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Curso de AFO (STJ) Analista Jud. – Administrativa (Pacote) Aula 05 – LRF, SIOP e

Curso de AFO (STJ) Analista Jud. – Administrativa (Pacote)

Aula 05 – LRF, SIOP e SIAFI Profs. Vinicius Ribeiro e Allan Mendes

Aula 5 - Última
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Olá pessoal. Vamos para a nossa última aula? O fórum de dúvidas continua ativo. Não deixe de utilizá-lo. Além disso, ainda vou dar algumas dicas da matéria por meio do quadro de avisos, ok?

Sumário Lei de Responsabilidade Fiscal

01

SIOP e SIAFI

21

Questões

26

Vale a Pena Estudar de Novo

39

Mapas Mentais

42

Bibliografia

49

Exercícios Trabalhados

49

Gabarito

58

Lei de Responsabilidade Fiscal

Já que estamos falando de Finanças Públicas, nada melhor do que continuar com a Lei Complementar que regulamenta o dispositivo Constitucional que trata desse tema. A Lei Complementar n° 101/00, com base no art. 163 da CF/88, estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, inspirada pela legislação da Nova Zelândia sobre o mesmo tema. A responsabilidade na gestão fiscal consiste em uma ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas.

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Esse objetivo é atingido por meio do cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange à renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar. Essa Lei, mais conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), é um normativo fundamental para conter o ímpeto de adquirir ou acumular dívidas por parte dos gestores públicos (da União, dos Estados, do DF e dos Municípios). Ela busca evitar que gestores transmitam para seus sucessores e para a sociedade futura as consequências das irresponsabilidades na gestão fiscal.

as consequências das irresponsabilidades na gestão fiscal. As regras previstas na LRF são obrigatórias para a

As regras previstas na LRF são obrigatórias para a União, os Estados, o Distrito

Federal e os Municípios, as respectivas administrações diretas, fundos, autarquias, fundações e empresas estatais dependentes. Sempre que a Lei

referir-se a Estados, inclui-se no rol o Distrito Federal.

A Lei de Responsabilidade Fiscal tem como princípios o planejamento, a

transparência, o controle e a responsabilização.

• Empresa controlada : sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertença,

Empresa controlada: sociedade cuja maioria do capital social com

direito a voto pertença, direta ou indiretamente, a ente da Federação.

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Empresa estatal dependente: espécie de empresa controlada que

receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas correntes (exceto transferências correntes) ou de capital (exceto aumento de participação acionária).

Planejamento

Partes das disposições previstas nesse Capítulo da LRF já foram vistas nas nossas aulas anteriores, pois estavam intimamente ligadas a outros tópicos, contudo, como se tratam de temas recorrentes, resolvemos dar uma repassada nelas.

LDO na LRF A LRF dispõe sobre as leis orçamentárias, com exceção do PPA (as disposições referentes ao PPA foram vetadas pelo Presidente). No caso da LDO, a lei trouxe novas disposições que deverão ser tratadas nessa lei de diretrizes. Vejamos o que deve constar:

LDO NA LRF

Equilíbrio entre receitas e despesas;

Critérios e forma de limitação de empenho;

Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programas financiados com recursos dos orçamentos;

Demais condições e exigências para transferências de recursos à entidades públicas e privadas.

Anexo de Metas Fiscais quadrimestral (demonstrado e avaliado em audiência pública até final de maio, setembro e fevereiro): com metas anuais de receitas, despesas, resultados nominal e primário e montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois seguintes. Esse anexo conterá também:

Avaliação do cumprimento de metas relativas ao ano anterior;

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Demonstrativo das metas anuais, instruído com memória e metodologia de cálculo que justifiquem os resultados pretendidos, comparando-as com as fixadas nos três exercícios anteriores, e evidenciando a consistência delas com as premissas e os objetivos da política econômica nacional;

Evolução do patrimônio líquido, também nos últimos três exercícios, destacando a origem e a aplicação dos recursos obtidos com a alienação de ativos;

 

a) dos

regimes

geral

de

Avaliação

da

situação

previdência social e próprio dos servidores públicos e do Fundo de

financeira

e

atuarial

(referente

às

ciências

Amparo ao Trabalhador;

 

atuariais, que se relaciona com a teoria e o cálculo de seguros)

b) dos demais fundos públicos e programas estatais de natureza atuarial;

 
 

Demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado.

Anexo de Riscos Fiscais, que avaliará os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas públicas, informando as providências a serem tomadas, caso se concretizem.

Anexo na Mensagem que encaminhar o PLDO, com os objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente.

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LOA na LRF No caso da LOA, a LRF trouxe as seguintes disposições. Vejamos o que deve constar:

LOA NA LRF

Demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com os objetivos e metas constantes do Anexo de Metas Fiscais;

Demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, além das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado;

Reserva de contingência, cuja forma de utilização e montante, definido com base na receita corrente líquida, serão estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, destinada ao atendimento de passivos contingentes e outros riscos e eventos fiscais imprevistos.

Execução e Cumprimento de Metas Após a publicação do orçamento, é preciso estabelecer a programação financeira e o cronograma mensal de desembolso. Isso deve ser feito em até 30 dias dessa publicação. A partir daí, é possível acompanhar se as metas estão sendo cumpridas. Caso se verifique, ao final de um bimestre, a possibilidade de não cumprimento de metas de resultado primário e nominal, será necessário promover, nos 30 dias subsequentes, limitação de empenho para conter despesas. Cada Poder deverá providenciar o seu contingenciamento. Mas nem tudo pode ser limitado. As obrigações constitucionais e legais (inclusive as ressalvadas pela LDO em Anexo próprio) não serão objeto de limitação.

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1) (CESPE CGE-PI 2015) A LRF atribuiu à LDO a responsabilidade de tratar de outras matérias não previstas na Constituição Federal de 1988, como a publicação da avaliação atuarial do regime próprio de previdência dos servidores públicos. A LDO será acompanhada pelo Anexo de Metas Fiscais, que terá como um de seus componentes a avaliação da situação financeira e atuarial dos regimes geral de previdência social e próprio dos servidores públicos. Gabarito: C

Receita Pública

As previsões de receita considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante, devendo ser acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele

a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

As transferências voluntárias (por meio de convênio, por exemplo) a outros entes serão vedadas em caso de descumprimento a requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal no que diz respeito a instituição, previsão e efetiva arrecadação de impostos. No caso de concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita, é necessária a estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência

e nos dois seguintes. Deverão ainda ser observadas as disposições da LDO e uma das duas opções a seguir:

Medidas de compensação, por meio de aumento de receita, proveniente

da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição; ou,

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Demonstração de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo de Metas Fiscais.

Em resumo, se eu dou um benefício de natureza tributária, isso quer dizer que o ente irá arrecadar menos. Isso pode causar um desequilíbrio fiscal. Com isso,

há duas alternativas: ou eu aumento outro tipo de tributo ou eu faço constar

essa renúncia de receita na própria LOA, que é uma lei cujo princípio orçamentário do equilíbrio deve prevalecer.

princípio orçamentário do equilíbrio deve prevalecer. 2) (CESPE TCU 2015) A modificação de base de cálculo

2) (CESPE TCU 2015) A modificação de base de cálculo que provocar redução discriminada de tributo será considerada renúncia de receita. Esta, se não estiver acompanhada de medidas de compensação que provoquem o aumento de receita, não poderá ser utilizada por um ente federativo como instrumento de concessão nem de ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária.

O erro dessa questão é afirmar que as medidas de compensação são

indispensáveis para renúncia de receita. Na verdade, são duas as medidas permitidas, a compensação ou a demonstração de que a renúncia foi

considerada na estimativa de receita da lei orçamentária. Gabarito: E

Despesa Pública

A criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de:

Estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

Declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com o PPA/LDO/LOA.

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Despesas Obrigatórias de Caráter Continuado São as despesas correntes derivadas de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo, que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. São exigências para sua instituição ou aumento:

Estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

Origem dos recursos para seu custeio.

Comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as

metas de resultados fiscais previstas no Anexo de Metas Fiscais (LDO).

Compensação pelo aumento permanente de receita ou pela redução

permanente de despesa. Essas exigências não se aplicam às despesas destinadas ao serviço da dívida

se aplicam às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento de remuneração de pessoal.
nem ao reajustamento de remuneração de pessoal.
nem ao reajustamento de remuneração de pessoal.

