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ano letivo 2014/15

ISSN 2183 — 2196

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AGRUPAMENTOAGRUPAMENTO DEDE ESCOLASESCOLAS DEDE OLIVEIRAOLIVEIRA DODO BAIRROBAIRRO

ESCOLAS DE DE OLIVEIRA OLIVEIRA DO DO BAIRRO BAIRRO inovação inovação inovação ambição ambição
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revist@ nº 8, setembro 2015

revist@ nº 8, setembro 2015 FICHA TÉCNICA título revist@mais equipa técnica Capa: Paula Agostinho Revisão:

revist@ nº 8, setembro 2015

revist@ nº 8, setembro 2015 FICHA TÉCNICA título revist@mais equipa técnica Capa: Paula Agostinho Revisão: Lília

FICHA TÉCNICA

título

revist@mais

equipa técnica

Capa: Paula Agostinho

Revisão: Lília Filipe e Lygia Pereira

Editor: Joaquim de Almeida

Entrevista: Ana Barqueiro

ISSN

2183—2196

tiragem

250 exemplares

Reservados todos os direitos de acordo com a legislação em vigor

setembro 2015

agradecimentos

A toda a comunidade escolar, mas espe- cialmente aos alunos sem os quais esta publicação não faria sentido.

alunos sem os quais esta publicação não faria sentido. índice págin@ 3 págin@ 4 editori@l …
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índice

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editori@l

… em entrevist@

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ensino profissionalizante em revist@

pré-escolar em revist@

1º ciclo em revist@

acontece no @eob

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sugest@ao do chef

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bibliotec@ndo

trabalhos de @lunos

conta-me como er@

educação especi@l

for@ de portas

desporto em revist@

er@ educação especi@l for@ de portas desporto em revist@ Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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revist@ nº 8, setembro 2015 editori@l

revist@ nº 8, setembro 2015

editori@l

revist@ nº 8, setembro 2015 editori@l

Na altura em que frequentava a escola, não digo “no meu tempo” porque me chamariam ”velhota” ou “cota”, as aulas começavam a 7 de outubro. Curioso… quando frequentemente ouvimos comentar “nesse tempo sim, na escola ensinava-se e aprendia-se”! Do mês de Setembro, eu e a maioria dos jovens da minha idade, guarda-

há crianças que após saírem da escola passam horas em ocupações extra escolares; há um número demasiado elevado de crianças que ocupam em frente ao televisor, ao computador ou a teclar no telemóvel, o escasso tempo passado em casa. E quando é que brincam livremente ao ar livre, correm e saltam com os vizinhos, sujam as mãos na terra, vivem experiên-

mos maravilhosas recordações. Era altura de vindimas! Crianças, jovens e idosos, ricos e pobres, todos se juntavam para vindimar, para pisar as uvas no lagar, para comer as papas de abóbora quentinhas ao final do dia.

cias que não são atividades orientadas e supervisionadas? Falamos tanto em autonomia, mas como é que ela se desenvolve? Felizmente vivemos num concelho onde ainda podemos desfrutar do

E

depois havia a colheita e secagem do milho…

campo, respirar ar não poluído, onde faz pouco sentido visitar quintas

O

facto das aulas terminarem nos finais de junho e iniciarem só em outu-

pedagógicas, porque há hortas, quintais e pinhais, onde ainda é possível,

bro, permitia-nos viver ativa e alegremente todas as fainas agrícolas de verão, sermos felizes e simultaneamente desejosos de regressar às aulas. Este ano as aulas começam a 21 de Setembro. Muito se tem escrito e falado sobre este “atraso” e suas implicações: não haverá tempo para a lecionação de todos os conteúdos; será difícil cum-

em muitos casos, confiar as crianças aos cuidados dos avós ou dos vizi- nhos, onde os nossos jovens podem ocupar os seus tempos livres em par- ques ao ar livre ou atividades de voluntariado. Nunca ninguém disse que criar os filhos é tarefa fácil, mas não nos deixe- mos cair na tentação de a descomplicar, passando para a escola respon-

prir as metas; o período prolongado de férias conduzirá à perda de hábi- tos de trabalho; enfim, um rol infinito de razões, que fazem antever um ano letivo calamitoso.

sabilidades que são, e devemos pugnar para que continuem a ser, da fa- mília! Aproveitemos as condições que a nossa região ainda nos oferece para

editorial

O que preocupa realmente os pais? E digo pais, porque não julgo que os

professores estejam realmente preocupados com o facto de terem mais

uma semana para preparar refletidamente o regresso dos alunos.

Muitas famílias hoje, pelas mais diversas razões, têm menos tempo de

qualidade para os filhos, abdicando dos seus direitos ao delegar na escola

muitas das tarefas que lhes são devidas, descurando a ligação afetiva e o

acompanhamento diário, pretendendo conferir à escola o papel básico de

tornar os nossos filhos crianças e jovens felizes, responsáveis e criativos,

comprometidos com deveres sociais.

Quanto à escola, cá estaremos no dia 21, empenhados em cumprir o nos-

so papel, desejosos de receber os vossos filhos e certos de que não faltará

tempo para cumprir os nossos objetivos.

Bom ano letivo para todos!

Sejamos felizes!

ATL, em que o essencial é cuidar das crianças e ocupar os jovens. Há cri- anças que entram na escola às 7.30 da manhã e saem às 7 horas da tarde;

Júlia Gradeço — Diretora do AEOB

revist@ nº 8, setembro 2015 … em entrevist@

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… em entrevist@

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à conversa com …

Jaime Martins, Professor aposentado do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro

Jaime Augusto da Rocha Martins, licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto, lecionou as disciplinas de Português, Estudos Sociais e História e Geografia de Portugal, durante vários anos, no atual Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro. Além de docente, também exerceu funções de Presidente do Conselho Diretivo / Conselho Pedagógico e Perito de Orientação Escolar e Vocacional nos Serviços de Psicologia e Orientação do Agrupamento. Dedicou-se também à implementação de projetos que visavam o sucesso do ensino/aprendizagem. Aposentado desde 2012, quisemos saber como ocupa atualmente o seu tempo.

Preferências:

Escritor de língua portuguesa: Aquilino Ribeiro pela temática e pela linguagem popular onde os regi- onalismos ganham estatuto e eternizam o povo mais simples; Sofia de Mello Breyner pela clareza e simplicidade da linguagem expressa na literatura infantil

Modalidade desportiva: Todas, em geral, mas o futebol em particular

Cor: A cor do coração: vermelho (mas o azul segue de perto)

Cidade: Braga

Prato favorito: Cozido à Portuguesa

Clube de eleição: Glorioso S.L.Benfica

Destino de férias: Algarve e Barra

Passatempo: Leitura e futebol (só visto, infelizmente)

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Depois da sua tão longa e dedicada carreira como docente, como ocupa atualmente o seu tempo? Antes de iniciar esta conversa, gostaria de agradecer a lembrança e a oportunidade de repassar o “filme” de uma carreira de quarenta anos, trinta e três dos quais ligados às Escolas de Oliveira do Bairro. Mesmo nas passagens de três anos por Lisboa (pós-graduação no Instituto de Orien- tação Profissional) e sete por Salamanca (parte curricular do doutoramen- to em Psicologia da Educação na Faculdade de Psicologia de Salamanca), nunca deixei de estar ligado à Escola Preparatória de Oliveira do Bairro e posteriormente ao Agrupamento de Escolas. Respondendo objetivamente à pergunta, o meu tempo, hoje, orienta-se

(limpeza, remoção de madeiras) ou aproveitamento (plantação de árvo- res). O tempo torna-se, por vezes, escasso para tantos afazeres! Mas nem só de trabalho vive o homem. Os netos ocupam um tempo es- pecial, normalmente aos fins de semana, que é difícil verbalizar. As viagens, mais frequentes, a Braga representam, de algum modo, o regresso às origens, o contacto mais assíduo com familiares e amigos de infância e juventude.

Quando, em 2012, passou à situação de professor aposentado, que sen- timentos ou emoções vivenciou? A aposentação para mim constituiu um passo consciente, embora marca-

por outro quadrante. A viticultura e a gestão do património familiar ocu-

pam-no totalmente, com a mesma entrega e paixão que a escola e a edu-

cação me mereciam, mas com uma diferença significativa: a gestão do

tempo decorre por minha conta.

A viticultura passou a ser o objeto, quase permanente, das minhas preo- cupações: os problemas que coloca, os desafios que promove, as exigên- cias que faz constituem uma aliciante alternativa à vivência que fazia na área educativa. Nunca se sabe tudo, nunca se tem solução completa para tudo. Vive-se de aproximações, de pequenos êxitos, de satisfações inter- nas… Replantações, escolha de cepas adequadas, substituição de paus e arames são preocupações que preenchem o meu dia, acrescidas das ativi-

dades inerentes a quem produz vinho. É assim a vida! O património familiar tem sido outra área absorvente do meu tempo. Implica obras de melhoramento ou recuperação na adega, nos anexos e, até, na própria casa. Os pinhais e terrenos carecem de tratamento

em entrevist@

do por sensações contraditórias. A nível macro e superestrutural (relação

com o poder distante), a turbulência do sistema, a falta de respeito pelos

agentes e instituições no terreno, o pretensiosismo político educativo

promoveram uma sensação interna de revolta que se traduzia em cansa-

ço, saturação, desilusão, condições prévias à internalização do fracasso, empurrando-me para a aposentação; a nível microestrutural (relação di- reta com a realidade educativa – escola, alunos, colegas, funcionários), a sensação de vazio pelo muito a fazer, o fervilhar de ideias e projetos, o relacionamento renovador com o(s) outro(s) foram emoções angustiantes que custaram a enquadrar, fazendo-me desejar permanecer no ativo. No meio deste jogo contraditório, valeu a vinha!…

Ainda hoje sinto a falta que me faz o diálogo com “certas” pessoas com quem tinha uma identidade muito forte sobre a escola, a educação, o processo ensino-aprendizagem

revist@ nº 8, setembro 2015 … em entrevist@

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No seu percurso, como docente, passou por várias reformas e reestrutu- rações do ensino e do modelo educativo. Considera que essas constan- tes alterações foram benéficas tanto para os alunos como para os pro-

fessores? Agradeço a pertinência da pergunta, pois representa, no meu modesto entender, o cerne da problemática na área educativa. Toda a gente neste país sabe muito (ou tudo, até) de educação. Os piores parecem, até, ser os agentes que foram formados e preparados para a função e gastaram a

Os diálogos do professor

Marçal Grilo, por sua vez, eram um livro aberto de clareza, de objetividade,

de profundidade e simpli-

cidade sobre educação.

Esteve à frente do Minis- tério da Educação o tem-

vida a lutar pela educação!

(Não estou, de modo algum, a passar uma

po

que esteve!

esponja ou a diluir responsabilidades sobre problemas profundos, como a

O

resto, para responder

formação inicial de professores, a formação contínua e tantas outros! ) Pondo o cinismo de lado, afirmo perentoriamente a minha satisfação de ter vivido dois exemplos enormes de reflexão e aprendizagem sobre edu- cação: a reforma do sistema educativo perpetrada pela equipa do profes- sor Fraústo da Silva e encimada pela equipa ministerial do professor Ro- berto Carneiro, nos anos oitenta, e “os diálogos” do professor Marçal Gri- lo (ministro da educação) nos anos noventa. Dava-me gosto ler os documentos essenciais da reforma educativa pelo fundamento, pela profundidade e pela clareza das conceções e propostas neles contidos. Pena foi que tivéssemos ficado pelos documentos que continuam disponíveis no pó das bibliotecas escolares, pois a estratégia de formação dos agentes no terreno foi um desastre, na minha singela opinião. Passou-se a ter acesso a um conhecimento e a uma formação requentada, por vezes, aziumada, onde os condimentos e ingredientes foram deglutidos, desvirtuados, originando uma cultura verbalista de pa-

diretamente à questão, foi, em geral, salvo uma ou outra exceção isolada, um desfilar de vaidades partidárias ou pessoais, de decisões politico edu- cativas que nunca teve em conta o respeito basilar e essencial devido a quem diariamente se confrontava com a realidade do terreno e vivenciava a incongruência de muitas conceções e decisões políticas. O importante era “ficar na História”, aprovar uma nova reforma, fazer alterações no sistema. Tempo para assimilar as novas ideias, refletir sobre as decisões aprovadas, avaliar as implicações decorrentes, definir e escolher estratégias de inter- venção eram imperativos de agentes de segunda que ou não queriam fazer nada e resistiam à mudança ou não tinham cabeça para pensar e só

lavras sem significado na ação.

existiam para obedecer.

