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CAVALOS DE TRÓIA: AVIVAMENTOS FALSIFICADOS, IGREJA EMERGENTE, E MOVIMENTOS NOVA ESPIRITUALIDADE (FALSAS) ESTRATÉGIAS DE

CAVALOS DE TRÓIA:

AVIVAMENTOS FALSIFICADOS, IGREJA EMERGENTE, E MOVIMENTOS NOVA ESPIRITUALIDADE

Seminário apresentado na “Geração de Jovens para Cristo” (GYC) em Louisville, Kentucky, de 30/12/2009 a

03/01/2010

por: Samuel Koranteng Pipim, PhD ©

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Introdução Você já ouviu falar de algum dos seguintes termos: Caminhadas de oração e guerreiros

Introdução

Você já ouviu falar de algum dos seguintes termos: Caminhadas de oração e guerreiros de

oração; o labirinto de oração; yoga cristã; disciplina espiritual e formação espiritual; o silêncio e os

espaços sagrados de meditação; oração contemplativa; oração centrante; oração de respiração e

oração de Jesus?

Bem vindo à nova era de espiritualidade mística e seus muitos modos de se encontrar com

Deus. Estes métodos estão sendo criados em igrejas cristãs, organizações de juventude, e instituições

educacionais. Essas novas maneiras de ser “espiritual” poderiam, na verdade, ser o espiritismo à moda

antiga, disfarçado em roupas novas?

Será que estamos sinceramente equivocados a respeito dos “encontros com Deus” da atualidade e

outras tentativas de alcançar níveis mais altos de espiritualidade? Estas coisas poderiam estas coisas

ser “o Ômega” de heresias mortais? Fique informado e alertado sobre os novos cavalos de Tróia

que estão sendo empurrados para dentro de nossas igrejas.

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Cavalos de Tróia – Parte 1 PARTE 1 – O VERDADEIRO AVIVAMENTO: O QUE É

Cavalos de Tróia Parte 1

PARTE 1 O VERDADEIRO AVIVAMENTO: O QUE É E O QUE NÃO É

O cavalo de Tróia. O termo descreve como os antigos gregos utilizaram um grande cavalo

oco de madeira, cheio de soldados para ajudar a destruir a cidade fortificada de Tróia. A frase passou

a se referir a engano e traição disfarçados como uma bênção.

Há muitos cavalos de Tróia invadindo nossa igreja hoje evolução, homossexualismo,

divórcio e novo casamento, novas formas de culto e de crescimento da igreja, a ordenação de anciãos

e pastores, etc. (ver o livro “Here We Stand“). Nossa série de seminários é sobre os Cavalos de Tróia

do Espiritismo, de que têm invadido a Igreja sob o disfarce de espiritualidade. A espiritualidade é a

obra do Espírito Santo no coração do homem, enquanto que o espiritismo é obra de engano de

Satanás. Iremos olhar alguns dos principais cavalos de Tróia do espiritismo que estão sendo trazidos

para dentro da igreja por alguns líderes formadores de opinião e membros com pensamentos bem-

intencionados.

E. G. White escreve: “Ensinos espiritualistas que minam a fé em Deus e em Sua Palavra estão

atualmente penetrando as instituições educativas e as igrejas por toda parte. … mas, se bem que

revestida de belas roupagens, essa teoria é perigosíssimo engano.

separação de Deus “(Ciência do Bom Viver, p. 428).

…. O resultado de aceitá-la é

Este seminário demonstrará como os ensinamentos místicos e espiritualistas são sutilmente

penetrando nas igrejas cristãs, sob o pretexto de reavivamento, espiritualidade e uma abordagem pós

moderna ao cristianismo. Você pode ser surpreendido com para onde os movimentos de igreja

emergente e formação espiritual estão levando a igreja!

Todo mundo está interessado em “reavivamento”

Reavivamento está em toda parte. Fora da igreja, também há muitos movimentos que afirmam ou

pretendem estar em reavivamento. Em nossa própria igreja, há muitas conversas sobre reavivamento

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(retiros de reavivamento, fins de semana, antes das reuniões evangelísticas, etc.) Este interesse no reavivamento

(retiros de reavivamento, fins de semana, antes das reuniões evangelísticas, etc.) Este interesse no

reavivamento poderia ser uma indicação de que Deus está prestes a fazer algo maravilhoso em nosso

tempo um verdadeiro reavivamento de está prestes a despontar.

Verdadeiro Avivamento. “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o

povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos

apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos.”(O Grande Conflito, p.

464).

Mas a conversa sobre reavivamento nos dias de hoje é realmente uma indicação do verdadeiro

avivamento? Ou será que Satanás seqüestrou o termo para o seus propósitos sinistros? Afinal ele

também seqüestrou outros termos cristãos amor, fé, crescimento da igreja, adoração, etc.

Considerando este fato, não deveria ser nenhuma surpresa que Satanás tentaria anular ou sabotar um

verdadeiro movimento do Espírito de Deus.

Falso Reavivamento. “O inimigo das almas deseja estorvar esta obra [de reavivamento]; e antes que

chegue o tempo para tal movimento, esforçar-se-á para impedi-la, introduzindo uma contrafação. Nas

igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, fará parecer que a bênção especial de Deus foi

derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões

exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito.

Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão.”(O Grande

Conflito, p. 464)

É por isso que é importante saber o que o verdadeiro avivamento é e o que ele não é. “Qualquer nova

explosão de atividade na igreja, qualquer nuvem de poeira levantada pelo bater de pés animado, será

saudado como renovação [revitalização] por alguém.” [N.T. – A frase é de Jim Packer, Professor de

Teologia Histórica e Sistemática do Regent College, de Vancouver]

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Noções Erradas Sobre Reavivamento: A seguir estão alguns destaques do perspicaz artigo “Isto é Reavivamento?”

Noções Erradas Sobre Reavivamento: A seguir estão alguns destaques do perspicaz artigo “Isto é

Reavivamento?” de Nancy DeMoss (Nota: Em O Grande Conflito, p. 558, Ellen G. White dá algumas

características adicionais do falso reavivamento).

1. Nem tudo o que é chamado de “reavivamento” é reavivamento.

2. O fato de muitas pessoas estarem falando e promovendo o “reavivamento” não significa

necessariamente que estamos, por isso, em meio a um processo de reavivamento.

3. Grandes multidões, intenso entusiasmo, excitação de emoções, atividade energética, e

“sinais e maravilhas” não são necessariamente prova de reavivamento.

4. O

reavivamento

genuíno

não

será

uma

onda.

Os

assim

chamados

chamados

“reavivamentos” são um movimento popular na igreja de hoje.

5. Devemos precaver-nos contra [a possibilidade de] o “reavivamento” tornar-se apenas

mais um programa popular ou de ênfase [momentânea] na igreja.

6. Reavivamento não é um fim em si mesmo. Essa mentalidade acaba por conduzir à auto-

contemplação, que é uma forma de idolatria. Reavivamento institucional não é substituto

para o reavivamento pessoal.

7. Não existem atalhos para o reavivamento.

8. Podemos estar tão ansiosos para experimentar o fruto do reavivamento que ignoramos as

condições de Deus para o reavivamento: humildade, arrependimento, contrição, oração

e obediência.

9. É improvável que Deus envie o reavivamento para aqueles cujo real motivo do coração

seja construir ou melhorar as suas próprias reputações ou ministérios ou a colher bênção

para si mesmos.

10. O fato de que concordamos sobre a necessidade de arrependimento na igreja não significa

que nós temos, de fato, nos arrependido.

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11. Não há reavivamento onde não há profundo quebrantamento e contrição acerca da seriedade do

11. Não há reavivamento onde não há profundo quebrantamento e contrição acerca da

seriedade do nosso pecado contra um Deus santo.

12. Nem todas as orações e reuniões de oração nos levam a experimentar o [verdadeiro]

reavivamento.

13. Não temos direito de esperar desfrutar os frutos do reavivamento se não estamos dispostos

a pagar pessoalmente o preço por isso.

Portanto, não podemos desvalorizar o termo “reavivamento” aplicando-o prematura ou

descuidadamente a cada movimento religioso contemporâneo. Devemos reservar a sua utilização para

o

que é verdadeiramente enviado dos céus e iniciado por Deus. Temos de descobrir sobre o que trata

o

verdadeiro reavivamento, como experimentá-lo e como ele afeta nossas vidas como estudantes,

jovens e membros da igreja.

Definição de Reavivamento

Há um grupo de palavras que são usadas frequentemente para (ou em associação com)

reavivamento. Eles incluem: renovação espiritual, despertamento, visitação, derramamento do

Espírito, e reforma. Estes termos se referem a metáforas bíblicas para a infusão de vida espiritual, na

experiência cristã pelo Espírito Santo (ver Romanos 6:4; 8:2-11; Efésios 1:17-23; 3:14-19; 5:14) .

Estas palavras carregam a idéia de trazer de volta à vida o que estava morto ou morrendo. É uma

ressurreição da morte para a vida. Talvez o exemplo mais notável desta metáfora é encontrado em

Ezequiel 37. A partir de um estudo deste relato, podemos visualizar a seguinte definição de

avivamento: “Reavivamento é a obra de Deus, através de Sua Palavra e Seu Espírito Santo para trazer à vida

os mortos espiritualmente, para que possam fazer a obra de Deus (‘lutar como um exército’)“.

Dois Tipos de Reavivamento. Há uma distinção entre revitalização e reavivamento, e entre

reavivamento pessoal e institucional.

1.

Revitalização

e Reavivamento. Embora

isso

possa ser um

pouco

artificial,

podemos

ver revitalização como referindo-se à visitação inicial de Deus, que desencadeia a experiência de

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renovação ou de ressurreição. Por outro lado, o reavivamento pode se referir ao estado da

renovação ou de ressurreição. Por outro lado, o reavivamento pode se referir ao estado da revitalização

em que o povo de Deus continua. Podemos chamar a este reavivamento contínuo (este estado de

revitalização) de reforma.

2. Reavivamento Pessoal e Institucional. Reavivamento também pode ser entendido no seu

sentido estrito e amplo. No seu sentido mais restrito, o termo refere-se ao despertamento pessoal de

um indivíduo. No seu sentido amplo, refere-se a uma coletividade, um corpo de pessoas a igreja de

Deus. Assim, temos reavivamento pessoal e reavivamento institucional.

Não pode haver um reavivamento institucional a menos que os indivíduos que constituem a igreja

experimentem o reavivamento pessoal. Mas reavivamentos pessoais ocorrem constantemente sem que

seja parte de qualquer igreja local.

Natureza do Verdadeiro Reavivamento

Existem quatro formas principais pelas quais podemos caracterizar ou descrever o verdadeiro

reavivamento. Quatro coisas acontecem quando uma pessoa é reavivada:

1. O Céu Torna-se Real (Uma Realidade Escatológica). Reavivamento é um gostinho do céu. O

aprofundamento da experiência da vida de uma pessoa durante o reavivamento é um antegozo e uma

primeira parcela do próprio céu.

2. Jesus Torna-se Real (Uma Realidade Cristológica). Jesus também se torna muito real subjetiva e

objetivamente. Em outras palavras, em um verdadeiro reavivamento há uma mudança na vida espiritual

e na vida e ética da pessoa (piedade cristã e estilo de vida cristã). Uma é subjetiva e a outra objetiva.

Subjetivamente, a presença de Cristo é sentida de uma forma muito pessoal. Ele se torna o objeto do

nosso amor pessoal, afeição, dedicação e desejo. Nós nos apaixonamos por ele. Exemplos: O hino de

Fanny Crosby“Que segurança, Jesus é meu”; o de John Newton “Quão doce é o som do nome de Jesus”; o

de Charles Wesley “Jesus, amante da minha alma” e as estrofes finais do hino “Tu, fonte oculta de repouso

tranqüilo”; ou o de Bernard de Clairvaux, “Só ao pensar em ti, Jesus”. [N.T. Os nomes dos hinos foram

traduzidos literalmente, a fim de captar nuances do título original]

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O que há em comum em todas esses cânticos de reavivamento é que Jesus é

O que há em comum em todas esses cânticos de reavivamento é que Jesus é muito real

subjetivamente. Muitas das “músicas de louvor” contemporâneas não podem se comparar com estes

cânticos de outrora. Somente esse fato coloca um ponto de interrogação em nossos reavivamentos

contemporâneos.

No verdadeiro reavivamento, Jesus também se torna muito real objetivamente. Ele é cristocêntrico, no

sentido em que, através de tal reavivamento, o cristão morre com Cristo em arrependimento e

ressuscita com Ele para viver uma vida justa, uma vida de obediência amorosa à lei de Deus. Em

outras palavras, há um componenteético no verdadeiro reavivamento . Há uma mudança no estilo de

vida.

Portanto, quando dizemos que no reavivamento Jesus torna-se real subjetiva e objetivamente, o que

queremos dizer é que essa pessoa reavivada anda com as duas pernas da santidade espiritualidade e

ética.Espiritualidade é o componente subjetivo e ética e o componente objetivo. As duas pernas são

importantes. Sem uma dessas pernas a pessoa manca na sua caminhada espiritual, ou é aleijado.

(Nota: Vou discutir isto em mais detalhes na minha próxima apresentação sobre a verdadeira

espiritualidade).

