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PROF. MARCELO ROSENTHAL

LÍNGUA PORTUGUESA – MATERIAL 10

PROF. MARCELO ROSENTHAL LÍNGUA PORTUGUESA – MATERIAL 10

FISCAL DE TRIBUTOS – MACEIÓ - Julgue os itens , relativos ao texto II.

FHC recua e tira “superpoderes” da Receita

1 O presidente Fernando Henrique Cardoso alterou ontem o decreto que facilitava o

acesso da Receita Federal a dados bancários protegidos por sigilo e desobrigou os bancos

de informarem ao órgão as movimentações mensais superiores a R$ 5 mil, no caso de

pessoas físicas, e a R$ 10 mil, no caso de empresas. O decreto foi editado há um mês para

regulamentar uma lei complementar (a de n.º 105) que vigora desde janeiro de 2001 e que

ampliou o poder de fiscalização da Receita com o objetivo de aumentar o combate à

sonegação. A lei complementar n.º 105 tinha autorizado o acesso da Receita,

independentemente de ordem judicial, a dados bancários sigilosos. Outra lei permitiu o

cruzamento de declarações de renda com dados sobre a movimentação bancária, obtidos

por meio do recolhimento da CPMF, para identificar sonegadores. O presidente editou um

novo decreto, que, na prática, dispensa os bancos de informar as movimentações superiores

aos limites estabelecidos anteriormente enquanto houver o recolhimento da CPMF

(Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, uma cobrança de 0,38% sobre

saques e movimentações financeiras). A CPMF será cobrada até o final de 2004.

Aparentemente, o Palácio do Planalto foi pressionado a recuar. O ministro-chefe da Casa

Civil informou ao presidente Fernando Henrique Cardoso que havia forte resistência à

medida. Mas a Casa Civil negou que tenha havido recuo. Disse que os bancos teriam de

informar a movimentação bancária duas vezes — a primeira delas relativa ao recolhimento

da CPMF — e afirmou que o novo decreto apenas simplifica os procedimentos.

20

Contestação.

21

As leis que ampliam os poderes da Receita estão sendo contestadas no STF por

meio de ações diretas de inconstitucionalidade. O principal argumento é a suposta violação

do direito do cidadão à intimidade. O decreto também seria questionado no Supremo. A

OAB já havia decidido entrar com ação e preparava o texto. Logo após sua edição, o

presidente do STF criticou a legislação de forma genérica. Disse que a considera um

instrumento de coação política e citou o livro 1984, de George Orwell. O livro descreve

uma sociedade fictícia em que todas as pessoas são vigiadas pelo governante, chamado

“Big Brother” (ou “Grande Irmão”), por meio de circuito de monitores de TV.

29

Parecer.

30

Para o presidente da OAB, pesou na decisão de mudança do decreto o parecer

elaborado por dois advogados, que contém o seguinte trecho: “O decreto pune os bons

contribuintes, deles retirando qualquer garantia, visto que sempre dependerão de humores

da fiscalização, pródiga em ofertar à lei distorcida interpretação. É que o fisco, até por

dever de ofício, sempre tem por ‘suspeitos’ todos os cidadãos”.

Silvana de Freitas. In: Internet: <http://www.folha.com.br>. Acesso em 28/12/2002 (com

adaptações).

1 Na expressão “a dados bancários” (2), caso o vocábulo “dados” fosse substituído por

informações, seria necessário não somente o ajuste na concordância com “bancários” e

“protegidos”, na linha 2, mas também o emprego do sinal indicativo de crase no “a” que antecede a

expressão.

2 As seguintes substituições pronominais poderiam ser feitas no texto, mantendo-se a correção

gramatical: “que” (l.11) por o qual; “a” (l.25) por lhe; “deles” (l.32) por destes.

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3 Dois momentos do texto II exemplificam a preocupação nítida em facilitar ao leitor o

entendimento dos fatos: a explicação a respeito da CPMF (l.13-14) e a sucinta descrição do tema

do livro 1984 (l.26).

4 Os parênteses utilizados no trecho das linhas 13 e 14 poderiam ser substituídos pelo uso de

apenas um travessão antes de “Contribuição” (l.13).

os procedimentos” (l.18-19) pode ser assim reescrito,

mantendo-se a correção gramatical do período: Conforme a Casa Civil, pelo novo decreto os

5 O trecho “Disse que os bancos (

)

procedimentos tornam mais simples, pois os bancos deveriam informar duas movimentações

bancárias — a primeira quanto ao recolhimento da CPMF.

6 A expressão “visto que” (l.32) pode ser corretamente substituída por porquanto, mantendo-se a

correção sintática e semântica do período.

7 As preposições “Para” (l.30) e “por” (l.34) podem ser substituídas por Segundo e como,

respectivamente, sem prejuízo à correção gramatical das orações em que ocorrem.

UnB / CESPE – SMF / Maceió – AL Provas Objetivas Concurso Público – Aplicação:

Cargo: Fiscal de Tributos Municipais – 3 / 15 É permitida a reprodução, desde que citada a fonte.

1) ASSISTIR

a) no sentido de ver - Verbo Transitivo Indireto, exige a preposição A

Ex: Assisto ao filme. Assisto à novela.

b) no sentido de dar assistência - Pode tanto ser considerado Verbo Transitivo Direto como Verbo

Transitivo Indireto.

Ex: O médico assiste ao paciente.

O

médico assiste o paciente.

O

médico assiste a paciente.

O

médico assiste à paciente.

Substituindo pelos Pronomes Oblíquos correspondentes, tanto estaria correto dizermos "O médico

o assistiu"; "O médico a assistiu" e também "O médico lhe assistiu".

c) no sentido de caber, pertencer - O verbo será Transitivo Indireto (a).

