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Série metalmecânica - eletromecânica proteção e comandos
Série metalmecânica - eletromecânica proteção e comandos

Série metalmecânica - eletromecânica

proteção e comandos

Série metalmecânica - eletromecânica proteção e comandos

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade

Presidente

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA (DIRET)

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor de Educação e Tecnologia

Júlio Sérgio de Maya Pedrosa Moreira

Diretor Adjunto de Educação e Tecnologia

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL (SENAI)

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade

Presidente

SENAI – Departamento Nacional

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor-Geral

Gustavo Leal Sales Filho

Diretor de Operações

Sérgio Moreira

Diretor Adjunto

Série metalmecânica - eletromecânica proteção e comandos
Série metalmecânica - eletromecânica proteção e comandos
Série metalmecânica - eletromecânica proteção e comandos
Série metalmecânica - eletromecânica
proteção e
comandos
Série metalmecânica - eletromecânica proteção e comandos

© 2014. SENAI – Departamento Nacional

© 2014. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ- nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI.

Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional de Santa Catarina Núcleo de Educação – NED

FICHA CATALOGRÁFICA

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S491

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. Proteção e comandos / Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. Brasília : SENAI/DN, 2014. 60 p. : il. color. (Série metalmecânica. Eletromecânica)

1. Disjuntores elétricos. 2. Instalações elétricas. 3. Mecanismo de distribuição elétrica. I. Título. II. Série.

CDD

621.31924

CDU

621.316

SENAI – DN

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional

Sede

Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317- 9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br

Lista de figuras e quadros

Figura 1 - Elementos de um contator

12

Figura 2 - Diagrama esquemático de um contator

13

Figura 3 - Identificação de terminais de potência

13

Figura 4 - Identificação dos contatos auxiliares

13

Figura 5 - Relés auxiliares

15

Figura 6 - Diagrama de tempo do relé com retardo na energização

16

Figura 7 - Diagrama de tempo de um relé com retardo na desenergização

17

Figura 8 - Diagrama do relé de tempo estrela-triângulo

17

Figura 9 - Tipos de botoeiras

19

Figura 10 - Lâmpada de sinalização

20

Figura 11 - Disjuntor monofásico

24

Figura 12 - Composição dos fusíveis D

25

Figura 13 - Componentes do fusível Diazed

26

Figura 14 - Fusível NH

26

Figura 15 - Disjuntor motor

27

Figura 16 - Lâmina bimetálica

28

Figura 17 - Representação dos relés de sobrecarga

29

Figura 18 - Parametrização do relé de sobrecarga

29

Figura 19 - Identificação dos terminais do relé de sobrecarga

30

Figura 20 - Identificação dos terminais auxiliares

32

Figura 21 - Exemplo de aplicação do contato de selo

32

Figura 22 - Intertravamento de um circuito com reversão motor trifásico

33

Figura 23 - Exemplo de proteção de circuitos elétricos

34

Figura 24 - Diagrama de potência e de comando

38

Figura 25 - Ligação estrela com tensão de triângulo (UΔ)

39

Figura 26 - Ligação triângulo com tensão de triângulo

39

Figura 27 - Diagrama de potência e comando partida estrela-triângulo

40

Figura 28 - Diagrama de potência e de comando de uma partida compensadora

41

Figura 29 - Inversor de frequência

42

Figura 30 - Circuito de um inversor de frequência

43

Figura 31 - Curva representativa da variação U/f 1

44

Figura 32 - IHM (Interface homem máquina)

46

Figura 33 - Soft-starter

47

Figura 34 - Diagrama de blocos simplificados

48

Figura 35 - Rampa de tensão na aceleração

49

Figura 36 - Curva de tensão na desaceleração

49

Figura 37 - Limitação de corrente

50

Quadro 1 - Categorias de emprego de contatores conforme IEC 947-4

15

Quadro 2 - Identificação de botoeiras

19

Quadro 3 - Identificação de sinaleiros

21

Quadro 4 - Vantagens e desvantagens do método partida direta

38

Quadro 5 - Vantagens e desvantagens do método partida estrela-triângulo

40

Sumário

1 Introdução

9

2 Componentes para instalações elétricas industriais

11

2.1

Contatores

11

2.2

Relés auxiliares

15

2.3

Relés de tempo

16

2.4

Botoeiras e sinaleiros

18

3.1

Disjuntores

23

3 Componentes de proteção para instalações elétricas e circuitos de comando

23

 

3.2 Fusíveis

25

3.3 Disjuntor motor

27

3.4 Relé de sobrecarga

28

3.5 Relé falta de fase

30

3.6 Relé de sequência de fase

31

3.7 Circuitos de comandos elétricos

31

 

3.7.1 Simbologia numérica

31

3.7.2 Contato de selo

32

3.7.3 Intertravamento

33

3.7.4 Proteção de circuitos elétricos

34

4 Chaves de partida

37

4.1 Partida direta

37

4.2 Partida estrela-triângulo

39

4.3 Partida compensadora

41

4.4 Chaves de partidas eletrônicas

42

 

4.4.1 Inversor de frequência

42

4.4.2 Soft-starter

47

5 REFERÊNCIAS

53

6 MINICURRÍCULO DO AUTOR

55

7 Índice

57

Introdução 1
Introdução
1
Introdução 1 Olá! Seja bem-vindo à unidade curricular Proteção e Comandos. Este conteúdo faz parte do

Olá! Seja bem-vindo à unidade curricular Proteção e Comandos. Este conteúdo faz parte do módulo específico do curso de Atualização Tecnológica para Docentes em Eletromecânica (área de Metalmecânica) na Modalidade a Distância. Nesta unidade curricular você aprenderá a interpretar projetos elétricos e automação in- dustrial para montagem e manutenção de sistemas elétricos industriais. Também saberá como dimensionar, selecionar e instalar componentes e acionamentos eletromecânicos para monta- gem e manutenção de sistemas elétricos industriais. Ao final da unidade curricular, você também estará apto a interpretar e aplicar normas téc- nicas (NBRs e normas da concessionária para instalações elétricas industriais) regulamenta- doras e de preservação ambiental, além de interpretar desenhos técnicos eletromecânicos, catálogos, manuais e tabelas técnicas. Além disso, saberá identificar os dispositivos de siste- mas elétricos, os dispositivos de sistemas de automação e utilizar sistemas de medição. Out- ras competências adquiridas ao final deste estudo estão relacionadas à aplicação de softwares específicos, parametrização de inversores de frequência e soft-starter , elaboração de leiautes, diagramas e esquemas de sistemas elétricos e aplicação de conceitos de tecnologia dos mate- riais elétricos. Bons estudos!

Componentes para instalações elétricas industriais

2
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Componentes para instalações elétricas industriais 2 Neste capítulo você conhecerá os componentes elétricos que

Neste capítulo você conhecerá os componentes elétricos que são aplicados em instalações elétricas residenciais e industriais. Fique ligado, pois é muito importante entender o funciona- mento e a aplicação dos componentes que serão abordados a seguir.

Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:

a) conhecer o funcionamento dos componentes elétricos;

b) aplicar corretamente cada um desses componentes.

Inicialmente você conhecerá o contator, que é um dos componentes mais utilizados em instalações elétricas industriais.

2.1 Contatores

O contator é caracterizado como uma chave não manual, eletromagnética, com uma única posição de repouso, capaz de estabelecer, conduzir e interromper correntes em condições nor- mais nos circuitos.

É constituído de uma bobina que, quando alimentada, cria um campo magnético no núcleo fixo, que atrai o núcleo móvel, fechando assim o circuito. Tirando a alimentação dos terminais da bobina, o campo magnético é interrompido, provocando o retorno do núcleo por molas. Observe na figura a seguir os elementos que compõem os contatores.

12
12

proteção e comandos

7 8 Temporizador pneumático 4 6 5 2 3 2 1 Contator 9
7
8 Temporizador pneumático
4
6
5
2
3
2 1 Contator
9

Bloco de retenção mecânica

Bloco de contato auxiliar frontal

Bloco supressor

Temporizador

eletrônico

Blocos de contatos

auxiliares laterais

Intertravamento

mecânico

Blocos de contatos auxiliares laterais

Relé de sobrecarga

Figura 1 - Elementos de um contator Fonte: http://ge.bpsinternet.com.br/produtos/reles-contatores/cl/

Analisada a figura anterior, você pôde perceber que um contator é composto por vários elementos e acessórios. Os quatro elementos principais são: bobina, núcleo de ferro, contato e mola. Veja na figura a seguir as características básicas de cada um deles:

Bobina: representa a entrada de controle do contator em que, ao ser liga- da a uma fonte de tensão, circula uma corrente elétrica, criando um campo magnético que envolve o núcleo de ferro. No momento de energização da bobina, ocorre um pico de corrente aproximadamente dez vezes maior que

a corrente nominal da bobina.

Núcleo de ferro: composto de uma parte fixa e uma parte móvel; o núcleo móvel é atraído para dentro da bobina por meio da ação de um campo mag- nético; nele estão acoplados os contatos móveis. (FRANCHI, 2008, p. 135).

Contato: é composto pelos contatos fixos e contatos móveis; com o movi- mento do núcleo móvel os contatos móveis são atraídos para os fixos, mu- dando, assim, a condição inicial dos mesmos.

Mola: responsável por levar de volta o contato móvel à posição de repouso quando a bobina for desenergizada; quando cessa o campo magnético, cria- do pela bobina, a mola torna-se mais forte que o núcleo forçando o mesmo

a retornar à posição inicial. A figura a seguir representa o esboço de um con- tator.

