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COLETÂNEA BÁSICA

LEGISLAÇÃO DE BOMBEIRO-MILITAR
LEIS - DECRETOS
ÍNDICE CRONOLÓGICO
Nº DATA Assunto Pag

667 02/07/69 Reorganiza as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros 1


Militares............
176 09/07/75 Dispõe sobre as Promoções dos Oficiais do CBERJ................................... 7
559 19/01/76 Regulamento da Lei de P romoções de Oficiais........................................... 13
716 20/05/76 Dispõe sobre as QBMP............................................................................. 25
325 22/07/76 Dispõe sobre os Quadros de Oficiais do QOA e QOE................................ 27
2155 13/10/78 Dispõe sobre o Conselho de Disciplina da PMERJ e CBERJ...................... 31
279 26/11/79 Dispõe sobre a Remuneração da PMERJ e do CBERJ............................... 35
3031 27/12/79 Define situações em que é percebida a Gratificação de Regime Especial
de Trabalho................................................................................................... 53
3067 27/02/80 Conceitua Acidente em Serviço................................................................. 55
3767 04/12/80 Regulamento Disciplinar do CBERJ....................................................... 57
4031 24/04/81 Regulamento de Uniformes do CBERJ....................................................... 77
427 10/06/81 Dispõe sobre o Conselho de Justificação para Oficiais............................... 105
4581 24/09/81 Regulamento de Movimentação para Oficiais e P raças do 109
CBERJ..............
4582 24/09/81 Regulamento de Promoção de Praças e da QBMP/4 do CBERJ.................. 117
5729 17/06/82 Medalha Comandante Moraes Antas - Aplicação e Estudos ..................... 131
599 09/11/82 Dispõe sobre a Lei de Ensino de BM no CBERJ........................................ 135
88.777 30/09/83 Regulamento para PM e CBM (R - 200)................................................... 139
814 20/12/84 Promoção por tempo de serviço dos Primeiros-Tenentes BM 149
QOA............
880 25/07/85 Estatuto dos Bombeiros-Militares do Estado do Rio de Janeiro 151
..........
12.868 27/04/89 Regulamenta o acréscimo de 1/3 relativo as férias...................................... 185
14.598 29/03/90 Medalha “Manoel Tenreiro - Distinção às Literaturas Profissionais”.......... 187
1723 25/10/90 Fixa o efetivo do CBERJ 189
19.808 31/03/94 Regulamento de Incorporação de Praças.................................................... 191
20.505 09/09/94 Dispõe sobre a promoção de Subtenente BM ao Oficialato......................... 197
21.753 08/11/95 Concede premiação em pecúnia................................................................. 199
22.169 13/05/96 Dispõe sobre promoção por tempo de serviço para as praças...................... 201
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO-LEI N.º 667 - DE 2 DE JULHO DE 1969


Reorganiza as Policias Militares e os Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, dos
Territórios e do Distrito Federal, e dá outras providências.

O PRESIDENT E DA REPÚBLICA, us ando das atribuições que lhes confere o § 1º do artigo 2º do


Ato Institucional nº5, de 13 de setembro de 1968,
DE CRET A:
Art. 1º. As Policiais Militares consideradas forças auxiliares, res erva do Exército, serão organizadas
na conformidade deste Decreto-Lei.
Parágrafo único. O Minis tério do Exército exerce o controle e a coordenação das Policiais Militares,
sucess ivamente através dos seguintes órgãos, conforme se dispuser em regulamento:
a) Es tado-Maior do Exército em todo território nacional;
b) Exércitos e Comandos Militares de Áreas nas respectivas jurisdições;
c) Regiões Militares nos territórios regionais.
Art. 2º. A Inspetoria-Geral das P olicias Militares, que passa a integrar, organicamente, o Estado-
Maior do Exército, incumbe-se dos estudos, da coleta e registros de dados, bem como do Assessoramento
referente ao controle e coordenação, no nível federal, dos dispositivos do presente Decreto-Lei.
Parágrafo único. O cargo de Inspetor-Geral das Policias Militares será exercido por um General de
Brigada da ativa.

CAPÍTULO I
Definições e Competência
Art. 3º. Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos E stados, nos
Territórios e no Distrito Federal, compete às P olícias Militares, no âmbito de suas respectivas juris dições:
(*) a) executar com exclusividade, ressalvadas as missões peculiares das Forças Armadas, o
policiamento ostens ivo, fardado, planejado pela autoridade competente, a fim de assegurar o cumprimento
da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos;
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) b) atuar de maneira preventiva, como força de dissuasão em locais ou áreas específicas, onde se
presuma ser possível a perturbação da ordem;
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) c) atuar de maneira repressiva, em cas o de perturbação da ordem, precedendo o eventual emprego das
Forças Armadas;
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) d) atender à convocação, inclusive mobilização, do Governo Federal, em caso de guerra externa ou
para prevenir ou reprimir grave subversão da ordem ou ameaça de sua irrupção, subordinando-se à Força
Terres tre para emprego de suas atribuições específicas de policia militar e como participante da Defesa
Interna e da Defesa Territorial.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) e) além dos casos previs tos na letra anterior, a Polícia Militar poderá ser convocada, em seu conjunto, a
fim de assegurar à corporação o nível necessário de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o
cumprimento das disposições deste Decreto-Lei na forma que dispuser o regulamento específico.
(*) Alte ração introduzida pelo Dec reto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983

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(*) § 1º. A convocação, de conformidade com a letra “e” deste artigo, será efetuada sem prejuízo da
competência normal da Polícia Militar de manutenção da ordem pública e de apoio às autoridades federais
nas missões de Defesa Interna, na forma que dispuser regulamento específico.
(*) Alte ração introduzida pelo Dec reto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 2º. No caso de convocação de acordo com o disposto na letra “e” deste artigo, a P olícia Militar
ficará sob a supervisão direta do Estado-Maior do Exército, por intermédio da Inspetoria-Geral das P olícias
Militares, e seu Comandante será nomeado pelo Governo federal.
(*) Alte ração introduzida pelo Dec reto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 3º. Durante a convocação a que se refere a letra “e” deste artigo, que não poderá exceder o prazo
máximo de 1 (um) ano a remuneração dos integrantes da P olícia Militar e as despesas com a sua
administração continuarão a cargo do respectivo Estado-Membro.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) Art. 4º. As P olícias M ilitares, integradas nas atividades de segurança pública dos Estados, Territórios
e do Distrito Federal, para fins de emprego nas ações de manutenção da Ordem Pública, ficam s ujeitos à
vinculação, orientação, planejamento e controle operacional do órgão responsável pela Segurança Pública,
sem prejuízo da subordinação administrativa ao respectivo Governador.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983

CAPÍTULO II
Es trutura e Organização
Art. 5º. As Polícias Militares serão estruturadas em órgãos de Direção, de Execução e de Apoio, de
acordo com as finalidades essenciais do serviço policial e as necessidades de cada Unidade da Federação.
§ 1º. Cons ideradas as finalidades ess enciais e o imperativo de sua articulação pelo território de sua
jurisdição, as Polícias Militares deverão estruturar-se em grupos policias. Sendo essas frações os menores
elementos de ação autônoma, deverão dispor de um Chefe e de um número de componentes habilitados,
indispensáveis ao atendimento das missões básicas de polícia.
§ 2º. De acordo com a importância da região, o interesse administrativo e facilidades de comando, os
grupos de que trata o parágrafo anterior poderão ser reunidos, constituindo-se em P elotões, Companhias e
Batalhões ou Es quadrões e Regimento, quando se tratar de unidades montadas.
(*) § 3º. Os efetivos das Polícias Militares serão fixados de conformidade com critérios a serem
estabelecidos em regulamento deste Decreto-Lei.
(*) a) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983.
b) Ve r artigos 38 e 39 do Dec reto nº 88.777, de 30 de setembro de 1983 (R-200)
(*) Art. 6º. O Comando das Polícias Militares será exercido, em princípio, por oficial da ativa do último
posto, da própria Corporação.
(*) Alte ração introduzida pelo Dec reto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 1º. O provimento do cargo de Comandante será feito por ato dos Governadores de Estado e de
Territórios e do Distrito Federal, após ser o nome indicado aprovado pelo Ministro de Estado do E xército,
observada a formação profissional do oficial indicado para o exercício de Comando.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 2º. O Comando das Polícias Militares poderá, também, ser exercido por General-de-Brigada da
Ativa do E xército ou por oficial superior combatente da ativa, preferentemente do posto de Tenente-Coronel
ou Coronel, proposto ao Ministro do Exército pelos Governadores de Estado, Territórios e do Distrito
Federal.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983 (*)
§ 3º. O oficial do E xército será nomeado para o Cargo de Comandante da Polícia Militar, por ato do
Governador da Unidade Federativa, após ser designado por Decreto do P oder Executivo, ficando à dispos ição
do referido Governo
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 4º. O oficial do Exército, nomeado para o Comando da Polícia M ilitar, na forma do parágrafo
anterior, será comissionado no mais alto posto da Corporação, se sua patente for inferior a esse posto.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
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(*) § 5º. O Cargo de Comandante de Polícia Militar é considerado cargo de natureza militar, quando
exercido por oficial do E xército, eqüivalendo, para Coronéis e Tenentes-Coronéis, como Comando de Corpo
de Tropa do Exército.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 6º. O oficial nomeado nos termos do parágrafo terceiro, comissionado ou não, terá precedência
hierárquica sobre os oficiais de igual posto da Corporação.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 7º. O Comandante da P olícia Militar, quando oficial do Exército, não poderá desempenhar outras
funções no âmbito estadual, ainda que cumulativamente com suas funções de Comandante por prazo superior
a 30 (trinta) dias.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 8º. São considerados no exercício de função policial-militar os policiais militares ocupantes dos
seguintes cargos:
a) os especificados no Quadro de Organização ou de lotação da Corporação a que pertencem;
b) os de instrutor ou aluno de estabelecimento de ensino das Forças Armadas ou de outra Corporação
policial-militar no país ou no exterior; e
c) os de instrutor ou aluno de estabelecimentos oficiais federais e, particularmente, os de interesse
para as Policias Militares, na forma prevista em Regulamento deste Decreto-Lei.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 9º. São considerados também no exercício de função policial-militar os policiais - militares
colocados a disposição de outra corporação P olicial-Militar.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 10º. São cons iderados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse policial-
militar, os policiais -militares colocados a disposição do Governo Federal, para exercerem cargos ou funções
em órgãos federais, indicados em regulamento deste Decreto-Lei.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 11º. São ainda considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse policial-
militar, os policiais-militares nomeados ou designados para:
a) Casa Militar do Governador;
b) Gabinete do Vice-Governador;
c) Órgãos da Justiça Militar Estadual.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 12º. O período passado pelo policial-militar em cargo ou função de natureza civil temporário
somente será computado como tempo de s erviço para promoção por antigüidade e transferência para a
inatividade.
(*) a) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) § 13º. O período a que se refere o parágrafo anterior não poderá ser computado como tempo de
serviço arregimentado.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 1983
(*) Art. 7º. Os Oficiais do Exército, da ativa, poderão servir, se o Comandante for oficial do Exército, no
Estado-Maior das P olícias Militares ou como instrutores das referidas PM, aplicando-se-lhes as prescrições
dos parágrafos 3º e 7º do artigo anterior.
Parágrafo único. O oficial do Exército servindo em Estado-Maior das P olícias Militares ou como
ins trutor das referidas PM é considerado em cargo de natureza militar.
(*) Alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2010, de 12 de janeiro de 198

CAP ÍT ULO III


Do Pessoal Das Polícias Militares
Art. 8º. A hierarquia nas Polícias Militares é a seguinte:
a) Oficiais de Polícia:
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- Coronel
- Tenente-Coronel
- Major
- Capitão
- 1º Tenente
- 2º Tenente
- Aspirante-a-Oficial
- Alunos da Escola de Formação de Oficiais de Polícia.
b) Praças de P olícia
Graduados
- Subtenente
- 1º Sargento
- 2º Sargento
- 3º Sargento
- Cabo
- Soldado.
§ 1º.A todos os postos e graduações de que trata este artigo será acrescida a des ignação “P M” (Polícia
Militar).
(*) § 2º. Os Estados, Territórios e o Dis trito Federal poderão se convier às respectivas Polícias Militares:
a) admitir o ingresso de pessoal feminino em seus efetivos de oficiais e praças, para atender
necessidades da respectiva Corporação em atividades específicas, mediante prévia, autorização do Ministério
do E xército;
b) suprimir na escala hierárquica um ou mais postos ou graduações das previstas neste artigo; e
c) subdividir a graduação de soldados em classes, até o máximo de três.
(*) alteração introduzida pelo Decreto-Lei nº 2106, de 06 de fevereiro de 1984.
Art. 9º. O ingresso no Quadro de oficiais será feito através de cursos de formação de oficiais da própria
Polícia Militar ou outro estado.
Parágrafo único. Poderão também ingressar nos Quadros de Oficiais das P olícias Militares, se convier
a estas, Tenentes da Res erva de 2ª Classe das Forças Armadas, com autorização do Ministério
correspondente.
Art. 10. Os efetivos de oficiais médicos, dentistas, farmacêuticos e veterinários, ouvido o Estado-
Maior do Exército, serão preenchidos mediante concurso e acesso gradual, conforme estiver previsto na
legis lação de cada Unidade Federativa.
Parágrafo único. A assistência médica às P olícias M ilitares poderá também ser prestada por
profissionais civis, de preferência oficias da reserva, ou mediante contratação ou celebração de convênio com
entidades públicas e privadas exis tentes na comunidade, se assim convier à Unidade Federativa.
Art. 11. O recrutamento de praças para as Polícias Militares obedecerá ao voluntariado, de acordo
com legislação própria da Unidade da Federação, respeitadas as prescrições da Lei do Serviço Militar e seu
regulamento
Art. 12. O acesso na escala hierárquica tanto de oficiais e de praças, será gradual e sucessivo, por
promoção, de acordo com legislação peculiar a cada unidade da Federação, exigidos os seguintes requis itos
básicos:
a) para a promoção ao posto de Major: curso de aperfeiçoamento feito na própria corporação ou em
Força Policial de outro Estado; e
b) para promoção ao posto de Coronel: curso s uperior de polícia, desde que haja o curso na
Corporação

CAP ÍTULO IV
Instrução e Armamento
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Art. 13. A instrução das Polícias Militares será orientada, fiscalizada e controlada pelo Ministério do
Exército, através do Es tado-Maior do Exército, na forma deste Decreto-Lei.
Art. 14. O armamento das Polícias Militares limitar-se-á a engenhos e armas de uso individual,
inclusive automáticas, e a um número reduzido de armas automáticas coletivas e lança-rojões leves para
emprego na defesa de suas instalações fixas, na defesa de pontos sensíveis e execução de ações preventivas e
repressivas nas missões de Segurança Interna e Defesa Territorial.
Art. 15. A aquisição de veículos sobre rodas com blindagem leve e equipados com armamentos nas
mesmas especificações do artigo anterior poderá ser autorizada, desde que julgada conveniente pelo
Ministério do Exército.
Art. 16. É vedada a aquisição de engenhos, veículos, armamentos e aeronave, fora das especificações
estabelecidas.
Art. 17. As aquisições de armamento e munição dependerão de autorização do Ministério do Exército
e obedecerão às normas previstas pelo Serviço de Fiscalização de Importação, Depósito e T ráfego de
Produtos Controlados pelo Ministério do Exército (SFIDFT ).

CAP ÍTULO VI
Justiça e Disciplina
Art. 18. As Polícias Militares serão regidas por Regulamento Disciplinar , regido a semelhança do
Regulamento Disciplinar do Exército e adptado as condições especiais de cada Corporação.
Art. 19. A organização e funcionamento da Jus tiça Militar Estadual serão reguladas em lei especial.
(*) Art. 20. A Justiça Militar Estadual de primeira instância, cons tituída pelo Conselhos de J us tiça
previsto no Código de Justiça Militar. A de segunda instância será um Tribunal Especial ou o Tribunal de
Justiça.

CAP ÍTULO VI
Da Competência do Estado-Maior do Exército, através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares
Art. 21. Compete ao Estado-Maior do Exército, através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares:
a) Centralizar todos os assuntos da alçada do Ministério do Exército relativos
às Polícias Militares, com vistas ao estabelecimento da polícia conveniente e a adoção das providências adequadas.
b) Promover as inspeções das P olícias Militares, tendo em vista o fiel cumprimento das prescrições deste
Decreto-Lei.
c) P roceder ao contrôle da organização, da instrução, dos efetivos, do armamento e do material bélico das
Polícias Militares.
d) Baixar as normas e diretrizes para a fiscalização da instrução das Polícias Militares.
e) Apreciar os quadros de mobilização para as P olícias Militares de cada unidade da federação, com vistas
ao emprego em suas missões específicas e como participantes da Defesa Territorial.
f) Cooperar no estabelecimento da legislação básica relativa às Polícias Militares.
CAPÍTULO VII
Prescrições Diversas

(*) Art. 22. Ao pessoal das P olíciais Militares, em serviço ativo, é vedado fazer parte de firmas comerciais, de
empresas industriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerados.
(*) Ver: Lei Estadual nº 2216, de 18 de janeiro de 1994 - dispõe sobre o de sempenho a título precário da
função de vigilância privada
Art.23. É expressamente proibido a elementos das Polícias Militares o comparecimento fardado,
exceto em serviço, em manifestações de caráter político-partidário.
Art. 24. Os direitos, vencimentos, vantagens e regalias do pessoal, em serviço ativo ou na inatividade
das Polícias Militares constarão de legislação especial de cada unidade da Federação, não sendo permitidas
condições superiores às que, por lei ou regulamento, forem atribuidas ao P essoal das Forças Armadas. No
tocante a cabos e soldados, será permitida excessão no que se refere a vencimentos e vantagens, bem como a
idade limite para permanência no serviço ativo.
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Art. 25. Aplicam-se ao pessoal das Polícias Militares:


a) as disposições constitucionais relativas ao alistamento eleitoral e condições de elegibilidade dos
militares.
b) as dispos ições cons titucionais relativas as garantias, vantagens, prerrogativas e deveres, bem como
todas as restrições ali expressas, ressalvado o exercício de cargos de interesse policial assim definidos em
legis lação própria.
Art. 26. Competirá ao P oder executivo, mediante proposta do Ministério doExército, declarar a
condição de “militar” e, assim cons iderá-los reserva do Exército, aos Corpos de Bombeiros dos Estados,
Municípios, Territórios e Distrito Federal.
(*) Parágrafo único. Aos Corpos de bombeiros Militares aplicar-se-ão as disposições contidas neste
Decreto-Lei.
(*) Alterado pelo Decreto-Lei nº 1406, de 24 de junho de 1975
Art. 27. Em igualdade de posto e graduação, os militares das Forças Armadas em serviço ativo e da
reserva remunerada tem precedência hierárquica sobre o pessoal das Polícias Militares.
Art. 28. Os oficiais integrantes dos quadros em extinção, oficiais médicos, dentistas, farmacêuticos e
veterinários nas Polícias Militares, poderão optar pelo seu aproveitamento nos efetivos a que se refere o
artigo 10 deste Decreto-Lei.
(*) Art. 29. O P oder Executivo regulamentará o presente Decreto-Lei no prazo de 90 (noventa) dias, a
contar da data de sua publicação.
(*) Ver: Decreto nº 88.777, de 30 de setembro de 1983- Regulame nto para as
Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (R-200)
Art. 30. Este Decreto-Lei entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogado o Decreto-Lei
nº 317, de 13 de março de 1967 e demais disposições em contrário.
Brasília, 2 de julho de 1969.
148º da Independência e 81º da República.
A. COSTA E SIL VA
AURÉLIO DE LYRA T AVARES

DECRETO-LEI Nº 176 - DE 9 DE JULHO DE 1975

Dispõe so bre os critérios e as condições que asseguram aos oficiais da ativa do Corpo de
Bo mbeiros do Estado do Rio de Janeiro o acesso na hierarquia de bombeiro-militar, mediante
promoção de fo rma seletiva, gradual e sucessiva, e dá o utras providências

O Governado r do Es tado do Rio de Janeiro no uso de atribuições que lhe confere o § 1º do artigo
3º da Lei Complementar nº 20, de 1º de julho de 1974, decreta:

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CAPÍTULO I
Generalidades
Art. 1º. Este Decreto-Lei estabelece os critérios e as condições que asseguram aos oficiais da ativa do
Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, e o acesso na hierarquia da Corporação, mediante
promoções de forma seletiva, gradual e sucessiva.
Art. 2º. A promoção é um ato administrativo e tem como finalidade básica o preenchimento seletivo
das vagas pertinentes ao grau hierárquico superior, com base nos efetivos fixados em lei para os diferentes
Quadros.
Art. 3º. A forma gradual e sucessiva resultará de um planejamento para a carreira dos oficiais BM,
organizado na Corporação, de acordo com suas peculiaridades.
Parágrafo único. O planejamento assim realizado deverá assegurar um, fluxo de carreira regular e
equilibrado.

CAPÍTULO II
Dos Critérios de Promoção
Art. 4º. As promoções serão efetuadas pelo critério de:
I - antigüidade;
II - merecimento; ou ainda
III - por bravura; e
IV - “post-mortem”.
Parágrafo único. Em casos extraordinários, poderá haver promoção em ressarcimento de preterição.
Art. 5º. Promoção por antigüidade é aquela que se baseia na precedência hierárquica de um oficial
BM sobre os demais de igual posto, dentro de um mesmo Quadro.
Art. 6º. P romoção por merecimento é aquela que se baseia no conjunto de qualidades e atributos que
dis tinguem e realçam o valor do oficial BM entre seus pares, avaliados no decurso da carreira e no
desempenho de cargos e comissões exercidos, em particular no posto que ocupa, ao ser cogitado para
promoção.
Art. 7º. P romoção por bravura é aquela que resulta de ato ou de atos não comuns de coragem e
audácia que, ultrapassando os limites normais do cumprimento do dever, representam feitos indispensáveis
ou úteis às atividades de bombeiro-militar, pelos resultado alcançados ou pelo exemplo pos itivo deles
emanado.
Art. 8º. P romoção “post-mortem” é aquela que visa express ar o reconhecimento do Estado do Rio de
Janeiro ao Oficial BM falecido no cumprimento do dever ou em conseqüência disto, ou a reconhecer o direito
do oficial BM, a quem cabia a promoção, não efetivada por motivo do óbito.
Art. 9º. P romoção em ressarcimento de preterição é aquela feita após ser reconhecido ao Oficial
preterido o Direito à promoção que lhe caberia.
Parágrafo único. A promoção será efetuada segundo os critérios de antigüidade ou de merecimento,
recebendo o oficial BM o número que lhe competia na escala hierárquica, como se houvesse sido promovido
na época devida.
Art. 10. As promoções serão efetuadas:
(*)I - para as vagas de Capitão e de 1º Tenente, pelos critérios de Antigüidade e Merecimento, de
acordo com a proporcionalidade entre elas estabelecidas na regulamentação do presente diploma legal;
(*) alteração introduzida pela Lei nº 2252, de 30 de maio de 1994.
II - para as vagas de oficiais superiores, no posto de Major BM e Tenente-Coronel BM, pelos critérios
de antigüidade e merecimento, de acordo com a proporcionalidade entre elas, estabelecida na regulamentação
do presente Decreto-Lei;
III - para as vagas de Coronel BM, somente pelo critério de merecimento.
Parágrafo único. quando o oficial BM concorrer à promoção por ambos os critérios, o preenchimento
de vaga de antigüidade poderá ser feito pelo critério de merecimento, sem prejuízo do cômputo das futuras
quotas de merecimento, de acordo com a regulamentação deste Decreto-Lei.

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CAP ÍT ULO III


Das Co ndições Básicas
Art. 11. O ingresso na carreira de oficial BM é feito nos postos iniciais assim considerados na
legis lação es pecífica de cada Quadro satisfeitas as exigências legais.
Parágrafo único. A ordem hierárquica de colocação dos oficiais BM nos postos iniciais resulta da
ordem de classificação em curso, concurso ou estágio.
Art. 12. Não há promoção de oficial BM por ocasião de sua transferencia para a reserva remunerada
ou reforma.
Art. 13. Para ser promovido pelos critérios de antigüidade ou merecimento, é indispensável que o
oficial BM esteja incluído no Quadro de Acesso.
Art. 14. P ara o Ingresso no Quadro de Acess o é necessário que o oficial BM satis faça os seguintes
requisitos essenciais, estabelecidos para cada posto:
I - Condições de Acesso:
a) interstício;
b) aptidão física; e
c) as peculiares a cada posto dos diferentes Quadros.
II - conceito profissional; e
III - conceito moral.
Parágrafo único. A regulamentação do presente Decreto-Lei definirá e discriminará as condições de
acesso e os procedimentos para a avaliação dos conceitos profissional e moral.
Art. 15. O oficial agregado, quando no desempenho de cargo de bombeiro-militar ou considerado de
tal natureza, concorrerá à promoção por qualquer dos critérios, sem prejuízo do número de concorrentes
regularmente estipulados.
Art. 16. O oficial BM que se julgar prejudicado em conseqüência de compos ição de Quadro de
Acesso, em seu direito de promoção, poderá impretar recurso ao Comandante-Geral da Corporação, como
última instância na esfera administrativa.
§ 1º. P ara a apres entação de recurso, o oficial BM terá o prazo de 15 (quinze) dias corridos, a contar
do recebimento da comunicação oficial do ato que julga prejudicá-lo, ou do conhecimento, na Organização
de Bombeiro-Militar em que serve, da publicação oficial a respeito.
§ 2º. O recurso referente à compos ição do Quadro de Acesso e à promoção deverá ser solucionado no
prazo máximo de 60(sessenta) dias, contados a partir da data do seu recebimento.
Art. 17. O oficial BM será ressarcido da preterição, desde que seja reconhecido o seu direito à
promoção quando:
I - tiver solução favorável a recurso interposto;
II - cessar sua situação de desaparecido ou extraviado;
III - for absolvido ou impronunciado no processo a que estiver respondendo;
IV - for justificado em Conselho de Justificação; ou
V - tiver s ido prejudicado por comprovado erro administrativo.

CAP ÍTULO IV
Dos Processamento das Promoções
Art. 18. O ato de promoção é consubstanciado por decreto do Governador do Estado do Rio de
Janeiro.
§ 1º. O ato de nomeação para o posto inicial da carreira e os atos de promoção para aquele posto e ao
primeiro de oficial superior acarretam expedição de carta patente, pelo governador do Estado do Rio de
Janeiro.
§ 2º. A promoção aos demais postos é apostilada à última carta patente expedida.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 19. Nos diferentes Quadros, as vagas a serem consideradas para a promoção serão provenientes
de:
I - promoção ao posto superior;
II - agregação;
III - passagem à s ituação de inatividade;
IV - demissão;
V - falecimento; e
VI - aumento de efetivo.
§ 1º. As vagas são consideradas abertas :
a) na data de assinatura do ato que promove, agrega, passa para a inatividade ou demite o oficial BM,
salvo se, no próprio ato, for estabelecida outra data:
b) na data oficial do óbito; e
c) como dispuser a lei, no caso de aumento de efetivo.
§ 2º. Cada vaga aberta em determinado posto acarretará vaga nos postos inferiores, sendo esta
seqüência interrompida no posto em que houver preenchimento por excedente.
§ 3º. Serão também consideradas as vagas que resultarem das transferências “ex-officio” para a
reserva remunerada, já previstas, até a data de promoção, inclusive.
§ 4º. Não preenche vaga o oficial BM que, estando agregado, venha a ser promovido e continue nas
mesma situação.
Art. 20. As promoções serão efetuadas, anualmente, por antigüidade ou merecimento, nos dias 21 de
abril, 21 de agosto e 25 de dezembro para as vagas abertas e publicadas oficialmente, até os dias 1º de abril,
1º de agosto e 5 de dezembro, res pectivamente, bem como para as decorrentes de promoções.
Parágrafo único. A antigüidade no posto é contada a partir da data do ato de promoção, ress alvados os
casos de desconto de tempo não computável de acordo com o Estatuto dos Bombeiros Militares do Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, e de promoção “post-mortem”, por bravura e em ressarcimento
de preterição, quando poderá ser estabelecida outra data.
Art. 21. A promoção por antigüidade, em qualquer Quadro, é feita na seqüência do respectivo Quadro
de Acesso por Antigüidade.
Art. 22. A promoção por merecimento é feita com base no Quadro de Acesso por Merecimento, de
acordo com a regulamentação deste Decreto-Lei.
Art. 23. A Secretaria das Comissões de Promoções - SCP, é o órgão de processamento das
promoções.
Parágrafo único. Os trabalhos deste órgão, que envolvam avaliação de méritos de oficial BM e a
res pectiva documentação, terão classificação sigilosa.
Art. 24. A Comissão de Promoções de Oficiais BM - CPOBM, tem caráter permanente; é constituída
por membros natos e membros efetivo e é presidida pelo Comandante-Geral da Corporação.
§ 1º. São membros natos o Chefe do Estado-Maior-Geral e o Diretor do Pessoal.
§ 2º. Os membros efetivos serão em números de 4 (quatro), de preferência oficiais superiores,
nomeados pelo Comandante-Geral.
§ 3º. Os membros efetivos serão nomeados pelo prazo de 1 (um) ano, podendo ser reconduzidos por
igual período.
§ 4º. A regulamentação deste Decreto-Lei definirá as atribuições e o funcionamento da Comissão de
Promoções de Oficiais BM.
Art. 25. A promoção por bravura é efetivada somente em missões profissionais específicas de
bombeiro-militar realizadas na vigência de Estado de Guerra, pelo Governador do Es tado do Rio de Janeiro.
§ 1º. O ato de bravura, considerado altamente meritório, é apurado em investigação sumária
procedida por um Conselho Especial, designado, para este fim, pelo Governador do Estado do Rio de Janeiro,
por proposta do Comandante-Geral da Corporação.
§ 2º. Na promoção por bravura não se aplicam as exigências para a promoção por outro critério,
estabelecidas neste Decreto-Lei.
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 3º. Será proporcionada ao oficial BM promovido, quando for o caso, a oportunidade de satisfazer às
condições de acesso ao posto a que foi promovido, de acordo com a regulamentação deste Decreto-Lei.
Art. 26. A promoção “post-mortem” é efetivada, quando o oficial BM falecer em uma das seguintes
situações:
I - em ação de manutenção da ordem pública, ou de extinção de incêndios ou de busca e salvamentos;
II - em conseqüência de ferimento recebido em ação de manutenção da ordem pública, ou de extinção
de incêndios ou de busca e salvamento, ou doença, moléstia ou enfermidades contraídas nessas situações ou
que nelas tenham sua causa eficiente; e
III - em acidente de serviço, definido pelo Governador do Es tado do Rio de J aneiro, ou, em
conseqüência de doença, moléstia ou enfermidade que nele tenham sua causa eficiente.
§ 1º. O oficial BM será também promovido se, ao falecer, satisfazia às condições de acesso e
integrava a faixa dos que concorrem à promoção pelos critérios de antigüidade e merecimento.
§ 2º. a promoção que resultar de qualquer das situações estabelecidas nos itens I, II e III deste artigo,
independerá daquela prevista no § 1º.
§ 3º. Os casos de morte de ferimento, doença, moléstia ou enfermidade, referidos nestes artigo, serão
comprovados por atestado de origem ou inquérito sanitário de origem, sendo os termos do acidente, baixa ao
hospital, papeletas de tratamento nas enfermarias e hospitais e os registros de baixa utilizados como meios
subsidiários para es clarecer a situação.
§ 4º. No caso de falecimento do oficial BM, a promoção por bravura exclui a promoção “post-
mortem” que resultaria das consequências do ato de bravura.

CAPÍTULO V
Dos Quadros de Acesso
Art. 27. Quadros de Acesso são relações de oficiais BM dos Quadros, organizados por postos, para
promoções por antigüidade - Quadro de Acesso por Antigüidade - QAA e por merecimento - Quadro de
Acesso por Merecimento - QAM, previstas, respectivamente, nos artigos 5º e 6º, deste Decreto-Lei.
§ 1º. O Quadro de Aces so por Antigüidade é a relação dos Oficiais BM habilitados ao acess o,
colocados em ordem decrescente de antigüidade.
§ 2º. O Quadro de Acesso por Merecimento é a relação dos oficiais BM habilitados ao acesso e
res ultante da apreciação do mérito e das qualidades exigidas para a promoção, que devem considerar, além de
outros requisitos :
a) a eficiência revelada no desempenho de cargos e comissões e não a natureza intrínseca destes e
nem o tempo de exercício nos mesmos :
b) a potencialidade para o desempenho de cargos mais elevados;
c) a capacidade de liderança, iniciativa e presteza de decisões;
d) os res ultados dos cursos regulamentares realizados; e
e) o realce do oficial BM entre seus pares.
§ 3º. Os Quadros de Acesso por antigüidade ou merecimento são organizados, para cada data de
promoção, na forma estabelecida na regulamentação do presente Decreto-Lei.
Art. 28. Apenas os oficiais que satisfaçam às condições de acesso e estejam compreendidos nos
limites quantitativos de antigüidade fixados na regulamentação deste Decreto-Lei serão relacionados pela
Secretaria das Comissões de Promoções para estudo através da Comissão de Promoções de Oficiais -
CPOBM, destinados à inclusão nos Quadros de Acesso por Antigüidade e por Merecimento.
Parágrafo único. Os limites quantitativos da antigüidade referidos neste artigo destinam-se a
estabelecer, por postos, no Quadros as faixas dos oficiais BM que concorrem à constituição dos Quadros de
Acesso por Antigüidade e por Merecimento.
Art. 29. O oficial BM não poderá constar de Quadro de Acesso, quando:
I - deixar de satisfazer às condições estabelecidas no inciso I, do artigo 14, deste Decreto-Lei;
II - for considerado não habilitado para o Acesso em caráter provisório, a juízo da Comissão de
Promoção de Oficiais BM, por, presumivelmente, ser incapaz de atender a qualquer dos requis itos
estabelecidos nos itens II e III, do artigo 14, deste Decreto-Lei.
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III - for preso preventivamente ou em flagrante delito, enquanto a prisão não for revogada;
IV - for denunciado em processo-crime, enquanto a sentença final não houver transitado em julgado;
V - estiver submetido a Conselho de Justificação, instaurado “ex-officio”;
VI - for preso, preventivamente, em virtude de inquérito policial-militar instaurado;
VII - for condenado, enquanto durar o cumprimento da pena, inclus ive no caso de suspensão
condicional da pena, não se computando o tempo acrescido à pena original para fins de sua suspensão
condicional;
VIII - for licenciado para tratar de interesse particular;
IX - for condenado à pena de suspensão do exercício do posto, cargo ou função, prevista no Código
Penal Militar, durante o prazo dessa suspensão;
X - for considerado desaparecido;
XI - for considerado extraviado;
XII - for cons iderado desertor;
XIII - es tiver em dívida com a Fazenda do Estado do Rio de Janeiro, por alcance;
XIV - tiver conduta civil ou militar ou irregular.
§ 1º. O oficial BM que incidir no item II, deste artigo, será submetido a Conselho de J ustificação “ex-
officio”.
§ 2º. Recebido o relatório de Conselho de Justificação, instaurado na forma do § 1º, deste artigo, o
Governador do Estado do Rio de Janeiro, em sua decisão, se for o caso, considerará o oficial BM não
habilitado para o acesso em caráter definitivo, na forma do Es tatuto dos Bombeiros Militares do Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
§ 3º. Será excluído do Quadro de Acesso por merecimento o oficial BM que incidir em uma das
circunstâncias previstas neste artigo ou ainda:
a) for nele incluído indevidamente;
b) for promovido;
c); tiver falecido; ou
d) passar à inatividade.
Art. 30. Será excluído do Quadro de Acesso por merecimento já organizado, ou dele não poderá
constar, o oficial BM que agregar ou estiver agregado, por um dos motivos:
I - quando no gozo de licença para tratamento de saúde de pessoa da família, por período superior a
6(seis ) meses contínuos;
II - em virtude de encontrar-se no exercício de cargo público civil temporário, não eletivo, inclusive
da Adminis tração Indireta; ou
III - por ter passado à disposição de órgão do Governo Federal, do Governo Estadual, de Território,
do distrito Federal ou de Governo Municipal, para exercer função de natureza civil.
Parágrafo único. P ara poder ser incluído ou reincluído no quadro de Acesso por Merecimento, o
oficial BM abrangido pelo disposto neste artigo deve reverter à Corporação, pelo menos 30 (trinta) dias antes
da data de promoção.
Art. 31. O oficial BM que, no posto, deixar de figurar por 3 (três) vezes, consecutivas ou não, em
Quadro de Acesso de Merecimento, s e em cada um deles participou oficial mais moderno, é considerado
inabilitado, para a promoção ao posto imediato pelo critério de merecimento.
Art. 32. Considera-se o oficial BM não habilitado para o Acesso em caráter definitivo, somente
quando incidir no caso § 2º, do artigo 29, deste Decreto-Lei.
Art. 33. O oficial BM promovido indevidamente passará à situação de excedente.
Parágrafo único. Esse oficial contará antigüidade e receberá o número que lhe competir na escala
hierárquica, quando a vaga a ser preenchida corresponder ao critério pelo qual deveria ter sido promovido,
desde que satis faça aos requis itos para a promoção.

CAP ÍTULO VI
Das disposições Finais e Transitórias
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Art. 34. Aos Aspirantes-a-Oficial BM e aos Subtenentes BM aplicam-se os dispositivos deste


Decreto-Lei, no que lhe for pertinente.
Art. 35. O Governador do Estado do Rio de Janeiro regulamentará o presente Decreto-Lei dentro do
prazo de 60 (sessenta) dias, a partir da data de s ua publicação.
Art. 36. Este Decreto-Lei entrará em vigor na data em que sua regulamentação for publicada.
Art. 37. Com a entrada em vigor deste Decreto-Lei, ficam revogadas todas as disposições em
contrário.
Floriano Faria Lima - Governador do estado

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 559, DE 19 DE JANEIRO DE 1976


Regulamenta, para o Corpo de Bombe iros do Es tado do Rio de Janeiro , o Decre to-Le i nº 176, de 9 de
julho de 1975, que dis põe sobre as Pro moções dos Oficiais da ativa da Corpo ração.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, com fundamento no art. 70, inciso III,
da Constituição Estadual, e tendo em vista o que dispõe o art. 35 do Decreto-Lei nº 176, de 9 de julho de
1975, DECRETA:

CAPÍTULO I
Das Disposições Gerais
Art. 1º. Este decreto estabelece normas e processos para aplicação, no Corpo de Bombeiros do Estado do
Rio de Janeiro , do Decreto-Lei nº 176, de 9 de julho de 1975, que dispõe sobre as promoções dos oficiais da ativa
da Corporação.
Art. 2º. Os alunos que, por conclusão dos respectivos cursos, forem declarados Aspirantes-a-Oficial ou
nomeados no mesmo dia, classificados por ordem de merecimento intelectual, dentro dos respectivos Quadros,
constituem uma turma de formação de Oficiais BM.
§ 1º. O oficial ou Aspirante-a-Oficial BM, que na turma de formação respectiva, for o último classificado,
assinala o fim da turma.
§ 2º. O oficial que ultrapassar hierarquicamente um de outra turma passará a pertencer a turma do
ultrapassado.
§ 3º O deslocamento do último elemento de uma turma de formação, por melhoria ou perda de sua posição
hierárquica, decorrente de causas legais, acarretará, para o elemento que o anteceda imediatamente na turma, a
ocupação do fim da turma.
§ 4º. O deslocamento que sofrer o oficial BM na escala hierárquica, em conseqüência de tempo de serviço
perdido, será consignado no Almanaque do Corpo de Bombeiros e registrado na sua Folha de alterações, passando
o oficial BM a fazer parte da turma que lhe couber pelo deslocamento havido.
Art. 3º. A fim de assegurar o equilíbrio de acesso, tomar-se-á por base o efetivo total de oficiais, por postos,
dentro de cada Quadro, fixado em lei.
Art. 4º. Os limites quantitativos de antigüidade a que se refere o artigo 28 do Decreto-Lei nº 176, de 9 de
julho de 1975, para se estabelecer as faixas dos oficiais BM, por ordem de antigüidade, que concorrerão à
constituição dos Quadros de Acesso por Antigüidade (QAA) e por Merecimento (QAM), são os seguintes:
I - metade do efetivo total dos Tenentes-Coronéis BM
II - metade do efetivo total dos Majores BM; e
III - um terço do efetivo total dos Capitães BM.
(*) IV - ....REVOGADO.......
(*) Revogado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.
(*) V - .....REVOGADO.......
(*) Revogado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.
(*) § 1º. os limites quantitativos referidos nos incisos I, II , III, deste artigo serão fixados:
(*) Alterado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.
a) em 26 de dezembro do ano anterior - para as promoções de 21 de abril;
b) em 22 de abril - para as promoções de 21 de agosto; e
c) em 22 de agosto - para as promoções de 25 de dezembro.
§ 2º. P eriodicamente, a CPOBM fixará limites para remessa da documentação dos oficiais BM a serem
apreciados para posterior ingresso nos Quadros de Acesso.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

(*) § 3º . Sempre que, das divisões previstas nos incisos I, II, III, deste artigo, resultar um quociente
fracionário, será ele tomado por inteiro e para mais.
(*) Alterado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.
(*) § 4 . Serão também considerados incluídos nos limites quantitativos de antiguidade, para fins de inclusão
em Quadro de Acesso por Antiguidade, os Primeiro e Segundo-T enentes BM que satisfizerem as condições de
interstício estabelecidas neste Regulamento até a data de sua promoção.
(*) Acrescentado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.
Art. 5º. Na apuração do número total de vagas a serem preenchidas nos diferentes postos dos Quadros,
serão observado:
I - o disposto nos artigos 19 e 20 do Decreto-Lei nº 176, de 9 de julho de 1975 (Lei de P romoções);
(*) II - o disposto no artigo 81 e no parágrafo único do artigo 83, da Lei nº 880, de 25 de julho de 1985
(Estatuto dos Bombeiros Militares);
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 20683, de 30 de setembro de 1994.
III - o cômputo das vagas que resultam das transferência, “ex-officio”, para a reserva remunerada, previstas
até a data de promoção; e
IV - a decorrência da reversão “ex-offício” do oficial BM agregado na data de promoção, por
incompatibilidade hierárquica do novo posto com o cargo que vinha exercendo.

CAP ÍTULO II
Dos Quadros de Acesso
SEÇÃO I
Dos Requisitos Essenciais
Art. 6º. Interstício, para fim de ingresso em Quadro de Acesso, é o tempo mínimo de permanência em cada
posto, nas seguintes condições:
Aspirante-a-Oficial BM..................... 6 (seis)................... meses
Segundo-Tenente BM..................... 24 (vinte e quatro). meses
Primeiro-Tenente BM..................... 36 (trinta e seis).... meses
Capitão BM..................................... 48 (quarenta e oito) meses
Major BM........................................ 36 (trinta e seis).... meses
Tenente-Coronel BM...................... 36 (trinta e seis).... meses
Art. 7º. Aptidão física é a capacidade física indispensável ao oficial BM para o exercício das funções que
lhe competirem ao novo posto.
§ 1º. A aptidão física será verificada previamente em inspeção de saúde.
§ 2º. A incapacidade física temporária, verificada em inspeção de saúde, não impede o ingresso em Quadro
de Acesso e a promoção de oficial BM ao posto imediato.
(*) § 3º. No caso de se verificar a incapacidade física definitiva, o oficial BM passará a inatividade nas
condições estabelecidas na Lei nº 880, de 25 de julho de 1985 (Estatuto dos Bombeiros-Militares).
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 20683, de 30 de setembro de 1994.
Art. 8º. As condições de acesso a que se refere a letra “c”, do inciso I, do artigo 14 do Decreto-Lei nº 176,
de 9 de julho de 1975 (Lei de Promoção de Oficiais) são:
I - cursos;
II - serviço arregimentado; e
III - exercício de função específica..
(*) Parágrafo único. Quando uma função permitir que sejam atendidos mais de um dos requisitos previstos nos
incisos I e II deste artigo, será considerado aquele que o oficial BM ainda não satisfaça.
(*) O § 2º do presente artigo foi suprimido e o § 1º foi mantido e transformado no atual Parágrafo único pelo
Decreto º 21.602, de 15 de agosto de 1995.
Art. 9º. Cursos, para fins de ingresso em Quadro de Acesso, são os que habilitam o oficial BM ao acesso
aos diferentes postos da carreira, nas seguintes condições:

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(*) I - Curso de Formação de Oficiais BM - para acesso aos postos de 2º Tenente BM, 1º Tenente BM e
Capitão BM, do Quadro de Oficiais BM Combatentes (QOC);
(*) II - Curso de aperfeiçoamento de Oficiais BM - para promoção aos postos de Major BM e Tenente-Coronel
BM, do quadro de Oficiais BM combatentes (QOC); e
III - Curso Superior de Bombeiro, desde que haja na corporação - para promoção ao posto de coronel BM.
(*) Parágrafo único. ficam respeitado os direitos assegurados pelo artigo 10 do Decreto Federal nº 66.862, de 8
de julho de 1970 (R-200), aos oficiais BM diplomados, até a presente data, pelo Curso Superior de P olícia do
Departamento de Polícia Federal ou das Polícias Militares.
(*) alterações introduzidas pelo decreto nº 4.129, de 21 de maio de 1981.
Art. 10. Serviço arregimentado é o tempo passado pelo oficial BM no exercício de funções arregimentadas
e constituirá requisito para ingresso em Quadro de Acesso nas seguintes condições:
2º Tenente BM......................... 18 (dezoito)..........meses, incluído o tempo arregimentado
como Aspirante-a-Oficial BM
1º T enente BM...................... 18 (dezoito)...........meses
Capitão BM........................... 24 (vinte e quatro).meses
Major BM............................. 12 (doze)...........meses
Tenente-Coronel BM............. 12 (doze)...............meses
(*) Art. 11. Será computado como serviço arregimentado, para fins de ingresso em Quadro de Acesso, o tempo
passado:
I - em unidade operacional;
II - em estabelecimentos de Bombeiros-Militares; exceção feita aos Oficiais-Alunos;
III - em quaisquer OBM, pelos oficiais do QOS, do QOE e do QOA, nas funções técnicas de suas
respectivas especialidades;
IV - em Órgãos de Direção Geral, como elementos de supervisão e coordenação geral: Comandante-Geral e
Estado-Maior (1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª e 7ª Seção).
(*) alteração de todo art. 11 introduzida pelo Decreto nº 8.836, de 12 de fevereiro de 1986.
(*) Parágrafo único. ....REVOGADO......
(*) revogado pelo Decreto nº 15.557, de 25 de setembro de 1990.
Art. 12. As condições de interstício e de serviço arregimentado, estabelecidas neste regulamento, poderão
ser reduzidas até a metade, por ato do Governador do Estado do Rio de Janeiro, mediante proposta do Comandante-
Geral da corporação, ouvido o Estado-Maior do Exército, tendo em vista a renovação dos Quadros.
Art. 13. As condições de funções específicas que permitem, ao oficial BM, a aplicação e a consolidação de
conhecimentos adquiridos, necessários ao desempenho dos cargos de Comando, Chefia ou Direção, serão exigidas,
da seguinte forma:
I - Tenente-Coronel BM Combatente, com curso superior de Bombeiro-Militar:
- Exercício de função arregimentada, como oficial BM superior, por 24 (vinte e quatro) meses consecutivos
ou não, sendo pelo menos 12 (doze) meses no Comando de Unidade Operacional ou estabelecimento de Bombeiro-
Militar de Ensino.
II - Tenente-Coronel BM Médico;
- Exercício de funções privativas de Major ou Tenente-Coronel BM durante 24 (vinte e quatro) meses
consecutivos ou não.
Art. 14. Para promoção ao posto de Coronel BM do QOBM deverá ser satisfeita a seguinte condição:
exercício de função arregimentada, como oficial BM superior, por 24 (vinte e quatro) meses consecutivos ou não,
sendo pelo menos 12 (doze) meses no comando de Unidade Operacional ou Estabelecimento de Bombeiro-Militar
de Ensino com autonomia administrativa.
(*) Parágrafo único. Em caos plenamente justificados, após apreciação pela Comissão de Promoção de Oficiais
de que trata o capítulo V do presente decreto, arredondar-se-à para 1 (um) mês a fração igual ou superior a 15
(quinze) dias.
(*) acre scentado pelo Decreto nº 4.129, de 21 de maio de 1981.
Art. 15. O início e o término da contagem dos tempos referidos neste Regulamento são definidos pelo
Estatuto dos Bombeiros-Militares e pelos regulamentos e normas referentes à movimentação.
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 1º. O tempo passado por Oficial BM no desempenho de Cargo de Bombeiro-Militar de posto superior ao
seu será computado como se todo ele fosse em exercício de Cargo de Bombeiro-Militar.
§ 2º. O exercício interino de comando, chefia ou direção de Organização de Bombeiro-Militar com
autonomia administrativa, por tempo igual ou superior a 6 (seis) meses consecutivos será computado como
comando, chefia ou direção efetiva.
Art. 16. Os conceitos profissional e moral do oficial BM serão apreciados pelo órgão de processamento das
promoções através do exame da documentação de promoção e demais informações recebidas.
Art. 17. Constitui requisito para ingresso em Quadro de Acesso por merecimento, ser o oficial BM
considerado com mérito suficiente no julgamento da Comissão de Promoções de Oficiais BM (CPOBM).
Art. 18. Aos órgãos responsáveis por movimentação caberá providenciar, em tempo oportuno, que os
oficiais BM cumpram os requisitos de arregimentação e o previsto nos artigos 13 e 14 exigidos como condições de
ingresso em Quadro de Acesso.
§ 1º. As providências de movimentação deverão ser realizadas, pelo menos até o momento em que o oficial
BM atinja uma faixa que lhe permita satisfazer, os requisitos deste artigo.
§ 2º. O oficial BM que, por ter sido transferido mediante requerimento, gozado licença a pedido, ou
desempenhado função de natureza civil ou cargo público civil temporário não eletivo, não satisfizer aos requisitos
exigidos será o responsável único pela sua não inclusão em Quadro de Acesso.
(*) § 3º. O Comandante-Geral excepcionalmente, em razão do interesse do serviço, poderá considerar com a
aprovação do Governador do Estado, mediante exposição fundamentada, como satisfazendo as condições de
serviço arregimentado e exercício de função específica para fins de ingresso em Quadro de Acesso, o oficial BM
que exerça cargos de confiança no âmbito do Sistema de Defesa Civil, no Gabinete Militar da Chefia do P oder
Executivo e nos órgãos da Justiça Militar.
(*) acre scentado pelo Decreto nº 15.557, de 25 de setembro de 1990

SEÇÃO II
Da Seleção e da Documentação Básica
Art. 19. A seleção, para inclusão nos Quadros de Acesso, processar-se-á com a participação de todas as
autoridades Bombeiros-Militares competentes para emitir julgamento sobre o oficial.
Parágrafo único. Essas autoridades em princípio, são as seguintes :
a) Comandante-Geral;
b) Chefe do Estado-Maior-Geral;
c) Diretores;
d) Chefes de Seção do Estado-Maior-Geral;
e) Comandantes de Bombeiros de Área;
f) Comandantes de Unidades de Bombeiro-Militares; e
g) Comandantes de Unidades Operacionais, Chefes de Repartição, Estabelecimentos e demais órgãos com
autonomia administrativa.
Art. 20. As autoridades que tiverem conhecimentos de fato ou de atos graves, que possam influir, contrária
ou decisivamente, na permanência do oficial em qualquer do Quadros de Acesso, deverão, por via hierárquica,
levá-los ao conhecimento do Comandante-Geral que determinará a abertura de sindicância ou inquérito para a
comprovação dos fatos.
Art. 21. Os documentos básicos para a seleção dos oficiais BM a serrem apreciados para o ingresso nos
quadros de Acesso são os seguintes:
I - Atas de Inspeção de Saúde;
II - Folhas de Alterações;
III - Cópias de alterações e de punições publicadas em boletins reservados;
IV - Ficha de informações;
V- Ficha de apuração de tempo de serviço; e
VI - Ficha de Promoção.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 1º. Os documentos a que se referem os incisos I, II, III, IV e V deste artigo, serão remetidos diretamente à
Comissão de Promoções de Oficiais do Corpo de bombeiros, nas datas previstas no Anexo I (calendário).
§ 2º. Os documentos a que se referem os incisos V e VI deste artigo, serão elaborados pela Diretoria de
Pessoal e pela CPOBM, respectivamente.
Art. 22. Todo oficial BM incluído nos limites fixados pela CPOBM será inspecionado de saúde,
anualmente.
§ 1º. Se o oficial BM for julgado apto, a ata correspondente será válida por um ano, caso nesse período não
seja julgado inapto.
§ 2º. Caso o oficial BM, por outro motivo, seja submetido a nova inspeção de saúde, uma cópia da
respectiva ata será remetida à CPOBM.
§ 3º. O oficial BM designado para curso ou estágio no exterior, de duração superior a 30 (trinta) dias, será
submetido a inspeção de saúde, para fins de promoção, antes da partida.
§ 4º. No caso do parágrafo anterior, o oficial BM quer permanecer no estrangeiro decorrido um (1) ano
após a data de realização da inspeção de saúde, deverá providenciar nova inspeção de saúde, por médico de
preferência brasileiro e da confiança da autoridade diplomática do Brasil na localidade, bem como a remessa do
resultado à CPOBM.
Art. 23. A Ficha de Informações a que se refere o inciso IV do art. 21, destina-se a sistematizar as
apreciações sobre o valor moral e profissional do oficial BM, por parte das autoridades referidas no artigo 19,
segundo normas e valores numéricos nela fixados.
§ 1º. A Ficha de Informações terá caráter confidencial e será feita em uma única via.
§ 2º. O oficial BM conceituado não poderá ter conhecimento da Ficha de Informações a que ele se referir.
§ 3º. As Fichas de Informações serão normalmente preenchidas uma vez por semestre, com observações até
30 de junho e 31 de dezembro, e serão remetidas, à CPOBM, de forma a darem entrada naquele órgão dentro de 40
(quarenta) dias após terminado o semestre.
§ 4º. Fora das épocas referidas no parágrafo anterior, serão preenchidas, as fichas relativas a oficiais BM
desligados de qualquer Organização de Bombeiros-Militares antes do término do semestre, sendo, neste caso,
preenchidas, e remetidas imediatamente à CPOBM.
Art. 24. A média aritmética dos valores numéricos finais das Fichas de Informações de oficial BM,
relativas ao mesmo posto, constituirá o grau de conceito no posto.
Art. 25. A Ficha de Promoção, a que se refere o inciso VI do artigo 21, destina-se à contagem dos pontos
relativos ao oficial BM.

SEÇÃO III
Da Organização
Art. 26. Os Quadros de Acesso por Antigüidade (QAA) e Merecimento (QAM) serão organizados separadamente
por Quadros e submetidos à aprovação do Comandante-Geral da Corporação nas seguintes datas:
I - até 21 de fevereiro, 21 de junho e 25 de outubro os de Antigüidade e Merecimento; e
II - extraordinariamente, qualquer um deles, quando aquela autoridade determinar.
§ 1º. Os Quadros de Acesso aprovados serão publicados em Boletim Reservado da Corporação, dentro do
prazo de 10 (dez) dias.
(*) § 2º. Os Quadros de Acesso por Antigüidade serão organizados mediante o relacionamento, em ordem
decrescente de antigüidade, dos oficiais BM habilitados ao acesso e incluídos nos limites quantitativos referidos
nos incisos I, II, III, do artigo 4º.
(*) Alterado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.
§ 3º. Os Quadros de Acesso por Merecimento serão organizados mediante julgamento, pela CPOBM, do
mérito, qualidades e requisitos peculiares exigidos dos oficiais BM para promoção.
§ 4º. Será excluído de qualquer Quadro de Acesso o oficial BM que, de acordo com o disposto no Estatuto
dos Bombeiros-Militares, deva ser transferidos “ex-offício” para a reserva.
(*) § 5º. P ara a elaboração de Quadros de Acesso Extraordinários o Comandante-Geral da Corporação por
proposta da CPOBM fixará a data de referência para o estabelecimento dos novos limites, de acordo com as frações
estabelecidas nos incisos I, II, III, do artigo 4º.
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

(*) Alterado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.


§ 6º. Para promoção ao posto de Coronel BM, serão organizados apenas Quadros por Acesso por
Merecimento.
Art. 27. O julgamento do oficial BM pela CP OBM, para inclusão no Quadro de Acesso, será feito tendo em
vista:
I - as apreciações constantes das Fichas de Informações;
II - a eficiência revelada no desempenho de cargos e comissões, particularmente a atuação no posto
considerado, em comando, chefia ou direção;
III - a potencialidade para o desempenho de cargos mais elevados;
IV - a capacidade de liderança, iniciativa e presteza de decisão;
V - os resultados obtidos em cursos regulamentares;
VI - o realce entre seus pares;
VII - as punições sofridas;
VIII - o cumprimento de penas restritivas de liberdade, ou de suspensão do exercício do posto, cargo ou
função;
IX - o afastamento das funções para tratar de interesses particulares; e
X- outros fatores, positivos e negativos, a critério da CPOBM.
Parágrafo único. O julgamento final do oficial BM considerado não habilitado para o acesso, em caráter
provisório, de conformidade com o inciso II do artigo 29 do Decreto-Lei nº 176, de 9 de julho de 1975, deve ser
justificado, inserido em ata e submetido ao Comandante-Geral da Corporação.
Art. 28. Além dos fatores referidos no artigo anterior, serão apreciados para ingresso em Quadros de
Acesso por Merecimento: conceitos, menções, tempo de serviço, ferimentos em ação, trabalhos julgados úteis e
aprovados pelo órgão competente, medalhas e condecorações nacionais, referências elogiosas, ações destacadas e
outras atividades consideradas meritórias.
(*) Art. 29. Os fatores citados no artigo 28, do Decreto nº 559, de 19.01.76, e aqueles que constituam demérito
como punições, condenações, faltas de aproveitamento em cursos, como oficial BM serão computados em pontos
para as promoções aos postos de Major BM, Tenente-Coronel BM e Coronel BM, na forma regulada pelo
Comandante-Geral da Corporação.
(*) Alterado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995.
Art. 30. As atividades profissionais serão apreciadas, para cômputo de pontos a partir da data de declaração
de Aspirante-a-Oficial BM ou, na ausência deste ato, da nomeação de oficial BM.
Art. 31. Os oficiais BM incluídos nos Quadros de Acesso terão revista, quadrimestralmente, sua contagem
de pontos.
Art. 32. As contagens de pontos e os requisitos de cursos, interstício e serviço arregimentado estabelecidos
neste Regulamentos, referir-se-ão:
I - a 30 de junho do ano anterior para organização dos Quadros de Acesso por Merecimento e Antigüidade
relativos às promoções de 21 de abril;
II - a 31 de dezembro do ano anterior para organização dos Quadros de Acesso por Merecimento e
Antigüidade relativos às promoções de 21 de agosto; e
III - a 30 de junho do ano anterior para organização dos Quadros de Acesso por Merecimento e
Antigüidade relativos às promoções de 25 de dezembro.
Art. 33. Ao resultado do julgamento da CPOBM para ingresso em Quadro de Acesso por Merecimento,
serão atribuídos valores numéricos variáveis de 0 (zero) a 6 (seis).
Art. 34. A soma algébrica do Grau de Conceito no posto, dos pontos referidos no artigo 29, e do valor
numérico obtido como resultado do julgamento da CP OBM, será registrado na Ficha de Promoção e dará o total de
pontos segundo o qual o oficial BM será classificado no Quadro de Acesso por Merecimento.
Art. 35. Será excluído do Quadro de Acesso por Merecimento já organizado, ou dele não poderá constar, o
oficial BM que:
I - tiver sido condenado por crime doloso cuja sentença seja passado em julgado;
II - houver sido punido, no posto atual, por transgressão considerada como atentória à dignidade e ao
pundonor de Bombeiro-Militar, na forma definida no Regulamento Disciplinar da Corporação; e
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III - for considerado com mérito insuficiente, no julgamento da CPOBM de que trata o artigo 33 deste
Regulamento, ao receber grau igual ou inferior a 2 (dois).
Art. 36. Poderá ser excluído do Quadro de Acesso por proposta de um dos órgãos de processamento das
promoções ao Comandante-Geral da Corporação, o oficial BM acusado com base no que dispõe o artigo 20.
Parágrafo único. O oficial BM nas condições deste artigo será, no prazo de 60 (sessenta) dias, após a
devida apuração, reincluído em Quadro de Acesso ou submetido a Conselho de Justificação, instaurado “ex-
offício”.
Art. 37. Nos Quadros de Acesso por Antigüidade e Merecimento, os oficiais BM serão colocados na
seguinte ordem:
I - pelo critério de antigüidade, por turmas de formação ou nomeação;
II - pelo critério de merecimento, na ordem rigorosa de pontos.
Art. 38. Quando houver reversão de oficial BM, na forma prevista no parágrafo único do artigo 30 do
Decreto-Lei nº 176, de 9 de julho de 1975 (Lei de Promoção) a CPOBM organizará, se for o caso, o complemento
ao Quadro de Acesso por Merecimento e o submeterá à aprovação do Comandante-Geral da Corporação.
CAPÍTULO III
Das Promoções
SEÇÃO I
Disposições Preliminares
Art. 39. O processamento das promoções obedecerá, normalmente, à seguinte seqüência:
I - fixação de limites para a remessa da documentação dos oficiais BM a serem apreciados para posterior
ingresso nos Quadros de Acesso;
II - fixação dos limites quantitativos de antigüidade para ingresso dos oficiais BM nos Quadros de Acesso
por Antigüidade e Merecimentos;
III - inspeção de saúde dos oficiais BM incluídos nos limites acima;
IV - organização dos Quadros de Acesso;
V - remessa dos Quadros de Acesso ao Comandante-Geral da Corporação;
VI - publicação dos Quadros de Acesso;
VII - apuração das vagas a preencher;
VIII - remessa ao Comandante-Geral da Corporação das propostas para as promoções; e
IX - promoções.
Parágrafo único. O processamento das promoções obedecerá ao calendário constante do anexo I, em que
também se especificam atribuições e responsabilidades.
Art. 40. P ara cada data de promoção, a CPOBM organizará uma proposta para as promoções por
Antigüidade e Merecimento, contendo os nomes dos oficiais BM a serem considerados.
Art. 41. As promoções por Antigüidade e Merecimento serão efetuadas nas seguintes proporções em
relação ao número de vagas:
(*) I - para o posto de 2º Ten BM, 1º Ten BM e Cap BM - a totalidade por antiguidade.
(*) II - para o posto de Major BM - uma por antigüidade e uma por merecimento;
(*) III - para o posto de Tenente-coronel BM - uma por antigüidade e duas por merecimento;
(*) IV - para o posto de Coronel BM - todas por merecimento.
(*) alterações introduzida pelo Decreto nº 20683, de 30 de setembro de 1994.
§ 1º. Nos Quadros, a distribuição das vagas pelos critérios de promoção resultará da aplicação das
proporções estabelecidas neste artigo sobre os totais de vagas existentes nos postos a que se referem.
§ 2º. O preenchimento de vaga de Antigüidade pelo critério de Merecimento, não altera, para as datas de
promoção seguinte, a proporcionalidade entre os critérios de Antigüidade e Merecimento estabelecidos neste artigo.
§ 3º. A distribuição das vagas pelos critérios de Antigüidade e Merecimento em decorrência da aplicação
das proporções estabelecidas neste artigo será feita de forma contínua, em seqüência às promoções realizadas na
data anterior.

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Art. 42. As vagas apuradas nos Quadros, para cada posto, caberão aos oficiais BM do posto imediatamente
inferior:
I - as de antigüidade, aos da turma de formação mais antiga no conjunto dos Quadros;
II - as de merecimento, obedecido o disposto no artigo 49 deste Regulamento.
§ 1º. P ara efeito deste artigo, as turmas de formação constituídas de oficiais BM que concluíram os
respectivos cursos de formação em segunda época serão considerado como complemento final da turma de
formação anterior.
§ 2º. A distribuição das vagas a que se refere este artigo far-se-á, separadamente, pelos critérios de
antigüidade e merecimento, na conformidade do artigo anterior, proporcionalmente à quantidade de oficiais
numerados na escala hierárquica e incluídos nos respectivos Quadros de Acesso, respeitado o disposto no inciso I
deste artigo.
§ 3º. Quando houver resto na divisão proporcional a que se refere o parágrafo anterior, o quociente inteiro
obtido será aproximado para mais ou para menos debitando-se ou creditando-se, na distribuição das vagas
referentes à promoção seguinte, o valor da aproximação ao respectivo Quadro.
Art. 43. As promoções em ressarcimento de preterição, incluídas as decorrentes do disposto no artigo 36,
serão realizadas sem alterar as distribuições de vagas pelos critérios de promoção, e entre os Quadros, em
promoções já ocorridas.

SEÇÃO II
Do Acesso Aos Postos Iniciais
Art. 44. Considera-se posto inicial de ingresso na carreira de oficial BM, para fins deste Regulamento:
(*) I - Nos Quadros de Oficiais BM Combatentes, Enfermeiros, Administrativos, Músicos e Comunicações - o
de Segundo-Tenente BM;
(*) II - Nos quadros de Oficiais BM Médicos, Dentistas e Farmacêuticos - o de Primeiro-Tenente BM; e
(*) III - Nos Quadros de Oficiais Capelães BM - o de Capitão BM.
(*) alterações introduzida pelo Decreto nº 20683, de 30 de setembro de 1994.
Parágrafo único. O acesso ao posto inicial, nos Quadros, se faz pela promoção do Aspirante-a-Oficial BM e
por nomeação.
Art. 45. P ara a promoção ao posto inicial será necessário que o Aspirante-a-Oficial BM satisfaça aos
seguintes requisitos:
I - interstício;
II - aptidão física;
III - curso de formação;
IV - comprovada vocação para a carreira, verificada em estágio prévio em Unidade Operacional:
V - conceito moral;
VI - não estar submetido a Conselho de Disciplina;
VII - não possuir antecedentes políticos ou criminais que o tornem incompatível com o oficialato; e
VIII - obter conceito favorável da CP OBM.
§ 1º. Os requisitos referidos nos incisos IV e V deste artigo serão apreciados pela CP OBM com base nas
informações prestadas, em caráter obrigatório, pelo Comandante da Unidade, 5 (cinco) meses após a data de
declaração de Aspirante-a-Oficial.
§ 2º. O Comandante da Unidade emitirá um conceito sintético, relativo à aptidão moral, vocação para a
carreira e conduta civil e militar do Aspirante-a-Oficial, com base em observações pessoais e informações prestadas
pelo seu Comandante imediato.
§ 3º. A ata de inspeção de saúde e as informações referidas no parágrafo anterior serão remetidas, pelo
meio mais rápido, diretamente à CPOBM.
(*) Art. 46. Para a nomeação ao Posto inicial dos Quadros que incluem Médicos, Dentistas, Farmacêuticos,
Enfermeiros e Capelães, será necessário que o candidato seja aprovado em concurso de provas ou de provas e
títulos.
(*) alterações introduzida pelo Decreto nº 20683, de 30 de setembro de 1994.
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(*) § 1º. O candidato aprovado no concurso a que se refere este artigo será nomeado Capitão ou 1º Ten BM ou
2º Ten BM estagiário, conforme o Quadro, de acordo com o número de vagas existentes e segundo a ordem de
classificação no concurso.
(*) alterações introduzida pelo Decreto nº 20683, de 30 de setembro de 1994.
§ 2º. O período de estágio probatório, previsto no parágrafo precedente, terá a duração de 6 (seis) meses.
§ 3º. Somente será efetivado no primeiro posto de que trata o artigo 44, o estagiário que concluir o período
de estágio com aproveitamento e satisfazer os requisitos previstos nos incisos II, IV, V, VII e VIII do artigo 45.
§ 4º. Compete ao Comandante do Estágio, após 5 (cinco) meses de nomeação, prestar em caráter
obrigatório, as informações necessárias à apreciação dos requisitos indispensáveis à efetivação no posto inicial.
§ 5º. Os oficiais Estagiários que não satisfizerem às condições para efetivação no primeiro posto, serão
demitidos por ato do Governador do Estado, mediante proposta do Comandante-Geral da Corporação.

SEÇÃO III
Da Promoção por Antigüidade
Art. 47. A promoção pelo critério de antigüidade nos Quadros competirá ao oficial BM que, incluído em
quadro de Acesso, for o mais antigo da escala numérica em que se achar.
Art. 48. O oficial BM que, na época de encerramento das alterações, não satisfizer aos requisitos de curso,
interstício ou serviço arregimentado para ingresso em Quadro de Acesso, mas que possa a vir sartisfazê-los até a
data de promoção, será incluído condicionalmente em Quadro de Acesso por Antigüidade e promovido por este
critério desde que, na data de promoção, venha a satisfazer aos requeridos requisitos e lhe toque a vez.

SEÇÃO IV
Da Promoção por Merecimento
Art. 49. A promoção por merecimento será feito com base no Quadro de Acesso por Merecimento
obedecido o seguinte critério:
I - para a primeira vaga, será selecionado um entre os dois oficiais que ocupam as duas primeiras
classificações no Quadro de Acesso;
II - para a segunda vaga, será selecionado um oficial entre a sobra dos concorrentes à primeira vaga e mais
os dois que ocupam as duas classificações que vêm imediatamente a seguir; e
III - para a terceira vaga, será selecionado um oficial entre a sobra dos concorrentes à segunda vaga e mais
os dois que ocupam as duas classificações que vêm imediatamente a seguir, e assim por diante.
Parágrafo único. Nenhuma redução poderá ocorrer no número de promoções por merecimento, por efeito
de o respectivo Quadro de Acesso possuir quantidade de oficiais BM inferior ao dobro de vagas previstas pelo
critério de merecimento.
Art. 50. P oderá ser promovido por merecimento em vaga de antigüidade o oficial BM que esteja incluído
simultaneamente nos Quadros de Acesso por Merecimento e Antigüidade, desde que tenha direito à promoção por
antigüidade e seja integrante da proposta de promoções por merecimento ou de que o número de ordem de sua
classificação no QAM seja igual ou menor que o número total de vagas a serem preenchidas na mesma data por
oficiais BM de seu posto, no respectivo Quadro.
Art. 51. O Governador do Estado, nos casos de promoções por merecimento, apreciará livremente o mérito
dos oficiais contemplados na proposta encaminhada pelo Comandante-Geral e decidir-se-á por qualquer dos nomes,
observando o que dispõe este Regulamento.

SEÇÃO V
Das Promoções por Bravura e “Post-mortem”
Art. 52. O oficial BM promovido por bravura e que não atender aos requisitos para o novo posto, deverá
satisfazê-los, como condição para permanecer na ativa, na forma que for estabelecida em regulamentação peculiar.
§ 1º. Os documentos que tenham servido de base para promoção por bravura serão remetidos à Comissão
de Promoções de Oficiais BM (CPOBM).
§ 2º. O oficial BM que não satisfizer às condições de acesso ao posto que foi promovido no prazo que lhe
for proporcionado, será transferido para a reserva “ex-offício”, de acordo com a legislação vigente.
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Art. 53. Será promovido “post-mortem” de acordo com o § 1º do artigo 26 do Decreto-Lei nº 176, de 9 de
julho de 1975, o oficial BM que, ao falecer, satisfazia às condições de acesso e integrava a faixa dos oficiais BM
que concorreriam à promoção pelos critérios de antigüidade ou de merecimento, consideradas as vagas existentes
na data do falecimento.
Parágrafo único. Para efeito de aplicação deste artigo, será considerado, quando for o caso, o último
Quadro de Acesso por Merecimento ou por Antigüidade em que o oficial BM falecido tenha sido incluído.

CAPÍTULO IV
Dos Recursos
Art. 54. O recurso referente à composição de Quadro de Acesso ou direito de promoção será dirigido ao
Comandante-Geral da Corporação e encaminhado, para fins de estudo e parecer, diretamente ao P residente da
CP OBM a que o Comandante, Chefe ou Diretor do oficial BM recorrente dará ciência imediata daquele
encaminhamento.
Parágrafo único. Nas informações prestadas pelo Comandante, Chefe ou
Diretor no requerimento do recorrente, deverá constar a data do Boletim Interno que tenha publicado o recebimento
do documento oficial que transcreveu o ato que o interessado julga prejudicá-lo.