Ex: Esse direito não assiste ao grupo.

d) no sentido de morar - O verbo será Intransitivo

Ex: Assisto em Copacabana.

2) ASPIRAR

a) no sentido de respirar , puxar o ar - O Verbo será Transitivo Direto

Ex: Aspiro o ar.

Aspiro a fumaça.

b) no sentido de desejar - O Verbo será Transitivo Indireto (a)

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Ex: Aspiro as cargo.

3) VISAR

Aspiro à chefia.

a) no sentido de mirar - O Verbo será Transitivo Direto

Ex: O arqueiro visou o alvo.

O arqueiro visou a maçã.

b) no sentido de desejar - Pode tanto ser considerado Verbo Transitivo Direto como Verbo

Transitivo Indireto (a).

Ex: Visei ao cargo (o cargo).

Visei à posição (a posição).

c) no sentido de dar visto - O Verbo será Transitivo Direto

Ex: O gerente visou o cheque.

O chefe visou toda a documentação.

4) CHEGAR - Não se pode dizer na língua culta "chegar em", pois o correto é "chegar a".

Ex: Cheguei a casa.

Chegaremos ao cinema.

Nunca se poderá dizer

"Cheguei em casa".

5)

LEMBRAR

e

ESQUECER

a) Utilizando-se o Pronome Oblíquo será obrigatório o uso da Preposição DE.

Ex: Lembro-me de você.

Esquecemo-nos do mundo.

b) Não se utilizando o Pronome Oblíquo também não se poderá usar a Preposição.

Ex: Lembro o fato.

Esquecemos o mundo.

Obs. O que não se pode fazer é utilizar a preposição sem utilizar o Pronome Oblíquo e vice-versa.

Ex: Lembro do fato.

Estas duas últimas frases estão, por este motivo, totalmente erradas.

Esquecemos do mundo.

6) CUSTAR

a) no sentido de ter valor - Verbo Intransitivo (Adj. Adverbial de Preço)

Ex: Romário custa U$6.000.000,00.

A casa custou trezentos milhões de cruzeiros reais.

b) no sentido de ser difícil, demorar - Verbo Transitivo Indireto (a)

Obs. Neste caso, o verbo só pode ser conjugado na terceira pessoa do singular, tendo como

sujeito a coisa que é difícil (expressa por um verbo no infinito) e a pessoa para a qual a coisa é

difícil é Objeto Indireto.

Ex: Custa-me ver a verdade.

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Custou-nos solucionar este caso.

Portanto, seria totalmente errado dizer: "Eu custo a ver a verdade".

"Nós custamos a solucionar este caso".

7) GOSTAR

a) no sentido de ter afeição, aprovar, adorar. - Verbo Transitivo Indireto exigindo a preposição de.

Ex: Gostamos muito de você.

Gostavas muito de futebol.

b) no sentido de provar - Verbo Transitivo Direto

Ex: Gostei a cerveja, mas não a aprovei.

Gostamos a sensação da paz e aprovamos.

8) AVISAR, INFORMAR, PARTICIPAR, ALERTAR, ALARMAR, ADVERTIR, LEMBRAR

Estes verbos são duplamente bitransitivos, pois tanto podemos dizer "Quem informa, informa

alguma coisa a alguém", como -também poderíamos dizer "Quem informa, informa alguém de

alguma coisa".

Exs: Informei o fato ao povo.

Informei o povo do fato.

Avisei a notícia a todos.

Avisei todos da notícia.

9) PENSAR

Vale a pena observar este verbo em um sentido especial: "Cuidar, aplicar curativos".

Ex: Pensamos as nossas feridas.

O médico pensou meus machucados.

10) PREFERIR

Nunca se poderá utilizar a palavra MAIS, e a preposição obrigatória é a A. A construção correta é:

"preferir uma coisa a outra" e NUNCA "preferir mais uma coisa do que outra"

Ex: Prefiro cerveja a refrigerante.

Prefiro a cerveja ao refrigerante.

Prefiro refrigerante a cerveja.

Prefiro o refrigerante à cerveja.

Obs. Vale a pena observar que na comparação dos termos, se utilizamos artigo antes de um dos

termos, temos que utilizar artigo antes do outro; se não utilizarmos artigo antes de um dos termos

não podemos utilizar artigo antes do outro. Não se esquecendo de que a PREPOSICÃO A É

OBRIGATÓRIA.

11) PAGAR e

PERDOAR

Ambos são bitransitivos, pedindo Objeto Direto para a coisa que se paga ou perdoa e Objeto

Indireto para a pessoa a quem se paga ou perdoa.

Ex: Paguei o salário ao empregado.

Perdoei o pecado ao pecador.

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Obs. É mister relembrar o fato de que só existe Voz Passiva com Verbo Transitivo Direto,

pois somente o Objeto Direto da Voz Ativa pode passar a ser Sujeito da Voz Passiva. Quando o

Verbo é Transitivo Direto e Indireto, somente seu Objeto Direto pode passar a ser Sujeito da Voz

Passiva. Portanto, pode-se dizer: "O salário foi pago"; "O pecado foi perdoado"; mas nunca

poderá ser dito: "O empregado foi pago". "O pecador foi perdoado". Nestas duas últimas frases, os

Objetos Indiretos da Voz Ativa se transformaram em Sujeitos da Voz Passiva, o que é proibido na

Língua Portuguesa.

12) QUERER

a) no sentido de desejar será Verbo Transitivo Direto.

Ex: Eu quero dinheiro.

Eu o quero.

b) no sentido de amar, gostar de será Verbo Transitivo Indireto e exigirá a preposição A.

Ex: A mãe quer ao filho.

A mãe lhe quer.