2 Componentes para instalações elétriCas industriais

13
13

I p

I Contato Móvel p Mola I Contato Fixo p Núcleo Móvel Bobina Núcleo Fixo
I
Contato Móvel
p
Mola
I
Contato Fixo
p
Núcleo Móvel
Bobina
Núcleo Fixo

Figura 2 - Diagrama esquemático de um contator Fonte: Franchi (2008)

Num contator podemos definir dois tipos principais de circuitos utilizados em acionamentos eletromecânicos:

I. Circuito principal: os contatos principais em estado fechado desempenham a função de ligação entre a rede e a carga conduzindo a corrente ao circuito prin- cipal. Os contatos principais nos contatores geralmente serão em número de três, quatro eventualmente e, em casos específicos, dois e até um. (VAZ, 2010, p. 66).

REDE 1L1 3L2 5L3 2T1 4T2 6T3
REDE
1L1
3L2
5L3
2T1 4T2
6T3

CARGA

(VAZ, 2010, p. 66). REDE 1L1 3L2 5L3 2T1 4T2 6T3 CARGA Figura 3 - Identificação

Figura 3 - Identificação de terminais de potência Fonte: Vaz (2010)

II. Circuito auxiliar: os contatos auxiliares são dimensionados para exercer a função de comutação de circuitos auxiliares de comando, sinalização e intertra- vamento. Podem ser do tipo NA (normalmente aberto), ou NF (normalmente fe- chado).

13 21 31 43 14 22 32 44
13
21
31
43
14 22 32 44

Figura 4 - Identificação dos contatos auxiliares Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

14
14

proteção e comandos

Os contatores de força devem ser compatíveis com a potência e o tipo da car- ga que eles irão acionar, caso contrário, poderão ser danificados. Observe o qua- dro a seguir:

TIpo de

CaTegorIas de

aplICações TípICas

CorrenTe

emprego

   

Manobras leves; carga ôhmica ou pouco indutiva

AC

– 1

(aquecedores, lâmpadas incandescentes e fluorescentes compensadas).

 

Manobras leves; comando de motores com anéis coleto-

AC

– 2

res (guinchos, bombas, compressores). Desligamento em regime.

 

Serviço normal de manobras de motores com rotor gaiola

AC

– 3

(bombas, ventiladores, compressores). Desligamento em regime.*

AC

– 4

Manobras pesadas. Acionar motores com carga plena; comando intermitente (pulsatório); reversão à plena marcha e paradas por contracorrente (pontes rolantes, tornos etc.).

AC

– 5a

Chaveamento de controle de lâmpadas de descargas elétricas.

AC

– 5b

Chaveamento de lâmpadas incandescentes.

CA

AC

– 6a

Chaveamento de transformadores.

AC

– 6b

Chaveamento de bancos de capacitores.

AC

– 7a

Aplicações domésticas com cargas pouco indutivas e aplicações similares.

AC

– 7b

Cargas motoras para aplicações domésticas.

AC

– 8a

Controle de compressor-motor hermeticamente refrige- rado com reset manual para liberação de sobrecarga.**

 

Controle de compressor-motor hermeticamente refrige-

AC

– 8b

rado com reset automático para liberação de sobrecar- ga.**

AC

– 12

Controle de cargas resistivas e cargas de estado sólido com isolamento através de acopladores ópticos.

AC

– 13

Controle de cargas de estado sólido com transformadores de isolação.

AC

– 14

Controle de pequenas cargas eletromagnéticas (< 72 VA).

AC

– 15

Controle de cargas eletromagnéticas (> 72 VA).

 

DC

– 1

Cargas não indutivas ou pouco indutivas (fornos de resistência).

 

Motores CC com excitação independente: partindo em

CC

DC

– 3

operação contínua ou em chaveamento intermitente. Frenagem dinâmica de motores CC.

 

Motores CC com excitação série: partindo em operação

DC

– 5

contínua ou em chaveamento intermitente. Frenagem dinâmica de motores CC.

2 Componentes para instalações elétriCas industriais

15
15
 

DC

– 6

Chaveamento de lâmpadas incandescentes.

DC

– 12

Controle de cargas resistivas e cargas de estado sólido através de acopladores ópticos.

DC

– 13

Controle de eletroímãs.

DC

– 14

Controle de cargas eletromagnéticas que têm resistores de economia no circuito.

* A categoria AC – 3 pode ser usada para regimes intermitentes ocasionais por um período de tempo limitado como em set-up de máquinas; durante tal período de tempo limitado o número de opera- ções não pode exceder cinco por minuto ou mais que dez em um período de dez minutos. ** Motor-compressor hermeticamente refrigerado é uma combinação que consiste em um compres- sor e um motor, ambos enclausurados em um invólucro, com eixo não externo, sendo que o motor opera nesse meio refrigerante.

Quadro 1 - Categorias de emprego de contatores conforme IEC 947-4 Fonte: Weg (2007a)

O quadro acima apresenta as categorias de aplicação para contatores. É muito importante que essas aplicações sejam seguidas para evitar que a vida útil do componente seja reduzida e para garantir o funcionamento correto do circuito.

2.2 relés auxiliares

Dentro dos circuitos de acionamento de máquinas, é comum encontrar relés auxiliares, que servem para executar a função de controle de acionamentos, alar- me, proteção, alimentação de solenoides etc. São de extrema importância para manobras de cargas elétricas, pois permitem a combinação lógica no comando, bem como a separação do circuito de potência e comando.

bem como a separação do circuito de potência e comando. Figura 5 - Relés auxiliares Fonte:

Figura 5 - Relés auxiliares Fonte: http://www.findernet.com/ro/node/42994

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proteção e comandos

Os relés auxiliares são utilizados na automação de máquinas, processos indus- triais, especialmente em sequenciamento, interrupções de comandos e chaves de partida. (VAZ, 2010, p. 79).

CURIOSIDADE Você já abriu um painel elétrico e se deparou com um relé auxiliar? Hoje

CURIOSIDADE

Você já abriu um painel elétrico e se deparou com um relé auxiliar? Hoje existem relés auxiliares de vários formatos, e variam de fabricante para fabri- cante, sendo que alguns possuem mais ou menos contatos, dependendo da sua aplicação.

2.3 relés de tempo

Os relés de tempo são mais conhecidos como temporizadores. São dispositi- vos de controle de tempo de curta duração que têm como finalidade fornecer um sinal de saída conforme sua função e o tempo ajustado.

A seguir, você conhecerá os tipos mais comuns de relés de tempo utilizados na indústria:

I - relé de tempo com retardo na energização

Com a energização dos terminais de alimentação (A1-A2/A3-A2), inicia-se a contagem do tempo (t) ajustado no dial. Depois de transcorrido esse tempo, ocorrerá a comutação dos contatos de saída, permanecendo nessa posição até que a alimentação seja interrompida. (VAZ, 2010, p. 79).

Alimentação

Saída (contatos)

a b

T

(VAZ, 2010, p. 79). Alimentação Saída (contatos) a b T a - Instante de comutação dos

a

- Instante de comutação dos contatos

b

- Retorno para a posição de repouso

T

- Temporização ajustado no dial

Figura 6 - Diagrama de tempo do relé com retardo na energização Fonte: Franchi (2008)

II - relé de tempo com retardo na desenergização

2 Componentes para instalações elétriCas industriais

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Os temporizadores com retardo na desenergização comutam seus contatos após ser retirada a alimentação dos terminais da sua bobina (A1-A2/A3-A2) e mantêm-se durante o tempo (t) ajustado no dial. Observe a figura a seguir:

Alimentação

Saída (contatos)

a b

T
T

Figura 7 - Diagrama de tempo de um relé com retardo na desenergização Fonte: Adaptado de Franchi (2008)

III - relé de tempo estrela-triângulo (Y-Δ)

Especialmente desenvolvido para ser utilizado em chaves de partida estrela- -triângulo, possui dois circuitos de temporização em separado. O primeiro circui- to permite ajustar apenas o controle de tempo que executa a conexão estrela, e o segundo, com tempo preestabelecido e fixo (100ms), para o controle do contator que faz a ligação das bobinas em triângulo.

do contator que faz a ligação das bobinas em triângulo.     RT-RE   Posição dos
   

RT-RE

 

Posição dos terminaisDiagrama

 

A1

15

A3

 
 

RT-RE

25

26

28

16

18

A2

 

A1

A3

15

25

     
   
   
∆ Y 16 18 26 28
Y 16
18
26 28

A2

Alimentação Tempo Y T1 a b Tempo ∆ T2 a b Contator Y Contator ∆
Alimentação
Tempo Y
T1
a
b
Tempo ∆
T2
a
b
Contator Y
Contator ∆
Alimentação: A1-A2/A3-A2.
Saída 2: Contato Triângulo
25
- Contato comum
Saída 1: Contato Estrela
26
- Contato NF
15
- Contato comum
28
- Contato NA
16
- Contato NF
18
- Contato NA

Figura 8 - Diagrama do relé de tempo estrela-triângulo Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

Entenda como ocorre seu funcionamento: com a energização dos terminais de alimentação A1-A2/A3-A2, o contato de saída estrela (15–18) comuta instantane- amente, permanecendo os terminais acionados durante todo o tempo (t1) ajus- tado no dial . Depois de transcorrida a temporização ajustada, o contato estrela

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proteção e comandos

retorna ao repouso (15–16), iniciando a contagem do tempo (t2) fixo de 100ms; ocorrido o tempo (t2), os contatos de saída triângulo (25–28) serão acionados e permanecem acionados até que a alimentação seja interrompida.

acionados até que a alimentação seja interrompida. Casos e relatos manutenção no contator da partida

Casos e relatos

manutenção no contator da partida estrela-triângulo

Um estudante que trabalhava com manutenção elétrica pegou os registros de manutenção de uma máquina e percebeu que era comum estragar um

contator que faz a partida estrela-triângulo. Ele fez o questionamento para

o professor e o professor perguntou: O temporizador é estrela-triângulo ou

é com retardo na energização? O temporizador com retardo na energiza-

ção não dá o tempo entre as trocas da ligação estrela para a triângulo. Isso sobrecarrega o contator e diminui a sua vida útil. O temporizador estrela- -triângulo não provoca esse efeito, fazendo com que o contator dure mais tempo.