3. O Espírito Torna-se Real (Realidade Pneumatológica). Uma pessoa verdadeiramente reavivada

vive uma vida no Espírito. O Espírito Santo não só mudou a sua vida, mas habita em seu coração. O

Espírito é dado como um “dom” permanente (Atos 2:38). O indivíduo já não é de si mesmo, mas do

Espírito Santo (I Coríntios 3:16; 6:19).

Quando o Espírito se torna real em uma pessoa reavivada, o resultado não é riso selvagem,

experiências e/ou manifestações exóticas (falar palavras ininteligíveis, cair ao chão, comportamento

bizarro), como é característico de grande parte dos movimentos pentecostais, carismáticos, ou do

movimento de sinais e maravilhas.

Em vez disso, o Espírito torna-se real na vida da pessoa no sentido em que a pessoa não anda segundo

a carne, mas produz o fruto do Espírito. O apóstolo Paulo diz: “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo,

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paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. … Se vivemos em Espírito, andemos também em

paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. … Se vivemos em Espírito,

andemos também em Espírito.”(Gálatas 5:22, 25).

Finalmente, uma pessoa que foi reavivada também recebe o poder do Espírito através da

dotação de dons espirituais específicos (plural), para fazer a obra de Deus ou para testemunhar (I

Coríntios 12; Efésios 4, Romanos 12). Estas pessoas são ativas em ganhar almas e no evangelismo.

5 Acaso estarás sempre irado contra nós? Estenderás a tua ira a todas as gerações?

De acordo com David, quando há reavivamento, a gloriosa presença de Deus “descerá como

chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra.” (Salmo 72:6).

Em segundo lugar, quando o reavivamento é experimentado há uma exaltação do povo de

Deus (Salmos 85:6). A alegria substitui angústia. Há uma verdadeira alegria no Senhor, e não uma

existência sombria, como a vida de um monge (cf. Filipenses).

Tudo isso é possível graças ao trabalho do Espírito na vida do crente. Mas há uma outra

realidade que ocorre quando há um reavivamento.

4. Ganhar Almas Torna-se Real (Realidade Missiológica). A Escritura nos informa que onde há

reavivamento há uma extensão do Reino de Deus o trabalho de ganhar almas ocorre e há um

envolvimento ativo da comunidade para a salvação das almas.

Salmo 51:7-13

7 Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.

8 Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

9 Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.

10 Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

11 Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.

12 Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

13 Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

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Os versículos 7-12 são sobre o reavivamento, o versículo 13 é a razão. O primeiro

Os versículos 7-12 são sobre o reavivamento, o versículo 13 é a razão. O primeiro impulso de

um coração convertido é ganhar almas.

Quando Deus reaviva a igreja, a nova vida transborda do indivíduo para a igreja e da igreja

para os de fora. Há uma conversão de pessoas de fora e uma renovação da sociedade. Os cristãos se

tornam destemidos para testemunhar e incansáveis em seu serviço pelo Salvador. Eles proclamam por

palavras e ação o poder da nova vida, almas são conquistadas, e uma consciência de comunidade

impregnada por valores cristãos emerge. Também em tempos de reavivamento Deus age rapidamente;

sua obra se acelera. A verdade se espalha, e as pessoas nascem de novo e crescem em Cristo, com uma

rapidez incrível.

Nas palavras do profeta Zacarias, que previu isso em termos da restauração pós-exílio de

Israel:

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas

das nações, pegarão, sim, na orla das vestes de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos

ouvido que Deus está convosco.” (Zacarias 8:23)

Resumo: Tal é a natureza do verdadeiro avivamento o céu torna-se real, Jesus torna-se real,

o Espírito Santo torna-se real. O resultado é que Deus abençoa abundantemente o indivíduo, e todos

com quem esta pessoa entra em contato.

Embora os movimentos de reavivamento tenham variado ao longo da história e mesmo de um

lugar

para

outro,

pode-se perceber

algumas

características

chave apresentadas

em

todos

os

reavivamentos, sejam bíblicos ou pós-bíblicos, independentemente das seus contextos históricos,

raciais e culturais.

Quando há um verdadeiro avivamento, os cristãos não apenas vivem na presença de Deus (coram Deo),

obedecendo à Sua palavra e sentindo profunda preocupação acerca do pecado e da justiça, mas há

alegria na certeza do amor de Cristo e de sua própria salvação, espontaneidade constante na adoração,

e atividade incansável no testemunho e serviço, alimentando estas ações através de louvor e oração.

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A Urgência do Agora. “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e

A Urgência do Agora. “Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e a mais

urgente de todas as nossas necessidades. Importa haver diligente esforço para obter a bênção do Senhor”

(Eventos Finais, p. 189).

Chegou o momento de ocorrer uma profunda reforma. Quando essa reforma começar, o espírito de

oração atuará cada crente e banirá da igreja o espírito da discórdia e contenda.” (Testemunhos Para a

Igreja, v. 8 p. 251).

Nossa Responsabilidade em Encorajar o Reavivamento

Temos a obrigação de remover os obstáculos ao reavivamento e reforma. Se, de fato, “haverá um

reavivamento entre o povo de Deus antes dos juízos finais de Deus sobre a terra”(A Fé pela Qual Eu

Vivo, p. 326), entãodevemos fazer parte dele.

Se, de fato, o reavivamento da verdadeira piedade é a “maior e a mais urgente de todas as

nossas necessidades”, temos de torná-la a nossa primeira prioridade;

E se, de fato, “chegou o momento” para tal obra de reavivamento e reforma, devemos nos

permitir ser parte delaagora.

Devemos orar fervorosamente ao Senhor, usando as palavras do refrão de Edwin Orr: “Envie

um reavivamento e comece a obra em mimO verdadeiro reavivamento começa com nosso reconhecimento de

nossa verdadeira condição e com o arrependimento dos nossos pecados. Como o Rei Davi, o líder de Israel,

devemos dizer ” Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus

pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” (Salmo

139:23-24).

Durante esta reunião (e além), cada um de nós deve dizer com o profeta Habacuque:

Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos

faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.” (Habacuque 3:2).

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Cavalos de Tróia – Parte 2 PARTE 2: A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE: CAMINHO DE SANTIDADE Introdução.

Cavalos de Tróia Parte 2

PARTE 2: A VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE: CAMINHO DE SANTIDADE

Introdução. Você já ouviu algum dos seguintes termos: labirinto de oração, oração de Taizé,

disciplinas espirituais, formação espiritual e diretores espirituais? E quanto a encontros com Deus, o

silêncio, espaços sagrados de meditação, oração contemplativa, oração centrante, oração de

respiração e oração de Jesus?

Bem vindo à nova era da interespiritualidade, espiritualidade mística ou contemplativa,

espiritualidade pós moderna, espiritualidade criativa ou redescoberta, formação espiritual, turismo

espiritual, etc. e suas muitas formas de se encontrar com Deus. Atualmente, defendido por advogados

e simpatizantes dos movimentos “sinais e maravilhas”, “igreja emergente” e “renovação da

adoração”, essas novas espiritualidades estão sendo entrelaçadas às crenças e práticas das igrejas

cristãs, organizações de jovens e instituições de ensino.

Não podemos avaliar plenamente o que está acontecendo, até que saibamos o que a Bíblia

ensina sobre a verdadeira espiritualidade.

Esta apresentação acerca da espiritualidade (e a palestra anterior sobre o reavivamento)

formará um pano de fundo para minhas duas apresentações posteriores sobre “Pós Modernismo e a

Não

podemos

distinguir

a

falsificação

menos

saibamos distinguir o original. É por isso que nossas duas primeiras apresentações tratam do

reavivamento da fé e da espiritualidade.

Cavalo de Tróia na Informática.

Em computação, um cavalo de tróia ou trojan para abreviar é um termo usado para

descrever um malware, ou seja, software malicioso criado para se infiltrar ou danificar um sistema de

computador sem o consentimento do proprietário. Um cavalo de Tróia da computação parece, aos

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olhos do usuário, executar uma função desejável, mas, de fato, facilita o acesso não autorizado

olhos do usuário, executar uma função desejável, mas, de fato, facilita o acesso não autorizado ao

sistema do computador do usuário.

Satanás instalou a sua versão enganosa do cavalo de Tróia no sistema operacional do

computador da igreja cristã. Este cavalo de Tróia mortal tem o potencial de eliminar a autêntica

espiritualidade cristã e substituí-la pelo espiritualismo.

A fim de que sejamos capazes de discernir os cavalos de Tróia do espiritualismo que estão

fazendo as suas incursões na igreja, devemos saber o que a Bíblia ensina sobre a espiritualidade

autêntica.

Espiritualidade Cristã

A palavra “espiritualidade” não aparece na Bíblia. No entanto, o conceito é ensinado através

de várias expressões para descrever toda a gama do processo de salvação do passado, do presente e

do futuro.

A salvação é obra divina da libertação. Deus nos salva da morte e nos dá uma nova vida. Há

aspectos do passado, do presente e do futuro nesta libertação ou salvação. Talvez a melhor analogia

para descrever esse processo é a utilização de uma declaração do apóstolo Paulo, na qual ele descreve

uma libertação literal da morte por Deus, enquanto ele (Paulo) estava viajando de Éfeso para Trôade.

Paulo relata sua posição como sendo a de um homem cujo pedido de clemência tinha sido negado e

que estava condenado a morrer. A situação parece tão desesperadora que, quando a libertação

ocorreu, ela era equivalente a uma ressurreição: Deus, que ressuscita os

livrou-nos:

9 Mas já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós,

mas em Deus, que ressuscita os mortos;

10 O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará

ainda (II Coríntios 1:9-10).

A partir do verso 9, vemos que a salvação é uma obra divina. Não podemos salvar a nós mesmos

álcool, fumo, cobiça, luxúria, etc., Deus tem que fazer isso o Deus que ressuscita mortos (cf.

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Ezequiel 37). Além disso, o versículo 10 sugere que existem três tempos da salvação: passado,

Ezequiel 37). Além disso, o versículo 10 sugere que existem três tempos da salvação: passado, presente

e futuro. (Voltaremos a este ponto mais tarde).

A espiritualidade bíblica descreve a maneira como cooperamos com Deus neste processo de

salvação. A Bíblia usa expressões diferentes para nos explicar ou ensinar sobre espiritualidade. Entre

eles estão: uma caminhada com Deus, santidade, justificação, santificação e perfeição. Brevemente

iremos analisar estes termos.

A Espiritualidade Como Caminho de Salvação

Uma expressão frequentemente utilizada para descrever a jornada espiritual de salvação é uma

“caminhada” – a caminhada cristã:

Andar “em novidade de vida” (Romanos 6:4)

“Andar pela fé” (II Coríntios 5:7)

“Andar nEle [Cristo]” (Colossenses 2:6)

“Andar no Espírito” (Gálatas 5:16)

“Andar na luz” (I João 1:7)

“Andar na verdade” (II João 4)

“Andar como filhos da luz” (Efésios 5:8)

A Bíblia usa a imagem de uma “caminhada” para enfatizar o movimento. A vida cristã é

um movimento em direção a uma meta específica. É uma viagem para um destino específico. Este

destino ou objetivo é ser igual a Cristo ou santidade.

Observe que o objetivo da espiritualidade bíblica é ser igual a Cristo. Isso não significa tornar-

se Cristo, mas como Cristo. Significa refletir a vida de Cristo, de amor e humildade, coragem e

domínio próprio, e Sua compaixão e pureza; você reflete o caráter de Cristo. Na espiritualidade, você

busca a santidade. Você não se torna Deus, mas apresenta características divinas.

Em outras palavras, a caminhada cristã ou vida cristã é um processo de crescimento espiritual.

A pessoa que nasceu de novo como filho de Deus não permanece como um bebê. Conforme é

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alimentada pela Palavra de Deus, a criança cresce dia após dia até que amadureça à

alimentada pela Palavra de Deus, a criança cresce dia após dia até que amadureça à plena estatura de

nosso Senhor Jesus Cristo. A experiência cristã nunca é plana ou em um platô. Ou você está crescendo

ou diminuindo. Se você não está crescendo, está regredindo.

Outras expressões.

Outras expressões e imagens usadas no Novo Testamento para esta caminhada cristã ou a

busca de espiritualidade são:

“Seguir a justiça” (I Timóteo 6:11)

Ser “transformado” (Romanos 12:2)

“Aperfeiçoar a santidade” (II Coríntios 7:1)

Crescer “em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15)

“Prosseguir em direção ao alvo” (Filipenses 3:12-15)

Estar “edificado em Cristo” (Colossenses 2:7)

Conservar-se ” firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus” (Colossenses

4:12)

Combater “o bom combate da fé” (I Timóteo 6:12, cf. v. 11)

“Participação da natureza divina” (II Pedro 1:4)

“Crescer na graça” (II Pedro 3:18)

Em suma, a caminhada cristã refere-se a viver uma vida santa ou santificada. Este caminho de

santidade é o único tipo de vida que torna uma pessoa apta para o céu. Assim, encontramos no Antigo

Testamento: “E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”

(Gênesis 5:24).

Espiritualidade como Santidade

A Possibilidade Impossível

Não Se Fala de Santidade. De longe, a expressão que é mais comumente usado para descrever

a espiritualidade bíblica é a santidade. E ainda assim, o ensinamento bíblico sobre a santidade não

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tem recebido qualquer menção, seja boa ou má, da imprensa hoje em dia. Ou não

tem recebido qualquer menção, seja boa ou má, da imprensa hoje em dia. Ou não falamos sobre isso,

ou se o fazemos, nossa discussão sobre o assunto é confusa, se não completamente equivocada. (1)

Entre os muitos livros de auto-ajuda cristã [algum com o título de] “Como Ser Santo”

continua ausente da lista de best-sellers. (na linha de livros sobre como ser feliz, casamento, educar os

filhos, ficar rico, orar, etc.)

