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VULNERABILIDADE VULNERABILIDADE EE RISCO RISCO DAS DAS ECONOMIAS ECONOMIAS Prof. Prof. Paulo Paulo M. M. Garcias
VULNERABILIDADE
VULNERABILIDADE EE RISCO
RISCO
DAS
DAS ECONOMIAS
ECONOMIAS
Prof.
Prof. Paulo
Paulo M.
M. Garcias
Garcias
1
SISTEMA INTERNACIONAL, VULNERABILIDADE E PODER SISTEMA INTERNACIONAL “Sistema dinâmico que envolve poder e, portanto, é um
SISTEMA INTERNACIONAL,
VULNERABILIDADE E PODER
SISTEMA INTERNACIONAL
“Sistema dinâmico que envolve poder e, portanto, é um sistema de conflito permanente
(aberto ou oculto) e equilíbrio instável”(Gonçalves, 2006, p. 13).
Três
Três subsistemas
subsistemas ouou sistemas
sistemas bbáásicos:
sicos: pol
políítico,
tico, cultural
cultural ee econômico
econômico
Sistema
Sistema pol
políítico
tico::
““Sistema
Sistema pol
políítico
tico refere
refere--sese aa qualquer
qualquer conjunto
conjunto dede institui
instituiçções,
ões, grupos
grupos ouou
processo
processo pol
polííticos
ticos caracterizados
caracterizados por
por umum certo
certo grau
grau dede interdependência
interdependência
rec
recííproca
proca””(Bobbio
(Bobbio et.
et. al.,
al., 1994,
1994, inin Gon
Gonççalves,
alves, 2006,
2006, p.
p. 15)
15)
Sistema
Sistema cultural(ideol
cultural(ideolóógico):
gico):
““sistema
sistema cultural
cultural éé llóócus
cus dede encontro
encontro dede atores
atores dede diferentes
diferentes nacionalidade
nacionalidade
ee atores
atores transnacionais
transnacionais nono exerc
exercíício
cio dodo poder
poder cultural
cultural””(Gon
(Gonççalves,
alves, 2006,
2006, p.
p. 15)
15)
Sistema
Sistema econômico
econômico::
““sistema
sistema econômico
econômico éé llóócus
cus dede encontro
encontro dede atores
atores dede diferentes
diferentes
nacionalidade
nacionalidade ee atores
atores transnacionais
transnacionais nono exerc
exercíício
cio dodo poder
poder econômico
econômico””(Gon
(Gonççalves,
alves,
2006,
2006, p.
p. 15)
15)
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SISTEMA INTERNACIONAL, VULNERABILIDADE E PODER Quatro esferas temáticas da Economia Política (Referente ao Sistema econômico internacional):
SISTEMA INTERNACIONAL,
VULNERABILIDADE E PODER
Quatro esferas temáticas da Economia Política (Referente ao Sistema
econômico internacional): comercial, produtivo-real, tecnológica e monetário-
financeira
Esfera
Esfera comercial
comercial
Envolve
Envolve rela
relaçções,
ões, processos
processos ee estruturas
estruturas dodo sistema
sistema mundial
mundial
dede comcoméércio
rcio dede bens
bens ee servi
serviççosos
Esfera
Esfera produtivo
produtivo--real
real
Trata
Trata dodo deslocamento
deslocamento dede produtores
produtores dede bens
bens ee servi
serviççosos
entre
entre papaííses
ses atrav
atravééss dodo investimento
investimento direto
direto
Esfera
Esfera tecnol
tecnolóógica
gica
Transferência
Transferência internacional
internacional dede ativos
ativos intang
intangííveis
veis ee
conhecimento
conhecimento
Esfera
Esfera monet
monetáário
rio--financeira
financeira
Fluxos
Fluxos dede capitais
capitais internacionais
internacionais nana forma
forma dede empr
emprééstimos,
stimos,
financiamentos
financiamentos ee investimentos
investimentos
3
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS CONCEITO VULNERABILIDADE EXTERNA significa baixa capacidade de resistência das economias nacionais diante
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
CONCEITO
VULNERABILIDADE EXTERNA significa baixa capacidade de resistência das
economias nacionais diante de pressões, fatores desestabilizadores ou choques externos.
