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Análise de ensaios de placa em reforços de geocélula sob a ótica de modelos numéricos

José Orlando Avesani Neto Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo – EESC/USP, São Carlos, Brasil, avesani.neto@gmail.com

Benedito de Souza Bueno Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo – EESC/USP, São Carlos, Brasil, bsbueno@sc.usp.br

Marcos Massao Futai Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – EP/USP, São Paulo, Brasil, futai@usp.br

RESUMO: A geocélula é um geossintético que foi inicialmente concebido pelo Exército Americano com a função de melhorar a capacidade de suporte do subleito devido ao confinamento celular de seu material de preenchimento, fornecendo uma camada de reforço de elevada rigidez semelhante a uma laje. Sua aplicação foi rapidamente absorvida para fins civis com utilização em reforço de fundações, melhoria de solos moles, reforço de base e sub-base de estradas e ferrovias, entre outros. Neste aspecto, diversos autores realizaram ensaios de carregamento de placa em laboratório com o intuito de avaliar e quantificar a melhora na capacidade de carga fornecida pela camada de geocélula. Assim, o presente trabalho modela numericamente, utilizando um software de Método dos Elementos Finitos tridimensional, os ensaios de placa realizados por Meneses (2004) em reforços de geocélulas de diferentes materiais e geometrias. Os resultados mostram que o modelo numérico se aproximou satisfatoriamente dos resultados obtidos experimentalmente, fornecendo uma poderosa ferramenta de análise do comportamento do reforço.

PALAVRAS-CHAVE: Capacidade de carga, Melhoria de solos, MEF.

1

INTRODUÇÃO

Diversos autores realizaram ensaios de placa de laboratório em solos com reforços de geocélulas, seja para comparar este material com outros geossintéticos (como geogrelhas e geotêxteis) como para quantificar qualitativamente e quantitativamente a melhora fornecida pela geocélula. Dentre os estudos, destacam-se Rea e Mitchell (1978), Mandal e Gupta (1994), Krishnaswamy et al. (2000), Dash et al. (2001) e Meneses (2004) que avaliaram a influência das dimensões da célula (razão de forma – definida como a relação entre a altura da célula, h, por sua largura, d) na melhora da capacidade de carga. A interferência do tipo, resistência e rigidez do material constituinte da geocélula foram estudadas por Rajagopal et al. (1999), Dash et al. (2001), Meneses (2004), Latha et al. (2006) e Latha e

Murthy (2007). Por fim, Mhaiskar e Mandal (1996), Han et al. (2008) e Latha et al. (2009) compararam resultados de simulações númericas com ensaios de laboratório, obtendo uma boa correspondência entre estes. Neste aspecto, o presente estudo simula os ensaios de placa de laboratório conduzidos por Meneses (2004) sobre solo mole reforçado com geocélula de forma a analisar o comportamento do reforço sob a ótica da transferência de tensões, verificando seus mecanismos de desenvolvimento de resistência.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

2.1- Ensaios de Meneses (2004)

O autor conduziu um total de 13 (treze) ensaios de placa, sendo 3 (três) não reforçados, como

referência, 6 (seis) reforçados apenas com geocélulas e 4 (quatro) reforçados com associoação de geocélula com geogrelha. Houve variação tanto no material constituínte das geocélulas (Polietileno de Alta Densidade - PEAD e PP - Poliepropileno) como em sua razão de forma (relação entre a altura e a largura equivalente da célula). Um resumo dos 6 (seis) ensaios realizados com o reforço de geocélula e de 1 (um) ensaio não reforçado, os quais serão utilizados neste estudo, bem como de suas características pode ser observado na Tabela 1.

