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Caracterização hidrogeoquímica das águas termais gasocarbónicas

da galeria da Fajã da Ama (Madeira, Portugal)


J.V. Cruz(a,1), S. Prada(b,2) & C. Amaral(a)

a – Departamento de Geociências, Universidade dos Açores, Apartado 1422, 9501-801 Ponta Delgada, Portugal.
1 - jvc@notes.uac.pt
b – Departamento de Biologia e Centro de Estudos da Macaronésia, Universidade da Madeira, Campus
Universitário da Penteada, 9000-390 Funchal, Portugal.
2 - susana@uma.pt

RESUMO
Um conjunto de 4 amostras de emergências de águas termais e frias na galeria da Fajã da Ama (Madeira) são caracterizadas
hidrogeoquimicamente, o que permitiu evidenciar o seu carácter contrastante com as águas subterrâneas regionais. Os teores de
CO2 total destas amostras atingem 2809.72 mg/L, enquanto a concentração em SiO2 varia entre 56 e 122 mg/L, o que demonstra
respectivamente a influência de voláteis de origem vulcânica, cuja composição será dominada pelo CO2, e a assinatura de
processos de dissolução de minerais silicatados. Sugere-se, ainda, que a mistura de águas com influência vulcânica e águas
meteóricas explica as diferenças existentes aos nível dos elementos maiores e do conteúdo em isótopos estáveis entre as águas da
extremidade da galeria e as restantes amostras colhidas no local.

Palavras-Chave: Hidrogeologia, hidrogeoquímica, águas termais, águas gasocarbónicas, Madeira.

ABSTRACT
A set of 4 samples from groundwater discharges inside the Fajã da Ama water gallery (Madeira) is studied, showing that the
geochemical character of these samples is very different from the regional groundwater. Total CO2 in these waters reaches
2809.72 mg/L, and SiO2 content varies between 56 and 122 mg/L, which shows respectively the influence of volatiles with
volcanic origin and CO2-dominated composition and the signature of the silicate minerals dissolution. Mixing can also occurs,
which explains the differences in major ion composition and stable isotopes between samples inside the water gallery.

Key-words: Hydrogeology, hydrogeochemistry, thermal waters, CO2-rich waters, Madeira.

Introdução
A ocorrência de águas minerais e termais em regiões vulcânicas é frequente, quer em função de processos
eruptivos em curso, quer em vulcões activos em estado de dormência. Contudo, na ilha da Madeira, são raras estas
manifestações, tendo Zbyszewski et al. (1975) referido a existência de 3 emergências minerais, nomeadamente as
nascentes da Água de S.Roque (Machico), da Água do Salitre (Ponta de S.Lourenço) e da Água do Jamboto (Sto.
António do Funchal). As análises publicadas, relativas às Águas do Salitre e de S.Roque, revelam águas com
temperatura da ordem dos 22ºC, cujo pH varia entre 5.5 e 6.9, e com alcalinidades respectivamente iguais a 262 e
148 mg/L CaCO3. Prada (2000) refere ainda a emergência de águas termais durante a escavação de túneis,
nomeadamente da Fajã da Ama, cujos fluidos agora se caracterizam, do Pico Grande, da Encumeada, dos Tornos e
do Canal do Norte.
A galeria da Fajã da Ama foi perfurada sensivelmente à cota média de 630 m, na vertente N do Paúl da Serra.
Esta galeria atravessa nos seus 60 metros iniciais uma escoada basáltica do Complexo Vulcânico S.Roque-Paul,
após o que passa a interceptar principalmente formações do Complexo Vulcânico Antigo. Até aos 1100 m a
produtividade da galeria era dispersa e unicamente de 30 L/s mas aos 1530 m, mediante a intercepção de uma zona
de fractura com uma largura aproximada de 10 m, passou para 285 L/s (Prada, 2000). As ramificações laterais
escavadas de forma a voltar a interceptar a fractura e assim aumentar a produtividade permitiram que o caudal
subisse para 345 L/s, valor que no entanto baixou posteriormente, sendo actualmente de cerca de 100 L/s. Durante a
escavação, quer nas ramificações, quer na extremidade da galeria principal, cerca dos 1720 m, brotaram águas
termais e minerais gasocarbónicas, fenómeno acompanhado de intensa desgaseificação que originou na frente da
escavação teores de CO2 da ordem de 99% (Prada, 2000; Gaspar et al., 2000). Com o presente trabalho discutem-se
os resultados analíticos obtidos sobre amostras das emergências gasocarbónicas da Fajã da Ama, recolhidas em 2000
imediatamente após terem sido detectadas.