VULNERABILIDADE
VULNERABILIDADE UNILATERAL:
UNILATERAL: papaííss éé muito
muito sens
sensíível
vel aa mudan
mudanççasas externas
externas ee sofre
sofre
dede forma
forma significativas
significativas asas conseq
conseqüüências
ências dede mudan
mudanççasas nono cen
cenááriorio internacional,
internacional, mas
mas
eventos
eventos internos
internos temtem pouca
pouca ouou nula
nula influência
influência nana economia
economia mund
mundiaiall
DUAS
DUAS DIMENSÕES:
DIMENSÕES:
Op
Opçções
ões dede resposta
resposta comcom osos instrumentos
instrumentos dede pol
polííticas
ticas dispon
disponííveis
veis
Custos
Custos dodo enfrentamento
enfrentamento ouou dede ajuste
ajuste dos
dos eventos
eventos externos
externos
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS DIMENSÕES, ALTERNATIVAS E CUSTOS Pol Polííticas ticas dispon disponííveis: veis: Pol Polííticas
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
DIMENSÕES, ALTERNATIVAS E CUSTOS
Pol
Polííticas
ticas dispon
disponííveis:
veis:
Pol
Polííticas
ticas macroeconômicas
macroeconômicas monet
monetáária,
ria, fiscal,
fiscal, cambial;
cambial; controle
controle direto
direto sobre
sobre
opera
operaçções
ões dede exporta
exportaççãoão ee importa
importaçção,
ão, sobre
sobre fluxo
fluxo dede capital ...
capital
...
Custos
Custos dos
dos ajustes:
ajustes:
Efeito
Efeito dos
dos ajustes
ajustes financeiros,
financeiros, dodo investimento,
investimento, dodo comcoméércio
rcio nana produ
produçção,
ão, nono
emprego
emprego ee nono consumo.
consumo.
Quanto
Quanto mais
mais opopçções
ões dispon
disponííveis,
veis, menor
menor aa vulnerabilidade
vulnerabilidade externa
externa
Quanto
Quanto maiores
maiores osos custos
custos dos
dos ajustes,
ajustes, maior
maior aa vulne
vulnerabilidade
rabilidade
5
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS O PODER E SUAS FORMAS PODER PODER dede umum ator ator pol
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
O PODER E SUAS FORMAS
PODER
PODER dede umum ator
ator pol
políítico
tico éé aa probabilidade
probabilidade dede realizar
realizar aa sua
sua prpróópria
pria vontade
vontade
independente
independente dada vontade
vontade alheia(Weber)
alheia(Weber) (in(in Gon
Gonççalves,
alves, 2006,
2006, p.
p. 125)
125)
Três
Três formas
formas dede PODER:
PODER: pol
políítico,
tico, cultural
cultural ee econômico
econômico
PODER
PODER POL
POLÍÍTICO
TICO
Poder
Poder dede coa
coaççãoão
Poder
Poder pol
políítico
tico sese baseia
baseia nos
nos instrumentos
instrumentos que
que utilizam
utilizam aa for
forççaa
ffíísica
sica (Armas
(Armas dede toda
toda aa esp
espéécie
cie ee potência)
potência) –– rela
relaççãoão militar
militar –– OO Estado
Estado como
como centro
centro dede
irradia
irradiaççãoão dodo poder
poder
PODER
PODER CULTURAL(Ideol
CULTURAL(Ideolóógico)
gico)
Poder
Poder das
das ididééias,
ias, dos
dos valores
valores ee dos
dos ideais.
ideais. Poder
Poder baseia
baseia--sese nana submissão
submissão pelo
pelo
consentimento.
consentimento. OO poder
poder emana
emana dada sociedade
sociedade civil.
civil.