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… em entrevist@

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Esta falta de respeito pelas pessoas e instituições foi sempre o estandarte dos responsáveis políticos pela educação. Hoje é assim, amanhã é assado, depois de amanhã é frito ou grelhado. Sempre ao sabor do autor e nunca em relação às necessidades e condições do(s) destinatário(s), promovendo

a despersonalização sucessiva de quem tinha a responsabilidade da práxis.

Era (e ainda é) moda “bater” na educação! Desculpem o pretensiosismo, mas, na minha sofreguidão em encontrar resposta ou aproximações aos problemas do dia-a-dia com os quais me confrontava na instituição, na sala de aula ou no diálogo com os outros, aprendi que a essência do processo educativo residia na relação entre pro-

fessor e aluno (turma, diria eu agora!), mediada pelo currículo. A relação é, pois, o cerne da questão e não se constrói, altera ou modifica pelo simples

pessoas em geral: “Toda a gente sabe hoje que é a terra que gira em volta do sol, mas todos atuamos, na prática, como se o sol andasse em volta da terra”.

Conviveu com bastantes colegas, alunos, professores e pessoal não do- cente. Quer recordar os que o marcaram positivamente? Quem lidou comigo ao longo da carreira (e me conhece) sabe que a minha forma de ser e de estar assentou sempre no respeito pelo outro. O outro constituiu sempre a referência das minhas ações e a fonte privilegiada das minhas aprendizagens. Pelas oportunidades que me oferecia de aprender,

o outro representava sempre (muitas vezes no silêncio das minhas lucubra-

ções) o desafio de compreender, de refletir (partilhar, fundamentar, apro-

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fundar, reformular, concordar, discordar, rejeitar, …), o confronto sadio

com os meus conhecimentos, conceções, referências e convicções. Neste

contexto, isolar alguém nas minhas referências seria um ato de marginali-

zação inaceitável que não ouso cometer. Assim, aprendi sempre com to-

carregar no botão da máquina. Alguém se preocupou com o impacto que

as alterações constantes e os desvios sucessivos de rumo tinham nos agen-

tes (professores e funcionários), nos alunos, nos pais e, por consequência,

nas instituições? Que representação tinha tudo isso na mente dos alunos?

E dos pais? Que níveis de confiança e crédito promoviam? Que crença ser-

viam? Que imagem projetavam? Apetece-me dizer como Bertold Brecht no poema “perguntas de um operário letrado”: “Tantas histórias, quantas perguntas.” Os resultados de todo este labor sem sentido, deste corre-corre sem nexo, desta agitação sem rumo (por mais objetivos que se definam) está à vista:

uma degradação básica das relações de convivência social e de aprendiza- gem, uma sobrevalorização do conhecimento em si mesmo sem interfe- rência na vida. Vem-me à memória as palavras de um professor com quem tive o prazer de me cruzar em Salamanca, ao teorizar sobre a diferença entre as Teorias Prévias e as Teorias Científicas e seu impacto na vida das

dos: muito ou pouco, positiva ou negativamente! Aprendi com todos: alu- nos, professores e pessoal não docente! Por isso, todos estão presentes no meu obrigado geral. Este reconhecimento não me impede, no entanto, de eleger relações de

afinidade e identidade mais próximas e mais profundas com colegas com quem partilhei projetos e percursos: o Zé Cruz, o saudoso Lima Marques, a inesquecível Paula Camacho, a Teresa Lacerda, a Elena Quinta, o António

Augusto, a Celeste Cravo, a Fátima Pataco, a Alice Oliveira, a Rita Marques,

a Isabel Quintaneiro, a Edite Fernandes, a Teresa Nabo, o César Roça, o

João Furtado, o Mário Alves, a Lília Filipe, a Alexandrina Santos, a Olga Al- meida, a Maria Rojo.

revist@ nº 8, setembro 2015 … em entrevist@

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Deixo deliberadamente para o fim a Ana Barqueiro por ser a monitora

ao crédito nas suas capacidades e competências e ao apoio nas suas difi-

Deixe-nos o seu apontamento sobre as características que considera real-

desta conversa e por tantas coisas que partilhamos!

Sobre cada um

culdades e lacunas.

destes colegas podia traduzir, numa frase, as mais-valias que me deram e

Os colegas e funcionários representavam os desafios diários que constan-

o

impacto que produziram em mim ao longo dos muitos anos de convívio

temente me povoavam o espírito, obrigando-me a rebuscar nos meus co-

e

dos muitos e diferentes projetos: radiografia escolar do concelho de

nhecimentos, nas minhas consultas e pesquisas a resposta ou a integração

Oliveira do Bairro, comemoração dos 25 anos da Escola Preparatória de Oliveira do Bairro, a disciplina na Escola, projeto educativo “À procura da identidade”, avaliação interna da Escola, Escola de pais, Viagem pelo saber,… E outros de que a memória escondeu o registo. Qualquer destes projetos se alicerçava em três dimensões essenciais: uma vertente insti-

científica de situações concretas que me despertavam. Reconheço que, neste sentido, eu era o ambiente que me rodeava, ao qual devo muito do que era e sou.

tucional que visava a construção de uma escola de referência explícita, clara e consciente, de todos e para todos; uma perspetiva desenvolvi- mentista que procurava ter em conta o crescimento gradual e global dos

mente importantes para o desempenho da função docente. Pergunta difícil, mas a que não me vou furtar, procurando dar uma respos- ta à posteriori alicerçada numa carreira de quase quarenta anos:

alunos desde o pré-escolar ao secundário e promover o sentido de per- tença (inclusão) em todos os envolvidos; e um vetor estratégico que se

profunda, consistente e coerente for- mação científica e psicopedagógica;

-

preocupava com cada etapa ao longo do processo. Uns tiveram pernas para andar, outros perderam-se na poeira do tempo. Não seria correto deixar sem uma palavra de referência a professora Júlia Gradeço, diretora do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, pela confiança, liberdade, crédito e meios que sempre me concedeu para

a coordenação destes projetos.

Sente falta de estar na sala de aula? E na sala de professores? Evidentemente. Sinto a falta de tudo, sem nostalgia. Os alunos e a sala de aula fazem-me falta pela reflexão a que permanentemente me obrigavam de reformular as minhas propostas de aprendizagem e estratégias de ação, a maneira como os alunos respondiam à confiança neles depositada,

- respeito pelo outro (aceitação do ou-

tro como é à partida, visão do outro pela positiva, crença objetiva no outro, respeitando as condições que impõe e mobilizando as estratégias que exige);

- capacidade de diálogo e abertura;

- capacidade de reflexão (promotora da

compreensão e da reformulação e construtora da coerência e consistência pessoais);

- paixão (alegria, entusiasmo e resistên- cia à frustração).

revist@ nº 8, setembro 2015 ensino profissionalizante em revist@

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ensino profissionalizante em revist@

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ALUNOS DE RESTAURAÇÃO CELEBRAM DIA DA CRIANÇA

No dia mundial da criança, a turma 10º D do curso profissional de restauração, variante cozinha e pastelaria foi ao pólo escolar de Vila Verde interagir com os alunos do mesmo. Uns confecionaram, outros decoraram e comeram. Foi uma manhã muito agradável e diferente. Obrigada pela receção.

muito agradável e diferente. Obrigada pela receção. MISSÃO CUMPRIDA — CURSO PROFISSIONAL DE RESTAURAÇÃO
muito agradável e diferente. Obrigada pela receção. MISSÃO CUMPRIDA — CURSO PROFISSIONAL DE RESTAURAÇÃO
muito agradável e diferente. Obrigada pela receção. MISSÃO CUMPRIDA — CURSO PROFISSIONAL DE RESTAURAÇÃO

MISSÃO CUMPRIDA — CURSO PROFISSIONAL DE RESTAURAÇÃO

Missão cumprida! E com sucesso! Vinte e um alunos do 12º ano do Curso Profissional de Restauração, variantes Cozinha e Pastelaria e Restaurante e Bar, acompanhados dos seus formadores e na presença de um júri, a quem fica aqui um enorme agradecimento, concluíram e apresentaram, ao longo dos dias 14, 15 e 16 de julho, as suas Provas de Aptidão Profissional. Aí, demonstraram muitas das competências adquiridas nos três anos do curso. O gosto pela cozinha e pela sala estiveram presentes e o mercado de trabalho espera-os. Bom, foi saber que muitos destes alunos já se encontram a trabalhar como resultado do seu excelente desempenho na Formação em Contexto de Trabalho terminada no passado dia três. A Diretora de Turma e de Curso, professora Helena Almada, bem como todos os professores que os acompanharam ao longo dos três anos, desejam-lhes muitas felicidades e sucesso profissional.

revist@ nº 8, setembro 2015 ensino profissionalizante em revist@

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VISITA DE ESTUDO A LISBOA E SINTRA

Nos dias 15 e 16 de abril, os alunos do 10º ano do Curso de Ciências Socioeconómicas e os alunos do 12º ano do Curso Profissional de Restauração, viveram dois dias recheados de conhecimento económi- co, cidadania, gastronomia e turismo em Portugal. Começaram então por uma boa lição de Economia na Euronext Lisboa - Bolsa de Lisboa, onde estive- ram atentos e participaram ativamente. Seguiu-se a Assembleia da República onde assistiram, ao logo de quase duas horas e entusiasticamente, ao Plenário cujo tema era a Natalidade. No final, o Deputado Paulo Cavaleiro, simpaticamente, a quem deixamos aqui o nosso sincero agradecimento, proporcionou uma visita a alguns espaços do edifício da Assembleia da República – Salão Nobre, Sala do Senado, Sala dos Passos Perdidos e Escadaria Interior, deixando os alunos encantados. Para finalizar o dia, um passeio junto ao Mosteiro dos Jerónimos e um pastelinho de Belém. O dia já ia longo, era a hora de relaxar. Pernoitaram no Centro de Estágio do Jamor onde tiveram lugar as brinca- deiras de jovens animados. Amanhece e a busca ao conhecimento continua. Torre do Tombo e todo o espaço envolvente. Apesar de algum sono perdi- do, houve quem identificasse assuntos abordados nas disciplinas estudadas. Um passeio, de autocarro, pela cidade de Lisboa- Campo Grande, Rossio, Terreiro do Paço, Cais do Sodré, rumo a Cascais- Boca do Inferno. Paragem obrigatória. Toda a linha do Litoral, Lisboa-Cascais, foi admirada. Como não podia deixar de acontecer, os jovens apreciam, o almoço aconteceu no Cascais Shoping. Continuou-se até Sintra, onde se apreciaram as Queijadas Finas de Sintra e se visitou a Quinta da Regaleira, guiados por um jovem muito animado e competente. Os alunos, envolvidos na magia da natureza e arte aí existentes, apreciaram e divertiram-se bastante. Nesta visita, os alunos visionaram locais de elevado valor turístico, que em muito contribuem para o crescimento da nossa Economia quando devidamente explorados em todas as suas vertentes. A Restauração é um dos ramos que mais deve comple- mentar este sector. Cumprimos os nossos objetivos e esperamos ter conseguido “espicaçar” o espírito empreendedor destes jovens estudantes de Economia e Res- tauração.

Professora Helena Almada

revist@ nº 8, setembro 2015 ensino profissionalizante em revist@ PRIMEIROS SOCORROS—FORMAÇÃO No dia 18 de

revist@ nº 8, setembro 2015

ensino profissionalizante em revist@

nº 8, setembro 2015 ensino profissionalizante em revist@ PRIMEIROS SOCORROS—FORMAÇÃO No dia 18 de maio os

PRIMEIROS SOCORROS—FORMAÇÃO

No dia 18 de maio os alunos dos cursos profissionais tiveram a possibilidade de fazer uma formação na área de primeiros-socorros, ministrada pelo bombeiro Rodrigo Almeida, do corpo de bombeiros de Oliveira do Bairro. Esta formação teve um impacto muito positivo, dado que os alunos foram alertados para PREVENIR, OBSERVAR, OUVIR, PENSAR, DECIDIR e por fim ATUAR.

De início, foi enfatizada a necessidade dos alunos serem os primeiros a zelar pela sua segurança, pelo que foram dados exemplos muito práticos relaci- onados com a prática em laboratório e em oficina. Mais uma vez a tónica foi a prevenção, mas em caso de acidente foi salientada a necessidade de atuar.

A prática passou pela atuação em caso de objetos empalados (um vidro, uma lima, etc) e permitiu aos alunos aprenderam coisas tão simples e tão im- portantes como medir a pulsação de outra pessoa. Aprenderam também como atuar em caso de choque hipovolémico (perda acentuada de líquidos pelo organismo), em caso de encontrarem alguém inconsciente num local situado abaixo do solo, em caso de acidente rodoviário, etc.