13) OBEDECER e DESOBEDECER

Serão sempre Transitivos Indiretos (a).

Ex: Obedeço ao regulamento.

Obedeço às leis.

Desobedeço aos pais.

Desobedeço-lhes.

14) CHAMAR

a) Será Transitivo Direto no sentido de mandar vir.

Ex : Chamei o menino.

Chamei-o.

b) Poderá ser Transitivo Direto ou Indireto no sentido de apelidar/qualificar.

Chamei o menino de bobo.

Chamei ao menino de bobo.

Chamei-o de bobo.

Chamei-lhe de bobo.

15) PROCEDER

a) no sentido de agir - Verbo Intransitivo

Ex: Ele procedeu bem.

b) no sentido de realizar - Verbo Transitivo Indireto

Ex: O Governo procedeu a eleições gerais.

c) no sentido de ser pertinente – Verbo intransitivo

Ex: Esse argumento não procede.

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d) no sentido de ser oriundo – Verbo Intransitivo

Ex: Ele procedeu de São Paulo.

16) ACEDER, ALUDIR e ANUIR - Verbos Transitivos Indiretos - Exigem sempre a preposição A.

Ex: Ninguém anuiu ao meu pedido.

Ele acedeu à chamada.

17) PRESIDIR

a) no sentido de administrar – Verbo Transitivo Direto

Ex: Fernando Henrique administra o Brasil.

b) no sentido de coordenar, organizar – Verbo Transitivo Direto ou Indireto

Ex: O professor preside o (ao) encontro dos mestres no fim de ano.

18) ATENDER

a) no sentido de deferir – Verbo Transitivo Direto

Ex: Atendemos o teu pedido.

b) no sentido de dar atenção – Verbo Transitivo Direto ou Indireto

Ex: Não atenderemos a (à) turma.

19) IMPLICAR

a) no sentido de ter implicância – Verbo Transitivo Indireto (com)

Ex: Todos implicam com o topete do Itamar.

b) no sentido de resultar, acarretar – Pode tanto ser considerado Verbo Transitivo Direto como

Verbo Transitivo Indireto (em).

Ex. A conquista da Copa do Mundo implicou a (na) felicidade de todos os brasileiros por

aproximadamente cinco minutos, porém infelizmente logo após a vida voltou ao normal.

Obs. Apesar de muitos gramáticos admitirem apenas que este verbos seja transitivo direto, as

bancas mais importantes já realizaram questões admitindo “gritantemente” as duas transitividades.

20) AGRADAR

a)

no sentido de satisfazer – Verbo Transitivo Indireto (a)

O

professor agrada a todos os alunos.

b)

no sentido de acariciar – Verbo Transitivo Direto

O

rapaz agradou os cabelos da namorada.

21) RESPONDER

Basicamente tanto poder ser Transitivo Direto como Indireto (a).

Ele respondeu o (ao) questionamento.

Ele respondeu às questões.

Se houver como complemento COISA e PESSOA, COISA será objeto direto e PESSOA, indireto.

Ele respondeu a pergunta ao professor.

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EXERCÍCIOS

1) Indique a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das frases abaixo, de acordo

com a norma culta:

1 - É uma situação

2 - A situação

3 - A reportagem

4 - É uma revelação

5 - É uma situação

nunca nos esqueceremos.

chegamos é ímpar.

teor discordei, foi censurada.

os fatos merecem uma análise detalhada.

se deve evitar.

a) que - em que - de cujos - cujos - que

b) da qual - a que - cujo - que - por que

c) de que - a que - cujo - cujos - que

d) da qual - em que - cujo - cujos - a que

e) de que - a que - de cujo - em que - que

2) Indique a alternativa que completa, respectivamente, as lacunas das frases abaixo, de acordo

com a norma culta:

A arma

Estas são as pessoas

Aqui está a foto

Encontrei um amigo de infância

Passamos por uma fazenda

se feriu desapareceu.

lhe falei.

me referi.

nome não me lembrava.

se criam búfalos.

a) que, de que, à que, cujo, que

b) com que, que, a que, cujo qual, onde

c) com que, das quais, a que, de cujo, onde

d) com a qual, de que, que, do qual, onde

e) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja

03- AFTE-RN - Marque a assertiva errada em relação ao texto seguinte:

O

ano de 2003 é marcado pela recessão econômica no Brasil e em vários países do mundo. Aqui,

o

clima foi de expectativa em relação a um novo governo que assumiu o País diante de um grave

quadro de desigualdade social. O Brasil assistiu, estarrecido, no outro lado do mundo, a uma

invasão no Oriente Médio promovida pela dupla Bush/Blair. E o terrorismo só recrudesceu. De que

forma todos esses acontecimentos podem ter influído no imaginário do executivo brasileiro? (Carta

Capital, n° 307)

a) A substituição de "é marcado"(L.1) por marca-se mantém a informação original e a correção

gramatical do período.

b) A vírgula depois de “Aqui”(L.2) pode ser dispensada sem prejuízo da correção por tratar-se de

pontuação facultativa.

c) “Expectador” é uma palavra cognata de “Expectativa”, mas ao contrário dessa pode também

ser grafada com “s” na primeira sílaba, sem alteração de sentido.

d) Se as vírgulas que estão isolando “estarrecido” (L.6) forem substituídas por travessões, o

período permanece correto.

e) A preposição “a” em “a uma invasão”(L.7) caracteriza a escrita formal, culta e, geralmente, é

dispensada se usado um estilo menos formal.

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4 –SEP- Com base no texto, assinale a opção incorreta.

