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02/03/2015

Sistemas Fluidotérmicos Ciclo Diesel
Sistemas Fluidotérmicos
Ciclo Diesel

(Motores de ignição espontânea)

Motor diesel CRD de injeção direta de 2,7 litros, Jeep Grand Cherokee 2003 Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Ciclo Diesel

Em 1892 Rudolph Diesel idealizou um novo motor com ignição espontânea, chamado até

hoje de motor Diesel.

Combustível Diesel

Contém grande quantidade de hidrocarbonetos com ponto de ebulição que variam de 180 o C a 370 o C. Ele é o produto da destilação graduada de óleo cru. As refinarias adicionam produtos craqueados, derivados do óleo pesado através do craqueamento (quebra) das moléculas para a conversão ao combustível Diesel cru.

02/03/2015 Sistemas Fluidotérmicos Ciclo Diesel (Motores de ignição espontânea ) Motor diesel CRD de injeção direta

(Bosch, Manual de Tecnologia Automotiva, tradução da 25ª edição alemã, Ed.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Edgard Blücher, 2005).

02/03/2015

Motor Diesel

Ciclo Diesel

É um motor com pistão alternativo com formação interna de mistura e auto-ignição.

Durante o tempo de compressão o ar (admitido) é comprimido para

 

em motores aspirados normais, ou

(motores

sobrealimentados) de modo que a temperatura aumente para

700 o

o C. Essa temperatura é suficiente para produzir a auto-

ignição no combustível injetado nos cilindros pouco antes do final do tempo de compressão, quando o pistão atinge o ponto morto superior (PMS, ou TDC centro morto superior).

(Bosch, Manual de Tecnologia Automotiva, tradução da 25ª edição alemã, Ed.

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Edgard Blücher, 2005).

Ciclo Diesel

Motor Diesel

Admissão

Compressão

Injeção

Explosão e

Expansão

Descarga

02/03/2015 Motor Diesel Ciclo Diesel É um motor com pistão alternativo com formação interna de mistura

Comportamento da pressão no ciclo Diesel

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

02/03/2015

Ciclo Diesel

Tempo

Posição das

Variação da Pressão

Proce

válvulas

 

sso

A

D

 

Admissão

A

F

Pressão constante. igual a pressão

a b

atmosférica

Compressão

F

F

A pressão aumenta de forma progressiva até o PMS, adiabaticamente

b c

Injeção

F

F

Injeção à pressão constante (supostamente instantânea)

c

d

Explosão e

F

F

A pressão diminui de forma progressiva até

d

e

Expansão

o PMI, adiabaticamente

 

Descarga

F

A

A pressão diminui de forma brusca a volume constante (supostamente instantânea)

e b

F

A

A pressão se iguala a P atm

b - a

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

DIFERENÇAS ENTRE O CICLO OTTO E O CICLO DIESEL

Sob o ponto de vista mecânico

Não existem grandes diferenças entre esses dois tipos de

motores. Destaca-se a resistência mecânica dos componentes que é bem maior nos motores a Diesel pois estão expostos a maiores esforços

(Bosch, Manual de Tecnologia Automotiva, tradução da 25ª edição alemã, Ed.

Edgard Blücher, 2005).

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

02/03/2015

DIFERENÇAS ENTRE O CICLO OTTO E O CICLO DIESEL

Sob o ponto de vista termodinâmico

Ciclo Otto

Ciclo Diesel

a mistura é introduzida na fase de admissão na correta proporção ar combustível

admissão somente de ar

início da combustão se dá pela injeção de uma faísca de alta tensão lançada pela vela de ignição,

injeção do combustível finamente pulverizado

Taxa de compressão varia de 8 a 12

Taxa de compressão varia de 14 a 23

Maiores rotação que o Diesel

A introdução do combustível no final da compressão, não disponibiliza tempo suficiente para a ocorrência de uma combustão completa

(Bosch, Manual de Tecnologia Automotiva, tradução da 25ª edição alemã, Ed.

Edgard Blücher, 2005).

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Ciclo Diesel

Rendimento () - pode ser calculado considerando-se a

quantidade de calor introduzido (Q cd ) e a quantidade de calor retirado (Q eb ) do sistema

W ciclo m Q cd m
W
ciclo
m
Q
cd
m

Q Q cd  eb m m Q cd m
Q
Q
cd
eb
m
m
Q
cd
m

Q eb m 1 - Q Q  h  h cd m cd d c
Q
eb
m
1 -
Q
Q
h
h
cd
m
cd
d
c

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Q

eb

u

e

u

b

02/03/2015

Ciclo Diesel

Taxa de compressão (r)

r

v

b

v

rb

v

c

v

rc

razão entre o

de combustão

 

r

c

v

c

 

v

b

Razão de corte (r c ):

volume antes

e depois do o processo

T

c

T

b

02/03/2015 Ciclo Diesel Taxa de compressão (r) r  v b  v rb v c

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Ciclo Diesel

Pressão média efetiva

P

me

W

ciclo

W

ciclo

VV

1

2

V(1

1

V

2

V

1

)

V

1

RT

1

P

1

02/03/2015 Ciclo Diesel Taxa de compressão (r) r  v b  v rb v c

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

02/03/2015

Ciclo Diesel

Quando o ciclo Diesel é analisado em uma base de ar-padrão frio, as seguintes expressões devem ser utilizadas para o processo isentrópico

02/03/2015 Ciclo Diesel Quando o ciclo Diesel é analisado em uma base de ar-padrão frio, as

T

c

    V   

b

V

c

k-1

k-1

 

cte)

