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Janeiro, por Francisco Lopcs dc Olivcirn Arníijo, Iiiri 111s J:iiii-irii, 1852, Obserwqões sobre a Febre Amarela, por Roberto Lnllcin;iiit, Itio (1~Jn- neiro, 1951, e Estudo Cllnico Sôbre as Febres do Rio de Janeiro, por João Torres Homem, Rio de Janeiro, 1856.

XI

-

ASCENSÃO

DO

E DO MULATO

BACHAREL

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E dro I, de Dom Pedro 11, da Princesa Isabel, da campanha

da Abolição, da propaganda da República por doutores de pince-

-mz.dos namoros de varanda de ~rimeiroandar Dara a esauina da &a, com a moça fazendo sinai8 de leque, de fLr ou de feqo para o rapaz de cartola e de sobrecasaca, sem atentar nestas duas

grandes forças,

Õ bacharel e o mulato. Desde os últimos tempos coloniais que o bacharel e o mulato vinham se constituindo em elementos de diferenciação, dentro de uma sociedade rural e patliarcal que procurava integrar-se pelo equilíbrio, e mais do que isso, pelo que os sociólogos mo- dernos chamam acomodação, entre os dois grandes antagonismos:

o senhor e o escravo. A casa-grande, completada pela senzala, representou, entre nós, verdadeira maravilha de acomodação que

o antagonismo entre o sobrado e o mucambo veio quebrar ou perturbar. A urbanizacão do Im~ério.a conseauente diminuicão de tanta casa-grande gorda, em sobrado magro, mais tardc at6 em ~1x116 esguio; a fragmentação de tanta senzala em mucnml)~iri;i,n5o jlí de negro fugido, no meio do mato grosso o11 no alto do inorro agreste mas de negro ou pardo livre., dcntro da cid:itlc-fcn0meno

impossível defrontar-se alguém com o Brasil de Dom Pe-

novas e triunfantes, As vêzes reunidas numa só:

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1 do 1830 brasileiro que se :iccntiioii roni n c~;iinlxiriliniI:i Al)oliçZo- tornou quase impossível o ccliiilíl~iio:iiitiqo. tl:i &l>oc.:itlc nscen-

dencia quase absoliitn clos sc~iilioic*.:rlt. c-~c.i.:ivt~r;dl)i.(>todos os

oiitros elementos da socic~tl:i<l($;a6l)ic. os l,i.Opi.ios vir.('-i.(+ c s6brc

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siil)c~rior.c~sl~t~l;iiiic~llioi ;issiiiiil:i~~otlr v:ilorc,s <viropcus e

c*iit~;iiito~):ii~~i(~iiI:ir,:tos IIIIIOS (10 OIII~OSI-xii, qii(: o Iiíl)ri(lo, quando ~?iigc^.iiic~o.Ixir(-tn(s~)ossiiiii~iiiioii~~iiliiiiiiiiitlivítliio tlc r:iça pura, vo1t:~v:iiiios iiiclst i~osoii os iiiiil:iios c.l;iios. A lgiins deles filhos ilegítimos dc grniitlris sciiliorcis 11i;incos; c: coiii :I rnfo pequena, o pé bonito, As vEzcs os 1:íbios ou o nariz, (10s pais l'i(1algos. A ascensão dos bacharéis brancos se fêz rùpid:iinclitc no meio político, em particular, como no social, em geral. O começo do reinado de Pedro I1 é o que marca, entre outras alterações na fisionomia brasileira: o comêço do "romantismo jurídico" no Bra- sil, até então governado mais pelo bom senso dos velhos que pelo senso jurídico dos moços. Com Pedro I, tipo de filho de senhor de engenho dcstabocado, quebrara-se já quase por completo, para o brasileiro, a tradição ou a mística da idade respeitável. , Mística ou tradição comprometida, como vimos, por alguns capitães-generais de vinte e tantos anos, para cá enviados pela Metrópole, na era colonial, quase como um acinte ou uma pirraça aos velhos poderosos da terra. Mas foi com Pedro I1 que a nova

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Ii;ii,is, d;~Alemanha, de Montpellier, de Edimburgo, mais tarde

os q11c foram saindo de Olinda, de São Paulo, da Bahia, do Rio tltr Jaiiciro, a maior parte dêles formados em Direito e Medicina, :ilgiins em Filosofia ou Matemática e todos uns sofisticados, tra- z(~i~clocom o verdor brilhante dos vinte anos, as últimas idéias inglesas e as últimas modas francesas, vieram acentuar, nos pais i: avós senhores de engenho, não só o desprestígio da idade lxttriarcal, por si só uma mística, como a sua inferioridade de matutões atrasados. Ao segundo Imperador, êle próprio, nos seus primeiros anos de mando, um meninote meio pedante presidindo com certo ar de superioridade européia, gabinetes de velhos aca- boclados e até amulatados, às vêzes matutos profundamente sen- satos, mas sem nenhuma cultura francesa, apenas a latina, apren- dida a palmatória ou vara de marmelo, devia atrair, como atraiu, nos novos bacharéis e doutôres, niío sb a solidariedade da juven- tude, R qiic jli nos rcferimos, mas a solidariedade da cultura europLiii. Porqiie ningubm foi mais bacharel nem mais doutor neste Pais que Dom Yedro 11. Nem menos indígena e mais euro- peu. Seu reinado foi o reinado dos Bacharéis. Em suas Memórias recorda A página 91 Dom Romualdo de Seixas que "distinto Deputado, hoje Senador do Império" pro- punha que se mandasse para o Pará, com o fim de melhor ajustar ao sistema imperial aquela provincia indianóide do extremo Norte, "carne, farinha e Bacharkis". E comentava Dom Romualdo: "Pa- receu com efeito irrisória a medida; mas refletindo-se um pouco vê-se que os dois primeiros socorros eram os mais próprios para contentar os povos oprimidos de fome e miséria e o terceiro não menos valioso pela mágica virtude que tem uma carta de Bacharel que transforma os que têm a fortuna de alcançá-la em homens enciclopédicos e aptos para tudo." De Dom Pedro I1 não será talvez exagero dizer-se que sua confiança estava mais nos bacharéis que administrnsscm juddica- mente as províncias e distribuíssem corrct:imontc n jristiça, do que em socorros de carne e fariiihii aos "povos oprimidos". So- corros precários e efêmeros.

no 1lr:isil coiii Doin Pcdro I1

e A sombra das pulmcirns iml>c~ii:iis~~l:iiii:itl:ispor (4-1ic.i seu av8. Jfi os Jesuítas tinham c1;itlo 'i c.ciltSiii;i :iiiitl:i soiiil)r(~:id:i(Ic mato