Os alunos colocaram várias questões que foram prontamente respondidas pelo Bombeiro Rodrigo, que de alguma forma os levou a eles próprios às respostas.Por exemplo, se tivessem de localizar a posição da sua casa naquele momento eram capazes de o fazer para um rápido socorro pelo INEM, perguntou a Beatriz. Se se perderem no mato, como fazer, perguntou o Tiago. Por que é que o INEM faz tantas perguntas? Foi uma formação muito rica e esclarecedora e esperamos que outras se repitam para uma sensibilização da comunidade educativa.

O nosso especial agradecimento ao Bombeiro Rodrigo Almeida e ao corpo de bombeiros de Oliveira do Bairro pela disponibilidade.

de bombeiros de Oliveira do Bairro pela disponibilidade. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 —
de bombeiros de Oliveira do Bairro pela disponibilidade. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 —

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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revist@ nº 8, setembro 2015 ensino profissionalizante em revist@

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PROJETO VIDAS UBUNTU — CURSO VOCACIONAL 1º ANO

Na semana de 18 de maio realizou-se na Escola Secundária de Oliveira do Bairro, com a turma do Curso Vocacional B, o projeto "Vidas Ubuntu", promovido pelo Instituto Padre An- tónio Vieira. Inspirado na filosofia Ubuntu (“Eu sou porque tu és”), o projeto pretende desenvolver um processo de consci- encialização, de recuperação de memórias, de génese de sentido, de integração positiva de tudo o que foi vivido e de valorização da identidade, através da metodologia de “personal storytelling”. Durante 4 dias, três formadores da Academia Ubuntu, com o apoio da Mediadora do Agrupa- mento, estiveram a desenvolver este trabalho com os alu- nos. Foram dias intensos, de muitos sorrisos, lágrimas e emoções fortes. Dias de dinâmicas de grupo, de interação, de partilha de histórias, vivências e sentimentos. Foram mo- mentos em que o espírito de grupo se fortaleceu, em que se estreitaram laços e em que os alunos se envolveram e empe- nharam de forma muito marcante para todos. Mas mais im- portante do que a nossa experiência, como adultos, é a vi- vência dos alunos que revela de forma mais evidente as van- tagens e potencialidades deste projeto. Por isso mesmo, par- tilhamos o texto que o aluno Leandro Ramos escreveu sobre esta atividade.

«O projeto “Vidas Ubuntu” tem como interesse a vida pesso- al e a história de cada um dos alunos participantes. O projeto consiste em mostrar que a nossa vida poderá ser exemplo

para outros, através de 5 etapas:

1ª Interação com os alunos e participantes do projeto. 2ª Visualização e exploração do filme "Freedom Writers" para integração do projeto. 3ª Realização de desenhos sobre algo importante para nós e a ligação com os nossos colegas. 4ª Realização de um texto de preparação para um vídeo exe- cutado com o "Movie Maker" 5ª Partilha de alguns vídeos realizados pelos participantes. Este projeto teve como objetivo demostrar que podemos ser diferentes em alguns aspetos mas que somos iguais em to- das as coisas do nosso dia a dia. O projeto teve a duração de uma semana na qual os alunos interagiram com os monito- res de forma intensa. Alguns dos alunos participantes afir- maram: "Em uma semana, para além de nos darmos melhor, conhecemos a forma de serem como são". Os alunos afir- mam ainda terem tido uma ligação ótima com os monitores. Foram apontados alguns aspetos positivos e um negativo. Os aspetos positivos foram a interação com os monitores, a criação do texto e a parte de realização do filme. O aspeto negativo foi a despedida deste projeto!» Queremos agradecer a todos aqueles que contribuíram para que a implementação deste projeto na nossa escola fosse possível! Para saber mais sobre o projeto: http://www.vidasubuntu.pt

Para saber mais sobre o projeto: http://www.vidasubuntu.pt Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770
Para saber mais sobre o projeto: http://www.vidasubuntu.pt Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770
Para saber mais sobre o projeto: http://www.vidasubuntu.pt Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770
revist@ nº 8, setembro 2015 pré - escolar em revist@

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JUNTOS AFIRMÁMOS A CONSCIÊNCIA DA SOLIDARIEDADE - CENTRO ESCOLAR DE OIÃ NASCENTE

"A gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer

daquele que o faz", já dizia sabiamente o escritor Machado de Assis no con- to Almas Agradecidas. E este foi o principio que esteve subjacente ao traba- lho de projeto vivenciado no decurso do ano letivo de 2014/2015 pelas cri- anças do jardim de infância em parceria com o primeiro ciclo do ensino bá- sico da Escola de Oiã Nascente. Através das diversas iniciativas de solidarie- dade que decorreram ao longo de todo o ano letivo, num trabalho em es- treita parceria com a família e toda a comunidade educativa, a Escola básica de Oiã Nascente assumiu-se como instituição social, concretizando enume- ras ações solidárias que envolveram docentes, não docentes, crianças e familiares. As diversas ações de solidariedade favoreceram a criação de vín- culos de confiança e uniram as crianças e os adultos numa vontade coletiva de ser solidário e de ajudar quem mais precisa.

As experiências educativas realizadas: comemoração do Dia Nacional do Idoso, campanha solidária de Natal de recolha de vestuário, brinquedos e produtos de higiene para instituições de solidariedade social, campanha de recolha de pilhas para as unidades de IPO, recolha de tampinhas, dinamiza- ção do Dia Nacional do Pijama e vivência do Dia do Nariz Vermelho, consti- tuíram boas oportunidades para todos "sentirem na pele" os valores da solidariedade, do respeito e da tolerância, num percurso indispensável ao desenvolvimento de uma prática de compromisso e de responsabilidade social numa ótica de educação para a cidadania. Os dias partilhados em solidariedade irão certamente perdurar na memória de todos quantos dele fizeram parte e constituem orgulho de quem, de co- ração aberto, doou o que a sua generosidade facilitou.

Ana Paula Medina

doou o que a sua generosidade facilitou. Ana Paula Medina Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo,

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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EXPRESSÃO DRAMÁTICA COMO ESTÍMULO À CRIATIVIDADE: O PODER DA IMAGINAÇÃO - CENTRO ESCOLAR DE OIÃ NASCENTE

O

trabalho que a seguir se apresenta foi desenvolvido com um grupo de 21

cação das crianças, impelindo-as a participar com maior frequência nas ati-

crianças de idades compreendidas entre os 4 e os 5 anos, sendo consequên- cia da frequência na ação de formação "Expressão Dramática como Estímu-

vidades da sala. As sessões práticas do curso de formação e a dinâmica in- cutida pela formadora foram essenciais para a implementação do trabalho

lo

à Criatividade " que decorreu nos meses de abril e maio deste ano.

com o grupo de crianças sendo que a construção de diferentes tipos de fan-

O

objetivo principal do trabalho prendeu-se com a necessidade de encon-

toches e as propostas criativas constituíram estratégias ideais para os pro-

trar estratégias motivadoras para as crianças mais inibidas e com um nível muito baixo de participação espontânea no grupo e para as que revelavam maior dificuldade de expressão oral. Pretendia-se a consolidação da autoes- tima e autoconfiança das crianças e o desenvolvimento de competências de comunicação através da manipulação dos fantoches e construção de histó- rias. A intencionalidade educativa subjacente preconizou a articulação de saberes entre as diferentes áreas de conteúdo, privilegiando a comunicação oral, a educação artística e dramática e o domínio da escrita. O recurso aos fantoches pareceu ser uma excelente forma de captar o interesse e a impli-

pósitos educativos. O trabalho desenvolvido bem como as estratégias e os recursos utilizados promoveram o desenvolvimento de competências comu- nicacionais e organizativas nas crianças e contribuíram para o aumento do número de intervenções espontâneas nas crianças sinalizadas. O trajeto formativo vivenciado representou também uma importante oportunidade de renovação da prática pedagógica, revestindo uma experiência aprazível e enriquecedora que contribuiu para o enriquecimento da prática educativa, com reflexo direto no desempenho individual de algumas crianças do grupo.

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Sendo esta uma temática tão do interesse das crianças, optei por reportar ao grupo o trabalho desenvolvido nas sessões presenciais da formação, o que rapidamente despertou o entusiasmo e o interesse das crianças. A "Alice" assim batizada, tornou-se rapidamente um elemento do grupo e o brinquedo favorito das crianças. Fruto das aventuras imaginárias preconiza- das pela "Alice", surgiu a ideia de produzir um livro criativo com as crianças. Tendo como base uma história da Disney conhecida das crianças: "Alice no país das Maravilhas" e como motivação o fantoche "Alice", depressa surgiu o conto reinventado com entusiasmo pelas crianças. "Alice no país das sapatilhas" foi produzido com entusiasmo ao longo de duas semanas, tendo sido motivador para na concretização e planificação de diversas atividades no domínio da expressão oral e escrita, domínio da ma- temática e expressão artística. Reflexo do entusiasmo do grupo as propostas

da formadora foram sendo implementadas na sala, multiplicando-se a cons- trução de algumas das personagens do conto que, quando manipuladas provocaram diversos momentos de comunicação e de relacionamento ver- bal entre as crianças. Os fantoches confecionados bem como o livro construído foram apresenta- dos à comunidade educativa na noite de 29 de maio e constituíram parte da surpresa reservada às crianças para a comemoração do dia mundial da cri- ança num trabalho de parceria com a família. A atividade, "Contos à luz das estrelas" levou crianças e alguns familiares a pernoitar no jardim de infância numa experiência que se revelou mágica! O livro foi apresentado pelo grupo a todas as crianças do 1º CEB da Escola de Oiã Nascente por altura da comemoração do dia mundial da criança. Ana Paula Medina

comemoração do dia mundial da criança. Ana Paula Medina Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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APRENDIZAGEM POR PROJETOS - CENTRO ESCOLAR DO TROVISCAL

Depois de uma atividade de Desenho sobre o quarto de cada um, contei ao meu grupo de crianças que tinha visitado na Holanda o museu de um pintor que também tinha pintado o seu quarto; Van Gogh. Van Gogh? Que nome difícil! Como era a pintura? Quantos anos ele tem? Que mais pinturas viste lá? Onde fica a Holanda no mapa do mundo? Estava lançado o ponto de partida para mais um projeto de pesquisa que iria dar resposta a estas ques- tões iniciais e trazer todo um conjunto de informações que também eu desconhecia. Em casa contavam-se todas as descobertas que íamos fazendo na sala com a ajuda da Internet e na Biblioteca local com os livros que a D. Fernanda, carinhosamente, selecionava para nós. Os pais tam- bém iam para a Internet verificar se aquilo que contávamos era mesmo verdade. Sabíamos tanta coi- sa! E era muito bom ver os adultos admirados! Eles aprenderam muito connosco… e nós aprendemos ainda mais a ensinar! Depois, bem depois emergiu o nosso projeto de produção/criação: resolvemos pintar como Van Gogh. Mas foi um bocadinho difícil! No final fizemos uma Exposição. Tínhamos que partilhar com os outros o que aprendemos e mostrar as nossas obras de arte. Educadora Esperança Gomes

A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS — CENTRO ESCOLAR DE OLIVEIRA DO BAIRRO

A hora do conto encanta as crianças e as histórias são fonte de aprendizagem e desenvolvimento. Ao utilizarmos a história como recurso pedagógico levamos a criança a desenvolver a sua imaginação, a criatividade, a capacidade de discernimento e crítica. As histórias dão oportunidade de realizar atividades interdisciplinares onde a expressão oral se cruza com a formação pessoal e social, a matemática, as expressões e o conhecimento do mundo. Foi neste âmbito que o pré-escolar de Oliveira do Bairro utilizou a história “O Cuquedo”, num intercâmbio entre as três salas, estreitando a relação entre os pares e os adultos envolvidos no processo cognitivo das crianças para dar continuidade à hora do conto com a dramatização desta história que encantou os intervenientes e os espetadores.

história que encantou os intervenientes e os espetadores. “O imaginário é o motor do real” Jaqueline

“O imaginário é o motor do real” Jaqueline Held

“O imaginário é o motor do real” Jaqueline Held Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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Durante o mês de janeiro, a escritora Maria Sousa visitou algumas das es- colas do nosso Agrupamento onde deu a conhecer a sua mais recente obra “ Despertar”. Aquando da sua passagem pelo Centro Escolar do Troviscal,

a turma T4 aproveitou para conversar de uma forma bastante informal

com a escritora. Dessa conversa surgiu uma entrevista que nos dá a co-

nhecer um pouco melhor a autora.

