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Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira

Presidente

Diretoria Corporativa Operacional Augusto César Franco de Alencar

Diretor

Diretoria Regional do SENAI-RJ Fernando Sampaio Alves Guimarães

Diretor

Diretoria de Educação Andréa Marinho de Souza Franco

Diretora

Pintura Industrial Offshore

© 2005

SENAI – Rio de Janeiro

Diretoria de Educação

FICHA TÉCNICA

Gerência de Educação Profissional Gerência de Produto Coordenação

Revisão pedagógica e gramatical Seleção de conteúdos Projeto gráfico

Luís Roberto Arruda

Glicia Curtis Santana

Linda Emile Mondelli Flavia Pinto de Carvalho

Márcia Cristina Carvalho de Brito

Rozário Gonçalves de Souza

Geferson Coutinho

Este material é uma coletânea de textos das seguintes obras: Corrosão, Vicente gentil; Pintura Industrial na Proteção anticorrosiva; Normas Petrobrás, N.05, N.06, N.13, N.09; Qualificação de Inspetor de Pintura, Apostila Abraço; Manual da Flow; Internacional (AKZO Nobel) 2002.

SENAI–RJ

GEP – Gerência de Educação Profissional

Rua Mariz e Barros, 678 - Tijuca 20270-903 – Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 2587-1117 Fax: (21) 2254-2884 gep@rj.senai.br http://www.rj.senai.br

Prezado aluno,

Quando você resolveu fazer um curso em nossa instituição, talvez não soubesse que, desse momento em diante, estaria fazendo parte do maior sistema de educação profissional do país: o SENAI. Há mais de sessenta anos, estamos construindo uma história de educação volta- da para o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira e da for- mação profissional de jovens e adultos.

Devido às mudanças ocorridas no modelo produtivo, o trabalhador não pode continuar com uma visão restrita dos postos de trabalho. Hoje, o mercado exigirá de você, além do domínio do conteúdo técnico de sua profissão, competências que lhe permitam decidir com autonomia, proatividade, capacidade de análise, solução de problemas, avaliação de resultados e propostas de mudanças no processo do trabalho. Você deverá estar preparado para o exercício de papéis flexíveis e polivalentes, assim como para a cooperação e a interação, o trabalho em equipe e o comprometimento com os resultados.

Soma-se, ainda, que a produção constante de novos conhecimentos e tecnologias exigirá de você a atualização contínua de seus conheci- mentos profissionais, evidenciando a necessidade de uma formação consistente que lhe proporcione maior adaptabilidade e instrumentos essenciais à auto-aprendizagem.

Essa nova dinâmica do mercado de trabalho vem requerendo que os sistemas de educação se organizem de forma flexível e ágil, motivos esses que levaram o SENAI a criar uma estrutura educacional, com o propósito de atender às novas necessidades da indústria, estabele- cendo uma formação flexível e modularizada.

Essa formação flexível tornará possível a você, aluno do sistema, vol- tar e dar continuidade à sua educação, criando seu próprio percurso. Além de toda a infra-estrutura necessária ao seu desenvolvimento, você poderá contar com o apoio técnico-pedagógico da equipe de edu- cação dessa escola do SENAI para orientá-lo em seu trajeto.

Mais do que formar um profissional, estamos buscando formar cidadãos.

Seja bem-vindo!

Andréa Marinho de Souza Franco

Diretora de Educação

Sumário

Apresentação

13

Uma palavra inicial

15

Introdução

19

1 Finalidade da pintura

21

Atividade e responsabilidade do pintor

2 Corrosão

25

27

Conceitos básicos

29

Importância do problema

30

Meios corrosivos mais comuns

31

Classificação dos processos corrosivos

32

Aspéctos da corrosão

34

Grau de oxidação da superfície

35

3 Esquema de pintura

37

Conceituação de pintores

39

Aplicação de esquema de pintura

40

Retoques em esquema de pintura industrial e de manutenção

40

4 Tintas e películas

43

Temperatura de operação ambiente até 120 o

45

Constituintes de uma tinta

46

Principais veículos de tinta

47

Principais pigmentos

50

Solventes

52

Principais tintas

56

Propriedades fundamentais da película

56

Mecanismos de formação da película

57

Principais mecanismos de proteção da película

59

Mistura e homogeneização e diluição de tintas

61

Aplicação de tintas

63

Aquisição técnica de tintas

66

Inspeção e recebimento de tintas <N-1288>

66

5 Preparação de superfície

67

Limpeza de superfícies de aço por ação fisico-quimica <N-5>

69

Tratamento de superfície de aço com ferramenta manual e mecânica <N-6>

70

Controle de qualidade na preparação de superfície com ferramenta manual e mecânica, execução e aparelhagem

71

6 Métodos de aplicação de tinta

73

Aplicação a trincha

75

Aplicação a rolo

77

7 Controle de qualidade da aplicação do esquema de pintura, execução e aparelhagem

79

Exame visual de defeitos na película <N-13>

81

Medição de espessura da película seca <N-13/N-2135>

82

Teste de aderência da película

83

Teste de descontinuidade no esquema de pintura <N-13/N-2137>

83

Medição das temperaturas – ambiente e da superfície <N-13>

84

Medição de umidade relativa do ar

84

Aparelhos utilizados na inspeção

84

8 Métodos de aplicação de tinta com pistola

85

Pistola convencional

88

Aplicação de tinta por pulverização

89

Pistola sem ar (air less)

97

Pintura por imersão

100

Pintura eletroforética

101

Pintura eletrostática

101

9

Tratamento de superfície de aço com jato abrasivo <N-9>

103

Sa-1 – Jateamento ligeiro

105

Sa-2 – Jateamento comercial

105

Sa-2 ½ – Jateamento ao metal quase branco

106

Sa-3 – Jateamento ao metal branco

106

Outros métodos de jateamento

106

Abrasivos 106

Controle de qualidade aplicável no jateamento abrasivo, execução e aparelhagem

108

10

Hidrojateamento

111

Equipamentos do hidrojato

113

Graus de corrosão

114

Padrões de tratamento

115

Equivalência 115

Graus de oxidação instantânea (FLASH RUST)

116

Acessórios

116

Aspectos que devem ser considerados

117

Atendimento à política do SMS

118

Manutenção e assistência técnica

119

Assistência técnica obrigatória

124

Dicas de segurança

127

Referência bibliográfica

133

Apresentação

A dinâmica social dos tempos de globalização exige dos profissionais

atualização constante. Mesmo as áreas tecnológicas de ponta ficam obsoletas em ciclos cada vez mais curtos, trazendo desafios renova- dos a cada dia, e tendo como conseqüência para a educação a neces- sidade de encontrar novas e rápidas respostas.

Neste cenário, impõe-se a educação continuada, exigindo que os pro- fissionais busquem atualização constante durante toda a sua vida –

e os docentes e alunos do SENAI/RJ incluem-se nestas novas demandas sociais.

É preciso, pois, promover, tanto para os docentes como para os alu-

nos da educação profissional, as condições que propiciem o desen- volvimento de novas formas de ensinar e aprender, favorecendo o trabalho de equipe, a pesquisa, a iniciativa e a criatividade, entre

outros aspectos, ampliando suas possibilidades de atuar com auto- nomia, de forma competente.

Uma palavra inicial

Meio ambiente

Saúde e segurança no trabalho

O que é que nós temos a ver com isso?

Antes de iniciarmos o estudo deste material, há dois pontos que mere- cem destaque: a relação entre o processo produtivo e o meio-ambien- te; e a questão da saúde e segurança no trabalho.

As indústrias e os negócios são a base da economia moderna. Produ- zem os bens e serviços necessários e dão acesso a emprego e renda; mas, para atender a essas necessidades, precisam usar recursos e matérias-primas. Os impactos no meio-ambiente muito freqüentemente decorrem do tipo de indústria existente no local, do que ela produz e, principalmente, de como produz.

É preciso entender que todas as atividades humanas transformam o

ambiente. Estamos sempre retirando materiais da natureza, transfor- mando-os e depois jogando o que "sobra" de volta ao ambiente natu- ral. Ao retirar do meio-ambiente os materiais necessários para produ- zir bens, altera-se o equilíbrio dos ecossistemas e arrisca-se ao esgo- tamento de diversos recursos naturais que não são renováveis ou, quando o são, têm sua renovação prejudicada pela velocidade da extração, superior à capacidade da natureza para se recompor. É ne- cessário fazer planos de curto e longo prazo, para diminuir os impac- tos que o processo produtivo causa na natureza. Além disso, as in- dústrias precisam se preocupar com a recomposição da paisagem e ter em mente a saúde dos seus trabalhadores e da população que vive ao redor dessas indústrias.

Com o crescimento da industrialização e a sua concentração em de-

terminadas áreas, o problema da poluição aumentou e se intensificou.

A questão da poluição do ar e da água é bastante complexa, pois as

emissões poluentes se espalham de um ponto fixo para uma grande região, dependendo dos ventos, do curso da água e das demais condi- ções ambientais, tornando difícil localizar, com precisão, a origem do problema. No entanto, é importante repetir que, quando as indústrias depositam no solo os resíduos, quando lançam efluentes sem trata- mento em rios, lagoas e demais corpos hídricos, causam danos ao meio-ambiente.

O uso indiscriminado dos recursos naturais e a contínua acumulação de lixo mostram a falha básica de nosso sistema produtivo: ele opera

em linha reta. Extraem-se as matérias-primas através de processos de produção desperdiçadores e que produzem subprodutos tóxicos. Fabricam-se produtos de utilidade limitada que, finalmente, viram lixo,

o qual se acumula nos aterros. Produzir, consumir e dispensar bens desta forma, obviamente, não é sustentável.

Enquanto os resíduos naturais (que não podem, propriamente, ser chamados de "lixo") são absorvidos e reaproveitados pela natureza, a maioria dos resíduos deixados pelas indústrias não tem aproveitamento para qualquer espécie de organismo vivo e, para alguns, pode até ser fatal. O meio-ambiente pode absorver resíduos, redistribuí-los e transformá-los. Mas, da mesma forma que a Terra possui uma capaci- dade limitada de produzir recursos renováveis, sua capacidade de re- ceber resíduos também é restrita, e a de receber resíduos tóxicos pra- ticamente não existe.

Ganha força, atualmente, a idéia de que as empresas devem ter pro- cedimentos éticos que considerem a preservação do ambiente como uma parte de sua missão. Isto quer dizer que se devem adotar práti- cas que incluam tal preocupação, introduzindo processos que redu- zam o uso de matérias-primas e energia, diminuam os resíduos e impeçam a poluição.

Cada indústria tem suas próprias características. Mas já sabemos que

a conservação de recursos é importante. Deve haver crescente preo-

cupação com a qualidade, durabilidade, possibilidade de conserto e

vida útil dos produtos.

As empresas precisam não só continuar reduzindo a poluição, como também buscar novas formas de economizar energia, melhorar os

efluentes, reduzir a poluição, o lixo, o uso de matérias-primas. Reciclar

e conservar energia são atitudes essenciais no mundo contemporâneo.

É difícil ter uma visão única que seja útil para todas as empresas. Cada uma enfrenta desafios diferentes e pode se beneficiar de sua própria visão de futuro. Ao olhar para o futuro, nós (o público, as em- presas, as cidades e as nações) podemos decidir quais alternativas são mais desejáveis e trabalhar com elas.

Infelizmente, tanto os indivíduos quanto as instituições só mudarão as suas práticas quando acreditarem que seu novo comportamento lhes trará benefícios - sejam estes financeiros, para sua reputação ou para sua segurança.

A mudança nos hábitos não é uma coisa que possa ser imposta. Deve ser uma escolha de pessoas bem-informadas a favor de bens e serviços sustentáveis. A tarefa é criar condições que melhorem a capacidade de as pessoas escolherem, usarem e disporem de bens

e serviços de forma sustentável.

Além dos impactos causados na natureza, diversos são os malefícios

à saúde humana provocados pela poluição do ar, dos rios e mares,

assim como são inerentes aos processos produtivos alguns riscos à saúde e segurança do trabalhador. Atualmente, acidente do trabalho é

uma questão que preocupa os empregadores, empregados e governantes, e as conseqüências acabam afetando a todos.

De um lado, é necessário que os trabalhadores adotem um comporta- mento seguro no trabalho, usando os equipamentos de proteção indi- vidual e coletiva, de outro, cabe aos empregadores prover a empresa com esses equipamentos, orientar quanto ao seu uso, fiscalizar as condições da cadeia produtiva e a adequação dos equipamentos de proteção.

A redução do número de acidentes só será possível à medida que cada

um - trabalhador, patrão e governo - assuma, em todas as situações,

atitudes preventivas, capazes de resguardar a segurança de todos.

Deve-se considerar, também, que cada indústria possui um sistema produtivo próprio, e, portanto, é necessário analisá-lo em sua especificidade, para determinar seu impacto sobre o meio-ambiente,

sobre a saúde e os riscos que o sistema oferece à segurança dos trabalhadores, propondo alternativas que possam levar à melhoria de condições de vida para todos.

Da conscientização, partimos para a ação: cresce, cada vez mais, o número de países, empresas e indivíduos que, já estando conscientizados acerca dessas questões, vêm desenvolvendo ações que contribuem para proteger o meio-ambiente e cuidar da nossa

saúde. Mas, isso ainda não é suficiente

ações, e a educação é um valioso recurso que pode e deve ser usa- do em tal direção. Assim, iniciamos este material conversando com você sobre o meio-ambiente, saúde e segurança no trabalho, lem- brando que, no seu exercício profissional diário, você deve agir de forma harmoniosa com o ambiente, zelando também pela segurança e saúde de todos no trabalho.

faz-se preciso ampliar tais

Tente responder à pergunta que inicia este texto: meio ambiente, a saúde e a segurança no trabalho - o que é que eu tenho a ver com isso? Depois, é partir para a ação. Cada um de nós é responsável. Vamos fazer a nossa parte?

Introdução

A pintura industrial constitui-se no método de proteção anti-corrosiva

de maior utilização na vida moderna. Pela sua simplicidade, proteger

por pintura tem sido exaustivamente utilizado pelo homem nas suas construções e objetos confeccionados em aço.

O aço é, nos tempos atuais e foi durante todo o século, o principal

material de construção industrial, porém, devido à corrosão, só é pos-

sível o sucesso de sua utilização com o emprego de revestimentos eficazes, destacando-se neste caso o revestimento por pintura, que é um revestimento anti-corrosivo normalmente orgânico, aplicado sobre a superfície que se quer proteger.

É difícil precisar exatamente quando se usou pela primeira vez uma

tinta, sabendo-se, entretanto, que as primeiras tintas eram usadas em

utensílios domésticos e na pintura artística, fabricadas de forma artesanal, sem os conhecimentos tecnológicos de formulação de que se dispõem atualmente. Muito se evoluiu, no fim do século passado e no início deste século, quanto à formulação das tintas, em especial a partir do desenvolvimento dos polímeros, que se constituem em toda a base das tintas modernas. Em todo o mundo, têm-se hoje milhares de formulações de tintas diferentes, fabricadas com matérias-primas as mais diversas.

O bom resultado da pintura industrial dependerá, entretanto, da obser-

vância de fatores básicos, sem os quais não haverá proteção adequa-

da, por longo período, a custo compatível com o valor e o tempo de vida esperados para a estrutura.

1

Finalidade da pintura

Nesta unidade

Atividade e responsabilidade do pintor

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Finalidade da pintura O termo genérico “pintura” pode ser estendido a três ramos

Finalidade da pintura

O termo genérico “pintura” pode ser estendido a três ramos da atividade humana:

• Pintura Artística;

• Pintura Arquitetônica;

• Pintura Industrial.

A pintura artística é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade de

expressar uma arte. É usada na execução de quadros, painéis, murais, etc.