PODER
PODER ECONÔMICO
ECONÔMICO
Baseia
Baseia--sese nana propriedade
propriedade dos
dos bens,
bens, que
que define
define asas classe
classe sociais
sociais
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS O PODER EFETIVO E PODER POTENCIAL OO PODER PODER EFETIVO EFETIVO éé
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
O PODER EFETIVO E PODER POTENCIAL
OO PODER
PODER EFETIVO
EFETIVO éé inversamente
inversamente proporcional
proporcional àà vulnerabilidade
vulnerabilidade externa
externa
PODER
PODER EFETIVO
EFETIVO éé maior
maior quanto
quanto maior
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capacidade dede umum agente
agente
pol
políítico,
tico, social
social ouou econômico
econômico dede realizar
realizar aa sua
sua vontade
vontade ee resistir
resistir aa
pressões,
pressões, fatores
fatores desestabilizadores
desestabilizadores ee choques
choques exte
externos(Gon
rnos(Gonççalves,
alves, p.
p. 20)
20)
PODER
PODER POTENCIAL
POTENCIAL dodo Estado
Estado est
estáá fundamentado
fundamentado numa
numa base
base material
material dede
poder,
poder, nono conjunto
conjunto dede recursos
recursos materiais
materiais dispon
disponííveis
veis
HIATO
HIATO DEDE PODER
PODER
Diferen
Diferenççaa entre
entre poder
poder potencial
potencial ee poder
poder efetivo
efetivo
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS INDICADORES E ÍNDICES ÍNDICE X − X Min Índice = X −
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
INDICADORES E ÍNDICES
ÍNDICE
X
X
Min
Índice =
X
Máx
X
Mín
X – valor da variável de cada país
X
mà - maior valor da variável(país com melhor resultado)
X
Mín - menor valor da variável(país com pior resultado
8
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS VULNERABILIDADE EXTERNA IVCO + IVPT + IVMF IVE = 3 IVCO –
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
VULNERABILIDADE EXTERNA
IVCO
+
IVPT
+
IVMF
IVE
=
3
IVCO – Índice de vulnerabilidade comercial - Esfera comercial
Exportações de bens e serviços/PIB;
Crescimento real do comércio(exportação + importação) de bens e serviços/
crescimento real do PIB;
Índice de concentração das exportações(Herfindahl-Hirschmann);
Reservas internacionais líquidas(exclusive recursos do FMI)/ importação de
bens e serviços;
Taxa de crescimento de longo prazo do valor das exportações de bens
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS VULNERABILIDADE EXTERNA IVCO + IVPT + IVMF IVE = 3 IVPT –
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
VULNERABILIDADE EXTERNA
IVCO
+
IVPT
+
IVMF
IVE
=
3
IVPT – Índice de vulnerabilidade produtivo-tecnológica – Esfera
produtivo-tecnológica
Estoque de investimento externo direto IED/PIB;
Estoque de IED/exportação de bens e serviços;
Estoque de IED em serviços/ Estoque IED total;
Gastos com P&D / PIB;
Exportação de produtos intensivos em tecnologia/exportação de
manufaturados;
Pagamento de tecnologia/gastos com P&D
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS VULNERABILIDADE EXTERNA IVCO + IVPT + IVMF IVE = 3 IVMF –
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
VULNERABILIDADE EXTERNA
IVCO
+
IVPT
+
IVMF
IVE
=
3
IVMF – Índice de vulnerabilidade monetário-financeira – Esfera monetário-financeira
Dívida externa total/exportação de bens e serviços;
Dívida com FMI/Dívida externa total;
Renda líquida/exportação de bens e serviços;
Serviço da dívida pública e garantida pelo setor público/exportação de bens e serviços;
Ajuda externa/ importação de bens e serviços
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS ÍNDICE DE PODER POTENCIAL E PODER EFETIVO ÍNDICE DE PODER EFETIVO IPE
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
ÍNDICE DE PODER POTENCIAL E PODER EFETIVO
ÍNDICE DE PODER EFETIVO
IPE = 1 - IVE
ÍNDICE DE PODER POTENCIAL
ITT
+
ITP
+
ITR
IPP
=
3
ITT
ITT –– ÍÍndice
ndice dodo tamanho
tamanho dodo territ
territóóriorio
ITP
ITP –– ÍÍndice
ndice dodo tamanho
tamanho dada popula
populaççãoão
ITR
ITR -- ÍÍndice
ndice dodo tamanho
tamanho dodo PNB(Paridade
PNB(Paridade dodo poder
poder dede compra
compra))
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS ÍNDICE DE PODER POTENCIAL E PODER EFETIVO ÍNDICE DO HIATO DE PODER
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
ÍNDICE DE PODER POTENCIAL E PODER EFETIVO
ÍNDICE DO HIATO DE PODER
 IPP
IHP
=
1
 
X 100
IPE
IHP
IHP >1>1 –– PaPaííss comcom poder
poder efetivo
efetivo inferior
inferior aoao potencial
potencial
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS ÍNDICE DE PODER POTENCIAL DO BRASIL E PAÍSES SELECIONADOS País População Área
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
ÍNDICE DE PODER POTENCIAL DO BRASIL E PAÍSES SELECIONADOS
País
População
Área
(milhões)
(mil Km2)
Produto
Nacional Bruto
(PPP,US$bilhões)
Índice de Poder
Potencial (IPP)
1.