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tc,rr:i iiitc1ii.n por tl~~slii:i\~:ir.íiitlios iiiis cliinsc <l(,ntrodas

ciis;i\~:iriic, I):iiiz;iv:iiii, (.olii;is c;iiiitlo tlo tc~lIi:idopor cima das

camas 011 c~r~ro~c:i~ido-s~~113s1)ot:is dos C~~OIIOS-OS primeiros ba-

t II,III.I~. (. os I)~IIIIC'ISOSarremedos de doutôres ou mestres em ;i1 11 I': iios s4culos SVII e XVIII, graças aos esforços dos padres, :tos sc,iis ciirsos de latim, Salvador reunira bacharéis formados iios pitios da Companhia, como Gregório de Matos e seu irmão Euzébio, como Rocha Pita e Botelho de Oliveira. Alguns aper- feiçoaram-se na Europa, é certo; mas na própria Bahia, e com os padres velhos, é que quase todos fizeram os estudos de Hu- manidades. Entretanto, é do século seguinte que data verdadeiramente a ascensão do homem formado na vida política e social da colonia. Gonzaga, Cláudio, os dois Alvarenga, Basílio da Gama'marcam êsse prestígio mais acentuado do bacharcl na socicdnclc colonial;

a interven;ão mais franca do letrado ou do cl6rigo na Marcam, ao mesmo tempo, o triunfo político de outro cfolítica.emento na vida brasileira-o homem fino da cidade. E mais: a ascensão do brasileiro nato e até do mulato aos cargos públicos e A aris- tocracia da toca. Nesses bachlréis de Minas se faz, com efeito, antecipar a deca- dência do patriarcado rural, fenômeno que se tomaria tão evi- dente no século XIX. Eles são da aristocracia dos sobrados: mas uma nova aristocracia de sobrado diversa da semi-rural ou da comercial. Aristocracia de toga e de beca. Ainda que sentindo-se diferenciados da Europa ou da Metró- pole, onde estudaram, e querendo um Brasil independente e re- ~x~I)lic;ino,n formação européia Ihes tirara o gbsto pela natureza 1)riit;i c qii(.ntc: tlo trópico substituindo-o por um naturalismo mdriio ;i1)(~11:1ditcr!irio,h sorn1)i.a dc mnngriciras de sítio e entre m:ic;icos ;iiii:iii.;;itlos ~?c.losiicbgros (1:i (.n.;;i (% pap;ignios que em

vc'z (I(* 1):il;ivr:i.; tiipi.;. rc~pc~~i:i~iiFi:isvs 1:ilin:is c ;i14 francesas aprcndid:is jií corn C.;sc-snovos sc~iilior~~s.I)(. Mor:iis (10 Dicionário, pelo menos, é tradiçao cluc gost;iv:i clv tlivcrtir-sc- ciisinando latim

e francês a papagaios. Embora mulatos, alguns dfisscs bacharí.is, quando cscrevem verso para celebrar a paisagem dos trópicos, é sentindo dentro do peito, inflamando-o, "pastores louros", do doce lirismo rural da Europa:

"O pastor buro que meu peito inflam Dará novos alentos a meu vel'so"

diz Alvarenga Peixoto no seu "Canto Genetlía~o".~ Cláudio Manuel da Costa, de volta ao Brasil, depois de cinco anos de Europa, não contém nem disfarça o desencanto diante da paisagem tristonha. Não eram estas na verdade "as aventu- rosas praias da Arcádia" onde "o som das águas inspirava a har-

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verdadeiro tormento: a di9ícil rea-

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casa,

1.1 l~~ ;I~-;IO ;IO meio, h paisagem, à casa, A própria família: "A des-

I,l ,I ~~~,l;~~node não poder subestabelecer aqui as delícias do Tejo, I 10 I ,iina e do Mondego me faz entorpecer o engenho dentro do III(.II I.)erço" conclui melancòlicamente o bacharel mineiro; e pela sii:i b6ca parecem falar centenas de outros bacharéis e doutôres, ({"e voltaram formados da Europa, sonhando com Arcádias, para

terra acinzentada

pelas "queimadas" e

sc eiiropcizaram clo tlil modo e se sofisticaram de tal maneira qiic o meio briisilciro, sol-)retuclo o rural-menos europeu, mais I)i.iito-si) IIi(:s cle~ia princípio nojo, enjoa físico: aquela vontade

de vomitar aos olhos clc que fala o pregador. E sendo bles os mais moços, por conseguinte os mais incli- nados à libertinagem do corpo, como A da inteligência, tomaram- -se, entretanto, os censores dos mais velhos e dos exageros de vida sexual que aqui substituíam, para os senhores de escravos, principalmente nos engenhos e nas fazendas, gostos mais finos, preocupações mais intelectuais. De volta A colônia, um dos ba- charéis mais europeizados não esconde a repugnância que lhe causa ver as margens do riacho que banha Vila Rica transfor- madas em lugares de bacanal; e o batuque africano dançado não apenas nos mucambos de negros, mas nos sobrados grandes dos brancos:

(hncontrarem campos ara êles feios e tristes, a

cev;istnda7 pela mineração. Adolescentes que

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"Oh, dança uentzcrosa! Tu entravas Nas humildes choupaw, onde as negras, Aonde as vis mulatas, apertando Por baixo do Zlandttllzo, a larga cinta,

Te honravam c'os inrotos c hrcjrir-os, Batendo sdhre o clizo o !I& clr~sctrl~.o. Agora jd roi,argrrrv.r!(*r crifwi(l(i Nas cti.rn,r irrciis l~oiirstnsc pnlr~rio.r!!!"~

patriotas

oi p:ir:~sv torii:ii.cbinii:iti\li.;tiis c-s;il~:i(los,algiinl; indo at6 ao mar-

írio (1iii3 I~(~IIIc~stii(l:iii~i~s(I(.

roin:incc riisso. Passndo o cnjôo dos

Eiitrr.tniitci t.ssc-s cl~~:~~ii~~:iiii:itlo~(iii:iiitlo t1rr:iin

p:ira

IWIIIII~II~US;IIIO:~,osl~,;ic*Ii:iiCisrloiilGiiis Iorinnclns na Europa tcr- ii:ii.;iiii-sc:-nlçrins pclo incnos, porquc noutros o desencanto durou

a vida inteira, havendo até os que se deixaram reabsorver pelo mcio agreste, como o Doutor José de Me10 Franco, sertanejo de Paracatu-um elemento de diferenciação criadora, dentro da inte- !ração brasileira que se processava, quase por inércia, em volta das casas-grandes patriarcais. Por um lado, inimigos da aristo- cracia matuta, a cujos gostos e maneiras dificilmente se readap- tavam, por outro lado, encontraram nela, êsses bacharéis novos, seus aliados naturais para os planos revolucionários de indepen- dência política da colônia e até para as aventuras de ação ro- mântica. Alvarenga Peixoto, o mesmo que se sentia "pastor louro" diante dêstes "sertões feios e escuros*, seria também o cantor desta

"bárbara terra mas abençoada"

e at6 dos seus escravos, trabalhadores de campo, homens de várias cores, os sangues misturados-pretos, pardos, morenos-tão diferentes dos tais pastores louros da Europa:

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1 homens de vários acidentes

pardos, pretos, tintos e tostados

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os fortes braços feitos ao fraball~~~.~

17 Tos6 Basílio da Gama caaricharia em exaltar no seu estilo c10 1cti:itlo-c.mhorn querendo hs vezcs fazer-se de instintivo piiro-:is !iivoic*s, os l)iclios, as plnnt;is, as frutas mais picante- ni(s~it(*l~r:tsiI(hir;ix.l?l(l (: S;iiit;l 1iit:i lItir5o. I>c~ii-sc.(-iii VAI ios Ii:i(~li:ii4isc cl'rigos (.ssa mcia reconciliação :om o riic,io ii;iii\lo. ;iiiiil:l (iii(. "l'caio <: c~sciiro"tornado não s6 ~bjetodc pl;iiios tli: rc~ioiiiiapolític:i c clc: rcconstruçZo social, como campo dc maior aproxirrinçao do Iiornc-m com a natureza. Porque os brasileiros que-sc formaram na Europa, principalmente na França, na segunda metade do século XVIII, tinliam lido lá,

e mais a cômodo do que entre nós os padres e maçons mais

curiosos das novidades políticas-padres e maçons que só muito na sombra podiam entregar-se a essas libertinagens intelectuais- os livros franceses em que se exaltava o idílio do homem com

a

natureza: idílio sôbre o qual vinham se levantando novas teorias de Liberdade, de Estado, de Direitos do Homem, de Contrato Social. Talvez sob a influência dêsse naturismo revolucionário é que Alvarenga Peixoto vira nos homens "pardos, pretos, tintos e tostados", nos negros, indios e mestiços de "fortes braços feitos ao trabalho", os verdadeiros construtores do Brasil: os que vinham mudando as correntes aos rios e rasgando as serras "sempre arma-

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1~;i~~11:11~1~1(1 t:ilvc;r. a primeira que exalta o

i i,:i l I:I llio (lo cbsci:ivn, :I :iváo cri:lilora, brasileiramente criadora,

( 11 I I)rol(it;irindonegro, ínclio c principalmente mestiço na formação

Ioiii.11,

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11:11~iotia1.