Gabriel Pinhal: Porque escolheu o pseudónimo “Maria Sousa”? Maria Sousa: Não é bem um pseudónimo. Maria Sousa faz parte do meu nome. Eu chamo-me Maria de Lurdes de Sousa Rodrigues. Porque Sousa é

o apelido da mãe. A minha mãe já partiu, já não está connosco. Tinha eu treze anos. Então, é uma homenagem à minha mãe para o apelido dela

ficar sempre para toda a eternidade, como sempre que eu escrever livros,

o Sousa vai surgir sempre.

Rafael: Onde nasceu e onde vive? Maria Sousa: Nasci no distrito de Aveiro e vivo também em Aveiro, em São Bernardo. Lucas: O que a fez querer ser escritora? Maria Sousa: Porque eu desde tenra idade, desde que comecei a ler, adoro ler histórias infantis, adoro muito as ilustrações… Desde pequenina que eu gostava de escrever e ilustrar livros. Eu sonhava um dia quando fosse adul- ta, em vez de estar eu a ler o livro dos outros, ter um livro meu e ilustrar esse mesmo livro. Francisco: Há quanto tempo é escritora?

Maria Sousa: Há quatro anos. Antes a minha área era a financeira, andei a estudar línguas e relações empresariais que não tem nada a ver com belas

artes mas o que eu gosto mesmo é de ilustrar, desenhar, escrever. Final- mente consegui concretizar o meu sonho, pelo que nunca se deve desistir dos sonhos. Daniela Fernandes: Quantos livros já escreveu? Maria Sousa: Eu tenho cinco livros, mas editados só tenho três. Como faço ilustração e uso aguarela, tinta a óleo ou grafiti, demora muito tempo, en- tão não tenho tempo para fazer mais que um livro por ano. Rafaela Tavares: Qual a sua obra preferida? Maria Sousa: Essa é uma pergunta tão difícil… porque eu gosto de todas. São três e eu gosto de todas porque têm um toque especial, todas foram escritas e ilustradas com paixão, muito prazer, portanto é como eu estives- se a ser injusta com alguma … não há preferida, todas são especiais. Oriana: Em que se inspirou para escrever o livro “Despertar”? Maria Sousa: Inspirei-me na natureza, em todas as histórias e relatos de conversas que tenho com professores, pais e alunos. Este tema, além de tratar de ecologia, respeito pela natureza também trata da agressividade entre os jovens. Simão: Há quanto tempo lançou o seu 1.º livro? Maria Sousa: Foi em dois mil e doze… Diogo: Qual é o seu maior sonho? Maria Sousa: Vou fantasiar um bocadinho… era haver paz, harmonia no mundo. A nível profissional… que todas as crianças leiam os meus livros, gostem dos meus livros e das minhas ilustrações e que sejam uma inspira- ção, principalmente para todas as crianças. Gostava que os meus livros transmitissem a mensagem de ecologia, cidadania, e que seja compreendi- da por todas as crianças… e que as inspire …crianças e adultos.

revist@ nº 8, setembro 2015 1º ciclo em revist@ Daniela Silva: O que faz quando

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revist@ nº 8, setembro 2015 1º ciclo em revist@ Daniela Silva: O que faz quando não

Daniela Silva: O que faz quando não está a escrever? Maria Sousa: Trato daquelas coisas chatas do dia-a-dia… da casa, tomo conta do meu filho, o Gabriel, que tem 7 anos e que me dá muito prazer estar e brincar com ele, ajudá-lo com os trabalhos, dar-lhe atenção. Rafaela Moreira: Qual a melhor recordação do tempo da escola primária? Maria Sousa: A aula de Educação Visual. Eu adorava desenhar e quando a professora dizia para nós inventarmos qualquer coisa então aí é que eu adorava e também gostava muito de jogar futebol. Professora: Que mensagem gostaria de deixar aos alunos desta escola para os incentivar a ler? Maria Sousa: A ler? Eu tenho quase quarenta e três anos, mas ainda tenho uma criança dentro de mim e o que me faz ser criança e ser feliz é entrar

no mundo da fantasia e ler é isso mesmo, é nós entrarmos noutro mundo, noutra dimensão. É maravilhoso quando estamos a ler, se nós estivermos mesmo concentrados na história temos a sensação que estamos lá, que aquilo faz parte de nós e nós fazemos parte daquela história. A mensagem que eu quero passar é em tudo o que façam vos dê prazer e estejam con- centrados e entreguem-se de coração e alma para sentirem aquelas sensa- ções boas que eu sinto sempre desde criança quando lia uma história, fica- va tão envolvida que parecia que ficava dentro da história. Isso é fabuloso. Alunos: Muito obrigado pela sua presença e pela entrevista. Maria Sousa: Obrigada eu, meus pequeninos.

BICHOS DA SEDA—UMA APRENDIZAGEM POR PROJETO NO CENTRO ESCOLAR DO TROVISCAL

O Trabalho de aprendizagem por projetos cooperativos permite uma abor- dagem holística e integradora do currículo e que os professores passem de “transmissores” de saberes a “provocadores” de desenvolvimento. Ao longo do ano letivo os bichos da seda proporcionaram imensas aprendi- zagens na nossa escola. A Turma T3 foi incentivada a desenvolver mais um novo projeto obedecendo a toda a metodologia subjacente a este tipo de prática pedagógica e à qual todos os alunos já conhecem . Para além disso, e uma vez que o projeto a isso proporcionava, foi criada uma folha de re- gisto onde se mencionavam todas as fases da metamorfose dos bichos da seda. Também a família foi contagiada pelas descobertas, uma vez que era também uma novidade para a maioria dos adultos. Os alunos “passeavam “os bichos entre a escola e a família que se encarregava de apanhar as fo-

lhas de amoreira (único alimento) que eram partilhadas com todos. Já na turma da Educação Pré-escolar desenvolveu-se um projeto de pesquisa sobre eles . Este projeto atravessou todas as áreas do saber e contagiou família e outros elementos da comunidade educativa. As crianças, com a supervisão e ajuda da educadora, construíram uma apresentação que foi o produto final de todo um processo de levantamen- to de questões, observação, procura de informação, análise e sistematiza- ção da mesma. E como todo o trabalho só tem sentido social se for partilhado em circuitos autênticos de comunicação, o Power Point foi apresentado à Turma 3 e houve troca de saberes entre os dois grupos.

revist@ nº 8, setembro 2015 1º ciclo em revist@

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DIA MUNDIAL DA CRIANÇA - CENTRO ESCOLAR DE BUSTOS

No dia 1 de junho, a Escola Básica de Bustos comemorou o Dia Mundial da Criança. Foram expostos todos os trabalhos decorativos, realizados com a ajuda da família e a Escola ficou mais bonita. Depois, deslocámo-nos ao Jardim para aí todos deixarem a sua pintura, de maneira a decorarmos um lindo Mural, iniciativa da Junta de Freguesia. Na sala da Educação Pré- escolar as surpresas continuaram no período da tarde. Por volta das 13h30min chegou a D. Xiomara, mãe da Carolina, acompanhada da sua mala que continha uma agradável surpresa para as crianças: tudo o que era necessário para fazer pintura facial ao gosto de cada uma delas. Uma hora depois chegou a D. Prazeres com uma história para contar: “A zebra que perdeu as riscas”. De seguida, chegou o tão dese-

jado lanche, bolo de chocolate com morangos e um pouquinho de chantilly, porque neste dia tão especial uma guloseima não faz mal! E porque o dia ainda ia a meio, com muito para festejar, também a Associa- ção de Pais as crianças quis mimar. Disfarçados com perucas e maquilha- gem, entregaram um “miminho” aos alunos, professores e assistentes ope- racionais. Na A.A.A.F. as surpresas continuaram com a modelagem de ba- lões ao gosto das crianças efetuada pela animadora Jamilet. No fim do dia, as crianças estavam felizes com tantas surpresas, pois foi um dia de muita fantasia. Como é bonito ser criança e, com muita esperança, desejamos-lhe o melhor! Obrigada a todas as pessoas que estiveram envol- vidas nestas atividades pois só assim foi possível tanta felicidade.

atividades pois só assim foi possível tanta felicidade. SER AGENTE DA GNR - CENTRO ESCOLAR DE

SER AGENTE DA GNR - CENTRO ESCOLAR DE BUSTOS

No dia 11 de junho, as crianças do 1.º Ciclo da Escola Básica de Bustos viveram uma experiência que, com toda a certeza, vai ficar para sempre nas suas memórias: Ser Agente da GNR por umas horas. Foi uma manhã diferente, bem divertida e de muita sensibilização junto dos senhores automobilistas. Bem-haja à Escola Segura e aos Senhores Agentes que permitiram esta atividade!

revist@ nº 8, setembro 2015 1º ciclo em revist@

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O NOSSO RECREIO É FIXE - CENTRO ESCOLAR DO TROVISCAL

Há vários estudos a comprovar que o recreio escolar é um espaço privile- giado para a interação interpares, para o desenvolvimento de competên- cias sociais e para a aprendizagem não formal. Se a escola colocar à dispo- sição das crianças atividades estimulantes e diversificadas que promovam a livre expressão, a criatividade, a cooperação, a aceitação e o cumpri- mento de regras estará a contribuir para um desenvolvimento mais equili- brado das crianças e para a prevenção da indisciplina e do bullying. Higgins (1994) considera que um bom ambiente de recreio é aquele que proporciona flexibilidade e diversidade de ações, oferecendo todo um conjunto de experiências de jogo e aprendizagem. Por isso no Polo Escolar do Troviscal iniciámos um projeto de “Animação dos Recreios” que passa por proporcionar às crianças do 1º ciclo ativida- des de Expressão Plástica, Expressão Físico-motora, Leitura livre e Jogos Sociais variados. Este projeto começou recorrendo aos materiais do J.I. e a

alguns daqueles jogos que todos temos na arrecadação e já não usamos. Posteriormente contamos com o envolvimento da Associação de Pais (as crianças já tinham ido contar que andavam a fazer umas coisas engraça- das no recreio) que nos deu de prenda de Natal alguns jogos sociais e está a contribuir para a aquisição dos ingredientes para um novo projeto, que nasceu do primeiro: “Saber com Sabor”. Neste, em cada semana uma das turmas da escola confeciona uma iguaria culinária que poderá ser enco- mendada pela comunidade educativa com o objetivo de adquirir jogos, livros, matérias de Expressão Plástica e Físico-motora. O sucesso do pro- jeto tem sido tanto que em todas as semanas não chegamos para as enco- mendas. Já fizemos Doce de abóbora ( pré-escolar e T3 ), Bolinhas de sa- lame (T2), Bolachas sortidas (T4), Coquinhos (T1 ) e Gomas (Apoio educati- vo). E faremos muitas coisas mais! É que o SABER com SABOR tem outro gostinho!

coisas mais! É que o SABER com SABOR tem outro gostinho! “ O jogo não é

“ O jogo não é só um direito, é uma necessidade. Brincar/jogar não é só uma ideia, é uma vivência . Jo- gar/brincar não é só incerteza, é uma forma acrescida de ganhar segurança e autonomia” ( Neto, 2001)

acrescida de ganhar segurança e autonomia” ( Neto, 2001) Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob ESCOLA BÁSICA DR FERNANDO PEIXINHO — ESCOLA

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revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob ESCOLA BÁSICA DR FERNANDO PEIXINHO — ESCOLA SOLIDÁRIA

ESCOLA BÁSICA DR FERNANDO PEIXINHO — ESCOLA SOLIDÁRIA 2014/15

A Escola Básica de Oiã participou no Programa Energia com Vida – Escolas Solidárias, 5ª edição, a 1ª a nível nacional, promovido pela Fundação EDP. Foram mais de 300 as escolas que responderam a este desafio mas apenas 84 con- seguiram qualificar os seus projetos, AGINDO. A nossa Escola fez parte da lista de apuramento como Escola Solidária – 2014/2015 com o Projeto AGIR – EDP! (É Da Praxe). Todas as escolas QUALIFICADAS receberam certificados, um Estandarte Energia com Vida e respetivo Emblema de Grau assim como o seu Painel de Projeto exposto no evento final que decorreu no Museu da Eletricidade em Lisboa a 3 de junho. Contribuíram para esta qualificação os seguintes projetos desenvolvidos pelos alu- nos do 9ºG: SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL (e social) que promoveu a recolha sele- tiva de alguns resíduos sólidos tais como: pilhas, tampinhas, rolhas de cortiça e me- dicamentos fora de validade/embalagens/frascos, revertendo a favor de instituições sociais e o projeto POPULAÇÃO SÉNIOR que pretendeu proporcionar momentos agradáveis e combater a solidão dos idosos do Centro Social de Oiã através de visi- tas regulares com o desenvolvimento de atividades variadas. Neste contexto, os alunos cumpriram a missão de serem motores de intervenção social com enfoque na educação para a cidadania ativamente solidária, de onde o voluntariado é natural, realizando assim um “estágio prático de vida”. A equipa de trabalho foi coordenada pela professora Alice Oliveira e teve como par- ceiros a Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, o Centro de Compostagem de Bus- tos, o Centro Social de Oiã e a Foto Beira Rio de Oiã. Este Programa contribuiu, seguramente, através das boas práticas desenvolvidas na Escola, para o desenvolvimento humano e muito particularmente dos alunos dina- mizadores que tiveram uma atitude cívica exemplar ao longo de todo o percurso. Um bem-haja a todos eles!