China
Estados Unidos
Índia
Rússia
1.280 9.598
5.792 95,9
2.
288 9.269
10.414
91,1
3.
1.049 3.287
2.778 88,7
4.
144
17.075
1.165 81,9
5.
Brasil
174 8.547
1.300 80,8
6.
Indonésia
212
1.905
650 74,1
7.
Japão
127
378
3.481 72,3
8.
Canadá
31 9.971
907 72,0
9.
México
101 1.958
887 71,9
10. Alemanha
82 357
2.226 68,4
Fonte: Reinaldo Gonçalves( 2005)
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VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS ÍNDICE DE VULNERABILIDADE EXTERNA DO BRASIL E PAÍSES SELECIONADOS Vulnerabilidade Comercial Produtivo-tecnológico
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
ÍNDICE DE VULNERABILIDADE EXTERNA DO BRASIL E PAÍSES
SELECIONADOS
Vulnerabilidade
Comercial
Produtivo-tecnológico
Monetário-financeiro
externa
IVCO
IVPT
IVMF
IVE
1.
Azerbaijão
84,4
1.
Nicarágua
91,1
1.
Burundi
81,3
1.
Zâmia
69,7
2.
Moldávia
72,6
2.
Trin
77,4
2.
Zâmbia
71,8
2.
Azerbaijão
66,5
Tobago
3.
Camboja
71,1
3.
Chile
74,4
3.
Ruanda
70,5
3.
Burundi
66,2
4.
Arábia Saudita
69,6
4.
Azerbaijão
73,0
4.
Burkina
67,5
4.
Ruanda
63,3
Fasso
5.
Mongólia
66,5
5.
Zâmbia
70,8
5.
Sudão
58,9
5.
Nicarágua
61,8
74. Brasil
38,1
49. Brasil
51,4
7.
Brasil
57,7
17. Brasil
49,1
109.
Peru
24,6
109.
Japão
22,9
109.
Bélgica
6,9
109.
Filipinas
24,2
110.
China
19,2
110.
Israel
19,1
110.
França
5,9
110.
EUA
22,0
111.
Nepal
16,6
111.
Etiópia
18,9
111.
Reino
3,4
111.
Índia
21,6
Unido
112.
Líbano
16,2
112.
Filipinas
16,4
112.
Suiça
2,8
112.
Israel
21,5
113.
Índia
15,8
113. Rep. coréia
14,2
113. Japão
0,0
113. Japão
18,1
Fonte: Reinaldo Gonçalves( 2005)
15
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS SÍNTESE COMPARATIVA DOS ÍNDICES DO BRASIL E PAÍSES SELECIONADOS PAÍS IPP PAÍS
VULNERABILIDADE DAS ECONOMIAS NACIONIAS
SÍNTESE COMPARATIVA DOS ÍNDICES DO BRASIL E PAÍSES
SELECIONADOS
PAÍS
IPP
PAÍS
IVE
PAÍS
IPE
PAÍS
IHP
1.
China
95,9
1.
Zâmia
69,7
1.
Japão
81,9
1.
Brasil
58,7
2.
EUA
91,1
2.
Azerbaijão
66,5
2.
Israel
78,5
2.
Zâmbia
34,8
3.
Índia
88,7
1.
Burundi
66,2
3.
Índia
78,4
3.
Argentina
28,3
4.
Rússia
81,9
4.
Ruanda
63,3
4.
EUA
78,0
4.