Despesas com Pessoal São despesas com pessoal os gastos com ativos, inativos, pensionistas, com quaisquer espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência. Contratos de terceirização de mão-de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados públicos TAMBÉM serão considerados como despesas de pessoal, devendo ser contabilizadas como outras despesas de pessoal. A despesa total com pessoal, em cada período de apuração, não poderá exceder os percentuais da Receita Corrente Líquida (RCL), da seguinte forma:

União: Estados: • 60% Municípios: • 60%
União:
Estados:
• 60%
Municípios:
• 60%

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A repartição dos limites globais com pessoal não poderá exceder os seguintes percentuais:

I - na esfera federal:

a) 2,5% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas da União;

b) 6% para o Judiciário;

c) 40,9% para o Executivo;

d) 0,6% para o Ministério Público da União;

II - na esfera estadual:

a) 3% para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas do Estado;

b) 6% para o Judiciário;

c) 49% para o Executivo;

d) 2% para o Ministério Público dos Estados;

Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos Municípios, o percentual do

Legislativo e do Executivo serão, respectivamente, acrescidos e reduzidos em

0,4%.

III - na esfera municipal:

a) 6% (seis por cento) para o Legislativo, incluído o Tribunal de Contas

do Município, quando houver (existe somente nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro);

b) 54% (cinquenta e quatro por cento) para o Executivo.

     
     
     
 

2,5%

6%

40,9%

0,6%

 

3%

6%

49%

2%

 

6%

-

54%

-

• Receita corrente líquida (RCL): somatório das receitas correntes (TCPAISTO) arrecadadas no mês em referência

Receita corrente líquida (RCL): somatório das receitas

correntes (TCPAISTO) arrecadadas no mês em referência e nos onze

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anteriores (doze meses), excluídas as duplicidades, com as seguintes deduções:

na União, os valores transferidos aos Estados e Municípios

por determinação constitucional ou legal, e as contribuições sociais do empregador/trabalhador e as oriundas da arrecadação do PIS/PASEP;

nos Estados, as parcelas entregues aos Municípios por

determinação constitucional;

na União, nos Estados e nos Municípios, a contribuição

dos servidores para o custeio do seu sistema de previdência e assistência

social e as receitas provenientes da compensação financeira dos diversos regimes de previdência social.

no Distrito Federal e dos Estados do Amapá e de

Roraima os recursos recebidos da União para atendimento das despesas com

pessoal custeadas com recursos transferidos pela União.

serão computados no cálculo da receita corrente líquida os

valores pagos e recebidos de ICMS e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB.

Não são consideradas para o cálculo do limite as despesas com:

Indenização por demissão de servidores ou empregados.

Incentivos à demissão voluntária.

Pagamento de decisões judiciais de competências anteriores ao período apurado.

Pagamento de pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima, custeadas com recursos transferidos pela União.

Inativos, custeadas com recursos proveniente da arrecadação de

contribuições dos segurados, compensação financeira entre os diversos sistemas previdenciários e outras receitas arrecadadas por fundo vinculado a

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tal finalidade (inclusive o produto da alienação de bens, direitos e ativos, bem

como seu superávit financeiro).

A verificação do limite de despesas com pessoal será feita

quadrimestralmente, podendo ser semestralmente, no caso de Municípios com população inferior a 50 mil habitantes. Cabe aos Tribunais de Contas essa verificação. Limite Prudencial - Excedido 95% do limite, são vedados ao Poder ou órgão:

Concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração, salvo revisão/Reajustamento dos salários pagos e decorrentes de sentença judicial ou de determinação legal ou contratual.

Criação de cargo, emprego ou função.

Alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa.

Provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal, salvo a reposição decorrente de aposentadoria ou falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança.

Contratação de hora extra, salvo casos previstos na LDO e compensação decorrente de convocação extraordinária do congresso Nacional.

O percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres

seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro, podendo-se adotar, entre

outras providências, a redução em pelo menos 20% das despesas com cargos

em comissão e funções de confiança, e a exoneração de servidores não

estáveis.

Se essas medidas não forem suficientes, o servidor estável poderá perder o

Poderes

cargo,

especificando a atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto

da redução de pessoal.

Será nulo (não gerará efeitos) o ato que provocar aumento da despesa com pessoal nas seguintes hipóteses:

Não apresentar a avaliação do impacto econômico-financeiro e a fonte de recurso.

a

partir

de

ato

normativo

motivado

de

cada

um

dos

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Não respeitar o limite legal relacionado às despesas com pessoal inativo.

Ser autorizado nos últimos 180 dias do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão.

Despesas com Seguridade Social Nenhum benefício ou serviço relativo à seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a indicação da fonte de custeio total. Não será necessária a compensação pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa nos seguintes casos:

Concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilitação.

Expansão quantitativa do atendimento.

Reajustamento de valor do benefício ou serviço, a fim de preservar o seu valor real.

benefício ou serviço, a fim de preservar o seu valor real. 3) (CESPE TRE-GO 2015) Considere

3) (CESPE TRE-GO 2015) Considere a seguinte situação hipotética. Determinada administração propôs, no projeto de lei do orçamento anual, aumento anual do salário pago a seus servidores, em caráter geral e uniforme, a partir do exercício subsequente, mas não encaminhou, com a proposta, estimativa específica do impacto orçamentário-financeiro que esse aumento pode provocar. Nessa situação, a matéria pode ser aprovada por não ferir a LRF. Essa é uma questão que temos que ter muito cuidado. Apesar de tratar no enunciado da questão como aumento do salário, também é possível perceber que se trata de um aumento linear, caracterizando na verdade um reajustamento da remuneração, que, ao contrário de outras despesas de caráter continuado, não precisa apresentar a estimativa do impacto orçamentário-financeiro. Outra exceção a essa regra são as despesas destinadas ao serviço da dívida.

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Gabarito: C Curso de AFO (STJ) Analista Jud. – Administrativa (Pacote) Aula 05 – LRF,

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Dívida e Endividamento

Dívida pública consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados e da realização de operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses. O limite da dívida será definido em proposta do Presidente ao Senado Federal.

Dívida pública mobiliária: dívida pública representada por títulos emitidos pela União, inclusive os do Banco Central do Brasil, Estados e Municípios. O limite da dívida federal será definido em proposta do Presidente ao Congresso Nacional.

Refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária.

Operações de Crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo, abertura de crédito, emissão e aceite de título, aquisição financiada de bens, recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços, arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas, inclusive com o uso de derivativos financeiros. É vedada a realização de operação de crédito entre um ente da Federação e outro (ou das suas entidades), para financiar despesas correntes e refinanciar dívidas contraídas junto a outros Entes.

Operações de Crédito por Antecipação de Receita: Somente podem ser realizadas a partir do décimo dia útil do mês, devem ser integralmente liquidadas até 10 de dezembro e deve incidir, sobre elas, apenas taxa de juros da operação prefixada ou indexada à taxa básica financeira. Além disso, ficam proibidas no último ano de mandato do Chefe do Executivo e enquanto houver operação semelhante ainda não resgatada.

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Concessão de Garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. Os limites da dívida consolidada, da concessão de garantias e da contratação de operações de crédito são definidos em percentuais da Receita Corrente Líquida.

Restos a Pagar De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, os titulares de Poderes não poderão contrair obrigação de despesa, nos dois últimos quadrimestres do seu mandato, que não possa ser cumprida integralmente nesse período, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para esse efeito. A ideia aqui é que o gestor não entregue uma “bomba” para o futuro gestor, ainda mais se for de partido diferente do anterior.

gestor, ainda mais se for de partido diferente do anterior. 4) (CESPE TCU 2015) As obrigações
gestor, ainda mais se for de partido diferente do anterior. 4) (CESPE TCU 2015) As obrigações

4) (CESPE TCU 2015) As obrigações financeiras representadas por letras do Banco Central do Brasil não integram o montante da dívida pública mobiliária da União, devendo, portanto, ser desconsideradas no cálculo do montante da dívida pública consolidada do referido ente federativo.

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Pelo contrário, os títulos emitidos pelo Banco Central integram a dívida pública mobiliária. Gabarito: E 5) (CESPE MPU 2015) O titular do Poder não pode contrair obrigação de despesa, nos dois últimos quadrimestres do seu mandato, que não possa ser cumprida integralmente nesse período, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para esse efeito. Correto. A Lei de Responsabilidade Fiscal acrescenta ainda que para determinação da disponibilidade de caixa deverão ser considerados os encargos e despesas a pagar até o encerramento do exercício. Gabarito: C

Transparência, Controle e Avaliação

São instrumentos de transparência da gestão fiscal: os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias; as prestações de contas e o respectivo parecer prévio; o Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO); o Relatório de Gestão Fiscal (RGF); e as versões simplificadas desses documentos. A transparência será assegurada também mediante:

Incentivo à participação popular e realização de audiências públicas,

durante os processos de elaboração e discussão dos planos, lei de diretrizes

orçamentárias e orçamentos.

