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Ética em Perspectiva.

Professor: Cesar Candiotto.
Trabalho: Fundamentar a moral nos afasta do fundamentalismo.
Aluno: Matheus Negri.
1.

Fundamentar a moral.

É dever da Ética fundamentar o fenômeno da moral, este fundamentar é
o argumentar, criticar, mostrar a coerência e não um fundamentalismo onde o
que se tem é uma adesão cega e irracional seja sob o domínio da religião,
política ou filosofia.
Então fundamentar a moral é encontrar razões que a justifiquem e todos
os grupos humanos. Pois todos pronunciam juízos de aprovação ou reprovação
moral, juízos de razão superior sobre qualquer ser humano e essa razão não
deve ser uma mania ou passa tempo.
Existem diferentes teorias éticas que se fundamentam no ser,
consciência e linguagem. Então se deve perguntar: é possível fundamentar a
moral? Se sim deve ser racional. Algumas teorias não se baseiam somente
nela, mas também em sentimentos, economia e revelação religiosa.
Dos que propões um modelo de fundamentação estão o comunitarismo
Aristotélico – Hegeliano com MacIntyre, Sandel, Taylor e Barber. Uma ética
formal de bens com Aranguren, Garcia, Pintor e Conill. Os utilitaristas
modernos que visam toda criatura senciente e os de inspiração kantiana.
2.

Posições de rejeição.

Dos que acham que não é da filosofia fundamentar a moral estão o
cientificismo e o racionalismo crítico que consideram impossível esta tarefa. O
pragmatismo racional que o vê como desnecessário e o pós-modernismo que o
considera ultrapassado.

conhecimento.4 Etnocentrismo Ético como realidade irrefutável. Assim. Há um cultivo de valores estéticos em detrimento dos valores éticos. do qual parece uma reação. Popper e H. há uma desmistificação e relativização das afirmações. decisões. onde é inútil pretender uma sistematização do ser. um cultivo do privado e abandono do público para “especialistas” e por não existir um mundo real é que todos são iguais. pois a filosofia morena. verdade . 2. no ser e o dever. Isto abre um abismo entre a teoria. Rorty afirma que a objetividade de uma verdade universal é uma vã ilusão.2. James. segundo W. estava centrada na epistemologia. Albert propõem um beco sem saída em três pontos: é impossível um regresso infinito.na interrupção do procedimento.3 Pós Modernismo ou Pensamento Débil. e a práxis. O etnocentrismo ético afirma ser impossível justificar uma decisão moral de qualquer ser racional. 2. aceitar ou recorrer a um dogma. Assim há o abandono dos ideais universalistas de justiça. seja teórico ou prático.2 Racionalismo Crítico. R. As decisões morais estão no âmbito subjetivo das decisões e de preferências irracionais. O pensamento pós-moderno presa por não fundamentar a moral. 2. recorrer a enunciados que fundamentam é um circulo lógico na dedução e uma suposição arbitrária. Este renuncio de uma razão total advém de Nietzsche e Heidegger. liberdade. Os problemas desse argumento é que o próprio é dogmático e que os valores ficam para além da razão. K.1 Cientificismo. igualdade e solidariedade. Para o racionalismo critico qualquer tentativa de uma fundamentação última de um saber é um fracasso. Já o conhecimento cientifico é objetivo e com ausência de qualquer conhecimento valorativo. Só é possível a justificação com alguém que já compartilha uma determinada forma de vida. Seu fundamento está na separação entre fatos e valore. O cientificismo prega ma racionalidade objetiva do saber técnico cientifico.

Esses valores se fundamentam em última estância no valor absoluto das pessoas apresentado por Kant. Segundo Kant essa fundamentação se dá. mas qualquer um pode escolher um modo diferente da tradição a qual vive. a solidariedade. pois existe moral porque os seres humanos têm dignidade e estão dotados de autonomia. a paz e a tolerância ativa. são o fim em si mesmo. Porém se faz necessário um critério que ajude a fazer uma escolha. porém é paradoxal. Social na medida em que os comandos gerais foram sendo gerados e assimilados no processo de sociabilização. de tal modo que com ela se chegue a uma maior adesão de todos às instituições da democracia liberal. Esta moralidade é apresentada numa dupla vertente. guerras. E dignidade devido ao seu valor absoluto. social e pessoal. pois tais fatores não determinam a escolha da tradição que alguém se identifica só o condiciona. isto é. a liberdade. Urgência de uma fundamentação. Autonomia esta por que são capazes de dar leis a si mesmas e governar-se por elas. 3. . na medida em que é cada um quem deve se responsabilizar por estar na altura humana nas situações concretas. Pois não existem mais verdades a não ser a herdada da tradição concreta da comunidade social que se está inserido. deterioração da bioesfera e catástrofes climáticas. É necessária a busca e apresentação de princípios morais unanimes a todos os povos devido à situação em eu se encontra o mundo e os avanços científico-tecnológicos seja por fome. Disto deve-se buscar um “equilíbrio reflexivo”. a igualdade.é aquilo que é bom para nós acreditar. Estes comandos morais apontam para a defesa de valores como a vida. elaborar uma interpretação coerente da noção de justiça já aceita por todos. pois a necessidade de uma moral universal básica e obrigatória para regulamentar as ações cientificas é barrada pelo próprio pensamento científico que colocou a objetividade na ausência de valores e os valores na irracionalidade. A situação. E pessoal.