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Escola EB 2,3 de Jovim – Gondomar

Escola EB 2,3 de Jovim – Gondomar Área de Projecto 6.º E Ano lectivo 2006/2007– 2.º

Área de Projecto

6.º E

Ano lectivo 2006/2007– 2.º e 3.º período

IIndíceIIndícendícendíce

PáginaPáginaPáginaPágina

Introdução

3

I- Ficha de leitura

4

II- Biografia e Bibliografia de Sophia M B Andresen

8

III- Biografia dos Ilustradores dos livros “O Rapaz de Bronze”

11

IV – A Mitologia e as flores

16

V – O Cravo

21

VI – O Significado de algumas flores

22

VII – Desenho do Jardim Maravilhoso

24

VIII – Uma banda desenhada especial

25

IX – Curiosidades sobre algumas flores

26

X – O Girassol

33

XI – Reescrita do Capítulo “As flores”

36

Conclusão

45

Bibliografia

46

Anexos

47

IIntroduçãoIIntroduçãontroduçãontrodução

Este livro é o resultado do trabalho de projecto dos alunos do 6.º E iniciado no segundo período do ano lectivo de 2006/2007.

No primeiro dia de aulas desse período foi – nos apresentada uma proposta de trabalho que pretendia dar-nos a possibilidade de escolher um livro, a ser lido por todos. O objectivo desse trabalho seria aprender a Gostar de Ler (anexo 1). Dividimo-nos em grupo e cada grupo escolheu livremente um livro. Na aula seguinte, nenhum aluno tinha iniciado a leitura do livro escolhido: uns porque não tinham encontrado o livro na biblioteca da escola, outros por variadas razões. As professoras decidiram por isso escolher o livro “O Rapaz de Bronze” de Sophia de Mello Breyner Andresen, que faz parte do Plano Nacional de Leitura e do qual existiam tantos livros na biblioteca quantos os alunos da turma. Lemos o livro, percebemos que se trata de uma personificação, gostámos e concordámos em trabalhá-lo.

Várias ideias surgiram. Como temos dificuldade em trabalhar em grupo, decidimos que cada um de nós, em par ou sozinho, iria contribuir para o trabalho da turma. Dividimos as tarefas como se pode verificar no anexo 2.

O resultado está aqui. Fizemos pesquisa na Internet sobre a biografia e bibliografia da autora e a biografia dos ilustradores dos dois livros disponibilizados pela Biblioteca da Escola – Júlio Resende e Fedra Santos; Descobrimos curiosidades e o significado de algumas das flores de que fala o livro - que apresentámos em Powerpoint e que se encontram no anexo 3; Pesquisamos aspectos relacionados com a mitologia das flores; procurámos conhecer melhor características de algumas flores ou plantas; Transformámos o capítulo “As flores” em banda desenhada; Desenhámos um jardim de acordo com as sensações que tivemos ao ler o primeiro capítulo do livro; Transcrevemos para dramatização o capítulo “ A festa” e dividimos as personagens entre nós (Anexo 4); Fizemos uma ficha de leitura; Constatámos que as características das flores apresentam semelhanças com as das pessoas; Pesquisámos imagens de todas as flores e algumas plantas referidas no livro e colámo-las em cartolina que expusemos na nossa sala (1.3). Temos uma fotografia dos cartazes no Anexo 5 e uma nossa no Anexo 6.

Nesta pesquisa procurámos o significado de algumas palavras desconhecidas para melhor entendermos o texto do livro e das pesquisas que fomos fazendo.

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A ficha de leitura de um livro é um material importante para o seu estudo, porque

podemos registar informações gerais sobre a obra a que se refere, anotações particulares, sínteses do assunto, e muitos outros dados. Do Rapaz de Bronze fazemos os registos seguintes:

1. Dados bibliográficos

Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen Título: O Rapaz de Bronze Editora: Edições Salamandra, Lda; Figueirinhas Colecção:

Lugar e data da edição: Lisboa,1996;

2. Dados sobre a obra

A. Género: O Rapaz de Bronze é um conto em prosa destinado a crianças e jovens

B. Tema principal: O comportamento e os sentimentos das flores

C. Personagens principais: Gladíolo; Rapaz de Bronze e Florinda

O Gladíolo era uma flor muito mundana, um snob que ansiava ser colhido para ser colocado numa jarra da sala onde a dona da casa dava as suas festas. Achava que era superior a quase todas as outras flores. Tinha sempre uma crítica a fazer, um comentário por vezes desagradável sobre as outras flores. Por exemplo, para o gladíolo as rosas eram flores sentimentais e fora de moda; os cravos cheiravam a dentista; tinham grande desprezo pelas papoilas e pelos girassóis; diziam que as flores da urze e do tojo do pinhal não eram flores mas “uma espécie de ervas cheias de picos”; admiravam secretamente as camélias porque não tinham perfume mas achavam que eram esquisitas e irritantes; as flores estrangeiras da estufa – a Orquídea e a Begónia - eram muito consideradas pelos gladíolos, mas,

como infelizmente saíam pouco à noite com medo de se constipar, o gladíolo ia muitas vezes visitá-las; as tulipas eram as flores que o Gladíolo amava e tinha uma admiração sem limites, chegava a ser subserviente e a pôr de parte a sua vaidade.

O único desgosto que tinha era não ser tulipa porque “as tulipas são caras, raras e

muito bem vestidas” e “descendem em linha recta das tulipas holandesas do Príncipe de Orange”; detestavam a flor de muguet por ser “uma flor tão exibicionista!”,“uma flor escondida (…) pequenina e branca” e ter “um perfume maravilhoso e mais belo que o perfume dos nardos” que na Primavera “o vento da tarde” leva consigo e espalha o seu perfume “no jardim todo”.

O Rapaz de Bronze era uma estátua feita de bronze que vivia na Clareira dos Plátanos - no centro da ilha muito pequena e feita de pedregulhos no lago redondo do pequeno jardim rodeado de árvores altíssimas que o cobriam com os seus ramos e que ficava entre o roseiral e o parque. Durante o dia o Rapaz de Bronze não se podia mexer, mas “durante a noite falava, mexia, caminhava, dançava e era ele quem mandava nos jardins, no parque, no pinhal, nos pomares e

no campo”. Era o senhor do jardim e o rei da noite. Considerava que todas as flores eram bonitas, que tudo era uma festa: o orvalho da manhã; a luz do sol; a brisa da tarde; a sombra da noite.

Florinda tinha sete anos e era filha do jardineiro; era parecida com as flores pois tinha os cabelos loiros como a cabeleira do Girassol; olhos azuis como duas violetas; mãos brancas e finas como duas camélias; pele fresca e macia como uma rosa e a boca vermelha como um cravo. Enquanto esteve sentada na beira da jarra ria e batia palmas de alegria ao ver as flores à sua volta a dançar e a formar figuras geométricas que a encantavam. As pessoas não acreditavam quando ela dizia que tinha visto as folhas da tília a fazer sinais umas às outras e as tinha ouvido a conversar contando segredos. Se fosse flor gostaria de ser Flor de Muguet para se poder esconder na erva dentro de duas folhas verdes.

D. Lugar: Jardim maravilhoso e Clareira dos Plátanos

Tempo da acção: Vários dias e uma Noite de lua cheia

E. Resumo do assunto da obra.

A obra “O Rapaz de Bronze” está dividida em quatro capítulos: As flores; O gladíolo; Florinda e a Festa.

No primeiro capítulo intitulado “As flores” somos levados para um jardim maravilhoso cheio de tílias, bétulas, carvalhos, magnólias e plátanos. Nesse jardim havia roseirais, jardins de buxo, pomares, ruas muito compridas entre muros de camélias. Tinha ainda uma estufa cheia de avencas; um grande parque com plátanos, lagos, grutas e morangos silvestres; um campo de trigo e papoilas e um pinhal onde cresciam urzes e fetos entre mimosas e pinheiros. Havia um canteiro de gladíolos no lugar mais chique de um dos jardins de buxo.

Os gladíolos são-nos apresentados como seres que se consideram superiores

a quase todas as flores excepto das tulipas a quem amavam, por quem tinham uma

consideração sem limites, porque elas eram caras, raras e estavam sempre bem vestidas. Os gladíolos tinham um único desgosto na sua vida: não serem tulipas. Detestavam a flor de muguet porque o perfume destas flores levado pelo vento anuncia a Primavera.

No segundo capítulo - O gladíolo – é-nos contado que nascera um gladíolo ainda mais mundano que todos os outros; que o seu único desejo era ser colhido pelo jardineiro para ser colocado nas jarras que enfeitavam as salas das festas que

a dona da casa costumava dar. Quando descobriu que tão cedo não iria ser cortado

pois a sua dona já estava farta de ver gladíolos em todas as festas a que ia, o seu

coração ficou cheio de pena de não ter sido colhido.

Depois de espreitar a festa que decorria na casa dos seus donos sentado entre as folhas dos ramos de um Carvalho, de saber informações sobre alguns dos convidados e depois da festa ter terminado, decidiu dar, à noite, uma festa de flores igual às festas das pessoas. Aconselhado pelo Carvalho, teve de pedir licença ao Rapaz de Bronze para realizar essa festa.

O Rapaz de Bronze era uma estátua que de dia não se mexia mas que à

noite falava, caminhava e dançava. Era o rei do jardim e da noite, o senhor dos parques, do pinhal, dos pomares e do campo e todas as árvores, animais e plantas lhe obedeciam. O Rapaz de Bronze acabou por autorizar a realização da festa duas noites depois, porque, apesar de pensar que tudo era uma festa para ele e todos no jardim, viu que o Gladíolo estava muito triste e teve pena dele.

Depois de ter autorização do Rapaz de Bronze, o Gladíolo ao colo do vento foi ter com as flores da estufa e os três – Gladíolo, Begónia e Orquídea – discutiram muito para saber quem deveria fazer parte da Comissão Organizadora do Grande Baile de Flores - eles os três, a Tulipa, o Cravo e a Rosa.

O terceiro capítulo – Florinda – começa por nos dizer que a pedido do

Gladíolo, a Tulipa, o Cravo e a Rosa foram informadas na manhã seguinte pelas borboletas de que faziam parte da Comissão Organizadora do Grande Baile e que deveriam encontrar-se nessa noite no jardim do Rapaz de Bronze para se organizar a festa.

A Comissão discutiu entre si e acordou o número de famílias (espécies) de

flores a convidar porque todos os elementos da comissão levavam já listas com o nome das famílias – trinta e seis famílias; o lugar exacto da realização da festa – Clareira dos Plátanos; a ornamentação da clareira – pôr uma fileira de pirilampos à roda do lago - e convidar uma pessoa para enfeitar a jarra de pedra que existia na clareira e que se encontrava vazia – a Florinda, a filha do jardineiro – porque “se as pessoas, nas festas de pessoas, põem flores nas jarras, as flores nas festas de flores devem pôr pessoas nas jarras” disse o Rapaz de Bronze e todos concordaram.

O quarto capítulo “A festa” começa com o convite apresentado pelo

rouxinol à Florinda para ir à festa maravilhosa. Quando chegaram ao princípio do parque, Florinda hesitou com medo. O Rapaz de Bronze apareceu e acalmou-a dizendo-lhe que tomaria conta dela. Na clareira quando o Rapaz de Bronze indicou o lugar a Florinda porque ela parecia uma flor, Florinda riu e deixou-se pegar ao colo para ser colocada na jarra de pedra. Florinda estava feliz e batia palmas de alegria ao ver as danças maravilhosas das flores e ao ouvir as explicações do Rapaz

de Bronze sobre as figuras geométricas que as flores faziam a dançar.