CAP ÍTULO V
Da Comissão de Promoções de Oficiais BM do Corpo de Bombeiros
Art. 55. A Comissão de Promoções de Oficiais BM constituída dos seguintes membros:
I - Natos:
- O Chefe do Estado-Maior-Geral do Corpo de Bombeiros e o Diretor de P essoal;
II - Efetivos:
- 4 (quatro) oficiais BM superiores.
§ 1º. Para efeito de aplicação do inciso II deste artigo, não havendo na Corporação oficiais BM superiores
em número disponível, deverão ser escolhido, entre os Comandantes de OBM, os 4 (quatro) mais antigos.
§ 2º. Presidirá a Comissão de P romoções de Oficiais do Corpo de Bombeiros o Comandante-Geral da
Corporação e, no seu impedimento, o Chefe do Estado-Maior-Geral.
Art. 56. À Comissão de Promoções de Oficiais BM, compete, precipuamente:
I - organizar e submeter à aprovação do Comandante-Geral da Corporação, nos prazos estabelecidos neste
regulamento, os Quadros de Acesso e as propostas para as promoções por antigüidade e merecimento;
II - propor a agregação de oficiais BM que devam ser transferidos “ex-offício” para a reserva segundo o
disposto no Estatuto dos Bombeiros-Militares;
III - informar ao Comandante-Geral da Corporação a cerca dos oficiais BM agregados que devam reverter
na data da promoção, para que possam ser promovidos;
IV - emitir pareceres sobre recursos referentes à composição de Quadros de Acesso e direito de promoção;
V - organizar a relação dos oficiais BM impedidos de ingresso nos Quadros de Acesso por Antigüidade;
VI - organizar e submeter à consideração do Comandante-Geral da Corporação os processos referentes aos
oficiais BM julgados não habilitados para o acesso em caráter provisório;
VII - propor ao Comandante-Geral da Corporação a exclusão dos oficiais BM impedidos de permanecer em
Quadros de Acesso, em face da legislação em vigor;
VIII - fixar os limites quantitativos de antigüidade estabelecidos neste Regulamento;
(*) IX - Propor ao Comandante-Geral da Corporação para elaboração do Quadro de Acesso extraordinário,
datas de referencias para o estabelecimento de novos limites, de acordo com as frações estabelecidas nos incisos I,
II, III, do artigo 4º deste Regulamento.
(*) Alterado pelo Decreto nº 21.602, de 15 de agosto de 1995. .
X - fixar limites para remessa de documentos; e
XI - propor ao Comandante-Geral da Corporação, quando julgar cabível, o impedimento temporário para
promoção de oficial BM indiciado em Inquérito Policial-Militar.
Art. 57. A CPOBM decidirá por maioria de votos, tendo seu P residente, apenas voto de qualidade.
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 58. Somente por imperiosa necessidade poder-se-á justificar a ausência de qualquer membro aos
trabalhos da CPOBM.
Art. 59. A CPOBM reger-se-á por Regimento Interno, que detalhará os pormenores de seu funcionamento.
CAPÍTULO VI
Disposições Finais e Transitórias
Art. 60. A apuração dos tempos a que se referem os artigos 10, 15 e 29 compete à Comissão de Promoções
de Oficiais.
(*) Art. 61. Aplicam-se aos Aspirantes-a-Oficial, oficiais Médicos e Dentistas, Farmacêuticos e Enfermeiros,
bem como os Capelães BM e oficiais do QOA/QOE os dispositivos deste regulamento no que lhes for pertinentes.
(*) alterações introduzida pelo Decreto nº 20683, de 30 de setembro de 1994.
Art. 62. Aos oficiais BM que não cumpriram os requisitos dos artigos 10 e 14, deste Regulamento, será
concedido um prazo de carência de 2 (dois) anos a contar da data de vigência do mesmo, para satisfazê-lo.
Art. 63. Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, ficando revogados os Decretos “N” nº
377, de 28 de março de 1965, nº 401, de 5 de junho de 1965 e nº 356, de 10 de fevereiro de 1965 e demais
disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1976.
(a) FLORIANO FARIA LIMA e Oswaldo Ignácio Domingues

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 716, DE 20 MAI 76


Dispõe sobre as Qualificações de Bombeiros-Militares das Praças e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, usando de suas atribuições legais, e tendo em


vista o que dispõe o § 2º do art. 70 do Decreto-Lei nº 145, de 26 Jun 75
D E C R E T A:
Art. 1º - As Praças do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro serão grupadas em uma única
Qualificação de Bombeiro-Militar Geral (QBMG).
§ 1º - A QBMG é constituída das seguintes Qualificações de Bombeiros-Militares P articulares (QBMP):
I - QBMP 0 - Combatente;
II - QBMP 1 - Busca e Salvamento;
III - QBMP 2 - Condutor e Operador de Viaturas;
IV - QBMP 3 - Manutenção de Motomecanização e Equipamentos Especializado;
V - QBMP 4 - Músico;
VI - QBMP 5 - Operador e Manutenção e Equipamentos Especializado;
VII - QBMP 6 - Auxiliar de Saúde;
VIII - QBMP 7 - Corneteiro
IX - QBMP 8 - Marítimo;
(*) X - QBMP 9 - Hidrante; e
* Criada pelo Decreto Nº 2.144, de 11 Out. 78.
(*) XI - QBMP - 1O - Guardas-Vidas.
* Criada pelo Decreto Nº 11.191, de 13 Abr 88.
(*) XII - QBMP 11 - Técnico em Emergências Médicas

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

* Criada pelo Decreto Nº 22.164, de 08 Mai 96.


§ 2º - As Praças integrantes das QBMP constantes dos incisos II,III, IV, V, VI, VII, VIII, IX, X , XI e XII,
do parágrafo anterior, são denominadas Praças Especialistas.
§ 3º - Caso não haja necessidade na Corporação, as Qualificações de Bombeiro-Militares Particulares
(QBMP ) não terão a hierarquia completa.
§ 4º - O preenchimento dos claros de P raças Especialistas em caso de Qualificação de Bombeiro-Militar
Particular (QBMP ), será feito mediante exame de suficiência técnico-profissional, realizado de acordo com as
Diretrizes Gerais de Ensino e Instrução (DGEI) da Inspetoria-Geral das Policiai Militares (IGPM) devendo os
Soldados candidatos preencher os seguintes requisitos :
I - estarem classificados no comportamento “BOM”;
II - Haverem freqüentado integralmente o período de formação de Bombeiro-Militar.
III - terem parecer, favorável do Comandante da Unidade em que servem, baseado no seu desempenho
como executante de missões de Bombeiros-Militares.
IV - terem parecer, favorável do Comandante da Unidade em que servem, baseado no seu desempenho
como executante de missões de Bombeiro-Militares.
§ 5º - Para o preenchimento de claros das graduações, nas várias Qualificações de Bombeiros-Militares
Particulares (QBMP) serão obedecidas as prescrições contidas no art.7º do presente decreto.
(*) § 6º - Para o preenchimento dos claros de Praças Especialistas de que trata o § 2º do Art. 1º, o Comandante
Geral em caso de necessidade do serviço poderá através de P ortaria, reduzir o tempo de que trata o inciso III, do §
4º do mesmo artigo, para um (1) ano, respeitados os demais dispositivos legais.
(*)Introduzido pelo Decreto nº 10.822, de 11 de dezembro de 1987
* § 7º - ...REVOGADO....
(*) Revogado pelo Decreto nº 16.889, de 15 de outubro de 1991
Art. 2º - Ao Sargento considerado “P raça Especialista”, em cuja Qualificação de Bombeiro-Militar
Particular a graduação máxima não atingir a de Subtenente BM ou 1º Sargento BM,e facultada a mudança de
Qualificação, atendidas as disposições que se seguem:
I - haver pretendente à mudança de Qualificação alcançado a última graduação prevista para sua
especialidade, obedecendo o que prescreve o Regulamento de Promoções de Graduados do Corpo de Bombeiros;
III - existir a vaga na Qualificação de Bombeiro-Militar P articular (QBMP ) para a qual pleiteia a
transferência, desde que não haja graduados na Qualificação em condições de preenchê-la;
III - Haver sido julgado apto em prova de conhecimento da Qualificação, realizada de acordo com
instruções do Comando-Geral da Corporação e previstas nas DGEI/IGPM;
IV - existir correlação entre as Qualificações de Bombeiros-Militares Particulares de origem e a
pretendida.
Art. 3º - São correlatadas para fins do artigo precedente, as Qualificações de Bombeiros-Militares
Particulares (QBMP ) de Operador e Manutenção de Comunicações e Manutenção de Motomecanização e
Equipamento Especializado.
§ 1º - As P raças Especialistas BM pertencentes a Qualificação de Bombeiros-Militares Particulares
(QBMP ) não correlatas às discriminadas no “caput” deste artigo, ao atingirem a última graduação prevista para sua
Qualificação, e as de QBMP não constantes no presente Decreto, mediante um curso de adaptação, poderão ser
aproveitadas em qualquer das QBMP de Praças BM, na situação hierárquica em que se encontrarem, respeitada a
sua antigüidade.
§ 2º - Ficam em extinção as QBMP não constantes deste decreto. À correspondência das especialidades
previstas na Lei Nº 263, de 24 Dez 62, alterada pela Lei Nº 720, de 29 Dez 64, ambas do extinto Estado da
Guanabara, e as Qualificações estabelecidas no presente decreto é a constante do quadro anexo.
§ 3º - Não satisfeitas as exigências contidas, no § 1º do presente artigo, a Praça permanecerá prestando
serviço na OBMP “COMBATENTE”.
Art. 4º - Para as situações contidas no § 11º do artigo anterior deste decreto, o acesso à graduação em sua
nova Qualificação farse-à na forma que dispuser a legislação em vigor.
Art. 5º - As Praças Especialistas poderão ser transferidas de uma QBMP para outra, mediante autorização
do Comandante-Geral da Corporação.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Parágrafo Único - Estas P raças concorrerão às promoções dentro das vagas de sua nova QBMP.
Art. 6º - Quando a graduação final de uma Qualificação de Bombeiro-M ilitar Particular (QBMP) , for Cabo
ou Segundo Sargento BM, o Curso de Formação de Sargentos e o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos, ambos
para Especialistas, terão validade como Curso de Adaptação à nova Qualificação. Para matrícula nos referidos
Cursos, dos interessados em mudar de Qualificação, são indispensáveis, além dos requisitos exigidos aos demais
candidatos, os de que trata o art. 2º deste decreto.
Art. 7º - Os candidatos ao Curso de formação de Sargentos e ao de Cabos BM serão submetidos, quando da
seleção para ingresso nos referidos Cursos, a Exame Técnico no campo das Qualificações em que se propõem a
servir, sendo esse exame de caráter eliminatório.
Art. 8º - Do currículo dos Cursos de Aperfeiçoamento, de Formação de Sargentos e de Formação de Cabos
deverão constar matérias referentes às Qualificações do pessoal matriculado, com uma carga horária de no mínimo
1/3 (um terço) da carga horária total.
§ 1º - Caso o Corpo de Bombeiros não disponha de instrutores habilitados a ministrar as citadas matérias,
fica o Comandante-Geral autorizado a solicitar pessoal de outras Corporações ou civis técnicos, a fim de suprir as
necessidades do Ensino.
§ 2º - Não havendo de forma alguma, condições de execução do que trata o parágrafo anterior, o Comando
da Corporação fica autorizado a firmar convênios com organizações civis do Estado do Rio de Janeiro ou de outras
Corporações ou mandar seu pessoal cursar em Escolas ou Cursos Regionais das Forças Armadas, nestas duas
últimas hipóteses de acordo com o número de vagas que tenham sido atribuídas pêlos órgãos competentes.
Art. 9º - O presente decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as dispos ições em
contrário.
Rio de Janeiro, 20 de maio de 1976.

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DECRETO-LEI Nº 325 - DE 22 DE SETEMBRO DE 1976


Dispõe sobre os Quadros de Oficiais Especialistas (QOE) e de Oficiais de Administração (QOA) do
Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, e dá outras providências

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, no uso de das atribuições que lhe confere a alínea «b» do
parágrafo 3º do artigo 3º da Lei complementar nº 20, de 1º de julho de 1974, decreta:

ORGANIZAÇÃO DOS QUADROS DE OFICIAIS ESPECIALISTAS (QOE)


E DE ADMINISTRAÇÃO (QOA)

CAPÍTULO I
Finalidade e Organização
Art. 1º. Os Quadros de Oficiais Especialistas (QOE) e de Oficiais de Administração (QOA) do Corpo
de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro serão constituídos pelos postos de 2º Tenente BM, 1º T enente BM
e Capitão BM.
Art. 2º. O Quadro de Oficiais Especialistas (QOE), de que trata o artigo anterior, será constituído de
oficiais das seguintes especialidades:
I - Oficiais BM Músicos; e
II - Oficiais BM de Comunicações.
Art. 3º. O Quadro de Oficiais de Administração (QOA), de que trata o artigo 1º, será constituído de
oficiais BM oriundos dos Quadros de Oficiais de Administração (QOA) e de Oficiais Especialis tas (QOE),
previstos na Lei nº 720, de 29 de dezembro de 1964, do antigo Estado da Guanabara, bem como daqueles que
a ele tiverem acesso na forma das disposições contidas no presente Decreto-Lei.
Art. 4º. O acesso ao primeiro posto far-se-á entre os Subtenentes BM e 1º Sargentos BM
Combatentes para o QOA e entre os Subtenentes BM e 1º Sargentos BM Especialistas para o QOE, de
conformidade com as normas estabelecidas nes te Decreto-Lei.
Parágrafo único. Os integrantes dos QOE e QOA destinam-s e especificamente ao exercício de
funções de caráter especializado e burocrático, respectivamente, nos órgãos do CBERJ que por sua natureza,
não sejam privativos de outros Quadros, e que não possam ou não devam ser exercidos por civis habilitados.
Art. 5º. Os Oficiais do QOE e do QOA só poderão exercer as funções especificadas dos seus
res pectivos Quadros constantes dos Quadros de Organização do Corpo de Bombeiros, elaborados pelo
Comandante-Geral, da Corporação e aprovados pelo Governador do Estado, ouvido o Estado-Maior do
Exército.
Art. 6º. Aos Oficiais do QOE serão atribuídas, de acordo com as previsão feita nos Quadros de
Organização da Corporação, as funções que se seguem, dentro de cada especialidade:
(*)I - Maestro T itular, Maestro-Assistente e Regente da Banda de Música.
(*) Alteração introduzida pela Lei nº 457, de 4 de setembro de 1981
II - Chefe de Subseção de Comunicações, na Seção de Comando e Serviços dos Grupamentos de
Incêndio, de Busca e Salvamento e Marítimo, ou em seus Subgrupamentos;
III - Chefe da Seção de Comunicações de Organizações de Bombeiros-Militar; e
IV - Chefe de oficina de Material de Telecomunicações.
Art. 7º. Aos Oficiais do QOA serão atribuídas, de acordo com a previsão feita nos Quadros de
Organização da Corporação, as funções que se seguem:
I - Tesoureiro;
II - Almoxarife;
III - Aprovisionador;
IV - Chefe de expediente dos Órgãos de Direção Setorial, ou Auxiliares dos respectivos chefes;
V - Chefe ou Auxiliar das Subseções do Estado-Maior Geral;
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VI - Chefe de Seção de Recebimento e Distribuição ou Chefe da Seção de Expediente dos Centros de


Suprimento e Manutenção;
VII - Chefe do Arquivo Geral e Seção de Embarque da Ajudância Geral;
VIII - Chefe de Serviços Gerais;
IX - Auxiliares das Fiscalizações Administrativa;
X - Auxiliares da Seção Administrativa da Ajudância Geral;
XI - Chefe da Seção de Oficinas dos Centros de Suprimento e Manutenção;
XII - Auxiliares dos Chefes de Seção do Estado-Maior de Unidades Operacionais ;
XIII - Auxiliares da Administração dos Órgãos de Apoio de Saúde; e
XIV - Chefe ou Auxiliar de Seção do Centro de Serviço Social.
Art. 8º - Os Oficiais do QOE e do QOA só concorrerão ás substituições nas funções privativas de seus
res pectivos Quadros, nos termos estabelecidos nos Quadros de Organização do Corpo de Bombeiros.
Parágrafo único. Os Oficiais do QOE e do QOA s omente poderão exercer cargo de chefia, quando os
Oficiais subordinados forem todos desses Quadros.
Art. 9º. É vedado aos Oficiais do QOE e do QOA a transferência de um para outro Quadro, ou desses
para qualquer outro do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
(*)Art. 10. É vedada, também, aos integrantes do QOE e do QOA, a matrícula no Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais, de acordo com o disposto no artigo 14 do Decreto Federal nº 66.862, de 8 de
julho de 1970.
(*) O Decreto-Lei nº 88,777, de 30 de setembro de 1983, (R-200), revogou o Decreto-Lei nº 66.862, de
8 de julho de 1970, porém manteve a vedação constante deste artigo através do parágrafgo único do
artigo 15, abaixo transcrito:
“Decreto-Lei nº 88.777, de 30 de setembro de 1983.
Art. 15..........................................................................................................................
Parágrafo único. É v edada aos integrantes dos quadros de Oficiais de Administração e de Oficiais
Especialistas, a matrícula no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais.”
Art. 11. De acordo com as necessidades do Corpo de Bombeiros, poderá o Comandante-Geral
providenciar a matrícula de Oficiais do QOE e do QOA em cursos de especialização, de grau referente às
suas atividades profissionais.
Art. 12. Ressalvadas as restrições contidas na legislação vigente e aquelas expressas no presente
Decreto-Lei, os Oficiais do QOE e do QOA tem os mesmos deveres, direitos, prerrogativas, vencimentos e
vantagens dos Oficiais Combatentes, de igual posto, do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

CAPÍTULO II
Seleção e Ingresso nos Quadros e no Curso de Habilitação
de Oficiais Especialistas e de Administração
Art. 13. Ao Quadro de Oficiais especialistas (QOE) do CBERJ concorrerão as praças especialistas da forma
que se seguem:
I - para Oficial BM Músico - as praças BM da QBMP-4 Músico;
II - para Oficial BM de Comunicações - as praças BM das QBMP-5 - Operador e Manutenção de
comunicações.
Art. 14. Ao Quadro de Oficiais de Administração (QOA) - as praças das demais QBMP do CBERJ não
previstas no artigo anterior.
(*)Art. 15. O ingresso no QOE e no QOA far-se-á mediante aprovação em curso de habilitação, comum aos
dois Quadros, exceto para acesso ao posto de 2º Tenente BM Músico Estagiário, que será feito mediante concurso
específico.
(*) Alteração introduzida pela Lei nº 457, de 4 de setembro de 1981
(*)§ 1º. Compete ao Comandante-Geral da Corporação baixar as instruções para o ingresso, funcionamento e
condições de aprovação do Curso, bem como a fixação do número de matrículas, de acordo com o número de vagas
existentes, acrescida de 20 % (vinte por cento) nesses Quadros, bem como estabelecer as instruções para o
concurso e estágio de Oficial BM Músico.
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(*) Alteração introduzida pela Lei nº 457, de 4 de setembro de 1981


§ 2º. Caso o Corpo de Bombeiros não tenha condições de fazer funcionar os Cursos de que trata este artigo,
deverá consultar a IGPM no tocante a realização dos mesmos em outras Corporações ou, mediante convênio, com
entidades estatais, paraestatais ou particulares.
(*)Art. 16. Os Subtenentes BM e Primeiros Sargentos BM somente poderão ingressar no Curso de Habilitação
mediante aprovação em concurso de admissão e preenchido os seguintes requisitos:
(*) alteração introduzida pela Lei nº 2252, de 30 de maio de 1994
I - possuir o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos;
(*)II - possuir escolaridade, no mínimo, correspondente ao Curso de 1º grau completo;
(*) Obs: O Decreto-Lei nº 88.777, de 30 de setembro de 1983 (R-200), estabeleceu no número 2 (dois) de seu
artigo 15, como requisito para ingresso no QOA ou QOE, que o candidato possua o Ensino de 2º Grau
completo ou equivalente, o que implica necessariamente em alteração do inciso acima.
“Decreto-Lei nº 88.777, de 30 de setembro de 1983.
Art. 15. Para ingresso nos Quadros de Oficiais de Administração ou de Oficiais Especialistas, concorrerão
os Subtenentes e 1º Sargentos, atendidos os seguintes requisitos básicos:
1) possuir o Ensino de 2º Grau completo ou equivalente;
.........................................................................................................................”
(*)III - ter, no máximo, 50 (cinqüenta) anos de idade, no dia 1º de janeiro do ano da realização do Curso de
Habilitação;
(*) alteração introduzida pela Lei nº 1870, de 15 de outubro de 1991
IV - ter, no mínimo, 16 (dezesseis) anos de efetivo serviço como praça sendo 2 (dois) anos na graduação,
quando se tratar de 1º Sargento BM;
V - ter aptidão física comprovada em inspeção de saúde;
VI - obter aprovação em testes de aptidão física;
VII - estar classificado, no mínimo, no comportamento “BOM”;
VIII - ter conceito profissional favorável, do Comandante, Chefe ou Diretor;
IX - haver sido, previamente, aprovado em exame de suficiência técnica da Qualificação, se Praça
Especialista;
X - não estar enquadrado nos seguintes casos:
a) respondendo a processo no foro civil ou militar, ou submetido a Conselho de Disciplina;
b) licenciado para tratar de interesse particular;
c) condenado à pena de suspensão do cargo ou função prevista no Código P enal Militar, durante o prazo de
suspensão; e
d) cumprindo sentença..
(*)§ 1º. Os Subtenentes BM mais antigos, desde que atendam aos requisitos a que se referem os incisos do
caput deste artigo, tem direito ao ingresso no Cursos de Habilitação, independemente do concurso de seleção e de
QBMP.
(*) alteração introduzida pela Lei nº 2252, de 30 de maio de 1994
(*)§ 2º. A matrícula no Curso de Habilitação será efetuada de acordo com a fixação de vagas para o
QOE/QOA, estabelecida pelo Comandante-Geral, sendo 2/3 (dois terços) destinado ao preenchimento em ordem de
antigüidade e 1/3 (um terço) destinado ao preenchimento de acordo com a classificação obtida no concurso de
admissão entre Subtenentes BM e Primeiros-Sargentos BM.
(*) alteração introduzida pela Lei nº 2252, de 30 de maio de 1994
(*)§ 3º. As vagas destinadas aos candidatos aprovados no concurso de admissão, que não forem preenchidas,
serão ocupadas pelos Subtenentes BM candidatos, na ordem de antigüidade.
(*) alteração introduzida pela Lei nº 2252, de 30 de maio de 1994
Art. 17. O Subtenente BM ou 1º Sargento BM, aprovado no curso de que trata o artigo 15 deste Decreto-
Lei, que não tenha sido aproveitado por falta de vaga, somente ingressará no QOE ou no QOA, se continuar atendo
as exigências dos incisos VII e X do artigo 15 do artigo 16, assegurado o direito à promoção na primeira vaga que
ocorrer.

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CAP ÍTULO III


Processamento das Promoções nos Quadros
Art. 18. As promoções no QOE e no QOA obedecerão aos princípios contidos na Lei de P romoções de
Oficiais do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro e no seu Regulamento no tocante ao acesso até o
posto de Capitão BM.
(*)Parágrafo único. O preenchimento das vagas do primeiro posto obedecerá, rigorosamente, à ordem de
classificação intelectual obtida no Curso de Habilitação, independentemente de graduação e dentro do número de
vagas existentes, exceto para o acesso ao posto de 2º Tenente BM Músico Estagiário, que obedecerá a ordem de
classificação do concurso específico.
(*) Alteração introduzida pela Lei nº 457, de 4 de setembro de 1981

CAPÍTULO IV
Disposições Finais
Art. 19. A matrícula no Curso de Habilitação será efetuada de acordo com a classificação obtida no
concurso de admissão, respeitado o limite de vaga, fixadas pelo Comandante-Geral.
Parágrafo único. A aprovação no concurso de admissão e a não inclusão do candidato no Curso de
Habilitação não lhe confere qualquer direito.
Art. 20. Os efetivos de Oficiais do QOE e do QOA, inclus ive o resultante da aplicação do Decreto-Lei
Federal nº 149, de 8 de fevereiro de 1967, serão fixados nos Quadros de Organização do CBERJ, ouvido o Estado-
Maior do Exército
Art. 21. É vedado aos Oficiais do QOE e do QOA o exercício de qualquer função não prevista nos Quadros
de Organização do corpo de Bombeiros.
Art. 22. Este Decreto-Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Floriano Faria Lima - Governador do Estado.

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DECRETO Nº 2.155 - DE 13 DE OUTUBRO DE 1978


Dispõe sobre o Conselho de Disciplina da Policia Militar e do Co rpo de Bombeiros do Estado do
Rio de Janeiro e dá o utras Providências

O Governador do Estado do Rio de Janeiro , no us o de suas atribuições legais decreta :

Art. 1º - O Conselho de Disciplina é destinado a julgar da incapacidade do Aspirante - a - Oficial PM


ou BM e das demais praças P M ou BM da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de
Janeiro com estabilidade assegurada , para permanecerem na ativa , criando-lhes, ao mesmo tempo,
condições para se defenderem .
Parágrafo Único - O Conselho de Disciplina pode , também , ser aplicado ao Aspirante - a - Oficial
PM ou BM e às demais praças P M e BM da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de
Janeiro reformados ou na reserva remunerada , presumivelmente incapazes de permanecerem na situação de
inatividade em que se encontram
Art. 2º - É s ubmetida a Conselho de Disciplina , “ex - officio” , a praça PM ou BM referida no Art. 1º
e seu parágrafo único :
I - acusada oficialmente ou por qualquer meio lícito de comunicação social de ter :
a) procedido incorretamente no desempenho do cargo ;
b) tido conduta irregular ; ou
c) praticado ato que afete a honra pessoal , o pundonor Policial - Militar ou de Bombeiro - Militar, ou
decoro da classe .
II - afastada do cargo , na forma do Estatuto dos Policiais - Militares ou dos Bombeiros -Militares, por
se tornar incompatível com o mesmo ou demonstrar incapacidade no exercício de funções P oliciais -
Militares ou de Bombeiro-Militar a ele inerentes , salvo se o afastamento é decorrência de fatos que motivem
sua submissão a processo ;
III - condenada por crime de natureza dolosa , não previsto na legislação especial concernente à
Segurança Nacional em Tribunais Civil ou M ilitar , à pena restritiva de liberdade individual até 2 (dois)
anos , tão logo trans ite em julgado a sentença ; ou
IV - pertencente a Partido Político ou associação , suspensos ou dissolvidos por força de dis pos ição
legal ou decisão judicial , ou que exerçam atividades prejudiciais ou perigosas à Segurança Nacional.
Parágrafo Único - É considerada entre outros , para os efeitos deste Decreto , pertencente a Partido ou
Associação , a que se refere este Art. , a praça da Policia Militar ou do Corpo de BombeirosdoEstado do Rio
de Janeiro , que , ostensiva ou clandestinamente :
a) estiver inscrita como seu membro ;
b) prestar serviços ou angariar valores em seu beneficio ;
c) realizar propaganda de suas doutrinas ; ou
d) colaborar , por qualquer forma , mas sempre de modo inequívoco ou doloso , em suas atividades .
Art. 3º - A praça PM ou BM da ativa , da P olicial Militar ou do Corpo de Bombeiros , ao ser
submetida ao respectivo Conselho de Disciplina , é afas tada do exercício de suas funções .
Art. 4º - A nomeação do Conselho de Disciplina , é da competência dos Comandantes-Gerais da
Policia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro , no âmbito de suas Corporações .
Art. 5º - O Conselho de Disciplina é compos to de 3 ( três ) oficiais da Corporação da praça a ser
julgada .
§ 1 - O membro mais antigo do Conselho de Disciplina , no mínimo um oficial intermediário, é o
Presidente ; o que lhe segue em antigüidade é o interrogante e relator , e o mais moderno , o escrivão .
§ 2 - Não podem fazer parte do Conselho de Disciplina :
a) o oficial P M ou BM que formulou a acusação ;
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

b) os oficiais P M ou BM que tenham entre si , com o acusador ou o acusado, parentesco


consangüíneo ou afim , na linha reta ou até quarto grau de consangüinidade colateral ou de natureza civil ; e
c) os oficiais PM ou BM que tenham particular interesse na decisão do Conselho de Dis ciplina .
Art. 6º - O Conselho de Disciplina funciona sempre com a totalidade de seus membros , em local
onde a autoridade nomeante julgue melhor indicado para a apuração do fato .
Art. 7º - Reunido o Conselho de Disciplina , convocado previamente por seu Presidente , em local,
dia e hora designados com antecedência , presente o acusado , o P residente manda proceder à leitura e a
autuação dos documentos que constituíram o ato de nomeação do Conselho; em seguida , ordena a
qualificação e o interrogatório do acusado , o que é reduzido a termo , assinado por todos os membros do
Conselho e pelo acusado , fazendo - se a juntada de todos os documentos por este oferecidos .
Parágrafo Único - Quando o acusado é Praça PM ou BM da reserva remunerada ou reformada e não é
localizado ou deixa de atender à intimação por escrito para comparecer perante o Conselho de Disciplina :
a) a intimação é publicada em órgão de divulgação na área de domicilio do acusado ; e
b) o processo corre à revelia , se o acusado não atender à publicação .
Art. 8º - Aos membros do Conselho de Disciplina é licito reperguntar ao justificante e às testemunhas
sobre o objeto da acusação e propor diligências para o esclarecimento dos fatos .
Art. 9º - Ao acusado é assegurada ampla defesa , tendo ele , após o interrogatório , prazo de 5 (cinco)
dias para oferecer suas razões por escrito , devendo o Conselho de Disciplina fornecer - lhe o libelo
acusatório , onde se contenham com minúcias o relato dos fatos e a discrição dos atos que lhes são imputados
.
§1º - O acusado deve estar presente a todas as sessões do Conselho de Disciplina , exceto à sessão
secreta de deliberação do relatório .
§2º - Em sua defesa , pode o acusado requerer a produção , perante o Conselho de Disciplina , de
todas as provas permitidas no Código de P rocesso Penal Militar .
§ 3º - As provas a serem realizadas mediante Carta P recatória são efetuadas por intermédio da
autoridade P olicial Militar , Bombeiro Militar , ou na falta destas , da autoridade judiciaria local .
§ 4º - O process o é acompanhado por um oficial PM ou BM :
a) indicado pelo acusado , quando este o desejar para orientação de sua defesa ; ou
b) designado pela autoridade que nomeou o Conselho de Disciplina , nos casos de revelia .
Art. 10º - O Conselho de Disciplina pode inquirir o acusador ou receber , por es crito , seus
esclarecimentos , ouvindo , posteriormente , a respeito , o acusado .
Art. 11º - O Conselho de Disciplina dispõe de um prazo de 30 ( trinta ) dias , a contar da data de sua
nomeação , para a conclusão de seus trabalhos , inclusive remessa do relatório .
Parágrafo Único - A autoridade nomeante , por motivos excepcionais , pode prorrogar , até 20 (vinte )
dias , o prazo de conclusão dos trabalhos .
Art. 12º- Realizadas todas as diligências , o Conselho de Disciplina passa a deliberar , em sessão
secreta , sobre o relatório a ser redigido .
§ 1º - O relatório elaborado pelo escrivão e assinado por todos os membros do Conselho de
Disciplina, deve decidir se a praça PM ou BM :
a) é , ou não , culpada da acusação que lhe foi feita ; ou
b) no caso do inciso III do Art. 2º , levados em cons ideração os preceitos de aplicação da pena
previstos no Código Penal Militar , está ou não incapaz de permanecer na Ativa ou na situação em que se
encontra na inatividade .
§ 2º- A decisão do Conselho de Disciplina é tomada por maioria de votos de seus membros.
§ 3º - Quando houver voto vencido , é facultada sua justificação por escrito .
§ 4º - Elaborado o relatório, com um termo de encerramento, o Conselho de Disciplina remete o
processo à autoridade nomeante .
Art. 13º - Recebidos os autos do processo do Conselho de Disciplina , a autoridade nomeante , dentro
do prazo de 20 ( vinte ) dias aceitando, ou não, seu julgamento e, neste ultimo caso, justificando os motivos
de seu despacho, determina :

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

I - o arquivamento do processo , se não julga a praça PM ou BM culpada ou incapaz de permanecer


na ativa ou na inatividade ;
II - a aplicação de pena disciplinar, se considerar transgressão disciplinar a razão pela qual a praça
PM ou BM foi julgada culpada ;
III - a remessa do processo à Autoridade de Justiça Militar do Estado do Rio de Janeiro , se considera
crime a razão pela qual a praça foi julgada culpada ; ou
IV - a reforma ou exclusão a bem da disciplina se considera que :
a) a razão pela qual a praça PM ou BM foi julgada culpada está prevista nos incis os I , II ou IV do
Art. 2º ; ou
b) se pelo crime cometido , previsto no inciso III do Art. 2º , a praça P M ou BM foi julgada incapaz
de permanecer na Ativa ou na Inatividade .
§ 1º - O despacho que determina o arquivamento do process o deve ser publicado no Boletim do
Comando Geral das respectivas Corporações e transcrito nos assentamentos da praça , P M ou BM , se es ta é
da ativa .
§ 2º - A reforma da praça PM ou BM é efetuada no grau hierárquico que possui na Ativa , com
proventos proporcionais ao tempo de serviço .
Art. 14º - O acusado ou , no caso de revelia , o oficial P M ou BM que acompanhou o processo podem
interpor recurso da decisão do Conselho de Disciplina ou da solução posterior da autoridade nomeante.
Parágrafo Único - O prazo para interposição de recurso é de 10 ( dez ) dias , contados da data na qual
o acusado tem ciência da decisão do Conselho de Disciplina ou da publicação da solução autoridade
nomeante.
Art. 15º - Cabe ao Secretário de Estado de Segurança Publica , em ultima instância , no prazo de 20
(dias) , contados da data do recebimento do processo julgar os recursos que forem interpostos nos processos
oriundos do Conselho de Disciplina .
Art. 16º - Aplicam - se a este Decreto , subsidiariamente , as normas do Código de Processo P enal
Militar .
Art. 17º - Prescrevem em 6 ( dias ) anos , computados da data em que forem praticados , os casos
previstos neste Decreto .
Parágrafo Único - Os casos também previstos no Código P enal Militar como crime prescrevem nos
prazos nele estabelecidos .
Art. 18º - O Secretário de Estado de Segurança P ública baixará as ins truções complementares
necessárias à execução deste Decreto .
Art. 19º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação , revogadas as disposições em
contrário .

Flo riano Faria Lima - Governador do Estado

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

LEI Nº 2 7 9, DE 2 6 DE NOVEMBRO DE l 979


Dispõe sobre a Remuneração da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de
Janeiro e dá outras Providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANElRO faço s aber que a Assembléia Legislativa


do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono seguinte Lei:

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

TITULO I
Disposições preliminares
CAPITULO I
Co nceituações Gerais
Art. lº - Esta Lei dispõe sobre a remuneração dos integrantes da P olicia M ilitar e do Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, a qual compreende vencimentos ou proventos e indenizações, e
dá outras providências.
Art. 2º - P ara os efeitos desta lei adotam-se as seguintes conceituações:
I - Corporação - denominação dada à Polícia Militar e/ou Corpo de Bombeiros ;
II - Comandante-Geral - titulo genérico dado ao oficial , que exerce a direção geral das atividades
da Corporação
III - Organização - denominação genérica abreviada de Organização Policial-Militar ou de Bombeiro
Militar, dada a Corpo de Tropa, Repartição, Estabelecimento ou a qualquer outra unidade administrativa ou
operacional da Corporação;
IV - Comandante - titulo genérico correspondente ao de Diretor , Chefe ou outra denominação
que tenha ou venha a ter aquele que , investido de autoridade decorrente da lei ou regulamento,
res ponsável pela administração , emprego , instrução e disciplina de uma Organização;
V - P M e BM - designação abreviada dos integrantes da Policia M ilitar e do Corpo de
Bombeiros, respectivamente, independente de posto ou graduação;
VI - Sede - território do município , ou dos municípios vizinhos , quando ligados por
freqúentes meio de transporte , dentro do qual se localiza as instalações de uma Organização considerada,
onde são des empenhadas as atribuições, missões ou atividades cometidas ao P M ou BM;
VII - Efetivo Serviço - real desempenho do cargo, comissão , encargo , incumbência , serviço ou
atividade inerente à Corporação , pelo PM ou BM em serviço ativo.
VIII - Missão - dever oriundo de ordem especifica de comando, direção ou chefia;
IX - Função - exercício das obrigações inerentes ao cargo ou comissão.

T ÍTULO II
Da remuneração na ativa
CAP ÍT ULO I
Da remuneração
Art . 3º - A remuneração do PM ou BM na ativa compreende :
I - Vencimentos: quantitativo mensal em dinheiro devido ao P M ou BM na ativa, compreendendo o
soldo e as gratificações;
II - Indenizações: de conformidade com o Capitulo V.
P arágrafo único - O PM ou BM na ativa faz jus, ainda, a outros direitos constantes do Capitulo VI.

CAPÍTULO II
Do Soldo
Art . 4º - Soldo é a parte básica dos vencimentos inerentes ao posto ou à graduação do PM
ou BM na ativa.
Parágrafo Único - O soldo do PM ou BM é irredutível, não estão sujeito à penhora, seqüestro ou
arresto, exceto nos casos especificamente previs tos em lei .
Art. 5º - O direito do PM ou BM ao soldo tem inicio na data;
I - do ato de promoção, de nomeação ou de apresentação por convocação para o serviço ativo, para
Oficial;
II - do ato de declaração, para Aspirante-a-Oficial;
III - do ato de promoção, para as praças;
CBMERJ - EMG 36 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

IV - da inclusão na Corporação;
V - da apresentação à Corporação, quando de nomeação inicial, para qualquer posto ou graduação;
VI - do ato de matricula, para os alunos de Escola ou Centro de Formação de Oficiais ou Praças.
Parágrafo único - Nos casos de retroação, o soldo será devido a partir da data declarada no
res pectivo ato.
Art. 6º- Suspende-se temporariamente o direito do PM ou BM ao soldo, quando:
I - em licença para tratar de interes se particular;
II - agregado para exercer função de natureza civil em qualquer órgão da administração direta ou
indireta, federal, estadual ou municipal, ou por ter sido nomeado para qualquer cargo público civil
temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta, respeitado o direito de opção;
III - na situação de desertor.
Art. 7º- O direito ao soldo cessa na data em que o PM ou BM for desligado da ativa por:
I - anulação da inclusão, licenciamento ou demissão;
II - exclusão a bem da disciplina ou perda de posto e patente ;
III - transferência para a reserva remunerada ou reforma ;
IV - falecimento.
Art. 8º - O PM ou BM considerado desaparecido ou extraviado em caso de calamidade pública, em
viagem, no desempenho de qualquer serviço ou manobra, terá o soldo pago aos que teriam direito a sua
pensão.
§ lº - No caso previsto neste artigo, decorridos 6 (seis) meses, far-se-á a habilitação dos
beneficiários, na forma da lei, cessando o pagamento do soldo.
§ 2º - Verificando-se o aparecimento do P M ou BM, apuradas as causas de seu afastamento, cabe-
lhe, se for o caso, o pagamento da diferença entre o soldo a que faria jus se tivesse permanecido em
serviço e a pensão recebida pelos beneficiários.

CAPITULO III
Das Gratificações
SEÇÃO I
Disposições Preliminares
Art. 9º - Gratificações são as partes dos vencimentos atribuídos ao P M ou BM, como estimulo ou
compensação por atividades profissionais, bem como pelo tempo de permanência em serviço.
Art . 10 - O PM ou BM, em efetivo serviço, fará jus às seguintes gratificações :
I - de Tempo de Serviço
II - de Habilitação Profissional;
III - de Regime Especial de Trabalho Policial M ilitar ou Bombeiro Militar.
Art. 11- Suspende-se o pagamento das gratificações ao PM ou BM :
I - nos cas os previstos no art. 6º desta lei;
II - no cumprimento de pena restritiva de liberdade individual, decorrente de s entença, transitada em
julgado;
III - em licença, por período superior a 6 (seis) meses contínuos, para tratamento de saúde de pessoa
da família;
IV - que tiver excedido os prazos legais ou regulamentares de afastamento do serviço;
V - afastado do cargo ou comissão, por incapacidade profissional ou moral nos termos da legislação
e regulamentos vigentes
VI - no período de ausência não justificada.
Art. 12 - O direito às gratificações cessa nos casos do art. 7º desta lei .
Art. 13 - O PM ou BM que, por sentença passada em julgado for absolvido do crime que lhe tenha
imputado, terá direito às gratificações que deixou de receber no período em que esteve afastado do serviço à
dis pos ição da Justiça.
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Parágrafo único - Do indulto, perdão, comutação ou livramento condicional não decorre direito ao
PM ou BM a qualquer remuneração a que tenha deixado de fazer jus, por força de dispositivo legal.
Art. 14 - As gratificações devidas ao P M ou BM desaparecidos ou extraviado serão pagas nas mesmas
condições do soldo, conforme previsto no art. 8º e nos parágrafos desta lei.
Art. 15 - Para fins de cálculo das gratificações, tormar-se-á por bases o valor do soldo do posto ou
graduação que efetivamente possua o PM ou BM.

SEÇÃO II
Da Gratificação de tempo de Serviço
(*) Art. l6 - ....REVOGADO.....
(*) Art. 17 - ...REVOGADO.....
(*) “Le i nº 1248, de 10 de z 87
Dis põe sobre a Gratificação de Te mpo de Se rviç o do Pes soal da Ativa da Polícia
Militar e Corpo de Bombeiros do Es tado do Rio de Jane iro
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, Faço sabe r que a
As se mblé ia Le gis lativa do Es tado do Rio de Jane iro decre ta e e u s anc iono a seguinte Le i:
(*) Art. 1º - A Gratific ação de Te mpo de Se rviço para o pess oal ativo e inativo da
Polícia M ilitar e doCorpo de Bombe iros do Es tado do Rio de Jane iro s e rá de vida por triê nio,
sendo o prime iro de 10% (de z po r ce nto) e os de mais de 5% (c inco por ce nto), calculados , para os
milita re s da ativa, s obre o soldo e as de mais vantage ns sobre e le inc identes , e para os militares na
inatividade , sobre o somatório dos prove ntos e da Inde nização Adicional de Inatividade do
re s pectivo pos to ou graduação, limitada a vantage m a 11 (onze ) triê nios.
(*) R edação dada pela Lei nº 2.206, de 17 dez 93
Art. 2º - Se rá computado para e fe ito de concess ão da gratificação de te mpo de s e rviço de
que trata a prese nte Le i, o te mpo de se rviço público fe de ral, estadual ou municipal, na
adminis tração dire ta ou indire ta e o te mpo de se rviç o milita r.
§ 1º - O dire ito à Gratificação de Te mpo de Se rviço iniciar-s e-á no dia seguinte e m que o
policial-milita r ou bo mbe iro-militar comple tar cada triê nio, computa do na fo rma da le gis lação e
re conhe c ido me diante public ação e m Bole tim da Organizaç ão, conforme a norma obse rvada na
Corpo ração.
§ 2º - O te mpo de s e rviço de que trata es te artigo s e rá computado pa ra e feito de concessão
de lice nça prêmio.
§ 3º - O gozo de licença para tratame nto de saúde não pre judicará a contagem de te mpo de
se rviço, a lice nça-prê mio e a conce ssão do adicional por te mpo de se rviço.
Art. 3º - As des pe sas decorrentes da aplicação da prese nte Le i correrão à conta de dotações
orçame ntárias próprias.
Art. 4º - Es ta Le i e ntra rá e m vigor na data de s ua publicação, re vogadas as dis posiçõe s e m
contrá rio.
Rio de Jane iro, 10 de de ze mbro de 1987
W. M OREIRA FRANCO”

SEÇÃO I I I
Da Gratificação da Habilitação Profissional
Art. 18 - A Gratificação de Habilitação Profissional é devida pelos cursos realizados com
aproveitamento em qualquer posto ou graduação, com os percentuais a seguir fixados:
1
(*) I - 160% (cento e sessenta por cento): Curso Superior de P olicia ou Curso Superior de Bombeiro-
Militar;
1
(*) II - 110% (cento e dez por cento): Curso de Aperfeiçoamento ou equivalente, de Oficiais ou de
Sargentos ;
1
(*) III - 85% (oitenta e cinco por cento): Curso de Especialização ou equivalente, de Oficiais ou de
Sargentos ;
1
(*) IV - 80% (oitenta por cento): Curso de Formação de Oficiais ou de Sargentos;
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(*) 2 V - 75% (setenta e cinco por cento): Curso de Formação de Cabos e Soldados.
1
(*) De acordo com o De creto nº 12.094/88
(*) 2 De acordo c om a Lei nº 1690, de 6 ago 90
§ lº - A equivalência de curso será estabelecida pelo Comandante-Geral da Corporação.
§ 2º - Somente será considerado para os efeitos deste Artigo curso de Especialização ou equivalente,
aquele que, com duração igual ou superior a três meses, tiver aplicação na Corporação.
§ 3º - Ao PM ou BM que possuir mais de um curso, apenas será atribuído a gratificação de maior
valor percentual.
§ 4º - A Gratificação estabelecida neste artigo é devida a partir da data de conclusão do respectivo
curso.
Obs: Lei nº 658, de 5 de Abr 83
“A rt. 2º - A gratificação de Habilitação Profissional de que trata a Lei nº 279, de 26 Nov 79, passará
a se constituir em indenização, nas mesmas condições previstas na re ferida Lei.”

SEÇÃO IV
Da Gratificação de Regime Especial de Trabalho Policial-Militar o u Bombeiro-Militar
Art. l9 - A Gratificação de Regime Especial de Trabalho Policial-Militar ou de Bombeiro-Militar é
devida ao PM ou BM para compensar o permanente desgas te físico e psíquico provocado pela elevada tensão
emocional e inerente à profissão.
§ lº - A gratificação de que trata este artigo é fixada nos seguintes percentuais:
2
(*) I - 192,50% (cento e noventa e dois por cento e cinquenta centésimo), para Oficiais Superiores;
2
(*) II - 150 % ( cento e cinquenta por cento), para Oficiais Intermediários e Subalterno;
2
(*) III - 122,50% (cento e vinte e dois por cento e cinquenta centésimo) para Aspirantes-a-Oficial,
Alunos das Escolas de Formação, Subtenentes, Sargentos, Cabos e Soldados.
“Obs. Decreto nº 21.389, de 20 abr 95
.....................................................................................
Parágrafo único - A vantagem de que trata este artigo será inco rporada aos proventos da
inatividade na razão de 5% (cinco por cento), para cada ano de serviço ou fração superio r a
06 (seis meses)”
(*) 2 Redação dada pelo Decreto nº 21.389, de 20 abr 95
§ 2º - A percepção da Gratificação de que trata este Artigo será regulamentada pelo poder executivo.
CAP ÍT ULO IV
Das Indenizações
SEÇÃO I
Dis posições P reliminares
Art. 20 - Indenização é o quantitativo em dinheiro, isento de qualquer tributação, devida ao P M ou
BM para ress arcimento de despesas imposta pelo exercício de suas funções.
Parágrafo Único - As indenizações compreendem:
l - Diárias;
2 - Ajuda de Custo ;
3 - Transporte.
Art. 21 - As indenizações devidas ao PM ou BM desaparecido ou extraviado, serão pagas nas mesmas
condições do soldo,conforme o previsto no art. 8§ e seus parágrafos, desta lei.
Obs: Lei nº 658, de 5 de Abr 83
“Art. 2º - A gratificação de Habilitação Profissional de que trata a Lei nº 279, de
26 Nov 79, passará a se constituir e m indenização, nas mesmas condições previstas na referida
Lei.

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Art. 3º - Além das indenizações de diárias, ajuda de custo e de transporte, o PM ou


BM fará jus a Indenização de Auxílio de Moradia e à Indenização Adicional de Inatividade.
Art. 4º - A Inde nização de Auxílio de Moradia será calculada sobre o soldo do
posto ou graduaç ão de acordo com os seguinte s percentuais:
(*)1 I - 107,50 % (cento e sete por cento e cinquenta centésimo), quando houver
dependente;
(*)1 II - 45 % (quarenta e cinc o por cento), quando não houver dependente.
(*)1 Redação dada pelo Decreto nº 21.389, de 20 abr 95
§ 1º - Quando o PM ou BM ocupar imóvel próprio estadual ou arrendado pelo
Poder Público, o quantitativ o corresponde nte à Indenização de Auxílio de Moradia será sacado e
re colhido pela C orporação, para atender despesas de conservação, condomínio e outras
análogas.
§ 2º - Suspende-se temporariamente o direito à indenização de Auxíilio de
Moradia nos casos previstos no art. 6º da Lei nº 279, de 26 nov 79.
Art. 5º - A indenizaç ão Adicional de Inatividade será calculada, mensale mnte,
sobre os respectivos proventos, nas seguites condições:
I - 30 % (trinta por ce nto), quando o tempo computado, para todos os efeitos
legais, for de 40 (quarenta anos);
II - 25 % (vinte e cinc o por cento), quando o tempo computado, para todos os
efeitos legais, for de 30 (trinta) anos;
III - 20 % (vinte por cento), quando o tempo computado, para todos os efeitos
legais, for inferior a 30 (trinta) anos.
2
(*) Art. 6º - Para cálculo das Gratificaçõe s e Indenizações devidas ao PM ou BM da
ativa, tomar-se-á por base o v alor do soldo do posto ou graduação que e fetivamente possui.
(*)2 Parágrafo único. A “base de cálculo”, para pagamento das gratificações,
indenizações, dos auxíiliios e outros direitos doPM ou B M na inatividade remunerada, será o
valor do soldo ou quotas do soldo a que fizer jus na inatividade. ”
(*)2 Re dação dada pela Lei nº 1.521, de 12 set 89

SEÇÃO II
Das Diárias
Art. 22 - Diária são indenizações destinadas a atender às despesas extraordinárias de alimentação e
de pousada e são devidas ao PM ou BM durante seu afastamento de sua sede por motivo de serviço.
Art. 23 - As diárias compreendem a Diária da Alimentação e a Diária de P ous ada.
Parágrafo Único - Diária de Alimentação ê devida inclus ive nos dias de partida e nos de chegada.
Art. 24 - O valor da Diária de Alimentação será regulado pelo Poder executivo, por decreto.
Parágrafo único - O valor da diária de P ousada é igual ao valor atribuído à Diária de Alimentação.
Art. 25 - Compete ao Comandante da Organização providenciar o pagamento das diárias e, sempre
que for julgado necessário, deve efetuá-lo adiantadamente, para ajuste de contas quando do pagamento da
remuneração, condicionando-se o adiantamento a exis tência de recursos orçamentaria próprios.
Art. 26 - Não será atribuídas diárias ao PM ou BM:
I - quando as despesas com alimentação e alojamento forem asseguradas;
II - nos dias de viagem, quando no custo da passagem estiverem compreendidas a alimentação p/ou a
pousada;
III - cumulativamente com ajuda de custo, exceto nos dias de viagem, em que a alimentação
e/ou a pousada não estejam compreendidas no custo das passagens, devendo neste caso ser computado apenas
o prazo estipulado para o meio de transporte efetivamente utilizado;
IV - durante o afastamento da sede por menos de oito horas consecutivas.
Art. 27 - No caso de falecimento do PM ou BM, seus herdeiros não restituirão as diárias que ele haja
recebido adiantadamente.

CBMERJ - EMG 40 BM/1


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Art. 28 - O P M ou BM, quando receber diárias, indenizará a Organização em que se alojar ou se


alimentar, de acordo com as normas vigentes .
Art. 29 - Quando as despesas de alimentação e/ou de pousáda a que refere o inciso I do Art. 26 desta
Lei , forem realizadas pelas organizações de outras corporações, a indenização res pectiva sera feita pela
Corporação .
Art. 30 - O Comandante-Geral baixará instruções regulando na Corporação o valor e o destino das
indenizações referidos nos Arts. 28 e 29.

SEÇÃO III
Da Ajuda de Custo
Art. 3l - A Ajuda de Custo é a indenização para o custeio de despesas de viagem, mudança e
ins talação, exceto as de transporte, paga adiantadamente ao P M ou BM, salvo seu interesse ele recebe-la no
destino .
Art. 32 - O PM ou BM terá direito a Ajuda de Custo quando movimentado para:
I - cargo ou comissão cujo desempenho importe na obrigação da mudança de sede, com o
desligamento ou da Unidade onde serve, obedecido o disposto no Art. 40 des ta lei;
II - comissão superior a três e inferior a seis meses cujo desempenho importe em mudança de
sede,sem desligamento de pua Unidade, receberá na ida os valores previstos no Art. 40 desta lei e na volta a
metade daqueles valores;
III - por missão inferior ou igual a três meses, cujo desempenho importe em mudança de sede, sem
transporte de dependente e sem desligamento da Unidade, receberá a metade dos valores previstos no Art.
33 desta lei, na ida e na volta.
Parágrafo Único - Fará jus também á Ajuda de Custo o PM ou BM ,quando deslocado com a
Organização ou fração dela , que tenha sido transferida de sede.
Art. 33 - A Ajuda de Custo devida ao P M ou BM será igual:
I - ao valor correspondente ao soldo, quando não possuir dependente:
II - a duas vezes o valor do soldo, quando possuir dependentes expressamente declarado.
Art. 34 - Não terá direito à Ajuda de Custo o P M ou BM:
I - movimentado por interesse próprio ou em virtude de operações da manutenção da ordem pública;
II - desligado da escola ou curso por falta de aproveitamento ou por interesse próprio, ainda que
preencha os requisitos do art. 19 desta lei .
Art. 35 - Restituirá a Ajuda de cus to o PM ou BM que a houver recebido nas formas e circunstancias
abaixo:
I - integralmente e de uma só vez , quando deixar de seguir destino a seu pedido ;
II - pela metade do valor recebido e de uma só vez, quando, até seis meses após ter seguido para nova
Organização, for, a pedido, movimentado, dispens ado, licenciado, demitido, transferido para a reserva,
exonerado ou entrar em licença;
III - pela metade do valor, mediante desconto pela décima parte do soldo, quando não seguir destino
por motivo independente de sua vontade.
§ lº - Não se enquadra nas disposições do inciso II deste artigo a licença para tratamento de saúde
própria.
§ 2º - Ao receber a Ajuda de Custo o P M ou BM liquidará ; integralmente, o débito anterior
referente a qualquer outra Ajuda de Cus to.
Art. 36 - Na concessão de Ajuda de Custo, para efeito de cálculo de seu valor, determinação do
exercício financeiro, constatação de dependente e tabela em vigor, tomar-s e-á como base a data do ajuste de
contas.
Parágrafo Único - se o P M ou BM for promovido, contando antigüidade de data anterior a do
pagamento da Ajuda de Custo, fará jus a diferença entre o valor desta e daquela a que teria direito no novo
posto ou graduação.
Art. 37 - A Ajuda de Custo não será restituída pelo PM ou BM os seus beneficiários, quando:

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I - após ter seguido destino, for mandado regressar;


II - ocorrer o falecimento do PM ou BM, mesmo antes de seguir destino.

SEÇÃO IV
Do Transpo rte
Art. 38 - O PM ou BM movimentado, por interess e do serviço, tem, por conta do Estado, direito a
transporte, nela compreendidas a passagem e a translação da res pectiva bagagem, de residência à residência,
se mudar em observância as prescrições legais regulamentares.
§ lº - Se a movimentação do PM ou BM importar em mudança, de sede, os seus dependentes e um
empregado doméstico terão direito previsto neste artigo.
§ 2º - Os dependentes e o empregado doméstico com o direito previs to nesta Seção, só poderão
usufrui-lo se viajarem no período compreendido entre quinze dias antes e noventa dias após o deslocamento
do P M ou BM.
§ 3º - Quando o PM ou BM falecer em serviço ativo , seus de , pendentes e o empregado
doméstico terão direito, até noventa dias após o falecimento, ao transporte, por conta do Estado, para a
localidade no território estadual, onde fixarem residência.
Art. 39 - O P M ou BM terá direito a transporte por conta do Estado, quando tiver de efetuar
deslocamento fora da sede, nos seguintes casos :
I - interesse da justiça ou da Disciplina;
II - realização de concurso para ingresso em escola ou curso ao interesse da Corporação
III - por motivo de serviço decorrente do desempenho de sua atividade;
IV - realização de ins peção de saúde, baixa à organização hospitalar ou alta dessa, em virtude de
prescrição médica.
Art. 40 - Quando o transporte não for realizado pelo Estado, o P M ou BM será indenizado pela
quantia correspondente as despesas decorrentes do direito a que se refere esta Seção, obedecidos os limites
estabelecidos pelo Poder Executivo.
Art. 41 - O P oder Executivo, através de decreto, regulamentará o disposto nesta Seção.

CAPÍTULO V
Dos outros Direitos
SEÇÃO I
Salário -Familia
Art. 42 - Salário - Família é o auxilio em dinheiro e pago ao PM ou BM para custear, em parte, a
educação e assistência a seus filhos e outros dependentes.
Parágrafo Único - O Salário - Família é devido ao PM ou BM no valor e nas condições previs tas na
legis lação vigente.
Art. 43 - O salário - família é isento de tributação e não sofre desconto de qualquer natureza.

SEÇÃO II
Da Assistência médico-hospitalar
Art. 44 - O Estado proporcionará ao PM ou BM e a seus de pendentes, assistência médico-hos pitalar,
através das Organizações de Saúde da Corporação, de acordo com o disposto nesta Seção.
Art. 45 - Em principio, as Organizações de Saúde da Corporação destinam-se a atender o pessoal
delas dependentes.
Art. 46 - O PM ou BM da ativa terá hospitalização e tratamento custeado pelo Estado, em virtude dos
motivos especificados nos incisos I , II e III do artigo 79 desta lei .
§ lº - A hospitalização para o PM ou BM não enquadrado neste artigo será gratuita até sessenta dias,
consecutivos ou não, em cada ano civil.

CBMERJ - EMG 42 BM/1


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§ 2º - Todo PM ou BM terá tratamento por conta do Estado , ressalvadas as indenizações


estabelecidas pelo Comandante - Geral.
Art. 47 - Para os efeitos do disposto no artigo anterior, a internação do PM ou BM em clinica ou
hospital, especializado ou não, estranho a Corporação, será autorizada nos s eguintes casos:
I - de urgência, quando as organizações hospitalares da Corporação não puderem atender;
II - quando as organizações hospitalares da Corporação não dispuserem de clinica especializada
necessária
III - quando não houver organização hospitalar da Corporação no local e não for poss ível ou viável
deslocar o paciente pára outra localidade;
IV - quando houver convênio firmado pela Corporação.
Art. 48 - A assistência médico-hospitalar ao PM ou BM e seus dependentes será prestada com os
recursos provenientes:
1
(*) I - da contribuição mensal obrigatória de cinco por cento do soldo do P M ou BM ;
1
(*) alteração introduzida pela Lei nº 1.628, de 22 Mar 90
II - da contribuição do Estado através de dotação especifica consignada no orçamento, de valor igual
ao das contribuições referidas no inciso anterior;
III - de indenizações estabelecidas pelo Comandante-Geral ;
IV - de doações, legados e outros.
Parágrafo Único - Os recursos de que trata este artigo serão escriturados sob a rubrica de Fundo de
Saúde da Corporação, e geridos por uma comissão designada pelos respectivos Comandantes-Gerais, em
conta vinculada no Banco do Estado do Rio de Janeiro - BANERJ .
Art. 49 - A assistência médico-hospitalar ao PM ou BM e seus dependentes, considerados na forma
dos artigos l01 e 102 des ta lei, será prestada de acordo com as normas e condições de atendimento
estabelecidas pelo Comandante-Geral.

SEÇÃO III
Do Funeral
Art. 50 - O Estado assegurará sepultamento condigno ao P M ou BM.
Art. 51 - O auxilío-funeral é o quantitativo concedido pára custear as despesas com o sepultamento do
PM ou BM.
Art. 52 - O auxilio-funeral equivale a duas vezes o valor do soldo do posto ou graduação do P M ou
BM falecido não podendo ser inferior a duas vezes o valor do soldo de Cabo.
Art. 53 - Ocorrendo o falecimento do P M ou BM, as seguintes providências devem s er observadas
para a concessão do Auxilio - funeral:
I - antes de realizado o enterro, o pagamento do Auxilio-funeral será feito a quem de direito pela
Organização a que pertencia o PM ou BM, independentemente de qualquer formalidade ,exceto a da
apresentação do atestado de Óbito;
II - após o sepultamento do PM ou BM, não se tendo verificado o caso inciso anterior, deverá a
pessoa que custeou, mediante apresentação de atestado de óbito, solicitar o reembolso da despesa ,
comprovando-a com os recibos em seu nome , dentro do prazo de trinta dias, sendo-lhe, em seguida,
reconhecido o crédito e paga a importância correspondente aos recibos, até o valor limite estabelecido no
artigo anterior;
III - caso a despesa com o sepultamento, paga de acordo com o inciso anterior, seja inferior ao valor
do auxilio-funeral estabelecido, a diferença será paga aos beneficiários habilitados a pensão militar ou no
ins tituto de previdência do Estado do Rio de J aneiro (lP ERJ), mediante requerimento;
IV - decorrido p prazo de trinta dias, sem reclamação, do Auxilio-funeral por quem haja custeado o
sepultamento do PM ou BM, será o mesmo pago aos beneficiários habilitados à pensão militar ou no
Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro ( IP ERJ) , mediante requerimento .
Art. 54 - Em casos especiais e a critério da autoridade competente, poderá o Estado custear
diretamente o sepultamento do P M ou BM.

CBMERJ - EMG 43 BM/1


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Parágrafo Único - Verificando-se a hipótese de que trata este artigo, não será pago, aos beneficiários,
o Auxilio-funeral.
Art. 55 - Cabe ao Estado, por solicitação da família, a transladação do corpo do P M ou BM falecido
em manutenção, em ordem pública ou em acidente em serviço, para qualquer localidade no território
estadual.
Art. 56 - Para atender as despesas do funeral de dependente, o PM ou BM terá direito ao
adiantamento correspondente até o valor dois soldos do seu posto ou graduação, indenizável em vinte e
quatro meses.
Parágrafo Único - Este beneficio será concedido ao PM ou BM, se requerido no prazo de trinta
dias contados da data do falecimento, de acordo com normas baixadas pelo Comandante-Geral.

SEÇÃO IV
Da alimentação
Art. 57 - Tem direito à alimentação do Estado;
I - o P M ou BM servindo ou quando em serviço em Organização com rancho próprio, ou ainda, em
operação P M ou BM;
II - o funcionário civil vinculado à Corporação;
III - o preso civil, quando recolhido à Corporação.
(*)1 Art. 58 - A etapa é a importância em dinheiro correspondente ao custeio da ração e seu valor será
fixado, mensalmente pelo Poder Executivo, através de decreto
(*)1 alteração introduzida pela Lei n§ 1.575, de 28 Nov 89.
Art. 59 - T oda Organização deverá ter rancho próprio, em condições de proporcionar rações
preparadas aos seus integrantes.
§ lº - O PM ou BM, quando sua Organização ou outra nas proximidades do local de serviço ou
expediente, não lhe possa fornecer alimentação por conta do Estado e, por imposição do horário de trabalho e
dis tancia de sua res idência, seja obrigado a fazer refeições fora da mesma, tendo despes as extraordinárias de
alimentação, fará jus:
l - a seis vezes o valor da etapa fixada, quando em serviço de vinte e quatro horas
2 - a metade do previsto no inciso anterior, quando em serviço ou expediente de duração igual ou
superior a oito horas de efetivo trabalho, mas inferior a vinte e quatro horas.
§ 2º - O direito de que trata o parágrafo anterior poderá ser estendido, a critério do Comandante-
Geral, ao PM ou BM que serve em destacamentos da Corporação no interior do Estado.
Art. 60 - O Cabo ou Soldado, quando em férias regulamentares ou licenciado moléstia infecto-
contagiosa e não for alimentado por conta do Estado, receberá indenização corres pondente ao valor da etapa
comum.
Parágrafo Único - É vedado o desarranchamento para o pagamento da etapa em dinheiro.

SEÇÃO V
Do fardamento
Art. 6l - O Aluno-Oficial e a praça de graduação inferior a Terceiro-Sargento tem direito, por conta
do Estado, a uniforme e roupa de cama, de acordo com as tabelas de distribuição estabelecidas pela
Corporação
Art. 62 - O PM ou BM, ao ser declarado Aspirante-a-Oficial ou promovido a Terceiro-Sargento, faz
jus a um auxilio para aquisição de uniformes no valor de três vezes o s oldo de sua graduação.
P arágrafo Único - Igual direito tem aquele que ingressar no Oficialato por nomeação ou promoção.
Art. 63 - Ao Oficial, Subtenente ou Sargento que requerer quando promovido, será concedido um
adiantamento corres pondente ao valor do soldo do novo posto ou graduação, para aquisição de uniforme.

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§ lº - Este adiantamento não será pago com auxilio previsto no artigo anterior, em razão da mesma
declaração, nomeação ou promoção.
§ 2º - A concessão prevista neste artigo far-se-á mediante despacho em requerimento ao P M ou BM
ao seu Comandante, ouvido previamente o órgão de finanças da Corporação
§ 3º - A repos ição do adiantamento será feita mediante desconto mensal no prazo de vinte e
quatro meses .
§ 4º - O adiantamento referido neste artigo poderá ser requerido a cada quatro anos, se o PM ou BM
permanecer no mesmo posto ou graduação, podendo ser renovado no caso de promoção desde que liquide
o saldo devedor do adiantamento anteriormente recebido .
Art. 64 - O PM ou BM que perder ou que tiver seus fardamentos danificados em sinistro havido em
qualquer Organização, em deslocamento a serviço ou em serviço, receberá um auxilio correspondente ao
valor de até três vezes o soldo do seu posto ou graduação, desde que não tenha direito a uniforme por conta
do Estado.
Parágrafo Único - Ao Comandante do prejudicado cabe arbitrar o valor deste auxilio em função ao
dano sofrido.

TÍTULO III
Da remuneração na inatividade
CAPÍTULO I
Da remuneração e outros Direitos
Art. 65 - A remuneração do P M ou BM na inatividade - na reserva remunerada ou reformado -
compreende:
I - P roventos;
II - Auxilio - invalidez.
Parágrafo Único - A remuneração do PM ou BM na inatividade será revista sempre que, por motivo
de alteração do poder aquisitivo da moeda, se modificar a remuneração do PM ou BM na ativa.
Art. 66 - O P M ou BM ao ser transferido para a inatividade faz jus:
I - ao valor de um soldo do último posto ou graduação que poss uía na ativa;
II - no transporte, por conta do Estado, nele compreendidas a passagem e a translação da respectiva
bagagem para si , seus dependentes e um empregado domestico para o domicilio onde firmará residência
dentro do território nacional .
§ lº - Quando o trans porte não for realizado pelo Estado, o inativo será indenizado da quantia
correspondente às despesas decorrentes efetivamente realizadas, obedecidos os limites estabelecidos pelo
Poder Executivo.
§ 2º - O direito ao transporte prescreve após decorridos cento e vinte dias da data da publicação
oficial do ato de transferencia para a inatividade.
§ 3º - Se o inativo falecer no decorrer do prazo estabelecido no parágrafo anterior, os seus
dependentes e o seu empregado doméstico farão jus ao transporte de que trata este artigo,até o final desse
prazo.
Art. 67 - O PM ou BM, na inatividade, faz jus ainda, no que for aplicável, aos direitos constantes das
Seções I, II e III do Capitulo V do T itulo II desta lei.
Parágrafo Único - P ara cálculo do Auxílio-funeral do inativo, será considerado o soldo do posto ou
graduação que serviu de base para o cálculo de seus proventos.

CAPÍTULO II.
Dos proventos
SEÇÃO I
Disposições preliminares
Art. 68 - P roventos são quantitativos em dinheiro que o PM ou BM percebe na inatividade, quer na
reserva remunerada, quer na s ituação de reformado, constituídos pelas seguintes parcelas :
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

I - soldo ou quotas de soldo;


II. - gratificações incorporáveis;
Art. 69 - Os proventos s ão devidos ao PM ou BM, quando for desligado da ativa em virtude de:
I - transferencia para a reserva remunerada;
II. - reforma;
III - retorno à inatividade após convocação para o serviço ativo.
Parágrafo Único - 0 PM ou BM de que trata este artigo, continuará a perceber a sua remuneração, até
a publicação de seu desligamento no boletim da Corporação, o que não poderá exceder de quarenta e cinco
dias da data da primeira publicação oficial do ato.
Art. 70 - Suspende-se, temporariamente, o direito do PM ou BM à percepção dos proventos na
data de sua apresentação em Organização, quando, na forma de legislação em vigor, retornar à ativa ou
for convocado para o desempenho de cargo em comissão na Corporação.
Art. 71 - Cessa o direito à percepção dos proventos na data:
I - do falecimento ;
II. - do ato em que o oficial perca o posto e a patente;
III - do ato de exclusão da praça.
Art. 72 - O valor dos proventos do PM ou BM será fixado em apostila, que será lavrada pelo órgão
pagador competente da Corporação e devidamente juizado pelo T ribunal de Contas do Estado.

SEÇÃO II.
Das parcelas dos proventos
Art. 73 - O soldo constitui a parcela básica dos proventos a que faz jus o PM ou BM na inatividade, e
seu valor será igual ao do P M ou BM da ativa do mesmo posto ou graduação.
§ lº - P ara efeito de cálculo, o soldo dividir-se-á em quotas, correspondentes cada uma a um
trigésimo do seu valor.
§ 2º - O soldo ou quotas de soldo a que fizer jus o PM ou BM na inatividade constituirão a base de
cálculo para o pagamento das gratificações, auxílios e outros direitos.
Art. 74 - Na inatividade o PM ou BM terá direito a tantas quotas de soldo quanto forem os anos de
serviço, computáveis para o mesmo fim, até o máximo de trinta.
Parágrafo Único - P ara efeito de contagem de quotas, a fração de tempo igual ou superior a cento e
oitenta dias será considerada como um ano.
Art. 75 - O oficial que contar mais de 35 (trinta e cinco) anos de serviço, quando transferido para a
inatividade, terá os proventos calculados sobre o soldo correspondente ao do posto imediato, se na
Corporação existir esse posto.
Parágrafo Único - O oficial, nas condições deste artigo, se ocupante do último posto da hierarquia da.
Corporação, terá os proventos calculados sobre o soldo desse posto, acrescido de vinte por cento.
Art. 76 - O Subtenente, quando transferido para a inatividade, terá os proventos calculados sobre o
soldo correspondente ao posto de Segundo-Tenente, desde que conte mais de trinta anos de serviço.
Art. 77 - As demais praças que contem mais de trinta a nos de serviço, ao serem transferidas
para a inatividade, terão os proventos calculados sobre o soldo correspondente ao da graduação
imediatamente superior.
1
(*) Art. 78 - Serão incorporados aos proventos integralmente as Gratificações de Tempo de Serviço e de
Habilitação Profissional, e na proporção de l/30 (um trinta avos ) por ano de efetivo serviço, a de Regime
Especial de Trabalho Policial-Militar ou de Bombeiro-Militar, tendo em vista o que dispõe o art. 24 do
decreto-lei nº 667, de 02.07.69, nas seguintes condições:
I - quarenta e cinco por cento: Oficiais, Aspirantes-a-Oficial, Subtenentes e Sargentos , P M ou BM ;
II. - cinqüenta e cinco por cento : Cabos, PM ou BM; e
III - oitenta e cinco por cento: Soldados, PM ou BM.
(*)1 alteração introduzida pela Lei n§ 329, de 25 Jun 80

CBMERJ - EMG 46 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ lº - A "base de calculo" para o pagamento das gratificações previstas neste artigo, dos
auxílios e de outros direitos dos policiais-militares e dos bombeiros -militares na inatividade remunerada será
o valor do soldo, ou das quotas do soldo até o máximo de trinta, a que o policial-militar ou bombeiro-militar
fizer jus na inatividade.
§ 2º - Nos casos previs tos no artigo anterior, aplicar-se ao percentual correspondente à graduação,
cujo soldo servir de base ao cálculo dos proventos .