2.4 Botoeiras e sinaleiros

As botoeiras são chaves elétricas acionadas manualmente que apresentam, geralmente, um contato aberto e outro fechado. Possuem encaixe universal, nor- malmente três, para blocos de contatos NA ou NF. Alguns modelos possuem su- perfície translúcida para o encaixe de soquetes de lâmpadas, integrando a função de sinalizador. De acordo com o tipo de sinal a ser enviado ao comando elétrico, as botoeiras são caracterizadas como pulsadoras ou com trava.

As botoeiras pulsadoras invertem seus contatos mediante o pulso no botão, retirando a ação pulsante ele retorna, por meio de uma mola, para sua posição inicial.

As botoeiras com trava também invertem seus contatos mediante o aciona- mento, mas para retorná-la é necessário acioná-la novamente no sentido contrá- rio. Outro tipo de botoeira com trava, utilizado como botão de emergência, é o botão do tipo cogumelo, também conhecido como botão soco-trava.

2 Componentes para instalações elétriCas industriais

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2 Componentes para instalações elétriCas industriais 19 Figura 9 - Tipos de botoeiras Fonte: Do autor

Figura 9 - Tipos de botoeiras Fonte: Do autor (2014)

Agora, observe no quadro a seguir a identificação de botões segundo IEC 73 e VDE 0199. Perceba que cada cor possui um significado diferente e é usada para sinalizar situações específicas.

Identificação de Botões segundo IeC 73 e Vde 0199

Cores

sIgnIfICado

aplICações TípICas

Vermelho

 

Parada de um ou mais motores;

Parar, desligar

Emergência

Parada de unidades de uma máquina;

Parada de ciclo de operação;

Parada em caso de emergência;

 

Desligar em caso de sobreaquecimento perigoso.

Verde

   

Partida de um ou mais motores;

Partir, ligar, pulsar

Partir unidades de uma máquina;

Preto

Operação por pulsos;

 

Energizar circuitos de comando.

Amarelo

   

Retrocesso;

Intervenção

Interromper condições anormais.

Azul

   

Reset de relés térmicos;

 

Qualquer função, exceto as acima

Branco

•
 

Comando de funções auxiliares que não tenham correla- ção direta com o ciclo de operação da máquina.

Quadro 2 - Identificação de botoeiras Fonte: Weg (2007a)

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proteção e comandos

Já os sinaleiros são indicadores luminosos utilizados na sinalização visual de eventos ocorridos ou prestes a ocorrer.

visual de eventos ocorridos ou prestes a ocorrer. Figura 10 - Lâmpada de sinalização Fonte: Do

Figura 10 - Lâmpada de sinalização Fonte: Do autor (2014)

SAIBA MAIS A Siemens é uma empresa alemã que fabrica diversos com- ponentes para comando

SAIBA

MAIS

A Siemens é uma empresa alemã que fabrica diversos com-

ponentes para comando e proteção. Saiba mais visitando

o site <http://www.industry.siemens.com.br/automation/

br/pt/dispositivos-baixa-tensao/Pages/dispositivos-baixa-

-tensao.aspx.>

Assim como nas botoeiras, os sinaleiros também identificam diferentes aplica- ções por meio de cores. Observe o quadro a seguir.

2 Componentes para instalações elétriCas industriais

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Identificação de sinaleiros segundo IeC 73 e Vde 0199

Cores

sIgnIfICado

aplICações TípICas

Vermelho

   

Condições anormais, perigo ou alarme

Temperatura excede os limites de segurança.

Aviso de paralisação (ex.: sobrecarga).

Amarelo

   

Atenção, cuidado

O valor de uma grandeza aproxima-se de seu limite.

Verde

   

Condição de serviço segura

Indicação de que a máquina está pronta para operar.

Branco

   
•

Circuitos sob tensão, funcionamento normal

Máquina em movimento.

Azul

   

Informações espe- ciais, exceto as acima

Sinalização de comando remoto.

Sinalização de preparação da máquina.

Quadro 3 - Identificação de sinaleiros Fonte: Weg (2007a)

Vale ressaltar que os sinalizadores são empregados, geralmente, em locais de boa visibilidade que facilitem a sua visualização.

de boa visibilidade que facilitem a sua visualização. reCapitulando Neste capítulo você conheceu o funcionamento

reCapitulando

Neste capítulo você conheceu o funcionamento e a aplicação dos dispo- sitivos mais utilizados em circuitos elétricos. No próximo capítulo você estudará os dispositivos para proteção desses circuitos; fique atento, pois este capítulo é muito interessante e importante para garantir a segurança e o bom funcionamento das instalações elétricas.

Componentes de proteção para instalações elétricas e circuitos de comando

3
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para instalações elétricas e circuitos de comando 3 As instalações elétricas devem possuir dispositivos de

As instalações elétricas devem possuir dispositivos de proteção que sejam acionados no caso de acontecer alguma anomalia e/ou problema técnico. Para que essa proteção seja execu- tada de maneira efetiva é necessário que você conheça a aplicação correta de cada componen- te de proteção. Neste capítulo você conhecerá o funcionamento e a aplicação de cada um des- ses componentes, bem como conhecerá alguns passos importantes para elaborar e interpretar circuitos elétricos utilizados em automação.

Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:

a) identificar corretamente qual a aplicação de cada componente;

b) efetuar ajustes e substituição de componentes com algum tipo de defeito;

c) elaborar circuitos elétricos;

d) identificar possíveis falhas em circuitos elétricos.

Inicialmente você conhecerá o funcionamento e a aplicação dos disjuntores, utilizados para executar a proteção dos circuitos elétricos.

3.1 Disjuntores

São os dispositivos de proteção de circuitos mais comuns em baixa tensão. Na maioria das aplicações, são termomagnéticos, equipados com disparo térmico (proteção contra sobrecarga – característica de longa duração) e disparo eletromagnético (proteção contra curto-circuito – característica instantânea). (BISONI, 2010, p. 26).

A figura a seguir apresenta as características construtivas dos disjuntores. Observe.

24
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proteção e comandos

24 proteção e comandos Figura 11 - Disjuntor monofásico Fonte: http://satech.com.br/disjuntores/disjuntor-interior/ Com

Figura 11 - Disjuntor monofásico Fonte: http://satech.com.br/disjuntores/disjuntor-interior/

Com relação ao seu funcionamento, os disjuntores são acionados por meio da aplicação de uma força externa sobre um elemento, que tem como função

acionar um conjunto de contatos principais e auxiliares, ao mesmo instante em que comprime um jogo de molas de abertura. Ao final do percurso do mecanismo de acionamento, uma trava mantém o sistema de posição dos contatos fechado

e as molas de abertura comprimidas. Um comando de abertura, diretamente no

mecanismo ou por meio do sistema de disparo, provocará o destravamento do mecanismo que ocasionará a separação brusca dos contatos fechados devido à liberação das molas de abertura comprimidas. Com a abertura dos contatos prin- cipais, é ocasionada uma interrupção de corrente no circuito que tem valor máxi- mo denominado capacidade de interrupção.

Os disjuntores apresentam uma curva específica que define a sua característi- ca de disparo. Acompanhe.

Curva B: tem como característica o disparo instantâneo para correntes de três

a cinco vezes a corrente nominal. Com esta característica, tem sua aplicação prin-

cipal voltada para a proteção de cargas resistivas. Exemplo: chuveiros, torneiras

elétricas etc.

Curva C: têm como característica o disparo instantâneo para correntes de cin- co a dez vezes a corrente nominal. Com esta característica, possuem a função de proteger cargas indutivas. Exemplo: lâmpadas fluorescentes, circuitos com cargas motrizes etc.

FIQUE ALERTA Para especificar tecnicamente um disjuntor há a necessi- dade de informar a corrente

FIQUE

ALERTA

Para especificar tecnicamente um disjuntor há a necessi- dade de informar a corrente nominal, capacidade de inter- rupção de curto-circuito e a curva de disparo (B ou C).

3 Componentes de proteção para instalações elétriCas e CirCuitos de Comando

25
25

3.2 Fusíveis

Têm como função principal a proteção contra curto-circuito, atuam também como limitadores das correntes de curto-circuito. Seu funcionamento baseia-se na fusão de um elemento fusível devidamente projetado que abre o circuito elé- trico no caso da ocorrência de algum curto-circuito.