A pintura arquitetônica é aquela em que o uso das tintas e das cores tem a finalidade

de tornar agradável os ambientes. É usada na construção civil e, não obstante possa ter também a finalidade protetora, visa fundamentalmente ao embelezamento das superfícies revestidas.

ao embelezamento das superfícies revestidas. Figura 1 Tarsila do Amaral Abapuru, 1928 [Óleo tela

Figura 1 Tarsila do Amaral Abapuru, 1928 [Óleo tela 85x73]

23

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 2 Edifício na rua Buenos Aires incendiado e interditado Antes Depois

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 2 Edifício na rua Buenos Aires incendiado e interditado Antes Depois A
PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 2 Edifício na rua Buenos Aires incendiado e interditado Antes Depois A

Figura 2

Edifício na rua Buenos Aires incendiado e interditado

Antes

Depois

A pintura industrial é aquela cuja finalidade principal é a proteção anti-corrosiva. Apresenta, porém, outras finalidades complementares, tais como:

• finalidade estética: torna a apresentação agradável;

• auxílio na segurança industrial;

• impermeabilização;

• diminuição de rugosidade;

• facilitar a identificação de fluídos em tubulações ou reservatórios;

• impedir a aderência de vida marinha ao casco de navios e bóias;

• permitir maior ou menor absorção de calor;

• reflexorização luminosa;

• identificação promocional.

A pintura industrial pode ser ainda de dois tipos:

• pintura industrial de fabricação em série;

• pintura industrial de campo.

24

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Atividade e responsabilidade do pintor • efetuar o preparo da superfície para eliminação

Atividade e responsabilidade do pintor

• efetuar o preparo da superfície para eliminação da corrosão e de outras impurezas;

• homogeneização, mistura e diluição das tintas;

• aplicação das tintas;

• cuidar das ferramentas de trabalho para que elas estejam sempre em perfeitas condições de uso;

• cuidar para que no final do expediente a área esteja limpa e arrumada;

• zelar pela sua segurança e dos demais colegas de trabalho.

25

Finalidade da pintura Atividade e responsabilidade do pintor

2

Corrosão

Nesta unidade

Conceitos básicos

Importância do problema

Meios corrosivos mais comuns

Classificação dos processos corrosivos

Aspectos da corrosão

Grau de oxidação da superfície

Corrosão

Conceitos Básicos

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Corrosão Conceitos Básicos PINTURA INDUSTRIAL Offshore É a destruição de um metal ou liga metálica por

É a destruição de um metal ou liga metálica por mudança química, eletroquímica ou

dissolução física.

A corrosão é um processo natural, exatamente o oposto da fabricação do aço. O aço,

quando exposto ao tempo ou a agentes corrosivos, volta a condição de minério de

ferro, conforme figura 3.

volta a condição de minério de ferro, conforme figura 3. Figura 3 na proteção anticorrosiva Pintura

Figura 3

na proteção anticorrosiva

Pintura industrial

A transformação do minério de ferro (da forma como é encontrado na natureza) em

ferro metálico bruto, chamado gusa, é feito em alto-forno siderúrgico em alta tempe- ratura, com auxílio de carvão e outros materiais. Em fornos especiais, o ferro gusa

misturado a outras substâncias químicas transforma-se em aço.

Durante o processo de laminação a quente é que se forma a carepa de laminação.

A carepa de laminação é aderente e mais dura e frágil que o aço.

29

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Os processos corrosivos estão presentes em todos os locais e a todo instante da nos- sa vida diária. Assim, a deterioração de automóveis, eletrodomésticos, estruturas metálicas, instalações industriais, etc., são problemas com os quais o homem se depara a todo instante.

Importância do problema

Problemas ocasionados pela corrosão ocorrem nas mais variadas atividades: indústrias químicas, petrolíferas, petroquímica, civil, automobilística, de transportes, de teleco- municações, de medicina, de odontologia, etc.

O custo com a corrosão significa grande prejuízo para a nação. Os custos acontecem por perdas diretas e indiretas. (figuras 4 e 5)

São perdas diretas: substituição de peças ou equipamentos, mão de obra, energia, etc.

São perdas indiretas: perda de produtos (óleo, gás ou água) através de tubulações corroídas. Interrupções de comunicação em cabos telefônicos.

As perdas indiretas são mais difíceis de serem calculadas e totalizam custos mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas.

mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas. 30 Figura 4 Implante cirúrgico fraturado Figura
mais elevados do que aqueles causados por perdas diretas. 30 Figura 4 Implante cirúrgico fraturado Figura

30

Figura 4

Implante cirúrgico fraturado

Figura 5

Implante cirúrgico usado para

consolidação de fratura óssea

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Meios corrosivos mais comuns Atmosfera A ação corrosiva da atmosfera depende dos seguintes

Meios corrosivos mais comuns

Atmosfera

A ação corrosiva da atmosfera depende dos seguintes fatores: umidade relativa do ar, poluentes (partículas sólidas e gases ), temperatura, tempo de permanência do eletrólito na superficie metálica.

Em razão destes fatores, apresenta-se a classificação das atmosferas segundo a cor- rosão relativa do aço-carbono em diversas atmosferas:

• Atmosfera marinha: sobre o mar e na orla marítima (até 500 metros da praia), com ventos predominantes na direção da estrutura a ser pintada;

• Atmosfera junto à orla marinha: aquela situada além de 500 metros da

Conceituação de pintores

praia e até onde os sais possam alcançar;

• Atmosfera industrial: envolve regiões com muitos gases provenientes de

Aplicação de esquema de pintura

Retoques em esquema de

combustão, particularmente gases oriundos de combustíveis com alto teor

de enxofre;

• Atmosfera urbana e semi-industrial: nas cidades onde se tem uma grande

pintura industrial e de manutenção

quantidade de gases provenientes de veículos automotores, e uma indús-

tria razoavelmente desenvolvida;

• Atmosfera rural e seca: locais, em geral no interior, onde não há gases industriais, sais em suspensão e a umidade relativa do ar se apresenta em valores sempre mais baixos. (figuras 6 e 7)

se apresenta em valores sempre mais baixos. (figuras 6 e 7) Figura 6 siderúrgica contendo óxido

Figura 6

siderúrgica contendo óxido de ferro Fé 2O3

Meio ambiente com poeira de área

óxido de ferro Fé 2O3 Meio ambiente com poeira de área Figura 7 patinável já expostas

Figura 7

patinável já expostas durante cerca de 10 anos

estruturas de concreto e aço

31

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Solos Os solos contêm umidade e sais minerais. Alguns solos apresentam também

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Solos

Os solos contêm umidade e sais minerais. Alguns solos apresentam também carac- terísticas ácidas ou básicas. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos.

Águas naturais

Dos rios, dos lagos ou do subsolo, podem conter sais minerais, eventualmente ácidos ou bases, resíduos industriais, poluentes diversos e gases dissolvidos. O eletrólito constitui-se principalmente da água com sais dissolvidos. Os outros constituintes podem acelerar o processo corrosivo.

Águas do mar

Estas águas contêm uma quantidade apreciável de sais, sendo, desta forma, um eletrólito por excelência. Outros constituintes, como gases dissolvidos, podem acelerar os processos corrosivos.

Produtos químicos

Os produtos químicos, desde que em contato com água ou com umidade e sendo ionizáveis, formam um eletrólito, podendo provocar corrosão eletroquímica.

Classificação dos processos corrosivos

Corrosão eletroquímica

Os processos de corrosão eletroquímica (figura 8) são os mais freqüentes na natureza e se caracterizam basicamente por:

• realizarem-se, necessariamente, na presença de água líquida;

• realizarem-se em temperatura abaixo do ponto de orvalho, sendo a maioria na temperatura ambiente;

• realizarem-se devido à formação de uma pilha de corrosão.

32

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Em face da necessidade da água líquida, na maioria dos casos para formação

Em face da necessidade da água líquida, na maioria dos casos para formação do eletrólito, a corrosão eletroquímica é também denominada corrosão em meio aquoso.

Para que se realize a corrosão é necessário que existam 4 condições:

1. Presença de um cátodo;

2. Presença de um ânodo;

3. Ligação metálica entre ânodo e cátodo;

4. Eletrólito.

Ligação metálica entre ânodo e cátodo; 4. Eletrólito. Outros tipos de corrosão (figura 9) • Intergranular

Outros tipos de corrosão (figura 9)

• Intergranular

• Transgranular

• Filiforme

• Esfoliação

• Em torno de solda

• Empolamento pelo hidrogênio

Figura 8

Esquema de pilha eletroquímica

33

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Chapa sem corrosão Corrosão uniforme Corrosão intergranular ou intergranular (vista

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Chapa sem corrosão Corrosão uniforme Corrosão intergranular ou intergranular (vista da área exposta) Corrosão em

Chapa sem corrosão

Corrosão uniforme

Corrosão intergranular ou intergranular (vista da área exposta)

intergranular ou intergranular (vista da área exposta) Corrosão em placas Corrosão alveolar Corrosão puntiforme

Corrosão em placas

Corrosão alveolar

Corrosão puntiforme

(pite)

em placas Corrosão alveolar Corrosão puntiforme (pite) Corrosão intergranular (micrografia ) Corrosão filiforme

Corrosão intergranular (micrografia)

Corrosão filiforme

Corrosão intragranular (micrografia)

) Corrosão filiforme Corrosão intragranular (micrografia) Empolamento Corrosão em Corrosão por pelo

Empolamento

Corrosão em

Corrosão por

pelo hidrogênio

torno de solda

esfoliação

Aspectos da corrosão

Figura 9

A corrosão pode ocorrer, quanto ao aspecto, sob diversas formas, e o conheci- mento das mesmas é muito importante no estudo de um processo corrosivo. A carac- terização da forma de corrosão auxilia bastante no esclarecimento do mecanismo e na aplicação de medidas adequadas de proteção.

Os aspectos mais comuns são:

Uniforme:

A corrosão se processa em toda a extensão da superficie,

ocorrendo perda uniforme de massa.

34

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore • Placas: A corrosão é localizada em regiões, formando placas com escavações. •

Placas:

A corrosão é localizada em regiões, formando placas com

escavações.

Alveolar:

A corrosão produz sulcos ou escavações. Apresenta fundo

arredondado e profundidade geralmente menor que seu diâmetro.

Puntiforme:

A corrosão se processa em pontos ou em pequenas áreas

localizadas produzindo pites, que são cavidades apresentando profundi-

dade geralmente maior que seu diâmetro.

Grau de oxidação da superfície

São quatro os graus de intemperismo ou oxidação inicial da superfície metálica:

intemperismo ou oxidação inicial da superfície metálica: Grau A – Superfície de aço completa- mente coberta
intemperismo ou oxidação inicial da superfície metálica: Grau A – Superfície de aço completa- mente coberta
intemperismo ou oxidação inicial da superfície metálica: Grau A – Superfície de aço completa- mente coberta
intemperismo ou oxidação inicial da superfície metálica: Grau A – Superfície de aço completa- mente coberta

Grau A – Superfície de aço completa- mente coberta pela carepa de laminação, intacta e aderente, com pouca ou nenhu- ma corrosão.

Grau B – Superfície de aço com princí- pios de corrosão, cuja carepa de lami- nacão tenha começado a desagregar-se.

Grau C – Superfície de aço cuja carepa de laminação tenha sido removida pela corro- são ou possa ser retirada por meio de ras- pagem, apresentando pequenos alvéolos.

Grau D – Superfície de aço cuja carepa de laminação tenha sido removida pela corrosão, apresentando corrosão alveolar de severa intensidade.

35

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Técnicas de proteção anticorrosiva As técnicas de proteção anti-corrosiva podem ser

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Técnicas de proteção anticorrosiva

As técnicas de proteção anti-corrosiva podem ser baseadas em diferentes métodos, deve ser feita em conjunto com uma avaliação econômica para se poder julgar as vantagens das medidas protetoras:

Modificações de processo e do projeto – Alterações operacionais e em detalhes construtivos das instalações;

Modificação do meio corrosivo – Diminuição da umidade do ar, emprego de inibidores de corrosão, emprego de biocidas;

Modificação do metal – Aumento da pureza, formação de ligas e tratamento térmico;

Revestimentos protetores – Tratamento químico da superficie metálica (fosfatização, cromatização);

Revestimentos orgânicos (tintas, resina ou polímeros) – Que são em geral, larga- mente otilizados para o controle de corrosão em estrutura metálica, que possam sofrer manutenção periódica.

Revestimentos inorgânicos (materiais cerâmicos, cimentos, etc.).

Revestimentos metálicos (galvanização, metalização, etc.) e protetores temporários;

Métodos eletroquímicos – Proteção catódica e proteção anódica. (figura 10)

– Proteção catódica e proteção anódica. (figura 10) 36 Figura 10 em casco de navio Ânodo

36

Figura 10

em casco de navio

Ânodo de zinco após algum tempo

3

Esquema de pintura

Nesta unidade

Conceituação de pintores

Aplicação de esquema de pintura

Retoques em esquema de pintura industrial e de manutenção

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Esquema de pintura Conceituação de pintores A aplicação de pintura industrial consiste na

Esquema de pintura

Conceituação de pintores

A aplicação de pintura industrial consiste na interposição de uma película, em geral

orgânica, entre o meio corrosivo e o material metálico que se quer proteger.

Pintura é a hábil técnica de se aplicar tintas. A pintura industrial é o único meio de controle da corrosão que proporciona simultaneamente o controle estético, via o belo, e o múltiplo fenômeno da cor.

O esquema de pintura menciona além do conjunto de tintas, maior detalhamento, por

exemplo: preparo de superfície, método de aplicação, diluição, bem como parâmetros

tipo: secagem, intervalo de repintura, rendimento, tipo de tinta, esquema de pintura em função da superfície a ser pintada em relação ao meio corrosivo, conforme normas

Petrobrás:

N-2 – Pintura de equipamento industrial

N-442 – Pintura externa de tubulação em instalações terrestres

N-449 – Revestimento de estrutura metálica em zona de transição

N-1019 – Pintura de monobóias

N-1192 – Pintura de embarcações

N-1201 – Pintura interna de tanque

N-1205 – Pintura externa de tanque

N-1374 – Pintura de plataforma marítima de exploração e de produção.

N-1375 – Pintura de esfera e cilindro para armazenamento de gás liquefeito derivado de petróleo e amônia

N-1550 – Pintura de estrutura metálica

N-1849 – Pintura interna de adutoras

Norma regulamentadora da Petrobrás – NR-26 Sinalização de segurança

PE-37-03182 (ver figura 2)

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Aplicação de esquema de pintura Familiarização com as normas: ET-200.03, N-5, N-6,

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Aplicação de esquema de pintura

Familiarização com as normas: ET-200.03, N-5, N-6, N-7, N-9, N-13.

A eficiência da proteção anti-corrosiva conferida por um esquema de pintura depende de uma série de fatores, dentre os mais importantes, podemos destacar:

• Padrão de limpeza da superfície;

• Especificação das tintas: fundo, intermediária e acabamento;

• Processo de aplicação das tintas;

• Número de demãos de tinta e espessura seca por demão;

• Intervalo entre demãos;

• Ensaios para aceitação e qualificação do esquema de pintura.

Na seleção ou elaboração de um esquema de pintura, principalmente aqueles destina- dos à proteção anti-corrosiva, diversos fatores são levados em consideração, a fim de se obter o desempenho esperado. Os mais importantes são:

• Condições de exposição das superfícies (submersa, enterrada ou exposi- ção atmosférica);

• Agressividade do meio corrosivo ao qual o material ficará exposto;

• Condições operacionais de trabalho (temperatura, abrasão, etc.);

• Equipamentos ou instalações de grande importância, de difícil manuten- ção, necessitam de esquema de pintura de alta performance.

Retoques em esquemas de pintura industrial e de manutenção

Já vimos como é complexo o fenômeno de aderência. Como para se obter aderência nada podemos negligenciar, o retocar é uma ciência dentro da ciência.

