também pode sugerir a elaboração de uma pesquisa sobre como o grupo social dos alunos usa as novas tecnologias ligadas à comunicação, que foram popularizadas desde a década de 1990, como telefones celulares e internet.

Proposta 3

Para a recuperação, você também pode sugerir a elaboração de uma pesquisa sobre o governo de Margaret Thatcher, que foi ícone

de sustentação das políticas econômicas neoli- berais. Oriente os alunos para que relacionem

a dinâmica na economia inglesa em sua gestão

com a realidade social dos trabalhadores, dis- cutindo políticas como o imposto regressivo.

Sugira que elaborem um conjunto de pergun- tas e realizem uma entrevista com seus parentes, vizinhos, amigos e conhecidos. A pesquisa pode ser apresentada por meio de uma tabela ou um gráfico com o número total de entrevistados e quantos costumam utilizar cada uma das duas tecnologias, incluindo um texto de conclusão.

História – 8 a série/9 o ano – Volume 2

Essa atividade pode ser realizada em du- plas. Realizando-a, os alunos poderão perceber como seu grupo social está inserido no processo de globalização, além de identificar as influên- cias desse processo em sua vida cotidiana.

Recursos para ampliar a perspectiva do professor e do aluno para a compreensão do tema

Livros

BARBOSA, Alexandre de Freitas. O mundo globalizado – Política, sociedade e economia. São Paulo: Contexto, 2001. (Repensando a História) <http://www.editoracontexto.com. br>. Apresenta uma análise sobre a globali- zação e suas múltiplas possibilidades de inter- pretação.

STRAZZACAPPA, Cristina; MONTA- NARI, Valdir. Globalização: o que é isso, afinal? 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003. (Desafios). Traz uma discussão ampla so- bre a globalização, abordando suas princi- pais características.

Filmes

Os filmes a seguir podem ser utilizados para a preparação das aulas, mas é importan- te que observe e se atenha à classificação etá- ria antes de indicá-los aos alunos.

Denise está chamando (Denise Calls Up). Dire- ção: Hal Salwen. EUA, 1995. 80 min. 14 anos. Faz um relato bem-humorado do mundo glo- balizado.

Ou tudo ou nada (The Full Monty). Direção:

Peter Cattaneo. Inglaterra, 1997. 91 min. 12 anos. Narra a situação de desempregados que decidem se apresentar em shows de striptease para sobreviver.

Q UADRO DE CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS   5 a Série/6 o
Q UADRO DE CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS   5 a Série/6 o

QUADRO DE CONTEÚDOS DO ENSINO FUNDAMENTAL – ANOS FINAIS

 

5

a Série/6 o Ano

 

6

a Série/7 o Ano

7

a Série/8 o Ano

 

8

a Série/9 o Ano

 

Sistemas sociais e cultu- rais de notação de tempo ao longo da história

– O Feudalismo

O Iluminismo

Imperialismo e Neoco-

– As Cruzadas e os con-

A colonização inglesa e

lonialismo no século XIX

tatos entre as sociedades

Independência dos Es- tados Unidos da Améri-

a

 

Primeira Guerra Mun-

 

As linguagens das fon-

europeias e orientais

dial (1914-1918)

tes históricas

Renascimento Comer-

ca (EUA)

Revolução Russa e sta-

cial e Urbano

A colonização espa-

A vida na Pré-história e a escrita

linismo

 

Renascimento Cultural

nhola e a Independência

da América espanhola

A Revolução Indus-

Os suportes e os instru- mentos da Escrita

e

Científico

Formação das Monar-

– A República no Brasil

– Nazifascismo

 

 

Volume 1

Civilizações do Oriente Próximo

quias Nacionais Euro-

trial inglesa

– Crise de 1929

peias Modernas (Portu-

gal, Espanha, Inglaterra

Revolução Francesa e

expansão napoleônica

África, o berço da hu-

manidade – Heranças culturais da China e trocas culturais em diferentes épocas

– Segunda Guerra Mun-

dial

e França)

A família real no Brasil

 

– Os fundamentos teóri-

cos do Absolutismo e as práticas das Monarquias

A Independência do Brasil

– O Período Vargas

 

Primeiro Reinado no

Absolutistas

Brasil

– Reforma e Contrarre-

forma

 

– Expansão Marítima nos séculos XV e XVI

 

A vida na Grécia Antiga

As sociedades maia, asteca e inca

Período Regencial no Brasil

– Os nacionalismos na

África e na Ásia e as

A vida na Roma Antiga

Conquista espanhola

Movimentos sociais e

lutas pela independência

na América

políticos na Europa no

– Guerra Fria

O fim do Império Romano

Sociedades indígenas

século XIX

– Populismo e ditadura

no território brasileiro

O liberalismo e o

militar no Brasil

As civilizações do Islã (sociedade e cultura)