É certo que houve expansão da frota, tanto de carros, como de caminhões e ônibus. Mas isso é

muito pouco para explicar a verdadeira chacina na malha rodoviária a que o país parece assistir de

braços cruzados. Cabe boa parte da culpa aos motoristas. Quem viaja pelas estradas brasileiras

não precisa ir longe

para constatar verdadeiros descalabros. Motoristas dispostos a tudo mostram sua estupidez e total

falta de responsabilidade: trafegam em alta velocidade, fazem ultrapassagens inconvenientes,

andam pelo acostamento, usam faróis altos e frequentemente dirigem alcoolizados.

(Estado de Minas, Editorial, 6/1/2009.)

a)

A forma verbal “houve” é impessoal e a oração da qual ela constitui o núcleo do predicado não

tem sujeito.

b)

O emprego de sinal de dois-pontos após “responsabilidade” (.6) justifica-se por anteceder uma

citação de outro texto.

c)

O emprego da preposição “a” em “a que o país parece

”(.3)

justifica-se pela regência de

“assistir”.

d)

O termo “isso”(.2) retoma as informações do período antecedente.

 

e)

e) O emprego de vírgulas nas linhas 6 e 7 justifica-se porque isolam elementos de mesma

função gramatical componentes de uma enumeração.

5) (CM) - Considerando as normas de regência da língua culta, pode-se afirmar que há erro:

a) O candidato declarou, em sua última aparição na mídia antes das eleições, de que procuraria

manter a moeda estável.

b) As normas técnicas - durante a construção - foram rigorosamente obedecidas.

c) Permita-nos informar V. Sª. de que o prazo para a apresentação de projetos é até o último dia

útil do mês corrente.

d) Entregamos os documentos à que veio primeiro ao nosso escritório.

e) Informamos-lhe ainda que V. Sª . terá direito a um desconto de 10%, caso opte pelo plano B.

6-AFC-CGU- Assinale o trecho do texto adaptado do Jornal do Commercio (PE), de 12/01/2008,

que apresenta erro de regência.

a) Depois de um longo período em que apresentou taxas de crescimento econômico que não iam

além dos 3%, o Brasil fecha o ano de 2007 com uma expansão de 5,3%, certamente a maior

taxa registrada na última década.

b) Os dados ainda não são definitivos, mas tudo sugere que serão confirmados. A entidade

responsável pelo estudo foi a conhecida Comissão Econômica para a América Latina (Cepal).

c) Não há dúvida de que os números são bons, num momento em que atingimos um bom

superávit em conta-corrente, em que se revela queda no desemprego e até se anuncia a

ampliação de nossas reservas monetárias, além da descoberta de novas fontes de petróleo.

d) Mesmo assim, olhando-se para os vizinhos de continente, percebe-se que nossa performance

é inferior a que foi atribuída a Argentina (8,6%) e a alguns outros países com participação

menor no conjunto dos bens produzidos pela América Latina.

e) Nem é preciso olhar os exemplos da China, Índia e Rússia, com crescimento acima desses

patamares. Ao conjunto inteiro da América Latina, o organismo internacional está atribuindo um

crescimento médio, em 2007, de 5,6%, um pouco maior do que o do Brasil.

7) (CM) - A opção em que o emprego do pronome relativo contraria as normas de regência da

língua culta é:

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a) A língua estrangeira de que mais necessitamos é o espanhol.

b) O ideal por que este grupo luta é atingível.

c) O sintoma de que o cirurgião se referia é muito raro.

d) A falha que perdoamos não foi grave.

e) O funcionário a que perdoamos tem prestado bons serviços à instituição.

8-SEP - Assinale o trecho com sintaxe e pontuação corretas.

a) O país classificado entre os de maior carga tributária no mundo, o Brasil poderá marcar a

história, este ano, com a aprovação da tão esperada reforma tributária – bandeira dos

empresários e classistas envolvidos com a economia nacional.

b) Ao lado da especialização das bases tributárias, o fisco tem se posicionado quanto à

importância de prover à administração tributária de autonomia orçamentária, financeira,

administrativa e funcional, assim como a previsão de uma lei orgânica que, inclusive foi aceita

como emenda, pelo relator da matéria, na Câmara dos Deputados.

c) Efetivar uma reforma tributária, não é tarefa fácil; até mesmo pelos mais diversos atores

envolvidos, a quem os interesses, muitas vezes, são também distintos.

d) Uma das propostas de reforma defende, em síntese, a especialização das bases tributárias

clássicas entre as esferas de governo: à União cabe a competência dos tributos incidentes

sobre a renda; aos estados e ao DF, os impostos instituídos sobre o consumo; e aos

municípios, cabe os cobrados sobre o patrimônio.

e) Não à toa, o assunto foi um dos mais polêmicos discutidos pelos parlamentares e um dos que

marcaram os debates no Congresso Nacional no fim de 2008.

(Roberto Kupski, Correio Braziliense, 15/1/2009, 21, com adaptações.)

9) Quando chamar tem sentido de qualificar, pode-se construir o período, por exemplo, com objeto

direto mais predicativo. Tudo isso se observa na alternativa:

a)

“João é alto, mas treinador nenhum chamou-o para jogar”.

b)

“Era a viúva a chamar pelo falecido”.

c)

“Os inimigos chamam-lhe de traidor do povo”.

d)

“Chamei pelo colega em voz alta”.

e)

“Algumas chamam-no de fiscal”.

10)

Perito Criminal da Polícia Civil – RJ – FGV – “O público brasileiro tem ouvido, com alguma

frequencia, notícias a respeito de possível rebelião de países vizinhos contra aquilo que seus

governantes chamam de dívidas ilegítimas.”

A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir:

I. Seria igualmente correto redigir o trecho da seguinte forma: O público brasileiro tem

ouvido, com alguma frequencia, notícias a respeito de possível rebelião de países

vizinhos contra o que seus governantes chamam de dívidas ilegítimas.