T

b

 

r

(k

 

k-1

k-1

T

e

T

d

V

d

V

e

  

r

c

r

r é a taxa de compressão

(k

cte)

r é a razão de corte :

c

 
 
d V c
d
V
c

V

 

r

c

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

k

c

p

c

v

Exemplo

Um projeto de motor de combustão interna a diesel de ar padrão indica que a pressão e a temperatura no início da compressão são 95kPa e 300K, respectivamente. Ao final da adição de calor, a pressão é 7,2MPa e a temperatura 2150K. Determine:

  • a) taxa de compressão

  • b) razão de corte

  • c) eficiência térmica do ciclo

  • d) pressão média efetiva, em kPa

02/03/2015 Ciclo Diesel Quando o ciclo Diesel é analisado em uma base de ar-padrão frio, as

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

02/03/2015

Exemplo

Determinando as propriedades em cada ponto:

Ponto 1: T1=300K, P1=95kPa Com esses dados extraímos da tabela as propriedades:

u1=214,07kJ/Kg, vr1=621,2, Pr1=1,3860

Ponto 2: Podemos agora calcular Pr2:

PP

r2

r1

P

2

P

1

1,3869

7200

95

105,04

Com o valor de Pr2 podemos calcular as proriedades do ponto 2:

T2=979,6K, vr2=26,793, h2=1022,82kJ/Kg

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Exemplo

Ponto 3: T3=2150K, P1=7200kPa Com esses dados extraímos da tabela as propriedades:

h3=2440,37kJ/Kg, vr3=2,175

Ponto 4:

v

4

v

1

v

2

v

1

T

2

v

r1

T

2

621,2

979,6

.

.

.

.

v

3

v

2

v

3

v

2

T

3

v

r2

T

3

26,793

2150

10,6

v

r4

v

4

  • v 3

.v

r3

22,98

Com esses dados extraímos da tabela as propriedades:

T4=1031K e u4=785,75kJ/Kg

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

02/03/2015

 

Exemplo

 
  • (a) Razão de compressão

 
 

v

1

v

r1

621,2

23,19

 
 

r



 

v

2

v

r2

26,795

  • (b) Razão de corte

 

v

T

2150

 

r

3



3

2,19

c

v

2

T

2

979,6

  • (c) Eficiência térmica

W ciclo m Q cd m
W
ciclo
m
Q
cd
m

(h )(

h

3



2

u

u)

41

(2440,3

(h )

h

3

2

1022,82)

(785,75

214,07)

0,597

ou 59,7%

(2440,3

1022,82)

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

 
 

Exercício

Considere então um problema atual do ciclo diesel de ar padrão cujas condições no início da compressão são fixadas por P 1 =200kPa, T 1 =380K. A taxa de compressão é 20 e a adição de calor por unidade de massa é 900kJ/Kg. Considere a expansão isentrópica V 4 /V 3 =12,08. Determine:

  • a) temperatura máxima, em K (Resposta: 1879,5K)

  • b) razão de corte (Resposta: 1,66)

c)trabalho líquido por unidade de massa, em kJ/Kg (Resposta: 543,5kJ/kg)

  • d) eficiência térmica (Resposta: 0,604)

e)pressão média efetiva (Resposta: 1049kPa)

Utilize a Tabela a seguir para auxiliá-lo a resolver o problema.

T (K)

h (kJ/Kg)

u (kJ/Kg)

S (kJ/Kg.K)

P r

v

r

 

380,77

  • 380 1,94001

271,69

 

3,176

343,4

 

866,08

  • 840 2,77170

624,95

 

57,60

41,85

 

888,27

  • 860 2,79783

641,40

 

63,09

39,12

 

1184,28

  • 1120 3,09825

862,76

 

179,7

17,886

 

1207,57

  • 1140 3,11883

880,35

 

193,1

16,946

 

2065,3

  • 1850 3,7023

1534,9

 
  • 1475 3,601

 
 

2127,4

Profa. Dra.

  • 1900 3,7354

1582,6

Simoni M. Gheno

  • 1655 3,295

 

02/03/2015

P

me

W

ciclo

W

ciclo

VV

1

2

V(1

1

V

2

V

1

)

V

1

RT

1

P 1
P
1

R=8,314kJ/KgK

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Diferenças fundamentais entre motores Ciclo Otto e Ciclo Diesel
Diferenças fundamentais entre motores
Ciclo Otto e Ciclo Diesel

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

02/03/2015

Introdução do Combustível
Introdução do Combustível

Ciclo Otto

Mistura é introduzida já homogeneizada e

dosada Exceção: motores de injeção direta de combustível (GDI)

02/03/2015 Introdução do Combustível Ciclo Otto Mistura é introduzida já homogeneizada e dosada Exceção : motores

Ar é admitido e a injeção do combustível é feita diretamente no interior do cilindo

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Introdução do Combustível
Introdução do Combustível

Ciclo Diesel (MIE)

Admite-se apenas o ar Combustível é injetado finamente pulverizado ao

final da compressão

02/03/2015 Introdução do Combustível Ciclo Otto Mistura é introduzida já homogeneizada e dosada Exceção : motores

Faz com que seja necessário um sistema de injeção de elevada pressão

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

02/03/2015

MIF

Ignição é provocada

pela faísca (necessita de um sistema elétrico para produzí- la

Ignição
Ignição

MIE

Combustão ocorre por autoignição (contato do ar quente com o combustível)

Profa. Dra. Simoni M. Gheno

Taxa de Compressão
Taxa de Compressão

MIF

Relativamente baixas para não provocar a

autoignição

MIE

Alta o suficiente para

ultrapassar a temperatura de autoignição do combustível (TAI)

02/03/2015 MIF Ignição é provocada pela faísca (necessita de um sistema elétrico para produzí- la Ignição

Profa. Dra. Simoni M. Gheno