Enquadramento geológico e hidrogeológico


A geologia da ilha da Madeira é dominada por depósitos vulcânicos constituídos por rochas de natureza básica,
que correspondem a cerca de 98% do material aflorante, e as formações sedimentares são raras (Mata, 1996). As
datações efectuadas mostram que a edificação da parte emersa da ilha da Madeira ter-se-á iniciado há 1.5 Ma a 2.0
Ma, e a actividade vulcânica decorreu até há cerca de 6000 a 7000 anos B.P. (Mata, 1996; Geldmacher et al., 2000
in Prada et al., 2003). No entanto, Ferreira et al. (1988 in Prada et al., 2003) consideram que a evolução da parte
emersa da ilha teve início há menos de 5.2 Ma. Importantes contribuições têm sido dadas para o conhecimento da
geologia e da vulcanoestratigrafia da ilha da Madeira. Prada e Serralheiro (2000) propuseram um esquema
estratigráfico em que são consideradas sete unidades distintas que, da mais antiga à mais recente, são as seguintes:
Complexo Vulcânico Antigo, Calcários Marinhos dos Lameiros-S.Vicente, Depósito Conglomerático Brechóide,
Complexo Vulcânico Principal, Complexo Vulcânico S.Roque-Paul, Episódios Vulcânicos recentes e Depósitos
Sedimentares recentes.
A caracterização dos alinhamentos tectónicos levada a cabo por Fonseca et al. (1998) permitiu evidenciar 4
famílias de alinhamentos que, por ordem decrescente de importância, apresentam as orientações N108º, N12º, N76º
e N135º.
Segundo Silva (1988) é possível individualizar três grandes unidades hidrogeológicas na ilha da Madeira:
Unidade do Paúl da Serra, Unidade dos Pico (Areeiro-Pico Ruivo) e Unidade do Santo da Serra. Estas unidades são
recarregadas essencialmente a partir de áreas preferenciais de alimentação, que geologicamente correspondem a
zonas aplanadas de natureza essencialmente de escoadas lávicas. Genericamente, nestas unidades a água subterrânea
pode ocorrer em aquíferos de altitude, geralmente drenados por nascentes, ou no sistema aquífero de base,
caracterizado por um gradiente hidráulico baixo.
Os valores de transmissividade determinados em formações do Complexo Vulcânico Antigo variam entre 20 a
2250 m2/d, e são notoriamente inferiores à gama calculada para o Complexo Vulcânico Principal (1000 a 25000
m2/d; Prada, 2000). Estas observações explicam o diferente gradiente piezométrico do sistema aquífero de base
quando este é constituído por formações de um ou outro dos Complexos Vulcânicos referidos (respectivamente 10-2
e 10-3 a 10-4). As diferenças do comportamento hidrogeológico reflectem-se também na composição da água, como
pode ser verificado a partir da respectiva mineralização. No primeiro caso a condutividade eléctrica varia entre 600 a
3000 µS/cm e no segundo caso entre 100 a 500 µS/cm. Considerando o somatório do caudal das nascentes
existentes na ilha da Madeira pode-se apontar para um valor de produtividade da ordem de 3200 L/s, enquanto nas
galerias e nos furos de captação a produtividade total é respectivamente de 1100 L/s e 1000 L/s (Prada, 2000).

Resultados
As 4 amostras de águas minerais e termais gasocarbónicas foram recolhidas durante as obras de perfuração do
túnel de prospecção de água subterrânea da Fajã da Ama. As águas #1 e #2 correspondem respectivamente às
emergências detectadas na frente da escavação, e num poço aí existente, enquanto as amostras #3 e #4 foram
recolhidas nas ramificações perfuradas para aumentar a caudal captado. Estas últimas amostras correspondem a
águas termais, de acordo com a classificação de Schoeller, não se dispondo da temperatura de campo das águas #1 e
#2. As determinações de CO2 livre e alcalinidade das amostras #1 e #2 também correspondem a valores de
laboratório. O erro de balanço dos resultados analíticos agora discutidos estão no intervalo entre –1.4% e 2.9%.
As amostras recolhidas correspondem a águas do tipo bicarbonatada magnesiana cálcica (#1), bicarbonatada
magnesiana (#2) e bicarbonatada magnesiana sódica (#3 e #4). Com efeito, o HCO3- domina a composição iónica
relativa (em meq/L), correspondendo a 42.1% a 47.9%, enquanto o Mg2+ e o Ca2+ podem explicar respectivamente
18.3% a 28.6% e 12.0% a 20.7% do total. O Na+ pode corresponder até 16.2% da composição relativa. O pH das
águas amostradas varia entre 6.08 e 7.60, e os valores da condutividade eléctrica atingem no caso das amostras #1 e
#2 respectivamente 2620 µS/cm e 2570 µS/cm, o que indicia mineralizações elevadas. A alcalinidade das águas
varia entre 133.61 e 1784 mg/L CaCO3, sendo particularmente elevada nas amostras referidas anteriormente
(respectivamente iguais a 1784 e 1668 mg/L CaCO3). A dureza varia entre 104.7 e 1696.5 mg/L CaCO3, o que
permite classificar as águas como moderadamente duras a muito duras. As amostras #1 e #2 têm durezas
respectivamente iguais a 1696.5 e 1575.9 mg/L CaCO3, e são substancialmente superiores à das amostras #3 e #4
(301.2 e 104.7 mg/L CaCO3).