Dá-se pouca importância; pois, numa pintura nova, a média de retoques é de 2 a 4%. Área considerada pequena em função do todo. Mas este pequeno percentual é o sufi- ciente para a "delaminação" ou o início de um desastre. Obviamente, muitos casos que temos de tratar são áreas maiores que as citadas.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Os serviços de preparo de superfície, as regiões soldadas após a montagem ou

Os serviços de preparo de superfície, as regiões soldadas após a montagem ou danificada por danos mecânicos devem receber a mesma tinta de fundo do esquema original, podendo o preparo de superfície ser feito com escovamento mecânico até o padrão St 3 ou St 2 da norma ISO 8501-1, desde que o jateamento abrasivo não seja tecnicamente viável de ser executado. Em atmosferas contendo gases deriva- dos de enxofre ou salinidade, a tinta de fundo a ser utilizada deve ser a norma PETROBRAS N-2288.

Regras gerais de retoques (figura 11)

• Dê preferência à trincha para retoques, promove aderência mecânica;

• Sempre observe que não haja poeira solta;

• O retoque será realizado na área preparada e deve estender-se numa área adjacente de 5cm;

• Chanfrar as bordas da tinta existente, afim de não deixar ressalto.

as bordas da tinta existente, afim de não deixar ressalto. Figura 11 esquema de pintura completo

Figura 11

esquema de pintura completo

Acabamento

Intermediária

Fundo

Metal

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4

Tintas e películas

Nesta unidade

Temperatura de operação ambiente até 120º

Constituintes de uma tinta

Principais veículos de tinta

Principais pigmentos

Solventes

Principais tintas

Propriedades fundamentais da película

Mecanismos de formação da película

Principais mecanismos de proteção da película

Mistura e homogeneização e diluição de tintas

Aplicação de tintas

Aquisição técnica de tintas

Inspeção e recebimento de tintas <N-1288>

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Tintas e películas

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Tintas e películas Temperatura de operação ambiente até 120º Tinta de fundo Será

Temperatura de operação ambiente até 120º

Tinta de fundo

Será utilizada a tinta de Zinco Etil Silicato de dois componentes N-1661 com espessura de película seca de 75 µm, por meio de pistola convencional com agitação mecânica ou airless, com intervalo mínimo de repintura de 30 horas e máximo de 48 horas para pintura da tinta intermediária. Caso o intervalo de repintura seja ultrapassado, deve-se lavar a superfície com água doce.

Tinta intermediária

Será utilizada a tinta Epóxi óxido de ferro de dois componentes, curada com poliamida, N-1202, aplicada por meio de rolo, trincha ou pistola sem ar. A espessura mínima de película seca deverá ser de 35 µm, com intervalo de repintura de 8 a 72 horas para aplicação da tinta de acabamento. Caso o intervalo de repintura seja ultrapassado, deve-se executar um lixamento leve em toda superfície para quebra de brilho.

Tinta de acabamento

Será utilizada a tinta de epóxi de alta espessura de dois componentes curada com poliamida, N-2628, aplicada por meio de rolo ou pistola sem ar, com espessura de película seca de 240 µm.

Na impossibilidade de aplicação da tinta de acabamento nas espessuras especificadas, admite-se aplicação de duas demãos de 120 micra. O motivo deve ser registrado no relatório de Inspeção e Pintura, no campo de observação. Caso o intervalo de repintura seja ultrapassado, deve-se executar um lixamento leve em toda superfície para quebra de brilho, antes da aplicação da última demão.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Constituintes de uma tinta Na composição de uma tinta, as diversas matérias-primas

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Constituintes de uma tinta

Na composição de uma tinta, as diversas matérias-primas devem ser combinadas de maneira a formar uma suspensão homogênea de minúsculas partículas sólidas (pigmentos), dispersas em um líquido (veículo), em presença ou não de compo- nentes em maiores proporções chamados aditivos.

Após a aplicação em fina camada sobre uma superfície, a tinta forma um filme que se solidifica por mecanismos de secagem ou cura, tornando-se uma película contínua e aderente a essa superfície.

O veículo volátil (solvente) deve ter poder da solvência sobre o veículo não-volátil

(resina) e ser perfeitamente compatível com ele.

O veículo não-volátil (resina) é o ligante ou aglomerante das partículas do pigmento.

Fazem parte também do ligante as resinas contidas nos agentes de cura e/ou endurecedores, chamados, às vezes erroneamente, de catalisadores nas tintas de dois componentes. O veículo é o componente mais importante de uma tinta, confe- rindo-lhe as qualidades mais significativas.

O pigmento é o componente que confere cor, opacidade ou ação anti-corrosiva às

tintas, são constituídos de pós, insolúveis e coloridos, e conferem poder de cobertura

à tinta. O poder de cobertura mede a capacidade que uma tinta tem de esconder o substrato.

Os aditivos não são essenciais, porém o seu uso melhora significativamente de- terminadas características das tintas. Os aditivos são da mesma natureza que os pigmentos, mas não possuem poder de cobertura.

O solvente é o líquido volátil que dilui a resina, diminuindo a vis- cosidade da tinta.

é o líquido volátil que dilui a resina, diminuindo a vis- cosidade da tinta. Figura 12

Figura 12

Composição das tintas

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Cada componente de tinta será abordado a seguir: Veículo • Volátil (solvente); •

Cada componente de tinta será abordado a seguir:

Veículo

• Volátil (solvente);

• Não volátil (resina).

Pigmento

• Inerte (carga);

• Ativo (colorido, metálico, anti-corrosivo e outros).

Aditivos

• Secante;

• Plastificante;

• Anti-mofo;

• Anti-sedimentante;

• Nivelante;

• Dispersante;

• Anti-espumante e outros.

Principais veículos de tintas

Asfalto e alcatrão

São tintas compostas de substâncias que não sofrem quaisquer transformações após a aplicação, observando-se a secagem do solvente, fornecem alta espessura às pelí- culas, tornando-as mais impermeáveis e flexíveis.

Apresentam, também, algumas desvantagens, tais como: só ter em cores escuras, pouquíssima compatibilidade com outras tintas, não ter tão boa resistência a solventes e, se expostas ao calor, têm tendência a escorrer e a empoar com o tempo.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Óleos vegetais São aqueles que empregam como resina, um óleo secativo, sendo

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Óleos vegetais

São aqueles que empregam como resina, um óleo secativo, sendo o mais comum o óleo de linhaça cru ou cozido, além de outros como os de tunge de oiticica.

Os óleos secativos possuem moléculas não-saturadas, secando pela adição de oxigênio às mesmas e pela evaporação do solvente. Não funciona corretamente em imersão em água salgada ou sob a ação da maresia ou de atmosfera agressiva.

Resina alquídica

São resinas sintéticas obtidas pela reação entre poliálcoois e poliácidos que, modi- ficadas em óleos secativos, fornecem um tipo de tinta denominada esmalte sinté- tico alquídico.

Apresenta dureza razoável, alguma durabilidade e relativa insalubridade em deri- vados de petróleo, além de razoável resistência à umidade atmosférica.

A qualidade destas tintas é dada pelo seu teor de óleo secativo, isto é, quanto menos óleo secativo na resina melhor a sua qualidade.

Resina fenólica

Estas tintas tem sua resina obtida primeiramente pela reação do fenol com um aldeído, normalmente o formaldeído (formol) e, em seguida, parte do fenol reage com óleos secativos, de certa forma, similar as alquídicas.

Estas tintas resistem melhor à temperatura mais elevada e quando pigmentadas com alumínio podem ser empregadas para pintura de equipamentos que funcionam até 120ºC.

Resina acrílica e esterenoacrilato

As resinas acrílicas para tintas são obtidas pela polimerização de esteres dos ácidos acrílicos e metacrílicos em longas cadeias termoplásticas, sendo necessária uma com- binação judiciosa para assegurar propriedades ótimas para seu uso em tintas indus- triais e de construção civil.

As tintas acrílicas industriais têm boa aparência, não são saponificáveis, não amarelam com o tempo, têm durabilidade e resistência a abrasivos bem superior que os esmaltes sintéticos.

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Resina vinílica

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Resina vinílica PINTURA INDUSTRIAL Offshore São tintas derivadas de cloreto e acetato de vinila que se

São tintas derivadas de cloreto e acetato de vinila que se copolimerizam em cloreto e acetato de polivinila. São tintas brilhantes e secam apenas pela evaporação de seus solventes, não se tornando imunes a eles. Oferecem boa proteção para superfície submersa em água salgada, pois tem baixa permeabilidade a íons, e excelente resis- tência química à abrasão.

Borracha clorada

As tintas desse tipo utilizam resinas fabricadas a partir da cloração da borracha natural, com plastificantes resistentes a agentes químicos. Em geral, são inodoras, insípidas, atóxicas e inflamáveis, sendo recomendadas para reservatórios de água potável e mesmo para armazenar alimentos. Com a incorporação de aditivos especiais, são empregadas como retardantes de fogo. Elas têm grande resistência a ácidos e álcalis,

o que é raro entre as tintas, todavia, como curam apenas pela evaporação do solvente, não têm resistência a seus solventes.

Resina silicone

As resinas de silicone são semi-orgânicas, já que tem silício incorporado em sua ca- deia solimérica. Elas derivam do grupo metil e da sua associação metil e fenil-silicone, dando origem de acordo com a tal associação a dois tipos de tinta e vernizes. De um lado, apresentam-se como vernizes repelentes à água, para uso em construção civil, para impermeabilização, principalmente, de concreto aparente. Do outro lado, forne- cem tintas industriais para resistência a elevadas temperaturas. As tintas industriais, de acordo com os fabricantes, resistem a temperatura de até 400ºC e, se pigmentadas com alumínio, resistem até 500ºC. É oportuno lembrar que sua espessura deve ser de 15 a 25 micrômetros e deve ser aplicada em até duas demãos.

Resina epoxi

As resinas epoxídicas são obtidas a partir da reação química entre a apicloridrina e o bisfenol. As tintas são fornecidas em duas embalagens, uma contendo a resina epóxi e

a outra o agente de cura, que pode ser à base de aminas, amidas e poliisocianatos.

As tintas epóxi apresentam grande resistência física e química, mas sofrem amarelamento, perda de brilho e calcinação ao exterior, mas não perdem suas caraterísticas de proteção.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Resina poliuretana Resultado da reação entre uma resina e um isocianato. Normalmente

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Resina poliuretana

Resultado da reação entre uma resina e um isocianato. Normalmente não se fazem primer's a partir do poliuretano. As tintas de poliuretano, a exemplo das epoxídicas, são

fornecidas em duas embalagens, uma contendo a resina polihidroxilada (poliéster, acrílica, epóxi) e a outra o agente de cura a base de poliisocianato, aromático ou alifático. As tintas com poliuretano alifático possuem excelente resistência aos raios ultravioleta

e melhor retenção de cor e brilho quando expostas ao intemperismo natural.

Silicato inorgânico

Como estas tintas detêm sua fórmula totalmente inorgânica, sua película seca se torna completamente inorgânica. Quando pigmentadas com zinco, após sua aplicação, há

reação competitiva entre o ferro do substrato metálico e o zinco em relação ao silicato

e com isso, há formação de silicatos duplos de ferro e zinco desde junto ao metal e

acima, sua aderência ao metal se torna excepcional, superior a todas as outras tintas.

Além disso, elas resistem a temperaturas de até 600º C. É comum o emprego de espessura de 75 micrômetros.

Silicato de etila

Nesta tinta, o silicato alcalino foi substituído pelo silicato de etila. Esta tinta se mostra mais flexível e portanto de aplicação mais fácil.

Principais pigmentos

Os pigmentos podem ser classificados em três grupos, a saber:

• Opacificantes ou coloridos

• Extensores ou cargas

• Anti-corrosivos

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Zarcão

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Zarcão PINTURA INDUSTRIAL Offshore É um dos pigmentos mais antigos e eficientes, dentre aqueles utilizados pelas

É um dos pigmentos mais antigos e eficientes, dentre aqueles utilizados pelas indústrias

de tintas, na proteção anti-corrosiva de substratos ferrosos. O seu mecanismo básico

de proteção anti-corrosiva é por passivação anódica, a qual envolve a formação de um filme protetor na superfície metálica.

Cromato de zinco

O mecanismo de proteção anti-corrosiva promovida é por passivação anódica, a qual é decorrente da solubilidade do íon cromato, que é um inibidor de corrosão. A liberação deste íon resulta na formação de uma camada passiva, no caso do ferro aderente ao substrato metálico e pouco aderente.

Óxido de ferro

São pigmentos largamente utilizados pelas indústrias de tintas e os mais conhecidos são:

• Óxido de ferro vermelho

• Óxido de ferro micáceo

• Óxido de ferro amarelo

• Óxido de ferro preto

Zinco em pó

É um dos pigmentos metálicos mais utilizados pelas indústrias de tinta. Sua aplicação

mais importante é na fabricação das chamadas tintas ricas em zinco, amplamente empregadas na proteção anti-corrosiva de substratos ferrosos, pelo mecanismo de proteção catódica.

Uma das principais vantagens da utilização das tintas ricas em zinco, reside no fato de que este metal é anódico em relação ao ferro e como conseqüência funciona como ânodo de sacrifício, quando ambos estão em contato elétrico.

Alumínio

Dentre os pigmentos metálicos, é um dos mais utilizados na fabricação de tintas para todos os segmentos da indústria e apresenta cor característica ao metal. As partículas

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore do alumínio têm estrutura lamelar, sendo este um fator importante no campo

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do alumínio têm estrutura lamelar, sendo este um fator importante no campo da proteção anti-corrosiva, pois aumenta a resistência da película à penetração do vapor d'água e, conseqüentemente, melhora o desempenho à corrosão.

Dióxido de titânio

Dentre os pigmentos brancos, é o mais utilizado. Entra na composição tanto das tintas brancas como naquelas de tons claros, possui elevado poder de cobertura ou opacidade; quando comparada com outros pigmentos brancos, tem excelente resis- tência química, sendo insolúvel em praticamente todos os líquidos, com exceção dos ácidos sulfúrico e fluorídrico concentrados. Pode ser encontrado em duas formas cristalina: o rutilo e o anatásio.

Fosfato de zinco

É um pigmento anti-corrosivo relativamente novo, com a vantagem, em relação aos demais, de ser atóxico. O mecanismo de proteção é por passivação anódica, a qual, em princípio, é decorrente da formação de sabões metálicos de zinco.

Cargas ou extensores

Tem como finalidade a redução no custo da tinta e/ou obtenção de propriedades específicas (controle de brilho, resistência à abrasão, anti-mofo, anti-incrustante, etc.). Os mais comuns utilizados na fabricação de tintas são: barita, calcita, caulim, mica e quartzo.

Solventes

São os componentes das tintas que, diminui a viscosidade das mesmas, lhes dando condições da aplicação via os sistemas convencionais de pintura, ou seja, a trincha o rolo e a pistola. Como não são indispensáveis à formação da película de tinta não acrescentando nenhuma característica anticorrosiva ou mecânica as tais filmes, já que saem desta aplicação, procurou-se método que pudesse empregar tintas sem solventes já que estes apresentam as seguintes desvantagens:

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore a) apresentam uma carga financeira à tinta sem nenhum proveito real, desde que

a) apresentam uma carga financeira à tinta sem nenhum proveito real, desde que evaporam ao se aplicar a tinta.

b) Diminuem a espessura da película seca da pintura, desde quando ocupa um volume durante a aplicação e desaparecem ao secar a tinta.

c) Ao secar, podem ocasionar formação de poros e pontos fracos, por onde pode se iniciar o processo corrosivo, além de defeitos como descoloração, baixa resistência e outros.

Por outro lado, uma boa combinação de solventes pode criar uma película de tinta lisa

e bonita. A escolha do solvente ou da combinação de solventes influencia na viscosidade

e fluxos de tintas, na velocidade da secagem, no brilho da película e na aplicabilidade da tinta à pistola ou à trincha.