SEÇÃO III
Dos incapacitados
Art. 79 - O P M ou BM incapacitado terá seus proventos referidos ao soldo integral do posto ou
graduação em que foi reformado ou do corres pondente ao grau hierárquico superior ao que possuía na ativa,
de acordo com a legis lação em vigor, e as gratificações incorporáveis a que fizer jus, quando reformado pelos
seguintes motivos:
I - ferimento recebido na manutenção de ordem pública no exercício de missão profissional de
bombeiro ou enfermidade contraída nessas situações, ou que nelas tenha sua causa eficiente;
II. - acidente de serviço;
III - doença, moléstia ou enfermidade adquirida, com relação de causa e efeito a condições inerente
ao serviço;
IV - acidente ou doença, moléstia ou enfermidade, embora s em relação de causa e efeito com o
serviço, desde que seja considerado inválido, impossibilitado total e permanentemente para qualquer
trabalho.
Parágrafo Único - Não se aplicam as disposições do presente artigo ao PM ou BM que, já na situação
de inatividade, passe a se encontrar na situação referida no inciso IV, a não ser que fique comprovada, por
Junta de Saúde da Corporação, relação de causa e efeito com o exercício de suas funções enquanto esteve na
ativa.
Art. 80 - O oficial ou a praça com estabilidade assegurada reformado por incapacidade definitiva
decorrente de acidente, doença, moléstia ou enfermidade, sem relação de causa e efeito com o serviço,
ressalvados os casos do inciso IV do artigo anterior, perceberá os proventos nos limites impostos pelo tempo
de serviço computável para a inatividade, observadas as condições estabelecidas nos art. 74 e 78 desta lei
.
Parágrafo Único - O oficial com mais de cinco anos de serviço ou a praça com estabilidade
assegurada, que se encontrar nas condições deste artigo, não pode perceber como proventos, quantia inferior
ao soldo da posto ou graduação atingido na inatividade, para fins de remuneração.

CAPÍTULO III
Do Auxilio - invalidez
Art. 81 - O P M ou BM da ativa que foi ou venha a ser reformado por incapacidade definitiva e
considerado inválido, impossibilitado total permanentemente para qualquer trabalho, não podendo prover os
meios de subsistência, fará jus a um auxilio-invalidez no valor de vinte e cinco por cento da soma da base de
cálculo com Gratificação de Tempo de Serviço, desde que satisfaça a uma das condições abaixo
especificadas, devidamente declarada por Junta de Saúde da Corporação:
I - necessitar de internação em instituição apropriada, da Corporação ou não;
II - necessitar as assistência ou de cuidados permanentes de enfermagem.
§ lº - Para percepção do Auxilio-invalidez, o P M ou BM ficará sujeito a apresentar anualmente,
declaração de que não exerce atividade remunerada e, a critério da administração, a submeter-se
periodicamente, à inspeção de saúde de controle, no caso de oficial mentalmente enfermo e de praça, a
declaração deverá ser firmada por dois oficiais da ativa da Corporação.
§ 2º - O Auxilio-invalidez será suspenso automaticamente pelo Comandante-Geral, se for verificado
que o PM ou BM beneficia do exerce ou tenha exercido, após o recebimento do auxilio qualquer atividade
remunerada, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, bem como se, em inspeções de saúde, for constatado
não se encontrar nas condições previstas neste artigo.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 3º - O P M ou BM no gozo do Auxilio-invalidez terá direito a transporte por conta do Estado,


dentro do território estadual, quando for obrigado a se afastar de seu domicilio para ser submetido a inspeção
de saúde de controle, prevista no § l§ deste artigo.
§ 4º - Auxilio-invalidez não poderá ser inferior ao soldo de Cabo.

CAPITULO IV
Das situações especiais
Art. 82 - O PM ou BM reformado ou da reserva remunerada, que na forma de legislação em vigor,
retornar à ativa, ou for convocado para o desempenho de cargo ou comissão na Corporação, perceberá a
remuneração da ativa do seu posto ou graduação, a contar da data da apresentação, perdendo, a partir dai,
direito à remuneração da inatividade.
§ lº - P or ocasião de sua apresentação, o PM ou BM de que trata este artigo terá direito, mediante
requerimento e a critério do Comandante-Geral, a um auxilio para aquisição de uniformes,
correspondente ao valor do soldo de seu posto ou graduação.
§ 2º - O PM ou BM de que trata este artigo ao retornar ã inatividade, terá sua remuneração
recalculada em função do novo cômputo de tempo de serviço e das novas situações alcançadas pelas
atividades que exerceu, de acordo com a legislação em vigor.
Art. 83 - As disposições do art. 74 não se aplicam ao PM ou BM amparado por legislação que
lhe assegure, por ocasião da passagem para a inatividade, vencimentos integrais.
Art. 84 - O P M ou BM que retornar ã ativa ou for re-incluido, faz jus à remuneração, na forma
estipulada nesta lei para às situações equivalentes, na conformidade do que foi estabelecido no ato de retorno
ou re-inclusão.
Parágrafo Único - Se o PM ou BM fizer jus a pagamento relativo a períodos anteriores a data do
retorno ou re-inclusão, receberá a diferença entre a importância apurado no ato do ajuste de contas e a
recebida a titulo de remuneração, pensão ou vantagem, nos mesmos períodos.
Art. 85 - No caso de retorno ou re-inclusão com ressarcimento pecuniário, o PM ou BM indenizará
os cofres públicos, mediante encontro de contas, das quantias que tenham s ido pagas à sua família, a
qualquer titulo.

TÍTULO IV
Dos desco ntos em folha de pagamento
CAPÍTULO I
Dos descontos
Art. 86 - Desconto é o abatimento que o PM ou BM pode sofrer em seus vencimentos proventos, para
cumprimento de obrigações assumidas ou legalmente impostas.
1
(*) Art. 87 - São consideradas bases para desconto:
I - para o PM ou BM da ativa, o soldo do pos to ou graduação, acrescidos da Gratificação de Tempo
de Serviço e a Indenização de Habilitação Profissional;
II - para o P M ou BM inativo, o soldo ou quotas de soldo, Gratificação de T empo de Serviço e
Indenização de Habilitação P rofissional.
1
(*) Redação dada pela lei nº 658, de 05 abr 83.
Art. 88 - Os descontos s ão classificados em:
I - contribuições para:
l - a Pensão Militar;
2 - o Instituto de Previdência do Estado do Rio de Janeiro ;
3 - a Caixa Beneficente e/ou a Caixa de Pecúlio da Corporação;
4 - a Assistência Médico-hospitalar.
II - indenizações:
1 - a órgãos Federais, Estaduais ou Municipais, em decorrência de divida.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

III - consignações:
l - em favor da entidades consideradas consignatárias;
2 - para pensão alimentícia;
3 - para aluguel ou aquisição de residência do PM ou BM;
4 - para outros fins determinados , pelo Comandante-Geral .
Art. 89 - São descontos obrigatórios ou constantes dos incisos I e II do art. anterior e do item 2 do
inciso III do mesmo artigo, s e em cumprimento de sentença judicial.
Art. 90 - São autorizados todos os demais descontos não mencionados no artigo anterior.
Art. 91 - Podem s er consignantes os PM ou BM em qualquer s ituação .
Art. 92 - 0 P oder E xecutivo Estadual especificará as entidades que podem ser consideradas
consignatárias.

CAPÍTULO II
Dos limites
Art. 93 - Para os descontos, são estabelecidos os seguintes limites, referidos às bases para desconto:
I - quantia estipulada por lei ou regulamento;
II - até 70% (setenta por cento) para os des contos previs tos nos itens 2 e 3 do inciso III do art. 88
desta lei;
III - até 30% (trinta por cento) para os descontos não enquadrados nos incisos anteriores.
Art. 94 - Em nenhuma hipótese, o P M ou BM poderá receber mensalmente quantia liquida inferior a
trinta por cento das bases para desconto, mesmo nos casos de suspensão do pagamento das gratificações.
Art. 95 - Os descontos obrigatórios têm prioridade sobre os autorizados.
§ lº - A importância devida à Fazenda Es tadual, ou a pensão judicial supervenientes a averbações já
existentes será obrigatoriamente descontada dentro dos limites estabelecidos nes te Capitulo.
§ 2º - Na ocorrência do disposto no parágrafo anterior, serão assegurados aos consignatários os juros
de mora, ás taxas legais vigentes , decorrentes da dilatação dos prazos estipulados .
§ 3º - Verificada a hipótese do parágrafo anterior, s ó será permitido novo desconto autorizado,
quando este estiver dentro dos limites fixados neste Capitulo.
Art. 96 - O desconto originado de crime previsto no Código Penal Militar não impede que, por
decisão judicial, a autoridade competente proceda a buscas apreens ões legais, confisco de bens e sequestros
no sentido de abreviar o prazo de indenizações à Fazenda Estadual.
Art. 97 - A divida para com a Fazenda Estadual, no caso de PM ou BM desligado da ativa será
obrigatoriamente cobrada, de preferencia por meios amigáveis, e na impossibilidade desses, pelo recurso ao
processo de cobrança fiscal referente à Divida Ativa do Es tado .
Art. 98 - O valor do soldo será fixado para cada posto ou graduação com base no soldo do posto de
Coronel PM ou BM observados os índices estabelecidos na Tabela de Escalonamento Vertical anexa a esta
lei.
Parágrafo Único - A Tabela de Soldo resultante da aplicação do escalonamento vertical, deverá
ser cons tituída por valores arredondados de múltiplos de trinta.
Art. 99 - Qualquer que seja o mês considerado, o calculo parcelado de vencimentos terá o divisor
igual a trinta.
Parágrafo Único - O Salário-família é sempre pago integralmente.
Art. l00 - A remuneração do P M ou BM falecido é calculada até o dia do seu óbito, inclusive, e paga
aos beneficiários habilitados .
(*) “Le i nº 2.206, de 17 de z 93
.......................................................................................
Art. 13- A re mune ração pe rce bida pelo policial milita r e pe lo bombe iro-militar continua rá
a s e r paga, e m caso de s eu falecime nto, a se us be ne ficiários habilitados até a data do
re que rime nto da pe ns ão, que de ve rá se r protocolizado no máximo, e m 30 (trinta) dias do óbito e,

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

decorrido este prazo s e m a inic iativa do inte ress ado, aque le pagame nto s erá ime diatame nte
s ustado
Pa rágrafo único - Até a conclusão do processo re fe re nte à pe ns ão a que se re fe re e ste
artigo, a PM ERJ e o CB ERJ pagarão aos be ne ficiários habilitados , provis ioriame nte , os valore s
corres ponde ntes a pe ns ão, res sarc íveis ime diatame nte a se us re s pectivos cofre s, através de
automático desconto proce dido pe lo IPERJ, quando da implantação do pagame nto da pe ns ão.”
Art. l01 - São cons iderados dependentes do PM ou BM;
I - a esposa;
II - o filho menor de vinte e um anos e o filho invalido ou interdito .
III - a filha solteira, desde que não receba remuneração;
IV - o filho estudante, menor de vinte e quatro anos, desde que não receba remuneração;
V - a mãe viúva, desde que não receba remuneração;
VI - o enteado, adotivo e o tutelado, nas mes mas condições dos incisos II, Ill e IV deste artigo.
Parágrafo Único - Continuarão compreendidas nas disposições des te artigo a viúva, enquanto
permanecer neste estado, e os demais dependentes mencionados desde que vivam sob a responsabilidade
dela.
Art . 102 - São ainda considerados dependentes do PM ou BM, desde que vivam sob sua
dependência econômica, sob o mesmo teto e quanto expressamente declarados na sua Organização:
I - a filha, a enteada e a tutelada, viúvas, separadas judicialmente ou divorciadas, desde que não
recebam remuneração;
II - a mãe solteira, a madrasta viúva e a sogra viúva ou solteira, bem como separadas judicialmente
ou divorciadas, desde que, em qualquer dessas situações, não recebam remuneração;
III - os avós e pais, quando inválidos ou interditos;
IV - o pai. maior de sessenta anos , desde que não receba remuneração ;
V - o irmão, o cunhado e o sobrinho, quando menores, inválidos ou interditos, sem outro arrimo;
VI - a irmã, a cunhada e a sobrinha, solteiras, viúva, separadas judicialmente ou divorciadas, desde
que não recebam remuneração;
VII - o neto órfão, menor, invalido ou interdito;
(*) VIII - a pessoa que viva sob sua exclusiva dependência econômica no mínimo há cinco anos,
comprovada mediante justificação judicial .
(*) “Le i nº 7.115, de 29 ago 83
Dis põe s obre prova docume ntal nos casos que indica e dá outras
providê ncias
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA:
Faço sabe r que o Congresso Nacional de cre ta e eu sanciono a se guinte Le i:
Art. 1º - A declaração des tinada a faze r prova de vida, res idê ncia, pobre za, de pe ndê ncia
econômica, homonímia ou bons antece de ntes, quando firma do pelo próprio inte re ssado ou po r
procurado r bas tante, e sob as pe nas da Le i, pres ume -se verdade ira.
Pa rágrafo único - O dis posto nes te artigo não se aplica para fins de prova e m process o
pe nal.
Art. 2º - Se comprovadame nte fals a a de claração, s uje itar-se -á o declarante às sanções
civis, adminis trativas e criminais previs tas na legislação aplicáve l.
Art. 3º - A declaração me ncionará e xpress ame nte a res pons abilidade do declarante .
Art. 4º - Es ta Lei e ntra e m vigor na data de s ua publicação.
Art. 5º - Revogam-se as dis pos ições e m contrá rio.
Bras ília, e m 29 de agos to de 1983; 162º da Inde pe ndê ncia e 95º da Re pública
João Figue ire do”

CAPÍTULO II
Disposições especiais

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 103 - Aplicam-se ao PM ou BM da ativa que tenha operado, a partir de l7 de novembro


de1950 , comprovadamente com RAIO X e/ou substancias radioativas, as disposições da Lei Nº 1.234, de
14/11/50.
Art. 104 - E assegurado ao P M ou BM em qualquer situação o pagamento definitivo da gratificação
prevista no artigo, por quotas correspondentes aos anos de efetiva operação com RAIO X e/ou substancias
radioativas, desde que conste nos seus assentamentos o devido registro, observadas as disposições seguintes:
I - o direito à percepção de cada quota é adquirido ao fim de um ano no desempenho da função
considerada;
II - o valor de cada quota é igual a um décimo da gratificação integral correspondente ao último posto
ou graduação em que o P M ou BM exerceu a referida atividade;
III - o número de quotas abonadas a um mesmo PM ou BM não poderá exceder de dez ;
IV - o PM ou BM reformado por moléstia contraída no exercício da referida função terá assegurado,
na inatividade, o pagamento definitivo da gratificação de que trata este artigo pelo seu valor integral,
dis pensadas outras exigências.
Art. 105 - Cabe ao Poder E xecutivo fixar, mediante decreto , as vantagens eventuais a que fará jus ao
PM ou BM designado para missão fora do Estado ou no Exterior.

CAPÍTULO III.
Disposição Trans itória
Art. 106 - As gratificações e indenizações estabelecidas nesta lei são devidas a partir da sua vigência,
sem direito a percepção de atrasados.
Art. 107 - O PM ou BM que estiver no gozo de gratificações não previstas nesta lei em razão de
sentença judicial, poderá optar pela situação nela definida no prazo de sessenta dias, contado da sua
publicação , caso contrário, permanecerá no regime em que s e encontra.
Art. 108 - O P M ou BM beneficiado por uma ou mais das Leis n§ 288, de 08.06.48, 616, de
02.02.49, 1.156, de l2.06.50 e l.267, de 09.l2.50, e que, em virtude de disposições legais, não mais faz jus às
promoções previstas nas mencionadas leis, terá considerado como base para o cálculo dos proventos o soldo
ao posto ou graduação a que seria promovido.
§ lº - Essa remuneração não poderá exceder, em nenhum caso, a que caberia ao P M ou BM, se fosse
ele promovido até dois graus hierárquicos acima daquele que tiver por ocasião do processamento de sua
transferencia para a reserva ou reforma, incluindo-se nesta limitação os demais direitos previstos em lei que
assegurem proventos de grau hierárquico superior.
§ 2º - O oficial, se ocupante do último posto da hierarquia da Corporação, beneficiado por uma ou
mais das leis a que se refere este artigo, terá os proventos resultantes da aplicação do disposto no § 2º do
art.73 desta lei aumentados de 20% (vinte por cento).
Art. 109 - Em qualquer hipótese, o P M ou BM, em virtude de aplicação inicial desta lei, venha a
fazer jus mensalmente a uma remuneração inferior à que vinha recebendo, terá direito a um complemento
igual ao valor da diferença.
Parágrafo Único - Es se complemento decrescerá progressivamente até a s ua completa extinção,
absorvidos por quaisquer acréscimos de remuneração .
Art. 110 - A despesa com a execução desta lei será atendida com recursos orcamentários do Estado do
Rio de Janeiro e da União.
Art. 111 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir de 0l
de janeiro de 1980, revogadas as L eis nº l.786, de 04.l2.68, 2.276, de 21.ll.73, do antigo Estado da
Guanabara, e o decreto-lei n§ 294, de 18.02.76, e demais disposições em contrário.
Rio de Janeiro , 2 6 de Novembro de l979 .
A. DE P. CHAGAS FREITAS, Edmundo Adolpho Murgel.
(Anexo a que se refere o Art. 98 )

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

(*) TABELA DE ESCALONAMENTO VERTICAL

POSTO / GRADUAÇÕES ÍNDICE

CORONEL 1.000
TENENTE CORONEL 925
MAJOR 858
CAPITÃO 765
1§ TENENTE 660
2§ TENENTE 592
ASP IRANTE 530
SUBTENENTE 530
1 § SARGENTO 475
2§ SARGENTO 425
3§ SARGENTO 382
CABO 271
SOLDADO CLASSE " A " 259
SOLDADO CLASSE '' B " 245
SOLDADO CLASSE "C" 230
ALUNO DA ESFO 280

(*) alteração introduzida pela lei n§ 1690 de 06 Ago. 90

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 3031, DE 27 DE DEZEMBRO DE 1979


Define situações em que é percebida a Gratificação de Regime Especial de Trabalho Policial-
Militar ou de Bombeiro -Militar

O Governador do Es tado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, e de conformidade com
o § 2º, do artigo 19, da Lei nº 279, de 26 de novembro de 1979, decreta:
Art. 1º - A gratificação de que trata o artigo 19 da Lei nº 279, de 26 de novembro de 1979, será
indenizável ao policial-militar ou bombeiro-militar que se encontrar nas seguintes situações:
I - no exercício de cargo policial-militar ou bombeiro-militar;
II - no exercício de cargo considerado, por ato do P oder Executivo, como de interesse policial-miliitar
ou bombeiro-miliitar; e
III - no exercício de função de segurança em órgão público federal, estadual ou municipal, como tal
reconhecida pelo Comandante-Geral da Corporação respectiva em ato próprio.
Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data de s ua publicação, produzindo seus efeitos a partir de
1º de janeiro de 1980, revogadas as disposições em contrário.
A. de P. Chagas Freitas - Governador do Estado

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO N. 3.067 - DE 27 DE FEVEREIRO DE 1980


Conce itua acide nte e m serviço relativamente aos bombeiros militares, e da out ras
providências

O Governador do Estado do Rio de J aneiro, no uso de suas atribuições legais,


D E C R E T A:

Art. 1º - Consideram-se acidente em serviço, para os efeitos previstos na legislação em vigor relativa
ao Corpo de Bombeiros, aquele que ocorra com bombeiros militares da ativa, quando:
I - no exercício de suas atribuições funcionais, durante o expediente normal, ou quando determinado
por autoridade competente, em sua prorrogação ou antecipação;
II - no decurso de viagens com o objeto de serviço, previstas em regulamento, programas de cursos
ou autorizadas por autoridades competentes;
III - no cumprimento de ordem emanada de autoridade competente;
IV - no decurso de viagens impostas por motivo de movimentação efetuada no interesse do serviço ou
a pedido;
V - no deslocamento entre a sua residência e a organização de bombeiro militar onde serve, ou local
de trabalho, ou naquele em que sua missão deva ter início ou prosseguimento, e vice-versa;
VI - em extinção de incêndio ou serviço de busca e salvamento, e na defes a e manutenção da ordem
pública, mesmo sem determinação explícita; e
VII - no exercício dos deveres previstos em leis, regulamentos ou instruções baixadas por autoridade
competente.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo ao bombeiro-militar que, embora aguardando
transferência para a inatividade, es teja, comprovadamente, transmitindo o exercício de suas funções ao seu
substituto, bem como ao bombeiro militar da reserva remunerada, quando convocado para o serviço ativo.
Art. 2º - Considera-se, também, acidente em serviço, para os fins estabelecidos na legis lação vigente,
os ocorridos nas situações do artigo anterior, ainda quando não sejam eles a causa única e exclusiva da morte
ou da perda ou redução da capacidade do bombeiro militar, desde que, entre o acidente e a morte ou
incapacidade para o serviço de bombeiro militar, haja relação de causa e efeito.
Art. 3º - Não se aplica o disposto no presente Decreto quando o acidente resultar de crime,
transgressão disciplinar, imprudência ou desídia do bombeiro militar acidentado ou de subordinado seu, com
sua aquiescência.
Parágrafo único. Os casos previstos neste artigo serão devidamente comprovados em inquérito
policial-militar ou sindicância.
Art. 4º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
A. de P. Chagas Freitas - Governador do Estado

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 3.767, DE 4 DE DEZEMBRO DE 1980


Dispõe sobre o Regulamento Disciplinar do Co rpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro e
dá outras providências.

O GOVERNADOR DO EST ADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e tendo
em vista o que consta do Processo nº E-09/671/601/81,
D E C R E T A:
Art. 1º - Fica aprovado o Regulamento Disciplinar do Corpo de Bombeiros do Es tado do Rio de
Janeiro, que a este acompanha.
Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Rio de Janeiro, 04 de dezembro de 1980.

A. DE P. CHAGAS FREITAS

REGULAMENTO DISCIPLINAR DO CORPO DE BOMBEIROS


DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

TÍTULO I
DI SP OSIÇÕES GERAIS
CAPÍTULO I
GENERALIDADES
Art. 1º - O Regulamento Disciplinar do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro
(RDCBERJ) tem por finalidade especificar e classificar as trans gressões disciplinares, estabelecer normas
relativas à amplitude e à aplicação das punições disciplinares, à classificação do comportamento de
bombeiro-militar das praças BM e à interposição de recurs os contra a aplicação das punições.
Parágrafo único - São também tratadas, em partes, neste Regulamento, as recompensas especificadas
no Estatuto dos bombeiros-militares.
Art. 2º - A camaradagem torna-se indispensável à formação e ao convívio da família de bombeiro-
militar, cumprido existir as melhores relações sociais entre os bombeiros-militares.
Parágrafo único -Incumbe aos superiores incentivar e manter a harmonia e a amizade entre seus
subordinados.
Art. 3º - A civilidade é parte da educação de bombeiro-militar e, como tal, de interesse vital para a
disciplina consciente. Importa ao superior tratar os subordinados, em geral, e os recrutas, em particular, com
urbanidade e justiça, interessando-se por seus problemas. Em contrapartida, o subordinado é obrigado a

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todas as provas de respeito e deferência para com seus superiores, de conformidade com os regulamentos de
bombeiros-militares.
Parágrafo único - As demonstrações de camaradagem, cortesia e consideração, obrigatórias entre os
bombeiros-militares, devem ser dispensadas aos militares das Forças Armadas e aos bombeiros-militares e
policiais-militares de outras Corporações.
Art. 4º - P ara efeito des te Regulamento, todas as Organizações de Bombeiros-Militares, tais como:
Quartel do Comando-Geral, Comando de Bombeiros de Área, Diretorias, Estabelecimento, Repartições,
Escolas, Campos de Instrução, Centro de Formação e Aperfeiçoamento, Unidades Operacionais e outras,
serão denominadas "OBM".
Parágrafo único - Para efeito deste Regulamento, os Comandantes, Diretores ou Chefes de OBM
serão denominados "Comandantes".

CAPÍTULO II
PRINCÍPIOS GERAIS DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA
Art. 5º - A hierarquia de bombeiro-militar é a ordenação da autoridade em níveis diferentes, dentro da
estrutura das Forças Armadas e das Forças Auxiliares, por postos e graduações.
Parágrafo único - A ordenação dos postos e graduações no Corpo de Bombeiros se faz conforme
preceitua o Estatuto do Bombeiros-Militares.
Art. 6º - A disciplina de bombeiro-militar é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis,
regulamentos, normas e disposições, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e
de cada um dos componentes do organis mo bombeiro-militar.
§ 1º - São manifestações essenciais de disciplina:
1 - a correção de atitudes;
2 - a obediência pronta às ordens dos superiores hierárquicos;
3 - a dedicação integral ao serviço;
4 - a colaboração espontânea à disciplina coletiva e à eficiência da instituição;
5 - a consciência das responsabilidades;
6 - a rigorosa observância das prescrições regulamentares.
§ 2º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos permanentemente pelos bombeiros-
militares na ativa e na inatividade.
Art. 7º - As ordens devem ser prontamente obedecidas.
§ 1º - Cabe ao bombeiro-militar a inteira responsabilidade pelas ordens que der e pelas consequências
que delas advirem.
§ 2º - Cabe ao subordinado, ao receber uma ordem, solicitar os esclarecimentos necessários ao seu
total entendimento e compreensão.
§ 3º - Quando a ordem importar em responsabilidade criminal para o executante, poderá o mesmo
solicitar sua confirmação por escrito, cumprindo a autoridade que a emitiu, atender a solicitação.
§ 4º - Cabe ao executante, que exorbitar no cumprimento de ordem recebida, a responsabilidade pelos
excessos e abusos que cometer.

CAPÍTULO III
ESFERA DA AÇÃO DO REGULAMENTO DISCIPLINAR
E COMPETÊNCIA PARA A SUA APLICAÇÃO
Art. 8º - Estão sujeitos a este Regulamento, os bombeiros-militares na ativa e os na inatividade.
§ 1º - Os alunos de órgãos específicos de formação de bombeiros-militares também estão sujeitos aos
regulamentos, normas e prescrições das OBM em que estejam matriculados.
§ 2º - Os Coronéis BM nomeados Juizes dos Tribunais de Justiça Militar Estadual são regidos por
legis lação es pecífica, de acordo com o art. 124 da Constituição Federal.
(*) § 3º - Compete ao Secretário de Es tado da Defesa Civil as atribuições constantes no art. 4º da Lei nº
427/81, que dispõe sobre Conselho de Justificação.
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* Acrescentado pe lo Decreto nº 17.406, de 16 de abril de 1992.


Art. 9º - As disposições deste Regulamento aplicam-se aos bombeiros-militares na inatividade
quando, ainda no meio civil, se conduzam, inclusive por manifestações através da imprensas, de modo a
prejudicar os princípios de hierarquia, da disciplina, do respeito e do decoro militar.
Art. 10 - A competência para aplicar as prescrições contidas neste Regulamento é conferida ao cargo
e não ao grau hierárquico.
São competentes para aplicá-los:
1 - o Governador do Estado, a todos os integrantes do Corpo de Bombeiros;
(*) 2 - o Secretário de Estado da Defesa Civil, a todos os integrantes do Corpo de bombeiros;
* Redação dada pelo Decreto nº 17.406, de 16 de abril de 1992.
3 - o Comandante-Geral, aos que estiverem s ob o seu comando;
4 - o Chefe do Estado-Maior-Geral, aos Comandantes de Bombeiro de Área e os Diretores de
Órgãos de Direção Setorial, aos que servirem sob suas ordens;
5 - o Subchefe do Estado-Maior -Geral, Ajudante-Geral, os Comandantes de Grupamento
de Incêndio, de Busca e Salvamento e do Grupamento Marítimo e os Comandantes de OBM, aos que
estiverem sob suas ordens.
6 - os Subcomandantes de OBM, Chefes de Seção, de Serviços e Assessorias, cujos cargos
sejam privativos de oficiais superiores, aos que servirem sob suas ordens.
7 - os Comandantes de Destacamentos, quando isolados , aos que estiverem sob suas ordens.
Parágrafo único - A competência conferida aos Chefes de Seção, de Serviços e de Assessorias limitar-
se-á às ocorrências relacionadas às atividades inerentes ao serviço de suas repartições.
Art. 11 - Todo bombeiro-militar que tiver conhecimento de fato contrário à disciplina deverá
participar ao seu chefe imediato por escrito ou verbalmente. Neste último caso, deve confirmar a participação
por escrito no prazo máximo de 48 horas.
§ 1º - A parte deve ser clara, concisa e precisa; deve conter os dados capazes de identificar as
pessoas ou coisas envolvidas, o local, a data e a hora da ocorrência e caracterizar as circunstâncias que a
envolverem, sem tecer comentários ou opiniões pessoais.
§ 2º - Quando, para preservação da disciplina e do decoro da Corporação, a ocorrência exigir uma
pronta intervenção, mesmo sem possuir ascendência funcional sobre o transgressor, a autoridade de
bombeiro-militar de maior antigüidade que presenciar ou tomar conhecimento do fato deverá tomar imediata
e enérgicas providências, inclusive prendê-lo "em nome da autoridade competente" dando ciência a esta, pelo
meio mais rápido, da ocorrência e das providências em seu nome tomadas.
§ 3º - Nos casos de participação de ocorrência com bombeiros-militares de OBM diversa daquela a
que pertence a autoridade a que pertence o signatário da parte, deve este, direta ou indiretamente, ser
notificado da solução dada, no prazo máximo de seis (6) dias úteis. Expirando este prazo, deve o signatário
da parte informar a ocorrência à autoridade a que estiver subordinado.
§ 4º - A autoridade, a quem a parte é dirigida, deve dar a solução no prazo máximo de quatro (4) dias
úteis, podendo, se necessário, ouvir as pessoas envolvidas, obedecidas as demais prescrições regulamentares.
Na imposs ibilidade de solucioná-la neste prazo, o seu motivo deverá ser necess ariamente publicado em
boletim e, neste cas o, o prazo poderá ser prorrogado até vinte (20) dias.
§ 5º - A autoridade que receber a parte, não sendo competente para solucioná-la deve encaminhá-la a
seu superior imediato.
Art. 12 - No caso de ocorrência disciplinar envolvendo bombeiros-militares de mais de uma OBM,
caberá ao Comandante imediatamente superior da linha de subordinação, apurar ou determinar a apuração
dos fatos, procedendo, a seguir, de conformidade com o prescrito no art.11 e seus parágrafos do presente
regulamento, com os que não s irvam sob a s ua linha de s ubordinação funcional.
Parágrafo único - No caso de ocorrência disciplinar envolvendo militares das Forças Armadas e
bombeiros-militares, a autoridade bombeiro-militar competente deverá tomar as medidas disciplinares
referentes aos elementos a ela subordinados, informando o escalão superior sobre a ocorrência, as medidas
tomadas e o que foi por ela apurado, dando também, ciência também do fato ao Comando Militar interessado.

TÍTULO II
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TRANSGRESSÕES DISCIPLINARES
CAPÍTULO IV
ESPECIFICAÇÕES DAS TRANSGRESSÕES
Art. 13 - Transgressão disciplinar é qualquer violação dos princípios da ética, dos deveres e das
obrigações de bombeiro-militar, na sua manifestação elementar simples e qualquer omissão ou ação
contrária aos preceitos estatuídos em leis, regulamentos, normas ou disposições, desde que não constituam
crime.
Art. 14 - São transgressões disciplinares:
1 - todas as ações ou omissões contrárias à disciplina de bombeiro-militar especificadas no Anexo I
do presente Regulamento;
2 - todas as ações, omissões ou atos, não especificados na relação de trans gressões do Anexo citado,
que afetem a honra pessoal, o pundonor do bombeiro-militar, o decoro da classe ou o sentimento do dever e
outras prescrições contidas no Estatuto dos Bombeiros-Militares, leis e regulamentos, bem como aquelas
praticadas contra regras e ordens de serviço estabelecidas por autoridade competente.
CAPÍTULO V
JULGAMENTO DAS TRANSGRESSÕES
Art. 15 - O julgamento das transgressões deve ser precedido de um exame e de uma análise que
considerem:
1 - os antecedentes do transgressor;
2 - as causas que a determinaram;
3 - a natureza dos fatos que a envolveram; e
4 - as conseqüências que dela possam advir.
Art. 16 - No julgamento das transgressões podem ser levantadas causas que justifiquem a falta ou
circunstâncias que atenuem e/ou a agravem.
Art. 17 - São causas de justificação:
1 - ter sido cometida a transgressão na pratica de ação meritória, no interesse do serviço ou da ordem
pública;
2 - ter cometido a transgressão em legítima defesa, própria ou de outrem;
3 - ter sido cometida a transgressão em obediência à ordem superior;
4 - ter sido cometida a transgressão pelo uso imperativo de meios violentos, a fim de compelir o
subordinado a cumprir rigorosamente o seu dever, no caso de perigo, necessidade urgente, calamidade
pública, manutenção da ordem e da disciplina;
5 - ter havido motivo de força maior, plenamente comprovado e justificado; e
6 - nos casos de ignorância, plenamente comprovada, desde que não atente contra os sentimentos
normais de patriotismo, humanidade e probidade.
Parágrafo único - Não haverá punição quando for reconhecida qualquer causa de justificação.
Art. 18 - São circunstâncias atenuantes:
1 - bom comportamento;
2 - relevância de serviços prestados;
3 - ter sido cometida a transgressão para evitar mal maior;
4 - ter sido cometida a transgressão em defesa própria, de seus direitos ou de outrem, des de que não
constitua causa de justificação; e
5 - falta de prática do serviço.
Art. 19 - São circunstâncias agravantes:
1 - mau comportamento;
2 - prática simultânea ou conexão de duas ou mais transgressões;
3 - reincidência de transgressão mesmo punida verbalmente;
4 - conluio de duas ou mais pessoas;
5 - ser praticada a transgressão durante a execução de serviço,
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6- ser cometida a falta em presença de subordinado;


7 - ter abusado o transgressor de sua autoridade hierárquica;
8 - ser praticada a transgressão com premeditação;
9 - ter sido praticada a transgressão em presença de tropa; e
10 - ter sido praticada a trans gressão em presença de público.

CAP ÍTULO VI
CLASSIFICAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES
Art. 20 - A transgressão da disciplina deve ser classificada, desde que não haja causas de justificação,
em:
1 - leve;
2 - média; e
3 - grave.
Parágrafo único - A classificação da transgressão compete a quem couber aplicar a punição,
res peitadas as considerações estabelecidas no art. 15 deste Regulamento.
Art. 21 - A transgress ão da disciplina deve ser classificada como "grave" quando, não chegando a
constituir crime, constitua a mesma ato que afete o sentimento de dever, a honra pessoal, o pundonor de
bombeiro-militar ou o decoro da classe.

TÍTULO III
PUNIÇÕES DI SCIPLINARES
CAP ÍTULO VII
GRADAÇÃO E EXECUÇÃO DAS PUNIÇÕES
Art. 22 - A punição disciplinar objetiva o fortalecimento da disciplina.
Parágrafo único - A punição deve ter em vis ta o benefício educativo ao punido e à coletividade a que
ele pertence.
Art. 23 - As punições disciplinares a que estão sujeitos os bombeiros -militares, segundo a
classificação resultante do julgamento da transgressão, são as seguintes, em ordem de gravidade crescente:
1 - advertência;
2 - repreensão;
3 - detenção;
4 - prisão e prisão em separado; e
5 - licenciamento e exclusão a bem da disciplina.
Parágrafo único - As punições disciplinares de detenção e prisão não podem ultrapassar de 30 (trinta)
dias.
Art. 24 - Advertência - é a forma mais branda de punir. consiste numa admoestação feita verbalmente
ao transgressor, podendo s er de caráter particular ou ostens ivamente.
§ 1º - Quando ostensivamente, poderá ser na presenças de s uperior, no círculo de seus pares ou na
presença de toda ou parte da OBM.
§ 2º - Advertência, por s er verbal, não deve constar das alterações do punido, devendo, entretanto, ser
registrada em sua ficha disciplinar.
Art. 25 - Repreensão - é a punição que publicada em Boletim, não priva o punido da liberdade.
Art. 26 - Detenção - consiste no cerceamento da liberdade do punido, o qual deve permanecer no
local que lhe for determinado, normalmente o quartel, sem que fique, no entanto, confinado.
§ 1º - O detido comparece a todos os atos de instrução e serviços.
§ 2º - Em casos es peciais, a critério da autoridade que aplicou a punição, o Oficial BM ou o
Aspirante-a-Oficial BM pode ficar detido em sua residência.
Art. 27 - Prisão - consiste no confinamento do punido em local próprio e designado para tal.

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§ 1º - Os bombeiros-militares dos diferentes círculos de Oficiais BM e P raças BM estabelecidos no


Estatuto dos Bombeiros-Militares não poderão ficar presos no mesmo compartimento.
§ 2º - São lugares de prisão:
- Para Oficial BM e Aspirante-a-Oficial BM - determinado pelo Comandante do
aquartelamento;
- Para Subtenente BM e Sargento BM - compartimento denominado "prisão de
Subtenente e Sargento";
- P ara as demais praças BM - compartimento fechado denominado "xadrez".
§ 3º - Em casos es peciais, a critério da autoridade que aplicou a punição, o Oficial BM ou o
Aspirante-a-Oficial BM pode ter s ua residência como local de cumprimento da prisão, quando esta não for
superior a quarenta e oito (48) horas.
§ 4º - Quando a OBM não dispuser de instalações apropriadas, cabe à autoridade que aplicou a
punição, solicitar ao escalão superior local para servir de prisão em outra OBM.
§ 5º - Os presos disciplinares devem ficar separados dos presos à disposição da Justiça.
§ 6º - Compete à autoridade que aplicar a primeira punição à praça BM ajuizar da conveniência e
necessidade de confinar o punido, tendo em vista os altos interesses da ação educativa da coletividade e a
elevação do moral da tropa. Neste caso, esta circunstância será fundamentadamente publicada em Boletim da
OBM e o punido terá o quartel por menagem.
Art. 28 - A prisão deve ser cumprida sem prejuízo da instrução e dos serviços internos. Quando o for
com prejuízo, esta condição deve ser declarada em Boletim.
Art. 29 - Em casos especiais, a prisão pode ser agravada para "prisão em separado", devendo o punido
permanecer confinado e isolado, fazendo suas refeições no local da prisão. Es te agravamento não pode
exceder à metade da punição aplicada.
Parágrafo único - A "prisão em separado" deve constituir, em princípio, a parte inicial do
cumprimento da punição e não deve exceder à metade da punição aplicada.
Art. 30 - O recolhimento de qualquer transgress or à prisão, sem nota de punição publicada em
Boletim Interno da OBM, só poderá ocorrer por ordem das autoridades referidas nos itens 1, 2, 3, 4, 5 e 6 do
art. 10 deste Regulamento.
Parágrafo único - O dispos to neste artigo não se aplica no caso configurado no § 2º do art. 11 deste
Regulamento, ou quando houver;
1 - presunção ou indício de crime;
2 - embriaguez;
3 - ação de psicotrópicos;
4 - necessidade de averiguação; e
5 - necessidade de incomunicabilidade.
Art. 31 - Licenciamento e exclusão a bem da disciplina consistem no afastamento "ex-officio", do
bombeiro-militar das fileiras da Corporação, conforme prescrito no Estatuto dos Bombeiros-Militares.
§ 1º - O licenciamento a bem da disciplina deve ser aplicado à praça sem estabilidade assegurada,
mediante a análise de suas alterações, por iniciativa do Comandante, ou por ordem das autoridades
relacionadas nos itens 1, 2, 3, e 4 do art. 10 deste Regulamento, quando:
1 - a transgressão afeta o sentimento do dever, a honra pessoal, o pundonor de bombeiro-militar e o
decoro, e como repreensão imediata, ass im se torna necessária à disciplina;
2 - no comportamento "MAU", se verifica a imposs ibilidade e melhora de comportamento, como está
previsto neste Regulamento;
3 - houver condenação por crime militar, excluídos os culposos; e
4 - houver prática de crime comum, apurado em inquérito, excluído os culposos.
§ 2º - A exclusão a bem da disciplina deve ser aplicada, "ex-officio", ao aspirante-a-oficial BM e a
praça com estabilidade assegurada, de acordo com o prescrito no Estatuto dos Bombeiros-Militares.
§ 3º - O licenciamento a bem da disciplina poderá ser aplicado às praças sem estabilidade assegurada
em virtude de condenação por crime militar ou prática de crime comum, de natureza culposa, a critério das
autoridades relacionadas nos itens 1, 2, 3 e 4 do art. 10.
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CAPÍTULO VIII
NORMAS PARA APLICAÇÃO E CUMPRIMENTO DAS PUNIÇÕES
Art. 32 - As aplicação da punição compreende uma discrição sumária, clara e precisa dos fatos e
circunstâncias que determinaram a transgressão, o enquadramento da punição e a decorrente publicação em
Boletim da OBM.
§ 1º - Enquadramento - é a caracterização da transgressão acrescida de outros detalhes relacionado
com o comportamento do transgressor, cumprimento da punição ou justificação. No enquadramento são
necessariamente mencionados:
1 - a transgressão cometida, em termos precisos e sintéticos e a especificação em que a mesma incida
pelos números constantes do ANEXO I ou pelo item 2 do art. 14 deste Regulamento. Não devem ser emitidos
comentários deprimentes e /ou ofensivos, sendo porém permitidos os ensinamentos decorrentes, desde que
não contenham alusões pessoais;
2 - os itens, artigos e parágrafos das circunstâncias atenuantes e/ou agravantes, ou causas de
jus tificação;
3 - a classificação da transgressão;
4 - a punição imposta;
5 - o local do cumprimento da punição, se for o caso;
6 - a classificação do comportamento do bombeiro-militar em que a praça BM punida permaneça ou
ingresse;
7 - a data do início do cumprimento da punição, se o punido tiver sido recolhido de acordo com o § 2º
do art. 11 deste Regulamento; e
8 - a determinação para posterior cumprimento, se o punido estiver baixado, afastado do serviço ou à
dis pos ição de outra autoridade.
§ 2º - P ublicação em Boletim - é o ato administrativo que formaliza a aplicação da punição ou a sua
jus tificação.
§ 3º - Quando ocorrer causa de justificação, no enquadramento e na publicação em Boletim
menciona-se a jus tificação da falta, em lugar da punição imposta.
§ 4º - Quando a autoridade que aplica a punição não dispuser de Boletim para a sua aplicação, esta
deve ser feita, mediante solicitação escrita, no da autoridade imediatamente superior.
Art. 33- A aplicação da punição deve ser feita com justiça, serenidade e imparcialidade, para que o
punido fique consciente e convicto de que a mesma se inspira no cumprimento exclus ivo de um dever.
Art. 34 - A publicação da punição imposta a Oficial BM ou a aspirante-a-oficial BM, em princípio,
deve ser feita em Boletim Reservado, podendo ser em Boletim Ostensivo s e as circunstâncias ou a natureza
da transgressão assim o recomendarem.
Art. 34 -A aplicação da punição deve obedecer às seguintes normas:
1 - a punição deve ser proporcional à gravidade da transgressão, dentro dos seguintes limites:
a - de advertência até dez (10) dias de detenção, para transgressão "leve";
b - de detenção até dez (10) dias de pris ão, para transgressão "média"; e
c - de prisão até licenciamento ou exclusão a bem da disciplina, previstos no art. 31 deste
Regulamento, para transgressão "grave".
2 - a punição não pode atingir até o máximo previsto no item anterior, quando ocorrerem apenas
circunstâncias atenuantes ;
3 - a punição deve ser dosada quando ocorrerem apenas circunstâncias atenuantes;
4 - por uma única transgressão não deve s er aplicada mais de uma punição;
5 - a punição disciplinar, no entanto, não exime o punido da responsabilidade civil que lhe couber; e
6 - na decorrência de mais de uma transgressão, sem conexão entre si, a cada uma deve ser impos ta a
punição correspondente. Em caso contrário, as de menor gravidade serão consideradas como circunstâncias
agravantes da transgressão principal.

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§ 1º - No concurs o de crime e transgressão disciplinar, quando forem da mesma natureza, deve


prevalecer a aplicação da penas relativa ao crime, se como tal houver capitulação.
§ 2º - A trans gressão disciplinar será apreciada para efeito de punição, quando da absolvição ou da
rejeição da denúncia.
Art. 36 - A aplicação da primeira punição classificada como "prisão" é da competência do
Comandante.
Art. 37 - Nenhum bombeiro-militar será punido sem que tenha sido ouvido e apuradas as razões da
transgressão.
Parágrafo único - Nenhum bombeiro-militar deve ser interrogado ou punido em estado de embriaguez
ou s ob ação de psicotrópicos.
Art. 38 - O início do cumprimento da punição disciplinar deve ocorrer com a dis tribuição do Boletim
da OBM que publica a aplicação da punição.
§ 1º - O tempo de detenção ou prisão, antes da respectiva publicação em boletim, não deve
ultrapassar de setenta e duas (72) horas.
§ 2º - A contagem do tempo de cumprimento da punição vai do momento em que o punido for
recolhido até aquele em que for pos to em liberdade.
Art. 39 - A autoridade que necessitar punir s eu subordinado, à disposição ou a serviço de outra
autoridade, deve a ela requisitar a apresentação do punido para aplicação da punição.
Parágrafo único - Quando o local determinado para o cumprimento da punição for a sua OBM, pode
solicitar àquela autoridade que determine o recolhimento do punido diretamente ao local des ignado.
Art. 40 - O cumprimento da punição disciplinar por bombeiro-militar afastado do s erviço, deve
ocorrer após a sua apresentação, pronto na OBM, salvo nos casos de preservação da disciplina e do decoro da
Corporação.
Parágrafo único -A interrupção de licença especial, licença para tratar de interesse particular ou de
licença para tratamento de saúde de pessoa da família, para cumprimento de punição disciplinar, somente
ocorrerá quando autorizada pelas autoridades referidas nos itens 1, 2, e 3 do art. 10 deste Regulamento.
Art. 41 - As punições disciplinares, de que trata este Regulamento, devem ser aplicadas de acordo
com as prescrições no mesmo estabelecidas. A punição máxima que cada autoridade referida no art. 10 deste
Regulamento pode aplicar, acha-se especificada no quadro de punição máxima (ANEXO II) .
§ 1º - Quando duas autoridades de níveis hierárquicos diferentes, ambas com ação disciplinar sobre o
transgressor, conhecerem da transgressão, à de nível mais elevado competirá punir, salvo se entender que a
punição está dentro dos limites de competência da do menor nível, caso em que esta comunicará ao superior a
sanção disciplinar que aplicou.
§ 2º - Quando uma autoridade, ao julgar uma transgressão, concluir que a punição está além do limite
máximo que lhe é autorizado, cabe à mesma s olicitar à autoridade superior, com ação disciplinar sobre o
transgressor, a aplicação devida.
Art. 42 - A interrupção da contagem de tempo da punição, nos casos de baixa a hospital ou
enfermaria e outros, vai do momento em que o punido for retirado do local de cumprimento da punição até o
seu retorno.
Parágrafo único - O afastamento e o retorno do punido do local do cumprimento da punição devem
ser publicados em Boletim.

CAP ÍTULO IX
MODI FICAÇÃO NA APLICAÇÃO DAS PUNIÇÕES
Art. 43 - A modificação da aplicação da punição pode ser realizada pela autoridade que a aplicou ou
por outra, superior e competente, quando tiver conhecimento de fatos que recomendem tal procedimento.
Parágrafo único - as modificações da aplicação de punições são:
1 - anulação;
2 - relevação;
3 - atenuação; e
4 - agravação.
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Art. 44 - A anulação da punição consiste em tornar sem efeito a aplicação da mes ma.
§ 1º - Deve ser concedida quando for comprovado ter ocorrido injus tiça ou ilegalidade na sua
aplicação.
§ 2º - Far-se-á em obediência aos prazos seguintes :
1 - em qualquer tempo e em qualquer circunstância, pelas autoridades especificadas nos itens 1, 2 e
3 do art. 10 deste Regulamento;
2 - no prazo de sessenta (60) dias, pelas demais autoridades.
§ 3º - A anulação sendo concedida ainda durante o cumprimento da punição, importa em ser o punido
posto em liberdade imediatamente.
Art. 45 - A anulação da punição deve eliminar toda e qualquer anotação e/ou registro nas alterações
do bombeiro-militar relativos à sua aplicação.
Art. 46 - A autoridade que tome conhecimento de comprovada ilegalidade ou injustiça na aplicação
de punição e não tendo competência para anulá-la ou não disponha dos prazos referidos no § 2º do art. 44
deste Regulamento, deve propor a s ua anulação à autoridade competente, fundamentadamente.
Art. 47 - a relevação de punição consiste na suspensão do cumprimento da punição imposta.
Parágrafo único - A relevação da punição pode ser concedida:
1 - quando ficar comprovado que foram atingidos os objetivos visados com a aplicação da mes ma,
independente do tempo de punição a cumprir; e
2 - por motivo de passagem de comando, data do aniversário do CBERJ ou data nacional, quando já
tiver cumprido pelo menos metade da punição.
Art. 48 - A atenuação de punição consis te na transformação das punição proposta ou aplicada em uma
menos rigorosa, se assim o exigir o interesse da disciplina e da ação educativa do punido.
Art. 49 - A agravação da punição consiste na transformação da punição proposta ou aplicada em uma
mais rigorosa, se assim o exigir o interesse da dis ciplina e da ação educativa do punido.
Parágrafo único - a "prisão em separado" é cons iderada como uma das formas de agravação de
punição de prisão para Soldado BM.
Art. 50 - São competentes para anular, relevar, atenuar e agravar as punições impostas por si ou por
seus s ubordinados, as autoridades dis criminadas no art. 10 deste Regulamento, devendo esta decisão ser
jus tificada em Boletim.

TÍTULO IV
COMPORTAMENTO DO BOMBEIRO-MILITAR
CAPÍTULO X
CLASSI FICAÇÃO, RECLASSIFICAÇÃO E MELHORIA DE COMPORTAMENTO
Art. 51- O comportamento de bombeiro-militar das praças BM espelha o seu procedimento civil e de
bombeiro-militar sob o ponto de vista disciplinar.
§ 1º- A classificação, a reclassificação e a melhoria de comportamento, são da competência do
Comando-Geral e do Comandante de OBM, obedecido o disposto neste capítulo e necessariamente
publicadas em Boletim.
§ 2º - Ao ser incluída no Corpo de Bombeiros a praça será classificada no comportamento "bom".
Art. 52 - O comportamento de bombeiro-militar das praças BM deve ser classificado em:
1 - excepcional- quando no período de oito (8) anos de efetivo serviço não tenha sofrido qualquer
punição disciplinar;
2 - ótimo - quando no período de quatro (4) anos de efetivo serviço tenha sido punida com até uma
(1) detenção;
3 - bom - quando no período de dois (2) anos de efetivo serviço tenha sido punida com até duas (2)
prisões;
4 - insuficiente - quando no período de um (1) ano de efetivo serviço tenha sido punida com até duas
(2) prisões; e

CBMERJ - EMG 64 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

5 - mau - quando no período de um (1) ano de efetivo serviço tenha sido punida com mais de duas (2)
prisões.
Art. 53 - A reclassificação de comportamento de soldado BM, com punição de prisão de mais de vinte
(20) dias agravada para "prisão em separado", é feita automaticamente para o comportamento "mau",
qualquer que seja o seu comportamento anterior.
Art. 54 - A contagem de tempo para melhoria de comportamento é automática, decorridos os prazos
estabelecidos no art. 52 deste Regulamento, começa a partir da data em que se encerra o cumprimento da
punição
Art. 55 - P ara efeito de classificação, reclassificação e melhoria de comportamento, tão s omente de
que se trata este Capítulo:
1 - duas (2) repreens ões eqüivalem a uma (1) detenção;
2 - quatro (4) repreensões eqüivalem a uma (1) prisão; e
3 - duas (2) detenções eqüivalem a uma (1) prisão.

TÍTULO V
DIREITOS E RECOMPENSAS
CAPÍTULO XI
APRESENTAÇÃO DE RECURSOS
Art. 56 - Interpor recurso disciplinar é o direito concedido ao bombeiro-militar que se julgue ou
julgue subordinado seu, prejudicado, ofendido ou injustiçado por superior hierárquico, na esfera
disciplinar.
Parágrafo único - São recursos disciplinares:
1 - o pedido de reconsideração de ato;
2 - a queixa; e
3 - a representação.
Art. 57 - Reconsideração de ato - é o recurso interposto mediante requerimento, por meio do qual o
bombeiro-militar, que se julgue ou julgue subordinado seu prejudicado, ofendido ou injustiçado, solicita a
autoridade que praticou o ato, que reexamine sua decisão e reconsidere seu ato.
§ 1º - O pedido de recons ideração de ato deve ser encaminhado através da autoridade a quem o
requerente es tiver diretamente subordinado.
§ 2º - O pedido de reconsideração de ato deve ser apresentado no prazo máximo de dois (2) dias úteis,
a contar da data em que o bombeiro-militar tomar, oficialmente, conhecimento dos fatos que o motivaram.
§ 3º - A autoridade, a quem é dirigido o pedido de reconsideração de ato, deve dar des pacho ao
mesmo no prazo máximo de quatro (4) dias úteis.
Art. 58 - Queixa - é o recurso disciplinar, normalmente redigido sob a forma de ofício ou parte,
interposto por bombeiro-militar que se julgue injustiçado, dirigido diretamente ao superior imediato da
autoridade contra quem é apresentada a queixa.
§ 1º - A apresentação de queixa só é cabível após o pedido de reconsideração de ato ter sido
solucionado e publicado em Boletim da OBM, onde serve o queixoso.
§ 2º - A apresentação de queixa deve ser feita dentro de um prazo de cinco (5) dias úteis, a contar da
publicação em Boletim da solução de que trata o parágrafo anterior.
§3º - O queixoso deve informar, por escrito, à autoridade de quem vai se queixar, do objeto do
recurso disciplinar que irá apresentar.
§ 4º - O queixoso deve ser afastado da subordinação direta da autoridade contra quem formulou o
recurso, até que o mesmo seja julgado. Deve, no entanto, permanecer na localidade onde serve, salvo a
existência de fatos que contra-indiquem a sua permanência na mesma.
Art. 59 - Representação - é o recurso disciplinar, normalmente é redigido sob a forma de ofício ou
parte, interposto por autoridade que julgue s ubordinado seu estar sendo vítima de injustiça ou prejudicado em
seus direitos, por ato de autoridade superior.

CBMERJ - EMG 65 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Parágrafo único - A apresentação deste recurso disciplinar deve seguir os mesmos procedimentos
prescritos, no art. 58 e seus parágrafo deste Regulamento.
Art. 60 - A apresentação do recurso disciplinar mencionado no parágrafo único do art. 56 deste
Regulamento deve ser feita individualmente; tratar de caso específico; cingir-se aos fatos que o motivaram
; fundamentar-se em novos argumentos, provas ou documentos comprobatórios e elucidativos e não
apresentar comentários.
§ 1º - O prazo para a apresentação de recurso disciplinar, pelo bombeiro-militar que se encontra
cumprindo punição disciplinar, executando serviço ou ordem que motive a apresentação do mesmo, começa a
ser contado cessadas as situações citadas.
§ 2º - O recurso disciplinar que contrarie o prescrito neste Capítulo é considerado prejudicado pela
autoridade a quem foi destinado, cabendo a esta mandar arquivá-lo e publicar sua decisão em Boletim,
fundamentalmente.
§ 3º - A tramitação de recurso deve ter tratamento de urgência em todos os escalões.

CAPÍTULO XII
CANCELAMENTO DE PUNIÇÕES
Art. 61 - Cancelamento de punição é o direito concedido ao bombeiro-militar de ter cancelado a
averbação de punições e outras notas a elas relacionadas, em suas alterações.
Art. 62 - O cancelamento da punição pode ser conferido ao bombeiro-militar que o requerer dentro
das seguintes condições:
1 - não ser a trans gressão, objeto da punição, atentória ao sentimento do dever, à honra pessoal, ao
pundonor de bombeiro-militar ou ao decoro da classe;
2 - ter bons serviços prestados, comprovado pela análise de suas alterações;
3 - ter conceito favorável de seu Comandante; e
4 - ter completado, sem qualquer punição:
a - nove (9) anos de efetivo serviço, quando a punição a cancelar for de prisão; e
b - cinco (5) anos de efetivo s erviço, quando a punição a cancelar for de repreensão ou detenção.
Art. 63 - A entrada de requerimento solicitando cancelamento de punição, bem como a solução dada
ao mesmo, devem constar em Boletim.
Parágrafo único - A solução do requerimento de cancelamento de punição é de competência do
Comandante-Geral.
Art. 64 - O Comandante-Geral pode cancelar uma ou todas as punições de bombeiro-militar que
tenha prestado comprovadamente relevantes serviços independentemente das condições enunciadas no art.
62 do presente Regulamento e do requerimento do interessado.
Art. 65 - Todas as anotações relacionadas com as punições canceladas devem ser tingidas de maneira
que não seja possível sua leitura. Na margem onde foi feito o cancelamento, devem ser anotados o número e
a data do Boletim da autoridade que concedeu o cancelamento, sendo esta anotação rubricada pela autoridade
competente para ass inar as folhas de alterações.

CAP ÍT ULO XIII


DAS RECOMPENSAS
Art. 66 - Recompensas cons tituem reconhecimento dos bons serviços prestado por bombeiros-
militares.
Art. 67 - Além de outras previstas em leis e regulamentos especiais, s ão recompensas de bombeiros-
miliitares:
1 - o elogio;
2 - as dispensas de serviço; e
3 - a dispensa da revista do recolher e do pernoite, nos centros de formação para alunos dos cursos de
formação.
Art. 68 - O elogio pode ser individual ou coletivo.
CBMERJ - EMG 66 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 1º - O elogio individual, que coloca em relevo as qualidades morais e profissionais, somente poderá
ser formulado a bombeiros-militares que se hajam destacado do resto da coletividade no desempenho do ato
de serviço ou ação meritória. Os aspectos principais que devem s er abordados são os referentes ao caráter, à
coragem e desprendimento, à inteligência, às condutas civil e de bombeiro-militar, às culturas profissional e
geral, à capacidade como instrutor, à capacidade como comandante e como administrador e à capacidade
física.
§ 2º - Só serão registrados nos assentamentos dos bombeiros-militares os elogios individuais obtidos
no desempenho de funções próprias ao Corpo de Bombeiros e concedidos por autoridade com atribuição para
fazê-lo.
§ 3º - O elogio coletivo visa a reconhecer e a ressaltar um grupo de bombeiros-militares ou fração da
tropa ao cumprir destacadamente uma determinada missão.
§ 4º - Quando a autoridade que elogiar não dispuser de Boletim para a publicação, esta deve ser feita,
mediante solicitação escrita, no da autoridade imediatamente superior.
Art. 69 - As dispensas do serviço, como recompensa, podem ser:
1 - dispensa total do serviço, que isenta de todos os trabalhos da OBM, inclusive os de instrução;
2 - dispensa parcial do serviço, quando isenta de alguns trabalhos, que devem ser especificados na
concessão.
§ 1º - A dispensa total do serviço é concedida pelo prazo máximo de oito (8) dias e não deve
ultrapassar o total de dezesseis (16) dias, no decorrer de um (1) ano civil. Esta dispensa não invalida o direito
de férias.
§ 2º - A dispensa total do serviço para ser gozada fora da sede, fica subordinada às mesmas regras de
concessão de férias.
§ 3º - A dispensa total de serviço é regulada por períodos de vinte e quatro (24) horas, contados de
Boletim. A sua publicação deve ser feita, no mínimo, vinte e quatro (24) horas antes do seu início, salvo
motivo de força maior.
Art. 70 - As dispensas da revista do recolher e pernoitar no quartel, podem ser incluídas em uma
mesma concessão. Não justificam a ausência do serviço para o qual o aluno bombeiro-militar está ou for
escalado e nem da instrução a que deva comparecer.
Art. 71 - São competentes para conceder as recompensas de que trata es te Capítulo, as autoridade
especificadas no art. 10 deste Regulamento.
Art. 72 - São competentes para anular, restringir ou ampliar as recompensas concedidas por si ou
por seus subordinados, as autoridades especificadas no art. 10 deste Regulamento, devendo essa decisão ser
jus tificada em boletim.

T ÍT ULO VI
DISP OSIÇÕES FINAIS
Art. 73 - Os julgamentos a que forem submetidos os bombeiros-militares, perante Conselho de
Justificação ou Conselho de Disciplina, serão conduzidos segundo normas próprias ao funcionamento dos
referidos Conselhos.
Parágrafo único - As causas determinantes que levam o bombeiro-militar a ser s ubmetido a um
destes Conselhos, "ex-officio" ou a pedido, e as condições para sua instauração, funcionamento e
providências decorrentes, estão estabelecidas na legislação que dispõe sobre os citados conselhos e dá outras
providências.
Art. 74 - O Comandante-Geral baixará instruções complementares necessárias à interpretação,
orientação aplicação deste Regulamento, às circunstâncias e caso não previstos no mes mo

ANEXO I

RELAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES


CBMERJ - EMG 67 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

I - INTRODUÇÃO

1 - As transgressões disciplinares, a que se refere o item 1 do art. 14 deste Regulamento, são neste
Anexo enumeradas e especificadas.
A numeração deve servir de referência para o enquadramento e publicação em Boletim da punição
ou da justificação da transgressão.
2 - No caso das trans gressões a que se refere o item 2 do art. 14 deste Regulamento, quando do
enquadramento e publicação em boletim da punição ou justificação da transgressão, tanto quanto possível,
deve ser feita alusão aos artigos, parágrafos, alíneas e números das leis, regulamentos, normas ou ordens que
contrariem ou contra os quais tenha havido omissão.
3 - A classificação da trans gressão "leve", "média" ou "grave" é competência de quem a julga,
levando em cons ideração o que estabelecem os Capítulos V e VI deste Regulamento.

II - RELAÇÃO DAS TRANSGRESSÕES

1 - Faltar à verdade.
2 - Utilizar-se do anonimato.
3 - Concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizade entre camaradas.
4 - Freqüentar ou fazer parte de sindicatos, ass ociações profissionais com caráter de sindicatos ou similares.
5 - Deixar de punir transgressor da disciplina.
6 - Não levar falta ou irregularidade que presenciar, ou de que tiver ciência e não lhe couber reprimir, ao
conhecimento da autoridade competente, no mais curto prazo.
7 - Deixar de cumprir ou fazer cumprir normas regulamentares na es fera de suas atribuições.
8 - Deixar de comunicar a tempo, ao superior imediato, ocorrência no âmbito de suas atribuições quando se
julgar suspeito ou impedido de providenciar a respeito.
9 - Deixar de comunicar ao s uperior imediato ou na ausência deste, a qualquer autoridade superior, toda
informação que tiver sobre iminente perturbação da ordem pública ou grave alteração do s erviço, logo
que disto tenha conhecimento.
10 - Deixar de informar processo que lhe for encaminhado, exceto nos casos de suspeição ou impedimento
ou absoluta falta de elementos, hipóteses em que estas circunstâncias serão fundamentadas.
11 - Deixar de encaminhar à autoridade competente, na linha de subordinação e no mais curto prazo, recurso
ou documento que receber, desde que elaborado de acordo com os preceitos regulamentares, s e não estiver
na sua alçada dar solução.
12 - Retardar ou prejudicar medidas ou ações de ordem judicial ou policial de que esteja investido ou que
deva promover.
13 - Apresentar parte ou recurs o sem seguir as normas e preceitos regulamentares ou em termos
des respeitosos ou com argumentos falsos ou de ma fé, ou mes mo sem justa causa ou razão.
14 - Dificultar ao subordinado a apresentação de recursos.
15 - Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem recebida, tão logo seja possível.
16 - Retardar a execução de qualquer ordem.
17 - Aconselhar ou concorrer para não ser cumprida qualquer ordem de autoridade competente, ou para
retardar a sua execução.
18 - Não cumprir ordem recebida.
19 - Simular doença para esquivar-se ao cumprimento de qualquer dever de bombeiro-militar.
20 - Trabalhar mal, intencionalmente ou por falta de atenção em qualquer serviço ou instrução.
21 - Deixar de participar a tempo, à autoridade imediatamente superior, impossibilidade de comparecer à
OBM ou a qualquer ato de serviço.

CBMERJ - EMG 68 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

22 - Faltar ou chegar atrasado a qualquer ato de serviço em que deva tomar parte ou assistir.
23 - Permutar serviço sem permissão de autoridade competente.
24 - Comparecer o bombeiro-militar a qualquer solenidade, festividade ou reunião social, com uniforme
diferente do previsto.
25 - Abandonar serviço para o qual tenha sido designado.
26 - Afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de disposição legal ou ordem.
27 - Deixar de apresentar-se, nos prazos regulamentares, à OBM para que tenha sido transferido ou
classificado e às autoridades competentes, nos casos de comissão ou serviço extraordinário para os quais
tenha sido designado.
28 - Não se apresentar ao fim de qualquer afastamento do serviço ou, ainda, logo que souber que o mesmo foi
interrompido.
29 - Representar a OBM e mesmo a Corporação, em qualquer ato, sem estar devidamente autorizado.
30 - Tomar compromisso pela OBM que comanda ou em que serve sem estar autorizado.
31 - Contrair dívida ou assumir compromisso superior às suas possibilidades, comprometendo o bom nome
da classe.
32 - Esquivar-se a satisfazer compromisso de ordem moral ou pecuniária que houver assumido.
33 - Não atender a observação de autoridade competente, para satisfazer débito já reclamado.
34 -Não atender à obrigação de dar assistência a sua família ou dependente legalmente constituído.
35 - Fazer, diretamente ou por intermédio de outrem, transações pecuniária envolvendo assunto de serviço,
bens da Administração Pública ou material proibido, quando isso não configure crime.
36 - Realizar ou propor transações pecuniárias envolvendo superior, igual ou s ubordinado. Não são
cons iderados transações pecuniárias os empréstimos em dinheiro sem auferir lucro.
37 -Deixar de providenciar, a tempo, na es fera de suas atribuições, por negligência ou incúria, medidas
contra qualquer irregularidade de que venha a tomar conhecimento.
38 - Recorrer ao Judiciário sem antes esgotar todos os recursos administrativos.
39 -Retirar ou tentar retirar de qualquer lugar sob a jurisdição de bombeiro-militar, material, viatura ou
objeto ou mesmo deles servir-se, sem ordem do responsável ou proprietário.
40 - Não zelar devidamente, danificar ou extraviar, por negligência ou desobediência a normas de serviço,
material da Fazenda Nacional, Estadual ou Municipal que esteja ou não sob sua res ponsabilidade direta.
41 - Ter pouco cuidado com o asseio próprio ou coletivo, em qualquer circunstância.
42 - Portar-se sem compos tura em lugar público.
43 - Freqüentar lugares incompatíveis com o seu nível s ocial e o decoro da classe.
44 - Permanecer a praça em dependência da OBM, des de que seja estranho ao serviço, ou sem
cons entimento ou ordem de autoridade competente.
45 - Portar a praça arma regulamentar sem estar de serviço ou sem ordem para tal.
46 - Portar a praça arma não regulamentar sem permissão por escrito de autoridade competente.
47 - Disparar arma com imprudência ou negligência.
48 - Içar ou arriar bandeira ou insígnia, sem ordem para tal.
49 - Dar toques ou fazer sinais, sem ordem para tal.
50 - Conversar ou fazer ruídos em ocas iões, lugares ou horas impróprias.
51 - Espalhar boatos ou notícias tendenciosas.
52 - Provocar ou fazer-se causa, voluntariamente , de origem de alarme injustificável
53 - Usar violência desnecessária no ato de efetuar prisão.
54 - Maltratar preso sob sua guarda.
55 - Deixar alguém conversar ou entender-se com preso incomunicável, sem autorização de autoridade
competente.
56 - Conversar com sentinela ou preso incomunicável.
57 - Deixar que preso conservem em seu poder instrumentos ou objetos não permitidos.

CBMERJ - EMG 69 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

58 - Conversar, sentar-se ou fumar a sentinela ou o plantão da hora, ou ainda, consentir na formação ou


permanência de grupo ou de pessoa junto ao s eu posto de serviço.
59 - Fumar em local de incêndio e em lugares ou ocasiões onde isso seja vedado, ou quando se dirigir a
superior.
60 - T omar parte em jogos proibidos ou jogar a dinheiro os permitidos, em área de bombeiro-militar ou sob
jurisdição de bombeiro-militar.
61 - Tomar parte, em área de bombeiro-militar ou sob jurisdição de bombeiro-militar, em discussões a
respeito de política ou religião, ou mesmo provocá-la.
62 - Manifes tar-se, publicamente, a respeito de assuntos políticos ou tomar parte, fardado, em manifestações
da mesma natureza.
63 - Deixar o superior de determinar a saída imediata, de s olenidade de bombeiro-militar ou civil, de
subordinado que a ela compareça em uniforme diferente do previsto.
64 - Apresentar-se desuniformizado, mal uniformizado ou com o uniforme alterado.
65 - Sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha não regulamentar, bem como, indevidamente dis tintivo e
condecoração.
66 - Andar o bombeiro-militar a pé ou em coletivos públicos com o uniforme inadequado contrariando o
RUCBERJ ou normas a respeito.
67 - Usar trajes civil, o cabo ou soldado, quando isso contrariar ordem de autoridade competente.
68 - Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial cuja divulgação possa ser prejudicial à disciplina
ou à boa ordem do serviço.
69 - Dar conhecimento de fatos, documentos ou assuntos de bombeiros-militares a quem deles não deva ter
conhecimento e não tenha atribuições para nele intervir.
70 - Publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos, documentos ou ass untos de bombeiros-militares
que possam concorrer para o des prestígio da Corporação ou firam a disciplina ou a segurança.
71 - Entrar ou sair de qualquer OBM, o cabo ou soldado, com objetos ou embrulhos, sem autorização do
comandante da guarda ou autorização similar.
72 - Deixar o oficial BM ou aspirante-a-oficial BM ao entrar em OBM onde não sirva, de dar ciência de sua
presença ao oficial de dia e, em seguida, de procurar o comandante ou o mais graduado dos oficiais BM
presentes, para cumprimentá-lo.
73 - Deixar o subtenente, sargento, cabo ou soldado BM, ao entrar em OBM onde não sirva, de apresentar-se
ao oficial de dia ou seu substituto legal.
74 - Deixar o comandante da guarda ou agente de segurança correspondente de cumprir as prescrições
regulamentares com respeito à entrada ou à permanência na OBM de civis, militares ou bombeiros-
militares estranhos à mes ma.
75 - P enetrar o bombeiro-militar, sem permissão ou ordem,, em aposentos destinados a s uperior ou onde esse
se ache, bem como, em qualquer lugar onde a entrada lhe seja vedada.
76 - P enetrar ou tentar penetrar o bombeiro-militar em alojamento de outra OBM, depois da revista do
recolher, salvo os oficiais ou s argentos, que, pelas suas funções, sejam a isto obrigado.
77 - Entrar ou sair de OBM com força armada, sem prévio conhecimento ou ordem da autoridade competente.
78 - Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OBM fora das horas de expediente, desde que não seja
respectivo chefe ou sem a s ua ordem escrita com a expressa declaração de motivo, salvo situações de
emergência.
79 - Desrespeitar regras de trânsito, medidas gerais de ordem policial, judicial ou administrativa.
80 - Deixar de portar, o bombeiro-militar, o seu documento de identidade, estando ou não fardado ou de
exibi-la quando solicitado.
81 - Maltratar ou não ter o devido cuidado no trato com os animais.
82 - Desrespeitar em público as convenções sociais.
83 - Desconsiderar ou desres peitar a autoridade civil.
84 - Desrespeitar corporação judiciária, ou qualquer de seus membros, bem como criticar, em público ou pela
imprens a, seus atos e decisões.