O fusível é formado basicamente por um fio ou uma lâmina, geralmente de

cobre, prata, chumbo, estanho ou outra liga, alojado no interior do seu corpo, que

é geralmente de porcelana, inteiramente fechado, de maneira que não deixe pe-

netrar o ar; pode assumir diversas formas, de acordo com a sua corrente nominal.

Os fusíveis possuem ainda um elemento indicador de operação, possibilitando ao profissional observar seu estado de funcionamento. É envolvido por completo por um material granulado extintor, utilizando-se, em geral, areia de quartzo com granulometria adequada.

Existem alguns critérios para classificar um fusível, os mais utilizados são o da

tensão de alimentação (baixa ou alta tensão) e o das características de interrup- ção (retardados ou ultrarrápidos). Também podem ser classificados de acordo com sua forma construtiva; basicamente existem duas formas, tipo D (diametral)

e tipo NH (alta capacidade, baixa tensão).

D (diametral) e tipo NH (alta capacidade, baixa tensão). Sinalizador Elo fusível Corpo do fusível (Cerâmica)
D (diametral) e tipo NH (alta capacidade, baixa tensão). Sinalizador Elo fusível Corpo do fusível (Cerâmica)

Sinalizador

Elo fusível

Corpo do fusível (Cerâmica)

Areia de

Quartzo

Contato inferior

interno

Contato inferior

Figura 12 - Composição dos fusíveis D Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

Os fusíveis tipo D (diametral) estão disponíveis em diversas correntes nor- malizadas (dependendo do fabricante), com capacidade de ruptura de acordo com a corrente do fusível de 100kA, 70kA e 50kA e tensão máxima de 500V. A figura a seguir mostra um fusível tipo D.

26
26

proteção e comandos

Fonte:

26 proteção e comandos Fonte: Figura 13 - Fusível Diazed

Figura 13 - Fusível Diazed

http://www.luxtil.com.br/images/FUSIVEL_DIAZED_16A_RETARDADO_500V

d6fe089d7

jpg?osCsid=64ff7a296d1549a7917f959

Já os fusíveis NH têm sua aplicação mais específica na indústria, em que são

utilizados em circuitos com picos de corrente e onde existem cargas indutivas e capacitivas; suportam elevações de corrente durante certo tempo sem que ocorra

a ruptura do elemento fusível. Estão disponíveis em diversos valores de correntes normalizadas (dependendo do fabricante), com capacidade de ruptura de 120kA

e tensão máxima de 500V.

SAIBA MAIS Saiba mais sobre os fusíveis no catálogo da Weg: <http://

SAIBA

MAIS

Saiba mais sobre os fusíveis no catálogo da Weg: <http://

ecatalog.weg.net/files/wegnet/WEG-fusiveis-ar-e-gl-

-gg-50009817-catalogo-portugues-br.pdf>.

-gg-50009817-catalogo-portugues-br.pdf>. Figura 14 - Fusível NH Fonte:

Figura 14 - Fusível NH Fonte: http://www.intereng.com.br/media/imagens/upload/familia/678/fusivelbaixatensao_tipo-nh_jpg_600x400_q100.jpg

Conforme você pôde observar na figura anterior, os fusíveis NH são montados em bases com contatos facas e fabricados de 4 até 630A, porém seu custo é maior que o fusível tipo D. Para efetuar sua remoção há a necessidade de se usar um sacador especial.

3 Componentes de proteção para instalações elétriCas e CirCuitos de Comando

27
27

3.3 Disjuntor motor

São dispositivos de seccionamento e proteção contra sobrecarga e curto- circuito. Possuem as mesmas características de um disjuntor termomagnético convencional, juntamente com a característica de retardo dos fusíveis retardados e um ajuste de corrente utilizado para efetuar o desarme no caso de sobrecarga.

utilizado para efetuar o desarme no caso de sobrecarga. Figura 15 - Disjuntor motor Fonte:

Figura 15 - Disjuntor motor Fonte: https://www.webeletrica.com.br/index.php?src=view/detalheProduto&cdprd=MTE3

Para a proteção contra sobrecarga, seu funcionamento consiste em bimetáli- cos, que se baseia no princípio da dilatação térmica que os metais apresentam, ou seja, cada fase é ligada num componente bimetálico, que é formado por duas lâminas de metais diferentes soldadas entre si, quando há uma circulação de cor- rente, as lâminas se aquecem, por meio do efeito joule , e se dilatam. Como temos dois metais diferentes, a dilatação de cada um também será diferente, com isso eles forçam as lâminas a se envergarem, assim quando a corrente ultrapassar cer- to valor, um mecanismo de disparo faz com que o disjuntor seja desarmado.

O dispositivo contra curto-circuito é formado por uma bobina que, quando atravessada por uma corrente de grande intensidade, gera um campo magnético atraindo uma peça magnética que desarma o disjuntor.

28
28

proteção e comandos

FIQUE ALERTA Sempre que um profissional capacitado for exercer algu- ma atividade em circuitos protegidos

FIQUE

ALERTA

Sempre que um profissional capacitado for exercer algu- ma atividade em circuitos protegidos por disjuntor motor é necessário que o mesmo seja bloqueado com cadeado de segurança, pois ele possui um mecanismo de aciona- mento que possibilita seu bloqueio.

3.4 relé De sobreCarga

São dispositivos constituídos por um par de lâminas metálicas (um par por fase), com princípio de funcionamento baseado igual ao disjuntor motor. Tam- bém são constituídos por um mecanismo de disparo contido num invólucro iso- lante e com alta resistência térmica.

num invólucro iso- lante e com alta resistência térmica. Figura 16 - Lâmina bimetálica Fonte:

Figura 16 - Lâmina bimetálica Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Rel%C3%A9_t%C3%A9rmico

São aplicados na proteção de um possível superaquecimento dos equipamen- tos elétricos, como transformadores e motores.

É importante saber que o relé de sobrecarga não protege a linha no caso de acontecer um curto-circuito, portanto deve-se usá-lo sempre associado a fusíveis ou disjuntores para ter uma proteção completa do motor. A figura a seguir mostra

3 Componentes de proteção para instalações elétriCas e CirCuitos de Comando

29
29

a representação esquemática de um relé térmico de sobrecarga e seus compo- nentes, observe:

1 - Botão de rearme

2 - Contatos auxiliares

3 - Botão de teste

Para rearme

automático

98 97 95 1
98 97
95
1

2

4 5 6 3 7 4 5 96 L1T1 L2T2 L3T3 7
4
5
6
3 7
4
5
96
L1T1
L2T2
L3T3
7

6

- Lâmina bimetálica auxiliar

- Cursor de arraste

- Lâmina bimetálica principal

- Ajuste de corrente

Para rearme

manual

Figura 17 - Representação dos relés de sobrecarga Fonte: Franchi (2008)

Além dos componentes que você acabou de observar, ele ainda possui um bo- tão localizado na parte central, que permite parametrizar a sua atuação de acordo com as seguintes funções, apresentadas na figura a seguir:

A AUTO HAND H
A
AUTO
HAND
H

Somente rearme automático

Rearme automático e possibilidade de teste

Rearme manual e possibilidade de teste

Somente rearme manual

Figura 18 - Parametrização do relé de sobrecarga Fonte: Franchi (2008)

Seguindo a norma IEC 974, os terminais do circuito principal dos relés de so- brecarga deverão ser identificados da mesma forma que os terminais de potência dos contatores. Já os terminais dos circuitos auxiliares deverão ser marcados da mesma forma que os de contatores, com funções específicas. O número de sequ-

30
30

proteção e comandos

ência deve ser o “9” e, se uma segunda sequência existir, será identificada com o “0”. Acompanhe, na figura a seguir, a identificação dos terminais de potência e os auxiliares:

Simbologia 95 96 97 98
Simbologia
95
96
97
98

Duplo contato

Circuito Auxiliar

Simbologia 95 96 97 98 Duplo contato Circuito Auxiliar Circuito de Potência REDE 1L1 3L2 5L3

Circuito de Potência

97 98 Duplo contato Circuito Auxiliar Circuito de Potência REDE 1L1 3L2 5L3 2T1 4T2 6T3

REDE

1L1 3L2 5L3 2T1 4T2 6T3
1L1
3L2
5L3
2T1
4T2
6T3

CARGA

Figura 19 - Identificação dos terminais do relé de sobrecarga Fonte: Do autor (2014)

CURIOSIDADE Você sabia que, com a criação do disjuntor motor, os fusíveis e relés de

CURIOSIDADE

Você sabia que, com a criação do disjuntor motor, os fusíveis e relés de sobrecarga estão caindo em desuso? O disjuntor motor faz o mesmo tipo de proteção e ocupa menos espaço. Além disso, no caso de uma falha, não é necessário trocar o fusí- vel.

3.5 relé Falta De Fase

É um modelo de relé que supervisiona a rede trifásica, detectando se há fal- ta de uma ou mais fases; quando isso acontece, ele desliga o circuito efetuando assim a proteção. Possui um retardo de aproximadamente cinco segundos, para que ele não atue de forma desnecessária na partida de um motor ou numa possí- vel falta de fase em um pequeno intervalo de tempo.

Esse tipo de relé possui um dial onde é possível fazer o ajuste da sua sensi- bilidade, essa sensibilidade pode variar entre 70 a 90%. O percentual ajustado definirá o percentual de queda de uma fase em relação às outras.