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9º ANO — FESTA DE FINALISTAS NO QUARTEL DAS ARTES

@eob 9º ANO — FESTA DE FINALISTAS NO QUARTEL DAS ART ES No dia 4 de
@eob 9º ANO — FESTA DE FINALISTAS NO QUARTEL DAS ART ES No dia 4 de

No dia 4 de junho, os alunos do 9º ano do AEOB atuaram no Quartel das Artes para celebrar o fim de uma etapa das suas vidas. Alunos e familiares viveram momentos de grande alegria e recordaram a altura em que estes jovens iniciaram a sua vida escolar, ainda crianças. Foi uma noite de música, dança, poesia e teatro, num espetáculo em que participaram apenas os alunos do 9º ano do Agrupamento, vindos da Escola Básica Dr. Fernan- do Peixinho e da Escola Secundária de Oliveira do Bairro. Após o espetáculo, foi servido um espumante de honra à entrada do Quartel das Artes. Foi uma noite de grande emoção para alunos que a partir de agora terão decisões importantes a tomar quanto ao seu futuro.

ESOB RECEBE PRÉMIO DE CRIATIVIDADE NA III CORRIDA DE CARRINHOS DE ROLAMENTOS

DE CRIATIVIDADE NA III CORRIDA DE CARRINHOS DE ROLAMENTOS No dia 17 de maio, os alunos

No dia 17 de maio, os alunos Abraão Monteiro, do 9ºB, e Paula Robalo, do 9ºD, da Escola Secundária de Oliveira do Bairro (ESOB), participaram na III Corrida de Carrinhos de Rola- mentos, promovida pela CMOB, em parceria com as Juntas de Freguesia do Concelho, integrada no programa Viva as Associações 2015. Os referidos alunos representaram o Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro. Além de um agradável momento de conví- vio entre todos os participantes e o público assistente, o evento permitiu dar asas à imagi- nação de quem construiu os “bólides”. Os alunos da nossa escola estiveram particularmente entusiasmados durante as provas (de perícia e velocidade) e tiveram uma honrosa participação em ambas as modalidades. Apesar de estarem a concorrer pela primeira vez e terem como opositores alguns pilotos experientes nestas lides, os nossos participantes não desistiram da corrida. No final, tiveram uma muito agradável surpresa, pois foram premiados na categoria de criatividade, o que foi motivo de particular orgulho para a equipa concorrente, pois o carro foi construído na ESOB, ao longo do ano letivo, com o precioso auxílio do professor João Oliveira, do- cente de Oficina de Mecânica dos alunos em questão.

do- cente de Oficina de Mecânica dos alunos em questão. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo,
do- cente de Oficina de Mecânica dos alunos em questão. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo,

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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9º ANO — PARTICIPAÇÃO NAS OLIMPÍADAS DE FÍSICA E QUÍMICA

ANO — PARTICIPAÇÃO NAS OLIMPÍADAS DE FÍSICA E QUÍMICA Realizaram - se no dia 11 de

Realizaram-se no dia 11 de abril as olimpíadas de Química na Universidade de Aveiro e no dia 18 de abril as olimpíadas de Física na Universidade de Co- imbra. O Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bair- ro participou com três equipas em ambos os eventos. Foram dois momentos em que os alunos tiveram oportunidade de, para além de realizar as provas, conhecer um pouco do que se faz nestas universida- des. Parabéns aos alunos que pela sua participação honrada.

Parabéns aos alunos que pela sua participação honrada. 8º ANO — PROFISSÃO: CIENTISTA Nos dias 22

8º ANO — PROFISSÃO: CIENTISTA

Nos dias 22 de maio e 4 de junho na Escola Básica Integrada Dr. Fernando Peixinho e Escola Básica Dr. Acácio de Azeve- do respetivamente, decorreu uma Palestra no âmbito da atividade “Profissão – Cientista” dinamizada pelo Dr. Paulo Silveira antigo aluno do nosso agrupamento (frequentou a Escola Básica Dr. Acácio de Azevedo e a Escola Secundária de Oliveira do Bairro) a alunos do oitavo ano e organizada pelos professores de Ciências Naturais. Foram abordadas as experiências de um cientista e a importância para a Humanidade desta profissão. Mostraram-se algumas plantas em que se evidenciou as caraterísticas que permitem a estas a adaptação aos fatores abióticos e bióti- cos dos ecossistemas. Desta forma os alunos não só constataram conhecimentos adquiridos nas aulas de Ciências Na- turais como conheceram as experiências com um cientista da nossa terra. De referir que o Dr. Paulo Silveira é licenciado em Biologia pela Universidade de Aveiro, mestre em Biotecnologia pelo Instituto Superior Técnico e doutorado em Biologia pela Universidade de Coimbra. Para a obtenção deste último grau realizou um estudo sobre a flora vascular da Serra do Açor (Portugal). Ingressou como Assistente Convidado no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro em 2001, tendo sido posteriormente contra- tado como Professor auxiliar convidado em 2002 e Professor Auxiliar desde 2008. Continua a desenvolver estudos em sistemática e ecologia de plan- tas vasculares, desde a flora Portuguesa à de regiões tropicais como Timor-Leste, Moçambique e Brasil. Participa, ou participou, em 15 projetos finan- ciados pela Comunidade Europeia, F.C.T., entre outras fontes e coordenou 5 prestações de serviços sob contrato para empresas. Entre as orientações contam-se 11 de trabalhos de Pesquisa ou Estágio, 11 de Mestrado e 6 de Doutoramento. Foi autor, ou coautor, de 1 livro, 8 capítulos de livros, 1 cd- rom e 35 artigos científicos, dos quais 21 publicados em revistas internacionais.

dos quais 21 publicados em revistas internacionais. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770
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revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob VIVA AEOB No dia 14 de maio decorreu

VIVA AEOB

No dia 14 de maio decorreu a Noite VIVA do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro no VIVA as associações. Com um espaço repleto de alunos, encarregados de educação e público geral, foi possível demonstrar a excelência artística que existe no Agrupamento. Música, dança, poesia, demonstrações científicas e demonstração culinária foram os ingredientes de uma noite bem passada, envolvendo alunos desde o primeiro ciclo até ao ensino secundá- rio e professores. Assim, somos nós. Assim é o AEOB.

6ª EDIÇÃO “PASSA À ESCOLA”

Decorreu no dia 1 de junho, na Escola Básica Dr Fernando Peixinho e no dia 4 de junho na Escola Básica Dr Acácio de Azevedo, a 6ª edição do "Passa à Escola". Foi uma atividade de interação entre alunos do 4º ano de todas as escolas do Agrupamento e os alunos do 5º ano de ambas as escolas, com apadrinhamento dos alunos do 3º ciclo. Foi uma atividade de verdadeira integração com uma manhã desportiva e uma tarde científica e artística.

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revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob DA SALA PARA O PALCO Realizou - se

DA SALA PARA O PALCO

Realizou-se no dia 9 de junho, no Quartel das Artes Dr Alípio Sol, a pri- meira co-produção QA/AEOB – Da Sala para o Palco. Este foi um espetá- culo original, criado a partir das salas de aula de música e dança e que reu- niu em palco cerca de 120 alunos do Agrupamento de Escola de Oliveira do Bairro. Do programa constou um atributo a Einstein, alguns medleys com temas dos Queen e dos filmes Cinema Paraíso e Pirata das Caraíbas, entre outras surpresas. Este espetá- culo, com lotação esgotada, foi de excelência e permitiu evidenciar as qualidades artísticas dos nossos alu- nos.

evidenciar as qualidades artísticas dos nossos alu- nos. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 —
revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob PROJETO PROPERAIR — MENÇÃO HONROSA NA IX

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revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob PROJETO PROPERAIR — MENÇÃO HONROSA NA IX MOSTRA

PROJETO PROPERAIR — MENÇÃO HONROSA NA IX MOSTRA NACIONAL DE CIÊNCIA

O projecto ProperAir, da Escola Secundária de Oliveira do Bairro, desenvolvido pelos alunos Diogo Albu-

querque, Gabriel Marques, Samuel Santos e Vitaliy Davydovych, do 10º B, e coordenado pelo professor Joaquim Almeida recebeu uma menção honrosa e foi considerado o melhor projeto na categoria de Enge- nharia na IX Mostra Nacional de Ciência e final do 23º Concurso de Jovens Cientistas e Investigadores. Durante a IX Mostra Nacional de Ciência, que decorreu de 28 a 30 de maio no Museu da Eletricidade, em Lisboa, apresentaram-se a concurso 100 projetos de diversas áreas da ciência. Todos os alunos tiveram oportunidade de apresentar o seu projeto a um júri constituído por 14 elementos de diversas universidades e organismos do estado, mas também à enorme quantidade de visitantes da Mostra.

PROJETO PROPERAIR — 3º LUGAR NO PRÉMIO FAQTOS O projecto ProperAir obteve o 3º lugar
PROJETO PROPERAIR — 3º LUGAR NO PRÉMIO FAQTOS
O projecto ProperAir obteve o 3º lugar do Prémio FAQtos que decorreu no dia 11 de julho no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Após superarem

várias etapas, apuraram-se 10 grupos finalistas, que nesta cerimónia apresentaram os seus trabalhos ao Júri Final.

O projecto ProperAIR obteve o 3º lugar, arrecadando um prémio no valor de 500€ com o seu projecto que consiste na construção de uma pulseira

para a monitorização de gases existentes numa atmosfera poluída e com o objectivo de ser usada em diversos contextos, de acordo com o tipo de gases a que o utilizador possa estar sujeito.

O objetivo fundamental do Prémio FAQtos é o de promover um concurso a nível nacional, orientado

para os alunos do Ensino Secundário, que contribua para a formação de uma consciência coletiva em matéria de campos eletromagnéticos oriundos de fontes de telecomunicações (banda das radiofre-

de fontes de telecomunicações (banda das radiofre- quências), e do seu impacto na sociedade, bem como
de fontes de telecomunicações (banda das radiofre- quências), e do seu impacto na sociedade, bem como

quências), e do seu impacto na sociedade, bem como potenciais efeitos na saúde e ambiente.

O projecto viu mais uma vez ser recompensado o trabalho desenvolvido pela equipa ProperAir, geran-

do motivação e vontade de continuar a melhorar.

geran- do motivação e vontade de continuar a melhorar. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob PROJETO TBOX PREMIADO NA I GALA DE

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revist@ nº 8, setembro 2015 acontece no @eob PROJETO TBOX PREMIADO NA I GALA DE MÉRITO

PROJETO TBOX PREMIADO NA I GALA DE MÉRITO DO CONCELHO DE OLIVEIRA DO BAIRRO

O Quartel das Artes Dr. Alípio Sol serviu de palco, na noite do dia 26 de agosto, ao

reconhecimento do mérito, do talento, do esforço, do empreendedorismo, da soli- dariedade e de outros valores existentes no concelho de Oliveira do Bairro.