CBMERJ - EMG 70 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

85 - Não se apresentar a superior hierárquico ou de sua presença retirar-se, sem obediência às normas
regulamentares.
86 - Deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar a superior, ressalvadas as exceções previstas no
Regulamento de Continências, Honras e Sinais de Respeito das Forças Armadas.
87 - Sentar-s e a praça, em público, à mesa em que estiver oficial ou vice-versa, salvo em solenidade,
festividade ou reuniões sociais.
88 - Deixar, deliberadamente, de corresponder a cumprimento de subordinado.
89 - Deixar o subordinado, quer uniformizado, quer em traje civil, de cumprimentar superior, uniformizado
ou não, neste cas o desde que o conheça, ou prestar-lhe as homenagens e sinais regulamentares de
cons ideração e res peito.
90 - Deixar ou negar-se a receber vencimento, alimentação, fardamento, equipamento ou material que lhe
seja destinado ou deva ficar em seu poder ou sob sua responsabilidade.
91 - Deixar o bombeiro-militar, presente a solenidades internas ou externas onde se encontrem superiores
hierárquicos, de saudá-los de acordo com as normas regulamentares.
92 - Deixar o oficial BM ou aspirante-a-oficial BM, tão logo seus afazeres o permitam, de apresentar-se ao
de maior pos to e ao substituto legal imediato, da OBM onde serve, para cumprimentá-lo, salvo ordem ou
instrução a respeito.
93 - Deixar o subtenente BM ou o sargento BM, tão logo seus afazeres o permitam, de apresentar-se ao seu
comandante ou chefe imediato.
94 - Dirigir-se, referir-se ou responder de maneira desatenciosa a superior.
95 - Censurar ato de superior ou procurar desconsiderá-lo.
96 - Procurar desacreditar seu igual ou subordinado.
97 - Ofender, provocar ou desafiar superior.
98 -.Ofender, provocar ou desfiar seu igual ou s ubordinado.
99 - Ofender a moral por atos, gestos ou palavras.
100 - Travar discussão, rixa ou luta corporal com seu igual ou subordinado.
101 - Discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de comunicação, sobre assuntos políticos,
militares ou de bombeiro-militar, excetuando-se os de natureza exclus ivamente técnica, quando
devidamente autorizado.
102 - Autorizar, promover ou tomar parte em qualquer manifestação coletiva, seja de caráter
reivindicatório, seja de crítica ou de apoio a ato superior, com exceção das demonstrações íntimas de boa
e sã camaradagem e com conhecimento do homenageado.
103 - Aceitar o bombeiro-militar qualquer manifestação coletiva de seus subordinados, salvo a
exceção do número anterior.
104 - Autorizar , promover ou assinar petições coletivas dirigidas a qualquer autoridade civil ou
bombeiro-militar.
105 - Dirigir memoriais ou petições, a qualquer autoridade, sobre assuntos de alçada do Comando-Geral
do CBERJ, salvo em grau de recurso, na forma prevista neste Regulamento.
106 - T er em seu poder, introduzir ou distribuir, em área de bombeiro-militar ou sob a jurisdição de
bombeiro-militar publicações, estampas ou jornais que atentem contra disciplina ou a moral.
107 - Ter em seu poder ou introduzir, em área de bombeiro-militar ou sob a jurisdição de bombeiro-
militar, inflamável ou explosivo, s em permissão da autoridade competente.
108 - T er em seu poder, introduzir ou distribuir, em área de bombeiro-militar ou sob a jurisdição de
bombeiro-militar, tóxicos, ou entorpecentes , a não ser mediante prescrição de autoridade competente.
109 - T er em seu poder ou introduzir, em área de bombeiro-militar ou sob jurisdição de bombeiro-
militar, bebidas alcoólicas, salvo quando devidamente autorizado.
110 - Fazer uso, estar sob ação ou introduzir outrem a uso de tóxicos, entorpecentes ou produtos
alucinógenos.
111 - Embriagar-se ou induzir outro à embriaguez, embora tal estado não tenha s ido constatado por
médico.

CBMERJ - EMG 71 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

112 - Usar o uniforme, quando de folga, se isso contrariar ordem de autoridade competente.
113 - Usar , quando uniformizado, barba, cabelos, bigode ou costeletas excessivamente comprido ou
exagerados, contrariando dis pos ições a respeito.
114 - Utilizar ou autorizar a utilização dos subordinados para serviços não previstos em regulamento.
115 - Dar por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou claramente inexeqüível, que possa acarretar ao
subordinado responsabilidade, ainda que não chegue a ser comprida.
116 - Prestar informação a superior induzindo-o a erro deliberada ou intencionalmente.
117 - Omitir, em nota de ocorrência, relatório ou qualquer documento, dados indispens áveis ao
esclarecimento dos fatos.
118 - Violar ou Deixar de preservar local de crime.
119 - Soltar preso ou detido ou dispensar parte de ocorrência sem ordem de autoridade competente.
120 - P articipar o bombeiro-militar da ativa, de firma comercial, de emprego indus trial de qualquer
natureza, ou nelas exercer função ou emprego remunerado, salvo como acionista ou quotista em sociedade
anônima ou por cotas de respons abilidade limitada.
121 -T ransportar em viatura ou viaturas de que é responsável pessoas estranhas sem permissão da
autoridade competente, salvo quando a comprovada natureza do serviço assim o exigir.
122 - Não observar as ordens em vigor relativas ao tráfego nas saídas e regressos de socorros, bem
como nos deslocamentos de viaturas nas imediações e interior dos quartéis, quando não estiverem em
serviço de socorros.
123 - E xecutar exercícios profissionais que envolvam acentuados perigos, sem autorização superior,
salvos nos casos de competições, demonstrações, etc., em que haverá um responsável.
124 - Afastar-se do local de incêndio, desabamento, inundação ou outro qualquer serviço de socorro, sem
estar autorizado.
125 - Afastar-se o motorista da viatura sob sua responsabilidade, nos serviços de incêndio e outros
misteres da profissão.
126 - Não dar ciência à Administração dos avisos de incêndio de regular ou grande proporções que
tenha recebido e nos quais haja socorro empenhado.
127 - Faltar à corrida para incêndio ou outros socorros.
128 - Receber ou permitir que seu subordinado receba, em local de socorro, quaisquer objetos ou
valores, mesmo quando doados pelo proprietário ou responsável pelo local dos sinistro.
129 - Afastar-se o oficial BM de sua residência quando nela deva permanecer por motivo de serviço ou
punição.

CBMERJ - EMG 72 BM/1


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ANEXO II

QUADRO DE P UNIÇÃO MÁXIMA

Autoridades definidas no artigo 10, itens:


Postos e Graduações
1, 2 e 3 4 5 6 7
30 dias de 20 dias de 15 dias de 6 dias de
Oficiais na ativa prisão prisão prisão prisão Repreensão
30 dias de
Oficiais na inatividade prisão prisão

10 dias de 8 dias de
Asp.OF e Subten da ativa (1) prisão detenção
30 dias de prisão
15 dias de 8 dias de
Sgt (1), Cb (2) e Sd da ativa (3) prisão detenção

30 dias de
Asp OF, Subten, Sgt, Cb, Sd inativ (3) prisão

Alunos da EsFAO (2) , (4) 10 dias de 8 dias de


30 dias de prisão
Alunos do CFAP (2), (4) prisão detenção

(1) Exclusão a Bem da Disciplina - aplicável nos casos previstos no § 2º do art. 31 e no art. 73
(2) Licenciamento a Bem da Disciplina - Aplicável nos casos previstos no § 1º do art. 31
(3) P risão em Separado - Artigo 29 e parágrafo único do artigo 49
(4) § 1º do artigo 8º

Autoridades definidas no art. 10, itens: 1) Governador do Estado; 2) Secretário de Estado de


Segurança Pública; 3) Cmt-Geral; 4) Chefe do EMG, Cmt de CBA e Diretores de Órgãos de Direção
Setorial; 5) Subchefe do EMG, Aj-Geral, Cmt de GI, GBS e Gmar, Cmt de OBM; 6) Subcomandante
Chefe de Seção, de Serviçlos e de Assessorias cujos cargos sejam privativos de Oficiais superiores;
7) Comandantes de Destacamentos, quando isolados.

[TDSC1] Comentário:

CBMERJ - EMG 73 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

A N E X O III

MODELOS DE NOTAS DE PUNIÇÃO

- O Sd BM ( QBMP/número) - FUL ANO DE T AL, do GBS, por ter chegado atrasado ao primeiro
tempo de ins trução realizado no dia 20 do corrente mês (nº 22 do Anexo I, com a agravante de nº 3 do art. 19,
tudo do RDCBERJ, transgressão leve), fica repreendido; ingressa no comportamento "mau".

- O Cb BM ( QBMP/número) - FULANO DE T AL, do 1º SGI/2º GI, por ter maltratado, no dia 24 do


corrente mês, o preso que se encontrava sob sua guarda (nº 54 do Anexo I, com as atenuantes de nº 1 e 2 do
art. 18, tudo do RDCBERJ, transgressão média), fica detido por oito (8) dias; permanece no comportamento
"bom".
O graduado em tela deverá ser posto em liberdade no dia 02 Mar 80.

- O SD BM ( QBMP /número) - FUL ANO DE TAL, do 1º GI, por ter-se afastado do local de
incêndio ocorrido na Rua Humaitá nº 126, no dia 21 do corrente mês, sem autorização de quem de direito (nº
124 do Anexo I, com a agravante de nº 5 do art. 19 e a atenuante de nº 1 do art. 18, tudo do RDCBERJ ,
transgressão grave), fica preso por quinze (15) dias; ingressa no comportamento "bom".
O bombeiro-militar acima referido deverá ser posto em liberdade no dia 5 do mês p. vindouro.

- O CB BM ( QBMP/número), FUL ANO DE T AL, do 5º GI, por ter sido encontrado no interior do
quartel em estado de embriaguez, no dia 14 do mês em curso (nº 111 do Anexo I, com a agravante de nº 5 do
art. 19 e a atenuante de nº 1 do art. 18, tudo do RDCBERJ, transgressão grave) fica preso por 10 (dez) dias,
sendo os dois (2) primeiros dias em "prisão em separado"; ingressa no comportamento "mau".
Esta punição é a contar do dia 14 acima referido, data em que o graduado em tela foi recolhido a
prisão, o qual deverá ser posto em liberdade no dia 14 do corrente mês.

DECRETO N. 4.031, DE 24 DE ABRIL DE 1981.

CBMERJ - EMG 74 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

APROVA o Regulame nto de uniformes do Corpo de Bombe iros do Es tado do Rio de jane iro e dá outras
providê ncias.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO no uso de suas atribuições legais, tendo em


vis ta o disposto no inciso V do art. 58 da L ei n. 250, de 2/7/79, e o que consta do processo n. E-12/491/81,
DECRETA:
Art. 1. - Fica aprovado o Regulamento de Uniformes do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de
Janeiro, que a esta acompanha.
Art. 2. - O presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as dispos ições em
contrário.
Rio de Janeiro, 24 de abril de 1981
A. DE P. CHAGAS FREITAS
WALDYR ALVE S COST A MUNIZ

ANEXO AO DECRETO N. 4.031/81


REGULAMENTO DE UNIFORMES DO CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO

CAP ÍT ULO I
No rmas Gerais
Art. 1. - O presente Regulamento tem por objetivo prescrever os uniformes do Corpo de Bombeiros
do Estado do Rio de janeiro e regular seu uso, posse e confecção.
Art. 2. - O us o correto dos uniformes é fator primordial na boa apresentação individual e coletiva do
pessoal do Corpo de Bombeiros, contribuindo para o fortalecimento da disciplina e do bom conceito da
Corporação na opinião pública.
Art. 3. - Constitui obrigação de todo bombeiro-militar zelar por seus uniformes e pela correta
apresentação em público.
Art. 4. - Cabe ao Comandante Geral do Corpo de Bombeiros baixar atos complementares a este
Regulamento, relativos ao uso de condecorações, após o pronunciamento do Estado-Maior do Exército.
Art. 5. - Os uniformes prescritos neste Regulamento constituem privilégio do Corpo de Bombeiros do
Estado do Rio de Janeiro.
Art. 6. - Ao Comandante Geral e aos Comandantes de Unidade do CBERJ cabe exercer ação
fiscalizadora junto a estabelecimento de ens ino, corporações, empresas ou organizações de qualquer natureza
que usem uniforme, de modo a não permitir que estes possam ser confundido, com os uniformes previstos
neste Regulamento.
Art. 7. - É vedado ao bombeiro-militar, no exterior, o uso de peças ou uniformes de Forças Armadas,
de Polícia M ilitar estrangeiros.
Art. 8. - O bombeiro-militar no exterior, quando o indicarem as condições particulares de sua área de
operações, poderá utilizar peças de uniformes não previstas neste Regulamento, mediante autorização
expressa do Comandante Geral da Corporação.
Art. 9. - Não é permitido alterar as caracterís ticas do uniformes nem sobrepor aos mesmos peça,
artigo, insígnia ou distintivos, de qualquer natureza, não previstos neste Regulamento ou em Ato do
Comandante Geral.
Art. 10 - Os bombeiros-militares que comparecerem fardados à solenidades militares e atos s ociais
devem fazê-lo com o uniforme estipulado para o evento.
1. - Cabe ao Comandante Geral a designação de uniforme para estes fins, em correspondência,
quando for o caso, com trajes previstos para os civis.
2. - P ara fins deste artigo, toda autoridade bombeiro-militar do CBERJ, ao planejar realização de atos
e solenidades militares deverá solicitar ao Comandante Geral a designação do uniforme.

CBMERJ - EMG 75 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 11 - O Comandante Geral, desde que não contrarie os princípios básicos estabelecidos neste
Regulamento, poderá, ouvido o Estado-Maior do Exército:
1- modificar detalhes do uniforme ou alterar-lhes o material de confecção, de acordo com a evolução
tecnológica ou as disponibilidades do mercado.
2 - criar, modificar ou extingüir insígnias e distintivos.
Art. 12 - Para fins deste Regulamento, estende-se aos Aspirantes-a-Oficiais as prescrições referentes
aos Oficiais, salvo quando expressamente constar a execução.
Art. 13 - Ressalvadas as exceções expressamente consignadas, os uniformes previstos no presente
Regulamento são de posse obrigatória dos bombeiros-militares da ativa.
Parágrafo único - Os uniformes dos Alunos Oficiais, Cabos e Soldados são fornecidos pelo Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, segundo instruções baixadas pelo Comandante Geral da Corporação.
Art. 14 - Os casos omis sos serão solucionados pelo Comandante Geral da Corporação, ouvido o
Estado-Maior do E xército.

CAPÍTULO II
Classificação, Composição E Uso Dos Uniformes
Art. 15 - A classificação, a composição e o uso dos uniformes são as seguintes:
1 - 1º. UNIFORME (Gala, Solenidades e Atividades Sociais)
a - 1º. UNIFORME A (1º. A) Fig. 1
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargento:
Boné cinza pérola escuro
Túnica cinza pérola clara
Camisa branca com colarinho duplo Gravata preta horizontal
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado nas solenidades oficiais, recepções de gala, reuniões ou cerimônias em que exija casaca ou
fraque ou "smooking" aos civis ou em reunião social solene de caráter particular. É o uniforme recomendado
para as reuniões sociais que se realizem à noite.
b - 1º. UNIFORME B (1º. B) Fig. 2
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Boné cinza pérola escuro
Túnica cinza pérola clara
Camisa branca com colarinho duplo
Gravata preta vertical
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos Usado em reuniões, solenidas ou atos sociais.
c - 1º. UNIFORME C (1º. C) Fig. 3
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Boné cinza pérola escuro
Túnica branca
Camisa branca com colarinho duplo
Gravata preta horizontal
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
CBMERJ - EMG 76 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Meias pretas
Sapatos pretos
Usado nas mesmas condições do 1º. A, da preferência a este, nos dias de temperatura elevada.
d - 1º. UNIFORME D (1º. D) Fig. 4
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Boné cinza pérola escuro
Túnica branca
Camisa branca com colarinho duplo
Gravata preta vertical
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado nas mesmas condições do 1. c.
2 - 2º. UNIFORME (Trânsito e Solenidades)
a - 2º. UNIFORME A (2º. A) Fig. 5
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Boné cinza pérola escuro
Túnica cinza pérola clara
Camisa bege escuro com colarinho duplo
Calça cinza pérola escuro
Gravata bege escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado em trânsito, apresentações individuais ou coletivas, solenidades e reuniões correntes e em
passeio.
b - 2º. UNIFORME B (2º. B) Fig. 6
- Para Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Boina preta
Jaqueta cinza pérola clara
Camisa bege escuro com colarinho duplo
Gravata bege escuro
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Coturnos pretos
Será usado nas mesmas condições do 2º. A, a critério do Comandante Geral.
(*) b - 2º. UNIFORME B (2º. B) Fig. 6A
- Para Cabos e Soldados:
Boina preta
Jaqueta cinza pérola clara
Camisa de malha vermelha, meia manga
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona grená
Meias pretas
CBMERJ - EMG 77 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Coturnos pretos
Será usado nas mesmas condições do 2º. A, a critério do Comandante Geral.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 16.820, de 13 de setembro de 1991
c - 2º. UNIFORME C (2º. C) Fig. 7
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças:
Boina preta
Camisa bege escuro meia manga
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Coturnos pretos
Usado em trânsito, apresentações individuais ou coletivas, solenidades e reuniões corrente e em
passeio, a critério do Comandante Geral.
d - 2º. UNIFORME D (2º. D) Fig. 8
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, subtenentes e Sargentos:
Boné cinza pérola escuro
Camisa bege escuro com colarinho duplo
Gravata bege escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Calça cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado nos deslocamentos da residência para o OBM, ou vice-versa, e no interior dos Quartéis.
e - 2º. UNIFORME E (2º. E) Fig. 9
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Gorro, sem pala, cinza pérola escuro
Camisa bege escuro com colarinho duplo
Gravata bege escuro
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado no interior dos Quartéis e nos deslocamentos em viaturas militares, de OBM para OBM.
f - 2º. UNIFORME F (2º. F) Fig. 10
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Boné cinza pérola escuro
Camisa bege escuro meia manga
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado em trânsito, apresentações individuais ou coletivas, solenidades e reuniões correntes e em
passeio, a critério do Comandante Geral.
g - 2º. UNIFORME G (2º. G) Fig. 11
- Para Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Gorro sem pala, cinza pérola escuro

CBMERJ - EMG 78 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Camisa bege escuro meia manga


Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos usado no interior dos Quartéis e nos deslocamentos em viaturas militares, de OBM
para OBM.
3 - 3º. UNIFORME (Ins truções e Serviços Diários)
a - 3º. UNIFORME A (3º. A) Fig. 12
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças:
Gorro com pala, de brim cáqui
Blusa de brim cáqui
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Meias pretas
Botinas pretas
Usado na instrução militar e instruções especiais, nos serviços de Oficial de Dia de OBM, com cinto
NA armado.
b - 3º. UNIFORME B (3º. B) Fig. 13
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças:
Capacete de fibra preto e vermelho
Camisa bege escuro meia manga
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Cinto de equipamento, tipo "NA" preto
Meias pretas
Coturnos pretos
Usado nos serviços de Oficial de Dia, Aluno Oficial de Dia, Sargento Adjunto, Guarda do Q.C.G. e
Serviços Especiais.
c - 3º. UNIFORME C (3º. C) Fig. 14
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças:
Capacete de fibra preto e vermelho
Blusa de brim cáqui
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Cinto de equipamento, tipo "NA" preto
Meias pretas
Coturnos pretos
Usado nos serviços de Aluno Oficial de Dia, Sargento Adjunto, guarda das OBM e Serviços
Especiais.
d - 3º. UNIFORME D (3º. D) Fig. 15
- Para Oficiais e Alunos -Oficiais:
Capacete branco
Blusa de brim cáqui
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Cinto ginástico com equipamentos
Meias pretas
CBMERJ - EMG 79 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Botinas pretas
Usado nos serviços de prontidão para socorro e instrução profissional.
e - 3º UNIFORME E (3º E) Fig. 16
- Para Praças:
Capacete preto
Blusa de brim cáqui
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Cinto ginástico com equipamentos
Meias pretas
Botinas pretas
Usados nos serviços de prontidão para socorro e instruçao profissional
(*) f - 3º. UNIFORMES F (3º. F) Fig. 17
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças:
Gorro com pala de brim cáqui
Camisa de malha vermelha, meia manga
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Meias pretas
Botinas pretas
Usado no interior dos Quartéis, Estabelecimentos de Ensino e nas instruções em época de tempo
quente, a critério do Comandante Geral.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 16.820, de 13 de setembro de 1991
(*) g - 3º UNIFORME G (3º G) Fig. 17-A
- Para oficiais, Alunos-oficiais e Praças
Gorro com pala de brim cáqui
Camisa de meia malha vermelha, meia manga
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Meias pretas
Botinas pretas
Usado pela tripulação das embarcações
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 8.837, de 12 de feve reiro de 1986
4 - 4º. UNIFORME (Educação Fís ica)
(*) a - 4º. UNIFORME A (4º. A) Fig. 18
- Para Oficiais e Alunos -Oficiais:
Camiseta vermelha sem manga
Calção preto com duas lis tras verticais brancas nos lados
Meias brancas
Sapatos, tipo desporto, preto
- Para Subtenentes e Sargentos:
Camiseta vermelha sem manga
Calção preto com uma listra vertical branca nos lados
Meias brancas
Sapatos, tipo desporto, preto
- Para Cabos e Soldados:

CBMERJ - EMG 80 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Camiseta vermelha sem manga


Calção preto liso
Meias brancas
Tenis preto
Usado na prática de Educação Física e competições esportivas.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 16.820, de 13 de setembro de 1991

b - 4º. UNIFORME B (4º. B) Fig. 19


- Para Oficiais:
Camisa de malha branca com debrum vermelho nas mangas, na gola e parte inferior da bainha
Calção preto com duas lis tras verticais brancas nos lados
Meias brancas
Sapato tipo desporto, preto
- Para Subtenentes e Sargentos:
Camisa de malha branca com duas lis tras vermelhas nas mangas, na gola e debrum vermelho na parte
superior da bainha
Calção preto com uma listra vertical branca nos lados
Meias brancas
Sapato tipo desporto, preto
Usado pelos Ins trutores e Monitores formados em Educação Física.
c - 4º. UNIFORME C (4º. C) Fig. 20
- Para Oficiais:
Camisa de malha branca com debrum vermelho nas mangas, na gola e na parte superior da bainha
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias brancas
Sapato tipo desporto, preto
Usado pelos Oficiais cursados em Educação Física.
- Para Subtenentes e Sargentos:
Camisa de malha branca com duas lis tras vermelhas nas mangas, na gola e debrum vermelho na parte
superior da bainha
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias brancas
Sapato tipo desporto, preto
Usado pelos Subtenentes e Sargentos cursados em Educação Fís ica.
(*) d - 4º. UNIFORME D (4º. D) Fig. 21
- Para Oficiais e Alunos -Oficiais:
Calção de natação preto, com duas listras verticais brancas, nos lados
Camiseta vermelha sem manga
Sandálias pretas, de borracha, com tiras de dedos na mesma cor
- Para Subtenentes e Sargentos:
Calção de natação preto, com uma listra vertical de cor branca, nos lados
Camiseta vermelha sem mangas
Sandálias pretas, de borracha, com tiras de dedos na mes ma cor
- Para Cabos e Soldados:

CBMERJ - EMG 81 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Calção de natação preto liso


Camiseta vermelha sem mangas
Sandálias pretas, de borracha, com tiras de dedos na mes ma cor
Usado nas instruções de mergulho e natação.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 16.820, de 13 de setembro de 1991
(*) e - 4º UNIFORME E (4º E) fig 21 -A
- Para Oficiais e Alunos -Oficiais:
Calção de natação preto, com duas listras verticais brancas, nos lados
Camiseta vermelha sem mangas
Sandália tipo “Havaiana” com tiras pretas
- Para Subtenentes e Sargentos:
Calção de natação preto, com uma listra vertical de cor branca
Camiseta vermelha sem mangas
Sandália tipo “havaiana” com tiras pretas
- Para Cabos e Soldados
Calção de natação preto liso
Camiseta vermelha, sem manga
Sandálias tipo “Havaiana” com tiras pretas
Usado nos exercícios e na função de Guarda-Vidas.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 8.837, de 12 de feve reiro de 1986
5 - 5º. UNIFORME (Serviço de Saúde) Fig. 22
- Para Oficiais, Subtenentes e Sargentos :
Gorro sem pala, branco
Véstia branca
Calça branca
Cinto de lona grená
Meias brancas
Sapatos brancos
- Para Cabos e Soldados:
Gorro branco
Véstia branca
Calça branca
Cinto de lona grená
Meias brancas
Tênis branco
Usado no interior do Hospital e Policlínica da Corporação pelos Oficiais e Praças de Saúde.
Os Oficiais, Subtenentes e Sargentos de Saúde, nas atividades burocráticas e administrativas, usarão o
2º. G.
Os Cabos e Soldados, na mesma situação, usarão o 3º. F.
6 - 6º. UNIFORME (Serviço de M anutenção) Fig. 23
- Para Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças:
Gorro com pala, de brim azul mescla
Macacão de brim azul mescla
Meias pretas
Botinas pretas
Usado pelo pessoal de manutenção e reparos e pelo Aluno Oficial em instrução específica.

CBMERJ - EMG 82 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

7 - 7º. UNIFORME (Serviço de Cozinha)


a - 7º. UNIFORME A (7º. A) Fig. 24
- Para Praças:
Gorro branco
Camisa de malha meia manga
Avental branco
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Meias pretas
Botinas pretas
Usado por cozinheiros e ajudantes de cozinheiro.
b - 7º. UNIFORME B (7º. B) Fig. 25
- Para Praças:
Véstia branca
Calça de brim cáqui
Cinto de lona grená
Meias pretas
Botinas pretas
Usado pelos copeiros e barbeiros.
c - 7º. UNIFORME C (7º. C) Fig. 26
- Para Praças:
Paletó de brim branco
Camisa branca com colarinho duplo
Gravata preta horizontal
Calça preta
Cinto de lona grená
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado pelos garções nos serviços especiais de Rancho. Nos dias de temperatura elevada, poderá ser
usado sem paletó.
8 - 8º. UNIFORME (Guarda de Honra e Parada Militar)
a - 8º. UNIFORME A (8º. A) Fig. 26
- Para Oficiais:
Capacete branco
Blusão branco
Cachecol vermelho
Camisa de malha branca meia manga
Calça vermelha, com uma faixa lateral azul ferrete
Cinto de lona grená
Cinto Ginás tico
Luvas brancas
Coturnos pretos, com cadarços brancos

- Para Praças:
Capacete preto
Blusão branco
CBMERJ - EMG 83 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Cachecol vermelho
Camisa de malha branca meia manga
Calça vermelha lisa
Cinto de lona grená
Luvas brancas
Meias pretas
Coturnos pretos
Usado em Paradas Militares, Guardas de Honra, Solenidade congêneres e na Guarda do QCG, nas
solenidades (grandes), a critério do Comandante Geral.
b - 8º. UNIFORME B (8º. B) Fig. 27
- Para Oficiais e Alunos -Oficiais:
Barretina
Túnica branca fechada
Platina vermelha (amovíveis)
Camisa de malha vermelha meia manga
Cinto Gorgurão vermelho e dourado, com guia para espada ou espadins (fiador dourado)
Calça vermelha, com uma faixa lateral azul ferrete
Cinto de lona grená
Luvas brancas
Meias pretas
Sapatos pretos,
Usado em Paradas Militares, Guardas de Honra, Solenidade congêneres, a critério do Comandante
Geral.

9 - 9º. UNIFORME (Banda de Música) Fig. 29


- Para Oficiais, Subtenentes e Sargentos Músicos:
Boné cinza pérola escuro
Casaca cinza pérola clara
Camisa branca armada no peito
Colarinho branco
Calça cinza pérola escuro
Cinto de lona cinza pérola escuro
Meias pretas
Sapatos pretos
Usado pela Banda de Música nas realizações de concertos, a critério do Comandante Geral.

CAPÍTULO III
Art. 16 - Os postos do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro são ass inalados de acordo
com a discriminação seguinte:
1 - OFICIAIS SUPERIORES:
a - Coronel (Fig. 30)
Três insígnias compos tas, colocadas no sentido longitudinal, das platinas.
b - Tenente-Coronel (Fig. 31)
Duas insígnias compostas, e uma simples, colocadas na dispos ição idêntica a anterior.
c - Major (Fig. 32)
Uma insígnia composta e duas simples, colocadas na disposição idêntica a anterior.
2 - CAPITÃES E OFICIAIS SUBALTERNOS:
CBMERJ - EMG 84 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

a - Capitão (Fig. 33)


Três insígnias simples, colocadas na disposição idêntica a anterior.
b - 1º. Tenente (Fig. 34)
Duas insígnias simples, colocadas na disposição idêntica a anterior.
c - 2º. Tenente (Fig. 35)
Uma insígnia simples
3 - PRAÇAS ESPECIAIS:
a - Aspirante-a-Oficial (Fig. 36)
Uma estrêla cinzelada de cinco pontas, toda dourada.
b - Aluno-Oficial - 3º. Ano do CFO (Fig. 37)
O distintivo de combatente todo dourado.
c - Aluno-Oficial - 2º. Ano do CFO (Fig. 38)
O distintivo de combatente prateado com a estrela sobreposta dourado.
d - Aluno-Oficial - 1º. Ano do CFO (Fig. 39)
O distintivo de combatente todo prateado.
Art. 17 - As graduações do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro são assinaladas de
acordo com as seguintes discriminações:
1 - Subtenente (Fig. 40)
Um triângulo equilátero, vazado em metal dourado.
2 - 1º. Sargento (Fig. 41)
Cinco divisas de cor amarela, preta ou vermelha, de acordo com o uniforme.
3 - 2º. Sargento (Fig. 42)
Quatro divisas de cor amarela, preta ou vermelha, de acordo com o uniforme.
4 - 3º. Sargento (Fig. 43)
Três divisas de cor amarela, preta ou vermelha, de acordo com o uniforme.
5 - Cabo (Fig. 44)
Duas divisas de cor amarela, preta ou vermelha, de acordo com o uniforme.
Art. 18 - As insígnias de que trata o art. 16 deste Regulamento, são usadas:
- Nas platinas dos 1º. A, B, C, e D, 2º. A e B, 8º. A e 9º. Uniformes e japonas, em metal;
- Nas platinas dos uniformes de brim, nas dos macacões, us ados nos serviços de manutenção e nas
véstias, usadas no serviço de saúde, bordadas cheias em linha cinza com forma e dimensões idênticas à
ins ígnia metálica. Na ins ígnia composta, seu contorno será feito com linha amarela ouro.
Art. 19 - As insígnias de que trata o art. 17 deste Regulamento, são usadas:
1 - Pelos Subtenentes, nas mesmas condições do artigo anterior, nos uniformes que lhe são
destinados.
2 - Pelos Sargentos, aplicadas no terço superior das mangas: em cor amarela, nos 1º. A, B, C e D, 2º.
A e B, 5º. e 9º., em cor preta, nos 3º. A, C e E e 6º., e em cor vermelha no 8º. Uniformes.
3 - Pelos Cabos, nas mesmas condições do item anterior.
Art. 20 - Nas camisas beges serão usadas:
1 - Por Oficial: (Fig. 45)
Miniatura da insígnia do posto, na gola, no lado esquerdo e o distintivo do quadro no lado direito,
ambos em metal dourado.
2 - Por Aluno-Oficial: (Fig. 46)
Miniatura metálica do distintivo de combatente, nas cores do respectivo ano escolar, previstas no
item 3 do art. 16 deste Regulamento, em ambos os lados da gola.
3 - Por Subtenente: (Fig. 46 A)
Miniatura da insígnia da graduação, na gola, no lado esquerdo, e o distintivo da Qualificação no lado
direito, ambos em metal dourado.
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

4 - Por Sargentos e Cabos: (Fig. 47)


Miniatura em metal prateado, das divisas, na gola, no lado esquerdo e distintivo da Qualificação no
lado direito.
5 - Por Soldado: (Fig. 48)
Miniatura, em metal prateado do distintivo da Qualificação, em ambos os lados da gola.
Art. 21 - No gorro sem pala, lado esquerdo, terço anterior , são usadas miniaturas de insígnias de
posto ou graduação, sendo seu uso permitido para Oficiais, Aluno-Oficial, Subtenentes e Sargentos.
Art. 22 - No gorro com pala não existirão insígnias de posto ou graduação.
Art. 23 - As identificações serão usadas:
1- Nas camisas beges, sobre a pestana do bolso direito, é usada plaqueta na cor vermelha com letras
brancas, com o pos to ou graduação abreviado, a sigla BM seguida do nome de guerra do Bombeiro-Militar.
(Fig. 49)
Imediatamente acima do bolso nos 3º. A, C, D e E, 5º., 6º. e 7º. B uniformes, é usado cadarço da
mesma cor do tecido com o nome de guerra do Bombeiro-M ilitar, bordado em letras cheias tipo bastão. (Fig.
49 A)
(*) 2 - Na altura do peito, a 5 (cinco) centímetros da borda da gola, no meio da camisa de malha
vermelha meia manga, constará impresso, em letras pretas cheias, tipo bastão, o posto ou graduação, seguido
da sigla BM e do nome de guerra do Bombeiro-Militar. o Comandante Geral, regulará os s ímbolos usados
pelos diversos cursos da Corporação. (Fig. 50)
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 16.820, de 13 de setembro de 1991
3 - O agasalho de inverno, na altura do peito, no lado esquerdo, possuirá o símbolo da Corporação na
cor preta; no centro, também na altura do peito na cor preta, o posto ou graduação s eguida da sigla BM e do
nome de guerra do Bombeiro-Militar. (Fig. 51)
(*) 4 - Na camiseta vermelha sem mangas, constará, impresso, a 5 (cinco) centímetro da borda da gola,
em letras pretas cheias tipo bastão, na cor preta na altura do peito, o posto ou graduação do bombeiro-militar,
seguido da sigla BM e do nome de guerra. Abaixo. (Figs. 52 e 52 A)
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 16.820, de 13 de setembro de 1991
5 - Na camisa de malha no lado esquerdo na altura do peito, do 4º. B e C, é impresso em letras
vermelhas cheias, tipo bastão, o posto ou graduação, seguido da sigla BM e do nome de guerra do Bombeiro-
Militar. (Fig. 53)
6 - No calção preto, na frente, junto a bainha da perna direita do 4º. A e B, o nome de guerra será
impresso em letra branca cheia, tipo bastão. (Fig. 54)

CAPÍTULO IV
Classificação E Uso Dos Distintivos
Art. 24 - Os distintivos tratados no presente capítulo, são os seguintes:
1 - símbolo do Corpo de Bombeiros
2 - insígnia Base
3 - símbolo do Curso de Formação de Oficiais
4 - de Quadro e Qualificação
5 - de Curso
Art. 25 - O símbolo do Corpo de Bombeiros (fig. 55) é composto de duas machadinhas de prata com
cabo dourado, um facho também dourado, aceso de vermelho, cruzados e enlaçados por duas mangueiras
prateadas com esguichos dourados, um escudo, brocado sobre tudo, o qual é vermelho, orlado de prata, tendo
ao centro uma estrela singela dourada (Fig. 56)
Art. 26 - A insígnia base compõe-se de duas machadinhas e um facho cruzado e uma estrela singela,
dourada, no cruzamento; é usada em metal dourado, nas golas das túnicas 1º. A, B, C e D, 2º. A e B, 8º. A e
9º. uniforme, em simetria, de uso exclusivo do quadro de combatentes (Fig. 57)
Art. 27 - O símbolo do CFO (fig. 58) compõe-se da insígnia base dourada, contendo sobre as chamas
do facho, uma águia prateada de asas abertas, com a cabeça voltada para a direita. Na parte inferior existem
os dizeres:
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

"ALIENAM VITAM ET BONA SALVARE"


Art. 28 - Os distintivos dos Quadros e Qualificações são os a seguir discriminados:
1 - QUADROS:
Oficiais (dourados)
a - Combatente (Fig. 59)
Insígnia Base
b - Médico (Fig. 60)
- Uma serpente enleando um sabre
c - Dentista (Fig. 61)
- Uma has te enleada por duas serpentes
d - Farmacêutico (Fig. 62)
- Uma ânfora com uma serpente
e - Músico (Fig. 63)
- Uma lira
f - Comunicação (Fig. 64)
- Um círculo irradiando quatro setas ortogonais
g - Capelão (Fig. 65)
- Uma cruz latina
h - Administrativo (Fig. 66)
- Duas penas que se encontram no punho de um sabre
2 - QUALIFICAÇÕES:
- Praças:
a - QBMP /0 (Combatente) (Fig. 67)
- Um facho
b - QBMP/1 (Busca e Salvamento) (Fig. 68)
- Uma bóia
c - QBMP /2 (Condutor e Operador de viaturas) (Fig. 69)
- Uma roda dentada
d - QBMP/3 (Manutenção de Motomecanização e Equipamento Especializado) (Fig. 70)
- Uma engrenagem contendo no centro um pistão engraxado numa árvore de manivela
e - QBMP /4 (Músico) (Fig. 71)
- Uma lira
f - QBMP/5 (Operador e Manutenção de Comunicação) (Fig. 72)
- Um círculo irradiando quatro setas ortogonais
g - QBMP/6 (auxiliar de Saúde) (Fig. 73)
- Uma cruz
h - QBMP/7 (Corneteiro) (Fig. 74)
- Uma corneta
i - QDMP/8 (Marítimo) (Fig. 75)
- Três elos enlaçados
j - QBMP/9 (Hidrante) (Fig. 76)
- Um hidrante
Art. 29 - Os distintivos de que trata o item 1 do art. 28 são usados:
1 - Em metal dourado, nas golas das túnicas e jaquetas, dos 1º. A, B, C e D, 2º.A e B, 8º.A e 9º.
Uniformes, em simetria (Fig. 77).
2 - Em metal dourado, na gola direita das camisas beges (Fig. 78).
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Art. 30 - Os distintivos de que trata o item 2 do art. 28 são usados:


1 - Bordados cheios acompanhando a cor das divisas, sobre o ângulo superior das mesmas. Na
qualificação de enfermagem, a cruz será em linha vermelha quando as divisas forem amarelas. Usado na
túnica e jaqueta dos 1º.A, B, C e D, 2º. A e B, 8º.A e 9º. Uniformes, nas blusas de brim dos 3º.A, C, D e E
Uniformes, nas véstias dos 5º. e 7º. Uniformes (Cabos) e E 6º. Uniforme (Fig. 79).
2 - Miniatura em metal dourada, para Subtenentes e prateado para os Sargentos e Cabos, na gola
direita das camisas beges simetria para os Soldados (Fig. 80).
Art. 31 - Os distintivos de Cursos são os seguintes :
1 - Do Curso Superior de Bombeiros-Militar (Fig. 81)
- Dois ramos de louro dourado, tendo ao centro um escudo redondo contendo as inscrições "CBERJ"
e "CURSO SUP ERIOR DE BOMBEIRO-MIL IT AR", em fundo vermelho, e, no centro, o símbolo do CBERJ
nas cores já descritas no art. 25, em fundo azul, tudo sobreposto a um sabre na cor ouro, conforme desenho.
- Usado sobre o macho do bols o direito dos 1°A, B, C e D, 2° A, B, C, F e G, 8°A e 9° Uniformes.
2 - Do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (Fig. 82)
- Dois ramos de louro encimando duas espadas cruzadas, tendo sobre tudo um escudo redondo
contendo as inscrições "CBERJ " e "CURSO DE APERFEIÇOAMENTO DE OFICIAIS, em fundo azul, e, no
centro, uma águia de asas abertas com a insígnia base do Corpo de Bombeiros, em fundo preto conforme o
desenho.
- Usado de forma idêntica ao distintivo do item 1 deste artigo.
3 - Do Curso de Formação de Oficiais (Fig. 83)
- Um círculo vazado, em metal dourado, contendo as inscrições "CBERJ" e "CURSO DE
FORMAÇÃO DE OFICIAIS", na cor preta, e, no centro o símbolo do CFO, sobre dois ramos de louro, em
alto relevo.
- Usado de forma idêntica ao distintivo do item 1 deste artigo.
4 - Do Curso de Mergulhador Autônomo (Fig. 83 A)
- Formado por um escudo composto de uma figura central no qual se encontra a figura em relevo de
um mergulhador, tendo escrito sob a figura do mergulhador a sigla "CBERJ", tudo em, dourado, fundo da
referida figura na cor dourada.
- As laterais do escudo são formadas por duas chamas, sendo que cada chama é constituída por cinco
pontas. As chamas partem da figura central para as extremidades, tudo em dourado, comprimento das
chamas, de uma extremidade a outra, 65mm.
5 - Do curso de Peritos de Incêndio (Fig. 83 B)
- Formado por um escudo de duas circunferências concêntricas, tendo na parte externa, duas chamas e
uma espada que se cruzam, tudo na cor dourada, sendo que cada chama é cons tituída de cinco pontas. As
chamas partem da circunferência maior para as extremidades; comprimento das chamas, de uma extremidade
a outra, 65mm.
- A circunferência central em dourado esmaltado, contendo em relevo, a figura de um livro aberto
com inscrições, diâmetro da circunferência 12mm.
- O espaço entre as circunferências é de 2mm em vermelho esmaltado, e tem em seu interior, as
seguintes inscrições: na parte inferior "CBERJ" e nas demais partes "CURSO DE P ERITO DE INCÊNDIO",
cinzeladas em ouro.
6 - Do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (Fig. 84)
- O símbolo do Corpo prateado em campo es maltado azul, circundado por chamas prateadas.
- Usado de forma idênticas ao distintivo do item 1 deste artigo.
7 - Do Curso de Formação de Sargentos (Fig. 85)
- Um losango, em metal prateado, o qual se apóia sobre dois ramos de louro que se enlaçam no
vértice inferior. No interior do losango está o símbolo do Corpo de Bombeiros.
- Usado de forma idêntica ao distintivo do item 1 deste artigo.
8 - Do Curso de Formação de Cabos (Fig. 86)

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- Em metal prateado, contendo quatro lâminas divididas em dois grupos de duas, separadas por um
res plendor de chamas afastando-se de um los ango central, o qual se apóia sobre dois ramos de louro que se
enlaçam no vértice inferior, no interior do losango está o símbolo da Corporação.
- Usado imediatamente acima da pes tana do bols o direito dos 2°B e C.
9 - Do Curso de Formação de Soldado (Fig. 87)
- De confecção idêntica ao do Curso de Formação de Cabos, exceto as lâminas que não possuem
res plendor.
- Usado imediatamente acima da pes tana do bols o direito do 2° B e C Uniforme.
§ 1° - Os dis tintivos de Curs os de Formação e Aperfeiçoamento de outras Corporações Militares
serão us ados pelos seus possuidores nas condições prescritas no presente artigo.
§ 2° - Os distintivos de Cursos de Especialização realizado em outras Corporações Militares serão
usados imediatamente acima do bolso direito dos 1° A, B, C e D, 2° A, B, C, D e E, 3°B, 8°A e 9° Uniformes,
num máximo de três.
Art. 32 - No terço superior da manga esquerda da túnica, jaquetas e camisa bege escuro meia manga,
10mm abaixo da costura, fixado por meio de dispositivo tipo colchete de pressão, serão usados os seguintes
dis tintivos:
a - Para Oficiais e Praças (Fig. 88)
distintivo em semi-círculo, medindo 120mm de comprimento e 30mm de largura, confeccionado em
tecido vermelho com os dizeres "RIO DE JANEIRO", em caracteres maíusculos e bordadura em cor branca.
b - Para Aluno-Oficial (Fig. 89)
distintivo em forma de escudo; confeccionado em tecido azul, medindo 55mm de altura por 45mm
de largura, possuindo, ao centro, a insígnia base dourada, contendo sobre as chamas do facho uma águia
prateada de asas abertas com a cabeça voltada para a direita, possuindo na parte superior a s igla "CFO" e na
parte inferior, os dizeres "RIO DE JANEIRO", em caracteres maiúsculos e bordadura em amarelo ouro.

CAP ÍTULO V
Classificação E Uso Das Peças Co mplementares
Art. 33 - Peças complementares são aquelas que não entram na composição dos uniformes de que
tratam os capítulos II e III, a saber:
1 - JAPONA (Fig. 90)
- De cor azul rei, em tecido impermeável, forrado de lã, usada por Oficiais e Praças, como abrigo
contra frio e chuva nos 2° C, D e E, 3°, 5° e 6° Uniformes.
2 - AGASALHO DE INVERNO (Fig. 91)
- De cor cinza pérola escuro, de tecido de malha, misto de lã e algodão, usado em dias de temperatura
baixa, por Oficiais, Alunos Oficiais e Praças no 4° Uniformes, podendo, também, nas mesmas condições, ser
utilizado, por baixo nos 3° A, C, D e E Uniformes.
(*) - Para Oficiais e Praças (Fig. 92)
- De cor vermelho e branca, confeccionado em malha, usado nas competições desportivas, nas
atividades de Guarda-Vidas e pela tripulação das embarcações.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 8.837, de 12 de fevereiro de 1986
- Para Alunos -Oficiais (Fig. 93)
- De cor azul e branca, confeccionado em malha, usado nas competições des portivas.

4 - CACHECOL (Figs . 94 - 95)


a - De cor cinza pérola es curo, confeccionado em lã grossa, medindo 1200mm por 200mm, usado nos
dias de temperatura baixa (fig. 94).
Usado por Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças nos 3°A, C, D e E Uniformes.
b - De cor vermelho, em forma de retângulo, medindo 400mm de altura por 250mm de largura, de
tergal, fixado ao pescoço por uma faixa de 50mm de largura por 500mm de comprimento, possuindo em uma
das extremidades dois botões, brancos, de 11mm de diâmetro, e na outra, duas casas para recebê-los (fig. 95).
CBMERJ - EMG 89 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Usado por Oficiais, Alunos-Oficiais e Praças no 8°A Uniforme.


5 - BLUSÃO (Fig. 96)
De couro preto, para motociclistas, com dois bolsos em diagonal, fechado com "ziper" na parte da
frente e nos bolsos, com reforço nos ombros e cotovelos, possui na altura do peito, ao lado esquerdo e
emblema do Corpo sobre um círculo branco com 60mm de diâmetro.
De uso exclusivo de Oficiais.
6 - ALAMAR (Figs. 97 - 98)
a - De cor amarelo-ouro, us ado na túnica e jaqueta dos 1°A, B, C e D, 2° A e B e 8° A (fig. 97).
b - De cor amarelo-ouro e azul ferrete, usado nos 2°C e E Uniformes (fig. 98).
Usado pelos Oficiais no exercício das funções de Chefe e Subchefe do Estado-Maior-Geral,
Assistente do Comando-Geral, Ajudante-Geral, Oficiais de Gabinete Militar do Governo do Estado, Oficiais
do Gabinete do Secretário de Segurança P ública, Ajudante de Ordens do Comandante Geral, quando de
serviço e em atos sociais de caráter formal. O constante da alínea a é colocado preso no ombro esquerdo e,
por ambas as extremidades, ao botão superior das túnicas e jaquetas do 1° A, B, C e D, 2° A e B Uniformes.
O constante da alínea b é preso ao ombro esquerdo da camisa bege escuro meia manga.
7 - BRAÇAL DE SERVIÇO (Fig. 99)
De cor preta com letras brancas, usado em serviço de Oficial de Dia, Sargento Adjunto, Sargento
Encarregado de Motorista, Serviço de Segurança de Quartel e, quando determinado, em serviços especiais.
Usado no 3° C Uniforme.
8 - ESPADA (Fig. 100)
Usada por Oficiais em formaturas, desfiles, solenidades internas e externas, quando determinado, na
forma regulamentar.
Usada pelos Aspirantes-a-Oficial na cerimônia de declaração.
Usada no casamento religioso pelo noivo e pelo garção de honra.
Usada nas exéquias oficiais.
Usada nas cerimônias de entrega de medalhas, em presença da tropa armada, pelo agraciados e
paraninfo.
9 - FIADOR DE ESPADA (Fig. 101)
Usado com espada, por Oficiais, em cor azul ferrete; ou dourado, conforme o caso.
10 - GUIA DE ESPADA (Fig. 102)
Usada com espada, por Oficiais e, com espadim por Alunos-Oficiais, em cor azul ferrete ou amarelo-
ouro e vermelho.
11 - LUVAS (Figs. 103-104-105)
a - De cor branca, confeccionada em algodão, para uso nos 8°A e B Uniformes e, em pelica para uso
nos 1° C e D Uniformes (figs. 103).
b - De cor preta, confeccionada em couro, para uso nos 1° A e B, 3° A e B Uniformes (figs. 104).
Usadas, quando armado de espada, calçadas em ambas as mãos.
Usadas, quando desarmado, calçadas como no item anterior ou seguras pela mão esquerda, com as
pontas voltadas para trás.
Quando estiver armado, o bombeiro-militar não descalçará as luvas para o aperto de mão.
c - De cor cinza pérola escuro, confeccionada em lã grossa, com punhos em sanfona, para uso nos
dias de temperatura baixa, por Oficiais, Alunos-Oficiais e P raças, nos 3° A, C, D e E Uniformes (fig. 105).
12 - SOBRECAP A P ARA BONÉ (Fig. 106)
Em plástico incolor, usada no boné.
13 - SUNGA ATLÉTICA (Fig. 207)
De cor preta, usada nas instruções de educação física e competições desportivas, sob o respectivo
uniforme.
14 - CAP ACETE DE MOTOCICLIST A (Fig. 108)

CBMERJ - EMG 90 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

De cor vermelha, em fibra de vidro, formato anatômico, resistente a choques e forrado internamente
com espuma plástica, à frente, uma pala de proteção para os olhos, de formato recurvado de material plástico
res istente e transparente, com 80mm de altura, fixado ao capacete. Aplicado, em ambos os lados, o distintivo
da Corporação.
(*) 18 - J AQUETA (fig. 116).
- De cor cinza pérola escuro, em tecido impermeável (nylon), fechada com “zíper” na parte frontal,
com dois bolsos em diagonal. Nos ombros platinas do mesmo trecido e cor da jaqueta presas em sua parte
superior por um botão de massa de cor cinza, tendos em seu centro, em relevo, o emblema do Corpo. No
terço superior da manga esquerda, 100mm abaixo da costura. Inicia-se um bolso de 80mm X 80mm, tendo
em seu centro, preso por um dispositivo de velcro, um círculo cinza de 60mm de diâmetro bordado em
vermelho contendo em seu interior os dizeres “CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DO E ST ADO DO RIO
DE JANEIRO” “1856”, em letras do tipo bastão cheia com 7mm de altura, na cor branca. Acabamento em lã
sanfonada preta nos punhos e cintura, duas golas amovíveis na mesma cor da jaqueta, sendo uma lã
sanfonada e outra em pelo sintético, presas por “ziper”, recheio em propiletileno, forro em nylon.
É vedado o uso de medalhas, condecorações, distintivos de cursos e outros s imilares na jaqueta.
A presente peça de uniformes poderá ser usado em complementação aos seguintes uniformes: 2º C, 2º
D, 2º E,. 2º F, 2º G, 3º B, 3º C e 3º F.
O presente uniforme é de uso exclusivo para Oficiais, sendo vedado seu uso por alunos oficiais,
Subtenentes e Praças.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 21.709, de 08 de dezembro de 1994

CAPÍTULO VI
Descrição E Modelo Das Peças De Fardamento
Art. 34 - Este capítulo des tina-se a descrição detalhada, em ordem alfabética, das peças e
componentes dos uniformes, apresentados no presente Regulamento.
AVENTAL BRANCO (Fig. 109)
- Feitio comum, liso na frente, ajustado à cintura e pescoço por duas tiras do mesmo tecido.
Usado no 7° A Uniforme.
BARRETINA (Figs. 110 a 113)
- Com 145mm de altura, de veludo vermelho e de copa circular com 210mm de diâmetro, coberta de
plástico preto. É guarnecida por duas tiras do mesmo plástico de 25mm de largura, uma na parte superior,
unida à costura da copa, e outra na parte inferior, unida ao debrum. Em cada lado duas tiras, formando um
ângulo de lados ligeiramente curvos, que atingem a guarnição superior e cujo vértice se apóia na guarnição
inferior. Estas tiras também são de plástico preto (fig. 110).
- P ALA: de 40mm d largura, devendo em todo o seu comprimento aplicar-se à metade anterior da
guarnição inferior da barretina.
- AÇUCENA: de metal dourado, com 50mm de altura, colocada na frente e na parte superior da
barretina (fig. 111).
- TOP E: com as cores vermelho, branco e azul, de 20mm de diâmetro, posto na frente sobre a
guarnição superior (fig. 112).
- CHAP A: de metal dourado, em forma de chama, que não exceda em altura a linha inferior da
guarnição de couro da copa, e, a parte de baixo, apoiada na pala. E m largura não excede extremidades desta.
- BRASÃO: símbolo do CFO, nas cores já descritas no art. 27, colocado no centro da chapa.
- CORDÕES: guarnecem a barretina, em lã azul de 3mm de diâmetro, presos a duas tranquetas de
30mm de comprimento e 12mm de diâmetro, coberta de tecido da mesma cor. Os cordões formam:
- na parte da frente: uma trança de cordões dobrado, posta na barretina em forma semi-circular,
tangenciando na s ua parte mais baixa a linha da pala e com as extremidades presas às tranquetas.
- na parte de trás: um nó de duas voltas, o qual toca a guarnição inferior da barretina.
- BORLA: presa a tranqueta do lado direito por uma presilha de cordão fino, tendo a pera e o passado
de 25mm de altura e 18mm na parte mais grossa. O remate entre a pera e as franjas tem 12mm de altura e
20mm de largura na parte inferior. Franja de 50mm de comprimento.
CBMERJ - EMG 91 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

- PENACHO: com 180mm de altura tem no terço superior 60mm de largura. Feito de penas brancas,
até dois terços de altura e azul no terço superior, para Oficiais as cores serão invertidas (fig. 113).
- JUGULAR: de plástico preto, formada de duas tiras, de 250mm de comprimento e 12mm de largura
presas em ambos os lados, no vértice formado pelas tiras de plástico, por ilhoses dourado. A tira da esquerda
(quando a barretina em uso) receberá uma fivela cromada e um passador de plástico, e a da direita terminará
com uma ponteira, tendo 14 furos intercalados de 10mm e iniciados a 10mm da ponta.
Usada no 8° B Uniforme.
BLUSA DE BRIM CÁQUI (Figs. 114 e 115)
- P ré encolhida, de comprimento até a região glútea, com platinas, costas lis as. Na altura do peito,
dois bolsos em diagonal embutidos e inclinados para o centro com abertura de 120mm, fechando por "ziper".
Gola dupla de 25mm no pé e 50mm na gola e pontas de 70mm com afastamento aproximado de 80mm.
Mangas compridas, com punhos retos de bainha simples. A blusa é fechada frontalmente por um único
"ziper" com carcela (fig. 114). Cadarço de identificação, no mesmo tecido e cor, com 25mm por 120mm,
aplicado sobre o bolso do lado direito, com o nome de guerra do bombeiro-militar, bordado em letras pretas
cheias, tipo bastão, de 10mm de altura (fig. 115).
Usada nos 3° A, C, D e E Uniformes.
BOINA (Fig. 116)
- De lã impermeabilizada, na cor preta, forrada com tecido na cor preta, de forma circular, debruada
com napa de 10mm de diâmetro, por onde corre um cadarço de algodão de cor preta, de 10mm de largura,
que se destina ao ajustamento da boina. Na copa, no lado oposto ao reforço, existem dois ilhoses de alumínio,
na cor preta, com 10mm de diâmetro, separados de 15mm. Internamente, no lado direito, poss ui um reforço,
de plástico, de formato semi-circular com 60mm de raio, destinado a servir de suporte aos distintivos que se
seguem:
- Para Oficiais (Fig. 117)
idêntico ao utilizado no capacete, medindo 50mm x 30mm.
- Para Alunos -Oficiais (Fig. 118)
um escudo de forma circular, em metal, de 40mm de diâmetro, esmaltado, com bordadura de 3mm
dourada, tendo ao centro, sobre campo preto, o símbolo do CFO nas cores já descritas no art. 27 do presente
Regulamento.
- Para Praças (Fig. 119)
idêntico ao dos Alunos-Oficiais, a exceção do símbolo que será o da Corporação.
Usada nos 2° B e C Uniformes.
BONÉ (Figs. 120 a 122)
- Compõe-se de copa, armação, cinta, emblema, forro, jugular, botões, carneira e pala.
- COP A: cinza pérola escuro, com armação de aço inoxidável e entretela de crina;
- ARMAÇÃO: de papelão fibra, forrada em pano oleado, tendo uma lâmina metálica, com 90mm de
altura na parte dianteira superior;
- CINTA: de gorgorão de seda azul ferrete ou veludo na mesma cor, com a costura sob o emblema,
tendo 50mm de largura;
- EMBLEMA: composto de um s ímbolo da Corporação sobre uma figura de cor azul ferrete,
circundada por chamas de cor amarelo-ouro com os dizeres "RIO DE JANEIRO". O conjunto mede 110mm
de largura por 65mm de altura para Oficiais e Alunos-Oficiais ; 65mm de altura por 80mm de largura para
Subtenentes e Sargentos; confeccionado com s eda, lã e linha metálica ou impresso em metal inoxidável
(facultativo para Subtenentes e Sargentos).
- JUGULAR: dourada, de 15mm de largura, confeccionado com fio dourado, presa pelas
extremidades por dois botões pequenos de 15mm, em metal dourado, com o emblema do Corpo em alto
relevo;
- CANEIRA: de oleado em couro marrom, de 40mm de largura;
- PALA: pregada e embutida na cinta da armação formando com ela um ângulo de 125 graus, tendo
55mm de comprimento na frente, abrangendo um arco de 240 a 270mm. Tem as seguintes cores e
características:
CBMERJ - EMG 92 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

- Para Oficiais Superiores (Fig. 121)


de plástico preto, sendo a parte superior forrada com feltro azul ferrete e nele bordados a fio dourado,
dois ramos de carvalho, conforme a indicação do desenho.
- Para Oficiais Intermediários e Subalternos (Fig. 122)
de plástico preto, forrado de couro preto na parte inferior com debrum de oleado preto, brilhante, de
5mm.
Usado nos 1°A, B, C e D, 2°A, D e F e 9° Uniformes.
BOTÃO (Figs. 123 - 123a)
- Grande: de metal dourado, de 22m de diâmetro, tendo uma cercadura de 23 es trelas pequenas e o
emblema da Corporação na parte central (fig. 123)
- Pequeno: de metal dourado, de 15mm de diâmetro, idêntico ao grande (fig. 123 A).
Na Japona será usado botão, de massa preta, com as mesmas especificações.
BOTINA (Fig. 124)
- De couro ou vaqueta preta, inteiriça, com solado vulcanizado a 165 graus centígrados, resistente,
com garras anti-derrapantes, herméticas, proporcionando isolamento total à eletricidade, com alma de aço,
especialmente temperada, e aberturas laterais fechadas com elástico preto.
Usada nos 3°A, D, E e F, 6°, 7°A e B Uniformes.
CALÇA CINZA PÉROLA ESCURO (Fig. 125)
- De tergal, de forma ligeiramente tronco-cônica, sem pregas, boca inferior seccionada, medindo entre
220mm e 260mm, de acordo com o sapato. Com costuras laterais, bainha simples, seis bolsos embutidos,
sendo dois laterais, dois na parte trazeira com tampo, sem botões, dois pequenos, de frente, na linha inferior
do cós, um de cada lado. No céu, sete passadores simples e dispostos na frente, nos lados e atrás para receber
o cinto.
Usada nos 1°A, B, C e D, 2°A, B, C, D, E, F, e G, 3°B, 4°C e 9° Uniformes.
CALÇA DE BRIM CÁQUI (Fig. 126)
- Feitio idêntico ao item anterior, com três bolsos, sendo dois atrás e um sobre a lateral da perna
esquerda, tipo sanfona. Braguilha e bolsos laterais fechados por "ziper". Os dois bolsos de trás não terão
fecho.
Usada nos 3°A, C, D, E e F, 7°A e B Uniformes.
CALÇA PRETA (Fig. 127)
- De tergal ou algodão preto, com as mesmas características de confecção da calça cinza pérola
escuro.
Usada no 7° C Uniforme.
CALÇA BRANCA (Fig. 128)
- Da mesma confecção da calça preta.
Usada no 5° Uniforme.
CALÇA VERMELHA (Fig. 129)
- De tergal ou algodão na cor vermelha, com as características de confecção da calça cinza pérola
escuro, sendo que as costuras laterais externas são guarnecidas por uma faixa vertical de cor azul ferrete de
15mm de largura, de cima a baixo. P ara praças e calça será lisa.
Usada no 8°A e B Uniforme.
CALÇÃO PRETO (Fig. 130)
- De brim de algodão preto, feitio comum, com braguilha, fechada por três botões pretos de 15mm.
Cós de 30mm de largura, tendo aplicadas na frente duas linguetas, uma de cada lado. Presas no lado
esquerdo, duas argolas de metal prateado de 30mm de diâmetro, para ajustar à cintura.
- Para Oficiais e Alunos -Oficiais:
o calção possuirá duas listras brancas laterais no sentido vertical; medindo 10mm de largura,
confeccionada em cadarço de algodão branco, colocadas de um e de outro lado de cada costura externa,
separados 10mm uma da outra.

CBMERJ - EMG 93 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

- Para Subtenentes e Sargentos:


o calção possuirá uma listra vertical branca dos lados, com as mesmas características da dos Oficiais.
- Para Cabos e Soldados:
o calção será lis o.
Usado nos 4° A e B Uniformes.
CALÇÃO DE NAT AÇÃO PRETO (Fig. 131)
- T ipo sunga, com listras brancas laterais de cadarço branco medindo 10mm de largura, colocadas de
um e de outro lado, separadas 5mm uma da outra, para Oficiais e Alunos-Oficiais, com uma listra para
Subtenentes e Sargentos e liso para Cabos e Soldados.
Usado no 4° D Uniforme.
CAMISA BEGE ESCURO MEIA MANGA (Fig. 132)
- De poliester, costas lisas, ligeiramente cintada, aberta na frente, a meio em toda a extensão, sem
carcela, abotoada por uma ordem de cinco botões de matéria plástica, de 11mm, na cor bege, ficando o
primeiro acima da linha das pestanas dos bolsos, o último a altura do quadril, e os demais equidistantes.
Externamente, na frente e na parte superior, dois bolsos, aplicados a altura do peito, de forma
retangular, e tendo no sentido vertical uma grega, em forma de macho, de largura média de 40mm,
equidistantes dos lados. Os bolsos possuem os ângulos superiores quebrados, 10mm no sentido horizontal e
10mm no sentido vertical, têm dimensões mínimas de 120mm por 140mm nos mesmos sentidos e são
fechados por pestanas, também em forma retangular, com dimensões mínimas de 120mm por 50mm,
abotoados ao centro por um botão bege de matéria plástica de 11mm. Os bols os e as pestanas serão
proporcionais ao tamanho de camisa.
Gola entretelada, tipo colarinho esporte, inteiriça.
Mangas curtas, com 100mm acima dos cotovelos e bainha simples de 25mm.
Abertura central, gola, bolsos, pestanas, e machos pes pontados a 5mm da borda.
caseados verticais.
Usada nas mesmas condições do 2°A, com alamares, barretas e distintivos de cursos, correspondendo,
preferentemente, ao nível mais elevado, nos 2°C, F e G e 3° B.
CAMISA BEGE ESCURO COM COLARINHO DUP LO (Fig. 133)
- De tergal, poliester ou tricoline com dois bolsos a altura do peito, de dimensões mínimas de 120mm
por 140mm e máxima de 140mm por 160mm, de forma retangular, tendo no sentido vertical uma grega, em
forma de macho, de largura média de 40mm, equidistantes dos lados, possui ângulos inferiores arredondados,
fechados por pestanas, também de forma retangular, com dimens ões mínimas de 50mm por 120mm e máxima
de 60mm por 140mm, abotoando ao centro com botão de matéria plástica, de 11mm, cor bege. P unhos
singelos com 60mm de altura, abotoados por botões idênticas aos dos bolsos. Aberta à frente, a meio, com
carcela, com dupla costura, abotoando por uma ordem de cinco botões, idênticos aos dos lados, sendo o
primeiro na altura da gola, o último na do quadril e os demais equidistantes. Colarinho duplo comum. No
bolso esquerdo, abertura na parte superior da pestana permitindo a colocação de lápis ou caneta.
CAMISA BRANCA (Fig. 134)
- De tecido leve, mangas compridas, colarinho duplo, em pé, singelo, cinco casas para receber botões
que o fixarão à parte interna da gola da túnica.
Usada no 9° Uniforme.
CAMISA BRANCA COM COLARINHO DUPLO (Fig. 135)
- De confecção e tecido igual a camisa bege escuro de colarinho duplo, s em bolsos. Os botões serão
brancos.
Usada nos 1°A, B, C, D e 7°C Uniformes.
(*) CAMISA DE MALHA VERMELHA, MEIA MANGA (Fig. 136)
- De feitio comum, confeccionada em fios de algodão, sem gola, com mangas possuindo no peito em
letras tipo bastão de 10mm de altura, o posto ou graduação seguido da sigla BM e do nome de guerra do
Bombeiro-Militar. Para Alunos-Oficiais será acrescido o emblema do CFO impresso, no centro, na cor preta.
Usada nos 2°B, 3°F e 7°A Uniformes.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 16.820, de 13 de setembro de 1991
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CAMISA DE MALHA BRANCA E VERMELHA (Fig. 137)


- Para Oficiais:
confeccionada em fio de algodão em ponto de meia, com gola em V, meia manga, toda branca com
contorno de gola em vermelho, possuindo um friso vermelho de 20mm a 10mm das extremidades das mangas
e outro de 30mm contornando a base inferior da bainha a 20mm.
- Para Subtenentes e Sargentos:
idêntica a dos Oficiais, exceto aos frisos vermelhos que são duplos na gola e nas mangas, de 10mm de
largura e separados por um espaço de 5mm.
Usada nos 4°B e C Uniformes.
CAP ACETE BRANCO (Fig. 138)
- De couro ou outro material equivalente, revestido internamente com carneira de couro marrom,
jugular de couro branca com dois puxadores metálicos, dois furos em cada lado boné, com os dizeres "RIO
DE JANEIRO". Junto à base da aba dianteira há uma guarnição metálica, niquelada, presa lateralmente em
duas extremidades por parafusos com roldanas; na parte externa superior há um quebra-telha niquelado e
frisado.
Usado por Oficiais e Alunos-Oficiais nos 3°D e 8°A Uniformes.
CAP ACETE P RET O (Fig. 139)
- Para Subtenentes e Sargentos:
com especificações idênticas ao dos Oficiais, não possuindo a guarnição metálica escamada. O
emblema de metal e esmalte é como o descrito no boné, com os dizeres RIO DE JANE IRO; o quebra-telha
niquelado não possui frisos.
- Para Cabos e Soldados:
com especificações idênticas ao dos Subtenentes e Sargentos exceto quanto as chamas que são
menores, ficando o conjunto com 60mm de largura por 65mm de altura, possui os dizeres RIO DE J ANEIRO
na base inferior e o quebra-telha é em metal dourado sem frisos.
Usado nos 3°E e 8°A Uniformes.
CAP ACETE DE FIBRA (Fig. 140)
- De fibra em lona pré-moldada com impregnação de res ina sintética; feitio comum, cor preta, com
uma faixa vermelha de 50mm de largura, contornando a capacete a 40mm da borda. Na frente o emblema da
Corporação ou do CFO (para uso exclusivo dos Alunos-Oficiais), em suas cores já descritas. Internamente
dis põe de armação de cadarço de lona, pres o à copa, para fixação da carneira ajustável e queixeira de couro
preto. Dois ilhoses de metal oxidado, fixado internamente, um de cada lado, que servem para prender a
jugular com a queixeira.
Usado nos 3° B e C Uniformes.
CASACA (Fig. 141)
- De tergal cinza pérola claro, frente e gola do mesmo pano, costas com meios-quartos e cos tura até a
cinta, ambas sem franzido até a curva da perna, duas ordens de três botões grandes, de 22mm de diâmetro, de
metal dourado, na frente; dois botões também grandes, de metal dourado, atrás, um em cada aba, na altura da
cinta, e três botões pequenos de 15mm de diâmetro, de metal dourado, em cada punho; platinas do mesmo
tecido e cor da casaca, de forma pentagonal, embutidas nas mangas, com 65mm de largura na parte fixa e
45mm na parte solta, terminando em ângulo obtuso e abotoando por um botão igual ao dos punhos; os punhos
são de canhão duplo do mesmo tecido e cor medindo 100mm.
Usado no 9° Uniforme.
CINTO DE GALÃO VERMELHO (Fig. 142)
- Com 45mm de largura, circundado por três galões dourado de 5mm de largura, afastados 10mm um
do outro e de 5mm dos bordos externos. Fecho de metal dourado composto de duas peças com engate circular
de 30mm de diâmetro e 45mm de largura. Na parte central, em alto relevo, o símbolo da Corporação
contornado por uma cercadura de 23 estrelas. Completando o cinto, para afirmar o fecho, dois passadores do
mesmo tecido, de 10mm de largura, e um de metal dourado de 76mm de comprimento, para guia de es pada.
Uma pala central de 160mm de comprimento do mesmo tecido e largura do cinto presa ao passador esquerdo,
servindo de fundo ao fecho.