Acesso, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a

execução orçamentária e financeira (Despesas e Receitas), em meios eletrônicos de acesso público. o Despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no

decorrer da execução da despesa, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou

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jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório realizado. o Receita: o lançamento e o recebimento de toda a receita das unidades gestoras, inclusive referente a recursos extraordinários.

Sistema (informatizado) integrado de administração financeira e controle

para todos os Entes da Federação, com padrão de qualidade estabelecido pelo

Poder Executivo da União.

Escrituração e Consolidação das Contas Cabe à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) a edição de normas gerais para consolidação das contas públicas. Essa competência da STN será mantida até que seja instituído conselho de gestão fiscal, composto por representantes de todos os Poderes e esferas de Governo, do Ministério Público e de entidades técnicas representativas da sociedade. O Poder Executivo da União promoverá, até 30 de junho, a consolidação, nacional e por esfera de governo, das contas dos entes da Federação relativas ao exercício anterior, e a sua divulgação, inclusive por meio eletrônico de acesso público.

Prazo para envio das contas ao Poder Executivo da União Municípios: 30 de abril Estados:
Prazo para envio das contas ao Poder Executivo da União
Municípios: 30 de abril
Estados: 30 de maio
Não cumprido o prazo acima, o Ente da Federação fica impedido de:
Contratar operações de crédito, exceto as
Receber transferências voluntárias
destinadas ao refinanciamento do principal
atualizado da dívida mobiliária.

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Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) Obrigatório para todos os Poderes + Ministério Público, devendo ser apresentado em até 30 dias do encerramento do BIMESTRE (Municípios com menos de 50 mil habitantes podem apresentar em até 30 dias do encerramento do SEMESTRE), contendo:

Balanço Orçamentário (BO).

Demonstrativo das Receitas e Despesas com o mesmo detalhamento do

BO, com a execução no bimestre, mais as despesas por função e subfunção.

Demonstrativo da receita corrente líquida, receitas e despesas

previdenciárias, resultado nominal e primário, despesas com juros e restos a pagar.

Demonstrativo das operações de créditos que excedam o montante das

despesas de capital, das projeções atuariais dos regimes previdenciários, da

variação patrimonial, evidenciando a alienação de ativos. (apenas no último bimestre do ano!!!) Relatório de Gestão Fiscal (RGF) Deve ser apresentado em até 30 dias do encerramento do QUADRIMESTRE (Municípios com menos de 50 mil habitantes podem apresentar em até 30 dias do encerramento do SEMESTRE), contendo:

Comparativo com os limites de despesa total com pessoal, distinguindo a com inativos e pensionistas, das dívidas consolidada e mobiliária, da concessão de garantias e das operações de crédito, inclusive por antecipação de receita. Obrigatório apenas para o Poder Executivo, salvo com relação à despesa com pessoal!

Indicação das medidas corretivas adotadas ou a adotar, se ultrapassado qualquer dos limites. Obrigatório para todos os poderes!

Demonstrativos do montante das disponibilidades de caixa em 31 de dezembro e da inscrição em Restos a Pagar (apenas no último quadrimestre do ano!!!). Obrigatório para todos os poderes!

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Fiscalização A fiscalização é exercida pelo Controle Externo (Poder Legislativo), Controle Interno e Tribunal de Contas (auxiliar do Controle Externo). Cabendo a esse último:

Alertar os Poderes ou órgão ao constatarem:

o

Que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal.

o

Que os montantes da despesa com pessoal, das dívidas consolidada e mobiliária, das operações de crédito e da concessão de garantia se encontram acima de 90% dos respectivos limites.

o

Que os gastos com inativos e pensionistas se encontram acima do limite definido em lei.

o

Fatos que comprometam os custos ou os resultados dos programas ou indícios de irregularidades na gestão orçamentária.

Acompanhar o cumprimento:

o

Da imposição ao Banco Central do Brasil de apenas poder comprar diretamente títulos emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiverem vencendo na sua carteira, sendo que essa compra deverá ser realizada à taxa média e condições alcançadas no dia, em leilão público.

o

Da vedação ao Tesouro Nacional de adquirir títulos da dívida pública federal, existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula de reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária.

Prestação de Contas As prestações de contas dos dirigentes dos poderes da União, como instrumentos de transparência, controle e fiscalização, são objeto de um único parecer prévio do Tribunal de Contas da União, embora este contemple

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a gestão e o desempenho dos três poderes da União e do Ministério Público da União. Essa é uma questão bastante controversa, ainda mais para fins de concurso

público. Assim que a LRF foi publicada, alguns partidos de esquerda entraram

no Supremo Tribunal Federal com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade de

vários dispositivos da lei. Vários dos questionamentos ainda estão em discussão. Com relação ao tema da prestação de contas, está suspensa liminarmente a eficácia do trecho que ora estudamos da LRF. Assim, a Prestação de Contas do

Presidente da República, que deveria envolver todos os Poderes, está restrita atualmente às contas do Poder Executivo.

O Tribunal de Contas emitirá o parecer conclusivo em até 60 dias do

recebimento das contas, sendo dada ampla divulgação dos resultados da apreciação das contas, julgadas ou tomadas. No caso de Municípios que não sejam capitais e com menos de 200 mil habitantes, poderão emitir o parecer em até 180 dias! Deve ser garantido acesso à sociedade durante todo o exercício das contas do Chefe do Executivo, disponíveis no Poder Legislativo e no órgão responsável pela sua elaboração. A prestação de contas da União conterá demonstrativos do Tesouro Nacional e das agências financeiras oficiais de fomento, incluído:

BNDES: empréstimos e financiamentos concedidos com recursos oriundos dos orçamentos fiscal e da seguridade social. Agências Financeiras: avaliação circunstanciada do impacto fiscal de suas atividades no exercício.

do impacto fiscal de suas atividades no exercício. 6) (CESPE TRE-GO 2015) As prestações de contas

6) (CESPE TRE-GO 2015) As prestações de contas dos dirigentes dos poderes da União, como instrumentos de transparência, controle e

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fiscalização, são objeto de um único parecer prévio do Tribunal de Contas da União, embora este contemple a gestão e o desempenho dos três poderes da União e do Ministério Público da União. Esse é o entendimento do Cespe, apesar de existir a Ação no Supremo!!! O TCU irá apresentar apenas um parecer prévio ao Congresso Nacional sobre as contas de governo, incluindo todos os Poderes e MPU. Gabarito: C 7) (CESPE TCU 2015) O governador de um estado brasileiro que não tenha submetido suas contas ao Poder Executivo da União no prazo estabelecido será impedido, até que a situação seja regularizada, de receber transferências voluntárias e contratar operações de crédito, inclusas aquelas destinadas ao refinanciamento do principal da dívida. Quase certo, salvo por colocar no bolo das operações que ficam impedidas, o refinanciamento do principal da dívida, pois de acordo com a Lei, o Ente poderá realizar sim o refinanciamento do principal atualizado da dívida mobiliária. Gabarito: C 8) (CESPE TCU 2015) Os limites da LRF estabelecidos para despesas com pessoal, concessão de garantias e contratação de operações de crédito são definidos em percentuais da receita corrente líquida e devem ser divulgados no relatório de gestão fiscal. Tudo certinho! Gabarito: C 9) (CESPE MPU 2015) É facultado aos municípios com população inferior a cinquenta mil habitantes optar por divulgar, semestralmente, o relatório de gestão fiscal. A divulgação do relatório e demonstrativos fiscais deverá ser realizada em até trinta dias após o encerramento do semestre.

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Isso mesmo! Para os municípios com população inferior a cinquenta mil habitantes é possível a apresentação semestral do Relatório de Gestão Fiscal, em vez de Quadrimestralmente, como ocorre para os demais entes. Gabarito: C

Conhecimentos básicos sobre o SIOP e SIAFI.

Já vimos um pouco desses sistemas na aula sobre ciclo orçamentário! Vamos relembrar o que vimos e aprofundar mais um tanto esse conhecimento. SIOP

O Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento SIOP é o sistema de

informação utilizado na esfera federal nos processos de Planejamento e

Orçamento.

Com o SIOP, os órgãos centrais, setoriais e as unidades orçamentárias do Governo Federal passam a ter um único sistema para alimentar e atualizar o cadastro de programas e ações.

Ele é utilizado para:

I.

Elaboração e revisão do Projeto de Lei do Plano Plurianual PLPPA (a partir do PPA 2011-2015, foi utilizado o SIOP);

II.

Elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias PLDO;

III.

Elaboração do Projeto de Lei Orçamentária Anual PLOA;

IV.

Alterações Orçamentárias/Créditos;

V.

Acompanhamento das Estatais;

VI.

Acompanhamento Orçamentário;

VII.

Monitoramento e Acompanhamento do PPA.

O SIOP surgiu por iniciativa da Secretaria de Orçamento Federal (SOF), em

substituição a outros sistemas em utilização, com a intenção de otimizar procedimentos, reduzir custos e oferecer/integrar informações para o gestor público e para os cidadãos.

Obs: Os sistemas substituídos foram o SIDOR (Sistema Integrado de Dados Orçamentários) e o SIGPLAN (Sistema de Informações Gerenciais e de

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Planejamento). Segue abaixo quadro, retirado do site do Ministério do Planejamento, com a posição desses sistemas nos processos de Planejamento, Orçamento e Execução do Orçamento, substituídos pelo SIOP:

e Execução do Orçamento, substituídos pelo SIOP: SIAFI O Sistema Integrado de Administração Federal (SIAFI)

SIAFI

O Sistema Integrado de Administração Federal (SIAFI) é o sistema de

informação utilizado na esfera federal para controle diário da execução

orçamentária, financeira e patrimonial dos órgãos da Administração Pública.

O SIAFI foi desenvolvido em conjunto pela Secretaria do Tesouro Nacional

(STN) e pelo Serviço de Processamento Federal SERPRO, sendo implantado em 1987. São objetivos desse sistema:

1 - Prover os Órgãos da Administração Pública de mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e contábil; 2 - Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a

utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos

de caixa do Governo Federal;

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3 - Permitir que a Contabilidade Aplicada à Administração Pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais para todos os níveis da Administração Pública;

4 - Padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos

públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade;

5 - Permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de

suas supervisionadas;

6 - Permitir o controle da dívida interna e externa;

7 - Integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;

8 - Permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; e

9 - Proporcionar a transparência dos gastos públicos.

No SIAFI, cada exercício financeiro irá representar um sistema diferente, formado pelo nome do sistema seguido do ano respectivo: SIAFI2013, SIAFI2014, SIAFI2015, etc. Cada sistema é dividido em 21 subsistemas, conforme figura abaixo, que se dividem em módulos. Nos módulos estão agregadas transações com características em comum, que efetivamente são responsáveis pelas operações do SIAFI, desde a entrada de dados até as consultas.

do SIAFI, desde a entrada de dados até as consultas. www.pontodosconcursos.com.br | Profs. Vinicius Ribeiro e

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O subsistema de Contas a Pagar e a Receber – CPR – é utilizado para

O subsistema de Contas a Pagar e a Receber CPR é utilizado para operacionalizar a programação financeira do Estado. São inseridos nesse subsistema a nota de empenho, o contrato, nota fiscal/recibo e a programação financeira, gerando automaticamente ordens bancárias e documentos de recolhimento de tributos e contribuições que, em conjunto com outros documentos, servirão para montar o fluxo financeiro de cada unidade gestora.

A utilização do Sistema poderá ser Total ou Parcial. A total se aplica aos órgãos

da Administração Direta e grande parte da Administração Indireta. Já, a modalidade parcial será utilizada por algumas entidades da Administração Indireta que não fazem parte dos orçamentos fiscal e da seguridade social.

A modalidade parcial difere da total, principalmente, em razão dos seguintes

pontos: é limitada aos recursos previstos no Orçamento Geral da União, não permite tratar recursos próprios da entidade e não substitui a contabilidade da

Unidade, sendo necessário, portanto, o envio de balancetes para incorporação de saldos.

O SIAFI é operacionalizado pelos seguintes documentos:

NOTA DE MOVIMENTAÇAO DE CRÉDITO NC: Permite registrar a

movimentação de créditos interna e externa e suas anulações;

NOTA DE DOTAÇÃO ND: Permite realizar o detalhamento do orçamento;

NOTA DE EMPENHO NE: Representa a obrigação (empenho) do órgão ou entidade;

NOTA DE SISTEMA NS: Registro de eventos contábeis de forma

automática;

NOTA DE LANÇAMENTO NL: Registro de eventos contábeis não vinculados a documentos específicos.

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ORDEM BANCÁRIA OB: Utilizada para pagamento de obrigações;

GUIA DE RECOLHIMENTO DA UNIÃO GRU: Utilizada para recolhimento

de todas as receitas, depósitos e devoluções, com exceção das administradas

pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, Secretaria da Receita Federal do Brasil RFB e pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PGFN;

DOCUMENTO DE ARRECADAÇÃO DE RECEITAS FEDERAIS DARF:

Utilizado para recolhimento de receitas federais administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil - RFB e Procuradoria Geral da Fazenda Nacional PGFN;

GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL GPS: Utilizada para recolhimento de

receitas da previdência social e da contribuição do Salário Educação;

DOCUMENTO DE RECEITAS DE ESTADOS E/OU MUNICÍPIOS DAR:

Utilizado para recolhimento de tributos dos Governos Estaduais;

GUIA DE RECOLHIMENTO DO FGTS E DE INFORMAÇÕES DA PREVIDÊNCIA SOCIAL GFIP: utilizada para recolhimento de receitas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço;

de receitas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço; 10) (CESPE TCU 2015) O CPR

10) (CESPE TCU 2015) O CPR (Contas a Pagar e a Receber), um subsistema do SIAFI, permite a geração automática de ordens bancárias e de documentos de recolhimento de tributos e contribuições que, em conjunto com outros documentos, servirão para montar o fluxo financeiro de cada unidade gestora. Perfeito. Essa é a finalidade do subsistema CPR. Gabarito: C 11) (CESPE MPOG 2013) Conforme as necessidades de execução orçamentária, alterações das classificações da modalidade de aplicação poderão ser realizadas diretamente pela unidade

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orçamentária no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP).

O SIOP é utilizado para formulação da proposta orçamentária e suas

alterações, quando tratamos da execução orçamentária, o Sistema a ser utilizado é o SIAFI. Gabarito: E 12) (CESPE STM 2011) A nota de sistema corresponde aos lançamentos automáticos realizados pelo SIAFI. Isso mesmo! Correto! Gabarito: C 13) (CESPE MS 2010) Um dos objetivos do SIAFI é possibilitar o controle da dívida externa. Outra questão tranquila! Gabarito: C

Questões

14) (CESPE ANTAQ 2014) Reajuste na remuneração de servidores públicos federais somente poderá ser concedido se o ato de concessão vier acompanhado da comprovação de que a despesa aumentada não afetará as metas de resultados fiscais. O CESPE adora exceções! Como já vimos no caso de despesas com serviço da

dívida e reajustamento da remuneração de pessoal não é necessária avaliação

do impacto econômico-financeiro e de demonstração da origem dos recursos.

Gabarito: E 15) (CESPE ANTAQ 2014) A apuração do montante de receita corrente líquida arrecadada pode envolver mais de um exercício financeiro. A receita corrente líquida é apurada somando-se as receitas arrecadadas no mês de referência e nos onze anteriores, logo, poderá envolver mais de um

exercício financeiro, podendo ser, por exemplo, 5 meses de 2015 e 7 meses de

2014.

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Gabarito: C 16) (CESPE ANTAQ 2014) Informações relativas a empréstimos e financiamentos concedidos, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico e Social (BNDES), com recursos oriundos do orçamento fiscal, devem ficar disponíveis para todos os cidadãos e instituições da sociedade durante todo o exercício.

A prestação de contas da União conterá demonstrativos do Tesouro Nacional e

das agências financeiras oficiais de fomento, incluído o Banco Nacional de

Desenvolvimento Econômico e Social, especificando os empréstimos e

financiamentos concedidos com recursos oriundos dos orçamentos fiscal e da seguridade social. (parágrafo único, art. 49, LRF). Gabarito: C

17) (CESPE ANATEL 2014) O objetivo da Lei de Responsabilidade Fiscal

(LRF), a qual tem caráter anual e segue os mesmos trâmites da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), é prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas.

A LRF não é uma lei com prazo determinado, como ocorre com o PPA, LDO e

LOA!