Há tintas modernas que têm muito pouco solvente, como as denominadas alta espes- sura (higt build), havendo outras que precisem de solventes e são denominadas de 100% de sólidos, necessitando, todavia, de processos especiais de aplicação.

Do ponto de vista de função, os solventes podem ser classificados em:

• Solventes verdadeiros ou ativos;

• Solventes auxiliares ou laterais;

• Diluentes.

Os solventes verdadeiros são aqueles capazes de solubilizar as resinas de tintas.

Os solventes auxiliares não conseguem solubilizar as resinas, todavia aumentam o poder sulubilizante dos solventes verdadeiros, ajudando também estes no poder de absorção dos diluentes.

Finalmente, os diluentes são aqueles que não sendo solventes podem ser misturados a estes sem que ocorra a precepitação da resina, contribuindo para diminuir a viscosidade da tinta. Os diluentes, todavia, podem melhorar as propriedades da película de tinta.

Uma boa combinação de solventes melhora a compatibilidade das resinas entre si quando a tinta tem mais de uma resina, fornecendo uma película de melhor qualidade. Também a boa combinação de solventes minimiza a sua retenção pelo filme de tintas aumentando a resistência das películas à água, evitando empolamento e perda de aderência. Vejamos os principais tipos de solventes empregados para a pintura.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Hidrocarbonetos alifáticos São os mais simples e baratos, produzidos diretamente nas

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Hidrocarbonetos alifáticos

São os mais simples e baratos, produzidos diretamente nas refinarias de petróleo. Os principais são:

a) Gasolina industrial também denominada nafta leve, com curva de destila- ção entre 60 e 150º C.

b) Nafta V.M & P., com curva de destilação entre 120 e 140º C.

c) Aguarrás mineral (comumente vendida no mercado sob diversos nomes comerciais) de destilação de 150 a 200º C.

d) Querosene, com curva de destilação de 200 a 280º C.

Os dois primeiros são usados como diluentes de tintas à base de nitrocelulose. A aguar- rás mineral é o solvente padrão para as tintas óleo-resinisas al, as resinas alquídicas médias e longas em óleo, e veículos betuminosos. O querosene é solvente de evapo- ração lenta usado em tintas de cura prolongada e cura a quente, como algumas betuminosas e a óleo. Para tintas convencionais, o querosene é contra-indicado.

Hidrocarbonetos aromáticos

São, talvez, constituintes de quase todas as tintas, ora como solventes, ora como solventes auxiliares, ora como diluentes. Os seus constituintes principais são:

• Tolueno (toluo);

• Xilenos (xilol);

• Naftas aromáticas.

Apesar de também ser um solvente aromático, o benzeno é, em geral, proibido dado a sua toxidade e, principalmente, intolerância do organismo por ser sua toxidade acumulativa.

Dos hidrocarbonetos aromáticos, o tolueno é o mais empregado industrialmente, todavia todos eles são diluentes das tintas de nitrocelulose, acetado de celulose, epóxi, poliuretano.

São solventes auxiliares das tintas vinílicas, acrílicas, amínicas e fenólicas misturadas às resinas epóxis; são, finalmente, solventes verdadeiros das tintas à base de borra- cha clorada, alquídicas curtas e médias em óleo, ésteres curtos e resina epóxi, resinas de silicone etc. O xileno é o melhor solvente para tintas de borracha clorada.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore As naftas aromáticas são fabricadas em refinarias a partir da destilação de petróleo

As naftas aromáticas são fabricadas em refinarias a partir da destilação de petróleo ricos em aromáticos, enquanto os dois outros hidrocarbonetos são produzidos também

da destilação da hulha. As naftas são empregadas em lugar do tolueno e do xileno seja

por motivos econômicos, seja para conseguir uma secagem mais lenta da tinta.

Éstere

São solventes verdadeiros para os veículos de nitrocelulose, acetato de celulose, resi- nas vinílicas, acrílicas e de poliuretano. Tem perfume bastante agradável. Os principais ésteres são os acetatos de etila, propila e butila.

Álcoois

Os principais utilizados nas tintas são o etanol (álcool comum), o propanol, o butano e

o pentanol. São solventes auxiliares ou verdadeiros para as tintas à base de resinas

alquídico-amínicas, resinas epóxis modificadas, epóxis catalisadas e de polivinil-butiral.

O álcool mais utilizado é o butanol. O álcool comum tem a desvantagem de ser

hidroscópico.

Cetonas

São os solventes verdadeiros e mais indicados para as resinas vinílicas, epóxi poliuretano, assim como para a nitrocelulose e o acetato de celulose. A acetona comum é pouco empregada devido à sua grande volatilidade. As mais usadas são a metil-tona (MEK) e a inetil-isobutilcetona (MIBK).

Glicós-éteres

Os solventes mais indicados comercialmente dessa família são os cellosolve o carbitol

e o oxitol, sendo solventes verdadeiros para a nitrocelulose, o acetato de celulose, as resinas acrílicas e as epóxis. Sua constituição é à base de éteres de metil ou butil etileno ou dietileno-glicol.

Água

É usada como diluente das tintas de emulsão para construção civil e para tintas industri-

ais de emulsão como as epóxis. É solvente verdadeiro para as tintas de silicato de zinco.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Hidrocarbonetos clorados São usados apenas como removedores de tintas dada a sua

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Hidrocarbonetos clorados

São usados apenas como removedores de tintas dada a sua toxidade, apesar da grande vantagem de não serem inflamáveis. Os principais são dicloro e tricloetileno e tetracloreto de carbono.

Solventes filmogênios

São aqueles como o estireno que, além de solubilizar as resinas, a elas se incorporam durante a cura, pelo mecanismo de polimerização em massa. São próprios das resinas poliésteres.

Outros solventes

Há também outros como o tetrahidrofurano e nitropropano, excelentes solventes para diversas resinas.

Principais tintas

Familiarização e interpretação das normas:

N-1202, N-1259, N-1261, N-1277, N-1661, N-1761, N-1841, N-2288, N-2628, N-2629, N-2630 e outras.

Propriedades fundamentais da película

Coesão – São forças que mantém unidos os constituintes de uma película, promo- vendo sua rigidez mecânica;

Adesão ou aderência – É o poder que tem o filme de tinta curada de permanecer fixado ao substrato ou nas demãos de tinta subseqüentes.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Mecanismos de formação da película O mecanismo de formação da película é definido

Mecanismos de formação da película

O mecanismo de formação da película é definido pelo tipo de resina presente na tinta:

Evaporação de solvente

Neste mecanismo, a formação da película ocorre pela simples evaporação dos solventes presentes na tinta líquida.

EXEMPLO: borracha clorada, resinas vinílicas, resinas acrílicas, resinas betuminosas e resina estireno-acrilato.

Oxidação

Neste mecanismo, a secagem, a cura e a formação da película ocorrem pela evapora- ção dos solventes simultaneamente com o processo de oxidação com oxigênio do ar, o qual atua quimicamente nas duplas ligações dos ácidos graxos insaturos presentes nos óleos vegetais.

EXEMPLO: óleos vegetais, resinas alquídicas modificadas com óleos vegetais, resi- nas fenólicas modificadas com óleos vegetais.

Polimerização térmica

Neste mecanismo, a polimerização só se dá à temperatura elevada e é aplicada diretamente sobre o substrato metálico.

EXEMPLO: resina silicone.

Polimerização por reação química à temperatura ambiente

Neste mecanismo, a secagem, a cura e a formação da película ocorrem através de reações químicas de polimerização as quais podem se processar na presença ou ausência de calor. A maioria das tintas que secam por reação química são fornecidas normalmente em dois ou mais componentes.

EXEMPLO: resinas epoxídicas e resinas poliuretânicas.

As tintas epoxídicas curadas com amidas apresentam melhor resistência à água e melhor flexibilidade, melhor resistência química a ácidos, álcalis e solventes; as tintas

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore epoxídicas curadas com polisocianatos dão origem a produtos que apresentam exce- lente

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epoxídicas curadas com polisocianatos dão origem a produtos que apresentam exce- lente aderência sobre aço galvanizado.

As tintas que curam por polimerização química possuem algumas particularidades:

• Pot-life - tempo de vida útil da mistura;

• Shelf-life - tempo de vida útil da tinta (validade de armazenamento);

• Tempo de indução - tempo mínimo, após a mistura dos componentes, que se deve esperar para se iniciar a aplicação da tinta. Este tempo é em média 15 minutos;

• Tempo de secagem ao toque - É quando a tinta aplicada está livre de pegajosidade;

• Tempo de secagem para repintura - Tempo que é indicado pelo fabricante da tinta, estabelecendo o tempo mínimo e máximo para aplicação da demão subseqüente e/ou transporte da peça pintada.

Hidrólise

Neste mecanismo, a cura da película é feita através de reação com a umidade do ar. Estas tintas são fornecidas em duas embalagens, uma contendo a solução de silicato de etila e a outra, o zinco em pó ou em pasta. São utilizadas em sistemas de pintura de alta performance para atmosferas agressivas.

EXEMPLO: silicato de etila.

Coalescência

Este mecanismo de formação de película ocorre pela fusão ou coalescência das partí- culas que estão dispersas num meio aquoso.

EXEMPLO: tintas à base de PVA.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore OBSERVAÇÃO É importante lembrar mais uma vez que a primeira etapa em qual-
OBSERVAÇÃO É importante lembrar mais uma vez que a primeira etapa em qual- quer mecanismo
OBSERVAÇÃO
É importante lembrar mais uma vez que a primeira etapa em qual-
quer mecanismo de secagem e formação da película é a evaporação
de solventes.

Principais mecanismos de proteção da película de tinta

Entende-se como mecanismo de proteção anti-corrosiva das tintas ou esquema de

pintura, a forma pela qual estes são capazes de proteger os substratos em geral contra

a corrosão.

Tomando-se como base estes fatores, existem três mecanismos de proteção pelos quais as tintas podem proteger os substratos ferrosos contra a corrosão: proteção por barreira, passivação anódica e proteção catódica.

Retardamento do movimento iônico (proteção por barreira)

Neste tipo de proteção, o sistema de pintura possuindo espessura, impermeabilidade e tintas adequadas, isola o substrato metálico a ser protegido do meio corrosivo, com isto tende o retardamento do movimento iônico promovendo assim uma proteção eficiente.

Verifica-se que a água migra muito mais rapidamente do que os íons de cloreto de sódio. É oportuno observar que a película mais protetora seria mais impermeável ao cloreto de sódio, como demonstrarão certas resinas à base de poliestireno, óleo de linhaça ou tunque, retardaram a passagem de íons. Nesta tinta são incorporados pigmentos que, pelo bloqueio do caminho a ser percorrido pelos íons, o retardam, exemplo pigmento em forma de microplaquetas como os de alumínio ou de óxido de ferro micáceo e mesmo de vidro.

É importante saber que neste tipo de mecanismo a eficácia ou desempenho da proteção

anti-corrosiva é em função da:

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore • Espessura do esquema de pintura; • Compatibilidade e resistência das tintas

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• Espessura do esquema de pintura;

• Compatibilidade e resistência das tintas ao meio corrosivo;

• Impermeabilidade do esquema de pintura aos agentes corrosivos, como exemplo: absorção da água, baixa permeabilidade à umidade e alta resis- tência a passagem de íons.

Cabe ressaltar ainda que, neste tipo de proteção, quanto mais impermeável for o es- quema de pintura à penetração de umidade e dos íons agressivos (cloretos, sulfatos), melhor será seu desempenho anti-corrosivo. (figura 13)

melhor será seu desempenho anti-corrosivo. (figura 13) Figura 13 Revestimento de proteção por barreira Proteção

Figura 13

Revestimento de proteção por barreira

Proteção por passivação anódica

Este tipo de proteção envolve a utilização de tintas contendo pigmentos com caracte- rísticas básicas ou com uma determinada solubilidade capazes de, na presença de água e oxigênio, fornecerem substâncias com propriedades inibidoras de corrosão. Neste caso, ocorre a formação de uma camada passiva de óxidos de ferro que são estáveis, aderentes e pouco permeáveis, impedindo assim a passagem do metal para forma iônica. Os pigmentos mais comuns que atuam pelo mecanismo de passivação anódica são:

• Zarcão

• Cromato de zinco

• Fosfato de zinco

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Proteção catódica

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Proteção catódica PINTURA INDUSTRIAL Offshore Neste tipo de proteção, utilizam-se tintas contendo pigmentos

Neste tipo de proteção, utilizam-se tintas contendo pigmentos metálicos, anódicos em relação ao ferro, em suas composições e em concentrações elevadas do filme seco, de modo a permitir um perfeito contato elétrico com a superfície metálica.

Atualmente, o único pigmento utilizado neste tipo de proteção é o zinco metálico em pó. As tintas fabricadas com elevado teor deste pigmento são conhecidas como tintas ricas em zinco.

O mecanismo de atuação do zinco baseia-se no fato deste metal ser, na maioria dos eletrólitos, anódico em relação ao ferro. Portanto, quando ambos estiverem ligados eletricamente, na presença de um eletrólito, o zinco se corroerá enquanto que o ferro ficará protegido. Uma das vantagens da utilização de tintas ricas em zinco é que, no

caso de haver uma falha no revestimento de zinco, o ferro estará protegido se tivermos

a presença de um eletrólito.

Mistura e homogeneização e diluição de tintas

Toda tinta deve ser homogeneizada antes e durante a aplicação, a fim de manter o pigmento em suspensão. No caso das tintas de dois ou mais componentes, estes devem ser homogeneizados, separadamente, antes de se fazer a mistura e, após mis- turados, não devem ser observados veios ou faixa de cores diferentes, e a aparência deve ser uniforme.

A homogeneização deve ser processada no recipiente original, não devendo a tinta ser

retirada do recipiente enquanto todo pigmento sedimentado não for incorporado ao veículo. Enquanto, admite-se, que uma parte do veículo possa ser retirada temporari- amente para facilitar o processo de homogeneização. Caso haja dificuldade na disper- são do pigmento sedimentado, a tinta não deve ser utilizada.

A mistura e a homogeneização devem ser feitas por misturador mecânico, admitindo-

se a mistura manual para recipientes com capacidade de até 18 litros, sendo que as tintas pigmentadas com alumínio, exceto a tinta da norma PETROBRAS N2231,

devem ser sempre mecânica, mesmo com capacidade inferior a 18 litros.

A operação de mistura em recipientes abertos deve ser feita em local bem ventilado e

distante de centelhas ou chamas.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore A utilização de fluxo de ar sob a superfície da tinta, com

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A utilização de fluxo de ar sob a superfície da tinta, com a finalidade de misturá-la ou

homogeneizá-la, não é permitida em nenhum caso.

Caso se tenha formado nata, pele ou espessamento em lata recentemente aberta a tinta deve ser rejeitada.

Quando a homogeneização for manual, a maior parte do veículo deve ser despejada para um recipiente limpo e em seguida solta-se o material do fundo do recipiente por meio de uma espátula larga, homogeneizando-se o pigmento com o veículo.

A parte do veículo retirada deve ser reincorporada à tinta, sob agitação ou pelo despejo

repetido de um para o outro recipiente, até que a composição se torne uniforme.

O fundo do recipiente deve ser inspecionado para verificar se todo pigmento sedimentado

foi disperso adequadamente.

A mistura, homogeneização e diluição só devem ser feitas por ocasião da aplicação.

As tintas não devem permanecer nos depósitos dos pulverizadores e baldes dos pinto- res de um dia para o outro. Somente as tintas de um componente e a tinta de alumínio fenólica (norma PETROBRAS N1259) podem ser aproveitadas. Neste caso, as sobras de tinta devem ser recolhidas para um recipiente que deve ser fechado, e novamente misturadas ou homogeneizadas antes de serem reutilizadas.