3 Componentes de proteção para instalações elétriCas e CirCuitos de Comando

31
31

3.6 relé De sequênCia De Fase

É utilizado para controle da sequência de fase em circuitos trifásicos e detecta quando há inversão da sequência de fases R, S e T. Quando as fases estiverem invertidas, seu contato (15 – 18) não comuta, acontecendo assim o bloqueio do circuito de comando no qual ele está sendo utilizado. Obrigatoriamente o circuito de comando deverá ser ligado no contato aberto (15 – 18), pois quando as fases estiverem na sequência correta esse contato vai comutar permanecendo fechado até que sua alimentação trifásica seja interrompida.

Agora que você aprendeu sobre os componentes de proteção para instalação elétrica, você terá oportunidade de aprender a montar e interpretar circuitos elé- tricos. Siga em frente!

3.7 CirCuitos De ComanDos elétriCos

Para ter uma interpretação correta dos circuitos elétricos é indispensável que você relembre a aplicação e o funcionamento de todos os dispositivos elétricos estudados anteriormente. Nesse contexto, conheça e compreenda algumas das simbologias mais utilizadas na elaboração de circuitos elétricos (conforme norma NBR, IEC, DIN).

3.7.1 Simbologia numérica

Todo o dispositivo de comando tem sua simbologia específica, assim como uma identificação alfanumérica, que deve seguir um padrão definido pela norma NBR 5280 ou a IEC 1132. Acompanhe, a seguir, alguns exemplos:

a) Numeração dos contatos de potência

1, 3 e 5 – Circuito de entrada

2, 4 e 6 – Circuito de saída

b) Numeração dos contatos auxiliares

1 e 2 – Contato normalmente fechado, 1 entrada e 2 saída

3 e 4 – Contato normalmente aberto, 3 entrada e 4 saída

Os contatos auxiliares do contator são identificados por dois números, o pri- meiro indica a sequência do contato e o segundo indica se ele é NA ou NF, por exemplo: 31 – terceiro contato indicando que é NF.

32
32

proteção e comandos

Número de sequência (1º contato)

Número de Função (NA)

Sequência (2º contato) Função (NF)
Sequência (2º contato)
Função (NF)
-1 -2
-1
-2
-3 -4
-3
-4

Figura 20 - Identificação dos terminais auxiliares Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

Os terminais das bobinas dos relés e contator são identificados de forma alfa- numérica A1 e A2.

Agora que você conheceu um pouco mais sobre as simbologias utilizadas em circuitos elétricos, conheça alguns conceitos básicos utilizados em comandos elé- tricos.

3.7.2 contato de Selo

De forma simples o contato de selo memoriza o pulso gerado num botão pul- sante, ou seja, é utilizado um contato, geralmente de um contator, ligado em pa- ralelo com o botão liga. Observe a figura a seguir.

 
 
 

F1

 

Fusível

 

FT1

Contato auxiliar relé de sobrecarga

S0

S0 Botão desliga  

Botão desliga

 
 
 
     
   

S1

 
K1
K1

contato

S1   K1 contato

Botão

de selo

liga

 
H1
H1
   

K1

     

Bobina do

   

contator

contator
 
contator  

Figura 21 - Exemplo de aplicação do contato de selo Fonte: Do autor (2014)

3 Componentes de proteção para instalações elétriCas e CirCuitos de Comando

33
33

Perceba que, quando o botão liga for acionado, o contator recebe a tensão na sua bobina, e mesmo após o botão ser liberado, mantém a bobina energizada por meio do contato de selo.

3.7.3 intertravamento

Utilizado para evitar a ligação de um dispositivo antes que o outro dispositivo permita que isso aconteça, ou seja, um dispositivo fica dependente da manobra do outro. Acompanhe na figura a seguir.

Q1

R S T
R
S
T

K1

do outro. Acompanhe na figura a seguir. Q1 R S T K1 M 3 ~ FT1
M 3 ~
M
3 ~

FT1

S F1 FT1 S0 S1 S2 S2 S1 K1 K2 K2 K1 H1 H2 K1
S
F1
FT1
S0
S1
S2
S2
S1
K1
K2
K2
K1
H1
H2
K1
K2
N

Figura 22 - Intertravamento de um circuito com reversão motor trifásico Fonte: Do autor (2014)

No exemplo anterior, está apresentada uma partida reversora, em que fica de- talhada a importância do intertravamento (na figura apresentada foi executado o intertravamento entre os contatos auxiliares das contatoras e um intertravamen- to com as botoeiras), onde um contator só poderá ser acionado quando o outro não estiver atuando.

34
34

proteção e comandos

34 proteção e comandos Casos e relatos Importância do esquema elétrico e da simbologia numérica dos

Casos e relatos

Importância do esquema elétrico e da simbologia numérica dos cir- cuitos

Em uma empresa de fabricação de máquinas, foram feitas melhorias em vários painéis e descobriu-se que um deles não possuía o esquema elétrico. Para desenhar o esquema elétrico do painel e também adequá-lo à NR10, o eletricista teve que seguir todos os fios e fazer verificação com o multíme- tro. Com isso ele percebeu a importância do esquema elétrico e da simbo- logia numérica dos circuitos.

3.7.4 Proteção de circuitoS elétricoS

Todos os dispositivos de segurança utilizados para proteger o circuito elétri- co, tais como relé de sobrecarga, disjuntor, fusível, botão de emergência, entre outros, deverão ser interligados em série, quando qualquer um deles for atuado o circuito deverá ser interrompido imediatamente. A figura a seguir mostra um exemplo de interligação de segurança.

R F1 Fusível Relé de FT1 Sobrecarga S01 Botão desliga1 S02 Botão desliga2 51 K1
R
F1
Fusível
Relé de
FT1 Sobrecarga
S01
Botão desliga1
S02
Botão desliga2
51 K1
K1
N

Figura 23 - Exemplo de proteção de circuitos elétricos Fonte: Do autor (2014)

Na figura anterior, foi apresentado um exemplo de partida direta; nele você pôde compreender como devem ser interligados os dispositivos de segurança.

3 Componentes de proteção para instalações elétriCas e CirCuitos de Comando

35
35

Note que se qualquer um dos quatro dispositivos for atuado desliga imediata- mente o contator K1, fazendo o desligamento do motor.

mente o contator K1, fazendo o desligamento do motor. reCapitulanDo Neste capítulo você aprimorou seu

reCapitulanDo

Neste capítulo você aprimorou seu conhecimento a respeito do funcio- namento e da aplicação dos dispositivos de proteção como, por exemplo:

fusíveis, disjuntores, relés aplicados e os dispositivos aplicados na prote- ção dos motores. Além disso, você conheceu alguns passos para mon- tar e interpretar um circuito elétrico, bem como conheceu a simbologia utilizada nos componentes aplicados nesses circuitos. Agora é a hora de conhecer os métodos utilizados para efetuar a partida dos motores elé- tricos. Fique ligado!

Chaves de partida

4
4
Chaves de partida 4 Os motores elétricos apresentam uma corrente de partida muito elevada, isso acontece

Os motores elétricos apresentam uma corrente de partida muito elevada, isso acontece por- que o motor tem uma mudança do estado de inércia em que se encontra, podendo chegar de seis a oito vezes a corrente nominal, levando em consideração partida em vazio. Sob carga, este valor pode chegar até dez vezes o valor da corrente nominal, com isso tem-se a necessidade de dimensionar o cabeamento com diâmetro bem maior, levando em consideração este pico de corrente. Outro item importante que deve ser analisado é o fator de potência, que é monitora- do pela concessionária. Como picos de corrente, pode haver uma queda no fator de potência, por um instante, elevando o valor a ser pago na conta de energia. Para minimizar este pico de corrente no momento da partida, existem alguns métodos de acionamentos que podem ser aplicados, os quais você estudará a seguir.

Assim, ao final deste capítulo, você terá subsídios para:

a) efetuar a partida de um motor elétrico;

b) identificar um possível problema que possa acontecer no circuito de partida do motor;

c) conhecer o funcionamento e a aplicação de um inversor de frequência e de uma soft- starter ;

d) parametrizar um inversor de frequência ou uma soft-starter .

Inicialmente você estudará sobre chave de partida direta. Vamos lá!

4.1 Partida direta

Neste método, utilizado para efetuar a partida do motor, existe um único contator que exe- cuta a manobra, ligando as três fases diretamente nos terminais de conexão do motor; esse método não elimina o pico de corrente na partida. Para o motor esse é o melhor método já que sua partida tem valores da tensão e conjugados nominais.

A partida direta só poderá ser utilizada para partir motores de até 5cv, pois um motor com potência superior pode causar eventuais danos às instalações elétricas. Na figura a seguir você pode observar o circuito de comando e potência de uma partida direta.

38
38

proteção e comandos

R S T F1 Fusível Q1 FT1 Contato auxiliar relé de sobrecarga Disjuntor trifásico S0
R
S
T
F1
Fusível
Q1
FT1
Contato auxiliar
relé de sobrecarga
Disjuntor
trifásico
S0
Botão
desliga
contato
K1
S1
K1
de selo
Contatos de
Botão
potência K1
liga
FT1
Relé de sobrecarga
M
3 ~
K1
H1
Bobina do
contator
N

Figura 24 - Diagrama de potência e de comando Fonte: Do autor (2014)

Esse método de partida apresenta algumas vantagens e desvantagens, acom- panhe:

vantagens

desvantagens

Simples e de fácil construção; conjugado de parti- da elevado; partida rápida; baixo custo.