II. Seria igualmente correto redigir o trecho da seguinte forma: O público brasileiro tem

ouvido, com alguma frequencia, notícias a respeito de possível rebelião de países

vizinhos contra aquilo que seus governantes chamam dívidas ilegítimas.

III. No trecho, há uma palavra com grafia incorreta.

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LÍNGUA PORTUGUESA – MATERIAL 10

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Assinale:

a)

se apenas os itens I e II estiverem corretos.

b)

Se apenas os itens I e III estiverem corretos.

c)

Se apenas os itens II e III estiverem corretos.

d)

Se nenhum item estiver correto.

e)

Se todos os itens estiverem corretos.

11)

Há ERRO de regência verbal no item:

a)

Algumas idéias vinham ao encontro das reivindicações dos funcionários, contentando-os,

outras não.

b)

Todos aspiravam a uma promoção funcional, entretanto poucos se dedicavam àquele trabalho,

por ser desgastante.

c)

Continuaram em silêncio, enquanto o relator procedia à leitura do texto final.

d)

No momento este Departamento não pode prescindir de seus serviços devido ao grande

volume de trabalho.

e)

Informamos a V. Sª sobre os prazos de entrega das novas propostas, às quais devem ser

respondidas com urgência.

12)

(CM) -

Considerando-se as normas cultas da língua escrita culta, pode-se afirmar que está

INCORRETA a frase:

a) Não há quem aspire a um emprego seguro, com bom salário.

b) O fiscal procedeu à leitura da lista de candidatos.

c) Daniel tem uma atividade que o distrai, graças à qual faz amigos e esquece um pouco suas

preocupações.

d) A noção de polissemia, à qual está associado o conceito de conotação, é fundamental em

teoria semântica.

e) O fim desta é informar a V. Sª. sobre as novas regras vigentes na instituição.

1

Uma das características essenciais da boa administração pública é a certeza de suas decisões.

Sabendo os cidadãos como e quando procede o poder administrativo, programam

3

seguramente o cumprimento de seus deveres. Essa qualidade é tanto mais fundamental

porque se multiplicam, no mundo moderno, as relações e as obrigações entre o setor público

e o setor privado. Como o Estado tem o privilégio de impor ônus ao particular, e em prazos

determinados, tanto mais deve agir com obediência a normas permanentes e conhecidas.

13) AFRF - Julgue os itens a respeito das estruturas lingüísticas do texto para, em seguida,

assinalar a opção correta.

I. A forma verbal “procede”(l.2) está empregada com o mesmo valor semântico que o do

exemplo: Esse argumento não procede.

II. Para conferir maior clareza e intelegibilidade ao período, se a oração subordinada reduzida

(l.2) fosse deslocada para depois de sua

principal, o sujeito de ambas deveria aparecer claro na oração principal, não mais na

de gerúndio iniciada por “Sabendo os cidadãos

subordinada.

III. O emprego da conjunção “Como”(l.5), de valor comparativo, no início da oração faz realçar

o sujeito sintático, “o Estado” (l.5).

IV. Pela ausência do sinal indicativo de crase, entende-se que em “a normas permanentes”

(l.6), existe apenas a preposição a.

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LÍNGUA PORTUGUESA – MATERIAL 10

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Estão corretos apenas os itens

a)

I e II

b)

I, II e IV

c)

II e IV

d)

II, III e IV

e)

III e IV

14)

(CM-REDATOR/REVISOR) - Segundo Celso Cunha, o verbo VISAR - no sentido de “ter em

vista”, “ter como objetivo”, “pretender” - pode construir-se com objeto indireto ou direto: “visando à

noite de gala”, conforme se lê no texto, ou “visando a noite de gala”. A dupla regência é,

igualmente, um fato da língua culta contemporânea em:

a)

Todos aspiramos a um bom emprego / um bom emprego;

b)

Vários municípios aderiram à campanha / a campanha

c)

Nem todo mundo consegue recorrer à justiça no Brasil / a justiça

d)

A vida pública implica em responsabilidade / responsabilidade

e)

Todos anuíram em aprovar o estatuto / aprovar o estatuto

15)

AFRF-ESAF - Marque a opção em que ambos os períodos estão gramaticalmente corretos.

a)

O racismo no sentido de prática discriminatória em razão da etinia de uma pessoa ou grupo,

atenta, primeiro, contra a própria organização política brasileira. / O racismo, no sentido de

prática discriminatória, em razão da etnia de uma pessoa ou grupo, atenta, primeiro, contra a

própria organização política brasileira.

b)

A

prática do racismo é definida como crime na Lei nº 7.716/89, isto é, nessa Lei estão definidas

várias condutas que implicam tratamento discriminatório, motivado pelo preconceito racial. / A

prática do racismo é definida como crime na Lei nº 7.716/89, isto é, nessa Lei estão definidas

várias condutas que implicam em tratamento discriminatório, motivado pelo preconceito racial.

c)

O racismo é crime de ação múltipla ou de conteúdo variado, de maneira que a prática, no

mesmo contexto de ação, de mais de um núcleo acarreta uma única incriminação. / O racismo

é

crime de ação múltipla ou de conteúdo variado, de maneira que a prática no mesmo contexto

de ação, de mais de um núcleo, acarreta em uma única incriminação.

d)

O incitamento à discriminação não afasta a possibilidade de cometimento também de injúria,

motivada pela discriminação ou qualquer outro crime contra a honra, previsto no CPB ou

mesmo na Lei de Imprensa. / O incitamento à descriminação não afasta a possibilidade de

cometimento também de injúria, motivado pela descriminação ou quaisquer outro crime contra

a honra, previsto no CPB ou mesmo na Lei de Imprensa.

e)

A prática de tortura motivada pelo racismo, crime que tem por sujeito passivo o indivíduo, não

afasta a incriminação de eventual crime de racismo previsto na legislação brasileira, que tem

por sujeito passivo primário a coletividade, com lesões jurídicas da mesma forma diferenciadas:

o primeiro, a integridade física, saúde e liberdade individual, e os demais, a paz pública. / A

prática de tortura motivada pelo racismo, crime que tem por sujeito passivo o indivíduo, não

afasta a incriminação de eventual crime de racismo previsto na legislação brasileira, que tem

por sujeito passivo primário a coletividade, com lesões jurídicas da mesma forma diferenciadas,

o primeiro a integridade física, saúde e liberdade individual, e os demais a paz pública.