O Gladíolo era a única flor que ainda não dançara. Estava preocupado com o

atraso da Tulipa (estes atrasos da Tulipa eram habituais). A Tulipa chegou no fim da terceira dança. Mal a viu, o Gladíolo precipitou-se para ela e convidou-a para dançar. A Tulipa recusou todos os convites para dançar, mas a única flor que ficou ao seu lado a fazer conversa foi o Gladíolo, apesar da Tulipa não fazer nenhum esforço para o ouvir.

Quando a Tulipa sentiu e viu o Nardo aceitou sem hesitar dançar três danças seguidas para espanto do Gladíolo que se preocupara com a Tulipa e a possibilidade dela se vir a sentir mal com o perfume forte e enjoativo do Nardo. Este deixou a Tulipa logo que sentiu o perfume maravilhoso da Flor de Muguet. A Tulipa não dançou mais e o Gladíolo ficou sempre a seu lado.

O Rapaz de Bronze foi deitá-la

adormecida. No outro dia, Florinda contou às suas amigas sobre a festa mas como

Florinda

foi

quem

mais

se

divertiu.

nenhuma acreditou, começou a pensar que talvez tivesse sido um sonho como diziam as suas amigas.

Alguns anos mais tarde, tinha a Florinda quinze voltou a falar com o Rapaz de Bronze que lhe disse que “As coisas extraordinárias e as coisas fantásticas também são verdadeiras. Porque há um país que é a noite e um país que é o dia.”

3. Avaliação da obra

O título deste livro tem a ver com a estátua feita de bronze que tinha vida durante a noite.

Aprendemos pelo menos duas palavras novas: mundano e snob que são os adjectivos que melhor caracterizam o Gladíolo. Mundano significa alguém que gosta de festas, das aparências, que olha só para o exterior das pessoas. Snob é sinónimo de mundano.

“O Rapaz de Bronze” revela-nos através das características das flores aspectos de personalidade das pessoas e valoriza a beleza e a simplicidade da Natureza. Podemos todos dizer como a Florinda: “Como o mundo é maravilhoso!”

De toda a obra, gostamos do quarto capítulo: “A Festa” de que fizemos a reescrita.

Pela forma como são feitas as descrições, o que nos é dito nos diálogos e como somos capazes de imaginar toda a história, classificamos em dez, numa escala de 1 a 10 pontos esta obra.

IIIIIIII –––– BBiografiaBBiografiaiografiaiografia eeee bibliografiabibliografiabibliografiabibliografia dededede SophiaSophiaSophiaSophia dededede MelloMelloMelloMello BreynerBreynerBreynerBreyner AndresenAndresenAndresenAndresen

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Sophia de Mello Breyner Andresen é, sem sombra de dúvida, um dos maiores poetas portugueses contemporâneos – um nome que se transformou, em sinónimo de Poesia e de musa da própria poesia.

Sophia nasceu no Porto, em 1919, no seio de uma família aristocrática. A sua infância e adolescência decorrem entre o Porto e Lisboa, onde cursou Filologia Clássica.

Após o casamento com o advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares, fixa-se em Lisboa, passando a dividir a sua actividade entre a poesia e a actividade cívica, tendo sido notória activista contra o regime de Salazar. A sua poesia ergue-se como a voz da liberdade, especialmente em "O Livro Sexto".

Foi sócia fundadora da "Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos"e a sua intervenção cívica foi uma constante, mesmo após a Revolução de Abril de 1974, tendo sido Deputada à Assembleia Constituinte pelo Partido Socialista.

Profundamente mediterrânica na sua tonalidade, a linguagem poética de Sophia de Mello Breyner denota, para além da sólida cultura clássica da autora e da sua paixão pela cultura grega, a pureza e a transparência da palavra na sua relação da linguagem com as coisas, a luminosidade de um mundo onde intelecto e ritmo se harmonizam na forma melódica, perfeita, do poema.

Luz, verticalidade e magia estão, aliás, sempre presentes na obra de Sophia, quer na obra poética, quer na importante obra para crianças que, inicialmente destinada aos seus cinco filhos, rapidamente se transformou em clássico da literatura infantil em Portugal, marcando sucessivas gerações de jovens leitores com títulos como "O Rapaz de Bronze", "A Fada Oriana" ou "A Menina do Mar".

Sophia é ainda tradutora para português de obras de Claudel, Dante, Shakespeare e Eurípedes, tendo sido condecorada pelo governo italiano pela sua tradução de "O Purgatório".

Faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004.

Purgatório". Faleceu em Lisboa a 2 de Julho de 2004. Poesia, Coimbra, ed. Da autora (3ª

Poesia, Coimbra, ed. Da autora (3ª ed., Lisboa, Ática, 1975), 1944.

Dia do Mar, Lisboa, Ática, 1947.

Coral, Porto, Livraria Simões Lopes (2ª ed., ilustrada por Escada, Lisboa, Portugália, 1968, 3ª ed., 1950.

Tempo Dividido, Lisboa, Guimarães Editores, 1954.

Mar Novo, Lisboa, Guimarães Editores, 1958.

Cristo Cigano, ilustrado por Júlio Pomar, s.l., Minotauro (2ª ed., Lisboa, Morais, 1978),

1961.

Livro Sexto, s.l. [Lisboa], Salamandra, 1962.

Geografia, Lisboa, Ática (3ª ed., Lisboa, Salamandra), 1967.

Antologia, Lisboa, Portugália (5ª ed., aumentada com prefácio de Eduardo Lourenço, Porto, Figueirinhas), 1968.

Grades – Antologia de Poemas de Resistência, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1970.

11 Poemas, Lisboa, Movimento, 1971.

Dual, Lisboa, Morais Editores (3ª ed., Lisboa, Salamandra, 1986), 1972.

O Nome das Coisas, Lisboa, Moraes Editores (2ª ed., Lisboa, Salamandra, 1986), 1977.

Poemas Escolhidos, Lisboa, Círculo de Leitores, 1981.

Navegações, Lisboa, Imprensa Nacional Casa da Moeda (2ª ed., Lisboa, Caminho), 1983.

No Tempo e Mar Novo, 2ª ed., revista e ampliada, Lisboa, Salamandra, 1985.

Antologia, Porto, Figueirinhas, 1985.

Ilhas, Lisboa, Texto Editora, 1989.

Obra Poética, vol. I, Lisboa, Caminho, 1990.

Obra Poética, vol. II, Lisboa, Caminho, 1991.

Obra Poética, vol. III, Lisboa, Caminho, 1991.

Obra Poética I, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.

Obra Poética II, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.

Musa, Lisboa, Caminho, 1994.

Signo – Escolha de Poemas, Lisboa, Casa Pessoa, 1994.

O Búzio de Cós e Outros Poemas, Lisboa, Caminho, 1997.

Prosa

Rapaz de Bronze (O), Lisboa, Minotauro (2ª ed., Lisboa, Moraes, 1978), 1956.

Menina do Mar (A), Porto, Figueirinhas (17ªed., 1984), 1958.

A Fada Oriana, Porto, Figueirinhas (l2ªed., 1983), 1958.

Noite de Natal, Lisboa, Ática, 1960.

Contos Exemplares, Lisboa, Moraes (23ªed., prefácio de António Ferreira Gomes, Porto, Figueirinhas, 1990), 1962.

Cavaleiro da Dinamarca (O), Porto, Figueirinhas (21ª ed., 1984), 1964.

Os Três Reis do Oriente, desenhos de Manuel Lapa, s.l., Estúdio Cor, 1965.

Floresta (A), Porto, Figueirinhas (16ª ed., 1983), 1968. Tesouro, Porto, Figueirinhas, 1978.

Contos: 1979, ilustradora de Vieira da Silva, Lisboa, Galeria São Mamede, 1979. Histórias da Terra e do Mar, Lisboa, Salamandra (3ªed., Lisboa, Texto Editora, 1989), 1984.

Árvore (A), Porto, Figueirinhas (3ª ed., 1987), 1985. hEra Uma Vez Uma Praia Lusitana, Lisboa, Expo 98, 1997.

Este trabalho foi divertido. Gostamos do nosso trabalho em grupo. Escolhemos este trabalho para ficar

Este trabalho foi divertido. Gostamos do nosso trabalho em grupo. Escolhemos este trabalho para ficar a conhecer melhor a autora de “O Rapaz de Bronze”.

Pedro e Daniela

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Em Área de Projecto lemos o livro “O Rapaz de Bronze” em exemplares cedidos pela Biblioteca da nossa escola. Deparámos com duas edições diferentes e ilustradores diferentes.

Resolvemos conhecer os ilustradores: Júlio Resende ilustrador do livro publicado pelas edições Salamandra e Fedra Santos ilustradora do livro publicado pela Figueirinhas.

A - Biografia de Júlio Resende

Jovem
Jovem

Júlio Resende é um pintor português que nasceu em 23-10-1917 no Porto. Frequentou a Escola Superior de Belas-Artes do Porto. Iniciou sua actividade artística como ilustrador em semanários infantis e na imprensa diária.

Na década de 1940, as passagens por Madrid, onde teve contacto com as obras de Goya, e posteriormente por Paris irão influenciar a sua obra de estilo expressionista. Foi

também marcado pelo cubismo de Picasso, pois os seus quadros apresentam uma pintura dinâmica e geométrica, que caminha para a abstracção.

Destaca-se também o carácter social de muitos de seus quadros sobre o Alentejo pintados entre 1950 e 1951. Na mudança do Alentejo para o Porto irá produzir telas com uma pincelada mais solta e leve, em que a temática do trabalho e a vertente social se mantêm como aspecto dominante.

Tem uma fundação, sedeada em Valbom no concelho de Gondomar, “O Lugar do Desenho” onde expõe as suas obras e as de outros artistas. Neste momento decorre na Galeria Jornal de Notícias, no Porto, uma exposição deste artista.

A.1 - Aspectos relevantes da sua biografia

Em 1949/1950 foi professor numa pequena escola de cerâmica em Viana do Alentejo No ano 1951 Resende fixa-se no Porto mantendo actividades docentes no ensino

secundário. Em 1959 criou dois paneis cerâmicos para o Hospital de S. João, no Porto. Em

1962 prestou provas públicas para a cadeira de Professores na Escola Superior de Belas-

Artes do Porto. No ano 1981 executa os vitrais para a Igreja Nossa Senhora da Boavista no porto. É criado em 1993 0 Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende.

Ao longo da sua vida artística tem realizado exposições de vária índole:

- individuais em várias cidades portuguesas, em vários países europeus como Noruega, Espanha, Holanda, França e Bélgica. Realizou ainda exposições individuais no Brasil, Cabo Verde e Macau;

- colectivas em Goa, Angola, Itália, Brasil, Moçambique, Estados Unidos, Bélgica, Espanha e Rússia.

As suas obras podem ser observadas em vários museus nacionais - tais como o Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto, o Museu Regional de Évora, o Museu de Ovar, o Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante, o Museu de Arte Contemporânea e o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa – e estrangeiros -Museu de Arte Moderna de S. Paulo, Brasil Museu de Helsínquia, Finlândia; Museu de Aalesund Kunstforening, Noruega; Biblioteca Real Alberto I, Bruxelas, Gabinete de Estampas de Antuérpia Sede da UNESCO, Paris e Museu Marítimo de Macau.