A
A

Um projeto há muito ambicionado pelo Jornal da Bairrada. Com o apoio, desde a primeira hora, da Câmara Municipal, foi possível concretizá-lo, e num dia particu- larmente simbólico, o dia 26 de agosto, Dia da Cidade de Oliveira do Bairro. Ao longo de duas horas, convidados e muito público que fez questão de assistir a este momento festivo, viram ser homenageadas dez personalidades ou entidades do concelho - naturais, residentes ou que, não sendo daqui, tenham feito algo me- ritório por Oliveira do Bairro. Na categoria Educação e Ciência, o projeto TBox viu reconhecido o seu empenho recebendo o prémio desta categoria.

noite foi enriquecida com muita música. Depois de uma receção harmoniosa, ao

som do violino e violoncelo de Luciana Silva e Diana Ferreira, a Gala foi abrilhanta- da por um grupo também ele nascido e composto, na sua maioria, por músicos de Oliveira do Bairro, Plano B Orquestra.

por músicos de Oliveira do Bairro, Plano B Orquestra. VIAGEM FINAL DE ANO DO AGRUPAMENTO —

VIAGEM FINAL DE ANO DO AGRUPAMENTO — RIBATEJO

Realizou-se no passado dia 10 de julho o tradicional passeio final de ano letivo do dirigido ao pessoal docente e não do- cente do Agrupamento, com destino a terras Ribatejanas. A visita iniciou na Golegã, para uma visita guiada à Casa-Estúdio Carlos Relvas, seguindo a visita à Casa dos Patudos, no concelho vizinho em Alpiarça, que foi propriedade de José Relvas (republicano que proferiu o discuso da Implantação da República da varanda da CM de Lisboa, em 1910), filho de Carlos Relvas. Finda a segunda visita guiada, rumou-se em direção à Casa Cadaval, em Muge, para uma prova de vinhos regional do Tejo e, após, partiu-se para Escaroupim, perto de Salvaterra de Magos. Nesta povoação houve oportunidade de passe- ar de barco e apreciar as bonitas margens do rio Tejo. Deste modo, associou-se uma vez mais o lúdico ao pedagógico com o passeio de fim de ano, que conta também com a presença de colegas aposentados e é sempre um gosto revê-los.

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INAUGURAÇÃO DA AMPLIAÇÃO E REQUALIFICAÇÃO DA ESCOLA DR ACÁCIO DE AZEVEDO

O Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, inaugurou, no dia 23 de julho, as novas instalações da Escola Básica Dr. Acácio de Azevedo que após as

obras de ampliação e requalificação, que representaram um investimento próximo dos três milhões, está pronta, no próximo ano letivo, a receber um universo de 450 alunos. Na ocasião,

o ministro da Educação agradeceu o “notável trabalho que foi feito em Oliveira do Bairro no

âmbito da Educação”, acrescentando que se trata de “um exemplo que merece ser seguido por todo o país”. Para Nuno Crato, a aposta que a Câmara Municipal fez nessa área “é a aposta certa, a aposta no futuro, na qualidade, na exigência e na diversidade”. Durante a cerimónia, o ministro referiu ainda que, apesar da crise, o país progrediu na Educação, nos últimos quatro

anos, como é reconhecido pelos indicadores internacionais, citando números e dados estatísti- cos sobre a cobertura do pré-escolar e a frequência dos diferentes níveis de ensino, para evi- denciar a evolução percentual favorável que tem sido verificada.

a evolução percentual favorável que tem sido verificada. TOMADA DE POSSE DA DIRETORA DO AEOB No
a evolução percentual favorável que tem sido verificada. TOMADA DE POSSE DA DIRETORA DO AEOB No
a evolução percentual favorável que tem sido verificada. TOMADA DE POSSE DA DIRETORA DO AEOB No
a evolução percentual favorável que tem sido verificada. TOMADA DE POSSE DA DIRETORA DO AEOB No

TOMADA DE POSSE DA DIRETORA DO AEOB

No dia 23 de julho e na ocasião da visita do Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, à Escola Dr Acácio de Azevedo, tomou posse, perante os membros do Conselho Geral do Agru- pamento de Escolas de Oliveira do Bairro, Júlia Gradeço, para mais um mandato (2015-19) na direção do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro .

revist@ nº 8, setembro 2015 Sugest@o do chef SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D

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Sugest@o do chef

revist@ nº 8, setembro 2015 Sugest@o do chef SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D Sushi
revist@ nº 8, setembro 2015 Sugest@o do chef SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D Sushi
revist@ nº 8, setembro 2015 Sugest@o do chef SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D Sushi
revist@ nº 8, setembro 2015 Sugest@o do chef SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D Sushi
revist@ nº 8, setembro 2015 Sugest@o do chef SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D Sushi
revist@ nº 8, setembro 2015 Sugest@o do chef SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D Sushi

SUSHI BY SAMUEL TAVARES — 12º D

Sushi é bastante diversificado, e como tal a gama de produtos a ser utilizados é bastante extensa, desde os peixes, legumes até frutas. Os ingredientes principais são:

O arroz (de sushi): arroz japonês de grão curto, com textura suave e glutinosa;

Nori: alga marinha, que depois de seca e tostada é transformada em folha;

Vinagre de arroz: é o vinagre mais utilizado na culinária japonesa, tem um tom dourado suave, é perfumado, e baixa acidez;

Vegatais e frutas;

Sake: bebida alcoólica tradicional japonesa. A sua destilação é feita através do vapor e fermentação do arroz. Este contém 5 relevantes caracterís- ticas´: secura, doçura, amargura, acidez e adstringência, como tal pode ser usada tanto para cozinhar como para acompanhar a refeição;

Peixe.

S. FRANCISCO BY ANDREIA SIMÕES — 12º D

S. Francisco é um cocktail não alcoólico preparado num shaker e servido num copo “tumbler” médio.É composto por:

1 cl de sumo de limão;

3 cl de sumo de laranja;

3 cl de sumo de ananás;

3 cl de sumo de alperce;

3 cl de sumo de pera;

1 cl de groselha (colocada no topo);

1 rodela de laranja e 1 cereja (decoração).

no topo);  1 rodela de laranja e 1 cereja (decoração). Sede: Rua Dr Acácio de

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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À DESCOBERTA DA CIÊNCIA

No dia 9 de maio, realizou-se a viagem a Coimbra com jovens do 10º ano, seniores da Santa Casa da Misericórdia e alunos da Universidade Sénior (UNISOB), no âmbito do projeto “Leituras & Conversas Partilhadas”. Na impossibilidade de visitar o Museu da Ciência, tal como estava previsto, visitou-se o Museu da Água e o Jardim Botânico da Universidade de Coim- bra. A visita guiada ao Museu da Água permitiu conhecer a história do edifício, que era o local da captação, tratamento e distribuição da água do rio Mondego para as diversas populações. Hoje, estando desativado, funciona como museu. No início da visita guiada, houve uma chamada de atenção para a importância da reciclagem, mostrando alguns objetos (porta-moedas, carteiras e sacos) fabricados a partir das telas usadas para publicitar as actividades promovidas pelo museu. Na sala de exposições, estava patente uma mostra de vários tipos de solo e foi projetado um vídeo tridimensional sobre o ciclo da água e a importância de poupar este bem essencial à vida. Depois do almoço, o grupo dirigiu-se ao Jardim Botânico, onde pôde observar várias cole- ções de plantas e passear à sombra das frondosas árvores. No regresso a Oliveira do Bairro, apesar do cansaço físico, os participantes mostraram-se satisfeitos com o que aprenderam neste dia.

mostraram - se satisfeitos com o que aprenderam neste dia. II EDIÇÃO DO CONCURSO INTERMUNICIPAL DE

II EDIÇÃO DO CONCURSO INTERMUNICIPAL DE LEITURA

No dia 30 de maio, realizou-se, no Centro Cultural de Ílhavo, a II Edição do Concurso Intermu- nicipal de Leitura. Neste concurso, participaram os alunos do concelho de Oliveira do Bairro que ficaram em primeiro lugar no Concurso de Leitura em Voz Alta “Ouvir Ler…Que prazer!” e também os das escolas e agrupamentos de escolas que integram os municípios da CIRA (Comunidade Inter- municipal da Região de Aveiro). A representar o Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bair- ro, esteve o aluno do 1º ciclo, Martim Barros, que prestou provas de leitura e compreensão do livro “O elefante cor-de-rosa”, de Luísa Dacosta. Parabéns ao Martim e um agradecimento às professoras e familiares que o acompanharam.

às professoras e familiares que o acompanharam. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770
revist@ nº 8, setembro 2015 bibliotec@ndo À CONVERSA COM NUNO CAMARNEIRO No dia 11 de

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revist@ nº 8, setembro 2015 bibliotec@ndo À CONVERSA COM NUNO CAMARNEIRO No dia 11 de maio,

À CONVERSA COM NUNO CAMARNEIRO

No dia 11 de maio, no âmbito do projeto “Leituras & Conversas Partilhadas”, decorreu, na Escola Secundária de Oliveira do Bairro, uma palestra com o escritor/cientista Nuno Camarneiro.

O palestrante começou por se apresentar, falando da sua juventude passada na Figueira da Foz, altura em que descobriu o gosto pelos livros, do seu

percurso académico em Coimbra (engenharia física), da sua experiência como cientista do CERN (Conselho Europeu para Pesquisa Nuclear) na Suíça e também do seu doutoramento em Ciência Aplicada ao Património Cultural pela Universidade de Florença.

Nuno Camarneiro referiu que o seu gosto pela escrita surgiu quando esteve na Suíça. Foi aí que começou a dedicar-se à escrita, como forma de colma- tar a ausência da família e dos amigos.

Já tem algumas obras publicadas e um dos seus livros (“Debaixo de algum céu”) ganhou o

prémio Leya 2012. Fez ainda incursões pelo texto dramático e pelo cinema. Está também para breve a publicação de um livro para o público infantil. Os jovens colocaram várias questões, nomeadamente como se chega a escritor e o que fazer quando não se tem inspiração. Nuno Camarneiro disse que uma das regras para se ser escritor é ler bons livros e visionar bons filmes e boas séries. Acrescentou que tudo o que

vale a pena na vida dá muito trabalho e que, mesmo quando não temos vontade, devemos insistir no trabalho. Os jovens mostraram-se agradados com a forma jovial como o escritor interagiu com todos.

com a forma jovial como o escritor interagiu com todos. PERCURSO LITERÁRIO - CULTURAL No dia

PERCURSO LITERÁRIO-CULTURAL

No dia 23 de maio, um grupo de professores e auxiliares da acção educativa do Agru- pamento de Escolas de Oliveira do Bairro deslocou-se à cidade Invicta para visitar al- guns monumentos emblemáticos da cidade (Livraria Lello & Irmão e Torre dos Cléri- gos) e realizar o Cruzeiro das seis pontes, que incluía uma visita às caves Porto Cálem, prova de vinhos e fado. Brindado com um excelente dia de sol, este passeio foi muito apreciado pelos interve- nientes.

este passeio foi muito apreciado pelos interve- nientes. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 —
este passeio foi muito apreciado pelos interve- nientes. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 —

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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LEITURAS PARTILHADAS

No dia 7 de maio, duas alunas do 10º A da Escola Secundária de Oliveira do Bairro deslocaram-se à Santa Casa da Miseri- córdia de Oliveira do Bairro, a fim de partilharem a leitura de dois livros, Se eu ficar, de Gayle Forman, e Viagem ao Infinito, de Jane Hawking, no âmbito do projeto “Leituras & Conver- sas Partilhadas”. Depois de se apresentarem, as alunas falaram sobre os livros que leram, começando por fazer referência à capa, ao título, ao autor e à editora. Em seguida, fizeram um breve resumo das obras e leram alguns dos excertos que mais lhes desper- taram o interesse. Por fim, o assunto das obras foi objeto de um animado diálogo entre jovens leitoras e seniores. Como nesse dia havia baile, houve ainda tempo para jovens e seniores dançarem uma modinha ao som do órgão eletróni- co tocado por um jovem de 88 anos. Estes exemplos de boa disposição e convívio foram bastante elogiados pelas duas jovens, que ficaram encantadas com a dinâmica que se vive na Santa Casa e que elas desconheciam. Também na última semana de aulas, dia 8 de junho, um gru- po de alunas de 10º C partilhou leituras de vários autores e géneros com alunos da Universidade Sénior de Oliveira do Bairro (UNISOB). Este foi mais um bom momento de intera- ção entre jovens e seniores. Ficou a promessa de regressar com mais leituras no próximo ano letivo.

de regressar com mais leituras no próximo ano letivo. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28
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FAMILY TREE BY MATEUS BARROCO

Trabalho realizado por Mateus Barroco, aluno do 5º F. Trata-se de uma pintura feita no âmbito da disciplina de Inglês, tida em ambiente domiciliário, designada árvore genealógica (Family Tree).

O

Mateus é um aluno do nosso agrupamento que, desde 2013, se debate com um problema grave de saúde.

O

nosso pintor já pintou centenas de telas e fez várias exposições. A sua história e as suas obras poderão ser consultadas em:

Um bem-haja pela sua arte e por fazer parte integrante da vida do nosso agrupamento.

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RETRATO DO MEU AVÔ

VIAGEM À GRÉCIA

Vou apresentar-vos alguém que admiro muito. Já tem 80 anos, mas ainda tem muita vitalidade e é uma pessoa muito boa. O meu maior desejo é um dia ser como ele. Essa pessoa é o meu avô Celestino!