As tintas a serem pulverizadas, se não tiverem sido formuladas especificamente para essa modalidade de aplicação, podem requerer diluição, quando por meio de ajusta- gem ou regulagem de pulverização e de pressão de ar não for possível obter aplicação satisfatória.

Quando houver necessidade de diluição para facilitar a aplicação das tintas, deve ser usado o diluidor especificado pelo fabricante da tinta, não devendo ser ultrapassada a quantidade máxima recomendada no boletim técnico do produto, em função do méto- do de aplicação a ser utilizado.

Nota: O diluente deve ser incorporado à tinta durante o processo de mistura e homogeneização. Não é permitido aos pintores adicionar diluente depois da tinta ter alcançado a consistência correta.

Não devem ser usadas tintas cujo prazo de validade (shelf life) tenha sido ultrapassado.

Nas tintas de dois ou mais componentes de cura química, deve ser respeitado o tempo de indução e o tempo de vida útil da mistura (pot life).

Não é permitida a adição de secagem à tinta.

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Aplicação de tintas

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Aplicação de tintas PINTURA INDUSTRIAL Offshore A preparação da superfície e a aplicação da tinta de

A preparação da superfície e a aplicação da tinta de fundo devem sempre ser feitas

no campo, antes da montagem dos equipamentos ou tubulações, exceto para pintura de manutenção.

Em equipamentos ou tubulações a serem soldados após a montagem, deve ser deixa- da uma faixa de 5cm sem pintura em cada extremidade do tubo, deve receber preparo de superfície de fundo após a soldagem e teste, inclusive o hidrostático.

Antes da aplicação da tinta de fundo as superfícies submetidas ao jateamento abrasivo úmido ou ao hidrojateamento devem ser inspecionadas segundo as normas PETROBRAS N9 e N1204 quanto a pontos de corrosão, graxa, umidade e outros ma- teriais estranhos. No caso da existência de material solto na superfície, decorrente da oxidação superficial instantânea, a sua remoção deve ser executada através do jato d'água a pressão de, no mínimo, 300 psi.

Frestas, cantos e depressões de difícil pintura devem ser vedados por meio de solda ou massa epóxi.

A vedação por meio de soldas deve ser executada após o jateamento ou logo após a

aplicação da tinta de fundo.

Toda superfície, antes da aplicação de cada demão de tinta, deve sofrer um processo de limpeza por meio de escova ou vassoura de pele, sopro de ar ou pano úmido (exceto para aplicação da primeira demão da tinta de fundo) para remover a poeira.

Não deve ser feita nenhuma aplicação de tinta quando a temperatura ambiente for

inferior a 5º C, exceto quando se trata de tintas cujo mecanismo da formação da película

é o de evaporação de solvente. Tais tintas podem ser aplicadas desde que a tempera- tura ambiente seja igual ou superior a 2º C.

As tintas formuladas especificamente para aplicação sobre superfícies com condensação de umidade ou úmidas, não são sujeitas às restrições do ponto de orvalho e de umidade relativa do ar.

Aplicação de tinta de fundo em arestas, cantos, rebaixos, fendas e soldas deve ser sempre feita por meio de trincha, exceto para tintas inorgânicas ricas em zinco.

Cada demão de tinta deve ter uma espessura uniforme, isenta de defeitos tais como:

porosidade, escorrimento, enrugamento, empolamento, fendimento, crateras, impregnação de abrasivos e outros materiais contaminantes, pulverização seca, sangramento e manchas.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore As áreas com espessura insuficiente ou com defeitos devem ser repintadas e

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As áreas com espessura insuficiente ou com defeitos devem ser repintadas e deixadas secar antes da aplicação da demão seguinte.

As espessuras recomendadas são aquelas mencionadas nas normas PETROBRAS, específicas para cada esquema de pintura.

Os intervalos de tempo (máximo e mínimo) entre as demãos devem ser aqueles cita- dos nas normas PETROBRAS, específico para cada esquema de pintura. No caso da tinta de acabamento epóxi sem solvente (ver norma PETROBRAS N2629), desde que recomendado na norma específica para cada esquema de pintura e seja operacionalmente possível, a segunda demão pode ser aplicada assim que a primeira demão estiver seca ao toque.

Os equipamentos, estruturas metálicas e tubulações pintados antes da montagem não devem ser manuseados sem ter sido alcançado o tempo mínimo de secagem para repintura da tinta utilizada.

O manuseio após o tempo de secagem mencionado acima, deve ser efetuado de for-

ma a minimizar danos à pintura, utilizando-se cabos de aço com proteção ou cintas de couro para pequenas peças.

Caso ocorram danos na pintura de equipamentos, estruturas metálicas ou segmentos de tubulação, após a montagem ou transporte, devem ser retocados, utilizando-se o esquema originalmente aplicado, sempre que operacionalmente aceitável.

As regiões soldadas após a montagem devem receber a mesma tinta de fundo do esquema original, podendo o preparo de superfície ser feito com escovamento me- cânico até o padrão St 3 da norma ISSO 8501-1, desde que o jateamento não seja tecnicamente viável de ser executado. Em atmosferas contendo gases derivados de enxofre ou salinidade, a tinta de fundo a ser utilizada deve ser a norma PETROBRAS N-2288.

No caso de tintas epóxi, quando os intervalos para repintura forem ultrapassados,

a demão anterior deve receber um lixamento leve (quebra de brilho) seguida de

limpeza com solventes não oleosos para permitir ancoragem da demão subseqüente. No caso das tintas ricas em zinco, devem apenas ser lavadas com água doce. Para tintas cujo mecanismo de formação de película é o da evaporação de solvente, deve ser feito uma limpeza com pano umedecido em solvente recomendado pelo

fabricante. No caso de tintas óleos resinosas (ver normas PETROBRAS N 1259 e

N 2492), recomenda-se fazer uma limpeza superficial com aguarrás mineral isenta

de contaminantes.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Durante a aplicação e a secagem da tinta deve-se tomar muito cuidado para

Durante a aplicação e a secagem da tinta deve-se tomar muito cuidado para evitar a combinação da superfície por cinzas, sal, poeira e outras matérias estranhas.

As superfícies usinadas e outras que não devem ser pintadas, mas que exijam proteção, devem ser recobertas com uma camada de verniz descável. Exemplo: os chumbadores devem ser protegidos por verniz descável logo após a sua colocação.

As estruturas metálicas , as tubulações e os equipamentos pintados, ainda não monta- dos, devem ser mantidos afastados entre si e do solo e devem ser posicionados de modo a minimizar a quantidade de locais coletores de águas de chuva, terra, contami- nação ou deterioração da película da tinta.

OBSERVAÇÃO Tais partes devem ser limpas, retocadas com a(s) tinta(s) exigida(s) sempre que isso for
OBSERVAÇÃO
Tais partes devem ser limpas, retocadas com a(s) tinta(s) exigida(s)
sempre que isso for necessário à manutenção a integridade da película.

Os equipamentos ou tubulações recém pintados não devem ser postos em operação antes da cura total das tintas utilizadas.

Em pintura de manutenção deve ser removida somente a tinta solta, rachada ou não aderente, quando não for determinada repintura total, em face de uma análise técnico econômica

Onde a tinta velha apresentar camada espessa, todas as bordas devem ser chanfradas ou desbastadas por meio de lixamento.

A repintura parcial deve ser feita de modo a minimizar qualquer dano à parte da pintura que se encontre em boas condições.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Aquisição técnica de tintas A compra das tintas e o custo da

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Aquisição técnica de tintas

A compra das tintas e o custo da aplicação representam os dispêndios diretos com a

pintura, todavia, se um contrato não é bem feito, com especificações tecnicamente corretas e detalhadas, a sua execução poderá suscitar dúvidas e ocasionar problemas que deverão resultar em danos e prejuízos para um ou as partes envolvidas.

Inspeção de recebimento de tintas <N-1288>

Para cada lote de tinta recebido, devem ser comparados os resultados do certificado da qualidade emitido pelo fabricante com a especificação da tinta;

As embalagens devem estar em perfeito estado de conservação, não podendo estar amassadas, sem alça, com as tampas enferrujadas, com vazamentos, sem rótulo, deficiência de enchimento, etc.;

Os rótulos das embalagens devem conter todas as especificações da tinta:

Norma ou tipo de tinta, lote de fabricação, cor, data de fabricação, validade, relação de mistura, solvente para diluição.

Os locais de armazenamento devem ser cobertos, bem ventilados, não sujeitos ao calor excessivo, protegidos contra centelhas, descargas atmosféricas e raios diretos de Sol e providos de sistema de combate a incêndio.

O

empilhamento máximo dos recipientes deve obedecer à seguinte forma:

• 20 galões

• 5 baldes

• 3 tambores

O

armazenamento deve ser feito de modo que permita a retirada, em primeiro lugar,

das tintas mais antigas. As tintas que estiverem com a validade vencida podem ser

revalidadas por até dois períodos, conforme norma N-1987.

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Preparação de superfície

Nesta unidade

Limpeza de superfícies de aço por ação físico química <N-5>

Tratamento de superfície de aço com ferramentas manual e mecânica <N-6>

Controle de qualidade na preparação de superfície com ferramentas manual e mecânica, execução e aparelhagem

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Preparação de superfície Um requisito básico para que um revestimento seja aplicado com

Preparação de superfície

Um requisito básico para que um revestimento seja aplicado com sucesso é a correta preparação da superfície, removendo a carepa de laminação, respingos de solda, ferrugens, graxas, sujeiras, óleos e outros contaminantes.

Em torno de 60% do custo de um trabalho de pintura reside no preparo da superfície. Entre os vários métodos da limpeza da superfície, os custos variam muito. Assim, geralmente, o custo da limpeza das superfícies por jato abrasivo é 12 vezes mais elevado que o efetuado manualmente com lixas. Mesmo assim, o custo de preparo de superfície deve ser balanceado com a conseqüente durabilidade resultante de uma maior vida útil do revestimento. Os métodos de preparo da superfície de aço velho ou novo possuem padrões internacionais descritos na norma ISO 8501-1.

Limpeza de superfícies de aço por ação físico-química <N-5>

É o procedimento destinado à remoção de óleos, graxas, terra ou outros contaminantes das superfícies de aço, mediante o emprego de solventes, emulsões, compostos para limpeza, vapor ou outros materiais de ação solvente, por meio de panos ou escovas molhadas com solventes friccionar a superfície. A limpeza final deve ser feita com solventes ou panos limpos. Ao invés da aplicação com panos, pode-se fazer também uma aspersão da superfície com o solvente, desengorduramento da superfície com vapores de solventes clorados.

Há também a fosfatização que é a lavagem com solução ácida composta com ácido fosfórico. Esse tipo de limpeza tem a vantagem adicional de atacar a superfície ferrosa, proporcionando ancoragem para a tinta.

Já a decapagem é o tipo de limpeza com ácido, em geral ácido sulfúrico inibido; remove todo o material prejudicial à boa aderência do filme de tinta ao metal, inclusive os óxidos metálicos da laminação.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Tratamento de superfície de aço com ferramentas manuais e mecânicas <N-6> Manual

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Tratamento de superfície de aço com ferramentas manuais e mecânicas <N-6>

Manual é o método pelo qual se remove a carepa de laminação, ferrugem e pinturas antigas soltas, bem como outros materiais estranhos prejudiciais à pintura. O método compreende o emprego manual de escovas, lixas, raspadores, picadores ou outras ferramentas manuais de impacto ou a combinação das mesmas. Os arames de aço das escovas devem ser suficientemente rígidos para proporcionar boa limpeza. (figura 14)

rígidos para proporcionar boa limpeza. (figura 14) Figura 14 Equipamentos para limpeza manual Em casos de

Figura 14 Equipamentos para limpeza manual

Em casos de repintura, deve-se raspar toda a pintura antiga não aderente. A tinta antiga que não for removida deve ter uma aderência perfeita para não trazer imperfei- ções à repintura. Recomenda-se cuidado especial nos cordões de solda. Qualquer falha neste caso pode acarretar início de processo de corrosão. Após o trabalho de raspagem, escovamento ou lixamento, toda poeira residual deve ser espanada, esco- vada ou soprada. Após o tratamento, a superfície deve corresponder a um dos padrões visuais fotográficos, ST-2, da norma ISO 8501-1.

Mecânico é o método de limpeza que compreende o emprego de escovas rotativas de fio de aço, ferramentas de impacto, esmerilhadeiras ou lixadeiras mecânicas ou ainda a combinação das mesmas. A preparação da superfície por meios mecânicos, corresponde aos padrões fotográficos ST-3 da norma ISO 8501-1. (figura 15). Devem-se empregar escovas de arame de aço movidas mecanicamente, do tipo radial. Os arames das esco- vas devem ser suficientemente rígidos para garantir a limpeza. A limpeza também deve ser feita pelo emprego de ferramentas de impacto, movidas mecanicamente, do tipo desencrustante ou pistolas de agulhas, ou aparelhos similares. A norma determina efetuar, após o preparo da superfície, limpeza do pó por meio de ar comprimido ou panos limpos. Após a limpeza, a superfície deverá apresentar pronunciado brilho metálico.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 15 Equipamentos para limpeza com ferramentas mecânicas manuais Controle de qualidade
PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 15 Equipamentos para limpeza com ferramentas mecânicas manuais Controle de qualidade

Figura 15

Equipamentos para limpeza com ferramentas mecânicas manuais

Controle de qualidade na preparação de superfície com ferramenta manual e mecânica, execução e aparelhagem

• A superfície deverá receber inspeção visual antes do preparo da superfície;

• Marcar os locais onde exista vestigio de óleo, graxa, gordura, cimento, pontos de corrosão ou outros materiais;

• Anotar o grau de corrosão em que se encontra a superfície (A, B, C e D conforme ISSO 8501-1), assim como os defeitos de pintura no caso de películas de tinta antiga.

Após a preparação da superfície e imediatamente antes de iniciar a pintura, proce- de-se a inspeção que objetiva verificar se foi alcançado o grau mínimo de limpeza recomendado ou especificado.

Avalia-se o grau usando normas que padronizam procedimentos e aspecto da super- fície. É muito importante que esta inspeção seja realizada imediatamente antes da pintura, pois a superfície limpa fica ativada e rapidamente começa a enferrujar.

Para executar, usa-se padrões fotográficos da norma ISSO 8501-1. Muitas vezes se torna difícil definir exatamente o grau de limpeza comparado com estas normas, por várias razões de ordem prática, como sombreamento causado por intemperismo, tipo de contaminante existente antes da limpeza, além de fatores próprios de cada obra, etc.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore ATENÇÃO Os padrões de limpeza ST-2 e ST-3 não se aplicam às

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

ATENÇÃO Os padrões de limpeza ST-2 e ST-3 não se aplicam às superfícies com grau
ATENÇÃO
Os padrões de limpeza ST-2 e ST-3 não se aplicam às superfícies
com grau A de intemperismo inicial.
Aparelhos utilizados na inspeção

• Padrão fotográfico

• Termômetro de contato

• Termohigrômetro

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Métodos de aplicação de tinta

Nesta unidade

Aplicação a trincha

Aplicação a rolo

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Métodos de aplicação de tintas Aplicação a Trincha A trincha deve ser de

Métodos de aplicação de tintas

Aplicação a Trincha

Métodos de aplicação de tintas Aplicação a Trincha A trincha deve ser de fibra vegetal ou

A trincha deve ser de fibra vegetal ou ani-

mal, deve ser sempre utilizada em cordões de solda, superfícies irregulares, cantos

vivos e cavidades, exceto quando a tinta for

à base de silicatos inorgânicos. A largura

máxima deve ser de 125 mm (5"). A aplica- ção não pode apresentar marcas de trincha após secagem. Escorrimentos ou ondula- ções devem ser corrigidos imediatamente com a trincha.