Tabela 1 – Resumo das simulações realizadas

Razão de

Material

s u

Ensaio

Condição

forma

da

fundação

 

(h/d)

geocélula

(kPa)

1 Não reforçado

-

-

13,0

2 Geocélula

0,25

PP

15,4

3 Geocélula

0,50

PP

15,4

4 Geocélula

0,75

PP

14,4

5 Geocélula

0,25

PEAD

20,5

6 Geocélula

0,50

PEAD

15,2

7 Geocélula

0,75

PEAD

13,7

O solo de fundação utilizado foi uma argila plástica (LL = 64% e IP= 44%), muito mole com coesão não drenada exposta na Tabela 1. O solo de preenchimento foi constituido por uma areia mal graduada, e a placa para aplicação de carga utilizada possuia formato circular com diâmetro de 35 cm. Foram utilizadas 8 (oito) células de pressão para a determinação da transferência e propagação das tensões no solo, em 3 (três) diferentes níveis, sendo:

Sob o reforço: uma no eixo da placa (A/C – Abaixo/Centro) e uma a 20 cm deste (A/20 – Abaixo/20 cm do centro);

10 cm abaixo do reforço: uma no eixo da placa (10/C), uma a 20 cm deste (10/20) e uma a 40 cm deste (10/40);

40 cm abaixo do reforço: uma no eixo da placa (40/C), uma a 20 cm deste (40/20) e uma a 40 cm deste (40/40).

A Figura 1 apresenta, de forma esquemática, do arranjo experimental dos ensaios de Meneses

(2004).

do arranjo experimental dos ensaios de Meneses (2004). Figura 1 – Arranjo esquemático dos ensaios de

Figura 1 – Arranjo esquemático dos ensaios de Meneses

(2004)

2.2- Modelos computacionais

Para o presente estudo, foi utilizado o software de elementos finitos tridimensional Plaxis 3D Foundation, licenciado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT. Foram simulados 4 (quatro) modelos, um para o solo não reforçado e um para cada razão

de forma dos reforços utilizados. Foi utilizada uma redução de 70% nos parâmetros de interface solo-reforço. Optou-se por utilizar o mesmo modelo para ambos os materiais da geocélula devido à semelhança da resistência à tração de suas juntas/costuras. Os modelos construídos foram compostos por 4.774 elementos triangulares e 15.520 nós. A Figura 2 exibe o modelo computacional correspondente à geocélula com razão de forma igual a 0,75.

à geocélula com razão de forma igual a 0,75. Figura 2 – Modelo numérico do ensaio

Figura 2 – Modelo numérico do ensaio com reforço de geocélula

3

RESULTADOS

3.1- Ensaio carga vs recalque

As Figuras 3 a 6 apresentam em gráficos de carga vs recalque a comparação entre os resultados obtidos dos ensaios com as previsões pelo MEF.

0

10

20

Carga (kPa)

30

40

50

60

70

80

0 25 50 Não reforçado 75 MEF 100 125 Recalque (mm)
0
25
50
Não reforçado
75
MEF
100
125
Recalque (mm)

Figura 3 – Comparação carga vs recalque dos resultados experimentais com os obtidos pelo MEF para a situação não reforçada

0

 

Carga (kPa)

50

100

150

200

0 20 40 60 80 100 PP PEAD 120 MEF 140 Recalque (mm)
0
20
40
60
80
100
PP
PEAD
120
MEF
140
Recalque (mm)

Figura 4 – Comparação carga vs recalque dos resultados experimentais com os obtidos pelo MEF para uma geocélula com razão de forma de 0,25

0

50

Carga (kPa)

100

150

200

250

0 20 40 60 PP 80 PEAD MEF 100 120 Recalque (mm)
0
20
40
60
PP
80
PEAD
MEF
100
120
Recalque (mm)

Figura 5 – Comparação carga vs recalque dos resultados experimentais com os obtidos pelo MEF para uma

geocélula com razão de forma de 0,50

0

50

Carga (kPa)

100

150

200

250

0 20 40 60 80 PP PEAD 100 FEM 120 Recalque (mm)
0
20
40
60
80
PP
PEAD
100
FEM
120
Recalque (mm)

Figura 6 – Comparação carga vs recalque dos resultados experimentais com os obtidos pelo MEF para uma geocélula com razão de forma de 0,75

Destas figuras visualiza-se um adequado ajuste do modelo para a maioria dos ensaios obtido com o modelo númerico computacional, se aproximando de forma satisfatória ao obtido nos ensaios em ambas as situações, reforçado e não reforçado. Das Figuras fica visivel, ainda, o efeito de melhora na capacidade de suporte obtido com o uso da geocélula, melhora esta expressada em termos de um índice (I f ) definido como a relação entre a capacidade de carga do solo

reforçado pela do solo não reforçado. Para estes ensaios, obteve-se I f aproximadamente igual a

3.