, A Iiiconfidência Mineira foi uma revolução de bacharéis, como

i.cbvoluções de bacharéis-pelo menos de clérigos que eram antes Ii:icli:iri.is de batina do que mesmo padres, alguns educados em ()linda, no seminário liberal de Azeredo Coutinho, "em todos OS principais ramos da literatura própria não s6 de um eclesiás- tico mas também de um cidadão que se propõe a servir ao es-

tado"-foram

liomens ainda do século XVIII: a de 1817 e a de 1824. Esses

intelectuais, ansiosos de um Brasil independente e republicano, repita-se que a melhor aliança que encontraram foi a de pode- rosos senhores de escravos e de terras. Aristocratas já com várias gerações na América, algiins com sangue de índio e até de negro:

de Silva Alvarcnga sc sabe que era mulato como mulato ou qiiadrarao oii pclo mcnos "morcno" parece ter sido o próprio Tiraclcntc:~,clc rlocm o I.';idrc Mnrtinho Freitas diz nas suas Me- mórins (citadas c10 Sr. Aircs dn Mata Machado Filho h página 17 do scu TirocEntes, Herói fluinano, publicado em Belo Hori- zonte em 1048) que quisera desposar certa moça de São João del-Rei, "opondo-se o pai da mesma por ser o pretendente colono e de côr morena". Eram, assim, vários dos revolucionários, gente a quem convinha precisamente a República ou um Brasil independente-pelo menos independente de Portugal. A República, aliás, segundo alguns dos nossos historiadores políticos, fôra tentada em 1710 por se- nhores de engenho de Pemambuco, diz-se que inspirada no mo- dê10 da de Veneza. O que parece, entretanto, é que aqueles revo- lucionhrios, quase todos fidalgos, embora rústicos, faltara justa- mente a direção intelectual de alguma grande figura de bacharel ou de clérigo mais esclarecido. O que não faltaria, antes sobraria, a conspiração mineira e às duas insurreições de Pernambuco, dos princípios do século XIX. Mas em qualquer uma dessas, sc porvcntura tivesse triunfado o ideal revolucionário, teria talvez se verificado, dentro da vi- tória, o choque entre os partidários da iidepcndEncia que visavam

interêsses de rodutores

tidários da inaependência por motivos mcnos cconôrnicos e mais

ideológicos, ou, pelo menos, de natureza mais psicoló,'nica ou mais sociolbgica do que econômica. Entre êstes estariam os bacharkis:

grande número dêles. Principalmente os bacliar6is mulatos OU "morenos". E estariam também os que, sem serem bacharéis nem

as duas revoluções pernambucanas, preparadas por

de açúcar ou dc mineradores e os par-

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domínio o segundo Imperador e cm

pleno funcionamento as Faculdades de Direito do Recife e de São Paulo, A frente da administracão das províncias e nas maiores responsabilidades políticas e de govêrno começaram a s6 apa-

recer homens formados. Os edifícios onde foram se instalando as sedes de govêmo e as repartições públicas mais importantes -uns novos, em estilo francês ou italiano, outros, antigos casarões de convento ou de patriarca rico adaptados à burocracia do Im- pério-principiaram a avultar na paisagem brasileira. Ao mesmo

tempo, indicamos em capítulo anterior

dos

capitães, dos brigadeiros, dos senhores de escravos. A gente do povo não passou despercebidii a transferência de podcr de uns cdifícios para outros. Mas dc tal modo se habituara ao prestígio das casas-grandes patriarc~iisqiic, cin algumas pro- víncias, os palbcios dos presidentes ficnr;iin conhecidos pelas "casas-grandes do govêrno"; e em quase t6d;is paiccc: qiie o povo custou a admitir nos bacharéis, nos doiit6rcs c :it6 iios barões e nos bispos, a mesma importância que nos "capit,rics-inores" ou nos "sargentos-mores". Ainda hoje sobrevive a mística popular no Brasil em torno dos títulos militares: para a imaginaçiio da gente do povo o Messias a salvar o Brasil scrá antes um Scnhor Capitão ou um Senhor General que um Senhor Bacharel ou um Senhor Doutor. Entretanto, o prestígio do título de "bacharel" e de "doutor" veio crescendo nos meios urbanos e mesmo nos rústicos.desde os começos do Império. Nos jornais, notícias e avisos sôbre "Ba- charéis formados", "Doutôres" e até "Senhores Estudantes", prin- cipiaram desde os primeiros anos do século XIX a anunciar o novo poder aristocrático que se levantava, envolvido nas suas

diminuindo

ue começaram a ir

Em 1845, jQ em pleno

de tamanho as casas-grandes dOs particulares:

i

11

i

11 I 1 18.1

.l-.:~i,.I., I III II:I.,; XII:IS I)IY':IY I!(-sCc1:i preta, quisiius

ucichar&i~-

I 11,.

I 11 I

li( I.;

I 11 )I iic\i.<~s-tlosc~1n1~~1rgaciores,tornavam-se

becas

I I, .IIIII,I li(. I,III.(I;I(~:Ls" 1%iinl)ortadas do Oriente.

Vestes quase de

ttl.~~I~i.~~~il.;.'I'i.:ijos clii;isc dc casta. E êsses trajos capazes de aris-

14 9, I .IIi./:)I.<,I~III~IIICIISdc cOr, mulatos, "morenos".

I': \.t~i.iI:itI~rqitc, AS vezes, eram avisos indiscretos os que .I1I I I .l,i:iiii iios jornais sobre bacharéis. Alfaiates que revelavam, q I, H li I I,: ;iiios dc pachorrenta espera, que o Senhor Bacharel

ou o Senhor Estu-

al.~~~~~.I:c,lti.:ii-io continuava a lhe dever uma sobrecasaca ou um i .IIII I i~iiopor medida no mês tal ou no ano qual. Mas os alfaiates 1111;liiis~~iiil~rcinimigos das aristocracias. Em ar uivos particula- I V*. I 11- vc~l1i:is casas-grandes de engenho, que pu(Iemos examinar, ISiiIii.:iiiios o incsnio quanto a filhos de barões e de viscondes:

II.I~,IIIII:~ ~II>III(111:1s, III:~S viírins cartas dc alfaiates de paciência

I'.I~.I:II~I,II~(I :III.:ISII rio p:i!::iiiic-ri~o <Ias contas. Filhos e netos de IIIII11 I 11%I-II!!I.II~III III-i11 s<~riil)i.c~l>;~~l~iir&is-qucficavam a dever ,~II,;,.,~Y,I,I,~I'~II~~.1115 I.:IIII:I~!I~IIS, (-:il~:is listri~s,atb que a conta i.1 11.u.1u 1~1i\~-.IOIII~<-1111 o ;i\.:) I):ir,'io oii siinpicsmente major,

I,',11 III:II~O I:iil;iiio, o Scnhor Doutor Sicrano

I I110.

.I,. lll,lllll.l\~~l~l;l!~;ll.~il~lll~~l~l~l~~~s~~oll~lollt-~~.