Sobre as suas obras, destacámos alguns dos mais recentes dos seus inúmeros catálogos das suas exposições:

"Uma Retrospectiva";, 1997; texto de Laura Castro "Pinturas"; na Cordeiros Galeria 1998; texto do autor "Goa l'odeur couleur"; na Galeria de L'Hôtel de Ville de Saint-Gilles, Bruxelas, 1999 "Côr de Goa";, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, Aveiro, 2000; texto de Vasco Branco "Resende 1947/2000"; no Museu de arte Moderna Aloísio Magalhães, recife, 2000; texto de Laura Castro

Existem ainda obras de carácter monográfico sobre Júlio Resende tais como:

1954

Nobre, Roberto, Júlio Resende, Publicações de Arte Contemporânea, Nº 1, Porto

1957

França, Augusto, Resende - Obras de 1946 a 1957, Lisboa

1963

Pernes, Fernando, Júlio Resende, s/1, Ed. Artis

1981 Andrade, Eugénio, Júlio Resende entre a Angústia e a Esperança, Ed. Oiro do Dia, Porto

1982 Moura, Vasco Graça, Júlio Resende - Um Itinerário, s/1, Imprensa Nacional Casa da

Moeda, Lisboa

1987

Resende, Júlio, Autobiografia, Ed. O Jornal, Lisboa

1989

Mota, Arsénio e Chaves, Joaquim Matos, Júlio Resende, Arte como/Vida, Ed.

Civilização, Porto

1989

Resende; Júlio, L'Art et la Destinée de l'Homme, Ed. Awlsk, Bruxelas

1989

Andrade, Eugénio, Resende - Ribeira Negra, Ed. Lugar do Desenho, Porto

1992

Pedroso, J.M. Consiglieri, Júlio Resende, Ed. Metropolitano de Lisboa, Lisboa

1993

Andrade, Eugénio e Resende, Júlio, Lugar do Desenho, Ed. Grupo BPI, Porto

1996

Botelho, Margarida, Sete Rios, Ed. Metropolitano de Lisboa, Lisboa

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dededede FedraFedraFedraFedra SantosSantosSantosSantos Fedra Santos é a ilustradora do livro “O rapaz de

Fedra Santos é a ilustradora do livro “O rapaz de Bronze” escrito por Sophia de Mello Breyner, publicado pelas edições Figueirinhas, em 2006. Porque quisemos saber mais sobre esta ilustradora, pesquisámos na Internet e encontrámos uma entrevista realizada por alunos da escola EB1 de Santa Susana e divulgada no jornal “Jornalito do Lince”. Com base nessa entrevista, descobrimos o seguinte:

Fedra Santos nasceu em 12 de Dezembro de 1979 em Freamunde, perto de Paços de Ferreira, onde ainda vive com os seus pais. Concluiu em 2002 a Licenciatura em Design de Comunicação na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Formou com uma das suas melhores amigas e colega da faculdade uma pequena empresa chamada Furtacores, Design e Comunicação. O nome Furtacores tem a ver com a ideia de que pretendem furtar as cores do ambiente para os trabalhos a executar. Como não têm atelier trabalham em casa.

Fedra lê mais livros infantis agora em adulta do que quando era pequena porque até aos 8 anos, só gostava dos livros de banda desenhada, principalmente da Turma da Mónica. Eram histórias com muito bom humor e não lhes faltavam desenhos (até passava horas a copiar os desenhos para papel vegetal, tinha dezenas e dezenas de folhas com desenhos). No dia em que fez 8 anos, ofereceram-lhe um livro chamado "Os desastres de Sofia" da Condessa de Ségur e gostou tanto que começou a ler livros "sem desenhos". Agora anda sempre a descobrir livros novos.

Gostou muito de ler "A bola e o goleiro" do Jorge Amado e de todos os livros do Roald Dahl (o escritor do "Charlie e a Fábrica de Chocolate"). Dos juvenis, adora os livros do Harry Potter. Mas o melhor livro de sempre da literatura juvenil é a "A História Interminável" que considera “ Lindo, lindo!”

O livro até agora que mais gostou mesmo muito de ilustrar foi "Jabiraco – Uma aventura no tempo do onça" porque é sobre um cão muito feio e muito chato (mas a coisinha mais amorosa que pode existir!). O dono tenta livrar-se dele mas o Jabiraco volta sempre para casa. É delicioso! Além deste, gostou de ilustrar "O livrinho dos versos para rir" porque se fartava de rir com os versos e com os desenhos que tinha que inventar.

Quando uma ilustração não sai bem, guarda-a normalmente porque mais tarde ainda pode modificá-la para outra coisa qualquer. Não se costuma enganar muito porque, quando começa uma ilustração, já vai com uma ideia mais ou menos precisa na cabeça. Nem faz muitos esboços, a não ser que seja para estudar alguma personagem (como o Jabiraco, por exemplo, que era o herói da história e tinha que ser bem pensado). Normalmente, desenha directamente no papel de aguarela. Já lhe aconteceu ter dado uma cotovelada no frasco da tinta e ela despejar-se em cima da ilustração. E isso é mesmo muito mau, como se pode imaginar!

Há livros em que demora mais tempo a decidir que tipo de desenho vai fazer. Por exemplo, no livro "O Rapaz de Bronze" da Sophia de Mello Breyner Andresen demorou algum tempo a começar porque sentiu uma responsabilidade muito grande! É muito mais fácil ilustrar quando se faz as coisas espontaneamente sem pensarmos no que os outros vão dizer.

O último livro que ilustrou foi "O Livrinho dos Provérbios" e o primeiro foi "Os Dois

Fradinhos".

Primeiro faz o desenho a lápis (costuma usar minas 2B porque o traço do lápis fica mais forte e sensível à pressão, mas ao mesmo tempo se quiser apagar não deixa tantas marcas). Depois, costuma pintar com umas tintas de aguarela já misturadas em água chamadas Ecolines que têm umas cores muito fortes. Mas já experimentou outras técnicas como o lápis de cor, os pastéis, o acrílico, pintar a computador. As ecolines são a tinta que domina melhor.

Também acontece, por vezes, acrescentar alguns pormenores no computador, como por exemplo pôr brilhos. Além de ilustradora, é designer, portanto entrega os seus livros praticamente prontos às editoras. Ou seja, além de fazer as ilustrações, decide onde é que elas vão ficar, que tipo de letra vai usar, de que cor vão ser as páginas, todas essas coisas.

de fadas que vocês conhecem,

principalmente da Branca de Neve e Gata Borralheira e desde pequena que desenha e faz

banda desenhada para si destas duas histórias. Até agora, ainda não fez para nenhum livro.

Mas ainda não perdeu

Em

pequena,

gostava

de

a

todos

os

contos

esperança que elas surjam um dia destes!

A história da Branca de Neve chegou a fazer-lhe medo porque tinha um pavor do

desenho da bruxa do livro da Walt Disney! Ainda se lembra de ter mais ou menos dois anos e andar a correr pela casa fora a fugir da bruxa porque pensava que ela vinha atrás dela!

A ilustração é uma das melhores formas de cativar crianças (e também adultos) para um livro. No fundo, a ilustração é uma maneira diferente de contar uma história e que funciona de uma forma mais imediata do que a escrita. Olhamos para uma ilustração e isso faz-nos logo tentar adivinhar sobre o que será a história, põe-nos logo a imaginação a trabalhar. Além disso, não precisamos de esperar para "aprender a ler" ilustrações, não é? Até um bebé, à sua maneira, consegue "ler" uma ilustração. E, tal como quando lemos uma história, à medida que crescemos, vamos vendo coisas diferentes nas ilustrações.

Quando começa o desenho a lápis, prefere estar sozinha para poder pensar melhor. Quando começa a pintar, já não se importa nada de ter companhia, até gosta de poder ir perguntando algumas opiniões. Só não gosta que estejam por trás dela a espreitar por cima do ombro.

Às vezes enquanto trabalha ouve música ou deixa a televisão ligada e "ouve" filmes ou "ouve" vídeos na Internet. Mas, por vezes, também fica em silêncio. Depende muito da disposição. A música que ouve vai desde a clássica, passando por jazz, pop, bandas sonoras, música alternativa. Gosta muito de Nina Simone e Antony and the Johnsons.

Se entrasse numa banda desenhada, gostaria, como quase todas as pessoas, de ser uma super-heroína e de pôr este mundo "nos eixos"! Se tivesse que se ilustrar, seria uma super-heroína mesmo, mesmo, mas mesmo muito bonita!

Sempre gostou muito de desenhar, desde pequenina. Mas nunca se questionou de onde apareciam as ilustrações dos livros ou que havia uma profissão de ilustrador. Sempre gostou da ideia de fazer desenhos animados mas nunca pensara em desenhar para livros. Entretanto, quando entrou para a Faculdade de Belas Artes começou a prestar mais atenção a essas coisas e no seu 3º ano teve como professor um grande ilustrador português, António Modesto, que a fez ficar mais alerta para o mundo da ilustração. No 5º ano, acabou

por decidir fazer um projecto final da faculdade muito ligado à ilustração que correu muito bem.

Depois de concluída a faculdade, enviou uns mails para editoras a dizer-lhes que existia e que gostava de fazer algum trabalho. Teve a sorte de receber uma resposta da editora “Campo das Letras” que a deixou escolher um conto popular para iniciar uma colecção chamada "Novos ilustradores". Escolheu "Os dois fradinhos". Depois disso, os trabalhos foram sempre surgindo, primeiro só na Campo das Letras e depois noutras editoras.

Teve também a sorte de conhecer o escritor Viale Moutinho e de se tornarem amigos. Já ilustrou uma data de livros dele e ele tem sempre novos projectos em mãos! Nunca está parado!

Está a ilustrar um livro chamado "As Sete Cidades do Arco-Íris", da Vera Santos Silva. É a história de um menino que está só e quer encontrar outras crianças como ele. Para as encontrar vai pelo ar, num grande balão, e visita as sete cidades do arco-íris. Como devem estar a adivinhar, vai ser um livro muito colorido.

Além de “O Rapaz de Bronze” já ilustrou entre outros os seguintes livros: Braga - Era Uma Vez Uma Cidade, Cavalo do Lenço Amarelo É Perigoso, Os Dois Fradinhos, História de Cantarina Cantora, Jabiraco - Uma aventura canina nos tempos do Onça, Labirinto de Luana, Linguagens e Animal - O Gatil da Lua Gata, Nove Contos de Natal, A Revolução das Letras, Segredos do Homem-Golfinho, Segredos em Terras de Cavalos & Unicórnios, O Segredo Maior - Canções a Brincar, Tenho Uma Ideia, Tubarões, Crocodilos e Cavalos- Marinhos, O Livrinho das Lengalengas, O Livrinho das Adivinhas, O Livrinho dos Contos do Alto Douro.

CONCLUSÃO

Adoramos fazer este trabalho que nos ensinou coisas novas e aprendemos mais

sobre ilustrações.