(Baseado em Carlos Frederico de Oliveira Pereira)

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16) AFT – Avalie as afirmações abaixo, a respeito do emprego das estruturas lingüísticas no texto,

para assinalar a opção correta.

Quando se ouve a palavra “preço”, as primeiras imagens que invadem nossa mente são as

de cartazes de liquidação, máquinas registradoras, cheques e cartões de crédito. Mesmo nas

sociedades orientais, menos capitalistas que a nossa, a ideia de preço é sempre ligada à noção de

objeto de valor.

Porém, diferentemente do que a mídia informa, nem tudo pode ser comprado e parcelado

em três vezes no cartão. As coisas realmente importantes da vida têm seu preço, isso é certo, mas

a forma de pagamento é bem diversa das praticadas nos shopping centers.

Na infinita negociação que é viver, se sairá melhor aquele que possuir uma sólida corrente

de reservas emocionais e de bom senso do que aquele que confia apenas em sua coleção de

cartões de plástico. Lucrará mais aquele que souber responder com sabedoria a pergunta: vale a

pena pagar o preço?

I. Para a coerência textual, o vocábulo “as” (l. 1, 2ª ocorrência) tanto pode ser

interpretado como um pronome, substituindo o substantivo “imagens” (l. 1), quanto

como um artigo definido que deixa implícita a concordância com “imagens”.

II. O acento indicativo de crase em “à noção” (l. 3) decorre da presença da preposição a,

exigida por “ligada” (l. 3) e do artigo determinante de “noção”.

III. Por ser expressa a comparação em estrutura oracional, o termo “do que” (l,. 5) por ser

escrito apenas como “que”, sem prejuízo da correção gramatical do texto.

IV. A retirada do pronome em “isso é certo” (l. 6) resulta em erro gramatical, por que a

oração fica sem sujeito; o que prejudica a coesão textual.

V. Devido ao emprego da vírgula, mantém-se a coerência textual e a correção gramatical

ao empregar o pronome átono depois do verbo em “se sairá” (l. 8).

VI. As regras gramaticais possibilitam também o emprego do acento indicador de crase

em “a pergunta” (l. 10): à pergunta.

Estão corretos apenas os itens:

a) I, II e VI;

b) I, II, III e V;

c) I, IV e VI;

d) II, III, V e VI;

e) III, IV e V.

17 - MPU - Técnico – Área Administrativa – FCC 2007 - A expressão com que

corretamente a lacuna da seguinte frase:

preenche

a) Os fios

b) As mais duras leis da natureza,

se vale a aranha para tecer sua teia são praticamente invisíveis.

é impossível para nós combater, são ditadas pela

necessidade de viver e de morrer.

c) Pergunto-me

tecer.

armas pode contar essa aranha, afora os fios da magnífica teia que sabe

d) A necessidade de escrever,

uma lei também natural.

o autor nos confessa ao fim do texto, é compreendida como

e) A comparação

justificável.

o cronista estabelece entre uma teia de aranha e um texto não deixa de ser

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18 - TCEMG - Auxiliar de controle externo - FCC 2007 - A expressão de que preenche

corretamente a lacuna da frase:

a) A sensação de medo

física.

surge perante o desconhecido é importante para nossa segurança

b) reagimos a um perigo iminente constitui uma reação involuntária de temor.

c) As informações

A rapidez

dispomos nem sempre são suficientes para impedir o sentimento de

pânico no dia-a-dia.

d)

As noções de culpa e de castigo

se referem os códigos morais não teriam sentido se não

houvesse o medo.

e)

Leis são dispositivos

deve apoiar-se a sociedade, para a garantia da ordem pública.

19

– TRE – SP – AJ – FCC 2006 - Está correto o emprego de ambas as expressões sublinhadas

na frase:

a) O autor do texto, de cuja convicção é que estamos longe do desenvolvimento social, desconfia

dos avanços tecnológicos com os quais muita gente demonstra plena admiração.

b) A

modernidade

técnica,

na

qual

o

autor

faz

suas

restrições,

desenvolvimento social pelo qual tantos aspiram.

não

trouxe

consigo

o

c)

Muita gente acredita de que

a tecnologia serve a todos, quando o que

os fatos têm

demonstrado é de que ela acaba servindo aos mesmos privilegiados de sempre.

d)

(D))O escritor a cujo

nome se faz referência no texto foi um dos expoentes do movimento

abolicionista brasileiro, ao qual aderiram muitos outros homens ilustres do século XIX.

e)

É tal a velocidade em cuja vêm ocorrendo os avanços tecnológicos que os homens nem têm

tempo para pensar nos excluídos, naqueles para quem essa velocidade não beneficia.