China
19,8
5.
Brasil
80,8
5.
Nicarágua
61,8
5.
Filipinas
75,8
5.
Rússia
19,8
17. Brasil
49,1
96. Brasil
50,9
109. Estônia
110. Jamaica
111. Suazilância
23,0 109. Filipinas
21,6 110. EUA
15,5 111. Índia
24,2 109. Nicarágua
-60,7
22,0 110. Ruanda
21,6 111. Burundi
38,2 109. Eslovênia
36,7 110. Líbano
33,8 111. Trin
Tobago
33,5 112. Suazilância
30,3 113. Maurício
-62,4
e
-73,0
112. Trin e Tobago
113. Maurício
14,5 112. Israel
11,6 113. Japão
21,5
112. Azerbaijão
-74,3
18,1 113. Zâmbia
-81,2
Fonte: Reinaldo Gonçalves( 2005)
16
VOLATILIDADE DO INVESTIMENTO INTERNACIONAL Manifesta-se por mudanças abruptas na “quantidade” e no “preço” do capital externo
VOLATILIDADE DO INVESTIMENTO
INTERNACIONAL
Manifesta-se por mudanças abruptas na “quantidade” e no “preço” do capital
externo
CAUSAS DA VOLATILIDADE DO INVESTIMENTO INTERNACIONAL
Três fatores:
1.
Desenvolvimento do mercado de euromoedas nos anos 60 : permitiu a
bancos e ETs escaparem das restrições dos sistemas financeiros nacionais
2.
Falhas de decisão dos governos dos países avançados: relacionado à
evolução do SFI – Sistema Financeiro Internacional(pouca) –
desenvolvimento de regras, normas, práticas e procedimentos
3.
Globalização financeira e a maior volatilidade do investimento
internacional,devido:
Expansão extraordinária do fluxo de investimento internacional
Maior concorrência
Integração dos sistemas financeiros nacionais
17
VOLATILIDADE DO INVESTIMENTO INTERNACIONAL EFEITO DA VOLATILIDADE DO INVESTIMENTO INTERNACIONAL NECESSIDADE DE AJUSTES DAS CONTAS EXTERNAS
VOLATILIDADE DO INVESTIMENTO
INTERNACIONAL
EFEITO DA VOLATILIDADE DO INVESTIMENTO
INTERNACIONAL
NECESSIDADE DE AJUSTES DAS CONTAS EXTERNAS
demanda gerenciamento das reservas e ajustes das contas
correntes. Aumenta passivo externo de curto prazo, instabilidade
cambial aumenta M e reduz X , aumenta aplicação especulativa
CAPACIDADE DE AJUSTE ATRAVÉS DAS POLÍTICAS
MONETÁRIAS, FISCAIS, CAMBIAS ou mesmo de controle
direto de câmbio, preços, juros, pois gera instabilidade no sistema
financeiro e desalinhamento do câmbio
AFETA INVESTIMENTOS PRODUTIVOS : encurta o
horizonte dos investimento devido riscos e incertezas
18
INTERPRETAÇÕES SOBRE A GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA E VOLATILIDADE DOS INVESTIMENTO INTERNACIONAIS ABORDAGEM INTERPRETAÇÃO SOLUÇÃO Liberal Mercado é
INTERPRETAÇÕES SOBRE A GLOBALIZAÇÃO FINANCEIRA
E
VOLATILIDADE DOS INVESTIMENTO INTERNACIONAIS
ABORDAGEM
INTERPRETAÇÃO SOLUÇÃO
Liberal
Mercado é alocador ótimo
Quanto mais globalizado
melhor. Pune governo “mal
comportados” e premia
“bem comportados
Eliminar
falhas
de
mercados
Diplomáticas
um
problema mas pode
proporcionar
oportunidades
Volatilidade
é
Financeira
Fragilidade
dos
sistemas.
Faltam
mecanismos
eficazes
de
prevenção
e
proteção
Bancária
Ausência de supervisão
prudencial
e
fiscalização(posição do
Tributária
FMI)
Volatilidade de
fluxos
financeiros de curto prazo
e novos mercados de
moedas e de derivativos
Maior cooperação
internacional. Ampliar a
participação de países
emergentes em fóruns
internacionais(G-8, OECD,
BIS, FMI, ONU)
Maior disponibilidade de
recursos financeiros para
ajustes do BP e estratégias
preventivas. Reforçar o
FMI.