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Usado no 8° Uniforme.
CINTO DE GALÃO AZUL FERRETE (Fig. 143)
- Com as mesmas especificações, à exceção da cor e dos galões dourados.
Usado nos Uniformes, quando armado de espada ou espadim.
CINTO DE EQUIP AMENT O (Fig. 144)
- Preto: tipo NA, na forma regulamentar.
Usado nos 3° B, C e 8°A Uniformes.
CINTO GINÁST ICO (Fig. 145)
- Para Oficiais e Alunos -Oficiais:
de cadarço de lona grená com entretelas de nylon, e lona, possuindo 80mm de largura tendo ao centro
uma faixa azul ferrete de 25mm de largura; fechando através de duas fivelas niqueladas, presas em couro
preto, nylon e lona, costurados a mão em linha preta. P res o, também, ao couro preto, existe uma alça
metálica do lado opos to da fivela.
- Para Praças:
idêntico ao dos Oficiais, sem a faixa azul ferrete e com o formato das presilhas de couro diferente,
conforme detalhe figurado no desenho.
Usado nos 3°D e E Uniformes.
CINTO DE LONA GRENÁ (Fig. 146)
- Com fivela e arremate metálico.
Usado nos 3°A, C, D, E e F, 7°A, B e C 8°A e B Uniformes.
CINTO DE LONA CINZA (Fig. 147)
- Com as mesmas características do cinto grená.
Usado nos 1°A, B, C e D, 2°A, B, C, D, E, F e G, 3°B, 4°C e 9° Uniformes.
COTURNOS (Fig. 148)
- Na forma regulamentar, na cor preta.
Usado nos 2°B, C, 3°B, C e 8° Uniformes.
GRAVAT AS (Figs. 149-150-151)
- Bege escuro: de polies ter ou tropical, laço vertical e feitio comum (fig. 149).
Usada nos 2°A, B, D e E Uniformes.
- Por Oficiais, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos
- Preta vertical: de poliester ou tropical, laço vertical comum (fig. 150).
Usada nos 1°B e D Uniformes.
- Preta horizontal: de gorgurão, tropical ou tergal, medindo 105mm de comprimento por 35mm de
largura (fig. 151).
Usada nos 1°A, C, 7°C e 9° Uniformes.
GORRO BRANCO (Fig. 152)
- De brim de algodão ou linho branco, base tronco-cônica, altura média de 10mm com abertura e
cadarço para ajustar na base traseira.
Usado nos 5° e 7°A Uniformes
Sendo no 7° para Cabos e Soldados.
GORRO COM PALA (Fig. 153)
- Cáqui: de brim de algodão cáqui, copa em forma de tronco de cilindro, com 80mm de altura na
frente de gorro 40mm na parte traseira. Pala de forma retangular, com cerca de 70mm de comprimento,
pontas arredondadas, armada com entretela, toda pespontada, perpendicular à copa. Carneira do mesmo
tecido do boné, com 25mm de largura. Dois orifícios para ventilação, com ilhoses metálicos oxidados, de
cada lado da copa.
Usado nos 3°A e F Uniformes.
- Azul mescla: no mes mo feitio do gorro com pala de cor cáqui.
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Usado no 6° Uniforme.
GORRO SEM PALA (Fig. 154)
- Cinza pérola escuro: de tergal com aba virada em todo seu redor, cruzando as duas pontas na frente,
a esquerda sobre a direita. P ossui, na parte central da aba, 70mm de altura; na frente 50mm e na parte traseira
30mm, com carneira de couro marrom.
Usado nos 2°E e G Uniformes.
- Branco: do mes mo feitio do gorro sem pala cinza pérola escuro.
Usado no 5° Uniforme por Oficiais, Subtenentes e Sargentos.
JAQUETA CINZA PÉROLA (Fig. 155)
- De tergal, aberta na frente em toda a extensão, fechando por botões grandes, de 22mm, de metal
dourado com o emblema da Corporação em alto relevo, equidistantes, ficando o primeiro na linha das
pestanas dos bolsos e o último a 40mm acima do cinto de mesmo tecido que é abotoado com dois botões
pequenos, de 15mm de diâmetro, de metal dourado, com o emblema da Corporação em alto relevo;
externamente, na frente, na parte superior, dois bolsos aplicados e pespontados em seu contorno, a 5mm das
bordas, tendo no sentido da altura, uma grega em forma de macho, de largura média de 40mm, equidis tantes
dos lados; ângulos superiores arredondados, fechados por pestanas regulares e botões pequenos em metal
dourado, com emblema da Corporação em alto relevo; costas lisas, com costura central no sentido
longitudinal, gola aberta virada, formando com a lapela um ângulo reto de dois lados iguais, com distintivo
do quadro em metal dourado, aplicado em ambos os lados da parte superior, para Oficiais ; para Praças, o
dis tintivo da Qualificação, também em metal dourado, dispostos da mesma forma; mangas simples com
canhão do mesmo tecido, tendo 10mm de altura na frente e 150mm atrás, pes pontada a 5mm da borda
superior; platinas do mesmo tecido de forma pentagonal, embutidas nas mangas, com 65mm de largura na
parte fixa e 45mm na parte solta, terminando em ângulo obtuso, pespontada a 5mm de seu contorno e
abotoada por um botão pequeno de 15mm, de metal dourado com o emblema da Corporação em alto relevo.
Usada no 2° B Uniforme.
BLUSÃO BRANCO (Fig. 156)
- De tergal, aberto na frente em toda a extensão, fechando até a altura da cintura, por botões grandes,
de 22mm de metal dourado com o emblema da Corporação em alto relevo equidistantes, tendo comprimento
até a região glútea, sendo fechada logo abaixo da cintura por dois botões de plástico branco, ficando o
primeiro na linha das pestanas dos bolsos e o último na altura dos quadris.
- Dois bolsos aplicados pespontados em seu contorno, a 5mm das bordas, tendo no sentido da altura,
uma grega em forma de macho, de largura média de 40mm, equidistantes dos lados, ângulos s uperiores
arredondados, fechados por pestanas regulares e botões pequenos em metal dourado, com o emblema, da
Corporação em alto relevo; costas lisas, com costura central no sentido longitudinal, gola aberta virada,
formando com a lapela um ângulo reto de dois lados iguais, com dis tintivo do quadro em metal dourado,
aplicado em ambos os lados da parte superior, para Oficiais, para P raças e o distintivo da Qualificação,
também em metal dourado, dispostos da mesma forma; mangas simples com canhão do mesmo tecido, tendo
100mm de altura na frente e 150mm atrás, pespontada a 5mm da borda superior; platinas do mesmo tecido,
de forma pentagonal, embutidas nas mangas, com 65mm de largura na parte fixa e 45mm na parte solta,
terminando em ângulo obtuso, pespontada a 5mm de seu contorno e abotoado por um botão pequeno de
15mm, de metal dourado com o emblema da Corporação em alto relevo.
Usado no 8°A Uniforme.
MEIAS PRETAS
- de nylon ou poliester, feitio comum.
de algodão, quando de s erviço.
MACACÃO DE BRIM MESCLA (Fig. 157)
- Aberto na frente em toda a extensão, fechado por "ziper" da braguilha até a altura da gola; de corte
jus to, até a cintura, onde são colocados sete passadores para segurar um cinto de 40mm de largura do mesmo
tecido; na frente, em ambos os lados do peito, há dois bolsos embutidos de 120mm por 120mm simétricos e
retos fechados com "ziper", sendo sobre o bolso do lado esquerdo, exis te a sigla "CBERJ" e sobre o direito, o
nome de guerra do Bombeiro-Militar, ambos impressos em letras cheias, tipo bas tão. Externamente,
aplicados em ambos os lados da calça, na frente, existem dois bolsos de 180mm de largura na parte inferior e
30mm na parte superior, 350mm de altura na parte interna e 210mm na parte externa; atrás, a 80mm de
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cintura, são aplicados, em ambos os lados, dois bolsos retangulares de 180mm por 160mm com pestanas
retangulares de 160mm por 50mm; costas simples com costura transversal a 90mm do colarinho, gola,
mangas e platinas iguais aos da blusa de brim cáqui. Todas as costuras são duplas e pespontadas a 5mm da
borda. E xternamente, na altura do joelho e na parte lateral em ambos os lados, são aplicados dois bolsos de
90mm por 190mm, possuindo pestanas retangulares de 90mm por 40mm.
Usado no 6° Uniforme.
TÚNICA BRANCA FECHADA (Fig. 158)
- De tergal, tres passes com duas inglesas, costura no meio das costas, com meios quartos até a cinta,
nas cos tas; abaixo da cintura, duas carcelas de mesma cor e tecido, uma de cada lado, embutidas nas abas
tendo um botão grande dourado em cada uma das três pontas; gola da mesma cor e tecido, contendo a
ins ígnia base em ambos os lados; platinas de veludo vermelho, debruadas em toda sua volta com fio dourado;
duas ordens de sete botões inferiores são colocados logo abaixo do cinto, punhos com canhões retos da
mesma cor e tecido, de 100mm de altura, com três botões dourados pequenos.
Usada no 8° Uniforme.

TÚNICA CINZA PÉROLA CL ARA (Fig. 159)


- De tergal, na cor cinza pérola clara aberta na frente em toda a extensão, fechando com quatro botões
grandes de 22mm, metálicos e dourados, com o emblema da Corporação em alto relevo, sendo que o primeiro
fica na linha dos botões das pestanas dos bolsos superiores e o último na linha superior das pestanas dos
bolsos inferiores, equidistantes. De corte anatômico, ligeiramente cintada, de comprimento até pouco abaixo
da entre pernas, toda pespontada a 5mm da orla das costuras.
Bolsos externos em número de até quatro aplicados com ângulo da base arredondados, com as
dimensões de 120mm por 140mm a 140mm por 160mm para os superiores e 180mm por 210mm para os
inferiores, fechados por pestanas de dimensões de 60mm por 120mm a 70mm por 140mm para os s uperiores
e 80mm por 180mm para os inferiores. Os dois bolsos inferiores são de forma ligeiramente trapezoidal, todos
fechados com botões pequenos de 15mm, em metal dourado. Nos bolsos superiores, no sentido do
comprimento, há uma grega de largura média de 40mm em forma de macho, equidistantes dos lados.
As costas são lisas, com uma costura central no s entido longitudinal, na qual existe uma abertura de
250mm a 300mm, medida do limite inferior.
A gola é aberta, virada, formando com a lapela em ângulo reto de lados iguais, com distintivos de
quadro em metal dourado aplicado em ambos os lados da parte superior, para Oficiais; o distintivo da
Qualificação também em metal dourado para as praças, dispostos da mesma forma.
As platinas são do mesmo tecido e cor da túnica, de forma pentagonal, embutidas nas mangas, com
65mm de largura na parte fixa e 45mm na parte solta, terminando em ângulo obtuso e abotoando por um
botão igual ao dos bols os ; os punhos são de canhão duplo, do mesmo tecido e cor medindo 10mm.
Usada nos 1°A e B e 2°A Uniformes.
TÚNICA BRANCA (Fig. 160)
- De confecção idêntica à túnica pérola, exceto quanto à cor e o tecido que são branco e tergal,
res pectivamente.
Usada nos 1°C e D Uniformes.
TÊNIS (Fig. 161)
- Branco: de feitio comum usado pelos Cabos e Soldados no 5° Uniforme.
- Preto: de feitio comum usado pelos Cabos e Soldados no 4°A Uniforme.
VÉST IA BRANCA (Fig. 162)
- De tergal ou algodão, com dois bolsos aplicados à altura do peito, com dimensões mínimas de
120mm por 140mm nos sentidos horizontal e vertical, respectivamente, fechados por pestanas, também em
forma retangular, com dimensões mínimas de 120mm por 50mm, abotoados ao centro por um botão branco
de matéria de 11mm; os bolsos possuem uma grega em forma de macho de largura média de 40mm,
equidistantes dos lados; aberta à frente e ao meio em toda a extensão, abotoando por uma ordem de 5 botões
de matéria plástica branca de 11mm, ficando o primeiro a 30mm acima das pestanas dos bolsos, o último à
altura do quadril, e os demais equidis tantes. Gola entretelada, tipo colarinho esporte, inteiriça.
Mangas curtas, com 100mm acima dos cotovelos e bainha simples de 25mm.
CBMERJ - EMG 98 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Cadarço de identificação, em algodão mercerizado, na cor branca, com 25mm por 120mm, aplicado
sobre o bolso do lado direito, com o nome de guerra do Bombeiro-Militar, bordado em letras pretas cheias,
tipo bastão, de 10mm de altura.
Platinas do mes mo tecido e feitio idêntico ao da blusa 3°D Uniforme, com as insígnias bordadas em
linha cinza (Oficiais); divisas bordadas em linha amarelo ouro, sobre o mesmo tecido da vés tia e aplicadas no
terço superior de ambas as mangas, encimadas pelo distintivo da Qualificação, bordado cheio em linha raiom
vermelha (praças).
Usada no 5° Uniforme por Oficiais, Subtenentes e Sargentos.
VÉST IA BRANCA (Fig. 163)
- De tergal ou algodão, com dois bolsos aplicados à altura do peito, com dimens ões de 120mm por
140mm e 140mm por 160mm de forma retangular, com os ângulos inferiores arredondados, aberta à frente e
ao meio em toda a extensão, abotoando por uma ordem de 5 botões de matéria plástica branca de 17mm,
equidistantes, ficando o primeiro na altura da gola e o último na da cintura. Mangas curtas com 50mm acima
do cotovelo, bainha simples de 20mm; colarinho simples, redondo, vertical, com 30mm de altura.
Costas lisas de um só pano, ligeiramente cintada.
Cadarço de identificação, em algodão mercerizado, na cor branca, com 25mm por 120mm, aplicado
sobre o bolso do lado direito, com o nome de guerra do Bombeiro-Militar, bordado em letras pretas cheias,
tipo bastão, de 10mm de altura.
Platinas do mesmo tecido e feitio idêntico ao da blusa de 3°D Uniforme.
Divisas bordadas em linha amarelo ouro, sobre o mesmo tecido da véstia e aplicadas no terço superior
de ambas as mangas, encimadas pelo distintivo da Qualificação, bordado cheio em linha raiom vermelha.
Usada nos 5° e 7°B Uniformes para Cabos e Soldados (o distintivo será o da Qualificação do
Bombeiro-Militar).
CAPÍTULO VII
Descrição Das Insígnias
Art. 35 - As insígnias de que trata o presente capítulo, classificam-se em:
a - INSÍGNIA COMPOST A (Fig. 164)
- Formada por um escudo de duas circunferências concêntricas perfiladas em ouro.
- O círculo central é vermelho esmaltado e contém, em relevo, o emblema da Corporação cinzelado
em ouro: diâmetro do círculo 8mm.
- Os espaços entre as circunferências é de cor azul esmaltado, tangenciando com os vértices da figura
base e tem bordadura de 5 estrelas em prata; diâmetro da circunferência maior, 12mm.
- Um resplendor em ouro de formato cruciforme formado de 36 lâminas convexas, envolve a figura
central, ficando em plano inferior. Um segundo resplendor em ouro, também de formato cruciforme,
sobressai nos vértices internos do primeiro, apresentando 20 lâminas convexas, ficando em plano inferior.
- O conjunto tem 25mm no diâmetro maior.
b - INSÍGNIA SIMPLES (Fig. 165)
- Formada por escudo de duas circunferências concêntricas perfiladas em prata.
- O círculo central é esmaltado e contém, em alto relevo, o emblema da Corporação cinzelado em
outro; diâmetro do círculo, 8mm.
- O espaço entre as circunferências, de 2mm, é de cor azul esmaltado, tangenciando com os vértices
da figura base e tem bordadura de 5 estrelas em prata; o diâmetro do círculo maior, 12mm.
- Um resplendor de prata, de formato cruciforme, formado de 36 lâminas convexas, envolve a figura
central ficando em plano inferior.
- O conjunto tem 25mm no eixo maior.
c - INSÍGNIA DE ASP IRANTE-A-OFICIAL (Fig. 166)
- Estrela singela em metal dourado, medindo 25mm de diâmetro. A miniatura tem 10mm de diâmetro.
CAP ÍT ULO VIII
Prescrições Diversas

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 36 - Os alunos do CFO usarão o espadim "Marechal Souza Aguiar", criado pelo Decreto Federal
n° 46.344, de 1.7.59.
Art. 37 - A correspondência entre uniformes e trajes civis é a seguinte:
1° Uniforme: - Gala, Solenidades e Atividades Sociais;
A e B - Casa e Smooking (noite)
C e D - Fraque e Summer (Dia)
Art. 38 - As Organizações de Bombeiros -Militares estão autorizadas a adotar uniformes e agasalhos
para competições esportivas de sua livre escolha.
Art. 39 - O Comandante Geral, desde que não contrarie os princípios básicos estabelecidos neste
Regulamento, poderá em Ato próprio, determinar a utilização de equipamento de proteção individual, de
acordo com a evolução tecnológica ou as disponibilidades do mercado.
Art. 40 - A adoção dos uniformes previstos neste Regulamento terá seu prazo de carência fixado pelo
Comandante Geral, respeitada a disponibilidade orçamentária anual.

CBMERJ - EMG 100 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

LEI Nº 427 - DE 10 DE JUNHO DE 1981


CBMERJ - EMG 101 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Dispõe sobre o Co nselho de Justificação para Oficiais da Policia Militar e do Corpo de


Bo mbeiros , e dá o utras providências

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do
Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei :
Art. 1º - O Conselho de Jus tificação é destinado a julgar , através de Processo especial , da
incapacidade do Oficial da Policia Militar e do Corpo de Bombeiros , para permanecer na ativa, criando - lhe
, ao mesmo tempo , condições para se justificar .
Parágrafo Único - O Conselho de Justificação pode, também, ser aplicado ao oficial da reserva
remunerada ou reformado , presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se
encontra .
Art. 2º - É s ubmetido a Conselho de J ustificação, a pedido ou “ex-offício”, o oficial da Polícia Militar
ou do Corpo de Bombeiros :
I - acusado oficialmente ou por qualquer meio lícito de comunicação social de ter :
a) procedido incorretamente no desempenho do cargo ;
b) tido conduta irregular ;
c) praticado ato que afete a honra pess oal , o pundonor militar ou o decoro da classe .
II - sido considerado não habilitado para o acesso em caráter provisório , no momento em que venha
a ser objeto de apreciação para ingresso em Quadro de Acesso ou Lista de Escolha ;
III - sido afastado do cargo , na forma do respectivo Es tatuto , por se tornar incompatível com o
mesmo ou demons trar incapacidade no exercício de funções a ele inerentes , salvo se o afastamento é
decorrência de fatos que motivem sua submissão a Processo ;
IV - sido condenado por T ribunal Civil ou Militar à pena restritiva de liberdade individual superior à
2 (dois) anos, em decorrência de sentença passada em julgado ;
V - sido condenado, por sentença passada em julgado, por crimes para os quais o Código P enal
Militar comina essas penas acessórias e por crimes previstos na legislação concernente à Segurança Nacional
;
VI - sido condenado por crime de natureza dolosa, não previsto na legislação especial concernente à
Segurança Nacional , em Tribunal Civil ou Militar, à pena restritiva de liberdade individual até 2 (dois) anos,
tão logo transite em julgado a sentença ;
VII - pertencido a partido político ou associação , suspensos ou dissolvidos por força de dis pos ição
legal ou decisão judicial, ou que exerçam atividades prejudiciais ou perigosas à Segurança Nacional .
Parágrafo único. É considerado, entre outros, para efeito desta lei, pertencente a partido ou ass ociação
a que se refere este artigo, o oficial da policia ou Corpo de Bombeiros que, ostensiva ou clandestinamente:
a) estiver inscrito como seu membro;
b) prestar serviços ou angariar valores em seu beneficio;
c) realizar propaganda de suas doutrinas; ou
d) colaborar , de qualquer forma , mas sempre de modo inequívoco ou doloso, em suas atitudes .
Art. 3º - O oficial da ativa da Policia ou Corpo de Bombeiros ao ser submetido a Conselho de
Justificação, é afastado do exercício de suas funções :
I - automaticamente, nos cas os dos incisos IV, V, VI e VII do art. 2§, e
II - a critério do respectivo Comandante-Geral , no caso do inciso I do art. 2§ .
Art. 4º - Compete ao Secretario do Estado de Segurança Publica a nomeação do Conselho de
Justificação, cabendo ao Comandante-Geral da P olicia Militar e ao Comandante-Geral do Corpo de
Bombeiros indicar aquela autoridade o oficial a ser submetido a julgamento perante o Conselho, bem como
os oficiais que deverão integra-lo , em cada caso .
§ 1º - As autoridades referidas neste art. podem , como base nos antecedentes do oficial a ser julgado
e na natureza ou falta de consistência dos fatos argüidos, considerar, desde logo, improcedente a acusação e
indeferir, em conseqüência, o pedido de nomeação do Conselho de Justificação .

CBMERJ - EMG 102 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 2º - O indeferimento do pedido de nomeação do Conselho de Justificação, devidamente


fundamentado , deve ser publicado oficialmente e transcrito nos assentamentos do oficial , se es te for da ativa
.
Art. 5º - O Conselho de Justificação é composto de 3 (três ) oficiais, da ativa, da Corporação a que
pertencer o Jus tificante , de posto superior ao seu .
§ 1º - O membro mais antigo do Cons elho de Justificação, no mínimo um oficial da ativa , é o
Presidente e o que lhe segue em antigüidade é o interrogante e Relator o mais moderno o escrivão .
§ 2º - Não podem fazer parte do Conselho de Justificação;
a) o oficial que formulou a acusação;
b) os oficiais que tenham entre si com o acusador ou acusado , parentesco consangüíneo ou
afim , na linha reta ou até 4º grau de consangüinidade colateral ou de natureza civil; e
c - os oficiais subalternos .
§ 3º - Quando o Justificante for oficial superior do ultimo posto os membros do Conselho de
Justificação serão nomeados dentre os oficiais daquele posto da ativa ou na inativa, mais antigos que o
jus tificando .
§ 4º - Quando o Jus tificante for oficial da reserva remunerada ou reformado, um dos membros do
Conselho de Justificação pode ser da reserva remunerada .
Art. 6º - O Conselho de Justificação funciona sempre com a totalidade de seus membros , em local
onde a autoridade nomeante julgue melhor indicado para apuração do fato.
Art. 7º - Reunido o Conselho de Justificação , convocado previamente por seu Presidente , em local ,
dia e hora designados com antecedência , presente o J ustificante o P res idente manda proceder a leitura e a
autuação dos documentos que constituíram o ato de nomeação do Cons elho, em seguida , ordena a
qualificação e interrogatório do Jus tificante, o que é reduzido a auto, assinado por todos os membros do
Conselho e pelo Justificante, fazendo - se a juntada de todos os documentos por oferecidos .
Parágrafo único - Quando o Jus tificante for oficial da reserva remunerada ou reformado e não for
localizado ou deixar de atender a intimação por escrito para comparecer perante o Conselho de Justificação :
a) a intimação será publicada em órgão de divulgação na área do domicilio do J ustificante; e
b) o P roces so correrá a revelia , se não atender a publicação .
Art. 8º - Aos membros do Conselho de Justificação é licito reperguntar o Justificante e as
testemunhas sobre o objeto da acusação e propor diligências para o esclarecimento dos fatos .
Art. 9º - Ao Justificante será assegurada ampla defesa, tendo ele, após o interrogatório, prazo de 5
(cinco) dias para oferecer suas razões por escrito devendo o Conselho de Justificação fornecer-lhe o libero
acusatório onde se contenham com minúcias o relato dos fatos e descrição dos atos que lhe são imputados
.
§ 1º - O Justificante deve estar presente a todas as seções do Conselho de Justificação, exceto a seção
secreta de deliberação do relator .
§ 2º - Em suas defesas, pode o Justificante requerer a produção, perante o Conselho de Justificação de
todas as provas permitidas no Código de P rocesso Penal Militar .
§ 3º - As provas a serem realizadas mediante carta precatória s erão efetuadas por intermédio da
autoridade P olicial-Militar ou na falta desta da autoridade judiciaria local .
Art. 10 - O Conselho de Justificação pode inquirir o Acusador ou receber por escrito seus
esclarecimentos ouvido posteriormente, a respeito, o Justificante .
Art. 11 - O conselho de Justificação dispõe de um prazo de 30 (trinta) dias , a contar da data de sua
nomeação para a conclusão de seus trabalhos , inclusive remessa do relatório .
Parágrafo único - A autoridade nomeante, por motivos excepcionais poderá prorrogar até 20 (vinte)
dias o prazo de conclusão dos trabalhos .
Art. 12 - Realizadas todas as diligências, o Conselho de Justificação passa a deliberar em sessão
secreta sobre o relatório à ser redigido .
§ 1º - O relatório elaborado pelo escrivão e assinado por todos os membros do Conselho de
Justificação , deve julgar se o Justificante :
a) é , ou não culpado , da acusação ; ou
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b) no caso do inciso II do Art. 2º , esta ou não sem habilitação para acesso em caráter definitivo , ou
c) no cas o do inciso IV do Art. 2º , levados em consideração os preceitos de aplicação do Código
Penal Militar , esta , ou não , incapaz de permanecer na ativa ou na situação em que se encontra na inativa .
§ 2º - A deliberação do Conselho de Justificação é tomada por maioria de votos dos seus membros
§ 3º - Quando houver voto vencido é facultada sua justificação por escrito.
§ 4º - Elaborado o relatório, com um termo de encerramento o Conselho de J ustificação, remete o
Processo ao Secretário de Es tado de Segurança Pública através do Comandante-Geral .
Art. 13 - Recebidos os autos de processo do Conselho de Justificação, o Secretário de Estado de
Segurança Pública , dentro do prazo 20 ( vinte ) dias , aceitando ou não seu julgamento e, neste, ultimo caso ,
jus tificando o motivo de seu despacho determina :
I - O arquivamento do process o , se considera procedente à justificação ;
II - A aplicação de pena disciplinar, se considera contravenção ou transgressão disciplinar à razão
pela qual o ofício foi julgado culpado ;
III - Na forma do estatuto respectivo e conforme, a transferencia do acusado para a reserva
remunerada ou os atos necessários à sua efetivação pelo Governador do Estado, se o oficial for considerado
não habilitado para o acesso em caráter definitivo, nos termos do inciso II do Art. 2§ ;
IV - A remessa do P rocesso à autoridade competente, se considera crime a razão pelo qual o oficial
foi considerado culpado;
V - A remessa do Processo ao Tribunal de Justiça;
a ) Se a razão pela qual o oficial foi julgado culpado es ta prevista nos incisos I, III e VII do Art. 2º ou
b) Se, pelo crime cometido previsto nos incisos IV, V e VI do Art. 2º, o oficial foi julgado incapaz de
permanecer na ativa ou na inatividade.
Parágrafo único - O despacho que julgar procedente a justificação deve ser publicado oficialmente e
transcrito nos assentamentos do oficial se es te é da ativa.
Art. 14 - É da competência do Tribunal de Justiça o julgamento em instancia única, dos processos
oriundos de Conselhos de Justificação, a ele remetidos pelo Secretario de Estado de Segurança P ublica na
forma regimental própria, assegurando-se prazo para a defesa se manifestar, por escrito sobre a decisão do
Conselho de Justificação.
Art. 15 - Tribunal de J ustiça, ao decidir que o oficial é culpado de ato ou fato previsto nos incisos I ,
III e VI do Art. 2º, ou que, pelos crimes cometidos, previstos nos incisos IV, V e VI do Art. 2º , é incapaz de
permanecer na ativa ou inatividade, deve , conforme o caso :
I - Declará-lo indigno do Oficialato ou com ele incompatível determinando a perda de seu posto e
patente ou
II - Determinar sua reforma.
§ 1º - A reforma do oficial é efetuada no posto que possui na ativa , com proventos proporcionais ao
tempo de serviço.
§ 2º - A reforma do oficial ou sua demiss ão “ex-offício” conseqüente da perda do posto e patente,
conforme o caso, é efetuada pelo Governador do Estado, tão logo seja publicado o acórdão do Tribunal de
Justiça .
Art. 16 - Aplicam - se subsidiariamente as normas do Código de P rocesso Penal Militar .
Art. 17 - P rescrevem em 6 (seis) anos , computados da data em que foram praticados , os casos
previstos nesta lei .
Parágrafo único - Os casos também previstos no Código Penal Militar como crime prescrevem nos
prazos nele estabelecidos .
Art. 18 - Esta lei estará em vigor na data de s ua publicação, revogado o Decreto - Lei nº 250, de 22 de
Julho de 1975 .

A . De P. Chagas Freitas - Governado r Do Estado

CBMERJ - EMG 104 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO N§ 4.58l, DE 24 DE SETEMBRO DE 198


DISPÕE sobre o Regulamento de Movimentação para Oficiais e Praças do Corpo de Bombeiros do
Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e tendo


em vista o que consta do P rocesso nº E-09/8.325/601/81,

D E C R E T A:
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. l§ - Fica aprovado o Regulamento de Movimentação para Oficiais e P raças do Corpo de Bombeiros
do Estado do Rio de Janeiro, que a este acompanha.
Art.2§ - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 24 de setembro de l98l
A. DE P. CHAGAS FREITAS
WALDYR ALVES COSTA MUNIZ

REGULAMENTO DE MOVIMENTAÇÃO PARA OFICIAIS E PRAÇAS DO CORPO DE


BOMBEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
( RMOP - CBERJ )

TÍTULO I
Generalidades
CAP ÍTULO I
Finalidades
Art. 1§ - Este Regulamento estabelece princípios e normas gerais para a movimentação de oficiais e praças
em serviço no Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro (CBERJ), considerando:
- a jurisdição de âmbito estadual do CBERJ;
- o aprimoramento constante da eficiência da Corporação;
- a prioridade na formação e aperfeiçoamento dos Quadros;
- a operacionalidade do CBERJ em termos de emprego permanente;
- a predominância do interesse do serviço sobre o individual ;
- a continuidade no desempenho das funções, a par da necessária renovação;
- a movimentação como decorrência dos deveres e das obrigações da carreira de bombeiro-militar e,
também, como direito nos casos especificados na legislação pertinente
- a disciplina ; e
- o interesse do bombeiro-militar , quando pertinente .
Art. 2§ - A movimentação visa a atender à necessidade de serviço e tem por finalidade principal assegurar a
presença, nas Organizações de Bombeiros-Mi1itares (OBM), e nas suas respectivas funções destacadas, do efetivo
necessário à sua eficiência operacional e administrativa.
Art. 3§ - O bombeiro-militar está sujeito, como decorrência dos deveres e das obrigações inerentes à
sua profissão, servir em qualquer parte do Estado, e, eventualmente, em qualquer parte do Pais ou do Exterior.
Parágrafo único - Nos casos previstos neste Regulamento , poderão ser atendidos interesses individuais,
quando for possível conciliá-los com as exigências do serviço.

CAPÍTULO II
Conceituações
Art. 4§ - Para os efeitos deste Regulamento, adotam-se as seguintes conceituações:
a - a palavra Comandante é aplicada indistintamente a Comandante, Chefe ou Diretor de OBM;
b - a palavra Instrutor é aplicada indistintamente a Instrutor-Chefe, Instrutor, Auxiliar de Instrutor e
membro de Seção Técnica de Estabelecimento de Ensino do CBERJ;
c - Organização de Bombeiro-Militar (OBM) é a denominação genérica dada aos órgãos de Direção,
Orgãos de Apoio e Orgãos de Execução, ou qualquer outra unidade administrativa da Corporação:
I - órgão de Direção são aqueles que se incumbem do planejamento em geral, visando à organização em
todos os pormenores, às necessidades em pessoal e em material e ao emprego da Corporação para o cumprimento
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de suas missões. Acionam, por meio de diretrizes e ordens, os Órgãos de Apoio e órgãos de Execução, coordenam,
controlam e fiscalizam a atuação desses órgãos,
II - órgãos de Apoio são aqueles que atendem às necessidades de P essoal e de material de toda a
Corporação, em particular dos Órgãos de Execução; realizam, pois a atividade-meio da Corporação. Atuam em
cumprimento às diretrizes ou ordens emanadas dos órgãos de Direção;
III - Órgãos de Execução são aqueles que realizam a atividade-fim da Corporação: cumprem as missões, ou
destinação da Corporação. Para isso, executam as ordens e diretrizes emanadas do Comando Geral. São
constituídos pelos Comandos de Bombeiros de Área (CBA) e pelas Unidades Operacionais da Corporação.
d - Fração de OBM é a denominação genérica dada aos elementos de uma OBM até o escalão
Destacamento de Bombeiro-Mi1itar,
e - Sede é todo território do município, ou dos municípios vizinhos, dentro do qual se localizam as
instalações de uma 0BM e onde são desempenhadas as atribuições, missões, tarefas ou atividades cometidas ao
bombeiro-militar;
f - a Guarnição é constituída por uma determinada área na qual exista, permanente ou transitoriamente,
uma ou mais de uma OBM ou Fração de OBM .
Parágrafo único - As Sedes e as Guarnições serão definidas pelo Governador do Estado, em consequência de
proposta do Comandante Geral da Corporação.
Art. 5§ - Movimentação, para efeito deste Regulamento, é a denominação genérica de ato administrativo
que atribui, ao bombeiro militar , cargo , situação , ou o destina a quadro , OBM ou fração de OBM .
§1§ - A movimentação abrange as seguintes modalidades:
a - classificação,
b - transferência;
c - nomeação; e
d - designação.
l - Classificação é a modalidade de movimentação que destina o bombeiro-mi1itar a uma OBM, como
decorrência de promoção, reversão exoneração , término de licença , conclusão ou interrupção de curso.
2 - Transferência é a modalidade de movimentação, de um Quadro para outro, de uma para outra OBM,
ou, no âmbito de uma OBM, de uma para outra fração de OBM, destacada ou não, e que se efetua por iniciativa
da autoridade competente ou a requerimento do interessado, sendo feita por necessidade do serviço ou por interesse
próprio.
3 - Nomeação é a modalidade de movimentação em que se especifica o cargo a ser ocupado pelo bombeiro-
mi1itar.
4 - Designação é a Modalidade de movimentação de um bombeiro-mi1itar para:
- realizar curso ou estágio em estabelecimento estranho ou não ao CBERJ, no Estado, no País ou no
Exterior;
- exercer cargo especificado, no âmbito da OBM;
- exercer comissões no Estado, no Pais ou no Exterior.
§ 2§ - A movimentação implica, ainda, nos seguintes atos administrativos:
a - exoneração e dispensa;
b - inclusão;
c - exclusão;
d - adição,
e - efetivação; e
f - desligamento.
l - Exoneração e dispensa são atos administrativos pelos quais o bombeiro-mi1itar deixa de exercer cargo
ou comissão para o qual tenha sido nomeado ou designado.
2 - Inclusão é o ato administrativo pelo qual o Comandante integra, em situação efetiva da OBM, o
bombeiro-mi1itar que para ela tenha sido movimentado.
3 - Exclusão é o ato administrativo do Comandante pelo qual o bombeiro-militar deixa de integrar em
situação efetiva a OBM a que pertencia.
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4 - Adição é o ato administrativo emanado de autoridade competente para fins específicos, que vincula o
bombeiro-mi1itar a uma OBM, sem integrá-lo nesta, em situação efetiva .
5 - Efetivação é o ato administrativo que atribui ao bombeiro-militar, dentro de uma mesma OBM, a
situação de efetivo, seja por existência, seja por abertura de vaga.
6 - Desligamento é o ato administrativo pelo qual o Comandante desvincula o bombeiro-mi1itar da OBM
em que servia ou a que se encontrava adido.
§ 3§ - Não constituem movimentação a nomeação e a designação referente a encargo, incumbência,
comissão, serviço ou atividade, desempenhadas em caráter temporário, ou sem prejuízo das funções que o
bombeiro-militar esteja exercendo.
Art. 6§ - O bombeiro-mi1itar pode estar sujeito às seguintes situações especiais:
a - agregado;
b - excedente;
c - adido como se efetivo fosse; e
d - à disposição.
1 - Agregado é a situação na qual o bombeiro-mi1itar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica
de seu Quadro, nela permanecendo sem número. O bombeiro-militar será agregado nos casas previstos no Estatuto
dos Bombeiros-Mi1itares.
2 - Excedente é a situação especial e transitória a que o bombeiro-militar passa, automaticamente, nos
casos previstos no Estatuto dos Bombeiros-Mi1itares.
3 - Adido como se efetivo fosse é a situação especial e trans itória do bombeiro-mi1itar que, enquanto
aguarda classificação, efetivação, solução de requerimento de demissão do serviço ativo ou transferência para a
reserva, é movimentado para uma OBM ou nela permanece, sem que haja, na mesma, vaga de seu grau hierárquico
ou qualificação. O bombeiro-militar na situação de adido como se efetivo fosse é considerado, para todos os
efeitos, como integrante da OBM.
4 - A disposição é a situação em que se encontra o bombeiro-mi1itar a serviço de órgão ou autoridade a que
não esteja diretamente subordinado.
Parágrafo único - Reversão é o ato administrativo pelo qual o bombeiro-militar agregado retorna ao
respectivo Quadro, tão logo cesse o motivo que determinou a sua agregação, conforme prevê o Estatuto dos
Bombeiros-Mi1itares.
Art. 7§ - Trânsito é o período de afastamento total de serviço, concedido ao bombeiro-militar cuja
movimentação implique, obrigatoriamente, em mudança de Guarnição, tendo como objetivo tornar possível as
medidas e preparativos decorrentes dessa mudança.
1§ - Os bombeiros-mi1itares movimentados que tenham de afastar-se, em caráter definitivo, da Guarnição
em que servem, terão direito até l5 (quinze) dias de trânsito.
§ 2§ - O trânsito é contado desde a data do desligamento do bombeiro-mi1itar da OBM ou fração de OBM,
devendo o mesmo seguir destino na primeira condução marcada com a antecedência devida, logo após o término
do trânsito, podendo, entretanto, se assim o desejar, seguir destino durante aquele período.
§ 3§ - 0 trânsito pode ser gozado no todo ou em parte na localidade de origem ou de destino, não sendo
computado, como trânsito, o tempo gasto na viagem.
§ 4§ - Mediante autorização concedida pelo órgão movimentador, e sem ônus para Fazenda Estadual, o
bombeiro-militar poderá gozar o trânsito, ou parte dele, em outro local que não o de origem ou de destino.
§ 5§ - 0 Comandante Gera1 regulará as condições particulares de gozo de trânsito.
Art. 8§ - Nas movimentações dentro de uma mesma Guarnição o prazo de apresentação na OBM será de 48
(quarenta e oito) horas.
Art. 9§ - Aos bombeiros-mi1itares serão concedidos, para instalação, independentemente do ou locais
onde tenham gozado o trânsito, os seguintes prazos: cinco (5) dias quando acompanhado de dependentes e dois (2)
dias quando desacompanhados ou solteiros.
§ l§ - Quando o bombeiro-militar for movimentado dentro da mesma Guarnição e esta movimentação
implique, obrigatoriamente, em mudança de residência ser-lhe-á concedido o prazo a que tenha direito nos
termos do "caput" deste artigo.08

CBMERJ - EMG 108 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 2§ - 0 período de instalação poderá ser solicitado durante os primeiros nove (9) meses, contados a partir
da data da apresentação na OBM ou fração de OBM de destino.
Art. 10 - 0 bombeiro-militar é considerado "em destino" quando, em relação à OBM que a pertence dela
estiver afastado em uma das seguintes situações:
a - baixa a hospital, da Corporação ou não,
b - frequêntando cursos de pequena duração, até seis (6) meses, inclusive;
c - cumprindo punição ou pena;
d - em licença ou dispensa;
e - a serviço da justiça; e
f - nomeado ou designado para encargo, incumbência, comissão, serviço ou atividades desempenhadas em
caráter temporário.
Art. 11 - O prazo de permanência em OBM ou Guarnição, para fins deste Regulamento, será contado entre
as datas de apresentação pronto para o serviço e a de desligamento.
§ 1§ - Não será interrompida a contagem do prazo de permanência nos seguintes casos de afastamento:
a - baixa a hospital ou enfermaria;
b - dispensa do serviço;
c - férias,
d - instalação;
e - luto ;
f - núpcias; e
g - nos afastamentos iguais ou inferiores a seis (6) meses, contados ininterruptamente ou não, e por uma
ou mais das razões abaixo, somadas ou não:
1 - serviço de justiça;
2 - frequentando cursos de pequena duração; e
3 - licença para tratamento de saúde.
§ 2§ - Não será computado como tempo de permanência na OBM , para movimentação ,o passado fora da
mesma , por qualquer motivo , alem de seis (6) meses .

TÍTULO II
Atribuições
CAP ITULO III
Da Competência para Movimentação
Art. l2 - Respeitado o disposto nos arts. l4 e l5 deste Regulamento, a movimentação dos bombeiros-
mi1itares é da competência:
a - Do Governador do Estado:
1 - Oficiais e praças do Gabinete Mi1itar;
2 - Oficiais e praças para cursos ou comissões no Exterior;
3 - Oficiais e praças para órgãos não previstos no Quadro de Organização da Corporação.
b - Do Comandante Gera1:
l - Oficiais , nos demais cursos , exceto o da alínea "a"; e
2 - Oficiais e praças para cursos em outras Unidades da Federação ou nas Forças Armadas.
c - Do Diretor de P essoa1, no âmbito da Corporação:
- P raças BM em geral, exceto nos casos de competência especifica estabelecida neste artigo.
d - Comandantes, Chefes e Diretores de OBM:
- Oficiais e praças no âmbito de suas OBM.
Parágrafo único - A competência para exonerar ou dispensar é da autoridade que nomeia ou designa.

CBMERJ - EMG 109 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. l3 -É da competência do Diretor de Pessoal e dos Comandantes de OBM tomar providências para a
movimentação de bombeiros-militares em tempo oportuno e dentro de suas atribuições, a fim de atender às
exigências previstas na legislação vigente.
Art. l4 - A movimentação de bombeiro-mi1itar exonerado, Assim como do que reverter, é da competência
do Comandante-Geral, dentro de suas atribuições.
Art. l5 - A inclusão, exclusão ou transferencia de Quadro ou de Qualificação de Bombeiro-Militar são da
competência do Comandante-Geral da Corporação, nas condições a serem reguladas em legis lação própria.
Parágrafo único - Os atos administrativos citados neste artigo serão referidos às datas de assunção de
cargo ou desligamento.
TÍTULO III
Normas
CAP ÍTULO IV
Normas Comuns para Movimentação de Oficiais e Praças
Art. 16 - No atendimento ao definido no Art. 2§, a Movimentação tem por objetivo:
a - permitir a matrícula em escolas, cursos e estágios;
b - permitir a oportuna aplicação de conhecimento e experiências adquiridas em cursos ou cargos
desempenhados no Estado,Pais ou no Exterior;
c - possibilitar o exercício de cargos compatíveis como grau hierárquico, a apreciação de seu desempenho
e a aquisição de experiência em diferentes situações;
d - desenvolver potencialidades, tendência e capacidades,de forma e permitir maior rendimento pessoal e
aumento da eficiência do CBERJ;
e - atender a necessidade de afastar o bombeiro-militar de OBM ou localidade em que sua permanência
seja julgada incompatível ou inconveniente;
f - atender a solicitação de órgãos de administração pública estranhos ao CBERJ, se Considerada de
interesse de bombeiro-militar; atender a disposições constantes de leis e de outros regulamentos;
h - atender os problemas de saúde do bombeiro-mi1itar ou de seus dependentes; e
i - atender, respeitada a conveniência do serviço, os interesses próprios do bombeiro-militar.
Art. l7 - A movimentação por necessidade do serviço visará ao atendimento do previsto nas alíneas " a "
e " g " , inclusive , do artigo l6.
Parágrafo único - A movimentação por necessidade do serviço será efetuada, normalmente, depois de
cumprido o prazo mínimo de permanência em uma mesma OBM, de acordo com o estabelecido neste
Regulamento.
Art. l8 - A movimentação por interesse próprio, prevista na alínea "i" do artigo 16, somente será realizada
a requerimento do interessado ao Comandante-Geral, após completado o prazo mínimo de permanência na OBM.
Art. l9 - A movimentação para atender a problemas de saúde de bombeiro-militar ou de seus dependentes
será realizada a requerimento do interessado ao Comandante-Geral, e considerado o interesse do serviço.
§ l§ - Para os efeitos deste artigo, consideram-se dependentes aos definidos na legislação vigente.
§ 2§ - 0 processamento do requerimento, da inspeção de saúde e a elaboração de pareceres médicos serão
regulados por legislação especial.
§ 3§ - Caberá ao Comandante-Geral decidir se a movimentação, por sua natureza deve se dar por interesse
próprio ou por necessidade do serviço.
Art. 20 - Constituem, também, motivos de movimentação do bombeiro-mi1itar, independente de prazo de
permanência na OBM:
a - incompatibilidade hierárquica,
b - conveniência da disciplina,
c - inconveniência da permanência do bombeiro-militar na OBM, na Guarnição ou no cargo, devidamente
comprovada e Assim considerada pelo Comandante-Geral.
Parágrafo único - A movimentação por conveniência da Disciplina somente será feita mediante solicitação
fundamentada, por escrito, do Comandante da fração de OBM, da OBM ou do Comandante do CBA, respeitada a
tramitação regulamentar, através dos canais de comando e após a aplicação da sanção disciplinar adequada.
CBMERJ - EMG 110 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 2l - A promoção implica, automaticamente em exclusão, exoneração ou dispensa do bombeiro-


militar e consequente classificação.
Parágrafo único - 0 disposto neste artigo ano se aplica ao bombeiro-mi1itar em comissão no Exterior ou à
disposição de órgão estranho ao CBERJ, Instrutor ou Monitor, e aos que estiverem frequentando cursos civis,
militares ou de bombeiros-militares quando dá promoção ano decorrer incompatibilidade hierárquica para a
permanência na situação anterior.
Art. 22 - Após a conclusão de curso ou estagio no Estado, no Pais ou no Exterior, o bombeiro-mi1itar
deverá servir em OBM que permita a aplicação dos conhecimentos e a consolidação da experiência adquiridos.
§ 1§ - A movimentação decorrente obedecera ao critério de escolha na ordem de merecimento intelectua l
estabelecida pela classificação final do curso , ou a critério do Comando-Geral quando não existir essa classificação
§ 2º - Se, por motivos excepcionais, não puder o bombeiro-militar cumprir, imediatamente após a
conclusão do curso o disposto neste artigo, será classificado na OBM escolhida pelo critério de merecimento
intelectual, tão logo cessem aqueles motivos.
Art. 23 - 0 bombeiro-militar que se afastar de uma OBM para frequentar curso de duração igual ou
inferior a seis ( 0 6 ) meses , será considerado em destino, permanecendo em sua situação de efetivo enquanto
dela estiver afastado.
Parágrafo único - 0 bombeiro-militar que concluir curso com duração de até seis (06) meses, mas que, devido
a prescrição regulamentar não possa permanecer na sua OBM de origem, será classificado em outra OBM para
cumprir o disposto no artigo 22.
Art. 24 - 0 bombeiro-militar passará a situação de adido nos seguintes casos:
a - para aguardar solução de requerimento de demissão do serviço ativo do CBERJ ou de transferencia
para a reserva;
b - para aguardar solução de Processo de reforma;
c - ao ser nomeado ou designado para curso, cargo ou comissão no Estado, no Pais ou no Exterior;
d - ao passar à disposição de organização estranha ao CBERJ ;
e - ao ocorrer a situação no "caput" do artigo 23 ;
f - ao entrar em licença de qualquer tipo, de duração superior a noventa ( 9 0 ) dias ;
g - para aguardar classificação,
h - para passar cargo e/ou encargo, ao ser excluído do Estado efetivo da OBM por ter sido movimentado;
i - nos casos previstos nos demais regulamentos; e
j -quando, na situação de agregado, permanecer vinculado a uma OBM .
§ l§ - Nos casos das alíneas "a" e "g" , o bombeiro-mi1itar é considerado adido como se efetivo
fosse, prestará serviço e concorrerá às substituições e comissões durante o tempo em que permanecer nessa
situação.
§ 2§ - Além da s ituação prevista no parágrafo anterior poderá o bombeiro-mi1itar ser colocado na situação
de adido como se efetivo fosse, em caráter excepcional, sendo especificados, sempre que possível, as circunstancias
e oportunidades que deverão fazer cessar a adição. 0 bombeiro-militar nessa situação concorrerá as escalas de
serviço e comissões que lhe forem determinadas.
§ 3§ - Nos casos não previstos neste artigo"compete à autoridade que movimentou o bombeiro-militar
autorizar a sua adição.
Art. 25 - 0 bombeiro-militar movimentado terá direito nos prazos de passagem de carga e encargos
definidos nos demais regulamentos, a contar do dia imediato ao da exclusão do estado efetivo da OBM.
Parágrafo único - No dia imediato ao término desses prazos, o bombeiro-mi1itar entrará em gozo do
período de trânsito que lhe for concedido.

CAPÍTULO V
Normas referentes a Oficiais
Art. 26 - A movimentação de Oficiais deve assegurar-lhes,dentro do possível, vivência profissional de
âmbito estadual.

CBMERJ - EMG 111 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 27 - 0 prazo mínimo de permanência em OBM para fins de movimentação é, normalmente, de


dois (2) anos.
Art. 28 - Nenhum oficial poderá servir por mais de cinco (5) anos consecutivos na mesma OBM, nem por
mais de dez (l0) anos consecutivos na mesma Guarnição.
§ 1§ - Em casos especiais, o Comandante Geral poderá prorrogar o prazo previsto neste artigo.
§ 2§ - Não interrompe a contagem de prazo na OBM ou na Guarnição, para efeito deste artigo:
a - afastamento inferior a doze (12) meses; e
b - o passado pelo bombeiro-mi1itar agregado, em função de natureza de bombeiro-militar.
Art. 29 - Serão reguladas pelo Comandante Geral:
a - a nomeação, recomendação e exoneração de Instrutores dos Estabelecimentos de Ensino; e
b - a nomeação para a função de ajudante-de-ordens de Assistentes.
Art. 30 - A publicação do ato de movimentação de oficial que estiver no exercício de função de
Comandante, bem como de nomeação do seu substituto , só poderá ser feita mediante autorização do escalão
superior a que estiver subordinado o oficial movimentado. 0 Comandante permanecerá no exercício da função, sem
passar à condição de adido à sua OBM, até a data fixada pelo escalão superior para a passagem do comando e
consequente desligamento.
Art. 31 - No caso de movimentação e consequente desligamento de oficial pertencente ao Quadro de Saúde,
quando for ele o único na OBM, poderá o Comandante Geral designar o substituto temporário, dentre os
oficiais do mesmo quadro, até a apresentação do substituto efetivo .

CAP ÍTULO VI
Normas Referentes a Praças
Art. 32 - 0 prazo mínimo de permanência em OBM para fins de movimentação é, normalmente, de dois (2)
anos.
CAPÍTULO VII
Outras Disposições
Art. 33 - Ao ingressar no QOA e no QOE, o oficial deverá, em principio, ser movimentado da OBM em
que servia quando praça.
Art. 34 - As movimentações para atender às necessidades do serviço serão realizadas dentro dos créditos
orçamentários próprios, em obediência às normas regulamentares e diretrizes das autoridades competentes.
Parágrafo único - As despesas decorrentes das movimentações por interesse próprio serão realizadas
inteiramente por conta do requerente.
Art. 35 - Nos casos em que a OBM mudar de Guarnição, as movimentações decorrentes serão reguladas
pelo Comandante Geral da Corporação.
Art. 36 - 0 Comandante Geral baixará os atos complementares, necessários à execução dos preceitos deste
Regulamento.

CBMERJ - EMG 112 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº4.582, DE 24 DE SETEMBRO DE l98l


APROVA os Regulamentos de Promoções de Praças e o de Qualificação Particular Músico, ambos
do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro -CBERJ.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de s uas atribuições legais, tendo


em vista o que consta do P rocesso n§E-09/760l/601/8l,

D E C R E T A:
Art. l§ - Ficam aprovados o Regulamento de Promoções de P raças e o Regulamento de Promoções
de P raças de Qualificação P articular Músico, ambos do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro -
CBERJ, que constituem os Anexos I e II deste Decreto.
Art . 2§ Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogados o Decreto n§ 557, de
l9/l/76, e as demais disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 24 de setembro de 1981

A . DE P . CHAGAS FRE I TAS

WALDIR MOREIRA GARCIA

WALDIR ALVES COSTA MUNIZ

CBMERJ - EMG 113 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

ANEXO I A QUE SE REFERE 0 DECRETO N§ 4.582/8l

REGULAMENTO DE PROMOÇÕES DE PRAÇAS DO CORP O DE BOMBEIROS


DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CBERJ.

CAPÍTULO I
Generalidades
Art. l§ - Este Regulamento estabelece o sistema e as condições que regulam as promoções de
graduados em serviço ativo no Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de J aneiro - CBERJ, de forma
seletiva, gradual e sucessiva.
Art. 2§ - A promoção é um ato administrativo e visa atender, principalmente, às necess idades das
Organizações de Bombeiros -Militares (OBM) do CBERJ, pelo preenchimento seletivo dos claros exis tentes
nas graduações superiores.
Art. 3§ - A fim de permitir um acesso gradual e sucessivo, o planejamento para a carreira dos
graduados deverá assegurar um fluxo regular e equilibrado.

CAPITULO II
Dos critérios de Promoção
Art. 4§ - As promoções serão realizadas pelo critério de:
l - Antiguidade;
2 - Merecimento;
3 - P or ato de bravura; e
4 - "P ost-mortem" .
Parágrafo único - Existindo justa causa, poderá haver promoção em ressarcimento de preterição.
Art. 5§ - P romoção por antiguidade é aquela que se baseia na precedência hierárquica de um
graduado sobre os demais de igual graduação, dentro do número de vagas estabelecidas em cada qualificação
de bombeiro-militar particular (QBMP).
Art. 6§ - P romoção por merecimento é aquela que se baseia no conjunto de qualidades e atributos que
dis tinguem entre seus pares e que,uma vez quantificados em documento hábil, a Ficha de Promoções, passam
a traduzir sua capacidade para ascender hierarquicamente.
Parágrafo único - A promoção de que trata este artigo será efetuada para o preenchimento de vagas
estabelecidas para QBMP .
Art. 7§ - Promoção por ato de bravura é aquela que resulta de ato ou atos não comuns de coragem e
audácia que, ultrapassando os limites normais do cumprimento do dever, representem feitos indispensáveis
ou úteis às operações de bombeiro-militar pelos resultados alcançados ou pelo exemplo positivo deles
emanados.
Art. 8§ - P romoção "post-mortem" é aquela que visa expressar o reconhecimento ao BM falecido no
cumprimento do dever, em consequência dis to, ou a reconhecer o direito a quem cabia promoção não
efetivada por motivo de óbito.
Art. 9§ - Promoção em ressarcimento de preterição é aquela feita após ser reconhecido, ao BM
preterido, o direito à promoção que lhe caberia.
Parágrafo único - A promoção em ressarcimento de preterição será efetuada segundo critérios de
antiguidade ou de merecimento, sendo o BM colocado na escala hierárquica como se houvesse sido
promovido na época devida, pelo principio em que ora é feita sua promoção.
Art. 10 - As promoções por antiguidade e merecimento serão efetuadas para preenchimento de vagas
e, ressalvadas as promoções dos músicos, obedecerão às seguintes proporções em relação ao número de
vagas
1 - 3§ Sargento BM a 2§ Sargento BM - uma por merecimento e duas por antiguidade;
2 - 2§ Sargento BM a 1§ Sargento BM - uma por merecimento e uma por antiguidade; e
3 - l§ Sargento BM a Subtenente BM - duas por merecimento e uma por antiguidade.
CBMERJ - EMG 114 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

(*) § l§ - A distribuição de vagas pelos critérios de promoção decorrentes da aplicação das proporções
estabelecidas neste artigo, será feita de forma continua, em seqüência às promoções realizadas em data
anterior.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 7.152, de 24 de jan 84
§ 2§ - Quando houver res to na divisão do número de vagas existentes pelos critérios de merecimento
e antiguidade, em decorrência da aplicação deste artigo, será o mesmo repartido pelos dois critérios, se for
par, ou distribuído para um deles, alternadamente, por promoção, se for impar.
§ 3§ - As promoções a cabo BM e a 3§ Sargento BM, serão pelo critério de merecimento e
intelectual, verificado no respectivo curso.

CAPITULO III
Das condições Básicas
Art. 11 - São condições imprescindíveis para a promoção à graduação superior por antiguidade:
l - T er concluído, com aproveitamento, até a data prevista para encerramento das alterações, o curso
que o habilita ao desempenho dos cargos e funções próprios da graduação superior;
2 - Ter completado até a data da promoção os requisitos de interstício e de arregimentação;
a) Interstício mínimo
(*) - l§ Sargento BM - doze anos de serviço, dois dos quais na graduação;
- 2§ Sargento BM - dois anos na graduação;
- 3§ Sargento BM - seis anos na graduação.
(*)alteração introduzida pelo Decreto nº 19.656, de 24 de fevereiro de 1994
b) Serviço arregimentado:
- l§ Sargento BM - um ano;
- 2§ Sargento BM - dois anos .
- 3§ Sargento BM - quatro anos.
3 - Estar classificado, no mínimo, no comportamento"BOM".
4 - Ter sido submetido a inspeção de s aúde para fins de promoção.
5 - Ter sido incluído em Quadro de Acesso (QA) de sua respectiva QBMP.
§ l§ - Será computado como serviço arregimentado, para fins de ingresso em QA, o tempo passado:
(*) a) E m órgão de apoio, exceção feita aos alunos de estabelecimento de ensino;
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 5.474, de 16 abr 82
(*) b) Em orgãos de Execução ; e
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 5.474, de 16 abr 82
c) Em funções técnicas de suas especialidades, pelos graduados especialistas, em qualquer
organização de Bombeiro-Militar, conforme normas baixadas pelo Comando-Geral.
(*) § 2§ - As condições de interstício e de arregimentação estabelecidas neste artigo, poderão ser
reduzidas até a metade, por ato do Governador do Estado, pelo prazo máximo de l(um) ano, mediante
proposta do comandante-Geral da corporação, ouvido o Estado-Maior-Geral do Exército, objetivando a
renovação dos Quadros.
(*) alteração introduzida pelo decreto nº 8.835, de 12 fev 86
(*) § 3§ - 0 comandante-Geral, excepcionalmente, poderá cons iderar como satisfazendo o requisito de
arregimentação, para fins de ingresso QA, o graduado BM que, por imperiosa necessidade de serviço, ainda
não o tenha satisfeito.
(*) alteração introduzida pelo decreto nº 8.835, de 12 fev 86
Art. l2 - Na promoção por merecimento, além de satisfazer às condições do artigo anterior, o
Sargento BM deve estar classificado, pela contagem de pontos da Ficha de P romoções, no total de vagas a
preencher, por este critério.
Art. l3 - 0 graduado agregado, quando no desempenho de cargo de Bombeiro-militar ou considerado
de natureza de bombeiro-militar, concorrerá à promoção por quaisquer dos critérios, sem prejuízo do
número de concorrentes regularmente estipulado.
CBMERJ - EMG 115 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. l4 - A incapacidade física temporária, verificada em inspeção de saúde, não impede o ingresso
em QA, nem a consequente promoção de praça à graduação imediata.
Parágrafo único - No caso de incapacidade física definitiva ou de incapacidade temporária por prazo
superior a 2 (dois) anos, o BM será reformado conforme dispuser o Estatuto dos Bombeiros-Militares do
Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
Art. l5 - A promoção do concludente do curso de Formação de Sargentos (CFS) obedecerá às
seguintes condições mínimas:
l - o es tabelecido nos itens 3 e 4 do artigo ll deste Regulamento; e
2 - ter concluído o Curso com aproveitamento.
Art. 16 - 0 graduado que se julgar prejudicado em cons eqüência de composição de QA em seu direito
à promoção, poderá impetrar recurso ao Comandante-Geral no prazo de l5 (quinze) dias a contar da data da
transcrição do QA em Boletim Interno da OBM em que estiver servindo, ou do recebimento do Boletim
Interno do Comando Geral da corporação no caso da OBM não dispor de Boletim Interno.
Art. l7 - 0 graduado será ressarcido da preterição desde que lhe seja reconhecido o direito à promoção
quando:
1 - tiver solução favorável à recurso interposto,
2 - cessar sua situação de desaparecido ou extraviado;
3 - for impronunciado ou absolvido em processo a que estiver respondendo, com sentença passsada
em julgado;
4 - for declarado isento da culpa por Conselho de Disciplina; e
5 - tiver sido prejudicado por comprovado erro administrativo.
§ l§- P ara a promoção de que trata este artigo, ficará dispensada a exigência do item 5 do artigo 11.
§ 2§- A promoção terá vigência a partir da data em que o graduado for preterido.

CAPÍTULO IV
Do Processamento das Promoções
Art. l8 - As promoções às graduações de Subtenentes BM, Primeiro e Segundo Sargento BM, serão
realizadas no âmbito da corporação por ato do Comandante-Geral, com base em proposta da Comissão
de Promoção de Praças (CPP ) .
Art. 19 - As promoções às graduações de Terceiros Sargentos BM e a cabos BM serão realizadas no
âmbito da corporação, por ato do comandante-Geral com base em proposta do Centro de Formação e
Aperfeiçoamento de P raças.
(*) Art. 20 - As promoções às graduações de 3º Sargento BM e cabo BM para preenchimento das vagas
existentes na corporação serão realizadas, obedecendo a rodem rigorosa de merecimento intelectual obtidos
nos respectivos curs os de formação. Os que deixarem de ser promovidos, por falta de vagas, terão
precedência sobre os concludentes das turmas seguintes, respeitada a data de conclusão do respectivo curso.
(*) alteração introduzida pelo Decreto. n§ 7.152 de 24 jan 84.
(*) Parágrafo único - 0 curso de Formação, a que se refere este artigo, terá validade indeterminada
devendo, entretanto, os seus concludentes, ainda não promovidos, serem submetidos, após 3(três) anos da
data da conclusão, a um estágio de reciclagem de acordo com as diretrizes a serem baixadas pelo Comando-
Geral do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro -CBERJ.
(*) alteração introduzida pelo Decreto. n§ 7.152 de 24 jan 84.
Art. 21 - As promoções de músicos serão realizadas de acordo com o disposto no Regulamento de
Promoções de P raças da Qualificação P articular Músico, obedecidas as prescrições do presente Regulamento.
Art. 22 - As promoções dos músicos tem como base o resultado de concurso específico para a
graduação.
Art. 23 - A habilitação do músico em concurso para a graduação superior, equivale à conclusão com
aproveitamento, de curs o que habilite o graduado ao des empenho dos cargos e funções próprias dessa
graduação.
Art. 24 - 0 processamento das promoções terá inicio no dia seguinte ao do encerramento das
alterações segundo o calendário estabelecido no Anexo "D" e obedecerão a seqüência abaixo:
CBMERJ - EMG 116 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

l - fixação de datas limites para a remessa da documentação dos graduados a serem apreciadas para
posterior ingresso no QA.
2 - apuração , pelo Chefe da lª Seção (BM/ l ) , das vagas a preencher;
3 - fixação quantitativa e publicação dos QA;
4 - inspeção de saúde; e
5 - promoções.
§ l§ - Não serão consideradas as alterações ocorridas com o graduado (curso, e qualificação, etc),
após a data de encerramento das alterações para as promoções em processamento, exceto as constantes do
artigo 33.
§ 2§ - As promoções deverão preencher, inicialmente, as vagas distribuídas para o critério de
merecimento.
Art. 25 - Serão computadas, para fins de promoções, as vagas decorrentes de:
1 - promoções às graduações imediatas;
2 - agregações;
3 - passagens à inatividade;
4 - licenciamento do serviço ativo;
5 - mudanças de QBMP;
6 - falecimento; e
7 - aumento do efetivo.
§ lº - As vagas ocorrerão:
a) na data da publicação do ato de promoção, agregação, passagem à inatividade, licenciamento do
serviço ativo ou mudança de QBMP , salvo se no próprio ato for estabelecida outra data
b) na data do falecimento, constante da certidão de Óbito; e
c) como dispuser a lei, quando do aumento de efetivo.
§ 2§ - 0 preenchimento de uma vaga acarretará à abertura de outra nas graduações inferiores, sendo
esta seqüência interrompida na graduação em que ocorrer seu preenchimento por excedente.
§ 3§ - Serão também consideradas as vagas que resultarem de transferencia "ex-officio" para a
reserva remunerada, já prevista, até a data da promoção.
§ 4§ - As vagas decorrentes de promoções por ressarcimento de preterição só serão consideradas se
o ato que as originou for publicado antes do encerramento das alterações.
§ 5§ - Não preenche vaga o graduado que, estando agregado, venha a ser promovido e continue na
mesma situação.
Art. 26 - As promoções por bravura e em ress arcimento de preterição, ocorrerão independentemente
de vagas.
Parágrafo único - Os promovidos de acordo com este artigo, permanecerão excedentes em suas
QBMP até a abertura de vagas em s uas graduações.
Art. 27 - As promoções previstas no artigo l0 deste Regulamento, ocorrerão nos dias 2l de abril e 25
de dezembro de cada ano, para as vagas abertas e computadas, até os dias 20 de fevereiro 20 de setembro,
res pectivamente.
§ l§ - As promoções por bravura e "post-mortem" ocorrerão em qualquer data.
§ 2§ - As promoções dos concludentes dos Cursos de Formação de Sargentos (CFS) e Curso de
Formação de Cabos (CFC), ocorrerão ao término do curso, e as dos músicos, ao término do concurs o,
obedecendo a ordem de merecimento intelectual obtida nos respectivos cursos ou concursos.
Art. 28 - A promoção por ato de bravura é efetivada pelo Governador do Estado:
l - nas operações de bombeiro-militar realizadas na vigência de Estado de guerra;
2 - resultante de ato ou atos não comuns ou excepcionais de coragem e audácia que ultrapassando
aos limites normais do cumprimento do dever representem feitos indispensáveis ou úteis as operações de
bombeiro-militar pelos res ultados alcançados ou pelo exemplo positivo deles emanados.

CBMERJ - EMG 117 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ l§ - 0 ato de bravura, considerado altamente meritório, é apurado em investigações sumárias


procedidas por um conselho especial, para este fim designado pelo Comandante-Geral.
§ 2§ - Ás promoções por ato de bravura, não se aplica as exigências para promoções es tabelecidas
neste Regulamento.
§ 3§ - Será proporcionada ao graduado promovido por bravura a oportunidade de satisfazer às
condições exigidas para o acesso obtido. Não logrando no prazo concedido, ser-lhe-á, facultado continuar no
serviço ativo, na graduação que atingiu, até a ida de limite de permanência, quando será transferido para a
Reserva ou Reformado, com os benefícios que a lei lhe assegurar.
§ 4§ - No caso de falecimento do graduado, a promoção por ato de bravura exclui a promoção "post-
mortem" que resultaria das consequências do ato de bravura.
Art. 29 - A promoção "post-mortem" à graduação imediata é efetivada quando a praça falecer em uma
das seguintes situações :
l - em operações de bombeiro-militar ou qualquer outra ação de manutenção de ordem pública;
2- em conseqüência de ferimentos recebidos em operações de bombeiro-militar ou na manutenção da
rdem pública, ou de doença, moléstia ou enfermidade contraída ness as situações, ou que nelas tenham a sua
causa eficientes
3 - em acidente de serviço, definido pelo P oder Executivo Estadual, ou em consequência de doença,
moléstia ou enfermidade que nele tenham sua causa eficiente;
4 - se, ao falecer, estiver incluído no Quadro de Acesso por Antiguidade (QAA) ou Merecimento
(QAM) .
§ l§ - A promoção que resultar de qualquer das situações estabelecidas nos itens l, 2 e 3 independerá
daquela prevista no item 4.
§ 2 § - Para efeito de aplicação do item 4 deste artigo, após efetivada uma promoção e enquanto não
forem aprovados novos Quadros de Acesso, devem ser considerados os últimos Quadros organizados.
§ 3§ - Os casos de morte por ferimento, doença, moléstia ou enfermidade referidas neste artigo serão
comprovados por Atesta do de Origem, Inquérito Sanitário de Origem ou Ficha de Evacuação, sendo os
registros e termos do acidente, da baixa ao hos pital e do tratamento nas enfermarias e hospitais utilizados
como meios subsidiários para esclarecer a situação.

CAPITULO V
Dos Quadros de Acesso
Art. 30 - Quadro de Acesso (QA) são relações nominais de graduados, organizadas por QBMP, em cada
graduação, para as promoções por antiguidade (QAA) e por merecimento (QAM ), e serão elaboradas para
cada uma das datas de promoção previstas no artigo 26.
Parágrafo único - 0 graduado somente poderá figurar no QA de sua QBMP.
Art. 31 - Os QAA e QAM serão organizados, respectivamente, em número de graduados igual a duas
vezes o número total de vagas na qualificação, recrutados dentre os mais antigos em cada QBMP,
numerados e relacionados:
1 - no QAA, na ordem de precedência hierárquica estabelecida no Almanaque do P essoal do Corpo de
Bombeiros - Subtenentes e Sargentos, última edição;
2 - no QAM, na ordem decrescente de pontos apurados na Ficha de P romoção.
Parágrafo único - Excetuados os casos de inexistência de graduados habilitados em quantidade
suficiente, os QAA e QAM, quando ocorrerem menos de 7 (sete) vagas, não poderão conter o numero de
candidatos à promoção inferior a:
- 6 (seis) , quando houver 1 (uma) a 3 (três) vagas;
- l2 (doze) , quando houver 4 (quatro) a 6 ( seis) vagas .
Art. 32 - Não será incluído em QA o graduado que:
l - deixe de satisfazer às condições estabelecidas nos itens l, 2 e 3 do artigo ll deste Regulamento;
2 - esteja "sub-judice", ou preso preventivamente em virtude de inquérito policial-militar instaurado;
3 - venha a atingir até a data das promoções a idade limite para permanência no serviço ativo;

CBMERJ - EMG 118 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

4 - esteja respondendo a Conselho de Disciplina;


5 - tenha sofrido pena res trita de liberdade, por sentença passada em julgado, durante o período
correspondente à pena, mesmo quando beneficiado por livramento condicional;
6 - esteja no exercício de função estranha ao Corpo de Bombeiros, ressalvado o pres crito no § 5º do
artigo 93 da Constituição Federal;
7 - esteja em gozo de licença para tratamento de interesse particular;
8 - seja cons iderado desertor;
9 - tenha sido julgado incapaz definitivamente para o serviço do corpo de Bombeiros, em Inspeção
de Saúde e
10 - seja cons iderado desaparecido ou extraviado; e
11 - esteja com suas Folhas de Alterações incompletas.
Art. 33 - Será excluído dos QA o graduado que:
1 - tenha sido neles incluídos indevidamente
2 - vier a falecer e
3 - vier a ser promovido por ato de bravura ou em ressarcimento de preterição;
4 - passar para a inatividade ou ser licenciado do serviço;
5 - venha a incidir em qualquer das situações do art.31.
Art. 34 - Será excluído do QAM, já organizado ou dele não poderá constar o graduado que
l - agregar ou estiver agregado:
a) por motivo de gozo de licença para tratamento de saúde de pessoa da família, por prazo superior a
seis meses contínuos e
b) em virtude de encontrar-se no exercício de cargo publico civil temporário, não eletivo, inclusive
na Adminis tração Indireta; ou
c) por ter passado à disposição de órgão do Governo Federal, de Governo Estadual, de Território ou
Distrito Federal, para exercer função de natureza civil.
2 - Ultrapassar, na graduação, na situação de à dis pos ição a órgão estranho ao CBERJ, mesmo que no
exercício de cargo considerado de interesse de bombeiro-militar, os seguintes prazos, contados
ininterruptamente ou não:
a) l§ Sargento BM ..................... 4 anos;
b) 2§ Sargento BM ..................... 3 anos; e
c) 3§ Sargento BM ..................... 2 anos.
Parágrafo único - P ara poder ser incluído ou reincluido no QAM, o graduado abrangido pelo disposto
neste artigo, deve reverter ao serviço ativo, no âmbito do CBERJ ou a ele retornar, pelo menos trinta dias
antes da data de promoção.
Art. 35 - A Secretaria das Comissões de P romoções (SCP) organizará os QAA e QAM, para cada data
de promoção, providenciando para que os limites fixados por QBMP, sejam publicados no Boletim do
comando-geral, de acordo com o calendário estabelecido no Anexo "D".
Art. 36 - P ara as promoções às graduações de Subtenentes BM, l§ e 2§ Sargentos BM, serão
organizados QAA e QAM. Os QAA obedecerão a ordem de antiguidade e os QAM calcados na Ficha de
Promoções, observando-se, segundo o critério, os artigos ll, 3l, 32, 33 e 34.
Parágrafo único - Para o estabelecimento da ordem de antiguidade deverá ser observado o que dispõe
o Estatuto dos Bombeiros-Militares do CBERJ.
Art. 37 - Os documentos básicos necessários à organizados QA são as Folhas de Alterações e as
Fichas de P romoção.
Art. 38 - 0 comandante, chefe ou Diretor de OBM, deverá registrar, obrigatoriamente, de próprio
punho, seu conceito sobre os graduados que lhe são subordinados, em ficha de conceito próprio,
estabelecida no Anexo " C " .
Art. 39 - A Ficha de Promoção, destinada ao cômputo dos pontos que quantificarão o mérito do
graduado, observará os modelos estabelecidos nos Anexos "A" e "B" e será elaborada pela SCP .