20

– TRE – AP – AJ – FCC 2006 - É adequado o emprego da expressão sublinhada na seguinte

frase:

a)

O jornal de cujo o Sr. Matter se valeu para contar sua história foi lido pelo cronista.

b)

A notícia à qual se deparou o cronista estimulou-o a escrever uma crônica.

c)

O índio jivaro, com cuja reação o Sr. Matter não contava, espantou-se com a proposta.

d)

A barbaridade com cuja se espantou o czar era a caça de andorinhas e borboletas.

e)

A barbaridade à qual serviu ao poeta de tema não costuma espantar os civilizados.

21

- TRE PB - AJ- espec. direito FCC 2007 - Está correto o emprego do elemento sublinhado em:

a)

Para esses pais, o centro não será o berço, em cujo o filhinho está dormindo?

b)

O universo, de cujo

a Terra já foi considerada centro, revelou-se mais complexo do que

supunham os antigos astrônomos.

c)

Não será o rosto da amada, de cuja ausência nos ressentimos, o centro do nosso universo?

d)

O filósofo considerava uma aberração a leitura de um livro à qual nos dispensássemos de

contemplar a beleza da natureza.

e)

Os argumentos dos quais se prende o autor do texto incluem os que ele considera identificados

com as chamadas “razões do coração”.

22. FISCAL-ICMS-2009 - O leitor já viu onde quero chegar. (L. 40)

Assinale a alternativa cuja estrutura seja equivalente semanticamente à apresentada acima, mas

que dela se diferencie quanto à adequação da linguagem ao padrão normativo.

a) Já observou o leitor onde quero chegar.

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b) O leitor já viu aonde quero chegar.

c) Quero chegar onde o leitor já viu.

d) Em que ponto quero chegar o leitor já viu.

e) O leitor já viu em cujo local quero chegar.

23 – Advogado – Senado Federal – FGV

“Tal atitude implicou a busca de maior transparência. Era preciso assegurar ao cidadão amplo

acesso a informações sobre o desempenho da Justiça. Essas informações, lamentavelmente, não

existiam ou eram imprecisas e defasadas. O Judiciário, na verdade, não se conhecia.” (L.14-19)

A respeito do trecho acima, analise os itens a seguir:

I. Seria igualmente correto, na primeira frase, escrever “implicou na busca”.

II. O sujeito do primeiro verbo do segundo período é oracional.

III. Tal e Essas exercem papel anafórico.

Assinale:

a) se somente os itens I e II estiverem corretos.

b) se somente os itens II e III estiverem corretos.

c) se nenhum item estiver correto.

d) se todos os itens estiverem corretos.

e) se somente os itens I e III estiverem corretos.

24– FISCAL CIMS – 2008 - Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho “a fim de que o

estado realize as funções a que constitucionalmente está vinculado.” não se obedeceu à

norma culta. Despreze as alterações de sentido.

a) a fim de que o Estado realize as funções às quais constantemente se refere

b) a fim de que o Estado realize as funções às quais prefere à instabilidade

c) a fim de que o Estado realize as funções de cujos objetivos constantemente nos lembramos

d) a fim de que o Estado realize as funções cujas implicações quase sempre esquecemos

e) a fim de que o Estado realize as funções as quais se dispôs a efetivar

25 - FNDE – FGV - Assinale a alternativa em que, alterando-se o trecho

construção de um diálogo (

regras gramaticais de regência verbal. Ignore as alterações de sentido em relação ao texto original.

)

que as novas tecnologias permitem (L.89-92), não se obedeceu às

a)

construção de um diálogo (

)

a que as novas tecnologias aludem

b)

construção de um diálogo (

)

que as novas tecnologias carecem

c)

construção de um diálogo (

)

a que as novas tecnologias procedem

d)

construção de um diálogo (

)

a que as novas tecnologias se referem

e)

construção de um diálogo (

)

que as novas tecnologias atingem

26)

CEF-CESPE-2010 - Com base no texto, assinale a opção correta no que concerne a regência

verbal e nominal e ao uso do sinal indicativo de crase.

a) No trecho ‘Se você começa a investir nisso’ (R.6), o vocábulo ‘nisso’ denota a complementação

indireta do verbo ‘investir’.

b) Substituindo-se o vocábulo ‘aposentadoria’ por aposentar em ‘chegar à aposentadoria’ (R.7), o

acento grave deve ser mantido, pois sua exigência deve-se à regência de ‘chegar’.

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c) No trecho “está à frente de uma pousada no bairro do Paraíso” (R.25-26), o sinal indicativo de

crase foi empregado por se referir a um elemento específico — a pousada; e não a um

conjunto de elementos, de forma geral.

d) No trecho “a quatro quadras da sua casa” (R.26), o emprego do sinal indicativo de crase em “a”

é facultativo.

e) O verbo “reflete”, em “Um benefício que não reflete diretamente no bolso das pessoas da

terceira idade” (R.30-31), é intransitivo.

Texto para a questão 27

1 O Brasil tem 24,8 milhões de pessoas consideradas aptas para trabalhar. Mas,

nesse universo, há cerca de 5,5 milhões de pessoas condenadas a ficar fora do mercado

de trabalho, tal como ele se apresenta hoje, visto que lhes falta a essencial qualificação.

Para estes, 20% da força de trabalho, resta tentar ganhar o pão de cada dia fazendo

bicos ou trabalhos regulares, porém de baixa exigência e, portanto, com ganhos ínfimos.

6 Esses números estão em trabalho recentemente divulgado pelo Instituto de

Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), no qual se revela que outros 653 mil

trabalhadores, no topo da pirâmide do preparo profissional, igualmente tenderão a ficar

batendo de porta em porta em busca de colocação. Para eles, em razão da crise mundial,

fecharam-se postos de trabalho, pois suas empresas preferiram liberar mão de obra

qualificada, reduzir gastos — esses profissionais são os de mais altos salários — e

esperar a tempestade passar. E ela ainda não passou.