Gabarito: E

18) (CESPE TJ-CE 2014) A Lei de Responsabilidade Fiscal instituiu limites para a despesa total com pessoal e encargos sociais baseados em percentuais da receita corrente líquida. Assinale a opção em que se apresenta um tipo de gasto que deve ser incluído no montante total de despesa de pessoal.

a) pagamento de aposentadorias custeadas por recursos de

arrecadação de contribuições dos segurado b) indenizações por demissão voluntária de servidores e empregados c) compensações decorrentes de convocação extraordinária do congresso Nacional

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d) contratos de terceirização de mão de obra em substituição a servidores e empregados

e) despesas decorrentes do pagamento de decisões judiciais

A única alternativa que representa um gasto que deve ser considerado no cálculo do limite dos gastos com pessoal é a letra D. As demais letras são gastos que não devem ser considerados. Gabarito: D

19) (CESPE TJ-CE 2014) A seção da Lei de Responsabilidade Fiscal que

trata da transparência da gestão fiscal foi significativamente

expandida depois da aprovação da Lei Complementar n.º 131/2009. No que se refere a esse assunto, assinale a opção correta.

a) Os empréstimos do BNDES e as respectivas avaliações

circunstanciadas devem integrar a prestação de contas da União.

b) As informações pormenorizadas sobre a execução financeira devem

constar dos meios eletrônicos de acesso público no prazo máximo de dez dias úteis.

c) A participação popular deve restringir-se às fases de discussão,

aprovação e controle dos planos e orçamentos.

d) A adoção de um sistema integrado de administração financeira e

controle é obrigatória para todos os municípios.

e) No caso do governo federal, a disponibilização das contas do chefe

do Poder Executivo a todos os cidadãos é desnecessária.

Vamos analisar as alternativas:

a) Errada. A avaliação circunstanciada se dará apenas para as agências financeiras

b) Errada. A divulgação das informações deve se dar em tempo real!

c) Errada. A participação popular deve ocorrer também na etapa de elaboração

dos planos e orçamentos.

d) Correta. Não há exceções!

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e) Nada disso. As contas devem ficar disponíveis no respectivo Poder Legislativo e no órgão técnico responsável pela sua elaboração, para consulta e apreciação pelos cidadãos e instituições da sociedade. Gabarito: D 20) (CESPE ICMBIO 2014) A programação financeira é um instrumento introduzido a partir da vigência da LRF. A programação financeira já era prevista na Lei n. 4.320/64. A LRF apenas alterou a sistemática já existente. Gabarito: E 21) (CESPE ICMBIO 2014) De acordo com a LRF, a LDO deve estabelecer as metas do resultado primário do setor público para o exercício, além de indicar a meta para os dois anos seguintes. Correto. Essa previsão deverá vir no Anexo de Metas Fiscais, que acompanha a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Gabarito: C 22) (CESPE Câmara dos Deputados 2014) A LRF aplica-se a todos os entes da Federação. Não tem para onde correr! A LRF é obrigatória para União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Gabarito: C 23) (CESPE Câmara dos Deputados 2014) Entende-se como empresa controlada a empresa estatal dependente que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal. Empresa controlada é a empresa em que o Ente da Federação detenha, direta ou indiretamente, a maioria do capital social com direito a voto. Agora sim, a empresa estatal dependente é uma empresa controlada que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal. Gabarito: E

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24) (CESPE Polícia Federal 2014) As despesas decorrentes do programa de incentivo à demissão voluntária de determinado órgão público estão excluídas do limite de despesas de pessoal do referido órgão. Essa vocês já sabem de cor. Gastos com incentivo à demissão voluntária não são considerados para aferição dos limites de despesa com pessoal! Gabarito: C 25) (CESPE STF 2013) Os entes da Federação terão de disponibilizar a qualquer pessoa física ou jurídica o acesso a informações referentes a todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, e, quando for o caso, disponibilizar minimamente os dados referentes ao procedimento licitatório realizado. Essa questão exige do candidato conhecimento do artigo 48, inciso I da LRF:

"Art. 48-A. Para os fins a que se refere o inciso II do parágrafo único do art. 48, os entes da Federação disponibilizarão a qualquer pessoa física ou jurídica o acesso a informações:

I quanto à despesa: todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, com a disponibilização mínima dos dados referentes ao número do correspondente processo, ao bem fornecido ou ao serviço prestado, à pessoa física ou jurídica beneficiária do pagamento e, quando for o caso, ao procedimento licitatório realizado;" Gabarito: C 26) (CESPE STF 2013) Sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da República, em atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao Congresso Nacional proposta de revisão dos limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios.

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Anotem ai. Dívida consolidada da União, Estados e Municípios: Senado Federal. Dívida Mobiliária Federal: Congresso Nacional. Gabarito: E 27) (CESPE TRT - 17ª Região 2013) Para efeito de adoção das medidas especificadas na Lei de Responsabilidade Fiscal, a lei de diretrizes orçamentárias estabelece o limite referencial para o montante das despesas com juros da dívida pública, com base em percentual da receita corrente líquida. Errado. O trecho da LRF que trazia essa disposição foi vetado quando da promulgação da Lei. Gabarito: E 28) (CESPE TRT - 8ª Região 2013) Assinale a opção correta a respeito da Lei de Responsabilidade Fiscal.

a) São despesas discricionárias incrementais as despesas correntes

derivadas de lei, de medida provisória ou de ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução

por período superior a dois exercícios. b) O benefício ou serviço relativo à seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido, sem a indicação da fonte de custeio total.

c) O ato que provoque aumento da despesa com pessoal e que não

esteja de acordo com o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo será cancelado depois de transcorrido o processo administrativo contra o gestor da unidade administrativa.

d) Os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias são instrumentos de transparência da gestão fiscal. e) Os balanços do Banco Central do Brasil devem conter notas explicativas com informações sobre os custos da emissão de papel moeda e da manutenção das reservas cambiais e sobre os índices de inadimplência dos títulos do Tesouro. Vamos analisar as alternativas:

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a) Nada disso. Despesas correntes derivadas de lei, medida provisória ou ato

administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios são consideradas

obrigatórias de caráter continuado. Não são discricionárias. b) Errado. A indicação da fonte do custeio total é necessária, salvo para concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilitação, expansão quantitativa e reajustamento para preservar o valor real do benefício.

c) Errado. O ato é nulo, não gera efeitos, não sendo necessário processo

administrativo para seu cancelamento.

d) Show de bola! Além dos planos, orçamentos e diretrizes orçamentárias são

instrumentos da transparência fiscal: as prestações de contas e o respectivo parecer prévio, o Relatório Resumido da Execução Orçamentária e o Relatório de Gestão Fiscal.

e) Errado. Os balanços do Banco Central do Brasil conterão notas explicativas

sobre os custos da remuneração das disponibilidades do Tesouro Nacional e da manutenção das reservas cambiais e a rentabilidade de sua carteira de títulos,

destacando os de emissão da União. Gabarito: D 29) (CESPE ANTT 2013) Um recurso legalmente vinculado manterá sua destinação específica mesmo em exercício diverso de sua arrecadação. Isso mesmo. A vinculação permanece mesmo em exercício diverso ao da arrecadação. Gabarito: C 30) (CESPE TCE-RO 2013) Considere que o governo federal pretenda instituir programa para conceder subsídios de realocação dos moradores de determinada área que será inundada pela construção de uma represa. Nessa situação, a despesa não poderá ser custeada por emissão de títulos públicos, ainda que destinados à obra de construção da referida represa.

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Subsídio é uma espécie de despesa corrente. Títulos públicos são receitas de capital, desta forma, somente podem ser utilizados para pagamento de despesas correntes, mediante expressa autorização legislativa (regra de outro). Gabarito: C 31) (CESPE TCE-RO 2013) No contexto da LRF, empresa controlada é aquela que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou despesas de custeio em geral. Novamente confusão entre o conceito de empresa controlada e dependente. Quem recebe recursos para custeio em geral é empresa dependente, espécie de empresa controlada. No entanto, para ser empresa controlada basta que o Estado seja detentor da maioria do capital votante da empresa, direta ou indiretamente. Ou seja, as empresas controladas não dependentes não se encaixam no conceito trazido pelo examinador. Gabarito: E 32) (CESPE ANTT 2013) Para que haja renúncia de receita, a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que é necessário cumprir o disposto na LDO. Além disso, o proponente deve demonstrar que a renúncia foi considerada na estimativa da receita da lei orçamentária anual e que ela não afetará as metas de resultados fiscais previstos no anexo próprio da LDO. No caso de renúncia deverá ser observada a LDO e uma das duas opções a seguir:

Aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição, ou;

Demonstração de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo de Metas Fiscais. Gabarito: C 33) (CESPE ANTT 2013) Caso haja o descumprimento das metas fiscais previstas na LDO, o Poder Executivo deve limitar imediatamente o