\ .IL~~.II 1111 I,:II~~I;II~I-~~III~)I.I~(~IIC, abandonado aos pr6-

crois~.r.ruços e fatos

pelos

,I 111 11 t II I,, ~III.II:Ii$: I 1111: ~~"~lispunliade protetores políticos

I~,-.iii.i.ii

IIII~~,I,~~.III~.~~.,11.111

,.i )\ .II 11 I,.,

.I 111

I 111,

Iiiiili:i I~II.III:I~soiiao

1.111 .li,, :,iii~~ii:ii.-si.;i iiidiscrições de alfaites

:;tii~:~r;i iic3m subir IL diplomacia; que estudara ou

I. IIIIIII:II.:I, As v,n:s, graças ao esforço heróico da mãe quitan- lIt,ii:i i111 tlo pai iiiiiilciro; a ascensão do bacharel assim, se fêz, IIIII~I:I~,vCzc>s, pclo casamento com moça rica ou de família

I ,I 11 Il.l.i,'(;I.

I )i/ ,;I- tl(: algiins moqos inteligentes, mas pobres ou simples- IIII.II~I- rr~iiic~rlinclos,que não foi de outro jeito que chegaram a #III,~i~:itloAs Chr[-c.s c n ministro do Impkrio. Uns, de nome bonito, I 111 t.~~~~~,r~~,:i (~IICIII sO f:~l~av:lO calor da riqueza oii do poder

1t.11.1 *;I' ~-~iol)r~*(~~~rc~ino11 ~(:1111i:irc~ino lxcstígin. Oiitros, de nome 1 III,~,.II.,~III(~,li~::iiitlo-si~~ir-lo~~:i:::ii~i(~iiloc'orii inilqns cl~nome ilus-

114 [I,, IIIIIOX(10

III*.I',II:I N:II~\~~II:IIII~S;I!I~;III~I:I,1)11rIIII~I~III:II~o.l'oi iio IJrasil o 111ut 11,) iii~.iiliiiii~;~.ii:I, IIII*; I~:ii~li:ii~'~i~:IIIIII:IIIV: rliirS :h vi11')iia por

sit~iiprciim

I 1 . 1 1,I I,~II-!!:II. :i

c-;I:;:II :II~II~:II~:IIIIo IIIIIIII~11;i f:ii~iíIi:~(!:I 11i5e.

IIII~~I~I~I:IIII

I.I~IIII~.:I

~II~.II~IIII~~:~

II~.I:cii

III,

III.II.III*,

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11~1,#Io 11, 1. #I ,.Iasi,,I, 1

1 11111~1I

<I.

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i.i,ilI1.1 11 ';~~III~II.'IIi11 ".II,I-';:II. I!:IS

(111:1-

I*. 111,.41, I I 1111 I:I 11.11 1111 -.:II~!*,III.111- I'illin tliim

li

11111 11t1

3d 11,.IIIIII.I.I~II-

I"oi

I-III:IO (.sliitl:ir

,111.III~~ ili,,.

11IIi~iIII, .IIIIIII. li\,i.{'". 1': I~II:III(~~p11-

I)Iic-oii-sc-:i scsiitc~iiy;i(I(, inortc contra Clc, clcvido lis sii:is

cladc~sdc revolucionlírio em Pcrnambuco, comentou

a scntcnça do juiz branco, Mayer, na qual êle, Saldanha, era

chamado de mulato:

mo que adquirira prèmios quando êle Mayer tinha aprovação por empenho e quando o tal mulato recusava o lugar de auditor

de guerra em Pernambuco êle o alcançava por baj~lação".~

Se no tempo de Koster, proprietários rurais dos lugares mais afastados ou segregados, encomendavam aos correspondentes, cai- xeiros que fossem brancos e soubesscrn ler e contarI0-evitando, ainda, bacharéis brilhantes mas mulatos, como Saldanha-com

Império a exigência aumentou por um lado-o

minuiu por outro-o

brancos-aliás úteis à economia patriarcal e à pureza de raça das famílias de engenho. Os desejados agora-mesmo com risco da economia patriarcal, de que alguns genros se tornariam puros parasitas, e da pureza de raça das famílias matutas, que outros genros maculariam-eram bacharéis e doutòres, nem sempre fa- zendo-se questão fechada do sangue rigorosamente limpo. Sa- liente-se, entretanto que a ascensão social do bacharel, quando mulato evidente, só raramente ocorreu de modo menos dramático. Em mais de um caso de bacharel casado em família rica ou podcrosa-sobretudo família poderosa, de engenho ou de fazenda- <']c 6 que se tornou o nervo político da família. No caso de João Alfr(*(loCorreia dc Oliveira cm relação com o sogro, o Barão de

C;oi;iii;i, scbril(.-scicssii nscontlbiici~ipolíticii do gcliiro bacharel sobre

o ~):tlri:irc:is(~1111or (~11goi~111o.Ao (111ctiiclo f;ix supor, no inte-

ri'ssc. (I;I c;ii.rc,ii.:ipol ític:~tlo gc9iii.o1):1(~1i:ir(~1i: qiic: a prúpria sede

(1;i l';iiiiili:i ti:iiisf(~riii-SI.tlv (~;is:i-gr:iiitl(~ <:oi;iri:t p:ira sobrado, taml)í:iii gr;iiitl(~,(10 lic~cifcb,oiitli- o sogro, I)(-lo, alto, olhos azuis, mas um tanto arii;itnt:itlo, sci Loriiiiria f'igiir;~si~ciiii<lá~iaao lado do bacharel de crois6 bcm-feito (! moilos url);iiios, qiic guardava no rosto de mestiço traços de linda e agreste nni<.ríndin que, na meninice, ganhara o apelido de Maria Salta Iliiiclio. Apenas o neto de índia agreste tornou-se ministro do In1pí.rio aos vinte

ativi-

de Caracas

] êsse tal mulato Saldanha era o mes-

o

sociológico-e di-

biológico. não serviam simples caixeiros

e tantos anos.

Tempos depois, já tendo experimentado descngnnos políticos, João Alfredo lamentaria ter deixado a sombra da casa-grande de engenho pelo sobrado de azulejo que ainda hoje brilha ao sol do Recife onde agasalha uma tristonha repartiçáo militar. Mas era tarde. Convém, entretanto, não nos esquecermos que houve ba- charéis formados na Europa que, de volta ao Brasil, preferiram

a casa-grande de engenho do pai ou do sogro à vida na Côrte

ou nas grandes cidades do litoral. O caso do Dr. Antônio de

a

'i,.~11

'.II\.I

16%

4

l~lli~i

111

1,111,

.I.IIIIOtl~Iliii 111s ~:iiit~ii~oiiiori-c111~<*iiIii,i~111s

l'i

lll.lllllllll~ll.

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III

11111ii ~I.:II lo*: I~:i~~li:ii.~'~is(I(~iilrod;is famílias,

n5o

ioi

a 1.

!:~.IIIII*.:li li

111 iiii~il):iliiic~iitc.tlc filhos, como indicamos

em

q #i11111I

 

.III~I.Iii 11

 

(I~~~I:I~~;III~osaqui a ascensão dos genros é

o 1".

 

11'

l

I

-.I.

:I(.(

IIIIIOII

voin maior nitidez o fenômeno da transfe-

I

o

t

1,

1

I

I 1,.

11 11.i

oii

<I(:partc considerável do poder, da nobreza

I

111

11

11.11

.I

:I :il.isfo(-r:ici:i ou a burguesia intelectual. Das casas-

$,

I

I III

I III.;

~*iig(~iihospara os sobrados das cidades.

