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PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO ACORDAO/DECISÀO MONOCRÁTICA REGISTRADO(A) SOB N°

ACÓRDÃO

IIIIIIIIIIIIIIIII

*Õ2d9429'5 ;

Vistos, relatados e discutidos estes autos de

Recurso Em Sentido Estrito n° 990.08.085820-3, da Comarca

de São Paulo, em que são recorrentes MARCO WILLIANS HERBAS

CAMACHO e ORLANDO MOTA JÚNIOR sendo recorrido MINISTÉRIO

PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO.

 

ACORDAM,

em

6 a

Câmara

de Direito Criminal

do

Tribunal

de Justiça

de

São

Paulo, proferir

a seguinte

decisão:

"NEGARAM

PROVIMENTO

AO

RECURSO.V.U.",

de

conformidade

com

o

voto

do

Relator, que

integra

este

acórdão.

 

O

julgamento

teve

a

participação

dos

Desembargadores RICARDO TUCUNDUVA (Presidente sem voto),

JOSÉ RAUL GAVIÃO DE ALMEIDA E MARCO ANTÔNIO.

São Paulo, 27 de novembro de 2008.

MACHADO DE ANDRADE RELATOR

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RECURSO EM SENTIDO ESTRITO N.° 990.08.085820-3 COMARCA: SÃO PAULO (1 a VARA DO JÚRI) RECORRENTE: ORLANDO MOTA JÚNIOR E OUTRO RECORRIDO: JUSTIÇA PÚBLICA

VOTO N.° 13.150

HOMICÍDIOS QUAUFICADOS. Despronúncia. Ausência de prova de autoria. Impossibilidade. Na dúvida, de rigor remeter-se o exame do caso para o Conselho de Sentença. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. Impossibilidade. Justificativas, dirimentes e as demais hipóteses legais que isentem os réus de pena ou excluam a punibilidade, pressuposto da culpabilidade, só podem ser acolhidas na pronúncia se cristalinamente provadas, o que não é a hipótese dos autos. QUALIFICADORAS. Cabe ao tribunal do Júri, diante dos elementos probatórios a serem produzidos, julgar o réu culpado ou inocente e declarar a incidência ou não das qualificadoras. RECURSOS DESPROVIDOS.

ORLANDO MOTA JÚNIOR e MARCO WILLIANS HERBA CAMACHO foram pronunciados por infração ao disposto no artigo 121, parágrafo 2 o , incisos I, III e IV, por duas vezes, c.c. artigo 29 e artigo 62, inciso I, todos do Código Penal (fls. 1104/1113).

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Demonstrando inconformismo os réus recorrem postulando despronúncia ou absolvição sumária, alegando, em síntese, insuficiência de provas (fls. 1139/1156 e 1158/1174).

 

Mantida

a

r.

decisão

(fls.

1246),

opinou

a

D.

Procuradoria

Geral

de

Justiça

pelo

desprovimento

(fls.

1249/1254).

É o relatório.

Consta da denúncia que os réus, mediante emprego de instrumentos de natureza pérfuro-cortante e corto- contundente, devidamente apreendidos, descritos e periciados às folhas 138/139, deferiram inúmeros golpes em regiões vitais das vítimas, produzindo-lhes as lesões descritas no laudo de exame necroscópico de folhas 120/123.

Desde o início do ano 2000 a Secretaria de Assuntos Penitenciários do Estado de São Paulo vinha combatendo as facções criminosas que se instalaram no sistema penitenciário paulista, reconhecendo publicamente a

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perniciosa presença dessas quadrilhas organizadas em várias penitenciárias.

Uma das estratégias de combate a essas facções era e continua sendo a identificação e separação das principais lideranças e o confinamento delas em unidades penais de segurança máxima.

A transferência de vários líderes da principal quadrilha organizada, que se autodenomina Primeiro Comando da Capital - PCC, para penitenciárias de segurança máxima e até para outros Estados, acabou gerando forte reação, com a mega-rebelião de 18 de fevereiro de 2001, envolvendo 29 estabelecimentos penais, sendo 25 presídios, duas cadeias e dois distritos policiais; em 19 cidades paulistas envolveu cerca de vinte cinco mil presos, fez aproximadamente dez mil reféns e ofereceu imagens espetaculares às emissoras de TV.