Carlos e Francisco

IIVIIVVV –––– AAAA MitologiaMitologiaMitologiaMitologia eeee asasasas floresfloresfloresflores

eeee asasasas floresfloresfloresflores a - Introdução A palavra “mitologia” é

a - Introdução

A palavra “mitologia” é frequentemente associada às descrições de religiões hoje quase extintas e fundadas por sociedade antigas como a Mitologia Romana, a Mitologia Grega, a Mitologia Egípcia e a Mitologia Nórdica.

Os mitos são, geralmente, histórias baseadas em tradições e lendas feitas para explicar o universo, a criação do mundo, fenómenos naturais e qualquer outra coisa que não se consegue explicar doutra forma mais simples. Mas nem todos os mitos pretendem dar essas explicações. Em comum, a maioria dos mitos envolvem uma força sobrenatural ou uma divindade. Alguns mitos são apenas lendas passadas oralmente de geração em geração.

Algumas pessoas usam as palavras mito e mitologia para desacreditar as histórias de uma ou mais religiões. Pessoas de muitas religiões consideram ofensa que a sua fé seja caracterizada como um conjunto de mitos, pois isso é afirmar que a religião em si é uma mentira. Mesmo assim, muitas pessoas concordam que cada religião tem um grupo de mitos que se desenvolveram em simultâneo com as escrituras.

As flores encontram-se ligadas a esses mitos e mitologias. Como a obra “O Rapaz de Bronze” de Sophia de Mello Breyner Andresen está recheada de diversas flores, considerámos interessante conhecer características mitológicas, lendárias e simbólicas de algumas dessas flores.

b - A Mitologia de algumas Flores

Na China, as magnólias são utilizadas para proteger Buda, por isso, são cultivadas

à volta dos templos budistas. As flores da Magnólia são excelentes presentes quando a intenção é mandar mensagens de força, amor à natureza, simpatia, dignidade, perseverança e nobreza.

As rosas estão entre as flores mais antigas a serem cultivadas. A literatura indica que elas sempre estiveram nos jardins dos gregos, dos romanos e do povo da Babilónia. Muitas variedades foram perdidas durante a queda do império romano e a invasão muçulmana da Europa. Na China, no século V a.C., acreditava-se que o óleo extraído das rosas tinha poderes e, portanto, só poderia ser usado pela nobreza. Se algum plebeu – elemento do povo - fosse encontrado com uma mínima porção deste elixir era condenado à morte.

Foi na era Vitoriana – no reinado da rainha Vitória no Reino Unido - que surgiu a chamada linguagem das rosas, quando cada cor passou a simbolizar um sentimento.

Um grande escritor inglês chamado William Shakespeare na sua obra mundialmente conhecida “Romeu e Julieta” refere-se à rosa como “Aquilo a que chamámos de rosa, com outro nome seria igualmente doce.”

A Rosa é considerada a rainha das flores, e o nome vem do latim, "rosa", e do grego

"rhodon". Segundo uma lenda grega, a deusa das flores, Chloris, criou a rosa a partir do corpo de uma ninfa encontrada num bosque. Afrodite deu-lhe a beleza, Dionísio deu-lhe o néctar e Apolo poliu e fez florescer essa flor soberana. Dessas três graças nasceu a flor das flores: a rosa.

Os romanos diziam que uma bela mulher, chamada Rodanthe, tinha muitos pretendentes, mas não se quis casar com nenhum deles. Desprezados, eles invadiram a

casa de Rodanthe com muita violência. A deusa Diana não gostou do episódio e transformou

a mulher em flor e os seus pretendentes em espinhos.

A lenda grega conta que a rosa é filha do borrifo que nasceu do sorriso de Eros. É

também vista como símbolo da virtude e do pecado como se pode verificar neste excerto:

”Invoco o grande, o puro, o terno e grandioso amor, o deus alado, arqueiro, ágil e ardente ”

A rosa é considerada a mais romântica das flores. As suas diferentes cores têm muitos significados que se tornam especiais e mágicos a cada momento. Por exemplo: as rosas vermelhas simbolizam o amor; as brancas, a paz; as amarelas, a amizade; a rosa representa o amor e as suas diferentes manifestações. As flores de cores vermelhas são fortes e estão associadas ao amor intenso, à paixão, ao excessivo, ao arrebatador. Uma tonalidade muito escurecida de rosa é normalmente usada nos períodos de luto. A rosa de cor amarela representa amizade e felicidade, mas também pode indicar dúvidas ou ciúmes.

Já a rosa laranja transmite a ideia de fascínio ou encanto. A rosa rosa também diz respeito

à amizade, mas de certa forma está também ligada ao carinho, gratidão, doçura e charme.

A rosa chá

representa respeito e admiração; a rosa branca quer dizer pureza e paz; e a rosa

champagne exprime admiração, simpatia, prazer e reverência.

As flores de tom rosa claro das rosas são entendidas como uma gentileza.

Para oferecer de presente as senhoras de idade, aconselha-se rosas rosas, laranjas, amarelas, rosas-chá e champagnes. As rosas brancas são as mais apropriadas para presentear moças jovens, mas também servem as rosas rosas ou amarelas. As rosas vermelhas deverão ser reservadas para demonstrar que se está apaixonado.

Outros significados das rosas surgem ainda conforme elas se apresentam ou se misturam: um ramo (bouquet) repleto de rosas significa gratidão; um cacho de rosas representa encanto; uma coroa é uma recompensa por mérito; rosas vermelhas e brancas representam união e harmonia; as amarelas com vermelhas significam alegria; vermelhas e rosadas representam o amor apaixonado; quando coloridas com tons claros representam amizade e solidariedade; coloridas com as vermelhas em destaque representam amor feliz; rosas sem espinhos falam de amor à primeira vista; e uma solitária rosa diz simplesmente:

‘amo-te”.

As Avencas têm um segredo. Carregam a fama de espantar mau-olhado: dizem que são capazes de absorver as energias negativas e murcham, dando sinal de que há alguém invejoso no ambiente. Algumas variedades são usadas até na medicina popular como calmante para a tosse ou problemas no couro cabeludo. Mas é principalmente como planta ornamental que as avencas são admiradas. O seu nome científico é Adiantum, que deriva do grego 'adiantos' e que significa 'que não se molha', pois as gotas de chuva deslizam sobre as folhas da avenca, sem as molhar.

Sobre as Papoilas existe a seguinte lenda:

Depois de ter sido raptada por Hades, Zeus permitiu a Perséfone renascer na Primavera sob a forma de uma papoila. A papoila é conhecida há mais de cinco mil anos. Morfeu, deus dos sonhos, recebia-a em oferendas, em forma de coroas. Consta que Júpiter transformara, em papoila, o jovem pastor que costumava imitar o canto do galo cada vez que via as ninfas nuas a tomar banho.

O Gladíolo pode ter entre 50 e 90 centímetros de altura, com belas folhas laminares

e florescimento vistoso. Deve permanecer na posição vertical para uma boa conservação. Gregos e romanos já cultivavam essas flores originárias do continente africano e europeu. O seu nome deriva do latim “gládios”, que significa espada, devido às suas folhas robustas e pontiagudas. Naquele período, havia, na Grécia Antiga, uma tradição que consistia na oferta de gladíolos aos gladiadores vitoriosos, o que lhe rendeu, também, o significado de vitória. Antigamente, quando um homem enviava um ramo de Gladíolos a uma mulher, era colocado um número de flores correspondente ao horário em que se deveriam encontrar,

representando assim a hora do encontro com a pessoa amada

Sobre a Orquídea há uma lenda que conta que, numa manhã ensolarada, apareceu uma deusa deliciosamente perfumada com um delicado xaile, na costa de Java. Passeava serenamente por um bosque repleto de sândalos, magnólias e carvalhos. Os raios solares chegavam ao solo, filtrados pelos ramos das árvores, dissipando aos poucos a sombra da noite. Quando a deusa desapareceu, o seu xaile permaneceu sobre um ramo, numa posição em que recebia sombra e luz. Foi então que o xaile se transformou numa bela e misteriosa flor, a Orquídea, uma das mais fascinantes e sensíveis flores já vistas na natureza. A planta morreu quando os homens, sem delicadeza, a deixaram ali no chão, caída. Mas a bondade da deusa fez com que a Orquídea revivesse a partir dos germes que ali ficaram, para que, no mundo, a partir de então, florescessem Orquídeas para admiração dos seres que a ele pertenciam. Hoje são flores de festas, luxuosas, mas no passado eram colhidas pelos homens e pelas mulheres do povo, para serem oferecidas em ramos aos seus deuses.

A Tília é uma árvore sagrada das antigas civilizações germânicas, dotada de uma

longevidade pouco vulgar. É como o carvalho, uma árvore histórica e lendária. Para Siegfried, herói dos Nibelungos, desempenha o mesmo papel nefasto da mãe de Aquiles ao pousar a mão sobre o calcanhar de seu filho: efectivamente, Siegfried, tornado invulnerável por um banho de sangue, morreu de uma ferida entre as omoplatas, no local onde, no momento do banho, se fixara uma pequena folha de tília. É uma imponente árvore venerada no centro das povoações e frequentemente plantada em renques nas áleas dos parques e jardins públicos. Até à II Guerra Mundial, a cidade de Berlim orgulhou-se da sua Unter den Linden (Sob as Tílias), uma magnífica alameda de cerca de 1Km de extensão flanqueada por filas destas árvores seculares. É necessário trepar à árvore para colher as suas flores aromáticas, e seguidamente deixá-las secar à sombra.

Segundo Plínio - que no início da nossa era escreveu não haver árvore que melhor protegesse do calor do sol - os plátanos teriam sido introduzidas em Itália cerca de 390 a.C. provenientes da Grécia, onde eram objecto de uma veneração especial. Ainda hoje, na ilha grega de Cós, se pode admirar o chamado plátano de Hipócrates, debaixo do qual, segundo reza a lenda, aquele que é considerado o pai da medicina ocidental atendia os seus pacientes. É aliás do nome grego da árvore, "plátanos", que vem a designação científica do género, derivando o termo de "platys" que significa plano, largo em referência às folhas, segundo a maioria dos autores.

As Tulipas são flores magnânimas e austeras. São inodoras (não têm cheiro) e de raríssima beleza, representam, para uns autores, “amor sem esperança”, e para outros, significam “amante perfeito”. Segundo a lenda, as tulipas eram as flores dos apaixonados. Muitos jardineiros, no Império Otomano perderam a língua para não terem condições de contar sobre os encontros amorosos que presenciavam junto às tulipas.

Sobre a Tulipa Negra conta-se que "Era comum ouvir-se falar na tulipa negra, uma flor rara e preciosa. Segundo uma lenda persa, uma moça chamada Ferhad apaixonou-se por um rapaz chamado Shirin. Vendo seu amor rejeitado, Ferhad fugiu para o deserto. Ao chorar de saudades e tristeza, cada uma de suas lágrimas, ao tocar a areia, transformou-se numa linda tulipa".

Segundo a tradição cristã, a Flor de Muguet ou lírio do vale simboliza as lágrimas

da Virgem Maria, daí que a esta flor também se chame lágrimas de Nossa Senhora.

O Lírio é uma das flores mais antigas de que se tem notícia, faz parte de uma lista

muito antiga de flores que foram consideradas mágicas pelo poder que teria, de protecção contra a bruxaria e as más vibrações. Acredita-se que, nos jardins, são verdadeiras

barreiras contra malefícios. Alguns dizem que o Lírio nasceu das lágrimas que Eva derramou

ao abandonar o Jardim do Éden.