Figura 16

Exemplos de trinchas

Geralmente, é considerada uma boa prática a aplicação da primeira demão de tinta de fundo, através da trincha, a fim de se obter um melhor contato com a superfície, isto é, poder colocar a tinta dentro de pites, fendas, poros e também de remover a poeira superficial para dentro da tinta.

Os pêlos devem estar reunidos em conjuntos, por uma de suas extremidades, de modo que o pincel tenha maior capacidade de armazenar tinta, resultando em marcas mais tênues.

Pincéis artísticos são feitos de pelos de esquilos (chamado também de pêlo de camelo); os pincéis de cal são feitos de pêlos e fibras tampico; pincéis de nylon têm sido usados com a vantagem do custo mais baixo e de serem mais resistentes ao desgaste, parti- cularmente, na pintura de superfícies abrasivas.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore O tamanho e forma das trinchas é uma preferência pessoal do pintor.

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O tamanho e forma das trinchas é uma preferência pessoal do pintor. Trinchas de

seção retangular são as mais utilizadas, sendo preferidas para trabalhos em superfícies planas. Trinchas de seção circular ou oval são muitas vezes escolhidas para superfícies rugosas, para pintura de cabeças de rebites e parafusos, porcas e áreas restritas.

O tamanho da trincha deve ser adaptado à extensão do serviço. Trincha de 4" (10 cm)

é considerada o tamanho máximo para uma boa pintura.

Para as trinchas apresentarem longa vida é essencial que sejam bem limpas após o uso diário. Lavar as trinchas em solvente, dobrando as cerdas junto a sua base, de modo a retirar a tinta. Repetir isto várias vezes, utilizando solvente limpo. Finalmente, alisar os pêlos com pano limpo e seco.

Técnica de aplicação a pincel

A trincha não deve ser mergulhada profundamente na tinta, pois ficará sobrecarregada.

Em seguida, os pêlos são raspados contra a lateral interna do recipiente de modo a distribuir a tinta entre os pêlos.

A tinta deve ser aplicada em um filme uniforme. Não se deve pintar uma área muito

grande, mas progredir em faixas de 30 cm de largura, evitando retoques posteriores.

É conveniente aplicar em cruz as camadas sucessivas, o que minimiza as marcas de

pincel. (isto se chama "demão cruzada").

Segurar a trincha em um ângulo de aproximadamente 60º em relação a superfície, fazer vários movimentos breves na área a ser pintada, espalhar a tinta seguindo a direção perpendicular à primeira, sob pressão moderada e constante. Dar o acaba- mento novamente em direção perpendicular, com movimento longos e mais leves.

Quando usar trinchas de seção circular, para aplicar tinta em superfícies muito corroí- das ou em rebites, a distribuição inicial da tinta deve ser feita em pequenos círculos que cubram completamente a área.

Tintas à base de óleos devem ser aplicadas de modo a cobrir bem a superfície, inclu- indo as irregularidades. Tintas de secagem rápida devem ser espalhadas com poucos

e rápidos movimentos sobre uma pequena área, sem o repasse de acabamento.

Escorrimentos de tinta podem ser evitados não se aplicando uma espessura superior a que a superfície suporta. Quando estes ocorrerem, deverão ser imediatamente corrigi- dos. Tais efeitos, além de serem desagradáveis à vista, originam outros problemas como maior dificuldade de secagem enrugamento e poros.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore A produção, em termos de m2/h, varia muito com o tamanho, forma e

A produção, em termos de m2/h, varia muito com o tamanho, forma e condições da

superfície. Rendimentos de 18,6m2/h, em superfícies planas e lisas, são conside- rados bons.

Aplicação a rolo

A aplicação por meio de rolos tem se tornado uma alternativa cada vez mais popular

para a pintura de moradias, particularmente para as tintas à base de água. Na manu- tenção industrial, seu uso é cada vez maior na pintura de grandes áreas, como tanques esferas e perfis largos.

Rolos são recomendados para aplicação de tinta sobre superfícies planas, como pare- des e forros, especialmente quando apresentam uma textura irregular, sendo úteis também na pintura de telas de arame.

O rolo tem sido utilizado para obtenção de certos efeitos ou desenhos decorativos.

Equipamentos

Existem no comércio rolos de diferentes formas e materiais para atender a diversas finalidades.

O rolo manual consiste basicamente de um cabo, um suporte metálico e a cobertura

removível. Ele é usado em conjunto com uma bandeja provida de um tabuleiro corrugado

e inclinado.

No rolo de alimentação sob pressão, a tinta é tomada por meio de uma mangueira, de um tanque até o cabo conectado a um suporte perfurado do rolo. Uma válvula, no caso, controla a quantidade de tinta.

A cobertura dos rolos é feita com lã de ovelha, lã mohair, pêlos grossos ou de materiais

sintéticos.

O material de cobertura e a altura dos pêlos determinam a textura do acabamento. Lã

de ovelha com altura de 9,5 mm é usada em superfícies lisas originando, levemente, um efeito de casca de laranja. Fios de 25 mm são usados em superfícies irregulares. Tecido de carpete, com fios duros, é usado para acabamentos pontilhados e de tecidos de pelos duros para acabamentos texturizados.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Os rolos comuns são de 7 a 8" (178 a 203 mm)

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Os rolos comuns são de 7 a 8" (178 a 203 mm) de comprimento. Rolos curtos de 2 a 3" (51 a 76 mm) são, geralmente, indicados para superfícies muito irregulares, embora a sua eficiência seja discutível.

Tipos especiais têm sido desenvolvidos para pintar tubulações e outras superfícies curvas.

para pintar tubulações e outras superfícies curvas. Figura 17 Exemplo de rolos usados em pintura Técnica

Figura 17

Exemplo de rolos usados em pintura

Técnica de utilização do rolo

Após imersão parcial na tinta, ele é rolado sobre o tabuleiro para remover o excesso de tinta e distribuí-la de modo homogêneo sobre a sua superfície. O operador deverá aprender a tomar a quantidade correta de tinta com o rolo e aplicar uma camada lisa e de espessura uniforme, regulando a pressão sobre o rolo enquanto ele corre sobre a superfície. Para obter uma cobertura completa, especialmente sobre superfícies rugo- sas, o rolo deverá ser movimentado inicialmente em várias direções. Os movimentos finais devem ser feitos sistematicamente em uma única direção. Em tintas de alumínio, este cuidado é fundamental para que não ocorram manchas na pintura.

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Controle de qualidade da aplicação do esquema de pintura, execução e aparelhagem

Nesta unidade

Exame visual de defeitos na película <N-13>

Medição de espessura da película seca

<N-13/N-2135>

Teste de aderência da película

Teste de descontinuidade no esquema de pintura <N-13/N-2137>

Medição das temperaturas - ambiente e da superfície <N-13>

Medição de umidade relativa do ar

Aparelhos utilizados na inspeção

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Controle de qualidade da aplicação do esquema de pintura, execução e aparelhagem Exame

Controle de qualidade da aplicação do esquema de pintura, execução e aparelhagem

Exame visual de defeitos na película <N-13>

O reconhecimento do tipo de defeito que encontramos na pintura industrial no campo, sua causa e como corrigi-lo prontamente reduzem o custo da manutenção, enquanto permitem manter uma aparência estética de alto nível de aceitação.

• Escorrimento – Excessiva fluidez da tinta em superfícies verticais, pode ter a forma cordões (leve) ou cortina (pesado).

Causa: Diluição excessiva, excesso de tinta, etc.

Correção: Usar a trincha, lixar e aplicar outra demão.

• Casca de laranja – O filme exibe picos e vales.

Causa: Tinta muito viscosa, solventes de evaporação muito rápida.

Correção: Usar a trincha, lixar e aplicar outra demão.

• Espessura irregular – Falta de uniformidade do filme, fora da tolerância média, apresentando pouca cobertura, podendo até favorecer a corrosão.

Causa: Falta de habilidade do pintor, trincha ou rolo inadequados, tinta muito viscosa, falta de controle do filme úmido.

Correção: Aplicar outra demão, lixar e procurar uniformizar com outra demão.

• Poros – A pintura apresenta descontinuidades em forma de orifícios, visíveis ou não a olho nu.

Causa: Oclusão de ar ou solvente no filme, superfície contaminada, temperatura da superfície alta.

Correção: Corrigir aplicação, lixar e aplicar outra demão.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore • Inclusão de pêlos – A pintura fica impregnada de pêlos ou

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• Inclusão de pêlos – A pintura fica impregnada de pêlos ou fiapos.

Causa: Contaminação da superfície pintada por pêlos de rolo, trincha, trapos, etc.

Correção: Remover as impurezas e retocar, lixar e retocar.

Outros defeitos

• Empolamento;

• Enrugamento;

• Fendilhamento;

• Crateras;

• Bolhas;

• Over spray;

• Calcinação;

• Manchas.

Medição de espessura de película seca

<N-13/N-2135>

O teste de espessura deve ser efetuado após decorrido o tempo mínimo de secagem para repintura de cada demão. Efetuar medições para cada 250 m linear, no caso de tubulação, ou 250 m² no caso de estrutura ou equipamento.

tubulação, ou 250 m² no caso de estrutura ou equipamento. Figura 18 Exemplos de instrumentos para

Figura 18 Exemplos de instrumentos para medição de espessura de película seca

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Teste de aderência da película <N-13/ABNT-NBR.11003> O teste de aderência deve ser

Teste de aderência da película

<N-13/ABNT-NBR.11003>

O teste de aderência deve ser efetuado após decorrido o tempo mínimo de secagem

para repintura de cada demão. Efetuar um teste para cada 250 m linear, no caso de tubulação, ou 250 m² no caso de estrutura ou equipamento.

Para tintas com espessura de película seca por demão até 100 µm, deve-se utilizar o teste quadriculado.

Para tintas com espessura de película seca por demão maior que 100 µm, deve-se utilizar o teste em X.

Quando a tinta de fundo utilizada for à base de silicatos, ricas em zinco, deve-se utilizar sempre o teste em X2.

Teste de descontinuidade no esquema de pintura

<N-13/N-2137>

O teste de determinação de descontinuidade deve ser efetuado após decorrido o tem-

po de cura total da última demão da tinta de acabamento. Este teste deve ser feito sempre que a norma de pintura do equipamento ou tubulação assim o determinar. A

superfície examinada não deve apresentar descontinuidades, devendo ser retocada a região que apresentar defeitos.

devendo ser retocada a região que apresentar defeitos. Figura 19 Aparelhos detetores de descontinuidade por via

Figura 19

Aparelhos detetores de descontinuidade por via úmida e via seca

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Medição das temperaturas – ambiente e da superfície <N-13> Não deve ser

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Medição das temperaturas – ambiente e da superfície <N-13>

Não deve ser aplicada tinta quando a temperatura ambiente for inferior a 5°C, nem quando existe a expectativa da mesma cair até 0°C, antes da tinta ter secado.

Não deve ser aplicada tinta quando a temperatura de substrato for inferior à tempera- tura de ponto de orvalho + 3°C ou inferior a 2°C, a que for maior, ou em superfícies com temperatura superior a 52°C. No caso de tintas à base de silicatos inorgânicos ricos em zinco, a temperatura da superfície não deve exceder 40°C.

Medição de umidade relativa do ar

Não deve ser feita nenhuma aplicação de tinta em tempo de chuva, nevoeiro ou bruma, ou quando a umidade relativa for superior a 85 %, nem quando haja expectativa deste valor de umidade ser alcançado.

Aparelhos utilizados na inspeção

• Termômetro de contato;

• Termohigrômetro;

• Medidor de espessura úmida;

• Medidor de espessura seca;

• Holliday detector;

• Faca olfa.

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Métodos de aplicação de tinta com pistola

Nesta unidade

Pistola convencional

Aplicação de tinta por pulverização

Pistola sem ar (air less)

Pintura por imersão

Pintura eletroforética

Pintura eletrostática

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Métodos de aplicação de tinta com pistola Deve ser utilizada em pintura de

Métodos de aplicação de tinta com pistola

Deve ser utilizada em pintura de extensas áreas e onde uma grande produtividade é desejada. O ar comprimido utilizado deve ser isento de água ou de óleo. O equipamen- to deve possuir medidores de pressão de ar e de tinta. Este método de aplicação não deve ser utilizado em locais onde existam ventos fortes nem em es- truturas extremamente delgadas que levem a perdas excessivas de tinta. Exige maior habilidade do que a pintura com rolo ou trincha.

maior habilidade do que a pintura com rolo ou trincha. Figura 20 Exemplo de pistola convencional

Figura 20 Exemplo de pistola convencional com o recipiente acoplado diretamente à pistola

Figura 21 Exemplo de pistola convencional com o recipiente à pressão em separado
Figura 21
Exemplo de pistola convencional com o
recipiente à pressão em separado

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 22 Aplicação com pistola convencional em um painel Figura 23 Cuidados

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 22 Aplicação com pistola convencional em um painel Figura 23 Cuidados na

Figura 22 Aplicação com pistola convencional em um painel

Figura 23 Cuidados na aplicação por pistola convencional
Figura 23
Cuidados na aplicação por pistola convencional

Pistola convencional

A experiência tem mostrado que, para se obter uma vida útil máxima, a aplicação é tão

importante quanto a limpeza de superfície e a seleção correta da tinta.

Geralmente a pintura se inicia com a homogeneização da tinta e ajuste de sua viscosi- dade ao processo de aplicação escolhido.

Todas as tintas apresentam separação dos componentes mais pesados dos mais le- ves, durante o período de armazenamento (sedimentação). Muitos pigmentos podem sedimentar de tal maneira que formam um bolo duro de impossível redispersão. A

resina da tinta pode geleificar. Estas alterações limitam o tempo de utilização e definem

a vida da prateleira (shelf life).

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore A homogeneização manual através de espátulas deve ser empregada para recipi- entes

A homogeneização manual através de espátulas deve ser empregada para recipi-

entes menores do que 5 galões (18 litros). A melhor técnica é a passagem do líquido sobrenadante ao material sedimentado para um recipiente limpo, desfazen- do-se o sedimento, na embalagem original, com auxílio de espátula ou pá. Quando

a pasta resultante se torna espessa, adicionar mais líquido, sobre agitação cons-

tante. Finalmente, transferir o conteúdo de um recipiente a outro, várias vezes.

O mesmo procedimento é usado para adição de pasta de alumínio ao verniz, em

tintas de alumínio bicomponentes.

Misturadores mecânicos, movidos a ar comprimido ou por motores elétricos à prova de explosão, devem ser usados em recipientes maiores que 5 galões e também na mistu-

ra de tintas bicomponentes, quando a quantidade de agentes de cura for pequena ou

quando os materiais apresentarem elevada viscosidade.

A homogeneização poderá ser executada também em recipientes fechados, menores

do que 1 galão (6 l), por rotação ou vibração.

Nem sempre é conveniente utilizar-se este processo, pois bolhas de ar podem ser introduzidas na tinta formando espuma que é indesejável na aplicação, por causarem falhas como crateras e pequenos orifícios (pinhole).

Os solventes devem ser adicionados à tinta nas quantidades mínimas necessárias para se obter a viscosidade adequada ao método de aplicação escolhido. A maioria das tintas é fornecida na viscosidade conveniente para aplicação a pincel ou rolo.

Para aplicação à pistola a ar (convencional), uma viscosidade mais baixa é necessária.

É aconselhável sempre utilizar o solvente recomendado pelo fabricante da tinta,

pois o uso de solventes incompatíveis pode causar coagulação da tinta ou proble-

mas na secagem. Um outro problema é o ataque a demãos anteriores com enrugamento das películas.

Aplicação de tintas por pulverização

Todos os métodos de aplicação que pulverizam a tinta rompem o fluido em pequenas gotículas antes que ela atinja a superfície a ser pintada. A energia para este trabalho pode ser fornecida por diferentes fontes:

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore • Pulverização por ar comprimido – Sistema “convencional”. • Pulverização

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• Pulverização por ar comprimido – Sistema “convencional”.