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dispêndio de todos os três poderes. Como as regras de limitação estão definidas na LDO, que foi debatida e aprovada pelo Poder Legislativo, tal procedimento não pode ser considerado uma violação da independência dos poderes. Esse assunto foi visto na aula sobre ciclo orçamentário. Cada poder deverá providenciar por ato próprio o contingenciamento respectivo, tendo em vista a independência dos poderes. Além disso, o ato deverá ocorrer em até 30 dias após encerramento do bimestre. Gabarito: E 34) (CESPE ANTT 2013) Eventuais indenizações por demissão de servidor ou incentivos relativos à demissão voluntária devem ser computados, para efeitos da LRF, no cálculo dos limites com gastos de pessoal Guardem isso: indenizações por demissão do servidor ou incentivos à demissão voluntária não devem ser computados para cálculo do limite de despesas com pessoal! Gabarito: E 35) (CESPE CNJ 2013) Considere que uma prefeitura tenha iniciado programa de demissão voluntária para não ultrapassar os limites com gastos com pessoal definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nessa situação, os gastos com o programa deverão compor a base de cálculo da despesa total com pessoal, o que diminui a eficácia da iniciativa para resolver o problema, uma vez que serão afetados os limites de gastos impostos pela LRF. Essa vocês já estão espertos! Indenização por demissão voluntária não entra no cálculo do limite. Gabarito: E 36) (CESPE ANP 2013) As empresas estatais independentes não compõem o campo de aplicação da LRF.

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Isso mesmo. Apenas as estatais dependentes, entendidas como empresas controladas que recebem recursos para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral, são atingidas pelas regras da LRF. Inclusive, atualmente está tramitando no Congresso proposta para criação da Lei de Responsabilidade Fiscal das Empresas Estatais, projeto encampado pelos atuais presidentes da Câmara e do Senado. Gabarito: C 37) (CESPE ANP 2013) A receita corrente líquida engloba todas as receitas correntes lançadas no mês de referência e nos onze meses anteriores. Cuidado! Não são as receitas lançadas, mas sim as arrecadadas. Além disso, nem todas as receitas são consideradas, deve haver exclusão das duplicidades e das receitas que serão transferidas a outros entes. Gabarito: E 38) (CESPE ANP 2013) As metas de inflação para o exercício subsequente devem constar do anexo específico à mensagem de encaminhamento do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. Vimos na nossa aula demonstrativa que o projeto da LDO conterá, em anexo específico, os objetivos das políticas monetária, creditícia e cambial, bem como os parâmetros e as projeções para seus principais agregados e variáveis, e ainda as metas de inflação, para o exercício subsequente. Gabarito: C 39) (CESPE TJ-RR 2012) Será considerado nulo o ato que provocar aumento da despesa com pessoal e não atender ao limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo. Correto. Será nulo o ato que gere aumento de despesa sem obedecer ao limite com pessoal inativo. Gabarito: C 40) (CESPE TJ-RO 2012) De acordo com a LRF, a renúncia de receitas

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a) deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário

financeiro durante o período de concessão do benefício.

b) não deverá afetar as metas de resultados fiscais previstas no anexo

de metas fiscais.

c) será compensada, exclusivamente, com a redução de despesas.

d) é considerada remissão, caso se trate de alteração de alíquota de

imposto sobre produtos industrializados.

e) é considerada anistia no cancelamento de débito cujo montante seja

inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

Vamos analisar as alternativas:

a) Errado. No exercício de concessão e nos dois seguintes.

b) Ok! Nosso gabarito!

c) Errado. A compensação deverá ser feita por meio do aumento de receita,

proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. d) Assunto mais ligado ao Direito Tributário. Remissão é uma forma de extinção do crédito tributário, não tem a ver com alteração de alíquota. e) Outra opção que está mais para o Direito Tributário. Anistia é forma de exclusão do crédito tributário, dessa forma, não há débito, pois o crédito não foi constituído. Gabarito: B 41) (CESPE TCE-ES 2012) A Lei de Responsabilidade Fiscal prevê que a Lei de Diretrizes Orçamentárias disponha sobre alterações na legislação tributária. Pegadinha. Essa previsão está contida na Constituição Federal e não na LRF! Gabarito: E 42) (CESPE TCU 2012) O equilíbrio das contas públicas, preconizado na LRF, implica a obtenção de superávit primário nas contas governamentais, sendo, no entanto, vedada a contratação, por parte

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de estados, do Distrito Federal e de municípios, de operações de crédito para esse superávit, devido aos riscos envolvidos. Errado. As operações de crédito fazem parte dos instrumentos disponíveis para gestão das finanças públicas. O que deve ser observado são as regras e limites impostos pela lei. Gabarito: E 43) (CESPE TCU 2012) O reajustamento do valor de benefício da seguridade social, a fim de preservar o seu valor real, deve apresentar a origem dos recursos para o seu custeio e os seus efeitos financeiros nos períodos seguintes, que devem ser compensados pelo aumento permanente de receita e pela redução permanente de despesa da previdência. Assim como ocorre com as despesas de pessoal, o reajustamento do valor do benefício não precisa apresentar a compensação com o aumento permanente de receita e pela redução permanente de despesa. Gabarito: E 44) (CESPE TCU 2012) A transparência, um dos postulados da LRF, assegura o acesso às informações acerca da execução orçamentária e financeira da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Questão sem maiores problemas. A transparência, nos termos da LRF, deve garantir acesso às informações sobre a execução orçamentária e financeira de todos os Entes Federados. Gabarito: C 45) (CESPE TCU 2012) O TCU, atuando na fiscalização da gestão fiscal, deve acompanhar o cumprimento da proibição, imposta ao Tesouro Nacional, de adquirir títulos da dívida pública federal existentes na carteira do Banco Central do Brasil. O Tribunal de Contas da União acompanhará o cumprimento das seguintes disposições:

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O Banco Central do Brasil só poderá comprar diretamente títulos

emitidos pela União para refinanciar a dívida mobiliária federal que estiver vencendo na sua carteira, sendo que essa compra deverá ser realizada à taxa

média e condições alcançadas no dia, em leilão público.

É vedado ao Tesouro Nacional adquirir títulos da dívida pública federal existentes na carteira do Banco Central do Brasil, ainda que com cláusula de reversão, salvo para reduzir a dívida mobiliária. Gabarito: C 46) (CESPE TCU 2012) A apuração de gastos com pessoal será feita com base em um período de 12 meses. Assim, as demonstrações de limites com despesas de pessoal do primeiro e do segundo quadrimestres somarão despesas com pessoal relativas a dois exercícios financeiros. Isso mesmo. Como a lei determina, o cálculo dos gastos com pessoal considera o mês em referência mais os onze anteriores, podendo envolver despesas de dois exercícios, como no caso do primeiro e segundo quadrimestre. Gabarito: C 47) (CESPE TC-DF 2012) As disposições, as proibições, as condições e os limites constantes na LRF valem para o DF até que seja aprovada lei complementar de âmbito local que disponha sobre a ação planejada e transparente, voltada para a prevenção de riscos e correção de desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas Nada disso. As disposições da LRF são obrigatórias para todos os Entes da Federação. Gabarito: E 48) (CESPE MPE-PI 2012) O limite de despesas de pessoal no caso dos estados corresponde a determinado percentual das receitas correntes líquidas, cujo cálculo deve incluir as parcelas recebidas e excluir as parcelas pagas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

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Correto. Lembrando que os valores pagos e recebidos em decorrência do ICMS também deverão ser computados no cálculo da RCL. Gabarito: C 49) (CESPE MPE-PI 2012) Constitui objetivo da LRF regulamentar o dispositivo constitucional que reserva à legislação complementar as normas sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual. A Lei complementar que deveria regulamentar esse dispositivo constitucional, que trata sobre a vigência e outras disposições do PPA, LDO e LOA não foi criada, sendo assunto tratado até hoje nas Disposições Constitucionais Transitórias. Cabe à LRF estabelecer normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal. Gabarito: E

para a responsabilidade na gestão fiscal. Gabarito: E 50) (CESPE TCU 2015) Considerando a evolução conceitual

50) (CESPE TCU 2015) Considerando a evolução conceitual da terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil utilizou o orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história. Não tem como ficar enchendo a cabeça dos candidatos com informações que não serão cobradas. Mas estamos sempre de olho, caso um assunto passe a ser cobrado colocamos para vocês. Segue o quadro da aula demonstrativa, atualizado com as informações necessárias para responder essa questão:

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Orçamento

Legislativo

o Poder Legislativo é responsável pela elaboração,

a votação e o controle do orçamento, cabendo ao

Poder Executivo apenas a execução. Ex: CF 1891.

o Poder Executivo é responsável pela elaboração, a votação, o controle e a execução do orçamento. Ex: CF 1937.