Para os egípcios, as flores brancas de Lírio simbolizavam a deusa Ísis, e os gregos pensavam que essas flores haviam brotados do leite que a Hera, deusa da lua, deixou cair,

enquanto alimentava Heracles. Os cristãos a associam à Virgem Maria, fazendo alusão à pureza. Este facto justifica a presença da flor nos ramos das noivas. Houve um tempo em que se acreditava que os Lírios contribuíam para reconciliações de amantes, já que os seus bulbos tinham poderes místicos que causavam a reaproximação dos namorados afastados.

A sua forma alongada e elegante é composta por seis pétalas que se reúnem num

hexagrama que simboliza os níveis superiores da inteligência.

Como disse Albert Einstein: “há duas formas de se viver a vida: uma é acreditando que não existe milagre. A outra é acreditando que todas as coisas são um milagre”. Oferecer belas flores às pessoas especiais é, sem dúvida, um dos maiores milagres da vida. As Flores de Lírio são boas ofertas para darmos àqueles a quem amamos. Os Lírios podem ser vistos em pinturas pelas paredes dos palácios da Grécia antiga, no período em que eram flores dedicadas à deusa Hera.

Os Gregos e os Romanos andavam sempre com Glicínias para preservar o amor conjugal.

O nome da Flor Nenúfar ou Flor de Lótus teve origem na deusa das fontes, Nymphe.

Na

mitologia grega, o nenúfar está ligado às virgens. Nos egípcios, o nenúfar fazia parte do

nascimento do mundo, juntamente com o deus sol e o deus Osíris. No budismo, diz a lenda que Brahma nasceu de uma flor de lótus que teria crescido no umbigo de Vishnou.

As ninfas costumavam brincar no meio dos nenúfares, por isso, estão ligados a elas

A

reflexo

lenda de Narciso está ligada ao belo jovem que se apaixonou pelo seu próprio

Crisântemo é o símbolo do Japão, país em que o imperador se senta no “trono do

crisântemo”. Estas flores também estão associadas à bandeira japonesa, que possui uma esfera que representa o coração do crisântemo (uma flor sem as pétalas) que, por sua vez, representa, para os japoneses, o símbolo do sol.

O

Na Europa, e em países culturalmente seus descendentes, o Crisântemo está associado à morte, sendo as flores preferidas nos velórios e para representar os pêsames. Enquanto alguns a utilizam como consolo para a perda de alguém querido, outros cultivam o hábito de brindar a vida e saúde com uma pétala de Crisântemo no fundo da taça. No Brasil, estas flores são utilizadas para representar tanto a vida quanto a morte, o sol e a chuva. São as flores preferidas para ser oferecidas no dia de finados e no dia de todos os santos. No México, presentear com flores Crisântemo representa uma declaração explícita de amor.

O Nardo é o mais sublime perfume do amor. O perfume daqueles que já passaram

para a outra margem é o do nardo. O perfume do nardo actua eficazmente sobre a consciência dos artistas. Onde quer que haja arte e beleza, a fragrância do nardo deve estar presente. Saturno é o planeta do nardo. O perfume da nova Era de Aquário é o do nardo.

c - Conclusão

O livro “O Rapaz de Bronze” fala-nos de uma estátua e de flores que ganham vida de noite. Este livro, também nos fala de uma rapariga que fala com a estátua e com as flores. Foi por esta história, que nós resolvemos fazer este trabalho sobre a MITOLOGIA DAS FLORES, porque adoramos as flores e saber o que os antigos pensavam sobre elas. As flores como a Orquídea; a Magnólia; a Urze; a Flor de Muguet…. São muitas das flores que entram nesta magnífica história.

Feito por: Cláudia 6ºE nº 3 e Susana 6ºE nº 21

VVVV –––– OOOO CravoCravoCravoCravo

VVVV –––– OOOO CravoCravoCravoCravo De todas as flores presentes na obra de Sophia Mello Breyner “O

De todas as flores presentes na obra de Sophia Mello Breyner “O Rapaz de Bronze”, escolhi conhecer melhor o cravo.

O cravo significa distinção, fascínio e amor. É considerada uma das flores mais

populares. Possui uma bela folhagem e flores grandes e cheirosas. Precisa de terra rica em

material orgânico, com boa drenagem e boa luminosidade. Quando cultivadas em locais muito quentes, não podem estar sujeitas à exposição directa dos raios solares.

Os cravos, símbolo de dignidade, foram transportados pelos soldados portugueses na revolução dos cravos no dia 25 de Abril de 1974. Os soldados levavam os cravos na ponta das suas armas. O cravo desde esse dia é também o símbolo da Liberdade. Os cravos foram trazidos da Tunísia para a Europa, mas o seu país de origem é as Maldivas.

para a Europa, mas o seu país de origem é as Maldivas . chamam “Lágrimas do

chamam

“Lágrimas do campo”, “estrelas” ou “ erva de donzela”. Um antigo escritor,

pessoas

que

lhe

Plinij,

afirmou

que

os

Romanos

cultivavam

estas

flores

divinas;

está

escrito no

seu

livro

“História

da

Natureza”.

Quando os franceses estavam a cercar a Tunísia, a peste espalhou-se e o médico que sabia das propriedades medicinais do cravo fez uma poção especial que curou muitos soldados.

O cravo é a minha flor preferida, além de ser muito bonita tem um significado

muito importante no mundo e serve para curar pessoas como o caso anteriormente

descrito quando a França cercou a Tunísia.

Trabalho de Rui Alves 6ºE Nº17

VVIVVIII –––– OOOO significadosignificadosignificadosignificado dededede algumasalgumasalgumasalgumas floresfloresfloresflores

algumasalgumasalgumasalgumas floresfloresfloresflores Fizemos este trabalho porque achamos que o significado das

Fizemos este trabalho porque achamos que o significado das flores é importante, uma vez que cada flor está ligada a um determinado sentimento e existe um momento para cada uma delas.

Significado de algumas flores:

Acácia amarela – amor secreto

Acácia branca ou rosada – constância

Amor perfeito – meditação, recordações, reflexão

Azaléia branca – romance

Azaléia rosada – amor à natureza

Camélia branca – beleza perfeita

Camélia rosada – grandeza da alma

Camélia vermelha -

Cravo amarelo – desdém

Cravo branco – amor ardente, ingenuidade, talento.

Cravo rosado – preferência.

Cravo vermelho – amor vivo.

Crisântemo amarelo – amor frágil.

Crisântemo branco – verdade

Crisântemo vermelho - «eu amo»

Dália amarela – união recíproca

Dália rosada – delicadeza

Dália vermelha – olhos abrasadores

Girassol – dignidade , glória, paixão.

Hortênsia - frieza, indiferença

Jasmim - amor, beleza delicada, graça

Lírio - casamento, doçura, inocência, majestade, pureza

Magnólia - amor à natureza, simpatia

Margarida - inocência, virgindade

Orquídea - beleza, luxúria, perfeição, pureza espiritual

Miosótis - amor sincero, fidelidade

Narciso - egoísmo, introvertia, vaidade

Papoila - fertilidade, ressurreição, sonho

Tulipa amarela - amor sem esperança

Tulipa vermelha - declaração de amor

Violeta - lealdade, modéstia

Sempre - viva - declaração de guerra, eternidade

As rosas representam o amor, e as suas cores têm significados especiais:

Rosa branca - amor a Deus, pensamento abstracto, pureza, silêncio, virgindade e paz

Rosa amarela - ciúme, desconfiança, infidelidade, suspeita, felicidade, amizade

Rosa vermelha - admiração, caridade, casamento, desejo, espiritualidade, martírio, amor, paixão.

reconhecimento

Concluímos que através deste trabalho aprendemos coisas novas sobre as flores: Aprendemos novos significados sobre
Concluímos que através deste trabalho aprendemos coisas novas sobre as flores: Aprendemos novos significados sobre

Concluímos que através deste trabalho aprendemos coisas novas sobre as flores:

Aprendemos novos significados sobre elas.

José Diogo e Bruna

VIVIIVIVIIII –––– DesenhoDesenhoDesenhoDesenho dodododo JardimJardimJardimJardim maravilhosomaravilhosomaravilhosomaravilhoso

maravilhosomaravilhosomaravilhosomaravilhoso O nosso trabalho foi tentar fazer o desenho do jardim

O nosso trabalho foi tentar fazer o desenho do jardim maravilhoso descrito no livro “O Rapaz de Bronze” de Sophia de Mello Breyner Andresen de acordo com as sensações que sentimos ao ler a sua descrição:

“Era uma vez um jardim maravilhoso, cheio de grandes tílias, bétulas, carvalhos, magnólias e plátanos. E havia nele uma estufa cheia de avencas onde cresciam plantas extraordinárias que tinham, atada ao pé, uma placa de metal onde o seu nome estava escrito em latim. E havia um grande parque com plátanos altíssimos, lagos, grutas e morangos selvagens. E havia um campo com trigo e papoilas, e um pinhal onde entre mimosas e pinheiros cresciam urzes e fetos. Ora num dos jardins de buxo havia um canteiro com gladíolos. Os gladíolos são flores muito mundanas. E aqueles gladíolos achavam que o lugar mais chique do jardim era esse jardim de buxo onde eles moravam.”

o lugar mais chique do jardim era esse jardim de buxo onde eles moravam.” Trabalho feito
o lugar mais chique do jardim era esse jardim de buxo onde eles moravam.” Trabalho feito

Trabalho feito por: Hélio e Fábio Santos

VIIIVIIIVIIIVIII –––– UmaUmaUmaUma bandabandabandabanda desenhadadesenhadadesenhadadesenhada especialespecialespecialespecial

Vamos apresentar esta banda desenhada realizada no paint com flores do livro «O Rapaz De

Vamos apresentar esta banda desenhada realizada no paint com flores do livro «O Rapaz De Bronze». Este trabalho foi feito pelo Daniel e pelo Fábio Magalhães com muito carinho e pretende contribuir para melhorar o trabalho da turma.

feito pelo Daniel e pelo Fábio Magalhães com muito carinho e pretende contribuir para melhorar o

IIXIIXXX –––– CuriosidadesCuriosidadesCuriosidadesCuriosidades sobresobresobresobre algumasalgumasalgumasalgumas dasdasdasdas floresfloresfloresflores

dasdasdasdas floresfloresfloresflores Nós decidimos fazer este trabalho, porque tínhamos

Nós decidimos fazer este trabalho, porque tínhamos curiosidade sobre as flores seguintes: rosa; tulipa; nardo; begónia, magnólia; gladíolo; tília; bétula e flor de muguet ou lírio do vale. Todas as flores que fizemos são lindas e maravilhosas. De todas, pensamos que a tulipa é a flor mais interessante.

De todas, pensamos que a tulipa é a flor mais interessante. Dizem que as rosas são
De todas, pensamos que a tulipa é a flor mais interessante. Dizem que as rosas são

Dizem que as rosas são flores sentimentais e fora de moda. Têm um perfume maravilhoso. Existem cerca de 30 mil variedades de rosas e a maioria é híbrida, por isso as mudas são produzidas por enxertia, pois as raízes dos híbridos são menos desenvolvidas do que das espécies, não permitindo a reprodução por estaquia. A rosa é uma flor de clima temperado e a sua área de ocorrência natural restrita é a do Hemisfério Norte. As rosas estão entre as flores mais antigas a serem cultivadas. A literatura indica que elas sempre estiveram nos jardins dos gregos, dos romanos e do povo da Babilónia.