Esta melhora ocorre primordialmente devido a 2 (dois) efeitos de desenvolvimento da resistência da geocélula, anteriormente descritos por Avesani Neto e Bueno (2010):

Efeito do confinamento: devido ao confinamento celular, o material de preenchimento dissipa parte da pressão aplicada na sapata por meio do atrito com as paredes da célula e pela transferência de tensões horizontais às células adjacentes; Efeito laje: o confinamento celular induz uma melhora geotécnica significativa ao material de preenchimento, elevando a rigidez da camada de geocélula que trabalha como uma laje dispersando (espraiando) as tensões verticais para a camada de solo subjacente em menor magnitude.

3.2- Células de pressão

As Figuras 7 a 9 apresentam uma comparação entre as tensões dissipadas pela camada de geocélula nos ensaios de Meneses (2004) com aquelas obtidas pelo modelo computacional, para diferentes razões de forma da geocélula. Nota-se que a tensão dissipada pela

geocélula (Figuras 7 a 9) atinge valores de 60%

a 90% da pressão aplicada na superfície. Assim,

a tensão que efetivamente é aplicada no solo de fundação sob a camada de reforço (ponto A/C)

é da ordem de 10% a 40% da pressão aplicada

pela placa. E observa-se que para maiores valores da razão de forma, h/d, a tensão dissipada pelo reforço tende a ser maior. Isto ocorre devido a maior altura da célula, que além de concentrar uma porção mais elevada do bulbo de tensões e possuir uma maior superfície de paredes para dissipar as tensões por atrito, trabalha de forma mais eficiente no efeito laje, dispersando de forma mais satisfatória as tensões até a camada subjacente. As Figuras 10 a 12 exibem a comparação das tensões medidas em diferentes pontos do maciço nos ensaios (Figura 1) com aquelas obtidas pelo MEF. Ressalta-se que o autor supracitado teve problemas com a instrumentação dos ensaios com a geocélula de polipropileno com razão de forma de 0,25, não registrando as tensões no maciço neste ensaio.

Ponto A/C - geocélula (h/d = 0,25) 150 PEAD 125 MEF 100 75 50 25
Ponto A/C - geocélula (h/d = 0,25)
150
PEAD
125
MEF
100
75
50
25
0
0
25
50
75
100
125
150
175
200
Tensão dissipada pela geocélula (kPa)

Carga aplicada na sapata (kPa)

Figura 7 – Comparação entre as tensões dissipadas na camada de reforço obtidas pelo ensaio e pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,25

Ponto A/C - geocélula (h/d = 0,50)

160 PP 140 PEAD 120 MEF 100 80 60 40 20 0 Tensão dissipada pela
160
PP
140
PEAD
120
MEF
100
80
60
40
20
0
Tensão dissipada pela geocélula (kPa)

0

25

50

75

100

125

150

175

200

225

Carga aplicada na sapata (kPa)

Figura 8 – Comparação entre as tensões dissipadas na camada de reforço obtidas pelo ensaio e pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,50

Ponto A/C - geocélula (h/d = 0,75) 180 160 140 120 100 80 60 40
Ponto A/C - geocélula (h/d = 0,75)
180
160
140
120
100
80
60
40
PP
PEAD
20
MEF
0
Tensão dissipada pela geocélula (kPa)

0

25

50

75

100

125

150

175

200

225

Carga aplicada na sapata (kPa)

Figura 9 – Comparação entre as tensões dissipadas na camada de reforço obtidas pelo ensaio e pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,75

Ponto 40/20 - geocélula (h/d = 0,25) 45 40 PEAD MEF 35 30 25 20
Ponto 40/20 - geocélula (h/d = 0,25)
45
40
PEAD
MEF
35
30
25
20
15
10
5
0
0
25
50
75
100
125
150
175
200
Tensão medida sob a geocélula (kPa)