Discussão
A análise comparativa com a composição das águas subterrâneas da ilha da Madeira, que de acordo com o
modelo hidrogeológico conceptual são divididas em dois conjuntos de amostras, relativos aos sistemas aquíferos
basal e de altitude, permite evidenciar alguns aspectos marcantes. Considerando a relação entre o Na+ e o Cl- é
possível evidenciar que o aumento na concentração da primeira daquelas espécies é independente do transporte de
sais de origem marinha, o que causaria um enriquecimento também relativamente à segunda espécie iónica referida
nas amostras da Fajã da Ama (Fig. 1.a).
Os teores elevados de HCO3-, que variam entre 163 e 2176.5 mg/L, controlam parcialmente a mineralização das
águas em estudo, e na Fig. 1.b pode observar-se que este é um dos aspectos contrastantes comparativamente à
composição das águas subterrâneas regionais. Os teores observados de CO2 total variam entre 122.07 e 2809.72
mg/L, e os valores máximos são da mesma ordem de grandeza dos registados em nascentes gasocarbónicas
emergentes em vulcões activos (Cruz et al., 1999). No entanto, os valores das amostras #1 e #2 são da mesma ordem
de grandeza (2809.72 e 2265.24 mg/L) e cerca de 5x a 10x superiores aos observados nas restantes amostras (407.43
mg/L na água #3 e 122.07 mg/L na #4).
A contribuição da dissolução dos minerais essenciais das rochas vulcânicas pode ser avaliada pela relação entre
os metais alcalino terrosos com o HCO3- (Fig. 1.c) e o complexo H4SiO40 (Fig. 1.d). Em ambas as projecções é
possível verificar-se que as amostras #1, #2 e #3 apresentam concentrações naquelas espécies nitidamente mais
elevadas que as patenteadas pelas restantes amostras. A relação entre os teores em HCO3- e o complexo H4SiO40
mostram que o enriquecimento na primeira daquelas espécies depende parcialmente da hidrólise dos minerais
silicatados, que contribui igualmente com HCO3- para a solução (Fig. 2). A concentração em SiO2 indicia os efeitos
da interacção água-rocha, verificando-se que os efeitos da dissolução de minerais têm uma assinatura geoquímica
mais marcada nas águas da galeria da Fajã da Ama, o que se traduz pela diferença entre a gama de teores obtida
neste local (56-122 mg/L; mediana=96.5 mg/L) e as águas subterrâneas regionais (13.1-120 mg/L; mediana=40.2
mg/L; n=34).

3.5 100
3.0

HCO3- (m eq/L)
2.5 A q.B asal
Cl- (m eq/L)

10 A q.B asal
A q.A ltitude
2.0 #1 A q.A ltitude
#2 #1
1.5
#3 1 #2
1.0 #4

0.5
0.1
0.0
1 100 10000
0 2 4 6 8 10

Na+ (m eq/L) Cond. (µ S/cm )

(a) (b)

100 100
Ca2++Mg2+ (m m ol/L)
Ca2++Mg2+ (m eq/L)

A q.B asal A q.B asal


10 10 A q.A ltitude
A q.A ltitude
#1 #1
#2 #2
#3 1 #3
1
#4 #4

0.1 0.1
0.1 1 10 100 0.1 1.0 10.0

HCO3- (m eq/L) H4SiO4 (m m ol/L)

(c) (d)

Fig. 1- Relação entre: (a) Na+ e Cl-; (b) condutividade e HCO3-; (c) HCO3- e Ca2++Mg2+; (d) H4SiO40 e Ca2++Mg2+;
(b), (c) e (d) em escala logarítmica.