A Tulipa é a flor que todos associam à Holanda. Mesmo não sendo de origem

A Tulipa é a flor que todos associam à Holanda. Mesmo

não sendo de origem holandesa, os holandeses

cultivam tanto a Tulipa, que estas flores deram origem

a uma especulação financeira nunca vista. Das várias cores, salientámos o significado das seguintes:

Das várias cores, salientámos o significado das seguintes: A Tulipa amarela significa amor sem esperança. A

A Tulipa amarela significa amor sem esperança. A vermelha, por sua vez, significa uma declaração de amor. A Tulipa significa beleza e prosperidade.

A Tulipa é composta por seis pétalas fechadas sob a forma de um coração investido. A boa notícia, para os apaixonados urbanos e modernos, é que é possível cortar a Tulipa com a finalidade de colocá-la em arranjos de flores, ramos ou vasos, para que ela empreste a sua magnífica beleza e colorido a qualquer lugar da casa. Esta planta gosta de luz solar abundante e deve ser cultivada no lugar mais iluminado do jardim.

e deve ser cultivada no lugar mais iluminado do jardim. O nardo é o mais sublime
e deve ser cultivada no lugar mais iluminado do jardim. O nardo é o mais sublime
e deve ser cultivada no lugar mais iluminado do jardim. O nardo é o mais sublime
e deve ser cultivada no lugar mais iluminado do jardim. O nardo é o mais sublime

O nardo é o mais sublime perfume do amor. O perfume daqueles que já passaram para a outra margem é o do nardo. O perfume do nardo actua eficazmente sobre a consciência dos artistas. Onde quer que haja arte e beleza, a fragrância do nardo deve estar presente. Saturno é o planeta do nardo. O perfume da nova Era de Aquário é o do nardo.

As begónias já eram conhecidas pelos chineses no século XVII. O nome que conhecemos foi-lhe
As begónias já eram conhecidas pelos chineses no século XVII. O nome que conhecemos foi-lhe

As begónias já eram conhecidas pelos chineses no século XVII. O nome que conhecemos foi-lhe dado em homenagem ao seu descobridor no ocidente: Michel Begon, governador de São Domingos, hoje o Haiti.

Michel Begon, governador de São Domingos, hoje o Haiti . Na Alemanha são flores muito utilizadas

Na Alemanha são flores muito utilizadas como presente de Natal numa variedade muito especial chamada de “Merry Christmas”.

variedade muito especial chamada de “Merry Christmas”. A Magnólia é uma flor proveniente de plantas do

A Magnólia é uma flor proveniente de plantas do género Magnólia, família Magnoliaceae. Também é o nome popular das plantas deste género, nativas das zonas temperadas do hemisfério norte. As magnólias são árvores, arbustos ou arvoretas apreciadas como ornamento em jardins, principalmente em locais de clima temperado ou subtropical. Produzem abundantes flores brancas ou rosadas, grandes e perfumadas.

O Gladíolo simboliza ao mesmo tempo um desafio e uma vitória, desejo, amor e encontro.

O Gladíolo simboliza ao mesmo tempo um desafio e uma vitória, desejo, amor e encontro. O Gladíolo é uma das mais apreciadas flores ornamentais e uma das mais bonitas que podem ser cultivadas num jardim. Possui um colorido brilhante e uma enorme exuberância. Está disponível numa grande variedade de cores:

branca, verde, creme, amarela, terra-cota, laranja, salmão, cor-de-rosa, vermelha, lavanda, roxo e azul.

salmão, cor-de-rosa, vermelha, lavanda, roxo e azul. A Tília é uma árvore sagrada das antigas civilizações
salmão, cor-de-rosa, vermelha, lavanda, roxo e azul. A Tília é uma árvore sagrada das antigas civilizações

A Tília é uma árvore sagrada das antigas civilizações germânicas, dotada de uma

longevidade pouco vulgar. Como o carvalho, é uma árvore histórica e lendária.

É uma das plantas mais solicitadas nas lojas de ervanários.

É necessário trepar à árvore para colher as suas flores aromáticas, e seguidamente

deixá-las secar à sombra.

A Flor de Muguet é também conhecida por Lírio do Vale significa felicidade, e é
A Flor de Muguet é também conhecida por Lírio do Vale significa felicidade, e é
A Flor de Muguet é também conhecida por Lírio do Vale significa felicidade, e é
A Flor de Muguet é também conhecida por Lírio do Vale significa felicidade, e é

A Flor de Muguet é também conhecida por Lírio do Vale significa felicidade, e é usada

como amuleto da sorte. É uma flor originária do Japão. Em França, a flor de muguet

costuma ser oferecida a familiares e amigos no dia 1 de Maio para lhes dar felicidade. É a

flor oficial do dia do trabalhador. Durante o período da história chamado de Belle Époque foi

a flor mais representada. É a flor emblema da Maison Dior. É uma flor tóxica! Segundo a

tradição cristã, simboliza as lágrimas da Virgem Maria, daí que esta flor também se chama

lágrimas de Nossa Senhora.

que esta flor também se chama lágrimas de Nossa Senhora. Bétula é o nome de um
que esta flor também se chama lágrimas de Nossa Senhora. Bétula é o nome de um

Bétula é o nome de um género de árvores. As bétulas são arbustos ou árvores pequenas ou de tamanho médio, características de climas temperados do hemisfério norte. Serve também como ingrediente muito utilizado em soluções de emagrecimento tais como drenantes. Adoramos descobrir as características destas flores. Nem imaginávamos que seriam tão interessantes. Joana e Ângela

AindaAindaAindaAinda maismaismaismais sobresobresobresobre aaaa BétulaBétulaBétulaBétula

sobresobresobresobre aaaa BétulaBétulaBétulaBétula No “Rapaz de Bronze” de Sophia de Mello Breyner Andresen

No “Rapaz de Bronze” de Sophia de Mello Breyner Andresen é referido que o “jardim maravilhoso” onde a história se vai passar está “cheio de (…) bétulas (…)” Tive curiosidade em conhecer melhor esta árvore.

Descobri aplicações, como

trabalhos de madeira e no fabrico de

que

várias

em

tem

na

medicina;

produtos químicos resina.

obtidos

da

sua

Bétula é o nome de um género de árvores da família Betulacae, próxima da família dos carvalhos, à qual pertence também a aveleira. As bétulas são arbustos ou árvores pequenas ou de tamanho médio, características de climas temperados do hemisfério norte. As folhas apresentam-se de diversas formas: alternadas, simples ou dentadas (ou lobadas). O fruto é

uma pequena sâmara

As bétulas diferem dos amieiros porque os amentilhos femininos não

são lenhosos e desintegram-se quando maduros para libertar as sementes. O salicilato de metilo ou "bálsamo” era extraído da Bétula lenta. Hoje em dia é um ingrediente muito utilizado em soluções de emagrecimento tais como drenantes.

A Bétula é também conhecida por “Planta da Sabedoria”. A sua flor floresce em Maio.

tais como drenantes. A Bétula é também conhecida por “Planta da Sabedoria”. A sua flor floresce
tais como drenantes. A Bétula é também conhecida por “Planta da Sabedoria”. A sua flor floresce
Quanto à pesquisa que fiz estou satisfeito porque me ajudou a conhecer melhor as propriedades

Quanto à pesquisa que fiz estou satisfeito porque me ajudou a conhecer melhor as propriedades e características desta planta magnífica.

Trabalho feito por Paulo Peixoto 6ºE Nº20

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XXXX –––– OOOO GirassolGirassolGirassolGirassol Introdução O trabalho que apresentamos sobre o girassol pretende
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Introdução

OOOO GirassolGirassolGirassolGirassol Introdução O trabalho que apresentamos sobre o girassol pretende dar a

O trabalho que apresentamos sobre o girassol pretende dar a conhecer o tipo de flor,

a sua origem, alguns dos mitos que sobre ela existem e certas propriedades medicinais.

1. Tipo de flor

A

palavra

girassol

deriva

de

girar

e sol,

A palavra girassol deriva de girar e sol,

propriedade que tem a planta de ir girando para o lado que se move o sol. O Girassol (Helianthus annuus) é uma planta anual de flores grandes. O seu caule pode atingir até 3 m de altura, para poder "olhar" para o sol. Tem folhas alternadas e em forma de coração, amarelas

ou de outra cor conforme a espécie, com 20 a 30 cm de diâmetro. Cultiva-se para se obter óleo e para consumo das suas sementes.

 

2. História

Os girassóis são plantas originárias das Américas, domesticadas por volta do ano 1000 a.C. Descobriu-se na América do Norte material arqueológico que prova a sua longa existência e uso por parte do homem. Os indígenas convertiam as sementes em farinha.

O girassol foi introduzido na Europa durante o século XVI. A difusão do girassol no

Leste Europeu deveu-se à falta de outros óleos e à particularidade de congelar a baixas temperaturas. Pela sua adaptação à estepe do Sudoeste, o girassol adquiriu popularidade na Rússia desde o princípio do século passado. Este país é hoje o maior produtor e exportador do mundo. Segundo a mitologia grega, uma moça chamada Clytia, apaixonou-se pelo deus do Sol, Apolo, e sem poder fazer nada, observava-o a cruzar o céu. Após nove dias, ela foi transformada num girassol. Quer nesta mitologia quer na americana, o girassol está associado à figura feminina e à paixão.

3. Usos e propriedades do Girassol As sementes das flores do girassol são ricas em

3. Usos e propriedades do Girassol

As sementes das flores do girassol são ricas em óleo. A produção do girassol pode
As sementes das flores do girassol são
ricas em óleo. A produção do girassol pode
ser incrementada de uma forma
espectacular se as abelhas e outros
insectos ajudarem na polinização. A
actividade das abelhas torna-se necessária
quando o pólen tem inconvenientes
fisiológicos em fecundar a própria flor. O
desenvolvimento do girassol está
intimamente ligado à luz solar.

A luz do sol é um dos seus nutrientes, juntamente com a água, que é capaz de

absorver em grandes quantidades. O ritmo de aparecimento das folhas depende da temperatura e portanto, quanto maior for esta, menor será o tempo necessário para a floração.

A actividade fotosintética alcança o ponto ideal aos 27ºC. A uma temperatura

superior, aumenta a evotranspiração e baixa a eficiência no consumo da água. Quando o girassol está neste estado vegetativo pode limitar o consumo de água, pode concentrar sacarose nas células onde se dão as trocas gasosas e pode chegar a um caso extremo, em que limita a expansão foliar e até reduzir o número de folhas.

Quando a floração coincide com os períodos chuvosos, há um humedecimento e inchaço dos grãos de pólen e perda da sua capacidade fecundadora. Se isto dura mais que

dois ou três dias, é necessário que o pólen de flores distantes seja transportado. As abelhas fazem um excelente trabalho.

A orientação do capítulo para o sol deve-se ao crescimento diferenciado do caule.

Quando a iluminação é desigual, o lado da planta que está á sombra acumula auxina, que é

um regulador de crescimento vegetal; esta acumulação faz com que a parte que está á sombra cresça mais rapidamente do que a que está ao sol e o caule se inclina para o sol. Antigamente a planta cultivava-se como ornamental, mas a partir do século passado adquiriu valor comercial.

