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Reflexões iniciais

- O planejamento é uma atividade intelectual que corresponde a reflexão,


decisão, ação e reflexão.
- Da reflexão, volta-se à reflexão, reiniciando o processo.
- O processo de planejamento deve ser dinâmico, contar com a participação de
todos que vão executar as ações e deve levar em conta o diagnóstico da
situação ou análise do contexto.

Definição de projeto

-Segundo definição da ONU : “um projeto é um empreendimento planejado que


consiste num conjunto de atividades inter relacionadas e coordenadas , com o
fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de tempo e de
orçamento dados”

Elaborar um projeto significa:

- Reconhecer a necessidade de intervenção diante de um problema, analisar


esta necessidade, estabelecer alternativas de intervenção, analisar as
alternativas, tomar decisões frente às alternativas.

Segundo Mario da Costa Barbosa:

- “ O ato de planejar é uma postura dialética , onde o aqui e o agora são


elementos a serem problematizados à luz de uma análise ou discussão
reflexiva, a fim de que as consequências que resultarão do planejamento
possam se constituir em respostas.

- Sem reflexão critica , podemos afirmar que não há planejamento, mas


atividades ou comportamento de providências, sem um comprometimento ou
engajamento ideológico, apenas mera formalização ou repetição de posturas
anteriores.É essa postura que vai mostrar ser cada situação uma nova
situação, exigindo um posicionamento criativo, isto é não simples transposições
de modelos, mas uma percepção da singularidade de cada realidade.

- O compromisso ideológico é dado pela visão de homem e de realidade.Logo,


a escolha de alternativas , quando tratar-se de futuro coletivo, não pode estar
centralizado em uma só pessoa, mesmo porque o planejamento nessa
perspectiva é atividade interprofissional e social”

Respostas:

- Um projeto deve responder às seguintes questões:


- Onde estou?
- Onde quero chegar?
- Como chegar lá?
O projeto é uma construção coletiva

- A participação da comunidade de trabalho e da população não pode ser


entendida
- como uma dádiva.
- Como uma concessão.
- Como algo pré existente.
- A participação consiste na construção em conjunto. Ela é uma conquista

Segundo Danilo Gandin:

- “A construção em conjunto acontece quando o poder está com as


pessoas..Todos crescem juntos, transformam a realidade , criam o novo em
proveito de todos e com o trabalho coordenado.

- É claro que as dificuldades para isto são muitas e vão desde a resistência dos
que perderiam privilégios até a falta de metodologias adequadas, passando
pela falta de compreensão e de desejo de realizar isto e pelo constrangimento
exercido pelas estruturas existentes.

Elaborar um projeto é:

- Um processo contínuo de tomada de decisões:


- Qual a visão de homem?
- Qual a visão de mundo?
- Qual a visão de sociedade?

Fatores chaves para êxito de um projeto segundo Domingos Armani:

- Realizar um diagnóstico consistente;


- Ter objetivos e resultados claramente definidos;
- Construir um clima de colaboração e envolvimento da equipe;
- Sempre contar com a participação de potenciais beneficiários diretos do
projeto em todas
as principais atividades planejadas.
- Ouvir todos os integrantes envolvidos de forma a harmonizar divergências.

Roteiro para a fase de reflexão

- Descreva a situação diante da qual pretende intervir.


- Faça em seguida as seguintes reflexões:
-O que somos como instituição.
-O que desejamos vir a ser
-O que é preciso fazer para chegar onde queremos
-O que pode mudar
-O que deve mudar
- O que pode e deve mudar.

Que estratégias eu preciso utilizar para realizar as mudanças:


Tente identificar na instituição os seguintes grupos:
- Os que não percebem a diferença entre o que existe e deve mudar;
- Os que não acreditam na possibilidade de mudança;
- Os que acreditam que, a partir do que existe, é possível fazer transformações
e mudanças.

Diante da realidade na qual pretende intervir, que outras informações


necessita obter?

- Relacione todas as informações que considerar importantes


- Como vai obter as informações?
- Relacione o que sabe sobre o tema: o que já leu, seminários.
- Saia dos seus limites: visite outras instituições, conheça experiências
inovadoras.