é um dia ser como ele. Essa pessoa é o meu avô Celestino! Eu gostava (e

Eu gostava (e sonho) um dia, poder viajar para fora do país, conhecer novos lugares, ver o tanto que têm para nos oferecer. Sempre gostei de ouvir histórias dos tempos antigos, pois foi nesses tempos que se fez a maior parte da História.

Por isso, gostava de viajar até à Grécia e visitar os fantásticos monumen- tos do país, ir a museus, ouvir relatos do tempo, visitar lugares onde aconteceram as maiores aventuras, andar nas ruínas feitas à mão que deram tanto trabalho aos escravos e parar para observar as magníficas paisagens campestres, onde encantadores animais pastam nas ervas verdes e fresquinhas. Também gostava de andar de barco pelo mar a toda a velocidade e sentir os ventos frios e a brisa do mar.

Depois de aproveitar estes momentos únicos da vida, adorava visitar os meus familiares que por falta de condições emigraram para lá. Ia ser uma viagem inesquecível para toda a vida, porque a ia passar com as pessoas que adoro e vivia momentos únicos, que fazem crescer.

Espero um dia poder fazer esta viagem magnífica!

Miguel Carvalho, 7º A

O meu avô é alto e um pouco gordinho, tem o rosto redondo e usa
O meu avô é alto e um pouco gordinho, tem o rosto redondo e usa óculos.
Tem uma cabeleira farta e já quase toda branca. Costuma usar calças sem-
pre vincadas e anda sempre com casacos bem quentinhos.
O meu avô está reformado, mas trabalhou cerca de 60 anos (na Venezuela
e em Portugal)! Foi presidente da junta de freguesia, e fez parte da direção
de várias associações.
Hoje vive uma vida mais tranquila: lê os jornais, vai ao café para estar com
os amigos, joga às cartas comigo, mas continua sempre a pensar em como
melhorar a vida e como resolver os problemas dele e os dos que o rodei-
am. É uma pessoa muito humana e sensível, pois ajuda sempre quem pre-
cisa. É simpático, prestável, culto e muito bem-disposto.

O meu avô é das melhores pessoas que eu conheço, como homem na soci-

edade e especialmente como meu avô. É, acima de tudo, o meu grande amigo.

Duarte Rodriguez, 7ºA

O AMIGO

«Um bom amigo sabe sempre quando estamos tristes» - Francisca Peres, 7ºA «Amigo é aquele que nos deixa feliz, só de cruzar olhares; (o amigo) preenche-nos a alma com o olhar» - Lara Costa, 7ºA «Um amigo deve ser sincero e transparente, não deve usar máscara» - Beatriz Pais, 7ºA «Um amigo é um irmão que nós escolhemos para fazer parte da nossa vida» - Duarte Rodriguez, 7ºA «Um amigo deve ser a pessoa que nos completa» - Inês Santos,7ºA «Amigo é quem nos repreende em segredo e nos elogia em público» - Tatiana Patrício, 7ºA «Um amigo apoia-nos e não deixa que a solidão nos vença» - Vânia Neves, 7ºA

Trabalhos realizados no âmbi- to da disciplina de Português

Professora Rita Marques

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GOSTO DE TI, PORQUE

Trabalho realizado no âmbito da disciplina de Português Professora Ana Barqueiro

(Massa)

Gosto de ti, porque …

Me dás energia.

Crua ou cozida

Estou sempre pronto para te comer

Seja noite, seja dia.

Tens muitas cores

Com diferentes sabores!

Na hora de escolher…

Uma terá de ser.

Fico sempre surpreendido

Com as mil formas de existires

Desde bolinhas a lacinhos

Letrinhas ou até tubinhos.

Apesar de te adorar

Um bom acompanhamento

Vem sempre a calhar

Para saúde ter

E para saudável crescer.

Gosto de ti Gosto de ti, porque Gosto de ti… Porque me fazes sentir bem.
Gosto de ti
Gosto de ti, porque
Gosto de ti…
Porque me fazes sentir bem.
És fofa e carinhosa,
Gosto de ti
Ajudas-me quando preciso
Porque és minha mãe.
E por isso és espantosa.
Gosto de ti
Os teus olhos azuis
Porque és minha amiga.
Com o teu pelo branco
Principalmente,
Fazem-me rir
Quando me cantas uma cantiga.
Gosto de ti…
Para meu espanto.
Gosto de ti
Quando estou triste,
Porque me dás amor e dedicação.
Apareces-me ao lado
És uma amiga
E fazes-me feliz
Que estará sempre no meu coração.
Com um abraço apertado.
Mãe!!!
Gosto de ti
Porque és especial.
O teu nariz cor-de-rosa
Tu, para mim,
Faz de ti uma beleza
És como a água do mar
Sim, é de ti que estou a falar,
É para o sal.
Minha querida gatinha Princesa.
Mãe, estarás sempre
Na minha mente.
A cada dia fazes-me sentir
Mais contente!
Tiago Lopes – 5º A
Matilde Marinho – 5º A

Diogo Morais 5º A

5º A Matilde Marinho – 5º A Diogo Morais – 5º A Porque me ouves, Porque

Porque me ouves,

Porque me proteges.

Mesmo, quando me ralhas, quando não faço as coisas bem ou até te respondo mal, é para meu bem…

Porque me ouves cantar

Porque me vais deitar

Porque me dás colinho, quando estou a chorar…

És uma pessoa especial, com o teu gesto maternal, és uma mulher sensacional!

Maria Gabriel 6º D

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A GUERRA COLONIAL — ENTREVISTA COM EDUARDO SANTOS, EX-COMBATENTE DA GUERRA NO ULTRAMAR

A guerra colonial foi um ciclo conturbado do estado novo. Eclodiu em 1961, em Angola, com o aparecimento dos movimentos de independência. Para

nos elucidar, sobre a temática, convidámos um ex-combatente, Eduardo Santos (avô da Carolina Santos), para retratar as suas vivências e memórias

deste período tão sublevado da história do nosso país. Assim, a 18 de maio, os alunos tiveram o privilégio de interagir com este excelente comunicador.

o privilégio de interagir com este excelente comunicador. Entrevistadores (Al) Alunos do 6º E Entrevista realizada,
o privilégio de interagir com este excelente comunicador. Entrevistadores (Al) Alunos do 6º E Entrevista realizada,

Entrevistadores (Al) Alunos do 6º E

Entrevista realizada, pelos alunos do 6º E, no âmbito da disciplina de HGP – Professora Berta Santos

Entrevistado (ES) Eduardo Santos

Al – Quer contar-nos um pouco da sua infância até incorporar o serviço

militar?

ES – Nasci numa pequena aldeia do concelho de Viseu. Depois da escola

primária fui trabalhar para fora da aldeia. Cedo aprendi os rigores da vida.

Conheci vários trabalhos até agosto de 1965, altura que fui mobilizado

para o serviço militar.

Al - Conte-nos, agora, um pouco da sua história militar: quando foi incor-

porado?

ES - Fui incorporado em agosto de 1965 e mobilizado em 1966. Fiz a re-

cruta no Regimento de Infantaria 14, em Viseu, depois passei pela Póvoa

de Varzim onde tirei a especialidade; fiz estágio em Queluz (artilharia

antiaérea); fui colocado em Campo Grande (engenharia) e finalmente

Carregueira (formação da companhia para embarque.)

Al - Qual a ex-colónia para onde foi mobilizado e qual o período?

ES – Prestei serviço militar em Angola desde maio de 1966 a junho de

1968.

Al – Qual o sentimento que teve e também o da sua família, quando rece-

beram a notícia de que tinha sido mobilizado? Como foi a despedida?

ES - Recebi muito naturalmente, não tinha medo, de qualquer modo, era

coisa que todos nós já esperávamos. Neste ano de 1966 estavam mais de

setenta e cinco mil soldados a combater nesta guerra. Meu pai já tinha

combatido na primeira grande guerra mundial e limitou-se a dar-me al-

guns conselhos, a restante família teve de se conformar, restava apenas

rezarem e fazer promessas para que voltasse são e salvo. Mas era doloro-

so, nem queiram saber!

Al – Quanto tempo demorou a viagem?

ES - Isso foi o mais difícil, calhou-me o Niassa que, creio, levou 12 ou 14

dias. O pior navio utilizado no transporte de militares. Más instalações,

má alimentação e muitos enjoos.

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Al – Desembarcou em Luanda? ES – Não, desembarquei em Cabinda e como não havia porto, passámos do barco para um batelão, uma espécie de casca de noz gigante, que ser- via para transporte dos produtos regionais como café e cocnote (frutos de palmeira), entre o cais e o barco ao largo.

Al – Alguma vez participou nalguma das seguintes operações militares:

patrulhamento, golpe de mão ou emboscada? ES - Não, a minha guerra era matar a fome dos nossos militares, pois era cozinheiro.

Al – Alguma vez foi ferido, ou viu feridos graves? ES – Ferido não fui, mas vi um camarada morto, embora tivesse morrido por descuido dele quando montava uma armadilha ao inimigo. Fiquei mui- to chocado.

Al – Qual foi o pior momento que viveu? ES – O pior momento de que lembro, foi quando estava com um pelotão num destacamento há um mês, não podíamos ficar mais tempo porque já há dois dias que não tínhamos que comer. Aventurámo-nos a pé e a noite apanhou-nos no meio da floresta. Com muitas dificuldades chegámos a um quartel intermédio, mas por falta de informação, fo- mos recebidos a tiro. Feliz- mente ninguém ficou ferido.

Al – E o melhor momento? ES - Sem dúvida, foi quando entreguei a farda com o sen-

timento do dever cumprido.

Al – Como é que se fazia a comunicação com a família? ES - Por correspondência, escrita normalmente em aerogramas, que era uma espécie de envelope aberto, que depois de escrito se fechava e envia- va sem precisar de selo. Só enviávamos e recebíamos a correspondência quando havia as colunas de abastecimento.

Al – Teve madrinha de guerra? Explique-nos qual a sua função? ES – Sim, tive algumas. Eram raparigas jovens que se correspondiam con- nosco e nos animavam. Nem elas próprias imaginavam o que sentíamos quando recebíamos a correspondência do “puto”, como nós chamávamos ao continente, fosse da família, da namorada ou da madrinha de guerra.

Al – Como era o contacto com a população local? ES – A população local, ao contrário do que possam pensar, recebia-nos bem, quase todos nós tínhamos uma lavadeira que nos lavava a roupa. Muitos indígenas vinham ao quartel onde eu distribuía alguma comida que sobrava. Também lhes comprávamos ou trocávamos alguns mantimentos, por frutos tropicais e alguns animais vivos.

Al – Explique-nos em que consistiam as ações de apoio psicossocial? ES - Para além da ajuda na abertura de vias, aconselhamentos, educação, o mais importante era o apoio na saúde à população local. Isto era o que os soldados operacionais faziam. Ainda havia a psicossocial política, que consistia na propaganda para cativar os naturais e até guerrilheiros para a nossa causa. Desta não estou bem informado para falar dela.

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revist@ nº 8, setembro 2015

… conta-me como er@

revist@ nº 8, setembro 2015 … conta - me como er@ Al – Conte - nos,

Al – Conte - nos, agora, como foi o regresso a casa, são e salvo? ES - Eu não regressei, fiquei lá, não porque não tivesse saudades da família, mas achei aquela terra tão interessante para se viver, que fiquei encantado. Algum tempo de- pois vim, casei com a minha namorada de alguns anos e fomos viver para lá. Regres- sámos, a Portugal, após a revolução de abril.