O óleo de girassol refinado é comestível e alguns consideram equiparável a sua

qualidade ao azeite. Sem ser refinado é utilizado para o fabrico de sabonetes e velas.

Com o resíduo sólido que sobra depois de se extrair o óleo das sementes é aproveitado para a alimentação animal. As sementes cruas são usadas nas misturas destinadas à alimentação das aves e a tostas na alimentação humana.

É utilizado em muitos países como remédio caseiro para muitas doenças, como por

exemplo: as folhas e flores da planta no combate de doenças de garganta e pulmonares. Na América do Sul adiciona-se sumo de flores e sementes ao vinho branco para funcionar como remédio contra doenças e eliminar a pedra do rim e da vesícula. As raízes de uma espécie de girassol chamada pataca são comestíveis e podem ser consumidas cozidas, estufadas e assadas.

A tintura do girassol prepara-se exclusivamente com as flores recentemente

colhidas e depois cortam-se às tiras as partes mais suculentas do caule que estão na parte superior das plantas que não floriram e pesam-se então 50gr destas tiras. Introduzem-se as flores e as tiras dos caules numa garrafa com 1 litro de álcool. Deixa-se ficar uma semana e depois filtra-se. Adiciona-se umas gotas em vinho ou em água depois das refeições.

Recentemente tem-se insistido sobre o valor farmacológico das flores e do caule do girassol, que são empregados em forma de tintura alcoólica no combate hdas febres paludosas. A espécie de girassol, cujas sementes estão a ser distribuídas, é pequena e pode ser cultivada dentro de um apartamento.

4. Conclusão

4. Conclusão XXIXXIII –––– ReescritaReescritaReescritaReescrita dodododo CapítuloCapítuloCapítuloCapítulo

XXIXXIII –––– ReescritaReescritaReescritaReescrita dodododo CapítuloCapítuloCapítuloCapítulo ““A““AAA Festa”Festa”Festa”Festa”

a

conhecer o tipo de flor que o girassol é;

e

muitas

a

propriedades.

aplicações,

Com

este

trabalho

os

seus

flor

tem

como

as

demos

usos

sua

história;

Esta

tais

seguintes:

óleos;

produtos

medicinais

e

para

decorar.

Joaquim e Fábio Almeida

Esta reescrita teve como finalidade realçar as frases das personagens para a dramatização que acabou por não acontecer. Como é um dos capítulos mais interessantes, resolvemos mantê-lo. Pode servir para revelar um pouco da história do livro e aguçar a curiosidade para a leitura de todo o livro e quem sabe de todos os outros contos escritos pela autora.

e quem sabe de todos os outros contos escritos pela autora. No dia seguinte, quando era

No dia seguinte, quando era já noite escura, um rouxinol começou a cantar à frente da janela de Florinda. Florinda acordou e esfregou os olhos e disse:

Florinda – Que bem que canta este rouxinol!

Rouxinol – Florinda queres vir a uma festa maravilhosa?

Florinda – Quero.

Rouxinol – Então vem comigo.

Florinda saiu da cama e foi ter com o rouxinol. Atravessaram um pomar para chegar ao princípio do parque.

Florinda – Parece que tenho medo.

Rapaz de bronze – Não tenhas medo. Eu tomo conta de ti.

Florinda voltou-se e viu um rapaz muito lindo.

Florinda – Ah! És o Rapaz de bronze. Eu pensava que tu não sabias falar, pensava que eras uma estátua.

Rapaz de bronze – De dia sou uma estátua, mas de noite sou uma pessoa e sou rei deste jardim.

Florinda – Então leva-me a ver a festa.

E foram os dois através do parque e chegaram a clareira.

Rapaz de bronze – A festa e aqui, mas ainda não começou.

O lago já estava rodeado de pirilampos.

Florinda – Que lindo! Puseram um colar de luzes á roda do lago.

Rapaz de Bronze – O teu lugar é ali.

Florinda – Ali, porquê?

Rapaz de Bronze – Porque pareces uma flor.

Florinda riu e disse:

Florinda – Então põe-me na jarra.

E o rapaz pegou nela ao colo e pô-la na jarra e sentou-se ao seu lado.

Florinda – Vai começar a festa?

Rapaz de Bronze – Vai.

E fez um gesto com a mão e os rouxinóis, os pica-paus, as rãs, os sapos, os moscardos, os melros e os cucos começaram a cantar. Então na orla da clareira apareceu o gladíolo. Florinda vendo um gladíolo a caminhar para ela suspirou e disse:

Florinda – A noite e fantástica e diferente!

Rapaz de Bronze – A noite è o dia das coisas. È o dia das flores, das plantas e das estátuas. De dia somos imóveis e estamos presos mas de noite somos livres e dançamos.

O gladíolo parou no centro da clareira em frente da jarra de pedra e fez uma reverência.

Florinda – Olá, gladíolo gosto muito de te ver a caminhar como uma pessoa.

Gladíolo – E eu gosto muito de te ver numa jarra como uma flor.

Florinda – Olhem, olhem.

Eram as rosas e os cravos que tinham chegado. E logo a seguir chegaram os malmequeres, os narcisos, os lírios, as papoilas, os miosótis, os girassóis, as camélias, as urzes, as margaridas, os amores-perfeitos e as glicínias. As flores de estufa chegaram um pouco depois.

O gladíolo foi dançar com a begónia.

A túlipa ainda não tinha chegado.

Florinda ria sentada na beira da jarra e batia palmas de alegria.

As danças das flores eram extraordinárias, leves e lentas.

Primeiro, as flores formavam uma grande roda. Depois, a roda desfazia-se e transformava- se em estrela. E o lugar onde Florinda estava era o centro da roda e o centro da estrela. Mas logo a estrela girando, leve e lenta, se dividia em muitas estrelas. Depois cada estrela

ia formando uma nova figura: umas transformavam-se em círculos, outras em losangos,

outras em figuras mais complicadas. E cada vez que aparecia uma figura nova, Florinda

dizia:

Florinda – Ah!

E o Rapaz de Bronze ia-lhe dizendo os nomes das figuras da dança. Por fim, girando

lentamente, as flores tornaram a formar uma grande roda e a dança acabou. Continuamente da escuridão do parque surgiam mais flores. Mas a tulipa ainda não tinha chegado.

Florinda – As danças das flores são extraordinárias e diferentes. Eu dantes não sabia que as flores não dançavam. Na escola ensinam-me muitas coisas. Mas isto não me tinham ensinado.

Rapaz de Bronze – Não te ensinaram, porque não sabiam. Poucas pessoas sabem estas coisas.

Florinda – Ah!

E começou uma nova dança.

Mas o gladíolo não dançou. Estava preocupado com o atraso da tulipa. Encostou-se a jarra

de pedra a ver dançar.

Rapaz de Bronze – Porque e que não danças?

Gladíolo – Estou preocupado. A tulipa ainda não chegou. Tenho medo que tenha acontecido alguma coisa.

Rapaz de bronze – Espera um instante: não lhe aconteceu nada. Já sabes que a tulipa chega sempre atrasada.

E no fim da terceira dança a tulipa chegou.

Vinha linda, alta e direita, com o seu vestido amarelo, todo liso e brilhante.

O gladíolo precipitou-se ao seu encontro e pediu-lhe que viesse dançar ao lado dele.

Mas a tulipa disse que não queria dançar e foi-se por a beira do lago e sobre a água boiava

o seu reflexo de oiro a luz dos pirilampos.

Vieram outras flores convida-la para dançar, mas ela dizia sempre que não. E as flores iam se embora.

Só gladíolo ficou ao lado da tulipa a fazer-lhe conversa. Mas ela mal o ouvia: mirava o seu reflexo na água.

Florinda – Sabes, em frente da minha janela há uma tília. E o no verão, quando durmo com a janela aberta, antes de adormecer olho para a tília as folhas da tília a dançar, vejo - as fazer sinais umas as outras e oiço-as conversar, e oiço um murmúrio de segredos. E de dia conto isto às pessoas. Mas todos dizem:

Todos – As folhas não conversam nem fazem sinais. É o vento que faz mexer as folhas.

Rapaz de Bronze – Florinda vou-te ensinar um grande segredo: quando tu vires uma coisa acredita nela, mesmo que todos digam que não e verdade.

A flor do muguet, branca e pequenina, leve como a brisa, dançava todas as danças.

Florinda – Se eu fosse flor queria ser a flor de muguet e estar escondida na erva dentro de duas flores verdes.

Rapaz de Bronze – A flor do muguet esconde-se entre as suas folhas para que ninguém a veja porque não quer ser colhida. Mas o seu perfume espalha-se no ar e por isso as pessoas caminham atrás dele e descobrem e colhem a flor escondida.

A tulipa, quase sem ouvir o que dizia o gladíolo, continuava a olhar-se no lago. E quando

assim estava viu dançar na água um reflexo branco que vinha ao seu encontro do reflexo de oiro. E no mesmo instante sentiu em roda um perfume extraordinário: olhou e viu um nardo.

Nardo – Tulipa, o teu vestido e lindo. Vem dançar comigo.

Tulipa – Vou!

Gladíolo – O quê o quê? Tinhas dito que não querias dançar!

Mas a tulipa nem ouviu. Todas as flores se espantam de ver a túlipa a dançar. Dançava alta e direita e balançava haste fina o seu vestido amarelo muito esticado e brilhante.

O gladíolo foi-se encostar a jarra de pedra com um ar amachucado e sozinho.

Florinda – É uma festa linda.

Rapaz de Bronze – A tua ideia foi óptima.

Tem corrido tudo muito, muito bem. Mas eu estou preocupado com a tulipa. Tenho medo que lhe faça mal dançar com o nardo. No fim da terceira dança passou por perto a flor de muguet.

Nardo – Que perfume é este?

Tulipa – É o perfume da flor de muguet.

Nardo – Nunca vi a flor de muguet!

Tulipa – Ela nunca se vê, está sempre escondida entre as suas folhas.

Nardo – Quero vê-la.

E deixando a tulipa foi atrás do perfume.

A noite já ia alta e a lua tinha desaparecido.

Em redor da clareira o parque tinha ficado mais escuro e no céu viam-se melhor as estrelas.

O nardo levou a flor de muguet para a beira do lago.

Nardo – Antes de te encontrar eu julgava que nenhuma flor era tão perfumada como eu. Ás vezes a brisa da tarde trazia um pouco do teu perfume ate ao canteiro onde eu moro. Eu pensava: “eu pensava que era o perfume da primavera”; mas agora conheci-te e sei que este perfume maravilhoso és tu e não a primavera.

A tulipa não dançou mais. Voltou para o seu lugar na outra margem do lago. O gladíolo pôs-

se ou pé dela conversando e fazendo-lhe companhia. Mas ela não ouviu as suas palavras.

Olhava, no outro lado da água, os reflexos brancos do nardo e da flor do muguet que ondulava levemente, longe do seu reflexo doirado.

Gladíolo – Porque e que foste dançar com o nardo? O perfume dele e tão enjoativo! Mas a tulipa nem lhe respondia.

Florinda – Nunca, nunca vi uma festa tão bonita! Tudo aqui è fantástico e diferente. As flores estão vivas: caminham, falam e dançam. E eu sou uma flor. Poiso a minha cabeça na doçura da noite e as minhas mãos são frescas e

perfumadas. E o cravo, a rosa, o nenúfar e junquilho dizem: «olhem como a Florinda esta bonita na sua jarra!»