Aperfeiçoamento e
harmonização das
normas.Universalizar
recomendações do BIS
Taxa Tobin de tributação
das aplicações financeiras
Keynesiana
Volatilidade decorre
da
Coordenação
“paranóia
antiinflacionária” e da
insuficiência de demanda
agregada.
macroeconômica
dos
países desenvolvidos(EUA,
EU, Japão)
de
políticas
expansionistas
com
expansão
do
financeiro
acompanhando o real?!
Estado-nacional Rivalidade entre Estado-
nacionais. Efeito negativo
Controle dos fluxos
internacionais
de
capitais
sobre
economias
em cada país através de
periféricas. Volatilidade
aumenta a vulnerabilidade
financeira externa e reduz a
soberania nacional
políticas nacionais
de
controle
de
capitais
e
do
mercado de câmbio
19
CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS RISCOS • CRÉDITO : devedor insolvente, incapaz de cumprir com obrigações • MERCADO:
CLASSIFICAÇÃO GERAL DOS RISCOS
• CRÉDITO : devedor insolvente, incapaz de cumprir com obrigações
• MERCADO: perda pela queda de preços dos ativos
• LIQUIDEZ: falta temporária de recursos para saldar débito
• LEGAL: imperfeições nos mecanismos jurídicos e institucional que balizam
transações
• SISTÊMICO: Sistema Financeiro Internacional tem funcionamento paralisado
por evento desestabilizador grave
20
RISCO PAÍS TAXA DE RISCO Mede a desconfiança estrangeira nos títulos da dívida de um país
RISCO PAÍS
TAXA DE RISCO
Mede a desconfiança estrangeira nos títulos da dívida de um país
EXEMPLO:
BÔNUS DA DÍVIDA EXTERNA DE US$100,00, com juros 6% a.a.
DEVIDO INCERTEZAS DA ECONOMIA DO PAÍS É NEGOCIADO POR
US$80,00
RENDE 6/80 7,5 % a.a.
Tesouro Americano paga juros de 1,50 % a.a.
Diferenças (7,5 – 1,5) de 6% ou 600 pontos
Foi criado pelo banco norte-americano J.P.MORGAN em 1992 que
denominou Emerging Markets Bonds Index(EMBI), conhecido no Brasil
como taxa de risco
O J.P. Morgan só calcula índice para países com emissão de títulos no
valor mínimo de US$ 500 MILHÕES, relativos a sua dívida externa e com
prazo mínimo de um ano
21
21/05/2009 RISCO BRASIL Risco Brasil começou a ser calculado em 1992 e se altera diariamente 2.443
21/05/2009
RISCO BRASIL
Risco Brasil começou a ser calculado em 1992 e se altera diariamente
2.443 em 27-9-2002
1.446 em 30-12-2002
695
em 26-9-2003
382
em 31-12-2004
211
em 25-2-2006
185
em 17-1-2007
138
em 18-6-2007
356
em 17-09-2008
306
em 21-5-2009
195
em 01-01-2010
204
em 02-08-2010
219
em 02-09-2010
22
21/05/2009 RISCO BRASIL Fonte: J.P. Morgan 23
21/05/2009
RISCO BRASIL
Fonte: J.P. Morgan
23
TAXA DE RISCO E AS AGÊNCIAS DE RATING AGÊNCIAS DE RATING CLASSIFICAM OS PAÍSES E AS
TAXA DE RISCO E AS AGÊNCIAS DE RATING
AGÊNCIAS DE RATING CLASSIFICAM OS PAÍSES E AS EMPRESAS
Principais agências: Moddy’s, S&P (Standard and Poor’s) e FITCH
Dois tipos de risco:
Comercial - atribuído às empresas – natureza microeconômica
Político(soberano) – atribuído ao país – natureza macroeconômica