Carga na sapata (kPa)

Figura 10 – Comparação entre as tensões obtidas no maciço no ponto 40/20 por meio das células de pressão e pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,25

Ponto 40/40 - geocélula (h/d = 0,50) 18 PP 16 PEAD 14 MEF 12 10
Ponto 40/40 - geocélula (h/d = 0,50)
18
PP
16
PEAD
14
MEF
12
10
8
6
4
2
0
Tensão medida sob a geocélula (kPa)

0

25

50

75

Carga na sapata (kPa)

100

125

150

175

200

225

Figura 11 – Comparação entre as tensões obtidas no maciço no ponto 40/40 por meio das células de pressão e pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,50

Ponto 10/40 - geocélula (h/d = 0,75) 14 PP 12 PEAD 10 MEF 8 6
Ponto 10/40 - geocélula (h/d = 0,75)
14
PP
12
PEAD
10
MEF
8
6
4
2
0
Tensão medida sob a geocélula (kPa)

0

25

50

75

100

125

150

Carga na sapata (kPa)

175

200

225

Figura 12 – Comparação entre as tensões obtidas no maciço no ponto 10/40 por meio das células de pressão e pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,75

Destas Figuras visualiza-se um adequado ajuste do modelo, apresentado uma boa aproximação para as diferentes razões de forma ensaiadas e para distintos pontos no interior do maciço de fundação. De forma geral, os solos reforçados com a geocélula de polipropileno tendem a exibir maiores capacidade de suporte, conforme observado nas Figuras 4 a 6. Todavia, pelas Figuras 9 a 12, observa-se que a geocélula de PEAD é mais eficaz na dissipação das pressões aplicadas pela placa, transferindo menores tensões à fundação. Por fim, a uma profundidade de aproximadamente a largura da placa, B, (pontos 40/20 e 40/40) a tensão atuante no maciço de solo é da ordem de 5% a 25% daquela aplicada pela placa sobre a camada do reforço. Novamente se verifica que maiores razões de forma induzem melhores dissipações de

tensões, e como consequência, a menores

tensões observadas no maciço de solo.

3.3- Verificação do desenvolvimento da resistência na geocélula

Por meio das análises, pelo modelo computacional, das tensões e deformações envolvidas na camada de geocélula foi possível observar o comportamento do reforço e de como se processa o mecanismo de desenvolvimento de sua resistência. Assim, as Figuras 13 a 16 apresentam, respectivamente, as deformações totais e as tensões verticais, horizontais e de cisalhamento para uma geocélula de razão de forma igual a 0,75.

para uma geocélula de razão de forma igual a 0,75. Figura 13 – Deformações totais obtidas

Figura 13 – Deformações totais obtidas pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,75 e uma tensão aplicada pela placa de 50 kPa (Legenda: azul: 0 mm; verde: 1,5 mm; vermelho: 3,5 mm)

kPa (Legenda: azul: 0 mm; verde: 1,5 mm; vermelho: 3,5 mm) Figura 14 – Tensões verticais

Figura 14 – Tensões verticais obtidas pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,75 e uma tensão aplicada pela placa de 50 kPa (Legenda: azul: 0 kPa; verde: -20 kPa; vermelho: -50 kPa)

Figura 15 – Tensões horizontais obtidas pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,75

Figura 15 – Tensões horizontais obtidas pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,75 e uma tensão aplicada pela placa de 50 kPa (Legenda: azul: 10 kPa; verde: -15 kPa; vermelho: -40 kPa)

(Legenda: azul: 10 kPa; verde: -15 kPa; vermelho: -40 kPa) Figura 16 – Tensões de cisalhamento

Figura 16 – Tensões de cisalhamento obtidas pelo MEF para a geocélula de h/d = 0,75 e uma tensão aplicada pela placa de 50 kPa (Legenda: azul: 0 kPa; verde: 15 kPa; vermelho: 30 kPa)