Mas de repente Florinda calou-se. Porque outra voz, alta, clara, direita, atravessava o parque. As flores, ouvindo aquela voz, estremeceram. Pararam de dançar e ficaram imóveis e suspensas.

Rapaz de Bronze – É o galo é o canto do galo anunciado ao fim da noite.

E de repente, uma grande confusão, as flores começaram a correr para todos os lados e giravam sobre si próprios em grandes voltas como as folhas do Outono quando o vento as faz rodopiar no chão. E, num momento, desapareceram todas. A clareira ficou vazia.

Florinda – Ah! As flores fugiram.

Rapaz de Bronze – Cantou o galo, vai nascer o dia. As flores voltaram para os seus canteiros.

Florinda – Que estrela e aquela, tão bonita e tão brilhante? E Vénus a estrela da manhã. Rapaz de Bronze conta-me as histórias das estrelas.

Mas ele não contou mais nada. Porque viu que a Florinda estava cansada tinha adormecido.

E com muito cuidado com ela ao colo, desceu da jarra e levantando-a nos seus braços

caminhou através do parque. Em volta deles nasciam da terra as primeiras brumas da madrugada. Os paços do rapaz faziam estalar o chão os ramos secos. O barco escuro ia clareando muito devagar. Por fim chegaram a casa do jardineiro. O rapaz de bronze subiu pela janela e estendeu sobre a cama a Florinda adormecida.

Rapaz de Bronze – Depressa, Florinda, são horas da escola, estas atrasada.

E meia a dormir Florinda lavou-se, vestiu-se, bebeu o leite, pegou no pão, e no saco e foi a correr para a escola. Pelo caminho começou a lembrar-se. Começou a lembrar-se da festa, do gladíolo, do rapaz de bronze e das flores.

E durante a aula não conseguiu ouvir a lição porque só pensava na festa maravilhosa. No recreio contou tudo as amigas. Mas elas disseram:

Amigas – Isso foi um sonho. As flores não falam, nem dançam e as estatuas nem se mexem.

Florinda – De noite e tudo diferente.

Mas as amigas riram e fizeram troça dela. Então Florinda começou a pensar que talvez elas tivessem razão. Nessa tarde depois da escola foi passear para o jardim e para o parque. As flores estavam quietas e mudas nos canteiros. Só baloiçavam quando passava o vento. Florinda foi ate ao lago redondo. Sob as grandes sombras verdes das arvores, na sua ilha de pedras e fetos, o rapaz de bronze estava imóvel e calado.

Florinda – Sou eu rapaz de bronze faz um gesto, diz uma palavra. Mas o rapaz de bronze não se moveu.

Florinda – Ai! Enganei-me! Foi tudo um sonho. Não vi as coisas que vi. Não aconteceu nada. Só sonhei!

E voltou para casa. Passaram muitos anos. Devagar Florinda cresceu e quase se esqueceu daquela festa fantástica das flores. E, no ano em que Florinda fez quinze anos, uma noite, depois do jantar, a mãe dela disse:

Mãe de Florinda – Florinda preciso que me vás fazer um recado. Pega neste cesto e vai leva-lo a cozinheira. Florinda pegou no cesto, que era grande e muito pesado porque estava cheio de ovo, e saiu de casa.

Era a primeira vez que a mãe a mandava fazer um recado aquela hora. Porque a casa do jardineiro ficava para lá do parque e da mata para chegar a casa dos donos da quinta era preciso atravessar a mata, o parque todo, o pomar e os jardins. Mas Florinda não tinha medo. Era no mês de Maio e a noite estava calma e cheia de luar. Quando entrou no parque ela olhou as grandes arvores grandes escuras, carregadas de brilhos e de folhas trémulas, e pensou:

Florinda – Parece um sonho.

E lembrou-se da festa das flores. Mas continuou o seu caminho e chegou a casa dos donos da quinta e entregou o cesto dos ovos à cozinheira. Depois deu-lhe as boas-noites e foi-se embora.

Mas não tinha pressa de voltar para sua casa.

A noite de Maio com as suas sombras e os seus brilhos, os seus perfumes, as suas flores e

os seus murmúrios parecia uma história fantástica. As folhas no ar mexiam-se levemente e faziam sinais como se conversassem umas com as outras.

Florinda – como todo parece vivo! Parece que tudo me vê, que tudo me escuta!

E caminhando ao acaso chegou ao jardim do rapaz de bronze.

Na sua ilha de pedras e fetos, no meio do lago, a estatua esta muda e quieta. Florinda parou. Tudo no jardim pareceu parar. De repente, nem a brisa suspirava. Mas o rapaz entendeu uma mão lentamente disse:

Rapaz de bronze – Florinda, lembras-te de mim?

Florinda – Ah! Lembro-me, lembro-me de ti! Então o rapaz de bronze desceu da sua ilha, saltou do lago e ficou em pé em frente da rapariga.

Rapaz de bronze – Lembras-te da festa das flores e da clareira e da noite de primavera?

Florida – Lembro-me, lembro-me de tudo agora. Mas eu pensava que era um sonho. Pensava que tudo o que eu tinha visto era extraordinário demais e não podia ser verdade.

Rapaz de bronze – As coisas extraordinárias e as coisas fantásticas também são verdadeiros. Porque há um país que é a noite e um país que é o dia.

Florinda – Como o mundo é maravilhosa!

E deu a mão ao rapaz de bronze e foram os dois através do jardim.

XIXIXIXI --Conclusão--ConclusãoConclusãoConclusão

Este trabalho foi realizado ao longo de dois períodos – o segundo e o terceiro. Cada

dois alunos trabalhou com um portátil da escola. Alguns de nós tiveram a tentação de usar

o computador para ouvir músicas e «andar a vaguear na Internet»; em aulas sucessivas

repetimos as mesmas tarefas. O trabalho atrasou-se … A dramatização proposta inicialmente não teve da parte de todos a mesma aceitação

e não nos disponibilizamos a fazer as personagens. Resolvemos então fazer uma leitura

expressiva para apresentar aos nossos encarregados de educação… Tivemos dificuldades Transformámos o nosso trabalho neste livro. Decidimos oferecê-lo à biblioteca da nossa escola.

Cada um de nós gostou do que fez, tentou fazer o seu melhor… Gostámos muito de usar os portáteis. Os cartazes ficaram muito bonitos. Ficamos a saber mais sobre as flores. Gostámos da história que lemos, gostamos muito de fazer este trabalho e de percebermos que cada trabalho nosso se transformou numa parte, num contributo importante para este trabalho da turma do 6.ºE. Percebemos que ler ajuda a imaginar e a descobrir muitas

coisas…

BibliografiaBibliografiaBibliografiaBibliografia

Andresen,

Sophia

Figueirinhas

de

Mello

Breyner,

O

Rapaz

de

Bronze,

Edições

Salamandra

e

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/SophiaMBreyner.htm#Biografia

http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A08girassol.htm

http://www.rosanevolpatto.trd.br/plantasfadas.html

http://www.flores-guia.com.br/

http://www.reflexoemocoes.com.br/curiosidades/significadodasflores.asp

AnexosAnexosAnexosAnexos

Anexo 1

ESCOLA E. B. 2,3 JOVIM Projecto Curricular de turma ÁREA DE PROJECTO

TURMA: E

ANO: 6.º ANO LECTIVO: 2006/2007

 

Designação do Projecto:

Gostar de ler/ O Rapaz de Bronze de Sophia de Mello Breyner Andresen

 

Competências:

 

Conteúdos Curriculares:

Realizar ficha de leitura do livro em estudo;

Educação para a cidadania;

Desenvolver a capacidade de

Conhecer

características de flores

e

síntese;

algumas histórias com elas relacionadas;

Desenvolver o domínio da Língua

Aprender a trabalhar para o grande

Portuguesa;

grupo;

 

Aprender

a

pesquisar,

seleccionar

e

compilar informação;

 

Adquirir responsabilidade pelos seus actos.

 

Actividades

   

Calendarização:

Pesquisa na Internet, em revistas, livros, etc

   

Elaboração de textos escritos; banda desenhada;

Durante o 2.º e 3.º Períodos

Elaboração de cartazes

   

Dramatização de capítulo do livro

Elaboração de um livro

 

Estratégias

 

Trabalho individual

 

Trabalho de pares

AVALIAÇÃO:

Observação directa do envolvimento dos alunos durante todo o trabalho.

Assiduidade, pontualidade e competências demonstradas.

Auto e hetero – avaliação.

Anexo 2

Distribuição das tarefas:

Ficha de Leitura

Todos os alunos. Características físicas e psicológicas da Florinda – Hélio Gladíolo – José Diogo e Rui

Introdução

Todos

Biografia e Bibliografia

Daniela e Pedro

Dados biográficos dos ilustradores

Carlos e Francisco

Mitologia das Flores

Cláudia e Susana

O

Cravo

Rui

O

Significado de algumas flores

Bruna e José Diogo

Desenho do Jardim Maravilhoso

Fábio Santos e Hélio

Uma banda desenhada especial

Daniel e Fábio Magalhães

Curiosidades de algumas flores

Ângela Catarina e Joana

Curiosidades sobre a Bétula

Paulo Daniel

O

Girassol

Fábio Almeida e Joaquim

Reescrita do Capítulo “As Flores”

Ludovina e Miguel

Conclusão

Todos

As flores e os signos

Aquário – Estrelícia Balança – Rosa cor-de-rosa, Narciso Caranguejo – Rosa Branca Capricórnio – flor de Lótus Carneiro – Cravo vermelho Escorpião - Crisântemo Gémeos – Crisântemo Leão – Papoila, Margarida Peixes - Violeta Sagitário – Hortênsia, amor-perfeito Touro – Rosa cor-de-rosa Virgem - Crisântemo

Este Trabalho teve como Coordenadoras as professoras:

Alice Oliveira e Isaura Pinheiro

Anexo 3

Powerpoint: O Significado das Flores

(Ver em baixo)

Anexo 4

Anexo 4 Florinda – Ludovina Rapaz de Bronze – José Diogo Gladíolo – Bruna Rouxinol –
Anexo 4 Florinda – Ludovina Rapaz de Bronze – José Diogo Gladíolo – Bruna Rouxinol –

Florinda – Ludovina Rapaz de Bronze – José Diogo Gladíolo – Bruna Rouxinol – Daniel Nardo – Pedro Túlipa – Miguel Mãe Da Florinda – Susana Narrador – Carlos

AS FLORES

Gladíolo – Bruna Buxos – Fábio Almeida Tulipas – Miguel Jardineiros – Francisco Narrador – Rui Tílias – Fábio Almeida

O GLADÍOLO

Gladíolo – Bruna Glicínias – Joana Jardineiro – Francisco

Orquídea – Cláudia

Anexo 4

Begónia – Catarina Carvalho – Joaquim Rapaz de Bronze – José Diogo Cravo – Rui Rosas – Hélio Narrador - Carlos

FLORINDA

Florinda – Ludovina Borboletas – Susana Rapaz de Bronze – José Diogo Cravo – Carlos Rosas – Hélio Orquídea – Cláudia Gipsofila – Pedro Glicínias – Joana Tulipa – Miguel Narrador - Rui

Anexo 5

Anexo 5 53

Anexo 6

Anexo 6 54