Naquela

oportunidade

os

estabelecimentos

que

aderiram ao movimento foram os presídios seguintes:

Tremembé, São Bernardo, Campinas, Hortolândia, Itirapina,

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Araraquara, Ribeirão Preto (Vila Branca e Cadeia 2), Pirajuí, Marília, Presidente Bernardes, Assis, Américo Carvalho, Presidente Wenceslau, Valparaíso, Mirandópolis, São Vicente, Avare I e II, Iperó, Sorocaba, Franco da Rocha, Guarulhos, Casa de Detenção, Penitenciária do Estado, Centro de Detenção Provisória do Belém, Yaras, 20° Distrito Policial da Capital (Água Fria) e 31° Distrito Policial (Carrão).

Referido movimento de rebelião teve seu início sincronizado. Revelando altíssimo grau de organização dos malfeitores que o ordenaram, começando praticamente todos ao mesmo tempo às 12 horas daquele domingo, dia de visita em todos os estabelecimentos.

O movimento dirigido de dentro dos estabelecimentos penitenciários pelos líderes do PCC iniciou- se com a captura dos milhares de reféns, entre os próprios parentes dos presos, mediante emprego de estiletes, facas improvisadas e outros instrumentos, seguiu com a busca nas cozinhas de outros instrumentos e mesmo de armas de fogo

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clandestinamente introduzidas nas penitenciárias pelas mais variadas formas.

Consta que foi a maior rebelião de presos do mundo, o que gerou grande perplexidade da sociedade, com forte repercussão na imprensa nacional e internacional.

Dessa megarrebelião resultou como saldo um total de 20 mortes, a maior parte delas causada pelos próprios presos, dentre as quais as das vítimas Júlio César da Silva e Flávio Barbosa Rodrigues que ora se apura.

Como antecedente direto do caso que ora se apura está a rebelião ocorrida em 17 de dezembro de 2000, um mês antes da mega-rebelião já narrada, ocorrida na Casa de Custódia e Tratamento "Dr. Arnaldo Amado Ferreira", em Ta u bate.

Naquela oportunidade MARCOS WILLIANS HERBAS CAMACHO, IDEMIR CARLOS AMBRÓSIO, ORLANDO MOTA JÚNIOR e JONAS MATHEUS subjugaram

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mediante armas de fogo os agentes de segurança penitenciária Eduardo Batista dos Reis, Benedito Francisco Sales, Ubirajara Borowski e Marcos Juliano Machado Ribas, bem como familiares de diversos presos tomados como refém e ordenaram a outros presos que matassem os reclusos Sideny Bernardo dos Santos, Antônio Vanderlei Duarte, Carlos Roberto da Silva, Max Luiz Gusmão de Oliveira, Edson bezerra do Carmo, Ademar Santos, Wagner Santana Borges, Márcio Sezaretto Magalhães e Antônio Carlos dos Santos. Desses que foram vítimas destaque-se que os três últimos foram decapitados.

Conseqüência dessa rebelião local ocorrida na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté que destruiu considerável parte das instalações daquela unidade prisional foi a transferência de partes dos reclusos para outras unidades prisionais.

Tanto os agressores diretos JOSÉ FELICIANO DE LIMA e LUIZ CARLOS COMBINADO quanto as vítimas Júlio César da Silva e Flávio Barbosa Rodrigues, assim como os

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mandantes MARCO WILLIANS HERBAS CAMACHO, IDEMIR CARLOS AMBRÓSIO, ORLANDO MOTA JÚNIOR e JONAS MATHEUS estavam na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté no dia 17 de dezembro de 2000.

Dos documentos acostados aos autos e que correspondem aos apensos 2 a 6 do presente inquérito e que são cópia do inquérito policial instaurado em Taubaté para apuração daquela rebelião ali ocorrida em 17 de dezembro de 2000, tem-se que vários detentos que estavam jurados de morte naquele presídio, dentre os quais, à guisa de mero exemplo Pedro Rodrigues Filho, vulgo "Pedrinho Matador" e Francisco de Assis Pereira, o famigerado "Maníaco do Parque", apenas não foram mortos por interferência direta dos líderes do PCC, então MARCO WILLIANS HERBAS CAMACHO, IDEMIR CARLOS AMBRÓSIO, ORLANDO MOTA JÚNIOR e JONAS MATHEUS.

Assim também se depreende das declarações dos agentes de segurança penitenciária que foram tomados como

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reféns e que tiveram sua vida garantida pelas lideranças da rebelião.

Assim, a bem da verdade deve-se ressaltar que quem detém o poder de vida ou de morte dentro dos estabelecimentos penitenciários do Estão de São Paulo são os líderes do PCC. Verdade que essa liderança é rotativa, uma vez que a disputa de poder interno - e certamente de zonas de delinqüências externa - são objeto de constante disputa e para sorte da sociedade acaba por vezes eliminando várias das lideranças do PCC de modo definitivo.