Construindo o seu objetivo: decidindo o que fazer

- Diante do estudo realizado, que alternativas a instituição tem para intervir no


problema?
- Disponho de recursos humanos, materiais, necessito de treinamento e
capacitação para a
equipe
-O prazo é suficiente?
- Trata-se de problema significativo?
-É oportuna sua abordagem no momento proposto?
- A alternativa traz uma contribuição relevante para o problema a ser
abordado?
-É uma alternativa criativa, inovadora, comum,tradicional?
-É viável?
- Há coerência entre a dimensão do problema e a dimensão do projeto?

Roteiro básico para elaboração de um projeto

- Título do projeto.
- Sumário da proposta.
- Apresentação da instituição.
-O contexto do projeto.
- Objetivos : geral e específicos.
- Justificativa de um projeto.
- Metodologia a ser utilizada.
- Cronograma das atividades
- Cronograma financeiro
- Critérios ou sistema de acompanhamento e avaliação
- Bibliografia utilizada.

- A auto suficiência é incompatível com o diálogo. Os homens que não têm


humildade ou a perdem , não podem aproximar-se do povo. Não podem ser
seus companheiros de pronúncia do mundo. Se alguém não é capaz de sentir-
se e saber-se tão homem quanto os outros, é que lhe falta muito para
caminhar, para chegar ao lugar de encontro com eles.Neste lugar de encontro,
não há ignorantes absolutos: há homens que, em comunhão, buscam saber
mais.

- As qualidade ou virtudes são construídas por nós , no esforço que nos


impomos para diminuir a distância entre o que dizemos e o que fazemos”

- Por isto é que não podemos, a não ser ingenuamente , esperar resultados
positivos de um programa, seja educativo no sentido mais técnico ou de ação
política, se desrespeitando a particular visão de mundo que tenha ou esteja
tendo o povo, se constitui numa espécie de “ invasão cultural” ainda que feita
com a melhor das intenções.

- Mas, invasão cultural sempre.

CURSO DE ELABORAÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS SOCIAIS


BIBLIOGRAFIA – AGOSTO DE 2005

ARMANI, DOMINGOS – COMO ELABORAR PROJETOS? TOMO EDITORIAL/AMENCAR – 2003.


BARBOSA, MARIO DA COSTA – PLANEJAMENTO E SERVIÇO SOCIAL - CORTEZ EDITORA – SÃO PAULO – 1990
– ESGOTADO.
BAPTISTA, MYRIAM VERAS – PLANEJAMENTO SOCIAL – VERAS EDITORA – SÃO PAULO – 2002.
BARREIRA, MARIA CECILIA – AVALIAÇÃO PARTICIPATIVA – VERAS EDITORA – SÃO PAULO – 2000.
BEGHIN, NATHALIE – A FILANTROPIA EMPRESARIAL – NEM CARIDADE NEM DIREITO – CORTEZ EDITORA –
SÃO PAULO - 2005.
CUENCA, CARLOS (ORG) MUDANÇA SOCIAL E REFORMA LEGAL - ESTUDOS PARA UMA NOVA LEGISLAÇÃO
DO TERCEIRO SETOR – CONSELHO DA COMUNIDADE SOLIDÁRIA – 1999.
DEMO, PEDRO – PARTICIPAÇÃO É CONQUISTA – CORTEZ EDITORA – SÃO PAULO – 2005.
GOGH, MARIA DA GLÓRIA – O PROTAGONISMO DA SOCIEDADE CIVIL - CORTEZ EDITORA – SÃO PAULO – 2005.
GANDIN, DANILO - A PRÁTICA DO PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO – EDITORA VOZES – PETRÓPOLIS – 2001.
GANDIN, DANILO – PLANEJAMENTO COM PRÁTICA EDUCATIVA – EDIÇÕES LOYOLA – SÃO PAULO – 1983.
IOSCHPE, EVELYN (ORGANIZADORA) TERCEIRO SETOR – DESENVOLVIMENTO SOCIAL SUSTENTÁVEL –
EDITORA PAZ E TERRA – SÃO PAULO – 1997.
JANUZZI, PAULO – INDICADORES SOCIAIS NO BRASIL – ALÍNEA EDITORA – SÃO PAULO – 2001.
MARQUES, EDUARDO CÉSAR – ESTADO E REDES SOCIAIS – EDITORA REVAN – RIO DE JANEIRO – 2000.
PFEIFFER, CLÁUDIA – POR QUE AS EMPRESAS PRIVADAS INVESTEM EM PROJETOS SOCIAIS E URBANOS NO
RIO DE JANEIRO? - EDITORA AORA DA ILHA – RIO DE JANEIRO – 2001
PADILHA, PAULO ROBERTO – PLANEJAMENTO DIALÓGICO– CORTEZ EDITORA – SÃO PAULO – 2002.
REZENDE, TOMÁZ DE AQUINO – ROTEIRO DO TERCEIRO SETOR – PUBLICARE – BELO HORIZONTE – 1999.
ROCHE, CHRIS – AVALIAÇÃO DE IMPACTO DOS TRABALHOS DE ONGS - – CORTEZ EDITORA – SÃO PAULO –
2002.
SANTOS, JOEL RUFINO – COMO PODEM OS INTELECTUAIS TRABALHAR PARA OS POBRES – GLOBAL
EDITORA – SÃO PAULO - 2004.
TENÓRIO, FERNANDO GUILHERME – RESPONSABILIDADE SOCIAL EMPRESARIAL – FUNDAÇÃO GETÚLIO
VARGAS- RIO DE JANEIRO – 2004.
VALLADARES, LICIA – AÇÃO INVISIVEL - IUPERJ – RIO DE JANEIRO – 1992.
REVISTA SERVIÇOS SOCIAL E SOCIEDADE:
Nº. 58 – NOIVEMBRO DE 1998 – TERCEIRO SETOR E MOVIMENTOS SOCIAIS HOJE.
Nº. 78 – JULHO DE 2004 – GESTÃO PÚBLICA.