• Pulverização através de súbita retirada de uma alta pressão enquanto a tinta é ejetada de um pequeno orifício – Sistema “sem ar”(airless) ou hidráulico.

• Pulverização através de eletricidade estática, de elevada voltagem, enquanto a tinta é ejetada de uma ponta ou após ter sido pré-pulverizada por um dos métodos acima – Sistema “eletrostático”.

Cada um dos métodos apresentam vantagens, desvantagens e limitações no emprego

e nos resultados.

Sistema “convencional”

É o método mais usado em virtude da versatilidade. No mercado, é oferecida uma

grande quantidade de modelos de pistolas e tipos de capas, o que permite um número grande de combinações, possibilitando a aplicação dos mais variados tipos de tinta e a obtenção de efeitos especiais.

O equipamento é relativamente simples, podendo ser escolhida a maneira de alimen-

tação da pistola, por sucção ou pressão, a partir de tanques ou bombas, e o tipo de mistura, externa ou interna.

A tinta é levada à pistola em virtude do vácuo criado através da utilização de uma capa

de mistura externa. A pressão atmosférica força então a tinta do recipiente, através de um duto, até o bico de fluido. Quando o líquido é mais denso ou quando uma maior

produção é exigida, a tinta deverá ser forçada até o bico sob uma pressão positiva exercida no recipiente, por ar comprimido.

Capa de mistura externa

O tipo mais comum é o de mistura externa, em virtude da possibilidade de pulverizar

uma grande gama de materiais e de produzir um grau mais fino de pulverização para a produção de um acabamento de elevada qualidade. O contato tinta-ar ocorre quando

ambos deixam os respectivos orifícios de saída, conforme ilustrado na figura 24.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 24 Detalhes dos orifícios de saída de uma pistola Nos bicos

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 24 Detalhes dos orifícios de saída de uma pistola Nos bicos de

Figura 24 Detalhes dos orifícios de saída de uma pistola

Nos bicos de mistura externa, o jato de ar pulveriza o fluxo de tinta, dirigindo as gotículas contra o objeto a pintar. A configuração de pulverização, isto é, a figura formada na seção transversal do jato expelido pela pistola, é determinada pelo projeto de capa, o método de alimentação da tinta e sua natureza. A largura e o comprimento da figura podem ser ajustados pelo controle de ar dirigido aos orifícios dos chifres da capa (figura 25).

de ar dirigido aos orifícios dos chifres da capa (figura 25). Figura 25 Modelos de pistolas
de ar dirigido aos orifícios dos chifres da capa (figura 25). Figura 25 Modelos de pistolas

Figura 25

Modelos de pistolas existentes no mercado

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Capa de mistura interna É, geralmente, utilizada quando se requer uma elevada

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Capa de mistura interna

É, geralmente, utilizada quando se requer uma elevada produção, sem exigência da qualidade na aparência. Tintas pigmentadas com materiais abrasivos provocam um rápido desgaste dos orifícios de saída; tintas de secagem ou cura rápida podem obs- truir o orifício (figura 26).

Neste tipo de capa, ar e fluido são misturados em uma cavidade interna, operando apenas com alimentação sob pressão.

interna, operando apenas com alimentação sob pressão. Figura 26 Dispositivos de regulagem das pistolas

Figura 26 Dispositivos de regulagem das pistolas

Comparação entre capas de misturas externa e interna

Mistura externa

Mistura interna

VANTAGENS

• pulverização fina

• volume de ar inferior • pressão de ar inferior • perda de tinta inferior • espessura por demão maior

• controle de configuração de pulverização

• sem desgaste da capa

• alimentação por sucção e pressão

• tamanho maior de configuração

LIMITAÇÕES

• volume de ar elevado

• pulverização grosseira • configuração de pulverização fixa • orifício de capa sujeito a desgaste

• pressão de ar elevada

• baixa espessura do filme de tinta por demão

• tamanho limitado de configuração de pulverização

• alimentação somente sob pressão

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore As pressões impostas ao ar e fluido são inferiores às utilizadas na capa

As pressões impostas ao ar e fluido são inferiores às utilizadas na capa de mistura externa, resultando uma pulverização mais grosseira.

Os fatores que governam a seleção da capa são: viscosidade, tamanho e forma dos pigmentos e cargas, e o volume de tinta a ser aplicado.

Se um volume grande de tinta deve ser aplicado, a pressão sobre o fluido não deve exceder a 1,3kg/cm 2 . Caso contrário, o fluido escapará sob velocidade muito grande, impedindo uma pulverização perfeita.

A seleção da capa e bico deve ser feita de tal modo que a pressão aplicada ao fluido

seja mínima para a produção pretendida, isto é, a velocidade do fluxo de tinta deve ser baixa.

Operação do equipamento convencional com capa de mistura externa

Para ajuste das condições de operação, a pressão do fluido deverá ser inicialmente ajustada com o ar de pulverização fechado. Com o registro de controle de fluido total- mente aberto, mantendo-se a pistola na posição horizontal, e pressionando-se o gati- lho, o filete de tinta deverá percorrer uma distância de cerca de 90 cm antes de iniciar

a curvatura. Essa pressão não deverá exceder 1,3kgf/cm 2 . Se uma pressão superior é

necessária, um bico maior deverá ser adotado. Ajustar, em seguida, a pressão de pulverização, iniciando com 1,8 kgf/cm 2 e aumentando-a, quando necessário, em in-

crementos de 0,7 kgf/cm 2 .

O controle da abertura do leque é então ajustado para fornecer a dimensão apropriada

da configuração (figura 27).

a dimensão apropriada da configuração (figura 27). Figura 27 Configuração normal As configurações de

Figura 27

Configuração normal

As configurações de pulverização defeituosas são reconhecidas e corrigidas como a seguir (figuras 28 a 32).

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 28 Configuração carregada no alto (ou na parte inferior) Causas: •

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 28 Configuração carregada no alto (ou na parte inferior) Causas: • furos

Figura 28 Configuração carregada no alto (ou na parte inferior)

Causas:

furos do chifre parcialmente obstruídos;

obstrução na parte superior (ou parte inferior) do bico do fluido;

resíduos no assento da capa ou bico do fluido.

• resíduos no assento da capa ou bico do fluido. Figura 29 Configuração carregada no lado

Figura 29 Configuração carregada no lado direito (ou esquerdo)

Causas:

furo do chifre da direita (ou esquerda) parcialmente obstruído;

resíduos na parte direita (ou esquerda) do bico do fluido;

em capas de ar de jato duplo, o jato da direita (ou esquerda) obstruído.

de jato duplo, o jato da direita (ou esquerda) obstruído. Figura 30 Configuração carregada no centro

Figura 30 Configuração carregada no centro

Causas:

válvula de ajuste da largura do jato em posição muito baixa;

em capas de ar de jato duplo, pressão de pulverização muito baixa ou material muito viscosos;

pressão do fluido muito elevada para a pressão de pulverização usada (fluxo excessivo de material para a quantidade de ar);

orifício do bico muito grande para o material;

orifício do bico muito pequeno.

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Causas:

Causas: • Figura 31 Configuração dividida desequilíbrio entre ar e fluido. Figura 32 Configuração descontínua

Figura 31 Configuração dividida

desequilíbrio entre ar e fluido.

Configuração dividida desequilíbrio entre ar e fluido. Figura 32 Configuração descontínua PINTURA INDUSTRIAL

Figura 32 Configuração descontínua

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32 Configuração descontínua PINTURA INDUSTRIAL Offshore Causas: • vazamento de ar na tubulação de fluido,

Causas:

vazamento de ar na tubulação de fluido, devido à:

falta de material na tubulação de fluido;

recipiente inclinado em ângulo excessivo;

passagem de fluido obstruída;

tubo de fluido solto ou rachado na caneca ou tanques;

bico de fluido solto ou assento do bico danificado;

material muito viscoso para alimentação por sucção;

orifício de respiro da caneca obstruído;

porca de fixação ou rebordo da caneca solto, sujo ou danificado;

sobreposta da guarnição da agulha solta ou guarnição ressequida;

tubo de fluido encostado no fundo da caneca.

As correções para os defeitos mostrados nas figuras 28 e 29 são feitas da seguinte maneira: determinar se a obstrução é na capa de ar ou no bico do fluido. Para isso, girar meia volta a capa de ar fazendo uma nova configuração. Se o defeito se inverter, a obstrução se encontra na capa. Limpar os orifícios com solvente ou material macio, como palito de madeira. Nunca usar arames ou agulhas.

Para os defeitos mostrados nas figuras 30 e 31 reajustar as pressões do fluido e de pulverização, ajustando as dimensões da configuração.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Como as pistolas são ferramentas de elevada precisão, construídas com tolerâncias muito

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Como as pistolas são ferramentas de elevada precisão, construídas com tolerâncias muito pequenas, cuidados deverão ser tomados, mantendo-as limpas e lubrificadas.

As técnicas de manuseio de pistolas de pintura, para obtenção de serviços aceitáveis e a um custo mínimo, na aplicação a ar ou sem ar, são essencialmente as seguintes:

• usar as pressões mínimas possíveis para o ar e fluido. selecionar o bico de tal modo que a pressão do fluido não exceda 1,3kgf/cm 2 ;

• operar a pistola com o controle de fluido completamente aberto;

• ajustar as dimensões do leque adequadamente ao serviço em execução;

• trabalhar com a pistola a uma distância conveniente (15-25 cm);

• manter a pistola perpendicular à superfície a ser pintada;

• mover a pistola paralela à superfície;

• mover a pistola a uma velocidade constante tal que assegure uma película íntegra sobre a superfície;

• o gatilho deverá ser acionado após o início do deslocamento da pistola e desacionado antes do término do movimento;

• sobrepor as aplicações em pelo menos 50% nas pinturas de acabamento, mantendo constante esta sobreposição;

• evitar que a superfície da tinta úmida seja tocada ou atingida por poeira;

• manter quando possível, um trabalho de equipe.

Manutenção

A limpeza será realizada diariamente ou após a utilização do equipamento.

Procedimento

• Lavar o tanque de pressão e colocar no mesmo solvente limpo;

• Conectar a mangueira de tinta, ligar o suprimento de ar e pulverizar o solvente até que este sai limpo;

• Limpar o corpo da pistola com um pano embebido em solvente;

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore • Retirar a capa de ar e lavá-la em solvente utilizando uma escova

• Retirar a capa de ar e lavá-la em solvente utilizando uma escova macia. Em seguida, enxugar com jatos de ar;

• Se os furos da capa de ar estiverem entupidos, utilizar um palito ou piaçava
• Se os furos da capa de ar estiverem entupidos, utilizar um palito ou
piaçava para limpá-los.
ATENÇÃO
Nunca use arame ou qualquer instrumento de metal para limpar os
furos da capa, pois esse procedimento danifica os orifícios e prejudi-
ca a qualidade da pulverização.
Nunca mergulhe a pistola em solvente, pois isto causa a remoção de
lubrificantes e estraga as guarnições.

Lubrificação

• Lubrificar diariamente, com óleo fino sem silicone, o prisioneiro do gatilho, a agulha de fluido próxima à guarnição, as roscas do conjunto da válvula do leque e a parte exposta da válvula de ar;

(Recomendamos a utilização do óleo SSL-10 encontrado nos distribui- dores DeVilbiss).

• Periodicamente, cobrir as molas da agulha e da válvula de ar com vasilina ou graxa fina.

Obs: Ver Controle de Qualidade no esquema de pintura.

Pistola sem ar (Air less)

Pistola sem ar é, dos métodos disponíveis para aplicação de tinta no campo, aquele que obtém qualidade de pintura e, conseqüentemente, o maior desempenho do esque- ma de pintura.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Ao contrário da pistola convencional, que utiliza o ar para atomização da

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Ao contrário da pistola convencional, que utiliza o ar para atomização da tinta, a pintura sem ar utiliza uma bomba, adicionada pneumaticamente, para pressurizar a tinta, e a energia com que a mesma chega ao bico da pistola provoca sua pulverização.

Pressões da ordem de até 30 MPa (cerca de 300 kg/cm2) permitem que sejam aplica- das com este método tintas com elevadas quantidades de sólidos por volume (tintas sem solventes), sem a necessidade de diluição e em espessuras elevadas.

A não diluição com solvente, além de permitir a aplicação de tintas com elevadas espessuras por demão, minimiza, de forma significativa, as falhas das películas de tintas se comparadas com as aplicadas pelo método da pistola convencional, como os poros, crateras e bolhas.

Além de ser um método que permite a aplicação de película de tintas com propriedades uniformes em termos de espessura e baixa incidência de falhas, é de elevada produtivi- dade e sem perda de tinta na aplicação que é bastante reduzida, da ordem de 15%.

Uma aplicação típica de pistola de pintura sem ar deve constar dos seguintes recursos:

recipientes onde é instalada a bomba (dotado válvula de segurança, manômetro, regu- lador de pressão e válvula de entrada de ar e saída de fluido), mangueira, fonte de suprimento de ar e pistola (dotada de bico fabricado com material de elevada dureza). Trata-se de instalação de custo elevado, exigindo, portanto, maior investimento inicial do que os métodos já descritos.

investimento inicial do que os métodos já descritos. Figura 33 98 Esquema de instalação para aplicação

Figura 33

98

Esquema de instalação para aplicação de tintas com pistola sem ar (Air Less).

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 34 Exemplo de pistola sem ar Na aplicação da tinta pelo

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Figura 34 Exemplo de pistola sem ar

INDUSTRIAL Offshore Figura 34 Exemplo de pistola sem ar Na aplicação da tinta pelo método da

Na aplicação da tinta pelo método da pistola sem ar, devem ser observados os mes- mos cuidados, já descritos para aplicação com a pistola convencional em termos de diluição, seleção do bico e movimento de aplicação.

A aplicação de tintas pelo método da pistola sem ar requer cuidados de segurança por parte do pintor, devido as elevadas pressões envolvidas.

Aplicação com pistola sem ar (Air less)

Deve ser usada para pintura de áreas extensas quando se deseja alta produtividade, tintas com baixo teor de solvente, grande espessura por demão e tintas com proprieda- des tixotrópicas.

EXEMPLO: Epóxi sem solvente e tinta anti incrustante. O equipamento deve possuir reguladores e medidores de pressão de ar e tinta. Exige grande habilidade do pintor.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Manutenção A limpeza da pistola sem ar será realizada diariamente ou após

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Manutenção

A limpeza da pistola sem ar será realizada diariamente ou após a utilização do equi-

pamento.

Procedimento

• Lavagem serar coloque o solvente em um recipiente limpo;

• Conectar mangueira de tinta, ligar o suprimento regulador de pressão de ar e acionar a bomba até que este saia limpo;

• Desligar bomba até que saia toda pressão;

• Desconectar o bico e a pistola da mangueira;

• Limpar o corpo da pistola e o bico com um pano embebido em solvente e trincha escova macia. Em seguida enxugar com jatos de ar.

O equipamento utilizado para a aplicação sem ar é menos complexo que o necessário

para a aplicação com ar. A pistola é bem mais simples, havendo cerca de 90 tipos de

bicos à disposição. Estes determinam o volume de tinta que pode ser aplicado e o tamanho do leque.

Para seleção do tipo de bico, deve-se considerar a viscosidade do fluido e a velocidade de aplicação. Para cada tamanho de orifício existem vários tipos de bicos que possibi- litam leques de seção circular até acentuadamente elípticos.

Para serviços gerais são utilizados apenas dois tipos de orifícios: grande, 0,46 a 0,53

mm e ângulo de aplicação largo, 60 a 80 º ; pequeno, 0,38 mm e ângulo estreito, 30 º .