Apresenta queda de tensão na rede de alimenta- ção, podendo ocasionar interferência nos outros equipamentos interligados na mesma rede; tem-se a necessidade de superdimensionar os dispositivos e cabos, encarecendo os custos de instalação; imposição das concessionárias que limitam a queda de tensão na rede.

Quadro 4 - Vantagens e desvantagens do método partida direta Fonte: Do autor (2014)

CURIOSIDADE Você sabia que a partida direta é o melhor tipo de partida para o

CURIOSIDADE

Você sabia que a partida direta é o melhor tipo de partida para o motor elétrico? Ela permite que o motor trabalhe com fator de potência e rendimen- to nominal. No entanto, ela pode prejudicar outros equipamentos conectados na rede, por isso, ela só é recomendada para motores com menos do que 5CV de potência.

4 Chaves de partida

39
39

Sabendo que a partida direta tem suas limitações, e não diminui o pico de cor- rente no momento da partida, há então a necessidade de utilizar outro método que venha reduzir esta desvantagem. É o que você vai ver na próxima seção.

4.2 Partida estrela-triângulo

Neste método de partida do motor uma tensão reduzida é utilizada para ali- mentar as bobinas do motor durante sua partida. Na partida as bobinas são fecha- das em estrela, recebendo 58% da tensão nominal. A figura a seguir mostra um motor seis pontas com o fechamento das bobinas em estrela.

S 1 2 U ∆ =U Y .0,58 4 5 6 T 3
S
1
2
U
∆ =U Y .0,58
4
5
6
T
3

Figura 25 - Ligação estrela com tensão de triângulo (UΔ) Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

Depois de decorrido certo tempo, em média 10s, as bobinas do motor deverão ser ligadas em triângulo, assumindo a tensão nominal da rede de alimentação. A figura a seguir mostra um motor de seis pontas com o fechamento das bobinas em triângulo.

S

R 1 6 U ∆ 4 3 T 2 5
R
1 6
U ∆
4
3
T
2 5

Figura 26 - Ligação triângulo com tensão de triângulo Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

40
40

proteção e comandos

Esse método proporciona uma redução de corrente de partida de aproxima- damente 33% de seu valor normal. Deve ser utilizada em máquinas que possuam

um conjugado resistente de partida, até 1/3 do conjugado de partida do motor.

É indicado para partir máquinas em vazio ou com pouca carga; a carga total só

poderá ser aplicada após o motor ter atingido a rotação nominal, e recebendo a tensão total da rede.

No instante da comutação, a corrente não deve atingir valores inaceitáveis (muito elevados), pois dessa forma a redução de corrente do primeiro instante não ocorre no segundo momento, e também o conjugado resistente da carga não deve ultrapassar o conjugado de partida do motor. Lembre que para poder efetuar a ligação estrela-triângulo o motor deverá ter dupla tensão (220/380V,

380/660V, 440/760V - esta informação você poderá identificar na placa do motor),

e ainda possuir no mínimo seis cabos. A figura a seguir mostra um diagrama de potência e de comando de uma partida estrela-triângulo.

R S T N F1 F2 F3 K1 e K2 Fechamento em triângulo K1 K2
R
S
T
N
F1
F2
F3
K1 e K2
Fechamento
em triângulo
K1
K2
K3
FT1
K1 e K3
Fechamento
em estrela
M
3 ~
R F4 FT1 S0 S1 K1 K3 K1 KT1 K2 KT1 K3 Y K2 KT1
R
F4
FT1
S0
S1
K1
K3
K1
KT1
K2
KT1
K3
Y
K2
KT1
K3
K1
K2
H1
Y∆

Figura 27 - Diagrama de potência e comando partida estrela-triângulo Fonte: Do autor (2014)

Lembre-se de que o relé de sobrecarga deve ser dimensionado levando em consideração a corrente que passa pelo contator K1.

vantagens

desvantagens

 

O

motor tem que atingir no mínimo 90% da sua

rotação nominal, na comutação para triângulo,

se

isso não ocorrer o pico de corrente é quase o

Baixo custo; ocupa pequeno espaço; não possui um limite máximo de manobras.

mesmo que o da partida direta; o motor deve possuir pelo menos seis terminais de ligação; o valor da tensão de rede deve ser o mesmo valor de tensão da ligação triângulo, identificada na placa do motor.

Quadro 5 - Vantagens e desvantagens do método partida estrela-triângulo Fonte: Do autor (2014)

4 Chaves de partida

41
41

4.3 Partida ComPensadora

Este método de partida alimenta as bobinas do motor com uma tensão redu- zida. Essa redução se dá por meio da utilização de um autotransformador que é ligado em série com as bobinas. Depois de decorrido um tempo, as bobinas são alimentadas com a tensão nominal da rede. É utilizado para efetuar o acionamen- to de motores em plena carga.

FIQUE ALERTA Esse método de partida é pouco utilizado devido ao custo elevado do autotransformador

FIQUE

ALERTA

Esse método de partida é pouco utilizado devido ao custo elevado do autotransformador e devido à ocupação de muito espaço dentro do painel elétrico, além de possuir limitação no número de manobras.

A figura a seguir mostra o diagrama de potência e comando de uma partida compensadora.

K1

R S T N F1 F2 F3 Fusíveis K2 K3 FT1 T1 Autotransformador 80% Relé
R
S
T
N
F1
F2
F3
Fusíveis
K2
K3
FT1
T1
Autotransformador
80%
Relé de
0% 0% 0%
Sobrecarga
M
3 ~
80%
100%
80%
100%
80%
100%
FT1 R F4 S0 S1 K2 K1 KT1 K3 K1 K2 K3 K1 K3 H2
FT1
R F4
S0
S1
K2
K1
KT1
K3
K1
K2
K3
K1
K3
H2
K2
KT1
K1
H1
N

Figura 28 - Diagrama de potência e de comando de uma partida compensadora Fonte: Do autor (2014)

Note que o autotransformador utilizado para fazer essa redução possui, ao longo do seu enrolamento, TAP’s operacionais nas alturas de tensões de 50%, 65% e 80% da tensão aplicada na fase. O TAP de 80% reduz a corrente, no mo- mento da partida, 64% do seu valor normal, no TAP de 65% obtém uma redução de 42% da corrente de partida, já no TAP de 50% a redução é de 25%.

42
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proteção e comandos

4.4 Chaves de Partidas eletrôniCas

Agora que você estudou sobre as chaves de partida eletromecânicas é hora de conhecer as chaves de partidas eletrônicas, outro modelo utilizado para partida de motores e que é um dos métodos mais modernos e que apresenta uma grande vantagem ao motor. Esse método possibilita que o motor tenha uma aceleração de forma gradativa reduzindo consideravelmente seu pico de corrente durante a partida. Acompanhe.

4.4.1 Inversor de frequêncIa

Há alguns anos o controle de velocidade dos motores só era possível por meio da utilização de motores de corrente contínua. Porém, esses motores apresentam algumas particularidades que fazem com que sua utilização seja bem restrita, en- tre elas, o alto custo do motor aliado com a necessidade de retificar a tensão da rede para ser utilizada na sua alimentação.

a tensão da rede para ser utilizada na sua alimentação. Figura 29 - Inversor de frequência

Figura 29 - Inversor de frequência Fonte: http://www.capacitech.com.br/SA/images/upload/fb530577dec5e126c6322f72fa3dafc9.jpg

Com o surgimento da chamada eletrônica de potência foi possível desenvol- ver alguns equipamentos que contribuíram para o desenvolvimento tecnológico e propiciaram um grande crescimento na indústria brasileira. Entre esses equipa- mentos está o inversor de frequência, que é o método mais eficiente e econômi- co para executar o controle de velocidade nos motores de indução trifásicos. A figura a anterior mostra um dos modelos de inversor de frequência encontrado no mercado.

4 Chaves de partida

43
43

O inversor de frequência possui a função de controle da velocidade e do tor-

que nos motores de corrente alternada a partir de um comando eletrônico; sua utilização apresenta vários benefícios tais como:

redução do número de partidas e paradas bruscas diminuindo o desgaste mecânico nos equipamentos (com a utilização de rampas de aceleração e frenagem);

redução de custo e paradas para manutenção (o motor assíncrono exige me- nos manutenção);

redução de ruído em relação ao controle mecânico de velocidade e redução de energia.

Princípios básicos do inversor de frequência: em um motor de corrente alter- nada o valor da rotação é determinado pela frequência da rede e pelo número de polos do motor, obtida pela fórmula:

N = 120 . f/p

Legenda: N = rotação em RPM; f = frequência da rede, em Hz; p = números de polos

O inversor de frequência atua alterando a frequência de alimentação do mo-

tor, então, pode-se considerá-lo uma fonte de tensão com frequência variável. Internamente, é formado por um circuito que contempla uma ponte retificadora trifásica e dois capacitores como filtro. Esse circuito utiliza o terra como referência, formando uma fonte CC simétrica.

R

S

T

+Vcc M -Vcc Controle
+Vcc
M
-Vcc
Controle

Figura 30 - Circuito de um inversor de frequência Fonte: Franchi (2008)

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44

proteção e comandos

1 U/f:

Relação entre tensão e frequência do motor, que é mantida constante pelo inversor, para manter o torque constante no eixo.

O barramento CC gerado alimenta um conjunto de seis transistores IGBTs que,

comutados a partir de uma lógica de controle, criam uma forma de onda alterna- da (quadrada), cuja frequência varia em função da frequência de chaveamento.

