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Jenkins e a Cultura da Convergência

Pensando o (novo) papel do consumidor e dos meios


o que é
CONVERGÊNCIA?
Conceito antigo, novo significado
Senso comum: os velhos meios morreram; viva os novos!
Dispositivos usados para acessar o conteúdo é que morrem
Culto à Obsolescência: Vinil, cassete, CD, DVD, MP3, etc...
Convergência entendida como processo
Indústria do Cinema entendeu como funciona novo paradigma
Games podem expandir experiência narrativa do consumidor
Cruzamento criativo entre as mídias: velhos + novos meios
Meio como tecnologia comunicacional
Protocolos ou práticas socio-culturais associados à tecnologia
Expressam relações sociais, econômicas e materiais
Não são estáticos: aperfeiçoam-se para expandir a linguagem
Os pilares da Cultura da Convergência
Convergência de Meios, Cultura Participativa e Inteligência Coletiva
E como funciona a Convergência?
Equação: Fluxo de conteúdos + múltiplos suportes midiáticos
Cooperação entre mercados midiáticos + migração da audiência
Plano tático da Cultura da Convergência
Circulação de conteúdos depende da participação da audiência
Consumidores são ‘incentivados’ a buscar e fazer conexões
Estratégia: conteúdos midiáticos dispersos propositalmente
E Cultura Participativa, onde aparece?
Cenário anterior: papéis separados para produção e recepção
Agora: prosumers e mídia interagem juntos e com novas regras
Ok, e a Inteligência Coletiva...
... é percebida como fonte alternativa ao poder midiático
MAS ANTES,
PENSE
E como o processo se desenvolve?
Poder do produtor de mídia combinado ao poder do consumidor
Ela não ocorre por meio de aparelhos
Consumo tornou-se um processo coletivo, de trocas mútuas
Incentivo através de regras emergentes e inteligência coletiva
O consumidor e suas interações sociais
Audiência assume a condução dos modos convergentes
E esse processo transforma o fazer e o consumir midiático
Muda relação tecnologia, mercado, indústria, gêneros e públicos
Elemento-chave: o consumidor de elite
Aprende a usar tecnologia para melhor controlar fluxo da mídia
Grande poder de influência: são assediados pelos produtores
Ainda o poder do consumidor de elite...
Consegue criar canais de interação com outros consumidores
Migrantes, baixa lealdade, conectados, barulhentos e públicos
MAS ANTES,
PENSE
O Não de Jenkins: Falácia da Caixa Preta
Autor é contrário à ideia de um aparelho faz-tudo
Hardware é divergente; o conteúdo é convergente
O Sim de Pool: Convergência de Modos
Fronteiras fluidas, imprecisas entre os meios de comunicação
Cada meio, função e mercado próprios
Mídia como negócio único, regulado por regimes específicos
Centralizado ou descentralizado; escassez ou abundância; ...
Mais diversidade e nível de participação
Avanços permitem que o mesmo conteúdo circule por N canais
Por circular mais, conteúdo é recebido diferente pela audiência
Transmídia: arte de criar um universo
Nova estética criada em resposta à Convergência de Mídias
Caçadores do conteúdo perdido
Participação ativa de comunidades de conhecimento
Experiência transmidiática rica e plena
Consumidores coletam pedaços dispersos das histórias
Audiência compara observações sobre história com outros fãs
Colaboram para que todos tenham uma experiência mais rica
EXEMPLOS
TRANS
PARA
ENCERRAR
Cultura da
Convergência

Teoria Teoria do
do Meio Hipertexto

Três conceitos, três pressupostos


Produzir conteúdo digital é pensar em três dimensões diversas
Este conteúdo pode ser amplamente
distribuído desde que seja citada a autoria
Daniel Bittencourt
Coordenador | Curso de Comunicação
Digital
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