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 40 - A Ficha de Promoção, será preenchida com dados colhidos nas Folhas de Alterações e na
Ficha de Conceito, os quais receberão valores numéricos, pos itivos e negativos, conforme o caso.
§ l§ - Receberão valores numéricos positivos:
l - tempo de efetivo serviço;
2 - cursos de bombeiros-militares
3 - medalhas e condecorações;
4 - elogios; e
5 - conceito moral e profiss ional.
§ 2º - Receberão valores negativos:
1 - punições disciplinares
2 - condenações por crime militar ou comum; e
3 - falta de aproveitamento em curso de bombeiro-militar.
Art. 41 - No tempo de efetivo serviço serão cons iderados:
l - em função de bombeiro-militar, desde a data de praça até a data de encerramento das
alterações, contando-se l (um) ponto por semestre ou fração superior a noventa dias
2 - na graduação atual, desde a data de promoção até a data de encerramento das alterações,
contando-se 2 (dois ) pontos por semestre ou fração superior a noventa dias.
Art. 42 - Para os Cursos de bombeiro-militar concluídos com aproveitamento, considerando-se
apenas, o último Curso de Formação de Sargentos (CFS) ou o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos
(CAS) realizado e o curso de Especialização ou E xtensão de maior menção, quando o graduado possuir mais
de um, serão atribuídos os seguintes valores:
l - 30 e 20 pontos, respectivamente, para as menções "MUlTO BEM" e "BEM" nos cursos de
Formação de Sargentos ou equivalente;
2 - 50 e. 30 pontos, respectivamente, para as menções "MUlTO BEM" e "BEM" nos Cursos de
Aperfeiçoamento de Sargentos ou equivalente;
3 - l5 e l0 pontos, respectivamente, para as menções "MUlT O BEM" e "BEM" nos Cursos de
Especialização ou Extensão ou equivalente.
Parágrafo único - Quando o graduado poss uir também Curso de Especialização ou de Extensão, cujos
res ultados finais tenham sido expressos como "APTO" ou "lNAPTO" para exercer determinadas
funções, considerando apenas um dos referidos Cursos, deverá ser-lhe atribuído quando considerado
"AP TO" , o valor de l0 (dez ) pontos correspondentes à menção "BEM" .
Art. 43 - As medalhas receberão os seguintes valores numéricos:
1 - Ordem do Mérito de Bombeiro-Militar - 40 pontos
2 - Medalha de Aplicação e Estudo: l§ lugar - l0 pontos
3 - Medalha de Tempo de Serviço - 30, 20 e l0 anos, respectivamente, 10, 7 e 5 pontos, contando-se,
somente a de maior valor.
Art. 44 - Serão des tacados, com atribuição de pontos, os elogios caracterizados pelas seguintes ações:
1 - ação de bravura no cumprimento do dever, descrita inequivocamente em elogio individual e assim
julgada pela Comissão de Promoções de Praças, se não acarretou promoção por bravura ou concessão de
Medalha - 20 pontos.
2 - ação meritória de caráter excepcional com ris cos da própria vida, descrita em elogio individual e
assim julgada pela CPP - 15 pontos.
Art. 45 - No conceito moral e profissional serão considerados e atribuídos os seguintes valores :
1 - no comportamento de bombeiro-militar - 70, 50 e 30 pontos, respectivamente, para Excepcional,
ÓTIMO e BOM.
2 - nas contribuições de caráter técnico-profissional 10 pontos para cada trabalho original, desde que
aprovado por órgão designado pelo Comandante-Geral.
3 - no conceito do comandante, Diretor ou chefe de OBM, conforme o especificado no item 3 do
artigo 48.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Parágrafo único - Na Ficha de Promoção, o grau de "conceito do comandante", será a média


aritmética de todos os graus de "conceito Final" da Ficha de Conceito de Sargento, atribuídos na graduação
atual.
Art. 46 - Os valores numéricos negativos, serão atribuídos da seguinte maneira:
l - punições disciplinares - 8 pontos para cada prisão;
2 - condenação por crime militar ou comum, com sentença transitada em julgado - l00 pontos para
cada condenação, em qualquer tempo de vida de bombeiro-militar do graduado;
3 - falta de aproveitamento em curso de BM, contando-s e 40 (quarenta) pontos para cada
desligamento por falta de aproveitamento intelectual, por motivo disciplinar ou por reprovação no CAS ou
nos Cursos de Especialização ou Extensão, em qualquer tempo de vida de bombeiro-militar do graduado.
§ l§ - Para aplicação do disposto no item 1 do presente artigo, deverá ser considerada a seguinte
equivalência - 2 (duas) detenções valem uma prisão e 2 (duas) repreensões valem uma detenção.
§ 2§ - No cômputo das punições disciplinares para registro de pontos negativos na Ficha de
Promoções, somente serão considerados a que corresponder a um número exato de pris ões, desprezando-se
o restante.
§ 3§ - Para a promoção a l§ Sargento BM só serão computadas as punições recebidas nas graduações
de 3º e 2º Sargentos BM e ara as promoções a Subtenente BM, apenas as punições recebidas na graduação de
l§ Sargento BM.
§ 4§ - Para efeito do disposto no item 3 do presente artigo, estes pontos serão também considerados
para os graduados que forem des ligados dos Cursos cujo resultado final for expresso como "APTO" ou
"lNAPTO" , caso o desligamento seja concretizado pelos motivos expressos no citado dispositivo.
Art. 47 - 0 total de pontos da Ficha de P romoção será obtido subtraindo-se a soma dos pontos
negativos da soma dos pontos positivos.
Art. 48 - A Ficha de conceito de Sargento conterá dados indispens áveis à apreciação dos Sargentos
nos aspectos moral, profissional, intelectual, físico e de conduta civil e será preenchida de próprio punho
pelos comandantes, chefes ou Diretores de OBM.
Parágrafo único - Os atributos em apreciação, receberão os seguintes valores numéricos:
l - Excelente - 80
2 - Muito Bom - 60
3 - Bom - 40
4 - Regular - 20
5 - Insuficiente - 00
Art. 49 - No preenchimento da Ficha de Conceito de Sargento, deverão ser observadas as seguintes
prescrições:
l - o conceito será dado da forma numérica para cada atributo;
2 - a Ficha conterá, no mínimo, trinta atributos apreciados, ass inalando-se com NO (não observado)
os demais;
3 - o conceito Final, expresso em valor numérico , será igual à média aritmética dos atributos, não
computados os N0, com aproximação até milésimo.
Art. 50 - Quando o conceito Final for superior a 70 ou inferior a 30, o Comandante, Chefe ou Diretor
de OBM, deverá juntar à Ficha, justificativa fundamentada.
Art. 51 - A Ficha de Conceito de um graduado movimentado de uma para outra OBM e que até 30 de
janeiro tenha menos de 90 (noventa) dias de apresentação pronto para o serviço na OBM de destino, será
preenchida na OBM de origem, que providenciará a remessa, diretamente à SCP .
Art. 52 - O graduado incluído em QA deverá s er imediatamente submetido a inspeção de saúde
§ 1º - A data e o resultado da inspeção de saúde deverão ser comunicados à SCP, devendo ser-lhe
remetida cópia da Ata até o dia 10(dez) do mês em que ocorrer a promoção.
§ 2º - Não concorrerá às promoções em processamento, embora satisfaça a todas as demais condições
exigidas, o graduado cuja data e o resultado da inspeção de saúde realizada segundo o disposto neste artigo
não forem comunicados a SCP até o dia 10 (dez) do mês da promoção, salvo se tal ocorrer por culpa
exclus iva de terceiros, devidamente comprovada.
CBMERJ - EMG 121 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 3º - A inspeção de saúde para promoção terá validade de 12 (doze) meses.


§ 4º - compete ao Hospital do corpo de Bombeiros informar a Comissão de P romoções de Praças
sobre a data e o resultado da Inspeção de Saúde, bem como remeter-lhe a cópia da respectiva Ata.
Art. 53 - O graduado promovido indevidamente passará à situação de excedente.
Parágrafo único. O graduado promovido indevidamente contará antigüidade e receberá o número que
lhe competir na escala hierárquica, quando a vaga a ser preenchida corresponder ao critério pelo qual deveria
ter sido promovido, des de que satisfaça aos requisitos para a promoção.

CAPITULO VI
Da Co missão de Pro moções de Praça
Art. 54 - A Comissão de Promoção de P raças - CPP será constituída dos seguintes membros:
- Presidente: Chefe do Estado-Maior-Geral;
- Membro Nato: Diretor de Pessoal;
- Membros Efetivos: 2 (dois) Oficiais BM (designados pelo Comandante-Geral, anualmente)
§ 1º - A CPP será assessorada pela SCP, permanentemente.
§ 2º - As normas para funcionamento da CPP deverão ser elaboradas por uma Comissão constituída
do Chefe do Estado-Maior-Geral e de mais 2 (dois) Oficiais BM e serão submetidas â aprovação do
Comandante-Geral dentro de 60 (sessenta ) dias contados da publicação deste Regulamento.
Art. 55 - Compete à Diretoria de Pessoal preparar e providenciar a publicação, anualmente, do
“Almanaque dos Subtenentes e Sargentos do CBERJ”

CAPÍTULO VII
Disposições Transitórias
Art. 56 - As promoções nas QBMP em extinção serão realizadas anualmente nas datas estabelecidas
no artigo 27 e obedecerão ao processamento previsto no artigo 24.
Art. 57 - As condições de interstício es tabelecidas neste Regulamento, poderão ser alteradas pelo
Comandante-Geral da Corporação, ouvida a IGPM, tendo em vista a renovação dos Quadros.
Art. 58 - O Comandante- Geral da corporação baixarás os atos necess ários ao estabelecimento das
atribuições e competência dos órgãos ligados à atividades de promoção de praças.
Art. 59 - As condições de tempo de serviço arregimentado estabelecidas na forma da alínea «b», do
item 2, do artigo 11, deste Regulamento, não serão exigidos dos atuais Sargentos, senão depois de decorridos
os prazos fixados na alínea «b» acima referida.
Parágrafo único. Os prazos de que trata este artigo deverão ser contados a partir da data da entrada
em vigor deste Regulamento.
Art. 60 - Este Regulamento entrará em vigor na data de sua publicação.

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ANEXO II A QUE SE REFERE 0 DECRETO N§ 4.582/81


REGULAMENTO DE P ROMOÇÕES DE PRAÇAS NA QUALIFICAÇÃO PARTICULAR
MUSI CO DO CORPO DE BOMBEI ROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - CBERJ.

CAPITULO I
Generalidades
Art. l§ - Este Regulamento completa, no que tange às praças da Qualificação Particular Músico
(QBMP-4), o Regu1amento de P romoções de Praças, que constituem o Anexo I.
Art. 2§ - As promoções de músicos são baseadas na prestação de concurs o es pecifico para a
graduação nas diversas funções , quando houver vaga .
Art. 3§ - A habilitação do músico em concurso para a graduação superior equivale à conclusão, com
aproveitamento, de curso que habilite o graduado ao desempenho dos cargos e funções próprias dessa
graduação.
Art. 4§ - Um músico poderá inscrever-se em mais de um concurso, e para qualquer instrumento.
Art. 5§ - Dentro de sua QBMP, os mús icos podem exercer os seguintes cargos:
1 - Mestre de musica - exercido por Subtenente BM Músico,
2 - Músico Instrumentista - exercido por l§, 2§ e 3§ Sargento BM Músicos.

CAP IT ULO II
Recrutamento
Art. 6§ - Os l§ Sgt BM Mus serão recrutados entre os 2§ Sgt BM Mus que satisfaçam as prescrições
regulamentares.
Art. 7§ - Os 2§ Sgt BM Mus serão recrutados, entre os 3§ Sgt BM Mus que satisfaçam às prescrições
regulamentares.
Art. 8º - Os 3§ Sgt BM Mus serão recrutados, através de concurso, entre militares e civis, atendidas as
prescrições do Es tatuto dos Bombeiros-Mi1itares do CBERJ e o Regulamento de Ingresso de P essoal (RlP -
CBERJ), os quais serão promovidos imediatamente após a publicação, m Boletim do Comando - Gera1, da
ata do referido concurso.

CAPITULO III
Dos Critérios de Promoção
(*) Art. 9º - As promoções para preenchimento de vagas obedecerão aos seguintes critérios:
(*) alte ração introduzida pelo Decreto nº 17.405, de 16 Abr 92.
1 - por merecimento; e
2 - por tempo de serviço.
§ l§ - As promoções por merecimento obedecerão os critérios especificados :
a) Promoção à graduação de 3§ Sgt RM Mus - classificação em concurso ;
b) De 3§ Sgt BM Mus a 2§ Sgt BM Mus - por merecimento;
c) De 2§ Sgt BM M us a 1§ Sgt BM Mus - por merecimento; e
d) De l§ Sgt BM a Subten BM Mus - por merecimento.
§ 2§ - Por tempo de serviço, a ser promovido a graduação imediata, independente de vagas, mediante
requerimento ao Comandante-Geral da Corporação, desde que atenda às demais exigências, o l§ Sargento
Músico, da ativa, que tiver satisfeito as seguintes condições:
1 - Ter no mínimo 25 (vinte e cinco) anos de efetivo serviço na Corporação e 05 (cinco) anos na
mesma graduação, nas datas regulamentares de promoções de praças;
2 - Estar classificado no mínimo no comportamento ÓTIMO;
3 - Não estar " sub- judicie " ou cumprindo pena ; e
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4 - Estar apto para o serviço na Corporação.


3§ - Os promovidos de acordo com ó § 2º do Art. 9º estabelecido por este Decreto passarão a
condição de agregado ao respectivo Quadro, no ato de sua promoção.
§ 4§ - É vedado aos Subtenentes BM Músicos, promovidos por tempo de serviço, o direito de
acesso aos demais postos da carreira., prevista para os oficiais do OOE/Músicos.

CAPÍTULO IV
Dos Quadros de Acesso
Art. 10 - Os Quadros de Acesso (QA) serão es tabelecidos, para o preenchimento de vagas na QBMP -
4, no âmbito da Corporação.
(*) Art. 11 - Os Quadros de Acess o a Subten BM M us, l§ Sgt BM M us e 2§ Sgt BM Mus serão
organizados, independentes de instrumentos, em ordem decrescente do total de pontos verificados na ficha
de promoções de Mús icos (Anexo B).
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 17.405, de 16 Abr 92.
Art. 12 - Ao grau final dos Concurs os corresponderão menções às quais serão atribuídos os seguintes
valores:
1 - P ara Subten BM Mus - BEM: 20 MUITO BEM: 40
2 - P ara l§ Sgt BM Mus - BEM: 20 MUITO BEM: 40
3 - P ara 2§ Sgt BM Mus - BEM: 20 MUITO BEM: 40

CAP ITULO V
Da Realização dos Concursos
Art. l3 - Os concursos para preenchimento de vagas de 3§ Sgt BM, na QBMP-4 Mus, constarão de
exame de Conhecimentos Gerais e de Suficiência Artistico-Musical do instrumento. Os aprovados serão
submetidos a exame médico, físico e psicológico.
Art . l4 - Os concursos para l§ Sgt BM Mus e 2§ Sgt BM Mus constarão de exames de
Suficiência de Bombeiro-Militar e de suficiência Artístico - Musical do Instrumento , ou função .
Art. 15 - 0 concurs o para Subten BM Mus constará de exame de Suficiência Artística - Musical para o
exercício da função de Mestre de Música.
(*) Art. 16 - Os exames de Suficiência de Bombeiro-Militar constarão de uma prova escrita e os de
Suficiência Artistico-Musical, de provas escrita, oral e prática.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 17.405, de 16 Abr 92.
(*) Art. 17 - Todos os exames s erão eliminatórios. 0 Candidato que tirar menos de 4 (quatro) em
qualquer uma das prova que constituem cada exame e menos de 5 (cinco) no grau final do concurso será
considerado " inabilitado " . Não ficará , entretanto , impedido de realizar novos concursos.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 17.405, de 16 Abr 92.
(*) Art. 18 - 0 grau final do concurso, exceto para a graduação de Subten BM Mus, será a média
ponderada dos exames, calculado pelas seguintes fórmulas:
- Para a concurso a 2§ Sgt BM Mus e a l§ Sgt BM Mus :
GF = ( B+C ) : 4 ;
B - grau de exame de suficiência Artístico - Mus ical, multiplicado por 3 (três).
C - grau do exame de Suficiência de Bombeiro-M ilitar.
GF - grau final.
Parágrafo único - E m caso de igualdade de pontos, no concurso para 3§ Sgt BM Mus, prevalecerá o
grau do exame de Suficiência Artístico - Musical. Permanecendo a igualdade de pontos, a prioridade será dos
candidatos já pertencentes à Corporação, dentro da precedência hierárquica.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 17.405, de 16 Abr 92.
Art. 19 - 0 exame de Conhecimentos Gerais terá o nível equivalente ao l§ grau completo para os
concursos às diversas graduações. Constará de uma ou várias provas pobre assuntos de Português,
Matemática, História do Brasil e Geografia do Brasil.
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 20 - 0 exame de Suficiência de Bombeiro-Militar terão nível do CFS para o concurso a 2§ Sgt
BM Mus e o do CAS para o concurso a l§ Sgt BM Mus.
Art. 21 - 0 grau final do concurso para Subten BM Mus s erá o resultado do exame de Suficiência
Artistico-Musical.
Art. 22 - 0 concurso para 3§ Sgt BM Mus terá validade apenas para as promoções a serem efetuadas
em uma determinada data.
Art. 23 - Os concursos para as graduações de 2§ St MB Mus, l§ St MB Mus e Subten BM Mus terão
validade permanente.
Art. 24 - 0 graduação poderá renovar os concursos, se o desejar, prevalecendo, neste caso, o grau
obtido no último concurso.
(*)Art. 25 - Os concursos serão realizados nos rneses de novembro e maio, para preenchimento das
vagas abertas até 20 de fevereiro e 20 de setembro, respectivamente.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 17.405, de 16 Abr 92.

CAP ÍT ULO VI
Das Disposições Finais e Transitórias
Art. 26 - Os Quadros de Organização (QO) das Bandas de Música deverão ser elaborados tendo as
graduações distribuídas pelos instrumentos ou funções.
(*) Art. 27 - Os candidatos, imediatamente após promovidos a 3§ Sgt BM Mus, deverão realizar um
estágio de adaptação a fim de adquirirem os conhecimentos da carreira de Bombeiro-M ilitar adequados à
sua graduação.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 17.405, de 16 Abr 92.
Art. 28 - 0 Comandante-Geral baixará instruções especificas regulando as demais condições de
execução dos concursos, não previstas neste Regulamento.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 5.729, DE 17 DE JUNHO DE 1982


Ins titui no Co rpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro a “MEDALHA DO
COMANDANTE MORAES ANTAS - AP LICAÇÃO ESTUDO “ e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO EST ADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, tendo
em vista o que consta do Processo nº E-09/l.025/60l/82, e

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

CONSIDERANDO que JOÃO BAPTIST A DE CAST RO MORAES ANTAS , Major do antigo Corpo
de Engenheiros do Exercito, foi o primeiro Comandante da Corporação, no período de 25 de julho de l856 a
1º de outubro de l857;
CONSIDERANDO a oportunidade de a Corporação, transcorrido o sesquicentenário de nascimento
de seu primeiro Comandante, prestar uma homenagem a sua memória, objetivando incentivar os desvelos nos
estudos e na instrução, como também, premiar e dar relevo ao mérito intelectual e profissional de oficiais e
Praças BM do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro que se hajam distinguido nos diversos cursos
da carreira de bombeiro-militar;
CONSIDERANDO que o Art 2º do Regulamento para Outorga, Cerimonial de Entrega e Uso de
Condecorações, aprovado pelo Decreto Estadual nº 2.709, de l4/09/79, prevê a adoção de medalhas premiais,
D E C R E T A:
(*) Art lº - Fica instituída a “MEDALHA COMANDANT E MORAES ANTAS - AP LICAÇÃO E
ESTUDO”, cujo modelo com este baixa, a ser conferida por Ato do Comandante-Geral do Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de J aneiro - CBERJ aos bombeiros-militares da referida Corporação que hajam
concluídos, em turmas de no mínimo 10 (dez) alunos, em primeiro lugar e com conceito M uito Bom - MB,
os seguintes a 4 (quatro) meses:
I - Curso Superior de Bombeiros Militar (CSBM);
II - Curs o de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO);
III - Curso de Formação de Oficiais (CF);
IV - Curso de Habilitação ao Oficialato Administrativo e Especialista (CHOAE);
V - Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS);
VI - Curso de Formação de Sargentos (CFS);
Parágrafo único - Quando qualquer dos cursos mencionados no Art lº funcionar com duas ou mais
turmas simultâneas, somente fará jus à medalha o bombeiro-militar aluno que for o primeiro colocado dentre
essas turmas.
(*) Redação dada pelo Decreto nº 17.404, de 16 abr 92
Art 2º - A medalha será circular, com 35mm (trinta cinco milímetros) de diâmetro, de prata dourada,
prata ou bronze, conforme a graduação hierárquica estabelecida neste decreto, com as seguintes
características:
I) - anverso - ao centro, uma tocha sobre um livro aberto de onde se espargem raios solares,
envolvidos por uma coroa de louros;
II) - reverso - ao centro, o símbolo do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, constante
acima do mesmo os dizeres “Comandante Moraes Antas” e, abaixo, “Aplicação e Estudo”.
Parágrafo único - A medalha será usada pendente de uma fita vermelha, tendo ao centro duas lis tras
verticais, uma azul e outra branca, conforme o esquema que acompanha este decreto.
Art. 3º - A proposta para concessão de medalha será dirigida pelos Comandantes dos
Estabelecimentos de Ensino onde funcionarem os cursos, através do Diretor de Ensino, ao Comandante-
Geral do CBERJ.
Parágrafo único - Visando a estimular todos os integrantes da Corporação, os atos de concessão da
medalha deverão ser publicados, obrigatoriamente, em Boletim do Comando-Geral do CBERJ.
(*) Art 4º - A gradação hierárquica da medalha é a seguinte.
I) prata dourada - para os oficiais BM que fizerem jaus à medalha, na conclusão do Curso Superior de
Bombeiro-Militar (CSBM);
II) - prata - para os oficiais BM que fizeram jus à medalha, na conclusão do Curso de
Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO) e para os sargentos BM que, já condecorados no Curso de Formação de
Sargentos (CFS), também façam jus a medalha no Curso de aperfeiçoamento de Sargentos (CAS);
III) - bronze - para os bombeiros-militares que fizerem jus à medalha na conclusão do Curso de
Formação de Oficiais (CFO), do Curso de Habilitação ao Oficialato Administrativo e Especialista (CHOAE),
do Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos (CAS) e do Curso de Formação de Sargentos (CFS).

CBMERJ - EMG 127 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Parágrafo único - Os Oficiais receberão o passador e a barreta com uma, duas ou tres coroas de louro
envolvendo uma tocha, conforme, respectivamente, o número de medalhas que fizerem jus, e os graduados
receberão passador e barreta sem coroa.
(*) Redação dada pelo Decreto nº 17.404, de 16 abr 92
Art. 5º - O Diploma que acompanhará a medalha será de um único tipo segundo modelo padrão
arquivado na Diretoria de Ensino, cabendo ao Comandante-Geral a sua assinatura, sendo referendado pelo
Diretor de Ensino.
Art. 6º - O bombeiro-militar que, tendo recebido uma medalha, vier a fazer jus a outra, de categoria
mais elevada, devolverá a anterior e somente poderá usar a última recebida.
Art. 7º - A medalha deverá ser entregue nas cerimônias de encerramento dos respectivos cursos, a
partir daqueles que se encerrarem no ano letivo de 1982.
Art. 8º - Fica mantido o “Prêmio General Lírio”, de que trata o item 9.21.1 do regulamento da
Diretoria de Ensino, aprovado pelo Decreto “N” nº 487, de 12/11/65, do antigo Estado da Guanabara, que
continuará a ser conferido aos alunos-oficiais BM do Curso de Formação de Oficiais nas condições ali
estabelecidas.
Art. 9º - A execução das disposições deste Decreto será orientada, também, pelo Regulamento para
Outorga, Cerimonial de Entrega e Uso de Condecorações vigente para o Corpo de Bombeiros, cabendo ao
Comandante-Geral resolver os casos omissos.
Art. 10 - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Rio de Janeiro, 17 de junho de 1982
A. DE P . CHAGAS FREIT AS

ANEXO

CBMERJ - EMG 128 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

CBMERJ - EMG 129 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

LEI N. 599 - DE 9 DE NOVEMBRO DE 1982


Dispõe so bre o Ensino de Bombeiro-Militar no Co rpo de Bombeiros do Estado do Rio de
Janeiro, e dá outras providências.

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do
Rio de Janeiro decreta, e eu sanciono a seguinte Lei:

CBMERJ - EMG 130 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

LEI DO ENSINO DE BOMBEIRO-MILITAR


TÍTULO I
Do Ensino no Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 1° - O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro - CBERJ manterá um sistema de ensino
próprio, denominado Ensino de Bombeiro-M ilitar, com a finalidade de proporcionar ao seu pessoal na ativa,
a necessária qualificação e habilitação para o exercício dos cargos e funções previstos em sua organização
básica.
Art. 2° - E ntende-se como atividades de ensino no CBERJ aquelas que, pertinentes ao conjunto
integrado do ensino e da pesquisa, realizam-se nos estabelecimentos de ens ino, órgãos de pesquisas e outras
Organizações de Bombeiro-Militar que tenham tal incumbência.
Parágrafo único - Consideram-s e, também, atividades de ensino de Bombeiro-Militar os cursos e
estágios, de interesse do CBERJ, feitos por Bombeiro-Militar em Organizações estranhas ao mesmo,
militares ou civis, nacionais ou estrangeiras.

TÍTULO II
Do Ensino de Bombeiro-Militar
CAP ÍT ULO I
Das Características Gerais
Art. 3° - O ens ino de Bombeiro-Militar obedecerá a um processo contínuo e progressivo,
constantemente atualizado e aprimorado, de educação sistemática e integrada, que se estenderá através da
sucessão de fases de estudos e práticas de exigências sempre crescentes, desde a iniciação até os padrões
mais apurados de cultura profissional e geral.
Art. 4° - O ensino de Bombeiro-Militar desenvolver-se-á segundo a linha de ensino de Bombeiro-
Militar operacional, destinado ao preparo e adestramento do pess oal necessário ao planejamento e emprego
do CBERJ.
Art. 5° - O ensino de Bombeiro-Militar abrange as áreas de ensino fundamental e profissional, e
compreende os graus elementar, médio e superior.
Parágrafo único - O ensino de Bombeiro-Militar de graus médio e superior é constituído de ciclos os
quais podem abranger cursos e estágios de diversas modalidades.

CAPÍTULO II
Das Áreas
Art. 6° - O ensino de Bombeiro-Militar abrange 2 (duas) áreas:
I - de Ensino Fundamental, destinada a assegurar bases humanística, filosófica e técnica do preparo
do Bombeiro-Militar e ao desenvolvimento da cultura geral dos quadros e qualificações;
II - de Ens ino Profissional, destinada a preparar e adestrar o Bombeiro-Militar, nos quadros e
qualificações.
Parágrafo único - A Instrução M ilitar, que é a parte do preparo de caráter predominantemente prático,
visa ao adestramento do Bombeiro-Militar, em seus respectivos quadros e qualificações, englobando-se no
ensino profissional. É orientada segundo normas e diretrizes baixadas pelo Estado-Maior do E xército.
Art. 7° - O ensino fundamental será ministrado em consonância com a legislação que regula o ensino
no P aís, obedecidos os seus graus, mantida a correspondência curricular e assegurados os direitos que lhe são
correspondentes.

CAPÍTULO III
Art. 8° - O ensino de Bombeiro-Militar compreende 3 (três ) graus :
I - elementar;
II - médio;
III - s uperior.

CBMERJ - EMG 131 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 9° - O ensino de Bombeiro-Militar de grau elementar destina-se a habilitar o cabo e o soldado


BM para o desempenho de função própria de uma qualificação de Bombeiro-Militar.
Art. 10 - O ensino de Bombeiro-Militar de grau médio destina-se à habilitação para o exercício dos
cargos e funções próprios das graduações de subtenente e de Sargento BM e dos postos dos Quadros de
Oficiais de Administração Especialistas, e é constituído de 3 (três) ciclos :
I - o primeiro ciclo inclui Curso de Formação;
II - o segundo ciclo inclui Curso de Aperfeiçoamento; e
III - o terceiro ciclo inclui Curs os de Habilitação de Oficiais dos Quadros de Administração e
Especialistas.
Art. 11 - O ensino de Bombeiro-Militar de grau superior, destina-se à habilitação para o exercício dos
cargos e funções de Oficiais Combatentes, e compreende 3 (três) ciclos :
I - o primeiro ciclo inclui Curso de Formação;
II - o segundo ciclo inclui Curso de Aperfeiçoamento; e
III - o terceiro ciclo, inclui Curso Superior de Bombeiro-Militar.
Art. 12 - Nos graus médio e superior poderão ser previstos cursos e estágios de especialização e de
extensão, a critério do Comandante-Geral do CBERJ.
Parágrafo único - Haverá um estágio específico, no primeiro ciclo do grau superior, para habilitação
de oficiais do Quadro de Oficiais de Saúde.

CAPÍTULO IV
Das Modalidades dos Cursos e Es tágios
Art. 13 - Os cursos e estágios do sistema de ens ino de Bombeiro-Militar serão agrupados por
modalidades, obedecidos os graus médio e superior.
Parágrafo único - O aproveitamento nos cursos e estágios e as conseqüentes condições de promoção
ao ano seguinte ou conclusão, serão previstos nos regulamentos dos Estabelecimentos de Ensino
correspondentes.
Art. 14 - Os cursos e estágios do grau elementar serão agrupados na modalidade de formação e
adestramento dos Cabos e Soldados BM.
Art. 15 - Os cursos e estágios do grau médio serão agrupados nas seguintes modalidades:
I - formação, constituída pelo curso de caráter básico, destinado à habilitação dos 3° e 2° Sargentos
BM aos cargos e funções previstas para estas graduações;
II - aperfeiçoamento, constituída pelo curso destinado à atualização e à ampliação de conhecimentos
que venham habilitar o 2° Sargento BM, para o exercício dos cargos e funções próprios das graduações de 1°
Sargento e de Subtenente BM;
III - habilitação, constituída pelo curso destinado à atualização e ampliação de conhecimentos que
visem poss ibilitar ao Subtenente e ao 1° Sargento BM o acesso aos postos dos Quadros de Oficiais de
Administração e Especialistas previstos na Organização Básica do CBERJ;
IV - especialização, constituída pelo curs o destinado à habilitação de praça BM, para os cargos e
funções cujo exercício exija conhecimentos e práticas especiais;
V - extensão, constituída pelo curso destinado à complementação de conhecimentos e técnicas
adquiridas por praça BM em cursos anteriores.
Parágrafo único - O acesso às graduações superiores e o ingresso nos Quadros de Oficiais de
Administração e Especialistas fica condicionado às exigências a serem estabelecidas em legislação própria.
Art. 16 - Os cursos de grau superior são agrupados nas seguintes modalidades:
I - formação, constituída pelo curso de caráter básico, des tinado à habilitação para o exercício dos
cargos e funções privativas de Oficial Intermediário e Subalterno, previstos na Organização Básica do
CBERJ;
II - aperfeiçoamento, cons tituída pelo curso destinado a aperfeiçoar Capitão BM do Quadro de
Oficiais Combatentes, habilitando-o ao desempenho das funções privativas de Oficial Superior, até o posto
de T enente-Coronel BM, nos órgãos de Assessoramento, de Direção-Geral, de Direção Setorial, de Apoio e
de Execução;
CBMERJ - EMG 132 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

III - superior, constituída pelo curso destinado a habilitar o Oficial Superior Bombeiro-Militar
Combatente ao desempenho de cargo e funções de Comando, em nível de Comando de Área ou de Comando
de Unidade Operacional; ao exercício de Estado-Maior, em nível de Estado-Maior-Geral; e de Comando,
Direção e Chefia correspondente, nos órgãos de Direção Setorial e de Apoio;
IV - especialização. constituída pelos cursos destinados à habilitação de Oficial BM para cargos e
funções cujo exercício exija conhecimento e prática especiais, obedecido o ciclo em que está enquadrada no
grau superior;
V - extensão, constituída pelos cursos destinados à complementação de conhecimentos e técnicas
adquiridas em cursos anteriores, obedecido o ciclo em que está enquadrado no grau superior.
§ 1° - O acesso aos diversos postos e o ingresso nos Quadros e Qualificações da hierarquia de
Bombeiro-Militar fica condicionado às exigências de legislação própria.
§ 2° - A conclusão de curso abrangido por um dos ciclos de grau superior do ensino de Bombeiro-
Militar, segue-se, em princípio, período de permanência em Organização de Bombeiro-Militar que permita a
aplicação dos conhecimentos e a consolidação da experiência adquirida.
Art. 17 - Haverá, para o Oficial do Quadro de Oficiais de Saúde do CBERJ, cursos ou estágios
próprios equivalentes aos Cursos de Aperfeiçoamento e Superior de Bombeiro-Militar de que tratam os
incisos II e III do artigo 16, anterior.
Art. 18 - O Comandante-Geral do CBE RJ estabelecerá cursos e estágios que integrarão as diversas
modalidades.

CAP ÍTULO V
Da Matrícula
Art. 19 - A matrícula nos cursos de formação do ensino de Bombeiro-Militar de grau médio será
concedida ao Bombeiro-Militar que apresente certidão de conclusão de ensino de 1° Grau, na forma prevista
na legislação própria, e habilite-se mediante concurso.
(*) Art. 20 - A matrícula no Curso de Formação do Ensino de Bombeiro-M ilitar, de grau superior (Curso
de Formação de Oficiais) será concedida aos brasileiros que apresentem certificado de conclusão de ensino
do 2° Grau, em estabelecimento de ens ino reconhecido oficialmente e se habilitem mediante concurso
obedecidas as demais exigências legais.
(*) - alteração introduzida pela Lei nº 1.064, de 11 de nove mbro de 1986.
Art. 21 - A matrícula no curso de habilitação, de grau médio, será concedida mediante requerimento
do interessado que satisfizer as exigências da legis lação em vigor.
Art. 22 - A matrícula nos Cursos de Especialização será mediante requerimento do interess ado ou
compulsoriamente, considerando-se, em um e outro caso, o interesse do CBERJ.
Parágrafo único - Em cada ciclo, o Bombeiro-Militar só poderá fazer, em princípio, um curso de
especialização.
Art. 23 - Será matriculado nos Cursos de Aperfeiçoamento o Bombeiro-Militar que, tendo realizado o
período de aplicação, após o término de um dos Cursos de Formação, satisfaça as exigências da legislação do
CBERJ.
Parágrafo único - O adiamento da matrícula no Curso de Aperfeiçoamento será concedido uma única
vez.
Art. 24 - A matrícula no Curso Superior de Bombeiro-Militar será concedida ao Oficial Superior,
possuidor do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais, que satisfaça as exigências, considerado o interesse do
CBERJ.
Art. 25 - A matrícula nos cursos ou estágios para os oficiais do Quadro de Oficiais de Saúde será
concedida ao candidato que, mediante requerimento, satisfaça as exigências da legislação em vigor e habilite-
se mediante concurso.
Art. 26 - Ao Poder Executivo caberá estabelecer as demais condições para concessão de matrícula,
peculiares a cada curs o ou estágio do Sis tema de Ensino de Bombeiro-Militar do CBERJ.

TÍTULO III

CBMERJ - EMG 133 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Das Atribuições e P rerrogativas na Administração do Ensino no


Co rpo de Bombeiro do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 27 - O Comandante-Geral do CBERJ estabelecerá a Polícia do Ens ino de Bombeiro-Militar do
Estado do Rio de Janeiro, em consonância com o Estado-Maior do Exército, e baixará os atos necessários à
sua execução.
Art. 28 - Ao Estado-Maior-Geral do CBERJ compete, de acordo com a Política do Ensino de
Bombeiro-Militar, definida pelo Comandante-Geral, expedir diretrizes traçando as linhas gerais do Ensino de
Bombeiro-Militar do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 29 - A Diretoria de Ensino, como Órgão de Direção Setorial do Sistema de Ensino de Bombeiro-
Militar, de acordo com a P olítica do Ensino e com as diretrizes a que se refere o artigo anterior, dirigirá as
atividades do Ensino de Bombeiro-Militar.

TÍTULO IV
Das Disposições Transitórias
Art. 30 - O Poder Executivo regulamentará a presente Lei, no prazo de 90 (noventa), dias, a contar da
data de sua publicação.
Art. 31 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
A. de P. Chagas Freitas - Governador do Estado.

DECRETO Nº 88.777, DE 30 DE SETEMBRO DE 1983


Aprova o Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (R-200)
O Presidente da República, usando da atribuição que lhe confere o artigo 81, item III, da constituição,
DECRET A:
Art. 1° - Fica aprovado o Regulamento para as Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares (R-200),
que com este baixa.
Art. 2° - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogados os Decretos n° 66.862, de 08 de
julho de 1970, e n° 82.020, de 20 de julho de 1978, e as demais disposições em contrário.
Brasília, DF, 30 de setembro de 1983, 162° da Independência e 95° da República.
JOÃO FIGUEIREDO
Walter Pires

REGULAMENTO PARA AS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES


(R-200)

CAPÍTULO I
Das Finalidades
CBMERJ - EMG 134 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 1° - Este Regulamento estabelece princípios e normas para a aplicação do Decreto-lei n° 667, de 02 de
julho de 1969, modificado pelo Decreto-lei n° 1.406, de 24 de junho de 1975, e pelo Decreto-Lei n° 2.010, de 12 de
janeiro de 1983.

CAPÍTULO II
Da Conceituação e Competência
Art. 2° - P ara efeito do Decreto-lei n° 667, de 02 de julho de 1969, modificado pelo Decreto-lei n° 1.406,
de 24 de junho de 1975, e pelo Decreto-lei n° 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e deste Regulamento, são
estabelecidos os seguintes conceitos:
1) À disposição - É a situação em que se encontra o policial militar a serviço de órgão ou autoridade a que
não esteja diretamente subordinado.
2) Adestramento - Atividade destinada a exercitar o policial-militar, individualmente e em equipe,
desenvolvendo-lhes a habilidade para o desempenho das tarefas para as quais já recebeu a adequada instrução.
3) Agregação - Situação na qual o policial-militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica do
seu quadro, nela permanecendo sem número.
4) Adestramento - Conjunto de medidas, incluindo instrução, adestramento e preparo logístico, para tornar
uma organização policial-militar pronta para emprego imediato.
5) Assessoramento - Ato ou efeito de estudar os assuntos pertinentes, propor soluções a cada um deles,
elaborar diretrizes, normas e outros documentos.
6) Comando Operacional - Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças
subordinadas, designar missões e objetivos e exercer a direção necessária para a condução das operações militares.
7) Controle - Ato ou efeito de acompanhar a execução das atividades das P olícias Militares, por forma a
não permitir desvios dos propósitos que lhe forem estabelecidos pela União, na legislação pertinente.
8) Controle Operacional - Grau de autoridade atribuído à Chefia do órgão responsável pela Segurança
Pública para acompanhar a execução das ações de manutenção da ordem pública pelas Polícias Militares, por forma
a não permitir desvios do planejamento e da orientação pré-estabelecidos, possibilitando o máximo de integração
dos Serviços policiais das Unidades Federativas.
9) Coordenação - Ato ou efeito de harmonizar as atividades e conjugar os esforços das Polícias Militares
para a consecução de suas finalidades comuns estabelecidas pela legislação, bem como conciliar as atividades das
mesmas com as do Exército, com vistas ao desempenho de suas missões.
10) Dotação - Quantidade de determinado material, cuja posse pelas Polícias Militares é autorizada pelo
Ministério do Exército, visando ao perfeito cumprimento de suas missões.
11) Escala Hierárquica - Fixação ordenada dos postos e graduações existentes nas Polícias Militares (P M).
12) Fiscalização - Ato ou efeito de observar, examinar e inspecionar as Polícias Militares, com vistas ao
perfeito cumprimento das disposições legais estabelecidas pela União.
13) Graduação - Grau hierárquico de praça.
14) Grave Perturbação ou Subversão da Ordem - Corresponde a todos os tipos de ação, inclusive as
decorrentes de calamidade pública, que por sua natureza, origem, amplitude, potencial e vulto:
a) superem a capacidade de condução das medidas preventivas e repressivas tomadas pelos Governos
Estaduais;
b) sejam de natureza tal que, a critério do Governo Federal, possam vir a comprometer a integridade
nacional, o livre funcionamento dos poderes constituídos, a lei, a ordem e a prática das instituições.
c) impliquem na realização de operações militares.
15) Hierarquia Militar - Ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das Forças
Armadas e Forças Auxiliares.
16) Inspeção - Ato da autoridade competente, com objetivo de verificar, para fins de controle e
coordenação, as atividades e os meios das Polícias Militares.
17) Legislação Específica - Legislação promulgada pela União, relativa às Polícias Militares.
18) Legislação P eculiar ou Própria - Legis lação da Unidade da Federação, pertinente à Polícia Militar.

CBMERJ - EMG 135 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

19) Manutenção da Ordem Pública - É o exercício dinâmico do poder de polícia, no campo da segurança
pública, manifestado por atuações predominantemente ostensivas, visando a prevenir, dissuadir, coibir ou reprimir
eventos que violem a ordem pública.
20) Material Bélico de P olícia Militar - Todo o material necessário às Policias Militares para o desempenho
de suas atribuições específicas nas ações de Defesa Interna e de Defesa Territorial.
Compreendem-se como tal:
a) armamento;
b) munição;
c) material de Motomecanização;
d) material de Comunicações;
e) material de Guerra Química;
f) material de Engenharia de Campanha.
21) Ordem Pública - Conjunto de regras formais, que emanam do ordenamento jurídico da Nação, tendo
por escopo regular as relações sociais de todos os níveis, do interesse público, estabelecendo um clima de
convivência harmoniozas e pacífica, fiscalizado pelo poder de polícia, e constituindo uma situação ou condição que
conduza ao bem comum.
22) Operacionalidade - Capacidade de uma organização policial-militar para cumprir as missões a que se
destina.
23) Orientação - Ato de estabelecer para as Polícias Militares diretrizes normas, manuais e outros
documentos, com vistas à sua destinação legal.
24) Orientação Operacional - Conjunto de diretrizes baixadas pela Chefia do órgão responsável pela
Segurança P ública nas Unidades Federativas, visando a assegurar a coordenação de planejamento da manutenção
da ordem pública a cargo dos órgãos integrantes do Sistema de Segurança Pública.
25) P erturbação da Ordem - Abrange todos os tipos de ação, inclusive as decorrentes de calamidade pública
que, por sua natureza, origem amplitude e potencial possam vir a comprometer, na esfera estadual, o exercício dos
poderes constituídos, o cumprimento das leis e a manutenção da ordem pública ameaçando a população e
propriedade públicas e privadas.
As medidas preventivas e repressivas neste caso, estão incluídas nas medidas de Defesa Interna e são
conduzidas pelos Governos Estaduais, contando ou não com o apoio do Governo Federal.
26) Planejamento - Conjunto de atividade, metodicamente desenvolvidas, para esquematizar a solução de
um problema, comportando a seleção da melhor alternativa e o ordenamento constantemente avaliado e reajustado,
do emprego dos meios disponíveis para atingir os objetivos estabelecidos.
27) P oliciamento Ostensivo - Ação policial, exclusiva das Polícias Militares, em cujo emprego o homem ou
a fração de tropa engajados sejam identificados de relance, quer pela farda, quer pelo equipamento, ou viatura,
objetivando a manutenção da ordem pública.
São tipos desse policiamento, a cargo das P olícias Militares, ressalvadas as missões peculiares das Forças
Armadas, os seguintes:
- ostensivo geral, urbano e rural;
- de trânsito;
- florestal e de mananciais;
- rodoviário e ferroviário, nas estradas estaduais;
- portuário;
- fluvial e lacustre;
- de radiopatrulha terrestre e aérea;
- de segurança externa dos estabelecimentos penais do Estado;
- outros, fixados em legislação, da Unidade Federativa, ouvido o Estado-Maior do Exército através da
Inspetoria-Geral das P olícias Militares.
28) P osto - Grau hierárquico do Oficial.
29) P raças Especiais - Denominação atribuída aos policiais-militares não enquadrados na escala hierárquica
como oficiais ou praças.
CBMERJ - EMG 136 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

30) P recedência - Primazia para efeito de continência e sinais de respeito.


31) Subordinação - Ato ou efeito de uma corporação policial-militar ficar, na totalidade ou em parte,
diretamente sob o comando operacional dos Comandantes dos Exércitos ou Comandantes Militares de Área com
jurisdição na área dos Estados, T erritórios e Distrito Federal e com responsabilidade de Defesa Interna ou de
Defesa Territorial.
32) Uniforme e Farda - Têm a mesma significação.
33) Vinculação - Ato ou efeito de uma Corporação Policial Militar, por intermédio do Comadante-Geral,
atender à orientação e ao planejamento global de manutenção da ordem pública, emanadas da Chefia do órgão
responsável pela Segurança P ública nas Unidades da Federação, com vistas à obtenção de soluções integradas.
34) Visita - Ato por meio do qual a autoridade competente estabelece contatos pessoais com os Comandos
de Polícias Militares, visando a obter, por troca de idéias e informações, uniformidade de conceitos e de ações que
facilitem o perfeito cumprimento, pelas Polícias Militares, da legislação e das normas baixadas pela União.
Art. 3° - O Ministério do Exército exercerá o controle e a coordenação das P olícias Militares, atendidas as
prescrições dos § 3°, 4° e 6° do artigo 10 do Decreto-Lei Nr 200, de 25 de fevereiro de 1967 (Reforma
Administrativa), por intermédio dos seguintes órgãos.
1) Estado-Maior do Exército, em todo território nacional;
2) Exércitos e Comandos Militares de Área, como grandes escalões de enquadramento e preparação da
tropa para emprego nas respectivas jurisdições;
3) Regiões Militares, como órgãos territoriais, e demais Grandes Comandos, de acordo com a delegação de
competência que lhes for atribuída pelos respectivos Exércitos ou Comandos Militares de Área.
Parágrafo único - O controle e a coordenação das Polícias Militares abrange os aspectos de organização e
legislação, efetivos, disciplina, ensino e instrução, adestramento, material bélico de Polícia Militar, de Saúde e
Veterinária de campanha, aeronave, como se dispuser neste Regulamento e de conformidade com a política
conveniente traçada pelo Ministério do Exército, as condições gerais de convocação, inclusive mobilização, serão
tratadas em instruções.
Art. 4° - A Polícia Militar poderá ser convocada, total ou parcialmente, nas seguintes hipóteses:
1) Em caso de guerra externa;
2) para prevenir ou reprimir grave pertubação da ordem ou ameaça de sua irrupção, e nos casos de
calamidade pública declarada pelo Governo Federal e no estado de emergência, de acordo com diretrizes especiais
baixadas pelo P residente da República.
Art. 5° - As Polícias Militares, a critério dos Exércitos e Comandos Militares de Área, participarão de
exercícios, manobras e outras atividades de instrução necessárias às ações específicas de Defesa Interna ou de
Defesa Territorial, com efetivos que não prejudiquem sua ação polícial prioritária.
Art. 6° - Os Comandante-Gerais das Polícias Militares poderão participar dos planejamentos das Forças
Terrestres, que visem à Defesa Interna e à Defesa Territorial.

CAP ÍTULO III


Da Estrutura e Organização
Art. 7° - A criação e a localização de organizações policiais-militares deverão atender ao cumprimento de
suas missões normais, em consônancia com os planejamentos de Defesa Interna e de Defesa Territorial,
dependendo de aprovação pelo Estado-Maior do Exército.
Parágrafo único - P ara afeito deste artigo, as propostas formuladas pelos respectivos Comandantes-Gerais
de Polícia Militar serão examinadas pelos Exércitos ou Comandos Militares de Área e encaminhadas ao Estado-
Maior do Exército, para aprovação.
Art. 8° - Os atos de nomeação e exoneração do Comandante-Geral de P olícia Militar deverão ser
simultâneos, obedecidas as prescrições do artigo 6°, do Decreto-Lei Nr 667, de 02 de julho, de 1969, na redação
modificada pelo Decreto-Lei Nr 2.010, de 12 de janeiro de 1983. Proceder-se-á da mesma forma quanto ao
Comandante-Geral de corpo de Bombeiro Militar.
§ 1° - O Oficial de serviço ativo de Exército, nomeado para comandar Polícia Militar ou Corpo de
Bombeiro Militar, passará à disposição do respectivo Governo do Estado, Território ou Distrito Federal, pelo prazo
de 02 (dois) anos.

CBMERJ - EMG 137 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 2° - O prazo a que se refere o parágrafo anterior poderá ser prorrogado por mais 02 (dois) anos, por
proposta dos Governadores respectivos.
§ 3° - Aplicam-se as prescrições dos § 1° e 2°, deste artigo, ao Oficial do Serviço ativo do Exército que
passar à disposição, para servir no Estado-Maior ou como instrutor das Polícias Militares e Corpo de Bombeiros
Militares, obedecidas para a designação as prescrições do Art. 6° do Decreto-Lei Nr 667, de 02 de julho de 1969,
na redação dada pelo Decreto-Lei Nr 2.010, de 12 de janeiro de 1983, ressalvado quanto ao posto.
§ 4° - Salvo casos especiais, a critério do Ministério do Exército, o Comandante exonerado deverá aguardar
no Comando o seu substituto efetivo.
Art. 9° - O Comandante de Polícia Militar, quando Oficial do Exército, não poderá desempenhar, ainda que
acumulativamente com as funções de Comandante, outra função, no âmbito estadual, por prazo superior a 30
(trinta) dias em cada período consecutivo de 10 (dez) meses.
Parágrafo único - A colaboração prestada pelo Comandante de Polícia Militar a orgãos de caráter técnico,
desde que não se configure caso de acumulação previsto na legislação vigente e nem prejudique o exercício normal
de suas funções, não constitui impedimento constante do parágrafo 7° do Art. 6° do Decreto-Lei Nr 667, de 02 de
julho de 1969.
Art. 10° - Os Comandantes-Gerais das Polícias Militares São os responsáveis, em nível de Administração
Direta, perante os Governadores das respectivas Unidades Federativas, pela administração e emprego da
Corporação.
§ 1° - Com relação ao emprego, a responsabilidade funcional dos Comandantes-Gerais verificar-se-á
operacionalidade ao adestramento e aprestamento das respectivas Corporações Policiais Militares.
§ 2° - A vinculação das Polícias Militares ao órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades
Federativas confere, perante a Chefia desse órgão, responsabilidade aos Comandantes-Gerais das Polícias Militares
quanto à orientação e ao planejamento operacionais da manutenção da ordem pública, emanados daquela Chefia.
§ 3° - Nas missões de manutenção da ordem pública, decorrentes da orientação e do planejamento do órgão
responsável pela Segurança pública nas Unidades Federativas, são autoridades competentes, para efeito do
planejamento e execução do emprego das Polícias Militares, os respectivos Comandantes-Gerais e, por delegação
destes, os Comandantes de Unidades e suas frações, quando for o caso.

CAP ÍTULO IV
Do Pessoal das Polícias Militares
Art. 11 - Consideradas as exigências de formação profissional, o cargo de Comadante-geral da Corporação,
de Chefe do Estado Maior-Geral e de Diretor, Comandante ou Chefe de Organização Polícial-Militar (OP M) de
nível Diretoria, Batalhão PM ao equivalente, serão exercidos por oficiais PM, de prefêrencia com o Curso Superior
de Polícia, realizado na própria Polícia Militar ou na de outro Estado.
Parágrafo único - Os Oficiais policiais-militares já diplomados pelos Cursos Superiores de Polícia do
Departamento de P olícia Federal e de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército terão, para todos os efeitos, o
amparo legal assegurado aos que tenham concluído o curso correspondente nas Polícias Militares.
Art. 12 - A exigência dos Cursos de Aperfeiçoamento de Oficiais e Superior de Polícia para Oficiais
Médicos, Dentistas, Farmacêuticos e Veterinários, ficará a critério da respectiva Unidade Federativa e será regulada
mediante legislação peculiar, ouvido o Estado-Maior do Exército.
Art. 13 - Poderão ingressar nos Quadros de Oficiais Policiais-Militares, caso seja conveniente à Polícia
Militar, Tenentes da Reserva não remunerada das Forças Armadas, mediante requerimento ao Ministro de Estado
correspondente, encaminhado por intermédio da região Militar, Distrito Naval ou Comando Aéreo Regional.
Art. 14 - O acesso na escala hierárquica, tanto de oficiais como de praças, será gradual e sucessivo, por
promoção, de acordo com a legislação peculiar de cada Unidade da Federação, exigidos dentre outros, os seguintes
requisitos básicos:
1) Para todos os postos e graduações, exceto 3° Sargento e Cabo PM: T empo de serviço arregimentado,
tempo mínimo de permanência no posto ou graduação, condições de merecimento e antiguidade, conforme dispuser
a legislação peculiar;
2) para promoção a Cabo: Curso de Formação de Cabo PM;
3) para promoção a 3° Sargento P M: Curso de Formação de Sargento P M;
CBMERJ - EMG 138 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

4) para promoção a 1° Sargento P M: Curso de Aperfeiçoamento de Sargento PM;


5) para promoção ao posto de Major PM: Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais PM;
6) para promoção ao posto de Coronel PM: Curso Superior de Polícia, desde que haja o Curso na
Corporação.
Art. 15 - Para ingresso nos quadros de Oficiais de Administração ou de oficiais Especialistas, concorrerão
os Subtenentes e 1° Sargentos, atendidos os seguintes requisitos básicos:
1) possuir o Ensino de 2° Grau completo ou equivalente;
2) possuir o Curso de Aperfeiçoamento de Sargento.
Parágrafo único - É vedada aos integrantes dos quadros de Oficiais de Administração e de Oficiais
Especialistas, a matrícula no Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais.
Art. 16 - A carreira policial-militar é caracterizada por atividade continuada e inteiramente devotada às
finalidades precípuas das Polícias Militares, denominada "Atividade P olicial - Militar".
Art. 17 - A promoção por ato de bravura, em tempo de paz obedecerá às condições estabelecidas na
legislação da Unidade da Federação.
Art. 18 - O Acesso para as praças especialistas músicos será regulado em legislação própria.
Art. 19 - Os policiais-militares na reserva poderão ser designados para o serviço ativo, em caráter
transitório e mediante aceitação voluntária, por ato do Governador da Unidade da Federação, quando:
1) se fizer necessário o aproveitamento de conhecimentos técnicos e especializados do policial-militar;
2) não houver, no momento, no serviço ativo, policial-militar habilitado a exercer a função vaga existente
na organização P olicial-Militar.
Parágrafo único - O policial-militar designado terá os direitos e deveres dos da ativa de igual situação
hierárquica, exceto quanto à promoção, a que não concorrerá, e contará esse tempo de efetivo serviço.

CAPÍTULO V
Do Exercício de Cargo ou Função
Art. 20 - São considerados no exercício de função policial-militar os policiais-militares da ativa ocupantes
dos seguintes cargos:
1) os especificados nos Quadros de organização da Corporação a que pertencem;
2) os de instrutor ou aluno de estabelecimento de ensino das Forças Armadas ou de outra Corporação
Policial-Militar, no país e no exterior; e
3) os de instrutor ou aluno da Escola Nacional de Informação e da Academia Nacional de Polícia Federal.
Parágrafo único - São considerados também no exercício de função policial-militar os policiais-militares
colocados à disposição de outra Corporação Policial-Militar.
Art. 21 - São considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse policial-
militar, os Policiais-Militares da ativa colocados à disposição do Governo Federal para exercerem cargo ou função
no:
1) Gabinete da P residência e da Vise-Presidência da República;
2) Estado-Maior das Forças Armadas;
3) Serviço Nacional de Informações; e
4) Em órgãos de informações do Exercito.
§ 1° - São ainda considerados no exercício de função de natureza policial-militar ou de interesse policial-
militar, os Policiais-Militares da ativa nomeados ou designados para:
1) Casa Militar do Governador;
2) Gabinete do Vice-Governador;
3) Órgãos da Justiça Militar Estadual.
§ 2° - Os policiais-militares da ativa só poderão ser nomeados ou designados para exercerem cargo ou
função nos órgãos constantes do § 1° deste artigo, na conformidade das vagas previstas para o pessoal PM nos
Quadros de organização dos respectivos órgãos.

CBMERJ - EMG 139 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 22 - Os policiais-militares da ativa, enquanto nomeados ou designados para exercerem cargo ou função
em qualquer dos órgãos relacionados nos Art. 20 e 21, não poderão passar à disposição de outro órgão.
(*) Art. 23 - Os Policiais-Militares nomeados juízes dos diferentes órgãos da Justiça Militar Estadual serão
regidos por legislação especial.
(*) Com redação dada pelo Decreto nº 95.073, de 21 /110/87
(*) § 1° - ....REVOGADO....
(*) § 2° -.....REVOGADO....
(*) § 3° -.....REVOGADO....
(*) Revogados pelo Decreto nº 95.073, de 21 /110/87

Art. 24 - Os policiais-militares, no exercício de função ou cargo não catalogados nos Art. 20 e 21 deste
regulamento, são considerados no exercício de função de natureza civil.
Parágrafo único - Enquanto permanecer no exercício de função ou cargo público civil temporário, não
eletivo, inclusive da administração indireta, o policial-militar ficará agregado ao respectivo quadro e somente
poderá ser promovido por antiguidade, constando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e
transferência para a inatividade e esta se dará ex-offício, depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, na
forma da lei.
Art. 25 - As Polícias Militares manterão atualizada uma relação nominal de todos os policiais-militares,
agregados ou não no exercício de cargo ou função em órgão não pertencente à estrutura da Corporação.
Parágrafo único - A relação nominal será semestralmente publicada em Boletim Interno da Corporação e
deverá especificar a data de apresentação do policial-militar no órgão a que passou a prestar serviço e a natureza da
função ou cargo exercido, nos termos deste regulamento.

CAP ÍTULO VI
Do Ensino, Instrução e Material
Art. 26 - O ensino nas Polícias M ilitares orientar-se-á no sentindo da destinação funcional de seus
integrantes, por meio da formação, especialização e aperfeiçoamento técnico-profissional, com vistas,
prioritariamente à Segurança P úblico.
Art. 27 - O ensino e a instrução serão orientados, coordenados e controlados pelo Ministério do Exército,
por intermédio do estado-Maior do Exército, mediante a elaboração de diretrizes e outros documentos normativos.
Art. 28 - A fiscalização e o controle do ensino e da instrução pelo Ministério do Exército serão exercidos:
1) pelo Estado-Maior do Exército, mediante e verificação de diretrizes, planos gerais, programas e outros
documentos periodicos, elaborados pelas P olícias Militares; mediante o estudo de relatórios de visitas e inspeções
dos Exércitos e Comandos Militares da Área, bem como por meio de visitas e inspeções do próprio Estado-Maior
do Exército, realizadas por intermédio da Inspetoria-Geral das P olícias Militares;
2) pelos Exércitos e Comandos Militares de Área, nas áreas de sua jurisdição, mediante visitas e inspeções,
de acordo com diretrizes e normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército;
3) pelas Regiões Militares e outros Grandes Comandos, nas respectivas áreas de jurisdição, por delegação
dos Exércitos ou Comandos Militares de Área, mediante visitas e inspeções, de acordo com diretrizes e normas
baixadas pelo Estado-Maior do Exército.
Art. 29 - As características e as dotações de material bélico de P olícia Militar serão fixados pelo Ministério
do Exército mediante proposta de Estado-Maior do Exército.
Art. 30 - A aquisição de aeronaves, cuja existência e uso possam ser facultados às Polícias Militares, para
melhor desempenho de suas atribuições específicas, bem como suas características, será sujeita à aprovação pelo
Ministério da Aeronáutica, mediante proposta do Ministério do Exército.
Art. 31 - A fiscalização e o controle do material das Polícias Militares serão procedidos :
1) pelo Estado-Maior do Exército, mediante a verificação de mapas e documentos periódicos elaborados
pelas P olícias Militares; por visitas e inspeções, realizadas por intermédio da Inspetoria-Geral das Polícias
Militares, bem como mediante o estudo dos relatórios de visitas e inspeções dos Exércitos e Comandos Militares de
Área;

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

2) pelos Exércitos e Comandos Militares de Área, nas respectivas áreas de jurisdição, através de visitas e
inspeções, de acordo com diretrizes e normas baixadas pelo Estado-Maior do Exército;
3) pelas Regiões Militares e outros Grandes Comando, nas respectivas áreas de jurisdição, por delegação
dos Exércitos e Comandos Militares de Área, mediante visitas e inspeções, de acordo com diretrizes e normas
baixadas pelo Estado-Maior do Exército.
Art. 32 - A fiscalização e o controle do material das P olícias Militares far-se-ão sob os aspectos de:
1) características e especificações;
2) dotações;
3) aquisições;
4) cargas e descargas, recolhimentos e alineações;
5) Existência e utilização;
6) manutenção e estado de conservação.
§ 1° - A fiscalização e controle a serem exercidos pelos Exércitos, Comandos Militares de Área, Regiões
Militares e demais Grandes Comandos, restringir-se-ão aos aspectos dos números 4), 5) e 6).
§ 2° - As aquisições do armamento e munição atenderão às prescrições da legislação federal pertinente.

CAPÍTULO VII
Do Emprego Operacional
Art. 33 - A atividade operacional policial-militar obedecerá a planejamento que vise, principalmente, à
manutenção da ordem pública nas respectivas Unidades Federativas.
Parágrafo único - As Polícias Militares, com vistas à integração dos serviços policiais das Unidades
Federativas, nas ações de manutenção da ordem pública às diretrizes de planejamento e controle operacional do
titular do respectivo órgão responsável pela Segurança Pública.
Art. 34 - As P olícias Militares, por meio de seus Estados-Maiores, prestarão assessoramento superior à
chefia do órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades Federativas, com vistas no planejamento e ao
controle operacional das ações de manutenção da ordem pública.
§ 1° - A envergadura e as características das ações de manutenção da ordem pública indicarão o nível de
comando policial-militar, estabelecendo-se, assim a responsabilidade funcional perante o Comando-Geral da
Polícia Militar.
§ 2° - P ara maior eficiência das ações, deverá ser estabelecido um comando policial-militar em cada área de
operações onde forem empregadas frações de tropa de Polícia Militar.
Art. 35 - Nos casos de perturbação da ordem, o planejamento das ações de manutenção da ordem pública
deverá ser considerado como de interesse da Segurança Interna.
Parágrafo único Nesta hipótese, o Comando-Geral da Polícia Militar ligar-se-á ao Comando de Área da
Força Terrestre para ajustar medidas de Defesa Interna.
Art. 36 - Nos casos de grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, as Polícias Militares
cumprirão as missões determinadas pelo Comandante Militar de Área da Força Terrestre, de acordo com a
legislação em vigor.
CAPÍTULO VIII
Da Competência do Estado-Maior do Exército, através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares.
Art. 37 - Compete ao Estado-Maior do Exército, por intermédio da Inspetoria-Geral das Polícias Militares:
1) o estabelecimento de princípios, diretrizes e normas para efetiva realização do controle e da coordenação
das Polícias Militares por parte dos Exércitos, Comandos Militares de Área, regiões Militares e demais Grandes
Comandos;
2) a centralização dos assuntos da alçada do Ministério do Exército, com vistas ao estabelecimento da
política conveniente e à adoção das providências adequadas;
3) a orientação, fiscalização e controle do ensino e da instrução das Polícias Mlitares;
4) o controle da organização, dos efetivos e de todo o material citado no parágrafo único do artigo 3° deste
regulamento;

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5) a colaboração nos estudos visando aos direitos, deveres, remuneração, justiça e garantias das Polícias
Militares e ao estabelecimento das gerais de convocação e de mobilização;
6) a apreciação dos quadros de mobilização para as Polícias Militares;
7) orientar as P olícias Militares, cooperando no estabelecimento e na atualização da legislação básica
relativa e essas Corporações, bem como coordenar e controlar o cumprimento dos dispositivos da legis lação federal
e estadual pertinentes.
Art. 38 - Qualquer mudança de organização, aumento ou diminuição de efetivos das P olícias Militares
dependerá de aprovação do Estado-Maior do Exército que julgará da usa conveniência às implicações dessa
mudança no quadro da Defesa Interna e da Defesa territorial.
§ 1° - As propostas de mudança de efetivos das Polícias Militares serão apreciadas consoante os seguintes
fatores, concernentes à respectiva Unidade da Federação:
1) condições geo-sócio-econômicas;
2) evolução demográfica;
3) extensão territorial;
4) índices de criminalidade;
5) capacidade máxima anual de recrutamento e de forças de policiais-militares, em particular os Soldados
PM;
6) outros, a serem estabelecidos pelo Estado-Maior do Exército.
§ 2° - P or aumento ou diminuição de efetivo das Polícias Militares compreende-se não só a mudança no
efetivo global da Corporação mas, também qualquer modificação dos efetivos fixados para cada posto ou
graduação, dentro dos respectivos Quadros ou Qualificações
Art. 39 - O controle da organização e dos efetivos das Polícias Militares será feito mediante o exame da
legislação peculiar em vigor nas Polícias Militares e pela verificação dos seus efetivos, previstos e existentes,
inclusive em situações especiais, de forma a mantê-los em perfeita adequabilidade ao cumprimento das missões de
Defesa Interna e Defesa Territorial, sem prejuízo para a atividade policial prioritária.
Parágrafo único - O registro dos dados concernentes à organização e aos efetivos das Polícias Militares será
feito com a remessa periódica de documentos pertinentes à Inspetoria-Geral das Polícias Militares.

CAPÍTULO IX
Das Prescrições Diversas
Art. 40 - Para efeito das ações de Defesa Interna e de Defesa Territorial, nas Situações previstas nos Art. 4°
e 5° deste Regulamento, as unidades da Polícia Militar subordinar-se-ão ao Grande Comando Militar que tenha
jurisdição sobre a área em que estejam localizadas, independentemente do Comando da Corporação a que
pertençam ter sede em território jurisdicionado por outro Grande Comando Militar.
Art. 41 - As Polícias Militares integrarão o Sistema de Informações do Exército, conforme dispuserem os
Comandantes de Exército ou Comandos Militares de Área, nas respectivas áreas de jurisdição.
Art. 42 - A Inspetoria-Geral das Polícias Militares tem competência para se dirigir diretamente às Polícias
Militares, bem como aos órgãos responsáveis pela Segurança P ública e demais congêneres, quando se tratar de
assunto técnico-profissional pertinente às Polícias Militares ou relacionamento com a execução da legislação
federal específica àquelas Corporações.
Art. 43 - Os direitos, remuneração, prerrogativas e deveres do pessoal das Polícias Militares, em Serviço
ativo ou na inatividade, constarão de legislação peculiar em cada Unidade da Federação, estabelecida
exclusivamente para as mesmas. Não será permitido o estabelecimento de condições superiores às que, por lei ou
regulamento, forem atribuídas ao pessoal das Forças Armadas, considerada a correspondência relativa dos postos e
graduações.
Parágrafo único - No tocante a Cabos e Soldados, será permitido exceção no que se refere à remuneração
bem como à idade-limite para permanência no serviço ativo.
Art. 44 - Os Corpos de Bombeiros, à semelhança das Polícias Militares, para que possam ter a condição de
"militar" e assim serem considerados forças auxiliares, reserva do Exército, têm que satisfazer às seguintes
condições:

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1) serem controlados e coordenados pelo Ministério do Exército na forma do Decreto-Lei Nr 667, de 02 de


julho de 1969, modificado pelo Decreto-Lei Nr 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e deste Regulamento;
2) serem componentes das Forças P olicias-Militares, ou independentes destas, desde que lhes sejam
proporcionadas pelas Unidades da Federação condições de vida autônoma reconhecida pelo Estado-Maior do
Exército;
3) serem estruturados à base da hierarquia e da disciplina militar;
4) possuírem uniformes e subordinarem-se aos preceitos gerais do Regulamento Interno e dos Serviços
Gerais e do Regulamento Disciplinar, ambos do Exército, e da legislação específica sobre precedência entre
militares das Forças Armadas e os integrantes das Forças Auxiliares;
5) ficarem sujeitas ao Código Penal Militar;
6) exercerem suas atividades profissionais em regime de trabalho de tempo integral.
§ 1° - Caberá ao Ministério do Exército, obedecidas as normas deste Regulamento, propor ao Presidente da
República a concessão da condição de "militar"aos Corpos de Bombeiros.
§ 2° - Dentro do T erritório da respectiva Unidade da Federação, caberá aos Corpos de Bombeiros Militares
a orientação técnica e o interesse pela eficiência operacional de seu congêneres municipais ou particulares. Estes
são organizações civis, não podendo os seus integrantes usar designações hierárquicas, uniformes, emblemas,
insígnias ou distintivos que ofereçam semelhança com os usados pelos Bombeiros Militares e que possam com eles
ser confundidos.
Art. 45 - A competência das P olícias Militares estabelecida no artigo 3°, alínea e, b e c, do Decreto-Lei Nr
667, de 02 de julho de 1969, na modificada pelo Decreto-lei Nr 2.010, de 12 de janeiro de 1983, e na forma deste
Regulamento, é intransferível, não podendo ser delegada ou objeto de acordo ou convênio.
§ 1° - No interesse da Segurança Interna e da manutenção da ordem pública, as Polícias Militares zelarão e
providenciarão no sentido de que guardas ou vigilantes municipais, guardas ou serviços de segurança particular e
outras organizações similares, exceto aqueles definidos na Lei Nr 7.102. de 20 de junho de 1983, e em sua
regulamentação, executem seus serviços atendidas as prescrições deste artigo.
§ 2° - Se assim convier à Administração das Unidades Federativas e dos respectivos Municípios, as
Polícias Militares poderão colaborar no preparo dos integrantes das organizações de que trata o parágrafo anterior e
coordenar as atividades do policiamento ostensivo com as atividades daquelas organizações.
Art. 46 - Os integrantes das Polícias Militares, Corporações instituídas para a manutenção da ordem pública
e da segurança interna nas respectivas Unidades da Federação, constituem uma categoria de servidores públicos dos
Estados Territórios e Distrito Federal, denominados de "policiais-militares".
Art. 47 - Sempre que não colidir com as normas em vigor nas unidades da Federação, é aplicável às
Polícias Militares o estatuído pelo Regulamento de Administração do Exército, bem como toda a sistemática de
controle de material adotada pelo Exército.
Art. 48 - O Ministro do Exército, obedecidas as prescrições deste Regulamento, poderá baixar instruções
complementares que venham a se fazer necessárias à sua execução.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

LEI Nº 814 - DE 20 DE DEZEMBRO DE 1984


Dispõe sobre a pro moção por tempo de serviço dos Primeiros-Tenentes BM do Quadro de
Oficiais de Administração (QOA), da ativa, do Corpo de Bo mbeiros do Estado do Rio de Janeiro, e dá
outras providencias

O Governador do Estado do Rio de Janeiro, Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de
Janeiro decreta e eu sanciono à seguinte Lei:
Art. 1º - Serão promovidos ao P osto de Capitão BM, independente de vagas, os Primeiros-Tenentes
BM, do Quadro de Oficiais de Administração (QOA), da ativa, do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de
Janeiro que contem ou venha a contar 10 (dez) anos de Oficial Subalterno.
1º - Os Primeiros-T enentes BM do QOA que completarem 10 (dez) anos de Oficial Subalterno só
poderão ser promovidos, na forma prescrita nesta Lei, após terem cumprido o interstício mínimo no posto,
previsto no Regulamento de Promoções de Oficiais do CBERJ, não sendo admitida qualquer redução de
tempo.
2º - Caso o Oficial Subalterno tenha, nes te circulo, mais de 10 (dez) anos, será promovido na forma
prevista neste artigo e seu 1º, contando-se antigüidade a partir da primeira data prevista no Regulamento de
Promoções, posterior à data em que tenha completado aquele tempo, sem qualquer vantagem financeira
decorrente de retroatividade.
Art. 2º - Os Oficiais BM do QOA, promovidos com base no artigo 1º desta Lei ficarão excedentes em
seu quadro e ocuparão as vagas que forem ocorrendo, de acordo com o disposto no Estatuto dos Bombeiros-
Militares e demais legislação vigente.
Art. 3º - As promoções que se refere o artigo 1º desta Lei serão efetuadas na primeira data prevista no
Regulamento de P romoções do CBERJ, seguinte àquela em que o Oficial completar os 10 (dez) anos de
Subalterno, desde que satisfeitas as demais exigências previstas na Legislação de Promoção.
Art. 4º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrario.
Leo nel Brizola - Governador do Estado.

CBMERJ - EMG 144 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

CBMERJ - EMG 145 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

LEI Nº 880, DE 25 DE JULHO DE 1985


Dispõe sobre o Estatutos Bombeiros-Militares do Estado do Rio de Janeiro e dá outras
providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, faço saber que a Assembléia Legislativa


do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

ESTATUTO DOS BOMBEIROS-MILITARES


TÍTULO I
GENERALIDADES

CAP ÍT ULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º - O presente Estatuto regula a situação, obrigações, deveres, direitos e prerrogativas dos
Bombeiros-Militares do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 2º - O Corpo de Bombeiros do Es tado do Rio de Janeiro (CBERJ) é uma instituição
permanente, organizada com base na hierarquia e na disciplina, destinada aos serviços de prevenção e
extinção de incêndios, de busca e salvamento, a realizar perícia de incêndio e a prestar s ocorros nos casos
de inundações, desabamentos ou catás trofes, sempre que haja vítimas em iminente perigo de vida ou ameaça
de destruição de haveres.
* Ver: a) Artigo 144 § 5º da Constituição Federal e artigo 186 da C onstituição Estadual.
b) Artigo 2º da Lei nº 250, de 2 de julho de 1979 - Lei de Organização Básica do
Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
Art. 3º - Os integrantes do CBERJ , em razão de sua destinação cons titucional e em decorrência das
leis vigentes, constituem uma categoria es pecial de servidores públicos do Estado , denominados de
"bombeiros -militares".
* Ver artigo 42 da Constituição Federal e artigo 91 da Constituição Estadual.