Foi o que se deu, por exemplo, com IDEMIR CARLOS AMBRÓSIO e JONAS MATHEUS, vítimas de homicídios, respectivamente em 27 de julho de 2001 e 22 de novembro de 2001, o primeiro no CRP de Taubaté e o segundo na Penitenciária de Araraquara, para onde foram removidos após as rebeliões de Taubaté em 17 de dezembro de 2000 e a megarrebelião em 18 de janeiro de 2001.

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Além da demonstração de poder - sem a qual a influência interna e externa do PCC não se exprime - serviu a rebelião encetada na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté a duas finalidades conforme se depreende da sindicância instaurada para apuração daqueles fatos.

Inicialmente para destruir o anexo da Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté e assim forçar a transferência de presos perigosos e líderes do PCC para outros presídios do Estado, ampliando a já considerável rede de criminalidade interna ao sistema penitenciário paulista.

De outro lado, atendia também aquela rebelião a interesses individuais de alguns líderes, mais notadamente MARCO WILLIANS HERBAS CAMACHO e IDEMIR CARLOS AMBRÓSIO que eram credores de alguns dos presos executados naquela ocasião.

Verdade também que insuficiente aquele momento para cobrar todas as dívidas de todos os devedores, o que motivou, quando da megarrebelião, a ordem para que JOSÉ

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FELICIANO DE LIMA e LUIZ CARLOS COMBINATO matassem as vítimas Júlio César da Silva e Flávio Barbosa Rodrigues.

Quando da rebelião ocorrida em 18 de janeiro de 2001 encontravam-se MARCOS WILLIANS HERBAS CAMACHO, IDEMIR CARLOS AMBRÓSIO, ORLANDO MOTA JÚNIOR e JONAS MATHEUS respectivamente na Penitenciária do Estado, Casa de Detenção, Penitenciária I de Franco da Rocha e Casa de Detenção.

Registre-se para que fique consolidado o grau de organização dos ora denunciados como mandantes, que não apenas nesses, mas para todos os presídios para onde foram enviados membros do PCC, após a rebelião na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté em 17 de dezembro de 2000, também participaram do movimento de rebelião de 18 de janeiro de 2001.

Tal organização foi possível por meio de aparelhos de telefonia celular e por meio desses eram dadas as ordens

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sobre o destino da rebelião e das mortes dos presos, especialmente as de Júlio César da Silva e FIávio Barbosa Rodrigues, levadas a efeito por JOSÉ FELICIANO DE LIMA e LUIZ CARLOS COMBINATO, sob determinação de MARCO WILLIANS HERBAS CAMACHO, IDEMIR CARLOS AMBRÓSIO, ORLANDO MOTA JÚNIOR e JONAS MATHEUS, sendo que todos esses estavam na Casa de Custódia e Tratamento de Taubaté por ocasião da rebelião de 17 de dezembro de 2000. (fls. 02/11).

A

materialidade

dos

crimes

está

demonstrada

através do laudo de exame necroscópico de folhas 120/122.

Sem maiores considerações sobre o conjunto probatório, tarefa essa que incumbe aos Senhores Jurados analisar, por ser o juízo natural para julgar crimes dolosos contra a vida, havendo em "tese" indícios suficientes de autoria e prova da materialidade, a pronúncia é de rigor.

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O réu MARCOS WILLIANS HERBAS CAMACHO

negou seu envolvimento com os crimes apurados no presente feito (fls. 841).

O co-réu ORLANDO MOTA JÚNIOR disse não

conhecer a existência da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (fls. 911).

Em que pese os réus terem negado os fatos a eles imputados, a testemunha Sérgio Lima Nery informou ter ouvido comentários de que as vítimas vieram juradas de morte da Cadeia de Taubaté pelo PCC (fls. 128).

No mesmo sentido as informações prestadas pelas testemunhas Jair Lázaro Branco; Marcos Antônio Hernandes e José Aparecido Barbosa (fls. 129, 130 e 131).

A testemunha

Lúcia de Fátima Gomes Barbosa,

mãe da vítima FIávio, informou que, através de cartas escritas por seu filho, tinha conhecimento que o mesmo recebia ameaças de morte de outros presos ligados ao PCC (fls. 462).

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A testemunha Priscila Barbosa Rodrigues, irmã da vítima Júlio César, informou que recebeu várias cartas de seu irmão onde o mesmo dizia que era constantemente ameaçado de morte por membros do PCC (fls. 464).

A testemunha Ubirajara Borowsli informou que todos os envolvidos estavam presos em Taubaté quando da rebelião ocorrida no ano de 2000, que antecedeu a de janeiro de 2001. Disse que uma das facções que deu origem a rebelião ocorrida em Taubaté seria de MARCO WILLIANS HERBA CAMACHO e que provavelmente as vítimas pertenciam a outra facção (fls. 938).