Para os não convertidos, o termo santo evoca imagens de monges e freiras definhando em

algum mosteiro sombrio, afastados dos prazeres. Para outros, o chamado à santidade evoca imagens

de um ser celestial vingativo que é duro, arbitrário e pronto para punir seus súditos terrenos pela menor

infração de suas leis morais. Assim, a cultura hedonista e relativista de hoje não quer que ninguém

fale sobre a santidade.

Além dos não-convertidos, alguns cristãos também detestam o ensino bíblico de santidade,

acreditando que este ensinamento anula sua garantia de serem salvos ou justificados pela graça. Para

tais, a santidade evoca imagens de pessoas estranhas ou moralistas, com roupas e penteados fora de

moda, ou mesmo com atitudes condenatórias com relação a todos os que não estão à altura de seus

padrões. Nesta perspectiva, a santidade é sinônimo de formalismo (uma mera conformidade exterior

com regras), ou mesmo com o perfeccionismo ou legalismo (fazer as coisas para ganhar o favor de Deus).

Infelizmente, mesmo dentro de nossas próprias fileiras, há alguns adventistas do sétimo dia,

que também detestam a doutrina bíblica da santidade. Na mente de adventistas “liberais” (que é o

novo rótulo para os adventistas apóstatas do passado), o ensino bíblico sobre a santidade é uma

reminiscência de “nossa herança vitoriana, que foi bem preservado através do trabalho de Ellen G.

White.” Para tais, qualquer pessoa que se atreva a falar sobre santidade é automaticamente desprezada

ou descartada como “fundamentalista”, “legalista”, ou mesmo” fariseu “.

Confusão: Como

resultado

de

mal-entendidos

sobre este

importante

ensinamento

bíblico

de

santidade, muitos adventistas bem intencionados estão hoje confusos sobre o assunto. Esta observação

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é sempre confirmada nos resultados das seguinte série de perguntas que fiz a vários grupos

é sempre confirmada nos resultados das seguinte série de perguntas que fiz a vários grupos de

adventistas, jovens e adultos:

Quantos de vocês acreditam que a santidade é possível em nosso mundo de pecado? Seres humanos fracos,

pecadores, repletos de tendências herdadas e cultivadas para o pecado podem ser verdadeiramente santos no

mundo de hoje?

A resposta para a pergunta acima era sempre esmagadoramente positiva. Quase todos na plateia

indicavam que acreditavam que a santidade é possível. Mas então, quando acentuei a questão através

da aplicação, as respostas foram decepcionantes. Eu perguntei:

Você é santo?

Observe que a questão não é, “Você acredita na santidade?” Nem é, “Você espera ser um dia santo?

A questão é de importância muito maior do que aquilo que uma pessoa pensa ou sente sobre a

santidade, ou mesmo se a Bíblia fala sobre homens e mulheres santos da antiguidade. A pergunta é:

Você se santo, ou não é? Você é santo neste exato momento? Se você pensa que é santo, agora, levante sua

mão.

Normalmente, vejo muito poucas mãos. Quando questiono um pouco mias o porquê da

hesitação da minha platéia em responder afirmativamente às questões específicas, três tipos de grupos

logo surgem.

Três Visões Equivocadas Sobre a Santidade

Toda vez que faço as perguntas acima, existem sempre três tipos de respostas: (1) As pessoas

que fazem alegações presunçosas sobre a sua santidade, (2) Aqueles que, essencialmente, negam que

Deus espera que Seu povo seja santo hoje, e (3) Os que não têm certeza de como responder.

Os dois primeiros pontos de vista estão errados, e o último é lamentável.

1. Afirmar orgulhosamente que é santo. O primeiro grande erro que fazemos sobre a santidade é se

vangloriar de a ter conseguido. Contrariamente a essa visão equivocada, a Bíblia ensina que os

verdadeiros cristãos nunca fazem reivindicações arrogantes sobre sua própria santidade, perfeição ou

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impecabilidade. Quando compreendemos plenamente a natureza espiritual da lei moral de Deus, descobriremos a nossa

impecabilidade. Quando compreendemos plenamente a natureza espiritual da lei moral de Deus,

descobriremos a nossa verdadeira condição pecaminosa o quanto estamos aquém das expectativas

de Deus e de quanto precisamos diariamente nos arrepender e pedir ajuda a Deus.

O apóstolo João, portanto, escreveu:

“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós…

Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (I João

1:8, 10).

Ellen White também advertiu que nunca é seguro para nós reivindicar orgulhosamente santidade:

“Que os que se sentem inclinados a fazer alta profissão de santidade se contemplem no espelho da lei de

Deus, que nos desvenda os defeitos de nosso caráter. Aqueles que vêem os abrangentes reclamos da lei de

Deus, aqueles que compreendem que é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração, não se

atreverão a gabar-se de impecabilidade, e de aventurar-se a declarar: ‘Eu sou perfeito, eu sou santo.’ ‘Se

[nós]’, diz João, não se apartando de seus irmãos ‘dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós

mesmos, e não há verdade em nós.’ ‘Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra

não está em nós.’ ‘Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos

purificar de toda a injustiça.’ (The Signs of the Times, 23 de maio de 1895, par. 10).

Novamente, ela escreveu:

“Ninguém que tenha uma apreciação da veracidade da lei de Deus reivindicará um caráter exaltado de si

mesmo. Nossa verdadeira posição, e a única na qual há alguma segurança, é a de arrependimento e

confissão dos pecados diante de Deus. … Quando o conflito da vida terminar, quando a armadura for

deposta aos pés de Jesus, quando os santos de Deus forem glorificados, então, e só então, será seguro afirmar

que estamos salvos e sem pecado. A verdadeira santificação não levará qualquer ser humano pronunciar-se

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santo, sem pecado, e perfeito. Que o Senhor proclame a verdade acerca do seu caráter.

santo, sem pecado, e perfeito. Que o Senhor proclame a verdade acerca do seu caráter.” (The Signs of the

Times, 16 de maio de 1895)

Essas declarações não questionam a nossa garantia de salvação a qual é alicerçada somente

nos méritos de Cristo. Pelo contrário, são advertências contra a noção complacente de “uma vez salvo,

salvo para sempre.Quanto mais intimamente você conhece o Senhor, mais vê o seu pecado. Quando

o profeta Isaías viu a glória de Deus, exclamou: “Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de

lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos

Exércitos.” (Isaías 6:5)

Um verdadeiro cristão sempre reconhece que “todos nós somos como o imundo, e todas as

nossas justiças como trapo da imundícia” (Isaías 64:6). É por isso que Ellen White explica que, “Quanto

mais perto vos chegardes de Jesus, tanto mais cheio de faltas parecereis aos vossos olhos; porque vossa

visão será mais clara e vossas imperfeições se verão em amplo e vivo contraste com Sua natureza

perfeita. Isto é prova de que os enganos de Satanás perderam seu poder.” (Caminho a Cristo, p. 64).

Assim, não há espaço, a qualquer momento, para que um cristão se orgulhe de sua perfeição e

impecabilidade. Se houve alguém que poderia fazer uma afirmação arrogante de santidade ou

perfeição, seria o apóstolo Paulo. Afinal, em II Coríntios 12, somos informados como lhe foi dado o

privilégio único de ser levado a ver e ouvir coisas no terceiro céu. Ele próprio escreveu sobre como

viver uma vida santa, irrepreensível e perfeita (I Tessalonicenses 2:10).

E ainda assim, em Filipenses 3:12 este exaltado apóstolo confessou que não tinha atingido a

perfeição: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para

o que fui também preso por Cristo Jesus.” (Filipenses 3:12)

Ellen G. White escreve:

“A atitude de Paulo é a atitude a ser tomada por cada um dos seguidores de Cristo; pois devemos estar

sempre nos esforçando em nosso caminho, lutando sob a lei pela coroa da imortalidade. Ninguém pode

afirmar ser perfeito. Que os anjos relatores escrevam a história das santas lutas e pelejas do povo de Deus;

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que anotem as orações e lágrimas; mas não permitamos que Deus seja desonrado pela declaração

que anotem as orações e lágrimas; mas não permitamos que Deus seja desonrado pela declaração de lábios

humanos: “Estou sem pecado; sou santo.” Lábios santificados nunca pronunciarão palavras de tanta

presunção. O apóstolo Paulo havia sido arrebatado até o terceiro Céu, e tinha visto e ouvido coisas que não

poderiam ser proferidas; contudo, sua humilde afirmação é: “Não que já a tenha alcançado, ou que seja

perfeito; mas prossigo.” Filipenses 3:12. Que os anjos do Céu escrevam as vitórias de Paulo ao combater o

bom combate da fé. Que o Céu se rejubile em sua marcha firme rumo do Céu e que, ao manter ele em vista

o prêmio, considere tudo o mais como escória. Que os anjos se regozijem ao contar seus triunfos, mas que

Paulo não se vanglorie de suas conquistas.” (The Signs of the Times, 23 de maio de 1895, par. 9).

De fato, a mais clara evidência de que uma pessoa não é santa ou perfeita é quando ela faz tal

reivindicação. Jó escreveu:

“Se eu me justificar, a minha boca me condenará; se for perfeito, então ela me declarará perverso. Se for

perfeito, não estimo a minha alma; desprezo a minha vida.” (Jó 9:20-21).

2. Negar as exigência de Deus por santidade.

A segunda visão equivocada da santidade é a negação da exigência de Deus para que Seu povo

seja santo. Contrariando tal ensinamento, a Bíblia ensina claramente que Deus espera que Seu povo

seja santo e santificado, ou perfeito. Deixe-me compartilhar com vocês algumas passagens bíblicas

pertinentes:

1. A santidade é necessária para a salvação (Hebreus 12:14)

2. Santidade é a vontade de Deus para nossas vidas. (1 Tessalonicenses 5:3)

3. A santidade é um mandamento do Senhor. (I Pedro 1:15-16; Mateus 5:48)

4. Jesus morreu para que possamos ser santos (II Coríntios 7:1; Efésios 5:25-26; Tito 2:14)

5. Santidade ou santificação significa simplesmente piedade, ou revelar o caráter de Cristo

em um mundo pecaminoso (Filipenses 2:13-15; NVI)

6. Santidade é a preparação que precisamos para a segunda vinda de Cristo (Tito 2:11-14,

NVI)

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7. Santidade é a polarização nos últimos dias. (Apocalipse 22:11). A polarização ou divisão dos

7. Santidade é a polarização nos últimos dias. (Apocalipse 22:11).

A polarização ou divisão dos últimos dias no mundo e na igreja será acerca da santidade. E

esta crise acerca da santidade será a respeito da lei moral de Deus. O teste final levantará os seguintes

tipos de perguntas: Há absolutos morais divinamente prescritos para governar as decisões e condutas humanas?

Podem os seres humanos obedecer a Deus com amor e fidelidade, mesmo no meio de coerção, tortura ou

perseguição?

Enquanto a esmagadora maioria das pessoas ignorará os absolutos morais universais de Deus,

sustentando que os Dez Mandamentos de Deus não são realmente mandamentos, mas apenas sugestões,

haverá

um

povo

que

com

fidelidade

e

amor

servirão

ao

Senhor,

independentemente

das

consequências. O Senhor apontará para este povo e dizerá a todo o universo:

“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé

em Jesus.” (Apocalipse 14:12).

Apocalipse 13:15-17 e Apocalipse 14:9-11 (a advertência contra adorar a besta e receber a sua

marca e número) ensinam que em última análise, a crise de santidade nos últimos dias será acerca da

adoração a quem você adora, por que você adora, como você adora e quando você adora. Em suma,

será acerca do diaque você adora e também a forma como você adora.

A Polarização/Sacudidura Começou.

A polarização ou divisão dos últimos dias no mundo e na igreja será acerca da santidade. Esta

polarização ou sacudidura já começou na igreja. Os adventistas do sétimo dia chamam este processo

de sacudidura ou peneiramento.

Esta polarização entre os dois campos se torna mais clara e mais ampla a cada dia que passa.

Enquanto que no passado as coisas eram difusas, hoje a diferença entre a verdade e o erro, entre a

piedade e a mundanidade, entre a luz e as trevas, está se tornando muito clara para que todos vejam.

Cada vez que você ouvir que há polarização ou divisão na igreja, ela simplesmente evidencia o fato

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de que a sacudidura ou peneiramento está acontecendo. E cada um de nós terá que

de que a sacudidura ou peneiramento está acontecendo. E cada um de nós terá que optar por pertencer

a um grupo ou outro. Não há neutralidade.

Note como Ellen White descreve os dois grupos em O Grande Conflito:

“O poder da piedade quase desapareceu de muitas das igrejas. Piqueniques, representações

teatrais nas igrejas, quermesses, casas elegantes, ostentação pessoal, desviaram de Deus os

pensamentos. Terras e bens, e ocupações mundanas absorvem a mente, e as coisas de interesse

eterno mal recebem atenção passageira.” (O Grande Conflito, pp. 463-464).

Mas observe as próximas frases:

Apesar do generalizado declínio da fé e da piedade, há verdadeiros seguidores de Cristo nestas

igrejas [populares]. Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo

do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos

apostólicos.” (O Grande Conflito, p. 464).