Os teores em SO42-, que variam entre 10.3 e 24.2 mg/L, permitem sugerir que não ocorre libertação em
profundidade de voláteis de origem magmática, como em muitas regiões vulcânicas activas, que poderiam sofrer
oxidação nos aquíferos de altitude. Consequentemente, as amostras de água da Fajã da Ama não correspondem a
fluidos aquecidos por vapor e posteriormente arrefecidos. Os teores muito reduzidos em Boro (36-66 µg/L) sugerem
igualmente que as águas amostradas não correspondem a fluidos arrefecidos provenientes de aquíferos geotérmicos
porventura existentes em profundidade, na medida que este elemento tem uma clara origem na contribuição
magmática associada a sistemas geotérmicos de alta temperatura em regiões vulcânicas activas (Arnórsson e
Andrésdóttir, 1995).
Os teores em δ18O e δ2H variam respectivamente entre –7.3‰ a –5.1‰ e –30‰ a –25‰. Existem algumas
diferenças entre as amostras da extremidade da galeria (#1; #2) em relação às restantes, e é possível constatar que as
águas #1 e #2 se projectam claramente afastadas da recta de águas meteóricas globais (GMWL). Apesar de o
número de amostras que se possui ser reduzido, e do desconhecimento sobre os valores característicos de δ18O e δ2H
nas águas subterrâneas da Madeira, alvitra-se a hipótese de ocorrerem trocas isotópicas com o CO2, que explicaria o
desvio para a esquerda das amostras #1 e #2 relativamente à GMWL, o que carecerá de ser confirmado por novas
investigações. As diferenças entre os valores obtidos para as águas termais, também existentes por exemplo ao nível
do CO2 total, permitem sugerir a existência de fenómenos de mistura de águas, que dificultarão mais a tomada de
conclusões. Os resultados das análises de trítio às amostras #1 e #2 sugerem, em face dos resultados alcançados
(respectivamente 0.7±2.6 U.T. e –1.3±2.6 U.T.) que estas amostras correspondem a águas infiltradas antes de 1952.

100

HCO3- (m m ol/L)
A q.B asal
10 A q.A ltitude
#1
#2

1 #3
#4

0.1
0.1 1.0 10.0

H4SiO4 (m m ol/L)

Fig. 2 – Relação entre o complexo H4SiO40 e o HCO3-; em escala logarítmica.

Conclusões
Na ilha da Madeira são raras as ocorrências de águas minerais e termais, e com o presente trabalho promove-se a
apresentação de novos dados relativamente às emergências da galeria da Fajã da Ama (Madeira), inicialmente
detectadas em 2000. Estas emergências correspondem a águas bicarbonatadas magnesianas e magnesianas cálcicas,
nas amostras mais ricas em CO2, e a águas bicarbonatadas magnesianas sódicas nas restantes amostras.
As amostras de águas termais gasocarbónicas da Fajã da Ama distinguem-se claramente das águas subterrâneas
regionais, nomeadamente pelos elevados valores de CO2 total, que atingem 2809.72 mg/L, e sugere-se que estes
teores resultam da interacção com voláteis vulcânicos de origem profunda cuja composição é dominada por este gás.
As amostras da Fajã da Ama patenteiam, relativamente às águas regionais, uma clara assinatura decorrente dos
processos de dissolução dos minerais das rochas vulcânicas, o que decorre nomeadamente dos teores em SiO2 (56-
122 mg/L). O reduzido número de resultados analíticos relativos aos isótopos estáveis 18O e 2H não permitem
alcançar conclusões claras, mas sugerem a ocorrência de processos de troca isotópica com CO2. Outra hipótese
avançada, que aliás é compatível com os restantes dados, decorre da possiblidade da existência de mistura de águas
de várias origens, que explicaria as diferenças na tipologia e no teor em CO2 total e em SiO2 entre as amostras #1 e
#2 relativamente às águas #3 e #4. Os resultados das análises de trítio às amostras da extremidade da galeria da Fajã
da Ama indiciam que se poderão tratar de águas infiltradas antes de 1952.

Agradecimentos
Os autores agradecem a disponibilização das amostras recolhidas pelos Profs. João Luís Gaspar, Teresa Ferreira
e Rui Coutinho (CVARG-Universidade dos Açores).

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