Pintura por imersão

Este processo é econômico tanto em material quanto em trabalho, porém as peças a

serem pintadas não podem ser de grande porte nem devem ter ângulos agudos, reces-

sos e outros acidentes que dificultem a penetração da tinta. O tanque da tinta onde as

peças são imersas deve ter agitação constante para evitar ou minimizar a decantação de sólidos. Esta tinta, por sua vez, deve ser diluída para se conseguir películas cons- tantes e uniformes.

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Pintura eletroforética

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Pintura eletroforética PINTURA INDUSTRIAL Offshore Este processo é um desenvolvimento da pintura por imersão em que,

Este processo é um desenvolvimento da pintura por imersão em que, além do banho onde a peça é imersa, tanto o banho quanto a peça são acoplados, cada um a um pólo de uma fonte de corrente da ordem de 50 a 300 volts. A tinta também dever ser formu- lada especialmente para esta aplicação, sendo bastante diluída, podendo fornecer películas de, no máximo, 40 micrômetros. A sua grande vantagem reside em dar uma

cobertura mais uniforme e completa, pois a diferença potencial existente, força a tinta

a cobrir completamente a peça em pintura, além de poder ser usada em linha de pro- dução. É de largo uso na indústria automotiva.

Pintura eletrostática

Similarmente à pintura eletroforética, a pintura eletrostática utiliza uma fonte de corrente elétrica para eletrizar a tinta a ser aplicada. Todavia este tipo de pintura emprega uma pistola de pulverização com um eletrodo, estando a peça a ser pintada com o outro. Dado as condições de pulverização, é necessário grande diferença de potencial, da ordem de até 100.00 volts, com tintas especialmente formuladas para esta finalidade. A peça eletrizada, em sinal oposto à tinta, a atrai resultando em excelente cobertura. Apesar de pouco usada, é recomendável para pintura de telas

e pequenas peças com muitos acidentes e recortes.

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Tratamento de superfície de aço com jato abrasivo <N-9>

Nesta unidade

Sa-1 – Jateamento ligeiro

Sa-2 – Jateamento comercial

Sa-2 ½ – Jateamento ao metal quase branco

Sa-3 – Jateamento ao metal branco

Outros métodos de jateamento

Abrasivos

Controle de qualidade aplicável no jateamento abrasivo, execução e aparelhagem

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Tratamento de superfície de aço com jato abrasivo <N-9> Considera-se que a

Tratamento de superfície de aço com jato abrasivo <N-9>

Considera-se que a superficie de aço tenha recebido limpeza prévia para remoção de sujeiras, contaminantes oleosos, sais e que as placas de corrosão existentes tenham sido eliminadas antes de iniciar o processo de jateamento abrasivo.

Este método de limpeza, é um processo que consiste basicamente em projetar partícu- las sólidas sobre uma determinada superficie, à grande velocidade. O aspecto final deve corresponder aos padrões fotográficos da ISO 8501-1.

As normas ISO 8501-1 e PETROBRAS classificam em 4 os graus de limpeza por jateamento abrasivo para cada um dos 4 graus de intemperismo, com exceção do grau de intemperismo A, que não se aplicam os padrões Sa-1 e Sa-2.

Os graus de preparação por jateamento abrasivo são:

Sa-1 — Jateamento ligeiro

Remove-se carepa solta de laminação, óxidos soltos e partículas soltas. O aspecto deverá coincidir com um dos padrões fotográficos Sa-1.

Sa-2 — Jateamento comercial

Remove-se praticamente toda carepa de laminação, óxidos e partículas estranhas. O aspecto deverá coincidir com um dos padrões fotográficos Sa-2.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Sa-2½ — Jateamento ao metal quase branco Remove-se as carepas de laminação,

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Sa-2½ — Jateamento ao metal quase branco

Remove-se as carepas de laminação, óxidos e partículas estranhas, de tal modo que apenas possam aparecer leves sombras ou estrias na superficie. O aspecto deverá coincidir com um dos padrões fotográficos Sa 2½.

Sa-3 — Jateamento ao metal branco

Remove-se totalmente, as carepas de laminação, óxidos e material estranho. O aspec- to deverá coincidir com os padrões fotográficos Sa-3.

É importante observar que, após o jateamento, a superficie deverá ser limpa com aspi-

rador de pó, ar comprimido seco e limpo ou com uma escova limpa. O padrão de

jateamento deverá ser considerado aquele imediatamente antes de receber a pintura.

A

pressão ideal para o bico de jato deve ser de 100 PSI.

O

período máximo entre o início do jateamento e o final da pintura é:

• Locais situados até 100m da orla marítima: 4 horas.

• Locais situados a mais de 100m da orla marítima: 6 horas.

Outros métodos de jateamento

• Jateamento abrasivo por sucção;

• Jateamento abrasivo úmido (com areia);

• Hidrojateamento.

Abrasivos

Granalha de aço, escória de cobre, óxido de alumínio, micro esfera de vidro, micro cristais, sinter bal, areia, etc.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Equipamentos e materiais utilizados no jateamento Compressor de ar, máquina de jato, bico

Equipamentos e materiais utilizados no jateamento

Compressor de ar, máquina de jato, bico de jato, mangueira de jato, válvula dosadora, acessórios para jato interno, válvula de controle a distância, filtros separadores de água/óleo, manômetro, máscara de jato, engates rápidos. (figuras 36 e 37)

manômetro, máscara de jato, engates rápidos. (figuras 36 e 37) Figura 36 Conjunto para jateamento abrasivo

Figura 36

Conjunto para jateamento abrasivo

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 37 Áreas de impacto de bicos reto e Venturi Controle de

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Figura 37 Áreas de impacto de bicos reto e Venturi Controle de qualidade

Figura 37

Áreas de impacto de bicos reto e Venturi

Controle de qualidade da aplicação do esquema de pintura, execução e aparelhagem

A superfície deverá receber inspeção visual antes do preparo da superficie; locais onde

exista vestígios de óleo, graxa, gordura, cimento, pontos de corrosão ou outros mate- riais, deverão ser marcados.

Anotar o grau de corrosão em que se encontra a superficie (A,B,C e D, conforme ISO- 8501-1), assim como os defeitos de pintura no caso de películas de tinta antiga.

Após a preparação da superficie e imediatamente antes de iniciar a pintura, proce- de-se a inspeção que objetiva verificar se foi alcançado o grau mínimo de limpeza recomendado ou especificado. No caso de limpeza por jato abrasivo, deve-se medir o perfil de rugosidade alcançado.

Avalia-se o grau usando normas que padronizam procedimentos e aspecto da superficie.

É muito importante que esta inspeção seja realizada imediatamente antes da pintura,

pois a superficie limpa fica ativada e rapidamente começa a enferrujar. Usa-se padrões

fotográficos da norma 8501-1. Muitas vezes torna-se difícil definir exatamente o grau de limpeza comparado com estas normas, por várias razões de ordem prática, como

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore sombreamento causado pelo abrasivo, tipo de contaminante existente antes da lim- peza, além

sombreamento causado pelo abrasivo, tipo de contaminante existente antes da lim- peza, além de fatores próprios de cada obra. Muito importante é também verificar a ausência de pó aderido, restos de abrasivos, deposição de contaminantes, etc. Para eliminá-los, deve-se aplicar jatos de ar sobre a superfície.

O perfil de ancoragem resultante do jateamento abrasivo deve ser medido. Existem vários métodos, mas os mais práticos são dois: por comparação com padrões ou com um medidor mecânico (rugosímetro). Figura 38

ou com um medidor mecânico (rugosímetro). Figura 38 Figura 38 Exemplo de Instrumento para medição de

Figura 38 Exemplo de Instrumento para medição de Rugosidade

Determinação do teor de cloreto na areia <N-1946>

Areia é o abrasivo mais abundante na natureza, de custo baixo, com excelentes carac- terísticas físicas como dureza, densidade e granulometria. O teor máximo de cloretos permitido na areia de jateamento é de 40 ppm.

Determinação da granulometria do abrasivo <N-9>

Verificar para cada lote de abrasivo posto no canteiro se a granulometria está de acor- do com o perfil de rugosidade exigido pelo esquema de pintura. Esta inspeção é feita utilizando-se peneiras, conforme tabela existente na N-9.

Determinação da presença de impurezas no abrasivo <N-9>

Verificar visualmente se o abrasivo não está com contaminantes que possam vir a prejudicar o preparo de superfície. No caso da areia, argila, mica, pó e umidade não são aceitos.

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Hidrojateamento

Nesta unidade

Equipamentos do hidrojato

Graus de corrosão

Padrões de tratamento

Equivalência

Graus de oxidação instantânea (FLASH RUST)

Acessórios

Aspectos que devem ser considerados

Atendimento à política do SMS

Manutenção e assistência técnica

Assistência técnica obrigatória

Dicas de segurança

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Hidrojateamento

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Hidrojateamento O hidrojateamento é um método de preparação do aço para pintura em

O hidrojateamento é um método de preparação do aço para pintura em que água, sob

altíssimas pressões, é utilizada para a remoção de produtos da corrosão e das tintas, proporcionando ótimos padrões de preparação da superfície, está cada vez mais sen-

do aceito como uma alternativa viável para o jateamento abrasivo.

As seguintes definições são propostas pela SSPC e NACE para este tratamento:

Limpeza com água a baixa pressão

Pressões menores que 5.000 psi (340 bar/34Mpa)

Limpeza com água a alta pressão

Pressões entre 5.000 – 10.000 psi (340 – 680 bar)

Hidrojateamento a alta pressão

Pressões entre 10.000 – 25.000 psi (680 – 1.700 bar)

Hidrojateamento a ultra-alta pressão

Pressões acima de 25.000psi a 45.000 psi (1.700 bar/170 Mpa)

Equipamento do hidrojato (figura 39)

• Bomba alternativa tríplex acionada por motor diesel ou elétrico;

• Gaxetas, selos mecânicos, válvulas e bicos especiais;

• Mangueiras de alta resistência;

• Sistema de microfiltragem para eliminação de partículas sólidas.

O sistema não usa abrasivos e assim não causa problemas de poluição por poeira e

descarte de abrasivos usados. Por estes motivos e pelo fato de proporcionar ótimos padrões de preparação da superfície, está cada vez mais sendo aceito como alternativa

viável para jateamento abrasivo.

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore A vantagem que não promove perfil de rugosidade. Apenas restabelece o perfil

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

A vantagem que não promove perfil de rugosidade. Apenas restabelece o perfil anteri- ormente criado. Indicado somente para serviços de manutenção em superfícies com grau de intemperismo C ou D ou com pintura envelhecida. Tem ótimo rendimento, com média de 5,50 m 2 /hora/bico. Utiliza mão-de-obra reduzida. Um jatista para cada bico de jato e um operador para realizar a manutenção da máquina.

jato e um operador para realizar a manutenção da máquina. Figura 39 Equipamento de hidrojato O

Figura 39 Equipamento de hidrojato

O funcionário que lida com a máquina deve ser altamente treinado. Este processo não produz fagulhas ou centelhas e independe de condições climáticas.

Promove uma limpeza química da superfície, com remoção de sais, oleosidade resi- dual de tinta e corrosão conforme padrão abaixo.

Graus de corrosão

São quatro os graus de intemperismo ou oxidação inicial da superfície metálica:

Grau “A” – Superfície de aço com a carepa de laminação praticamente intacta em toda superfície e sem corrosão. Representa a superfície de aço recentemente laminada;

Grau “B” – Superfície de aço com princípio de corrosão, da qual a carepa de laminação começa a se desagregar;

Grau “C” – Superfície de aço da qual a carepa de laminação tenha sido completa- mente desagregada pela corrosão ou possa ser retirada por meio de raspagem, porém com pouca ou nenhuma cavidade visível a olho nu;

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore Grau “D” – Superfície de aço da qual a carepa de laminação tenha

Grau “D” – Superfície de aço da qual a carepa de laminação tenha sido completa- mente desagregada pela corrosão e que apresenta uma intensidade considerá- vel de cavidades a olho nu.

Padrões de tratamento

Norma alemã STG-2222

DW1 – Remoção uniforme de toda ferrugem, carepas soltas e tintas não aderidas;

DW2 – A pintura e a carepa firmemente aderidas, independente da área, permane- cem na superfície;

DW3 – Remoção de toda a carepa, ferrugens e tintas com pouca aderência. Somente pequenos resíduos nos vales do perfil de ancoragem são permitidos.

Norma Nace SSPC-SP12

WJ-4 – Remoção uniforme de toda ferrugem e carepas soltas e tintas não aderidas;

WJ-3 – 2/3 da superfície livre de resíduos visíveis e o restante contendo, dispersos, focos de ferrugem, tinta ou matéria previamente existente;

WJ-2 – 95% da área livre dos resíduos e o restante contendo, dispersos, focos de ferrugem, tinta ou matéria previamente existente;

WJ-1 – Remoção de toda a ferrugem, carepa, tinta ou matéria estranha previamente existente, até a obtenção de acabamento metálico fosco uniforme.

Equivalência

WJ-4 =

WJ-3 = DW – 2;

WJ-2 = DW – 3.

DW – 1;

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore Norma de contaminantes químicos Nace #5 (National Associate of Corrosion Engineers) SSPC

PINTURA INDUSTRIAL Offshore

Norma de contaminantes químicos

Nace #5 (National Associate of Corrosion Engineers)

SSPC SP12 (Society for Protective Coating)

Sc1 – Livre de todo contaminante solúvel em água, como cloretos, sais solúveis de ferro e sulfatos.

Sc2 – Menos de 7 ug/cm 2 de íons ferrosos solúveis e menos de 17 ug/ cm 2 de sulfatos.

Sc3 – menos de 50 ug/ cm 2 cloretos sulfatos.

Graus de oxidação instantânea (FLASH RUST)

L – Grau de oxidação leve – pequenas porções de oxidação marrom-canela que não marca objetos esfregados sobre ela.

M – Grau de oxidação moderado – camada de oxidação marrom-canela que não marca objetos esfregados sobre ela.

H – Grau de oxidação pesado – camada pesada de cor marrom-escura que marca objetos esfregados sobre ela.

Acessórios

Existem alguns acessórios que se fazem extremamente necessários, em função da área de trabalho, exigências técnicas, de segurança e ambientais. São os seguintes:

Carrinho tipo enceradeira para piso – É um acessório muito útil e imprescindí- vel na hidrodecapagem de grandes extensões de convés, oferecendo conforto ao operador com relação à pistola, de fácil manuseio, montado sobre rodas, possuindo 08 bicos de jato rotativos, com um rendimento superior a 30 m 2 /hora e com alcance de varredura de faixa em torno de 0,20 m.

Equipamento de hidrojato para anteparas – É um acessório importante no tratamento de anteparas, costado, externo de tanques, esferas e superfícies ver- ticais, horizontais e sobrecabeça. Algumas empresas possuem o acessório com

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PINTURA INDUSTRIAL Offshore

PINTURA INDUSTRIAL Offshore dispositivo automático operado através de cabine ou comando manual remoto. São acionados

dispositivo automático operado através de cabine ou comando manual remoto. São acionados à vácuo para fixação na superfície, podendo ser utilizados também para a recuperação de todos os resíduos gerados pela operação de limpeza. Possui rendimento de até 100 m 2 /hora.

Reservatório de água – de capacidade de 200 litros. Deve ser ligado à rede de tomada d’água, por um sistema de by-pass e acionado quando houver interrup- ção momentânea no fornecimento de água.

Sistema de descarga úmida – Exigência obrigatória por parte da segurança nas plataformas, para os equipamentos de hidrojato que sejam acionados a motor diesel. Trata-se de uma nebulização de vapor de água, com a finalidade de ume- decer a fumaça do escapamento, evitando a saída de faíscas para o meio externo.

Aspectos que devem ser considerados

Qualidade da água

A água utilizada no hidrojateamento à ultra alta pressão deve ser doce, neutra e isenta de contaminantes sólidos.