Observa-se que grande parte das deformações e tensões se concentram na camada de reforço, sendo transferida apenas uma pequena parte para o solo de fundação. A Figura 14 mostra que o bulbo de tensões verticais se concentra basicamente dentro das células sob a placa. A tensão que efetivamente é transferida para o solo subjacente é apenas uma parcela de cerca de 40% daquela aplicada pela placa. Desta Figura é possível observar, ainda, o efeito laje atuando, no qual se verifica que as tensões são espraiadas para as células adjacentes àquelas sob a placa. Da Figura 15 se observa a atuação do efeito do confinamento, do qual se observa (Figura 15) a transferência de tensões horizontais às células adjacentes àquelas sob a sapata. Pela Figura 16 notam-se as elevadas tensões de cisalhamento geradas entre o solo de preenchimento e as paredes das células sob a placa.

4

CONCLUSÕES

O presente artigo desenvolveu simulações númericas computacionais, com auxílio de um software de elementos finitos tridimensional, a fim de observar e verificar o comportamento de solos reforçados com geocélulas sob atuação de carregamentos na superfície. Ensaios de carregamento com placa de laboratório foram utilizados na calibração e validação do modelo numérico. As principais conclusões são:

Verificou-se que a geocélula eleva de forma satisfatória a capacidade de carga dos solos, conduzindo a uma capacidade de carga com valores de 200% superiores aos casos não reforçados;

Observou-se que o fator de influência mais significativo é devido às características geométricas do reforço, em especial, a relação entre a altura e largura da célula, denominada razão de forma;

O aumento da razão de forma (h/d) da geocélula eleva de forma significante a capacidade de suporte do solo reforçado, independente do nível de deformação imposta ao sistema;

As análises das células de pressão dispostas sob a camada de geocélula mostraram que o reforço é capaz de absorver e dissipar até 90% dos carregamentos impostos pela placa na superfície, sendo transferido efetivamente apenas 10% destas tensões ao solo de fundação;

O modelo numérico computacional se ajustou de forma satisfatória, apresentando resultados muito próximos aos obtidos em ensaios;

Pelos resultados do MEF, observou-se que grande parte do bulbo de tensões e das deformações fica contida na camada de geocélula;

As análises no MEF também mostraram que os mecanismos de desenvolvimento da resistência na geocélula são efetivamente os efeitos laje e do confinamento.

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem à Escola de Engenharia de São Carlos – EESC/USP e a Escola Politécnica – EP/USP pela oportunidade de estudo e ao IPT e a Geo Soluções pelo apoio.

REFERÊNCIAS

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Geomembranes, 19, p. 235 – 256. Han, J., Yang, X., Leshchinsky, D., Parsons, R.L. (2008). Behavior of geocell-reinforced sand under a vertical load. Journal of the Transportation Research Board, 2045, p. 95-101. Krishnaswamy, N.R., Rajagopal, K., Latha, G.M. (2000). Model studies on geocell supported embankments constructed over a soft clay foundation. JGeotech. Test. Journal, 23, vol. 2, p. 45 – 54. Latha, G.M., Dash, S.K., Rajagopal, K. (2009) Numerical simulation of the behavior of geocell reinforced sand in foundations. International Journal of Geomechanics 9, p. 143–152. Latha, G.M., Murthy, V.S. (2007). Effects of reinforcement form on the behavior of geosynthetic reinforced sand. Geotextiles and Geomembranes 25, p. 23 – 32. Latha, G.M., Rajagopal, K., Krishnaswamy, N.R. (2006). Experimental and Theoretical Investigations on Geocell-Supported Embankments. International Journal of Geomechanics, vol. 6, nº 1, p. 30 – 35. Mandal, J.N., Gupta, P. (1994). Stability of geocell- reinforced soil. Construction and Building Materials, vol. 8, nº 1, p. 55 – 62. Meneses, L.A., (2004). Utilização de geocélulas em reforço de solo mole. Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. Mhaiskar, S.Y., Mandal, J.N. (1996). Investigations on soft clay subgrade strengthening using geocells. Construction and Building Materials 10, p. 281–286. Rajagopal, K., Krishnaswamy, N.R., Latha, G.M. (1999). Behavior of sand confined in single and multiple geocells. Geotextiles and Geomembranes, nº 17, 171–

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