1 1 1.1 1,it:it 10 I'rol'cssor Gilberto Amado, noutra de suas páginas

que alcançou na segunda me-

I #! l, I III ~c;c~iiloXIS, a "fulgurante plebe intelectual, dos doutores 1" 1111 I,,., i~ii.ii;ilist:is,oradores quc de todos os pontos do País sur- ,I 1111 1.11iii :i I)ciia, com a palavra e com a ação, em nome do

11 IIII~~I11 11 lil)c:r:il, para dominar a opinião". E acrescenta que a'. 11111~MO i,c:lipse das grandes famílias arruinadas em conse- fl 11' 1.1 11.1 I-XI iiiy,'lo do tráfico e de outras causas acumuladas, I I i I. I 11i1l.111 :tos IN)IICOS nos prélios partidários, os filhos dos se- 1111~11 ( 1 11. I.II~:OII~~O,OS viscondes, marqueses e barões, aparecendo tlq O , 111I i I (!:i ;irc.na à primeira luz da ribalta política".ll

tanto diverso do que procura-

I Iivcrso e mais recente: o da geração saída das Escolas

I I 1111 ,I 1':izc:r a Abolição e a República. Mas essa geração de Il.11 li.ii,i'.isfoi um prolongamento da outra: acentuou a substituiçáo nl41 ~.1~111iorrural da casa-grande, não pelo filho doutor, nem I 1, .~.ii~i) ~)(.>logenro de origem humilde, mas pelo bacharel estranho 11111. #.I&I'oi impondo de modo mais violento: através de choques I. ;It i.i~ciscom o velho patriciado rural e com a própria burguesia .~li~l.ili,~:~d:idos sobrados. Entretanto, a geração que fêz a Repú- I~lii,:~t13vuscus meios-têrmos burgueses entre a velha ordem eco- III<~III~(.:I C' ;I nova. Mesmo alguns dos bacharéis mais evidente- IIII~IIII~iiiiiliitos e de origem mais rasgadamente plebéia, como Nilo I 't ,#.:I I I Ii:i, representaram a acomodação entre os dois regimes. '. ,li I II ~losse extremaram em radicalismos, embora alguns viessem

I I I i.I I

11

11 i

1I.-,# ,111 I'\,

i-(,S(-re-seà influência

1

O

1

1.1 ,I( lili

a.~s:tssiliala

fenômeno

um

I I ~!.~I*III:II.i(l6ias anticlericais e outros, certo republicanismo jaco- I VI I 11 1, III:I~SCIC riia do que de prática domkstica. h4ais de palavras,

110

I

1

1

I li~.r.iirsos,do que de atos ou

" I 11 1 1'1~~::iiiIi:ificaria a dever

I

li81

trajos cotidianos.

a alfaiate do Recife do seu tempo

1 I* 4 .I 111 I:IIIII~. Fr;iqiie ou sobrecasaca fina como qualquer moço

1 1 ,I 1~ I'rov50 se tornaria célebre pelos seus discursos

1 e1 111 IIIII.II~I. I i~~~iil~liennosmas também pela sua elegância de

 

11

,I,

1.11 ~:lic.i;i: ~r:ide fraque e de monóculo

que discursava

I

I,,

11 11 I ;I 1.1,; 110 Tmpério. Joaquim Nabuco

chegaria quase

,.,

,

I ll,lfi li,;

tl~,sr

haver extremado

no anticlericalismo

e

:iios c,- coiii iiIgiiiis clc-slizcs-i10 trajo, o mais fid:ilgo dos rcci- ftsiii;c.s clc sobrado, o mais elegante dos pernambucanos dc cnsa- -grande. Svlvio Romero escrevera aue de~oisdos ~rimeirostrinta anos do Império, durante os uah o Brasil-já pa'ís de mestiços- fora -ovcrnado por um resto e! dite de brancos-"resto de gente válida diz êle, identificando como qualquer lapougiano a supe- rioridade moral e o senso de administraçáo e de govêrno com a raça branca-as condições se foram modificando com "as centenas de bacharéis e doutôres de raça cmzada",12 atirados no País pelas academias: a do Recife, a de São Paulo, a da Rahia, a do Rio de Janeiro. Mais tarde, pela Escola Militar, pela Politécnica. O sagaz sergipano parece ter compreendido, tanto quanto o Professor Gilberto Amado, o fenômeno que nestas piíginas pro- curamos associar ao declínio do patriarcado rural no Brasil: a transferência de poder, ou de soma considerável de poder, da aristocracia rural, quase sempre branca, não só para o burguês intelectual-o bacharel ou doutor As vêzes mulato-como para o militar-o bacharel da Escola Militar e da Politécnica. em vários casos, negróide. Mas aqui já se toca noutro aspecto do problema que foge um pouco aos limites dêste estudo: a farda do Exército, os galões de oficial, a cultura técnica do soldado, a carreira mi- litar-sobretudo a híbrida de militar-bacharel-foi outro meio de acesso social do mulato brasileiro. E é possível que se possa ampliar a sugestão: a atividade política, no sentido revolucionário, das mi1íci:is oii do Escrcito l3rasilciro-Exército ou milícias sem- prc iiin 1:iiiIo iiicliiic,tos c trt.pidantcs dcsclc os dias de Silva Pe- droso, iii:is, 1,riiit-i~~:ilinrri1(.,<l(~stl(,n Ciicrrn do Paraguai-talvez vcnhn scbiitlo, (%i111):u1~,oiiir:i (vípr(~ss~o(1~tl~~scoiitentamentoou ins;itisfiiyiio (10 niiil:iio ii1;iis iii~(~ligc~iitcc stbnsiiivo, ainda mal- -ajustaclo 30 meio.

atr:ivCs do tlissimulacões. de

JJ

I

A Marinha auc. até rcccntcmcntc.

1,

>

#

pretextos de ordem técnica os mais sutis, conscrvoii fcchados de modo quase absoluto, ao mulato e mesmo ao cal>oclo mais escuro, os postos de direção, sua aristocracia de oficiais formiindo talvez

a nossa mais perfeita

se sabe, o oposto do Exército. Dominada ainda mais do que a Igreja-entre nós também trabalhada, embora não tanto como no México, pela insatisfação do padre pobre e do padre mestiço contra o padre rico ou o padre fidalgo-pelo espírito de confor- midade social, ou pela mística de respeito à autoridade, sua única revolução foi, na verdade, uma contra-revolução. O herói do mo- vimento, um dos brasileiros mais brancos e mais fidalgos do seu tempo: Saldanha da Gama. Enquanto do lado oposto, um oficial do Exército, tipo do caboclo sonso e desconfiado, célebre por

seleção de quase-arianos, tcm sido, como

.I

 

I

.

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I,

i

I

l~a',,. II:I>, Im11:is i~~iliI;ir(~s,foi qtic:ln

cnc:lrnou :I

 

I.