É, portanto, encorajador que em meio ao mundanismo generalizada que está varrendo nossas

igrejas hoje, há também uma busca pela santidade. Reunimo-nos aqui hoje, porque estamos buscando,

pela graça de Deus, o reavivamento da primitiva piedade que caracterizará o povo de Deus nos

últimos dias.

3. Incerteza sobre a santidade.

Normalmente, muito poucas mãos sobem sempre que faço a pergunta direta: “Você é santo, ou

não é? Você é santo neste exato momento?” Além das duas razões equivocadas que levam à hesitação em

responder a esta pergunta, a razão final é que muitos simplesmente não têm a certeza de como

responder a esse tipo de pergunta.

Mas não precisamos ficar em incerteza acerca do ensino bíblico sobre a santidade. A Palavra

de Deus nos assegura que, independentemente do como pode ter sido nosso passado, Deus pode

tomar-nos, seres humanos pecadores

desonestos, imorais, orgulhosos, medrosos, violentos,

intemperantes, e selvagens e transformar-nos tão completamente que podemos realmente refletir o

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caráter de um Deus santo! Deus pode realmente tornar-nos e manter-nos limpos ou puros (Judas

caráter de um Deus santo! Deus pode realmente tornar-nos e manter-nos limpos ou puros (Judas 24, 25,

Filipenses 2:13-15)! É isto que a santidade significa.

O

processo

único

pelo

qual

os

pecadores são transformados

em

santos

é chamado

de santificação, o resultado deste processo é a santidade, e o Agente divino responsável por essa

operação milagrosa é chamado de Espírito Santo (Tito 3:3-5). Ele pode fazer isso porque Ele próprio

é santo!

A santidade cristã é, portanto, o ensinamento bíblico de que, dentro das limitações da nossa

humanidade, a graça santificante de Deus é capaz de nos capacitar a superar tanto as nossas

tendências herdadas quanto as cultivadas para o pecado e, portanto, a vivermos vidas cristãs vitoriosas

através do poder transformador do Espírito Santo. Estas são boas novas [evangelho]!

Esta breve contextualização deve fazer-nos querer estudar um pouco mais sobre a santidade

bíblica sem medo do termo. Temos de descobrir o significado e as implicações dessa doutrina para a

nossas vidas hoje.

Entendendo a Santidade Bíblica

O substantivo santidade, juntamente com o adjetivo santo e o verbo santificar, pertencem a um

grupo único de palavras no hebraico e no grego. Em ambas as línguas bíblicas as palavras carregam o

significado de separar algo, ou porque tem um valor extraordinário, ou porque é usado por Deus para algum

propósito extraordinariamente especial. Assim, embora os acadêmicos façam, por vezes, uma distinção

entre santificação (o processo de tornar-se santo) e santidade (o estado de ser santificado), os dois

termos podem ser vistos como equivalentes funcionais.

Quando a Escritura repetidamente enfatiza a santidade como um atributo de Deus (Levítico 19:2,

Isaías 6:3; Apocalipse 4:8), isso significa que “Deus é puro e moralmente perfeito, com um grau de

pureza para além de qualquer conceito que possamos ter. Ele é ‘separado’ no sentido de que está

afastado do pecado e do mal; Ele é moralmente impecável. Portanto, Ele é o padrão final e perfeito

do certo e errado.” (2)

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As coisas e as pessoas não são santos em si – exceto quando eles estão

As coisas e as pessoas não são santos em si exceto quando eles estão associados com, ou

consagrados ao serviço de um Deus Santo. No que se refere aos seres humanos, os participantes do

povo de Deus são chamados de “separados” ou “santos” porque se separaram do mundo e seus

caminhos para uma vida de serviço e obediência a Deus (Êxodo 19:6; Levítico 20:24; I Pedro 2:9;

Colossenses 3:12).

Uma Definição de Santidade

“Santidade … é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda a palavra que sai da boca

de Deus; é fazer a vontade de nosso Pai celestial; é confiar em Deus na provação, tanto nas trevas

como na luz; é andar pela fé e não pela vista; é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança,

descansando em Seu amor. “(Atos dos Apóstolos, p. 51).

Tornando-se e Permanecendo Santo

Como pode um indivíduo bêbado, mentiroso, adúltero, orgulhoso e mal-humorado se tornar

santo? Como um pecador pode ser santo? E como ele continua santo?

A Bíblia ensina que nos tornamos e permanecemos santos não por beber um pouco de água

benta, não indo a alguém para que coloque as mãos sobre você, não saindo em longas peregrinações;

queimando incenso, cânticos ou experiência mística, não através de exercícios de ioga cristã de

respiração ou meditação. Mas, ao contrário, dois processos gêmeos chamados de justificação e

santificação fornecem a resposta.

1. Justificação.

Você se torna santo, no momento em que o Espírito Santo leva você a se arrepender dos seus pecados

e entregar a vida a Jesus Cristo. Naquele mesmo instante, seus pecados estão perdoados, e você será

salvo da culpa do pecado. Está declarado “inocente”, não porque seja inocente (no sentido de ser

“inocente das acusações”), mas porque foi perdoado. A vida perfeita e irrepreensível de Cristo é

creditada em sua conta. Não mais condenado à morte, você é “justificado” pela graça de Deus e

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restaurado ao favor de Deus. A justificação não pode ser conquistada – é um dom

restaurado ao favor de Deus. A justificação não pode ser conquistada é um dom gratuito (Romanos

5:16) que só pode ser recebido pela fé.

Ao justificar o pecador, Deus o absolve, declara-o justo, considera-o como justo, e passa a tratá-lo como um

homem justo. Justificação é o ato de absolvição e a declaração de que um estado de justiça existe. Acusações

de irregularidades foram canceladas, e o pecador, agora justificado, é levado a um relacionamento justo

com Deus, que Paulo descreve como estando em “paz com Deus” (Romanos 5:1) (SDA Bible Commentary,

vol. 8, p. 616 -617).

É neste sentido da justificação de que uma pessoa pode dizer com confiança que está salva.

Justificação nos dá a certeza da salvação.

11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.

12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida

13 Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que

tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. (1 João 5:11-13) (3)

2. Santificação.

Mas o Espírito Santo faz mais do que salvar você de seus pecados passados. Ele também o

salva do poder ou do domínio do pecado. Ele começa outro trabalho extraordinário de evitar que

você, dia a dia, caia em pecado. O processo é chamado de santificação, e a finalidade é tornar-nos

“participantes da santidade” (Hebreus 12:10, Efésios 1:4, I Pedro 1:2).

Justificação e santificação dois processos na salvação são os meios pelos quais uma pessoa

se

torna

santa

e

é

mantida

santa.

Uma

pessoa se

torna santa

através

da

justificação,

e

ela permanece santa pela santificação. Ambos os processos na salvação são operações do Espírito Santo

na vida de uma pessoa. Justificação descreve a obra do Espírito por nós, e santificação é a Sua obra em

nós.

Observe que, embora os termos justificação e santificação descrevam duas diferentes operações do

Espírito Santo, os dois estão sempre juntos.

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3. Glorificação. Nunca há um momento em que uma pessoa possa alegar que chegou [ao

3. Glorificação.

Nunca há um momento em que uma pessoa possa alegar que chegou [ao seu objetivo].

Embora a salvação do cristão esteja assegurada (através da graça justificadora de Cristo), e embora a

salvação do crente esteja sendo mantida (através da graça santificadora de Cristo), há um aspecto

futuro da salvação quando o nosso Senhor e Salvador virá nos salvar deste mundo (um ato que

podemos chamar de a graça glorificadora de Cristo) a glorificação.

Veja como o apóstolo Paulo descreve esses três tempos da salvação através de Cristo:

“O

qual

nos livrou de

tão

grande

morte,

nos livrará ainda” (2 Coríntios 1:10).

e livra;

em

quem

esperamos

que

também

A salvação tem três tempos: passado, presente e futuro. Glorificação descreve o futuro da

salvação (cf. Romanos 8). É nessa fase da salvação que Jesus vem para nos levar para casa, quando

finalmente habitaremos na presença de Deus para sempre é quando podemos dizer que chegamos.

Mesmo então, vamos continuar crescendo à medida que contemplamos o incomparável caráter de

Deus.

Em suma, a santidade é a meta da nossa redenção. Como Cristo morreu para que fôssemos

justificados, assim também somos justificados a fim de que possamos ser separados e santificados.

Ambas as realidades apontam para a realidade escatológica quando seremos glorificados e levados

à Sua presença (Apocalipse 21:1-5)

Analogias para Entender a Santidade

1. Santidade Como Uma Escola.

Santidade é como uma escola na qual nunca nos formamos. É um processo educacional planejado

por Deus para reconstruir, remodelar e aperfeiçoar-nos progressivamente em conformidade com o

Seu próprio caráter. Como toda boa escola, também precisamos de bons professores, livros, padrões,

objetivos, companheiros, ajudantes e exemplos na escola de santidade.

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 Os nossos professores são a Santíssima Trindade; como Deus o Pai, o Filho e

Os nossos professores são a Santíssima Trindade; como Deus o Pai, o Filho e o Espírito

Santo são santos, podem fazer-nos santos, se mantivermos um relacionamento correto

com eles.

Nosso livro é a Sagrada Escritura (II Timóteo 3:15); não livros humanos, opiniões,

revistas inúteis, revistas vulgares, etc. (devemos pregar e estudar a Palavra, não sermões

da Internet, brincadeiras, etc.)

Nosso padrão é a santa Lei (Romanos 7:12); não nos compararmos uns aos outros.

Nosso objetivo para esta educação é o serviço santo (Romanos 12:1-2, Lucas 1:74-75);

nossas profissões, ocupações, os talentos são todos para um serviço santo.

Nossos colaboradores e companheiros são os santos anjos (Apocalipse 14:10), e

Nosso exemplo é Jesus Cristo, “o Santo” (Atos 3:14; Marcos 1:24; cf. 4:30; I Pedro 2:21-

23)

Na escola de santidade de Deus, cada coisa que experimentamos na vida suas alegrias e

tristezas, suas realizações e decepções, suas esperanças e desespero são todos parte do currículo de

Deus para moldar nosso caráter em conformidade com a imagem moral de nosso Senhor Jesus Cristo

(Hebreus 12:5-11; Romanos 8:28-39).

2. Santidade Como Uma Caminhada Espiritual.

Também

podemos

descrever a

santidade

como uma

caminhada

espiritual com

duas

pernas: Espiritualidade e Ética. Sem uma dessas pernas, uma pessoa é manca na sua caminhada

espiritual, ou é aleijada.

Por um lado, a espiritualidade (ou a piedade cristã) se preocupa com as coisas que incentivam

e promovem o desenvolvimento de um relacionamento significativo com Cristo. Inclui aspectos íntimos

da vida cristã tais como oração, meditação, jejum, música, adoração, estudo devocional das

Escrituras, a simplicidade na vida, etc.

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Ética (ou estilo de vida cristã), por outro lado, lida com os aspectos exteriores da

Ética (ou estilo de vida cristã), por outro lado, lida com os aspectos exteriores da vida cristã

que mostram umcompromisso com Cristo. Ela se preocupa com delinear padrões morais de Deus,

determinando Sua vontade revelada, e o desenvolvimento e demonstração de qualidades divinas, tais

como veracidade, honestidade, integridade, domínio próprio, compaixão, pureza, etc.

Enquanto a ética lida com o que da santidade, a espiritualidade aborda o como da santidade. Ética

éprescritiva, preocupando-se com a base sobre a qual as decisões e ações humanas são julgadas como

moralmente certas ou moralmente erradas. Espiritualidade é descritiva, e explora como viver uma vida

moralmente correta em um mundo pecaminoso.

Outra maneira de dizer isso é que a ética é fazer com amor a vontade de Deus. A espiritualidade

é apropriar-se da provisão de Deus para nos restaurar à harmonia com Ele; é aprender a obedecer.

Usando a analogia de uma árvore, a espiritualidade está afundando as suas raízes no solo profundo e

seaprofundando; ética está crescendo em altura.

Sem ética, a espiritualidade é corrompida em antinomismo, insensibilidade ou uma religião

privatizada que está mais preocupado em experimentar a presença de Deus do que guardar a Sua lei.

E, sem espiritualidade, a ética é corrompida em formalismo, o legalismo e orgulho farisaico.

3. Santidade Como a Ciência da Ética.

A santidade é um convite a um estilo de vida ético. É cultivar um caráter que seja honesto,

justo e moralmente correto. É fazer o que é moralmente certo e evitar o que Deus tem revelado como

moralmente errado. “Aqueles que são verdadeiramente santificados não ostentarão sua própria

opinião como uma norma do bem ou do mal.” (Santificação, p. 9).

Ellen G. White se refere à ética como “a ciência da santidade”: “A ética incutida pelo

evangelho não reconhece qualquer padrão além da perfeição da mente de Deus, da vontade de Deus.

Deus requer de Suas criaturas conformidade à Sua vontade. A imperfeição de caráter é pecado e o

pecado é a transgressão da lei. Todos os justos atributos de caráter habitam em Deus como um todo

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perfeito e harmonioso. Todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o privilégio

perfeito e harmonioso. Todo aquele que aceita a Cristo como Salvador pessoal, tem o privilégio de

possuir estes atributos. Esta é a ciência da santidade” (Testemunhos Para a Igreja, v. 7 p. 276, grifo meu).