§ 1º - Os bombeiros-militares encontram-se em uma das seguintes s ituações:


a) Na ativa:
I - Os bombeiros- militares de carreira;
II - Os incluídos no CBERJ voluntariamente, durante os prazos a que se obrigarem a servir;
III - Os componentes da reserva remunerada do CBERJ, quando convocados; e
IV - Os alunos de órgãos de formação de bombeiros-militares da ativa.
b) Na inatividade:
I - Na reserva remunerada , quando pertencem a reserva da corporação percebem remuneração da
União nos casos previstos em lei específica - ou do Estado, porém sujeitos , ainda à prestação de serviços na
ativa, mediante convocação;

CBMERJ - EMG 146 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

II - Reformados, quando, tendo passado por uma das situações anteriores, estejam dispensados,
definitivamente, da prestação de serviços na ativa, mas continuam a perceber remuneração da União - nos
casos previstos em lei específica - ou do Estado.
§ 2º - Os bombeiros-militares de carreira são os da ativa que, no desempenho voluntário e
permanente do serviço, tem efetividade assegurada ou presumida.
Art. 4º - O serviço de bombeiro-militar consiste no exercício de atividades inerentes ao CBERJ e
compreende todos os encargos previstos na legislação específica e peculiar relacionados com a segurança da
comunidade.
Art. 5º - A carreira de bombeiro-militar é caracterizada por atividade continuada e inteiramente
devotada às finalidades precípuas do CBERJ denominada atividade de bombeiro-militar.
Parágrafo único - A carreira de bombeiro-militar é privativa do pessoal da ativa. Inicia-se com o
ingresso no CBERJ e obedece a seqüência de graus hierárquicos.
Art. 6º - São equivalentes as expressões "na ativa", "em serviço ativo", "em serviço na ativa", "em
serviço", "em atividade" ou "em atividade de bombeiro-militar" conferidas aos bombeiros-militares no
desempenho do cargo , comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou atividade de bombeiro-militar,
nas Organizações de Bombeiro-Militar (OBM), bem como em outros órgãos da União, Estados ou Município,
quando previsto em Lei ou regulamento.
Art. 7º - A condição jurídica dos bombeiros-militares é definida pelos dispositivos constitucionais
que lhe sejam aplicáveis, por este Estatuto e pela legislação que lhe outorga direitos e prerrogativas e lhes
impõe deveres e obrigações.
* Ver artigo 42 da Constituição Federal e artigo 91 da Constituição Estadual.
Art. 8º - O disposto neste Estatuto aplica-se no que couber, aos bombeiros-militares da reserva
remunerada e reformados e aos Capelães Bombeiro-Militares.
Parágrafo único - Os Capelães bombeiros-militares são regidos por legislação própria.

CAPÍTULO II
DO INGRESSO NO CBERJ
Art. 9º - O ingresso no CBERJ é facultado a todo brasileiro nato, sem distinção de raça, ou de crença
religiosa, mediante inclusão, matrícula ou nomeação, observadas as prescrições contidas neste Estatuto, em
Leis e regulamentos da Corporação.

CAP ÍT ULO III


DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA
Art. 10 - A hierarquia e a disciplina são a base ins titucional do CBERJ. A autoridade e a
res ponsabilidade crescem com o grau hierárquico.
§ 1º - A hierarquia de bombeiro-militar é a ordenação da autoridade em níveis diferentes, dentro da
estrutura do CBERJ. A ordenação se faz por postos ou graduações; dentro de um mesmo posto ou de uma
mesma graduação se faz pela antigüidade no posto ou na graduação . O respeito à hierarquia é
consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência de autoridade.
§ 2º - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e
dis pos ições que fundamentam o organismo de bombeiro-militar e coordenam o seu funcionamento regular e
harmônico, traduzindo-se pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos
componentes desse organismo.
§ 3º - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida ,
entre bombeiros -militares da ativa, da reserva remunerada e reformados.
Art. 11 - Círculos hierárquicos são âmbitos de conveniência entre bombeiros-militares da mesma
categoria e tem a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e confiança se
prejuízo do respeito mútuo.
Art. 12 - Os círculos hierárquicos e a escala hierárquica do CBERJ são fixadas no quadro e
parágrafos seguinte:

CBMERJ - EMG 147 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

(*) alteração introduzida pela Lei nº 1011, de 8 jul 86


§ 1º - Posto é o grau hierárquico do Oficial, conferido por ato do Governador do Estado e confirmado
em Carta Patente.
§ 2º - Graduação é o grau hierárquico da praça, conferido pelo Comandante-Geral do CBERJ.
§ 3º - Os Aspirantes-a-Oficial BM e os Alunos-Oficiais BM são denominados praças especiais.
* § 4º - A graduação do soldado do CBERJ é s ubdividida em 3 (três) classes :
1 - Soldado BM - Classe "A";
2 - Soldado BM - Classe "B"; e
3 - Soldado BM - Classe "C".
* § 5º - A inclusão do Soldado BM dar-se-á sempre na Classe "C" de s ua graduação; se não for
aprovado no Curs o de Formação de Soldados, será excluído por conveniência do serviço e inaptidão para a
carreira de bombeiro-militar; se for aprovado, permanecerá nessa Classe durante os 5 (cinco) primeiros anos
de efetivo s erviço na Corporação.
* § 6º - Decorrido o prazo de 5 (cinco) anos , o Soldado BM - Classe "C" terá declarado s eu acesso a
Classe "B", na qual permanecerá até completar mais 10 (dez) anos de efetivo serviço, findo os quais será
incluído na Classe "A", até sua promoção ou exclusão.
* § 7º - Além das condições precedentes, para acesso de Classes, outras poderão ser estabelecidas por
Decreto do Governador do Estado.
* Alterações introduzidas pela Lei nº 1011, de 8 de julho de 1986.
Art. 2º - Independentemente da Classe a que pertencerem, os Soldados BM poderão
concorrer ao C urso de Formação de C abos, desde que preencham as condições de ingresso para o
respectivo cargo.
Art. 3º - Os atuais Soldados de 1ª classe e 2ª Classe, me smo inativos, serão distribuídos, de
acordo com o tempo de se rv iço, pelas novas Classes resultante da Le i.

§ 8º - Os graus hierárquicos inicial e final dos diversos Quadros e Qualificações são fixados,
separadamente, para cada caso , em legislação própria.
§ 9º - Sempre que o bombeiro-militar da reserva remunerada ou reformado fizer uso do posto ou
graduação , deverá fazê-lo com as abreviaturas indicativas de sua situação.

CBMERJ - EMG 148 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 13 - A precedência entre bombeiros-militares da ativa, do mesmo grau hierárquico, é assegurada


pela antigüidade no posto ou graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em lei ou
regulamento.
§ 1º - A antigüidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data de ass inatura do ato da
res pectiva promoção, nomeação, declaração, matrícula ou inclus ão, salvo quando estiver taxativamente
fixada outra data.
§ 2º - No caso de ser igual a antigüidade referida no parágrafo anterior, a antigüidade é estabelecida:
a) entre bombeiros-militares do mesmo Quadro ou Qualificação, pela posição nas respectivas escalas
numéricas ou registros existentes na Corporação, nas conformidade do art. 15;
b) nos demais casos, pela antigüidade no posto ou graduação anterior; se, ainda assim subsistir a
igualdade recorrer-se-á, sucessivamente, aos graus hierárquicos anteriores, à data de ingresso e à data de
nascimento para definir a precedência e, nes te último caso, o de mais idade será cons iderado mais antigo;
c) na existência de mais de uma data de ingresso, prevalece a antigüidade do bombeiro-militar que
tiver maior tempo de efetivo serviço prestado na corporação; e
d) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de bombeiros-militares, de acordo com o
regulamento do respectivo órgão, se não es tiverem es pecificamente enquadrados nos itens a, b e c.
§ 3º - Em igualdade de posto ou graduação, os bombeiros-militares da ativa têm precedência sobre os
da inatividade.
§ 4º - Em igualdade de posto ou de graduação, a precedência entre bombeiros-militares da carreira na
ativa e os da reserva remunerada que estejam convocados é definido pelo tempo de efetivo serviço no posto
ou na graduação.
§ 5º - Nos casos de nomeações e matrículas simultâneas resultantes de concurs o, a precedência será
estabelecida pela ordem de classificação final dos candidatos.
Art. 14 - A precedência entre as praças especiais e as demais praças é assim regulada:
I - os Aspirantes-a-Oficial BM são hierarquicamente superiores às demais praças;
II - os Alunos-Oficiais BM são hierarquicamente superiores aos Subtenentes BM.
Art. 15 - O CBERJ manterá registros de todos os dados referentes ao seu pessoal da ativa e da
reserva remunerada, dentro das respectivas escalas numéricas, segundo as instruções baixadas pelo
Comandante-Geral da Corporação.
Art. 16 - Os Alunos-Oficiais BM são declarados Aspirantes-a-Oficial BM, ao final do Curso de
Formação de Oficiais, pelo Comandante-Geral do CBERJ, na forma especificada em regulamento.

CAP ÍTULO IV
DO CARGO E DA FUNÇÃO DE BOMBEIRO-MILITAR
Art. 17 - Cargo de bombeiro-militar é um conjunto de atribuições, deveres e responsabilidade
cometidos a um bombeiro-militar em serviço ativo.
§ 1º - O cargo de bombeiro-militar a que se refere este artigo é o que s e encontra especificado nos
Quadros de Organização ou previstos, caracterizados ou definido como tal em outras disposições legais.
§ 2º - As obrigações inerentes ao cargo de bombeiro-militar devem ser compatíveis com o
correspondente grau hierárquico definidos em legislação ou regulamentação própria.
Art. 18 - Os cargos de bombeiro-militar são providos com o pessoal que satisfaça aos requisitos de
grau hierárquico e de qualificação exigidos para o seu desempenho.
Parágrafo único - O provimento de cargo de bombeiro-militar far-se-á por ato de nomeação ou
determinação expressa de autoridade competente.
Art. 19 - O cargo de bombeiro-militar é considerado vago a partir de sua criação e até que um
bombeiro-militar nele tome posse ou desde que o bombeiro-militar exonerado, ou que tenha recebido
determinação expressa da autoridade competente, o deixe e até que outro bombeiro-militar nele tome posse,
de acordo com as normas de provimento previs tas no parágrafo único do artigo anterior.
Parágrafo único - consideram-se também vago os cargos de bombeiro-militar cujos ocupantes
tenham:
a) falecido;
CBMERJ - EMG 149 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

b) sido considerados extraviado; e


c) sido cons iderados desertores.
Art. 20 - Função de bombeiro-militar é o exercício das obrigações inerentes ao cargo de bombeiro-
militar.
Art. 21 - Dentro de um mesma OBM, a seqüência de substituições para assumir ou responder por
funções, bem como as normas, atribuições e responsabilidade relativas, são as estabelecidas na legislação ou
regulamentação específica, respeitadas a precedência e a qualificação exigidas para o cargo ou exercício da
função.
Art. 22 - ...VET ADO...
Art. 23 - As obrigações que pela generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza não são
catalogados como posições tituladas em "Quadros de Organizações" ou dispositivos legal, são cumpridas
como encargo, incumbência, comissão, serviço ou atividade de bombeiro-militar ou de natureza de bombeiro-
militar.
Parágrafo único - Aplica-se, no que couber, a encargo, incumbência, comissão, serviço ou atividade
de bombeiro-militar ou de natureza de bombeiro-militar, o disposto neste Capítulo para cargo de bombeiro-
militar.

TÍT ULO II
DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES DE BOMBEIRO-MILITAR

CAPÍTULO I
DAS OBRIGAÇÕES DE BOMBEIRO-MILITAR
Seção I
Do Valor de Bo mbeiro -Militar
Art. 24 - São manifestações essenciais do valor de bombeiro-militar:
I - o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever de bombeiro-militar e pelo
solene juramento de fidelidade à Pátria e integral devotamento à segurança da comunidade, até com o
sacrifício da própria vida;
II - o civismo e o culto das tradições his tóricas;
III - a fé na elevada missão do CBERJ;
IV - o espírito de corpo, orgulho de bombeiro-militar pela organização onde serve;
V - o amor à profissão de bombeiro-militar e o entusiasmo com que é exercida; e
VI - o aprimoramento técnico-profissional.

Seção II
Da Ética de Bombeiro-Militar
Art. 25 - O sentimento do dever, o pundonor de bombeiro-militar e o decoro da classe impõem, a cada
um dos integrantes do CBERJ, conduta moral e profissional irrepreensíveis, com observância dos seguintes
preceitos da ética de bombeiro-militar:
I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamento da dignidade pessoal;
II - exercer com autoridade, eficiência e probidade as funções que lhe couberem em decorrência
do cargo;
III - respeitar a dignidade da pessoa humana; competentes;
V - ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do mérito dos subordinados;
VI - zelar pelo preparo próprio, moral intelectual e físico e, também, pelos dos subordinados, tendo
em vista o cumprimento da missão comum;
VII - empregar todas as suas energias em benefício do serviço;
VIII - praticar a camaradagem e desenvolver, permanentemente o espírito de cooperação;
IX - ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita e falada;
CBMERJ - EMG 150 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

X - abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa de qualquer natureza;


XI - acatar as autoridades civis;
XII - proceder de maneira ilibada na vida pública e na particular;
XIII - cumprir seus deveres de cidadão;
XIV - observar as normas da boa educação;
XV - garantir ass is tência moral e material ao seu lar e conduzir-se como chefe de família modelar;
XVI - conduzir-se, mesmo fora do serviço ou quando já na inatividade, de modo que não sejam
prejudicados os princípios da disciplina, do respeito e do decoro de bombeiro-militar;
XVII - abster-se de fazer uso do posto ou graduação para obter facilidade pessoais de qualquer
natureza ou para encaminhar negócios particulares;
XVIII - abster-s e, na inatividade, do uso das designações hierárquicas:
1 - em atividades político-partidária;
2 - em atividades comerciais;
3 - em atividades industriais;
4 - para discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de assuntos políticos ou de
bombeiro-militar, excetuando-se os de natureza exclus ivamente técnica, se devidamente autorizado; e
5 - no exercício de cargo ou função de natureza civil, mesmo que seja da Administração P ública;
XIX - zelar pelo nome do CBERJ e de cada um dos seus integrantes, obedecendo e fazendo obedecer
os preceitos da ética de bombeiro-militar.
Art. 26 - Ao bombeiro-militar da ativa é vedado:
a) comerciar ou participar da administração ou gerência de s ociedade civil ou comercial, seja qual for
o seu objeto, ou delas ser sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, em sociedade anônima ou
por cota de responsabilidade limitada;
*b) participar direta ou indiretamente, seja de que forma for, de sociedade civil ou comercial cujo
objeto se relacione com as atividades do Corpo de Bombeiros;
*. Constituição Estadual, de 5 de outubro de 1989- Art. 77, XXIV, a e b.

c) prestar quaisquer serviços, ainda que eventuais, ás sociedades referidas na alínea "b" deste artigo;
d) prestar serviços, o Oficial BM, ainda que eventuais, a quaisquer pess oas físicas ou jurídicas, desde
que relacionadas as atividades da corporação.
IV - cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e as ordens das autoridades
relacionadas às atividades da Corporação.
* § 1º - Entende-se por participação indireta aquela que se exercita por meio de modalidades oblíquas
de atuação, entre eles a em que opera interposta pessoa que mantenha com o bombeiro-militar algum tipo
de vínculo, inclusive matrimonial, de parentesco, de amizade, de relacionamento afetivo, ou de dependência
de qualquer natureza.
§ 2º - Os bombeiros-militares da reserva remunerada, quando convocados ficam proibidos de tratar,
nas OBM e nas repartições públicas civis, dos interesses de organizações ou empresas privadas de qualquer
natureza;
§ 3º - Os bombeiros-militares da ativa podem exercer, diretamente, a gestão de seus bens, desde que
não infrinjam o disposto no presente artigo;
§ 4º - No intuito de desenvolver a pratica profissional dos integrantes do Quadro de Oficial de Saúde,
é-lhes permitido o exercício de atividade técnico-profiss ional, no meio civil, desde que tal prática não
prejudique o serviço e não infrinja o disposto neste artigo.
* § 5º - A fraude ou descumprimento do disposto neste artigo s ujeitará o infrator à pena prevista no
Regulamento Disciplinar do Corpo de Bombeiros do Es tado do Rio de Janeiro - RDCBERJ, enquanto não se
estabelece pena específica para a infração.
* Alterações introduzidas pela Lei nº 1.439, de 14 de março de 1989.

CAPÍTULO II
CBMERJ - EMG 151 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DOS DEVERES DE BOMBEIRO-MILI TAR


Seção I
Conceituação
Art. 27 - Os deveres de bombeiro-militar emanam de um conjunto de vínculos racionais e morais, que
ligam o bombeiro-militar à Pátria, à comunidade e à segurança e compreendem essencialmente:
* I - a dedicação integral ao serviço de bombeiro-militar, salvo as excessões previstas em lei, a
fidelidade à P átria e à ins tituição a que pertence, mesmo com o sacrifício da própria vida;
* alterado pela Lei nº 2216, de 18 de janeiro de 1994, que dispõe sobre o desempenho a título prec ário,
da função de vigilância privada.
II - o culto aos símbolos nacionais ;
III - a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias;
IV - a disciplina e o respeito à hierarquia;
V - o rigoroso cumprimento das obrigações e das ordens; e
VI - a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.

Seção II
Do Co mpromisso de Bombeiro -Militar
Art. 28 - Todo cidadão após ingressar no CBERJ mediante inclusão, matrícula ou nomeação, prestará
compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres de
bombeiro-militar e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los.
Art. 29 - O compromisso a que se refere o artigo anterior terá caráter solene e será sempre prestado
sob a forma de juramento à Bandeira na presença de tropa formada, tão logo o bombeiro-militar tenha
adquirido um grau de instrução compatível com o perfeito entendimento de seus deveres como integrantes do
CBERJ, com os seguintes dizeres:
"Ao ingressar no Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, prometo regular a minha conduta pelos
preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinada e dedicar-me
inteiramente ao serviço da Pátria, ao serviço de bombeiro-militar e à segurança da comunidade, mesmo com
o sacrifício da própria vida".
§ 1º - O compromiss o do As pirante-a-Oficial BM é prestado no estabelecimento de formação de
Oficiais, obedecendo o cerimonial fixado no regulamento daquele estabelecimento de ensino. Esse
compromisso obedecerá os seguintes dizeres: "Ao ser declarado Aspirante-a-Oficial do Corpo de Bombeiros
do Estado do Rio de Janeiro, assumo o compromisso de cumprir rigorosamente as ordens legais das
autoridades a que estiver s ubordinado e dedicar-me inteiramente ao serviço da P átria e a segurança da
comunidade, mesmo com o sacrifício da própria vida".
§ 2º - Ao ser promovido ou nomeado ao primeiro posto, o Oficial BM prestará o compromisso de
Oficial, em solenidade especialmente programada, de acordo com os seguintes dizeres: "Perante a Bandeira
do Brasil e pela minha honra, prometo cumprir os deveres de Oficial do Corpo de Bombeiros do Es tado do
Rio de Janeiro, e dedicar-me inteiramente ao meu serviço".

Seção III
Do Comando e da Subordinação
Art. 30 - Comando é a soma de autoridade, deveres e responsabilidade de que o bombeiro-militar é
investido legalmente quando conduz homens ou dirige uma OBM. O comando é vinculado ao grau
hierárquico e constitui umas prerrogativa impessoal em cujo exercício o bombeiro-militar se define e se
caracteriza como chefe.
Parágrafo único - Aplica-se à Direção e à Chefia de OBM, no que couber, o estabelecido para
Comando.
Art. 31 - A subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal do bombeiro-militar e
decorre, exclusivamente, da estrutura hierarquizada do CBERJ.
Art. 32 - O oficial é preparado, ao longo da carreira, para o exercício de funções de Comando, de
Chefia de Direção.
CBMERJ - EMG 152 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 33 - Os Subtenentes e Sargentos auxiliam e complementam as atividades dos oficiais, quer no


adestramento e no emprego dos meios, quer na instrução, na administração e no comando de pequenas
frações de tropa.
Parágrafo único - No exercício das atividades mencionadas neste artigo e no comando de elementos
subordinados, os Subtenentes e Sargentos deverão impor-se pela lealdade, pelo exemplo e pela capacidade
profissional e técnica, incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das
regras do serviço e das normas operativas pelas praças que lhe estiverem diretamente subordinadas e a
manutenção da coesão e do moral das mesmas praças em todas as circunstâncias.
Art. 35 - Os Cabos e Soldados são, essencialmente, elementos de execução.
Art. 36 - Cabe ao bombeiro-militar a respons abilidade integral pelas decisões que tomar, pelas ordens
que emitir e pelos atos que praticar.

CAP ÍT ULO III


DA VIOLAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES
DE BOMBEIRO-MILITAR
Seção I
Conceituação
* Art. 37 - A violação das obrigações ou dos deveres de bombeiro-militar cons tituirá crime,
contravenção ou transgressão disciplinar, conforme dispuserem a legislação ou regulamentação específica ou
próprias.
Ver: a)Decreto nº 3767, de 4 de de zembro de 1980 RDCBERJ
b) Código Penal Militar
§ 1º - A violação dos preceitos da ética de bombeiro-militar será tão mais grave quanto maior for o
grau hierárquico de quem a cometer.
§ 2º - ...vetado...
Art. 38 - A inobservância dos deveres especificados nas leis e regulamentos, ou a falta de exação no
cumprimento dos mesmo, acarreta para o bombeiro-militar responsabilidade funcional pecuniária, disciplinar
ou penal, consoante a legislação específica ou própria.
Parágrafo único - A apuração de responsabilidade funcional pecuniária, disciplinar ou penal poderá
concluir pela incompatibilidade do bombeiro-militar com o cargo ou pela incapacidade para o exercício das
funções de bombeiro-militar a ele inerentes.
Art. 39 - O bombeiro-militar que por sua atuação se tornar incompatível com o cargo ou demonstrar
incapacidade no exercício de funções de bombeiro-militar, a ele inerentes, será afastado do cargo.
§ 1º - São competentes para determinar o imediato afastamento do cargo ou impedimento do exercício
de função:
a) o Governador do Estado;
b) o Comandante-Geral do CBERJ; e
c) os Comandantes, os Chefes e os Diretores, na conformidade da legislação ou regulamentação da
Corporação.
§ 2º - O bombeiro-militar afas tado do cargo, nas condições mencionadas neste artigo, ficará privado
do exercício de qualquer função de bombeiro-militar, até a solução do processo ou das providências legais
cabíveis.
Art. 40 - São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de s uperiores quanto as de
caráter reivindicatório ou político.

Dos Crimes Militares


Art. 41 - O Código P enal Militar (CPM) relaciona e classifica os crimes militares em tempo de paz e
em tempo de guerra e dispõe sobre a aplicação aos bombeiros-militares das penas corres pondentes aos crimes
por eles cometidos, aplicando-se, no que couber, aos integrantes do CBERJ, as disposições estabelecidas no
referido CPM.

CBMERJ - EMG 153 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Seção III
Das Transgressões Disciplinares
* Art. 42 - O Regulamento Disciplinar do CBERJ especificará as transgressões disciplinares e
estabelecerá as normas relativas à amplitude e aplicação das penas disciplinares, à classificação do
comportamento de bombeiro-militar, e à interposição de recursos contra as penas disciplinares.
* Ver: Decreto nº 3767, de 4 de dezembro de 1980 - RDCBERJ
§ 1º - Ao Aluno-Oficial BM aplicam-se, também, as disposições disciplinares previstas no
regulamento do estabelecimento de ensino onde es tiver matriculado.
§ 2º - As penas disciplinares de detenção ou prisão não podem ultrapassar a trinta dias.

Seção IV
Dos Co nselhos de Justificação e de Disciplina
Art. 43 - O Oficial presumivelmente incapaz de permanecer como bombeiro-militar da ativa será
submetido a Conselho de Justificação, na forma da legislação própria.
Ver: Lei nº 427, de 10 de junho de 1981 - Dispõe sobre o Conselho de Justificação para Oficiais
da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
§ 1º - O Oficial ao ser submetido a Conselho Justificação, poderá ser afastado do exercício de suas
funções, a critério do Comandante-Geral do CBERJ , conforme estabelecido em legislação própria.
§ 2º - A Conselho de Justificação poderá também ser submetido o Oficial da reserva remunerada ou
reformado, presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se encontra.
Art. 44 - O Aspirante-a-Oficial BM e as praças com estabilidade assegurada, presumivelmente
incapazes de permanecerem como bombeiros-militares da ativa, serão submetidos a Conselho de Disciplina
e afastados das atividades que estiverem exercendo, na forma da regulamentação própria.
Ver: Decreto nº 2.155, de 13 de outubro de 1978 - Dispõe sobre o C onselho de Disc iplina da
Políc ia Militar e do Corpo de Bombeiros.
§ 1º - Compete ao Comandante -Geral do CBERJ julgar, em última instância, os processos oriundos
dos Conselhos de Disciplina convocados no âmbito da Corporação.
§ 2º - A Conselho de Disciplina poderá, também, ser submetida a praça da reserva remunerada ou
reformada, presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se encontra.

TÍTULO III
DOS DI REITOS E DAS PRERROGATIVAS DOS BOMBEIROS-MILITARES
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS
Seção I
Enumeração
Art. 45 - São direitos dos bombeiros-militares:
I - a garantia da patente, em toda a sua plenitude, com as vantagens, prerrogativas e deveres a elas
inerentes, quando Oficial nos termos da legislação específica e própria.
II - a percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico superior ou melhoria da mesma
quando, ao ser transferido para a inatividade, contar mais de 30 (trinta) anos de serviço;
III - a remuneração calculada com base no soldo integral do posto ou graduação ...VETADO...
quando, não contando 30 (trinta) anos de serviço, for transferido para a reserva remunerada "ex-officio" por
ter atingido a idade limite de permanência em atividade no posto ou na graduação, ter sido abrangido pela
quota compulsória ...VET ADO... ; e
* IV - nas condições ou nas limitações impostas na legislação e regulamentação própria;
1 - a estabilidade, quando praça com 10 (dez) ou mais anos de tempo de efetivo serviço;
2 - o uso das designações hierárquicas;
3 - a ocupação de cargo correspondente ao posto ou à graduação;
CBMERJ - EMG 154 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

4 - a percepção de remuneração;
5 - a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes, assim entendida como o conjunto de
atividades relacionadas com a prevenção, conservação ou recuperação da saúde, abrangendo os
serviços profissionais médicos, farmacêuticos e odontológicos, bem como o fornecimento, a
aplicação de meios e os cuidados e demais atos médicos e paramédicos necessários;
6 - o funeral para si e seus dependentes, constituindo-se no conjunto de medidas tomadas pelo
Es tado, quando solicitado, desde o óbito até o sepultamento condigno;
7 - a alimentação, ass im entendida como as refeições fornecidas aos bombeiros-militares em
atividade;
8 - o fardamento, constituindo-se no conjunto de uniformes, roupa branca e de cama, fornecidos ao
bombeiro-militar na ativa de graduação inferior a 3º Sargento e, em cas o especial, a outros
bombeiros-militares;
9 - a moradia para o bombeiro-militar em atividade, compreendendo:
10 - alojamento, em OBM, quando aquartelado; e
11 - habitação para si e seus dependentes, em imóvel sob a responsabilidade do Estado, de acordo
com a disponibilidade existente;
12 - o transporte, assim entendido como os meios fornecidos aos bombeiros-militares para seu
deslocamento por interesse do serviço; quando o deslocamento implicar em mudança de sede ou
moradia, compreende também as passagens para seus dependentes e traslado das respectivas
bagagens, de residência a residência;
13 - a constituição de pensão de bombeiro-militar;
14 - a promoção;
15 - a transferência a pedido para a reserva remunerada;
16 - as férias, o afastamentos temporários do serviço e as licenças;
17 - a demissão e o licenciamento voluntários;
18 - o porte de armas, quando Oficial em serviço ativo ou em inatividade, salvo o caso de inatividade
por alienação mental ou condenação por crimes contra a segurança do Estado ou por atividades
que desaconselhem aquele porte;
19 - o porte de armas, pelas praças, com as restrições impostas pelo CBERJ;
20 - assistência judiciária quando for praticada a infração penal no exercício da função de bombeiro-
militar ou em razão dela, conforme estabelecer a regulamentação especial; e
21 - outros direitos previstos em legis lação específica ou peculiar.
§ 1º - A percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico s uperior ou melhoria da
mesma, a que se refere o inciso II deste artigo, obedecerá ao seguinte:
a) O Oficial que contar mais de 30 (trinta) anos de serviço, após o ingresso na inatividade, terá seus
proventos calculados sobre o soldo correspondente ao posto imediato, se exis tir no CBERJ pos to superior ao
seu, mesmo de outro Quadro; se ocupante do último posto da hierarquia da Corporação, o Oficial terá seus
proventos calculados, tomando-se por base o soldo do seu próprio posto acrescido do percentual fixado em
legis lação própria;
b) os Subtenentes quando transferidos para a inatividade, terão os proventos calculados sobre o soldo
correspondente ao posto de Segundo Tenente BM, desde que contem mais de 30 (trinta) anos de serviço; e
c) as demais praças que contem mais de 30 (trinta) anos de serio, ao serem transferidos para a
inatividade, terão os proventos calculados sobre o soldo correspondente à graduação imediatamente superior.
§ 2º - são considerados dependentes do bombeiro-militar:
a) a esposa;
b) os filhos menores de 21 (vinte e um) anos, ou inválidos ou interditos;
c) a filha solteira, desde que não perceba remuneração;
d) o filho estudante, menor de 24 (vinte e quatro) anos, desde que não perceba remuneração;
e) a mãe viúva desde que não perceba remuneração;
f) o enteado, o filho adotivo e o tutelado, nas mesmas condições dos itens b, c e d;
CBMERJ - EMG 155 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

g) a viúva do bombeiro-militar, enquanto permanecer neste estado, e os demais dependentes


mencionados nos itens b, c, d, e, e f deste parágrafo, desde que vivam s ob a responsabilidade da viúva; e
h) a ex-esposa, com direito a pensão alimentícia estabelecida por sentença transitada em julgado,
enquanto não contrair novo matrimônio.
§ 3º - São, ainda, considerados dependentes do bombeiro-militar, desde que vivam sob suas
dependências, sob o mesmo teto e quando expressamente declarados na Corporação:
a) a filha, a enteada e a tutelada, quer viúvas, separadas judicialmente ou divorciadas, des de que não
percebam remuneração;
b) a mãe solteira, a madrasta viúva ou solteira, a s ogra viúva ou solteira, bem como separadas
judicialmente ou divorciadas, desde que, em qualquer dessas situações, não percebam remuneração;
c) os avós e os pais, quando inválidos ou interditos, e respectivos conjugues, estes desde que não
percebam remuneração;
d) o pai maior de 60 (sessenta) anos e seu respectivo conjugue, desde que ambos não percebam
remuneração;
e) o irmão, o cunhado e o sobrinho, quando menores, ou inválidos ou interditos sem outro arrimo;
f) a irmã, a cunhada e a sobrinha, solteiras, viúvas, separadas judicialmente ou divorciadas, desde que
não percebam remuneração;
g) o neto órfão, menor inválido ou interdito;
h) a pessoa que viva no mínimo há 5 (cinco) anos sob a sua exclusiva dependência econômica,
comprovada mediante justificação judicial;
i) a companheira, desde que viva em sua companhia há mais de 5 (cinco) anos, comprovada por
jus tificação judicial;
j) o menor que esteja sob sua guarda, sustento e responsabilidade, mediante autorização judicial
§ 4º - ...VET ADO ...
* Art. 46 - O bombeiro-militar que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer ato administrativo
ou disciplinar de superior hierárquico poderá recorrer ou interpor pedido de reconsideração, queixa ou
representação, segundo regulamentação própria do CBERJ.
*Ver Decreto nº 3767, de 4 de dezembro de 1980 - RDCBERJ
§ 1º - O direito de recorrer na esfera adminis trativa prescreverá:
a) em 15 (quinze) dias corridos, a contar do recebimento da comunicação oficial, quando a ato que
decorra da inclusão em quota compulsória ou de composição de Quadro de Acesso; e
b) em 120 (cento e vinte) dias corridos, nos demais casos.
§ 2º - O pedido de reconsideração, a queixa e a representação não podem ser feito coletivamente.
§ 3º - O bombeiro-militar da ativa que, nos casos cabíveis, se dirigir ao P oder Judiciário deverá
participar, antecipadamente, esta iniciativa à autoridade à que estiver subordinado.
* Art. 47 - Os bombeiros-militares são alistáveis, como eleitores, des de que Oficiais, Aspirantes-a-
Oficial, Alunos-Oficiais, Subtenentes e Sargentos
Parágrafo único - Os bombeiros-militares alistáveis são elegíveis, atendidas as seguintes condições:
a) se contarem menos de 5 (cinco) anos de serviço serão ao se candidatar a cargo eletivo, excluídos
do serviço ativo, mediante demiss ão ou licenciamento "ex-officio"; e
b) se em atividade, com 5 (cinco) ou mais anos de serviço, ao se candidatarem a cargo eletivo, serão
afastados, temporariamente do serviço ativo e agregados, considerados em licença para tratamento de
interesse particular; se eleitos serão no ato da diplomação, transferidos para a reserva remunerada,
percebendo a remuneração a que fizerem jus, em função do seu tempo de serviço.
*Constituição Federal/88:
.................................................................................................................
Art. 14- .................................................................................
§ 8º - O militar alistável é e legivel, atendida as seguintes condições:
I - se contar menos de dez anos de serv iço, deverá afastar-se da inativ idade;

CBMERJ - EMG 156 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

II - se contar mais de dez anos de serviço,será agregado pe la autoridade superior e se eleito,


passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
*Constituiç ão Estadual/89 - Art. 92, VIII - com a mesma redação acima.

Seção II
Da Remuneração
Art. 48 - A remuneração dos bombeiros-militares, devida com bas es estabelecidas em legislação
própria, compreende:
I - na ativa:
1 - vencimentos, constituídos de soldo e gratificações; e
2 - indenizações.
II - na inatividade:
1 - proventos, constituídos de soldo ou quotas de soldo e gratificações incorporáveis; e
2 - indenizações na atividade.
Parágrafo único - o bombeiro-militar fará jus, ainda, a outros direitos pecuniários em casos especiais.
Art. 49 - O soldo é irredutível e não estás sujeito à penhora, s eqüestro ou arresto, exceto nos casos
previstos em lei.
Art. 50 - ...VET ADO ...
Art. 51 - P or ocasião de sua passagem para a inatividade, o bombeiro-militar, terá direitos a tantas
quotas do soldo quanto forem os anos de serviço, computáveis para a inatividade, até o máximo de 30 (trinta)
anos, ressalvado o dispos to no inciso III do "caput" do art. 45.
Parágrafo único - P ara efeito de contagem das quotas, a fração de tempo igual ou superior a 180
(cento e oitenta) dias será considerado 1(um) ano.
Art. 52 - É proibido acumular remuneração de inatividade, observada a legislação pertinente.
Parágrafo único - O disposto neste artigo não se aplica aos bombeiros-militares da reserva
remunerada e aos reformados quanto ao exercício de mandado eletivo, quanto ao de função de magistério ou
de cargo em comissão ou quanto ao contrato para prestação de serviço técnico ou especializados.
Art. 53 - Os proventos da inatividade serão revis tos sempre que, por motivo de alteração de poder
aquisitivo da moeda, se modificarem os vencimentos dos bombeiros-militares em serviço ativo.
Parágrafo único - Ressalvados os casos previstos em lei, os proventos da inatividade não poderão
exceder à remuneração percebidas pelo bombeiro-militar da ativa no posto ou na graduação correspondente
aos dos seus proventos.

Seção III
Da P romoção
Art. 54 - O acesso na hierarquia do CBERJ, fundamentado principalmente no valor moral e
profissional, é seletivo, gradual e sucessivo e s erá feito mediante promoções, de conformidade com a
legis lação e regulamentação de promoções de Oficiais e praças, de modo a obter-se um fluxo regular e
equilibrado de carreira para os bombeiros-militares.
§ 1º - O planejamento da carreira dos Oficiais e Praças é atribuição do Comandante-Geral do
CBERJ.
§ 2º - A promoção é um ato administrativo e tem como finalidade básica a seleção dos bombeiros-
militares para o exercício de funções pertinentes ao grau hierárquico s uperior.
Art. 55 - As promoções serão efetuadas pelos critérios de antigüidade, merecimento ou, ainda, por
bravura e "pos t-mortem".
§ 1º - Em casos extraordinários e independentemente de vagas poderá haver promoções em
ressarcimento de preterição.
§ 2º - A promoção do bombeiro-militar feita em ressarcimento de preterição será efetuada segundo
os critérios de antigüidade ou merecimento, recebendo ele o número que lhe competir na escala hierárquica
como se houvesse s ido promovido, na época devida, pelo critério em que s eria feita sua promoção.
CBMERJ - EMG 157 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 56 - Não haverá promoção de bombeiro-militar por ocasião de sua transferência para a reserva
remunerada ou reforma.
Art. 57 - A fim de manter a renovação, o equilíbrio e a regularidade de acesso nos diversos Quadros,
haverá anual e obrigatoriamente um número fixado de vagas à promoção, nas proporções a seguir indicadas:
I - Coronéis - 1/9 dos respectivos Quadros;
II - Tenentes-Coronéis - 1/15 dos respectivos Quadros;
III - Majores - 1/16 dos respectivos Quadros;
IV - Nos Quadros de que trata o item 2 do inciso I do art. 99;
1 - Oficiais do último posto previs to na hierarquia do seu Qua
dro: 1/10 do respectivo Quadro;
2 - Oficiais do penúltimo posto previsto na hierarquia do seu Quadro: 1/12 do respectivo Quadro.
§ 1º - O número de vagas para promoção obrigatória em cada ano-base para os postos relativos aos
incisos I, II, III e IV deste artigo, será fixado pelo Comandante-Geral até o dia 15 de janeiro do ano seguinte.
§ 2º - As frações que resultarem da aplicação das promoções estabelecidas neste artigo serão
adicionadas, cumulativamente, aos cálculo correspondentes dos anos seguintes, até completar-se pelo menos
1 (um) inteiro que, então será computado para obtenção de uma vaga obrigatória.
§ 3º - As vagas serão consideradas abertas:
a) na data de assinatura do ato que promover, passar para a inatividade, transferir de Quadro, demitir
ou agregar o bombeiro-militar;
b) na data fixada nas Lei de Promoções de Oficiais (LPO) da ativa do CBERJ ou seus regulamentos,
em casos nele indicados; e
c) na data oficial do óbito do bombeiro-militar.
* Lei nº 1011, de 08 de julho de 1986
..........................................................................................................................
Art. 5º - Fic a ac rescentado o parágrafo 3º ao artigo 57 da Lei nº 880, de 25 de julho de 1985,
com a redação seguinte:
“§ 3º - a fixação do efetivo do Quadro Especial (QE) do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio
de Jane iro calculada com base no efetiv o, a qualquer tempo, v igorar para o Quadro Ordinário (QO) da
mesma C orporação, na proporção de 2 para o QO e 1 para o QE, continuando este em extinção,
aproximando-se a fração para a unidade superior.”

* § 4º - As vagas que vierem a ocorrer no Quadro Especial (QE), a que se refere o artigo 5º da Lei nº
1011, de 8 de julho de 1986, serão transferidas, automaticamente, para o Quadro Ordinário (QO) do Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.
* Parágrafo acrescido pela Lei nº 1574, de 28 de novembro de 1989.

Seção IV
Das Férias e de Outros Afastamentos
Temporários do Serviço
Art. 58 - Férias são afastamentos totais do serviço, anual e obrigatoriamente concedidos aos
bombeiros-militares para descans o, ...VET ADO ...
§ 1º - A duração das férias anuais será de 30 (trinta) dias.
§ 2º - Compete ao Comandante-Geral do CBERJ regulamentar a concessão de férias.
§ 3º - A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de licença para tratamento de s aúde,
licença especial, nem por punição anterior decorrente de transgressão disciplinar, ou pelo estado de guerra,
ou para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não anula o direito àquelas licenças.
§ 4º - Somente em cas os de interesse da Segurança Nacional, de manutenção da ordem, do serviço, de
transferência para inatividade, ou para cumprimento de punição decorrente de transgress ão disciplinar de
natureza grave e em caso de baixa a hospital, os bombeiros-militares terão interrompido ou deixarão de
gozar, na época prevista, o período de férias a que tiverem direito, registrando-se o fato em seus
assentamentos.
CBMERJ - EMG 158 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 5º - Na impossibilidade de gozo de férias no ano seguinte pelos motivos previstos no parágrafo


anterior, ressalvados os casos de transgressão disciplinar de natureza grave, o período de férias não gozado
será computado dia-a-dia, pelo dobro, no momento da passagem do bombeiro-militar para a inatividade e,
nesta situação, para todos os efeitos legais.
Art. 59 - Os bombeiros-militares têm direito, ainda, aos seguintes períodos de afastamento total do
serviço, obedecidas as disposições legais e regulamentares, por motivo de:
I - núpcias: 8 (oito) dias;
II - luto: 8 (oito) dias;
III - instalação: até 10 (dez) dias; e
IV - trânsito: até 15 (quinze) dias.
Parágrafo único - O afastamento do serviço por motivo de núpcias ou luto será concedido, no
primeiro caso, se solicitado, por antecipação à data do evento, e, no segundo caso, tão logo a autoridade, à
qual estiver s ubordinado o BM, tenha conhecimento do óbito.
Art. 60 - As férias e os afastamentos mencionados no artigo anterior são concedidos com a
remuneração prevista na legislação própria e computados como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos
legais.

Seção V
Das Licenças
Art. 61 - A licença é a autorização para o afastamento total do serviço, em caráter temporário,
concedido ao bombeiro-militar, obedecida as disposições legais e regulamentares.
§ 1º - A licença pode ser:
a) especial;
b) para tratar de interesse particular;
c) para tratamento de saúde de pessoa da família;
d) para tratamento de saúde própria.
§ 2º - A remuneração do bombeiro-militar licenciado será regulada em legislação própria.
§ 3º - A concessão de licença é regulada pelo Comandante-Geral do CBERJ.
Art. 62 - A licença especial é a autorização para o afastamento total do serviço, relativa a cada
decênio de tempo de efetivo s erviço prestado na Corporação, concedida ao bombeiro-militar que a requeira,
sem que impliquem qualquer restrição para a sua carreira.
§ 1º - a licença especial tem a duração de 6 (seis) meses, a ser gozada de uma só vez, podendo ser
parcelada em 2 (dois) ou 3 (três) meses, quando solicitado pelo interessado e julgado conveniente pelo
Comandante-Geral do CBERJ.
§ 2º - O período de licença especial não interrompe a contagem de tempo de serviço.
§ 3º - Os períodos de licença es pecial não gozados pelo bombeiro-militar são computados em dobro
para fins exclusivo de contagem de tempo para a passagem à inatividade e, nes ta situação, para todos os
efeitos legais.
§ 4º - A licença especial não é prejudicada pelo gozo anterior de qualquer licença para tratamento de
saúde e para que sejam cumpridos atos de serviço, bem como não anula o direito àquelas licenças.
§ 5º - Uma vez concedida a licença especial, o bombeiro-militar será exonerado do cargo ou
dis pensado do exercício das funções que exercer e ficará à disposição do Órgão de P essoal do CBERJ, adido
à OBM onde servir.
Art. 63 - A licença para tratar de interesse particular é a autorização para o afastamento total do
serviço, concedida ao bombeiro-militar com mais de 10 (dez) anos de efetivo serviço, que a requeira com
aquela finalidade.
Parágrafo único - A licença de que trata este artigo será sempre concedida com prejuízo da
remuneração e da contagem de tempo de efetivo serviço, exceto, quanto a este último, para fins de
indicação para a quota compulsória.

CBMERJ - EMG 159 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 64 - A licença para tratamento de saúde de pessoa da família é a autorização para afastamento
total do serviço, concedida ao bombeiro-militar para dar assistência a seus dependentes legais.
Art. 65 - A licença para tratamento de saúde própria é a autorização para afastamento total do
serviço, concedida ao bombeiro-militar que for julgado incapaz temporariamente por Junta de Saúde da
Corporação.
Art. 66 - As licenças poderão s er interrompidas a pedido ou nas condições estabelecidas neste artigo.
§ 1º - A interrupção da licença especial ou da licença para tratar de interesse particular poderá
ocorrer:
a) em caso de mobilização e es tado de guerra;
b) em caso de decretação de estado de emergência ou de es tado de sítio;
c) em caso de emergente necessidade da s egurança pública;
d) para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade individual;
e) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulado pelo Comandante-Geral do CBERJ; e
f) em caso de denúncia ou de pronúncia em processo criminal ou indiciação em inquérito policial-
militar, a juízo da autoridade que efetivou a denúncia, a pronúncia ou a indiciação.
§ 2º - A interrupção de licença para tratamento de interesse particular será definitiva quando o
bombeiro-militar for reformado ou trans ferido "ex-officio" para a reserva remunerada.
§ 3º - A interrupção da licença para tratamento de saúde de pessoa da família, para cumprimento de
pena disciplinar que importe em restrição da liberdade individual, será regulada pelo Comandante-Geral do
CBERJ.

Da Pensão de Bombeiro-Militar
Art. 67 - A pensão de bombeiro-militar destina-se a amparar os beneficiários do bombeiro-militar
falecido ou extraviado e será paga conforme o disposto em legislação própria.
Art. 68 - A pensão de bombeiro-militar defere-se nas prioridades e condições estabelecidas em
legis lação própria.

CAPÍTULO II
Das Prerrogativas
Seção I
Constituição e Enumeração
Art. 69 - As prerrogativas dos bombeiros-militares são cons tituídas pelas honras, dignidade e
dis tinções devidas aos graus hierárquicos e cargos.
Parágrafo-único - São prerrogativas dos bombeiros-militares:
a) uso de título, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas de bombeiros-militares, correspondentes
ao posto ou graduação, quadro ou cargo;
b) honras, tratamentos e sinais de respeito que lhe sejam assegurados em leis e regulamento;
c) cumprimento de pena de prisão, ou detenção somente em OBM, cujo Comandante ou Chefe ou
Diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso ou detido; e
d) julgamento em foro especial, nos crimes militares.
Art. 70 - Somente em caso de flagrante delito o bombeiro-militar poderá ser preso por autoridade
policial, ficando esta obrigada a entregá-lo imediatamente à autoridade de bombeiro-militar mais próxima, só
podendo retê-lo, na delegacia ou posto policial, durante o tempo necessário à lavratura do flagrante.
§ 1º - ...VET ADO...
§ 2º - Se durante o processo e julgamento no foro civil, houver perigo de vida para qualquer preso
bombeiro-militar, O Comandante-Geral do CBERJ, providenciará os entendimentos com a autoridade
judiciária, visando à guarda dos pretórios ou tribunais ... VETADO ...

Seção II

CBMERJ - EMG 160 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Do Uso dos Uniformes


Art. 71 - Os uniformes do CBERJ, com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos
bombeiros-militares e s imbolizam a autoridade de bombeiro-militar com as prerrogativas quer lhe são
inerentes.
Parágrafo único - Constituem crimes previstos na legislação específica o desrespeito aos uniformes,
dis tintivos, insígnias e emblemas de bombeiros-militares, bem como seu uso por quem a eles não tiver
direito.
Art. 72 - O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e emblemas, bem como os modelos,
descrição, compos ição, peças acessórias e outras dispos ições, são estabelecidos na regulamentação própria do
CBERJ.
*Ver: Decreto nº 4.031, de 24 de abril de l981 - Regulamento de Uniformes(RUCBERJ)
§ 1º - É proibido ao bombeiro-militar o uso dos uniformes:
a) em reuniões, propagandas ou qualquer outra manifestação de caráter político-partidária;
b) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares, a cerimônias cívicas de caráter
particular, desde que autorizado; e
c) no estrangeiro, quando em atividades não relacionadas com a missão de bombeiro-militar, salvo
quando expressamente determinado ou autorizado.
§ 2º - Os bombeiros-militares na inatividade, cuja conduta possa ser consideradas como ofensiva à
dignidade da classe, poderão ser definitivamente proibidos de usar uniformes, por decisão do Comandante-
Geral do CBERJ.
Art. 73 - O bombeiro-militar fardado tem as obrigações corres pondentes ao uniforme que use e aos
dis tintivos, aos emblemas ou às insígnias que ostente.
Art. 74 - É vedado a qualquer elemento civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar
dis tintivos, insígnias ou emblemas que poss am ser confundidos com os adotados no CBERJ.
Parágrafo único - São responsáveis pela infração das disposições deste artigo, além dos indivíduos
que a tenham cometido, os diretores ou chefes de repartições, organizações de qualquer natureza, firmas ou
empregadores, empresas ou instituições ou departamentos que tenham adotado ou consentido sejam usados
uniformes ou ostentados distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com o adotado no
CBERJ.

TÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES DIVERSAS
CAPÍTULO I
DAS SITUAÇÕES ESPECIAIS
Seção I
Da Agregação
Art. 75 - A agregação é a situação na qual o bombeiro-militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala
hierárquica de seu Quadro ou Qualificação, nela permanecendo s em número.
Art. 76 - O bombeiro-militar será agregado e considerado para todos os efeitos legais como em
serviço ativo, quando:
I - for nomeado ou designado para exercer cargo ou função de bombeiro-militar, ou considerado de
interesse ou de natureza de bombeiro-militar, fora do âmbito da Corporação;
II - for posto à disposição exclusiva de outra Corporação para ocupar cargo de bombeiro-militar;
III - aguardar transferência “ex-officio” para a reserva remunerada, por ter sido enquadrado em
quaisquer dos requisito que a motivaram; e
IV - o órgão competente para formalizar o respectivo processo tiver conhecimento oficial do pedido
de transferência do bombeiro-militar para a reserva remunerada.
§ 1º - A agregação de bombeiro-militar , no caso do inciso I e II é contada a partir da data de
assunção do novo cargo ou função, até o regresso ao CBERJ ou a transferência “ex-officio” para a reserva
remunerada.

CBMERJ - EMG 161 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 2º - A agregação de bombeiro-militar, no caso do inciso III, é contada a partir da data indicada no


ato que torna público o respectivo evento.
§ 3º - A agregação de bombeiro-militar, no caso do inciso IV, é contada a partir da data indicada no
ato que torna pública a comunicação oficial, até a transferência para a reserva remunerada.
Art. 77 - O bombeiro-militar será agregado quando for afastado, temporariamente, do serviço ativo
por motivo de :
I - ter sido julgado incapaz temporariamente, após 1 (um) anos contínuo de tratamento de saúde;
II - haver ultrapassado 1 (um) ano contínuo em licença para tratamento de saúde própria;
III - haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratar de interesse particular;
IV - haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratamento de saúde de pessoa da
família;
V - ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o processo de reforma;
VI - ter s ido considerado oficialmente extraviado;
VII - haver sido esgotado o prazo que carateriza o crime de deserção previsto no Código P enal
Militar, se Oficial ou P raça com estabilidade assegurada;
VIII - como desertor, ter-se apresentado voluntariamente, ou ter sido capturado, e reincluido a fim de
ser ver processar;
IX - se ver processar, após ficar exclusivamente à dispos ição da Justiça Comum;
X - ter sido condenado à pena restritiva de liberdade superior a 6 (seis) mes es, em sentença transitada
em julgado, enquanto durar a execução, excluído o período de sua suspensão condicional, se concedida esta ,
ou até ser declarado indigno de pertencer ao CBERJ ou com ele incompatível;
XI - ter sido condenado à pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função
previstas no Código Penal Militar;
XII - ter passado à dispos ição de qualquer Ministério Civil, de órgãos do Governo Federal, dos
Governos Estaduais, dos T erritórios, do Distrito Federal ou dos Municípios, para exercer função de natureza
civil;
XIII - ter sido nomeado para qualquer cargo público civil temporário, não eletivo, inclusive da
administração indireta;
XIV - ter-se candidatado a cargo eletivo desde que conte 5 (cinco) ou mais anos de serviço.
§ 1º - A agregação de bombeiro-militar nos casos dos incis os I, II, III e IV, é contada a partir do
primeiro dia após os respectivos prazos e enquanto durar o evento.
§ 2º - A agregação de bombeiro-militar nos casos dos incisos V, VI, VII, VIII, IX, X e XI é contada a
partir da data indicada no ato que tornar público o respectivo evento;
§ 3º - A agregação de bombeiro-militar nos caso dos incisos XII e XIII é contada a partir da data de
assunção do novo cargo até o regresso ao CBERJ ou transferência “ex-officio” para a reserva remunerada.
§ 4º - A agregação de bombeiro-militar no caso do inciso XIV é contada a partir da data do registro
como candidato, até sua diplomação ou seu regresso ao CBERJ, se não houver sido eleito.
§ 5º - Aplicam-s e aos bombeiros-militares agregados na forma dos incisos do presente artigo, as
res trições legais impostas ao pessoal das forças Armadas quando nas mesmas situações.
§ 6º - O bombeiro-militar agregado por ter passado a exercer cargo ou emprego público civil
temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta, ou por ter passado à disposição de Ministério
Civil, de Órgãos do Governo Federal, dos Governos Estaduais, dos Territórios, do Distrito Federal ou
Municipais, para exercer função de natureza civil, será transferido “ex-officio” para a reserva remunerada, ao
ultrapassar 02 (dois ) anos de afastamento, contínuos ou não.
Art. 78 - O bombeiro-militar agregado fica sujeito às obrigações disciplinares concernentes às suas
relações com outros bombeiros-militares, militares e autoridades civis, salvo quando titular de cargo que lhe
dê precedência funcional sobre outros bombeiros-militares ou militares mais graduados ou mais antigos.
Art. 79 - O bombeiro-militar agregado fica adido, para efeito de alterações e remuneração, à
Organização de bombeiro-militar que lhe for des ignada, continuando a figurar no respectivo registro, sem
número, no lugar que até então ocupava com a abreviatura “Ag” e anotações esclarecedora de sua situação.

CBMERJ - EMG 162 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 80 - A agregação se faz por ato do Governador do estado, para os Oficiais, e pelo Comandante-
Geral do CBERJ para as P raças.

Seção II
Da Reversão
Art. 81 - Reversão é o ato pelo qual o bombeiro-militar agregado retorna ao res pectivo Quadro ou
Qualificação, tão logo cesse o motivo que determinou a sua agregação voltando a ocupar o lugar que lhe
competir na respectiva escala numérica, na primeira vaga que ocorrer, observado o disposto no § 3º do art.
101.
Parágrafo único - A qualquer tempo poderá ser determinada a reversão do bombeiro-militar agregado,
nos casos previstos nos incisos IX, XII, e XIII do art. 77.
Art. 82 - A reversão será efetuada mediante ato do Governador do Estado ou do Comandante-Geral
do CBERJ, quando se tratar, respectivamente, de Oficiais ou de Praças.

Seção III
Do Excedente
Art. 83 - E xcedente é a situação transitória a que, automaticamente, passa o bombeiro-militar que:
I - tendo cessado o motivo que determinou a sua agregação, reverta ao respectivo Quadro ou
Qualificação, estando com seu efetivo completo;
II - aguarde a colocação a que faz jus na escala hierárquica, após haver sido transferido de
Quadro ou Qualificação, estando o mesmo com o seu efetivo completo;
III - é promovido por bravura, sem haver vaga;
IV - é promovido indevidamente;
V - sendo o mais moderno da respectiva escala hierárquica, ultrapasse o efetivo de seu Quadro ou
Qualificação, em virtude de promoção de outro bombeiro-militar em ressarcimento de preterição; e
VI - tendo cessado o motivo que determinou a sua reforma por incapacidade definitiva, retorna ao
res pectivo Quadro ou Qualificação, estando este com seu efetivo completo.
Parágrafo único - O bombeiro-militar cuja s ituação é a de excedente, salvo o indevidamente
promovido, ocupa a mesma pos ição relativa, em antigüidade, que lhe cabe na escala hierárquica, com a
abreviatura “Exced” e receberá o número que lhe competir em conseqüência da primeira vaga que se
verificar, observado o disposto no § 3º do art. 101.
Art. 84 - O bombeiro-militar, cuja situação é de excedente, é considerado, para todos os efeitos, como
em serviço ativo, e concorre, respeitados os requisitos legais, em igualdade de condições e sem nenhuma
res trição, a qualquer cargo de bombeiro-militar, bem como à promoção e a quota compulsória, quando for o
caso.
Art. 85 - O bombeiro-militar promovido por bravura, sem haver vaga, ocupará a primeira vaga aberta,
deslocando o critério de promoção a ser seguido para a vaga seguinte, observado o disposto no § 3º do art.
101.
Art. 86 - O bombeiro-militar promovido indevidamente só contará antigüidade e receberá o número
que lhe competir na escala hierárquica, quando a vaga a que deverá preencher corresponder ao critério pelo
qual deveria ter sido promovido, desde que satisfaça aos requisitos para a promoção.

Seção IV
Do Exercício de funções
Art. 87 - São considerados no exercício de função de bombeiro-militar os bombeiros-militares da
ativa que desempenham um dos cargos a seguir especificados :
I - os estabelecidos no âmbito do CBE RJ;
II - os estabelecidos no âmbito da Organização de Bombeiro-Militar à qual foi posto à disposição;
III - os de instrutor ou aluno da Escola Nacional de Informações e da Academia de P olícia Federal.

CBMERJ - EMG 163 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 88 - São considerados no exercício de função de natureza de Bombeiro-Militar ou de interesse de


bombeiro-militar, os bombeiros -militares da ativa nomeados ou designados para:
I - Gabinete Militar do Governador do Estado;
II - Gabinete do Vice-Governador;
III - Órgãos da Justiça Militar;
IV - Órgãos do Sistema de Defesa Civil e outros, a critério do Comandante-Geral do CBERJ,
mediante autoriização do Governador do Estado.
* Parágrafo único- O período de exercício de função de natureza ou de interesse de bombeiro-militar,
de que trata este artigo, satisfeita as condições legais, poderá ser cons iderado pelo Comandante -Geral, após
autorização do Governador, como sendo de arregimentação, para ingresso nos Quadros de Acesso por
merecimento e antiguidade.
* Alterado pela Lei nº 1828, de 2 de julho de 1991.
Art. 89 - O bombeiro-militar no desempenho de cargo não es pecificados nos arts. 87 e 88 deste
Estatuto é considerado no exercício de função de natureza civil.
§ 1º - O período passado pelo bombeiro-militar em função de natureza civil somente poderá ser
computado como tempo de serviço para promoção por antigüidade e transferência para a inatividade.
§ 2º - O período a que se refere o parágrafo anterior não poderá ser computado como tempo de
serviço arregimentado.

Seção V
Do Ausente e do Desertor
Art. 90 - É cons iderado ausente o bombeiro-militar que, por mais de 24 (vinte e quatro) horas
consecutivas :
I - deixar de comparecer à sua OBM, sem comunicar qualquer motivo de impedimento;
II - ausentar-se, sem licença, da OBM onde serve ou local onde deve permanecer.
Parágrafo único - Decorrido o prazo mencionado neste artigo, serão observadas as formalidades
previstas em legis lação específica.
Art. 91 - O bombeiro-militar é considerado desertor nos casos previstos na legislação penal militar.

Seção VI
Do Desaparecimento e do Extraviado
Art. 92 - É considerado desaparecido o bombeiro-militar da ativa que no desempenho de qualquer
serviço, em viagem, em operação de bombeiro-militar ou em caso de calamidade pública, tiver paradeiro
ignorado por mais de 8 (oito) dias.
Parágrafo único - A situação de desaparecimento só será considerada quando não houver indício de
deserção.
Art. 93 - o bombeiro-militar que, na forma do artigo anterior, permanecer des aparecido por mais de
30 (trinta) dias, será cons iderado oficialmente extraviado.

CAPÍTULO II
DA EXCLUSÃO DO SERVIÇO ATIVO
Seção I
Da Oco rrência
Art. 94 - A exclusão do serviço ativo do CBERJ e o conseqüente desligamento da OBM a que estiver
vinculado o bombeiro-militar, decorre dos seguintes motivos:
I - transferência para a reserva remunerada;
II - reforma;
III - demissão;
CBMERJ - EMG 164 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

IV - perda do posto e da patente;


V - licenciamento;
VI - exclusão por incapacidade moral ou a bem da disciplina;
VII - deserção;
VIII - falecimento; e
IX - extravio.
Parágrafo único - A exclusão do serviço ativo será processada após a expedição de ato do Governador
do Estado, quando Oficial, ou do Comandante-Geral do CBERJ, quando praça.
Art. 95 - O bombeiro-militar da ativa enquadrado em um dos itens I, II e V do artigo anterior, ou
demissionário a pedido, continuará no exercício de suas funções até ser desligado da OBM em que serve.
§ 1º - O desligamento do bombeiro-militar da OBM em que serve deverá ser feito após a publicação
em Diário Oficial, ou em Boletim da Corporação, do ato oficial correspondente e não poderá exceder de 45
(quarenta e cinco) dias da data da primeira publicação oficial.
§ 2º - Ultrapassado o prazo a que se refere o parágrafo anterior, o bombeiro-militar será considerado
desligado da organização a que estiver vinculado, deixando de contar tempo de serviço para fins de
transferência para a inatividade.

Seção II
Da Transferência Para a Reserva Remunerada
Art. 96 - A passagem do bombeiro-militar à situação de inatividade, mediante transferência para a
reserva remunerada, se efetua:
I - a pedido; e
II - “ex-officio”.
Art. 97 - A transferência do bombeiro-militar para a reserva remunerada pode ser suspensa na
vigência do estado de guerra, estado de sítio, estado de emergência ou em caso de mobilização.
Art. 98 - A transferência para a reserva remunerada; a pedido, será concedida, mediante
requerimento, ao bombeiro-militar que contar, no mínimo 30 (trinta) anos de serviço.
§ 1º - O oficial da ativa pode também pleitear transferência para a reserva remunerada mediante
inclusão voluntária na quota compulsória.
§ 2º - No caso do bombeiro-militar haver realizado qualquer curso ou estágio de duração superior a 6
(seis ) meses, por conta do Estado, no exterior, sem haver decorrido 3 (três) anos de seu término, a
transferência para a reserva remunerada só será concedida mediante indenização de todas as despesas
correspondentes a realização do curso ou es tágio, inclusive as diferenças de vencimentos.
§ 3º - Não será concedida transferência para a reserva remunerada, a pedido, ao bombeiro-militar que:
a) estiver respondendo a inquérito ou a processo em qualquer jurisdição; e
b) estiver cumprindo pena de qualquer natureza.
Art. 99 - A transferência “ex-officio” para a reserva remunerada verificar-se-á sempre que o
bombeiro-militar incidir em um dos s eguintes casos:
I - atingir as seguintes idades limites:
1 - nos Quadros de Oficias Combatentes (QOC):
Postos Idades
Coronel BM...................................................... 59 anos
Tenente-Coronel BM.......................................... 56 anos
Major BM.......................................................... 52 anos
Capitão BM. e Oficiais subalternos..................... 48 anos
2 - nos demais Quadros de Oficiais existentes no CBERJ e não constantes do item 1 deste
inciso:
Postos Idades
Coronel BM................................................... 59 anos
CBMERJ - EMG 165 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Tenente-Coronel BM....................................... 58 anos


Major BM...................................................... 57 anos
Capitão BM................................................... 56 anos
Primeiro Tenente BM..................................... 54 anos
Segundo T enente BM...................................... 52 anos
3 - nas Qualificações de P raças:
Graduações Idades
Subtenente BM.............................................. 56 anos
1º Sargento BM............................................. 55 anos
2º Sargento BM............................................. 54 anos
3º Sargento BM............................................. 53 anos
* Cabo e Soldado BM....................................... 51 anos
*Ver: Lei nº 2238, de 17 de março de 1994 - Assegura a permanência no serv iço ativo
até completarem 30 (trinta) anos de serv iço aos Cabos e Soldados do C BERJ.
II - Ultrapassar o Oficial Superior:
* 1 - 6 (seis) anos de permanência no último posto previsto na hierarquia do seu Quadro, desde
que conte 30 (trinta) anos ou mais de efetivo serviço, com excessão dos Coronéis BM nomeados para exercer
os cargos de Secretário de Estado da Defesa Civil (Comandante-Geral), Subsecretário de Estado da Defesa
Civil e Chefe do Estado-Maior -Geral do Corpo de Bombeiros (Subcomandante Geral);
*Alte rado pela Lei nº 1908, de 11 de dezembro de 1991.
2 - 4 (quatro) anos de permanência no último posto previsto na hierarquia do seu Quadro,
desde que conte 35 (trinta e cinco) anos ou mais de efetivo serviço;
III - Ultrapassar o Oficial intermediário 5 (cinco) anos no último posto previsto na hierarquia de seu
Quadro, desde que conte 30 (trinta) anos ou mais de efetivo serviço;
IV - for o Oficial abrangido pela quota compulsória;
V - for a praça abrangida pela quota compulsória, na forma a ser regulada pelo Governador do
Estado, por proposta do Comandante-Geral do CBERJ;
VI - for o Oficial considerado não habilitado para o acesso em caráter não definitivo, no
momento em que vier a ser objeto de apreciação para ingresso em Quadro de Acesso;
VII - deixar o Tenente-Coronel BM de figurar no Quadro de Acess o, pelo número de vezes fixado na
legis lação de promoção, se em cada um deles tenha entrado Oficial mais moderno do respectivo Quadro,
desde que conte 28 (vinte e oito) ou mais de efetivo serviço;
VIII - ultrapassar 2 (dois) anos, contínuos ou não, em licença para tratar de interesse particular;
IX - ultrapassar 2 (dois) anos contínuos em licença para tratamento de saúde de pessoa de sua
família;
X - passar a exercer cargo ou emprego público permanente, estranho à sua carreira, cujas
funções sejam de magistério;
XI - ultrapassar 2 (dois ) anos de afastamento, contínuo ou não, agregado em virtude de ter
passado a exercer cargo ou emprego público civil temporário, não eletivo, inclusive da administração indireta
ou por ter passado à disposição de Ministério Civil, de Órgãos do governo Federal, dos governos Estaduais,
dos T erritórios, do Distrito Federal ou M unicipais, para exercer função de natureza civil, na forma definida
no art. 89 deste Es tatuto;
XII - ser diplomado em ca rgo eletivo, na forma da alínea b, parágrafo único, do art. 47.
§ 1º - A transferência para a reserva remunerada processar-se-á à medida em que o bombeiro-militar
for enquadrado em um dos incisos deste artigo, salvo quanto à excessão prevista no item 1 do inciso II, casos
em que a transferência para a Reserva remunerada será processada quando da exoneração dos ocupantes
daqueles cargos, desde que, na hipótese do inciso II, tenham completado os tempos estabelecidos neste
inciso, excetuado, também o previsto no inciso IV, caso em que será processada na primeira quinzena de
março.
*Alte rado pela Lei nº 1908, de 11 de dezembro de 1991.

CBMERJ - EMG 166 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

§ 2º - A transferência para a reserva remunerada do bombeiro-militar enquadrado no inciso X deste


artigo será efetivada no posto ou na graduação que tinha na ativa, podendo acumular os proventos a que fizer
jus na inatividade com a remuneração do cargo ou emprego público para o qual foi nomeado ou admitido.
§ 3º - A nomeação do bombeiro-militar para os cargos ou empregos públicos de que tratam os incisos
X e XI deste artigo somente poderá ser feita:
a) pela autoridade federal competente, mediante requisição ao Governador do Estado, quando o cargo
for de alçada Federal; e
b) pelo Governador do Es tado ou mediante sua autorização nos demais casos.
§ 4º - Enquanto o bombeiro-militar permanecer no cargo de que trata o incis o XI:
a) é-lhe assegurada a opção entre a remuneração do cargo ou emprego público e a do posto ou da
graduação;
b) somente poderá ser promovido por antigüidade; e
c) o tempo de serviço é contado apenas para aquela promoção e para a trans ferência para a
inatividade.
Art. 100 - A quota compulsória, a que se refere o inciso IV do artigo anterior, é destinada a assegurar
a renovação, o equilíbrio, a regularidade de acesso e a adequação dos efetivos da Corporação.
Art. 101 - Para assegurar o número de vagas à promoção na forma estabelecida no art. 57, quando
este número não tenha sido alcançado com as vagas ocorridas durante o ano-base aplicar-se-á quota
compulsória as que se refere o artigo anterior.
§ 1º - A quota compulsória é calculada deduzindo-se das vagas fixadas para o ano base para um
determinado posto:
a) as vagas fixadas para o pos to imediatamente superior no referido ano-base;
b) as vagas havidas durante o ano-base e abertas a partir de 1º de janeiro até 31 de dezembro,
inclusive.
§ 2º - Não estarão enquadrados na alínea b do parágrafo anterior as vagas que:
a) resultarem da fixação de quota compulsória para o ano anterior ao ano-base;
b) abertas durante o ano-base tiverem sido preenchidas por Oficiais excedentes nos Quadros ou que a
eles houverem revertido em virtude de terem cessado as causas que deram motivo à agregação, observado o
dis pos to no § 3º deste artigo.
§ 3º - As vagas decorrentes das promoções efetivadas nos diversos postos, em face daquela aplicação
inicial, não serão preenchidas por Oficiais excedentes ou agregado que reverterem em virtude de haverem
cessado as causas da agregação.
§ 4º - As quotas compulsórias só serão aplicadas quando houver no posto imediatamente abaixo
Oficiais que satisfaçam as condições de acesso.
Art. 102 - A indicação dos Oficiais para integrarem a quota compulsória obedecerá às seguintes
condições:
I - inicialmente, serão apreciado os requerimentos apresentados pelos Oficiais da ativa que, contando
mais de 20 (vinte) anos de tempo de serviço, requererem sua inclus ão na quota compulsória, dando-se
atendimento, por prioridade em cada posto, aos mais idosos; e
II - se o número de Oficiais voluntários na forma do inciso I não atingir o total de vagas da quota
fixada em cada posto, esse total será computado, “ex-officio”, pelos Oficiais que:
* 1 - contarem, no mínimo 28 (vinte e oito) anos de efetivo serviço.
* Alteração e redação dada pela Lei nº 1.337, de 23 de ago 88.

2 - poss uírem inters tício para promoção, quando for o caso;


3 - integrarem as faixas dos que concorrem à constituição dos Quadros de Acesso por
antigüidade ou merecimento; e
4 - s atisfizerem as condições dos itens 1, 2 e 3, na seguinte ordem de prioridade:
a) não possuírem as condições regulamentares para a promoção, ressalvada a incapacidade
física até 6 (seis) meses contínuos ou 12 (doze) meses descontínuos; dentre eles os de menor merecimento a

CBMERJ - EMG 167 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

ser apreciado pelo órgão competente do CBERJ; em igualdade de merecimento, os de mais idade e, em caso
de mesma idade, os mais modernos;
b) deixarem de integrar os Quadros de Acess o por merecimento, pelo maior número de vezes
no posto, quando neles tenha entrado Oficial mais moderno; em igualdade de condições, os de menor
merecimento, a ser apreciado pelo órgão competente do CBERJ, em igualdade de merecimento, os de mais
idade e, em caso da mesma idade, os mais modernos; e
c) forem os de mais idade e, no caso de mes ma idade, os mais modernos.
§ 1º - Aos Oficiais excedentes e aos agregado aplicam-se as disposições deste artigo e os que forem
relacionados para a compulsória serão transferidos para a reserva remunerada juntamente com os demais
componentes da quota, não sendo computados, entretanto, no total das vagas fixadas.
§ 2º - Computar-se-á para fins de aplicação da quota compulsória, no caso previsto no item 1 do
inciso III deste artigo, como tempo de serviço, o acréscimo a que se refere o incis o II do artigo 135.
§ 3º - Nos Quadros a que se refere o inciso I, item 2, do art. 99 só poderão ser atingido pela quota
compulsória os Cap BM e 1º Ten BM que tiverem no mínimo 28 (vinte e oito) anos de efetivo serviço.
Art. 103 - O órgão competente do CBERJ organizará, até o dia 31 (trinta e um) de janeiro de cada
ano, a lista dos Oficiais destinados a integrarem a quota compulsória, na forma do artigo anterior.
§ 1º - Os Oficiais indicados para integrarem a quota compulsória anual serão notificados
imediatamente e terão, para apres entar recurso contra essa medida, o prazo previsto na alínea “a” do § 1º do
art. 46.
§ 2º - Não serão relacionados para integrarem a quota compulsória os Oficiais que es tiverem
agregados por terem sido declarados extraviados ou desertores.
§ 3º - A quota compulsória só será aplicada a partir de 1986, com ano-base de 1985.