I

81~~I* .i

~~~.~:~I)~~l~~c~iil;iiior 11iicliarí.i~e

doutôres unidos

 

b

11BII 1,

I I I~Iii-iiilo sjtlo

poucos,

nesse grupo revolu-

1111~~iKIll.

1i.10

{O tlv sangue como de vocacno:

os ca-

i

l.

iii:ljorcs-cloutdres, os

coronéis-doutores.

OS

.I,

I

I

I

I

4 1,.

,li ,lll.ll lll,.

1 I ~iii~w(-(~~(lcra atração do mestiço

ela farda cheia

111- II~-ivialdo Exdrcito. Farda agraaável a sua vai-

e

I

I, 1,

1,

I~:II;I~:II.-S~~iio branco pelas insígnias de autoridade e

lll.l~11 181 I-* ;I(, iiii:smo tempo, instrumento de poder e elemento

São insígnias que desde os pri-

tIl8 I~,~, tlo s4ciilo XIX passam pelos anúncios de jornal com

os olhos dos indivíduos so-

mulheres aue se tornam às vêzes os

4 1,

I I,

I, o14.~II:I~;sii:is iiiiios

I

I

I I 11

IIIII~;

inquietas.

1

I 11 I I-ii 11 il:iyócs sedutoras para

1 I~IIID~-II.:IIII~-~II(~iiic%iiinosou

1

tlc: ascensão para os postos de autoridade ou

i i1t1.1 I 11 11 b 1.1 III<I~I.\J;I(~OSpor brancos ou quase-brancos como privi-

Inl*

.IIU,II,;

II:I

I':IsI.

I,

!:I,

1

t I,,

I.:I,,I:I

siil)(brior identificada com raça pura.

( ) i ,,,I~III. 111- \':~l:i(liires,em Minas, organizara ainda na era co- I, VIII 11 I ~~i~iiii~~iiio':(11: homens de cor com oficiais mulatos e pretos.13 I 1111 1 in 11 1.s.1 i!:io Ixira a melhor aristocracia da terra. Aliás, nos

sargento-mor e até capitão-mor

11 111 1.11~I: IIII I I;IIO css<*iiro,até, como o que Koster conheoeii em Per-

I 1.1 I I II 1111.1I. R1:is CSSCS poucos

I~.III~III.;t-oloiii:iis, postos

r~ior(~s,tornavam-se oficialmente brancos, tendo atingido

.I I N ~~,ii;,ioI I(: mando por alguma qualidade ou circunstância excep- 1.11 11I:I 1. '~':IIvczato de heroísmo, ação brava contra rebeldes. Tal- !.,-. !:i.:iiitl(: fort~inaherdada de algum padrinho vigário. Quando 1, iiil:lCs ~)(.rgiintou,em Pernambuco, se o tal capitão-mor era IIIII 1.111 I o ~II(~,:~li;ís,saltava aos olhos-em vez de lhe respon- 11t.1 ,.i11 ( 1iiiS siiiii, ~c~rg~ii~t;ir:iin-lhc"se era possível um capitão-mor ,.o I 11111I:110"."'

mulatos que chegaram a exercer, nos

de senhores, quando aristocratizados em

,l

I*

1111 10 1,.

4.1 111 III~:Ii#;,clicgnra

a haver

-

I ,. I I 11I ,li";.

es-

, III,,~, I,IIIII,I. III;Í!!~I,I)i111t- II;III ~~II-!;;I~:IIII;I IILI. 150 gv:in(1<.as cartas

(

1i11110

(11)

i~;i~~iliici~iiicii:iri:iiiii:iv:i

os

l?rhl,rins miilatos

1 I, III~.~~i~III;III~.~IIIIII:II~:I.;I.IIII,:II~:IY(11%l~~.:~~i(liiiti:icIt~;iicbmmesmo

a

I

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I* 511~1OI.~~I~III:Si1110 (I(:

Iii::~. I1'oi i1111 sr.11 col(.g:i clc Coiiii1)r;i c, mais do que isso, pcsso:~ (I(* sii;i iii:iior ii1iimid:ide-Rodngues Cordeiro-que escrevendo em

J.S72, deu seu depoimento: a consciência de filho de mulher de

cor arnigada com português era o que em Gonçalves Dias "nas noites de insônia lhe cobria o coração de nuvens", rebentando em poemas como O Tempo.18 Niío importa que noutros poemas, cm torno de assuntos mais puramente africanos como Escmua, Gonçnlvcs Dias sc conservasse a distânci:~do negro, scm f;izcr clc sii:i fala aportiigiicsada de bacharel de Coirnbr:~, n voz c1;ir;i (i Tr:iiic.:i tl:i rap (It~gradada pcln escravidiío cln qual n:isccni tzo tr?igic;iinriit<!pclito. lloçando pelos seus horrores. Mesmo porque sua consciência não era, nem podia ser, entre nós (País onde o negro Yuase nunca foi "quem escapa de branco", como no ditado antigo- 'quem escapa de branco, negro &'-depois substituído pelo mais brasileiro-"quem escapa de negro, branco é")lD a consciência de negro ou a consciência de africano que, noutros países, absorve a consciência do mulato, mesmo claro. O ressentimento nêle foi, carateristicamente, o do mulato ou "mo- reno", sensível ao lado socialmente inferior de sua origem, embora gozasse, pela sua qualidade de bacharel, vantagens de branco. O romantisn~oliterário no Brasil-vozes de homens gemendo e se lamuriando até parecerem às vêzes vozes de mulher-nem sem- pre foi o mesmo que outros romantismos: aqiiela "rcvolta do Indi- vídiio" contra o Todo-sociccladc, í.poca, cspí.cic-tlc que fala o crítico fr:iiic$s. Ein :ilgiins c:isos, ~xir<~ccitt~sitlo iiic.nos expressão dc iiidivítliios ic~volt:itlos(IIIC: '1~Iioiriviis tl~riic>i:i-i.:i<:asentindo,

coiiio OS (1~'i~l(~io-s(~so,:I (1isf;liic-i:iso(~i:il. f;iIv(~xI)~í(~~ii~a,entre

61~sc a r:iya ~l~~I'iiiitl:iiiic~~~~~~l)i.:iii(~:i o11 IMI~:I; o11 o

clamentc m:isciiliiio c (Ioinin:itlor.

E o que se observa tnmbLm-n rt:volt;i (?olioiiic~rii(Itr meia-raça consciente, como o de meio-sexo, da distnnciii soc:i;il cntre êle e

a normalidade social do seu

foi o Aleijadinho. O escultor mulato das igre'ns dc hliii:is. Nesse

mulato doente-distanciado socialmente dos

não só pela cor e pela origem como pela doenqa que foi lhe comendo o corpo e lhe secando os dedos até só dcixar vivo um resto ou retalho de homem e de sexo-o ressentimento tomou a expressão de revolta social, de vingança de sub-raça oprimida, de sexo insatisfeito, do donjuanismo inacabado. De modo que na escultura do Aleijadinho, as figuras de "brancos", de "senhores",

dominatlorcs brancos

meio-no artista csti:ior<linário que

axo ddeni-

de "capitães romanos", aparecem deformados menos por devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo e ódio religioso aos seus inimigos,

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1111I I:I III:'~) tt1ii iigiira tcrrivelmcnte feia, exagerando IIII~I~IO.1, ii:iiiz: o maior ponto de contraste somático ou

, 111 I 8. I I ,I iiiiiclos c oprcssorcs, no Brasil do tempo do Alei- 11 81~, \ I i\;i'I:is :ir figiins de capitães e mesmo de soldados 1, clll 1114 +.11.11:iilirln fiilar nas de judeus, que se vêem nos "passos" .i, 1 )I 11:~ 1111i:istio Campo, se apresentam com narizes caricatures- .I I I 11 I li:[ o11 o tamanho dos narizes semitas e caucásicos exa- 1.v I.I~~II;to 1)011todo ridículo.