Através do poder santificador do Espírito Santo, somos capacitados a viver uma vida de

santidade

ética,

demonstrando

as

benignidade,

bondade,

fidelidade,

virtudes

cristãs

mansidão,

etc.

como

amor,

(Gálatas

5:22).

alegria,

paz,

longanimidade,

Também

somos

levados

a

desenvolver a “mente de Cristo”, definida pelo apóstolo Paulo como o cultivo da humildade

abnegada, serviço de sacrifício e obediência mesmo até à morte (Filipenses 2:1-11). Como pessoas que

estão sendo santificadas, também nutrimos os princípios do Reino, conforme enunciado por Cristo

no Sermão da Montanha pobreza de espírito, mansidão, ser misericordioso, pacificador, etc.

(Mateus 5:1-10). Alimentamos os famintos, ajudamos o estrangeiro, vestimos os nus, visitamos os

doentes (Mateus 25:31-46).

4. Santidade Como Uma Caminhada de Perfeição.

Até agora, estivemos explicando o significado da caminhada cristã, usando termos diferentes

santidade ou santificação. Há um termo final, devemos discutir brevemente. É a palavra perfeição.

Em Seu Sermão da Montanha, Jesus disse: “Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso

Pai que está nos céus.” (Mateus 5:48). Mas o que significa ser perfeito?

Perfeição significa simplesmente andar no temor de Deus, viver em retidão e evitar o mal. Ao

longo dos tempos bíblicos, Deus sempre esperava que aqueles que adoravam mantivessem este tipo

de caminhada com ele. Se a pessoa mantém uma caminhada tão constante com o Senhor, a Bíblia

descreve essa pessoa como perfeita.

Por exemplo, em Gênesis 6:8-9, lemos: “Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor. … Noé era

homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus” (Gênesis 6:9).

Observe que a razão pela qual Noé foi considerado um homem justo e perfeito foi porque ele

“andava com Deus.” Ter encontrado graça aos olhos do Senhor (v. 8), ele caminhava no temor do

Senhor.

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Outro exemplo que podemos usar é Abraão: “ anda em minha presença e sê perfeito.

Outro exemplo que podemos usar é Abraão: “anda em minha presença e sê perfeito.” (Gênesis

17:1). Observe mais uma vez que a perfeição cristã está ligada a um constante “andar com Deus.” Ser

perfeito não quer dizer que uma pessoa tem, necessariamente, chegamos ao ponto de maturidade

completa. Em vez disso, simplesmente significa que o indivíduo, pela graça de Deus, fez um

compromisso com o Senhor e, portanto, está vivendo diariamente na luz que Deus lhe revelou.

Ilustração:

Enraizados em Cristo, devemos crescer como a pequena semente que germina a partir do solo.

Quando ela começa a crescer, há primeiro a erva, depois a espiga, depois que o grão cheio na espiga.

Enquanto a planta está respondendo a todos os recursos disponíveis para o seu desenvolvimento, é

considerada perfeita em cada fase de seu crescimento. Assim é com a vida cristã. Ellen White explica:

“Não podemos esperar santificação instantânea, mas devemos crescer como o grão, como representado por

Cristo primeiro a erva, depois a espiga, e então o grão cheio e assim aperfeiçoar o caráter cristão.

Devemos nos tornar sábios e diligentes para saber qual é nosso dever e então andar em obediência à santa

vontade de Deus” (Manuscript Releases, vol. 3. p. 68,1).

“O crescimento do caráter cristão é gradual – como o avanço da planta natural, através de vários estágios

de desenvolvimento. Mas não obstante o progresso é contínuo. Como na natureza, assim é na graça, a

planta deve crescer ou morrer.”

“Dia a dia a influência santificadora do Espírito de Deus leva de forma quase imperceptível aqueles que

amam os caminhos da verdade rumo à perfeição da justiça, até que finalmente a alma está madura para a

colheita, o trabalho da vida é terminado e Deus reúne seus grãos . Não existe um período na vida cristã,

quando não há mais a aprender, conquistas maiores a alcançar. Santificação é a obra de uma vida inteira.

Primeiro a erva, depois a espiga, então o grão cheio na espiga e em seguida a maturação e a colheita; pois

quando o fruto está perfeito, ele está pronto para a foice” (Espírito de Profecia, vol. 2, pp. 243-244).

E assim, quando a Bíblia descreve uma pessoa como perfeita, isso não significa que a pessoa

chegou a um estágio em sua vida onde não possa crescer ainda mais. Pelo contrário, significa

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simplesmente que essa pessoa anda no temor do Senhor, vivendo em toda a luz que

simplesmente que essa pessoa anda no temor do Senhor, vivendo em toda a luz que conhece. O amor

dessa pessoa pelo Senhor leva-a a amar a justiça e evitar o mal. Tal pessoa servirá a Deus,

independentemente das provações que possam vir seja perda, doença ou morte.

Jó, Um Homem Perfeito. Um nobre exemplo de um homem perfeito é Jó. A Bíblia explica

que o motivo pelo qual Jó foi considerado por Deus como um “homem perfeito”, foi porque ele andou

no temor de Deus, vivendo uma vida correta e evitando o mal. Ele estava disposto a seguir a Deus

não importa o que acontecesse. (Jó 1:1 e 8; 2:03).

Santidade é Uma Vida de Entrega Total

A pessoa que embarca na viagem cristã deve viver uma vida santa ou santificada. Tal vida é

marcada por uma vida de humildade, expressa por uma entrega absoluta à vontade de Deus.

“Santidade

uma inteira entrega da vontade a Deus; é viver de toda palavra que procede da

boca de Deus; é fazer a vontade de nosso Pai celestial; é confiar em Deus na provação, na treva,

assim como na luz; é andar pela fé e não pela vista, é confiar em Deus com indiscutível

confiança, descansando em Seu amor “(Filhos e Filhas de Deus, p. 155).

Uma vida assim é melhor exemplificada por nosso Senhor Jesus Cristo, o perfeito exemplo do cristão:

“Jesus era um modelo perfeito daquilo que devemos ser,

Ele foi o mais rigoroso observador da lei de Seu Pai, e ainda assim movia-se em perfeita liberdade.

Ele tinha todo o fervor do entusiasta, e ainda assim era calmo, sóbrio e seguro de si.

Ele foi elevado acima dos assuntos comuns do mundo, e ainda assim não Se excluiu da sociedade.

Ele jantou com publicanos e pecadores, brincou com criancinhas, tomou-as em Seus braços e as

abençoou.

Ele honrou o casamento com sua presença.

Ele derramou lágrimas no túmulo de Lázaro.

Ele era um amante do belo na natureza e usava os lírios para ilustrar o valor da simplicidade natural aos

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olhos de Deus, acima de exibição artificial. Ele usou a profissão de lavrador para ilustrar

olhos de Deus, acima de exibição artificial.

Ele usou a profissão de lavrador para ilustrar as verdades mais sublimes …

“Seu zelo nunca degenerou em paixão, nem a sua consistência em obstinação egoísta.

Sua benevolência nunca tinha o sabor da fraqueza nem Sua simpatia o do sentimentalismo.

Ele combinou a inocência e a simplicidade da criança com a força viril,

[Ele combinou uma] devoção absorvente a Deus com terno amor pelo ser humano.

Ele possuía dignidade da autoridade combinada com a conquistadora graça da humildade.

Ele manifestou inabalável firmeza com doçura.

Que possamos viver diariamente em íntima ligação com este personagem, perfeito e sem erros.

“Não temos seis padrões a seguir, nem cinco; temos apenas um, e que é Cristo Jesus.”

(Nos Lugares Celestiais, p. 54)

Que o Senhor nos ajude a caminhar o caminho da santidade.

Espiritualidade Bíblica: O Software Antivírus

Satanás instalou a sua versão enganosa do cavalo de Tróia no sistema operacional do

computador da igreja cristã. Este cavalo de Tróia mortal tem o potencial de eliminar a autêntica

espiritualidade cristã e substituí-lo com o espiritualismo.

A fim de que sejamos capazes de discernir os cavalos de Tróia do espiritualismo que estão

fazendo as suas incursões na igreja, devemos saber o que a Bíblia ensina sobre a espiritualidade

autêntica.

Quando a Bíblia diz “Sede santos”, ele simplesmente quer dizer que devemos ser semelhantes a Cristo.

Sermos santos é a nossa identidade esquecida como cristãos. É também a preparação que precisamos

para encontrar nosso amado Senhor. “Sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14, NVI):

“Sem santidade na terra, nunca estaremos preparados para desfrutar do céu. O céu é um lugar

santo. O Senhor do Céu é um Ser santo. Os anjos são criaturas santas. Santidade está escrita

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em tudo no céu. … Como poderemos nos sentir em casa e felizes no céu

em tudo no céu. … Como poderemos nos sentir em casa e felizes no céu se morrermos

[permitam-me acrescentar “e vivermos”] de maneira não santificada? (4)

À vista da santo lar que Deus está preparando para nós, devemos todos responder ao convite:

“sede santos”: “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados

imaculados e irrepreensíveis em paz” (II Pedro 3:14; cf. Tito 2:11-14).

Você já foi justificado, e está sendo santificado? Se sim, você pode ter certeza de que também será

glorificado: Por Deus “é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com

alegria, perante a Sua glória” (Judas 24). Sim, “quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele”

(I João 3:2).

Como Estar Em Um Estado de Santidade

As palavras do cântico “Tempo de Ser Santo” (encontrado em nosso Hinário Adventista [nr.

282]) resumem tudo:

1. Tempo de ser santo tu deves tomar;

Ter vida em teu Mestre, Seu livro estudar;

Ser junto a Seu povo luz sempre a brilhar,

E aos necessitados ir para salvar.

2. Tempo de ser puro tu deves achar;

Sempre a sós orando, com Cristo ficar;

Teus olhos bem fitos Ter no Salvador;

Por tua conduta dar provas de amor.

3. Tempo de ser forte tu deves buscar;

O Mestre seguindo por onde guiar;

Em gozo ou tristeza sempre obedecer;

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Da Fonte divina, sim, nunca esquecer. 4. Tempo de ser útil tu deves guardas; Mui

Da Fonte divina, sim, nunca esquecer.

4. Tempo de ser útil tu deves guardas;

Mui calmo nas lutas, em Deus confiar;

Ter para os aflitos voz e atos de amor;

Sim, mais semelhante ser ao Salvador.

Notas:

(1) Além da obra Santificação, de Ellen G. White (Hagerstown, Maryland: Review and Herald, 1937),

encontrei outras duas obras sobre a santidade bíblica, que podem ser muito úteis:

John Charles Ryle, Holiness: Its Nature, Hindrances, Difficulties, and Roots (Santidade: Sua

Natureza, Obstáculos, Dificuldades e Raízes) (Greenwood, SC: Attic Press Inc., 1977, publicado

originalmente em 1879),

James I. Packer, Rediscovering Holiness (Redescobrindo a Santidade) (Ann Arbor, Michigan:

Servant Publications, 1992) (voltar)

(2) Doug Sherman e William Hendricks, Keeping Your Ethical Edge Sharp (Mantendo o Seu Limite

Ético Afiado) (Colorado Springs: Naypress, 1990), p. 38.(voltar)

(3) Além dos escritos de Ellen G. White (especialmente o Caminho a Cristo), um das melhores obras

adventistas sobre a certeza da salvação é a de Philip Dunham Sure Salvation: You Can Know You

Have Eternal Life (Salvação Certa: Você Pode Saber que Possui a Vida Eterna) (Pacific Press, 2007).(voltar)

(4) Ryle, Santidade (citado acima), p. 42.(voltar)

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Cavalos de Tróia – Parte 3 PARTE 3: PÓS MODERNISMO E A IGREJA EMERGENTE Introdução.

Cavalos de Tróia Parte 3

PARTE 3: PÓS MODERNISMO E A IGREJA EMERGENTE

Introdução. Em algum lugar entre 40-50 anos atrás, uma mudança fundamental ocorreu no

modo como as pessoas pensam acerca da realidade. E com esta mudança de realidade, a igreja tem

sido grandemente impactada na maneira como vê a si mesma e sua missão no mundo. Os estudiosos

referem-se a esta mudança sísmica como Pós-Modernismo. E a Igreja Emergente é uma tentativa por

parte de alguns cristãos para responder a esta nova realidade.

Nossa apresentação sobre “Pós-Modernismo e a Igreja Emergente” é um pouco mais difícil

de explicar. Mas é essencial para entendermos os fundamentos desta nova cosmovisão. A fundação

de um edifício é mais importante que a própria estrutura ou mobiliário carpetes, pintura, móveis,

etc. Deixe-me explicar:

Desconhecimento Geral. Alguns de nós estão cientes de que existem algumas práticas

estranhas e ensinamentos bizarros insinuando-se na igreja novas formas de oração, a sinistra ioga e

as práticas místicas, o retorno às antigas práticas da igreja medieval, estilos de adoração e música, etc.,

etc. Mas não temos idéia do que está realmente por trás disto. Estamos simplesmente paranóicos sobre

o que estamos vendo acontecer.

Por outro lado, muitos membros da igreja … vêem tudo como muito bom: novos estilos de adoração,

novas abordagens musicais, novas abordagens para o crescimento da igreja, novos tipos de liderança

na igreja, novo estilo de vida (alternativo), etc. Em alguns casos, mesmo quando pensam que essas

inovações estão erradas, acreditam que terminarão por si mesmas.