13 Em outras áreas, porém, como construção civil, comércio e hotelaria, o estudo do

IPEA revela que já se faz sentir a falta de profissionais por motivo semelhante ao causado

pela crise. A recuperação econômica, que ocorreu com velocidade espantosa em áreas

como a de construção, não deixou espaço e tempo para que se preparasse tanta gente,

em número e qualidade, para atender à demanda, especialmente no Sudeste e no Sul do

país, onde se constroem mais moradias e obras de infraestrutura alimentadas por

programas habitacionais, pelas eleições e, como não poderia deixar de ser, pelo futebol,

que terá o Brasil como sede da Copa do Mundo em 2014. Casas, saúde, transportes,

saneamento e iluminação implicarão investimentos superiores a R$ 1 trilhão, conforme

anunciado pelo governo em março. Para este ano, o crescimento econômico deve gerar 2

milhões de vagas, dizem as estimativas oficiais.

QUESTÃO 1TÃO 2

27) Técnico Bancário – CEF 2010 – CESPE - Acerca da regência nominal e verbal empregada no

texto, assinale a opção correta.

a) A substituição do termo “aptas” (l. 1) por capazes manteria o sentido original e a correção

gramatical do período.

b) Na oração “visto que lhes falta a essencial qualificação” (l. 3), o verbo não exige complemento

indireto.

c) No trecho “por motivo semelhante ao causado pela crise” (l. 14 e 15), o elemento “ao” pode ser

corretamente substituído por com o.

d) O uso do sinal indicativo de crase em “para atender à demanda” (l. 17) é facultativo, tendo em

vista a dupla regência do verbo “atender”.

e) A inserção da preposição em imediatamente após a forma verbal “implicarão” (l. 21) não

acarreta prejuízo ao sentido nem à estrutura sintática do período.

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QUESTÃO 28- ESCRIVÃO PF

Lembremos que a modernidade se caracteriza não apenas por um novo modo de

produção e de vida, mas também por uma nova forma de relacionamento entre os homens

na sociedade, o que influi até mesmo no julgamento que fazemos uns dos outros. Essa

forma de relacionamento, que vem desde a Revolução Industrial, é intermediada pelo

trabalho, e os parâmetros para julgar as pessoas são o dinheiro e a propriedade.

Entretanto, trabalho e dinheiro não estão disponíveis para todos. Em cidades

superpopulosas, em meio às crises das indústrias, freqüentemente os trabalhadores se vêem

sem meios de sobreviver. Essa relação entre os homens é, portanto, uma relação desigual,

em que geralmente os trabalhadores estão em desvantagem, já que não possuem meios

estáveis de sobrevivência e dependem de empregadores.

Andréa Buoro et al. Violência urbana – dilemas e desafios. São Paulo: Atual, 1999, p. 26.

Julgue os itens seguintes, a respeito das estruturas lingüísticas empregadas no texto.

1 - Asubstituição de “Lembremos” (l.1) por Lembremo-nos de provoca erro gramatical.

2 - O trecho “que vem desde a Revolução Industrial” (l. 4) está entre vírgulas por se tratar de uma

oração explicativa.

3 - A palavra “meio” (l.7) e seu plural “meios” (l. 8) sugerem a idéia de incompletude para a

expressão “cidades superpopulosas” (l.7), a que se referem.

4 - O emprego do sinal indicativo de crase antes de “crises” (l. 7) indica que aí está presente

também o artigo definido feminino plural as.

5

- Se o pronome relativo “que” (l.9, primeira ocorrência) for substituído por qual, a preposição que

o

antecede deve ser substituída por na.

29) Assinale a opção em que a seqüência preenche corretamente as lacunas do texto, tornando-o

coeso e coerente.

1 todos os ingredientes para um final infeliz a desavença entre a sambista Beth Carvalho

e a escola de samba Mangueira. Era pedra cantada

conseguiria lugar em carro para desfilar no alto. Se quisesse – foi avisada por duas vezes –

2 pelo menos 15 dias que ela não

3 vir no chão. Com 16 anos de escola, Beth insistiu num lugar ao lado dos grandes

nomes, no mesmo patamar das celebridades. Faz sentido. Quem tem quase duas décadas de

samba

é coisa de pessoas comuns. Como último recurso, a cantora alegou dores na coluna –

conseqüência de uma hérnia de disco – que

transbordou o copo: na escola, a diretoria já sabia do contrato de Beth (que foi cumprido) para

cantar e balançar o esqueleto no carnaval da Bahia.

4 escola como a verde-rosa acha que esse negócio de desfilar olhando para cima

5 de “vir no chão”. Foi a gota que

a) Há – Faz – podia – em uma – impediriam-na

b) Tem – Há – poderia – numa – a impediriam

c) Têm – Faz – pudesse – em uma impedi-la-iam

d) Existem – Fazem – pode – numa – a impediria

e) Existe – Passaram-se – poderá – em uma – impedi-la-ia

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30) Instituto Rio Branco – 2009 – CESPE - A propósito da sintaxe de regência do português do

Brasil, comparativamente à variedade encontrada no texto do moçambicano Mia Couto, julgue (C

ou E) os próximos itens.

1 - Em “comparecer perante um funeral” (l. 8), a preposição a substitui corretamente a que foi

empregada.

2 - Em “Comece em seu pai, Fulano Malta” (l. 18), o emprego do verbo transitivo indireto obedece

à prescrição gramatical brasileira.

3 - No trecho “ele se tornou num estranho, alheio e distante” (l. 28), a regência do verbo tornar

corresponde à que é prescrita no português do Brasil.

4 - Para adequar o trecho “lhe lembra que ele ficou” (l. 29) à prescrição gramatical brasileira, seria

necessário acrescentar a preposição de antes da conjunção “que”.