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extra-Católico, da obra do Alei-

I I III, 1150 passou $e todo desapercebido, embora sob outro

:,os críticos mais recentes do escultor mulato. Entre

, i ,I # I~II~IIt>-Dcus

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nos

erdoe-até

a ,111 i I I::. o Sr. hlanuel Bandeira e Mário de Andrade. O aspecto

I 4 ,\I 111ic.ionhrio, salientou-o o Professor Afonso Arinos de Me10 I"I.,II(~O,cin artigo sôbre a viagem que fizemos juntos a Minas

( :i.i.;ii.;.c3m 1934.-1 O mesmo aspecto procuramos fixar,

I~.~III,imediatamente depois daquela viagem, em trabalho apre- ~.l.~~~;~tlo,de colaboração com o pintor Cícero Dias, ao Congresso .\ i I I I - ilr:~sileirodo Recife, tambkm em 1934, sôbre reminiscências :II I ic.:iiias na arte popular do Brasil. Incluída a arte das promessas

1' 1111sCX-votos,a arte dos santeiros cujos santonofres e Nossas i;l~iilior:isde cajá, às vêzes não têm que ver iansãs e orixás. O 1.: I ,i I, cm ponto grande, grandioso mesmo, do Aleijadinho, em 1.11i:isfiguras cristás há evidente deformação em sentido extra- I~II~OI~CI~,extra-greco-romano, embora não se possa dizer que em

-;I<IIIiclo cnrateristicamente africano. Marginalmente africano, ape-

I I:I S. Carateristicamente

mestiço; ou cultural-

ao nosso

brasileiro, isto

é,

III(-II~-(:

pliiral.

Ihsc sentido e essa expressão artística extra-européia dos san- ii.ilos c dos pintores clc "promessas", sentido e expressão que, 1)ormvio do miilato, for;iiri t:iml>i.m g:inh;indo a músic:i brasileira ( 1"" intt~rrn6rliotl;lt. do iit3gi.o, a vi~liii;íri:i,liojc t5o pouco

~-iii.c~~ir'-i:irios

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:I íil 11.1 1.1111 I I 11% Av\i-, III(~IIOYo :ic:i1111:111iciitodocntio, excessivo; OII (-ii~.io'1 I )oiiiício da Cama-o "mulato cor-de-rosa", conlo na iiitiiiii<l:i(lcclinmava o Eça de Queiroz ao discreto e polido diplo- mata brasileiro. Esses mulatos cor-de-rosa, alguns louros, olhos azuis, podendo passar por brancos em lugares onde não soubessem direito sua origem, não foram raros no Brasil do século XIX. A favor da trans- ferência dêles do número dos escravos para o dos livres ou da sua ascensão social, de "pretos" para "brancos", houve sempre poderosa corrente de opinião, ou antes, de sentimento. Isto desde

século XVIII. Em 1773 um alvará dcl-Rci de Portugal falava de pessoas "táo faltas clc sentimciito de J1iinianid;iclc c de Reli- gião" que guardavam, nas sii:is casas, cscrnvos m;iis brancos do que elas, com os nomes dc prctos c dc negros. Wtilsh ficou im- pressionado com os escravos louros e de ollios aziiis qiie viu no Brasil nos princípios do século XIX-alguns dêles bastardos, filhos de senhores estrangeiros que os vendiam por excelentes pre~os.~" E Perdigão Malheiro, no seu ensaio sobre a escravidão no Brasil, destaca a tendência, que foi se acentuando entre os senhores de escravos mais liberais. Dara alforriarem de referência os mulatos mais claros,2"e eram também os escolhidos para o serviço do- méstico mais Tino e mais delicado. Os mais beneficiados pelo contato civilizador e aristocratizante com os sinhôs e as siihás. Daí, talvez, o número considerável de mulatos eugênicos-ou, principalmente, eutênicos-e bonitos, de rosto e de corpo, valori- zadíssimos pelos senhores, que se encontram nos testamentos e invcntiírios (10 s6cuIo XIX. Oii qiic pnssai-ii pelos anúncios de csci:ivos fiigitlos, lias g:izc\t:is coloiiinis c (10 t.cbnipotlo Uiis (1,: ";ir :ilrgrtl", oiltros (:boili"~)liysioiioriii;i(Ic (Iiicin soffre"; ou (?11lao,(:%orno;i (~rii;iiiIi:iJo:iii:i, tlo IIIII :iiiiíiic~iotlc 1835, no Diúrio tlc I'r~rriciiribrr~:o,"I)(.III :ilv;i, <~:il)(*llossoltos, jit asseme- lhando-sc :i 11raiicti"-coin :iI~ri~iii:i c.ois:i tl(:siiiisi(~iiosono seu passado que o anunciante nao oiis:ivn tlizc:r (I(! ~,íil)lico:s6 em particular i pessoa que a conservasse crn cas:i. VArios os mulatos

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e as mulatas alvas e bonitas, de estatura alta, dc dciitcs perfeitos, mãos e pés bem-feitos, mas "os braços compridos". Talvez com- pridos demais em relação ao corpo, o que viria comprovar a idéia de assimetria do mestiço, particularmente do mulato, siistentada por alguns antropólogos, entre outros Davenport." Um dêsses mulatos claros, quase brancos, encontramos, adolescente de de- zoito anos, alvo, de estatura alta, os tais braços compridos, ca- . belos corridos e pretos, mãos e pés bem-feitos e cavados, olhos pardos e bonitos, sobrancelhas pretas e grossas, de "dedos finos

e grandes, sendo os dois mínimos do pé bastante curtos e finos".

Vários altos, bem-feitos de. corpo, mas os pés, ao que parece exa-

,L, 1 l,l llllr l,~l.I~~~~I~~I~III~.,1. 81 111.11ii.; tl:i III:LII. ~;IIIII)(.III.AI~:iiiii:i.;

lllill.~~.l~.~III\,III,~II.I ,,,II,II:'I, I.:IIII-III c-:ii~:iI~iiilioc ~II~O,cor :llv:icoiil:~,

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. .l,~l~l.;\ (1 III'IIII~'III cIt' ';:ii.:ir;ís,c:ibras, cafuzos, mulatos de 1 B~ li 1 li.:ir ,111 c~;it~li~~:itl~o11 c~iic:~rnpinliado,mas ruço e até arrui-

c 1, ia 1111 I,I.~.IIII.IIIII, I~III*pilssarn pclbs anúncios de jornais, da pri- 111, 1ii1.i:iti1~tio sí~criloSiX. E se alguns são mulatos doentes,

I I I 1,. I ~,!~;'~ic~os-n~iilatascom "boubas nas partes occultas", ca-

I.~IIII sífilis, p:irdos com dentes podres, mulecotes com peitos

I~II.~.,II l.~~~)~I.I~):III:I~, ~N~~II:ISCmmáos muito finas. I?

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I I 18 1111 I IO, s:~r:ir;íscom os ombros arqueados dos tuberculoses-a

Ill.~~~~~i:~(10s in(,stiqos qiie se deixam identificar pelos traços, tão 1, ,.I iiq.1 :I?, t lt- c,scr:ivos i'iigidos-As vêzes verdadeiros perfis antro- I u 111~~:ii~cI.; 4- I>sir.olhgicos-são figuras eugênicas ou eutênicas: ho- ll1I.iim. 1- IIIIIIIII~IY~S;iltos, 11cin-feitosde corpo, os dentes bons, alguns,