Mudanças Estruturais, Não Cosméticas. O verdadeiro problema é muitos membros da igreja

ou não tem tempo, ou são demasiado preguiçosos, para escavar os fundamentos de questões. Assim,

tendemos a adotar abordagens da Bíblia cuja estrutura visível apela para nós, e nos esquecermos que,

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se adotarmos uma teologia / prática que outros construíram sem testar os fundamentos, fazemos isso

se adotarmos uma teologia / prática que outros construíram sem testar os fundamentos, fazemos isso

por nossa conta e risco.

Muito frequentemente, em vez de remendar as fissuras na fundação, mais atenção é dada à

pintura das paredes que estão desmoronando com cores novas e brilhantes, ao rearranjo da mobília

da casa, em mudar os tapetes e cortinas, na instalação de modernos dispositivos tecnológicos para

tornar a casa mais confortável e mais “amigável”. Os perigos deste tipo de resposta são como aqueles

descritos na parábola de Jesus sobre o homem que construiu sua casa sobre a areia: “Caiu a chuva,

transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela caiu. E foi grande a sua

queda” (Mateus 7:27 NVI).

O que precisamos fazer é ir além das alterações cosméticas o equivalente teológico a carpetes,

pintura, mobiliário, e aparatos tecnológicos. Precisamos cavar através da sujeira até os alicerces

(aquilo a que os estudiosos chamam de suposições ou pressupostos) e descobrir, como fizeram os

talentosos arquitetos da teologia cristã / adventista, as rachaduras que resultaram e que têm

lentamente quebrado partes do alicerce.

Temos de chegar até às raízes, e não simplesmente arrancar as folhas. Isto é o que eu quero

fazer na apresentação de hoje sobre “O Pós-Modernismo e a Igreja Emergente.” Vamos tentar chegar

na raiz ou no alicerce.

Apesar da complexidade do assunto, vou tentar torná-lo simples. Mas caso vocês se percam

no caminho, gostaria de lembrá-los do seguintes pensamentos chave do pós-modernismo.

Pensamentos Chave:

Os dois conceitos-chave que definem o pós-modernismo são:

1. “Não Existem Absolutos Morais

“Não existe certo ou errado”

“A moral é relativa”

2. “Não Existem Absolutos”

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 “Não existe verdade absoluta”  “A verdade é relativa” Em outras palavras, quando as

“Não existe verdade absoluta”

“A verdade é relativa”

Em outras palavras, quando as pessoas perguntam: “O que é o pós-modernismo?” você pode

simplesmente explicar que é uma cosmovisão uma forma de pensamento – que diz: “Não existem

absolutos morais” e “Não existem verdades absolutas.”

A primeira

declaração

tem

a

ver

com

a ética ou moral.

A

segunda

refere-se

a verdade ou ensinamentos / doutrinas. Estes dois pilares do pós-modernismo são os cavalos de Tróia

que alguns procuram arrastar para dentro da igreja.

Hoje, estaremos vendo como nossa cultura contemporânea pós-moderna tem procurado cortar

a perna ética da santidade bíblica. Também discutiremos que a ausência de valores morais absolutos

(sem uma base objetiva de certo ou errado), reflete um problema muito maior a saber, a perda da

verdade objetiva.

Em minha opinião, a Igreja Emergente (que é uma tentativa por parte de alguns cristãos em

responder aos desafios do pós-modernismo) começa por relativizar a verdade (doutrinas / ensinos).

Mas não demorará muito, ela também relativizará a moral (ética). E quando a ética se separada da

santidade bíblica, o resultado [é o caos.]

Cavalo de Tróia no Dicionário Urbano

Ontem falamos sobre o conceito de cavalos de Tróia na informática, através do qual um

software malicioso é instalado no computador de outra pessoa sem o seu consentimento. Uma vez

que um cavalo de Tróia tenha se instalado no sistema do computador alvo, é possível para um hacker

acessá-lo remotamente e realizar operações indesejáveis.

Mas você também sabe que existe um cavalo de Tróia ou um Troiano que passou a simbolizar

o estilo de vida imoral e a permissividade de hoje? Segundo o Dicionário Urbano, um cavalo de Tróia

ou Troiano se refere a ato sexual desvirtuado, no qual o homem faz um pequeno furo na ponta do preservativo

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antes da relação sexual. As mulheres que acreditam que seus namorados as estão enganando fazem

antes da relação sexual. As mulheres que acreditam que seus namorados as estão enganando fazem isso e assim, se

estiverem, eles engravidam a outra mulher.

As pessoas podem pensar que estão tendo sexo seguro com seus preservativos, mas na realidade

não é seguro de forma alguma. Os resultados são: gravidez indesejada, DST (doenças sexualmente

transmissíveis, HIV-AIDS, etc. Ironicamente, há mesmo um preservativo chamado Troiano, que tem

uma história fascinante (1):

O uso que o dicionário urbano faz do termo “cavalo de Tróia” para se referir a um ato sexual

desvirtuado com pessoas que buscam prazer sem suspeitar do perigo, e a venda de preservativos

Troianos, são ambos símbolos apropriados dos perigos do estilo de vida imoral e da permissividade

de hoje.

No reino da moralidade e da verdade, existe um cavalo de Tróia. Como vou mostrar na

apresentação de hoje, as noções de que “não existem absolutos morais” e que “não existem absolutos”

são os dois pilares da nossa cultura pós-moderna. A primeira declaração tem a ver com ética ou moral.

A segunda refere-se à verdade ou ensinamentos / doutrinas. E são para essas que o movimento da

igreja emergente está nos levando.

Entendendo o Pós-Modernismo

É reconhecido, de maneira geral, que vivemos em um mundo pós-moderno. Mas o que isso

significa? O que é pós-modernismo, e como o pós-modernismo percebe a moral (ética) e verdade

(doutrinas / ensinos)?

Para entender o pós-moderno, devemos primeiro entender o moderno e o pré-moderno. Estes dois

termos são descrições da maneira de pensar em diferentes eras da história ocidental.

1. Premoderno refere-se à história do mundo ocidental até o Iluminismo do século 18. Nesse

período, praticamente todos acreditavam no sobrenatural. Eles acreditavam em Deus (ou deuses), e

sustentavam que a vida neste mundo devia sua existência e significado a um mundo espiritual além

dos sentidos.

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Quer fossem culturas pagãs mitológicas ou o líderes do pensamento grego clássico, ou do cristianismo,

Quer fossem culturas pagãs mitológicas ou o líderes do pensamento grego clássico, ou do cristianismo,

todos acreditavam em algum tipo de Deus (ou deuses). Mesmo gigantes intelectuais como Platão e

Aristóteles, que rejeitavam a cosmovisão mitológica, acreditavam em alguns ideais transcendentes

universais. Aristóteles, por exemplo, traçou todas as causas até uma Causa Primeira, a qual existe por

si mesma, sem causa.

Por mais de 1.000 anos, a civilização ocidental acreditou nisso. Fossem pagãos, filósofos clássicos ou

cristãos, todos acreditavam em um Deus (deuses), que era a causa de idéias universais transcendentes

acerca da verdade e da moralidade. Esta foi a era pré moderna.

2. Era Moderna Veio então a era moderna, por volta de 1700. Este foi o período onde a crença no

sobrenatural foi seriamente comprometida, se não totalmente negada. Este foi o tempo do progresso

científico, onde a ciência procurou explicar tudo com base na razão humana.

Inicialmente, a era do Iluminismo não começou questionando a existência de Deus. Afirmava Sua

existência, mas argumentava que não havia necessidade real para que Deus se envolvesse com sua

criação. Com o tempo, a divindade também foi colocada de lado. E com isto a era moderna deu lugar

a uma mentalidade que questionava quaisquer ensinamentos ou práticas com base em uma crença em

Deus ou no sobrenatural. Qualquer coisa que não possa ser provada ou explicada com base em causas

naturais não pode ser verdade.

Nesta base, as alegações da religião e do cristianismo foram rejeitadas como falsas se não puderem

ser estabelecidas com base na ciência ou na razão humana. Por exemplo, a divindade de Cristo, a

inspiração da Bíblia, a existência de satanás, anjos, etc. Eles acreditavam na existência da verdade e

da moralidade, mas apenas as verdades e a moralidade que pudessem ser estabelecidas empiricamente.

3. Era pós-moderna Tudo isto mudou em algum momento entre 1960 e 1990, quando uma nova

cosmovisão surgiu, a qual questionava a existência da verdade e da moralidade. (2) Alguns vêem o

modernismo terminando com a contracultura dos anos 1960, quando os jovens começaram a

questionar os frutos da civilização moderna. Os protestos estudantis contra a guerra do Vietnã, e as

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revoltas estudantis em Paris e de outras universidades na Europa, vieram para assinalar a mudança.

revoltas estudantis em Paris e de outras universidades na Europa, vieram para assinalar a mudança.

Outros vêem a queda de Berlim em 1991 como o ponto final do modernismo.

Independentemente do momento em que começou a era pós-moderna, a verdade é que até o

final do século 20 a civilização ocidental tinha entrado em outra fase uma fase que contesta a visão

essencial do modernismo e do pré modernismo.

Devemos distinguir entre o adjetivo pós-moderno, referindo-se a um período de tempo, e o

substantivo pós-modernismo, que se refere a uma ideologia ou cosmovisão distinta. Se a era moderna

terminou, somos todos pós-modernos, apesar de rejeitarmos os princípios do pós-modernismo.

De acordo com os pós-modernistas, o problema fundamental com o modernismo do

Iluminismo é a sua crença de que existe uma coisa tal como verdade objetiva. Os pós-modernistas

discordam veementemente [deste conceito].

Definição do Pós-Modernismo

Em 1994, o então presidente da República Checa e renomado dramaturgo Václav Havel fez

uma descrição do mundo pós-moderno como um “onde tudo é possível e quase nada é certo.(3)

Josh McDowell e Bob Hostetler oferecem a seguinte definição do pós-modernismo:

“Uma cosmovisão caracterizada pela crença de que a verdade não existe em nenhum sentido objetivo,

mas é criada e não descoberta.” … A verdade é “criada pela cultura específica e só existe nessa

cultura. Portanto, qualquer sistema ou declaração que tenta transmitir uma verdade é um jogo

de poder, um esforço para dominar outras culturas.” (4)

Na introdução do seu Tratado sobre Doze Luzes, Robert Struble, Jr. afirma:

“A cosmovisão pós-moderna rejeita todas as formas de absolutismo das eras do passado, especialmente

a fé e a moral judaico-cristã; além disso os pós-modernistas idolatram absolutamente sua nova trindade

secular de Tolerância, Diversidade e Escolha.(5)

Em

seu

livro Tempos

Pós-Modernos:

Um

Guia

Cristão

ao

Pensamento

e

Cultura

Contemporâneos (1994), Gene Edwart Veith, Jr., reitor da Escola de Artes e Ciências e Professor

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Associado de Inglês da Universidade de Concórdia, no Wisconsin, descreve o pós-modernismo como uma cosmovisão

Associado de Inglês da Universidade de Concórdia, no Wisconsin, descreve o pós-modernismo como

uma cosmovisão que é incompatível com o cristianismo. Nessa cosmovisão,

O intelecto é substituído pela vontade. A razão é substituída pela emoção. A moralidade é

substituída pelo relativismo. A própria realidade torna-se uma construção social.

Princípios

Fundamentais

do

Pós-Modernismo.

fundamentais do pós-modernismo ou seja:

1. “Não Existem Valores Morais Absolutos”

“Não existe certo ou errado”

“A moralidade é relativa”

2. “Não Existem Verdades Absolutas”

“Não existe verdade absoluta”

“A verdade é relativa”

Vamos

agora

olhar

brevemente

os

pilares

Estes dois pilares têm a ver com ética e moralidade e com verdade / doutrinas. Vamos

examinar brevemente cada um deles.

Ética / Moralidade em um Mundo Pós-Moderno

A. “Não Existem Valores Morais Absolutos”

(“Não existe certo ou errado” ou “A moralidade é relativa”)

Crise de Ética Atual. Não há dúvida de que enfrentamos atualmente uma crise ética. A crise não

consiste na violação flagrante dos padrões de comportamento moralmente aceitos (todas as eras

tiveram a sua quota disto). Em vez disso, a crise ética de hoje tem a ver com o fato de que “pela

primeira vez, pelo menos em uma escala maciça, existe a própria possibilidade de que tais padrões

[morais] tenham sido postos em questionamento e, com isso, todas as distinções essenciais entre o

certo e o errado”.(6)

Em outras palavras, a crise ética de hoje decorre do fato de que, ao contrário de épocas anteriores,

quando as pessoas sabiam o que era certo e errado, mas optavam por praticar o errado, em nossa

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época as pessoas não tem certeza da existência de absolutos morais universais para definir o

época as pessoas não tem certeza da existência de absolutos morais universais para definir o que é

certo e o que é errado. Vivemos em uma cultura do relativismo moral.

Embora as pessoas sempre tenham cometido pecados, elas pelo menos reconheciam estes como

pecados. Há um século atrás, uma pessoa poderia ter cometido adultério em flagrante desafio

a Deus e ao homem, mas teria admitido que o que estava fazendo era um pecado. O que temos

hoje não é apenas um comportamento imoral, mas uma perda de critérios morais. Isso é

verdade mesmo na igreja. Enfrentamos não apenas um colapso moral, mas um colapso de

significado. “Não existem verdades absolutas.” (7)

Por que a Crise de Ética Atual?

