UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

CURSO DE DIREITO
DPR 3103- PEÇAS JURÍDICAS I- 2015.2

Ao Excelentíssimo Douto Juiz de uma das varas cíveis da Comarca de Natal,
Rio Grande do Norte

Pedro Silva Silveira,

brasileiro, casado, empresário, inscrito no

CPF/MF sob o número xxx.xxx.xxx-xx, RG 009238 SSP/RN, residente e
domiciliado na Rua das Flores, 334, Tirol, CEP 50.900-40, vem através do seu
procurador que a esta subscreve, em ação ordinária propor

AÇÃO DE PERDAS E DANOS

Em face de

João Teixeira dos Santos,

brasileiro, casado,

comerciante, inscrito no CPF/MP nº xxx.xxx.xxx-xx, RG 23123 SSP/RN,
residente e domiciliado à Rua Santa Isabel, Jardins, Natal/RN, CEP 59.023-12;

João Nunes, brasileiro, casado, corretor

e

de imóveis, registrado no ob o nº

CRECI/RN 138786, inscrito no CPF/RN xxx.xxx-xx, residente e domiciliado à
Av. Juvenal Lamartine, Tirol, 234, Natal/RN.

00 (duzentos e trinta mil reais) com a empresa credora Sol Imóveis. II. nota-se que os ora demandados macularam o negócio jurídico.000. O dolo acidental só obriga à satisfação das perdas e danos. configurada a hipótese descrita no artigo 146 do Código Civil de 2002.2 I. enunciado que se segue: “Art.00 (setenta mil reais). o autor ter adquirido os imóveis no valor diferente e superior ao efetivo valor recebido pelo credor.PEÇAS JURÍDICAS I. de forma escusa. DOS FATOS 1. DO DIREITO Diante do exposto temos. alternativa ao autor. que o valor devido seria R$ 300.2 Ocorre que o mandatário dolosamente pactuou com o corretor de imóveis João Nunes. o negócio seria realizado. e de ter havido de forma deliberada. a quebra do princípio da boa fé. embora por outro modo. qual seja.000. 1. e é acidental quando. com o fim específico de celebrar contrato de promessa de compra e venda de dois imóveis situados no loteamento Jardim de Luz. a seu despeito. de forma cristalina.4 De forma.000.1 O autor constituíra instrumento de mandato. restando. portanto. de R$ 70. senão a de procurar a tutela jurisdicional. conforme cópia do registro do contrato de promessa de compra e venda. o qual embasa de forma essencial o contrato de mandato. sem levar ao conhecimento da empresa Sol Imóveis. haja vista. e comprovante de transferência eletrônica direta os quais seguem em anexo. pelo fato de ter sido traído. para ao final dividirem o valor excedente.UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CURSO DE DIREITO DPR 3103. que não restou outra. no valor estipulado de R$ 230. Ademais. configurando vício de dolo acidental. 1.2015. 1. 146.” .00 (trezentos mil reais).3 Do exposto. confiando-o ao mandatário João Teixeira. conforme documento que segue em anexo.

2 Acerca do assunto explica o jurista Carlos Roberto Gonçalves que dolo “é o artifício empregado para induzir alguém à prática de um ato que o prejudica. houve a intenção dos réus em enganarem o autor. traiu grande confiança que o requerente confiava à eles. p. ocorrendo aqui o dolo. sobretudo. atual. Conforme exposto. para proveito próprio. 2008. O dolo do representante legal de uma das partes só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que teve. a qual foi viciada.000. causando-lhe grave prejuízo. porém. “Art.2015. e aproveita ao autor do dolo ou a terceiro” (GOLÇALVES. 375) Conforme pode ser inferido da narrativa dos fatos e das provas acostadas a esta petição. trazendo. DOS PEDIDOS .UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CURSO DE DIREITO DPR 3103. mas. o representado responderá solidariamente com ele por perdas e danos.PEÇAS JURÍDICAS I. Sendo eles responsáveis solidários na responsabilidade das perdas e danos causadas. esta era objetivo do requerente.00 (setenta mil reais). para aproveitarem da quantia excedente para si. 149. grande gravame a esta parte. rev. como foi dito e demonstrado a este Juízo. Carlos Roberto. São Paulo: Saraiva. v I: parte geral. Suas ações irresponsáveis não apenas causaram danos econômicos. conforme o artigo 149 do diploma civilista. podemos afirmar que houve um dolo acidental. Direito Civil Brasileiro.” III. momento de grande decepção na sua vida. se. os quais acreditou até o momento no qual soube de que havia sido enganado. O conluio da parte ré fez com que o prejuízo causado fosse do montante de R$70. Não se questiona o fato da realização da venda. mas a forma como foi feita. Os requeridos ludibriaram o autor para pagar uma quantia superior àquela que estava sendo vendido o imóvel. o dolo for do representante convencional. 6 ed.

_____________________________________ Aline Castiel B.PEÇAS JURÍDICAS I. Barbosa _____________________________________ Aracele Meiriane Oscar do Nascimento _____________________________________ Felipe Hudson da Costa _____________________________________ Mônica Danielle Souza de Azevedo _____________________________________ Luiza Alcoverde Pinto _____________________________________ Rômulo Guilherme Florentino dos Santos .00 (setenta mil reais). ajuíza-se a presente ação no desiderato de pugnar que V.2015.000. (B) CITAR OU RÉUS. em especial a oitiva de testemunhas e provas documentais. sob pena de revelia e ainda a confissão da matéria de fato. seja julgada procedente a presente ação. para que ao final. Natal. 14 de Agosto de 2015. se digne a: (A) JULGAR PROCEDENTE O PRESENTE PLEITO. Dá-se à demanda em tela o valor de R$ 70.2 POR TODO O RETRO ESPOSADO E ARGÜIDO . Exa. Termos em que pede e aguarda deferimento. para que seja contestada a presente ação.UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CURSO DE DIREITO DPR 3103. Por fim aduz protestar pela produção de todos os meios de prova admitidos em Direito. CONDENANDO OS DEMANDADOS À REPARAÇÃO PECUNIÁRIA DANOS E PATRIMONIAIS CAUSADOS AO AUTOR.

2 ____________________________________ Thereza Cristina de Souza Vilela .PEÇAS JURÍDICAS I.UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CURSO DE DIREITO DPR 3103.2015.

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