Al – Para finalizar dê-nos a sua opinião sobre este conflito, a guerra de guerrilha, e o seu contributo neste palco de guerra? ES - Eu vivi os dois lados da “barricada” digamos assim… Por um lado, participei na defesa do território que tinha sido ocupado pelo meu país, há cerca de cinco séculos atrás. “ANGOLA É NOSSA” era o slogan ouvido constantemente nas rádios e nos quar- téis desde a nossa incorporação.

nas rádios e nos quar- téis desde a nossa incorporação. Al – E depois da sua

Al – E depois da sua saída do serviço militar, qual o seu entendimento? ES - Depois de sair do serviço militar e me integrar no povo angolano, compreendi que estávamos errados, todos os povos querem e têm direito à sua independência, isso era notório tanto nos naturais como nos que lá viviam. Havia espaço para todos e aqueles países precisavam de todos, mas os acon- tecimentos precipitaram-se e assim, o nosso exército saiu sem honra nem glória de um palco de guerra, onde mais de oito mil jovens perderam a vida, outros ficaram com mazelas físicas. Dum modo geral todos, ainda hoje, sofremos os traumas de dois anos de uma guerra de guerrilha em que a morte espreitava a qualquer momento: numa mina, numa granada ou numa emboscada traiçoeira. Mesmo assim, sinto-me com o dever cum- prido. Para finalizar quero dizer que gostei muito de estar convosco, fizeram-me reviver coisas que marcaram uma fase da minha vida e que já estavam quase esquecidas. Para mim vocês foram especiais e agradeço muito esta oportunidade de interação. Um beijinho para todos.

esta oportunidade de interação. Um beijinho para todos. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 —
revist@ nº 8, setembro 2015 educação especi@l

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educação especi@l

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A MINHA HORTA — ESCOLA BÁSICA DR ACÁCIO DE AZEVEDO

A ideia de fazer uma horta na escola partiu da necessidade de diversificar atividades funcionais para alunos com currículo específico individual. Bastou

olhar em redor e os recursos estavam lá…um pedaço de chão a necessitar de ser reaproveitado. Alunos e professora arregaçaram mangas e prepararam

o terreno para receber as pequenas plantas: alfaces,

couves coração, bróculos, beringelas, pimenteiros, espi- nafres, tomateiros, curgetes e algumas ervas aromáticas:

salsa, coentros, hortelã-laranja e orégãos. Os alunos aprenderam a preparar o terreno e a conhe- cer as plantas. Porém, fazer uma horta não passa apenas pelo plantar, há que cuidar da mesma e tal exige respon- sabilidade. Com os meios ao dispor, fomos arrancando as ervas daninhas e regando as plantas, que ao contrário do que os alunos pensavam não crescem de um momento para o outro. Esperámos que crescessem a tempo de proporcionar ao meio escolar a aquisição

de alguns desses produtos. Um agradecimento especial a todos aqueles que colaboraram connosco. Bem hajam!

a todos aqueles que colaboraram connosco. Bem hajam! DIA MUNDIAL DA CONSCIENCIALIZAÇÃO DO AUTISMO — ESCOLA

DIA MUNDIAL DA CONSCIENCIALIZAÇÃO DO AUTISMO — ESCOLA BÁSICA DR FERNANDO PEIXINHO

No dia 15 de abril de 2015, as Unidades de Oiã – (de Autismo e Multideficiência) comemoraram o «Dia Mundial da Consciencialização do Autismo». Em harmonioso convívio, realizou-se um lanche partilhado entre os alunos destas referidas unidades, colegas de diversas tur- mas e vários adultos: Professoras de Educação Especial, a Coordenadora deste Departamento, Professores Disciplinares, Tera- peutas, Assistentes Operacionais e Encarregados de Educação. Também foram expostos trabalhos realiza- dos pelos / para alunos da Unidade de Autismo. Desta forma, sensibilizou-se para o direito à diferença, valorizando-se as capacidades destas crianças e jovens.

valorizando - se as capacidades destas crianças e jovens. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28
valorizando - se as capacidades destas crianças e jovens. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28
valorizando - se as capacidades destas crianças e jovens. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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… for@ de portas

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8º ANO—PORTO

No âmbito das disciplinas de Ciências Naturais, História e Geografia, no dia 20 de fevereiro, os alunos do 8º ano de escolaridade, do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro, deslocaram-se numa visita de estudo ao Parque Biológico de Gaia, ao Museu World of Discoveries e às caves Cálem. Durante a visita ao Parque Biológico de Gaia, os alunos tiveram a oportu- nidade de observar a fauna e a flora do território nacional e da Europa, as casas rurais, o rio Febros e a geologia do parque, seguindo o Percurso de Descoberta da Natureza, com cerca de 3 Km, em circuito fechado. Ao lon- go deste percurso surgiram vitrinas de informação e pequenas exposições que ajudaram os alunos a descobrir o Parque e a interpretar a paisagem, a fauna e a flora. O Parque de Merendas foi um óptimo sítio para fazer o piquenique, no fim da visita ao Parque Biológico de Gaia. No museu World of Discoveries, os alunos mergulharam na fantástica odisseia dos navegadores portugueses, passando por um conjunto de salas de configu- ração museológica, espaços com tecnologia multimédia de ponta, apre- sentando conteúdos de forma multissensorial e estimulante. Os 20 minu-

de forma multissensorial e estimulante. Os 20 minu- tos finais foram passados na zona do Parque

tos finais foram passados na zona do Parque Temático – “NOVOS MUNDOS” – dentro de uma embarcação com capacidade média de 6 a 9 pessoas e que navega por um canal, simulan- do a viagem de circum-navegação de Fernão de Magalhães. Nas Caves Cálem os discentes ficaram a conhe- cer o processo de vinificação no Douro, o enve- lhecimento dos Vinhos do Porto que tem lugar nas caves da empresa, com condições para pro-

ceder ao envelhecimento dos vinhos perfeitas, (local fresco, seco e ao abrigo da luz). Os Vinhos da Porto Cálem envelhecem em barris de carva-

lho durante anos e anos

recebe cerca de 120 000 visitantes por ano e de

As caves Porto Cálem

onde os seus Portos partem rumo aos merca- dos de exportação.

os seus Portos partem rumo aos merca- dos de exportação. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo,
os seus Portos partem rumo aos merca- dos de exportação. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo,
os seus Portos partem rumo aos merca- dos de exportação. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo,
os seus Portos partem rumo aos merca- dos de exportação. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo,
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revist@ nº 8, setembro 2015

… for@ de portas

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9º ANO — GERÊS

Nos dias 25 e 26 de junho os alunos do 9º ano do Agrupamento viveram momentos inesquecíveis no Gerês para assinalar a conclusão do seu ensino básico e já com muitas saudades a antever a separação de alguns que seguirão percursos académicos diferentes dos seus. Estes finalistas tiveram oportunidade de realizar atividades radicais em montanha e praia ao longo destes dois dias nunca antes praticadas pela sua grande maioria. Desde labirinto em montanha, percursos pedestres, paintball, slide, rappel, paralelas, tirolesa, canoagem, tiro com arco e zaraba- tana, entre outras… Foi uma autêntica aventura de convívio e camaradagem em contacto com a natureza e em que puseram à prova os seus limites … sempre acompanhados por monitores e pelos seus professores e que irá certamente ficar no seu imaginário para sempre.

5º ANO — AVEIRO

No âmbito dos conteúdos programáticos das disciplinas de História e Geografia de Portugal e Ciências Naturais, os docentes e as diretoras de turma do 5º ano, planificaram uma aula diferente, lecionada em várias salas de aulas e no sumário registaram Visita de Estudo.

A visita ocorreu no dia 21 de maio e foi direcionada para todos os alunos do 5º ano do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro. A motivação para

gosto pelas respetivas disciplinas, a sistematização de conteúdos lecionados, o reforço da cidadania ativa e espírito crítico, o contacto com várias for- mas de património: material, imaterial e ambiental e o convívio entre alunos e professores gizaram os objetivos da visita que se realizou em Aveiro. Os discentes visitaram o Ecomuseu Marinha da Troncalhada e o Museu de Santa Joana e ti- veram ainda oportunidade de um primeiro batismo de mar, com uma pequena viagem a bor- do de um moliceiro que fascinou toda a tripulação.

o

bor- do de um moliceiro que fascinou toda a tripulação. o É ainda de salientar o

É ainda de salientar o envolvimento de alunos e professores na dinamização de iniciativas, no seio da comunidade educativa, no sentido de angariação de fundos que permitiram a partici- pação na visita de alunos mais carenciados economicamente. Mais um ponto forte, a juntar às metodologias implementadas em prol da valorização pessoal

e formativa dos alunos conducente à promoção do sucesso do ensino- aprendizagem.

à promoção do sucesso do ensino - aprendizagem. Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 —

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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revist@ nº 8, setembro 2015 … for@ de portas

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… for@ de portas

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11º ANO—BARCELONA

Durante a interrupção letiva da Páscoa, os alunos de Ciências e Tecno- logias do 11º ano do Agrupamento de Escolas de Oliveira do Bairro tiveram a oportunidade de visitar uma das mais belas cidades euro- peias, Barcelona. Foi uma visita recheada, com uma pitada de ciência com a visita à CosmoCaixa, um Centro de Ciência obrigatório, passeios pela cidade com o que esta tem de mais belo, monumentos, mercados, feirinhas, espetáculos de rua a até uma procissão (esta altura do ano é vivida de forma especial pelos “nuestros Hermanos”) e finalmente uma visita a um Parque de Diversões onde a adrenalina fala mais alto. Regressados da viagem, cansados mas felizes, agora é altura de arre- gaçar as mangas e colocar mãos ao trabalho!

de arre- gaçar as mangas e colocar mãos ao trabalho! CENTRAL HIDROELÉTRICA DA AGUIEIRA—11º ANO No

CENTRAL HIDROELÉTRICA DA AGUIEIRA—11º ANO

No dia 29 de maio de 2015 os alunos do 11º Ano de Ciências e Tecnolo- giaS tiveram a oportunidade de realizar uma saída de campo no âmbito da Biologia e Geologia à localidade de Santa Comba Dão, para observação de uma auréola de metamorfismo de contacto. Nesta aula em campo os alu- nos contactaram com a diversidade das rochas resultantes da atuação dos diferentes graus térmicos na alteração metamórfica dessas rochas. Assim, puderam observar corneanas, xistos grauváquicos e xistos mosqueados. Após um breve almoço ao ar livre nas ruas históricas da localidade, os alunos deslocaram-se a um miradouro onde puderam observar de um ponto privilegiado o serpentear do Rio Dão. A visita prosseguiu durante a tarde na Central de Aproveitamento da Aguieira, onde foi apresentada uma perspetiva histórica da construção da Barragem, seguida de uma explicação detalhada do seu funcionamento, no âmbito da disciplina de Física e Química A. Esta atividade revelou-se de grande interesse, ten- do proporcionado não só uma grande interdiscipli- naridade, assim como também dado destaque aos aspetos científicos, ambientais e económicos relacionados com a ges- tão de energia e de água no nosso país.

com a ges- tão de energia e de água no nosso país. Sede: Rua Dr Acácio
com a ges- tão de energia e de água no nosso país. Sede: Rua Dr Acácio

Sede: Rua Dr Acácio de Azevedo, 28 — 3770-213 Oliveira do Bairro — Tel: +351 234 747 747

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revist@ nº 8, setembro 2015 desporto em revist@ No final do ano lectivo torna -

revist@ nº 8, setembro 2015

desporto em revist@

revist@ nº 8, setembro 2015 desporto em revist@ No final do ano lectivo torna - se

No final do ano lectivo torna-se imperioso fazer um balanço das actividades desenvol- vidas. Os alunos inscritos nas diferentes modalida- des participaram ao longo do ano com enor- me empenho nos treinos, tendo obtido nas concentrações bons resultados, que poderi- am ser ainda melhores se não tivesse havi- do alguns constrangimentos – exiguidade de espaços de treino em virtude das obras na Escola Dr. Acácio de Azevedo e diminuição da assiduidade dos alunos aos treinos à 6ª feira, pelo facto de haver aulas à tarde nesse dia a partir do 2º período. É de enaltecer o comportamento irrepreen- sível de todos os alunos. Boccia – Coletivamente, as duas equipas que representaram o nosso Agrupamento ficaram classificadas em 1º e 2º lugar a nível distrital, apurando -se para o campeonato Regional, disputado em Tondela. Neste, classificaram-se nos 4º e 8º lugares. Individualmente, participamos pela 1ª vez

e 8º lugares. Individualmente, participamos pela 1ª vez no Regional com 3 alunos, tendo obtido o

no Regional com 3 alunos, tendo obtido o 1º, 3º e 4º lugares.

O aluno classificado em 1º Lugar (Flávio

Marques) obteve direito a disputar o Nacio- nal, a realizar em Lisboa durante três dias. Futsal – As três equipas – Infantis masculi- nos e Iniciados Femininos e masculinos - foram campeãs de série, que lhes deu direi-

to

a disputarem a fase final – Apuramento

de

campeão distrital.

As

duas primeiras equipas classificaram-se

em 3º lugar, tendo a equipa de iniciados masculinos obtido o 2º lugar Basquetebol - As duas equipas – Infantis e iniciados classificaram-se em 3º lugar. No Voleibol – a equipa ficou classificada em 2º lugar. Natação – Quatro alunos estiveram presen- tes no Regional. Destes, um foi apurado para o Nacional. Atletismo — um aluno do escalão iniciados masculino esteve presente no Corta-Mato Nacional.