I IIIIIII "11 IIIII~;I~Opor IIOII~C: Viccntc", qiie aparece num anuncio I 11I I )irii.ii, t 11.I't~r~ri~~rril,irr~o,tio inrado (10 s6culo XIX, francamente ,111~.1ll~li~.:ll~~:lI.~:I:IIIII.:I,~.OXIO(~ciinpritlo,nariz mediano, as ventas 11111 I 111~11illll~~~:ll~.ll~:l~;,l.c.l~:~~I;~~'~~I~~~,~;III:I~(~o-IIIcsapenas um dente 11 11 i llli 11 I 11'. 11 II~II:I~; IIIII:I "(-OI.O;I" (11: (b:irr(lgarPCSO h cabeça. P,.I,I ,. I.II,~ II,.,.I.II.:II,,I- IIO~; IIIII~:I~OSiiigitlos o tronco grosso

II(,!~,I.I)I:,I.III CYIII~I.:IS((!com os p&spequenos

III.~~I ~IIII,; 1- e~o~i~j~ri(los,coino OS de quase todos

~.IIIII~\Iic 111s~Y)IIIO ;i pvdircm anéis de doutor OU

( :IIIIIII ;I ~,c~rlii~c~iiiI)~'II:I~dc c.scriváo, de burocrata e até

1 1,. II:I~~*.I;I,I>~~~li~)s(11: ctsl>:idnde oficial, agulhas de costureiro

de acompanhar modinhas, de bom carro de cavalo.

( 11 11 .i1 1 I. c~sl~~ci:iliz:i~óesa que alguns dêles conseguiram subir, 11 ln~,.I'I l~sl~~Iw(."ígio cl:i inteligência-mais plástica e ágil que a

,I,$,. III.!:I o.: tlt* ii:i~,;io,perclidos, no Brasil, em meios tão diversos ,i I \I I i[-:i. t~iitlt. ii:isc~c~i;:imc se criaram-e das feições do rosto-

de

,I, IIII I~III,~.1- (TIIII~N.~~~~):;.in:iis apt:is que as abrutalhadas e

lll. III~.~,.,11.1 t11:1i111i:i IIII~;~i~~yi.os,~):II-:\oiofícios civis, policlos, urba-

I,III*~:I~;III*I~I~:III;I~~. ll.l~.~ IIIII~;IIO 11111 (~1~~111t~iiIo(I(! nscensão

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<*iiiil:itl~,socbs~iiclo:inti.ol>on~~trico.Apcnas possuímos dados-e Cstcs ii~tc:rc~ssantíssimos-sobrea relaçáo entre o comprimento do rhdio c o dismctro bicristilíaco (índice radiopélvico de Lapicque) de vários grupos de nossa população, recolhidos pelos Professôres Roquette-Pinto e Froes da Fonseca, Bastos de Avila e Ermiro Lima. Os cabeleireiros e barbeiros foram outros que nem sempre con- seguiram dar à barba e ao penteado dos bacharéis mulatos, à cabeleira crêspa ou mesmo um tanto zangada das sinhá-donas quadraronas-As vêzes noras de viscondes-as mesmas flexóes e as mesmas formas que A barba loura, que ao cabelo ruivo, que ao bigode castanho ou prêto, mas dócil ao ente, dos brancos e dos quase-brancos. Através de retratos e ifnguerrebtipos do século XIX, quase se pode afirmar dos cabeleireiros e barbeiros fran- ceses-que desde o comêço do século foram aparecendo com lojas elegantes no Rio de Janeiro, no Recife e na capital da Bahia-que desenvolveram, no Brasil, composições de penteados de mulher

e feitios de corte de barba de homem adaptadas 2i situação antro- pológica dos mestiços de indígena e mesmo de africano que, sob o reinado de Dom Pedro 11, tinham se tornado niimerosos na melhor sociedade. Algumas fotografias da época é o que pa- recem indicar, sendo curioso que em certos retratos de mulher

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,\si;i p:Ir:t coiii.cnil)orizar com a Africa.

\ ~II~.II;I,I() II:IIII~:~~,oii t:riit:itadn e artificializada pela arte do .II 1 I I I :i1 ic.t.s, tlo sapateiro inglês, da modista parisiense, do

no mundo che- o mulato brasi-

10 11 I, I.II\ I./. I):II.;I combatcr a chamada inhaca ou o odor de negro, .I i1 1 :I~II~Y-~:II~O certos brancos voluptuosos-sempre teve o seu o I~ranco. I I I 11II',III 11 I tbvc para â mulher branca o mulato brasileiro,

I:I I iir:~I--:i 1rildiçZoguarda a lembrança de crimes raros i\ I *i-, c-:ii l*>:itlospor siiih!is brancas que em momentos de illl 11, :I I I IIII. ,.I- I~IIII.(~!::~I.;IIII :I csci;ivos mülatos-quando aristo- q I 11, .11lt1 l'4.l.1 I-I~II~~:II;.III,zol>r(~fiitlo;i ocliiciiqiio na Europa, como

1 .I I I I I:i~i~~~i~~~(lo1111 ~OIII:III(~(~(I<: Aliiísio. A moda euro- I I '1. 1" 111~.11 *.I.,111- I.:III;:IWI~ V vc.l;lii.-sc., :icc:nhinria no mes-

1"

I 0 ,q 111 11 I ,.I~IIIII~.IIIIIIII* :I Aliiísio Azc*vc-tlol);ir<:ceu ter sua v #Ic liti. ~~III~I. 11111- ~I:II.,I 111ii1.o:;(-,(:'I :;oI~r(~~~iclonesse modo de IIIIIO .i(ls.t1111icis. I:IO (10 iiiiila~o;tiio do "brasileiro 1111 ,l~~l,t$14. 11111~l:11:1 11 I'i.ol~*ssor(;ill~c-r~oAmado. Tão do servo,

.I.I IYII~IIM~II-C crcmos que povo nenhum

I )II~

I~-iiiiito

de perfumes europeus como

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penteado de cabelo evidentemente ameríndio é composto mais

u 111 :+,I .I I. 1.8 1111 I ~~I;II,:.I~I:IO s~~ill~or,IIOS sistcii~asescravocrático~bem

1' 111 III~I~II II~~.;-II\-OI\.I~110s sc-iilioros vozes altas e nos servos falas

4

à cxp;iiiliola do que A francesa; ou mais à oriental do que à ('iii.ol":i:i Sao sinlih-ni6çns qiie nos surgem das fotografias e dos

tlo (~:il,r*lo: II~O10iii (~II(! V(T ni~illic~rc~spoliirí.si:is, o penteado

i I~III~IIII.IIII)~.111'1 I :~~~oi~ioil:~y;Lo(~ii11.cos sciis vários elementos.

tl:ig~i~~rrc~í~iil'i,scwin iirn ;ir c1iini.s oii mnlnio acrntiiado pela forma

18i IIIII I-. :II~: 111:1c*i:1s~IILLSCscmpre acompanhadas de sorrisos I 111111~III 11ti1-r-<.:L7Alihs, tanto com relação ao sorriso como i fala

1):1r(-(.1~11(1o(-~III~I~II:I~.IIIIII~:I.S (-(JIII o ol~Ií(.111o110s ollios, em

outras

o 1,) !q,~Ls.~1). I) sisi~%iiinpiitrjarcal de escravidão, dominante longo

c30iii 1~1~r1o:iri~~~;:iI:~rlo(10 oI11:ir (III(. o S:III~IIP Ar;ll)c ou

norte-

I. 1, 11 14 1 11" I :i:i:;il, 1)iir(~.(:tcr desenvolvido no escravo e, por inter-

-:iTric-:iiio, rc~iiiiitlo:io íiitlio o11 :to I~r:iiir-o,o11 :ios dois, parece dar

llt, 11, I I~I:Q.II.* IIII ~lc~st~c~iitlcntomiilnto, modos agradáveis

que vi-

:i nlg~iniiisI'isioiioini:~~1)insili~ir;is.Alihs o Iiisi-ori:itlorpaulista J. F.

1,) I ! 111 I 11 I i It-.i~it, (11)ssltrvos t1~s(: insinuarem

A simpatia, quando

dc Almcida l'rado siirprccnclcii nlgiim:~coisa c1c v:ignmente ma- laio, como a acusar sangue índio, embora rcmoto, ri:i fotografia de sinliá-dona pernambucana (Wanderley dc 1570) que publi-

0, 6 IO :IIII~II.tlri.: sc~iil~r~rc~.;.Assiii~topor iiOs vcrsndo noutro dos

camos em ensaio anterior.3o Diante de muitos dos antigos retra