Uma série de fatores contribuíram para a incerteza de hoje sobre os absolutos morais:

1. O Surgimento do Naturalismo no século 18. A cosmovisão naturalista ensina que o universo e todos

os fenômenos nele existentes são o produto de leis naturais, tempo e oportunidade. Nesta cosmovisão

essencialmente não há espaço para um Ser divino que prescreva absolutos morais (de acordo com a

ética do utilitarismo, o nazismo, o marxismo, etc.).

2.A Teoria da Evolução no século 19. Tomando como ponto de partida a teoria naturalista da evolução,

o mundo de hoje limita muito, se não nega totalmente a existência de realidades sobrenaturais Deus,

Satanás, anjos e milagres. Acredita que a humanidade é inerentemente boa e capaz de melhorar,

bastando-lhe apenas ter oportunidade mais tempo evolutivo. A única coisa que é imutável e

inalterável em todo o mundo são as leis físicas da natureza, e não a lei moral de Deus, a lei dos Dez

Mandamentos.

Assim, “a descoberta de Darwin sobre o princípio da evolução fez soar o sino da morte dos valores

religiosos e morais. Ele removeu a terra sob os pés da religião tradicional” (8), jogando assim em

dúvida a própria idéia de absolutos morais que governassem as vidas humanas.

3. A Teoria da Relatividade em 1920. A descoberta da lei da relatividade na física, a teoria de que não

existem medidas absolutas de distância e tempo, foi confundida a nível popular com o relativismo das

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idéias e da moralidade. O historiador Paul Johnson escreve: “No início da década de 1920

idéias e da moralidade. O historiador Paul Johnson escreve: “No início da década de 1920 a crença

começou a circular, pela primeira vez em nível popular, de que não havia mais quaisquer absolutos:

de tempo e espaço, do bem e do mal, do conhecimento, acima de tudo de valor. Equivocadamente,

mas talvez inevitavelmente, a relatividade se confundiu com relativismo.” (9)

4. A Influência do Humanismo Secular nos anos 1930 e 40. A popularização das idéias do humanismo

secular, especialmente através das instituições de ensino, tem sido fundamental na divulgação da

cosmovisão e da moralidade naturalista da Associação Humanista, conforme estabelecido nos

“Manifestos Humanistas” de 1933 e 1973 desta associação.

Por exemplo, o terceiro princípio do manifesto de 1973 afirma que os valores morais não

derivam

de

Deus,

mas

da

experiência

humana.

Para

os

humanistas

seculares,

“a

ética

é autônoma e situacional.” (10) A implicação desta declaração pode ser ilustrada chamando a atenção

para a declaração do Manifesto Humanista II sobre a sexualidade humana. No princípio seis encontra-

se o seguinte:

“Na área da sexualidade, acreditamos que atitudes intolerantes, frequentemente cultivadas

pelas religiões e culturas ortodoxas puritanas, reprimem indevidamente a conduta sexual. O direito

ao controle da natalidade, aborto e divórcio devem ser reconhecidos. Embora não aprovemos as

formas de expressão sexual que exploram e denigrem, não queremos proibir, por lei ou sanção social,

comportamentos

sexuais

consensuais

entre

adultos.

As

muitas

variedades

de

exploração

da

sexualidade em si não devem ser consideradas “más”. Sem apoiar a permissividade sem sentido ou a

promiscuidade desenfreada, uma sociedade civilizada deveria ser tolerante. Exceto quando estiverem

prejudicando o outro, ou obrigando-os a fazerem isto, os indivíduos devem ser autorizados a expressar

as suas predileções sexuais e perseguir os estilos de vida como desejam…(11)

Não se pode subestimar o impacto do humanismo secular, dado ao fato de os apoiadores e

observadores dos Manifesto Humanista incluírem nomes conhecidos tais como John Dewey (o pai da

educação moderna), Sakharov Andrey (da Academia Soviética de Ciências), Joseph Fletcher (o pai

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da ética situacional), Betty Friedan (da Organização Nacional de Mulheres), B.F. Skinner (professor de psicologia

da ética situacional), Betty Friedan (da Organização Nacional de Mulheres), B.F. Skinner (professor

de psicologia de Harvard, defensor chave da teoria do behaviorismo) e uma longa lista de mestres de

diversas faculdades e universidades e presidentes.

5. O Impacto da Ética Situacional em 1960. O situacionismo ou ética situacional sustenta que a única

moral absoluta é o “amor”. Ao decidir o que é moralmente certo ou errado em qualquer situação,

deve-se perguntar: “qual é a coisa mais amorosa a fazer”.

Joseph Fletcher, o pai da ética situacional e ganhador “Prêmio Humanista do Ano” de 1974

da Associação Humanista, escreve: “Tudo depende da situação… Em algumas situações o amor entre

solteiros poderia ser infinitamente mais moral do que desamor entre casados. Mentir pode ser mais

cristão do que dizer a verdade. Roubar poderia ser melhor do que respeitar a propriedade privada.

Nenhuma ação é certa ou errada em si mesma. Depende se ela fere ou ajuda as pessoas, se ela serve

ou não ao propósito do amor entendendo-se o amor como uma preocupação pessoal naquela

situação”. (12)

6. Os Ensinamentos do Behaviorismo e da Sociobiologia nos anos 60 e 70. No passado, acreditava-se que

os seres humanos tivessem liberdade de escolha ou de auto-determinação, e assim eles podiam ser

responsabilizados por suas ações. No entanto, como resultado dos ensinamentos do behaviorismo e

da sociobiologia, existe uma visão predominante hoje, que atitudes e ações que no passado eram

atribuídas à escolha humana ou ao livre-arbítrio são agora em grande parte devido à influência dos

aspectos culturais, sociais, psicológicos e fatores genéticos.

Uma implicação inconfundível do impacto do behaviorismo e da sociobiologia é o modo em

que certas frases tornarem-se correntes – frases tais como “não é minha culpa…” ou “eu não tive

escolha…” etc. Não é surpreendente que tenha se tornado muito na moda que as pessoas transfiram

a responsabilidade de si e coloquem a culpa no ambiente, na criação, nos pais, nos governos ou na

própria igreja. Às vezes até mesmo o “diabo” é culpado (“o diabo me fez fazer isso”), e alguns cristãos

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respondem que “foi o Espírito quem me levou a fazer isso.” Na opinião de muitos,

respondem que “foi o Espírito quem me levou a fazer isso.” Na opinião de muitos, as ações morais

dos seres humanos são todas dependentes de seu ambiente, das circunstâncias, ou código genético.

7. A Popularização do Culto ao Eu desde os anos 1970. Uma característica importante da cultura de hoje

é a deificação de si mesmo. Com uma incerteza quanto à existência de realidades sobrenaturais e até

mesmo a existência de um Deus transcendente, o “Eu” tem sido exaltado como o novo deus para

muitas pessoas. (13)Por conseguinte, o ser humano é visto como capaz de estabelecer suas próprias

normas morais, uma receita certa para o relativismo na vida ética.

O crédito para essa idolatria moderna vai não só para a difusão da filosofia da Nova Era e da

cosmovisão pós-moderna, mas também para a antropologia da teologia liberal. Palavras como “auto-

descoberta”,

“auto-afirmação”,

“auto-estima”,

“auto-realização”,

“auto-expressão,”

e

“auto-

aceitação” podem refletir esse estado de espírito. John Shelby Spong, bispo Episcopal aposentado de

Newark, oferece uma expressão liberal dessa cosmovisão, quando descarta a visão bíblica do mundo

como “precientífica”. Ele escreve em seu best-seller de 1991: “Nós procuramos e encontramos

significado e divindade, nem sempre tanto em um Deus externo, mas nas profundezas da nossa

humanidade, no entanto, é divindade. Chegamos à aurora da compreensão de que Deus não pode

estar separado de nós, mas sim dentro de nós.” (14)

8. Dominância do Relativismo Moral na Cultura Contemporânea. Como resultado de tais teorias éticas

como situacionismo, generalismo, antinomismo, etc. “Não me julgue”, “Não julguem” e o mito da

“tolerância”. Dentro da cristandade, visões diferentes sobre os absolutos morais. Hierarquização

conflitante, absolutismo ou piramidalismo, o absolutismo desqualificado.

Todas essas coisas levantam as seguintes questões: As leis morais de Deus são Dez Sugestões ou

DezMandamentos? Mentir, roubar, matar, transgredir o sábado, cometer adultério, ou desobedecer a

Deus podem ter justificativa?

9.A Rejeição dos Dez Mandamentos por Alguns Cristãos. Entre os cristãos há uma crescente convicção

de que as Escrituras inspiradas não fornecem claramente normas morais identificáveis para a conduta

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das vidas humanas. Alguns cristãos evangélicos podem inadvertidamente ter contribuído para esta incerteza sobre os

das vidas humanas. Alguns cristãos evangélicos podem inadvertidamente ter contribuído para esta

incerteza sobre os absolutos morais universais quando, em sua tentativa de negar a validade do sábado

do sétimo dia, são forçados a ensinar que todos os Dez Mandamentos não são válidos para os crentes.

10. Sincretismo Religioso Pós 11 de Setembro. Uma busca por alguma ética global. Iniciado em 1993,

com o Parlamento da Conferência das Religiões em Chicago. 6500 delegados presentes.

Implicações de todos esses pontos. Como resultado dos fatores acima (e, talvez, muitos mais), hoje

muitos acreditam que “não existem valores morais absolutos”. Para eles, “Não existe certo ou errado”.

“A moralidade é relativa”.

A ausência de valores morais absolutos (falta de base objetiva de certo ou errado), contudo,

reflete um problema muito maior ou seja, a perda da verdade objetiva o segundo princípio do pós-

modernismo.

Verdade / Doutrinas em um Mundo Pós-Moderno

B. “Não Existem Verdades Absolutas”

(“Não existe verdade absoluta” ou “A verdade é relativa”)

Juntamente com a crise da ética, também existe uma crise sobre a verdade. Já mudamos de uma visão

que diz: “Não existem absolutos morais” para uma que diz: “Não existem coisas absolutas.” De “Não

existe moralidade” para “Não existe verdade absoluta.” De “a moralidade é relativa” para “A verdade

é relativa”

Na primeira declaração tem a ver com ética ou moral. A segunda refere-se a verdade ou

ensinamentos / doutrinas. Deixe-me explicar isso:

É difícil proclamar o perdão dos pecados para pessoas que acreditam que, uma vez que a

moralidade é relativa, não possuem pecados a serem perdoados. É difícil testemunhar a verdade a

pessoas que acreditam que a verdade é relativa (“Jesus funciona para você; cristais funcionam para

mim”).

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Em 1991 (ano em que o muro de Berlim veio abaixo), uma pesquisa esclarecedora revelou

Em 1991 (ano em que o muro de Berlim veio abaixo), uma pesquisa esclarecedora revelou que

entre dois terços e três quartos dos americanos acreditam que a verdade é relativa. Especificamente,

66% dos americanos acreditam que “não existe tal coisa como verdade absoluta”. Entre os jovens

adultos, o percentual é ainda maior: 72% das pessoas entre 18 e 25 não acredita que existem

absolutos. (15)

Vamos pensar sobre as implicações. Primeiro, essa pesquisa foi realizada há quase 20 anos. Os

jovens que estavam naquele momento entre 18-25 estão agora com 38-45 anos. Eles hoje são

professores, mestres, jornalistas, advogados, médicos, políticos, pastores, etc. Seus filhos agora estão

com cerca de 20 anos de idade e estão na faculdade. E assim, por todas as vidas destas crianças, elas

foram ensinadas que “não existe tal coisa como verdade absoluta.” A verdade é relativa.

O que George Barna achou “mais desanimador” a respeito dos resultados da pesquisa foi que

a maioria dos cristãos americanos também acreditam que a verdade é relativa:

“Mesmo a maioria dos cristãos nascidos de novo (53%) e adultos associados a igrejas

evangélicas (53%) concordam com o sentimento [“não existe tal coisa como verdade absoluta”].

Inesperadamente, entre os grupos de pessoas mais ardentemente favoráveis a este ponto de vista

são os protestantes [liberais] (73%).” (16)

Então, não são apenas os não-cristãos que acreditam que a verdade é relativa. Mesmo os

cristãos compartilham da mesma opinião que “não existe verdade absoluta.”

Novamente, vamos analisar isso um pouco mais. Descrer na verdade é auto-contraditório. Crer

em algo significa que este algo é verdadeiro. Assim, quando uma pessoa diz, “eu acredito que não

existe verdade absoluta”, essa afirmação é intrinsecamente um disparate sem sentido. A própria

afirmação – “não existe verdade absoluta” – é uma verdade absoluta. E se essa afirmação é verdadeira,

então ela em si mesma não é verdade.

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E, no entanto, muitos não pensam seriamente nas implicações do que estão dizendo. Ou as

E, no entanto, muitos não pensam seriamente nas implicações do que estão dizendo. Ou as

pessoas são ignorantes ou simplesmente estão confusas. Mas essa é precisamente outra marca do pós-

modernismo:Acreditar em idéias mutuamente inconsistentes:

Implicações

1. Inconsistência. No pós-modernismo,

Você pode ser um cristão e não acreditar que Jesus é o Filho de Deus.

Você pode acreditar em Cristo e Buda, ao mesmo tempo.

Você pode ser um protestante e não acreditar que a Bíblia é a regra inspirada e confiável da

fé.

Você pode ser um adventista e não acreditar em uma segunda vinda literal, visível e audível.