Orçamento

Executivo

Orçamento

Misto

o Poder Executivo é reponsável pela elaboração e a execução, enquanto a votação e controle são responsailidade do Poder Legislativo. Trata-se do modelo adotado pela nossa Constituição Federal de

1988.

Agora ficou tranquilo! Já tivemos exemplos de todos os tipos de orçamento! Gabarito: C 51) (CESPE STJ 2008) A função representa o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público. A subfunção identifica a natureza básica dos projetos que se aglutinam em torno da unidade orçamentária e não pode ser combinada com funções diferentes daquelas a que estejam vinculadas.

O erro da questão está em afirmar que subfunções não podem ser combinadas

com funções diferentes a que estejam vinculadas. Na verdade, podem sim, salvo a subfunção operações especiais.

Gabarito: E 52) (CESPE STJ 2008) A função previdência social executada na unidade orçamentária STJ não pertence ao orçamento da seguridade social, pois o tribunal não integra a esfera institucional da saúde, da

previdência social ou da assistência social, ou seja, não está vinculado aos ministérios correspondentes a essas áreas.

O orçamento da seguridade social é formado por todos os gastos vinculados à

saúde, seguridade e assistência social, independente do órgão ou entidade onde o gasto está ocorrendo. Gabarito: E

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53) (CESPE STJ 2008) As fontes de recursos que asseguram o custeio do orçamento do STJ podem ser classificadas em duas categorias:

receitas correntes e receitas de capital. As receitas correntes são provenientes da realização de recursos financeiros e de outros recursos arrecadados diretamente pelo STJ, como, por exemplo, as taxas cobradas por serviços públicos. As receitas de capital são provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinadas a atender a despesas correntes. O que determina se uma transferência irá ser classificada como receita de capital ou corrente é a destinação dada aquele recurso, dessa forma, um recurso recebido para custear despesas correntes deve ser classificado como receita corrente. Gabarito: E

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Mapas Mentais Curso de AFO (STJ) Analista Jud. – Administrativa (Pacote) Aula 05 – LRF,

Mapas Mentais

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LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL

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RECEITA PÚBLICA

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DESPESA PÚBLICA

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DESPESA COM PESSOAL I

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DESPESA COM PESSOAL II

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TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO I

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TRANSPARÊNCIA, CONTROLE E FISCALIZAÇÃO II

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Bibliografia Curso de AFO (STJ) Analista Jud. – Administrativa (Pacote) Aula 05 – LRF, SIOP

Bibliografia

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Livro/Texto

Autor

Manual do SIAFI

STN

Manual de Contabilidade Aplicado ao Setor Público - MCASP

STN

MTO/2016

SOF

Gestão de finanças públicas

Albuquerque,

Medeiros

e

Feijó

Orçamento Público

Giacomoni

Exercícios Trabalhados

1) (CESPE CGE-PI 2015) A LRF atribuiu à LDO a responsabilidade de tratar de outras matérias não previstas na Constituição Federal de 1988, como a publicação da avaliação atuarial do regime próprio de previdência dos servidores públicos. 2) (CESPE TCU 2015) A modificação de base de cálculo que provocar redução discriminada de tributo será considerada renúncia de receita. Esta, se não estiver acompanhada de medidas de compensação que provoquem o aumento de receita, não poderá ser utilizada por um ente federativo como instrumento de concessão nem de ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária. 3) (CESPE TRE-GO 2015) Considere a seguinte situação hipotética. Determinada administração propôs, no projeto de lei do orçamento anual, aumento anual do salário pago a seus servidores, em caráter geral e uniforme, a partir do exercício subsequente, mas não encaminhou, com a proposta, estimativa específica do impacto orçamentário-financeiro que esse aumento pode provocar. Nessa situação, a matéria pode ser aprovada por não ferir a LRF. 4) (CESPE TCU 2015) As obrigações financeiras representadas por letras do Banco Central do Brasil não integram o montante da dívida pública mobiliária

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da União, devendo, portanto, ser desconsideradas no cálculo do montante da dívida pública consolidada do referido ente federativo. 5) (CESPE MPU 2015) O titular do Poder não pode contrair obrigação de despesa, nos dois últimos quadrimestres do seu mandato, que não possa ser cumprida integralmente nesse período, ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para esse efeito. 6) (CESPE TRE-GO 2015) As prestações de contas dos dirigentes dos poderes da União, como instrumentos de transparência, controle e fiscalização, são objeto de um único parecer prévio do Tribunal de Contas da União, embora este contemple a gestão e o desempenho dos três poderes da União e do Ministério Público da União. 7) (CESPE TCU 2015) O governador de um estado brasileiro que não tenha submetido suas contas ao Poder Executivo da União no prazo estabelecido será impedido, até que a situação seja regularizada, de receber transferências voluntárias e contratar operações de crédito, inclusas aquelas destinadas ao refinanciamento do principal da dívida. 8) (CESPE TCU 2015) Os limites da LRF estabelecidos para despesas com pessoal, concessão de garantias e contratação de operações de crédito são definidos em percentuais da receita corrente líquida e devem ser divulgados no relatório de gestão fiscal. 9) (CESPE MPU 2015) É facultado aos municípios com população inferior a cinquenta mil habitantes optar por divulgar, semestralmente, o relatório de gestão fiscal. A divulgação do relatório e demonstrativos fiscais deverá ser realizada em até trinta dias após o encerramento do semestre. 10) (CESPE TCU 2015) O CPR (Contas a Pagar e a Receber), um subsistema do SIAFI, permite a geração automática de ordens bancárias e de documentos de recolhimento de tributos e contribuições que, em conjunto com outros documentos, servirão para montar o fluxo financeiro de cada unidade gestora.

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11) (CESPE MPOG 2013) Conforme as necessidades de execução orçamentária, alterações das classificações da modalidade de aplicação poderão ser realizadas diretamente pela unidade orçamentária no Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (SIOP). 12) (CESPE STM 2011) A nota de sistema corresponde aos lançamentos automáticos realizados pelo SIAFI. 13) (CESPE MS 2010) Um dos objetivos do SIAFI é possibilitar o controle da dívida externa. 14) (CESPE ANTAQ 2014) Reajuste na remuneração de servidores públicos federais somente poderá ser concedido se o ato de concessão vier acompanhado da comprovação de que a despesa aumentada não afetará as metas de resultados fiscais. 15) (CESPE ANTAQ 2014) A apuração do montante de receita corrente líquida arrecadada pode envolver mais de um exercício financeiro. 16) (CESPE ANTAQ 2014) Informações relativas a empréstimos e financiamentos concedidos, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos oriundos do orçamento fiscal, devem ficar disponíveis para todos os cidadãos e instituições da sociedade durante todo o exercício.

17) (CESPE ANATEL 2014) O objetivo da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF),

a qual tem caráter anual e segue os mesmos trâmites da Lei de Diretrizes

Orçamentárias (LDO), é prevenir riscos e corrigir desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas.

18) (CESPE TJ-CE 2014) A Lei de Responsabilidade Fiscal instituiu limites para

a despesa total com pessoal e encargos sociais baseados em percentuais da

receita corrente líquida. Assinale a opção em que se apresenta um tipo de

gasto que deve ser incluído no montante total de despesa de pessoal. a) pagamento de aposentadorias custeadas por recursos de arrecadação de contribuições dos segurado b) indenizações por demissão voluntária de servidores e empregados

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c) compensações decorrentes de convocação extraordinária do congresso Nacional

d) contratos de terceirização de mão de obra em substituição a servidores e

empregados

e) despesas decorrentes do pagamento de decisões judiciais

19) (CESPE TJ-CE 2014) A seção da Lei de Responsabilidade Fiscal que trata

da transparência da gestão fiscal foi significativamente expandida depois da aprovação da Lei Complementar n.º 131/2009. No que se refere a esse assunto, assinale a opção correta.

a) Os empréstimos do BNDES e as respectivas avaliações circunstanciadas

devem integrar a prestação de contas da União.

b) As informações pormenorizadas sobre a execução financeira devem constar

dos meios eletrônicos de acesso público no prazo máximo de dez dias úteis.

c) A participação popular deve restringir-se às fases de discussão, aprovação e controle dos planos e orçamentos.

d) A adoção de um sistema integrado de administração financeira e controle é

obrigatória para todos os municípios.

e) No caso do governo federal, a disponibilização das contas do chefe do Poder

Executivo a todos os cidadãos é desnecessária. 20) (CESPE ICMBIO 2014) A programação financeira é um instrumento introduzido a partir da vigência da LRF. 21) (CESPE ICMBIO 2014) De acordo com a LRF, a LDO deve estabelecer as metas do resultado primário do setor público para o exercício, além de indicar a meta para os dois anos seguintes. 22) (CESPE Câmara dos Deputados 2014) A LRF aplica-se a todos os entes da Federação. 23) (CESPE Câmara dos Deputados 2014) Entende-se como empresa controlada a empresa estatal dependente que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal.