SUGESTÕES DE LEITURA - AGOSTO DE 2005


REVISTA SERVIÇO SOCIAL E SOCIEDADE :

REVISTA NÚMERO 2
ELEMENTOS SOBRE A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO PLANEJAMENTO NOS SEUS ASPECTOS SOCIAIS,
FILISÓFICOS, ECONÔMICOS E POLITICOS.
ADALGIZA SPOSATI.

REVISTA NÚMERO 5
O SERVIÇO SOCIAL PERANTE O PLANEJAMENTO SOCIAL.
INÊS BIERRENBACH.

REVISTA NÚMERO 7
UM PLANEJAMENTO DO POVO NUM PLANEJAMENTO SEM POVO.
MARIA LUIZA HERDER

REVISTA NÚMERO 9
O CONCEITO DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL NA PERSPECTIVA DE INTEGRAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL.
MARIA NOÉLIA.

FORMAS IDEOLÓGICAS DE PARTICIPAÇÃO.


VICENTE DE PAULA FALEIROS.

REVISTA NÚMERO 10
CONSIDERAÇÕES SOBRE A PARTICIPAÇÃO SOCIAL E A PRÁTICA PROFISSIONAL.
SANDRA BARBOSA LIMA.

REVISTA NÚMERO 13
PARTICIPAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL - UMA QUESTÃO IDEOLÓGICA.

TRECHO DO LIVRO:
TERCEIRO SETOR
DESENVOLVIMENTO SOCIAL SUSTENTADO.
EDITORA PAZ E TERRA.
ARTIGO ESCRITO POR RUBEM CÉSAR FERNANDES.

“PESQUISA FEITA SOBRE A ASSISTÊNCIA SOCIAL ESPIRITA NO RIO DE JANEIRO ENCONTROU, POR
EXEMPLO, QUE SOMENTE NA DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS A AÇÃO ESPIRITA NO ESTADO BENEFICIA
REGULARMENTE CERCA DE 187 MIL PESSOAS CADASTRADAS. O TRABALHO VOLUNTÁRIO É TÃO
VALORIZADO ENTRE OS ESPIRITAS QUE ADQUIRE UM SENTIDO PROPRIAMENTE RELIGIOSO, COMO A
PRINCIPAL, COMO A PRINCIPA EXPRESSÃO PRÁTICA DA DOUTRINA”.

PARA SABER MAIS:

GIUMBELLI EMERSON (1995) EM NOME DA CARIDADE: ASSISTENCIA SOCIAL E RELIGIÃO NAS INSTITUIÇÕES
ESPIRITAS.
TEXTOS DE PESQUISA – ISER – RIO DE JANEIRO
O ISER FUNCIONA NA LADEIRA DA GLÓRIA.

http://www.fibrj.com.br/projetos_sociais.htm