Oportuno lembrar que nessa fase, o juiz deve ser observar o principio "in dúbio pro societatis", incumbindo aos Senhores Jurados, o reconhecimento ou não da existência do crime.

 

Como se

sabe, a pronúncia

não é decisão

de

mérito,

mas

de caráter

processual,

a tornar

admissível

a

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acusação. Na dúvida, de rigor remeter-se o exame do caso para o Conselho de Sentença.

Sempre oportuno acrescentar que as justificativas, as dirimentes e as demais hipóteses legais que isentem o réu de pena ou excluam a punibilidade, pressuposto da culpabilidade, só podem ser acolhidas na pronúncia se cristalinamente provadas, o que não é a hipótese dos autos.

Havendo necessidade de incursão pelo campo probatório, com sopesamento e confronto de provas, não há que se falar em despronúncia, passando o deslinde da matéria para o Plenário do Júri, a quem compete julgar ou não a procedência da acusação, ex vi de mandamento Constitucional.

Existindo, em "tese", indícios de que os crimes foram cometidos por vingança, meio cruel e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, não há que se falar em exclusão das qualificadoras.

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Há de se ponderar que, "pronunciando o acusado, o juiz mencionará o dispositivo legal em que aquele se acha incurso, especificando as circunstâncias qualificadoras do delito. É indeclinável que a sentença de pronúncia o faça, pois elas mudam o dispositivo legal:

pronunciar, v.g., um réu no art. 121 não é a mesma coisa que fazê-lo no art. 121, §2°, I, do Código Penal. Aliás, o art. 416 contém exigência expressa a respeito da menção das qualificativas.

Mesmo na dúvida sobre elas, deve a sentença acolhê-las para não retirar do júri a possibilidade de apreciá-las, já que se as omitir, é vedado ao libelo articulá- las: "Pronunciando o réu por homicídio simples não pode o libelo articular agravantes qualificadoras" (MAGALHÃES NORONHA, In Curso de Direito Processual Penal, São Paulo, Editora Saraiva, 18 a ed. 1987, p. 250.

No mesmo sentido: FREDERICO MARQUES, In A

1997, pp.

380/381. HERMÍNIO ALBERTO MARQUES PORTO, In Júri,

instituição do Júri, Campinas, Editora Bookseller,

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Procedimentos e aspectos do julgamento, São Paulo, Malheiros Editores, 9 a ed., 1998, pp. 88/89.

A

propósito,

veja-se

a

seguinte

decisão

do

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA:

"PROCESSO PENAL. PRONÚNCIA. HOMICÍDIO. QUALIFICADORAS. EXCLUSÃO.

Não há que se falar em exclusão das qualificadoras pela sentença de pronúncia, exceto quando manifestamente improcedentes, que não se confunde com a de mérito, pois examina os indícios da autoria, a existência do fato e a materialidade do delito, caracterizando o juízo de probabilidade, observado o princípio in dubio pro societatis, enquanto aquela aplica o juízo de certeza, exigido à condenação.

Cabe ao tribunal do Júri, diante dos elementos probatórios a serem produzidos, julgar o réu culpado ou inocente e declarar a incidência ou não das

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qualificadoras". (R.E. n° 132.011/CE - 6 a Turma, relator Ministro FERNANDO GONÇALVES - In DJU de 30/11/98, p.

216).

No mesmo sentido:

STJ, HC n°8.365/RJ, Sexta Turma, Relator. Ministro Vicente Leal, DJU de 22/06/99 STJ, HC n 7.078/RJ, 5 a Turma, Relator Ministro Edson Vidigal, DJU de 03/11/98, p. 180; STJ, RESP n° 14.961/GO, 6 a Turma, Relator Ministro Anselmo Santiago, DJU de 06/04/98, p. 177; RJTJSP 5/349, 20/365, 23/432, 23/427, 24/395, 31/333, 73/313; RT 438/386, 556/316, 559/324, 559/33 1 e 671/311).

Nessa fase marcadamente processual é de todo indevida a análise aprofundada da prova e a edição de Juízo de certeza, tarefa essa delegada aos Senhores Jurados a quem compete proferir ou não ojudicium condenationis.

não

contém qualquer manifestação de mérito da causa, mas

Mesmo porque, a "decisão de pronúncia"

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tão só é o ato pelo qual o magistrado declara a viabilidade da acusação" (JÚLIO FABBRINI MIRABETE, Direito Penal, Editora Atlas, edição 1996, p. 479).

Ante o exposto,

e provimento/ao recurso.

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