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24) (CESPE Polícia Federal 2014) As despesas decorrentes do programa de incentivo à demissão voluntária de determinado órgão público estão excluídas do limite de despesas de pessoal do referido órgão. 25) (CESPE STF 2013) Os entes da Federação terão de disponibilizar a qualquer pessoa física ou jurídica o acesso a informações referentes a todos os atos praticados pelas unidades gestoras no decorrer da execução da despesa, no momento de sua realização, e, quando for o caso, disponibilizar minimamente os dados referentes ao procedimento licitatório realizado. 26) (CESPE STF 2013) Sempre que forem alterados os fundamentos das políticas monetária ou cambial em razão de instabilidade econômica, o presidente da República, em atendimento aos dispositivos constitucionais vigentes, poderá encaminhar ao Congresso Nacional proposta de revisão dos limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios. 27) (CESPE TRT - 17ª Região 2013) Para efeito de adoção das medidas especificadas na Lei de Responsabilidade Fiscal, a lei de diretrizes orçamentárias estabelece o limite referencial para o montante das despesas com juros da dívida pública, com base em percentual da receita corrente líquida. 28) (CESPE TRT - 8ª Região 2013) Assinale a opção correta a respeito da Lei de Responsabilidade Fiscal. a) São despesas discricionárias incrementais as despesas correntes derivadas de lei, de medida provisória ou de ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por período superior a dois exercícios. b) O benefício ou serviço relativo à seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido, sem a indicação da fonte de custeio total. c) O ato que provoque aumento da despesa com pessoal e que não esteja de acordo com o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com

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pessoal inativo será cancelado depois de transcorrido o processo administrativo contra o gestor da unidade administrativa. d) Os planos, orçamentos e leis de diretrizes orçamentárias são instrumentos de transparência da gestão fiscal. e) Os balanços do Banco Central do Brasil devem conter notas explicativas com informações sobre os custos da emissão de papel moeda e da manutenção das reservas cambiais e sobre os índices de inadimplência dos títulos do Tesouro. 29) (CESPE ANTT 2013) Um recurso legalmente vinculado manterá sua destinação específica mesmo em exercício diverso de sua arrecadação. 30) (CESPE TCE-RO 2013) Considere que o governo federal pretenda instituir programa para conceder subsídios de realocação dos moradores de determinada área que será inundada pela construção de uma represa. Nessa situação, a despesa não poderá ser custeada por emissão de títulos públicos, ainda que destinados à obra de construção da referida represa. 31) (CESPE TCE-RO 2013) No contexto da LRF, empresa controlada é aquela que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou despesas de custeio em geral. 32) (CESPE ANTT 2013) Para que haja renúncia de receita, a Lei de Responsabilidade Fiscal determina que é necessário cumprir o disposto na LDO. Além disso, o proponente deve demonstrar que a renúncia foi considerada na estimativa da receita da lei orçamentária anual e que ela não afetará as metas de resultados fiscais previstos no anexo próprio da LDO. 33) (CESPE ANTT 2013) Caso haja o descumprimento das metas fiscais previstas na LDO, o Poder Executivo deve limitar imediatamente o dispêndio de todos os três poderes. Como as regras de limitação estão definidas na LDO, que foi debatida e aprovada pelo Poder Legislativo, tal procedimento não pode ser considerado uma violação da independência dos poderes. 34) (CESPE ANTT 2013) Eventuais indenizações por demissão de servidor ou incentivos relativos à demissão voluntária devem ser computados, para efeitos da LRF, no cálculo dos limites com gastos de pessoal

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35) (CESPE CNJ 2013) Considere que uma prefeitura tenha iniciado programa de demissão voluntária para não ultrapassar os limites com gastos com pessoal definidos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Nessa situação, os gastos com o programa deverão compor a base de cálculo da despesa total com pessoal, o que diminui a eficácia da iniciativa para resolver o problema, uma vez que serão afetados os limites de gastos impostos pela LRF. 36) (CESPE ANP 2013) As empresas estatais independentes não compõem o campo de aplicação da LRF. 37) (CESPE ANP 2013) A receita corrente líquida engloba todas as receitas correntes lançadas no mês de referência e nos onze meses anteriores. 38) (CESPE ANP 2013) As metas de inflação para o exercício subsequente devem constar do anexo específico à mensagem de encaminhamento do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. 39) (CESPE TJ-RR 2012) Será considerado nulo o ato que provocar aumento da despesa com pessoal e não atender ao limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo.

40) (CESPE TJ-RO 2012) De acordo com a LRF, a renúncia de receitas

a) deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário

financeiro durante o período de concessão do benefício.

b) não deverá afetar as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais.

c) será compensada, exclusivamente, com a redução de despesas.

d) é considerada remissão, caso se trate de alteração de alíquota de imposto

sobre produtos industrializados.

e) é considerada anistia no cancelamento de débito cujo montante seja inferior

ao dos respectivos custos de cobrança.

41) (CESPE TCE-ES 2012) A Lei de Responsabilidade Fiscal prevê que a Lei de

Diretrizes Orçamentárias disponha sobre alterações na legislação tributária. 42) (CESPE TCU 2012) O equilíbrio das contas públicas, preconizado na LRF,

implica a obtenção de superávit primário nas contas governamentais, sendo,

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no entanto, vedada a contratação, por parte de estados, do Distrito Federal e de municípios, de operações de crédito para esse superávit, devido aos riscos envolvidos. 43) (CESPE TCU 2012) O reajustamento do valor de benefício da seguridade social, a fim de preservar o seu valor real, deve apresentar a origem dos recursos para o seu custeio e os seus efeitos financeiros nos períodos seguintes, que devem ser compensados pelo aumento permanente de receita e pela redução permanente de despesa da previdência. 44) (CESPE TCU 2012) A transparência, um dos postulados da LRF, assegura o acesso às informações acerca da execução orçamentária e financeira da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. 45) (CESPE TCU 2012) O TCU, atuando na fiscalização da gestão fiscal, deve acompanhar o cumprimento da proibição, imposta ao Tesouro Nacional, de adquirir títulos da dívida pública federal existentes na carteira do Banco Central do Brasil. 46) (CESPE TCU 2012) A apuração de gastos com pessoal será feita com base em um período de 12 meses. Assim, as demonstrações de limites com despesas de pessoal do primeiro e do segundo quadrimestres somarão despesas com pessoal relativas a dois exercícios financeiros. 47) (CESPE TC-DF 2012) As disposições, as proibições, as condições e os limites constantes na LRF valem para o DF até que seja aprovada lei complementar de âmbito local que disponha sobre a ação planejada e transparente, voltada para a prevenção de riscos e correção de desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas 48) (CESPE MPE-PI 2012) O limite de despesas de pessoal no caso dos estados corresponde a determinado percentual das receitas correntes líquidas, cujo cálculo deve incluir as parcelas recebidas e excluir as parcelas pagas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

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49) (CESPE MPE-PI 2012) Constitui objetivo da LRF regulamentar o dispositivo constitucional que reserva à legislação complementar as normas sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual. 50) (CESPE TCU 2015) Considerando a evolução conceitual da terminologia usada em referência ao orçamento, o Brasil utilizou o orçamento legislativo, o executivo e o misto ao longo de sua história. 51) (CESPE STJ 2008) A função representa o maior nível de agregação das diversas áreas de despesa que competem ao setor público. A subfunção identifica a natureza básica dos projetos que se aglutinam em torno da unidade orçamentária e não pode ser combinada com funções diferentes daquelas a que estejam vinculadas. 52) (CESPE STJ 2008) A função previdência social executada na unidade orçamentária STJ não pertence ao orçamento da seguridade social, pois o tribunal não integra a esfera institucional da saúde, da previdência social ou da assistência social, ou seja, não está vinculado aos ministérios correspondentes a essas áreas. 53) (CESPE STJ 2008) As fontes de recursos que asseguram o custeio do orçamento do STJ podem ser classificadas em duas categorias: receitas correntes e receitas de capital. As receitas correntes são provenientes da realização de recursos financeiros e de outros recursos arrecadados diretamente pelo STJ, como, por exemplo, as taxas cobradas por serviços públicos. As receitas de capital são provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinadas a atender a despesas correntes.

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Abraços e bons estudos!!

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