FATORES CONSIDERADOS
RISCO CAMBIAL – possibilidade de retardar pagamento de obrigações ou deixar
dúvidas sobre possibilidade de pagar
CAPACIDADE DE GERAR DIVISAS
OBSERVAÇÃO:
A
classificação
dos
países
e
das
empresas
são
independentes
24
TAXA DE RISCO E AS AGÊNCIAS DE RATING GRAU DE INVESTIMENTO BAIXO RISCO POLÍTICO (PAÍSES) E
TAXA DE RISCO E AS AGÊNCIAS DE RATING
GRAU DE INVESTIMENTO
BAIXO RISCO POLÍTICO (PAÍSES) E
BAIXO RISCO COMERCIAL(EMPRESAS)
São seguros para o investidor – pagam juros menores – títulos emitidos são
comprados livremente pelos fundos de investimento
GRAU ESPECULATIVO
ALTO RISCO POLÍTICO (PAÍSES) E
ALTO RISCO COMERCIAL(EMPRESAS)
Créditos são retraídos e taxa de juros aumenta
25
CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS, DE ACORDO COM AS RATINGS Moody´s Standard Fitch SR Austin Significado da classificação
CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS, DE
ACORDO COM AS RATINGS
Moody´s
Standard
Fitch
SR
Austin
Significado da classificação
&
Atlantic
Rating
Rating
Poor´s
*
**
Aaa
AAA
AAA
AAASR
AAA
Risco baixíssimo. O emissor é confiável
Aa
AA
AA
AA+SR
AASR
AA-SR
A
A
A
A+SR
ASR
A-SR
Baa
BBB
BBB
BBB+SR
BBBSR
BBB-SR
Ba
BB
BB
BB+SR
BBSR
BB-SR
B
B
B
B+SR
BSR
B-SR
*Risco quase nulo
AA Alta qualidade, com pequeno aumento de
risco no longo prazo
*Risco muito baixo
** Risco irrisório
A Entre alta e média qualidade, mas com
vulnerabilidade às mudanças das
condições econômicas.
*Risco baixo
**Risco muito baixo
BBB Média qualidade, mas com incertezas no
longo prazo
*Risco módico
**Risco baixo
BB Qualidade moderada, mas não totalmente
seguro
*Risco mediano
B Capacidade de pagamento atual, mas
com risco de inadimplência no futuro
*Risco alto
Caa
CCC CCC
CCCSR
CCC
Baixa qualidade com real possibilidade
CC
de inadimplência
C
*Risco muito alto
Ca
CC -
CCSR
CC
Qualidade especulativa e com histórico
de inadimplência
*Risco extremo
C
C
- CSR
C
Baixa qualidade com baixa possibilidade
de pagamento
*Risco máximo
-
D
DDD
DSR
-
Inadimplente – Default
DD
D
26
RISCOS DE ACORDO COM AS RATINGS GRAU DE INVESTIMENTO E GRAU DE RISCO PARA AS RATINGS
RISCOS DE ACORDO COM AS RATINGS
GRAU DE INVESTIMENTO E GRAU DE RISCO PARA AS RATINGS
CATEGORIA
MOODY´S
&
FITCH
Investiment
Aaa,Aa,A,Baa
STANDARD
POOR´S
AAA, AA, A, BBB
AAA,
AA,
A,
grade
BBB
Speculative
Ba, B, Caa, C
BB, B, CCC, CC, C
BB, B, CCC, CC,
grade
C
27
RISCO BRASIL RATING MOODY´S FITCH DATA RISCO 1/9/2010 28 jun 2010 BBB- Títulos e Notas Baa2
RISCO BRASIL RATING
MOODY´S
FITCH
DATA
RISCO
1/9/2010
28
jun 2010
BBB-
Títulos e Notas
Baa2
29
mai 2008
BBB-
Depósito bancário Baa3
9
mai 2007
BB+
Governo Brasileiro
Baa3
5
fev 2007
BB
28
jun 2006
BB
11
out 2005
BB-
28
set 2004
BB-
6
nov 2003
B+
3
jun 2003
B
10
mar 2003
B
21
out 2002
B
1
ago 2002
B+
20
jun 2002
B+
17
jul 2001
BB-
21
set 2000
BB-
19
mai 2000
BB-
22
fev 2000
B+
26
jan 1999
B
3
dez 1997
B+
26
out 1995
B+
1
dez 1994
B+
28