Seção III
Da Reforma
Art. 104 - A passagem do bombeiro-militar à situação de inatividade, mediante reforma, se efetua
“ex-officio”.
Art. 105 - A reforma de que trata o artigo anterior será aplicada ao bombeiro-militar que:
I - atingir as seguintes idades limites de permanência na reserva remunerada:
1 - para Oficial Superior, 64 anos;
2 - para Capitão e Oficial Subalterno, 60 anos; e
3 - para Praças, 58 anos.
II - for julgado incapaz definitivamente para o serviço ativo do CBERJ;
III - estiver agregado por mais de 2 (dois) anos por ter sido julgado incapaz, temporariamente,
mediante homologação de Junta Superior de Saúde, ainda que se trate de moléstia curável;
IV - for condenado à pena de reforma, prevista no Código Penal Militar, por sentença transitada
em julgado;
V - sendo Oficial, a tiver determinada pelo Tribunal de J us tiça do Estado, em julgamento por ele
efetuado em conseqüência de Conselho de Justificação a que foi submetido; e
VI - sendo Aspirante-a-Oficial BM ou Praça com estabilidade assegurada, for tal indicado, ao
Comandante-Geral do CBERJ, em julgamento de Conselho de Disciplina.
Parágrafo único - O bombeiro-militar reformado, com base nos incisos V ou VI, só poderá readquirir
a situação de bombeiro-militar anterior:
a) no caso do inciso V, por outra sentença do Tribunal de Justiça do Estado e nas condições nela
estabelecidas; e
b)no caso do inciso VI, por decisão do Comandante-Geral do CBERJ.
Art. 106 - Anualmente, no mês de fevereiro, o órgão competente do CBERJ organizará a relação dos
bombeiros-militares que houverem atingido a idade limite de permanência na reserva remunerada, a fim de
serem reformados.

CBMERJ - EMG 168 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Parágrafo-único - A situação de inatividade de bombeiro-militar da reserva remunerada, quando


reformado por limite de idade, não sofre solução de continuidade, exceto quanto às condições de convocação.
Art. 107 - A incapacidade definitiva pode sobrevir em conseqüência de:
I - ferimento recebido no desempenho de atividade-fim de bombeiro-militar ou enfermidade contraída
nessa situação, que nela tenha sua causa eficiente;
* II - acidente em serviço;
*Ver Decreto nº 3.067, de 27 de fevereiro de 1980 - Conceitua Acidente de Serv iço.
III - doença, moléstia ou enfermidade adquirida, com relação de causa e efeitos às condições inerentes
ao serviço;
* IV - tuberculose ativa, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, lepra, paralisia irreversível e
incapacitante, cardiopatia grave, mal de P arkinson, pênfigo, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave e
outras moléstias que a lei indicar com base nas condições da medicina especializada; e
* Lei nº 1493, de 10 de julho de 1989.
“ Art. 1º - fica incluída a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA/AIDS) entre as
moléstias que podem acarretar a reforma dos serv idores militares estaduais, na forma do disposto no art.
104, IV, da Lei nº 443, de 01 de julho de 1981, e do artigo 107, IV, da Lei nº 880, de 25 de julho de
1985.”
V - acidente ou doença, moléstia ou enfermidade, sem relação de causa e efeito com o serviço.
§ 1º - Os casos de que tratam os incisos I, II e III deste artigo serão provados por atestado de origem,
inquérito sanitário de origem, sendo os termos do acidente, baixa ao hospital, papeletas de tratamento nas
enfermarias e hospitais e os registros de baixa, utilizados como meios subsidiários para esclarecer a situação.
§ 2º - Os bombeiros-militares julgados incapazes por um dos motivos constantes do inciso IV deste
artigo, somente poderão ser reformados, após homologação, por Junta Superior de Saúde, da inspeção de
saúde que concluiu pela incapacidade definitiva, obedecida a regulamentação própria do CBERJ.
§ 3º - Nos casos de tuberculose, as Juntas de Saúde deverão basear seus julgamentos,
obrigatoriamente, em observações clínicas, e acompanhadas de repetidos exames subsidiários, de modo a
comprovar, com segurança, a atividade da doença, após acompanhar sua evolução até 3(três) períodos de
6(seis ) meses de tratamento clínico-cirúrgico metódico atualizado e, sempre que necessário, nosocomial,
salvo quando se tratar de formas “grandemente avançadas” no conceito clínico e sem qualquer poss ibilidade
de regressão completa, as quais terão parecer imediato de incapacidade definitiva.
§ 4º - O parecer definitivo a adotar, nos caso de tuberculose, para os portadores de lesões
aparentemente inativas, ficará condicionado a um período de consolidação extranosocomial, nunca inferior a
6 (seis) meses, contados a partir da época da cura.
§ 5º- Considera-se alienação mental todo caso de distúrbio mental ou neuromental grave
persis tente, no qual, esgotados os meios habituais de tratamento, permaneça alteração completa ou
considerável na personalidade, destruindo a autodeterminação do pragmatismo e tornando o indivíduo total e
permanentemente imposs ibilitado para o trabalho.
§ 6º - ficam excluídos do conceito de alienação mental as epilepsias psíquicas e neurológicas, assim
julgadas pelas Juntas de Saúde.
§ 7º - Considera-se paralisia todo o caso de neuropatia grave e definitiva que afete a motilidade,
sensibilidade, troficidade e mais funções nervosas no qual, esgotados os meios habituais de tratamento,
permaneçam distúrbios graves, extensos e definitivos, que tornem o indivíduo total e permanentemente
impossibilitado para o trabalho.
§ 8º - São também equiparados às paralis ias os caso de afecção ósteo-músculo-articulares graves e
crônico (reumatismos graves e crônico ou progressivos e doenças similares ), nas quais, esgotados os meios
habituais de tratamento , permaneçam distúrbios extensos e definitivos, quer ósteo-musculo-articulares
res iduais, quer secundários das funções nervosas, motilidade, troficidade ou mais funções que tornem o
indivíduo total e permanentemente impossibilitado para qualquer trabalho.
§ 9º - são equiparados à cegueira, não só os casos de afecções crônicas, progressivas e incuráveis, que
conduzirão à cegueira total, como também os de visão rudimentar que apenas permitam a percepção de
vultos, não suscetíveis de correção de lentes, nem removíveis por tratamento médico-cirurgico.
Art. 108 - O bombeiro-militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos motivos
constantes dos incisos I, II, III e IV do artigo anterior, será reformado com qualquer tempo de serviço.
CBMERJ - EMG 169 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 109 - O bombeiro-militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos motivos
constantes do inciso I do art. 107, será reformado com a remuneração calculada com base no soldo
correspondente ao grau hierárquico imediato ao que possuir na ativa.
* § 1º - Aplica-se o disposto neste artigo aos casos previstos nos incisos II, III e IV do art. 107.
* Alterado pela Lei nº 1011, de 8 de julho de 1986.
§ 2º - Considera-se, para efeito deste artigo, grau hierárquico imediato:
a) o de Primeiro Tenente BM, para Aspirante-a-Oficial BM e Subtenente BM;
b) o de Segundo Tenente BM, para P rimeiro Sargento BM, Segundo Sargento BM e de Terceiro
Sargento BM; e
c) o de Terceiro Sargento BM, para Cabo BM e Soldado BM.
§ 3º - Aos benefícios previstos neste artigo e s eus parágrafo poderão ser acrescidos outros relativos à
remuneração, estabelecidos em leis tanto específicas como peculiares, desde que o bombeiro-militar, ao ser
reformado, já satisfaça às condições por elas exigidas.
§ 4º - O direito do bombeiro-militar previsto no art. 45, inciso II, independerá de qualquer dos
benefícios referidos no “caput” e no § 1º deste artigo, ressalvado o disposto no parágrafo único do art. 149.
§ 5º - Quando a praça fizer jus ao direito previsto no art. 45, inciso II, e, conjuntamente, a um dos
benefícios as que se refere o parágrafo anterior, aplicar-se-á somente o disposto no § 2º deste artigo.
Art. 110 - O bombeiro-militar da ativa, julgado incapaz definitivamente por um dos motivos
constante do inciso V do art. 107, será reformado:
I - com remuneração proporcional ao tempo de serviço, se Oficial ou Praça com estabilidade
assegurada; e
II - com remuneração calculada com base no soldo integral, do posto ou graduação, desde que,
com qualquer tempo de serviço, seja considerado inválido, isto é, impossibilidade total e permanente para
qualquer trabalho.
Art. 111 - O bombeiro-militar reformado por incapacidade definitiva que for julgado apto em
ins peção de saúde por Junta Superior de Saúde, em grau de recurso ou revisão, poderá retornar ao serviço
ativo ou ser transferido para a reserva remunerada, conforme dispuser regulamentação especial.
§ 1º - O retorno ao serviço ativo ocorrerá se o tempo decorrido nas situação do reformado não
ultrapassar 2 (dois ) anos e na forma do disposto no parágrafo único do art. 86.
§ 2º - A transferência para a reserva remunerada, observado o limite de idade para permanência nessa
reserva, ocorrerá s e o tempo transcorrido na situação de reformado ultrapassar 2 (dois) anos.
Art. 112 - O bombeiro-militar reformado por alienação mental, enquanto não ocorrer a designação
judicial do curador, terá sua remuneração paga aos seus beneficiários, desde que estes o tenham sob sua
guarda e responsabilidade e lhe dispensem tratamento humano e condigno.
§ 1º - a interdição judicial do bombeiro-militar reformado por alienação mental deverá ser
providenciada junto ao Juízo competente, por iniciativa de beneficiários, parentes ou responsáveis, até 60
(sessenta) dias a contar da data do ato de reforma.
§ 2º A interdição judicial do bombeiro-militar e seu internamento em instituição apropriada, de
bombeiro-militar ou não, deverão ser providenciadas pela Corporação quando.
a) não existirem beneficiários, parentes ou responsáveis, ou estes não promoverem a interdição
conforme o previsto no parágrafo anterior; ou
b) não forem satisfeitas as condições de tratamento exigidas neste artigo.
§ 3º - Os processos e os atos de registros de interdição do bombeiro-militar terão andamento sumário,
serão instruídos com laudo proferido por Junta Superior de Saúde e4 isentos de custas.
Art. 113 - Para fins de passagem à situação de inatividade, mediante reforma “ex-officio”, as praças
especiais e demais praças, constantes do quadro a que se refere o art. 11, são considerados como:
I - Segundo Tenente BM: os Aspirantes-a-Oficial BM;
II - As pirante-a-Oficial BM: os Alunos-Oficiais BM do Curso de Formação de Oficiais qualquer
que seja o ano;
III - T erceiro Sargento BM: os alunos dos Cursos de Formação de Sargentos BM e os bombeiros-
militares possuidores desses Cursos;
CBMERJ - EMG 170 BM/1
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IV - Cabos BM: os alunos dos Cursos de Formação de Cabos BM e os bombeiros-militares


possuidores destes Cursos; e
V - Soldado BM: os alunos do Curso de Formação de Soldados BM.

Seção IV
Da Demiss ão
Art. 114 - A demissão do CBERJ, aplicada exclus ivamente aos Oficiais, se efetua:
I - a pedido; e
II - “ex-officio”.
Art. 115 - A demissão a pedido será concedida mediante requerimento do interessado:
I - sem indenização aos cofres públicos, quando contar mais de 5 (cinco) anos de oficialato no
CBERJ, ressalvado o disposto no § 1º deste artigo; e
II - com indenização das despesas feitas pelo Estado, com a sua preparação e formação, quando
contar menos de 5 (cinco) anos de oficialato.
§ 1º - A demissão a pedido só será concedida mediante a indenização de todas as despesas
correspondentes, acrescida, se for o caso, das previstas no inciso II, quando o Oficial tiver realizado qualquer
curso ou estágio no País ou exterior e não tenham decorrido os seguintes prazos:
a) 2 (dois) anos, para curso ou estágio de duração igual ou superior a 2 (dois) meses e inferior a 6
(seis ) meses.
b) 3 (três) anos, para curso ou estágio de duração igual ou superior a 6 (seis) meses, e igual ou
inferior as 18 (dezoito) meses; e
c) 5 (cinco) anos, para curso ou estágio de duração superior a 18 (dezoito) meses.
§ 2º - O cálculo das indenizações a que se refere o inciso II e o parágrafo anterior, será efetuado pelo
CBERJ.
* § 3º - O Oficial demissionário, a pedido, não terá direito a qualquer remuneração, sendo sua situação
militar definida pela Lei do Serviço Militar.
§ 4º - O direito à demissão a pedido pode ser sus penso na vigência de es tado de guerra, estado de
emergência, estado de sítio ou em caso de mobilização.
Art. 116 - O Oficial da ativa que passar a exercer cargo ou emprego público permanente, estranho à
sua carreira e cuja função não seja de magistério, será, imediatamente, mediante demissão “ex-officio”,
transferido para a reserva, onde ingressará com o posto que possuía na ativa, não podendo acumular qualquer
provento de inatividade com a remuneração do cargo ou emprego público permanente.

Seção V
Da Perda do Posto e da Patente
Art. 117 - O Oficial perderá o posto e a patente se for declarado indigno do oficialato, ou com ele
incompatível por decisão do T ribunal de Justiça do Estado em decorrência de julgamento a que for
submetido.
Parágrafo único - O Oficial declarado indigno do oficialato, ou com ele incompatível, e condenado à
perda do posto e patente só poderá readquirir a situação de bombeiro-militar anterior por outra sentença do
Tribunal mencionado nes te artigo e nas condições nela estabelecidas.
Art. 118 - O Oficial que houver perdido o posto e a patente será demitido “ex-officio”, sem direito a
qualquer remuneração ou indenização e terá sua situação militar definida pela Lei do Serviço Militar.
Art. 119 - Ficará sujeito à declaração de indignidade para o oficialato, ou de incompatibilidade com o
mesmo, o Oficial que:
I - for condenado, por tribunal civil ou militar, em sentença transitado em julgado, à pena restritiva de
liberdade individual superior a 2 (dois) anos ;
II - for condenado, em sentença transitada em julgado, por crime para os quais o Código P enal Militar
comina essas penas acessórias e por crimes previstos na legislação especial concernente à segurança do
Estado;
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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

III - incidir nos casos previstos em Lei própria que motivam o julgamento por Conselho de
Justificação e neste for considerado culpado; e
IV - houver perdido a nacionalidade brasileira

Seção VI
Do Licenciamento
Art. 120 - O licenciamento do serviço ativo se efetua:
I - a pedido; e
II - “ex-officio”.
§ 1º - O licenciamento a pedido poderá ser concedido, desde que não haja prejuízo para o serviço, à
Praça engajada ou reengajada, desde que conte no mínimo, a metade do tempo de serviço a que se obrigou a
servir.
§ 2º - A praça com estabilidade assegurada quando licenciada para fins de matrícula em
Estabelecimento de Ensino, de Formação ou Preparatório de outra Força Auxiliar ou das Forças Armadas,
caso não conclua o curso onde foi matriculado, poderá ser reincluída no CBERJ, mediante requerimento ao
Comandante-Geral.
§ 3º - O licenciamento “ex-officio” será feito na forma da legislação própria:
a) por conclusão de tempo de s erviço;
b) por conveniência do s erviço;
c) a bem da disciplina; e
e) por incapacidade moral.
§ 4º - O bombeiro-militar licenciado não tem direito a qualquer remuneração e terá sua situação militar
definida pela Lei do Serviço Militar.
§ 5º - O bombeiro-militar licenciado “ex-officio” a bem da dis ciplina ou por incapacidade moral , terá
sua situação definida pela Lei do Serviço Militar.
Art. 121 - O Aspirante-a-Oficial BM e as demais Praças empossadas em cargo ou emprego público
permanentes, estranhos à s ua carreira e cuja função não seja de magistério, serão imediatamente licenciados
“ex-officio”, sem remuneração, e terão sua situação militar definida pela Lei do Serviço Militar.
Art. 122 - O licenciamento poderá ser suspenso na vigência de estado de guerra, estado de
emergência, estado de sítio, em caso de mobilização, calamidade pública ou perturbação da ordem pública.

Seção VII
Da Exclusão da Praça por Incapacidade Moral
ou a Bem da Disciplina
Art. 123 - A exclusão por incapacidade moral ou a bem da disciplina será aplicada “ex-officio” ao
Aspirante-a-Oficial BM ou às Praças com estabilidade ass egurada:
I - quando ass im se pronunciar o Conselho P ermanente de Justiça, ou T ribunal Civil, após terem sido
essas praças condenadas, em sentença transitada em julgado, a pena restritiva de liberdade individual
superior a 2 (dois) anos ou nos crimes previstos na legis lação es pecial concernentes à Segurança do Estado, a
pena de qualquer duração;
II - quando assim se pronunciar o Conselho Permanente de Justiça, por haverem perdido a
nacionalidade brasileira; e
III - que incidirem nos casos que motivarem o julgamento pelo Conselho de Disciplina previsto no
artigo 44, e nele forem considerados culpados.
Parágrafo único - O Aspirante-a-Oficial BM ou a Praça com estabilidade assegurada que houver sido
excluído por incapacidade moral ou a bem da disciplina, só poderá readquirir a situação de bombeiro-militar
anterior:
a) por outra sentença do Conselho Permanente de Justiça e nas condições nela estabelecida, se a
exclusão tiver sido conseqüência de sentença daquele Conselho; e

CBMERJ - EMG 172 BM/1


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b) por decisão do Comandante-Geral, se a exclusão foi conseqüência de ter sido julgado culpado em
Conselho de Disciplina.
Art. 124 - É da competência do Comandante-Geral do CBERJ o ato de exclusão por incapacidade
moral ou a bem da disciplina do Aspirante-a-Oficial BM , bem como das Praças com estabilidade assegurada.
Art. 125 - A exclusão das P raças por incapacidade moral ou a bem da disciplina acarreta a perda de
seu grau hierárquico e não a isenta das indenizações dos prejuízos causado à Fazenda E stadual ou a terceiros,
nem das pensões decorrentes de sentença judicial.
* Parágrafo único - A Praça excluída por incapacidade moral ou a bem da disciplina terá sua situação
definida pela Lei do Serviço Militar, sem direito a qualquer remuneração ou indenização.

Seção VIII
Da Deserção
Art. 126 - A deserção do bombeiro-militar acarreta a interrupção do serviço de bombeiro-militar, com
a conseqüente demissão “ex-officio”, para o Oficial, ou a exclusão do serviço ativo, para a Praça.
§ 1º - A demissão do Oficial, ou exclusão da Praça com estabilidade assegurada, processar-se-á após
1 (um) ano de agregação, se não houver captura ou apresentação voluntária antes desse prazo.
§ 2º - A praça sem estabilidade as segurada será automaticamente excluída após oficialmente
declarado desertora.
§ 3º - O bombeiro-militar desertor que for capturado ou que se apresentar voluntariamente, depois de
haver sido demitido ou excluído, será reincluído no serviço ativo e, a seguir, agregado para se ver processar.
§ 4º - A reinclusão em definitivo do bombeiro-militar de que trata o parágrafo anterior dependerá de
sentença do Conselho de Justiça.

Seção IX
Do Falecimento e do Extravio
Art. 127 - O bombeiro-militar na ativa que vier a falecer será excluído do serviço ativo e desligado da
OBM a que estava vinculado, a partir da data de ocorrência do óbito.
Art. 128 - O extravio do bombeiro-militar da ativa acarreta interrupção do serviço de bombeiro-
militar, com o conseqüente afastamento temporário do serviço ativo, a partir da data em que o mesmo for
oficialmente considerado extraviado.
§ 1º - A exclusão do serviço ativo será feita 6 (seis) meses após a agregação por motivo de extravio.
§ 2º - Em caso de naufrágio, sinistro aéreo, catástrofe, calamidade pública ou outros acidentes
oficialmente reconhecidos, o extravio ou o desaparecimento do bombeiro-militar da ativa será considerado
como falecimento para fins deste Estatuto, tão logo sejam esgotados os prazos máximos de possível
sobrevivência ou quando s e dêem encerradas as providências de salvamento.
Art. 129 - O bombeiro-militar reaparecido será submetido a Conselho de Justificação ou a Conselho
de Disciplina, por decisão do Comandante-Geral do CBERJ, se assim for julgado necessário.
Parágrafo único - O reaparecimento do bombeiro-militar extraviado, já excluído do serviço ativo,
res ultará em sua reinclusão e nova agregação, enquanto se apuram as causas que deram origem ao seu
afastamento.

CAP ÍT ULO III


DA REABILITAÇÃO
Art. 130 - A reabilitação do bombeiro-militar s erá efetuada:
I - de acordo com o Código P enal Militar (CP M) e o Código de P rocesso Penal Militar (CPP M), se
tiver sido condenado, por sentença definitiva, a quaisquer penas previstas no CP M; e
II - de acordo com a legis lação que trata do serviço militar, se tiver sido excluído ou licenciado a bem
da disciplina ou por incapacidade moral.

CBMERJ - EMG 173 BM/1


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Parágrafo único - Nos casos em que a condenação do bombeiro-militar acarretar sua exclusão a bem
da disciplina, a reabilitação prevista na legislação que trata do serviço militar poderá anteceder as efetuada de
acordo com o CP M e o CPPM.
Art. 131 - A concessão de reabilitação implica em que sejam cancelados, mediante averbação, os
antecedentes criminais do bombeiro-militar e os registros constantes de seus assentamentos de bombeiro-
militar ou alterações, ou substituídos seus documentos comprobatório de situação militar pelo adequados à
nova situação.

CAPÍTULO IV
DO TEMPO DE SERVIÇO
Art- 132 - Os bombeiros-militares começam a contar tempo de serviço no CBERJ a partir da data de
seu ingresso na Corporação.
§ 1º - Considera-se como data de ingresso, para fins deste artigo:
a) a do ato em que o bombeiro-militar é considerado incluído em uma OBM,
b) a de matrícula em órgão de formação de bombeiros-militares; e
c) a do ato de nomeação.
§ 2º - O bombeiro-militar reincluído recomeça a contar tempo de serviço a partir da data de sua
reinclusão.
§ 3º - Quando, por motivo de força maior, oficialmente reconhecida, decorrente de inundação,
naufrágio, incêndio, sinistro aéreo e outras calamidades, faltarem dados para contagem de tempo de serviço,
caberá ao Comandante-Geral do CBERJ arbitrar o tempo a ser computado, para cada caso particular, de
acordo com os elementos disponíveis.
§ 4º - Os períodos de tempo de serviço das praças serão ininterruptos e ass im class ificados:
a) de inclusão - 1º período, de 3 (três) anos;
b) de engajamento - 2º período, de 3 (três) anos;
c) de reengajamento - 3º período, de 4 (quatro) anos;
d) independente de reengajamento - após completar os 3 (três) períodos.
§ 5º - O Comandante-Geral do CBERJ regulamentará o disposto no parágrafo anterior.
Art. 133 - Na apuração do tempo de serviço de bombeiro-militar será feita distinção entre:
I - tempo de efetivo serviço; e
II - anos de serviço.
Art. 134 - “Tempo de efetivo serviço” é o espaço de tempo, computado dia-a-dia, entre a data de
ingresso e a data limite estabelecida para a contagem ou a data do desligamento em conseqüência da exclusão
do serviço ativo, mesmo que tal espaço de tempo s eja parcelado.
§ 1º - Será, também, computado como tempo de efetivo serviço:
a) o tempo de efetivo s erviço prestado nas Forças Armadas ou Auxiliares; e
b) o tempo passado dia-a-dia, nas OBM, pelo bombeiro-militar da reserva remunerada da Corporação,
que for convocado para o exercício de funções de bombeiro-militar.
§ 2º - Não serão deduzidos do tempo de efetivo serviço, além dos afastamentos previstos no art. 59,
os períodos em que o bombeiro-militar estiver afastado de suas funções em gozo de licença especial.
§ 3º - Ao tempo de efetivo serviço, de que trata este artigo e seus parágrafos, apurado e totalizado em
dias, será aplicado o divis or 365 (trezentos e sessenta e cinco), para a corres pondente obtenção dos anos de
efetivo serviço.
Art. 135 - “Anos de serviço” é a expressão que designa o tempo de efetivo serviço a que se refere o
artigo anterior e seus parágrafos, com os seguintes acréscimos:
I - tempo de serviço Público Federal, Estadual ou Municipal, prestado pelo bombeiro-militar
anteriormente à sua inclusão, matrícula, nomeação ou reinclusão no CBERJ;
II - 1 (um) ano para cada 5 (cinco) anos de tempo de efetivo serviço prestado pelo Oficial do Quadro
de Saúde, até que esse acréscimo complete o total de anos de duração normal do curso univers itário
CBMERJ - EMG 174 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

correspondente, sem superposição a qualquer tempo de serviço militar ou público eventualmente prestado
durante a realização deste mesmo curso.
III - o tempo de serviço computado como “anos de serviço” em legis lação específica ou peculiar,
prestado nas Forças Armadas ou Auxiliares;
IV - tempo relativo a cada licença es pecial não gozadas, contada em dobro; e
V - tempo relativo a férias não gozadas, contada em dobro.
* § 1º - Os acréscimos as que se refere os incisos II, IV e V, serão computados somente no momento da
passagem do bombeiro-militar à situação de inatividade e, nessa s ituação, para todos os efeitos legais
inclusive quanto à percepção definitiva de gratificação de tempo de serviço, ressalvado o disposto no § 2º do
art. 102.
*Lei nº 904, de 29 de outubro de 1985
“Art. 1º - aplica-se aos integrantes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e do Corpo
de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro o disposto no artigo 9º da Lei nº 530, de 4 de març o de 1982.
Parágrafo único - O tempo de se rv iço vinculado a Previdência Social se rá computado como
“anos de serv iço”, na forma do § 2º do artigo 132 da Lei nº 443, de 1 de julho de 1981 e do § 1º do artigo
136 do Decreto-Lei nº 177, de 9 de julho de 1975.”
OBS.: § 1º, art. 136, Dec.-Lei nº 177 é o atual § 1º do art. 135 da Lei nº 880, de 25 de julho de
1985 (EBM).
§ 2º - Os acréscimos a que se refere os incisos I e III, serão computados somente no momento da
passagem do bombeiro-militar à situação de inatividade e para esse fim.
§ 3º - Não é computável para efeito algum, salvo para fins de indicação para a quota compulsória, o
tempo:
a) que ultrapassar de 1 (um) ano, contínuo ou não, em licença para tratamento de saúde de pessoa da
família;
b) passado em licença para tratar de interesse particular;
c) passado como desertor;
d) decorrido em cumprimento de pena de suspensão de exercício do posto, graduação, cargo ou
função, por sentença transitada em julgado; e
e) decorrido em cumprimento de pena restritiva da liberdade, por sentença transitada em julgado,
desde que não tenha sido concedida suspensão condicional da pena, quando, então, o tempo correspondente
ao período da pena será computado apenas para fins de indicação para quota compulsória e o que dele
exceder, para todos os efeitos, caso as condições estipuladas na sentença não o impeçam.
Art. 136 - Uma vez computado o tempo de efetivo serviço e seus acréscimos, previstos nos art. 134 e
135 e no momento da passagem do bombeiro-militar à situação de inatividade, pelos motivos previstos nos
incisos I, II, III, IV, V, VI, VII e VIII do art. 99 e nos incisos II e III do art. 105, a fração de tempo igual ou
superior a 180 (cento e oitenta) dias será considerada como 1 (um) ano para todos os efeitos legais.
Art. 137 - O tempo que o bombeiro-militar passou ou vier a passar afas tado do exercício de suas
funções, em conseqüência de ferimentos recebidos em acidente quando em serviço, na defesa da P átria, na
garantia dos poderes constituídos e na manutenção da lei e da ordem, ou de molés tia adquirida no exercício
de qualquer função de bombeiro-militar, será computado como se o tivesse passado no exercício daquelas
funções.
Art. 138 - O tempo de serviço passado pelo bombeiro-militar no exercício de atividade decorrentes ou
dependentes de operações de guerra, será regulado em legislação específica.
Art. 139 - O tempo de serviço dos bombeiros-militares beneficiados por anistia será contado como
estabelecer o ato legal que a conceder.
Art. 140 - A data limite estabelecida para final da contagem dos anos de serviço, para fins de
passagem para a inatividade, será do desligamento em conseqüência da exclusão do serviço ativo.
Art. 141 - na contagem dos anos de serviço não poderá ser computado qualquer superposição dos
tempos de serviço público (Federal, Estadual e Municipal ou passado em órgãos da administração indireta)
entre si, nem com os acréscimos de tempo, para os poss uidores de curso universitário e nem com o tempo de
serviço computável após a inclusão no CBERJ, matrícula em órgão de formação de bombeiro-militar ou
nomeação para posto ou graduação na Corporação.

CBMERJ - EMG 175 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

CAPÍTULO V
DO CASAMENTO
Art. 142 - O bombeiro-militar da ativa pode contrair matrimônio, desde que observada a legislação
civil específica.
§ 1º - Ao Aluno-Oficial BM é vedado contrair matrimônio, qualquer que seja a razão invocada.
§ 2º - O casamento com mulher estrangeira s omente poderá ser realizado após autorização do
Comandante-Geral do CBERJ.
Art. 143 - O Aluno- Oficial BM que contrair matrimônio em desacordo com o § 1º do artigo anterior,
será excluído do serviço ativo, sem direito a qualquer remuneração ou indenização, salvo em casos
excepcionais, a critério do Comandante-Geral do CBERJ.

CAP ÍTULO VI
DAS RECOMPENSAS E DAS DI SPENSAS DO SERVIÇO
Art. 144 - As recompensas constituem reconhecimento dos bons serviços prestados pelos bombeiros-
militares.
§ 1º - São recompens as de bombeiros-militares :
a) os prêmios de Honra ao Mérito;
b) as condecorações por serviços prestados ;
c) os elogios, louvores e referências elogiiosas;
d) as dispensas de serviço.
§ 2º - As recompensas serão concedidas de acordo com as normas estabelecidas nos regulamentos da
Corporação.
Art. 145 - As dispensas de serviço são autorizações concedidas aos bombeiros- militares para
afastamento total do s erviço, em caráter temporário.
Art. 146 - as dispensas de serviço podem ser concedidas aos bombeiros-militares:
I - como recompensa;
II - para desconto em férias ; e
III - em decorrência de prescrição médica.
Parágrafo único - As dispensas de serviço serão concedidas com a remuneração integral e computadas
como tempo de efetivo serviço.

TÍTULO V
DISPOSIÇÕES GERAI S, TRANSITÓRIAS E FINAIS
Art. 147 - A transferência para a reserva remunerada ou a reforma não isentam o bombeiro-militar da
indenização dos prejuízos causados a Fazenda Estadual ou a terceiros, nem do pagamento das pensões
decorrentes de sentença judicial.
Art. 148 - A ass istência religiosa ao CBE RJ é prestada através de regulamentação própria.
Art. 149 - Ao bombeiro-militar amparado por uma ou mais das Leis nº 288, de 8.6.48; 616, de 2.2.49;
1.156, de 12,7.50 e 1.267, de 9.12.50 e que em virtude do disposto no art. 56 deste Es tatuto não mais
usufruirá as promoções previstas naquelas leis, fica assegurada, por ocasião da transferência para a reserva
remunerada ou da reforma, a remuneração da inatividade relativa ao posto ou graduação as que seria
promovido em decorrência da aplicação das referidas leis.
Parágrafo único - A remuneração de inatividade assegurada neste artigo não poderá exceder, em
nenhum caso, à que caberia ao bombeiro-miilitar, se fosse ele promovido até 2 (dois) graus hierárquico acima
daquele que tiver por ocas ião do processamento de sua trans ferência para a reserva remunerada, incluindo-se
nesta limitação, a aplicação do disposto no § 1º do art. 45 e no art. 109 e seu § 1º.
Art. 150 - ....VET ADO...

CBMERJ - EMG 176 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 151 - Aos bombeiros -militares oriundos do Corpo de Bombeiros do antigo Distrito Federal,
transferido para o ex-Estado da Guanabara ou nele reincluídos, por força da Lei Federal nº 3752, de 14 de
abril de 1960, e o Decreto-Lei Federal nº 149, de 8 de fevereiro de 1967, além do estabelecido neste Estatuto,
aplicar-se-á, também, no que couber, o disposto na Lei Federal nº 5.959, de 10 de dezembro de 1973.
Art. 152 - Quando, por necessidade do serviço, o bombeiro-militar mudar a sede de seu domicílio,
terá assegurado o direito de transferência e matrícula, para si e seus dependentes, para qualquer
estebelecimento de ens ino do Estado independentemente de vagas e em qualquer grau ou nível.
Parágrafo único - O Poder executivo regulamentará, mediante decreto, a aplicação do disposto neste
artigo.
Art. 153 - As disposições deste Estatuto não retroagem para alcançar s ituações definidas
anteriormente à data de sua vigência.
Art. 154 - Após a vigência do presente Es tatuto serão a ele ajustado todos os dispositivos
...VET ADO... regulamentares que com ele tenham ou venham ter pertinência.
Art. 155 - São adotados no CBERJ, em matéria não regulada na legislação estadual, as leis e
regulamentos em vigor no E xército Brasileiro, no que for pertinente.
Art. 156 - ...VET ADO...
Art. 157 - ...VET ADO...
Parágrafo único - ...VET ADO...
Art. 158 - Esta Lei entrará em vigor na data de s ua publicação, ficando revogados os Decretos-Leis
nºs 177, de 9 de julho de 1975 e 314, de 21 de julho de 1976, e demais disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 25 de julho de 1985


LEONEL BRIZOLA

CBMERJ - EMG 177 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 12.868, DE 27 DE ABRIL DE 1989


O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de sauas atribuições legais e,
CONSIDERANDO que o Decreto nº 12.645, de 19.1.89, não esgotou de toda a matéria, e tendo em
vis ta o que consta do processo nº E-14/34574/88.
DECRET A:
Art. 1º - A retribuição habitual relativa ao período das férias anuais remuneradas, acrescer-se-á, na
forma do disposto nos arts. 7º, inciso XVII, e 39, § 2º, ambos da Constituição Federal, um “plus” pecuniário
equivalente a um terço (1/3) do valor da mencionada retribuição.
§ 1º - O pagamento do acréscimo retributivo far-se-á anterior ao período de férias previamente
definido em escala obrigatória por meio de crédito lançado no contracheque do mês imediatamente
precedente ao período em questão.
§ 2º - O pagamento do acréscimo a que alude o caput deste dispositivo não inibirá o servidor celetista
da utilização da faculdades prevista no artigo 143 da Consolidação das Leis do T rabalho.
Art. 2º - As categorias beneficiadas com férias anuais superiores a trinta (30) dias, gozadas, ou não,
em períodos consecutivos, farão jus salvo expressa disposição legal em contrário, à incidência do acréscimo
apenas sobre aqueles mesmo trinta (30) dias, devendo indicar, dessa forma, a época de gozo em que
pretendam a sua percepção.
Art. 3º - Se, por necessidade do serviço, o funcionário deixar de gozar férias, ainda ser-lhe-á devido o
pagamento do acréscimo pecuniário constitucionalmente previsto, na ocasião previamente definida, como se

CBMERJ - EMG 178 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

em férias se encontrasse, e isso sem prejuízo do cômputo, em dobro, do período de repouso trabalhado (art.
80, inciso VIII e IX, do Decreto nº 2.479, de 8.3.79).
Art. 4º - Aplicam-se as disposições supra, no que couber, e observada a legislação específica
reguladora de sua relação de trabalho, aos funcionários militares do Estado do Rio de Janeiro, nos termos do
comando inserto no art. 42, § 11, também da Constituição Federal.
Art. 5º - Este decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Rio de Janeiro, 27 de abril de 1989
W.MOREIRA FRANCO

CBMERJ - EMG 179 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 14.598, DE 29 DE MARÇO DE 1990


Ins titui no Co rpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro a “MEDALHA MANOEL
TENREIRO - DISTINÇAO ÀS LITERATURAS PROFISSI ONAIS” e da outras providências
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO no uso de suas atribuições legais,
CONSIDERANDO que, MANOEL T ENREIRO, Coronel Bombeiro-Militar, Oficial de carreira
brilhante, chegando a Comandar o Corpo de Bombeiros por mais de uma interinidade e, que durante sua
passagem pela Corporação foi o precurssor dos Cursos de Formação de P raças, às diversas graduações.
Sendo, ainda, o primeiro oficial a empreender uma viagem de estudos na Europa, participando, inclusive, da
Exposição Internacinal Urbana de Lyon, constando de relatório elogioso, do então Ministro da Justiça. Foi
pioneiro da Escola Regimental, da qual foi professor e Diretor, extendendo sua participação meritória à
Escola de Formação de Oficiais onde, ocupando a cadeira de tática de incêndio, foi autor de um trabalho
sobre o tema, s endo alvo de inúmeros elogios.
CONSIDERANDO a oportunidade de a Corporação prestar uma homenagem à memória de quem
tanto fez em prol da consolidação de seu ensino profissional e, ainda objetivando incentivar e dar relevo ao
mérito intelectual aos militares que se distinguem na elaboração de trabalhos profissionais, que visem
subsidiar o desenvolvimento técnico-profissional em todos os níveis do Corpo;
CONSIDERANDO que o artigo 2º do Regulamento P ara Outorgas, Cerimonial de Entrega e Uso de
Condecorações, aprovado pelo Decreto Estadual nº 2.709, de 14.9.79, prevê a adoção de medalhas premiais,
e tendo em vista o que consta do Process o nº E-24/021/152/90,
D E C R E T A.
Art. 1º - Fica instituída a “MEDALHA MANOEL TENREIRO - DIST INÇÃO ÀS LITERAT URAS
PROFISSIONAIS” cujo modêlo com este baixa, a ser conferida por ato do Comandante-Geral do CORPO DE
BOMBEIROS DO EST ADO DO RIO DE JANEIRO -CBERJ, aos Bombeiro-Militares da referida
Corporação que tenham s ido responsáveis ou participantes, efetivamente comprovado, na elaboração de

CBMERJ - EMG 180 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

trabalhos literários de cunho técnico-profissional, que venham a ser reconhecidos como de real valor ao
ensino e desenvolvimento profiss ional da Corporação, como:
I - Trabalhos elaborados por quaisquer militares do Corpo que, a critério do Comando-Geral, sejam
reconhecidos como de alto valor para o ensino e a instrução da tropa.
Art. 2º - A medalha será circular com 35 mm (trinta e cinco milímetros) de diâmetro, em prata
dourada, ou bronze, conforme a graduação hierárquica estabelecidas neste Decreto, com as seguintes
características.
I) anverso - Ao Centro, a esfinge do Coronel “MANOEL TENREIRO”, envolvida por uma coroa de
louros, tendo as bordas estriadas.
II) reverso - Ao centro , o símbolo do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, contando
acima do mesmo os dizeres “MANOEL TENREIRO” e abaixo, “DISTINÇÃO ÀS LITERAT URAS
PROFISSIONAIS” e tendo as bordas estriadas.
Parágrafo único. A medalha será usada pendente em uma fita, tendo ao centro três listras verticais nas
cores vermelha, laranja e amarela, conforme o esquema que acompanha este Decreto.
Art. 3º - A proposta para concessão da medalha será dirigida ao Comandante-Geral por uma comissão
constituida pelo:
- Chefe do Estado-Maior- Geral
- Diretor de Ensino
- Diretor do CSBM
- Comandante da EsFAO
- Comandante do CFAP
I) Quando o trabalho a ser julgado for de área técnica que trans ceda os conhecimentos da comissão, o
Comandante-Geral deverá incluir na comissão, uma ou mais pessoas especializadas no asunto abordado.
II) visando estimular todos os integrantes da Corporação, os atos de concessão da medalha deverão
ser. obrigatoriamente, publicados no Boletim do Comando-Geral do CBERJ.
Art. 4º - A graduação hierárquica da medalha é seguinte:
I) Prata dourada - Para Oficiais Bombeiros -M ilitares.
II) Bronze - Para Praças Bombeiros-Militares.
Parágrafo único. Os militares agraciados receberão o passador e a barreta no padrão correspondente a
graduação alcançada.
Art. 5º - O diploma que acompanhará a medalha será de um único tipo, segundo modelo padrão
arquivado na Diretoria de Ensino, cabendo ao Comandante-Geral a sua assinatura, sendo referendada pelo
Diretor de Ensino.
Art. 6º -Os autores dos trabalhos a serem julgados pela comissão, de que trata o art. 3º, remeterão a
ela seus artigos, monografias, manuais, e etc, para julgamento.
Art. 7º - A medalha deverá ser entregue durante a cerimônia realizada no dia 2 de dezembro , ou em
caráter excepcional, em data proposta pelo Comandante-Geral, sendo sempre em formaturas militares no
Quartel do Comando-Geral.
Art. 8º A execução das disposições deste Decreto será orientada, também, pelo Regulamento P ara
Outorga, Cerimonial de Entrega e Uso de Condecorações vigentes para o Corpo de Bombeiros, cabendo ao
Comandante-Geral resolver os casos omissos.
Art. 9º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Rio de Janeiro, 29 de março de 1990
W. MOREIRA FRANCO
JOSÉ ALBUCACYS MANSO DE CASTRO

MEDALHA MANOEL TENREIRO


MODELO ANEXO AO DECRETO Nº 14.598, DE 29 DE MARÇO DE 1990

CBMERJ - EMG 181 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

LEI Nº 1723, DE 25 DE OUTUBRO DE 1990


Fixa o efetivo do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências

o
Art. 1 - O efetivo do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro é fixado em 14.192 (quatorze mil
cento e noventa e dois) Bombeiros-Militares.
o
Art. 2 - O efetivo constante do artigo anterior será distribuído pelos postos e graduações previstos NO
Corpo de Bombeiros na forma seguinte:
I - Quadro de Oficiais BM combatentes (QOC)
- Coronel BM........................................ 14
- Tenente-Coronel BM.......................... 45
- Major BM.......................................... 96
- Capitão BM....................................... 177
o
- 1 Tenente BM...................................189
o
- 2 Tenente BM...................................207
II - Quadro de Oficiais BM de Saúde (QOS)
A) MÉDICOS
- Coronel BM........................................ 03
- Tenente-Coronel BM.......................... 12
- Major BM.......................................... 35
- Capitão BM........................................ 95
o
- 1 Tenente BM...................................195
B) DENTISTAS
- Coronel BM........................................ 01
- Tenente-Coronel BM.......................... 03
- Major BM.......................................... 11
- Capitão BM.........................................27
CBMERJ - EMG 182 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

o
- 1 Tenente BM....................................48
C) FARMACÊUTICO
- Major BM.......................................... 01
- Capitão BM....................................... 02
o
- 1 Tenente BM................................... 05
D) ENFERMEIROS
- Capitão BM....................................... 02
o
- 1 Tenente BM................................... 05
o
- 2 Tenente BM................................... 08
III- Quadro de Oficiais BM de Administração (QOA)
- Capitão BM....................................... 15
o
- 1 Tenente BM................................... 36
o
- 2 Tenente BM................................... 56
IV - Quadro de Oficiais BM Especialistas (QOE)
A) MÚSICOS
- Capitão BM....................................... 02
o
- 1 Tenente BM................................... 02
o
- 2 Tenente BM................................... 02
B) COMUNICAÇÕES
- Capitão BM....................................... 02
o
- 1 Tenente BM................................... 02
o
- 2 Tenente BM................................... 02
V) Capelães
- Capitão BM....................................... 06
sendo 03 (três) evangélicos e 03 (três) católicos
VI) Praças Bombeiros-Militares
- Subtenente BM...................................156
o
- 1 Sargento BM..................................522
o
- 2 Sargento BM..................................860
o
- 3 Sargento BM................................1146
- Cabos BM........................................2033
- Soldados BM....................................8172
o
§ 1 - O efetivo de praças especiais terá número variável, devendo o limite de matrícula no Curso de
Formação de Oficiais (CFO) ser fixado por ato do Comandante-Geral do Corpo de Bombeiro, observados as
necessidades da Corporação.
o
§ 2 - No quadro estabelecido no inciso II, terão acesso profissionais de ambos os sexos.
o
§ 3 - O aumento de efetivo verificado em relação ao Decreto-Lei nº 391, de 27 de junho de 1978, será
implantado de modo progressivo, por ato do Chefe do Poder Executivo Estadual, mediante proposta do
Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros.
o
Art. 4 - As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão à conta de verba própria consignada no
orçamento do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, ficando o Poder Executivo autorizado a proceder a
um escalonamento na liberação da mesma, à medida que os efetivos preenchidos forem preenchidos.
o
Art.5 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 25 de3 outubro de 1990
CBMERJ - EMG 183 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

W. MOREIRA FRANCO

DECRETO N° 19.808 DE 31 DE MARÇO DE 1994


Aprova o Regulamento de Inco rpo ração de Praças do Corpo de Bo mbeiros do Estado do Rio de
Janeiro.

O GOVERNADOR DO EST ADO DO RIO DE JANEIRO no us o de suas atribuições legais, e tendo


em vista o que consta o processo n° E-24/01-0125/94.
DECRET A:
Art. 1° - Fica aprovado o Regulamento para Incorporação de Praças na forma que es te a acompanha.
Art. 2° - O presente decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as dispos ições em
contrário.
Rio de Janeiro, 31 de março de 1994
LEONEL BRIZOLA

REGULAMENTO PARA INCORPORAÇÃO DE PRAÇAS


Art. 1° - O Regulamento para Incorporação de Praças regula a incorporação de todas as Praças no
Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, com exceção dos Alunos da Escola de Formação e
Aperfeiçoamento de Oficiais.

CAP ÍT ULO I
Definições Convencionais
Art. 2° - No presente Regulamento adotam-se as seguintes definições convencionais e abreviaturas:
a) CBE RJ - Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro .
b) RIP - Regulamento para Incorporação de P raças;
c) CANDIDATO - P essoa que deseja ser incorporada ou reincorporada ao Corpo de Bombeiros do
Estado do Rio de Janeiro;
d) INSCRIÇÃO - Ato pelo qual o candidato solicita sua incorporação ou reincorporação ao Corpo de
Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, dando inicio ao processo respectivo;

CBMERJ - EMG 184 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

e) INCORPORAÇÃO - Ato Oficial em Boletim do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro,


que inclui o candidato no estado efetivo da Corporação;
f) REINCORPORAÇÃO - Ato Oficial em Boletim do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de
Janeiro, que reinclui o candidato no estado efetivo da Corporação.

CAPÍTULO II
Das Condições para Incorporação
Art. 3° - A Incorporação no CBERJ é exclusivamente voluntária.
Art. 4° - O candidato para ser incorporado , deve preencher as seguintes condições:
a) ser brasileiro ou brasileira:
b) ser reservista das Forças Armadas ou Auxiliares, ou portador do Certificado de Dispensa de
Incorporação, quando se tratar de candidato do s exo masculino, quando o candidato do sexo feminino for
reservista, deverá apresentar documento da referida situação;
c) ter idade mínima de 17 (dezessete) e máxima de 25 (vinte e cinco) anos, exceção para os que se
destinarem à Banda de Música, Técnico de Bordo e para os Cabos Estagiários Especialistas de Saúde, que
será a máxima de 30(trinta) anos;
d) sendo menor de idade, deverá exibir autorização dos pais, tutor ou Juiz de menores, conforme o
caso;
e) ser eleitor;
f) ter boa conduta social;
g) ter sido licenciado com o comportamento "Bom" na Organização M ilitar em que serviu;
h) possuir saúde e robustez física julgadas necessárias ao exercício das funções de Bombeiros;
i) ser aprovado e class ificado nos exames de seleção.
Art. 5° - A incorporação no CBERJ só se dará com Praça de Soldado, exceto para os músicos e
especialistas de saúde que se dará respectivamente nas graduações de 3° Sargento-Músicos Estagiários e
Cabos Especialistas de Saúde Estagiários.
Parágrafo Único - Poderão ser incorporados candidatos do sexo feminino na graduação de Cabos
Especialistas de Saúde, desde que classificados dentro do número de vagas geral do concurso previstas para a
especialidade.
Art. 6° - os limites de idade constantes da letra "c" do Art. 4° referem-se ao dia da Incorporação.

CAPÍTULO III
Das Condições para Reincorpo ração
Art. 7° - Os Soldados ou Cabos do CBERJ que tenham sido excluídos a pedido, ou por não terem
desejado renovar seu tempo de serviço, poderão ser reincorporados, se quiserem, s atisfeitas as condições
seguintes :
a) ter idade tal que abatido o tempo de serviço prestado ao CBERJ, seja igual ou inferior aos limites
máximos previstos na letra "c" do Art. 4° do presente Regulamento;
b) ter tido bom comportamento no tempo de Praça anterior, e boa conduta aprovada pelos
Comandantes de Organização de Bombeiros Militar que esteve subordinado;
c) possuir saúde e robus tez física julgadas necessárias ao exercício das funções de Bombeiro; e
d) ser aprovado e class ificado no exame de seleção.
Art. 8° - A reincorporação da ex-praça se dará na graduação de Soldado ou Cabo, conforme o caso.
Art. 9° - O limite de idade cons tante da letra "a" do Art. 7° refere-se ao dia da incorporação.

CAPÍTULO IV
Dos Documentos
Art. 10 - No ato de inscrição o candidato deverá apresentar os seguintes documentos obrigatórios:
a) certidão de idade ou casamento;
CBMERJ - EMG 185 BM/1
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b) certificado de reservista, de is enção do serviço militar ou de alistamento militar;


c) título de eleitor! (sendo maior);
d) três fotografias formato 3x4 de frente com a cabeça descoberta;
e) comprovante de taxa de inscrição; e
f) comprovante de ter cursado a 8ª série do 1° grau ou equivalente.
Art. 11 - O candidato que for ex-praça do CBERJ, fica dispensado de apresentar a certidão de idade
ou casamento quando da inscrição.
Art. 12 - Além dos documentos obrigatórios referidos no Art. 10, o candidato poderá apresentar
quaisquer outros que abonem sua conduta social e militar anterior, tais como, carteiras de trabalho, atestado
de recomendação de ex-comandante.
Art. 13 - O documento da letra "c" do Art. 10, será devolvido definitivamente ao candidato no ato da
inscrição.
Art. 14 - Os documentos das letras "a" e "b" do Art. 10, poderão ficar de posse do candidato,
provisoriamente, até a época da incorporação.
Art. 15 - Se for efetivada a incorporação ou reincorporação, a certidão de idade ou casamento ficará
arquivada definitivamente no CBERJ e o certificado de reservista, até a exclusão da Praça, quando será
encaminhado à Circunscrição do Serviço Militar, na forma da legislação vigente.
Art. 16 - Não serão aceitas fotocópias, cópias heliográficas ou públicas-formas dos documentos
obrigatórios do Art. 10.
Art. 17 - Não serão aceitos documentos que apresentem rasuras ou emendas não ressalvadas
devidamente, nem aqueles que se apresentem 1 legíveis por qualquer motivo ou não s e revistam das
formalidades legais.
Art. 18 - Se não for efetivada a incorporação por qualquer motivo, todos os documentos entregues
pelo candidato lhes serão devolvidos, se forem procurados no prazo de um ano, findo o qual o CBERJ se
exime de qualquer responsabilidade sobre a guarda dos mes mos.
Art. 19 - Independentemente dos documentos que forem apresentados pelo candidato, o processo de
incorporação ou reincorporação será instruído, de modo obrigatório, com mais os seguintes documentos,
providenciados pelo próprio CBERJ ou pelo candidato:
a) declaração de que conhecem o candidato e que o mesmo, possui honorabilidade para ingressar no
CBERJ, firmada por 02 (dois) Oficiais Militares, ou por dois membros das seguintes categorias profissionais :
Juízes de Direito, P romotores de Justiça, Procuradores do Estado ou Defensores P úblicos.
b) permissão para incorporação dada pela Força Armada no caso de candidato alistado na referida
Força: e
c) informação sobre a conduta militar anterior, prestada pela Organização em que serviu o candidato.
Art. 20 - Comprovará a má conduta social do candidato:
a) o fato de ter sido condenado, em qualquer época, por crime ou contravenção, em sentença passada
em julgado s em apresentar a reabilitação;
b) o fato de es tar respondendo a inquérito ou processo, até prova de idoneidade e de encerramento dos
mesmos ; e
c) a prática, averiguada por qualquer meio idôneo, de atos que qualifiquem o candidato como
incompatível com a honorabilidade de serviço do CBERJ;

CAP ÍTULO V
Das Inscrições
Art. 21 - As inscrições serão abertas, através de Edital para Concurso Público, baixado pelo
Comandante Geral do CBERJ, quando julgar necessário completar os claros existentes no efetivo,
devidamente autorizado pelo Governador do Estado.
Art. 22 - A inscrição para o concurso será feita pessoalmente pelo candidato, na Seção de Seleção e
ingresso da Diretoria de Pessoal, mediante o pagamento da taxa de inscrição e, o preenchimento do
formulário de inscrição, com a apresentação dos documentos obrigatórios constantes do Art. 10.

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Art. 23 - Feita a inscrição, receberá esta um número, e se dará candidato um comprovante contendo
este número.
Art. 24 - Não poderá se inscrever o candidato que:
a) não apresente os documentos obrigatórios;
b) apresente documentos com dados discordantes, que possam vir a criar dúvidas e embaraços
futuros;
c) que esteja para completar a idade constante da letra "c" do Art. 4 antes da data da incorporação; e
d) não preencha de modo evidente as condições para incorporação ou reincorporação exigidas neste
Regulamento.
Art. 25 - Poderão inscrever-se militares das Forças Armadas ou outras Corporações Militares, desde
que exibam autorização dos respectivos Comandantes e que à data da incorporação preencham as condições
previstas no Art. 4, ficando dispensados de apresentar, na ocasião da inscrição, os documentos constantes das
letras "b" e "c" do Art. 10.
Art. 26 - T erminando o período de ins crição, os candidatos serão relacionados para serem submetidos
ao exame de seleção, enquanto a Seção de Seleção e ingresso providenciará o processamento da
documentação para possíveis incorporações.
Art. 27 - No caso de reprovação em qualquer exame ou em decorrência de informação que
impossibilite a incorporação do candidato, o processo do mesmo será encerrado incontinenti e encaminhado
para o indeferimento de seu ingresso no CBERJ, ao Comandante-Geral.
Art. 28 - Os exames de seleção dos candidatos inscritos serão realizados conforme o constante do
Edital publicado em Diário Oficial do Estado.
Art. 29 - A Diretoria de Ensino ficará responsável pela realização do exame intelectual, tendo em
vis ta as condições exigidas no Edital do Concurso Público.
Art. 30 - Para comprovação da saúde e robustez física, os candidatos serão s ubmetidos a:
a) Exame médico;
b) Exame antropométrico;
c) Teste de Aptidão Física (TAF); e
d) Exame eletroencefalográfico.
Art. 31 - O exame médico será realizado por Junta Especial de Saúde, no Hospital Central do CBERJ.
Art. 32 - Será julgado "inapto" para a incorporação, o candidato que apresentar:
a) doença que constitui causa de incapacidade para o serviço militar do CBERJ ;
b) anomalias congênitas e adquiridas;
c) acrimidade visual, sem correção, inferior a 20/30 em cada olho;
d) ortoforia (paralelismo dos eixos oculares);
e) discromatopsia em qualquer das suas modalidades;
f) baixa de audição;
g) dentes cariados ou com lesões marginais e periapicais;
h) menos de 20 dentes higidos e no caso do candidato portador de prótese total superior, ter no
mínimo 08 (oito) dentes inferiores higidos, completando a área desdentada com prótese móvel ou fixa;
i) ausência de qualquer dente da bateria labial (incis ivos e caninos), tolerando-s e dentes artificiais que
satisfaçam a es tética;
j) dislalia sob qualquer formas; e
l) aparência física anormal.
Art. 33 - Os exames antropométricos e físicos serão realizados por Oficiais Médicos e por Oficiais de
Educação Física, respectivamente, e enquanto a Corporação não possuir local apropriado, as provas físicas
serão efetuadas em estabelecimento indicado pelo Diretor de Ensino.
Art. 34 - No exame antropométrico serão considerados "inaptos para a incorporação" os candidatos
que apresentarem índices fisiológicos abaixo dos seguintes;
a) altura 1,65m para homem e 1,55m para mulheres;

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b) perímetro toráxico em inspiração e expiração máxima (índices de Vollidez);


c) peso kg (15% + - que exceder de metro);
d) espirométrica - 3,5 litros para homens e 2,5 litros para mulheres;
e) força de pressão:
I - mão direita 25 kg para homens e 15 kg para mulheres, se destros, e, se sinistros, as mesmas
medidas para a mão esquerda;
II - mão esquerda 20 kg para homens e 10 kg para mulheres, se destros, e, se sinis tros, as mesmas
medidas para a mão direita;
f) força de tração lombar: 100 kg para homens e 50 kg para mulheres.
Art. 35 - No exame físico serão considerados " inaptos para a incorporação", os candidatos que não
satisfizerem a qualquer uma das provas físicas programadas pelo órgão especializado em Educação Física do
CBERJ.
Art. 36 - Para seleção dos candidatos s ob o ponto de vista psicológico, o CBERJ fará realizar os
exames seguintes:
a) Entrevista P siquiátrica;
b) Exame Psicotécnico incluindo Medida de Q.I.;
Art. 37 - A Entrevista Psiquiátrica, de tipo objetivo, será realizada no Hospital Central da
Corporação, visando eliminar os candidatos que não apresentarem as condições de raciocínio e inteligência
necessária ao soldado do CBERJ, e será aplicada por médico especialista.
Art. 38 - Será "reprovado" o candidato que não obtiver o grau mínimo que for fixado para um
aproveitamento percentual de interesse do CBERJ.
Art. 39 - O Exame P sicotécnico visa eliminar os candidatos que apresentem contra-indicação de
ordem psíquica, tais como, psicose e psiconeurose diversas, personalidades, agressiva anormal, índice de
extrovers ão e introversão fora do comum e outros desvios da normalidade, incluindo oligofrenias.
Art. 40 - O Exame Eletroencefalográfico, será feito por organização especializada, idônea, pública ou
privada, contratada ou aprovada pela Corporação, cabendo aos candidatos o pagamento das taxas que forem
cobradas.
Art. 41 - O exame intelectual escrito, visa avaliar o índice das escolaridade dos candidatos constando
de matéria do programa divulgado para o respectivo concurso.
Art. 42 - Os exames serão realizados em princípio na ordem que segue:
a) exame intelectual;
b) exame eletroencefalográfico;
c) exame médico;
d) entrevista psiquiátrica; e,
e) exame físico (teste de avaliação física).
Art. 43 - A ordem dos exames, poderá ser alterada, se convier ao CBERJ, excetuando-se o exame
intelectual que será sempre o primeiro a ser realizado.
Art. 44 - A entrevista ps iquiátrica será iniciada com o exame médico, para que os candidatos
aprovados sejam submetidos sucess ivamente aos demais exames.
Art. 45 - Os resultados dos exames, à medida que se realizarem, serão encaminhados à Seção e
Ingresso da Diretoria de Pessoal pelos órgãos competentes, para serem anexados ao respectivo process o.
Além das assinaturas dos responsáveis pelo exame, isto é, dos membros das Juntas de Saúde, das Comissões
dos Instrutores e dos outros examinadores, devem constar ainda o nome dos mesmos legivelmente
datilografados, carimbados ou em letra de forma.
Art. 46 - O candidato reprovado em um dos exames, qualquer que seja a ordem s eguida, não mais
poderá prosseguir nos mesmos.

CAPÍTULO VII
Da Incorpo ração

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 47 - A incorporação no CBERJ dar-se-á, a critério do Comandante-Geral, dentro das vagas


existentes atendendo às dis ponibilidades orçamentárias e a conveniência do serviço do CBERJ.
Art. 48 - A incorporação será promovida pela Diretoria de Pessoal, de acordo com o número de
candidatos fixados pelo Comandante-Geral e a classificação obtida pelo candidato, divulgado pela Diretoria
de Ensino.

CAP ÍT ULO VIII


Disposição Transitória
Art. 49 - P ara o procedimento dos exames médicos antropométricos, físicos e intelectual, de que trata
o presente Regulamento o Comando Geral baixará as competentes instruções reguladoras.

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 20.505 DE 09 DE SETEMBRO DE 1994


DISP ÕE sobre a promoção de Subtenente BM ao Oficialato.
O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais, e, tendo
em vista o que consta do Processo nº E-24/01-0542-94,
DECRETA:
Art. 1º - Aos Subtenentes BM, de maior antigüidade na graduação, fica instituído o direito de
promoção ao posto de 2º Tenente BM, respeitados os requisitos que se seguem:
I - P ossuir o Curso de Aperfeiçoamento de Sargento (CAS);
II - Estar classificado no comportamento “ÓT IMO”;
(*) III - T er, no mínimo, 26 (vinte e seis ) anos de efetivo serviço.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 21077, de 08 de dezembro de 1994.
(*) IV - Ter, no mínimo, 50 (cinqüenta) anos, e máximo de 56 (cinqüenta e seis) anos de idade,
incompletos.
(*) alteração introduzida pelo Decreto nº 21077, de 08 de dezembro de 1994.
V - Não estar sub judice;
VI - Estar apto para o serviço, bem como para o exercício das funções de sua graduação.
1º - O exercício do direito de opção, a que se refere este artigo, importará na renúncia ao benefício
previsto no §1º do artigo 16, do Decreto-Lei nº 325, de 22 de setembro de 1976, introduzido pela Lei nº
2.252, de 30 maio de 1994.
2º - A promoção, a que se refere este artigo, será feita independentemente de vaga, sendo os seus
beneficiários, na forma da legislação própria considerados excedentes e fora de Quadro.
Art. 2º - É vedado, aos beneficiários deste Decreto, integrar o Quadro de Oficiais de Administração
(QOA) ou o Quadro de Oficiais Especialistas (QOE ), bem como pleitear promoção ao posto imediato.
Art. 3º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as dispos ições em
contrario.
Rio de Janeiro, 09 de setembro de 1994
NILO BATISTA- Governador do Estado

CBMERJ - EMG 190 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

CBMERJ - EMG 191 BM/1


LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 21.753, DE 08 DE NOVEMBRO DE 1995.


CONCEDE premiação em pecúnia, por Mérito Especial, nas hipóteses que menciona e dá outras
providências.

O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO no uso de suas atribuições legais,

D E C R E T A:

Art. 1º - Fica instituída premiação em pecúnia, POR MÉRITO ESPECIAL, tendo por destinatário
Policial Civil, Polícia Militar e Bombeiro Militar.
Parágrafo único - O prêmio será concedido, em caráter individual, por ato do Chefe do P oder
Executivo, após o devido reconhecimento e declaração oficial, realizados através dos procedimentos
regulamentares, ordenados pelo Secretário de Estado de Segurança P ública.
Art. 2º - A premiação a que se refere o artigo anterior será paga por meio de concessão de
GRATIFICAÇÃO DE ENCARGOS ESPECIAIS, em percentual mínimo de 50% e máximo de 150% dos
vencimentos do servidor premiado.
Art. 3º - Na eventualidade de o servidor atingido pela premiação já vir percebendo aquela modalidade
de gratificação, será ela acrescida dentro dos limites de percentual fixados no artigo 2º.
Art. 4º - A premiação de que trata o presente decreto poderá ser interrompida, quando se venha apurar
conduta inadequada de parte do servidor agraciado ou, ainda, quando resultado de ato do Chefe do P oder
Executivo, revestido de motivação suficiente.
Art. 5º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em
contrário.
Rio de Janeiro, 08 de novembro de 1995.

MARCELLO ALENCAR

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

DECRETO Nº 22.169, DE 13 DE MAIO DE 1996


O Governador do Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, e tendo em vista o que
consta do processo nº E-09/0078/0001/96
D E C R E T A:

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LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 1º - As promoções de Praças, por tempo de serviço, no Corpo de Bombeiros Militar e na Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro, serão realizadas de acordo com as disposições contidas neste Decreto e
alcançarão aos Policiais Militares e Bombeiros Militares integrantes do serviço ativo dessas Corporações que não
estejam aguardando transferência para a inatividade, ressalvada a situação prevista no artigo 7º e seus parágrafos.
Art. 2º - Os Policiais Militares e Bombeiros Militares que, na data de publicação deste Decreto, hajam
preenchido todos os requisitos para a promoção prevista no artigo precedente farão jus à promoção observado o
seguinte critério:
I - 50% (cinquenta por cento) dos que se encontrem habilitados, em cada graduação, serão promovidos a
contar da data de publicação deste Decreto, obedecido os de maior antiguidade, no âmbito de cada graduação,
independente de Qualificação ou Especialidade.
II - Os remanescentes, que após um ano ainda não tenham obtido promoção por qualquer outro critério,
serão promovidos juntamente com aqueles que no período assinalado venham a adquirir referido direito, desde que
observados, em ambos os casos, todos os requisitos, contando antiguidade na data da respectiva promoção,
o
ressalvada a situação prevista no artigo 7 e seus parágrafos.
Parágrafo único - As demais promoções ocorrerão a contar da data em que cada um adquirir o citado
direito, de acordo com as normas estipuladas no presente Decreto.
Art. 3º - As Praças que satisfizerem as exigências estabelecidas neste Decreto, e no que couber, as demais
disposições contidas nos respectivos Regulamentos de P romoção de Praças, e desde que suas Qualificações de
Bombeiro e Policial Militar Particular (QBMP - QPMP), ou especialidades, possuam as graduações superiores a
serem alcançadas, serão promovidos à graduação imediatamente superior, sem preencher vagas:
I - Soldado possuir, no mínimo 10 (dez) anos de efetivo serviço prestado a sua Corporação, estando
classificado, no mínimo, no comportamento “BOM”.
II - Cabo possuir, no mínimo 15 (quinze) anos de serviço prestado a sua Corporação, estando classificado,
no mínimo no comportamento “OTIMO”.
o
III - 3º, 2º e 1 Sargentos; e desta última graduação a Subtenente: possuírem, respectivamente, 20 (vinte),
25 (vinte e cinco) e 30 (trinta) anos de efetivo serviço prestado à Corporação, estando classificado no
comportamento “EXCEPCIONAL”.
§ 1º - Os Policiais Militares e Bombeiros Militares e promovidos por tempo de serviço às graduações de
Cabo e 3º Sargento serão matriculados em Cursos Especiais de Formação respectivos (CEFS e CEFC), de acordo
com a capacidade de realização dos mesmos, defina pelo Comandante-Geral da sua Corporação, respectivamente,
atendendo primeiramente aquele que possuam maior antiguidade, ressaltando-se a necessidade de os referidos
cursos serem concluídos com aproveitamento, requisito essencial para nova promoção por tempo de serviço
definida por este Decreto..
§ 2º - Não haverá qualquer reclassificação de especialista para combatente (QPMP - 0 e QBMP - 0) em
virtude de realização de Cursos Especiais de Formação de Cabos e Sargentos (CEFC e CEFS) permanecendo os
promovidos nas suas QBMP e QPMP ou especialidade de origem.
§ 3º - Para a promoção à graduação de 1º Sargento por tempo de serviço, será também exigido o respectivo
Curso de Aperfeiçoamento (CAS, CASES ou CASAS), concluído com aproveitamento, até a data de promoção
inclusive.
§ 4º - Das vagas estipuladas para os Cursos de Aperfeiçoamento 40% (quarenta por cento) serão
preenchidas de acordo com a antigüidade na graduação e 60% (sessenta por cento) de acordo com a ordem de
o
classificação obtida em exame de seleção, podendo concorrer na Polícia Militar todos os 2 Sargentos masculinos
e femininos do Quadro I (P ermanente - Q - I) existente, em cada QPMP, para cada Curso correspondente,
alterando-se, desta forma o artigo 27 do Decreto nº 7.402, de 19 de julho de 1984, e no Corpo de Bombeiros todos
os 2º sargentos, exceto os pertencentes à QBPM/4 (músicos), regidos por legislação específica.
Art. 4º - Os cabos e os 3º sargentos promovidos a estas graduações por tempo de serviço, de acordo com as
presentes normas, só poderão obter nova promoção, por este intervalo mínimo de 03 (três) anos desde que
satisfeitas as demais exigências, não se admitindo promoções sucessivas, por tempo de serviço, ressalvados os
casos de ressarcimento de preterição já previstos nos Decretos nº 4.582, de 24.09.81 e 7.766, de 28.11.84.
Parágrafo Único - As praças que já tenham ultrapassados, ou venham ultrapassar, faixas de tempo de
serviço sem que possam ser novamente promovidos por força deste artigo, poderão desde que completem os
respectivos intervalos na ativa, e cumpram as demais exigências, mesmo após os 30 (trinta) anos de efetivo serviço
prestado a sua Corporação.
CBMERJ - EMG 194 BM/1
LEGISLAÇÃO BÁSICA DE BOMBEIRO-MILITAR

Art. 5º - Os Sargentos que, de acordo com as presentes normas, forem promovidos por tempo de serviço,
poderão também, na nova graduação, integrar Quadros de Acesso por Antigüidade e por Merecimento, desde que,
possuindo, elos menos, o CEFS, e o respectivo Curso de Aperfeiçoamento, conforme o caso, satisfaçam as demais
exigências contidas no Regulamento de Promoções de Praças, estando compreendidos como excedentes, nos
respectivos limites quantitativos de antigüidade para fins de composição de QA.
§ 1º - Os graduados a que se refere este artigo quando concorrendo à constituição de Quadros de Acessos
também fizerem jus a promoção por tempo de serviço, até a data da promoção prevista no RPP, serão excluídos do
QA e promovidos por este critério, permanecendo como excedente em suas respectivas QBMP, ou especialidades,
preservadas sempre suas antigüidades.
o
§ 2 - Os demais graduados que se encontrarem na mesma situação prevista no parágrafo anterior, estando
numerados no almanaque, ao serem excluídos de Quadro de Acesso para serem promovidos por tempo de serviço,
permitirão que seja recompletado o limite quantitativo de antiguidade para composição dos respectivos QA até 30
(trinta) dias antes da promoção prevista no RPP
Art. 6º - Para que possam habilitar-se às promoções por tempo de serviço ou integrar Quadros de Acessos,
os Cabos e 3º Sargentos promovidos a estas graduações por bravura, ou de acordo com o Decreto nº 10.078, de
02.07.78 e art. 1º, do Decreto n.º 16.927, de 31.10.91, e outros que, por ventura, também não possuam os
respectivos curso de formação, deverão ser matriculados nos próximos CEFC e CEFS, respectivamente, assim
como os 2º, 1º Sargentos deverão ser matriculados no próximo Curso de Aperfeiçoamento, caso ainda não o
possuam, independentemente de qualquer exigência, devendo, entretanto concluí-los com aproveitamento..
Art. 7º - A promoção por tempo de serviço, de que trata o presente Decreto, será assegurada também ao
Policial Militar e Bombeiro Militar que vierem a sofrer acidente de serviço , assim definido pelo Decreto nº
3.067/67 e Decreto nº 544/76 e, em razão disto forem julgados incapazes definitivamente para o respectivo, por
junta de Inspeção de Saúde.
§ 1º - A promoção mencionada no caput será considerada a contar da data da respectiva inspeção de saúde,
salvo se esta ocorrer posteriormente a data marcada para à promoção por tempo de serviço prevista neste Decreto.
§ 2º - Se, em decorrência do acidente em serviço referido neste artigo, sobrevier falecimento, a referida
promoção por tempo de serviço não prejudicará a promoção “post-mortem” já prevista no artigo 8º do Decreto nº
7.766, de 28.11.94, devendo esta ocorrer sucessivamente a do tempo de serviço, num só ato, e ambas a contar da
data do óbito, observado, entretanto, o disposto no parágrafo anterior.
Art. 8º - A P raça que estiver realizando curso regular de formação e fizer jus a promoção por tempo de
serviço antes do término do referido curso, será promovido a graduação a quem tem direito, na data prevista para
referida promoção, devendo, entretanto, concluir o citado curso com aproveitamento, para habilitar-se às demais
promoções.
Art. 9º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação não ocasionando qualquer direito
retroativo financeiro, ou relativo a data de promoção, antigüidade, ou cursos, revogando-se as disposições em
contrário, especialmente o Decreto nº 21.078, de 08.12.78; o inciso II e § 3º do artigo 10, do Decreto nº 7.766, de
28.11.84 e o Decreto nº 20.732, de 17.10.94.
Rio de Janeiro, 13 de maio de 1996.
MARCELLO ALENCAR

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