Os pulsos de disparo dos IGBTs precisam ser distribuídos de forma a obter um sistema de tensão CA com defasagem de 120°.

SAIBA MAIS Saiba mais sobre os inversores de frequência no site da YASKAWA, uma empresa

SAIBA

MAIS

Saiba mais sobre os inversores de frequência no site da YASKAWA, uma empresa japonesa fabricante de equipamen- tos para controle de motores: <http://catalogo.yaskawa.com. br/category/inversores-de-frequencia-baixa-tensao>.

Classificação dos inversores de frequência

A estrutura eletrônica de potência dos inversores de frequência que trabalham

com modulação por largura de pulso é praticamente a mesma, independente do fabricante. A única diferença entre eles são as variações que ocorrem no seu cir- cuito de comando. Então podemos ter, de acordo com sua estrutura de comando, dois tipos de inversores:

I. Inversor com controle escalar: possui um sistema que tem como caracte- rística manter o torque do motor constante, mesmo quando esse apresentar uma variação da sua velocidade. Os motores utilizados para serem acionados por esse modelo de inversor devem atender as exigências normais e seu controle é feito em malha aberta, ou seja, sem realimentação. Esse modelo de inversor geralmen- te trabalha com frequência operada de 10 a 60Hz.

Un

TENSÃO 60 f
TENSÃO
60
f

Figura 31 - Curva representativa da variação U/f 1 Fonte: Weg (2007b)

Perceba que existe uma relação constante entre tensão e frequência, até o limite de 60Hz, em que é atingida a tensão máxima. A partir desse ponto a corren-

4 Chaves de partida

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te e o torque do motor diminuirão, ou seja, terá um aumento da velocidade do motor, mas com menor intensidade de corrente e com um menor torque.

Para frequências abaixo de 30Hz também ocorre a redução da corrente e a consequente redução do torque do motor, portanto, pode-se concluir que a uti- lização do controle escalar nos inversores de frequência deve se dar para apli- cações que não sejam críticas e que não necessitem de controle de torque ou grande precisão.

II. Inversor com controle vetorial: há algum tempo apenas o motor de cor- rente contínua, com sistemas de controle em malha fechada, propiciava um con- trole de velocidade com respostas rápidas e de alta precisão. Entretanto, com

o avanço das técnicas vetoriais de controle, a regulação dos motores trifásicos tornou-se mais precisa e mais próxima dos resultados alcançados pelos motores CC. Sua aplicação é voltada para onde há a necessidade de se ter uma grande precisão no parâmetro de velocidade e uma resposta rápida do motor elétrico.

No inversor com controle vetorial, um sinal vindo de um encoder acoplado ao eixo do motor fornece um pulso executando o controle em malha fechada, sendo

o

inversor capaz de receber este sinal, processar e fazer o controle da velocidade

e

do torque do motor.

Dentre as principais vantagens na utilização do inversor com controle veto- rial estão: precisão de regulação de velocidade; torque linear para aplicações de posição; torque linear para aplicações de tração; baixa oscilação de torque com a variação de carga.

Blocos que compõem o inversor de frequência

Agora que você já conheceu um pouco mais sobre inversores de frequência, é hora de conhecer os blocos que compõem o inversor. Acompanhe.

Bloco 1 – CPU (Unidade Central de Processamento): armazena todos os parâ- metros e dados do sistema, e é por meio dela que é executada a geração de pul- sos de disparo para os IGBTs, isso acontece por meio de uma lógica de controle coerente.

Bloco 2 – IHM (Interface Homem/Máquina): é por meio deste componente que o usuário tem acesso a todas as informações do inversor: tensão, corrente, alarme, frequência de trabalho. Também pode-se parametrizá-lo de acordo com sua aplicação.

Bloco 3 – Interfaces: entradas digitais e analógicas que têm a função de con- trolar a velocidade de rotação do motor.

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proteção e comandos

Bloco 4 – Etapa de potência: é formada por um circuito retificador, denomina- do barramento DC, que alimenta o circuito de saída do inversor.

Parâmetros do inversor de frequência

Os parâmetros do inversor de frequência permitem ao usuário ler as mensa- gens que nele aparecem e programar valores e ajustes aplicáveis a uma determi- nada operação a ser implementada. Esses parâmetros estão acessíveis ao usuário através da interface homem máquina (IHM), conforme mostra a figura a seguir:

homem máquina (IHM), conforme mostra a figura a seguir: Figura 32 - IHM (Interface homem máquina)

Figura 32 - IHM (Interface homem máquina) Fonte: Do autor (2014)

Os parâmetros do inversor de frequência são subdivididos de acordo com suas características: parâmetros de leitura, de regulação, de configuração do motor. Acompanhe, na sequência, mais informações sobre cada um deles.

Parâmetros de leitura: por meio deste parâmetro o usuário visualiza os valo- res programados nos outros parâmetros; esses valores visualizados não podem ser alterados pelo usuário. Exemplos: corrente, frequência, velocidade, tensão do motor, são alguns dos valores encontrados neste parâmetro.

Parâmetros de regulação: valores que podem ser alterados pelo usuário de acordo com o tipo de acionamento que se deseja. Exemplos: tempo de acelera- ção e desaceleração, referência mínima e máxima, são algumas das opções en- contradas neste parâmetro.

Parâmetros do motor: parâmetros nos quais o usuário deve informar ou pa- rametrizar todas as informações referentes ao motor que será utilizado no aciona- mento. Exemplos: corrente nominal, tensão, rotação e potência.

4 Chaves de partida

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4 Chaves de partida 47 Casos e relatos Índice de desgaste elevado dos contatos de potência

Casos e relatos

Índice de desgaste elevado dos contatos de potência

Em uma empresa, um tecnólogo elaborou um estudo para saber o porquê de em um determinado equipamento haver um índice de desgaste eleva- do dos contatos de potência da contactora utilizada em uma partida direta; aliado a isso ele descobriu que em um ano foram trocados dois motores, todos com uma das bobinas abertas. Ele verificou que o equipamento tinha em média 15 partidas por hora e estava trabalhando com o relé térmico mal dimensionado. Então ele decidiu substituir o modelo de partida que estava sendo utilizado por uma soft-starter . Depois desta melhoria o equi- pamento apresenta uma rampa de aceleração e desaceleração bem suave, sem provocar sobrecarga no motor. Já faz mais de um ano e até o momen- to não apresentou mais nenhuma parada por problemas no motor ou na soft-starter .

4.4.2 soft-starter

São chaves de partida estáticas que asseguram uma aceleração e desacele- ração progressiva, executando assim uma partida com o aumento gradativo da tensão, possibilitando uma partida sem golpes, minimizando o pico elevado de corrente. Isso é obtido por meio de um circuito que é composto por tiristores 1 em antiparalelo, montados dois a dois em cada uma das fases do circuito trifásico. A figura a seguir apresenta um dos modelos de soft-starter encontrado no mercado.

a seguir apresenta um dos modelos de soft-starter encontrado no mercado. Figura 33 - Soft-starter Fonte:

Figura 33 - Soft-starter Fonte: Do autor (2014)

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proteção e comandos

2 TIRISTORES:

Componente eletrônico de três terminais que quando recebe um sinal em um dos terminais (gatilho) polariza a junção efetuando o chaveamento do circuito.

O aumento gradativo da tensão permite que se tenha um controle na rampa

de aceleração, trazendo grandes benefícios para o motor, entre eles podemos citar os mais importantes:

controle das características de funcionamento durante o período de partida e parada do motor;

proteção térmica do motor e da soft-starter ;

proteção mecânica do equipamento a ser movimentado por redução dos golpes.

Além disso, apresenta a vantagem de não possuir partes móveis ou que gerem arco elétrico, como nas chaves eletromecânicas.

O funcionamento da soft-starter está baseado na utilização de uma ponte ti-

ristorizada numa configuração antiparalelo. Este controle é executado por uma placa eletrônica que tem a finalidade de ajustar a tensão de saída, cujo valor é obtido conforme a programação feita pelo usuário.

TC R U S TC M V REDE ~ 3 ~ 3 T W PF
TC
R
U
S TC
M
V
REDE
~
3 ~
3
T
W
PF
1
CARTÃO
2
ELETRÔNICO
DE CONTROLE
CCS 1.00
+
+
ENTRADA
SAÍDA
-
-
ANALÓGICA
ANALÓGICA
ENTRADAS
SAÍDAS A RELÉ
DIGITAIS
RL1.RL2.RL3
Figura 34 - Diagrama de blocos simplificados
Fonte: Franchi (2008)

A figura anterior mostra a tensão da rede sendo controlada por meio de um

circuito de potência, que é formado por SCRs. Quando se varia o ângulo de dis- paro dos SCRs, há também a variação do valor da tensão eficaz que é aplicada no motor.

4 Chaves de partida

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49

A seguir você irá conhecer algumas das funções encontradas na soft-starter :

I Rampa de tensão na aceleração: função responsável por realizar o aumento gradativo e contínuo da tensão eficaz, até que se atinja o valor da tensão inicial de partida adequada. Quando a tensão de partida é ajustada num valor (Up), e em um tempo de partida (Tp), a tensão aumenta a um valor (Up) até atingir a tensão nominal da rede, em um intervalo de tempo, o que possibilita que o motor parta suavemente.