Você pode ser um adventista do sétimo dia e não acreditar que Deus criou o mundo em seis

dias e descansou no sétimo; daí adventista do sétimo dia. Hoje, é possível afirmar ser um bom

adventista e acreditar na evolução naturalista

2. Pluralismo de Crenças. Enquanto os modernistas argumentavam de diversas maneiras que o

cristianismo não era verdade, dificilmente ouvimos esta objeção atualmente. As críticas comuns hoje

em dia são que: “Os cristãos acham que possuem a única verdade.” As reivindicações do Cristianismo

não são negadas; elas são rejeitadas porque pretendem ser verdadeiras. Aqueles que acreditam que

“não existem absolutos” descartarão aqueles que rejeitam o relativismo como sendo “intolerantes”,

como uma tentativa de forçar suas crenças sobre outras pessoas.

3. Hermenêutica da Suspeita. Nenhum texto histórico (por exemplo, a Bíblia) pode ser absolutamente

verdadeiro. Devemos nos aproximar do texto, não para descobrir o que ele significa objetivamente,

mas para desmascarar o que está escondido. Chamamos isso de “hermenêutica da suspeita.”

A hermenêutica da suspeita vê cada texto como uma criação política, normalmente concebida para

funcionar como uma propaganda do status quo. Exemplos:

A Bíblia vs. os Evangelhos Gnósticos,

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– Os “Textos Perdidos da Bíblia” e O Código Da Vinci Não acredite em qualquer

– Os “Textos Perdidos da Bíblia” e O Código Da Vinci

Não acredite em qualquer texto. Em vez disso, “interrogue o texto” para descobrir a sua agenda

política ou sexual oculta. Por exemplo, não devemos aceitar humildemente, mas em vez disso

devemos interrogar:

A Bíblia,

Os escritos de E.G. White,

Etc.

4. Revisionismo na História (Desconstrucionismo). Como não existe nenhuma verdade objetiva, a

histórianão é um registro de fatos objetivos. Eles são simplesmente os pontos de vista de quem os

escreveu para alcançar seus objetivos políticos. No mínimo, de acordo com os pós-modernistas, os

chamados fatos da história são, ao contrário, “uma série de metáforas.”

Uma vez que não existe nenhuma verdade objetiva, a história deve ser re-escrita de acordo com as

necessidades de um grupo específico: a história Eurocêntrica, história Afrocêntrica, história feminista,

história de gays e lésbicas, etc. …

5. Educação e Busca da Verdade. Uma vez que todas as reivindicações de verdade são suspeitas é preciso

“desconstruir” tudo aquilo que pretende ser verdade. Supõe-se que as universidades deveriam ser

dedicados ao cultivo de verdade. Agora, uma vez que a verdade não existe mais, qual é a finalidade

da busca do conhecimento intelectual? Muito simples: Temos de redefinir todo o sistema de ensino.

No passado íamos à universidade para buscar a verdade. No mundo pós-moderno de hoje, não é mais

“o que é verdadeiro”, mas “o que funciona.”

6. Religião ou Desejo? No passado tanto na era moderna quanto na e pré-moderna a religião

envolvia um conjunto de crenças sobre o que é real.

Existe um Deus ou não há Deus

Jesus foi o Filho encarnado de Deus ou Ele era apenas mais um ser humano

Os milagres aconteceram ou não aconteceram

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– Existe um lugar como o céu ou o inferno, ou eles não existem –

Existe um lugar como o céu ou o inferno, ou eles não existem

O Dia do Senhor é ou não é o Sábado do sétimo dia

Etc.

Etc.

E nós discordamos e lutamos entre nós. Hoje, porém, em nosso mundo pós-moderno, a religião

não é vista como um conjunto de crenças sobre o que é real e o que não é. Pelo contrário, a religião é

vista como uma preferência, uma escolha. Acreditamos naquilo que gostamos. Acreditamos no que

queremos acreditar. Como Gene Edward Veith resumiu melhor:

“Escute o modo como as pessoas discutem religião. “Eu gosto muito dessa igreja”, dirão. A

concordância com essa igreja ou a crença em seus ensinos dificilmente aparece na discussão.

As pessoas discutem dogmas de fé nos mesmos termos. “Eu realmente gosto da passagem da

Bíblia que diz: ‘Deus é amor.'” Bastante fé e amém. Há muito no cristianismo a ser apreciado

o amor de Deus por nós, Cristo ter carregado nossos pecados, Sua graça e ajuda.

“Mas aí nós começamos a ouvir sobre o que a pessoa não gosta. “Eu não gosto da idéia de

inferno.” … A questão não é se gostamos da ideia, mas se existe tal lugar. (pp. 193-194).

Em suma, religião não é mais uma questão do que é verdadeiro, mas o que eu gosto e o que eu

quero. (Isso explica por que as seitas estão atraindo muitas pessoas inteligentes. Aqueles que são muito

sofisticados para acreditar nos relatos simples do Evangelho estão abraçando todos os tipos de ensinos

estranhos, simplesmente porque gostam deles.). Gostar de alguma coisa e querer que seja verdade são

os únicos critérios para a crença.

7. Moralidade ou Desejo. Para os pós-modernistas, moralidade, como a religião, é uma questão de

desejo. O que eu quero e o que eu escolho não somente é verdade (para mim), mas é correto (para

mim). E uma vez que pessoas diferentes querem e desejam coisas diferentes, isso significa que a

verdade e a moral são relativas.

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Ainda mais, “Eu tenho o direito aos meus desejos.” Por outro lado, “ninguém tem o

Ainda mais, “Eu tenho o direito aos meus desejos.” Por outro lado, “ninguém tem o direito” de

criticar os meus desejos e minhas escolhas. Os pós-modernistas parecem sentir que têm o direito de

não serem criticados por aquilo que estão fazendo. Querem não apenas licença mas aprovação.

Por exemplo, o egoísmo, a promiscuidade imprudente e a realização de desejos sexuais, os diferentes

tipos de expressões sexuais são direitos que ninguém pode criticar por mais grosseiros que possam

ser.

8. Pecado. A tolerância é a virtude cardeal. O maior pecado no pós-modernismo é uma falta de

tolerância – ser “intolerante”, “ter a mente estreita”, “pensar que você tem a única verdade”, e “tentar

forçar seus valores aos outros”.

9. Deus, Deuses e Religiões Planejadas. As pessoas concebem seu próprio deus(es) e planejam suas

próprias religiões. A este respeito, a nossa cultura contemporânea não é sem deus. Pelo contrário, ela

está preenchida com muitos deuses.

O Modernismo tentou livrar o mundo da religião. No entanto o pós-modernismo gera muitos

outros deuses novos. Sem qualquer constrangimento pela objetividade, razão, moral, etc., essas novas

religiões se inspiram em ramos do paganismo mais antigo e primitivo. Pessoas escolhem e apanham

vários aspectos de religiões diferentes, de acordo com o que eles “gostam”.

O pós-modernismo, em sua rejeição à verdade objetiva, tem claras afinidades com o

hinduísmo e o budismo, que ensinam que o mundo externo é apenas uma ilusão concebida pela mente

humana e que o eu é deus.

Em outras palavras, os cristãos de hoje se encontram exatamente na posição dos antigos israelitas e

da Igreja primitiva ter de manter a sua fé em meio a vizinhos pagãos hostis. Eles enfrentam as

mesmas ameaças e tentações para seguir as práticas, valores e crenças dos vizinhos pagãos.

30 “Guarda-te, que não te enlaces seguindo-as, depois que forem destruídas diante de ti; e que não perguntes

acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo também

farei eu.” 31 Assim não farás ao SENHOR teu Deus; porque tudo o que é abominável ao SENHOR, e

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que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas

que ele odeia, fizeram eles a seus deuses; pois até seus filhos e suas filhas queimaram no fogo aos seus

deuses.” 32 “Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás.”

(Deuteronômio 12:30-32).

10. Espiritualidade Sem Verdade. Modernistas não acreditavam que a Bíblia é verdadeira. Os pós-

modernistas acabaram por completo com a categoria da verdade. Ao fazer isso, eles abriram uma

caixa de Pandora da Nova Era religiosa, sincretismo e caos moral.

O pós-modernismo considera que não existe verdade objetiva, que os valores morais são

relativos, e que a realidade é construída socialmente por um conjunto de diversas comunidades. Estas

crenças definitivamente excluem a religião, como o modernismo tendia a fazer. Mas as religiões e as

teologias que eles promovem são muito diferentes, tanto da ortodoxia bíblica quando do modernismo.

O Desafio do Pós-Modernismo

Uma sociedade pode existir por muito tempo sem moral ou verdade? Sociedades que são

divididas contra si mesmas e fragmentadas em facções (ideologias), sem qualquer quadro de referência

coerente são, por definição, instáveis.

O pós-modernismo está dividindo nossas sociedades. E isso é perigoso.

Sir Arnold Joseph Toynbee (14 de abril de 1889 22 de outubro de 1975) foi um historiador

britânico que escreveu uma análise em doze volumes da ascensão e queda das civilizações. Ele

argumenta que as sociedades de bem-sucedidas têm algum tipo de consenso religioso. Quando esse

consenso é perdido, novos objetos de culto se apressam em preencher o vácuo espiritual. De acordo

com Toynbee, quando uma sociedade perde a sua fé transcendente, se volta para três alternativas, as

quais ele francamente chama de “idolatrias”:

1. Nacionalismo

2. Ecumenismo

3. Tecnicismo

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1. Nacionalismo – “Comunidade Paroquial Deificada” Quando uma fé transcendente universal é perdida, dá lugar

1. Nacionalismo – “Comunidade Paroquial Deificada” Quando uma fé transcendente universal é perdida,

dá lugar à “comunidade paroquial deificada”. Neste modelo, cada pequeno grupo considera-se divino.

Ela idolatra si e todos os estranhos são inimigos. Exemplos:

A ascensão do Nacionalismo Renascentista depois que o consenso medieval ruiu.

O Fascismo de Mussolini e o Nacional Socialismo de Hitler.

Nas sociedades pós-modernas de hoje vemos como novos nacionalismos estão surgindo, cada

um atacando as gargantas dos outros. A perda de um consenso democrático nos Estados Unidos tem

levado a políticas raciais, grupos militantes de interesse aborto, feminismo, direitos gays, etc., com

hostilidade em relação uns aos outros.

2. Ecumenismo -“Império Ecumênico Deificado” Quando há uma perda de um consenso religioso

transcendente, a comunidade idolatra a “unidade” ao mesmo tempo que acomoda uma grande

diversidade. Por exemplo:

Quando Roma perdeu sua religião ancestral localizada e se transformou em um vasto império,

instituiu o culto imperador. O Império Romano divinizado era “ecumênico”, ou seja, uma

Roma mundial tolerava pessoas de todas as religiões, desde que César fosse adorado como

Deus. Os cristãos que não poderiam fazer isso eram condenados à morte.

Toynbee vê algo similar no antigo Egito, Suméria, Pérsia, o Império Otomano, as dinastias

imperiais da China, e mesmo nas armadilhas do império mundial britânico.

Na sociedade pós-moderna de hoje também estamos vendo uma nova realidade emergente o

culto da unidade, o que acabará por resultar na perda da liberdade.

– As negociações sobre a “unidade global” pelos ambientalistas, os teólogos da Nova Era, os

gurus de negócios, astros do rock, etc.

A economia global

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– De maneira preocupante, vemos um movimento ecumênico para unir todas as religiões. O “movimento

De maneira preocupante, vemos um movimento ecumênico para unir todas as religiões. O

“movimento ecumênico” que foi construído durante a era Modernista (por teólogos liberais)

tentou unir todas as igrejas através da obliteração de suas crenças distintivas.

Note-se que o culto à unidade inevitavelmente resulta em uma perda de liberdade. A

individualidade, por definição, deve ser suprimida, se deve haver a união. Isto já aconteceu antes

durante a igreja primitiva, a igreja medieval, a era comunista. E pode acontecer novamente em nosso

tempo, mesmo na América protestante.

3. Tecnicismo – “Idolatria do Técnico Invencível” Uma terceira alternativa para a perda de uma fé

religiosa transcendente é o endeusamento dos técnicos: A tecnologia assume as funções da religião.

Os atributos divinos de onisciência e onipotência, são atribuídos à tecnologia e aqueles que a

dominam. Neste cenário, os técnicos que inventam a tecnologia formarão um novo sacerdócio, com

conhecimento inacessível aos leigos aos quais a tecnologia será tão incompreensível quanto a magia.

Técnicos tornam-se os novos sacerdotes. “Alguns dos nossos sacerdotes especialistas são

chamados de psiquiatras, outros psicólogos, sociólogos ou estatísticos. O deus que eles servem não

fala de justiça ou bondade ou misericórdia ou graça. O deus deles fala da eficiência, precisão,

objetividade. E é por isso que conceitos como pecado e mal desaparecem na Tecnópolis. Eles vêm de

um universo moral que é irrelevante para a teologia da perícia. E assim os sacerdotes da Tecnópolis

chamam ao pecado de “desvio social”, que é um conceito estatístico, e AL mal de “psicopatologia”,

mal que é conceito médico. O pecado e o mal desaparecem porque não podem ser medidos e

objetivados, e portanto não podem ser tratados por especialistas.”(Neil Postman) (17)

Neste tipo de cultura, não avaliamos em termos de certo e errado, mas circulando um número

em uma escala de dez pontos. Pessoas, sentimentos, idéias, valores todos devem ser quantificados.

Estamos na era das estatísticas -pesquisas de opinião, testes padronizados e “instrumento