U Nom

U

p

Tensão Rampa de subida da tensão Tempo Tp
Tensão
Rampa de subida da tensão
Tempo
Tp

Figura 35 - Rampa de tensão na aceleração Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

II Rampa de tensão na desaceleração: o motor pode ter sua parada realizada de duas formas: por inércia ou uma parada controlada. Na parada executada por inércia, a soft-starter leva a tensão de saída imediatamente a zero, forçando o mo- tor a ir perdendo velocidade gradativamente. O tempo de parada é relacionado à energia cinética da carga que está sendo movimentada. Já na parada controlada, a soft-starter reduz gradualmente o valor da tensão até um valor mínimo predefi- nido, permitindo assim uma parada suave do motor.

U Nom

U

p

Tensão Tempo Td
Tensão
Tempo
Td

Figura 36 - Curva de tensão na desaceleração Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

III Limitação de corrente: esta função limita a corrente ao valor necessário para que seja vencida a inércia da carga, possibilitando a aceleração da mesma.

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proteção e comandos

Esse recurso garante um acionamento suave e permite também que quando os sistemas de proteção atuarem não prejudiquem o restante da instalação.

I lim

Up

Tensão Corrente Limitação Tempo
Tensão
Corrente
Limitação
Tempo

Figura 37 - Limitação de corrente Fonte: Adaptado de Weg (2007a)

A soft-starter garante ao motor toda a proteção necessária, e quando uma das proteções atua uma mensagem é enviada, permitindo ao usuário visualizar na IHM a falha ocorrida. A seguir serão apresentados os principais tipos de proteções:

I sobrecorrente imediata na saída: máximo valor de corrente que a soft-star - ter permite que seja conduzida para o motor por período de tempo pré-ajustado.

II subcorrente imediata: mínimo valor de corrente que a soft-starter permite que seja conduzida para o motor num período de tempo pré-ajustado.

Além das proteções citadas anteriormente, a soft-starter pode apresentar mui- tos outros parâmetros de proteções, como por exemplo, sequência de fase in- vertida, falta de fase na rede e no motor e sobretemperatura nos tiristores; esses parâmetros podem ser encontrados apenas em alguns modelos, dependendo do fabricante.

III economia de energia: esta função é aplicada em situações em que o motor está trabalhando com carga reduzida, em vazio, por um longo período de tempo. Quando isso acontece, a tensão nos terminais é reduzida e, consequentemente, reduz-se a corrente e as perdas no entreferro. Como o conjugado do motor é proporcional ao quadrado da tensão aplicada, com a redução da tensão ocorre a redução do conjugado. É importante ressaltar que esta função não oferece van- tagem em situações em que o motor opere com carga reduzida por um pequeno intervalo de tempo.

4 Chaves de partida

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4 Chaves de partida 51 reCaPitulando Neste último capítulo você conheceu os métodos de partidas efetuados

reCaPitulando

Neste último capítulo você conheceu os métodos de partidas efetuados em motores e principalmente em que condições cada uma delas pode ser aplicada. Além disso, você conheceu o funcionamento e a aplicação de outro método utilizado para dar partida em um motor, que são as cha- ves de partidas eletrônicas, bem como os parâmetros mais utilizados em inversores e soft-starters . Parabéns! Você acaba de concluir os estudos desta unidade curricular, agora está preparado para a próxima unidade que abordará a manutenção desses dispositivos. Bons estudos!

REFERÊNCIAS

BISONI, Paulo Roberto. Instalações elétricas em baixa tensão industrial: Florianópolis: SENAI/SC,

2010.

FRANCHI, Claiton Moro. Acionamentos Elétricos. 4. ed. São Paulo: Érica, 2008.

SENAI (2010)SIEMENS. Dispositivos de Baixa Tensão. Disponível em: <http://www.industry. siemens.com.br/automation/br/pt/dispositivos-baixa-tensao/Pages/dispositivos-baixa-tensao. aspx>. Acesso em: 11 set. 2014.

VAZ, Frederico Samuel de Oliveira. Manutenção elétrica. SENAI/SC, 2010. 134 p.

WEG. Catálogo de Disjuntores em Caixa Moldada. Jaraguá do Sul - SC: WEG, [200-]l.

WEG. Catálogo de fusíveis. Jaraguá do Sul - SC: WEG, [200-]g.

WEG. Catálogo de Mini Disjuntores. Jaraguá do Sul - SC: WEG, [200-]j.

WEG. Catálogo de Relés de Proteção e Temporizadores WEG. Jaraguá do Sul: WEG, 1999.

WEG. Catálogo de temporizadores. Jaraguá do Sul - SC: WEG, [200-]i.

WEG. Manual de Comando e Proteção: módulo 1 (APRESENTAÇÃO EM PPT). Jaraguá do Sul: WEG,

[200-]k.

WEG. Manual de Comando e Proteção: módulo 1. Jaraguá do Sul: WEG, [200-]c. 314 p.

WEG. Manual de Contatores. Jaraguá do Sul - SC: WEG, [200-]h.

WEG. Manual de Geração de energia: módulo 4. Jaraguá do Sul: WEG, [200-]b. p.314.

WEG. Motores Elétricos. Jaraguá do Sul: WEG (A3,G3).

YASKAWA. Inversores de frequência de baixa tensão. Disponível em: <http://catalogo.yaskawa. com.br/category/inversores-de-frequencia-baixa-tensao>. Acesso em: 11 set. 2014.

Disjuntor monofásico. Disponível em: <http://satech.com.br/disjuntores/disjuntor- interior/>. Acesso em: 23 set. 2014.

Disjuntor motor. Disponível em: <https://www.webeletrica.com.br/index.php?src=view/ detalheProduto&cdprd=MTE3>. Acesso em: 23 set. 2014.

Elementos de um contator. Disponível em: <http://ge.bpsinternet.com.br/produtos/reles- contatores/cl/>. Acesso em: 23 set. 2014.

Fusível Diazed. Disponível em: <http://www.luxtil.com.br/images/FUSIVEL_DIAZED_16A_

RETARDADO_500V

Fusível NH. Disponível em: <http://www.intereng.com.br/media/imagens/upload/ familia/678/fusivelbaixatensao_tipo-nh_jpg_600x400_q100.jpg>. Acesso em: 23 set. 2014.

Inversor de frequência. Disponível em: <http://www.capacitech.com.br/SA/images/ upload/fb530577dec5e126c6322f72fa3dafc9.jpg>. Acesso em: 23 set. 2014

jpg?osCsid=64ff7a296d1549a7917f959d6fe089d7>.

Acesso em: 23 set. 2014.

Lâmina bimetálica. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Rel%C3%A9_t%C3%A9rmico>. Acesso em: 23 set. 2014.

Relés auxiliares. Disponível em: <http://www.findernet.com/ro/node/42994>. Acesso em:

23 set. 2014

MINICURRÍCULO DO AUTOR

Celso de Oliveira Araujo é técnico em eletrotécnica pela instituição CEDUP de Joinville, e téc- nico em Eletrônica, na mesma instituição. Graduado em Tecnólogo em Manutenção Industrial pela instituição Sociedade Educacional de Santa Catarina (Sociesc). Atua na área de manutenção elétrica há 16 anos, atualmente em uma empresa multinacional. Atua desde 2013 no SENAI SC na unidade de Joinville, na qual ministra aulas para o curso técnico em Eletromecânica.

ÍNDICE

A

Aceleração 42, 43, 46, 47, 48, 49

B

Botoeiras 18, 19, 20, 33

C

Comandos elétricos 31, 32, 33 Contatores 11, 13, 14, 15, 29

D

Desaceleração 46, 47, 49 Disjuntores 23, 24, 28, 35

F

Fusíveis 24, 25, 26, 27, 28, 30, 35

I

Inversor 9, 37, 42, 43, 44, 45, 46, 51

L

Lâminas 27, 28

M

Motores elétricos 35, 37

P

Parâmetros 45, 46, 50, 51

R

Relé 15, 16, 17, 19, 28, 29, 30, 31, 32, 34, 35, 40, 47 Relés auxiliares 15, 16 Relés de tempo 16

S

Soft-starter 9, 37, 47, 48, 49, 50, 51

DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA - DIRET

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti Diretor de Educação e Tecnologia

SENAI - DEPARTAMENTO NACIONAL

Unidade de Educação Profissional e Tecnológica - UNIEP

Felipe Esteves Pinto Morgado Gerente Executivo de Educação Profissional e Tecnológica

Nina Rosa Silva Aguiar Gerente de Educação Profissional e Tecnológica

Sinara Sant’Anna Celistre Gestora do Programa SENAI de Capacitação Docente

Nathália Falcão Mendes Analista de Desenvolvimento Industrial

SENAI - DEPARTAMENTO REGIONAL DE SANTA CATARINA

Selma Kovalski Coordenação do Desenvolvimento dos Livros no Departamento Regional

Raphael da Silveira Geremias Gerência de Educação no SENAI em Joinville

Carla Micheline Israel Coordenação do Projeto

Michele Antunes Corrêa Coordenação Técnica de Desenvolvimento de Recursos Didáticos

Celso de Oliveira Araujo Elaboração

Carlos Eduardo Carvalho Celso Picolli Filho Revisão Técnica

Daniela Viviani Design Educacional

Tatiane Hardt Ilustrações e Tratamento de Imagens Diagramação

Roseli Müller Izolan

CRB-14/472

Ficha Catalográfica

i-Comunicação

Projeto Gráfico

Jaqueline Tartari Contextuar Revisão Ortográfica e Gramatical

Jaqueline Tartari

Contextuar

Normalização